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Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) Autor: Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim 19 de Julho de 2024 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 1 Sumário 1 – Hantavirose ...................................................................................................................................................................... 4 Questões Comentadas ........................................................................................................................................................ 13 Referências ............................................................................................................................................................................ 19 Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 2 APRESENTAÇÃO DO CURSO Olá, amigos do Estratégia Concursos, tudo bem? É com muita satisfação que iniciaremos nossa aula de Hantavirose em teoria e questões. Nosso curso será fundamentado em teoria e questões. Traremos questões de todos os níveis, inclusive questões cobradas em concursos diversos dentro da medicina veterinária, para nos prepararmos em relação às diferentes possibilidades de cobrança. Além do material em PDF, também teremos videoaulas! Essas aulas destinam-se a complementar a preparação. Nas videoaulas focaremos em abordar os pontos principais das matérias. É importante ressaltar que, ao contrário do PDF, AS VIDEOAULAS NÃO ATENDEM A TODOS OS PONTOS QUE VAMOS ANALISAR NOS PDFS, NOSSOS MANUAIS ELETRÔNICOS. Por vezes, haverá aulas com vários vídeos; outras que terão videoaulas apenas em parte do conteúdo; e outras, ainda, que não conterão vídeos. Nosso objetivo é, sempre, o estudo ativo! Essas observações são importantes pois permitirão que possamos organizar o curso de maneira focada para as questões e temas mais cobrados em prova. Esta é a nossa proposta! E aí, estão prontos para começar? Em caso de dúvidas ou sugestões fiquem à vontade para me contatar e adicionar nas redes sociais. Estamos juntos nessa caminhada e será um prazer orientá-los da melhor maneira possível! Vamos nessa! Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 3 APRESENTAÇÃO PESSOAL Olá, coruja! Sou Ana Paula Salim, professora de Medicina Veterinária e estaremos juntos nessa jornada de preparação, rumo à aprovação nos concursos públicos! Antes de começarmos, vou me apresentar: Sou médica veterinária formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), mestre em Medicina Veterinária pela mesma Universidade (UFF) e Doutora em Ciência de Alimentos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente faço pós- doutorado em Animal & Food Sciences na University of Kentucky – USA. Minha jornada no mundo dos concursos começou em 2013, como aluna de cursos preparatórios presenciais. Em 2014 fui classificada em segundo lugar para concurso do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – MAPA, lotação Bagé- RS. Em 2019 iniciei minha trajetória como professora de curso preparatórios e de pós-graduação e, desde então, venho auxiliando diversos alunos a conquistarem seus objetivos e aprovações nos concursos públicos e no meio acadêmico. É uma satisfação estar aqui com você! Conte comigo nessa caminhada! Bons estudos! Prof. Ana Paula Salim Instagram: @ana.paula.salim Telegram: t.me/profanapaulasalim Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 4 1 - HANTAVIROSE Olá, alunos! Bem-vindos ao módulo de Hantavirose. Nas Américas, a hantavirose se manifesta sob diferentes formas, desde doença febril aguda inespecífica, até quadros pulmonares e cardiovasculares mais severos e característicos podendo evoluir para a síndrome da angústia respiratória (SARA). Na América do Sul, foi observado importante comprometimento cardíaco, passando a ser denominada de síndrome cardiopulmonar por hantavírus (SCPH). Em algumas regiões, é possível observar um padrão de sazonalidade, possivelmente em função da biologia e/ou comportamento dos roedores reservatório. • Agente etiológico Os membros desse gênero e família podem ser chamados de, simplesmente, Hantavirus. Os Orthohantavirus são hantavírus de mamíferos transmitidos entre roedores, marsupiais e morcegos (Brasil, 2021). Antigamente (até a 3ª edição do Guia de Vigilância em Saúde) considerava-se o hantavírus o vírus RNA do gênero Hantavirus da família Bunyaviridae, sendo o único bunyavírus que não era um arbovírus. Portanto, fiquem atentos pois essa classificação "antiga" ainda é cobrada em questões recentes de prova, ok? O gênero tem 36 espécies reconhecidas em 2019. O gênero Hantavirus é dividido em hantaviroses do “Velho Mundo” (Europa e Ásia) e do “Novo Mundo” (Américas). As cepas patogênicas do “Velho Mundo” estão associadas com febre hemorrágica com síndrome renal (FHSR), enquanto as cepas patogênicas das Américas com síndrome cardiopulmonar por hantavírus (SCPH). Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 5 No Brasil, até o momento há sete variantes associadas a casos da SCPH: Araraquara, Juquitiba/Araucária, Castelo dos Sonhos, Anajatuba, Laguna Negra, Paranoá e Rio Mamoré; e três identificadas, até o momento, somente em roedores e de patogenicidade desconhecida (Rio Mearim e Jaborá e Seoul). • Reservatório Os principais reservatórios são os roedores silvestres, mas podem estar associados também com marsupiais e morcegos. A diversidade de hantavírus hospedados por roedores e sua distribuição geográfica e entre as espécies hospedeiras mostra que mais de um vírus pode ser albergado por um hospedeiro e vice-versa. No Brasil, as principais espécies de roedores silvestres reservatórios são Necromys lasiurus, cujo hantavírus associado é o Araraquara, e está amplamente disseminado nos ambientes de Cerrado e Caatinga; Oligoryzomys nigripes, reservatório do vírus Juquitiba, presente nas áreas de Mata Atlântica; Oligoryzomys utiaritensis, identificado como reservatório da variante Castelo dos Sonhos, e Calomys callidus, que alberga a variante Laguna Negra, ambas detectadas em uma área de transição entre Cerrado e Floresta Amazônica. O roedor Oligoryzomys microtis foi capturado na Floresta Amazônica albergando a variante Rio Mamoré, e Holochilus sciurus, no estado do Maranhão, como reservatórios das variantes Anajatuba e Rio Mearim. • Modo de transmissão A infecção humana ocorre mais frequentemente pela inalação de aerossóis, formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores reservatórios. Outras formas de transmissão, para a espécie humana, foram também descritas: − percutânea, por meio de escoriações cutâneas ou mordedurasde roedores; − contato do vírus com mucosa (conjuntival, da boca ou do nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas dos roedores. − transmissão pessoa a pessoa, relatada de forma esporádica, na Argentina e no Chile, associada ao hantavírus Andes. • Período de incubação Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 6 Em média, de 1 a 5 semanas, com variação de 3 a 60 dias. • Período de transmissibilidade O período de transmissibilidade do hantavírus no homem é desconhecido. Estudos sugerem que o período de maior viremia seria alguns dias que antecedem o aparecimento dos sinais e sintomas. • Manifestações clínicas - Fase prodrômica: Na fase prodrômica, os pacientes iniciam com manifestações mais frequentes de febre, mialgias, dor dorsolombar, dor abdominal, astenia, cefaleia intensa e sintomas gastrointestinais como náuseas, vômitos e diarreia. Esse quadro inespecífico pode durar cerca de 1 a 6 dias, podendo prolongar-se por até 15 dias, e depois regredir. Quando surge tosse seca, deve-se suspeitar da possibilidade de evolução para uma fase clínica mais severa, a cardiopulmonar. - Fase cardiopulmonar: Caracterizada pelo início da tosse, que em geral é seca, mas, em alguns casos, pode ser produtiva, acompanhada por taquicardia, taquidispneia e hipoxemia. Tais manifestações podem ser seguidas por uma rápida evolução para edema pulmonar não cardiogênico, hipotensão arterial e colapso circulatório. Na radiografia do tórax, observa-se infiltrado intersticial difuso bilateral que rapidamente evolui com enchimento alveolar, especialmente nos hilos e nas bases pulmonares. Derrame pleural, principalmente bilateral, de pequena magnitude, é comum. A área cardíaca é normal. O índice cardíaco é baixo e a resistência vascular periférica é elevada, o oposto do que se observa no choque séptico. Comprometimento renal pode aparecer, mas em geral se apresenta de leve a moderado, embora insuficiência renal aguda possa ocorrer, especialmente, em infecções causadas por vírus que não ocorrem no Brasil. Devido à sua gravidade, há mais risco de óbitos nesta fase. • Diagnóstico clínico A SCPH em sua forma clássica pode evoluir em quatro fases distintas: prodrômica, cardiopulmonar, diurética e de convalescença (Quadro 1). Em cada uma delas a clínica pode ser alterada. Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 7 • Diagnóstico laboratorial Os exames laboratoriais realizados pelos laboratórios de referência são: Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 8 - Elisa-IgM: cerca de 95% dos pacientes com SCPH têm IgM detectável em amostra de soro coletada no início dos sintomas, sendo, portanto, método efetivo para o diagnóstico de hantavirose. - A técnica ELISA-IgG, ainda que disponível na rede pública, é utilizada em estudos epidemiológicos para detectar infecção viral anterior em roedores ou em seres humanos. - Imunohistoquímica: articularmente utilizado para o diagnóstico nos casos de óbito, quando não foi possível a realização do diagnóstico sorológico in vivo. - Reação em cadeia da polimerase de transcrição reversa (RT-PCR) – útil para identificar o vírus e seu genótipo, sendo considerado exame complementar. Diagnóstico diferencial Doenças de origem infecciosa: leptospirose, influenza e parainfluenza, dengue, febre amarela e febre do Valle Rift, doenças por vírus Coxsackies, adenovírus e arenavírus (febre hemorrágica por arenavírus), triquinelose, malária, pneumonias (virais, bacterianas, fúngicas e atípicas), septicemias, riquetsioses, histoplasmose, pneumocistose. Doenças não infecciosas: abdômen agudo de etiologia variada, SARA por outras etiologias, edema agudo de pulmão (cardiogênico), pneumonia intersticial por colagenopatias (lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide); doença broncopulmonar obstrutiva crônica (DBPOC). • Tratamento Não existe tratamento com drogas antivirais específicas para hantavírus. Todo caso suspeito de SCPH deve ser removido para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) o mais breve possível. O tratamento da doença é baseado nos sintomas clínicos e ocasionalmente inclui hemodiálise, oxigenação e/ou terapia para evitar choque. • Vigilância epidemiológica A vigilância epidemiológica tem como objetivos: • Reduzir a letalidade. • Detectar precocemente casos e/ou surtos. • Identificar fatores de risco associados à doença. • Recomendar medidas de prevenção e controle. Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 9 • Definição de caso de SCPH Suspeito: paciente com doença febril (acima de 38°C), e mialgia, cefaléia e sinais e sintomas de insuficiência respiratória aguda de etiologia não determinada, na primeira semana da doença; ou - paciente com enfermidade aguda apresentando quadro de insuficiência respiratória aguda, com evolução para óbito na primeira semana da doença; ou - paciente com quadro febril (acima de 38ºC), mialgia, cefaleia e que tenha exposição a uma situação de risco, relacionado ou não a casos confirmados laboratorialmente. Entendem-se como situações de risco ocorridas nos últimos 60 dias que antecederam o início dos sintomas: - exposições a atividades de risco para a infecção por hantavírus; ou - existência de população de roedores silvestres e/ou condições ambientais favoráveis ao seu estabelecimento em locais frequentados pelo paciente. Confirmado: I. Critério laboratorial: caso suspeito com os seguintes resultados de exames laboratoriais: - sorologia reagente para anticorpos séricos específicos para hantavírus da classe IgM, ou - imunohistoquímica de tecidos positiva (identificação de antígenos específicos contra hantavírus), ou - RT-PCR detectável para hantavírus. II. Critério clínico-epidemiológico: indivíduo com quadro clínico de insuficiência respiratória aguda, que tenha evoluído para óbito, sem coleta de amostras para exames específicos, e que tenha frequentado áreas conhecidas de transmissão de hantavírus ou exposição à mesma situação de risco de pacientes confirmados laboratorialmente nos últimos 60 dias. Descartado: todo caso suspeito que durante a investigação tenha diagnóstico confirmado laboratorialmente de outra doença ou que não preencha os critérios de confirmação acima definidos. • Notificação Doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória. Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira LuizaVieria 10 • Investigação epidemiológica Iniciar, o mais precocemente possível, a investigação do caso suspeito com vista à identificação do local provável de infecção (LPI) e dos fatores que propiciaram a ocorrência da infecção. O instrumento usado para a investigação é a ficha de investigação do Sinan. • Medidas de prevenção e controle Objetivos - Evitar o contato da população com reservatório. - Realizar o controle do reservatório. As medidas de prevenção e controle devem ser fundamentadas em manejo ambiental através, principalmente, de práticas de higiene e medidas corretivas no meio ambiente, como saneamento e melhoria nas condições de moradia, tornando as habitações e os locais de trabalho impróprios à instalação e à proliferação de roedores (antirratização), associados às desratizações focais (no domicílio e/ou no peridomicílio), quando extremamente necessário. Para a eliminação do vírus no ambiente, recomenda-se a utilização de produtos à base de compostos fenólicos, solução de hipoclorito de sódio a 2,5%, lisofórmio, detergentes e álcool etílico a 70%. I. Em relação à população em geral Informar os moradores da região sobre a doença, os roedores envolvidos e as vias de transmissão. Orientá-los a respeito das medidas de prevenção e controle da hantavirose e sobre a importância de procederem às ações de antirratização nos reservatórios para manter a área livre da presença desses animais: • roçar o terreno em volta da casa; • dar destino adequado aos entulhos existentes; • manter alimentos estocados em recipientes fechados e à prova de roedores, além de outras medidas de efeito imediato e necessárias à situação específica. II. Em relação aos LPI ou outros locais potencialmente contaminados Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 11 • Limpeza e descontaminação do interior de ambientes dos supostos LPI feitas por uma equipe orientada a realizar essas atividades, sempre munida de equipamentos de proteção individual de nível de biossegurança 3, seguindo as normas de biossegurança. • Abrir as portas e janelas das residências, habitações, silos, paióis, entre outros, para serem arejadas por, no mínimo, 30 minutos antes de a equipe ingressar no ambiente para proceder à limpeza do local. • Umedecer pisos, paredes e utensílios no interior dos imóveis contaminados, bem como roedores mortos ou presença ou sinais de fezes e urina de ratos, com uma solução de água sanitária a 10% (1 litro de água sanitária + 9 litros de água) ou de detergente. Aguardar, pelo menos, meia hora antes de iniciar a limpeza, que deve ser sempre feita com o piso e locais bastante úmidos. • Os alimentos e outros materiais com evidências de contaminação devem ser eliminados em sacos plásticos resistentes, previamente molhados com desinfetante e enterrados a uma profundidade de pelo menos 50cm. • Utilizar luvas de borracha durante a manipulação de roedores mortos e objetos ou alimentos contaminados. Ao término do trabalho, lavar as luvas com solução de desinfetante, antes de serem retiradas; e, em seguida, lavar as mãos com água e sabão. III. Em relação aos profissionais de vigilância • Ventilar as habitações fechadas por tempo indeterminado por, pelo menos, 30 minutos antes da entrada das pessoas. • Os técnicos que ingressarem em locais fechados e passíveis de contaminação com excretas de roedores devem estar com proteção respiratória, usando máscara ou respiradores com filtros de alta eficiência PFF3 e luvas de borracha. IV. Em relação aos ecoturistas, pesquisadores de fauna e flora, caçadores e pescadores • Montar os acampamentos longe de locais com presença de roedores e evitar deitar diretamente no solo. • Ninhos, escombros, lixões, acúmulos de lenha ou produtos agrícolas, palha ou outros materiais são habitat preferenciais de roedores. - Manter alimentos e resíduos em recipientes fechados e à prova de ratos nos acampamentos. - Enterrar os alimentos (50cm) a uma distância maior que 30m do acampamento para descartá-los. - A água deve estar contida em recipientes fechados e recomenda-se que seja fervida ou clorada (duas gotas de água sanitária para cada litro d’água). Após a cloração, aguardar 30 minutos antes de consumir. V. Em relação aos roedores Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria ==1365fc== 12 A estratégia de controle será definida com base no conhecimento prévio da biologia e do comportamento dos roedores, de acordo com seus habitats em cada área (domiciliar, peridomiciliar ou silvestre). Desta forma, o controle pode abranger duas linhas de ação: a) Antirratização - Eliminar