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í Apicigênese: formação fisiológica do ápice; Apicificação: tratamento realizado em dentes permanentes jovens que sofreu uma necrose pulpar (ou seja, toda vez que o dente sofre uma necrose precoce – seja através de cárie, alguma anomalia de desenvolvimento* ou traumas -, interrompe a formação fisiológica da raiz e não tem expectativa quanto ao desenvolvimento “espontâneo” para que mesma se forme novamente e, com isso, vai partir para tratamentos que induzam a formação de barreira mineralizada no final da raiz, para que assim possa obturar); • A dentição permanente se dá início por volta dos 5 a 7 anos e vai até os18 a 21 anos; • Contato oclusal: região apical quase completa e com o forame ainda amplo; • Para que se tenha a forma definitiva/completa da raiz após a erupção e contato do antagonista há um intervalo de 3 a 4 anos;* • Quando a polpa é afetada muito precocemente, teremos alguns desafios quanto a isso, como: - Manejo do paciente • No tratamento endodôntico, esse manejo tende a ser mais difícil devido a necessidade de anestesiar, isolar (sendo necessário o paciente ficar com a boca aberta durante muito tempo) e, além disso, até para obter o diagnóstico existe uma certa dificuldade (levando em consideração que quando seja necessário realizar o TSP frio, vai ocasionar dor); - Ápice aberto • Devido ao intervalo longo de 3 a 4 anos para que tenha a formação completa da raiz do dente; • O ápice aberto é um dos grandes desafios no tratamento endodôntico (e no dia a dia clinico também) e, com isso, corre o risco de extravasar tanto material irrigador quanto obturador, além de que se for um dente com necrose precoce, vai restar paredes finas/delgadas; • Quanto a cárie, apesar das prevenções, pode – se afirmar que a mesma continua sendo o principal problema de saúde bucal a ser enfrentado no Brasil, apesar de seu acentuado declínio em crianças e adolescentes (RONCALLI, 2012); • Ademais, quando a cárie se manifesta nas crianças tem um ligeiro avanço (levando em consideração que a cavidade pulpar logo que o dente erupciona é ampla e volumosa, além disso ainda não houve deposição de dentina secundaria) e para que ocorra a exposição pulpar é muito rápido; • O trauma é um dos aspectos que não dar esquecer, pois é algo muito frequente e as crianças estão expostas ao mesmo, devido aos fatores comportamentais (as brincadeiras entre si), fatores fisiológicos e rotina; í • Algumas anomalias (como os dens in dentes, dentes invaginados, presença de sulcos radiculares* que podem comunicar o meio externo com a cavidade pulpar) também constitui uma das razões para que os dentes sejam afetados precocemente; • Depende da intensidade e frequência da estimulação do dano, podendo acontecer de diferentes maneiras, tais como: - Deposição de dentina (a dentina esclerosa/reacional e reparadora, são mecanismos de defesa da polpa que tentam isolar o agente agressor); - Alterações de natureza degenerativa ou inflamatória; - Necrose pulpar; • Quando a criança passa por uma situação de trauma/cárie ou algum dano que caracteriza exposição pulpar, iremos realizar as mesmas etapas e utilizar os critérios iguais a de um paciente adulto, além de também estabelecer, inicialmente, um diagnóstico, utilizando os mesmos recursos como o exame clínico associados a alguns exames complementares: Inspeção visual: • Iremos observar a extensão e profundidade da lesão; • Além da estrutura dentária e estruturas adjacentes (observando se tem fístula, aumento de volume, a coloração da mucosa...); • É necessário realizarmos o teste de palpação e percussão (Utilizando a polpa digital. Para realizar qualquer tipo de teste, é importante lembrarmos que deve ter um dente controle/íntegro para que possamos comparar com o dente suspeito. Iremos palpar/pressionar e pedi para o paciente dizer se está sensível ou não); • No paciente infantil, o teste pode ser uma dificuldade, levando em consideração que a criança não vai ter tanta percepção e entender a natureza do exame, ou seja, para ela tudo pode causar dor e isso pode ter uma relação direta com o comportamento da criança; • Se positiva, a percussão vertical mostra que existe alterações vindo do periodonto apical enquanto a percussão horizontal mostra que existe alterações vindo do periodonto de sustentação; • Deve – se realizar o teste utilizando a polpa digital e, o cabo do espelho só deve