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Embriologia e 
Desenvolvimento Ocular
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Esp. Roberta Leal
Revisão Textual:
Mateus Gonçalves Santos
Desenvolvimento Ocular
Desenvolvimento Ocular
 
 
• Conhecer o desenvolvimento das funções visuais humanas e suas aplicações na prática 
profissional. 
OBJETIVO DE APRENDIZADO 
• Introdução;
• Origem Embrionária do Sistema Nervoso;
• Origem Embrionária das Estruturas Oculares;
• Anormalidades Congênitas dos Olhos.
UNIDADE Desenvolvimento Ocular
Introdução
A embriologia constitui uma parte valiosa do currículo dos cursos da área da saúde, 
inclusive Óptica e Optometria. Nesta unidade, teremos a base científica para entender 
os mecanismos subjacentes ao desenvolvimento normal e anormal da função visual. 
No embrião humano, os olhos se desenvolvem através de um processo complexo e deli-
cado. A interrupção desse processo leva a malformações oculares ou estruturas relacio-
nadas que podem resultar em déficits funcionais e estéticos. Vamos compreender esse 
processo aqui, nesta unidade. Mas lembre-se: é importante saber que aprendizagem de 
conteúdo apenas é possível com foco e dedicação. Isso lhe trará os melhores resultados. 
Vamos lá?
Origem Embrionária do Sistema Nervoso
Como vimos na unidade anterior, após à gastrulação ocorrem eventos importantes, 
e entre eles a formação das três camadas germinativas: o ectoderma, o mesoderma, e 
o endoderma. Em seguida, inicia-se na quarta semana a neurulação, que dá origem ao 
Sistema Nervoso Central e Sistema Nervoso Periférico.
 O desenvolvimento de nossos corpos nos torna o que somos; mas o desenvolvimen-
to de nosso sistema nervoso, e especialmente nosso cérebro, nos torna quem somos, 
dando-nos a capacidade de pensar, sentir, e como focaremos na disciplina, a capacidade 
de ver.
O Sistema Nervoso
O sistema nervoso usa impulsos elétricos para coletar, processar e responder às in-
formações sobre o meio ambiente. Ele possui múltiplos elementos, cada um dos quais, 
quando totalmente formado e ativo, terá responsabilidades diferentes. 
Como vimos anteriormente, o tecido nervoso é formado por células chamadas neu-
rônios, e células glias. A estrutura única dos neurônios os torna especializados em re-
ceber e transmitir impulsos elétricos por todo o corpo. Esses neurônios são sustentados 
pelas células glias, que os circundam, protegem e isolam.
Dividimos o Sistema Nervoso em Central e Periférico, devido às suas atribuições 
(Figura 1). O Sistema Nervoso Central (SNC) é composto pelo cérebro e medula 
espinhal. O cérebro interpreta as informações recebidas pela medula espinhal e gera 
seus próprios sinais e instruções para o corpo executar. A medula espinhal transmite 
informações do cérebro para o corpo e vice-versa.
O Sistema Nervoso Periférico (SNP) consiste em todos os neurônios fora do cérebro 
e da medula espinhal, formado pelos nervos e gânglios. Esses nervos podem ser aferen-
tes (isto é, sensoriais, recebendo sinais no corpo a serem transmitidos para processamen-
to no cérebro) ou eferentes (motores, emitindo sinais do cérebro para o corpo).
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Figura 1 – Sistema Nervoso Central e Sistema Nervoso Periférico
Fonte: Adaptada de portal.educacao.go.gov.br
Como vimos anteriormente, o encéfalo secundário, possui 5 divisões importantes: o 
 Telencéfalo, Diencéfalo, Mesencéfalo, Metencéfalo e Mielencéfalo. Estas cinco divisões 
do encéfalo são convenientes para categorizar regionalmente as localizações dos com-
ponentes cerebrais. São elas: Cérebro, Cerebelo e Tronco Encefálico. Nessa Unidade, 
você será capaz de identificar as divisões cerebrais presentes no encéfalo (Figura 2).