todos os resíduos, entulhos e objetos inúteis que possam servir para abrigos, tocas e ninhos de roedores, bem como reduzir suas fontes de água e alimento. - Armazenar insumos e produtos agrícolas (grãos, hortigranjeiros e frutas) em silos ou tulhas situados a uma distância mínima de 30 metros do domicílio. O silo ou tulha deverá estar suspenso a uma altura de 40 cm do solo, com escada removível e ratoeiras dispostas em cada suporte. - Os produtos armazenados no interior dos domicílios devem ser conservados em recipientes fechados e a 40 cm do solo. Essa altura é necessária para se realizar a limpeza com maior facilidade. - Vedar fendas e quaisquer outras aberturas com tamanho superior a 0,5 cm, para evitar a entrada de roedores nos domicílios. - Remover diariamente, no período noturno, as sobras dos alimentos de animais domésticos. - Caso não exista coleta regular, os lixos orgânico e inorgânico devem ser enterrados separadamente, respeitando-se uma distância mínima de 30 metros do domicílio e de fontes de água. - Qualquer plantio deve sempre obedecer a uma distância mínima de 50 metros do domicílio. - O armazenamento em estabelecimentos comerciais deve seguir as mesmas orientações para o armazenamento em domicílio e em silos de maior porte. - Em locais onde haja coleta de lixo rotineira, os lixos orgânico e inorgânico devem ser acondicionados em latões com tampa ou em sacos plásticos e mantidos sobre suporte de aproximadamente 1,5 metro de altura do solo. b) Desratização Em áreas rurais e silvestres não é rotineiramente recomendado o controle químico de roedores, tendo em vista que as medidas de antirratização geralmente são suficientes. Se necessário, frente a uma alta infestação, a mesma só poderá ser feita nas áreas limite entre o domicílio/ peridomicílio e peridomicílio/silvestre, sempre por profissionais especializados. Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 13 QUESTÕES COMENTADAS 1. (VUNESP / Prefeitura de Guararapes - SP – 2023) Qual é o reservatório do hantavírus Araraquara, identificado no Brasil? a) Mus musculus. b) Necromys lasiurus. c) Rattus norvegicus. d) Mesocricetus auratus. e) Cavia porcellus. Comentários A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. No Brasil, o roedor silvestre cujo hantavírus associado é o Araraquara é o Necromys lasiurus. 2. (IBFC / Prefeitura de Cuiabá - MT - 2023) A Hantavirose é uma doença infecciosa causada por um vírusRNA, pertencente à família Bunyaviridae, gênero Hantavirus, e tem como reservatórios naturais alguns roedores silvestres, que podem eliminar o vírus pela urina, saliva e fezes. No que se refere ao modo de transmissão da Hantavirose, analise as afirmativas a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) A infecção humana ocorre mais frequentemente pela inalação de aerossóis, formados a partir da urina, das fezes e da saliva de roedores infectados. ( ) Há relato de transmissão por contato do vírus com mucosa (conjuntival, da boca ou do nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas de roedores. ( ) Uma forma de transmissão pouco frequente é a percutânea, por meio de escoriações cutâneas ou mordedura de roedores. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. Alternativas a) V - V - V b) F - V - V Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 14 c) V - V - F d) V - F - V Comentários A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Todas as afirmativas são verdadeiras (V, V, V). A infecção humana ocorre mais frequentemente pela inalação de aerossóis, formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores reservatórios. Outras formas de transmissão, para a espécie humana, foram também descritas: − percutânea, por meio de escoriações cutâneas ou mordeduras de roedores; − contato do vírus com mucosa (conjuntival, da boca ou do nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas dos roedores. − transmissão pessoa a pessoa, relatada de forma esporádica, na Argentina e no Chile, associada ao hantavírus Andes. 