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 Apicigênese: formação fisiológica do 
ápice; 
 
 Apicificação: tratamento realizado em 
dentes permanentes jovens que sofreu 
uma necrose pulpar (ou seja, toda vez que o dente sofre 
uma necrose precoce – seja através de cárie, alguma anomalia de 
desenvolvimento* ou traumas -, interrompe a formação fisiológica da raiz e 
não tem expectativa quanto ao desenvolvimento “espontâneo” para que 
mesma se forme novamente e, com isso, vai partir para tratamentos que 
induzam a formação de barreira mineralizada no final da raiz, para que 
assim possa obturar); 
 
 
• A dentição permanente se dá início por volta 
dos 5 a 7 anos e vai até os18 a 21 anos; 
• Contato oclusal: região apical quase completa e 
com o forame ainda amplo; 
• Para que se tenha a forma definitiva/completa da 
raiz após a erupção e contato do antagonista há 
um intervalo de 3 a 4 anos;* 
 
• Quando a polpa é afetada muito precocemente, 
teremos alguns desafios quanto a isso, como: 
- Manejo do paciente 
• No tratamento endodôntico, esse manejo 
tende a ser mais difícil devido a necessidade 
de anestesiar, isolar (sendo necessário o paciente ficar com a 
boca aberta durante muito tempo) e, além disso, até para 
obter o diagnóstico existe uma certa 
dificuldade (levando em consideração que quando seja necessário 
realizar o TSP frio, vai ocasionar dor); 
- Ápice aberto 
• Devido ao intervalo longo de 3 a 4 anos 
para que tenha a formação completa da raiz 
do dente; 
• O ápice aberto é um dos grandes desafios 
no tratamento endodôntico (e no dia a dia clinico 
também) e, com isso, corre o risco de extravasar 
tanto material irrigador quanto obturador, além 
de que se for um dente com necrose precoce, 
vai restar paredes finas/delgadas; 
 
• Quanto a cárie, apesar das prevenções, 
pode – se afirmar que a mesma continua sendo 
o principal problema de saúde bucal a ser 
enfrentado no Brasil, apesar de seu acentuado 
declínio em crianças e adolescentes (RONCALLI, 
2012); 
• Ademais, quando a cárie se manifesta nas 
crianças tem um ligeiro avanço (levando em 
consideração que a cavidade pulpar logo que o dente erupciona é 
ampla e volumosa, além disso ainda não houve deposição de dentina 
secundaria) e para que ocorra a exposição pulpar 
é muito rápido; 
 
• O trauma é um dos aspectos que não dar 
esquecer, pois é algo muito frequente e as 
crianças estão expostas ao mesmo, devido aos 
fatores comportamentais (as brincadeiras entre si), 
fatores fisiológicos e rotina; 
 í
 
 
• Algumas anomalias (como os dens in dentes, dentes 
invaginados, presença de sulcos radiculares* que podem comunicar o 
meio externo com a cavidade pulpar) também constitui uma 
das razões para que os dentes sejam afetados 
precocemente; 
• Depende da intensidade e frequência da 
estimulação do dano, podendo acontecer de 
diferentes maneiras, tais como: 
- Deposição de dentina (a dentina esclerosa/reacional e reparadora, 
são mecanismos de defesa da polpa que tentam isolar o agente agressor); 
- Alterações de natureza degenerativa ou 
inflamatória; 
- Necrose pulpar; 
• Quando a criança passa por uma situação de 
trauma/cárie ou algum dano que caracteriza 
exposição pulpar, iremos realizar as mesmas etapas 
e utilizar os critérios iguais a de um paciente adulto, 
além de também estabelecer, inicialmente, um 
diagnóstico, utilizando os mesmos recursos como o 
exame clínico associados a alguns exames 
complementares: 
 Inspeção visual: 
• Iremos observar a extensão e profundidade 
da lesão; 
• Além da estrutura dentária e estruturas 
adjacentes (observando se tem fístula, aumento de volume, a 
coloração da mucosa...); 
• É necessário realizarmos o teste de palpação 
e percussão (Utilizando a polpa digital. Para realizar qualquer tipo 
de teste, é importante lembrarmos que deve ter um dente controle/íntegro 
para que possamos comparar com o dente suspeito. Iremos 
palpar/pressionar e pedi para o paciente dizer se está sensível ou não);
 
