Prévia do material em texto
29 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital POLÍCIA MILITAR DE PERNAMBUCO OFICIAL (PÓS-EDITAL) OPÇÃO: ESPANHOL 1º SIMULADO GABARITO OFICIAL 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 C B D E A E C A A C 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 D A E B D D B D A C 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 B A D C B C E A A D 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 A C D B D A A C D B 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 A B B B D D C D C C 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 D C E A E A E E C C 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 A A A C B D A D A E 31 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital PROVAS OBJETIVAS (BLOCOS I, II E III) Língua Portuguesa Fidelis Almeida � A ficção científica tende a confundir inteli- gência com consciência, e supõe que para se equipar ou suplantar a inteligência humana os computadores terão de desenvolver consciên- cia. O enredo básico de quase todos os filmes e livros sobre IA1 gira em torno do momento mágico no qual um computador ou robô ganha consciência. Tendo acontecido isso, ou o he- rói humano se apaixona pelo robô, ou o robô tenta matar todos os humanos, ou ambas as coisas acontecem simultaneamente. � Porém na realidade não há motivo para supor que a inteligência artificial vá desenvol- ver consciência, porque inteligência e consci- ência são coisas muito diferentes. Inteligência é a aptidão para resolver problemas. Consci- ência é a aptidão para sentir coisas como dor, alegria, amor e raiva. Tendemos a confundir os dois porque nos humanos e nos outros mamí- feros a inteligência anda de mãos dadas com a consciência. Mamíferos resolvem a maioria dos problemas sentindo coisas. Computado- res, no entanto, resolvem problemas de ma- neira muito diversa. � Há vários caminhos diferentes que le- vam a uma grande inteligência, e apenas al- guns desses caminhos envolvem a tomada de consciência. Assim como os aviões voam mais rápido que aves sem jamais desenvolver penas, também os computadores podem re- solver problemas muito melhor do que mamí- feros sem jamais desenvolver sentimentos. É verdade que a IA terá de analisar sentimentos humanos com muita precisão para ser capaz de tratar doenças humanas, identificar terro- ristas humanos, recomendar parceiros huma- nos e percorrer uma rua cheia de pedestres humanos. Mas poderia fazer isso sem ter sen- timentos próprios. Um algoritmo não precisa sentir alegria, raiva ou medo para reconhecer os diferentes padrões bioquímicos de maca- cos alegres, irados ou assustados. � HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. 1. Inteligência artificial 1 Com base no texto, é correto afirmar que (A) a ficção científica apresenta uma visão re- alista da inteligência artificial, pois antecipa seu desenvolvimento futuro. (B) a inteligência artificial, para ser genuinamen- te eficaz, deve necessariamente simular a consciência humana. (C) a ficção científica incorretamente iguala inte- ligência com consciência, um equívoco não observado na inteligência artificial real. (D) a consciência é um subproduto inevitável do avanço da inteligência artificial, conforme re- tratado na ficção científica. (E) a ficção científica e a realidade da inteligên- cia artificial estão alinhadas quanto à neces- sidade de emoções para a resolução de pro- blemas complexos. Letra c. Assunto abordado: Compreensão e interpre- tação de textos. (A) Errada. O autor critica a representação da inteligência artificial na ficção científica, não a endossa como realista. (B) Errada. O texto destaca que inteligência e consciência são distintas, e a última não é es- sencial para a eficácia da inteligência artificial. (C) Certa. O texto distingue claramente entre essas duas noções, pois argumenta que, na re- alidade, a IA pode ser altamente inteligente sem necessariamente desenvolver consciência, uma nuance que é frequentemente mal-interpretada ou simplificada em obras de ficção científica. (D) Errada. O texto sugere que a consciência não é um resultado necessário do desenvolvi- mento da inteligência artificial. (E) Errada. O texto argumenta exatamente o oposto, que a inteligência artificial pode resolver problemas complexos sem que tenha emoções. 32 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 2 Considerando-se as ideias apresentadas no texto, a visão adequada sobre o futuro desen- volvimento da inteligência artificial em relação à consciência é apresentada em: (A) A inteligência artificial evoluirá para formas que replicam a consciência humana, tornan- do-se indistinguível dos seres humanos. (B) A distinção entre inteligência e consciência na inteligência artificial indica que futuros avanços enfatizarão habilidades analíticas, separadas das emoções humanas. (C) A inteligência artificial, ao desenvolver cons- ciência, será capaz de superar a inteligência humana em todos os aspectos. (D) O desenvolvimento da consciência é um marco crítico na jornada para criar inteligên- cia artificial verdadeiramente autônoma e autoconsciente. (E) A evolução da inteligência artificial depen- derá da sua capacidade de experienciar e expressar emoções humanas. Letra b. Assunto abordado: Compreensão e interpre- tação de textos. (A) Errada. O texto não apoia a ideia de que a inteligência artificial necessariamente evoluirá para replicar a consciência humana. (B) Certa. O texto indica que a inteligência ar- tificial pode evoluir e aprimorar suas habilida- des analíticas de resolução de problemas, sem necessariamente desenvolver ou incorporar a consciência, que está associada às emoções humanas. Isso reflete a ideia do texto de que in- teligência e consciência são entidades distintas. (C) Errada. O texto não sugere que a inteligên- cia artificial superará a inteligência humana em todos os aspectos devido ao desenvolvimento de consciência. (D) Errada. O texto indica que o desenvolvimen- to da consciência não é um marco crítico para a inteligência artificial. (E) Errada. O texto indica que a inteligência arti- ficial pode avançar sem necessariamente expe- rienciar ou expressar emoções humanas. 3 A tipologia textual predominante no texto é a (A) narrativa, pois relata eventos fictícios e reais envolvendo inteligência artificial e humanos. (B) descritiva, visto que caracteriza detalha- damente as diferenças entre inteligência e consciência. (C) expositiva, porque apresenta informações e conceitos relacionados à inteligência artifi- cial e sua representação na ficção científica. (D) argumentativa, uma vez que defende um ponto de vista sobre a relação entre inteli- gência artificial e consciência. (E) injuntiva, porquanto apresenta orientações ou procedimentos sobre o uso ou compre- ensão da inteligência artificial. Letra d. Assunto abordado: Tipologias textuais. (A) Errada. O texto não segue uma estrutura narrativa com personagens, enredo e desenvol- vimento de uma história. Embora mencione en- redos de ficção científica, o foco não é narrá-los, mas discutir conceitos. (B) Errada. Embora o texto descreva a diferença entre inteligência e consciência, não se concen- tra principalmente em detalhar suas caracterís- ticas ou qualidades, as quais são típicas de tex- tos descritivos. (C) Errada. O texto não apresenta informações e conceitos sobre a inteligência artificial, mas sim a defesa de um argumento, o que o torna predominantemente argumentativo. (D) Certa. O texto apresenta e defende uma po- sição específica sobre a relação entre inteligên- cia e consciência na inteligência artificial e criti- ca a representação comum na ficção científica. O autor usa argumentos e comparações para persuadir o leitor, características fundamentais de um texto argumentativo. (E) Errada. O texto não fornece instruções, co- mandos ou orientações, que são característicos de textos injuntivos. Seu objetivo não é instruir o leitor sobre como fazer algo, mas apresentar e sustentar um ponto de vista. 33 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 4 No períodoNeste caso, a alternativa torna-se errada ao afirmar que tipicidade e imperativi- dade são princípios da administração pública. Nesse sentido, deve-se destacar que tipicidade e imperatividade não são princípios, mas sim atributos dos atos administrativos. (D) Errada. Neste caso, a alternativa torna-se errada ao afirmar que presunção de legalidade é um dos princípios da administração pública. Nesse sentido, deve-se destacar que presun- ção de legalidade não é um princípio da admi- nistração pública, mas sim um atributo dos atos administrativos. (E) Errada. Neste caso, a alternativa torna-se errada ao afirmar que continuidade é um prin- cípio da administração pública. Nesse sentido, vale ressaltar que os princípios expressos es- tão contidos no artigo 37 da Constituição Fede- ral. Vejamos: Art. 37. A administração pública direta e indi- reta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (...) Direito Penal Sérgio Bautzer 41 Assinale a alternativa incorreta. (A) O juiz, de ofício, a requerimento do Ministé- rio Público ou do assistente de acusação, ou mediante representação da autoridade de polícia judiciária, poderá decretar, no curso do inquérito ou da ação penal, a apreensão e outras medidas assecuratórias nos casos em que haja suspeita de que os bens, di- reitos ou valores sejam produto do crime ou constituam proveito dos crimes previstos na Lei de Drogas, observando o Código de Pro- cesso Penal no que se refere à matéria. (B) Segundo a Lei de Drogas, há dois tipos de internação: a voluntária e a involuntária, que foram incluídas no bojo da norma, por conta de recente alteração legislativa. A internação involuntária, que não é uma espécie de san- ção penal, e é definida como aquela que se dá, sem o consentimento do dependente, a pedido de familiar ou do responsável legal ou, na absoluta falta deste, de servidor pú- blico da área de saúde, da assistência social ou dos órgãos públicos integrantes do Sis- nad, com exceção de servidores da área de segurança pública, que constate a existên- cia de motivos que justifiquem a medida. (C) Incorre nas mesmas penas do crime de tráfi- co de drogas, previsto no art. 33, cabeça, da Lei n. 11.343/2006, quem vende substância entorpecente a agente policial disfarçado, quando presentes elementos probatórios ra- zoáveis de conduta criminal preexistente. (D) Segundo a jurisprudência pacífica do STJ e do STF, são inaplicáveis a transação penal e o “sursis” processual nos crimes ou contra- venções penais praticados contra a mulher no âmbito das relações domésticas. (E) A conduta de destruir, inutilizar ou deteriorar o patrimônio do município de Recife configu- ra o crime de dano qualificado. Letra a. Assunto abordado: Leis penais especiais. Di- reito Penal. Jurisprudência do STJ e do STF. A assertiva está errada, uma vez que o art. 60 da Lei de Drogas foi alterado, não permitindo que o magistrado decrete de ofício as medidas 55 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital assecuratórias, ou seja, sem provocação dos le- gitimados, respeitando assim os modernos prin- cípios que regem o processo penal. 42 Assinale a alternativa incorreta. (A) Os crimes contra a dignidade sexual, pre- vistos no Código Penal, são de ação penal pública incondicionada. (B) Não viola orientação do STJ a manutenção da prisão de acusado que vem a receber medida de segurança de internação ao final do processo, ainda que se alegue ausência de vagas em hospitais adequados à realiza- ção do tratamento. (C) O fato de a vítima ser uma celebridade não afasta a competência do Juizado de Violên- cia Doméstica e Familiar contra a Mulher para processar e julgar o delito, segundo orientação do STJ. (D) A ação penal relativa ao crime de injúria em situação de violência doméstica contra a mulher é exclusivamente privada, também chamada de privada propriamente dita. (E) O crime de pichação é uma infração penal de menor potencial ofensivo e está prevista na Lei dos Crimes Ambientais. Letra b. Assunto abordado: Leis penais especiais. Di- reito Penal. A alternativa está em desacordo com o enten- dimento do Superior Tribunal de Justiça. Ver: STJ. 6ª Turma. RHC 38499-SP, Rel. Min. Maria Thereza De Assis Moura, julgado em 11/3/2014 (Info 537). O criminoso que é considerado inim- putável não pode permanecer no mesmo es- tabelecimento prisional com aqueles que pos- suem condições de entender o caráter ilícito do fato e de se determinar de acordo com esse entendimento. 43 Aponte a alternativa incorreta. (A) O crime de omissão na cautela da guarda de arma de fogo, previsto no art. 13, cabeça, do Estatuto do Desarmamento, é delito de me- nor potencial ofensivo, uma vez que a pena máxima é igual a 2 anos. (B) O crime de porte de arma de fogo, seja de uso permitido ou restrito, na modalidade transportar, não admite participação. (C) Configura crime o porte ilegal de arma de fogo ou de arma de fogo de uso restrito com registro de cautela vencido. (D) É possível a utilização do agente de polícia disfarçado na investigação do crime de co- mércio ilegal de arma de fogo, desde o ad- vento da Lei Anticrime. (E) Ceder, ainda que gratuitamente, ocultar ou transportar arma de fogo de uso permitido, sem autorização ou em desacordo com de- terminação legal ou regulamentar, configura crime de porte ilegal de arma de fogo. Letra b. Assunto abordado: Estatuto do De- sarmamento. A alternativa viola orientação do STJ em relação ao assunto. VER: 6ª Turma. REsp 1.887.992- PR, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 07/12/2021 (Info 721). O crime de porte de arma de fogo, seja de uso permitido ou restrito, na modalidade transportar, admite coautoria ou participação. 56 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 44 Aponte a alternativa incorreta. (A) Tanto o STF como o STJ afastaram do or- denamento jurídico, em matéria de crimes ambientais, a aplicação da Teoria da Dupla Imputação, também chamada de Teoria das Imputações Paralelas, ou seja, não é neces- sário que as pessoas física e jurídica sejam investigadas ou processadas ao mesmo tempo pela prática de crime ambiental. (B) Segundo o STF, o crime de lesão corporal culposa em decorrência de acidente de trân- sito não absorve a conduta de se dirigir com habilitação vencida. (C) Segundo a jurisprudência pacífica do STJ, a apresentação de CRLV falso para policial ro- doviário federal é crime de competência da Justiça Federal. (D) O crime de extorsão mediante sequestro é hediondo tanto em sua forma simples como na forma qualificada. (E) A Lei dos Crimes Hediondos prevê em seu bojo uma forma de delação premiada. Letra b. Assunto abordado: Jurisprudência dos tri- bunais superiores. Direito Penal. Leis penais especiais. Vejamos julgado do STF: “Habeas corpus. 2. Código de Trânsito Brasilei- ro. Direção sem habilitação, art. 309; e, lesão corporal, art. 303. 3. Incidência do princípio da consunção. O crime de dirigir sem habilitação é absorvido pelo delito de lesão corporal 4. Pre- cedentes de ambas as turmas. 5. Falta de re- presentação da vítima 6. Ordem concedida para restabelecer a decisão de primeiro grau, que re- jeitou a denúncia. (HC 128921, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 25/08/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 180 DIVULG 10-09-2015 PUBLIC 11-09-2015).” 45 Aponte a alternativa incorreta. (A) O STJ entendeu que a importação de pou- cas sementes de maconha não é suficiente para enquadrar o autor da conduta nos cri- mes previstos na Lei de Drogas e reconhe- ceu a atipicidade da conduta. (B) O crime de injúria racial é imprescritível, ina- fiançável e punido com pena de reclusão. (C) Configura crime de tortura submeter alguém sob sua autoridade, com emprego de violên- cia ou grave ameaça, causando sofrimento físico ou mental, a castigo pessoal ou me-dida de caráter preventivo, e não crime de abuso de autoridade. (D) A Nova Lei de Abuso de Autoridade prevê em seu bojo o crime de violência arbitrária. (E) É cabível o princípio da insignificância nos crimes ambientais. Letra d. Assunto abordado: Jurisprudência dos tri- bunais superiores. Direito Penal. Leis penais especiais. O crime de violência arbitrária está previsto no art. 322 do CP. É um erro crasso, muitas vezes causado pela leitura de notícias em veículos mi- diáticos, que insistem em “classificar” tal delito como abuso de autoridade. 57 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital Direito Processual Penal Marcelo Macintyre 46 Assinale a alternativa correta. (A) O regime da fiança no Código de Proces- so Penal dispõe que a concessão de fian- ça é ato exclusivo da autoridade judicial, visto que implica decisão sobre a liberdade da pessoa. (B) A autoridade policial somente poderá con- ceder fiança no caso de crimes patrimoniais cuja pena privativa de liberdade mínima seja inferior a 4 anos. (C) A autoridade policial, para determinar o valor da fiança, terá em consideração a natureza da infração, as condições pessoais de fortu- na e vida pregressa do acusado e as circuns- tâncias indicativas de sua culpabilidade. (D) A fiança pode ser prestada em qualquer mo- mento processual, enquanto não transitar em julgado a sentença penal condenatória, e somente será concedida, pelo juiz, após prévia manifestação do Ministério Público. (E) Constituem-se infrações de menor poten- cial ofensivo as contravenções penais e os crimes cuja pena privativa de liberdade não exceda a dois anos ou aos quais, qual- quer que seja a pena privativa de liberdade prevista, seja alternativamente cominada pena de multa. Letra d. Assunto abordado: Liberdade provisória. (A) Errada. Não apenas o juiz, mas também a autoridade policial poderá arbitrar a fiança, des- de que atenda aos requisitos. A autoridade po- licial somente poderá conceder fiança nos ca- sos de infração cuja pena privativa de liberdade máxima não seja superior a 4 (quatro) anos; nos demais casos, a fiança será requerida ao juiz, que decidirá em 48 (quarenta e oito) horas, de acordo com o art. 322 CPP, caput e pará- grafo único. (B) Errada. CPP. Art. 322. A autoridade policial SO- MENTE poderá conceder fiança nos casos de infração cuja pena privativa de liberdade máxima não seja superior a 4 anos. Parágrafo único. Nos demais casos, a fiança será requerida ao juiz, que decidirá em 48 (quarenta e oito) horas. (Grifos nossos.) A fiança poderá ser prestada enquan- to não transitar em julgado a sentença condenatória. (C) Errada. CPP. Art. 326. Para determinar o valor da fiança, a autoridade terá em consideração a natureza da infração, as condições pessoais de fortuna e vida pregressa do acusado, as circunstâncias indicativas de sua periculosi- dade, bem como a importância provável das custas do processo, até final julgamento. (D) Certa. CPP. Art. 333. Depois de prestada a fian- ça, que será concedida independentemente de audiência do Ministério Público, este terá vista do processo a fim de requerer o que jul- gar conveniente. (E) Errada. Lei n. 9.099/1995. Art. 61. Consideram-se in- frações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumula- da ou não com multa. 