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3 8 Ano Letivo: 2017 Códigos: ingLês – 31010 | espAnhoL – 31210 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS FÍSICA 21 A figura representa uma parte de um toca-discos que opera nas frequências de 33 rpm, 45 rpm e 78 rpm. Uma peça metálica, cilíndrica C, apresentando três regiões I, II e III de raios, respectivamente, iguais a R1, R2 e R3, que gira no sentido indicado, acoplada ao eixo de um motor. Um disco rígido de borracha D, de raio RD, entra em contato com uma das regiões da peça C, adquirindo, assim, um movimento de rotação. Esse disco também está em contato com o prato P, sobre o qual é colocado o disco fonográfico. Quando se aciona o comando para passar de uma frequência para outra, o disco D desloca-se para cima ou para baixo, entrando em contato com outra região da peça C. Com base nos conhecimentos sobre movimento circular uniforme, é correto afirmar que A a velocidade linear de um ponto periférico da região I, do cilindro C, é igual a 2,6pR1 cm/s, com raio medido em cm. B a peça C e o disco D realizam movimentos de rotação com a mesma velocidade angular. C o disco D e o prato P executam movimentos de rotação com a mesma frequência. III II _D C motor P I D todos os pontos periféricos da peça C têm a mesma velocidade linear. E a frequência do disco D é igual a 0,75R2/RD. 22 Dois amigos, Berstáquio e Protásio, distam de 25,5 m. Berstáquio lança obliquamente uma bola para Protásio que, partindo do repouso, desloca-se ao encontro da bola para segurá-la. No instante do lançamento, a direção da bola lançada por Berstáquio formava um ângulo θ com a horizontal, o que permitiu que ela alcançasse, em relação ao ponto de lançamento, a altura máxima de 11,25 m e uma velocidade de 8 m/s nessa posição. Desprezando o atrito da bola com o ar e adotando g = 10 m/s2, a aceleração de Protásio, suposta constante, para que ele consiga pegar a bola no mesmo nível do lançamento deve ser de: 0yV �� 0xV �� 0V �� y 0 θ A 1/2 m/s2. B 1/3 m/s2. C 1/4 m/s2. D 1/5 m/s2. E 1/10 m/s2. 20 Em maio deste ano, a divulgação do vídeo de uma moça desacordada, vítima de um estupro coletivo, provocou grande indignação na população. Num primeiro momento, prevaleceu a revolta diante da barbárie e a percepção de que o machismo, base da chamada “cultura do estupro”, persiste na sociedade. Passado o primeiro momento, as opiniões divergentes começaram a surgir. Entre os que não veem o machismo como propulsor de crimes desse tipo estão aqueles (e aquelas!) que consideraram os autores do ato uns “monstros”, o que faz do episódio um caso isolado, perpetrado por pessoas más. Houve quem analisasse o fato do ponto de vista da psicologia, sugerindo que, num estupro coletivo, o que importa é o grupo, não a mulher (como ocorre nos trotes contra calouros e na agressão entre torcidas de futebol). Mais uma vez, temos uma reflexão que se propõe explicar os fatos à luz do indivíduo e seu psiquismo. Outros deslocam o problema para as classes sociais menos favorecidas. São os que costumam ficar horrorizados com a existência de favelas, ambientes onde meninas dançam com pouca roupa ao som das letras machistas do funk. Thaís Nicoleti. Discursos em torno da cultura do estupro. Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 9 jun. 2016 (adaptado). Considerando o conjunto dos argumentos mobilizados no texto para explicar a violência contra a mulher na sociedade atual, é correto afirmar que: A a “cultura do estupro” é um conceito educacional relacionado sobretudo com o baixo nível de escolarização da população. B as origens e responsabilidades por tais acontecimentos devem ser atribuídas tanto aos agentes quanto às vítimas da agressão. C a “cultura do estupro” é um conceito científico, relacionado com desvios comportamentais de natureza psiquiátrica. D os episódios de barbárie social são provocados exclusivamente pelas desigualdades materiais geradas pelo capitalismo. E a abordagem opõe um enfoque antropológico, baseado em questões de gênero, a argumentos de natureza moral, psicológica e social.