ser utilizado em casos de dúvidas (pois pode provocar uma dor ainda mais intensa*); • A radiografia (periapical e também é interessante fazer uso da interproximal, principalmente quando tivermos dificuldades para estabelecer se houve dano direto a polpa), por sua vez, tem um valor muito grande e com ela conseguimos observar se há comprometimento pulpar; • A tomografia, principalmente em casos de dentes traumatizados, é uma das grandes indicações e nos auxilia bastante no planejamento do caso clínico (inclusive, nos ajuda a ver o quanto de forame ainda está aberto, qual a espessura da parede radicular...); • Nesse caso, existem duas condições, como: - A dificuldade da interpretação e percepção do teste por parte da criança; - Como o dente ainda está em desenvolvimento, as terminações nervosas ainda não tem a sua maturação por completo, ou seja, a fibra delta A (que são as primeiras fibras acionadas em casos de agressão - nesse caso sendo a receptora do frio) ainda não está completamente desenvolvida e isso pode trazer respostas que não condizem com o estado real do dente, por isso que o aspecto radiografico tem grande importância (para que possamos ver se existe alteração periapical, se já existe lesão, se houve paralisação do desenvolvimento da raiz em comparação ao dente vizinho, se houve comprometimento pulpar...); çõ q • Como bem sabemos, no diagnóstico, podemos está “de frente” tanto para uma polpa vital quanto para uma polpa “morta” que já necrosou; • Em casos de polpa vital e que ainda não tem fechamento radicular, precisa – se entender que todo sacrifício/tratamento deve ser feito com o intuito de manter a polpa vital, pois é í necessário que a formação radicular fisiológica/a apicigênese continue, portanto é necessário que todo tratamento realizado nessa polpa seja de natureza conservadora e não radical; *• Uma vez que essa está polpa viva, a papila apical que ainda se encontra nessa região é quem vai induzir a formação radicular. Ou seja, precisa – se lembrar que essa papila dental (da embriogênese, onde temos a fase de campanula), tem as células mesênquimas indiferenciadas e ao receber os estímulos/fatores de crescimento vão se diferenciar em odontoblastospara que se inicie a formação da dentina. • Quando a coroa já está formada e se tem a alça cervical na fase de campanula, outra estrutura que se chama bainha epitelial de Hertwig terá importância (também existe células epiteliais indiferenciadas e sobre a estimulação desses fatores de crescimento irão dar continuidade a formação radicular), por isso, é extremamente importante que essa polpa continue viva, pois ela é quem vai ter as células, os fatores de crescimento, trazer constrição* a célula para que se fixe em uma superfície, para que ela se diferencia e se prolifere para desempenhar a sua função* • Como citado anteriormente, o tratamento deve ser conservador e as opções do mesmo vai desde a proteção pulpar indireta até a proteção pulpar direta e pulpotomia (parcial ou total), no qual todas as alternativas de tratamento devem visar a apicigênese; • Quando falamos de proteção pulpar, é interessante pensarmos nos materiais capeadores como o hidróxido de cálcio, além dos materiais biocerâmicos: Hidróxido de cálcio: • Um dos materiais mais conhecidos, estudado desde1920* e até os dias de hoje, podem ser empregados, visto que possui uma resposta biológica favorável e bons resultados; • Vantagens: - Possui efeito bactericida ou bacteriostático; - Forma uma barreira de tecido mineralizado; - Possui um pH extremamente elevado (>12), funcionando como antisséptico; • Desvantagens: - Baixa resistência (tanto que depois dele, precisamos colocar uma camada de CIV para protege – lo. por exemplo, o pó ele não toma presa, ficando em contato direto com a polpa e com isso, precisamos colocar a camada do cimento para que o CIV/resina possa funcionar); - Não adesivo; - Hidrossolúvel (se por um acaso tiver infiltração, o material rapidamente será solubilizado e deixará uma interface vazia); - Decréscimo dos índices de sucesso a longo prazo; MTA: • No final da década de 80 e início da década de 90, um novo material, que é o Agregado de Trióxido Mineral (mais concedido como MTA), surgiu na endodontia e foi desenvolvido na Universidade de Loma Linda; • O material apresenta uma particularidade muito interessante que é a composição praticamente igual ao do cimento portland (de construção), portanto