• No paciente infantil, o teste pode ser uma 
dificuldade, levando em consideração que a 
criança não vai ter tanta percepção e 
entender a natureza do exame, ou seja, para 
ela tudo pode causar dor e isso pode ter uma 
relação direta com o comportamento da 
criança; 
• Se positiva, a percussão vertical mostra que 
existe alterações vindo do periodonto apical 
enquanto a percussão horizontal mostra que 
existe alterações vindo do periodonto de 
sustentação; 
• Deve – se realizar o teste utilizando a polpa 
digital e, o cabo do espelho só deve ser 
utilizado em casos de dúvidas (pois pode provocar uma 
dor ainda mais intensa*); 
• A radiografia (periapical e também é interessante fazer uso da 
interproximal, principalmente quando tivermos dificuldades para 
estabelecer se houve dano direto a polpa), por sua vez, tem 
um valor muito grande e com ela conseguimos 
observar se há comprometimento pulpar; 
• A tomografia, principalmente em casos de dentes 
traumatizados, é uma das grandes indicações e 
nos auxilia bastante no planejamento do caso 
clínico (inclusive, nos ajuda a ver o quanto de forame ainda está 
aberto, qual a espessura da parede radicular...); 
• Nesse caso, existem duas condições, como: 
- A dificuldade da interpretação e percepção 
do teste por parte da criança; 
- Como o dente ainda está em desenvolvimento, 
as terminações nervosas ainda não tem a sua 
maturação por completo, ou seja, a fibra delta 
A (que são as primeiras fibras acionadas em casos de agressão - nesse 
caso sendo a receptora do frio) ainda não está 
completamente desenvolvida e isso pode trazer 
respostas que não condizem com o estado real 
do dente, por isso que o aspecto radiografico 
tem grande importância (para que possamos ver se existe 
alteração periapical, se já existe lesão, se houve paralisação do 
desenvolvimento da raiz em comparação ao dente vizinho, se houve 
comprometimento pulpar...); 
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• Como bem sabemos, no diagnóstico, 
podemos está “de frente” tanto para uma 
polpa vital quanto para uma polpa “morta” 
que já necrosou; 
• Em casos de polpa vital e que ainda não tem 
fechamento radicular, precisa – se entender 
que todo sacrifício/tratamento deve ser feito 
com o intuito de manter a polpa vital, pois é 
 í
 
necessário que a formação radicular 
fisiológica/a apicigênese continue, portanto é 
necessário que todo tratamento realizado 
nessa polpa seja de natureza conservadora e 
não radical; 
 
*• Uma vez que essa está polpa viva, a papila 
apical que ainda se encontra nessa região é 
quem vai induzir a formação radicular. Ou seja, 
precisa – se lembrar que essa papila dental (da 
embriogênese, onde temos a fase de campanula), tem as células 
mesênquimas indiferenciadas e ao receber os 
estímulos/fatores de crescimento vão se 
diferenciar em odontoblastospara que se inicie 
a formação da dentina. 
• Quando a coroa já está formada e se tem a 
alça cervical na fase de campanula, outra 
estrutura que se chama bainha epitelial de 
Hertwig terá importância (também existe células epiteliais 
indiferenciadas e sobre a estimulação desses fatores de crescimento irão 
dar continuidade a formação radicular), por isso, é 
extremamente importante que essa polpa 
continue viva, pois ela é quem vai ter as 
células, os fatores de crescimento, trazer 
constrição* a célula para que se fixe em uma 
superfície, para que ela se diferencia e se 
prolifere para desempenhar a sua função* 
 
