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Aula 13 - Profa. Ana
Paula Salim
Prefeitura de Vitória da Conquista-BA
(Agente de Combate às Endemias)
Conhecimentos Específicos - 2024
(Pós-Edital)
Autor:
Breno da Silva Caldas Júnior,
Guilherme Gasparini, Ligia
Carvalheiro Fernandes, Thaysa
Vianna, Ana Paula Salim
19 de Julho de 2024
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
 
 
1 
 
Sumário 
1 – Hantavirose ...................................................................................................................................................................... 4 
Questões Comentadas ........................................................................................................................................................ 13 
Referências ............................................................................................................................................................................ 19 
 
 
Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim
Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim
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www.estrategiaconcursos.com.br
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2 
 
APRESENTAÇÃO DO CURSO 
Olá, amigos do Estratégia Concursos, tudo bem? 
É com muita satisfação que iniciaremos nossa aula de Hantavirose em teoria e questões. 
Nosso curso será fundamentado em teoria e questões. Traremos questões de todos os níveis, inclusive 
questões cobradas em concursos diversos dentro da medicina veterinária, para nos prepararmos em relação 
às diferentes possibilidades de cobrança. 
Além do material em PDF, também teremos videoaulas! Essas aulas destinam-se a complementar a 
preparação. Nas videoaulas focaremos em abordar os pontos principais das matérias. 
É importante ressaltar que, ao contrário do PDF, AS VIDEOAULAS NÃO ATENDEM A TODOS OS PONTOS QUE 
VAMOS ANALISAR NOS PDFS, NOSSOS MANUAIS ELETRÔNICOS. Por vezes, haverá aulas com vários vídeos; 
outras que terão videoaulas apenas em parte do conteúdo; e outras, ainda, que não conterão vídeos. 
Nosso objetivo é, sempre, o estudo ativo! 
Essas observações são importantes pois permitirão que possamos organizar o curso de maneira focada para 
as questões e temas mais cobrados em prova. Esta é a nossa proposta! E aí, estão prontos para começar? 
Em caso de dúvidas ou sugestões fiquem à vontade para me contatar e adicionar nas redes sociais. Estamos 
juntos nessa caminhada e será um prazer orientá-los da melhor maneira possível! Vamos nessa! 
 
Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim
Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim
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3 
 
APRESENTAÇÃO PESSOAL 
Olá, coruja! Sou Ana Paula Salim, professora de Medicina 
Veterinária e estaremos juntos nessa jornada de preparação, rumo à 
aprovação nos concursos públicos! 
Antes de começarmos, vou me apresentar: 
Sou médica veterinária formada pela Universidade Federal 
Fluminense (UFF), mestre em Medicina Veterinária pela mesma 
Universidade (UFF) e Doutora em Ciência de Alimentos pela 
Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente faço pós-
doutorado em Animal & Food Sciences na University of Kentucky – 
USA. 
Minha jornada no mundo dos concursos começou em 2013, como 
aluna de cursos preparatórios presenciais. Em 2014 fui classificada 
em segundo lugar para concurso do Ministério da Agricultura 
Pecuária e Abastecimento – MAPA, lotação Bagé- RS. 
Em 2019 iniciei minha trajetória como professora de curso 
preparatórios e de pós-graduação e, desde então, venho auxiliando diversos 
alunos a conquistarem seus objetivos e aprovações nos concursos públicos 
e no meio acadêmico. 
É uma satisfação estar aqui com você! Conte comigo nessa caminhada! 
Bons estudos! 
Prof. Ana Paula Salim 
 
Instagram: @ana.paula.salim 
Telegram: t.me/profanapaulasalim 
 
Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim
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1 - HANTAVIROSE 
Olá, alunos! Bem-vindos ao módulo de Hantavirose. 
 