para ser utilizado na odontologia/endodontia, o material passou por um processo de purificação; • Inicialmente, foi proposto para reparar situações complexas de perfuração, como um material retrobturador, na apicectomia e, de maneira geral, tinha uma finalidade mais voltada para a raiz. Mas, quando os estudos observaram a extrema biocompatibilidade e a qualidade na formação de tecido mineralizado/dentina reparadora, começou a utilizar como material capeador; í O alumino ferrite de tetracálcio silicato, foi apontado como a possível causa de machamento na coroa e com isso, a angelus começou a produzir o MTA branco. Mas o machamento continuava, daí as pesquisas evoluíram e se observou que a causa era o óxido de bismuto, presente no radiopacificador; • Em nenhuma hipótese devemos pensar em utilizar o cimento portland, pois o mesmo possui a presença de impurezas (como o chumbo e arsênio), além de possuir uma grande quantidade de óxido de magnésio, causando uma expansão do material e, consequentemente, pode vim a fraturar o dente; • Propriedades: - Possui uma elevada resistência mecânica e apresenta um vedamento excepcional (por isso, tem sido aprimorado para ser utilizado nas terapias conservadoras da polpa); - Pode ser usado em superfície úmida (como por exemplo, em casos de contato com sangue, ligamento periodontal inflamado...); - Antimicrobiano (pois o pH é bastante alto); - Ademais, forma uma barreira mineralizada ou uma dentina reparadora nos casos de proteção indireta, dando as condições para a formação de hidroxiapatita; • Desvantagens (MTA 1º geração): - Difícil manipulação; - Inicialmente, quando o material surgiu, o tempo de presa era em torno de 3h a 4h e ele tinha 70 Mpa de resistência após a presa; - Portanto, em 2001, a angelus começou a produzir esse material com um tempo de presa menor (cerca de 15min) e com uma coloração branca, pois o MTA apresentava uma coloração acinzentada, o que proporcionava uma estética desfavorável, pois causava machamento da coroa; • Biocerâmicos - 2º geração (ex.: MTA REPAIR HP e biodentine): - Materiais que evoluíram com a incorporação de nanopartículas; - Essa evolução trouxe ganhos e melhoras na consistência (sendo mais cremosa e fácil de trabalhar), na estabilidade, além de proporcionar uma melhor resistência mecânica e hidráulica; - Além disso, também tem o fato de substituir o óxido de bismuto por outros radiopaficadores como: o tungstato de cálcio ou óxido de zircônia, que não causam machamento nos dentes; - A desvantagem do biodentine é que ele se apresenta em cápsulas e, consequentemente, se torna necessário ter o amalgamador no consultório; • Biocerâmicos – 3º geração (ex.: bio - c repair): - Possui as mesmas propriedades benéficas do MTA, mas são materiais prontos para uso (com uma consistência semelhante à do cotosol); • Após entender sobre as propriedades dos materiais, podemos partir para as técnicas e opções de tratamento: • A proteção pulpar vai depender da profundidade da cavidade, citadas abaixo: Proteção pulpar direta: í • Nesse caso, já existe uma pequena exposição da polpa (na dentistica, fazemos o capeamento pulpar direto utilizando Ca(OH)2 p.a/cimento e CIV. mas, antes de tudo, seria interessante que observássemos macroscopicamente o estado daquela polpa, para que a partir disso possamos definir o que iremos); • Indicações: - A dentina ao redor da exposição pulpar deve se encontrar hígida; - O tecido deve estar vermelho, homogêneo e cheio de sangue na superfície da ferida pulpar, sem áreas liquefeitas amareladas ou zonas escuras não sangrantes; - Nenhum fragmento de dentina deslocado durante a escavação deve estar presentena ferida (pois irá contaminar); - A hemostasia deve ser alcançada em torno de 2 – 3min após a lavagem com desinfetante suave, seguido da aplicação de uma bolinha de algodão estéril na ferida cirúrgica; • Contra – indicações: - Quando não houver presença de sangramento (nesse caso acima, a polpa estar praticamente necrosada); - Tamanho da exposição (se for muito grande, deve – se pensar em uma pulpotomia. A PPD deve ser utilizada apenas para micro - exposições); • Indicações para os casos em que a exposição ocorra devido ao trauma: - Exposição pequena; - Poucas horas após o trauma; - Dentina circundante com aspecto de normalidade • Protocolo: - Antes de tudo, deve – se realizar uma boa anestesia; - Isolamento absoluto (para que possa realizar manutenção