58 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 47 Com relação à competência em matéria pro- cessual penal, marque a alternativa correta. (A) É da competência da Justiça Federal o pro- cesso e julgamento dos crimes de tráfico in- ternacional de drogas, sendo considerados motivos suficientes para o deslocamento da competência para a Justiça Federal o fato de um dos corréus ser estrangeiro e (ou) a eventual origem externa da droga. (B) A competência da Justiça Federal é resi- dual em relação à competência da Justi- ça Estadual. (C) O julgamento de crime de roubo seguido de morte praticado por pessoa sem foro privile- giado contra órgão público federal é da com- petência do juiz singular da Justiça Federal. (D) Compete à Justiça Federal o julgamento de contravenções praticadas em detrimento de interesses da União, quando elas forem co- nexas aos crimes de sua competência. (E) Processo e julgamento dos crimes cone- xos de competência federal, eleitoral e es- tadual compete à Justiça Federal, uma vez que prevalece a justiça especial em rela- ção à comum. Letra c. Assunto abordado: Competência em matéria processual penal. (A) Errada. 26/04/2011 PRIMEIRA TURMA. HA- BEAS CORPUS 103.945 SÃO PAULO. RELATOR: MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S): JORGE EVANGELISTA DE QUADROS. IMPTE.(S): HÉCTOR LUIZ BORECKI CARRILLO. COATOR(A/S)(ES): SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EMENTA: Habeas corpus. Processual Penal. Tráfico ilícito de entorpecentes. Alegação de caracterização da transnacionalidade do delito. Dilação probatória. Inadequação da via eleita. Prisão em flagrante mantida na sentença conde- natória. Direito de apelar em liberdade. Funda- mentação idônea. Precedentes. Writ denegado. 1. Compete à Justiça Federal o julgamento dos crimes de tráfico internacional de drogas. Entre- tanto, nem o simples fato de alguns corréus serem estrangeiros, nem a eventual origem externa da droga, são motivos suficientes para o deslocamento da competência para a Justi- ça Federal. (B) Errada. A Justiça Estadual é que é residual em relação à Justiça Federal, sendo da compe- tência desta as hipóteses previstas no art. 109 da Constituição Federal. (C) Certa. CF/1988. Art. 109. Aos juízes federais com- pete processar e julgar: (...) IV – os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competên- cia da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral. Súmula n. 603 do STF – A competência para o processo e julgamento de latrocínio é do juiz singular e não do tribunal do júri. (D) Errada. A conexão entre crime federal e con- travenção penal enseja cisão de competência (separação), com a Justiça Federal julgando o crime, e a Estadual, a contravenção. Sendo assim, como regra, a competência para o jul- gamento das contravenções é da Justiça Esta- dual, sendo exceções as contravenções pratica- das pelos detentores de foro na Justiça Federal e as contravenções praticadas com ofensa a direitos e interesses indígenas. (E) Errada. A Justiça Federal não é justiça es- pecial, mas sim comum. A Justiça Eleitoral sim, é especial. 59 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 48 Em relação ao Direito Processual Penal e às súmulas do Supremo Tribunal Federal – STF, pode-se afirmar: (A) É possível o desaforamento de processo da competência do júri sem a audiência da de- fesa quando, fundada em assertivas do juiz, a decisão for motivada no interesse da or- dem pública. (B) Consoante jurisprudência do STJ, não se admite, a despeito da inteligibilidade dos fundamentos, que a autoridade judiciária in- tegrante de tribunal de apelação, ao profe- rir voto, reporte-se a sentença ou a parecer ministerial. (C) Enunciado de súmula do STF define como absoluta a nulidade tanto por ausência quanto por deficiência de defesa. (D) A gravação de conversa telefônica por um dos interlocutores não é considerada inter- ceptação telefônica, ainda que tenha sido feita com a ajuda de um repórter, pois, nes- se caso, a gravação é clandestina, mas não ilícita, nem ilícito é seu uso, em particular como meio de prova. (E) A analogia é aplicável somente em caso de lacuna involuntária da lei, ainda que não haja real semelhança entre o caso previsto e o não previsto. Letra d. Assunto abordado: Súmulas, jurisprudência dominante dos Tribunais Superiores e legisla- ção relacionada com os temas. (A) Errada. Súmula 712 – STF: É nula a de- cisão que determinao desaforamento de pro- cesso da competência do júri sem audiência da defesa. (B) Errada. HABEAS CORPUS. ROUBO CIR- CUNSTANCIADO. ARGUIÇÃO DE NULIDADE POR FALTADE FUNDAMENTAÇÃO. ACÓR- DÃO QUE ADOTA COMO RAZÕES DE DECI- DIR MOTIVAÇÃOCONTIDA NA SENTENÇA DE PRIMEIRO GRAU E EM PARECER DO MINIS- TÉRIOPÚBLICO. EIVA RECONHECIDA. PRI- SÃO. RELAXAMENTO. NEGATIVA DE APELA- REM LIBERDADE. MANUTENÇÃO. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. Não se desconhece a existência de inúme- ros julgados, tanto desta Corte Superior, quan- to do Supremo Tribunal Federal, que afastam a alegação de nulidade pela suposta ofensa ao artigo 93, inciso X, da Constituição Federal, quando a autoridade judiciária, ao fundamentar sua decisão, reporta-se à sentença ou ao pare- cer ministerial. 2. Contudo, conquanto se admita que o magis- trado reenvie a fundamentação de seu decisum a outra peça constante do processo, e ainda que se permita que a motivação dos julgados seja sucinta, deve-se garantir, tanto às partes do processo, quanto à sociedade em geral, a possibilidade de ter acesso e de compreender as razões pelas quais determinada decisão foi tomada. 3. Na hipótese dos autos, o julgado colegia- do não atende ao comando constitucional, porquanto não apresenta de forma mínima os fundamentos que ensejaram a negativa de pro- vimento do apelo interposto pela defesa do pa- ciente, de modo que o reconhecimento de sua nulidade é medida que se impõe. 4. Ainda que esta Corte anule o julgamento do recurso de apelação interposto, o paciente res- tou, a princípio, condenado em primeira instân- cia, tendo a sentença lhe negado o direito de apelar em liberdade, razão pela qual nessa con- dição deve aguardar o novo julgamento de seu inconformismo, mesmo porque não se vislumbra notícias quanto à existência de ato coator oriun- do do Segundo Grau quanto a este aspecto. 5. Ordem parcialmente concedida, nos termos do voto do Relator. (STJ. Quinta Turma. 188679 SP 2010/0197981-1, Rel: Ministro JORGE MUSSI, Julgamento: 27/09/2011, Publicação: DJe 28/10/2011.) (C) Errada. A assertiva infere que enunciado da súmula do STF define como absoluta a nulida- de tanto por ausência quanto por deficiência de defesa. Ocorre que a Súmula 523 em ques- tão na verdade faz uma distinção entre a nulida- de quanto à ausência de defesa, que é absolu- ta, e a nulidade quanto à deficiência de defesa, que é relativa, isto é, exige a demonstração do prejuízo para que o ato possa ser anulado. Súmula 523 do STF: no processo penal, a fal- ta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu. (D) Certa. STF - HC 80949 / RJ - RIO DE JANEI- RO: "(...) IV. Escuta gravada da comunicação telefônica com terceiro, que conteria evidência 60 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital de quadrilha que integrariam: ilicitude, nas cir- cunstâncias, com relação a ambos os interlocu- tores. 5. A hipótese não configura a gravação da conversa telefônica própria por um dos interlo- cutores – cujo uso como prova o STF, em dadas circunstâncias, tem julgado lícito (...)". (E) Errada. A analogia é aplicável somente em caso de lacuna involuntária da lei, ainda que não haja real semelhança entre o caso previsto e o não previsto. Fundamentação: no dizer do Dr. Flávio Fenoglio Guimarães, “analogia é uma forma de auto-integração do direito (ou norma), funcionando como mecanismo de preenchimen- to das lacunas da lei”. No dizer de Franco Mon- toro, é essencialmente o raciocínio pelo qual passamos de um ou mais casos particulares para outro caso particular. Ainda, segundo Bet- tiol, consiste na extensão de uma norma jurídica de um caso previsto com fundamento na seme- lhança entre os dois casos, porque o princípio informador da norma que deve ser estendida abraça em si também o caso não expressamen- te nem implicitamente previsto. 49 Com relação ao inquérito policial, marque a al- ternativa correta. (A) Tem-se o arquivamento implícito quando o juiz, em virtude do não oferecimento de denúncia pelo Ministério Público, funda- mentado em razões de incompetência da autoridade jurisdicional, recebe tal manifes- tação como se tratasse de um pedido de ar- quivamento. (B) O inquérito policial não deve conter, para a garantia da preservação do princípio da não culpabilidade, informações relativas à vida pregressa do indiciado, sob o ponto de vista individual, familiar ou social. (C) O IP acompanhará a denúncia ou queixa, sempre que servir de base a uma ou outra. (D) Para verificar a possibilidade de a infração ter sido praticada de determinado modo, a auto- ridade policial poderá proceder à reprodução simulada dos fatos, ainda que esta contrarie a moralidade ou a ordem pública, tendo em vista o princípio da obrigatoriedade. (E) É vedada a requisição de diligências pelo indiciado em inquérito policial, por ser provi- dência a cargo exclusivo dos órgãos de per- secução penal. Letra c. Assunto abordado: Inquérito policial. (A) Errada. Entende-se por arquivamento im- plícito o fenômeno verificado quando titular da ação penal pública deixa de incluir na denúncia algum fato investigado ou algum dos indiciados, sem justificação ou expressa manifestação des- te procedimento, sendo que esse arquivamento irá se consumar quando o juiz não se pronun- ciar com relação aos fatos omitidos na peça de acusação. (Essa forma de arquivamento não é aceita pelo nosso ordenamento jurídico). O ar- quivamento indireto ocorre quando o Ministé- rio Público declina explicitamente da atribuição de oferecer a denúncia por entender que o juiz/ próprio Ministério Público são incompetentes para aquela ação penal, e o juiz acata a opinião e determina a remessa ao juiz competente ou, discordando, aplica o previsto no art. 28 do CPP. (B) Errada. CPP. Art. 6º, IX – averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o ponto de vista individual, familiar e social, sua condição econômica, sua atitude e estado de ânimo antes e depois do crime e durante ele, e quaisquer outros elementos que contribuírem para a aprecia- ção do seu temperamento e caráter. (C) Certa. CPP. Art. 12. O inquérito policial acompanha- rá a denúncia ou queixa, sempre que servir de base a uma ou outra. (D) Errada. CPP, Art. 7º Para verificar a possibilidade de haver a infração sido praticada de determina- do modo, a autoridade policial poderá proce- der à reprodução simulada dos fatos, desde que esta não contrarie a moralidade ou a ordem pública. (Grifos nossos.) 61 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital (E) Errada. CPP. Art. 14. O ofendido, ou seu represen- tante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer diligência, que será realizada, ou não, a juízo da autoridade. 50 Com relação ao acordo de não persecução pe- nal, marque a alternativa correta. (A) Não sendo caso de arquivamento e ten- do o investigado confessado formal e cir- cunstancialmente a prática de infração pe- nal sem violência ou grave ameaça e com pena mínima superior a 4 (quatro) anos, o Ministério Público poderá propor acordo de não persecução penal, desde que necessá- rio e suficiente para reprovação e preven- ção do crime. (B) Não se admitirá o acordo de não persecu- ção penal nos casos em que for cabível a suspensão condicional do processo, nos ter- mos da lei. (C) É possível a renúncia voluntária a bens e direitos indicados pelo Ministério Público como instrumentos, produto ou proveito do crime, como condição para a celebração do acordo de não persecução penal. (D) Para celebrar o acordo de não persecução penal, o investigado deverá confessar formal e judicialmente a prática de infração penal. (E) Em se tratando de cumprimento das con- dições impostas em ANPP, a competência para a sua execução é do juízo do atual do- micílio do investigado, em qualquer hipótese. Letra c. Assunto abordado: Acordo de não perse- cução penal. (A) Errada. O acordo de não persecução penal está previsto para infraçõespenais com pena mínima inferior a 4 (quatro) anos, e não supe- rior, como mencionado. (B) Errada. Art. 18, §1º Não se admitirá a proposta nos casos em que: (Redação dada pela Resolu- ção n° 183, de 24 de janeiro de 2018) I – for cabível a transação penal, nos termos da lei; (Redação dada pela Resolução n° 183, de 24 de janeiro de 2018) II – o dano causado for superior a vinte sa- lários mínimos ou a parâmetro econômico diverso definido pelo respectivo órgão de re- visão, nos termos da regulamentação local; (Redação dada pela Resolução n° 183, de 24 de janeiro de 2018) III – o investigado incorra em alguma das hi- póteses previstas no art. 76, § 2º, da Lei no 9.099/95; (Redação dada pela Resolução n° 183, de 24 de janeiro de 2018) IV – o aguardo para o cumprimento do acor- do possa acarretar a prescrição da pretensão punitiva estatal; (Redação dada pela Resolu- ção n° 183, de 24 de janeiro de 2018) V – o delito for hediondo ou equiparado e nos casos de incidência da Lei no 11.340, de 7 de agosto de 2006; (Redação dada pela Resolu- ção n° 183, de 24 de janeiro de 2018) VI – a celebração do acordo não atender ao que seja necessário e suficiente para a repro- vação e prevenção do crime. (Redação dada pela Resolução n° 183, de 24 de janeiro de 2018) (Grifos nossos.) (C) Certa. Resumo sobre o Acordo de Não Perse- cução Penal Requisitos: • Infração Penal com pena MÍNIMA INFE- RIOR a 4 anos; • Infração sem violência ou grave amea- ça à pessoa; • Investigado ter confessado formal e cir- cunstancialmente; • Deve-se mostrar necessário e suficiente para a reprovação e prevenção do crime; • Não ser caso de arquivamento. Condições → cumulativas ou alternativas, de acordo com as circunstâncias do caso: • Reparação do dano à vítima (salvo impossibi- lidade de fazê-lo); • Renúncia voluntária a bens e direitos que sejam instrumentos, produtos ou proveitos do crime; • Prestar serviços à comunidade ou a entidades públicas por período correspondente à pena 62 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital mínima cominada ao delito → diminuída de 1/3 a 2/3; • Pagar prestação pecuniária; • Cumprir por prazo determinado outra condição indicada pelo MP. Vedações: • Se for cabível transação penal; • Se for REINCIDENTE ou se houver conduta criminal habitual, reiterada ou profissional; • Se foi beneficiado nos últimos 5 anos com acordo de não persecução penal, transação pe- nal ou sursis processual; • Crimes no âmbito de violência doméstica ou familiar; • Crimes contra a mulher em razão do sexo feminino. (D) Errada. Art. 28-A. Não sendo caso de arquivamen- to e tendo o investigado confessado formal e circunstancialmente a prática de infração penal (....) (Grifos nossos.) (E) Errada. Traz o STJ que a competência para execução do acordo de não persecução pe- nal é do juízo que o homologou. Caso o ape- nado resida em outra comarca, o juiz compe- tente poderá transferir ao juízo daquele local apenas os atos processuais e de fiscalização. Em se tratando de cumprimento das condições impostas em ANPP, a competência para a sua execução é do juízo que o homologou, o qual poderá deprecar a fiscalização do cumprimento do ajuste e a prática de atos processuais para o atual domicílio do Apenado. STJ. 3ª Seção. CC 192158-MT, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 09/11/2022 (INFO 757). Direitos e Garantias Fundamentais Rafael de Oliveira 51 Assinale a alternativa que está em desacordo com a DUDH. (A) Toda a pessoa tem direito, em plena igual- dade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal inde- pendente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qual- quer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida. (B) Toda a pessoa acusada de um ato delituoso presume-se inocente até que a sua culpabi- lidade fique legalmente provada no decurso de um processo público em que todas as garantias necessárias de defesa lhe sejam asseguradas. (C) Ninguém será condenado por ações ou omissões que, no momento da sua práti- ca, não constituíam ato delituoso à face do direito interno ou internacional. Do mesmo modo, não será infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o ato delituoso foi cometido. (D) Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida pública, na sua família, no seu do- micílio ou na sua correspondência, nem ata- ques à sua honra e reputação. (E) Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito à proteção da lei. Letra d. Assunto abordado: Declaração Universal dos Direitos Humanos. Artigo 10º Toda a pessoa tem direito, em plena igual- dade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal inde- pendente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qual- quer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida. Artigo 11º 1. Toda a pessoa acusada de um ato delitu- oso presume-se inocente até que a sua cul- pabilidade fique legalmente provada no de- curso de um processo público em que todas 63 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital as garantias necessárias de defesa lhe sejam asseguradas. 