Nas Américas, a hantavirose se manifesta sob diferentes formas, desde doença febril aguda inespecífica, até 
quadros pulmonares e cardiovasculares mais severos e característicos podendo evoluir para a síndrome da 
angústia respiratória (SARA). Na América do Sul, foi observado importante comprometimento cardíaco, 
passando a ser denominada de síndrome cardiopulmonar por hantavírus (SCPH). 
Em algumas regiões, é possível observar um padrão de sazonalidade, possivelmente em função da biologia 
e/ou comportamento dos roedores reservatório. 
 
• Agente etiológico 
Os membros desse gênero e família podem ser chamados de, simplesmente, Hantavirus. 
Os Orthohantavirus são hantavírus de mamíferos transmitidos entre roedores, marsupiais e morcegos 
(Brasil, 2021). 
Antigamente (até a 3ª edição do Guia de Vigilância em Saúde) considerava-se o hantavírus o vírus RNA do 
gênero Hantavirus da família Bunyaviridae, sendo o único bunyavírus que não era um arbovírus. 
Portanto, fiquem atentos pois essa classificação "antiga" ainda é cobrada em questões recentes de prova, 
ok? 
O gênero tem 36 espécies reconhecidas em 2019. O gênero Hantavirus é dividido em hantaviroses do 
“Velho Mundo” (Europa e Ásia) e do “Novo Mundo” (Américas). As cepas patogênicas do “Velho Mundo” 
estão associadas com febre hemorrágica com síndrome renal (FHSR), enquanto as cepas patogênicas das 
Américas com síndrome cardiopulmonar por hantavírus (SCPH). 
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No Brasil, até o momento há sete variantes associadas a casos da SCPH: Araraquara, Juquitiba/Araucária, 
Castelo dos Sonhos, Anajatuba, Laguna Negra, Paranoá e Rio Mamoré; e três identificadas, até o momento, 
somente em roedores e de patogenicidade desconhecida (Rio Mearim e Jaborá e Seoul). 
 
• Reservatório 
Os principais reservatórios são os roedores silvestres, mas podem estar associados também com marsupiais 
e morcegos. 
A diversidade de hantavírus hospedados por roedores e sua distribuição geográfica e entre as espécies 
hospedeiras mostra que mais de um vírus pode ser albergado por um hospedeiro e vice-versa. 
No Brasil, as principais espécies de roedores silvestres reservatórios são Necromys lasiurus, cujo hantavírus 
associado é o Araraquara, e está amplamente disseminado nos ambientes de Cerrado e Caatinga; 
Oligoryzomys nigripes, reservatório do vírus Juquitiba, presente nas áreas de Mata Atlântica; Oligoryzomys 
utiaritensis, identificado como reservatório da variante Castelo dos Sonhos, e Calomys callidus, que alberga 
a variante Laguna Negra, ambas detectadas em uma área de transição entre Cerrado e Floresta Amazônica. 
O roedor Oligoryzomys microtis foi capturado na Floresta Amazônica albergando a variante Rio Mamoré, e 
Holochilus sciurus, no estado do Maranhão, como reservatórios das variantes Anajatuba e Rio Mearim. 
 
• Modo de transmissão 
A infecção humana ocorre mais frequentemente pela inalação de aerossóis, formados a partir da urina, 
fezes e saliva de roedores reservatórios. Outras formas de transmissão, para a espécie humana, foram 
também descritas: 
− percutânea, por meio de escoriações cutâneas ou mordedurasde roedores; 
− contato do vírus com mucosa (conjuntival, da boca ou do nariz), por meio de mãos contaminadas 
com excretas dos roedores. 
− transmissão pessoa a pessoa, relatada de forma esporádica, na Argentina e no Chile, associada ao 
hantavírus Andes. 
 