da cadeia asséptica*); - Descontaminação do dente e da área de exposição, utilizando o NaOCl 2,5%; - Pode utilizar o otosporin em cima da ferida/exposição, por 5 a 10min (é interessante usar, visto que ele pode contribuir na hemostasia, além de funcionar diminuindo o processo inflamatório); - Seca; - A partir disso, observa o aspecto da polpa e da dentina circundante macroscopicamente – isso é crucial, pois só deve prosseguir com o capeamento se os aspectos forem favoráveis; • Materiais que podem serem utilizados: - Hidróxido de cálcio (P.A + cimento) ou MTA; - Após o tempo de presa (do MTA, por exemplo, que é cerca de 10 a 15min – depende da marca) já pode colocar o CIV; - Observa o determinado dente durante 1 mês e quando o dente estiver assintomático e radiograficamente observamos que a raiz continua a se formar/não tem sinais de lesões periapicais, restaura com RC; - Proservação (etapa fundamental, visto que o nosso intuito é a continuação); Pulpotomia: • O que determina se a pulpotomia será parcial ou total é o aspecto macroscópico da polpa; • Exame clínico da polpa: - O tecido pulpar deve estar consistente; - Deve – se considerar o tamanho da exposição (pois se for pequena pode fazer uma parcial); - Além de considerar a hemorragia, ou seja, se a polpa apresenta o sangramento com coloração vermelho vivo e o tempo (pois não dar para o dente ficar sangrando a ponto de não conseguimos estancar); í • Nos casos de trauma, para saber se a pulpotomia será parcial ou total, avalia os seguintes aspectos: - Localização da lesão traumática; - Tamanho da exposição; - Tempo, ou seja, nos casos das exposições traumáticas que não foram tratadas em tempo hábil; - Alterações pulpares macroscópicas compatíveis com a necrose parcial; • Pulpotomia: protocolo - Inicialmente, realiza – se uma boa anestesia e o isolamento absoluto (para que possamos realizar a manutenção da cadeia asséptica); - Logo após, faz a descontaminação do dente e da área de exposição, utilizando o NaOCl 2,5%; - Realiza o corte utilizando as curetas endodônticas/de haste longas afiadas ou pontas diamantadas sob irrigação com soro fisiológico; É interessante utilizar as curetas e evitar as pontas diamantadas para evitar que caia raspas de dentina na ferida pulpar; - Para realizar a hemostasia, pode – se utilizar o otosporin ou o NaOCl a 2,5%, durante 5min (mas se não conseguir a hemostasia em 5min, pode aguardar os 10min); - Por fim, observa o aspecto macroscópico da polpa – se é viável interrompe o corte nesse ponto; • Materiais que podem ser utilizados: - Material capeador: hidróxido de cálcio (P.A + cimento) ou MTA; - Após o tempo de presa põem o CIV; - Durante 1 mês, observa se o dente estar assintomático e, com isso, restaura com RC; - Proservação (durante 1 mês, 3 meses, 6 meses e 1 a 5 anos, para que possamos observar a formação da barreira de tecido mineralizado e se formação radicular ocorreu); • O que percebemos nos casos de necrose precoce: - Paralização da rizogênese; - As paredes dentinárias apresentam pouca espessura (ou seja, ainda não houve engrossamento das paredes como aconteceria no processo fisiológico); - Presença de lesões (ex.: periodontites apicais); - Dificuldades para realizar o tratamento endodôntico (visto que pode ocorrer o extravasamento da solução irrigadora/material obturador, pois se não tiver uma constrição apical, será difícil de conter o procedimento*); - Comprometimento estético e funcional da criança; • Classificação de Cvek: • Esses aspectos/situações podem acontecer em diversos estágios, depende da criança que for acometida com determinado problema, podendo acontecer desde o estágio 1 de rizogênese até o estágio 5; • É de extrema importância que a gente verifique em que estágio estar essa rizogênese, pois algumas terapias são bem interessantes quando estamos frente aos determinados estágios. Ou seja, nos estágios1, 2 e 3 pode – se realizar revascularização pulpar e nos estágios 4 e/ou 5 sendo necessário fazermos, por exemplo, a apicificação com plug apical; • Vale ressaltar que, na apicificação, não se tem mais a polpa presente, sendo necessário formar uma barreira de tecido mineralizado no ápice para que a partir disso, realize a obturação; - Apicificação (pode ser realizada de duas maneiras: controlando a infecção e realizando as trocas sucessivas da MIC - hidróxido de cálcio - e/ou o plug apical com MTA); - Revascularização ou revitalização