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Página 1 de 2 Nome: Natália Alves de Alencar Matrícula: 2550903 Período/Semestre: 1º Período Docente responsável: Rosângela Souza Lessa Componente: Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) GENÉTICA - 15 Existem diferenças entre as síndromes Crigler-Najjar, Gilbert, Dubin-Johnson e Rotor. A síndrome de Crigler-Najjar (CNS) é uma patologia hereditária do metabolismo da bilirrubina caracterizada por hiperbilirrubinemia não conjugada, causada por um défice hepático da atividade da glucuronosiltransferase (GT) da bilirrubina. Existem dois tipos, a CNS1, na qual é caracterizada pela deficiência total da enzima e não é afetado pela terapia de indução com fenobarbital, enquanto no CNS2 o défice enzimático é parcial e responde ao fenobarbital. Isso acontece devido a existência de um defeito na produção da enzima glucoronil transferase, porém, na Crigler-Najjar a sua deficiência é muito mais grave. A síndrome de Dubin-Johnson (DJS) é uma patologia hepática hereditária, caracterizada clinicamente por hiperbilirrubinemia crónica predominantemente conjugada, e histopatologicamente por deposição de pigmento preto acastanhado nos hepatócitos. Nessa síndrome o fígado consegue conjugar normalmente a bilirrubina indireta em direta, porém, ele é incapaz de secretá-la através da bile para ser eliminada nas fezes. Além disso, é benigna e os níveis de bilirrubinas costumam ser baixos, entretanto, não há tratamento específico e o fenobarbital pode ser usado em casos de icterícia mais clinicamente visível. A síndrome de GILBERT é uma condição em que o fígado não processa adequadamente a bilirrubina, dessa forma, causando o amarelamento da pele e do branco dos olhos devido ao acúmulo de bilirrubina. Normalmente é inofensiva, e o tratamento não é necessário, além disso, é causada por um defeito em um gene chamado UGT1A, responsável pela produção da enzima glucoronil transferase, que por sua vez é responsável pela transformação da bilirrubina indireta em direta. A Síndrome de Rotor é uma condição hepática hereditária rara caracterizada por hiperbilirrubinemia crônica benigna, com acúmulo de bilirrubina conjugada diretamente no sangue. Causada por mutações nos genes SLCO1B1 e SLCO1B3, que codificam transportadores hepáticos responsáveis pela captação de bilirrubina conjugada, a doença é autossômica recessiva. Os sintomas incluem icterícia persistente desde a infância ou Página 2 de 2 adolescência, níveis elevados de bilirrubina conjugada e urina escura, mas sem prurido, hepatomegalia ou esplenomegalia. O diagnóstico envolve histórico clínico, exames de sangue, testes genéticos e exames de imagem do fígado, que geralmente não mostram alterações significativas. Não há tratamento específico, pois a condição é benigna, e o manejo consiste em monitoramento regular e aconselhamento genético. Referências Bibliográficas COTRAN, R.S.; KUMAR, V. Robbins & Cotran Patologia: Bases Patológicas das Doenças. 8ª ed. Elsevier/Medicina Nacionais. Rio de Janeiro. 2010. PORTH, C.M.; MATFIN, G. Fisiopatologia. 8ª ed. Guanabara Koogan. 2010.