• Cérebro: é a maior parte do encéfalo e é composto pelos hemisférios direito e esquer-
do. Ele desempenha funções mais complexas, como interpretação do toque, visão e au-
dição, além de fala, raciocínio, emoções, aprendizado e controle fino dos movimentos;
• Cerebelo: está localizado abaixo do cérebro. Possui esse nome porque faz referência 
à um “mini cérebro”. Sua função é coordenar os movimentos musculares, manter a 
postura e o equilíbrio;
• Tronco encefálico: atua como um centro de retransmissão que liga o cérebro e o 
cerebelo à medula espinhal. Ele executa muitas funções automáticas, como respi-
ração, freqüência cardíaca, temperatura corporal, ciclos de vigília e sono, digestão, 
espirros, tosse, vômito e deglutição.
Figura 2 – Partes do encéfalo: Cérebro, Tronco encefálico e Cerebelo
Fonte: Adaptada de nossolar.org.br
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UNIDADE Desenvolvimento Ocular
Origem Embrionária das Estruturas Oculares
Como vimos, a origem das estruturas oculares se dá após o surgimento do Sistema 
Nervoso, na neurulação. Um entendimento completo da embriologia ocular vem de 
uma apreciação de como as estruturas se formam inicialmente. Os primeiros estágios 
do desenvolvimento ocular são evidentes desde o início da quarta semana do desenvol-
vimento. Vamos ver como acontece?
Durante a quarta semana do desenvolvimento, o tubo neural se diferencia no Sistema 
Nervoso Central, e começa a dar origem ao encéfalo primário. O Encéfalo primário dá 
origem à três vesículas principais, são elas: Prosencéfalo, Mesencéfalo e Rombencéfalo. 
Conforme o desenvolvimento continua, as três vesículas primárias dão origem a cinco 
vesículas no Encéfalo Secundário, são elas: Telencéfalo, Diencéfalo, Mesencéfalo, 
Metencéfalo e Mielencéfalo. Cada vesícula secundária se desenvolve em componentes 
específicos do sistema nervoso adulto (Figura 3).
Figura 3 – Desenvolvimento embrionário do encéfalo, e suas associações com um indivíduo formado
Fonte: Divulgação
Lá na quarta semana do desenvolvimento, especificamente no 22º dia, o tubo neural 
está se fechando, e ao mesmo tempo, formam-se outros recuos no ectoderma. A esses 
recuos damos o nome de sulcos ópticos, e estes surgem no pólo craniano do embrião. 
Imagine que um objeto muito pesado seja colocado em um colchão muito macio. Ele 
a massa o colchão e fazendo um sulco, certo? É dessa forma que o tubo neural vai formando 
o sulco óptico.
Esse sulco óptico, dará origem às vesículas ópticas, que chamamos de Diencéfalo no 
Encéfalo Secundário. À medida que o diencéfalo cresce, suas conexões com o Telencé-
falo tornam-se atenuadas para formar hastes ópticas, que eventualmente se tornarão os 
nervos ópticos (Figura 4). Após a formação dos nervos ópticos, há uma invaginação 
dupla de células do ectoderma da superfície, que formarão o cálice óptico. 
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Figura 4 – Formação da vesícula óptica e desenvolvimento do cristalino, retina e nervo óptico
Fonte: webvision.med.utah.edu
O nervo óptico é a comunicação entre o cérebro e o órgão da visão, o olho. Veja na 
Figura a seguir como funciona a formação da imagem e anatomia do nosso globo ocular 
(Figura 5, Quadro 1).
Músculo Reto
Superior
Músculo Reto Inferior
Olho Nervo Óptico Núcleo
Geniculado
Lateral
Córtex
Visual
Lente
Esclera
Córnea
Pupila
Corpo Ciliar
Retina
Fovea
Disco Óptico
Nervo Óptico
Artéria e Veia
Central da Retina
Figura 5 – Funcionamento do olho, e suas estruturas
Fonte: Adaptada de Getty Images
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UNIDADE Desenvolvimento Ocular
Quadro 1 – Estruturas oculares e suas determinadas funções
Córnea
Camada em forma de cúpula que protege o olho de elementos 
que podem causar danos à parte interna, além de também permi-
tir que o olho foque adequadamente na luz de forma mais eficaz. 
Esclera
Comumente chamada de “parte branca” do olho. Camada lisa 
e branca por fora, mas por dentro é marrom e contém ranhuras 
que ajudam os tendões do olho a se fixarem adequadamente.
Pupila
A pupila aparece como um ponto preto no meio do olho. Esta 
área, é na verdade um buraco que leva a luz para que o olho 
possa focalizar os objetos à sua frente.
Íris
Área que contém o pigmento que dá a cor ao olho. Esta área 
circunda a pupila e usa os músculos dilatadores da pupila para 
alargar ou fechar a pupila. Isso permite que o olho capte mais ou 
menos luz, dependendo do brilho ao seu redor. 
Cristalino
O cristalino fica diretamenteatrás da pupila. É uma estrutura 
transparente também chamado de lente, que focaliza a luz que 
a pupila capta. 
Conjuntiva Membrana mucosa que reveste o interior da pálpebra e se pro-
longa para recobrir a esclera (parte branca do olho). 
Retina
A luz focada pelo cristalino é conduzida para a retina. Ela é feito 
de células fotorreceptoras, os bastonetes e cones, que transmi-
tem luz em produtos químicos e pulsos elétricos. 
Humor vítreo
O humor vítreo é uma estrutura gelatinosa que mantém a for-
ma do olho. Este gel absorve nutrientes do corpo ciliar, humor 
aquoso e dos vasos retinianos para que o olho possa permane-
cer saudável. Quando os detritos encontram seu caminho para 
o humor vítreo, faz com que o olho perceba “flutuadores”, ou 
manchas que se movem pela área de visão que não podem ser 
atribuídas a objetos no ambiente.
Humor aquoso O humor aquoso é uma substância líquida que preenche os 
olhos e nutre as estruturas avasculares. 
Coroide
A coroide fica entre a retina e a esclera, que fornece suprimen-
to sanguíneo para o olho. Assim como qualquer outra parte do 
corpo, o suprimento de sangue nutre as várias partes do olho.
Corpo ciliar
O corpo ciliar é um tecido em forma de anel que retém e con-
trola o movimento do cristalino e, portanto, ajuda a controlar o 
formato do cristalino. 
Agora que conhecemos a anatomia do olho e vimos a relação entre a formação do 
sistema nervoso e o olho, podemos compreender como se dá o desenvolvimento de 
cada uma das estruturas. Quando falamos de desenvolvimento do olho, veremos que sua 
formação resulta de uma série de sinais indutores. 
Importante!
Os olhos são derivados de quatro origens embrionários primitivas: o ectoderma su-
perficial, o ectoderma neural (ou neuroectoderma), o mesoderma, e as células da 
crista neural.
Vamos ver como se desenvolve cada estrutura?
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Desenvolvimento da Retina
Lembra daquela invaginação dupla de células do ectoderma da superfície, que for-
marão o cálice óptico? As duas camadas do cálice óptico não possuem o mesmo ta-
manho – a externa é mais fina que a interna. A área externa formará a íris e o corpo 
ciliar e a interna formará a Retina. Um pouco mais tarde, em torno da 6ª semana do 
desenvolvimento, uma camada de células da retina começa a se diferenciar nos fotorre-
ceptores (bastonetes e cones). Outra camada de células se tornará repleta de neurônios 
bipolares, e a camada superficial mais interna se desenvolverá nos axônios das células 
ganglionares. Isso significa que a luz passa através das camadas neuronais antes de atin-
gir os cones e os bastonetes. Em oito meses, todas as camadas da retina são reconhecí-
veis. Mas a maturação dos fotorreceptores continua após o nascimento, o que em parte 
explica o porquê que a acuidade visual de um bebê melhora à medida que ele cresce.
Desenvolvimento do cristalino
O cristalino começa a se desenvolver a partir de uma saída do ectoderma de superfície 
aproximadamente aos 35 dias de desenvolvimento. Ele é cercado por mesênquima e fica 
no meio do cálice óptico. Seu desenvolvimento é feito por células epiteliais transparentes. 