2. Ninguém será condenado por ações ou omissões que, no momento da sua prática, não constituíam ato delituoso à face do direi- to interno ou internacional. Do mesmo modo, não será infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o ato delituoso foi cometido. Artigo 12º Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu do- micílio ou na sua correspondência, nem ata- ques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito à proteção da lei. 52 Sobre o ECA, estatuto da criança e do adoles- cente, analise os itens seguintes e assinale a alternativa correta. I) A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata essa Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvi- mento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. II) Os direitos enunciados nessa Lei aplicam-se a todas as crianças e adolescentes, sem discri- minação de nascimento, situação familiar, ida- de, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença, deficiência, condição pessoal de desenvolvi- mento e aprendizagem, condição econômica, ambiente social, região e local de moradia ou outra condição que diferencie as pessoas, as famílias ou a comunidade em que vivem. III) É dever da família, da comunidade, da so- ciedade em geral e do poder público asse- gurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à ali- mentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. (A) Somente o item I está correto. (B) Somente o item II está correto. (C) Todos os itens estão corretos. (D) Nenhum item está correto. (E) Somente o item III está correto. Letra c. Assunto abordado: Lei n. 8.069/1990. Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando- -se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, mo- ral, espiritual e social, em condições de liber- dade e de dignidade. Parágrafo único. Os direitos enunciados nes- ta Lei aplicam-se a todas as crianças e ado- lescentes, sem discriminação de nascimento, situação familiar, idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença, deficiência, condição pessoal de desenvolvimento e aprendiza- gem, condição econômica, ambiente social, região e local de moradia ou outra condição que diferencie as pessoas, as famílias ou a comunidade em que vivem.(Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público asse- gurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à ali- mentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência fami- liar e comunitária. 64 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 53 Sobre a Lei de Inclusão da Pessoa com Defici- ência, assinale a alternativa incorreta. (A) Pessoa com mobilidade reduzida: aquela que tenha, por qualquer motivo, dificuldade de movimentação, permanente ou temporá- ria, gerando redução efetiva da mobilidade, da flexibilidade, da coordenação motora ou da percepção, incluindo idoso, gestante, lac- tante, pessoa com criança de colo e obeso. (B) Residências inclusivas: unidades de oferta do Serviço de Acolhimento do Sistema Úni- co de Assistência Social (Suas) localizadas em áreas residenciais da comunidade, com estruturas adequadas, que possam contar com apoio psicossocial para o atendimento das necessidades da pessoa acolhida, des- tinadas a jovens e adultos com deficiência, em situação de dependência, que não dis- põem de condições de autossustentabili- dade e com vínculos familiares fragilizados ou rompidos. (C) Moradia para a vida independente da pes- soa com deficiência: moradia com estruturas adequadas capazes de proporcionar servi- ços de apoio coletivos e individualizados que respeitem e ampliem o grau de autono- mia de jovens e adultos com deficiência. (D) Atendente pessoal: pessoa, membro ou não da família, que, com ou sem remuneração, assiste ou presta cuidados básicos e essen- ciais à pessoa com deficiência no exercí- cio de suas atividades diárias, excluídas as técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas. (E) Acompanhante: pessoa que exerce ativida- des de alimentação, higiene e locomoção do estudante com deficiência e atua em todas as atividades escolares nas quais se fizer necessária, em todos os níveis e modali- dades de ensino, em instituições públicas e privadas, excluídas as técnicas ou os proce- dimentos identificados com profissões legal- mente estabelecidas. Letra e. Assunto abordado: Lei n. 13.146/2015. Cuidado! Veja o que dispõe o texto da Lei n. 13.146/2015: XIII – profissional de apoio escolar: pessoa que exerce atividades de alimentação, higie- ne e locomoção do estudante com deficiência e atua em todas as atividades escolares nas quais se fizer necessária, em todos os níveis e modalidades de ensino, em instituições pú- blicas e privadas, excluídas as técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas; XIV – acompanhante: aquele que acompa- nha a pessoa com deficiência, podendo ou não desempenhar as funções de atenden- te pessoal. 54 Acerca da Declaração sobre a Eliminação de Todas as Formas de Intolerância e Discrimina- ção Fundadas na Religião ou nas Convicções, assinale a alternativa incorreta. (A) Toda pessoa tem o direito de liberdade de pensamento, de consciência e de religião. Esse direito não inclui a liberdade de ter uma religião ou qualquer convicção a sua esco- lha, assim como a liberdade de manifestar sua religião ou suas convicções individuais ou coletivamente, tanto em público como em privado, mediante o culto, a observância, a prática e o ensino. (B) Ninguém será objeto de coação capaz de li- mitar a sua liberdade de ter uma religião ou convicções de sua escolha. (C) A liberdade de manifestar a própria religião ou as próprias convicções estará sujeita unicamente às limitações prescritas na lei e que sejam necessárias para proteger a se- gurança, a ordem, a saúde ou a moral públi- ca ou os direitos e liberdades fundamentais dos demais. (D) Ninguém será objeto de discriminação por motivos de religião ou convicções por par- te de nenhum estado, instituição, grupo de pessoas ou particulares. (E) Aos efeitos da presente declaração, enten- de-se por "intolerância e discriminação ba- seadas na religião ou nas convicções" toda a distinção, exclusão, restrição ou preferên- cia fundada na religião ou nas convicções e cujo fim ou efeito seja a abolição ou o fim do reconhecimento, o gozo e o exercício em igualdade dos direitos humanos e das liber- dades fundamentais. 65 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital Letra a. Assunto abordado: Declaração sobre a Eli- minação de Todas as Formas de Intolerância e Discriminação Fundadas na Religião ou nas Convicções. Artigo 1 1. Toda pessoa tem o direito de liberdade de pensamento, de consciência e de religião. Este direito inclui a liberdade de Ter uma re- ligião ou qualquer convicção a sua escolha, assim como a liberdade de manifestar sua religião ou suas convicções individuais ou co- letivamente, tanto em público como em priva- do, mediante o culto, a observância, a prática e o ensino. 2. Ninguém será objeto de coação capaz de limitar a sua liberdade de Ter uma religião ou convicções de sua escolha. 3. A liberdade de manifestar a própria reli- gião ou as próprias convicções estará sujeita unicamente às limitações prescritas na lei e que sejam necessárias para proteger a se- gurança, a ordem, a saúde ou a moral públi- ca ou os direitos e liberdades fundamentais dos demais. Artigo 2 1. Ninguém será objeto de discriminação por motivos de religião ou convicções por parte de nenhum estado, instituição, grupo de pes- soas ou particulares. 2. Aos efeitos da presente declaração, enten- de-se por "intolerância e discriminação base- adas na religião ou nas convicções" toda a distinção, exclusão, restrição ou preferência fundada na religião ou nas convicções e cujo fim ou efeito seja a abolição ou o fim do reco- nhecimento, o gozo e o exercício em igual- dade dos direitos humanos e das liberdades fundamentais. 55 Acerca da Convenção sobre os Direitos da Criança, assinale a alternativa correta. I) A criança é registrada após 24 horas o nasci- mento e tem desde o nascimento o direito a um nome, o direito a adquirir uma nacionalidade e, sempre que possível, o direito de conhecer os seus pais e de ser educada por eles. II) Os Estados-partes garantem a realização destes direitos de harmonia com a legislação nacional e as obrigações decorrentes dos ins- trumentos jurídicos internacionais relevantes neste domínio, nomeadamente nos casos em que, de outro modo, a criança ficasse apátrida. III) Os Estados-partes comprometem-se a res- peitar o direito da criança e a preservar a sua identidade, incluindo a nacionalidade, o nome e relações familiares, nos termos da lei, sem ingerência ilegal. (A) Somente o item I está correto. (B) Somente o item II está correto. (C) Todos os itens estão corretos. (D) Nenhum item está correto. (E) Somente os itens II e III estão corretos. Letra e. Assunto abordado: Convenção sobre os Direi- tos da Criança. Artigo 7º 1. A criança é registrada imediatamente após o nascimento e tem desde o nascimento o direito a um nome, o direito a adquirir uma nacionalidade e, sempre que possível, o di- reito de conhecer os seus pais e de ser edu- cada por eles. 2. Os Estados-partes garantem a realização destes direitos de harmonia com a legisla- ção nacional e as obrigações decorrentes dos instrumentos jurídicos internacionais re- levantes neste domínio, nomeadamente nos casos em que, de outro modo, a criança fi- casse apátrida. Artigo 8º 1. Os Estados-partes comprometem-se a res- peitar o direito da criança e a preservar a sua identidade, incluindo a nacionalidade, o nome e relações familiares, nos termos da lei, sem ingerência ilegal. 66 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 56 Sobre o Decreto n. 98.386, de 1989, que pro- mulga a Convenção Interamericana para Pre- venir e Punir a Tortura, assinale a alternativa incorreta. (A) Serão responsáveis pelo delito de tortura os empregados ou funcionários públicosque, atuando nesse caráter, ordenem sua comis- são ou instiguem ou induzam a ela, come- tam-no diretamente ou, podendo impedi-lo, não o façam. (B) Serão responsáveis pelo delito de tortura as pessoas que, por instigação dos funcioná- rios ou empregados públicos a que se refe- re o item anterior, ordenem sua comissão, instiguem ou induzam a ela, comentam-no diretamente ou nela sejam cúmplices. (C) O fato de haver agido por ordens superio- res eximirá da responsabilidade penal cor- respondente. (D) Não se invocará nem admitirá como justi- ficativa do delito de tortura a existência de circunstâncias tais como o estado de guer- ra, a ameaça de guerra, o estado de sítio ou emergência, a comoção ou conflito interno, a suspensão das garantias constitucionais, a instabilidade política interna, ou outras emergências ou calamidades públicas. (E) Nem a periculosidade do detido ou condena- do nem a insegurança do estabelecimento carcerário ou penitenciário podem justificar a tortura. Letra a. Assunto abordado: Decreto n. 98.386, de 1989. Artigo 3º Serão responsáveis pelo delito de tortura: a) Os empregados ou funcionários públicos que, atuando nesse caráter, ordenem sua co- missão ou instiguem ou induzam a ela, come- tam-no diretamente ou, podendo impedi-lo, não o façam; b) As pessoas que, por instigação dos fun- cionários ou empregados públicos a que se refere a alínea a, ordenem sua comissão, ins- tiguem ou induzam a ela, comentam-no dire- tamente ou nela sejam cúmplices. Artigo 4º O fato de haver agido por ordens superiores não eximirá da responsabilidade penal correspondente. Artigo 5º Não se invocará nem admitirá como justificativa do delito de tortura a existência de circunstâncias tais como o estado de guerra, a ameaça de guerra, o estado de sítio ou emergência, a comoção ou conflito interno, a suspensão das garantias constitucionais, a instabilidade política interna, ou outras emer- gências ou calamidades públicas. Nem a periculosidade do detido ou condena- do, nem a insegurança do estabelecimento carcerário ou penitenciário podem justificar a tortura. 57 Sobre o Decreto n. 3.956/2001, analise os itens a seguir e assinale a alternativa correta. I) Deficiência: O termo "deficiência" significa uma restrição física, mental ou sensorial, de natureza permanente ou transitória, que limita a capacidade de exercer uma ou mais ativida- des essenciais da vida diária, causada ou agra- vada pelo ambiente econômico e social. II) Discriminação contra as pessoas portado- ras de deficiência: a) o termo "discriminação contra as pessoas portadoras de deficiência" significa toda diferenciação, exclusão ou res- trição baseada em deficiência, antecedente de deficiência, consequência de deficiência ante- rior ou percepção de deficiência presente ou passada, que tenha o efeito ou propósito de impedir ou anular o reconhecimento, gozo ou exercício por parte das pessoas portadoras de deficiência de seus direitos humanos e suas liberdades fundamentais. III) Constitui discriminação a diferenciação ou preferência adotada pelo Estado-parte para promover a integração social ou o desenvolvi- mento pessoal dos portadores de deficiência, desde que a diferenciação ou preferência não limite em si mesma o direito à igualdade des- sas pessoas e que elas não sejam obrigadas a aceitar tal diferenciação ou preferência. Nos casos em que a legislação interna preveja a de- claração de interdição, quando for necessária e apropriada para o seu bem-estar, esta não constituirá discriminação. 67 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital (A) Somente o item I está correto. (B) Somente o item II está correto. (C) Todos os itens estão corretos. (D) Nenhum item está correto. (E) Somente os itens I e II estão corretos. Letra e. Assunto abordado: Decreto n. 3.956/2001. Artigo I Para os efeitos desta Convenção, en- tende-se por: 1. Deficiência O termo "deficiência" significa uma restrição física, mental ou sensorial, de natureza per- manente ou transitória, que limita a capaci- dade de exercer uma ou mais atividades es- senciais da vida diária, causada ou agravada pelo ambiente econômico e social. 2. Discriminação contra as pessoas portado- ras de deficiência a) o termo "discriminação contra as pessoas portadoras de deficiência" significa toda dife- renciação, exclusão ou restrição baseada em deficiência, antecedente de deficiência, con- sequência de deficiência anterior ou percep- ção de deficiência presente ou passada, que tenha o efeito ou propósito de impedir ou anu- lar o reconhecimento, gozo ou exercício por parte das pessoas portadoras de deficiência de seus direitos humanos e suas liberdades fundamentais. b) Não constitui discriminação a diferen- ciação ou preferência adotada pelo Estado Parte para promover a integração social ou o desenvolvimento pessoal dos portadores de deficiência, desde que a diferenciação ou preferência não limite em si mesma o direito à igualdade dessas pessoas e que elas não sejam obrigadas a aceitar tal diferenciação ou preferência. Nos casos em que a legis- lação interna preveja a declaração de inter- dição, quando for necessária e apropriada para o seu bem-estar, esta não constituirá discriminação. 58 Sobre o Decreto n. 40/1991, que promulga a Convenção Contra a Tortura e Outros Trata- mentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou De- gradantes, assinale a alternativa incorreta. (A) Cada Estado-parte manterá sistematica- mente sob exame as normas, instruções, métodos e práticas de interrogatório, bem como as disposições sobre a custódia e o tratamento das pessoas submetidas, em qualquer território sob sua jurisdição, a qual- quer forma de prisão, detenção ou reclusão, com vistas a evitar qualquer caso de tortura. (B) Cada Estado-parte assegurará suas auto- ridades competentes procederão imediata- mente a uma investigação imparcial sempre que houver motivos razoáveis para crer que um ato de tortura tenha sido cometido em qualquer território sob sua jurisdição. (C) Cada Estado-parte assegurará a qualquer pessoa que alegue ter sido submetida a tor- tura em qualquer território sob sua jurisdição o direito de apresentar queixa perante as autoridades competentes do referido Esta- do, que procederão imediatamente e com imparcialidade ao exame do seu caso. Se- rão tomadas medidas para assegurar a pro- teção do queixoso e das testemunhas contra qualquer mau tratamento ou intimação em consequência da queixa apresentada ou de depoimento prestado. (D) Cada Estado-parte assegurará, em seu sis- tema jurídico, à vítima de um ato de tortura, o direito à reparação e a uma indenização justa e adequada, incluídos os meios ne- cessários para a mais completa reabilitação possível. Em caso de morte da vítima como resultado de um ato de tortura, seus depen- dentes terão direito à indenização. (E) O disposto no presente artigo afetará qual- quer direito a indenização que a vítima ou outra pessoa possam ter em decorrência das leis nacionais. Letra e. Assunto abordado: Decreto n. 40/1991. Artigo 11 Cada Estado Parte manterá sistematicamen- te sob exame as normas, instruções, méto- dos e práticas de interrogatório, bem como as 68 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital disposições sobre a custódia e o tratamento das pessoas submetidas, em qualquer terri- tório sob sua jurisdição, a qualquer forma de prisão, detenção ou reclusão, com vistas a evitar qualquer caso de tortura. Artigo 12 Cada Estado Parte assegurará suas autorida- des competentes procederão imediatamente a uma investigação imparcial sempre que houver motivos razoáveis para crer que um ato de tortura tenha sido cometido em qual- quer território sob sua jurisdição. Artigo 13 Cada Estado Parte assegurará a qualquer pessoa que alegue ter sido submetida a tortu- ra em qualquer território sob sua jurisdição o direito de apresentar queixa perante as auto- ridades competentes do referido Estado, que procederão imediatamente e com imparcia-lidade ao exame do seu caso. Serão toma- das medidas para assegurar a proteção do queixoso e das testemunhas contra qualquer mau tratamento ou intimação em consequên- cia da queixa apresentada ou de depoimen- to prestado. Artigo 14 1. Cada Estado Parte assegurará, em seu sis- tema jurídico, à vítima de um ato de tortura, o direito à reparação e a uma indenização justa e adequada, incluídos os meios necessários para a mais completa reabilitação possível. Em caso de morte da vítima como resultado de um ato de tortura, seus dependentes terão direito à indenização. 