Logo Passei Direto
Buscar

GESTÃO HOSPITALAR

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

3597
Gestão hospitalar no Sistema Único de Saúde: problemáticas de 
estudos em política, planejamento e gestão em saúde
Hospital management at Brazil’s National Health System: challenges 
in the study of health policies, planning and management
Resumo O objetivo deste estudo é apresentar o 
estado da arte sobre gestão hospitalar, do período 
que antecede o SUS até a publicação da Política 
Nacional de Atenção Hospitalar. Trata-se de revi-
são sistemática nacional e internacional com ado-
ção do Protocolo Prisma e levantamento da lite-
ratura científica indexada nas bases Lilacs, Scielo 
e Web of Science. Os 157 artigos incluídos, orga-
nizados em três períodos históricos, evidenciaram 
crescimento da produção científica a partir de 
2003. Os achados, dentre outros aspectos, apon-
tam incipiente capacidade de gestão sistêmica 
antes da criação do SUS. Chama atenção o pou-
co investimento para readequação do modelo de 
atenção hospitalar entre a Constituição de 1988 
e o Plano de Reforma da Atenção Hospitalar em 
2003. No período deste plano governamental e a 
Política Nacional de Atenção Hospitalar de 2013, 
um conjunto de problemáticas conduziu estraté-
gias de gestão sistêmica e dos serviços hospitalares, 
como regionalização, instâncias de governança e 
adoção de modelos de gestão indireta. A produ-
ção científica analisada permitiu identificar im-
portantes dimensões da gestão hospitalar no SUS, 
na perspectiva da Política, Planejamento e Gestão 
em Saúde, apontar lacunas e lançar possibilidades 
para a agenda de pesquisa na área.
Palavras-chave Hospitais, Atenção Terciária à 
Saúde, Política, Planejamento e Administração 
em Saúde
Abstract The objective of this study is to present 
the state of the art about hospital care, from the 
period before the SUS until the formulation of 
the National Policy of Hospital Attention. This is 
a national and international systematic review 
with the adoption of Prism Protocol and survey 
of the scientific literature indexed in Lilacs, Scie-
lo and Web of Science. The 157 articles included, 
organized in three periods, showed increase in 
scientific production of 2003. The findings, among 
other aspects, point to incipient capacity for syste-
mic management before the creation of SUS. It is 
worth noting the little investment for the adjust-
ment of the hospital care model between the 1988 
Constitution and Hospital Attention Reform Plan 
2003. During the period of this governmental plan 
and the National Policy of Hospital Attention of 
2013, a set of problems led to strategies of systemic 
management and hospital services, such regiona-
lization, instances of governance and adoption of 
indirect management models. The scientific pro-
duction analyzed allowed identification of impor-
tant dimensions of hospital management in SUS, 
from the perspective of Health Policy, Planning 
and Management, pointing out gaps and possibi-
lities for the research agenda.
Key words Hospitals, Tertiary Healthcare, Policy, 
Planning and Management in Health
Thadeu Borges Souza Santos (https://orcid.org/0000-0003-2497-3889) 1
Andrea Laura Andrade Moreira (https://orcid.org/0000-0002-2274-3767) 2
Nathália Almeida Suzart (https://orcid.org/0000-0001-7348-1341) 1
Isabela Cardoso de Matos Pinto (https://orcid.org/0000-0002-1636-2909) 2
DOI: 10.1590/1413-81232020259.33962018
1 Universidade do Estado da 
Bahia. R. Silveira Martins 
2555, Cabula. 41195-
001 Salvador BA Brasil. 
thadeu100@gmail.com
2 Universidade Federal da 
Bahia. Salvador BA Brasil.
t
e
m
A
S liv
R
e
S fR
e
e
 t
h
e
m
e
S
3598
Sa
n
to
s 
T
B
S 
et
 a
l.
introdução
O contemporâneo período constitucional pos-
sibilitou profundas mudanças em relação aos 
princípios, diretrizes, orientação política e finan-
ciamento dos sistemas e serviços de saúde. Na 
reorganização do modelo de atenção à saúde, o 
lugar do hospital se destaca pela importância téc-
nico-assistencial, elevado comprometimento do 
orçamento público alocado no setor, represen-
tação social enquanto instrumento terapêutico e 
redefinição enquanto ponto da rede assistencial. 
Como mudanças provocadas no final do século 
XX, as estratégias adotadas para gestão hospi-
talar se fundamentaram no controle de gastos, 
racionalização da oferta, modernização da pres-
tação de serviços e formulação do novo modelo 
de organização do cuidado à saúde nas políticas 
públicas1. 
A área de Política, Planejamento e Gestão em 
Saúde (PPGS) vem contribuindo na produção de 
saberes e práticas, articulando investigação cien-
tífica com intervenções para implementação do 
Sistema Único de Saúde (SUS)2, exigindo conflu-
ência de conhecimentos da economia, adminis-
tração, direito, ciências políticas e sociais no seu 
arcabouço teórico-conceitual. Uma contribuição 
desta área para atenção hospitalar tem sido a aná-
lise da sua complexidade quando envolve a ges-
tão sistêmica, principalmente a partir de 19883,4. 
Importantes desafios para gestão da atenção 
hospitalar se destacam nestas duas primeiras dé-
cadas do Século XXI. Completando trinta anos 
do SUS, a literatura aponta que a complexifica-
ção sistêmica é problemática central5. 
De fato, os desdobramentos identificados em 
estudos anteriores são muitos: a necessidade de 
organizar os serviços em redes assistenciais com-
plementares e regionalizadas5,6, a exigência de 
maior capacidade de gestão das secretarias e con-
selhos de saúde1, a readequação orçamentária e 
uniformidade do financiamento5, sua articulação 
com a cadeia produtiva que o subsidia e a política 
de formação e alocação de recursos humanos es-
pecializados em vazios assistenciais1,3. Além des-
ses focos, também há necessidade de qualificação 
dos processos de prestação de cuidados em busca 
da melhoria assistencial6 e superação da crônica 
superlotação nas salas de emergências7, a neces-
sidade de rever a dependência de contratação 
complementar de serviços privados e de analisar 
a ampliação da adoção de estratégias de gestão 
publicizada5,8. 
Um balanço sobre a produção científica rela-
cionado com as conjunturas estudadas4,9, apon-
tou emergência de temáticas associadas à catego-
ria Política de Saúde. O tema da descentralização 
foi muito presente entre 1974 e 2005. A partir de 
1991, emergiram as problemáticas relacionadas 
com a Reforma Administrativa do Estado, a rela-
ção público-privada e os Modelos Alternativos de 
Gestão Indireta (MAGI), especificamente aqueles 
adotados à atenção hospitalar no SUS. E a partir 
de 1999, foram identificados maior frequência de 
estudos que tratavam sobre financiamento, mo-
delos de gestão, regionalização de rede de servi-
ços e economia da saúde9.
No que tange aos trabalhos incluídos na ca-
tegoria planejamento e gestão, os temas em des-
taque foram: expansão da cobertura (a partir de 
1980); propostas de reformas da gestão e organi-
zação dos serviços (a partir de 1987); mudanças 
das práticas político-gerenciais da esfera pública 
(a partir de 1991); avaliação da gestão em saúde 
e descentralização (a partir de 1999); e grande 
destaque para a temática da administração hos-
pitalar, provavelmente pelo fomento à mudança 
de modelo assistencial e reorientação da sua ges-
tão4,9.