Desenvolvimento da Coróide, Esclera e Córnea
Durante a sexta e a sétima semana do desenvolvimento, o mesênquima que circunda 
a superfície externa do cálice óptico condensa em duas camadas, uma camada vascular 
interna pigmentada conhecida como coróide e uma camada fibrosa externa chamada 
esclera. A camada externa (primórdios da esclera) se estende e forma o estroma da 
córnea. As outras camadas da córnea são formadas à partir do ectoderma da superfície.
Você Sabia?
A córnea continua crescendo em diâmetro e se aplaina com a idade, alcançando aproxi-
madamente as medidas adultas depois do primeiro ano de vida.
Desenvolvimento da íris e corpo ciliar
A borda anterior do cálice óptico dá origem ao epitélio da íris e ao corpo ciliar. 
O estroma da íris e do corpo ciliar se desenvolve a partir de células da crista neural.  Dentro 
do estroma da íris, desenvolvem-se os músculos que contraem e relaxam a pupila.  
Você Sabia?
A cor do olho é determinada pela quantidade de melanina distribuída no estroma da íris.
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UNIDADE Desenvolvimento Ocular
Desenvolvimento do Corpo vítreo
O corpo vítreo se forma no centro do cálice óptico posterior ao cristalino. É compos-
to de uma substância gelatinosa derivada de células da crista neural.
Desenvolvimento da Pálpebra e da Conjuntiva
As pálpebras começam a se formar na sexta semana do desenvolvimento a partir das 
células do ectoderma superficial na região anterior à córnea. Elas começam como duas 
dobras de pele que se encontram sobre a córnea grudadas, uma à outra. Na 27ª semana 
elas se separam. Enquanto elas estão aderidas uma à outra, forma-se o saco conjuntival 
entre as pálpebras e a córnea, que dará origem à conjuntiva. 
Dessa maneira, podemos organizar as estruturas oculares a partir de suas origens 
embrionárias (Tabela 1).
Tabela 1 – Origens embrionárias das estruturas oculares
Tecido embrionário Estrutura ocular derivada
Neuroectoderma Iris 
Neuroectoderma Corpo ciliar
Neuroectoderma Vítreo
Neuroectoderma Retina 
Neuroectoderma Nervo óptico
Ectoderma da Superfície Pálpebras
Ectoderma da Superfície Glândulas
Ectoderma da Superfície Cílios
Ectoderma da Superfície Aparelho lacrimal
Ectoderma da Superfície Conjuntiva
Ectoderma da Superfície Córnea
Ectoderma da Superfície Cristalino
Ectoderma da Superfície Humor Vítreo
Células da Crista neural Tecido conjuntivo da Íris
Células da Crista neural Músculo ciliar do corpo ciliar
Células da Crista neural Estroma da coróide e da córnea
Células da Crista neural Tendões dos músculos extraoculares
Mesoderma Humor vítreo
Mesoderma Esclera
Mesoderma Músculos extra-oculares
Mesoderma Vascularização
Anormalidades Congênitas dos Olhos
Agora que conhecemos o desenvolvimento ocular, podemos imaginar de que manei-
ras uma anomalia pode influenciar na saúde visual. Muitas patologias podem ser evitadas 
a partir da orientação adequada do optometrista à mãe, durante o período gestacional. 
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O desenvolvimento normal do olho requer uma interação bastante complexa entre dife-
rentes tecidos do olho e envolve vários eventos indutivos recíprocos. Comece imaginando: 
o início do desenvolvimento ocular começa com a separação de um campo ocular único, 
em dois campos oculares, certo? Mas isso pode não ocorrer. Quando isso não ocorre, 
o embrião formado pode apresentar a condição de Ciclopia (Figura 6). Esta anomalia 
congênita é caracterizada pela presença de um olho único ou parcialmente dividido. Foi 
descrita em muitas espécies de vertebrados, incluindo humanos, e está associada a outras 
malformações faciais graves. Apesar da baixa incidência de ciclopia na população, fetos 
humanos com esta malformação não são viáveis e morrem durante o desenvolvimento ou 
logo após o nascimento. Esta anomalia tem sido associada à uma alteração do programa 
normal de desenvolvimento embrionário da linha média dos organismos. 
