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09/07/2014 1 RESSONÂNCIA MAGNÉTICA Protocolo de TORNOZELO, PÉ e ANTEPÉ Valdir Leandro Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Funções: •Receber o peso do corpo • Promover movimento •Promover equilíbrio •Ajustar o corpo à superfície Tal função é resultado da interação de articulações, tecidos conectivos e músculos. Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo O elo entre o corpo e a superfície sobre a qual se move. Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Composto de 28 ossos,34 articulações e 24 ligamentos: • 7 ossos do tarso (tálus, calcâneo, cubóide, navicular e os três cuneiformes); • 7 ossos do metatarso; • 14 falanges (três para cada um dos dedos, exceto para o hálux, que tem apenas duas). Anatomia do Tornozelo e Pé http://www.google.com.br/url?sa=i&source=images&cd=&cad=rja&docid=VbvgAiseKGW3wM&tbnid=lt39cqJX3I8UdM:&ved=0CAgQjRwwAA&url=http://casaesperanca.org.br/?p=209&ei=LLvEUdeiMoeX0QG26IGABQ&psig=AFQjCNGOqfyvNkJuCvLVh87o87d_klceFQ&ust=1371933868876058 09/07/2014 2 Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo DIVISÃO CLÍNICA DO ESQUELETO DO PÉ Clinicamente é dividido em três porções: • Retropé • Mediopé • Antepé. • Antepé (metatarsos e dedos) • Mediopé formado pelo navicular, o cubóide e três cuneiformes (medial, intermédio e lateral). • Retropé formado pelos ossos calcâneo e tálus. Essas três divisões (retropé, mediopé e antepé) são delimitadas por dois conjuntos articulares específicos: a articulação de Chopart e a articulação de Lisfranc. Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo As principais articulações do tornozelo SUBTALAR (TALOCALCÂNEA) TIBIOFIBULAR TALOCRURAL (TORNOZELO) 09/07/2014 3 Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo ARTICULAÇÃO DE CHOPART ARTICULAÇÃO DE LISFRANC Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Ligamentos do Tornozelo e Pé Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Ligamentos do Tornozelo e Pé 09/07/2014 4 Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Responsável pelos movimentos São classificados : Extrínsecos e Intrínsecos. Músculos: Extrínsecos • Origem abaixo do joelho e inserção no pé • Realizam os movimentos do tornozelo como dorsiflexão, plantiflexão, inversão e eversão • Atuarem na movimentação dos artelhos (dedos). Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Intrínsecos • Músculos que se originam abaixo da articulação do tornozelo podendo situar-se no planta ou no dorso do pé. • Realizam a movimentação dos artelhos. Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Movimentos São considerados TRIPLANARES: • Pronação – eversão + abdução + dorsiflexão • Supinação – inversão + adução + flexão plantar 09/07/2014 5 Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Movimentos do Tornozelo e Pé Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Arcos Plantares: São formados pelo ponto de apoio do pé, importante pela distribuição de peso adequado na planta do pé • Arco longitudinal medial • Arco longitudinal lateral • Arco transverso Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Patologias : Podem estar classificadas nas seguintes categorias: Adquiridas :por utilização de calçado inadequado, stress físico, ou pequenas alterações mecânicas no próprio pé. Patologia artrítica: que tipicamente envolve uma ou mais articulações. Patologias congénitas: do pé , que ocorrem à nascença e são geralmente herdadas. http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&docid=qwHJlL_JbzizZM&tbnid=0e_H9IoNGuaH8M:&ved=0CAUQjRw&url=http://www2.fm.usp.br/fofito/fisio/pessoal/isabel/biomecanicaonline/articulacoes/tornozelo.php&ei=D4WsU6mDAdXTsATyz4CwCQ&bvm=bv.69837884,d.cWc&psig=AFQjCNEM5tJxI8h1owFpequfWtAb4vawUw&ust=1403901403390473 09/07/2014 6 Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Patologias infecciosas do pé, causadas por bactérias, vírus, ou fungos. Neoplasias: também conhecidas como tumores, que resultam do crescimento anormal de tecido em qualquer local do pé e podem ser benignas ou malignas. Traumatismos: associados ao pé e tornozelo, tais como as fraturas Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Principais Patologias de Tornozelo e Pé • Torções • Rupturas de ligamentos • Bursites • Tendinites • Tenossinovites • Lesões degenerativas • Artrite • Fraturas • Osteonecroses • Esporão de calcanhar • Fasceite plantar • Metatarsalgias • Joanete • Dedos em garras • Unha encravadas • Neuromas • Sesamoidite • Fraturas de stress • Entre outras Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Principais exames de imagem: • Raio-x • Ultrasson • Tomografia • Cintilografia • Ressonância Magnética 09/07/2014 7 Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Indicações para Ressonância • Lesões dos ligamentos • Lesões osteocondrais • Alterações inflamatórias • Lesões degenerativas • Fraturas • Necroses • Neuromas • Artrites • Osteomielites • Tumores • Sinovites e Tenossinovites Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Bobinas: Bobina de Quadrantura Quadknee para joelho Quadankle para pé Quadfoot para tornozelo Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Bobinas: Bobinas de 8 canais( knee) 09/07/2014 8 Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Bobinas opcionais: 09/07/2014 9 Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Protocolo: TORNOZELO ( Médio e Retropé) Sequências: • Sagital T1 • Sagital T2 com Fat • Axiais T1 • Axial T2 com Fat • Coronal T2 com ou sem Fat • Cortes finos(quando necessário) • Obliquo DP (somente para tornozelo) • Sequências pós contraste com Fat (quando necessário) • Sequências Stir e Gradientes são opcionais Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Protocolos: Pé (Mediopé e Antepé) Sequências: Programaçãofeita em relação a anatomia • Sagital T1 • Sagital T2 com Fat • Axiais T1 • Axial T2 com Fat • Coronal T1 • Coronal T2 Com ou Sem Fat • Cortes finos(quando necessário) • Sequências Stir quando possuir metal implantado • Sequências