pulpar; Apicificação (hidróxido de cálcio): - Induz a formação de uma barreira de tecido mineralizado na região apical; - Basicamente, vamos precisar fazer o controle da infecção e as trocas sucessivasda MIC; - Fazemos troca sucessivas de MIC até que, radiograficamente, possamos perceber que houve a formação da barreira de tecido mineralizado; - Para que essa barreira se forme, é necessário muito tempo e, na literatura esse tempo é muito variável, não existindo um padrão com relação ao número de trocas, vai depender de cada caso; í - Com relação ao emprego do veículo da pasta de hidróxido de cálcio, devemos entender que os veículos aquosos (água destilada, solução anestésica, soro fisiológico) também poderão ser utilizados, porém a pasta se dissocia muito rápido, fazendo com que o canal rapidamente fique vazio; - Enquanto os veículos que são viscosos (como a glicerina, o polietilenoglicol e o propilenoglicol), torna a dissociação da pasta mais lenta e, por esse motivo, para que não precise trocar a medicação a todo instante, deve – se utilizar os veículos iônicos de dissociação lenta; • Protocolo: - Acesso; - PQM (nesse caso, a desinfecção será mais voltadas a soluções químicas com as substâncias irrigadoras, do que com as ações mecânicas das limas, visto que não existe lima compatíveis a esse espaço bem amplo); - Protocolo de IF (agitação)*; - Inserir a pasta de hidróxido de cálcio (realizando trocas trimestrais ou a partir do momento que visualizar radiograficamente que a pasta solubilizou e já tem alguns espaços incompletos); - Quanto a obturação, realiza – se a mesma quando constatar a formação da barreira mineralizadora e, para obturar, precisa – se adequar as técnicas de obturação para essa situação, utilizando alguns recursos, como: cone rolado, cone invertido, cone moldado, compactação lateral/vertical e termoplastificação; • Limitações: - Adesão do paciente: 5 a 20 meses; - Perda ou infiltração do selamento; - Atualmente, com o avanço dos estudos sabe – se que a permanência prolongada da MIC - Ca (OH²), ocasiona alterações dentinárias, diminuído a resistência a fratura; • A partir disso, existe algumas alternativa, como: - Pasta obturadora: utilizando 2 partes de HCa, 2 pastas de Ozn e CHX gel, no qual deve apresentar uma consistência semelhante ao cotosol e, com essa pasta obturadora, deve – se preencher todo o canal radicular e seguir com o acompanhamento; Apicificação (PLUG apical - MTA): • Bem indicados nos casos em que as paredes radiculares são convergentes ou paralelas; • Uma das vantagens é evitar as trocas sucessivas de MIC; • Como podemos fazer o PLUG apical: - Na 1º sessão, deve – se realizar o PQM + PIF + MIC com Ca(OH)² e deixa por 1 semana, para que possa descontaminar; - Na 2ª sessão, quando o paciente voltar, fazemos a barreira apical, com aproximadamente 3 – 4mm do MTA + obturação e assim o caso está finalizado; • Pode ser realizado também em sessão única; • Deve – se observar as recomendações do fabricante do biocerâmico; • O mecanismo de formação de barreira nesse plug apical com MTA está relacionada a essas propriedades (citadas abaixo), que são semelhantes ao hidróxido de cálcio: • Para fazermos esse plug apical de MTA, podemos usar diversas técnicas e meios, como: - Aplicador de MTA da angelus; - Calcadores; - Parte oposta do cone de papel – mas, atualmente, estão substituindo esses cones de í papel pelos microbrush que são mais fininhos (pode utilizar como alternativa: pega o material com a espátula e leva ao canal, com o calcador condensa e acomoda com o microbrush); - Além disso, também pode utilizar as limas; - Nos forames que estão muito abertos em cima e seja necessário condensar o MTA, para evitar um grande extravasamento, podemos utilizar barreiras – como as esponjinhas de colágeno hemospon; Importante falamos isso aos responsáveis/pacientes para que os mesmos tenham alguns cuidados. Endodontia regenerativa: • Baseadas nas células troncos e, sabe – se que a papila apical, o dente decíduo e o ligamento periodontal são muito ricos das mesmas.* • Com isso os pesquisadores tiveram a ideia de atrair essas células troncos para o interior do canal radicular para que essas células se diferenciassem e induzissem a formação da raiz e, a partir disso foi surgindo algumas complicações, como por exemplo: Nesse caso, os pesquisadores desinfetaram o canal com substância química (assim como na apicificação) e no interior do canal, colocaram uma pasta medicamentosa a base de três antibióticos (ciprofloxacina, metronidazol e minociclina) e deixaram a mesma por 1 semana. Na sessão posterior, removeram essa pasta e induziram o sangramento colocando uma lima além do térmico radicular para que formasse um coagulo de sangue dentro do canal (na porção cervical utilizou o MTA). • Atualmente, já temos alguns pontos estabelecidos quanto a esses protocolos e as pesquisas continuam evoluindo.. • Para pensarmos em endodontia regenerativa e obter esse tipo de resposta, precisamos desses quatro fatores: - Células mesenquimais indiferenciadas; - Moléculas sinalizadoras; - Descontaminação do canal; - Scaffolf tridimensional (arcabouço onde as células irão se depositar e proliferar – que é o coagulo/PRP/FRP); • O que as moléculas sinalizadores dos eventos regenerativos fazem: - Recrutamento de células – tronco e a partir disso, vai acontecer a proliferação celular e diferenciação em células parecidas com odontoblastos; • Técnica: - Anestesia, acesso e isolamento absoluto; - Descontaminação passiva – utilizando uma lima de 2º série e vai utilizar a SQA; - Logo após, vai para a MIC, podendo utilizar uma pasta dupla/tripla (com antibióticos) ou a pasta de hidróxido de cálcio; - Na sessão seguinte, induz a formação do coagulo e coloca a barreira cervical; • Protocolo – associação americana de endodontia: 1ª sessão: - Anestesia, isolamento absoluto, acesso; - Descontaminação passiva utilizando 20ml de NaOCla 1,5% - Logo após, vem com 20ml de EDTA a 17%; í - Secagem dos canais; - Coloca a MIC: hidróxido de cálcio ou a pasta dupla/tripla associada a antibióticos (minociclina*/ciprofloxacina/metronidazol) – utiliza – se uma dose de 0,1mg a 1mg por ml; - A pasta pode permanecer no canal entre 1 a 4 semanas; A minociclina pode ser substituída pelo ceflacor, pois ela é derivada da tetraciclina e com isso, pode causar o machamento do dente; - Selamento coronário. • Por que deve utilizar o NaOCl 1,5% e EDTA a 17: Coletivamente, os resultados sugerem que altas concentrações de NaOCl tem um efeito negativo profundo na sobrevivência e diferenciação de SCAPs. No entanto, esse efeito pode ser evitado com o uso de NaOCl a 1,5% seguido pelo EDTA a 17%, ou seja, esse é o regime de irrigação que pode ser benéfica em procedimentos endodônticos regenerativos. O EDTA é uma substância quelante* e tem haver com isso devido ao fato de dissolver um pouco a parede da dentina, acontece a liberação de fatores de crescimento que estão aprisionados na dentina e esses fatores contribuem na proliferação das células troncos. Trevino et al., demonstraram, in vitro, que o digluconato de clorexidina a 2% apresenta alta citotoxicidade para as células-tronco, por isso não é utilizada. Atualmente, tanto a American Association of Endodontists como a European Society of Endodontology não recomendam o emprego de clorexidina no protocolo clínico, principalmente na segunda consulta. Protocolo – 2º sessão: - Análise clínica – radiográfica; - Anestesia sem vasoconstrictor (pois não vai inibir o sangramento); - 20ml de EDTA a 17%, para que ocorra a liberação dos fatores de crescimento e remover a MIC; - Secagem dos canais; - Lima ultrapassando a barreira apical para induzir o sangramento; - Coagulo – aguarda10min para a formação; - Utiliza uma matriz reabsorvível (pode ser o hemospon); - Utiliza o biocerâmico reparador (para o selamento cervical); - Restauração (selamento coronário); Acompanhamento: - 6 meses, 12 meses, 24 meses e anualmente; - Desfechos consideráveis favoráveis: • Ausência de sintomatologia; • Regressão de lesão; • Aumento do comprimento e espessura radicular; • Resposta positiva ao TSP (não é padrão, pois nem sempre vai ter formação de novas terminações – depende da célula tronco que vier); - Padrões de cicatrização encontradas: • Aumento do comprimento e da espessura radicular; • Fechamento apical sem considerável aumento do comprimento; • Aumento do comprimento radicular sem fechamento apical; • Severa obliteração do canal radicular; • Formação de barreira de tecido mineralizado entre o plug cervical e o ápice radicular. Ç • Correto diagnóstico; • Dentes vitais: tratamento conservador – continuidade da formação radicular; • Dentes necrosados: apicificação com hidróxido de cálcio/MTA ou a revascularização - protocolo com sustentada evidência ainda necessita de respostas a questões críticas.