 
• Como citado anteriormente, o tratamento deve 
ser conservador e as opções do mesmo vai 
desde a proteção pulpar indireta até a 
proteção pulpar direta e pulpotomia (parcial ou total), 
no qual todas as alternativas de tratamento 
devem visar a apicigênese; 
• Quando falamos de proteção pulpar, é 
interessante pensarmos nos materiais 
capeadores como o hidróxido de cálcio, além 
dos materiais biocerâmicos: 
 Hidróxido de cálcio: 
• Um dos materiais mais conhecidos, estudado 
desde1920* e até os dias de hoje, podem ser 
empregados, visto que possui uma resposta 
biológica favorável e bons resultados; 
• Vantagens: 
- Possui efeito bactericida ou bacteriostático; 
- Forma uma barreira de tecido mineralizado; 
- Possui um pH extremamente elevado (>12), 
funcionando como antisséptico; 
• Desvantagens: 
- Baixa resistência (tanto que depois dele, precisamos colocar 
uma camada de CIV para protege – lo. por exemplo, o pó ele não toma 
presa, ficando em contato direto com a polpa e com isso, precisamos 
colocar a camada do cimento para que o CIV/resina possa funcionar); 
- Não adesivo; 
- Hidrossolúvel (se por um acaso tiver infiltração, o material 
rapidamente será solubilizado e deixará uma interface vazia); 
- Decréscimo dos índices de sucesso a longo 
prazo; 
 MTA: 
• No final da década de 80 e início da 
década de 90, um novo material, que é o 
Agregado de Trióxido Mineral (mais concedido como 
MTA), surgiu na endodontia e foi desenvolvido na 
Universidade de Loma Linda; 
• O material apresenta uma particularidade 
muito interessante que é a composição 
praticamente igual ao do cimento portland (de 
construção), portanto para ser utilizado na 
odontologia/endodontia, o material passou por 
um processo de purificação; 
• Inicialmente, foi proposto para reparar 
situações complexas de perfuração, como um 
material retrobturador, na apicectomia e, de 
maneira geral, tinha uma finalidade mais 
voltada para a raiz. Mas, quando os estudos 
observaram a extrema biocompatibilidade e a 
qualidade na formação de tecido 
mineralizado/dentina reparadora, começou a 
utilizar como material capeador; 
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 O alumino ferrite de tetracálcio silicato, foi 
apontado como a possível causa de 
machamento na coroa e com isso, a angelus 
começou a produzir o MTA branco. Mas o 
machamento continuava, daí as pesquisas 
evoluíram e se observou que a causa era o 
óxido de bismuto, presente no 
radiopacificador; 
• Em nenhuma hipótese devemos pensar em 
utilizar o cimento portland, pois o mesmo possui 
a presença de impurezas (como o chumbo e arsênio), 
além de possuir uma grande quantidade de 
óxido de magnésio, causando uma expansão 
do material e, consequentemente, pode vim a 
fraturar o dente; 
• Propriedades: 
- Possui uma elevada resistência mecânica e 
apresenta um vedamento excepcional (por isso, tem 
sido aprimorado para ser utilizado nas terapias conservadoras da polpa); 
- Pode ser usado em superfície úmida (como por 
exemplo, em casos de contato com sangue, ligamento periodontal 
inflamado...); 
- Antimicrobiano (pois o pH é bastante alto); 
- Ademais, forma uma barreira mineralizada ou 
uma dentina reparadora nos casos de 
proteção indireta, dando as condições para a 
formação de hidroxiapatita; 
 
• Desvantagens (MTA 1º geração): 
- Difícil manipulação; 
- Inicialmente, quando o material surgiu, o 
tempo de presa era em torno de 3h a 4h e ele 
tinha 70 Mpa de resistência após a presa; 
- Portanto, em 2001, a angelus começou a 
produzir esse material com um tempo de presa 
menor (cerca de 15min) e com uma coloração 
branca, pois o MTA apresentava uma 
coloração acinzentada, o que proporcionava 
uma estética desfavorável, pois causava 
machamento da coroa; 
• Biocerâmicos - 2º geração (ex.: MTA REPAIR HP e 
biodentine): 
- Materiais que evoluíram com a incorporação 
de nanopartículas; 
- Essa evolução trouxe ganhos e melhoras na 
consistência (sendo mais cremosa e fácil de trabalhar), na 
estabilidade, além de proporcionar uma melhor 
resistência mecânica e hidráulica; 
- Além disso, também tem o fato de substituir o 
óxido de bismuto por outros radiopaficadores 
como: o tungstato de cálcio ou óxido de 
zircônia, que não causam machamento nos 
dentes; 
- A desvantagem do biodentine é que ele se 
apresenta em cápsulas e, consequentemente, se 
torna necessário ter o amalgamador no 
consultório; 
• Biocerâmicos – 3º geração (ex.: bio - c repair): 
- Possui as mesmas propriedades benéficas do 
MTA, mas são materiais prontos para uso (com uma 
consistência semelhante à do cotosol); 
• Após entender sobre as propriedades dos 
materiais, podemos partir para as técnicas e 
opções de tratamento: 
 
• A proteção pulpar vai depender da 
profundidade da cavidade, citadas abaixo: 
 Proteção pulpar direta: 
 
 í
 
• Nesse caso, já existe uma pequena exposição 
da polpa (na dentistica, fazemos o capeamento pulpar direto 
utilizando Ca(OH)2 p.a/cimento e CIV. mas, antes de tudo, seria 
interessante que observássemos macroscopicamente o estado daquela 
polpa, para que a partir disso possamos definir o que iremos); 
• Indicações: 
- A dentina ao redor da exposição pulpar 
deve se encontrar hígida; 
- O tecido deve estar vermelho, homogêneo e 
cheio de sangue na superfície da ferida pulpar, 
sem áreas liquefeitas amareladas ou zonas 
escuras não sangrantes; 
- Nenhum fragmento de dentina deslocado 
durante a escavação deve estar presentena 
ferida (pois irá contaminar); 
- A hemostasia deve ser alcançada em torno 
de 2 – 3min após a lavagem com desinfetante 
suave, seguido da aplicação de uma bolinha 
de algodão estéril na ferida cirúrgica; 
• Contra – indicações: 
 
- Quando não houver presença de sangramento 
(nesse caso acima, a polpa estar praticamente necrosada); 
- Tamanho da exposição (se for muito grande, deve – se 
pensar em uma pulpotomia. A PPD deve ser utilizada apenas para micro -
exposições); 
• Indicações para os casos em que a 
exposição ocorra devido ao trauma: 
- Exposição pequena; 
- Poucas horas após o trauma; 
- Dentina circundante com aspecto de 
normalidade 
• Protocolo: 
- Antes de tudo, deve – se realizar uma boa 
anestesia; 
- Isolamento absoluto (para que possa realizar manutenção 
da cadeia asséptica*); 
- Descontaminação do dente e da área de 
exposição, utilizando o NaOCl 2,5%; 
- Pode utilizar o otosporin em cima da 
ferida/exposição, por 5 a 10min (é interessante usar, 
visto que ele pode contribuir na hemostasia, além de funcionar diminuindo 
o processo inflamatório); 
- Seca; 
- A partir disso, observa o aspecto da polpa e 
da dentina circundante macroscopicamente – 
isso é crucial, pois só deve prosseguir com o 
capeamento se os aspectos forem favoráveis; 
• Materiais que podem serem utilizados: 
- Hidróxido de cálcio (P.A + cimento) ou MTA; 
- Após o tempo de presa (do MTA, por exemplo, que é 
cerca de 10 a 15min – depende da marca) já pode colocar o 
CIV; 
- Observa o determinado dente durante 1 mês 
e quando o dente estiver assintomático e 
radiograficamente observamos que a raiz 
continua a se formar/não tem sinais de lesões 
periapicais, restaura com RC; 
- Proservação (etapa fundamental, visto que o nosso intuito é a 
continuação); 
 Pulpotomia: 
 
• O que determina se a pulpotomia será parcial 
ou total é o aspecto macroscópico da polpa; 
• Exame clínico da polpa: 
- O tecido pulpar deve estar consistente; 
- Deve – se considerar o tamanho da 
exposição (pois se for pequena pode fazer uma parcial); 
- Além de considerar a hemorragia, ou seja, se a 
polpa apresenta o sangramento com coloração 
vermelho vivo e o tempo (pois não dar para o dente ficar 
sangrando a ponto de não conseguimos estancar); 
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• Nos casos de trauma, para saber se a 
pulpotomia será parcial ou total, avalia os 
seguintes aspectos: 
- Localização da lesão traumática; 
- Tamanho da exposição; 
- Tempo, ou seja, nos casos das exposições 
traumáticas que não foram tratadas em tempo 
hábil; 
- Alterações pulpares macroscópicas compatíveis 
com a necrose parcial; 
• Pulpotomia: protocolo 
- Inicialmente, realiza – se uma boa anestesia e 
o isolamento absoluto (para que possamos realizar a 
manutenção da cadeia asséptica); 
- Logo após, faz a descontaminação do dente 
e da área de exposição, utilizando o NaOCl 
2,5%; 
- Realiza o corte utilizando as curetas 
endodônticas/de haste longas afiadas ou 
pontas diamantadas sob irrigação com soro 
fisiológico; 
 É interessante utilizar as curetas e evitar as 
pontas diamantadas para evitar que caia 
raspas de dentina na ferida pulpar; 
- Para realizar a hemostasia, pode – se utilizar 
o otosporin ou o NaOCl a 2,5%, durante 5min 
(mas se não conseguir a hemostasia em 5min, pode aguardar os 10min); 
- Por fim, observa o aspecto macroscópico da 
polpa – se é viável interrompe o corte nesse 
ponto; 
• Materiais que podem ser utilizados: 
- Material capeador: hidróxido de cálcio (P.A + 
cimento) ou MTA; 
- Após o tempo de presa põem o CIV; 
- Durante 1 mês, observa se o dente estar 
assintomático e, com isso, restaura com RC; 
- Proservação (durante 1 mês, 3 meses, 6 meses e 1 a 
5 anos, para que possamos observar a formação da 
barreira de tecido mineralizado e se formação radicular 
ocorreu); 
 