• Período de incubação 
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Em média, de 1 a 5 semanas, com variação de 3 a 60 dias. 
• Período de transmissibilidade 
O período de transmissibilidade do hantavírus no homem é desconhecido. Estudos sugerem que o período 
de maior viremia seria alguns dias que antecedem o aparecimento dos sinais e sintomas. 
• Manifestações clínicas 
- Fase prodrômica: Na fase prodrômica, os pacientes iniciam com manifestações mais frequentes de febre, 
mialgias, dor dorsolombar, dor abdominal, astenia, cefaleia intensa e sintomas gastrointestinais como 
náuseas, vômitos e diarreia. Esse quadro inespecífico pode durar cerca de 1 a 6 dias, podendo prolongar-se 
por até 15 dias, e depois regredir. Quando surge tosse seca, deve-se suspeitar da possibilidade de evolução 
para uma fase clínica mais severa, a cardiopulmonar. 
- Fase cardiopulmonar: Caracterizada pelo início da tosse, que em geral é seca, mas, em alguns casos, pode 
ser produtiva, acompanhada por taquicardia, taquidispneia e hipoxemia. Tais manifestações podem ser 
seguidas por uma rápida evolução para edema pulmonar não cardiogênico, hipotensão arterial e colapso 
circulatório. 
Na radiografia do tórax, observa-se infiltrado intersticial difuso bilateral que rapidamente evolui com 
enchimento alveolar, especialmente nos hilos e nas bases pulmonares. Derrame pleural, principalmente 
bilateral, de pequena magnitude, é comum. A área cardíaca é normal. O índice cardíaco é baixo e a resistência 
vascular periférica é elevada, o oposto do que se observa no choque séptico. 
Comprometimento renal pode aparecer, mas em geral se apresenta de leve a moderado, embora 
insuficiência renal aguda possa ocorrer, especialmente, em infecções causadas por vírus que não ocorrem 
no Brasil. Devido à sua gravidade, há mais risco de óbitos nesta fase. 
 
• Diagnóstico clínico 
A SCPH em sua forma clássica pode evoluir em quatro fases distintas: prodrômica, cardiopulmonar, diurética 
e de convalescença (Quadro 1). Em cada uma delas a clínica pode ser alterada. 
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• Diagnóstico laboratorial 
Os exames laboratoriais realizados pelos laboratórios de referência são: 
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- Elisa-IgM: cerca de 95% dos pacientes com SCPH têm IgM detectável em amostra de soro coletada no 
início dos sintomas, sendo, portanto, método efetivo para o diagnóstico de hantavirose. 
- A técnica ELISA-IgG, ainda que disponível na rede pública, é utilizada em estudos epidemiológicos para 
detectar infecção viral anterior em roedores ou em seres humanos. 
- Imunohistoquímica: articularmente utilizado para o diagnóstico nos casos de óbito, quando não foi 
possível a realização do diagnóstico sorológico in vivo. 
- Reação em cadeia da polimerase de transcrição reversa (RT-PCR) – útil para identificar o vírus e seu 
genótipo, sendo considerado exame complementar. 
Diagnóstico diferencial 
Doenças de origem infecciosa: leptospirose, influenza e parainfluenza, dengue, febre amarela e febre do 
Valle Rift, doenças por vírus Coxsackies, adenovírus e arenavírus (febre hemorrágica por arenavírus), 
triquinelose, malária, pneumonias (virais, bacterianas, fúngicas e atípicas), septicemias, riquetsioses, 
histoplasmose, pneumocistose. 
Doenças não infecciosas: abdômen agudo de etiologia variada, SARA por outras etiologias, edema agudo de 
pulmão (cardiogênico), pneumonia intersticial por colagenopatias (lúpus eritematoso sistêmico, artrite 
reumatoide); doença broncopulmonar obstrutiva crônica (DBPOC). 
 
 
• Tratamento 
Não existe tratamento com drogas antivirais específicas para hantavírus. Todo caso suspeito de SCPH deve 
ser removido para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) o mais breve possível. O tratamento da doença é 
baseado nos sintomas clínicos e ocasionalmente inclui hemodiálise, oxigenação e/ou terapia para evitar 
choque. 
• Vigilância epidemiológica 
A vigilância epidemiológica tem como objetivos: 
• Reduzir a letalidade. 
• Detectar precocemente casos e/ou surtos. 
• Identificar fatores de risco associados à doença. 
• Recomendar medidas de prevenção e controle. 
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• Definição de caso de SCPH 
Suspeito: paciente com doença febril (acima de 38°C), e mialgia, cefaléia e sinais e sintomas de insuficiência 
respiratória aguda de etiologia não determinada, na primeira semana da doença; ou 
- paciente com enfermidade aguda apresentando quadro de insuficiência respiratória aguda, com evolução 
para óbito na primeira semana da doença; ou 
- paciente com quadro febril (acima de 38ºC), mialgia, cefaleia e que tenha exposição a uma situação de 
risco, relacionado ou não a casos confirmados laboratorialmente. 
Entendem-se como situações de risco ocorridas nos últimos 60 dias que antecederam o 
início dos sintomas: 
- exposições a atividades de risco para a infecção por hantavírus; ou 
- existência de população de roedores silvestres e/ou condições ambientais favoráveis ao 
seu estabelecimento em locais frequentados pelo paciente. 
Confirmado: 
I. Critério laboratorial: caso suspeito com os seguintes resultados de exames laboratoriais: 
- sorologia reagente para anticorpos séricos específicos para hantavírus da classe IgM, ou 
- imunohistoquímica de tecidos positiva (identificação de antígenos específicos contra hantavírus), ou 
- RT-PCR detectável para hantavírus. 
II. Critério clínico-epidemiológico: indivíduo com quadro clínico de insuficiência respiratória aguda, que 
tenha evoluído para óbito, sem coleta de amostras para exames específicos, e que tenha frequentado áreas 
conhecidas de transmissão de hantavírus ou exposição à mesma situação de risco de pacientes confirmados 
laboratorialmente nos últimos 60 dias. 
Descartado: todo caso suspeito que durante a investigação tenha diagnóstico confirmado 
laboratorialmente de outra doença ou que não preencha os critérios de confirmação acima definidos. 
 
• Notificação 
Doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória. 
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• Investigação epidemiológica 
Iniciar, o mais precocemente possível, a investigação do caso suspeito com vista à identificação do local 
provável de infecção (LPI) e dos fatores que propiciaram a ocorrência da infecção. O instrumento usado 
para a investigação é a ficha de investigação do Sinan. 
 
• Medidas de prevenção e controle 
 
Objetivos 
- Evitar o contato da população com reservatório. 
- Realizar o controle do reservatório. 
As medidas de prevenção e controle devem ser fundamentadas em manejo ambiental através, 
principalmente, de práticas de higiene e medidas corretivas no meio ambiente, como saneamento e 
melhoria nas condições de moradia, tornando as habitações e os locais de trabalho impróprios à instalação 
e à proliferação de roedores (antirratização), associados às desratizações focais (no domicílio e/ou no 
peridomicílio), quando extremamente necessário. 
Para a eliminação do vírus no ambiente, recomenda-se a utilização de produtos à base de compostos 
fenólicos, solução de hipoclorito de sódio a 2,5%, lisofórmio, detergentes e álcool etílico a 70%. 
I. Em relação à população em geral 
Informar os moradores da região sobre a doença, os roedores envolvidos e as vias de transmissão. 
Orientá-los a respeito das medidas de prevenção e controle da hantavirose e sobre a importância de 
procederem às ações de antirratização nos reservatórios para manter a área livre da presença desses 
animais: 
• roçar o terreno em volta da casa; 
• dar destino adequado aos entulhos existentes; 
• manter alimentos estocados em recipientes fechados e à prova de roedores, além de outras medidas 
de efeito imediato e necessárias à situação específica. 
II. Em relação aos LPI ou outros locais potencialmente contaminados 
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• Limpeza e descontaminação do interior de ambientes dos supostos LPI feitas por uma equipe 
orientada a realizar essas atividades, sempre munida de equipamentos de proteção individual de nível de 
biossegurança 3, seguindo as normas de biossegurança. 
 
• Abrir as portas e janelas das residências, habitações, silos, paióis, entre outros, para serem arejadas 
por, no mínimo, 30 minutos antes de a equipe ingressar no ambiente para proceder à limpeza do local. 
 
• Umedecer pisos, paredes e utensílios no interior dos imóveis contaminados, bem como roedores 
mortos ou presença ou sinais de fezes e urina de ratos, com uma solução de água sanitária a 10% (1 litro 
de água sanitária + 9 litros de água) ou de detergente. Aguardar, pelo menos, meia hora antes de iniciar a 
limpeza, que deve ser sempre feita com o piso e locais bastante úmidos. 
 
• Os alimentos e outros materiais com evidências de contaminação devem ser eliminados em sacos 
plásticos resistentes, previamente molhados com desinfetante e enterrados a uma profundidade de pelo 
menos 50cm. 
 
• Utilizar luvas de borracha durante a manipulação de roedores mortos e objetos ou alimentos 
contaminados. Ao término do trabalho, lavar as luvas com solução de desinfetante, antes de serem retiradas; 
e, em seguida, lavar as mãos com água e sabão. 
III. Em relação aos profissionais de vigilância 
• Ventilar as habitações fechadas por tempo indeterminado por, pelo menos, 30 minutos antes da 
entrada das pessoas. 
 
• Os técnicos que ingressarem em locais fechados e passíveis de contaminação com excretas de 
roedores devem estar com proteção respiratória, usando máscara ou respiradores com filtros de alta 
eficiência PFF3 e luvas de borracha. 
IV. Em relação aos ecoturistas, pesquisadores de fauna e flora, caçadores e pescadores 
• Montar os acampamentos longe de locais com presença de roedores e evitar deitar diretamente no 
solo. 
• Ninhos, escombros, lixões, acúmulos de lenha ou produtos agrícolas, palha ou outros materiais são 
habitat preferenciais de roedores. 
- Manter alimentos e resíduos em recipientes fechados e à prova de ratos nos acampamentos. 
- Enterrar os alimentos (50cm) a uma distância maior que 30m do acampamento para descartá-los. 
- A água deve estar contida em recipientes fechados e recomenda-se que seja fervida ou clorada (duas gotas 
de água sanitária para cada litro d’água). Após a cloração, aguardar 30 minutos antes de consumir. 
V. Em relação aos roedores 
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==1365fc==
 
 
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A estratégia de controle será definida com base no conhecimento prévio da biologia e do comportamento 
dos roedores, de acordo com seus habitats em cada área (domiciliar, peridomiciliar ou silvestre). 
Desta forma, o controle pode abranger duas linhas de ação: 
a) Antirratização 
- Eliminar todos os resíduos, entulhos e objetos inúteis que possam servir para abrigos, tocas e ninhos de 
roedores, bem como reduzir suas fontes de água e alimento. 
- Armazenar insumos e produtos agrícolas (grãos, hortigranjeiros e frutas) em silos ou tulhas situados a uma 
distância mínima de 30 metros do domicílio. O silo ou tulha deverá estar suspenso a uma altura de 40 cm 
do solo, com escada removível e ratoeiras dispostas em cada suporte. 
- Os produtos armazenados no interior dos domicílios devem ser conservados em recipientes fechados e a 
40 cm do solo. Essa altura é necessária para se realizar a limpeza com maior facilidade. 
- Vedar fendas e quaisquer outras aberturas com tamanho superior a 0,5 cm, para evitar a entrada de 
roedores nos domicílios. 
- Remover diariamente, no período noturno, as sobras dos alimentos de animais domésticos. 
- Caso não exista coleta regular, os lixos orgânico e inorgânico devem ser enterrados separadamente, 
respeitando-se uma distância mínima de 30 metros do domicílio e de fontes de água. 
- Qualquer plantio deve sempre obedecer a uma distância mínima de 50 metros do domicílio. 
- O armazenamento em estabelecimentos comerciais deve seguir as mesmas orientações para o 
armazenamento em domicílio e em silos de maior porte. 
- Em locais onde haja coleta de lixo rotineira, os lixos orgânico e inorgânico devem ser acondicionados em 
latões com tampa ou em sacos plásticos e mantidos sobre suporte de aproximadamente 1,5 metro de altura 
do solo. 
b) Desratização 
Em áreas rurais e silvestres não é rotineiramente recomendado o controle químico de roedores, tendo em 
vista que as medidas de antirratização geralmente são suficientes. Se necessário, frente a uma alta 
infestação, a mesma só poderá ser feita nas áreas limite entre o domicílio/ peridomicílio e 
peridomicílio/silvestre, sempre por profissionais especializados. 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
 