2. O disposto no presente Artigo não afetará qualquer direito a indenização que a vítima ou outra pessoa possam ter em decorrência das leis nacionais. 59 Sobre a DUDH, analise os itens assinale a al- ternativa correta. I) A Declaração Universal dos Direitos Huma- nos (DUDH) é um documento marco na história dos direitos humanos. Elaborada por represen- tantes de diferentes origens jurídicas e cultu- rais de todas as regiões do mundo, a Declara- ção foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em Paris, em 10 de dezembro de 1948, por meio da Resolução 217 A (III) da Assembleia Geral, como uma norma comum a ser alcançada por todos os povos e nações. II) Ela estabelece, pela primeira vez, a proteção universal dos direitos humanos. III) A DUDH, em conjunto com o Pacto Inter- nacional dos Direitos Civis e Políticos e seus dois Protocolos Opcionais (sobre procedimen- to de queixa e sobre pena de morte) e com o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e seu Protocolo Opcional, formam a chamada Carta Internacional dos Di- reitos Humanos. (A) Somente o item I está correto. (B) Somente o item II está correto. (C) Todos os itens estão corretos. (D) Nenhum item está correto. (E) Somente os itens I e II estão corretos. Letra c. Assunto abordado: DUDH. “A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) é um documento base não jurídico que delineia a proteção universal dos direitos huma- nos básicos, adotada pela Organização das Na- ções Unidas em 10 de dezembro de 1948, ela- borado principalmente pelo jurista canadense John Peters Humphrey, contando com a ajuda de várias representantes de origens jurídicas e culturais de todas as regiões do planeta.” Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Declara%C3%A7%C3%A3o_ Universal_dos_Direitos_Humanos. 69 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 60 De acordo com o Estatuto da Pessoa com De- ficiência, a pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário em algumas situações. Assinale a alternativa que não está de acordo com a lei. (A) Proteção e socorro em quaisquer cir- cunstâncias. (B) Atendimento em todas as instituições e ser- viços de atendimento ao público. (C) Disponibilização de recursos, humanos, fora os tecnológicos, que garantam atendimen- to em igualdade de condições com as de- mais pessoas. (D) Disponibilização de pontos de parada, es- tações e terminais acessíveis de transporte coletivo de passageiros e garantia de segu- rança no embarque e no desembarque. (E) Acesso a informações e disponibilização de recursos de comunicação acessíveis. Letra c. Assunto abordado: Lei n. 13.146/2015. Seção Única Do Atendimento Prioritário Art. 9º A pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário, sobretudo com a finalidade de: I – proteção e socorro em quaisquer cir- cunstâncias; II – atendimento em todas as instituições e serviços de atendimento ao público; III – disponibilização de recursos, tanto huma- nos quanto tecnológicos, que garantam aten- dimento em igualdade de condições com as demais pessoas; IV – disponibilização de pontos de parada, estações e terminais acessíveis de transporte coletivo de passageiros e garantia de segu- rança no embarque e no desembarque; V – acesso a informações e disponibilização de recursos de comunicação acessíveis; VI – recebimento de restituição de impos- to de renda; VII – tramitação processual e procedimentos judiciais e administrativos em que for parte ou interessada, em todos os atos e diligências. § 1º Os direitos previstos neste artigo são ex- tensivos ao acompanhante da pessoa com deficiência ou ao seu atendente pessoal, ex- ceto quanto ao disposto nos incisos VI e VII deste artigo. § 2º Nos serviços de emergência públicos e privados, a prioridade conferida por esta Lei é condicionada aos protocolos de atendi- mento médico. Direito Penal Militar Wallace França 61 Quanto ao lugar do crime nos crimes omissi- vos, adotou-se a teoria: (A) da ação. (B) da ubiquidade. (C) mista. (D) do resultado. (E) híbrida. Letra a. Assunto abordado: Aplicação da lei penal. Lu- gar do crime. Teoria da atividade. Ação. Crimes omissivos. Quanto ao lugar do crime, o CPM adotou a teo- ria da atividade/ação para os crimes omissivos, e da ubiquidade para os crimes comissivos. Nesse sentido, destaca-se o art. 6º do CPM: Art. 6º Considera-se praticado o fato, no lu- gar em que se desenvolveu a atividade crimi- nosa, no todo ou em parte, e ainda que sob forma de participação, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. Nos crimes omissivos, o fato considera-se praticado no lugar em que deveria realizar-se a ação omitida. 70 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 62 Quando da sentença de determinada medida de segurança, estava em vigor a lei B, a qual era diversa da lei do tempo da ação, qual seja, a lei A. Quando do cumprimento da medida de segurança, estava em vigor a lei C. Levando-se em consideração o caso narrado e as disposi- ções do Código Penal Militar, assinale a alter- nativa correta. (A) Deve ser aplicada a lei A. (B) Deve ser aplicada a lei B. (C) Deve ser aplicada a lei C. (D) Devem ser aplicadas as três leis em conjun- to no que for mais favorável ao agente. (E) Aplica-se, tão somente, a lei B. Letra a. Assunto abordado: Aplicação da lei penal. Me- dida de segurança. Deve ser aplicada a lei do tempo da execução da medida de segurança, consoante disposição do art. 3º do CPM: Art. 3º As medidas de segurança regem-se pela lei vigente ao tempo da sentença, preva- lecendo, entretanto, se diversa, a lei vigente ao tempo da execução. 63 Quanto ao tempo do crime, o Código Penal Mi- litar adotou a teoria: (A) da ação. (B) mista. (C) híbrida. (D) do resultado. (E) da ubiquidade. Letra a. Assunto abordado: Aplicação da lei penal. Tempo do crime. Teoria da atividade. Quanto ao tempo do crime, foi adotada a teoria da ação/atividade, conforme o art. 5º do CPM: Art. 5º Considera-se praticado o crime no mo- mento da ação ou omissão, ainda que outro seja o do resultado. 64 O Código Penal Militar adota como tempo má- ximo para a pena de reclusão: (A) 20 anos. (B) 25 anos. (C) 30 anos. (D) 35 anos. (E) 40 anos. Letra c. Assunto abordado: Teoria da pena. Pena de reclusão. Máximo do cumprimento da pena. O máximo para a pena de reclusão no CPM são 30 anos, consoante o art. 58: Art. 58. O mínimo da pena de reclusão é de um ano, e o máximo de trinta anos; o mínimo da pena de detenção é de trinta dias, e o má- ximo de dez anos. 65 São penas principais, exceto: (A) pena de morte. (B) pena de prisão perpétua. (C) impedimento. (D) reclusão. (E) detenção. Letra b. Assunto abordado: Das penas. Penas principais. A pena de prisão perpétua é vedada pelo or- denamento jurídico brasileiro (art. 5º, XLVII, CF/1988). Ademais, as outras alternativas são penas principais, conforme o art. 55 do CPM. 71 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital Direito Processual Penal Militar Ismael Souto 66 Assinale a alternativa incorreta no que se refe- re à aplicação da lei processual penal militar. (A) A lei de processo penal militar deve ser interpretada no sentido literal de suas expressões. (B) Os termos técnicos hão de ser entendidos em sua acepção especial, salvo se evidente- mente empregados com outra significação. (C) Admite-se a interpretação extensiva. (D) É admissívela interpretação não literal quando houver cerceamento à defesa pes- soal do acusado. (E) Não é admissível a interpretação não literal quando prejudicar ou alterar o curso normal do processo, ou lhe desvirtuar a natureza. Letra d. Assunto abordado: Lei de processo penal mili- tar e sua aplicação. Todas as alternativas acima elencadas podem ser retiradas no Código de Processo Penal Mi- litar. Vejamos: (A) Certa. Art. 2º A lei de processo penal militar deve ser interpretada no sentido literal de suas expressões. Os termos técnicos hão de ser entendidos em sua acepção especial, salvo se evidentemente empregados com outra sig- nificação. (Grifos nossos.) (B) Certa. Art. 2º A lei de processo penal militar deve ser interpretada no sentido literal de suas expres- sões. Os termos técnicos hão de ser en- tendidos em sua acepção especial, salvo se evidentemente empregados com outra significação. (Grifos nossos.) (C) Certa. Art. 2º, § 1º Admitir-se-á a interpretação ex- tensiva ou a interpretação restritiva, quando for manifesto, no primeiro caso, que a expres- são da lei é mais estrita e, no segundo, que é mais ampla, do que sua intenção. (D) Errada. É o gabarito da nossa questão, uma vez que o artigo 2º, § 2º, “a”, menciona que a in- terpretação não literal (seja extensiva ou restriti- va) não será admitida quando cercear a defesa do acusado. Observe: Casos de inadmissibilidade de interpretação não literal § 2º Não é, porém, admissível qualquer des- sas interpretações, quando: a) cercear a defesa pessoal do acusado. (E) Certa. Art. 2º, § 2º Não é, porém, admissível qual- quer dessas interpretações, quando: [...] b) prejudicar ou alterar o curso normal do processo, ou lhe desvirtuar a natureza [...]. 67 Assinale a alternativa que não corresponde a uma competência atribuída à Polícia Judiciá- ria Militar. (A) Apurar apenas os crimes militares. (B) Prestar aos órgãos e juízes da Justiça Mi- litar e aos membros do Ministério Público as informações necessárias à instrução e julgamento dos processos, bem como re- alizar as diligências que por eles lhe forem requisitadas. (C) Cumprir os mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar. (D) Cumprir as determinações da Justiça Militar relativas aos presos sob sua guarda e res- ponsabilidade, bem como as demais prescri- ções do Código, nesse sentido. (E) Solicitar das autoridades civis as informa- ções e medidas que julgar úteis à elucidação das infrações penais, que esteja a seu cargo. Letra a. Assunto abordado: Da Polícia Judiciária Militar. As competências da Polícia Judiciária Militar es- tão dispostas no artigo 8º do Código de Proces- so Penal Militar. Vejamos: Art. 8º Compete à Polícia judiciária militar: 72 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital a) apurar os crimes militares, bem como os que, por lei especial, estão sujeitos à jurisdi- ção militar, e sua autoria; b) prestar aos órgãos e juízes da Justiça Militar e aos membros do Ministério Público as informações necessárias à instrução e julgamento dos processos, bem como reali- zar as diligências que por eles lhe forem re- quisitadas; c) cumprir os mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar; d) representar a autoridades judiciárias mili- tares acerca da prisão preventiva e da insani- dade mental do indiciado; e) cumprir as determinações da Justiça Mili- tar relativas aos presos sob sua guarda e res- ponsabilidade, bem como as demais prescri- ções deste Código, nesse sentido; f) solicitar das autoridades civis as informa- ções e medidas que julgar úteis à elucidação das infrações penais, que esteja a seu cargo; g) requisitar da polícia civil e das repartições técnicas civis as pesquisas e exames neces- sários ao complemento e subsídio de inquéri- to policial militar; h) atender, com observância dos regulamen- tos militares, a pedido de apresentação de militar ou funcionário de repartição militar à autoridade civil competente, desde que legal e fundamentado o pedido. Perceba que a única alternativa que não en- contra correspondência com as competências acima elencadas é a letra A, uma vez que a Po- lícia Judiciária Militar não tem atribuição somen- te para apurar crimes militares, mas, conforme apontado na alínea “a”, os que, por lei especial, estão sujeitos à jurisdição militar, e sua autoria. Esse é o gabarito da nossa questão. 68 Assinale a alternativa correta no que se refere ao inquérito policial militar. (A) O inquérito policial militar não pode ser ini- ciado mediante decisão do Superior Tribu- nal Militar. (B) Somente na hipótese de o infrator apresen- tar posto superior ou igual ao do comandan- te, diretor ou chefe de órgão ou serviço, em cujo âmbito de jurisdição militar haja ocorri- do a infração penal, será feita a comunica- ção do fato à autoridade superior competen- te, para que esta torne efetiva a delegação. (C) Se o infrator for oficial general, será sempre comunicado o fato ao ministro Superior Tri- bunal Militar, obedecidos os trâmites regu- lamentares. (D) A designação de escrivão para o inquérito caberá ao respectivo encarregado, se não tiver sido feita pela autoridade que lhe deu delegação para aquele fim, recaindo em se- gundo ou primeiro-tenente, se o indiciado for oficial, e em sargento, subtenente ou subofi- cial, nos demais casos. (E) Para verificar a possibilidade de haver sido a infração praticada de determinado modo, o encarregado do inquérito poderá proceder à reprodução simulada dos fatos, ainda que contrarie a moralidade ou a ordem pública, ou atente contra a hierarquia ou a discipli- na militar. Letra d. Assunto abordado: Inquérito policial militar. (A) Errada. É uma das formas de instauração do inquérito policial militar autorizadas pelo CPPM, nos termos do artigo 10, “d”. Vejamos: Art. 10. O inquérito é iniciado mediante por- taria: [...] d) por decisão do Superior Tribunal Militar, nos termos do art. 25; (B) Errada. O art. 10, § 1º, do CPPM fala em posto igual ou superior: § 1º Tendo o infrator posto superior ou igual ao do comandante, diretor ou chefe de órgão ou serviço, em cujo âmbito de jurisdição mili- tar haja ocorrido a infração penal, será feita a comunicação do fato à autoridade superior 73 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital competente, para que esta torne efetiva a de- legação, nos termos do § 2° do art. 7º. (Gri- fos nossos.) (C) Errada. O art. 10, § 4º, do CPPM fala que a comunicação se dará ao ministro e ao chefe de Estado-Maior competentes. § 4º Se o infrator for oficial general, será sem- pre comunicado o fato ao ministro e ao chefe de Estado-Maior competentes, obedecidos os trâmites regulamentares. (Grifos nossos.) (D) Certa. É a previsão literal do artigo 11 do CPPM: a designação de escrivão para o inqué- rito caberá ao respectivo encarregado, se não tiver sido feita pela autoridade que lhe deu de- legação para aquele fim, recaindo em segundo ou primeiro-tenente, se o indiciado for oficial, e em sargento, subtenente ou suboficial, nos de- mais casos. (E) Errada. O artigo 13, parágrafo único do CPPM, aduz que a reprodução simulada dos fatos pode ocorrer desde que não ofenda mora- lidade ou a ordem pública, nem atente contra a hierarquia ou a disciplina militar. Segundo o pa- rágrafo único do artigo 13, para verificar a pos- sibilidade de haver sido a infração praticada de determinado modo, o encarregado do inquérito poderá proceder à reprodução simulada dos fa- tos, desde que esta não contrarie a moralidade ou a ordem pública, nem atente contra a hierar- quia ou a disciplina militar. 69 Assinale a alternativa correta no que se refere à ação penal militar. (A) A ação penal é pública e somente pode ser promovida por denúncia do Ministério Públi- co Militar. (B) A denúncia pode ser apresentada sempre que houver indícios de autoria; (C) Apresentada a denúncia, o Ministério Públi- co poderá desistir da ação penal. (D) Apenas pessoas autorizadas poderão pro- vocar a iniciativa do MinistérioPúblico, dan- do-lhe informações sobre fato que constitua crime militar e sua autoria, e indicando-lhe os elementos de convicção. (E) As informações, se escritas, deverão estar devidamente autenticadas; se verbais, serão tomadas por termo perante o juiz, a pedido do Comandante-Geral, e na presença deste. Letra a. Assunto abordado: Da ação penal militar e do seu exercício. (A) Certa. Cópia literal do artigo 29 do CPPM: a ação penal é pública e somente pode ser promo- vida por denúncia do Ministério Público Militar. (B) Errada. Nos termos do artigo 30 do CPPM, nesse caso a denúncia DEVE ser apresentada: Art. 30. A denúncia deve ser apresentada sempre que houver: [...] b) indícios de autoria. (Grifos nossos.) (C) Errada. O art. 32 do CPPM afirma que o Ministério Público não poderá desistir da ação penal: Art. 32. Apresentada a denúncia, o Ministé- rio Público não poderá desistir da ação penal. (Grifos nossos.) (D) Errada. O artigo 33 do CPPM diz que QUAL- QUER PESSOA pode provocar a iniciativa do Ministério Público: qualquer pessoa, no exercí- cio do direito de representação, poderá provo- car a iniciativa do Ministério Público, dando-lhe informações sobre fato que constitua crime mili- tar e sua autoria, e indicando-lhe os elementos de convicção. (E) Errada. 74 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital Art. 33, § 1º As informações, se escritas, de- verão estar devidamente autenticadas; se verbais, serão tomadas por termo perante o juiz, a pedido do órgão do Ministério Público, e na presença deste. (Grifos nossos.) 