• O que percebemos nos casos de necrose 
precoce: 
- Paralização da rizogênese; 
- As paredes dentinárias apresentam pouca 
espessura (ou seja, ainda não houve engrossamento das paredes 
como aconteceria no processo fisiológico); 
- Presença de lesões (ex.: periodontites apicais); 
- Dificuldades para realizar o tratamento 
endodôntico (visto que pode ocorrer o extravasamento da 
solução irrigadora/material obturador, pois se não tiver uma constrição 
apical, será difícil de conter o procedimento*); 
- Comprometimento estético e funcional da criança; 
• Classificação de Cvek: 
 
• Esses aspectos/situações podem acontecer em 
diversos estágios, depende da criança que for 
acometida com determinado problema, podendo 
acontecer desde o estágio 1 de rizogênese até o 
estágio 5; 
• É de extrema importância que a gente 
verifique em que estágio estar essa rizogênese, 
pois algumas terapias são bem interessantes 
quando estamos frente aos determinados 
estágios. Ou seja, nos estágios1, 2 e 3 pode – se 
realizar revascularização pulpar e nos estágios 4 
e/ou 5 sendo necessário fazermos, por exemplo, a 
apicificação com plug apical; 
• Vale ressaltar que, na apicificação, não se 
tem mais a polpa presente, sendo necessário 
formar uma barreira de tecido mineralizado no 
ápice para que a partir disso, realize a 
obturação; 
 
- Apicificação (pode ser realizada de duas maneiras: 
controlando a infecção e realizando as trocas sucessivas da 
MIC - hidróxido de cálcio - e/ou o plug apical com MTA); 
- Revascularização ou revitalização pulpar; 
 Apicificação (hidróxido de cálcio): 
- Induz a formação de uma barreira de tecido 
mineralizado na região apical; 
- Basicamente, vamos precisar fazer o controle 
da infecção e as trocas sucessivasda MIC; 
- Fazemos troca sucessivas de MIC até que, 
radiograficamente, possamos perceber que 
houve a formação da barreira de tecido 
mineralizado; 
- Para que essa barreira se forme, é necessário 
muito tempo e, na literatura esse tempo é muito 
variável, não existindo um padrão com relação ao 
número de trocas, vai depender de cada caso; 
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- Com relação ao emprego do veículo da pasta de 
hidróxido de cálcio, devemos entender que os 
veículos aquosos (água destilada, solução anestésica, soro 
fisiológico) também poderão ser utilizados, porém a 
pasta se dissocia muito rápido, fazendo com que o 
canal rapidamente fique vazio; 
- Enquanto os veículos que são viscosos (como a 
glicerina, o polietilenoglicol e o propilenoglicol), torna a 
dissociação da pasta mais lenta e, por esse 
motivo, para que não precise trocar a 
medicação a todo instante, deve – se utilizar 
os veículos iônicos de dissociação lenta; 
• Protocolo: 
- Acesso; 
- PQM (nesse caso, a desinfecção será mais voltadas a 
soluções químicas com as substâncias irrigadoras, do que com as 
ações mecânicas das limas, visto que não existe lima compatíveis 
a esse espaço bem amplo); 
- Protocolo de IF (agitação)*; 
- Inserir a pasta de hidróxido de cálcio 
(realizando trocas trimestrais ou a partir do momento que 
visualizar radiograficamente que a pasta solubilizou e já 
tem alguns espaços incompletos); 
- Quanto a obturação, realiza – se a mesma 
quando constatar a formação da barreira 
mineralizadora e, para obturar, precisa – se 
adequar as técnicas de obturação para essa 
situação, utilizando alguns recursos, como: 
cone rolado, cone invertido, cone moldado, 
compactação lateral/vertical e termoplastificação; 
• Limitações: 
- Adesão do paciente: 5 a 20 meses; 
- Perda ou infiltração do selamento; 
- Atualmente, com o avanço dos estudos sabe 
– se que a permanência prolongada da MIC - 
Ca (OH²), ocasiona alterações dentinárias, 
diminuído a resistência a fratura; 
• A partir disso, existe algumas 
alternativa, como: 
- Pasta obturadora: utilizando 2 partes de HCa, 2 
pastas de Ozn e CHX gel, no qual deve apresentar 
uma consistência semelhante ao cotosol e, com essa 
pasta obturadora, deve – se preencher todo o 
canal radicular e seguir com o acompanhamento; 
 Apicificação (PLUG apical - MTA): 
 
• Bem indicados nos casos em que as paredes 
radiculares são convergentes ou paralelas; 
• Uma das vantagens é evitar as trocas 
sucessivas de MIC; 
• Como podemos fazer o PLUG apical: 
- Na 1º sessão, deve – se realizar o PQM + PIF 
+ MIC com Ca(OH)² e deixa por 1 semana, 
para que possa descontaminar; 
 
- Na 2ª sessão, quando o paciente voltar, fazemos 
a barreira apical, com aproximadamente 3 – 
4mm do MTA + obturação e assim o caso está 
finalizado; 
• Pode ser realizado também em sessão única; 
• Deve – se observar as recomendações do 
fabricante do biocerâmico; 
• O mecanismo de formação de barreira nesse 
plug apical com MTA está relacionada a essas 
propriedades (citadas abaixo), que são semelhantes 
ao hidróxido de cálcio: 
 
• Para fazermos esse plug apical de MTA, 
podemos usar diversas técnicas e meios, como: 
- Aplicador de MTA da angelus; 
- Calcadores; 
- Parte oposta do cone de papel – mas, 
atualmente, estão substituindo esses cones de 
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papel pelos microbrush que são mais fininhos 
(pode utilizar como alternativa: pega o material com a espátula e leva ao 
canal, com o calcador condensa e acomoda com o microbrush); 
- Além disso, também pode utilizar as limas; 
- Nos forames que estão muito abertos em cima 
e seja necessário condensar o MTA, para evitar 
um grande extravasamento, podemos utilizar 
barreiras – como as esponjinhas de colágeno hemospon; 
 
 Importante falamos isso aos responsáveis/pacientes 
para que os mesmos tenham alguns cuidados. 
 Endodontia regenerativa: 
• Baseadas nas células troncos e, sabe – se 
que a papila apical, o dente decíduo e o 
ligamento periodontal são muito ricos das 
mesmas.* 
• Com isso os pesquisadores tiveram a ideia de 
atrair essas células troncos para o interior do 
canal radicular para que essas células se 
diferenciassem e induzissem a formação da raiz 
e, a partir disso foi surgindo algumas 
complicações, como por exemplo: 
 
 Nesse caso, os pesquisadores desinfetaram o 
canal com substância química (assim como na apicificação) 
e no interior do canal, colocaram uma pasta 
medicamentosa a base de três antibióticos 
(ciprofloxacina, metronidazol e minociclina) e deixaram a 
mesma por 1 semana. Na sessão posterior, 
removeram essa pasta e induziram o 
sangramento colocando uma lima além do 
térmico radicular para que formasse um 
coagulo de sangue dentro do canal (na porção 
cervical utilizou o MTA). 
 
• Atualmente, já temos alguns pontos 
estabelecidos quanto a esses protocolos e as 
pesquisas continuam evoluindo.. 
• Para pensarmos em endodontia regenerativa 
e obter esse tipo de resposta, precisamos 
desses quatro fatores: 
- Células mesenquimais indiferenciadas; 
- Moléculas sinalizadoras; 
- Descontaminação do canal; 
- Scaffolf tridimensional (arcabouço onde as células irão se 
depositar e proliferar – que é o coagulo/PRP/FRP); 
• O que as moléculas sinalizadores dos eventos 
regenerativos fazem: 
- Recrutamento de células – tronco e a partir 
disso, vai acontecer a proliferação celular e 
diferenciação em células parecidas com 
odontoblastos; 
• Técnica: 
- Anestesia, acesso e isolamento absoluto; 
- Descontaminação passiva – utilizando uma lima de 2º 
série e vai utilizar a SQA; 
- Logo após, vai para a MIC, podendo utilizar 
uma pasta dupla/tripla (com antibióticos) ou a 
pasta de hidróxido de cálcio; 
- Na sessão seguinte, induz a formação do 
coagulo e coloca a barreira cervical; 
 
• Protocolo – associação americana de 
endodontia: 
 1ª sessão: 
- Anestesia, isolamento absoluto, acesso; 
- Descontaminação passiva utilizando 20ml de 
NaOCla 1,5% 
- Logo após, vem com 20ml de EDTA a 17%; 
 í
 
- Secagem dos canais; 
- Coloca a MIC: hidróxido de cálcio ou a 
pasta dupla/tripla associada a antibióticos 
(minociclina*/ciprofloxacina/metronidazol) – utiliza – se uma 
dose de 0,1mg a 1mg por ml; 
- A pasta pode permanecer no canal entre 1 a 
4 semanas; 
 A minociclina pode ser substituída pelo 
ceflacor, pois ela é derivada da 
tetraciclina e com isso, pode causar o 
machamento do dente; 
- Selamento coronário. 
• Por que deve utilizar o NaOCl 1,5% e EDTA 
a 17: 
 
 Coletivamente, os resultados sugerem que 
altas concentrações de NaOCl tem um efeito 
negativo profundo na sobrevivência e 
diferenciação de SCAPs. No entanto, esse 
efeito pode ser evitado com o uso de NaOCl 
a 1,5% seguido pelo EDTA a 17%, ou seja, esse 
é o regime de irrigação que pode ser benéfica 
em procedimentos endodônticos regenerativos. 
 O EDTA é uma substância quelante* e tem 
haver com isso devido ao fato de 
dissolver um pouco a parede da dentina, 
acontece a liberação de fatores de 
crescimento que estão aprisionados na 
dentina e esses fatores contribuem na 
proliferação das células troncos. 
Trevino et al., demonstraram, in vitro, que o 
digluconato de clorexidina a 2% apresenta alta 
citotoxicidade para as células-tronco, por isso 
não é utilizada. Atualmente, tanto a American 
Association of Endodontists como a European 
Society of Endodontology não recomendam o 
emprego de clorexidina no protocolo clínico, 
principalmente na segunda consulta. 
 Protocolo – 2º sessão: 
- Análise clínica – radiográfica; 
- Anestesia sem vasoconstrictor (pois não vai inibir o 
sangramento); 
- 20ml de EDTA a 17%, para que ocorra a 
liberação dos fatores de crescimento e remover 
a MIC; 
- Secagem dos canais; 
- Lima ultrapassando a barreira apical para 
induzir o sangramento; 
- Coagulo – aguarda10min para a formação; 
- Utiliza uma matriz reabsorvível (pode ser o hemospon); 
- Utiliza o biocerâmico reparador (para o selamento cervical); 
- Restauração (selamento coronário); 
 Acompanhamento: 
- 6 meses, 12 meses, 24 meses e anualmente; 
- Desfechos consideráveis favoráveis: 
• Ausência de sintomatologia; 
• Regressão de lesão; 
• Aumento do comprimento e espessura 
radicular; 
• Resposta positiva ao TSP (não é padrão, pois nem 
sempre vai ter formação de novas terminações – depende da célula 
tronco que vier); 
- Padrões de cicatrização encontradas: 
• Aumento do comprimento e da espessura 
radicular; 
• Fechamento apical sem considerável aumento 
do comprimento; 
• Aumento do comprimento radicular sem 
fechamento apical; 
• Severa obliteração do canal radicular; 
• Formação de barreira de tecido mineralizado 
entre o plug cervical e o ápice radicular. 
 Ç
• Correto diagnóstico; 
• Dentes vitais: tratamento conservador – 
continuidade da formação radicular; 
• Dentes necrosados: apicificação com 
hidróxido de cálcio/MTA ou a revascularização 
- protocolo com sustentada evidência ainda 
necessita de respostas a questões críticas.