1. (VUNESP / Prefeitura de Guararapes - SP – 2023) Qual é o reservatório do hantavírus Araraquara, 
identificado no Brasil? 
a) Mus musculus. 
b) Necromys lasiurus. 
c) Rattus norvegicus. 
d) Mesocricetus auratus. 
e) Cavia porcellus. 
Comentários 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. No Brasil, o roedor silvestre cujo hantavírus associado 
é o Araraquara é o Necromys lasiurus. 
2. (IBFC / Prefeitura de Cuiabá - MT - 2023) A Hantavirose é uma doença infecciosa causada por um 
vírusRNA, pertencente à família Bunyaviridae, gênero Hantavirus, e tem como reservatórios naturais 
alguns roedores silvestres, que podem eliminar o vírus pela urina, saliva e fezes. No que se refere ao modo 
de transmissão da Hantavirose, analise as afirmativas a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). 
( ) A infecção humana ocorre mais frequentemente pela inalação de aerossóis, formados a partir da urina, 
das fezes e da saliva de roedores infectados. ( ) Há relato de transmissão por contato do vírus com mucosa 
(conjuntival, da boca ou do nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas de roedores. ( ) Uma forma 
de transmissão pouco frequente é a percutânea, por meio de escoriações cutâneas ou mordedura de 
roedores. 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. 
Alternativas 
a) V - V - V 
b) F - V - V 
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c) V - V - F 
d) V - F - V 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Todas as afirmativas são verdadeiras (V, V, V). A 
infecção humana ocorre mais frequentemente pela inalação de aerossóis, formados a partir da urina, fezes 
e saliva de roedores reservatórios. Outras formas de transmissão, para a espécie humana, foram também 
descritas: 
− percutânea, por meio de escoriações cutâneas ou mordeduras de roedores; 
− contato do vírus com mucosa (conjuntival, da boca ou do nariz), por meio de mãos contaminadas 
com excretas dos roedores. 
− transmissão pessoa a pessoa, relatada de forma esporádica, na Argentina e no Chile, associada ao 
hantavírus Andes. 
 