70 Assinale a alternativa que apresenta hipótese de suspeição aplicada ao juiz. (A) Se, como advogado ou defensor, órgão do Ministério Público, autoridade policial, auxi- liar de justiça ou perito, tiver funcionado seu cônjuge, ou parente consanguíneo ou afim até o terceiro grau inclusive. (B) Se ele próprio houver desempenhado qualquer dessas funções ou servido como testemunha. (C) Se tiver funcionado como juiz de outra ins- tância, pronunciando-se, de fato ou de direi- to, sobre a questão. (D) Se ele próprio ou seu cônjuge, ou parente consanguíneo ou afim, até o terceiro grau in- clusive, for parte ou diretamente interessado. (E) Se ele, seu cônjuge, ascendente ou descen- dente, de um ou de outro, estiver respon- dendo a processo por fato análogo, sobre cujo caráter criminoso haja controvérsia. Letra e. Assunto abordado: Do juiz, auxiliares e partes do processo. A única hipótese de suspeição dentre as alter- nativas acimas elencadas é a letra E, descrita no artigo 38, “b”, do CPPM. Vejamos: Art. 38. O juiz dar-se-á por suspeito e, se o não fizer, poderá ser recusado por qualquer das partes: [...] b) se ele, seu cônjuge, ascendente ou des- cendente, de um ou de outro, estiver respon- dendo a processo por fato análogo, sobre cujo caráter criminoso haja controvérsia; As demais alternativas apresentam hipóte- se de impedimento, demonstradas no artigo 37 do CPPM: Art. 37. O juiz não poderá exercer jurisdição no processo em que: a) como advogado ou defensor, órgão do Mi- nistério Público, autoridade policial, auxiliar de justiça ou perito, tiver funcionado seu côn- juge, ou parente consanguíneo ou afim até o terceiro grau inclusive; b) ele próprio houver desempenhado qual- quer dessas funções ou servido como testemunha; c) tiver funcionado como juiz de outra instân- cia, pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a questão; d) ele próprio ou seu cônjuge, ou parente consanguíneo ou afim, até o terceiro grau in- clusive, for parte ou diretamente interessado. 75 Pós-Edital1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Prova Discursiva Fidelis Almeida Conforme edital publicado: “[...] 12.2 A Prova de Redação será elaborada a partir de um tema proposto, baseado em um ou mais textos ou fragmentos de textos. O candidato adotará uma linha de abordagem utili- zando a tipologia textual “Dissertação”. O seu texto deverá apresentar valores, opiniões, crenças, hipóteses, ideias, em suma, os aspectos axiológicos ou cognitivos para esse tipo de produção textual. 12.3 A Prova de Redação, de caráter eliminatório e classificatório, terá a pontuação: (a) Para o cargo de Soldado da Polícia Militar, a pontuação máxima de 40 (quarenta) pontos. O candi- dato deverá obter 12 (doze) pontos ou mais do total da pontuação prevista para a Prova de Redação, para não ser eliminado do concurso público. (b) Para o cargo de 2º Tenente da Polícia Militar, a pontuação máxima de 30 (trinta) pontos. O candi- dato deverá obter 9 (nove) pontos ou mais do total da pontuação prevista para a Prova de Redação, para não ser eliminado do concurso público. 12.4 A Redação será avaliada de acordo com a Tabela 12.2 deste Edital, conforme segue: TABELA 12.2 Aspectos: Pontuação máxima Cargo de Soldado da Polícia Militar Cargo de 2º Tenente da Polí- cia Militar 1 Atendimento e desenvolvimento do tema / Informatividade e argumentação. 10 8 2 Coesão intra e entre parágrafos (referencial e sequencial, diver- sificada e recorrente) / Coerên- cia (progressão, articulação, não contradição). 10 8 3 Atendimento à estrutura textual proposta (organização do texto dissertativo-argumentativo e dos parágrafos). 10 7 4 Modalidade gramatical: pontuação, grafia (inclusive legibilidade), con- cordância, regência e colocação pronominal. 10 7 TOTAL MÁXIMO DE PONTOS DA PROVA DE REDAÇÃO 40 30 12.5 A Folha da Versão Definitiva da Redação será o único documento válido para a avaliação da Prova de Redação. As folhas para rascunho, no caderno de questões, são de preenchimento facultativo e não valerão para a finalidade de avaliação da Prova de Redação. 76 Pós-Edital1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol 12.6 O candidato disporá de, no mínimo, 15 (quinze) e, no máximo, 20 (vinte) linhas para elaborar a Versão Definitiva da Redação, sendo desconsiderado para efeito de avaliação qualquer fragmento de texto que for escrito fora do local apropriado ou que ultrapassar a extensão de linhas permitida para a elaboração de seu texto. 12.7 O candidato, para a Prova de Redação: (a) deverá apresentar a sua Redação no espaço próprio da Folha da Versão Definitiva, sendo que poderá utilizar a Folha de Rascunho contida no Caderno de Provas, porém esta não será apreciada na ava- liação; (b) deverá fazer sua Redação atendendo às características próprias da dissertação/argumentação, escrevendo de forma legível, com caneta esferográfica de tinta na cor azul ou preta; (c) não deverá destacar qualquer parte da Folha de Resposta, nem escrever nos espaços reservados à organizadora; (d) deverá seguir e obedecer às Instruções constantes do Caderno de Provas e Folhas que se incorpo- ram como documentos oficiais da Seleção. 12.8 O candidato terá sua Prova de Redação avaliada com nota 0 (zero) e estará, automaticamente, eli- minado do Concurso Público se: (a) não desenvolver o tema proposto, ou seja, fugir ao tema proposto; (b) não desenvolver o tema na tipologia textual exigida; (c) apresentar acentuada desestruturação na organização textual ou atentar contra o pudor; (d) redigir seu texto a lápis, ou a tinta em cor diferente de azul ou preta; (e) não apresentar sua Redação na Folha da Versão Definitiva ou entregá-la em branco, ou desenvolvê- -la com letra ilegível, com espaçamento excessivo entre letras, palavras, parágrafos e margens; (f) apresentar identificação de qualquer natureza (nome parcial, nome completo, outro nome qualquer, número(s), letra(s), sinais, desenhos ou códigos). 12.8.1 Na Prova de Redação, deverão ser rigorosamente observados os limites mínimos e máximos de linhas, previstos no subitem 12.6, sob pena de perda de pontos a serem atribuídos à prova. 12.9 Não será corrigida e/ou lida a Folha da Versão Definitiva da Redação que for preenchida inadequa- damente, não assinada, assinada em outro local que não seja o indicado, amassada ou danificada de qual- quer modo. 12.10 A sigilosidade e a impessoalidade da provaserão mantidas durante o processo de correção, res- guardando do corretor (banca corretora) a identidade do candidato. 12.10.1 Para a correção da Prova de Redação, a Folha da Versão Definitiva será digitalizada e a iden- tificação do candidato omitida, para, somente então, ser disponibilizada para a correção através de um ambiente eletrônico. 12.10.2 Na Folha da Versão Definitiva, constará no rodapé a seguinte informação ao candidato: “Para Correção, esta folha será digitalizada e a identificação do candidato será omitida”. 12.11 Quanto ao resultado da Prova de Redação, caberá interposição de recurso nos termos do Item 19 deste Edital. [...]” 77 Pós-Edital1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Texto I Disponível em https://ponte.org/me-senti-intimidado-diz-alexandre-beck-autor-de-tirinha-que-incomodou-a-pm/. Acesso em 20 de novembro de 2023. Texto II Violência policial nos EUA e no Brasil é igual, diz professora de Chicago Professora da Escola de Serviço Social da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, a dominicana Yanilda Maria Gonzáles afirma que os assassinatos de João Pedro, adolescente negro de 14 anos que vivia no Rio de Janeiro, e de George Floyd, norte-americano negro de 46 anos, se conectam, apesar da distância em que ocorreram. Na opinião da pesquisadora que há dez anos estuda a dinâmica das polícias de Brasil, Argentina e Colômbia, essas mortes representam, numa questão macro, que “a violência policial nos Esta- dos Unidos e no Brasil são duas faces da mesma moeda, com grandes semelhanças nas causas, manifes- tação e dimensão do problema”. Disponível em https://www.imaginie.com.br/temas/violencia-policial-contra-negros-no-brasil-e-no-mundo/. Acesso em 20 de novembro de 2023. Os textos, oferecidos como motivadores temáticos, promovem, conjuntamente, uma reflexão sobre a leta- lidade das operações policiais contra negros. Nesse sentido, a partir desse apoio e do seu conhecimento de mundo, elabore um texto dissertativo-argumentativo em que você discuta o seguinte tema: VIOLÊNCIA POLICIAL: UM REFLEXO DE PROBLEMAS SOCIAIS NO BRASIL 78 Pós-Edital1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol PADRÃO DE RESPOSTA Selecione fatos e argumentos, relacionando-os, de modo coeso e coerente, para construir seu pon- to de vista. A fim de construir uma resposta adequada à proposta de redação dada, com o tema "Violência policial: um reflexo de problemas sociais no Brasil", o estudante deve seguir uma estrutura dissertativo-argumentativa clássica, que inclui uma introdução, desenvolvimento com pelo menos dois parágrafos e uma conclusão. Veja-se um guia detalhado de como cada parte deve ser abordada: 1. Introdução Ao abordar a violência policial, é crucial reconhecer o fenômeno como uma questão persistente que pro- blemas sociais profundos. Nesse contexto, deve-se definir claramente essa problemática e mencionar suas causas e consequências. Além disso, é essencial introduzir uma tese clara que guiará a argumenta- ção desenvolvida no decorrer do texto. 2. Desenvolvimento O desenvolvimento deve conter pelo menos dois parágrafos, cada um deles tratando de um tópico rela- cionado à violência policial. a) Primeiro parágrafo de desenvolvimento: Nele, podem-se abordar as causas da violência policial, como o racismo, a herança da escravidão e a desigualdade social e econômica. É pertinente usar dados estatísticos, exemplos históricos ou atuais para sustentar os argumentos. b) Segundo parágrafo de desenvolvimento: Nele, é importante discutir as consequências da violência policial, não apenas para as vítimas diretas, mas também para a sociedade. Pode-se falar sobre o impacto na percepção de segurança, na confiança nas instituições e no tecido social das comunidades afetadas. 3. Conclusão A conclusão deve retomar a tese apresentada na introdução ao resumir os principais argumentos desen- volvidos. Aqui, o estudante também pode propor medidas que reduzam os efeitos da violência policial ou construir uma reflexão sobre o tema. As propostas devem ser realistas e factíveis, isto é, devem refletir uma compreensão crítica do tema. 4. Aspectos estruturais Devem-se empregar conectivos para garantir que o texto flua logicamente de uma ideia a outra, respeitar as regras gramaticais, usar um vocabulário adequado ao contexto de uma redação formal, tentar trazer uma perspectiva original para o texto, sem se desviar do tema. A dissertação deve apresentar uma linha lógica de raciocínio, desde a introdução até a conclusão, sem contradições ou informações desconexas. A norma-padrão deve ser observada.“Tendo acontecido isso, ou o herói humano se apaixona pelo robô, ou o robô tenta matar todos os humanos, ou ambas as coisas acontecem simultaneamente.” (último período do primeiro parágrafo), a oração destacada ex- pressa o valor semântico de (A) condição. (B) consequência. (C) finalidade. (D) causa. (E) tempo. Letra e. Assunto abordado: Sintaxe da oração e do período. No período, a oração destacada é subordinada adverbial temporal reduzida de gerúndio. Sua forma desenvolvida equivalente é “Quando isso acontece”. Assim, não possui nenhum dos ou- tros valores semânticos indicados nas demais alternativas. 5 Entre os vocábulos destacados, não desempe- nha o papel de conectar orações: (A) “[...] ou o herói humano se apaixona pelo robô, ou o robô tenta matar todos os huma- nos, ou ambas as coisas acontecem simul- taneamente.” (último período do primeiro parágrafo) (B) “Porém na realidade não há motivo para supor que a inteligência artificial vá desen- volver consciência [...]” (primeiro período do segundo parágrafo) (C) “Tendemos a confundir os dois porque nos humanos e nos outros mamíferos a inteligên- cia anda de mãos dadas com a consciência.” (quarto período do segundo parágrafo) (D) “Há vários caminhos diferentes que levam a uma grande inteligência, e apenas alguns desses caminhos envolvem a tomada de consciência.” (primeiro período do terceiro parágrafo) (E) “[...] também os computadores podem resol- ver problemas muito melhor do que mamí- feros sem jamais desenvolver sentimentos.” (segundo período do terceiro parágrafo) Letra a. Assunto abordado: Emprego das classes de palavras. (A) Certa. O vocábulo destacado é um numeral, portanto não liga orações. (B) Errada. O vocábulo destacado é uma con- junção subordinativa integrante, introduz a ora- ção subordinada substantiva “que a inteligência artificial vá desenvolver consciência”, que se liga a sua oração principal “para supor”. (C) Errada. O vocábulo destacado é uma con- junção subordinativa causal, introduz a oração subordinada adverbial “porque nos humanos e nos outros mamíferos a inteligência anda de mãos dadas com a consciência”, que se liga a sua oração principal “Tendemos a confun- dir os dois”. (D) Errada. O vocábulo destacado é um prono- me relativo, introduz a oração subordinada adje- tiva “que levam a uma grande inteligência”, que se liga a sua oração principal “Há vários cami- nhos diferentes”. (E) Errada. O vocábulo destacado é uma con- junção subordinativa comparativa, introduz a oração subordinada “do que mamíferos [podem resolver problemas]”, que se liga a sua oração principal “também os computadores podem re- solver problemas muito melhor”. 6 Observe o trecho a seguir: “Há vários caminhos diferentes que levam a uma grande inteligência [...]” (primeiro período do terceiro período) Emprega-se sinal indicativo de crase caso o termo destacado seja substituído por (A) notável inteligência. (B) engrandecer a inteligência. (C) essa grande inteligência. (D) alguma grande inteligência. (E) aquela grande inteligência. Letra e. Assunto abordado: Emprego do sinal indicati- vo de crase. (A) Errada. Não se emprega sinal indicativo de crase diante de substantivo feminino não deter- minado por artigo “a(s)”. Veja-se: Há vários caminhos diferentes que levam a no- tável inteligência... 34 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital (B) Errada. Não se emprega sinal indicativo de crase diante de verbo. Veja-se: Há vários caminhos diferentes que levam a en- grandecer a inteligência... (C) Errada. Não se emprega sinal indicativo de crase diante do pronome demonstrativo “essa”. Veja-se: Há vários caminhos diferentes que levam a essa grande inteligência... (D) Errada. Não se emprega sinal indicativo de crase diante de pronome indefinido. Veja-se: Há vários caminhos diferentes que levam a al- guma grande inteligência... (E) Certa. Emprega-se o sinal indicativo de cra- se para marcar a fusão da preposição “a”, regi- da por “levam”, com a vogal “a” inicial do prono- me demonstrativo “aquela”. Veja-se: Há vários caminhos diferentes que levam àque- la grande inteligência... 7 Seguem a mesma regra de acentuação gráfica: (A) científica, inteligência, há (B) robô, terá, bioquímicos (C) consciência, vários, próprios (D) herói, também, mamíferos (E) básico, mágico, porém Letra c. Assunto abordado: Acentuação gráfica. Os vocábulos “científica”, “bioquímicos”, “ma- míferos”, “básico” e “mágico” são graficamente acentuados por serem proparoxítonas. Os vocábulos “inteligência”, “consciência”, “vá- rios” e “próprios” são graficamente acentuados por serem paroxítonas terminadas em ditongo oral seguido ou não de s. O vocábulo “há” é graficamente acentuado por ser monossílabo tônico terminado em a seguido ou não de s. O vocábulo “robô” é graficamente acentuado por ser oxítona terminada em o seguido ou não de s. O vocábulo “terá” é graficamente acentuado por ser oxítona terminada em a seguido ou não de s. O vocábulo “herói” é graficamente acentuado por ser oxítona terminada em “ói”. Os vocábulos “também” e “porém” são grafica- mente acentuados por serem oxítonas cuja ter- minação é “em”. 8 Assinale a alternativa em que é necessário em- pregar um par de vírgulas no trecho a fim de ajustá-lo à correção gramatical. (A) “[...] e supõe que para se equipar ou suplan- tar a inteligência humana os computadores terão de desenvolver consciência.” (primeiro período do primeiro parágrafo) (B) “O enredo básico de quase todos os filmes e livros sobre IA gira em torno do momento mágico no qual um computador ou robô ga- nha consciência.” (segundo período do pri- meiro parágrafo) (C) “[...] nos humanos e nos outros mamíferos a inteligência anda de mãos dadas com a consciência.” (quarto período do segundo parágrafo) (D) “[...] também os computadores podem re- solver problemas muito melhor do que ma- míferos [...]” (segundo período do terceiro parágrafo) (E) “É verdade que a IA terá de analisar senti- mentos humanos com muita precisão para ser capaz de tratar doenças humanas [...]” (terceiro período do terceiro parágrafo) Letra a. Assunto abordado: Pontuação. No trecho em A, as orações subordinadas ad- verbiais finais “para se equipar” e “ou [para] suplantar a inteligência humana”, coordenadas entre si, devem ser isoladas por vírgulas porque estão intercaladas no período. Veja-se a pontu- ação correta: ... e supõe que, para se equipar ou suplantar a inteligência humana, os computadores terão de desenvolver consciência. Nos outros trechos, não há nenhuma razão para empregar um par de vírgulas. 