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cotidiana, por meio de novas políticas de recepção e de apropriação dos saberes profissionais. c) Visando ao desenvolvimento de uma autonomia social e cultural, vários autores retomam uma tradição de pensamento que diz de que o moderno se forma nas cinzas do antigo e na luz que trouxe pelo novo. d) Segundo alguns pensadores modernos, não se tratam de projeções utópicas os empreendimentos culturais e sociais que renovam valores modernistas, enriquecendo saberes especializados. e) Nem causa perdida, nem projeto inconcluso: apenas a necessidade que o conhecimento e as relações sociais vêm a ser recolocados em novos patamares de dinâmica interna, criando novas relações entre os sujeitos. Gabarito: B (alterado após os recursos) Comentário. O gabarito, inicialmente tido como letra a, foi alterado para b, que não apresenta incorreção gramatical alguma. O pronome átono enclítico ao verbo no infinitivo está correto, pois “com infinitivo está sempre certa a colocação”, mesmo que, antes do verbo, haja DUAS palavras invariáveis (a preposição para e o advérbio não). Os erros das demais opções são: a) O primeiro erro é de regência verbal do verbo inserir em “inserindo- o com a prática cotidiana”. No sentido de “fixar(-se); implantar(-se)”, significado este que atende ao contexto, o verbo inserir pode ser transitivo direto e indireto, regendo a preposição em, ou transitivo direto pronominal e indireto, também com a mesma preposição em. Exemplo: “Inserir(-se) a democracia na vida nacional”. Considerando o contexto em que se apresenta tal passagem, a preposição empregada deveria ter sido em e não a preposição com. A segunda incorreção reside no emprego do pronome átono “o” na passagem “renovando-o o sentido das possíveis contradições”. Tal como empregado, prejudica a coerência textual. Há duas possibilidades de correção do período: 1 – caso se considere a intenção do autor em utilizar a acepção de “tornar novo”, a transitividade do verbo renovar é direta, devendo ser eliminado o pronome e mantido o objeto direto (“renovando o sentido das possíveis contradições”). 2 – de outro modo, se a opção tiver sido de apresentar o pronome com valor possessivo, igualmente se estaria incorrendo em erro, pois, segundo nos ensinam Celso Cunha e Lindley Cintra na “Nova Gramática 34 do Português Contemporâneo”, neste caso, o mais apropriado é o pronome oblíquo lhe (“renovando-lhe o sentido...”). Esse uso é muito comum em expressões como “Beijou-lhe o rosto” – o seu rosto, “Roubou-me a bolsa” – a minha bolsa. Assim, esse pronome oblíquo, apesar de ligado ao verbo (beijou-lhe / roubou-me), tem valor possessivo e sua função é a de adjunto adnominal (a mesma função que seria exercida por um pronome possessivo – seu rosto / minha bolsa). c) O problema foi a regência do verbo dizer. É transitivo direto, não havendo justificativa para o emprego da preposição de (“que diz de que o moderno se forma”). Além disso a construção “e na luz que trouxe pelo novo” está sintaticamente mal construída, com prejuízo de coerência. d) a forma de sujeito indeterminado “trata-se de” deve ficar na 3ª pessoa do singular – “não se trata de projeções”. e) A regência do substantivo necessidade exige a preposição de – “apenas a necessidade de que o conhecimento e as relações sociais”. Na seqüência, um problema de conjugação verbal. Por se apresentar em uma oração de valor hipotético, o verbo auxiliar deve ser conjugado no modo subjuntivo – “a necessidade de que o conhecimento e as relações sociais venham a ser recolocados em novos patamares de dinâmica interna”. Bons estudos para todos vocês. LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS. 01 - (AFRE MG/2005) O setor público não é feito apenas de filas, atrasos, burocracia, ineficiência e reclamações. A sétima edição do Prêmio de Gestão Pública, coordenado pelo Ministério do Planejamento, mostra que o serviço público federal também é capaz de oferecer serviços com qualidade de primeiro mundo. De 74 instituições públicas inscritas, 13 foram selecionadas por ter conseguido, ao longo dos anos, implantar e manter práticas e rotinas de gestão capazes de melhorar de forma crescente seus resultados, tornando-os referências nacionais. O perfil dos premiados mostra que o que está em questão não é tamanho, visibilidade ou importância estratégica, mas, sim, a capacidade de fazer com que as engrenagens da máquina funcionem de forma eficiente, constante e muito bem controlada. (Ilhas de Excelência. ISTOÉ, 2/3/2005, com adaptações) 35