3. (IBFC / Prefeitura de Cuiabá - MT - 2023) No Brasil, a Hantavirose é uma zoonose viral aguda, cuja 
infecção em humanos se apresentam na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. Acerca das 
medidas de prevenção e controle dessa doença, analise o trecho a seguir: 
“As medidas de prevenção e controle devem ser fundamentadas em manejo ambiental por meio, 
principalmente, de práticas de higiene e medidas corretivas no meio ambiente, como saneamento e 
melhoria nas condições de moradia, tornando as habitações e os locais de trabalho ______ à instalação e à 
proliferação de roedores (______), associados às ______ (no domicílio e/ou no peridomicílio), quando 
extremamente necessário.” 
(Guia de Vigilância em Saúde – Ministério da Saúde – 5 ed., 2021, p. 947, adaptado). 
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas. 
a) impróprios / desratização / antirratizações focais 
b) propícios / antirratização / desratizações focais 
c) impróprios / antirratização / desratizações focais 
d) propícios / desratização / antirratizações focais 
Comentários 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. As medidas de prevenção e controle devem ser 
fundamentadas em manejo ambiental através, principalmente, de práticas de higiene e medidas corretivas 
no meio ambiente, como saneamento e melhoria nas condições de moradia, tornando as habitações e os 
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locais de trabalho impróprios à instalação e à proliferação de roedores (antirratização), associados às 
desratizações focais (no domicílio e/ou no peridomicílio), quando extremamente necessário. 
4. (AMEOSC / Prefeitura de São Miguel do Oeste - SC - 2021) As Hantaviroses são antropozoonoses 
virais agudas, cujas infecções em humanos podem se manifestar sob várias formas clínicas, desde o modo 
inaparente ou como enfermidade subclínica, cuja suspeita diagnóstica fundamenta-se nos antecedentes 
epidemiológicos, tendo como agente etiológico: 
a) Vírus RNA, pertencente à família Bunyaviridae, gênero Hantavirus. 
b) Vírus DNA, pertencente à família, gênero Hantavirus. 
c) Vírus RNA, gênero Rubivirus, família Togaviridae. 
d) Vírus RNA, gênero Rubivirus, família gênero Hantavirus. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. A hantavirose é causada por um vírus RNA do gênero 
Hantavirus da família Bunyaviridae 
5. (IBFC / Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - 2021) Todos os hantavírus até então 
identificados são transmitidos ao homem por meio dos mesmos mecanismos. Sobre os modos de 
transmissão da Hantavirose para humanos, analise o trecho abaixo: 
 
 
 