35 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 9 Considerando os aspectos morfossintáticos do texto, assinale a alternativa correta. (A) No segundo período do primeiro parágrafo, a preposição “em” é empregada diante do pronome relativo “o qual” em razão de ele apresentar valor adverbial. (B) No segundo período do primeiro parágrafo, o verbo “ganhar” deve ser flexionado no plural em razão de apresentar sujeito composto. (C) No primeiro período do segundo parágrafo, a forma verbal “há” é flexionada no singular porque apresenta sujeito indeterminado. (D) No primeiro período do terceiro parágrafo, é incorreto empregar a preposição “para” em lugar da preposição “a”. (E) No terceiro período do terceiro parágrafo, flexiona-se no singular a forma verbal “É” em razão de ela não apresentar sujeito. Letra a. Assunto abordado: Concordância verbal. Re- gência verbal. (A) Certa. O pronome relativo “o qual” retoma “o momento mágico”. Desdobrando-se o período composto a que ele pertence, tem-se: O enredo básico de quase todos os filmes e li- vros sobre IA gira em torno do momento mágico. No momento mágico um computador ou robô ganha consciência. Veja-se, então, que se emprega a preposição “em” diante do pronome relativo “o qual” para marcar que se trata de um adjunto adverbial na oração adjetiva. Veja-se que “no qual” equivale a “no momento mágico”. (B) Errada.Quando os núcleos de um sujeito composto são ligados pela conjunção “ou” com valor de exclusão (ou o computador ou o robô ganha consciência, não os dois simultanea- mente), o verbo concorda com apenas um dos núcleos. No trecho, os núcleos “computador” e “robô” estão flexionados no singular. Portanto, o verbo “ganhar” deve necessariamente ser fle- xionado no singular. (C) Errada. A forma verbal “há”, empregada na acepção de “existir”, é flexionada no singular porque não possui sujeito, trata-se de verbo impessoal. (D) Errada. O verbo “levar” pode reger tanto a preposição “a” quanto a preposição “para”. Por- tanto, a substituição proposta é correta. (E) Errada. A forma verbal “É” é flexionada no singular em razão de apresentar sujeito oracio- nal (“que a IA terá de analisar sentimentos hu- manos com muita precisão”) – oração subordi- nada substantiva subjetiva. 10 Acerca das normas da redação de documentos oficiais, assinale a alternativa correta. (A) Em comunicações oficiais, é aceitável a omissão de elementos como data e assina- tura, desde que o conteúdo textual esteja claro e objetivo. (B) A utilização de fecho na comunicação oficial é recomendada para demonstrar respeito e formalidade, sem relação com a hierarquia na instituição. (C) Em comunicações dirigidas ao presidente da República, utiliza-se o vocativo “Exce- lentíssimo Senhor”, seguido da referên- cia ao cargo. (D) A padronização visual dos documentos oficiais é facultativa, cada órgão ou enti- dade pode estabelecer seus próprios pa- drões, desde que mantenha a clareza e a formalidade. (E) Documentos dirigidos a ministros de Es- tado devem adotar o vocativo “Ilustríssimo Senhor”, seguido do título do ministério cor- respondente. Letra c. Assunto abordado: Redação oficial. (A) Errada. A redação oficial exige a presença de elementos formais como data e assinatura, independentemente da clareza do conteúdo. Esses elementos são essenciais para a valida- de e a formalidade do documento. (B) Errada. O tipo de fecho empregado em uma comunicação oficial varia conforme o grau de formalidade e a posição hierárquica do destina- tário. Por exemplo, o fecho “Respeitosamente” é utilizado para autoridade hierarquicamente su- perior ao remetente, enquanto “Atenciosamen- te” é usado em comunicações para destinatário de mesma hierarquia do remetente ou inferior. Assim, a escolha do fecho não é apenas uma questão de respeito e formalidade, mas também está alinhada à observância da hierarquia ins- titucional. 36 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital (C) Certa. Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, o vocativo apropria- do em comunicações oficiais ao presidente da República é “Excelentíssimo Senhor Presidente da República”, respeitando-se a formalidade e a hierarquia do cargo. (D) Errada. A padronização visual é uma carac- terística importante da redação oficial. Embora possa haver variações menores entre diferentes órgãos, a uniformidade e a formalidade devem ser mantidas em todos os documentos oficiais. (E) Errada. Para ministros de Estado, o vocativo correto é “Senhor Ministro”. Língua Estrangeira: Espanhol Joice Asevedo ¿Cuáles son los efectos de una ola de calor en la salud? Cuando sube la temperatura el cuerpo activa mecanismos de enfriamiento. Sin embargo, el aumento repentino de calor puede desencadenar perjuicios en la salud. Si bien las olas de calor no generan daños evidentes como otras amenazas naturales, tales como los huracanes o inundaciones, pueden causar mortalidad y morbilidad, señala la Organización Panamericana de la Salud (OPS). Entre sus efectos se encuentra un agravamiento de enfermedades cardiopulmonares y renales. De acuerdo con la Organización Mundial de la Salud (OMS) y la Organización Meteorológica Mundial (OMM), no hay un consenso en la definición de ola de calor. Asimismo, ambas entidades coinciden en que consiste en un periodo inusualmente caliente, seco o húmedo, de día o de noche, que se inicia y termina de forma abrupta. Además, las olas de calor tienen una duración mínima de dos o tres días y se percibe su impacto tanto en los seres humanos como en los sistemas naturales. El aumento de las temperaturas genera un mecanismo de respuesta fisiológico del cuerpo humano que se traduce en la vasodilatación periférica y el sudor. Por un lado, se activa el transporte masivo de sangre a la periferia del cuerpo para facilitar su enfriamiento lo que, consecuentemente, ocasiona una sobrecarga del sistema cardiovascular. Por otro lado, se genera la sudoración excesiva que puede provocar la pérdida masiva de líquidos y electrolitos, explica la OPS. Las olas de calor pueden generar perjuicios en la salud. No obstante, la escala y naturaleza de los efectos dependen del tiempo, intensidad y duración del evento térmico, así como de otros factores como la adaptación de la población local, la infraestructura y el equipamiento disponible, aclara la organización panamericana. Concretamente, el organismo señala que la exposición al calor puede causar edema (hinchazón causada por el exceso de líquido en los tejidos), síncope (pérdida súbita de la conciencia), calambres, dolor de cabeza, irritabilidad y agotamiento. Además, el calor extremo puede generar deshidratación severa, accidentes cerebrovasculares y contribuir a la generación de coágulos. La entidad sanitaria aclara que pocas muertes son causadas directamente por el calor, sino que la mayoría de los decesos se debe al agravamiento de enfermedades cardiopulmonares, renales, y psiquiátricas. Sumado a esto, existen otras consecuencias indirectas. Por ejemplo, los países que se ven afectados por el aumento de las temperaturas suelen registrar falta de agua para consumo (por sequía o fallas en el bombeo) o desabastecimiento de alimentos frescos y pérdida de vacunas (por ruptura de la cadena de frío y cierre de los sitios de venta). ¿Cómo prevenir los efectos de las olas de calor? La OPS advierte que la respuesta al calor depende de la capacidad de adaptación de cada persona. No obstante, aclara que los efectos graves pueden aparecer de manera repentina, por lo cual se recomienda estar alerta a las recomendaciones de las autoridades locales. Asimismo, el organismo brinda sugerencias a tener en cuenta para prevenir las consecuencias en la salud: • Evitar la exposición al sol durante las horas de mayor calor. • No hacer ejercicio o actividades intensas al aire libre sin protección. • Consumir agua cada 2 horas, aún sin tener sed. • Tomar duchas o baños fríos en sitios seguros. 37 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital • Mantener la vivienda fresca cubriendo las ventanas durante el día y usando aire acondicionado o ventilador en las horas de más calor. Fuente: https://www.nationalgeographicla.com/ciencia/2023/06/ cuales-son-los-efectos-de-una-ola-de-calor-en-la-salud (Adaptado). 11 Sobre las olas de calor se puede afirmar que: (A) son menos perjudiciales que inundaciones o huracanes. (B) duran, como máximo, tres días. (C) es tarde para prevenir sus efectos ya que no se puede evitarlos. (D) afecta a la salud provocando sobrecarga en los pulmones, corazón y riñones. (E) consiste en periodos de extremado calor, sequía y suele suceder durante el día. Letra d. Assunto abordado: Domínio da língua estrangeira através de leitura e compreensão de textos de fontes variadas. (A) Errada. O texto afirma que os danos são menos evidentes, mas não que são menos prejudiciais. (B) Errada. Duram, no mínimo, de dois a três dias. (C) Errada. O último parágrafo do texto traz algumas dicas de como prevenir os efeitos das ondas de calor. (D) Certa. De acordo com o texto, há um agravamento de doenças cardiopulmonares e renais, além de sobrecarregar o sistema cardiovascular. (E) Errada. Segundo o texto, as ondas de calor são períodos de extremos calor, seca ou umidade, e podem acontecer de dia oude noite. 12 En la frase “Si bien las olas de calor no generan daños evidentes como otras amenazas naturales”, la estructura destacada puede ser reemplazada, sin provocar cambios gramaticales o semánticos, por: (A) Aunque (B) Sin embargo (C) No obstante (D) Mientras que (E) Al fin y al cabo Letra a. Assunto abordado: Conjunções – coordenativas, subordinativas. (A) Certa. Si bien y aunque significam “embora” e podem ser substituidos dentro de qualquer frase. B e C) Erradas. Sin embargo e no obstante são locuções adverbiais adversativas e significam, em português, porém, todavia, mas... (D) Errada. Mientras que é uma locução conjuntiva que estabelece contraste e normalmente se usa com verbos no subjuntivo. (E) Errada. Al fin y al cabo é uma locução adverbial que serve para explicar ou concluir algo que foi dito anteriormente. 13 Marca la opción en que las sugerencias del último párrafo fueron correctamente escritas en imperativo informal. (A) Evite la exposición al sol durante las horas de mayor calor. (B) No haz ejercicio o actividades intensas al aire libre sin protección. (C) Consumes agua cada 2 horas, aún sin tener sed. (D) Tomas duchas o baños fríos en sitios seguros. (E) Mantén la vivienda fresca cubriendo las ventanas durante el día y usando aire acondicionado o ventilador en las horas de más calor. Letra e. Assunto abordado: Verbos – auxiliares, regulares, impessoais e pronominais e perífrases verbais. (A) Errada. A forma correta é evita. (B) Errada. A forma correta é no hagas. (C) Errada. A forma correta é consume. 38 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital (D) Errada. A forma correta é toma. (E) Certa. A forma correta é mantén. 14 Es un ejemplo de palabra heterogenérico en relación al portugués: (A) Calor (B) Sangre (C) Agua (D) Ola (E) Salud Letra b. Assunto abordado: Divergências entre o por- tuguês e o espanhol – heterográficos, hetero- prosódicos, heterogenéricos, heterosemânticos. A única palavra que tem gênero diferente do português é a palavra “sangre”, que em espanhol é feminina. 15 El vocablo deceso, destacado en el texto, se puede remplazar por (A) Descenso (B) Receso (C) Incidente (D) Defunción (E) Deuda Letra d. Assunto abordado: Sinônimos e antônimos. (A) Errada. Descenso = descida. (B) Errada. Receso = separação ou descanso. (C) Errada. Incidente = incidente. (D) Certa. As palavras deceso e defunción são sinônimas e significam morte, falecimento. (E) Errada. Deuda = dívida. Informática Maurício Franceschini 16 Sobre o golpe praticado na internet e conhecido como phishing, analise as afirmativas a seguir: I) É o ato pelo qual uma pessoa tenta se passar por outra, atribuindo-se uma falsa identidade, com o objetivo de obter vantagens indevidas. II) É um tipo específico de golpe que envol- ve a redireção da navegação do usuário para sites falsos, por meio de alterações no ser- viço de DNS. III) É um tipo de fraude por meio do qual um golpista tenta obter dados pessoais e financei- ros de um usuário, pela utilização combinada de meios técnicos e engenharia social. É correto o que se afirma apenas em: (A) I e II. (B) II e III. (C) II. (D) III. (E) I, II e III. Letra d. Assunto abordado: Conceitos de proteção e segurança. I) Errada. Essa é a definição do ataque de spoofing. II) Errada. O golpe de pharming é um tipo espe- cífico de golpe que envolve a redireção da nave- gação do usuário para sites falsos, por meio de alterações no serviço de DNS. III) Certa. É um tipo de fraude por meio do qual um golpista tenta obter dados pessoais e finan- ceiros de um usuário, pela utilização combinada de meios técnicos e engenharia social. 39 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 17 Sobre os recursos e uso da Lixeira do Windo- ws 10, analise as afirmativas abaixo. I) Ao excluir um arquivo de um pen drive, por meio da tecla SHIFT+DELETE, ele será enviado para a Lixeira. II) Uma combinação válida de teclas de atalho para se excluir um arquivo, enviando-o para a Lixeira, é CTRL+D. III) Ao se excluir um arquivo por meio da tecla DELETE, caso a Lixeira esteja cheia, ou seja, sem espaço disponível, o arquivo será excluí- do definitivamente. Está correto o que se afirma apenas em: (A) I e II. (B) II e III. (C) I e III. (D) III. (E) II. Letra b. Assunto abordado: Noções de sistema opera- cional (ambiente Windows). I) Errada. Arquivos do pen drive não são envia- dos para a Lixeira quando excluídos. II) Certa. As teclas CTRL+D excluem os arqui- vos para a Lixeira. III) Certa. Quando a Lixeira está cheia, arquivos são excluídos definitivamente. 18 Assinale a alternativa que corresponda ao bo- tão do MS Word 365 responsável por permitir inserir uma quebra de página. (A) (B) (C) (D) (E) Letra d. Assunto abordado: Edição de textos, planilhas e apresentações (ambientes Microsoft Office e LibreOffice). Veja o significado de cada um dos botões apre- sentados nas alternativas: (A) – Espaçamento de linha e parágrafo: permite definir o espaçamento entre as linhas de um mesmo parágrafo ou entre um parágra- fo e outro. (B) – Diminuir recuo: diminui a distância do parágrafo em relação à margem esquerda. (C) – Aumentar recuo: aumenta a distância do parágrafo em relação à margem esquerda. (D) – Quebra de página: insere uma quebra de página. (E) – Espaçamento depois: define o espa- çamento após o parágrafo. 19 Em relação ao aplicativo de edição de textos MS Word 365, no que tange à formatação de tabe- las, assinale a alternativa que apresenta a defi- nição do recurso representado pelo botão : (A) Inserir linha abaixo. (B) Dividir células. (C) Dividir tabela. (D) Mesclar células. (E) Inserir linha acima. Letra a. Assunto abordado: Edição de textos, planilhas e apresentações (ambientes Microsoft Office e LibreOffice). Veja abaixo o botão de cada uma das funciona- lidades apresentadas nas alternativas. (A) Certa. – Inserir linha abaixo. (B) Errada. – Dividir células. (C) Errada. – Dividir tabela. (D) Errada. – Mesclar células. (E) Errada. – Inserir linha acima. 40 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 20 Considerando o trecho da planilha abaixo, ex- traída do MS Excel, assinale a função que per- mite obter a quantidade total das previsões ponderadas acima de R$ 100.000,00: (A) =SOMASES(A2:A14;“>100000”) (B) =SOMASES(B2:B14;A2:A14;" janei ro 2024";B2:B14;">100000") (C) =CONT.SE(B2:B14;“>100000”) (D) =SOMA(B2:B14) (E) =SOMASE(B2:B14;“>100000”) Letra c. Assunto abordado: Edição de textos, plani- lhas e apresentações (ambientes Microsoft Office e LibreOffice). (A) Errada. =SOMASES(A2:A14;“>100000”) – Essa função não somará nada, pois está usan- do a coluna A para comparar com o critério “>100000”, porém tal coluna possui os meses de previsão, e não os valores. (B) Errada. =SOMASES(B2:B14;A2:A14;"janeiro 2024";B2:B14;">100000") – Essa função soma- rá, não contará, todos os valores maiores que R$ 100.000,00, das previsões ponderadas do mês de janeiro 2024. (C) Certa. =CONT.SE(B2:B14;“>100000”) – Essa função é a função correta, pois conta a quantidade de células do intervalo de B2 até B14, que são os valores de previsões, apenas maiores que R$ 100.000,00”. (D) Errada. =SOMA(B2:B14) – Essa função soma todos os valores das células de B2 até B14. (E) Errada. =SOMASE(B2:B14;“>100000”) – Essa função soma, em vez de contar, os valores das células do intervalo de B2 até B14, que são os valores de previsões, apenas maiores que R$ 100.000,00. Raciocínio Lógico Diego Ribeiro 21 Ana sabe que, quando é feriado, seu namora- do não trabalha. O namorado de Ana mandou mensagem dizendo que não iria trabalhar. Ana pode concluir corretamente que: (A) é feriado. (B) se seu namorado trabalha, então não é feriado. (C) não é feriado. (D) seu namorado não quer trabalhar. (E) é ponto facultativo. Letra b. Assunto abordado: Equivalência Lógi- ca. Falácia. “Quando é feriado, seu namorado não trabalha.” Isso é o mesmo que dizer:“Se é feriado, então seu namorado não trabalha” = p → ~q p: É feriado. ~q: Seu namorado não trabalha. Como essa informação é verdadeira, devere- mos trabalhar a equivalência da condicional, pois esta também será verdadeira. Assim, “Se é feriado, então seu namorado não trabalha”. Podemos concluir que: Contrapositiva: p → ~q = q → ~p = Se seu na- morado trabalha, então não é feriado. Disjuntiva (Neymar): p → ~q = ~p v ~q = Não é feriado ou seu namorado não trabalha. 41 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 22 Considere as letras da palavra PERNAMBU- CO e todos os “X” conjuntos formados por 4 dessas letras. Cada um desses “X” conjuntos é escrito em um pedaço de papel, de modo que cada conjunto esteja em um papel. Se es- ses “N” papéis forem colocados em uma urna e embaralhados, então a probabilidade de se sortear um papel cujo conjunto escrito só te- nha consoantes é igual a (A) 1/14. (B) 1/4. (C) 1/30. (D) 1/21. (E) 1/7. Letra a. Assunto abordado: Contagem. Probabilidade. Inicialmente, precisamos descobrir a quantida- de total de conjuntos formados por 4 letras da palavra PERNAMBUCO. Pernambuco tem 10 letras, sendo 6 consoantes e 4 vogais, e como a ordem das letras esco- lhidas definem uma nova palavra, vamos usar o arranjo: A10,4 = 10! / 6! = 10*9*8*7 = 5.040 Agora, vamos calcular a quantidade de palavras com 4 letras, todas CONSOANTES: A6,4 = 6! / 2! = 6*5*4*3 = 360 Probabilidade = quero / total P = 360/5.040 = 1/14 23 Em determinada viatura, o banco do motorista possui diversas formas de regulagem. O en- costo da cabeça é possível ser regulado em 4 posições distintas; a inclinação do banco pode ser colocada em 6 tipos de angulação; já o assento pode ser ajustado em 5 alturas dife- rentes. Diante dessas informações, assinale a alternativa que indica de quantas maneiras o motorista dessa viatura pode regular o banco. (A) 15 (B) 90 (C) 240 (D) 120 (E) 60 Letra d. Assunto abordado: Contagem. Princípio Fun- damental de Contagem. A questão trata do princípio fundamental de con- tagem. Teremos as seguintes possibilidades: – encosto da cabeça: 4 posições; – inclinação do banco: 6 angulações; – assento: 5 alturas. Assim, temos: 4 x 6 x 5 = 120 maneiras diferentes 24 Considere que uma das atribuições do policial militar é realizar rondas ostensivas em viatu- ras e que Pedro não é policial militar. Usando o raciocínio lógico, pode-se concluir que (A) Pedro não realiza rondas ostensivas em viaturas. (B) se Pedro realiza rondas ostensivas em via- turas, então ele é policial militar. (C) caso Pedro fosse policial militar, teria, entre suas atribuições, a realização de rondas os- tensivas em viaturas. (D) se Pedro não é policial militar, então ele não realiza rondas ostensivas em viaturas. (E) para que Pedro realize rondas ostensivas em viaturas, é necessário que ele seja poli- cial militar. Letra c. Assunto abordado: Diagramas. Argumentação. Temos nesta questão 2 premissas: P1: Se é policial militar, então realiza rondas ostensivas em viaturas = uma das atribuições do policial militar é realizar rondas ostensivas em viaturas. P2: Pedro não é policial militar. Podemos usar diagramas lógicos para repre- sentar este problema: Analisando as alternativas: (A) Pedro não realiza rondas ostensivas em via- turas – Errada. Perceba que o fato de Pedro não ser policial militar não garante que ele não faça ronda ostensiva em viaturas. (B) Se Pedro realiza rondas ostensivas em via- turas, então ele é policial militar – Errada. Ele 42 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital pode realizar rondas ostensivas em viaturas e não ser policial militar. (C) Caso Pedro fosse policial militar, teria, entre suas atribuições, a realização de rondas osten- sivas em viaturas – Certa, segundo aponta o diagrama lógico apresentado. (D) Se Pedro não é policial militar, então ele não realiza rondas ostensivas em viaturas – Errada. Perceba que o fato de Pedro não ser policial mi- litar não garante que ele não faça ronda osten- siva em viaturas. (E) Para que Pedro realize rondas ostensivas em viaturas, é necessário que ele seja policial militar – Errada. Ele pode realizar rondas e não ser policial militar. 25 Um paiol de determinado batalhão possui 15.000 munições, das quais 5.000 são de cali- bre 762, 4.000 de calibre 5.56 e as demais, de 9 mm. Um experimento consiste em tirar uma quantidade de munições desse paiol sem olhar o calibre. Assinale a alternativa que apresenta o número mínimo de munições que precisam ser retiradas para que se tenha, com certeza, 3.500 munições de calibre 762. (A) 4.000 (B) 13.500 (C) 3.500 (D) 9.500 (E) 5.500 Letra b. Assunto abordado: Inferências. Deduções. Princípio da casa dos pombos ou teorema do azarado. Sabemos que temos: 762: 5.000 5.56: 4.000 9 mm: 15.000 – (5.000 + 4.000) = 15.000 – 9.000 = 6.000 Nós queremos 3.500 munições de 9 mm e, para resolver este problema, precisamos ser o mais pessimistas possível. E o pior cenário é: Tiram-se todas de 9 mm, depois todas de 5.56 e, por fim, 3.500 de 762. Assim, 6.000 + 4.000 + 3.500 = 13.500 43 Pós-Edital1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Estatística Aclésio Moreira Considerando que a tabela a seguir represente o número de bombeiros militares do Estado de Per- nambuco que se aposentaram no último semestre e o número de quartéis que tiveram policiais apo- sentados, responda as questões de 26 a 28. 26 O valor mais próximo da média de bombeiros aposentados por quartel é: (A) 1,5. (B) 2,5. (C) 3,5. (D) 4,5. (E) 5,5. Letra c. Assunto abordado: Medidas de posição. Para encontrar a média, dividimos o total de bombeiros aposentados, que é encontrado multiplicando os valores de cada coluna pelo total de quartéis, que é a soma da frequência de quartéis. = 27 Considerando que a variância da distribuição é igual a 1,44, o valor mais próximo do coeficiente de variação da distribuição é (A) 0,10. (B) 0,15. (C) 0,20. (D) 0,25. (E) 0,30. Letra e. Assunto abordado: Medidas de dispersão. O coeficiente de variação é a razão entre o desvio-padrão e a média. Coeficiente de variação = Como o desvio-padrão é a raiz quadrada da variância, temos que o desvio-padrão é = 1,2. Assim, o coeficiente de variação é = 0,34. Logo, o valor mais próximo do coeficiente de variação é 0,30. 44 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 28 Marque a alternativa correta em relação à distribuição de aposentados por delegacia na tabela. (A) Tem assimetria positiva. (B) Tem assimetria negativa. (C) É simétrica. (D) A mediana é igual a 3,5. (E) A moda é igual a 4. Letra a. Assunto abordado: Medidas de centralidade. Como o número de quartéis é igual a 36, que é um número par, a mediana será a média aritmé- tica do número de aposentados nas delegacias de número 18 e 19 (números centrais da distri- buição). Lembrando que, para encontrar a me- diana, o número de aposentados deve ser colo- cado em ordem crescente. Assim, verificamos na tabela que o número de aposentados nas delegacias de número 18 e 19 é igual a 3. Des- sa forma, a mediana é. Como a média (3,52) é superior à mediana (3), a assimetria é positiva. 29 Considere que Y seja uma variável aleatória contínua distribuída exponencialmente com parâmetro igual a 0,5. Dessa forma, determine o valor da variância de X. (A) 4 (B) 2 (C) 25 (D) 5 (E) 0 Letra a. Assunto abordado: Distribuições de pro- babilidade. Na distribuição exponencial, a variância é en- contrada dividindo 1 pelo quadrado do parâme- tro, ou seja, 30 A respeito de probabilidade condicional e inde- pendência, assinale a alternativa correta. (A) Dois eventos A e B são ditos eventos inde- pendentes se, e somente se, P(A) x P(B) = 0. (B) Dois eventos A e B são ditos eventos inde- pendentes se, e somente se, a ocorrência de A alterar a probabilidade de ocorrência de B. (C) Dois eventos A e B são ditos eventos inde- pendentes se, e somente se, a ocorrência de B alterar a probabilidade de ocorrência de A.(D) Se dois eventos A e B são ditos eventos in- dependentes, P(A/B), que é a probabilidade de A ocorrer dado que B ocorreu, é igual a P(A), que é a probabilidade de A ocorrer. (E) A probabilidade de ocorrência conjunta de A e B é igual a 1. Letra d. Assunto abordado: Probabilidade. Dois eventos A e B são ditos eventos indepen- dentes se, e somente se, a ocorrência de um não alterar a probabilidade de ocorrência do ou- tro evento. Então, se o evento B ocorre, a proba- bilidade do evento A ocorrer não muda, continua sendo P(A). Assim, a probabilidade condicional de A ocorrer dado que B já ocorreu (P(A/B)) é igual à probabilidade de A ocorrer (P(A)), pois os eventos são independentes, ou seja, a ocor- rência de B não altera a probabilidade de ocor- rência de A. 45 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital Direito Constitucional Evilásio Moura 31 Acerca do conceito de constituição, pode- -se afirmar: (A) A concepção sociológica, elaborada por Ferdinand Lassale, considera a constituição como sendo a somatória dos fatores reais de poder, isto é, o conjunto de forças de índole política, econômica e religiosa que condicio- nam o ordenamento jurídico de determinada sociedade. (B) Na concepção política defendida por Hans Kelsen, busca-se o fundamento da consti- tuição na decisão política fundamental que antecede sua elaboração. (C) O conceito material de constituição diz res- peito à existência de um documento escri- to, solene, que apenas admite alteração mediante processo legislativo árduo e bem mais restrito do que o aplicado na alteração de leis comuns. (D) De acordo com o conceito formal, a consti- tuição é definida pelo seu conteúdo, sendo irrelevante a forma pela qual foi inserida no mundo jurídico. (E) Segundo Hans Kelsen, a constituição não é considerada norma pura, puro dever-ser, sem qualquer pretensão à fundamentação sociológica, política ou filosófica. Letra a. Assunto abordado: Constituição – conceito, classificação, histórico e elementos. (A) Certa. De acordo com Ferdinand Lassale, esse é o conceito de constituição no sentido sociológico. (B) Errada. A concepção política é defendida por Carl Schmitt. (C) Errada. De acordo com a doutrina majoritá- ria, esse é o conceito formal de constituição. O conceito material (substancial) só trata de ma- térias tipicamente constitucionais, não impor- tando se estão ou não codificadas em um único documento. (D) Errada. De acordo com a doutrina majoritá- ria, esse é o conceito material de constituição. A constituição em sentido formal consiste num texto ou numa pluralidade de textos escritos e solenes, integrados por normas dotadas de uma hierarquia e de uma força passiva superior às demais. (E) Errada. Segundo o sentido jurídico, a constituição é considerada norma pura, puro dever-ser. 32 Segundo a classificação doutrinária, quan- to à classificação ontológica, a Constituição Federal é: (A) rígida. (B) promulgada. (C) normativa. (D) analítica. (E) dogmática. Letra c. Assunto abordado: Constituição – conceito, classificação, histórico e elementos. (A) Errada. Classificação quanto à alterabilidade. (B) Errada. Classificação quanto à origem. (C) Certa. O critério ontológico trata da procura da realidade política do Estado e do texto cons- titucional. Segundo a diferenciação de Karl Lo- ewenstein, as constituições podem ser norma- tivas, nominalistas (nominativas ou nominais) e semânticas. (D) Errada. Classificação quanto à extensão. (E) Errada. Classificação quanto ao modo de elaboração. 46 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 33 Considere as seguintes assertivas sobre o po- der constituinte: I) A titularidade do poder constituinte é do povo, mas o Estado é quem o exerce. II) O poder constituinte derivado reformador tem a capacidade de modificar a Constituição Federal, por meio de um procedimento especí- fico, estabelecido pelo originário. III) O poder constituinte originário é incondi- cionado e ilimitado. IV) O poder constituinte derivado deve obe- decer às regras colocadas e impostas pelo originário, sendo neste sentido ilimitado e in- condicionado. V) A grande diferença entre o poder constituin- te reformador e o poder constituinte revisor é que o primeiro é permanente e se dá por pro- cesso rigoroso (PEC votada em dois turnos, em sessão bicameral e com quórum de 3/5) e o segundo, transitório (único) e por meio de pro- cesso simplificado. Estão corretas as assertivas que se encontram SOMENTE em: (A) I e IV. (B) II e III. (C) I, II, IV e V. (D) I, II, III e V. (E) II e V. Letra d. Assunto abordado: Poder constituinte – con- ceito e titularidade; poder constituinte originário, derivado, difuso e supranatural. I) Certa. Segundo a Constituição, art. 1º, pará- grafo único, todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da Constituição. II) Certa. Segundo a doutrina majoritária, o po- der constituinte reformador serve para alterar a constituição. III) Certa. Segundo a doutrina majoritária, são características do poder constituinte ori- ginário ser incondicionado, ilimitado, inicial e permanente. IV) Errada. Segundo a doutrina, o poder cons- tituinte derivado é LIMITADO E CONDICIONA- DO ao poder constituinte originário. V) Certa. O poder constituinte revisor é um po- der de revisar a constituição por um processo legislativo menos dificultoso à forma das emen- das constitucionais. Tem eficácia exaurível, logo, esse poder não mais poderá ser exercido, sendo que qualquer mudança na Constituição Federal atualmente só poderá ser feita através de emendas, pelo poder reformador. CF. Art. 60, § 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacio- nal, em dois turnos, considerando-se aprova- da se obtiver, em ambos, 3/5 dos votos dos respectivos membros. O poder revisor está determinado no artigo 3º do ADCT, in verbis: Art. 3º A revisão constitucional será realizada após cinco anos, contados da promulgação da Constituição, pelo voto da maioria absolu- ta dos membros do Congresso Nacional, em sessão unicameral. 47 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 34 No que concerne à defesa do Estado e das Instituições Democráticas, conforme previsão constitucional: (A) Na vigência do estado de defesa, a prisão ou detenção de qualquer pessoa não poderá ser superior a 15 dias, salvo quando autori- zada pelo Poder Judiciário. (B) O estado de sítio poderá ser decretado no caso de declaração de estado de guerra, comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a inefi- cácia de medida tomada durante o estado de defesa. (C) O decreto que instituir o estado de defesa terá, obrigatoriamente, tempo indetermina- do, especificará as áreas a serem abran- gidas e indicará as medidas coercitivas a vigorarem. (D) O presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de De- fesa Nacional, decretar estado de sítio para preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pú- blica ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingi- das por calamidades de grandes proporções na natureza. (E) O tempo de duração do estado de defesa não será superior a 20 dias, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período, se persistirem as razões que justificaram a sua decretação. Letra b. Assunto abordado: Defesa do estado e das instituições democráticas. (A) Errada. De acordo com a previsão constitu- cional, o prazo é de 10 dias. Art.136, § 3º Na vigência do estado de defesa: III – a prisão ou detenção de qualquer pes- soa não poderá ser superior a 10 dias, salvo quando autorizada pelo Poder Judiciário; (B) Certa. É o que dispõe a CF/1988. Art. 137. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Con- selho de Defesa Nacional, solicitar ao Con- gresso Nacional autorização para decretar o estado de sítio nos casos de:I – comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ine- ficácia de medida tomada durante o estado de defesa; (C) Errada. É o que dispõe a CF/1988. Art. 36, §1º O decreto que instituir o estado de defesa determinará o tempo de sua dura- ção, especificará as áreas a serem abrangi- das e indicará, nos termos e limites da lei, as medidas coercitivas a vigorarem, dentre as seguintes: (...) (D) Errada. Trata-se de caso de estado de defesa. (E) Errada. O prazo é de 30 dias. É o que dispõe a CF/1988. Art. 136, § 2º O tempo de duração do estado de defesa não será superior a 30 dias, poden- do ser prorrogado uma vez, por igual período, se persistirem as razões que justificaram a sua decretação. 48 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 35 De acordo com a Constituição Federal de 1988, compete privativamente à União legislar sobre: I – desapropriação; II – previdência social, proteção e defe- sa da saúde; III – proteção e tratamento de dados pessoais; IV – organização do sistema nacional de em- prego e condições para o exercício de profissões; V – estabelecer e implantar política de edu- cação para a segurança do trânsito. Está INCORRETO o que se afirma apenas em: (A) I, III e V. (B) II e III. (C) I e IV. (D) II e V. (E) I e III. Letra d. Assunto abordado: Organização do Estado – repartição de competências. I) Certa. Competência privativa. Em consonân- cia com o art. 22: Art. 22. Compete privativamente à União le- gislar sobre: II – desapropriação; II) Errada. Em consonância com o art. 24: Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrente- mente sobre: XII – previdência social, proteção e defe- sa da saúde; III) Certa. Competência privativa. Em consonân- cia com o art. 22: Art. 22. Compete privativamente à União le- gislar sobre: XXX – proteção e tratamento de da- dos pessoais. IV) Certa. Competência privativa. Em conso- nância com o art. 22: Art. 22. Compete privativamente à União le- gislar sobre: XVI – organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões; V) Errada. Competência comum. Em consonân- cia com o art. 23: XII – estabelecer e implantar política de edu- cação para a segurança do trânsito. Direito Administrativo José Narciso 36 As fontes do Direito Administrativo brasileiro referem-se às origens e elementos que fun- damentam as normas e princípios aplicáveis a essa área específica do direito. Ao conjun- to dessas fontes, juntam-se outros elementos que compõem o arcabouço normativo e con- ceitual do Direito Administrativo no Brasil, contribuindo para sua evolução e adaptação às transformações sociais. Em relação às noções introdutórias sobre essa área, indique a opção que apresenta uma fonte principal do Direito Administrativo. (A) Decretos legislativos. (B) Doutrina. (C) Princípios gerais do direito. (D) Súmula do STJ. (E) Costumes. Letra a. Assunto abordado: Fontes do Direito Adminis- trativo. Fonte Primária. Fonte Secundária. Prezado(a) aluno(a), Inicialmente deve-se destacar que a questão re- quer de você conhecimento acerca das fontes do Direito Administrativo. Nesse sentido, de acordo com a doutrina majo- ritária, temos como fonte principal a Lei em sen- tido amplo, ou seja, a Constituição Federal, leis, medidas provisórias, decretos legislativos, atos normativos infralegais etc. Em acréscimo, a doutrina traz como fonte se- cundária do Direito Administrativo a doutrina, os costumes, princípios gerais do Direito e as súmulas. No entanto, devo aqui, também, fazer uma advertência, pois as súmulas vinculantes, e ações judiciais de controle abstrato, como Ação 49 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital Direta de Inconstitucionalidade, Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão, Ação De- claratória de Constitucionalidade e Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental são fontes principais do Direito Administrativo, visto que criam direitos e obrigações. Infere-se, portanto, que o gabarito da questão é a alternativa letra A. (B) Errada. Neste caso, a questão torna-se errada ao afirmar que a doutrina é uma fonte primária do Direito Administrativo. A doutrina é considerada uma fonte secundária do Direito Administrativo. (C) Errada. Neste caso, a questão torna-se erra- da ao afirmar que os princípios gerais do Direito são fontes primárias do Direito Administrativo. Assim, deve-se ressaltar que os princípios ge- rais do Direito são fontes secundárias do Direito Administrativo. (D) Errada. Neste caso, a questão torna-se erra- da ao afirmar que súmulas do STJ são conside- radas fontes primárias do Direito Administrativo. Assim, vale destacar que, para a doutrina majo- ritária, são consideradas como fontes primárias do Direito Administrativo as súmulas vinculan- tes (súmulas emanadas pelo Superior Tribu- nal Federal). (E) Errada. Neste caso, a questão torna-se er- rada ao afirmar que os costumes são conside- rados fonte principal do Direito Administrativo. Assim, vale destacar que os costumes são con- siderados fonte secundária. 