Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Obturação - Resumo aula da Disciplina de Endodontia I
Endodontia I, Odontologia (Universidade da Região de Joinville)
Digitalizar para abrir em Studocu
A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Obturação - Resumo aula da Disciplina de Endodontia I
Endodontia I, Odontologia (Universidade da Região de Joinville)
Digitalizar para abrir em Studocu
A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com)
lOMoARcPSD|26916186
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i
https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-da-regiao-de-joinville/endodontia-i-odontologia/obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i/14471845?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i
https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-da-regiao-de-joinville/endodontia-i-odontologia/4865186?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i
https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-da-regiao-de-joinville/endodontia-i-odontologia/obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i/14471845?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i
https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-da-regiao-de-joinville/endodontia-i-odontologia/4865186?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i
Obturação dos canais radiculares: 
materiais obturadores; técnica de 
condensação lateral 
CONCEITO 
- A fase de obturação do sistema de canais 
radiculares, compreende a última fase do 
tratamento endodôntico propriamente dito. 
- Essa fase, consiste em dar ao canal 
preparado/modelado um selamento que seja o 
mais hermético e tridimensional possível. 
- Visa não deixar espaços nem em comprimento 
(tem que abranger toda a extensão do canal que 
foi modelada durante a fase de preparo/limpeza 
até 1 mm do ápice) e nem em volume (tem que 
ocorrer uma compactação muito eficaz do 
material obturador nos sentidos mesial-distal e 
vestilubar-lingual/palatal). 
- Dessa forma, pode-se dar condições ao sistema 
imunológico de se defender de eventuais 
microrganismos que não tenham sido eliminados 
na fase do preparo e não permitir que espaços 
vazios sejam recolonizados por bactérias. Dessa 
forma, o tratamento endodôntico procura 
permitir a adequada cicatrização dos tecidos 
periodontais periapicais adjacentes, estimulando 
dessa forma o reparo desses tecidos e 
contribuindo para que o elemento dentário possa 
ser mantido em função. 
QUANDO OBTURAR 
- Quando sabemos que podemos obturar um 
canal? Em que momento o canal pode ser 
obturado, para que dessa forma possamos 
encerrar o tratamento endodôntico? 
- São 04 fatores que devem SEMPRE ser 
considerados: 
1) Canal estar corretamente modelado: 
- Esse é o mais fácil e mais óbvio de todos. Só 
posso fechar um canal, quando ele estiver pronto 
para receber os materiais obturadores. E o canal 
só estará apto a receber esses materiais, e dessa 
forma finalizar o tratamento, após sua adequada 
limpeza/preparo/modelagem estiverem 
concluídos de forma adequada. 
2) Ausência de dor: 
- Não se pode obturar um canal se o paciente 
ainda estiver relatando dor no dia da consulta de 
obturação. 
- Caso isso ocorra, deve-se identificar o problema 
causador do quadro álgico, procurar elimina-lo, 
medicar o paciente intra-canal e sistemicamente 
(analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos), 
aguardar alguns dias e reavaliar. Caso o paciente 
retorne com tudo bem, daí pode-se dar 
sequência à obturação. 
3) Selamento do curativo íntegro: 
- De forma alguma podemos dar sequência à um 
processo de obturação se o paciente chegar com 
uma fratura ou perda do selamento, que permite 
que o interior do conduto tenha comunicação 
com a cavidade oral. 
- Caso haja qualquer comprometimento do 
selamento do curativo, colocado na sessão de 
preparo/limpeza, o que fatalmente significa que 
houve contaminação do canal por saliva e todos 
os seus componentes, deve-se abortar a 
obturação. 
- Nestes casos, deve-se isolar o dente, promover 
irrigação abundante de todo sistema de canais 
radiculares, utilizar um instrumento para limpar 
esse canal no seu comprimento de modelagem 
(CTM), sem a necessidade de corte/alargamento, 
recolocar a medicação e aguardar de 10-15 dias 
para que o paciente retorne para finalizar o caso. 
4) Ausência de exsudato: 
- Entende-se como exsudato toda e qualquer 
substância líquida ou pastosa que possa ser 
encontrada persistindo em se manter dentro do 
canal. São elas: sangue, pús, saliva, secreções 
séricas... 
- Enfim, no dia da obturação, após o dente estar 
numa situação OK com todos os 3 fatores 
anteriores, anestesia-se o dente, coloca-se o 
isolamento, faz-se todos os procedimentos pré 
obturadores (os quais serão descritos em 
seguida) e seca-se o conduto (ou condutos) para 
que esse possa receber o material obturador. 
- Se nessa fase de secagem, não se obter êxito em 
deixar o conduto completa e totalmente seco, ou 
seja, se nessa fase o canal apresentar qualquer 
espécie de secreção, recoloca-se a medicação 
intra canal (medica-se sistemicamente, caso seja 
pertinente) e aguarda-se de 10-15 dias para se 
tentar novamente a obturação. 
- Observem: dos 04 fatores que irão determinar 
se o canal poderá ou não ser obturado, os 3 
primeiros o podemos saber sem sequer o 
paciente abrir a boca para que possamos 
examiná-los. 
- Ou seja, eu já sei, pela consulta anterior (se for 
um paciente meu) ou pela ficha clínica (caso seja 
um paciente encaminhado apenas para a 
obturação), se o dente está ou não 
adequadamente preparado/modelado; o 
Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com)
lOMoARcPSD|26916186
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i
paciente já pode relatar na sala de espera se está 
com alguma dor, bem como pode me informar se 
o curativo caiu ou quebrou. Já a presença de 
exsudato, só saberemos se existe ou não ao 
acessar o dente. 
- Essa presença de exsudato pode já se 
manifestar no exato momento da remoção do 
curativo (em alguns casos, assim que se remove o 
curativo de dentro do canal, este começa a 
secretar sangue e/ou pús), bem como pode 
manifestar-se apenas no momento exato de se ir 
para a obturação propriamente dita, ou seja, no 
momento da secagem dos condutos. 
LIMITE APICAL 
- SEMPRE procurará seguir o limite de 
modelagem, o qual, por sua vez, SEMPRE 
procurará ser CRD – 1 mm (conforme já 
conversado na aula de preparo). 
- Independentemente do tratamento ter sido 
biopulpectomia ou necropulpectomia, a 
obturação será sempre a mesma em ambas as 
situações. 
- Somente ressaltando que, em biopulpectomia, 
aquele 1 mm que falta entre o CTM e o CRD 
estará sendo preenchido por aquele 1 mm de 
tecido vivo que foi preservado durante o preparo. 
- Já em necropulpectomia, aquele 1 mm que falta 
entre o CTM e o CRD estará vazio, já que seu 
conteúdo foi removido por uma lima endodôntica 
bem fina, em limpeza passiva (sem promoção de 
desgaste) durante o preparo. 
- Esse 1 mm que foi deixado vazio durante a 
necropulpectomia, será consequentemente 
preenchido por material obturador plástico 
(cimento endodôntico) durante a obturação. 
MATERIAIS OBTURADORES 
-Substancias que quando colocadas dentro do 
canal no momento da obturação cumprem suas 
reais realidades de selamento e de respeito aos 
tecidos apicais e periapicais. 
- Propriedades biológicas desejáveis: 
a) Boa tolerância tecidual: 
o Como não temos controle total sobre o 
escoamento do material obturador plástico 
(cimento endodôntico), em algumas 
situações, (seja via forame apical seja via 
canais laterais/acessórios muito amplos), 
esses materiais podem extravasar para os 
tecidos periodontais adjacentes. Isso ocorre 
até com bastante frequência, o que pode 
gerar uma certa dor/desconforto pós-
operatório no paciente. Porém, como os 
materiais devem ser biocompatíveis, essa 
situação incômoda será provisória/transitória 
e suas complicações (dor/desconforto) serão 
mínimas. 
b) Propriedades antissépticas: 
o Assim como as soluções químicas usadas 
durante o preparo, os materiais obturadores 
devem promover ações de saneamento no 
sistema de canais radiculares. 
o Devem ser feitos a base de substâncias 
bactericidas/bacteriostáticas que impeçam 
e/ou dificultem ao máximo a 
proliveração/crescimento de 
microrganismos. 
o Devem atuar como coadjuvantes do processo 
de limpeza, uma vez que, devido ao seu 
escoamento, vão alcançar partes mais 
profundas do sistema de canais radiculares. 
c) Ser reabsorvível: 
o Justamente pelo fato de não termos como 
controlar o escoamento do material 
obturador plástico (cimento endodôntico), o 
qual pode, quando escoado em excesso, 
causar os danos citados no item tolerância 
tecidual, esses materiais devem possuir essa 
propriedade de serem parcial ou totalmente 
absorvidos, quando extravasados. 
o Essa é uma propriedade muito requisitada 
em todos os materiais obturadores, porém, 
quando presente, ela se dá de forma lenta. 
o São necessários vários meses, e as vezes 
anos, para se notar (radiograficamente) que 
o extravasamento do material obturador foi 
reabsorvido pelo pelo organismo. 
o Justamente, devido a essa demora que o 
organismo tem para conseguir reabsorver 
esses materiais, é que se faz tão importante 
sua tolerância tecidual. 
o Muito importante: essa propriedade de ser 
reabsorvível deve-se aplicar somente fora do 
sistema de canais radiculares, ou seja, nos 
tecidos periodontais. 
o Deve facilitar a ação dos macrófagos nestas 
regiões a fim de serem removidos 
(reabsorvidos) para que os tecidos dessa 
região possam ocupar novamente o espaço 
que lhes é de direito. 
o Dentro do canal não pode haver reabsorção 
desse material, pois caso isso ocorra, 
teremos a formação de espaços (gaps), que é 
justamente o que uma obturação hermética 
e tridimensional procura evitar. 
Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com)
lOMoARcPSD|26916186
d) Estimular o reparo: 
o Assim como devem possuir propriedades 
antissépticas para auxiliar no saneamento do 
sistema de canais radiculares, os materiais 
obturadores também devem estimular o 
reparo/cicatrização dos tecidos adjacentes 
ao periápice e em toda extensão do 
ligamento periodontal do elemento tratado 
endodônticamente. 
o Devem possuir substâncias químicas na sua 
composição, que estimulem a regeneração 
dos tecidos lesionados durante a infecção 
endodôntica. 
- Propriedades Físico-químicas desejáveis 
a) Boa estabilidade dimensional: o material 
endodôntico, seja sólido ou plástico, uma vez 
inserido dentro do canal, deve manter sua 
estabilidade dimensional, dessa forma mantendo 
o preenchimento hermético e tridimensional de 
todo os espaços, sem dilatar ou contrair. 
b) Radiopacidade: o material endodôntico, seja 
sólido ou plástico, uma vez inserido dentro do 
canal, deve permitir que seja visualizado num 
exame radiográfico, a fim de que o operador 
possa saber se atingiu, com sua obturação, todas 
as extensões desses canais. Essa propriedade 
também é importante para identificar possíveis 
extravasamentos para, dessa forma, de acordo 
com a quantidade de material extravasado, dar 
condições ao operador de decidir sobre a 
prescrição ou não de alguma medicação sistêmica 
após finalizado o tratamento. 
c) Ser de fácil manipulação e introdução no 
interior dos canais radiculares: esses materiais 
precisam ter maleabilidade, porém com uma 
certa consistência, a fim de que o operador 
consiga introduzi-los de forma rápida e prática no 
interior dos canais, a fim de que, lá dentro, 
possam escoar para todas as irregularidades 
presentes. 
d) Ser de fácil remoção: seja em situações que 
exijam uma re-intervenção (retratamento) ou em 
situações que necessitem de parte do espaço do 
canal para promover a reabilitação protética 
(pinos e retentores intra-radiculares), é 
necessário que se consiga remover parcial ou 
totalmente esse material obturador de dentro do 
canal. Desta forma, gera-se menos danos 
térmicos e riscos de perfuração e/ou fratura da 
superfície radicular. 
e) Plasticidade: apesar de ter que apresentar 
uma certa firmeza, o que lhe confere facilidade 
de manipulação e introdução no canal, o material 
também necessita de certa plasticidade, para se 
adaptar as irregularidades (principalmente 
curvaturas) presentes nos canais. 
f) Não causar alteração cromática: o material 
endodôntico, seja sólido ou plástico, não deve 
(ou deve possuir o mínimo possível) ter na sua 
composição substâncias ou íons que possam 
alterar a cor do elemento dental, escurecendo-o. 
Esses íons que causam esse tipo de problema, na 
grande maioria são íons metálicos, os quais no 
decorrer do anos vem sendo ou removidos ou no 
próprio corpo do cimento, são acrescidas 
substâncias que diminuem ou até impedem a 
alteração cromática por parte desses elementos. 
g) Bom escoamento: como já comentado 
anteriormente, nem sempre conseguimos chegar 
com nosso instrumento e nem com nossas 
soluções irrigantes em toda extensão do sistema 
de canais radiculares, onde se fazem necessário. 
Por esse motivo e para poder levar propriedades 
antissépticas e reparadoras ao máximo de 
extensão do sistema de canais radiculares (dessa 
forma também não permitindo a formação de 
gaps), os materiais obturadores precisam fluir 
bem por todas as irregularidades anato-
morfológicas dos condutos. 
h) Tempo de trabalho: o material endodôntico 
deve permitir ao operador um tempo adequado 
de trabalho para que o mesmo seja devidamente 
manipulado, inserido e assentado dentro do 
canal radicular, antes de sua presa. 
i) Tempo de endurecimento: apesar de o 
material endodôntico dever permitir ao operador 
um tempo adequado de trabalho para que o 
mesmo seja devidamente manipulado, inserido e 
assentado dentro do canal radicular, antes de sua 
presa, esse tempo não pode ser tão grande, pois 
caso o material não tome presa em alguns 
minutos, poderá ocorrer solubilização 
(principalmente dos cimentos) desse material ou 
de parte dele, nos fluidos bucais. 
j) Insolubilidade/impermeabilidade: quanto mais 
insolúvel for um material obturador, menor será 
sua chance de se insolubilizar nos fluidos bucais. 
Sendo assim, após sua presa completa, o material 
estará dando condições de ocorrer a 
impermeabilização do sistema de canais 
radiculares. 
Classificação: divisão dos materiais obturadores 
em sólidos (cones de prata e guta-percha) 
plásticos (pasta e cimentos). 
Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com)
lOMoARcPSD|26916186
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i
CONES DE PRATA 
- Foram usados durante muitos anos para 
obturação de canais endodônticos pois, assim 
como o ouro, a prata é um metal nobre com 
grande biocompatibilidade. Porém,não evitaram 
que ela oxidasse (enferrujasse) no meio bucal. 
- Essa oxidação, provocava solubilização do 
cimento obturador, de forma que permitia que os 
fluidos bucais penetrasse no tratamento 
endodôntico, aumentando ainda mais a oxidação 
do metal o que consequentemente aumentava a 
intolerância tecidual.- Apesar de não serem mais utilizados por muitos 
anos, ainda encontramos por aí pacientes que 
necessitam de reintervenção endodôntica 
(retratamento) devido ao tratamento ter sido 
realizado com esse material. 
CONES DE GUTA-PERCHA 
- São cones sólidos (pinçáveis/manipuláveis) 
feitos com material plástico (definição no slide 
seguinte) e que devem ser associados aos 
materiais plásticos e/ou híbridos durante a 
obturação. Existem duas apresentações: 
o Cones principais: tem sua numeração 
variando de acordo com as varrições dos 
instrumentos de 1ª e 2 ª série, ou seja, a 
ponta do cone tem o mesmo diâmetro do 
instrumento (indo de 15 a 80). É o cone que 
irá dar preenchimento quase que total do 
conduto preparado. 
o Cones acessórios: constituídos no mesmo 
material, iram dar suporte dimensional (se 
ajustar nos espaços vazios) ao cone principal 
na busca de uma obturação hermética e 
tridimensional. 
- Composição: guta-percha 20%, óxido de zinco 
66%, silicato de zinco 4%, cera, corante, 
antioxidante e opacificador 10%. 
- A guta-percha é o material mais utilizado no 
mundo para obturações endodônticas, 
justamente pela excelente tolerância tecidual que 
apresenta. Ela não é reabsorvível pelo organismo, 
se extravasada. 
- Porém, graças a sua grande biocompatibilidade, 
mesmo que extravasada em grandes 
quantidades, o organismo “se acostuma” a ela e 
não reage com um corpo agressor (desde que, 
obviamente, não haja contaminação / M.O.). 
- Vantages: radiopacidade e plasticidade 
adequada, fácil remoção, não altera a cor. 
- Desvantagens da guta-percha- falta de rigidez 
(se deforma muito fácil), ausência de adesividade 
e deslocamento sob pressão. 
PASTAS 
- As pastas, que podem ser antissépticas ou 
alcalinas, são materiais obturadores usados 
sozinhos, ou seja, não são utilizados em 
associação com a guta-percha. 
- São usados em situações em que a guta percha 
não pode estar presente como por exemplo em 
dentes decíduos. Apesar de sua grande 
biocompatibilidade, a guta-percha não é 
reabsorvível pelo nosso organismo. 
- Dessa forma, se utilizássemos guta-percha para 
obturarmos um dente decíduo, quando este 
deverá ter suas raízes esfoliadas/reabsorvidas 
fisiologicamente para dar lugar ao dente 
permanente, a mesma não passaria pelo mesmo 
processo reabsortivo, podendo gerar danos a 
erupção do dente permanente. 
- Portanto, nas situações em que uma criança 
necessita de intervenção endodôntica em algum 
de seus dentes decíduos, a obturação deste 
elemento será realizada apenas com materiais 
plásticos do tipo pastas reabsorvíveis. 
- Não trataremos de terapia endodôntica em 
dentes decíduos com vocês na disciplina de 
Endodontia. Mas vocês terão toda essa parte na 
disciplina de Pediatria. 
CIMENTOS 
- Os cimentos resinosos e à base de hidróxido de 
cálcio são os melhores e mais indicados 
justamente por possuírem as maiores e melhores 
propriedades biológicas e físico-químicas citadas 
anteriormente. 
- Porém, apesar de não serem os mais indicados, 
justamente por deixarem a desejar em muitas 
propriedades, os cimentos à base de óxido de 
zinco e eugenol são ainda amplamente 
comercializados e utilizados, justamente pela sua 
facilidade de uso/manipulação e, principalmente 
pelo seu preço, extremamente acessível quando 
comparados com outros cimentos muito 
melhores. 
TÉCNICA DE CONDENSAÇÃO LATERAL 
- Apesar de não ser a melhor técnica de 
obturação, essa técnica, devido a sua facilidade 
de execução e necessidade de poucos 
instrumentos / equipamentos, ainda é a técnica 
mais utilizada para obturação de canais 
radiculares em todo mundo. Sequencia: 
 
Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com)
lOMoARcPSD|26916186
REMOÇÃO DO CURATIVO 
Inicialmente, antes do canal ser obturado 
propriamente dito, se faz necessário preparo da 
dentina para que essa receba de forma adequada 
os matérias obturadores. 
- O primeiro passo para se obturar o canal é a 
remoção completa do curativo. Isso se faz com o 
auxílio de um instrumento endodôntico (a última 
lima utilizada para confecção do diâmetro 
cirúrgico calibrada no CTM) associado a irrigação 
abundante com NaOCl. 
IRRIGAÇÃO 
- Removido todos os vestígios do curativo, o 
NaOCl deverá ser aspirado do conduto, o qual 
deverá ser irrigado com 5 ml de EDTA 17%. Esse 
EDTA, para execução adequada de suas 
funções/propriedades, deverá permanecer 
agindo no canal por 5 minutos. 
- Uma das funções principais do EDTA é a de ser 
uma solução quelante. Ele “sequestra” íons cálcio 
agindo como uma espécie de ácido orto-
fosfórico, promovendo remoção da lama 
dentinária da entrada dos túbulos dentinários, 
desta forma expondo-os abertos, o que permite a 
penetração do cimento obturador no seu interior, 
aumentando o embricamento (travamento) 
mecânico dentro do conduto radicular. 
- Materiais necessários: Cones principais, Cones 
acessórios, Cones de papel absorventes, 
Espaçadores digitais = condensação horizontal, 
Cimento obturador, Placa de vidro e espátula 
flexível, Condensador vertical = condensadores 
de Paiva, Lamparina. 
ESCOLHA DO CONE PRINCIPAL 
- O cone principal deverá ser escolhido de acordo 
com o diâmetro cirúrgico que foi criado para esse 
canal. Se o diâmetro anatômico foi determinado 
por uma lima 45, deve-se optar por esse cone 
para ser o principal. 
- Em algumas técnicas, o instrumento que 
determinou o diâmetro cirúrgico, ou seja, o 
último instrumento que confeccionou o término 
do preparo apical (também chamado de stop ou 
batente apical) é chamado de instrumento 
memória (como está no slide). 
PREPARO DO CONE 
- Como são a base de material plástico, irão 
derreter se submetidos a autoclavagem. 
Portanto, como não são estéreis e não são 
passíveis de serem autoclavados, se faz 
necessária sua descontaminação por imersão em 
NaOCl por no mínimo 5 minutos. 
- Então, vocês vão selecionar o cone já no início 
dos trabalhos em laboratório e deixar ele imerso 
em solução de NaOCl até o momento de sua 
utilização (lembrem-se: os 5 minutos de imersão 
são mínimos. Quanto mais tempo ficarem 
descontaminando, melhor). 
SECAGM DO CANAL 
- Detalham o preparo de secagem que o canal 
deve sofrer para receber a obturação. 
Inicialmente, faz-se a aspiração com a cânula. 
- Quanto mais se conseguir introduzir a cânula no 
interior do conduto, maior quantidade de solução 
ela aspirará e consequentemente você terá um 
gasto menor de cones de papel absorvente. 
- Existem hoje pontas de aspiração a base de 
silicone que são extremamente finas e flexíveis 
que podem praticamente alcançar o ápice 
radicular de um canal endodonticamente já 
preparado. 
- Finalizada a secagem com a cânula, parte-se 
para a secagem “fina” feita com os cones de 
papel. Assim como os cones principais são 
escolhidos de acordo com o DC do canal, o 
mesmo se aplica para os cones de papel. 
- Devem ser escolhidos no diâmetro em que foi 
confeccionado o DC e devem ser introduzidos no 
canal até atingir o CTM. Para se calibrar o 
comprimento dos cones de papel, deve-se utilizar 
a pinça, uma vez que eles, por sua fragilidade 
estrutural, não se permitem serem calibrados 
com stops de borracha. 
COMPRIMENTO DO CONE 
- Assim como os cones de papel, os cones de 
guta-percha (nem principais e nem acessórios) 
permitem que sejam colocados cursores de 
borracha para calibra-los. 
- Essa impossibilidade é facilmente explicada pela 
flexibilidade/fragilidade de todos esses cones. 
Desta forma, a calibragem destes materiais só é 
possível de se fazer com a pinça clínica. 
- Para medir o comprimento do cone, coloca-se 
ele na canaleta que existe na régua calibradora e 
se empurra ele até a medida desejada. 
- Quando ele estiver na posição/medida 
desejada, pinça-se ele com firmeza e leva-se ao 
interior do conduto de forma que ele penetre no 
seu interior até que a pinça (que neste caso está 
fazendo o papel de cursor de borracha), toque na 
borda de referência. 
- É possível, somente no cone de guta-percha, dar 
uma apertada forte na pinça,de forma que sua 
ponta deforme o cone na medida desejada, 
Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com)
lOMoARcPSD|26916186
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i
fazendo uma espécie de marca no comprimento 
de calibragem. 
PROVA DO CONE 
- Antes de se seguir com a obturação, é 
imprescindível saber se o cone principal está 
posicionado no local correto (comprimento 
correto, ou seja a 1 mm do ápice). Para isso, são 
realizados 03 testes, os quais devem ser 
obrigatoriamente realizados nesta sequência: 
1) Teste Visual: 
- Deve-se calibrar o cone (conforme descrito no 
slide anterior) e leva-lo até o interior do conduto 
de forma que ele penetre no conduto até que a 
pinça (funcionado como cursor de borracha), 
toque na borda de referência. 
- Um detalhe muito importante: para que o cone 
possa entrar no comprimento adequado, a lima 
correspondente ao seu diâmetro (instrumento 
que confeccionou o DC, ou instrumento de 
memória) deve estar entrando no mesmo 
comprimento sem nenhuma dificuldade, sem 
nenhuma obstrução. 