3. (IBFC / Prefeitura de Cuiabá - MT - 2023) No Brasil, a Hantavirose é uma zoonose viral aguda, cuja infecção em humanos se apresentam na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. Acerca das medidas de prevenção e controle dessa doença, analise o trecho a seguir: “As medidas de prevenção e controle devem ser fundamentadas em manejo ambiental por meio, principalmente, de práticas de higiene e medidas corretivas no meio ambiente, como saneamento e melhoria nas condições de moradia, tornando as habitações e os locais de trabalho ______ à instalação e à proliferação de roedores (______), associados às ______ (no domicílio e/ou no peridomicílio), quando extremamente necessário.” (Guia de Vigilância em Saúde – Ministério da Saúde – 5 ed., 2021, p. 947, adaptado). Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas. a) impróprios / desratização / antirratizações focais b) propícios / antirratização / desratizações focais c) impróprios / antirratização / desratizações focais d) propícios / desratização / antirratizações focais Comentários A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. As medidas de prevenção e controle devem ser fundamentadas em manejo ambiental através, principalmente, de práticas de higiene e medidas corretivas no meio ambiente, como saneamento e melhoria nas condições de moradia, tornando as habitações e os Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 15 locais de trabalho impróprios à instalação e à proliferação de roedores (antirratização), associados às desratizações focais (no domicílio e/ou no peridomicílio), quando extremamente necessário. 4. (AMEOSC / Prefeitura de São Miguel do Oeste - SC - 2021) As Hantaviroses são antropozoonoses virais agudas, cujas infecções em humanos podem se manifestar sob várias formas clínicas, desde o modo inaparente ou como enfermidade subclínica, cuja suspeita diagnóstica fundamenta-se nos antecedentes epidemiológicos, tendo como agente etiológico: a) Vírus RNA, pertencente à família Bunyaviridae, gênero Hantavirus. b) Vírus DNA, pertencente à família, gênero Hantavirus. c) Vírus RNA, gênero Rubivirus, família Togaviridae. d) Vírus RNA, gênero Rubivirus, família gênero Hantavirus. Comentários A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. A hantavirose é causada por um vírus RNA do gênero Hantavirus da família Bunyaviridae 5. (IBFC / Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - 2021) Todos os hantavírus até então identificados são transmitidos ao homem por meio dos mesmos mecanismos. Sobre os modos de transmissão da Hantavirose para humanos, analise o trecho abaixo: “A infecção humana ocorre, geralmente, pela via _____ mediante _____ de _____ contaminados com a urina (em que se encontra a maior concentração de vírus), fezes ou saliva de roedores infectados” (Manual de Vigilância, Prevenção e Controle das Hantaviroses: Volume único / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica, 1. Ed, Brasília-DF, 2013, pag. 20). Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas. a) conjuntiva / contato / mãos e pés b) oral / ingestão / água e alimentos c) aerógena / inalação / poeiras e aerossóis d) percutânea / mordedura / roedores Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 16 Comentários A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. A infecção humana com o hantavirus ocorre mais frequentemente pela inalação de aerossóis, formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores reservatórios. Outras formas de transmissão, para a espécie humana, foram também descritas: - percutânea, por meio de escoriações cutâneas ou mordeduras de roedores; - contato do vírus com mucosa (conjuntival, da boca ou do nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas dos roedores. - transmissão pessoa a pessoa, relatada de forma esporádica, na Argentina e no Chile, associada ao hantavírus Andes. 6. (VUNESP / Prefeitura de Itapevi - SP - 2019) Uma zoonose cuja transmissão é efetuada pela inalação de aerossóis e poeiras contaminadas é a a) hantavirose. b) encefalomielite equina, vírus oeste. c) leishmaniose visceral. d) febre amarela. e) salmonelose. Comentários A infecção humana por hantavirose ocorre, mais frequentemente, pela inalação de aerossóis, formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores reservatórios. Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 7. (IBADE / Prefeitura de Aracruz - ES – 2019 - adaptada) Todas as zoonoses possuem grande importância econômica para a Saúde Pública. É uma zoonose cujo vetor é o carrapato: a) hanseníase. b) febre amarela. c) febre maculosa. d) dengue. e) tuberculose. Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 17 Comentários Questão bem simples e direta, que requer do candidato o conhecimento da etiologia das doenças. Com base no que estudamos na aula, a única enfermidade, entre as opções supracitadas, cujo vetor é o carrapato é a febre maculosa. Portanto, a resposta correta só pode ser a alternativa C. 8. (Instituto Machado de Assis / Prefeitura de Landri Sales – PI – 2018) A febre maculosa brasileiraé uma doença infecciosa febril aguda, de gravidade variável, cuja apresentação clínica pode variar desde as formas leves e atípicas até formas graves, com elevada taxa de letalidade. No Brasil, os principais reservatórios da bactéria causadora da doença são: a) Carrapatos. b) Gatos. c) Macacos. d) Morcegos. Comentários A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. No Brasil, os principais vetores e reservatórios são os carrapatos do gênero Amblyomma, tais como A. cajennense. 9. (FEPESE / Prefeitura de Rio das Antas - SC - 2018) No Brasil, há indícios da existência da febre maculosa desde o século XIX, quando era denominada “sarampão”, “sarampo preto”, “febre tifoide hemorrágica”, “pintada”, “febre que pinta”, “febre chitada” e “febre das montanhas”, denominações conhecidas nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. A respeito do agente etiológico da febre maculosa, é correto afirmar que se trata de: a) protozoários, transmitidos por carrapatos. b) rickettsias, transmitidas por carrapatos. c) vírus, transmitidos pelo ar. d) bactérias, transmitidas pelo ar. e) bactérias, transmitidas por contato direto. Comentários Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 18 O agente etiológico da febre maculosa é a Rickettsia rickettsii, uma bactéria gram-negativa intracelular obrigatória, cuja transmissão ocorre através da picada do carrapato, em especial, o da espécie Amblyomma cajennense. Portanto, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 10. (IBFC / SES-PR Prova: IBFC - 2016) A Hantavirose é considerada uma zoonose emergente e se manifesta sob diferentes formas, desde doença febril aguda inespecífica, cuja suspeita diagnóstica é baseada fundamentalmente em informações epidemiológicas, até quadros pulmonares e cardiovasculares mais severos e característicos. Assinale a alternativa que descreva corretamente o reservatório do Hantavirus e a forma mais frequente de transmissão da doença para humanos, respectivamente. a) Roedores / Inalação de aerossóis formadas a partir de excretas dos roedores infectados. b) Amblyomma cajennense / Picada do carrapato. c) Morcegos / Inalação de aerossóis formadas a partir de excretas dos morcegos infectados. d) Aedes aegypti / Picada da fêmea infectada do mosquito. Comentários Os roedores silvestres são os principais reservatórios dos hantavírus. A infecção humana ocorre mais frequentemente pela inalação de aerossóis, formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores reservatórios. Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 11. (CESPE / FUB - 2015) Julgue o item seguinte, relativo à Febre Maculosa. Julgue o item seguinte, relativo à febre maculosa. Os equídeos, a capivara, as aves, o gato e o cão têm comprovadamente importante participação no ciclo de transmissão da febre maculosa. Certo Errado O item está errado. Os equídeos e os roedores têm importante participação no ciclo de transmissão da febre maculosa. 12. (CESPE / FUB - 2015) Julgue o item seguinte, relativo à febre maculosa. A febre maculosa brasileira é causada por uma bactéria Gram-negativa, do gênero Rickettsia. Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 19 Certo Errado Comentários O item está certo. A febre maculosa é causada por uma bactéria do gênero Rickettsia, transmitida pela picada do carrapato. 13. (CESPE / FUB - 2015) Julgue o item seguinte, relativo à febre maculosa. No Brasil, os principais vetores e reservatórios de febre maculosa são os carrapatos do gênero Amblyomma, tais como A. cajennense, A. cooperi (dubitatum) e A. aureolatum. Certo Errado Comentários O item está certo. No Brasil, os principais vetores e reservatórios são os carrapatos do gênero Amblyomma, tais como A. cajennense. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. 5º edição, Brasília: MS, 2021. Breno da Silva Caldas Júnior, Guilherme Gasparini, Ligia Carvalheiro Fernandes, Thaysa Vianna, Ana Paula Salim Aula 13 - Profa. Ana Paula Salim Prefeitura de Vitória da Conquista-BA (Agente de Combate às Endemias) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria