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Obturação - Resumo aula da Disciplina de Endodontia I Endodontia I, Odontologia (Universidade da Região de Joinville) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Obturação - Resumo aula da Disciplina de Endodontia I Endodontia I, Odontologia (Universidade da Região de Joinville) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com) lOMoARcPSD|26916186 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-da-regiao-de-joinville/endodontia-i-odontologia/obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i/14471845?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-da-regiao-de-joinville/endodontia-i-odontologia/4865186?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-da-regiao-de-joinville/endodontia-i-odontologia/obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i/14471845?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-da-regiao-de-joinville/endodontia-i-odontologia/4865186?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i Obturação dos canais radiculares: materiais obturadores; técnica de condensação lateral CONCEITO - A fase de obturação do sistema de canais radiculares, compreende a última fase do tratamento endodôntico propriamente dito. - Essa fase, consiste em dar ao canal preparado/modelado um selamento que seja o mais hermético e tridimensional possível. - Visa não deixar espaços nem em comprimento (tem que abranger toda a extensão do canal que foi modelada durante a fase de preparo/limpeza até 1 mm do ápice) e nem em volume (tem que ocorrer uma compactação muito eficaz do material obturador nos sentidos mesial-distal e vestilubar-lingual/palatal). - Dessa forma, pode-se dar condições ao sistema imunológico de se defender de eventuais microrganismos que não tenham sido eliminados na fase do preparo e não permitir que espaços vazios sejam recolonizados por bactérias. Dessa forma, o tratamento endodôntico procura permitir a adequada cicatrização dos tecidos periodontais periapicais adjacentes, estimulando dessa forma o reparo desses tecidos e contribuindo para que o elemento dentário possa ser mantido em função. QUANDO OBTURAR - Quando sabemos que podemos obturar um canal? Em que momento o canal pode ser obturado, para que dessa forma possamos encerrar o tratamento endodôntico? - São 04 fatores que devem SEMPRE ser considerados: 1) Canal estar corretamente modelado: - Esse é o mais fácil e mais óbvio de todos. Só posso fechar um canal, quando ele estiver pronto para receber os materiais obturadores. E o canal só estará apto a receber esses materiais, e dessa forma finalizar o tratamento, após sua adequada limpeza/preparo/modelagem estiverem concluídos de forma adequada. 2) Ausência de dor: - Não se pode obturar um canal se o paciente ainda estiver relatando dor no dia da consulta de obturação. - Caso isso ocorra, deve-se identificar o problema causador do quadro álgico, procurar elimina-lo, medicar o paciente intra-canal e sistemicamente (analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos), aguardar alguns dias e reavaliar. Caso o paciente retorne com tudo bem, daí pode-se dar sequência à obturação. 3) Selamento do curativo íntegro: - De forma alguma podemos dar sequência à um processo de obturação se o paciente chegar com uma fratura ou perda do selamento, que permite que o interior do conduto tenha comunicação com a cavidade oral. - Caso haja qualquer comprometimento do selamento do curativo, colocado na sessão de preparo/limpeza, o que fatalmente significa que houve contaminação do canal por saliva e todos os seus componentes, deve-se abortar a obturação. - Nestes casos, deve-se isolar o dente, promover irrigação abundante de todo sistema de canais radiculares, utilizar um instrumento para limpar esse canal no seu comprimento de modelagem (CTM), sem a necessidade de corte/alargamento, recolocar a medicação e aguardar de 10-15 dias para que o paciente retorne para finalizar o caso. 4) Ausência de exsudato: - Entende-se como exsudato toda e qualquer substância líquida ou pastosa que possa ser encontrada persistindo em se manter dentro do canal. São elas: sangue, pús, saliva, secreções séricas... - Enfim, no dia da obturação, após o dente estar numa situação OK com todos os 3 fatores anteriores, anestesia-se o dente, coloca-se o isolamento, faz-se todos os procedimentos pré obturadores (os quais serão descritos em seguida) e seca-se o conduto (ou condutos) para que esse possa receber o material obturador. - Se nessa fase de secagem, não se obter êxito em deixar o conduto completa e totalmente seco, ou seja, se nessa fase o canal apresentar qualquer espécie de secreção, recoloca-se a medicação intra canal (medica-se sistemicamente, caso seja pertinente) e aguarda-se de 10-15 dias para se tentar novamente a obturação. - Observem: dos 04 fatores que irão determinar se o canal poderá ou não ser obturado, os 3 primeiros o podemos saber sem sequer o paciente abrir a boca para que possamos examiná-los. - Ou seja, eu já sei, pela consulta anterior (se for um paciente meu) ou pela ficha clínica (caso seja um paciente encaminhado apenas para a obturação), se o dente está ou não adequadamente preparado/modelado; o Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com) lOMoARcPSD|26916186 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i paciente já pode relatar na sala de espera se está com alguma dor, bem como pode me informar se o curativo caiu ou quebrou. Já a presença de exsudato, só saberemos se existe ou não ao acessar o dente. - Essa presença de exsudato pode já se manifestar no exato momento da remoção do curativo (em alguns casos, assim que se remove o curativo de dentro do canal, este começa a secretar sangue e/ou pús), bem como pode manifestar-se apenas no momento exato de se ir para a obturação propriamente dita, ou seja, no momento da secagem dos condutos. LIMITE APICAL - SEMPRE procurará seguir o limite de modelagem, o qual, por sua vez, SEMPRE procurará ser CRD – 1 mm (conforme já conversado na aula de preparo). - Independentemente do tratamento ter sido biopulpectomia ou necropulpectomia, a obturação será sempre a mesma em ambas as situações. - Somente ressaltando que, em biopulpectomia, aquele 1 mm que falta entre o CTM e o CRD estará sendo preenchido por aquele 1 mm de tecido vivo que foi preservado durante o preparo. - Já em necropulpectomia, aquele 1 mm que falta entre o CTM e o CRD estará vazio, já que seu conteúdo foi removido por uma lima endodôntica bem fina, em limpeza passiva (sem promoção de desgaste) durante o preparo. - Esse 1 mm que foi deixado vazio durante a necropulpectomia, será consequentemente preenchido por material obturador plástico (cimento endodôntico) durante a obturação. MATERIAIS OBTURADORES -Substancias que quando colocadas dentro do canal no momento da obturação cumprem suas reais realidades de selamento e de respeito aos tecidos apicais e periapicais. - Propriedades biológicas desejáveis: a) Boa tolerância tecidual: o Como não temos controle total sobre o escoamento do material obturador plástico (cimento endodôntico), em algumas situações, (seja via forame apical seja via canais laterais/acessórios muito amplos), esses materiais podem extravasar para os tecidos periodontais adjacentes. Isso ocorre até com bastante frequência, o que pode gerar uma certa dor/desconforto pós- operatório no paciente. Porém, como os materiais devem ser biocompatíveis, essa situação incômoda será provisória/transitória e suas complicações (dor/desconforto) serão mínimas. b) Propriedades antissépticas: o Assim como as soluções químicas usadas durante o preparo, os materiais obturadores devem promover ações de saneamento no sistema de canais radiculares. o Devem ser feitos a base de substâncias bactericidas/bacteriostáticas que impeçam e/ou dificultem ao máximo a proliveração/crescimento de microrganismos. o Devem atuar como coadjuvantes do processo de limpeza, uma vez que, devido ao seu escoamento, vão alcançar partes mais profundas do sistema de canais radiculares. c) Ser reabsorvível: o Justamente pelo fato de não termos como controlar o escoamento do material obturador plástico (cimento endodôntico), o qual pode, quando escoado em excesso, causar os danos citados no item tolerância tecidual, esses materiais devem possuir essa propriedade de serem parcial ou totalmente absorvidos, quando extravasados. o Essa é uma propriedade muito requisitada em todos os materiais obturadores, porém, quando presente, ela se dá de forma lenta. o São necessários vários meses, e as vezes anos, para se notar (radiograficamente) que o extravasamento do material obturador foi reabsorvido pelo pelo organismo. o Justamente, devido a essa demora que o organismo tem para conseguir reabsorver esses materiais, é que se faz tão importante sua tolerância tecidual. o Muito importante: essa propriedade de ser reabsorvível deve-se aplicar somente fora do sistema de canais radiculares, ou seja, nos tecidos periodontais. o Deve facilitar a ação dos macrófagos nestas regiões a fim de serem removidos (reabsorvidos) para que os tecidos dessa região possam ocupar novamente o espaço que lhes é de direito. o Dentro do canal não pode haver reabsorção desse material, pois caso isso ocorra, teremos a formação de espaços (gaps), que é justamente o que uma obturação hermética e tridimensional procura evitar. Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com) lOMoARcPSD|26916186 d) Estimular o reparo: o Assim como devem possuir propriedades antissépticas para auxiliar no saneamento do sistema de canais radiculares, os materiais obturadores também devem estimular o reparo/cicatrização dos tecidos adjacentes ao periápice e em toda extensão do ligamento periodontal do elemento tratado endodônticamente. o Devem possuir substâncias químicas na sua composição, que estimulem a regeneração dos tecidos lesionados durante a infecção endodôntica. - Propriedades Físico-químicas desejáveis a) Boa estabilidade dimensional: o material endodôntico, seja sólido ou plástico, uma vez inserido dentro do canal, deve manter sua estabilidade dimensional, dessa forma mantendo o preenchimento hermético e tridimensional de todo os espaços, sem dilatar ou contrair. b) Radiopacidade: o material endodôntico, seja sólido ou plástico, uma vez inserido dentro do canal, deve permitir que seja visualizado num exame radiográfico, a fim de que o operador possa saber se atingiu, com sua obturação, todas as extensões desses canais. Essa propriedade também é importante para identificar possíveis extravasamentos para, dessa forma, de acordo com a quantidade de material extravasado, dar condições ao operador de decidir sobre a prescrição ou não de alguma medicação sistêmica após finalizado o tratamento. c) Ser de fácil manipulação e introdução no interior dos canais radiculares: esses materiais precisam ter maleabilidade, porém com uma certa consistência, a fim de que o operador consiga introduzi-los de forma rápida e prática no interior dos canais, a fim de que, lá dentro, possam escoar para todas as irregularidades presentes. d) Ser de fácil remoção: seja em situações que exijam uma re-intervenção (retratamento) ou em situações que necessitem de parte do espaço do canal para promover a reabilitação protética (pinos e retentores intra-radiculares), é necessário que se consiga remover parcial ou totalmente esse material obturador de dentro do canal. Desta forma, gera-se menos danos térmicos e riscos de perfuração e/ou fratura da superfície radicular. e) Plasticidade: apesar de ter que apresentar uma certa firmeza, o que lhe confere facilidade de manipulação e introdução no canal, o material também necessita de certa plasticidade, para se adaptar as irregularidades (principalmente curvaturas) presentes nos canais. f) Não causar alteração cromática: o material endodôntico, seja sólido ou plástico, não deve (ou deve possuir o mínimo possível) ter na sua composição substâncias ou íons que possam alterar a cor do elemento dental, escurecendo-o. Esses íons que causam esse tipo de problema, na grande maioria são íons metálicos, os quais no decorrer do anos vem sendo ou removidos ou no próprio corpo do cimento, são acrescidas substâncias que diminuem ou até impedem a alteração cromática por parte desses elementos. g) Bom escoamento: como já comentado anteriormente, nem sempre conseguimos chegar com nosso instrumento e nem com nossas soluções irrigantes em toda extensão do sistema de canais radiculares, onde se fazem necessário. Por esse motivo e para poder levar propriedades antissépticas e reparadoras ao máximo de extensão do sistema de canais radiculares (dessa forma também não permitindo a formação de gaps), os materiais obturadores precisam fluir bem por todas as irregularidades anato- morfológicas dos condutos. h) Tempo de trabalho: o material endodôntico deve permitir ao operador um tempo adequado de trabalho para que o mesmo seja devidamente manipulado, inserido e assentado dentro do canal radicular, antes de sua presa. i) Tempo de endurecimento: apesar de o material endodôntico dever permitir ao operador um tempo adequado de trabalho para que o mesmo seja devidamente manipulado, inserido e assentado dentro do canal radicular, antes de sua presa, esse tempo não pode ser tão grande, pois caso o material não tome presa em alguns minutos, poderá ocorrer solubilização (principalmente dos cimentos) desse material ou de parte dele, nos fluidos bucais. j) Insolubilidade/impermeabilidade: quanto mais insolúvel for um material obturador, menor será sua chance de se insolubilizar nos fluidos bucais. Sendo assim, após sua presa completa, o material estará dando condições de ocorrer a impermeabilização do sistema de canais radiculares. Classificação: divisão dos materiais obturadores em sólidos (cones de prata e guta-percha) plásticos (pasta e cimentos). Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com) lOMoARcPSD|26916186 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i CONES DE PRATA - Foram usados durante muitos anos para obturação de canais endodônticos pois, assim como o ouro, a prata é um metal nobre com grande biocompatibilidade. Porém,não evitaram que ela oxidasse (enferrujasse) no meio bucal. - Essa oxidação, provocava solubilização do cimento obturador, de forma que permitia que os fluidos bucais penetrasse no tratamento endodôntico, aumentando ainda mais a oxidação do metal o que consequentemente aumentava a intolerância tecidual.- Apesar de não serem mais utilizados por muitos anos, ainda encontramos por aí pacientes que necessitam de reintervenção endodôntica (retratamento) devido ao tratamento ter sido realizado com esse material. CONES DE GUTA-PERCHA - São cones sólidos (pinçáveis/manipuláveis) feitos com material plástico (definição no slide seguinte) e que devem ser associados aos materiais plásticos e/ou híbridos durante a obturação. Existem duas apresentações: o Cones principais: tem sua numeração variando de acordo com as varrições dos instrumentos de 1ª e 2 ª série, ou seja, a ponta do cone tem o mesmo diâmetro do instrumento (indo de 15 a 80). É o cone que irá dar preenchimento quase que total do conduto preparado. o Cones acessórios: constituídos no mesmo material, iram dar suporte dimensional (se ajustar nos espaços vazios) ao cone principal na busca de uma obturação hermética e tridimensional. - Composição: guta-percha 20%, óxido de zinco 66%, silicato de zinco 4%, cera, corante, antioxidante e opacificador 10%. - A guta-percha é o material mais utilizado no mundo para obturações endodônticas, justamente pela excelente tolerância tecidual que apresenta. Ela não é reabsorvível pelo organismo, se extravasada. - Porém, graças a sua grande biocompatibilidade, mesmo que extravasada em grandes quantidades, o organismo “se acostuma” a ela e não reage com um corpo agressor (desde que, obviamente, não haja contaminação / M.O.). - Vantages: radiopacidade e plasticidade adequada, fácil remoção, não altera a cor. - Desvantagens da guta-percha- falta de rigidez (se deforma muito fácil), ausência de adesividade e deslocamento sob pressão. PASTAS - As pastas, que podem ser antissépticas ou alcalinas, são materiais obturadores usados sozinhos, ou seja, não são utilizados em associação com a guta-percha. - São usados em situações em que a guta percha não pode estar presente como por exemplo em dentes decíduos. Apesar de sua grande biocompatibilidade, a guta-percha não é reabsorvível pelo nosso organismo. - Dessa forma, se utilizássemos guta-percha para obturarmos um dente decíduo, quando este deverá ter suas raízes esfoliadas/reabsorvidas fisiologicamente para dar lugar ao dente permanente, a mesma não passaria pelo mesmo processo reabsortivo, podendo gerar danos a erupção do dente permanente. - Portanto, nas situações em que uma criança necessita de intervenção endodôntica em algum de seus dentes decíduos, a obturação deste elemento será realizada apenas com materiais plásticos do tipo pastas reabsorvíveis. - Não trataremos de terapia endodôntica em dentes decíduos com vocês na disciplina de Endodontia. Mas vocês terão toda essa parte na disciplina de Pediatria. CIMENTOS - Os cimentos resinosos e à base de hidróxido de cálcio são os melhores e mais indicados justamente por possuírem as maiores e melhores propriedades biológicas e físico-químicas citadas anteriormente. - Porém, apesar de não serem os mais indicados, justamente por deixarem a desejar em muitas propriedades, os cimentos à base de óxido de zinco e eugenol são ainda amplamente comercializados e utilizados, justamente pela sua facilidade de uso/manipulação e, principalmente pelo seu preço, extremamente acessível quando comparados com outros cimentos muito melhores. TÉCNICA DE CONDENSAÇÃO LATERAL - Apesar de não ser a melhor técnica de obturação, essa técnica, devido a sua facilidade de execução e necessidade de poucos instrumentos / equipamentos, ainda é a técnica mais utilizada para obturação de canais radiculares em todo mundo. Sequencia: Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com) lOMoARcPSD|26916186 REMOÇÃO DO CURATIVO Inicialmente, antes do canal ser obturado propriamente dito, se faz necessário preparo da dentina para que essa receba de forma adequada os matérias obturadores. - O primeiro passo para se obturar o canal é a remoção completa do curativo. Isso se faz com o auxílio de um instrumento endodôntico (a última lima utilizada para confecção do diâmetro cirúrgico calibrada no CTM) associado a irrigação abundante com NaOCl. IRRIGAÇÃO - Removido todos os vestígios do curativo, o NaOCl deverá ser aspirado do conduto, o qual deverá ser irrigado com 5 ml de EDTA 17%. Esse EDTA, para execução adequada de suas funções/propriedades, deverá permanecer agindo no canal por 5 minutos. - Uma das funções principais do EDTA é a de ser uma solução quelante. Ele “sequestra” íons cálcio agindo como uma espécie de ácido orto- fosfórico, promovendo remoção da lama dentinária da entrada dos túbulos dentinários, desta forma expondo-os abertos, o que permite a penetração do cimento obturador no seu interior, aumentando o embricamento (travamento) mecânico dentro do conduto radicular. - Materiais necessários: Cones principais, Cones acessórios, Cones de papel absorventes, Espaçadores digitais = condensação horizontal, Cimento obturador, Placa de vidro e espátula flexível, Condensador vertical = condensadores de Paiva, Lamparina. ESCOLHA DO CONE PRINCIPAL - O cone principal deverá ser escolhido de acordo com o diâmetro cirúrgico que foi criado para esse canal. Se o diâmetro anatômico foi determinado por uma lima 45, deve-se optar por esse cone para ser o principal. - Em algumas técnicas, o instrumento que determinou o diâmetro cirúrgico, ou seja, o último instrumento que confeccionou o término do preparo apical (também chamado de stop ou batente apical) é chamado de instrumento memória (como está no slide). PREPARO DO CONE - Como são a base de material plástico, irão derreter se submetidos a autoclavagem. Portanto, como não são estéreis e não são passíveis de serem autoclavados, se faz necessária sua descontaminação por imersão em NaOCl por no mínimo 5 minutos. - Então, vocês vão selecionar o cone já no início dos trabalhos em laboratório e deixar ele imerso em solução de NaOCl até o momento de sua utilização (lembrem-se: os 5 minutos de imersão são mínimos. Quanto mais tempo ficarem descontaminando, melhor). SECAGM DO CANAL - Detalham o preparo de secagem que o canal deve sofrer para receber a obturação. Inicialmente, faz-se a aspiração com a cânula. - Quanto mais se conseguir introduzir a cânula no interior do conduto, maior quantidade de solução ela aspirará e consequentemente você terá um gasto menor de cones de papel absorvente. - Existem hoje pontas de aspiração a base de silicone que são extremamente finas e flexíveis que podem praticamente alcançar o ápice radicular de um canal endodonticamente já preparado. - Finalizada a secagem com a cânula, parte-se para a secagem “fina” feita com os cones de papel. Assim como os cones principais são escolhidos de acordo com o DC do canal, o mesmo se aplica para os cones de papel. - Devem ser escolhidos no diâmetro em que foi confeccionado o DC e devem ser introduzidos no canal até atingir o CTM. Para se calibrar o comprimento dos cones de papel, deve-se utilizar a pinça, uma vez que eles, por sua fragilidade estrutural, não se permitem serem calibrados com stops de borracha. COMPRIMENTO DO CONE - Assim como os cones de papel, os cones de guta-percha (nem principais e nem acessórios) permitem que sejam colocados cursores de borracha para calibra-los. - Essa impossibilidade é facilmente explicada pela flexibilidade/fragilidade de todos esses cones. Desta forma, a calibragem destes materiais só é possível de se fazer com a pinça clínica. - Para medir o comprimento do cone, coloca-se ele na canaleta que existe na régua calibradora e se empurra ele até a medida desejada. - Quando ele estiver na posição/medida desejada, pinça-se ele com firmeza e leva-se ao interior do conduto de forma que ele penetre no seu interior até que a pinça (que neste caso está fazendo o papel de cursor de borracha), toque na borda de referência. - É possível, somente no cone de guta-percha, dar uma apertada forte na pinça,de forma que sua ponta deforme o cone na medida desejada, Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com) lOMoARcPSD|26916186 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i fazendo uma espécie de marca no comprimento de calibragem. PROVA DO CONE - Antes de se seguir com a obturação, é imprescindível saber se o cone principal está posicionado no local correto (comprimento correto, ou seja a 1 mm do ápice). Para isso, são realizados 03 testes, os quais devem ser obrigatoriamente realizados nesta sequência: 1) Teste Visual: - Deve-se calibrar o cone (conforme descrito no slide anterior) e leva-lo até o interior do conduto de forma que ele penetre no conduto até que a pinça (funcionado como cursor de borracha), toque na borda de referência. - Um detalhe muito importante: para que o cone possa entrar no comprimento adequado, a lima correspondente ao seu diâmetro (instrumento que confeccionou o DC, ou instrumento de memória) deve estar entrando no mesmo comprimento sem nenhuma dificuldade, sem nenhuma obstrução. - Esse instrumento tem que entrar e sair do conduto com extrema facilidade, com folga. O que muitas vezes acontece, é de esse instrumento entra no conduto com folga até chegar a 1 ou 2 mm do comprimento desejado, daí, dá-se uma “forçadinha” e o instrumento acaba por descer o restante. - Acontece que a guta-percha, devido a sua extrema flexibilidade/fragilidade, não aceita essa “forçadinha”, portanto, se a lima não descer com folga, a guta não vai descer também. - Portanto, se o cone principal não descer no comprimento em que ele deveria descer (CTO = CTM = CRD – 1 mm), ou há algum tipo de obstrução no conduto, ou o conduto não foi preparado/modelado no comprimento adequado. - O APARELHO DE RAIO X NÃO FAZ O MILAGRE DE FAZER COM QUE O CONE DESÇA MAIS. NÃO ADIANTA IR RADIOGRAFAR SE O CONE NÃO ESTIVER NA POSIÇÃO ADEQUADA. - Somente quando se alcançar o resultado adequado no teste visual, é que deve-se passar para o próximo teste! 2) Teste Tátil: - O cone precisa apresentar um certo travamento quando alcançar o CTO. Esse travamento, significa que ele está bem ajustado tanto em comprimento como em largura no comprimento desejado. - Porém, esse travamento é algo muito sutil, muito tênue de se sentir, pois demanda muita prática e sensibilidade nos dedos. - Nos primeiros dentes que vocês farão em laboratório, terão que chamar um de nós professores para confirmarmos esses travamentos antes de vocês partirem para o teste seguinte. - Quando um cone descer no comprimento CTO, mas não travar, ou seja, ficar solto no CTO, isso significa que o diâmetro do CTO está maior do que o diâmetro do cone. - O cone está folgado, solto nesse comprimento, o que não pode acontecer. Se o cone não travar, existem dois meios de se resolver o problema: a) Trocar o cone para um número imediatamente acima dele, cujo diâmetro apical será maior. Exemplo: se era um 40, tentar com um 45; se era um 30, tentar com um 35; e assim por diante. b) Cortar, com auxílio de uma lâmina de gilete ou lâmina de bisturi uma pontinha do cone. Os cones também têm taper, ou seja, a medida que vão do 1/3 apical para os 1/3 médio e cervical, também vão aumentando de diâmetro. Portanto, um cone 45, há alguns mm acima de sua ponta, vai ter um diâmetro maior do que 0,45 mm. Esse corte tem que ser pequeno, ou seja, corta-se um pouquinho e prova-se para ver se o cone está entrando na medida correta (CTO) e travando. Vai se cortando de pouquinho em pouquinho até se ajustar. 3) Teste Radiográfico: - O cone desceu no comprimento adequado (Teste Visual)? Travou no comprimento adequado (Teste Tátil)? Somente se a resposta para essas duas perguntas for SIM, pode-se partir para o teste radiográfico. - Então, com o cone TRAVADO no CTO radiografa- se para saber se esse travamento está ocorrendo exatamente a 1 mm do ápice. Ao analisar essa radiografia, o cone pode se apresentar nas mesmas 03 situações com as quais podemos nos deparar na odontometria. Estar aquém do CTO, no CTO e além do CTO. - Caso o cone esteja aquém do CTO, deve-se remover ele de dentro do conduto com a pinça e confirmar a medida. Se essa medida estiver correta, ou seja, o CTO era de 21 mm e o cone estava 21 mm dentro do canal, isso quer dizer que seu CTO, ou melhor, seu CTM estava errado, Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com) lOMoARcPSD|26916186 ou seja, você sub-instrumentou (instrumentou de menos) esse canal. - Este canal não deveria ter sido preparado/modelado neste comprimento, mas sim em tantos mm a mais conforme demonstrado na radiografia de prova do cone. Neste caso, o canal deverá ser repreparado nos comprimentos adequados (ou seja, com “x” mm mais) e uma nova prova do cone deverá ser feita. - Caso o cone esteja além do CTO, deve-se remover ele de dentro do conduto com a pinça e confirmar a medida. - Se essa medida estiver correta, ou seja, o CTO era de 21 mm e o cone estava 21 mm dentro do canal, mas mesmo assim ultrapassou o limite de 1 mm aquém, isso quer dizer que seu CTO, ou melhor, seu CTM estava errado, ou seja, você sobre-instrumentou (instrumentou demais) esse canal. - Este canal não deveria ter sido preparado/modelado neste comprimento, mas sim em tantos mm a menos conforme demonstrado na radiografia de prova do cone. - Neste caso, o canal já foi