Figura 6 – Criança ciclope
Fonte: Wikimedia Commons
Entre outras anomalias no desenvolvimento ocular embrionário, podemos incluir pa-
tologias que são viáveis, ou seja, compatíveis com a vida. Uma condição comum é o 
Coloboma (Figura 7). Esta é uma condição na qual a fissura da coróide não fecha com-
pletamente como deveria na sétima semana e, portanto, há um defeito na parte inferior 
da íris que dá uma aparência de buraco da fechadura. Às vezes, o coloboma também 
pode incluir as pálpebras e retina, o que pode comprometer a visão. O coloboma pode 
ser causado por fatores ambientais ou genéticos.
Figura 7 – Coloboma de Íris
Fonte: Wikimedia Commons
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UNIDADE Desenvolvimento Ocular
Outra anomalia congênita comum é o Glaucoma Congênito. Como o glaucoma é 
resultado da pressão intraocular anormalmente alta (Figura 8), o Glaucoma Congênito 
pode ser causado pelo desenvolvimento anormal das estruturas angulares iridocorneais 
responsáveis pela drenagem adequada do fluido. Isso pode ser causado poruma infec-
ção por rubéola durante a gestação, ou pode ser genético.
Figura 8 – No glaucoma, o humor aquoso não é drenado 
corretamente, o que leva à pressão intraocular
Fonte: Adaptada de Getty Images
Outra malformação associada à casos de rubéola durante a gestação é a catarata 
congênita (Figura 9). Nessa condição, o cristalino é opaco e geralmente parece branco. 
Isso ocorre devido ao crescimento inadequado das fibras do cristalino. Mas preste aten-
ção: se a infecção por rubéola ocorrer após o desenvolvimento da lente, a catarata não 
se formará. É importante que essa anomalia seja corrigida dentro do primeiro ano de 
vida, caso contrário, o desenvolvimento posterior da retina não ocorrerá porque não é 
possível estabelecer conexões adequadas entre o nervo óptico e o cérebro.
Figura 9 – Catarata congênita
Fonte: Wikimedia commons
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Além disso, a microftalmia é outra malformação congênita decorrente da infecção 
pelo vírus da rubéola. Como o nome sugere, o que se vê é a formação de um globo ocular 
anormalmente pequeno (Figura 10). Pode estar associado a outros defeitos oculares. 
 Geralmente, o lado do rosto afetado é subdesenvolvido. Embora o olho seja pequeno, 
em alguns casos a acuidade visual pode ser boa. Suas causas, além da infecção pelo 
vírus da rubéola, são infecções pelo vírus HIV e vírus do herpes simplex. Alguns medi-
camentos também podem ser responsáveis pelo surgimento dessa condição.
Figura 10 – Microftalmia
Fonte: Divulgação
Uma anomalia encontrada na formação dos músculos extraoculares é a Ptose pal-
pebral congênita (Figura 11). Esta patologia se refere ao caimento das pálpebras, 
e pode ser grave, uma vez que estimula o uso compensatório de um dos olhos e pode 
desencadear ambliopia. Sua ocorrência é devido à traços genéticos.
Figura 11 – Ptose palpebral congênita
Fonte: Wikimedia Commons
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UNIDADE Desenvolvimento Ocular
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Vídeos
Desenvolvimento do olho
https://youtu.be/fuUIB4Msxks
 Leitura
Desenvolvimento Visual da Criança Normal
https://bit.ly/3bCcuKD
Como o bebê enxerga?
https://glo.bo/3sljBx9
Desenvolvimento da visão na Criança
https://bit.ly/2LhoB5f
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Referências
KANDEL, E. et al. Princípios de neurociências-5. AMGH Editora, 2014.
MOORE, K. L.; PERSAUD, T. V. N. Embriología clínica. Ed. 2000.
PUTZ, C. Oftalmologia: ciências básicas. Elsevier Brasil, 2017.
SCHOENWOLF, G. C. et al. Larsen’s human embryology E-book. Elsevier Health 
Sciences, 2014.
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