Em relação à temática administração hospi-
talar, somente uma revisão sistemática foi iden-
tificada, abordando as práticas gerenciais10. Nela 
são discutidos aspectos que envolvem processo 
de trabalho na área hospitalar, qualidade assis-
tencial/acreditação e importância da gestão dia-
lógica como ferramenta inovadora no processo 
gerencial10. Trata-se de uma revisão sobre a ges-
tão do serviço, especificamente.
A primeira aproximação com a busca reali-
zada aponta a importância da atenção hospitalar 
para Saúde Coletiva. Na área de PPGS, faz-se im-
portante reconhecer as evidências produzidas so-
bre a atenção hospitalar, para identificar lacunas 
que exigem novos esforços investigativos. Assim, 
o presente estudo tem como objetivo apresentar 
o estado da arte sobre gestão hospitalar, identifi-cando problemáticas que emergem dos estudos 
científicos produzidos no período de busca, que 
envolve a década anterior à criação do SUS até à 
publicação da Política Nacional de Atenção Hos-
pitalar em 2015.
método
Realizou-se revisão sistemática nacional e in-
ternacional, cujo período de busca foi de início 
aberto e término em 2015, permitindo identifi-
cação de estudos anteriores da criação do SUS 
até a Política Nacional de Atenção Hospitalar 
3599
C
iên
cia &
 Saú
de C
oletiva, 25(9):3597-3609, 2020
(PNHOSP). Enquanto estudo qualitativo, ela-
borou-se protocolo de pesquisa com fontes de 
buscas, critérios de inclusão e exclusão, processo 
de tabulação e categorização dos artigos e plani-
lha de tratamento de dados em Microsoft Excell® 
para estruturar apresentação dos resultados11. 
Durante o processo de revisão, respeitou-se o 
Protocolo Prisma12, cujo fluxo é apresentado na 
Figura 1.
Foram considerados os resumos de artigos 
publicados nas bases de dados da Scientific Elec-
tronic Library Online (Scielo), Literatura Latino
-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde 
(Lilacs) e Web of Science. Adotou-se 31 Descrito-
res em Saúde (DECS), buscados individualmente 
e os critérios de inclusão foram: disponibilidade 
dos artigos para download, especificação do tipo 
de estudo e classificação dos periódicos como 
figura 1. Fluxo do protocolo de pesquisa e tratamento da produção científica sobre gestão da atenção hospitalar 
no SUS.
Descritores em Saúde:
Administração em saúde pública; Administração de serviços de saúde; Administração hospitalar; 
Administração financeira de hospitais; Gestão em saúde; Parcerias público-privadas; Políticas 
públicas de saúde; Política, planejamento e administração em saúde; Reforma dos serviços de 
saúde; Sistema de saúde; Regulação e fiscalização em saúde; Atenção à saúde; Financiamento 
da assistência à saúde; Hospitais públicos; Hospitais sem fins lucrativos; Hospitais privados; 
Hospitais universitários; Hospitais federais; Hospitais estaduais; Hospitais municipais; Hospitais 
de ensino; Hospitais; Serviço hospitalar de emergência; Custos hospitalares; Acreditação; Sistemas 
locais de saúde; Sistema único de saúde; Regionalização; Saúde pública; Administração de 
recursos humanos em saúde; Administração de recursos humanos em hospitais.
Pré-selecionados: 1.308
- Lilacs: 223
- Scielo: 1.007
- Web of Science: 78
Desconsiderados: 1.151
- 86 Duplicidades
- 1.065 Excluídos
Selecionados: 157
- Lilacs: 14
- Scielo: 122
- Web of Science: 21
Qualis-Capes:
- A1: 06
- A2: 71
- B1: 48
- B2: 32
Categorização:
- Política de Saúde: 09
- Planejamento em Saúde: 11
- Gestão em Saúde: 137
3600
Sa
n
to
s 
T
B
S 
et
 a
l.
A1, A2, B1 e B2 no Qualis-Capes 2015. Confor-
me respeitadas as recomendações do protocolo 
Prisma, o processo permite repetição do passo-a
-passo e validação científica10. 
O processo de tratamento dos 1308 artigos 
pré-selecionados exigiu caracterização conforme 
ano de publicação e tipo de estudo. Após leitu-
ra dos resumos, foram selecionados 157 estudos, 
distribuídos conforme categorias pré-estabeleci-
das, sendo: Política de Saúde, Planejamento em 
Saúde e Gestão em Saúde. 
Compreende-se que política de saúde é cate-
goria analítica que versa sobre políticas públicas 
nas dimensões institucional (polity), processual 
(politics) e material (policy)13. A concepção ana-
lítica do planejamento em saúde diz respeito aos 
processos de formulação, programação e opera-
cionalização de planos, programas e ações de saú-
de14. Os estudos classificados na categoria gestão 
em saúde15, adotaram como enfoque as perspec-
tivas dos sistemas e dos serviços, com abordagens 
que envolviam organização, monitoramento e 
avaliação em saúde. Estas concepções estrutura-
ram o referencial teórico-analítico adotado.
Após leitura e análise, os estudos foram ca-
tegorizados, classificados por ordem cronológica 
de publicação e distribuídos em três períodos 
temporais pré-estabelecidos: até criação do SUS 
em 1988 com a Constituição Federal do Brasil 
(CFB/1988); da CFB/1988 ao Plano de Refor-
ma da Atenção Hospitalar Brasileira de 2003 
(PRAHB/2003); e do PRAHB/2003 até 2015, pas-
sando pela Política Nacional de Atenção Hospita-
lar de 2013 (PNHOSP/2013)16. 
Os documentos citados, (CFB, PRAHB e 
PNHOSP) expressam pontos históricos relevan-
tes, representando respectivamente, a garantia 
de políticas públicas de saúde e criação do SUS, 
uma estratégia governamental indutora da rees-
truturação da atenção hospitalar com vistas às 
necessidades de saúde e um marco normativo de 
fomento em três eixos estruturantes: melhoria 
da gestão hospitalar, financiamento tripartite e 
co-responsabilização das esferas de gestão16. Esta 
pesquisa permitiu aproximação com a problemá-
tica e evidenciou lacunas de conhecimentos.
Resultados e discussão
O quantitativo de produção científica foi maior 
no Scielo (122), seguido da Web of Science (21) e 
Lilacs (14). Observa-se que a maioria dos artigos 
analisados foram publicados em periódicos clas-
sificados, segundo o Qualis-Capes 2015, como 
A2 (71), seguidos por B1 (48), B2 (32), e A1 (06) 
(Tabela 1), apontando elevado nível de qualidade 
das publicações. E foi notório o crescimento da 
produção científica a partir de 2003, principal-
mente para Gestão em Saúde (Tabela 2).
Quanto aos tipos de estudos, percebe-se que 
a maioria se caracteriza como qualitativos, com 
destaque para o caráter exploratório-descritivo 
(88), documental (39) e de caso (16) (Tabela 3). 