instrumentado demais, portanto, deve-se escolher um cone mais calibroso (de maior diâmetro) até que ele desça e trave no comprimento adequado. - IMPORTANTE: A prova do cone, mais precisamente o teste radiográfico, é uma manobra de segurança que se faz antes de se obturar os condutos, de forma possamos, tentar ao máximo, garantir que o procedimento seja feito no comprimento correto, uma vez que não estamos enxergando dentro do canal. - Assim como a odontometria, a radiografia da prova do cone não precisa ser perfeita, ou seja, a lima (na odontometria) e o cone (na prova do cone) estarem exatamente no local desejado (no CRD – 1 mm). - O que realmente importa, é que saibamos interpretar o que essas duas radiografias nos dizem e, mais importante, saibamos corrigir os comprimentos (para mais o para menos, conforme o caso), a fim de que atinjamos o objetivo/comprimento desejado. - Portanto, não há necessidade de repetição da radiografia da prova do cone quando o cone não ficou exatamente no CTO, basta fazer a devida compensação (descer mais o cone ou recuá-lo) e daí partir para a obturação. Lembrando que essa variação para mais ou para menos, da mesma forma que na odontometria, só será aceita se estiver dentro da casa dos 3 mm para mais ou para menos. Caso a discrepância seja de 4 ou mais mm, deve-se fazer a devida compensação e se repetir a radiografia. OBTURAÇÃO DOS CANAIS RADICULARES - A partir do momento em que está tudo certo com o CTO (feitos os 3 testes da prova do cone) e o canal estiver seco, parte-se para a obturação. - O cimento escolhido deve ser porcionado (estabelecer a proporção pó/líquido ou pasta/pasta) de acordo com recomendações do fabricante. - Essa proporção deverá ser dispensada numa placa de vidro polida/lisa e espatulada com auxílio de uma espátula flexível n. 24. - A consistência deverá se a que chamamos de ponto de bala, ou seja, ao se puxar o cimento da placa, ele deve formar um fio grudento entre a placa e a espátula, e não se soltar da espátula quando o fio se romper. - Desta forma, a consistência do cimento estará adequada para que ocorra o escoamento desejado pelo sistema de canais radiculares. - O cimento poderá ser levado ao interior do conduto de 3 formas: a) Com auxílio de um instrumento/lima endodôntico: “lambuza-se” o instrumento com o cimento e leva-se esse instrumento para o interior do canal para que se esfregue o cimentonas paredes do canal. b) Com auxílio do próprio cone prinicpal: “lambuza-se” o cone de guta-percha com o cimento e leva-se esse cone para o interior do canal para que se esfregue o cimento nas paredes do canal. Essa é a técnica mais comum e fácil de ser realizada, e ao se alcançar o comprimento (CTO) desejado e se travar o cone neste comprimento, esse cone já poderá permanecer nesta posição para que se prossiga com a obturação. Usar essa. c) Com auxílio de um propulsor Lentullo: “lambuza-se” o Lentullo com o cimento e leva-se esse instrumento para o interior do canal para que, ao ativado pela baixa rotação, ele espalhe o cimento nas paredes do canal. Deve-se usar esse método com extrema cautela devido a capacidade que o Lentullo tem de captar muito cimento e de espalhar muito esse cimento no interior dos condutos, podendo gerar um extravasamento exagerado. Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com) lOMoARcPSD|26916186 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i SELEÇÃO DO ESPAÇADOR DIGITAL - A técnica de obturação de condensação lateral consiste, como o próprio nome diz, em compactar lateralmente o material obturador. - Para isso, usa-se um instrumento chamado de espaçador digital (em algumas caixas de vocês está em inglês = finger spreaders). - Esse instrumento, assemelha-se a uma lima endodôntica: tem cabo plástico colorido e uma parte ativa em metal, porém, ao contrário das limas, essa parte metálica é lisa, sem poder de corte. - Esse instrumento deverá ser calibrado em CTO – 2 mm (o porquê será devidamente explicado no laboratório, com desenhos que facilitarão melhor o entendimento). - Essa calibragem de CTO – 2 mm é uma calibragem limite, e não objetivo. Isso que dizer que o instrumento só pode chegar até esse comprimento, não podendo ultrapassá-lo. - Mas não quer dizer necessariamente que ele precise chegar nesse comprimento. SELEÇÃO DOS CONES ACESSÓRIOS - Os cones acessórios, que serão compactados no canal com o auxílio dos espaçadores digitais, não precisam que seu uso obedeça nenhum comprimento ou calibre. - Eles serão simplesmente introduzidos no canal o mais profundamente que for possível e na maior quantidade possível para que não ocorram espaços vazios (o espaçador digital abrirá o caminho possibilitando essa inserção). -Quanto maior/mais calibroso o conduto (exemplo. ICS) maior a quantidade de cones acessórios necessários para que se preencha todo o espaço. PROVA DA OBTURAÇÃO - RX - Como última medida/margem de segurança que dispomos antes de finalizar a obturação, devemos bater uma radiografia chamada de prova da obturação. - Essa radiografia deverá ser realizada quando o operador concluir que não consegue introduzir mais nenhum cone acessório no interior do conduto, ou seja, quando ele concluir que não existem mais espaços a serem compactados com material obturador. Nessa radiografia devemos observar: o Se o material está no comprimento adequado. Caso não esteja, ou seja, a obturação esteja aquém ou além do CTO, a mesma deverá ser arrancada/removida do conduto e deverá se iniciar o processo de obturação todo de novo, do início; o Se não existem espaços vazios. Se existirem espaços vazios, sem material obturador, mas o CTO estiver adequado, deve-se cortar o excesso de cones acessórios que estão saindo pela coroa do dente, tentar se introduzir novamente o espaçador digital no conduto para que ele crie mais espaçosa para que possam ser inseridos mais cones acessórios, para, desta forma, preencher esses espaços vazios. CORTE DA OBTURAÇÃO - Concluída a inserção dos cones acessórios, após constatação por meio da radiografia de prova do cone que o conduto está devidamente obturado, deve-se cortar esse excesso de material obturador com uma espátula de inserção aquecida em lamparina. - Esse corte, deverá ser o mais profundo possível dentro da câmara pulpar, com o objetivo de cortar o excesso desse material o mais próximo possível do limite coroa-raiz. CONDENSAÇÃO VERTICAL - Após o corte do excesso de material obturador, o material restante que ficou dentro do conduto deverá novamente ser compactado. - Porém, ao contrário da compactação feita com os espaçadores digitais, a qual é denominada horizontal ou lateral, essa compactação final é chamada de vertical ou compressão hidráulica e é feita com os instrumentos de Paiva. - Essa compactação ou condensação vertical consiste em comprimir o material obturador no sentido apical. - Seu objetivo é, quando devidamente realizada, é comprimir a guta-percha contra as paredes do canal de forma que ela comprima o cimento contra os túbulos dentinarios, canais laterais e acessórios e deltas e foraminas apicais, desta forma promovendo um escoamento melhor desse cimento e proporcionando uma cimentação mais hermética em locais onde a guta-percha não consegue penetrar. LIMPEZA DA CÂMARA PULPAR - Finalizada a obturação propriamente dita, deve- se limpar a cavidade da câmara pulpar da melhor forma possível para que se possa realizar um selamento coronário que promova a melhor “blindagem” possível para o nosso tratamento endodôntico. Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com) lOMoARcPSD|26916186 - Primeiramente, após o término da condensação vertical, o material obturador deverá ser cortado (com auxílio de brocas de baixa rotação haste longa ou com condensadores de Paiva) cerca de 2 mm abaixo do nível da gengiva. - Esse procedimento visa minimizar os riscos de alteração cromática coronária, a qual pode decorrer pela penetração do cimento obturador nas paredes dos túbulos dentinários. Após o corte da obturação no comprimento adequado, a câmara pulpar deve ser limpa esfregando-se vigorosamente uma bolinha de algodão estéril embebida em álcool 70% em toda superfície da dentina. - Finalizada essa limpeza, a câmara deverá ser restaurada ou com Cimento de Ionômero de Vidro ou com Resina Composta. RX FINAL - Finalizado o tratamento endodôntico e a restauração da cavidade, remove-se o isolamento absoluto e realiza-se a radiografia final. - Essa radiografia deverá ser realizada com auxílio dos posicionadores radiográficos visando ter a radiografia mais ser distorções possível. - Essa radiografia, a final, é de grande importância pois ela comprovará a forma que estava o dente e o canal quando você finalizou seu tratamento, servindo de medida jurídica para sua proteção (mais detalhes na aula em laboratório). - Também se faz de grande importância, em caso de dentes com lesões periapicais, onde, nos próximos meses você terá que fazer outras radiografias para acompanhar se realmente a lesão está regredindo ou não, para o caso de ter que tomar outras providências caso não haja regressão. Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com) lOMoARcPSD|26916186 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i