“A infecção humana ocorre, geralmente, pela via _____ mediante _____ de _____ contaminados com a urina 
(em que se encontra a maior concentração de vírus), fezes ou saliva de roedores infectados” (Manual de 
Vigilância, Prevenção e Controle das Hantaviroses: Volume único / Ministério da Saúde, Secretaria de 
Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica, 1. Ed, Brasília-DF, 2013, pag. 20). 
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas. 
a) conjuntiva / contato / mãos e pés 
b) oral / ingestão / água e alimentos 
c) aerógena / inalação / poeiras e aerossóis 
d) percutânea / mordedura / roedores 
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Comentários 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. A infecção humana com o hantavirus ocorre mais 
frequentemente pela inalação de aerossóis, formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores 
reservatórios. Outras formas de transmissão, para a espécie humana, foram também descritas: 
- percutânea, por meio de escoriações cutâneas ou mordeduras de roedores; 
- contato do vírus com mucosa (conjuntival, da boca ou do nariz), por meio de mãos contaminadas com 
excretas dos roedores. 
- transmissão pessoa a pessoa, relatada de forma esporádica, na Argentina e no Chile, associada ao 
hantavírus Andes. 
6. (VUNESP / Prefeitura de Itapevi - SP - 2019) Uma zoonose cuja transmissão é efetuada pela inalação 
de aerossóis e poeiras contaminadas é a 
a) hantavirose. 
b) encefalomielite equina, vírus oeste. 
c) leishmaniose visceral. 
d) febre amarela. 
e) salmonelose. 
Comentários 
A infecção humana por hantavirose ocorre, mais frequentemente, pela inalação de aerossóis, formados a 
partir da urina, fezes e saliva de roedores reservatórios. 
Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
7. (IBADE / Prefeitura de Aracruz - ES – 2019 - adaptada) Todas as zoonoses possuem grande 
importância econômica para a Saúde Pública. É uma zoonose cujo vetor é o carrapato: 
a) hanseníase. 
b) febre amarela. 
c) febre maculosa. 
d) dengue. 
e) tuberculose. 
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Comentários 
Questão bem simples e direta, que requer do candidato o conhecimento da etiologia das doenças. 
Com base no que estudamos na aula, a única enfermidade, entre as opções supracitadas, cujo vetor é o 
carrapato é a febre maculosa. Portanto, a resposta correta só pode ser a alternativa C. 
8. (Instituto Machado de Assis / Prefeitura de Landri Sales – PI – 2018) A febre maculosa brasileiraé 
uma doença infecciosa febril aguda, de gravidade variável, cuja apresentação clínica pode variar desde as 
formas leves e atípicas até formas graves, com elevada taxa de letalidade. No Brasil, os principais 
reservatórios da bactéria causadora da doença são: 
a) Carrapatos. 
b) Gatos. 
c) Macacos. 
d) Morcegos. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. No Brasil, os principais vetores e reservatórios são os 
carrapatos do gênero Amblyomma, tais como A. cajennense. 
9. (FEPESE / Prefeitura de Rio das Antas - SC - 2018) No Brasil, há indícios da existência da febre 
maculosa desde o século XIX, quando era denominada “sarampão”, “sarampo preto”, “febre tifoide 
hemorrágica”, “pintada”, “febre que pinta”, “febre chitada” e “febre das montanhas”, denominações 
conhecidas nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. 
A respeito do agente etiológico da febre maculosa, é correto afirmar que se trata de: 
a) protozoários, transmitidos por carrapatos. 
b) rickettsias, transmitidas por carrapatos. 
c) vírus, transmitidos pelo ar. 
d) bactérias, transmitidas pelo ar. 
e) bactérias, transmitidas por contato direto. 
Comentários 
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O agente etiológico da febre maculosa é a Rickettsia rickettsii, uma bactéria gram-negativa intracelular 
obrigatória, cuja transmissão ocorre através da picada do carrapato, em especial, o da espécie Amblyomma 
cajennense. 
Portanto, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
10. (IBFC / SES-PR Prova: IBFC - 2016) A Hantavirose é considerada uma zoonose emergente e se 
manifesta sob diferentes formas, desde doença febril aguda inespecífica, cuja suspeita diagnóstica é 
baseada fundamentalmente em informações epidemiológicas, até quadros pulmonares e cardiovasculares 
mais severos e característicos. Assinale a alternativa que descreva corretamente o reservatório do 
Hantavirus e a forma mais frequente de transmissão da doença para humanos, respectivamente. 
a) Roedores / Inalação de aerossóis formadas a partir de excretas dos roedores infectados. 
b) Amblyomma cajennense / Picada do carrapato. 
c) Morcegos / Inalação de aerossóis formadas a partir de excretas dos morcegos infectados. 
d) Aedes aegypti / Picada da fêmea infectada do mosquito. 
Comentários 
Os roedores silvestres são os principais reservatórios dos hantavírus. A infecção humana ocorre mais 
frequentemente pela inalação de aerossóis, formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores 
reservatórios. 
Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
11. (CESPE / FUB - 2015) Julgue o item seguinte, relativo à Febre Maculosa. 
Julgue o item seguinte, relativo à febre maculosa. 
Os equídeos, a capivara, as aves, o gato e o cão têm comprovadamente importante participação no ciclo de 
transmissão da febre maculosa. 
Certo 
Errado 
O item está errado. Os equídeos e os roedores têm importante participação no ciclo de transmissão da febre 
maculosa. 
12. (CESPE / FUB - 2015) Julgue o item seguinte, relativo à febre maculosa. 
A febre maculosa brasileira é causada por uma bactéria Gram-negativa, do gênero Rickettsia. 
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Certo 
Errado 
Comentários 
O item está certo. A febre maculosa é causada por uma bactéria do gênero Rickettsia, transmitida pela picada 
do carrapato. 
13. (CESPE / FUB - 2015) Julgue o item seguinte, relativo à febre maculosa. 
No Brasil, os principais vetores e reservatórios de febre maculosa são os carrapatos do gênero Amblyomma, 
tais como A. cajennense, A. cooperi (dubitatum) e A. aureolatum. 
Certo 
Errado 
Comentários 
O item está certo. No Brasil, os principais vetores e reservatórios são os carrapatos do gênero Amblyomma, 
tais como A. cajennense. 
 
REFERÊNCIAS 
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. 5º edição, Brasília: MS, 2021. 
 
 
 
 
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