As problemáticas evidenciadas nos artigos sele-
cionados serão apresentadas a seguir, conforme 
categorias analíticas, núcleos de sentidos e res-
pectivos períodos temporais (Quadro 1).
Primeiro período: até a criação do SUS 
com a CfB/1988
Conforme evidenciado na Quadro 1, os arti-
gos até 1988 que foram incluídos na análise tive-
ram correlação com as categorias planejamento 
em saúde e gestão em saúde. Eles discutiram so-
bre a deficiente disponibilidade de dados e a in-
suficiente distribuição de leitos por especialida-
des hospitalares17 que aponta à baixa capacidade 
de planejamento da atenção hospitalar. E quanto 
à gestão, os problemas centrais se relacionaram 
com a prestação da assistência hospitalar (devido 
ao déficit de recursos laboratoriais e humanos e 
insuficiente ou má distribuição de médicos)18 e a 
baixa fidedignidade dos registros de Autorização 
de Internação Hospitalar19 que era o instrumento 
remuneratório. Consequentemente, seu inade-
quado preenchimento configurava frágil pro-
cesso de gestão contábil da prestação de serviços 
públicos. 
Deste primeiro período, as estratégias de for-
mulação de uma política estruturada para aten-
ção hospitalar foram pouco implicadas com a 
perspectiva de mudança do modelo de atenção 
à saúde. Em relação às políticas públicas13, des-
tacou-se a inexistência de instrumentos norma-
tivos que determinassem problemas prioritários, 
estratégias de enfrentamento para melhoria 
técnico-assistencial e processos de avaliação da 
atenção hospitalar1. Esta falta de ferramentas de 
gestão sistêmica, pode indicar baixa capacidade 
de gestão por parte dos atores responsáveis pelo 
planejamento e implementação das ações volta-
das para a área hospitalar.
Segundo período: entre a CfB/1988 
e o PRAhB/2003
Após CFB/1988, iniciou-se o novo período 
democrático e o processo de formulação de po-
3601
C
iên
cia &
 Saú
de C
oletiva, 25(9):3597-3609, 2020
líticas públicas começou a ser mais propositivo 
com a implantação do SUS. Consequentemente, 
para atenção hospitalar, isto também foi perce-
bido1. Assim, este período entre 1989 e 2002 foi 
importante, pois emergiram temáticas relevantes 
nas três categorias analíticas.
Referente à categoria Política de Saúde, des-
taca-se a análise sobre os marcos normativos da 
reforma administrativa da saúde, especialmente 
das normas operacionais, que regularam a des-
centralização da gestão, estimularam ampliação 
da autonomia e da oferta/cobertura de serviços 
ambulatoriaise hospitalares20.
Quanto ao Planejamento em Saúde, desta-
ca-se a profunda preocupação sobre a ampliação 
das atribuições dos gestores municipais a partir 
da descentralização da implementação de políti-
cas de saúde, pois esta proposição exigiria deles 
maior empenho no processo de negociação21, 
ampliação da oferta de serviços (condicionada ao 
princípio da universalização) de saúde22, melhor 
capacidade dos governos municipais e avanço na 
interlocução entre os níveis estadual e municipal 
e reorganização da rede de serviços com base na 
referência e contrarreferência. Além de ser neces-
sário superar dificuldades decorrentes da falta de 
recursos humanos e da inadequação da estrutu-
ra física23. Todos os aspectos referidos têm im-
plicações para a Gestão em Saúde. Em especial, 
considerando a efetivação dos consórcios inter-
municipais e incorporação dos líderes comuni-
tários na gestão, com vistas à melhoria do caráter 
participativo e do processo de regionalização na 
implantação do SUS24. 
Sobre os desafios da gestão sistêmica, emer-
giram problemáticas como crescimento da hos-
pitalização, avanço do pré-pagamento de inter-
nações25 e emergência dos modelos de gestão 
indireta. Sendo que este último exigiria avanços 
no controle e regulação estatal26,27. E em relação 
a gestão dos serviços hospitalares, atenta-se para 
fragilidade do sistema de notificação da interna-
ção28 e fomento a gestão da qualidade para efeti-
vas mudanças na prestação de serviços29.
Com a criação do SUS, as mudanças proposi-
tivas deveriam caracterizar este período analítico 
com grandes implementações e readequação no 
modelo de atenção hospitalar. A revisão apontou 
que a ampliação da autonomia gestora subna-
cionais não foi guiada pelo modelo de atenção 
pensado estrategicamente e que, consequente-
mente, configurou uma rede desarticulada do 
tabela 1. Distribuição quantitativa da produção científica pré-selecionada e analisada em revisão sobre gestão 
hospitalar no SUS, por bases Lilacs e Scielo e Qualis-Capes entre 1971 e 2015.
Qualis
Base de dados
lilacs Scielo Web of Science total
Pré-
Selecionado
Analisado
Pré-
Selecionado
Analisado
Pré-
Selecionado
Analisado
Pré-
Selecionado
Analisado
A1 0 0 2 0 42 6 44 06
A2 25 2 216 60 30 9 271 71
B1 39 8 354 34 6 6 399 48
B2 24 4 171 28 0 0 195 32
B3 43 0 38 0 0 0 81 0
B4 4 0 10 0 0 0 14 0
B5 2 0 2 0 0 0 4 0
Não 
identificado
86 0 214 0 0 0 300 0
Total 223 14 1007 122 78 21 1308 157
Fonte: Banco de dados construído pelos autores.
tabela 2. Distribuição quantitativa da produção 
científica analisada em revisão sobre gestão hospitalar 
no SUS, por categorias analíticas e períodos históricos 
entre 1971 e 2015.
Categoria
Período
E que para concretizar pro-
posta de atenção hospitalar em conformidade 
com as RAS, dever-se-ia enfrentar os desafios 
da fragmentação sistêmica, complexa governan-
ça regional, problemas de acesso aos serviços de 
média complexidade e da necessidade de arti-
culação política42-44. E como segunda dimensão, 
emergiu a problemática da regulação em saúde, 
destacando-se sua complexidade sócio-econômi-
ca-gerencial45 e interferência que exerce sobre a 
acessibilidade e equidade da rede ambulatorial e 
hospitalar46. 
A categoria Gestão em Saúde evidenciou a 
gestão do sistema e também dos elementos que 
particularizam a gestão dos serviços hospitala-
res. Na primeira, os aspectos são relacionados a 
mudança do enfoque gestor linear ao sistêmico47, 
as RAS, a regionalização48, o acesso referenciado 
pelo tratamento ambulatorial49, a adoção da in-
ternação domiciliar50, a priorização da implanta-
ção da humanização e o acolhimento na presta-
ção dos cuidados51-53 e dos direitos dos pacientes 
no SUS54. 
É reconhecido que houve estímulos à regio-
nalização e fomento à gestão colegiada na política 
de atenção às urgências55 e a corresponsabilidade 
do usuário foi incorporada no aprimoramento 
da política de saúde25, melhorias assistenciais in-
clusive com adoção de protocolos assistências56,57 
e mudança da representação social para mudan-
ça do modelo assistencial58.
Sobre a melhoria da capacidade dos dirigen-
tes, destaca-se que houve incentivo aos métodos 
de avaliação de custo, aperfeiçoamento da capa-
cidade operacional, adoção da lógica de econo-
mia de escala, eficiência sistêmica59, ferramentas 
de comparação de desempenhos e indicadores de 
resultados60 e boas práticas gerenciais e assisten-
ciais61.
A regulação da rede hospitalar foi destaque 
pela sua correspondência às internações, princi-
palmente em UTI62, judicialização do acesso63 e 
causas sensíveis64. E também foi percebida como 
tendências: expansão da assistência supletiva, 
incorporação de métodos avaliativos externos à 
cadeia produtiva, estratégias de desospitalização 
e crescimento das terceirizações e das relações 
público-privado. De certo modo, este conjun-
to de fatores são condicionantes ao aumento de 
eficiência, garantia do acesso e via de integração 
entre subsetores público e privado65.
Quanto à descentralização, emergiram nos 
resultados a influência da concepção gerencial, 
da prestação de serviços complementares na 
rede SUS e da atribuição dos atores em situa-
ção de gestores da atenção a saúde. Assim, des-
3604
Sa
n
to
s 
T
B
S 
et
 a
l.
taca-se que a administração pública gerencial 
enfatiza o controle dos resultados e prestação 
de contas65. Relacionado às contratações de ser-
viços com caráter complementar, evidencia-se 
sua sobrevivência orçamentária através do SUS 
e que não fortaleceram a estratégia das RAS66. O 
mix público-privado continua existindo devido 
desigualdades na oferta de serviços SUS67. E que 
a ampliação da responsabilidade dos gestores e 
prestadores foi tendência que fundamentou na 
garantia do direito dos usuários, melhoria da 
qualidade dos serviços68 e eficiência produtiva69.
A caracterização dos prestadores de servi-
ços hospitalares se revelou como dependente de 
provimento do SUS, de porte majoritariamen-
te médio e com baixa qualificação gestora e de 
monitoramento da qualidade assistencial70. E foi 
destacada a história da relação da rede filantrópi-
ca com SUS, principalmente nos municípios do 
interior, e sua baixa capacidade instalada de UTI, 
sendo que o maior porte e complexidade assis-
tencial estão nas capitais71-73. 
No caso específico da gestão indireta, atenta-
se para o modelo de Organizações Sociais, que 
expandiu por limitações de recursos da década 
de 1990, e que enfrenta problemas como: déficit 
de cobertura da atenção primária, sobrecarga de 
atendimento com baixa complexidade e limites 
de referencialidade regional74. Destaca-se a im-
portância do gestor público quanto ao controle 
contábil-financeiro, garantia do acesso aos servi-
ços contratualizados75, incorporação do monito-
ramento, correlação custos versus necessidades 
sócio-demográficas, equidade e regulação74. 
A gestão de serviços hospitalares, retoma crí-
tica sobre a correlação com as naturezas pública 
e privada, com destaque a necessidade de deter-
minação das responsabilidades entre os entes, en-
quanto partes que contratualizam e compartilham 
a gestão. Outras centralidades foram: relações de 
poder, recursos humanos, financiamento, tecno-
logia de informação e ferramentas de gestão76. 
As relações de poder e cultura organizacional 
se correlacionaram. Tiveram como condicionan-
tes: a hierarquia médica sobre as demais catego-
rias de profissionais de saúde e administradores 
hospitalares77, a influência negativa da satisfação 
no trabalho e relações interpessoais78 e os proces-
sos de trabalhos fundamentados na burocracia 
profissional79, além da contemporânea reestrutu-
ração produtiva e mudança do modelo de geren-
ciamento80,81. 
Referente aos Recursos Humanos de Saúde 
(RHS), muitas considerações foram discutidas. 
Sobre a gestão do trabalho e educação, destaca-
ram-se as influências interpessoais e infraestru-
turais no clima organizacional82,83. E quanto ao 
processo de trabalho, ampla agenda de estudos 
abordaram a importância da valorização pro-
fissional, utilização de indicadores de qualidade 
na avaliação do cuidado, definição de estratégias 
e metas de trabalho, avaliação de desempenho e 
atividade gerencial com enfoque nos custos de 
escalas84-88.
Sobre o financiamento, os artigos atentaram 
para implantação de metodologias de análises de 
custos com finalidade de melhoria da transpa-
rência e busca de eficiência na gestão dos recur-
sos públicos89. As suas problemáticas envolvem: 
limitação de recursos à viabilidade de execução 
dos contratos de gestão por OS74 que experimen-
tam mecanismos de flexibilização do processo de 
seleção e contratação; formas de remuneração e 
progressão funcional mais próximas das práticas 
adotadas pelo mercado90; e diminuição da par-
ticipação orçamentária federal aos gastos com 
atenção especializada e hospitalar com a descen-
tralização91.
Quanto as tecnologias de informação em 
saúde (TIS), merece destacar a importância dos 
Sistemas de Informação em Saúde (SIS), princi-
palmente orçamentário e de internação hospita-
lar, enquanto ferramentas de gestão. O Sistema 
de Informação sobre Orçamento Público em 
Saúde (SIOPS) foi apresentado como relevante 
ao planejamento e gestão e como instrumento de 
controle social sobre os gastos públicos. Todavia, 
atenta-se para a falta de domínio na utilização da 
informática, desconhecimento das potencialida-
des que o sistema oferece e falta de regularidade 
na sua alimentação. Condições que levam a não 
utilização amplamente pelos gestores92. Enquan-
to que o Sistema de Informações Hospitalares 
(SIH) permite correlacionar as internações hos-
pitalares, o quantitativo de serviços prestados, 
cobertura territorial e demanda de usuários93. 
Deve-se atentar que a assistência hospitalar é um 
elemento motriz do processo de incorporação 
tecnológica do complexo industrial da saúde94.
Sobre os instrumentos de gestão especifica-
mente, aparecem processos de tomada de decisão 
utilizando o SIH, através de colegiados gestores 
e núcleos de epidemiologia de hospitais95-99; a 
adoção de avaliação de desempenho na busca 
por melhor prestação de contas públicas100,101, 
eficiência e eficácia102; racionalização e dispensa-
ção de insumos conforme organização da cadeia 
produtiva103; instrumentalização dos processos 
terapêuticos, reorganização infraestrutural, tec-
nologias de acolhimento e fortalecimento dos 
3605
C
iên
cia &
 Saú
de C
oletiva, 25(9):3597-3609, 2020
fluxos internos e regulatórios frente às superlota-
ções das emergências104-106; rastreamento de even-
tos adversos107; e adoção de engenharia clínica no 
controle dos custos envolvendo equipamentos e 
tecnologias108. 
Outro instrumentode gestão importante 
é a acreditação por ser ferramenta de avaliação 
externa da qualidade gerencial e assistencial que 
favorece processos de mudança na cultura orga-
nizacional109-111.
Considerações finais
A estratégia governamental de reorganização da 
atenção hospitalar no SUS avançou, destacada-
mente após 2003 com o plano de sua reforma. A 
análise crítica da Saúde Coletiva não foi distante 
ou ingênua neste processo, sendo evidenciada 
vasta problemática neste estudo, à luz da Política, 
Planejamento e Gestão em Saúde. 
Destacam-se no estudo as vias de descentrali-
zação administrativa, regionalização da atenção e 
capacidade de gestão sistêmica e dos serviços. Os 
artigos analisados apontaram diferentes dimen-
sões que refletem a complexidade e os desafios 
da atenção hospitalar no SUS, seja pelos frágeis 
instrumentos de gestão e regulação estatais, he-
gemônico modelo de atenção hospitalocêntrico 
ou pela necessidade de avanços na implementa-
ção da concepção sistêmica e participativa. Tais 
elementos, junto às suas particularidades rela-
cionadas ao financiamento, recursos humanos 
e corresponsabilidades contratuais da relação 
público-privada, permitiram responder à ques-
tão de pesquisa com duas importantes conside-
rações.
A primeira, corresponde aos resultados da ca-
tegoria política de saúde. Compreendeu-se que, 
mediante concorrente desafio entre as correntes 
neoliberal e societal, a descentralização avançou 
no sentido da responsabilização da gestão hos-
pitalar ao nível estadual e, administrativamente, 
ao novo setor público não-estatal. Esta condição 
aponta uma nova institucionalidade jurídica da 
atenção hospitalar no SUS e mostra o quanto é 
centrada no gestor estadual, pactuada com os ní-
veis federal e municipal/regional e contratualiza-
da com modelos alternativos de gestão indireta. 
A segunda consideração é relacionada à cate-
goria analítica Planejamento em Saúde, que sina-
lizou aumento da responsabilidade dos gestores e 
que, em consequência da relação público-privada 
no SUS, esta complexifica ainda mais o planeja-
mento e gestão sistêmica.
Assim, uma agenda de pesquisas sobre aten-
ção hospitalar no campo da Saúde Coletiva pode 
ser pensada. O modelo de gestão contratualizada 
seria realmente favorável à expansão da cobertu-
ra assistencial estatal com readequação do mode-
lo de atenção a saúde? Quais contribuições (de 
fato) os modelos alternativos de gestão indireta 
trazem à gestão da rede e serviços hospitalares? 
Qual a capacidade regulatória estatal, no proces-
so de implementação da atenção hospitalar, para 
a gestão contratualizada? Estas são novas ques-
tões que emergem e devem conformar uma agen-
da de pesquisa, uteis para guiar futuros esforços 
investigativos na área de Política, Planejamento e 
Gestão da atenção hospitalar no SUS.
Colaboradores
TBS Santos trabalhou na concepção, metodo-
logia, pesquisa, tratamento de dados, análise e 
redação final. NA Suzart trabalhou na pesquisa, 
tratamento e análise. ALA Moreira trabalhou na 
pesquisa, tratamento e análise. ICM Pinto traba-
lhou na concepção, metodologia, análise e reda-
ção final.
3606
Sa
n
to
s 
T
B
S 
et
 a
l.
Referências
1. Braga Neto FC, Barbosa PR, Santos IS, Oliveira CMF. 
Atenção hospitalar: evolução histórica e tendências. 
In: Giovanella L, Escorel S, Lobato LVC, Noronha 
JC, Carvalho AI, organizadores. Políticas e sistema de 
saúde no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2012. p. 577-
608.
2. Schraiber LB, Peduzzi M, Sala A, Nemes MIB, Castan-
heira ERL, Kon R. Planejamento, gestão e avaliação 
em saúde: identificando problemas. Cien Saude Colet 
1999; 4(2):221-242.
3. Teixeira CF, Jesus WLA, Souza MKB, Rocha MND. 
Produção cientifica sobre política, planejamento e 
gestão em saúde no campo da saúde coletiva: visão 
panorâmica. In: Paim JS, Almeida Filho N, organiza-
dores. Saúde coletiva: teoria e prática. Rio de Janeiro: 
MedBook; 2014. p.585-594. 
4. Souza MKB, Teixeira CF. Produção científica sobre 
gestão de sistemas de saúde: um estudo realizado 
em espaço Web (1987-2009). Cien Saude Colet 2012; 
17(4):935-944. 
5. Vecina Neto G, Malik AM. Tendências na assistência 
hospitalar. Cien Saude Colet 2007; 12(4):825-839.
6. Portela MC. Accountability e qualidade. Cien Saude 
Colet 2007; 12(3):840-848.
7. Solla JJSP, Chioro A. Atenção ambulatorial espe-
cializada. In: Giovanella L, Escorel S, Lobato LVC, 
Noronha JC, Carvalho AI, organizadores. Políticas 
e sistema de saúde no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz; 
2012. p. 547-576.
8. Coelho I. Os hospitais no Brasil. São Paulo: HUCITEC; 
2016.
9. Paim JS, Teixeira CF. Política, planejamento e gestão 
em saúde: balanço do estado da arte. Rev Saude Publi-
ca 2006; 40(n. esp.):73-78.
10. Farias DC, Araújo FO. Gestão hospitalar no Brasil: 
revisão da literatura visando ao aprimoramento das 
práticas administrativas em hospitais. Cien Saude Co-
let 2017; 22(6):1895-1904.
11. Minayo MCS. Análise qualitativa: teoria, passos e 
fidedignidade. Cien Saude Colet 2012; 17(3):621-626.
12. Urrútia G, Bonfill X. Declaración PRISMA: uma 
propuesta para mejorar la publicación de revisiones 
sistemáticas y metanalisis. Med Clin (Barc) 2010; 
135(11):507-511. 
13. Paim JS. Políticas de saúde no Brasil. In: Rouquayrol 
MZ, Almeida Filho N. Epidemiologia e Saúde. 6ª ed. 
Rio de Janeiro: MEDSI; 2003. p. 587-603.
14. Teixeira CF, Jesus WLA, Souza MKB, Rocha MND. 
Produção científica sobre política, planejamento e 
gestão em saúde no campo da saúde coletiva: visão 
panorâmica. In: Paim JS, Almeida N, organizadores. 
Saúde Coletiva. Teoria e prática. Rio de Janeiro: Med-
Book; 2014. p.585-594.
15. Teixeira C, Silveira P. Glossário de análise política em 
saúde. Salvador: EdUFBA; 2017.
16. Santos TBS, Pinto ICM. Política Nacional de Atenção 
Hospitalar: con(di)vergências entre normas, Con-
ferências e estratégias do Executivo Federal. Saude 
Debate 2017; 41(n. esp. 3):99-113.
17. Pugliese C, Loureiro S, Santos ACS, Padilha HP, Souza 
JM, Lessa I, Serra G, Codes J, Dias CN, Araújo JD. In-
quérito sobre assistência hospitalar e morbidade hos-
pitalar no município do Salvador (Bahia), Brasil. Rev 
Saude Publica 1971; 5(1):1-16.
18. Yunes J. Situação da assistência médico-sanitária e 
hospitalar no estado do Ceará, Brasil. Rev Saude Pu-
blica 1973; 7(2):123-138.
19. Lebrão ML. Análise da fidedignidade dos dados es-
tatísticos hospitalares disponíveis na Secretaria de 
Estado da Saúde de São Paulo em 1974. Rev Saude 
Publica 1978; 12(2):234-249.
20. Viana ALD, Heimann LS, Lima LD, Oliveira RG, Ro-
drigues SH. Mudanças significativas no processo de 
descentralização do sistema de saúde no Brasil. Cad 
Saude Publica 2002; 18(Supl.):139-151.