pós contraste com Fat (sempre que possível ) Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo cortes: 10-12 Fov: 12 espessura: 3/0,5 Sagitais: programar a sequência angulada perpendicularmente à articulação tibiotársica, incluindo toda a articulação; Programação: Tornozelo 09/07/2014 10 Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Axiais: programar a sequência sob a imagem no plano sagital, incluindo fim da tíbia e fíbula até fáscia plantar e no coronal paralelamente à articulação tibiotársica Programação: Tornozelo cortes: 10-12 Fov: 12 espessura: 3/0,5 Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Coronais: programar a sequência no plano axial, angulando conforme os maléolos e no sagital do tendão calcâneo até ossos do tarso. cortes: 10-12 Fov: 12 espessura: 3/0,5 Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Programação: Tornozelo Coronal Obliquo cortes: 10-12 Fov: 12 espessura: 3/0,5 Programar a sequência sob a imagem sagital onde se possa localizar o tendão fibular e angular perpendicularmente à ele. 09/07/2014 11 Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo CORONAL OBLIQUO Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Plano Coronal Oblíquo: Ou ainda realizar angulação de 45 graus em relação ao plano plantar (linha azul pontilhada) Objetivo: avaliação da deflexão dos tendões flexores e fibulares na região retromaleolar Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo ANATOMIA RADIOLÓGICA 7, tendão flexor longo do hálux e flexor longo dos dedos 6 flexor curto dos dedos. 5, cuneiforme medial. 4 Navicular 3tendão tibial anterior 2 Tálus 1-tíbia 09/07/2014 12 Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Programação: Pé / Antepé Eixo longo (Axial do Pé): programar a sequência sob o eixo curto e sagital, paralelamente às falanges e aos metatarsos Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Programação: Pé / Antepé Eixo curto (Coronal do Pé): programar a sequência sob o eixo longo e sagital, perpendicularmente às falanges e aos metatarsos; Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Programação: Pé / Antepé Sagital: programar a sequência angulada paralelamente às falanges e aos metatarsos • DEDOS DO PÉ: Realizar protocolo de antepé, este sagital do antepé precisa pegar do 5º ao 2º dedo 09/07/2014 13 Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo • Axiais: programar a sequência sob a imagem no plano sagital e coronal, incluindo todo o hálux; • Coronais: programar a sequência angulada paralelamente à articulação metatarso falangiana no plano axial; • Sagitais: programar a sequência angulada perpendicular à articulação metatarso falangiana no plano axial Programação: Antepé para HÁLUX Programãção Hálux Programãção Hálux 09/07/2014 14 Programãção Hálux Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Alguns fatores podem prejudicar ou até mesmo impedir a realização do exame Paciente • Condições clinicas • Claustrofobia • Limitações do paciente Exame • Artefatos • Metal implantado • Bobina imprópria • Erro de programação • Parâmetros inadequado Considerações Técnicas: Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo O neuroma dos nervos digitais plantares ou Neuroma de Morton é um espessamento do nervo plantar que forma uma espécie de "massa". Sintomas: dor intensa no pé; sensação de formigamento ou de dormência no pé e nos dedos do pé; Sensação de choque entre o 3º e 4º dedo ou 2º e 3º dedo do pé. Neuroma de Morton Casos clinicos: 09/07/2014 15 Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Neuroma de Morton em uma paciente com dor ao nível da terceira articulação MTP irradiando para o dedo do pé. (a) imagem de RM ponderada em T1 coronal mostra uma grande massa, em forma de lágrima, com sinal intermediário no terceiro interespaço MTP ( setas). (b) Em uma imagem coronal gadolínio com supressão de gordura T1- weighted MR, a lesão demonstra realce difuso (setas). Neuroma de Morton Fraturas subcondrais com edema (realce da cabeça do segundo e terceiro metatarsos). Derrame articular nas articulações metatarsofalangeanas, com discreta sinovite reacional. Leves alterações degenerativas da primeira metatarsofalangeana e glenossesamoideanas. 09/07/2014 16 Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Rotura completa antiga do tendão calcâneo Tendão de calcâneo preservado, porém espesso Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo CONDROMA PERIOSTEAL • A lesão na articulação tibiotalar. A possibilidade de um condrossarcoma (invasor) • com padrão de realce periférico pelo meio de contraste Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo CONDROMA PERIOSTEAL 09/07/2014 17 Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 09/07/2014 18 Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Tromboflebite Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo XANTOMATOSES 09/07/2014 19 o que há de diferente nestas estruturas? Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Considerações Finais: • Ter como referência quais imagens fazem parte do protocolo para a realização do exame de antepé, mediopé e retropé; • Realizar mais de um localizador para melhor visualização da estrutura de interesse e melhor qualidade do exame; • O uso de marcadores se faz necessário para delimitar lesões e realizar um exame mais preciso; Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Considerações Finais: • Imagens adicionais podem ser realizadas pelo biomédico responsável ou à pedido médico. O posicionamento do cliente pode ser alterado de acordo com a necessidade clínica; • O uso de gadolínio, quando necessário, depende da função renal do cliente; • O bom senso deve sempre prevalecer ante a qualidade do exame e o bemestar do paciente; Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 09/07/2014 20 Artefatos METAL LIMITAÇÃO DA BOBINA Artefatos ARFATOS DE FLUXO SATURAÇÃO DE EXTREMIDADE Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Obrigado!!!!!!!!!!!!!!! Valdir Leandro do Nascimento e-mail: valdir.leandro@hc.fm.usp.br