- Esse instrumento tem que entrar e sair do 
conduto com extrema facilidade, com folga. O 
que muitas vezes acontece, é de esse 
instrumento entra no conduto com folga até 
chegar a 1 ou 2 mm do comprimento desejado, 
daí, dá-se uma “forçadinha” e o instrumento 
acaba por descer o restante. 
- Acontece que a guta-percha, devido a sua 
extrema flexibilidade/fragilidade, não aceita essa 
“forçadinha”, portanto, se a lima não descer com 
folga, a guta não vai descer também. 
- Portanto, se o cone principal não descer no 
comprimento em que ele deveria descer (CTO = 
CTM = CRD – 1 mm), ou há algum tipo de 
obstrução no conduto, ou o conduto não foi 
preparado/modelado no comprimento 
adequado. 
- O APARELHO DE RAIO X NÃO FAZ O MILAGRE DE 
FAZER COM QUE O CONE DESÇA MAIS. NÃO 
ADIANTA IR RADIOGRAFAR SE O CONE NÃO 
ESTIVER NA POSIÇÃO ADEQUADA. 
- Somente quando se alcançar o resultado 
adequado no teste visual, é que deve-se passar 
para o próximo teste! 
2) Teste Tátil: 
- O cone precisa apresentar um certo travamento 
quando alcançar o CTO. Esse travamento, 
significa que ele está bem ajustado tanto em 
comprimento como em largura no comprimento 
desejado. 
- Porém, esse travamento é algo muito sutil, 
muito tênue de se sentir, pois demanda muita 
prática e sensibilidade nos dedos. 
- Nos primeiros dentes que vocês farão em 
laboratório, terão que chamar um de nós 
professores para confirmarmos esses 
travamentos antes de vocês partirem para o teste 
seguinte. 
- Quando um cone descer no comprimento CTO, 
mas não travar, ou seja, ficar solto no CTO, isso 
significa que o diâmetro do CTO está maior do 
que o diâmetro do cone. 
- O cone está folgado, solto nesse comprimento, 
o que não pode acontecer. Se o cone não travar, 
existem dois meios de se resolver o problema: 
a) Trocar o cone para um número 
imediatamente acima dele, cujo diâmetro 
apical será maior. Exemplo: se era um 40, 
tentar com um 45; se era um 30, tentar com 
um 35; e assim por diante. 
b) Cortar, com auxílio de uma lâmina de gilete 
ou lâmina de bisturi uma pontinha do cone. 
Os cones também têm taper, ou seja, a 
medida que vão do 1/3 apical para os 1/3 
médio e cervical, também vão aumentando 
de diâmetro. Portanto, um cone 45, há 
alguns mm acima de sua ponta, vai ter um 
diâmetro maior do que 0,45 mm. Esse corte 
tem que ser pequeno, ou seja, corta-se um 
pouquinho e prova-se para ver se o cone está 
entrando na medida correta (CTO) e 
travando. Vai se cortando de pouquinho em 
pouquinho até se ajustar. 
3) Teste Radiográfico: 
- O cone desceu no comprimento adequado 
(Teste Visual)? Travou no comprimento 
adequado (Teste Tátil)? Somente se a resposta 
para essas duas perguntas for SIM, pode-se partir 
para o teste radiográfico. 
- Então, com o cone TRAVADO no CTO radiografa-
se para saber se esse travamento está ocorrendo 
exatamente a 1 mm do ápice. Ao analisar essa 
radiografia, o cone pode se apresentar nas 
mesmas 03 situações com as quais podemos nos 
deparar na odontometria. Estar aquém do CTO, 
no CTO e além do CTO. 
- Caso o cone esteja aquém do CTO, deve-se 
remover ele de dentro do conduto com a pinça e 
confirmar a medida. Se essa medida estiver 
correta, ou seja, o CTO era de 21 mm e o cone 
estava 21 mm dentro do canal, isso quer dizer 
que seu CTO, ou melhor, seu CTM estava errado, 
Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com)
lOMoARcPSD|26916186
ou seja, você sub-instrumentou (instrumentou de 
menos) esse canal. 
- Este canal não deveria ter sido 
preparado/modelado neste comprimento, mas 
sim em tantos mm a mais conforme demonstrado 
na radiografia de prova do cone. Neste caso, o 
canal deverá ser repreparado nos comprimentos 
adequados (ou seja, com “x” mm mais) e uma 
nova prova do cone deverá ser feita. 
- Caso o cone esteja além do CTO, deve-se 
remover ele de dentro do conduto com a pinça e 
confirmar a medida. 
- Se essa medida estiver correta, ou seja, o CTO 
era de 21 mm e o cone estava 21 mm dentro do 
canal, mas mesmo assim ultrapassou o limite de 1 
mm aquém, isso quer dizer que seu CTO, ou 
melhor, seu CTM estava errado, ou seja, você 
sobre-instrumentou (instrumentou demais) esse 
canal. 
- Este canal não deveria ter sido 
preparado/modelado neste comprimento, mas 
sim em tantos mm a menos conforme 
demonstrado na radiografia de prova do cone. 
- Neste caso, o canal já foi instrumentado demais, 
portanto, deve-se escolher um cone mais 
calibroso (de maior diâmetro) até que ele desça e 
trave no comprimento adequado. 
- IMPORTANTE: A prova do cone, mais 
precisamente o teste radiográfico, é uma 
manobra de segurança que se faz antes de se 
obturar os condutos, de forma possamos, tentar 
ao máximo, garantir que o procedimento seja 
feito no comprimento correto, uma vez que não 
estamos enxergando dentro do canal. 
- Assim como a odontometria, a radiografia da 
prova do cone não precisa ser perfeita, ou seja, a 
lima (na odontometria) e o cone (na prova do 
cone) estarem exatamente no local desejado (no 
CRD – 1 mm). 
- O que realmente importa, é que saibamos 
interpretar o que essas duas radiografias nos 
dizem e, mais importante, saibamos corrigir os 
comprimentos (para mais o para menos, 
conforme o caso), a fim de que atinjamos o 
objetivo/comprimento desejado. 
- Portanto, não há necessidade de repetição da 
radiografia da prova do cone quando o cone não 
ficou exatamente no CTO, basta fazer a devida 
compensação (descer mais o cone ou recuá-lo) e 
daí partir para a obturação. Lembrando que essa 
variação para mais ou para menos, da mesma 
forma que na odontometria, só será aceita se 
estiver dentro da casa dos 3 mm para mais ou 
para menos. Caso a discrepância seja de 4 ou 
mais mm, deve-se fazer a devida compensação e 
se repetir a radiografia. 
OBTURAÇÃO DOS CANAIS RADICULARES 
- A partir do momento em que está tudo certo 
com o CTO (feitos os 3 testes da prova do cone) e 
o canal estiver seco, parte-se para a obturação. 
- O cimento escolhido deve ser porcionado 
(estabelecer a proporção pó/líquido ou 
pasta/pasta) de acordo com recomendações do 
fabricante. 
- Essa proporção deverá ser dispensada numa 
placa de vidro polida/lisa e espatulada com 
auxílio de uma espátula flexível n. 24. 
- A consistência deverá se a que chamamos de 
ponto de bala, ou seja, ao se puxar o cimento da 
placa, ele deve formar um fio grudento entre a 
placa e a espátula, e não se soltar da espátula 
quando o fio se romper. 
- Desta forma, a consistência do cimento estará 
adequada para que ocorra o escoamento 
desejado pelo sistema de canais radiculares. 
- O cimento poderá ser levado ao interior do 
conduto de 3 formas: 
a) Com auxílio de um instrumento/lima 
endodôntico: “lambuza-se” o instrumento 
com o cimento e leva-se esse instrumento 
para o interior do canal para que se esfregue 
o cimentonas paredes do canal. 
b) Com auxílio do próprio cone prinicpal: 
“lambuza-se” o cone de guta-percha com o 
cimento e leva-se esse cone para o interior 
do canal para que se esfregue o cimento nas 
paredes do canal. Essa é a técnica mais 
comum e fácil de ser realizada, e ao se 
alcançar o comprimento (CTO) desejado e se 
travar o cone neste comprimento, esse cone 
já poderá permanecer nesta posição para 
que se prossiga com a obturação. Usar essa. 
c) Com auxílio de um propulsor Lentullo: 
“lambuza-se” o Lentullo com o cimento e 
leva-se esse instrumento para o interior do 
canal para que, ao ativado pela baixa 
rotação, ele espalhe o cimento nas paredes 
do canal. Deve-se usar esse método com 
extrema cautela devido a capacidade que o 
Lentullo tem de captar muito cimento e de 
espalhar muito esse cimento no interior dos 
condutos, podendo gerar um 
extravasamento exagerado. 
 
Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com)
lOMoARcPSD|26916186
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i
SELEÇÃO DO ESPAÇADOR DIGITAL 
- A técnica de obturação de condensação lateral 
consiste, como o próprio nome diz, em 
compactar lateralmente o material obturador. 
- Para isso, usa-se um instrumento chamado de 
espaçador digital (em algumas caixas de vocês 
está em inglês = finger spreaders). 
- Esse instrumento, assemelha-se a uma lima 
endodôntica: tem cabo plástico colorido e uma 
parte ativa em metal, porém, ao contrário das 
limas, essa parte metálica é lisa, sem poder de 
corte. 
- Esse instrumento deverá ser calibrado em CTO – 
2 mm (o porquê será devidamente explicado no 
laboratório, com desenhos que facilitarão melhor 
o entendimento). 
- Essa calibragem de CTO – 2 mm é uma 
calibragem limite, e não objetivo. Isso que dizer 
que o instrumento só pode chegar até esse 
comprimento, não podendo ultrapassá-lo. 
- Mas não quer dizer necessariamente que ele 
precise chegar nesse comprimento. 
SELEÇÃO DOS CONES ACESSÓRIOS 
- Os cones acessórios, que serão compactados no 
canal com o auxílio dos espaçadores digitais, não 
precisam que seu uso obedeça nenhum 
comprimento ou calibre. 
- Eles serão simplesmente introduzidos no canal o 
mais profundamente que for possível e na maior 
quantidade possível para que não ocorram 
espaços vazios (o espaçador digital abrirá o 
caminho possibilitando essa inserção). 
-Quanto maior/mais calibroso o conduto 
(exemplo. ICS) maior a quantidade de cones 
acessórios necessários para que se preencha todo 
o espaço. 
PROVA DA OBTURAÇÃO - RX 
- Como última medida/margem de segurança que 
dispomos antes de finalizar a obturação, 
devemos bater uma radiografia chamada de 
prova da obturação. 
- Essa radiografia deverá ser realizada quando o 
operador concluir que não consegue introduzir 
mais nenhum cone acessório no interior do 
conduto, ou seja, quando ele concluir que não 
existem mais espaços a serem compactados com 
material obturador. Nessa radiografia devemos 
observar: 
o Se o material está no comprimento 
adequado. Caso não esteja, ou seja, a 
obturação esteja aquém ou além do CTO, a 
mesma deverá ser arrancada/removida do 
conduto e deverá se iniciar o processo de 
obturação todo de novo, do início; 
o Se não existem espaços vazios. Se existirem 
espaços vazios, sem material obturador, mas 
o CTO estiver adequado, deve-se cortar o 
excesso de cones acessórios que estão 
saindo pela coroa do dente, tentar se 
introduzir novamente o espaçador digital no 
conduto para que ele crie mais espaçosa para 
que possam ser inseridos mais cones 
acessórios, para, desta forma, preencher 
esses espaços vazios. 
CORTE DA OBTURAÇÃO 
- Concluída a inserção dos cones acessórios, após 
constatação por meio da radiografia de prova do 
cone que o conduto está devidamente obturado, 
deve-se cortar esse excesso de material 
obturador com uma espátula de inserção 
aquecida em lamparina. 
- Esse corte, deverá ser o mais profundo possível 
dentro da câmara pulpar, com o objetivo de 
cortar o excesso desse material o mais próximo 
possível do limite coroa-raiz. 
CONDENSAÇÃO VERTICAL 
- Após o corte do excesso de material obturador, 
o material restante que ficou dentro do conduto 
deverá novamente ser compactado. 
- Porém, ao contrário da compactação feita com 
os espaçadores digitais, a qual é denominada 
horizontal ou lateral, essa compactação final é 
chamada de vertical ou compressão hidráulica e é 
feita com os instrumentos de Paiva. 
- Essa compactação ou condensação vertical 
consiste em comprimir o material obturador no 
sentido apical. 
- Seu objetivo é, quando devidamente realizada, 
é comprimir a guta-percha contra as paredes do 
canal de forma que ela comprima o cimento 
contra os túbulos dentinarios, canais laterais e 
acessórios e deltas e foraminas apicais, desta 
forma promovendo um escoamento melhor 
desse cimento e proporcionando uma 
cimentação mais hermética em locais onde a 
guta-percha não consegue penetrar. 
LIMPEZA DA CÂMARA PULPAR 
- Finalizada a obturação propriamente dita, deve-
se limpar a cavidade da câmara pulpar da melhor 
forma possível para que se possa realizar um 
selamento coronário que promova a melhor 
“blindagem” possível para o nosso tratamento 
endodôntico. 
Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com)
lOMoARcPSD|26916186
- Primeiramente, após o término da condensação 
vertical, o material obturador deverá ser cortado 
(com auxílio de brocas de baixa rotação haste 
longa ou com condensadores de Paiva) cerca de 2 
mm abaixo do nível da gengiva. 
- Esse procedimento visa minimizar os riscos de 
alteração cromática coronária, a qual pode 
decorrer pela penetração do cimento obturador 
nas paredes dos túbulos dentinários. Após o corte 
da obturação no comprimento adequado, a 
câmara pulpar deve ser limpa esfregando-se 
vigorosamente uma bolinha de algodão estéril 
embebida em álcool 70% em toda superfície da 
dentina. 
- Finalizada essa limpeza, a câmara deverá ser 
restaurada ou com Cimento de Ionômero de 
Vidro ou com Resina Composta. 
RX FINAL 
- Finalizado o tratamento endodôntico e a 
restauração da cavidade, remove-se o isolamento 
absoluto e realiza-se a radiografia final. 
- Essa radiografia deverá ser realizada com auxílio 
dos posicionadores radiográficos visando ter a 
radiografia mais ser distorções possível. 
- Essa radiografia, a final, é de grande importância 
pois ela comprovará a forma que estava o dente 
e o canal quando você finalizou seu tratamento, 
servindo de medida jurídica para sua proteção 
(mais detalhes na aula em laboratório). 
- Também se faz de grande importância, em caso 
de dentes com lesões periapicais, onde, nos 
próximos meses você terá que fazer outras 
radiografias para acompanhar se realmente a 
lesão está regredindo ou não, para o caso de ter 
que tomar outras providências caso não haja 
regressão. 
Baixado por Aricélia Oliveira (ariceliaoliveira23@gmail.com)
lOMoARcPSD|26916186
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=obturacao-resumo-aula-da-disciplina-de-endodontia-i