21. Tanaka OY, Escobar EMA, Giménez ASM, Camargo 
KG, Lelli CLS, Yoshida TM. Gerenciamento do setor 
saúde na década de 80, no Estado de São Paulo, Brasil. 
Rev Saude Publica 1992; 26(3):185-194.
22. Schneider A. Os consórcios intermunicipais de saúde 
no estado do Rio de Janeiro. Physis: Rev Saúde Colet 
2001; 11(2):51-66.
23. Monnerat GL, Senna MCM, Souza RG. A reorgani-
zação dos serviços de saúde no cenário local. Cien 
Saude Colet 2002; 7(3):509-521.
24. Vázques ML. Participação social nos serviços de 
saúde: concepções dos usuários e líderes comunitários 
em dois municípios do Nordeste do Brasil. Cad. Saude 
Publica 2003; 19(2):579-591.
25. Rocha JSY, Simões BJG. Estudo da assistência hospi-
talar pública e privada em bases populacionais, 1986-
1996. Rev Saude Publica 1999; 33(1):44-54.
26. Machado CV. Novos modelos de gerencia nos hos-
pitais públicos: as experiências recentes. Physis 2001; 
1(1):105-197.
27. Ibanhes LC, Heimann LS, Junqueira V, Boaretto RC, 
Pessoto UC, Cortizo CT, Castro IEN, Rocha JL, Kaya-
no J, Luiz OC, Barboza R, Telesi Junior E. Governança 
e regulação na saúde: desafios para a gestão na Região 
Metropolitana de São Paulo, Brasil. Cad Saude Publica 
2007; 23(3):575-584.
28. Deslandes SF, Silva CMFP. Análise da morbidade hos-
pitalar por acidentes de trânsito emhospitais públicos 
do Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Rev Saude Publica 2000; 
34(4):367-372.
29. Fausto MCR. Limites e impasses atuais da municipal-
ização da saúde: a experiência de Cabo Frio. Physis 
2001; 11(2):67-94.
30. Campos GWS, Amaral MA. A clínica ampliada e com-
partilhada, a gestão democrática e redes de atenção 
como referenciais teórico-operacionais para a refor-
ma do hospital. Cien Saude Colet 2007; 12(4):849-859.
31. Kingdon JW. Agendas, alternatives and public poli-
cies. 2ª ed. United States of America: Addson-Wesley 
Longman; 1995.
32. Campos CMS, Viana N, Soares CBS. Mudanças no 
capitalismo contemporâneo e seu impacto sobre as 
políticas estatais: o SUS em debate. Saúde Soc 2015; 
24(Supl. 1):82-91.
33. Sestelo JAF, Souza LEPF, Bahia L. Saúde suplementar 
no Brasil: abordagens sobre a articulação público/
privada na assistência à saúde. Cad Saude Publica 
2013; 29(5):851-866.
34. Contel FB. Os conceitos de região e regionalização: 
aspectos de sua evolução e possíveis usos para a re-
gionalização da saúde. Saúde Soc 2015; 24(2):447-460.
3607
C
iên
cia &
 Saú
de C
oletiva, 25(9):3597-3609, 2020
35. Spedo SM, Tanaka OU, Pinto NRS. O desafio da de-
scentralização do Sistema Único de Saúde em mu-
nicípio de grande porte: o caso de São Paulo, Brasil. 
Cad Saude Publica 2009; 25(8):1781-1790.
36. Lima SML, Rivera FJU. A contratualização nos Hospi-
tais de Ensino no Sistema Único de Saúde brasileiro. 
Cien Saude Colet 2012; 17(9):2507-2521.
37. Dourado DA, Elias PEM. Regionalização e dinâmica 
política do federalismo sanitário brasileiro. Rev Saúde 
Publica 2011; 45(1):204-211.
38. Kuschnir R, Chorny AH. Redes de atenção à saúde: 
contextualizando o debate. Cien Saude Colet 2010; 
15(5):2307-2316.
39. Silva EC, Gomes MHA. Regionalização da saúde na 
região do Grande ABC: os interesses em disputa. 
Saúde Soc 2014; 23(4):1383-1396.
40. Santos AM, Giovanella L. Regional governance: strat-
egies and disputes in health region management. Rev 
Saude Publica 2014; 48(4):622-631.
41. Menicucci TMG. O Sistema Único de Saúde, 20 anos: 
balanço e perspectivas. Cad Saude Publica 2009; 
25(7):1620-1625.
42. Shimizu HE. Percepção dos gestores do Sistema Único 
de Saúde acerca dos desafios da formação das Redes 
de Atenção à Saúde no Brasil. Physis 2013; 23(4):1101-
1122.
43. Spedo SM, Pinto NRS, Tanaka OY. O difícil acesso a 
serviços de média complexidade do SUS: o caso da ci-
dade de São Paulo, Brasil. Physis 2010; 20(3):953-972.
44. Lima JC, Rivera FJU. Gestão de sistemas regionais de 
saúde: um estudo de caso no Rio Grande do Sul, Bra-
sil. Cad Saude Publica 2006; 2(10):2179-2189.
45. Gamarra TPN. Contribuições epistemológicas da er-
gologia para a regulação em saúde. Trab Educ Saúde 
2014; 12(3):483-498. 
46. Ferreira JBB, Mishima SM, Santos JS, Forster AC, Fer-
raz CA. O complexo regulador da assistência à saúde 
na perspectiva de seus sujeitos operadores. Interface 
(Botucatu) 2010; 14(33):345-358. 
47. Borba GS, Kliemann Neto FJ. Gestão Hospitalar: 
identificação das práticas de aprendizagem existentes 
em hospitais. Saúde Soc 2008; 17(1):44-60. 
48. Barreto Junior IF. Regionalização do atendimen-
to hospitalar público na Região Metropolitana da 
Grande Vitória, ES. Saúde Soc 2015; 24(2):461-471.
49. Perrechi MCT, Ribeiro AS. Tratamento de tubercu-
lose: integração entre assistência hospitalar e rede 
básica na cidade de São Paulo. J Bras Pneumol 2009; 
35(11):1100-1106.
50. Silva KLS, Sena R, Leite JCA, Seixas CT, Gonçalves 
AM. Internação domiciliar no Sistema Único de 
Saúde. Rev Saude Publica 2005; 39(3):391-397.
51. Carneiro MF, Iriart JAB, Menezes GMS. “Largada 
sozinha, mas tudo bem”: paradoxos da experiência de 
mulheres na hospitalização por abortamento provo-
cado em Salvador, Bahia, Brasil. Interface (Botucatu) 
2013; 17(45):405-418.
52. Aquino EMI, Menezes G, Barreto-de-Araújo TV, 
Alves MT, Alves SV, Almeida MCC, Schiavo E, Lima 
LP, Menezes CAS, Marinho LFB, Coimbra LC, Camp-
bell O. Qualidade da atenção ao aborto no Sistema 
Único de Saúde do Nordeste brasileiro: o que dizem 
as mulheres? Cien Saude Colet 2012; 17(7):1765-1776.
53. Gusmão-Filho FAR, Carvalho EF, Araújo Junior 
JLAC. Avaliação do grau de implantação do Programa 
de Qualificação da Atenção Hospitalar de Urgência 
(Qualisus). Cien Saude Colet 2010; 15(Supl. 1):1227-
1238.
54. Gomes AMA, Sampaio JJC, Carvalho MGB, Nations 
MK, Alves MSCF. Código dos direitos e deveres da 
pessoa hospitalizada no SUS: o cotidiano hospitalar 
na roda de conversa. Interface (Botucatu) 2008; 12 
(27):773-782.
55. O’Dwyer G. A gestão da atenção às urgências e o pro-
tagonismo federal Cien Saude Colet 2010; 15(5):2395-
2404.
56. O’Dwyer G, Matta IEA, Pepe VLE. Avaliação dos 
serviços hospitalares de emergência do estado do Rio 
de Janeiro. Cien Saude Colet 2008; 13(5):1637-1648. 
57. Soares VMN, Souza KV, Azevedo EMM, Possebon CR, 
Marques FF. Causas de mortalidade materna segundo 
níveis de complexidade hospitalar. Rev Bras Ginecol 
Obstet 2012; 34(12):536-543.
58. Oliveira LH, Mattos RA, Souza AIS. Cidadãos peregri-
nos: os “usuários” do SUS e os significados de sua de-
manda a prontos-socorros e hospitais no contexto de 
um processo de reorientação do modelo assistencial. 
Cien Saude Colet 2009; 14(5):1929-1938.
59. Souza PC, Scatena JHG. É economicamente viável re-
gionalizar a atuação de um hospital público de médio 
porte? Physis 2010; 20(2):571-590.
60. Lins ME, Lobo MSC, Silva ACM, Fiszman R, Ribeiro 
VJP. O uso da Análise Envoltória de Dados (DEA) 
para avaliação de hospitais universitários brasileiros. 
Cien Saude Colet 2007; 12(4):985-998.
61. Lima SML, Rivera FJU. A contratualização nos Hospi-
tais de Ensino no Sistema Único de Saúde brasileiro. 
Cien Saude Colet 2012; 17(9):2507-2521.
62. Evangelista PA, Barreto SM, Guerra HL. Central de 
regulação de leitos do SUS em Belo Horizonte, Minas 
Gerais, Brasil: avaliação de seu papel pelo estudo das 
internações por doenças isquêmicas do coração. Cad 
Saude Publica 2008; 24(4):767-776. 
63. Vargas MAO, Ramos FRS, Schneider DG, Schneider 
N, Santos AC, Leal SMC. Internação por ordem judi-
cial: dilemas éticos vivenciados por enfermeiros. Rev 
Gaúcha Enferm. 2013; 34(1):119-125.
64. Fernandes VBL, Caldeira AP, Faria AA, Rodrigues 
Neto JF. Internações sensíveis na atenção primária 
como indicador de avaliação da Estratégia Saúde da 
Família. Rev Saude Publica 2009; 43(6):928-936.
65. Ermel RC, Bigio FM, Evangelista AFR, Gomes MFP, 
Fracolli LA. Algumas perspectivas para análise da 
gestão da saúde no estado de São Paulo (Brasil). Cien 
Saude Colet 2011; 16(3):1899-1906.
66. Alburquerque MSV, Morais HMM, Lima LP. Con-
tratualização em saúde: arena de disputa entre in-
teresses públicos e privados. Cien Saude Colet 2015; 
20(6):1825-1834.
67. Santos IS, Ugá MAD, Porto SM. O mix público-priva-
do no Sistema de Saúde Brasileiro: financiamento, 
oferta e utilização de serviços de saúde. Cien Saude 
Colet 2008; 13(5):1431-1440.
68. Matos CA, Pompeu JC. Onde estão os contratos? 
Análise da relação entre os prestadores privados de 
serviços de saúde e o SUS. Cien Saude Colet 2003; 
8(2):629-643.
3608
Sa
n
to
s 
T
B
S 
et
 a
l.
69. Cesconetto A, Lapa JS, Calmo MCM. Avaliação da 
eficiência produtiva de hospitais do SUS de Santa Ca-
tarina, Brasil. Cad Saude Publica 2008; 24(10):2407-
2417.
70. Portela MC, Lima SML, Ugá MAD, Gerschman S, 
Vasconcellos MTL. Estrutura e qualidade assistencial 
dos prestadores de serviços hospitalares à saúde suple-
mentar no Brasil. Cad. Saúde Pública 2010; 26(2):399-
408.
71. Portela MC, Lima SML, Barbosa PR, Vasconcellos 
MM, Ugá MAD, Gerschman S. Caracterização assis-
tencial de hospitais filantrópicos no Brasil. Rev Saude 
Publica 2004; 38(6):811-818.
72. Lima SML, Barbosa PR, Portela MC, Ugá MAD, Vas-
concellos MM, Gerschman S. Caracterização geren-
cial dos hospitais filantrópicos no Brasil. Cad Saude 
Publica 2004; 20(5):1249-1261.
73. Cunha JAC, Correa HL. Avaliação de desempenho 
organizacional:um estudo aplicado em hospitais 
filantrópicos. RAE 2013; 53(5):485-499.
74. Tiberio AA, Souza EM, Sarti FM. Considerações sobre 
Avaliação de Estabelecimentos de Saúde sob Gestão 
de OSS: o caso do Hospital Geral do Grajaú. Saúde Soc 
2010; 19(3):557-568.
75. Carneiro Junior N, Elias PE. Controle público e equi-
dade no acesso a hospitais sob gestão pública não es-
tatal. Rev Saude Publica 2006; 40(5):914-920.
76. Lorenzetti J, Lanzoni GMM, Assuiti LFC, Pires DEP, 
Ramos FRS. Gestão em saúde no Brasil: diálogo com 
gestores públicos e privados. Texto Contexto Enferm 
2014; 23(2):417-425.
77. Ferreira LCM, Garcia FC, Vieira A. Relações de poder 
e decisão: conflitos entre médicos e administradores 
Hospitalares. Rev Adm Mackenzie 2010; 11(6):31-54.
78. Carvalho MC, Rocha FLR, Marziale MHP, Gabriel 
CS, Bernardes A. Valores e práticas de trabalho que 
caracterizam a cultura organizacional de um hospital 
público. Texto Contexto Enferm 2013; 22(3):746-753.
79. Vaghetti HH, Padilha MICS, Lunardi Filho WD, Lu-
nardi VL, Costa CFS. Significados das hierarquias no 
trabalho em hospitais públicos brasileiros a partir de 
estudos empíricos. Acta Paul Enferm 2011; 24(1):87-
93.
80. Bernardes A, Cummings G, Évora YDM, Gabriel CS. 
Contextualização das dificuldades resultantes da im-
plementação do Modelo de Gestão Participativa em 
um hospital público. Rev Latino-Am Enferm 2012; 
20(6):1-10.
81. Brito MJM, Melo MCOL, Monteiro PRR, Costa JO. 
Interfaces das mudanças hospitalares na ótica da 
enfermeira-gerente. Rev Adm Empres 2004; 44(n. 
esp.):34-47. 
82. Nishide VM, Benatti MCC, Alexandre NMC. Ocor-
rência de acidente do trabalho em uma unidade 
de terapia intensiva. Rev Latino-Am Enferm 2004; 
12(2):204-211.
83. Vargas MAO, Ramos FRS, Schneider DG, Schneider 
N, Santos AC, Leal SMC. Internação por ordem judi-
cial: dilemas éticos vivenciados por enfermeiros. Rev 
Gaucha Enferm 2013; 34(1):119-125.
84. Danet A, March JC, Romera IG. Comunicação, partic-
ipação e liderança na percepção do clima emocional 
em um hospital universitário da Andaluzia, Espanha. 
Cad Saude Publica 2014; 30(3):546-558.
85. Kalisch BJ, Labelle AE, Boqin X. Trabalho em equipe 
e tempo de resposta às chamadas de enfermagem: es-
tudo exploratório. Rev Latino-Am Enferm 2013; 21(n. 
esp.):1-9.
86. Silveira TVL, Prado Júnior PP, Siman AG, Amaro 
MOF. Opinião dos enfermeiros sobre a utilização dos 
indicadores de qualidade na assistência de enferma-
gem. Rev Gaúcha Enferm 2015; 36(2):82-88.
87. Hausmann M, Peduzzi M. Articulação entre as di-
mensões gerencial e assistencial do processo de tra-
balho do enfermeiro. Texto Contexto Enferm 2009; 
18(2):258-265.
88. Balbueno EA, Nozawa MR. Levantamento dos tipos 
de repercussões resultantes da avaliação de desem-
penho em enfermagem hospitalar. Rev Latino-Am 
Enferma 2004; 12(1):58-64.
89. Bonacim CAG, Araújo AMP. Gestão de custos aplica-
da a hospitais universitários públicos: a experiência 
do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina 
de Ribeirão Preto da USP. RAP 2010; 44(4):903-931.
90. Barbosa NB. Regulação do trabalho no contexto das 
novas relações público versus privado na saúde. Cien 
Saude Colet 2010; 15(5):2497-2506.
91. Machado CV, Lima LD, Viana ALD, Oliveira RG, Iozzi 
FL, Albuquerque MV, Scatena JHG, Mello GA, Pereira 
AMM, Coelho APS. Federalismo e política de saúde: 
comissões intergovernamentais no Brasil. Rev Saude 
Publica 2014; 48(4):642-650.
92. Silva KSB, Bezerra AFB, Sousa IMC, Gonçalves RF. 
Conhecimento e uso do Sistema de Informações so-
bre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS) pelos 
gestores municipais, Pernambuco, Brasil. Cad Saude 
Publica 2010; 26(2):373-382.
93. Tomimatsu MFAI, Andrade II SM, Soares DA, Mathi-
as TAF, Sapata MPM, Soares DFPP, Souza RKT. Qual-
idade da informação sobre causas externas no Sistema 
de Informações Hospitalares. Rev Saude Publica 2009; 
43(3):413-420.
94. Barbosa PR, Gadelha CAG. O papel dos hospitais na 
dinâmica de inovação em saúde. Rev Saude Publica 
2012; 46(Supl.):68-75.
95. Mendes MFM, Freese E, Guimarães MJB. Núcleos de 
epidemiologia em hospitais de alta complexidade da 
rede pública de saúde situados no Recife, Pernambu-
co: avaliação da implantação. Rev Bras Saúde Matern 
Infant 2004; 4(4):435-442.
96. Pitilin EB, Gutubir D, Molena-Fernandes CA, Pelloso 
SM. Internações sensíveis à atenção primária específi-
cas de mulheres. Cien Saude Colet 2015; 20(2):441-
448.
97. Pinheiro Filho FP, Sarti FM. Falhas de mercado e re-
des em políticas públicas: desafios e possibilidades 
ao Sistema Único de Saúde. Cien Saude Colet 2012; 
17(11):2981-2990. 
98. Bernardes A, Cecilio LCA, Évora YDM, Gabriel CS, 
Carvalho MB. Modelo de gestão colegiada e descen-
tralizada em hospital público: a ótica da equipe de 
enfermagem. Rev Latino-Am Enferm 2011; 19(4):1-8.
99. Cassiani SHB, Teixeira TCA, Opitz SP, Linhares JC. 
O sistema de medicação nos hospitais e sua avaliação 
por um grupo de profissionais. Rev Esc Enferm USP 
2005; 39(3):280-287.
3609
C
iên
cia &
 Saú
de C
oletiva, 25(9):3597-3609, 2020
100. Bonacim CAG, Araújo AMP. Influência do capi-
tal intelectual na avaliação de desempenho aplicada 
ao setor hospitalar. Cien Saude Colet 2010; 15(Supl. 
1):1249-1261.
101. Gonçalves AC, Noronha CP, Lins MPE, Almeida 
RMVR. Análise Envoltória de Dados na avaliação de 
hospitais públicos nas capitais brasileiras. Rev Saude 
Publica 2007; 41(3):427-435.
102. Tanaka OU, Tamaki EM. O papel da avaliação para 
a tomada de decisão na gestão de serviços de saúde. 
Cien Saude Colet 2012; 17(4):821-828.
103. Infante M, Santos MAB. A organização do abasteci-
mento do hospital público a partir da cadeia produ-
tiva: uma abordagem logística para a área de saúde. 
Cien Saude Colet 2007; 12(4):945-954.
104. Bittencourt RJ, Hortale VA. Intervenções para solu-
cionar a superlotação nos serviços de emergência 
hospitalar: uma revisão sistemática. Cad Saude Publi-
ca 2009; 25(7):1439-1454. 
105. Gonçalo CR, Borges ML. Organizações de Saúde In-
tensivas em Conhecimento: um estudo no contexto 
de serviços de alta complexidade. Saúde Soc 2010; 
19(2):449-461. 
106. Guedes MVC, Henriques ACPT, Lima MMN. Acolhi-
mento em um serviço de emergência: percepção dos 
usuários. Rev Bras Enferm 2013; 66(1):31-37.
107. Mendes W, Travassos C, Martins M, Marques PM. 
Adaptação dos instrumentos de avaliação de eventos 
adversos para uso em hospitais brasileiros. Rev Bras 
Epidemiol 2008; 11(1):55-66.
108. Souza DB, Milagre ST, Soares AB. Avaliação econômi-
ca da implantação de um serviço de Engenharia 
Clínica em hospital público brasileiro. Rev Bras. Eng 
Bioméd 2012; 28(4):327-336.
109. Fortes MTR, Baptista TWF. Acreditação: ferramenta 
ou política para organização dos sistemas de saúde? 
Acta Paul Enferm 2012; 25(4):626-631.
110. Feldman LB, Cunha ICKO. Identificação dos critérios 
de avaliação de resultados do serviço de enfermagem 
nos programas de acreditação hospitalar. Rev Lati-
no-Am Enferm 2006; 14(4):540-545.
111. Schiesari LMC. Avaliação externa de organizações 
hospitalares no Brasil: podemos fazer diferentes? Cien 
Saude Colet 2014; 19(10):4229-4234.
Artigo apresentado em 16/08/2017
Aprovado em 20/12/2018
Versão final apresentada em 22/12/2018
Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative CommonsBYCC

Mais conteúdos dessa disciplina