37 Sabe-se que a concorrência é a modalidade de licitação para contratação de bens e serviços especiais e de obras e serviços comuns e es- peciais de engenharia, cujo critério de julga- mento poderá ser, exceto: (A) menor retorno econômico. (B) melhor técnica ou conteúdo artístico. (C) maior desconto. (D) maior retorno econômico. (E) menor preço. Letra a. Assunto abordado: Lei n. 14.133/2021. Lei de Licitações e Contratos Administrativos. Prezado(a) aluno(a), Inicialmente deve-se destacar que a questão requer de você conhecimentos acerca da lei de licitações e contratos administrativos. Nesse sentido, para elucidarmos a questão, de- vemos analisar o artigo 6º, inciso XXXVIII, da Lei n. 14.133/2021. Vejamos: Art. 6º Para os fins desta Lei, conside- ram-se (...) XXXVIII – concorrência: modalidade de lici- tação para contratação de bens e serviços especiais e de obras e serviços comuns e es- peciais de engenharia, cujo critério de julga- mento poderá ser: a) menor preço; b) melhor técnica ou conteúdo artístico; c) técnica e preço; d) maior retorno econômico; e) maior desconto; Infere-se, portanto, que a alternativa que não condiz com a modalidade concorrência é a alter- nativa letra A, pois a modalidade menor retorno econômico não está disposta no inciso XXXVIII do artigo 6º da Lei n. 14.133/2021. (B) Certa. Neste caso a alternativa está correta, pois melhor técnica ou conteúdo artístico está contido no inciso XXXVIII, alínea “b”, do artigo 6º da Lei n. 14.133/2021. (C) Certa. Neste caso a alternativa está cor- reta, pois maior desconto está contido no in- ciso XXXVIII, alínea “e”, do artigo 6º da Lei n. 14.133/2021. (D) Certa. Neste caso a alternativa está correta, pois maior retorno econômico está contido no inciso XXXVIII, alínea “d”, do artigo 6º da Lei n. 14.133/2021. (E) Certa. Neste caso a alternativa está correta, pois menor preço está contido no inciso XXXVIII, alínea “a”, do artigo 6º da Lei n. 14.133/2021. 50 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 38 A responsabilidade civil do Estado é um prin- cípio jurídico que estabelece a obrigação do ente estatal em reparar os danos causados a terceiros em decorrência de sua atuação, seja por ação, omissão ou falha no serviço públi- co. Esse conceito é fundamentado na ideia de que, ao exercer suas funções e prerrogativas, o Estado pode gerar prejuízos a particulares, os quais devem ser compensados. Com base em seus conhecimentos sobre Di- reito Administrativo e na pacificada jurispru- dência do Tribunal Superior Federal sobre a responsabilidade civil do Estado, marque a al- ternativa correta. (A) A responsabilidade civil do Estado é objetiva e depende da responsabilização criminal do agente público e somente deve ser analisa- da após o trânsito em julgado. (B) A responsabilidade civil do Estado é subje- tiva e fundamenta-se na culpa do serviço, admitindoexcludentes de responsabilidade. Por essa razão, o cometimento de crime por um presidiário foragido do sistema prisional não conduzirá necessariamente à responsa- bilização extracontratual do poder público. (C) A responsabilidade civil do Estado é objetiva, fundamenta-se no risco administrativo e per- mite a inclusão de excludentes de responsa- bilidade. Portanto, o ato criminoso praticado por um detento evadido do sistema prisional não obrigatoriamente resultará na responsa- bilização extracontratual do poder público. (D) A responsabilidade civil do Estado é objetiva e está prevista no artigo 37, § 6º, e declara que as pessoas jurídicas de direito público e as prestadoras de serviço público não res- ponderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, as- segurado o direito de regresso contra o res- ponsável nos casos de dolo ou culpa. (E) A responsabilidade civil do Estado é objetiva e fundamenta-se na culpa do serviço, não aceitando excludentes de responsabilidade. Por esse motivo, a prática de crime por um detento fugitivo do sistema prisional resulta- rá na responsabilização extracontratual das autoridades públicas. Letra c. Assunto abordado: Responsabilidade civil do Estado. Prezado (a) Aluno (a), Inicialmente deve-se destacar que a questão re- quer de você conhecimento acerca da respon- sabilidade civil do Estado. Nesse sentido, devemos analisar o artigo 37, § 6º, da Constituição Federal, pois a responsa- bilidade civil do Estado, nos termos de nosso ordenamento, é informada, em regra, pela te- oria do risco administrativo, de índole objeti- va. Vejamos: Art. 37 (...) § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de ser- viços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, cau- sarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. Em acréscimo, sobre o tema da responsabi- lidade decorrente de fuga de presos, os quais venham a cometer novos crimes, o Superior Tri- bunal Federal firmou entendimento de que se aplica a responsabilidade objetiva. No entanto, é necessário que a fuga tenha relação direta e imediata com a prática de novo crime, o que exi- ge proximidade temporal. Assim, vejamos: "CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ART. 37, § 6º, DA CONSTITUIÇÃO. PESSOA CONDENADA CRIMINALMENTE, FORAGIDA DO SISTEMA PRISIONAL. DANO CAUSADO A TERCEIROS. INEXISTÊNCIA DE NEXO CAU- SAL ENTRE O ATO DA FUGA E A CONDUTA DANOSA. AUSÊNCIA DE DEVER DE INDENI- ZAR DO ESTADO. PROVIMENTO DO RECUR- SO EXTRAORDINÁRIO. 1. A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito público e das pessoas jurídicas de direito privado presta- doras de serviço público baseia-se no risco ad- ministrativo, sendo objetiva, exige os seguintes requisitos: ocorrência do dano; ação ou omissão administrativa; existência de nexo causal entre o dano e a ação ou omissão administrativa e au- sência de causa excludente da responsabilida- de estatal. 2. A jurisprudência desta CORTE, in- clusive, entende ser objetiva a responsabilidade 51 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital civil decorrente de omissão, seja das pessoas jurídicas de direito público ou das pessoas jurí- dicas de direito privado prestadoras de serviço público. 3. Entretanto, o princípio da responsa- bilidade objetiva não se reveste de caráter abso- luto, eis que admite o abrandamento e, até mes- mo, a exclusão da própria responsabilidade civil do Estado, nas hipóteses excepcionais configu- radoras de situações liberatórias como o caso fortuito e a força maior ou evidências de ocor- rência de culpa atribuível à própria vítima. 4. A fuga de presidiário e o cometimento de crime, sem qualquer relação lógica com sua evasão, extirpa o elemento normativo, segundo o qual a responsabilidade civil só se estabelece em re- lação aos efeitos diretos e imediatos causados pela conduta do agente. Nesse cenário, em que não há causalidade direta para fins de atribui- ção de responsabilidade civil extracontratual do Poder Público, não se apresentam os requisitos necessários para a imputação da responsabili- dade objetiva prevista na Constituição Federal - em especial, como já citado, por ausência do nexo causal. 5. Recurso Extraordinário a que se dá provimento para julgar improcedentes os pe- didos iniciais. Tema 362, fixada a seguinte tese de repercussão geral: “Nos termos do artigo 37, § 6º, da Constituição Federal, não se caracteri- za a responsabilidade civil objetiva do Estado por danos decorrentes de crime praticado por pessoa foragida do sistema prisional, quando não demonstrado o nexo causal direto entre o momento da fuga e a conduta praticada" . (RE 608880, Relator(a): MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: ALEXANDRE DE MO- RAES, Tribunal Pleno, julgado em 08/09/2020, PROCESSO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-240 DIVULG 30-09- 2020 PUBLIC 01-10-2020) Infere-se, portanto, que o gabarito da questão é a alternativa letra C. (A) Errada. Neste caso, a alternativa torna-se errada ao dizer que a responsabilidade depen- de da responsabilização criminal do agente público e somente deve ser analisada após o trânsito em julgado. Assim, entenda que a res- ponsabilidade civil do Estado é objetiva, de fato. No entanto, tal responsabilidade independe da criminal. (B) Errada. Neste caso, a questão torna-se er- rada ao afirmar que a responsabilidade civil do Estado é subjetiva e está fundada na teoria da culpa anônima do serviço. A responsabilidade civil do Estado, nos termos de nosso ordena- mento, é informada, em regra, pela teoria do ris- co administrativo, de índole objetiva. (D) Errada. Neste caso, a alternativa torna-se errada ao afirmar que a as pessoas jurídicas de direito público e as prestadoras de serviço pú- blico não responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a ter- ceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. Nesse sentido, vejamos o artigo 37, § 6º, da Constituição Federal: Art. 37 (...) § 6º As pessoas jurídicas de di- reito público e as de direito privado prestado- ras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. (E) Errada. Neste caso, a alternativa está errada ao afirmar que a teoria objetiva se fundamenta na culpa do serviço, não aceitando excludentes de responsabilidade. Nesse sentido, entenda que a teoria aplicável, em regra, é a do risco administrativo, e não a da culpa anônima, a qual exige prova de culpa, sendo, portanto, de índole subjetiva. Além disso, são admitidas ex- cludentes de responsabilidade, como demons- trado no caso hipotético da alternativa. Assim, o cometimento de crime por presidiário foragido do sistema prisional não necessariamente con- duzirá à responsabilização extracontratual do poder público. 52 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital 39 A organização da administração pública refere- -se à estrutura e distribuição de competências dentro do aparato estatal, visando o adequado desempenho das atividades governamentais. Além disso, a administração pública pode se organizar em diferentes esferas, como a fede- ral, estadual e municipal, cada uma com suas próprias competências e autonomia. Acerca da organização da administração públi- ca, assinale a alternativa correta. (A) Os órgãos integrantes da União, dos esta- dos, dos municípios e do Distrito Federal aos quais a lei confere o exercício de fun- ções administrativas integram a administra- ção pública indireta. (B) Integram a administração pública direta ór- gãos integrantes da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal aos quais a lei confere o exercício de funções adminis- trativas, bem como as autarquias e as fun- dações instituídas pelo poder público. (C)Integram a administração pública direta as empresas públicas, as sociedades de eco- nomia mista e os consórcios públicos. (D) As autarquias, as fundações instituídas pelo poder público e as empresas públicas inte- gram a administração pública indireta. (E) Integram a administração pública indireta as entidades paraestatais e o terceiro setor. Letra d. Assunto abordado: Organização da adminis- tração pública. Prezado(a) aluno(a), Inicialmente deve-se destacar que a questão requer de você conhecimentos acerca da orga- nização da Administração Pública. Perceba que as autarquias, as fundações públi- cas, as empresas públicas e as sociedades de economia mista são entes da administração pú- blica indireta. Logo, todos esses entes possuem personalidade jurídica própria. Ademais, a administração pública direta é for- mada pelos entes políticos, seus órgãos e seus poderes, quais sejam: União, estados, Distrito Federal, municípios, Conselho da República, Advocacia Geral da União, Câmara Municipal, Congresso Nacional etc. Assim, deve-se salientar que os órgãos públi- cos são unidades, integrantes da administração pública, e não possuem personalidade jurídi- ca própria. Exemplo: uma Secretaria Municipal é um ór- gão público ligado ao Poder Executivo munici- pal e integra a administração pública direta do município. De modo derradeiro e não menos importante, vejamos o inciso XIX, do artigo 37, da Constitui- ção Federal: Art. 37. A administração pública direta e indi- reta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, im- pessoalidade, moralidade, publicidade e efici- ência e, também, ao seguinte: (...) XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei comple- mentar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação; Infere-se, portanto, que o gabarito da questão é a letra D, pois as autarquias, as fundações ins- tituídas pelo poder público e as empresas públi- cas integram a administração pública indireta. (A) Errada. Neste caso, a alternativa torna-se errada ao afirmar que os órgãos integrantes da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal aos quais a lei confere o exercício de funções administrativas integram a adminis- tração pública indireta. Perceba que admi- nistração pública direta é composta pelos ór- gãos integrantes da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, aos quais a lei confere o exercício de funções administrativas. (B) Errada. Neste caso, a alternativa torna-se errada ao afirmar que integram a administra- ção pública direta órgãos integrantes da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Fe- deral aos quais a lei confere o exercício de fun- ções administrativas, bem como as autarquias e as fundações instituídas pelo poder público. Perceba que as autarquias, as fundações insti- tuídas pelo poder público, as empresas públi- cas e as sociedades de economia mista são entidades que integram a administração pú- blica indireta. (C) Errada. Neste caso, a alternativa torna-se errada ao afirmar que integram a administra- 53 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital ção pública direta as empresas públicas, as sociedades de economia mista e os consórcios públicos. Perceba que, quanto aos consórcios públicos, vale destacar o artigo 6º da Lei n. 11.107/2005. Vejamos: Art. 6º O consórcio público adquirirá persona- lidade jurídica: I – de direito público, no caso de constituir as- sociação pública, mediante a vigência das leis de ratificação do protocolo de intenções; II – de direito privado, mediante o atendimen- to dos requisitos da legislação civil. § 1º O consórcio público com personalidade jurídica de direito público integra a adminis- tração indireta de todos os entes da Federa- ção consorciados. § 2º O consórcio público, com personalida- de jurídica de direito público ou privado, ob- servará as normas de direito público no que concerne à realização de licitação, à celebra- ção de contratos, à prestação de contas e à admissão de pessoal, que será regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1º de maio de 1943. Assim, os consórcios públicos apenas integram a administração pública indireta se possuírem personalidade jurídica de direito público – asso- ciações públicas – nos termos do § 1º, do artigo 6º, da Lei n. 11.107/2005. (E) Errada. Neste caso, a alternativa torna-se errada ao afirmar que integram a administra- ção pública indireta as entidades paraestatais e o terceiro setor. Perceba que as entidades paraestatais e o terceiro setor não compõem a administração pública indireta. Nesse sentido, o Supremo Tribunal Federal possui o seguinte entendimento, vejamos: “(...) I – O SENAI, a exemplo do Serviço Social da Indústria – SESI, está sujeito à jurisdição da Justiça estadual, nos termos da Súmula 516 do Supremo Tribunal Federal. Os serviços sociais autônomos do denominado sistema 'S', embora compreendidos na expressão de entidade para- estatal, são pessoas jurídicas de direito privado, definidos como entes de colaboração, mas não integrantes da Administração Pública. II - Quan- do o produto das contribuições ingressa nos cofres dos Serviços Sociais Autônomos per- de o caráter de recurso público. Precedentes. III – Seja em razão da pessoa, seja em razão da natureza dos recursos objeto dos autos, não se tem por justificada a atuação do Ministério Público Federal, posto que não se vislumbra na hipótese a incidência do art. 109 da Constitui- ção Federal. IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ACO 1953 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe 19.02.2014) Em acréscimo, é imperioso destacar que as or- ganizações sociais, as organizações da socie- dade civil de interesse público e as conces- sionárias de serviços públicos não integram a administração pública indireta. 40 Os princípios da administração pública são di- retrizes fundamentais que norteiam a atuação dos órgãos e entidades governamentais. Tais princípios, muitas vezes mencionados na le- gislação e na doutrina jurídica, têm o objetivo de assegurar um exercício adequado e ético do poder público. De acordo com o ordenamento jurídico cons- titucional, marque os princípios expressos da administração pública. (A) Autoexecutoriedade, moralidade, impessoa- lidade, eficiência e legalidade. (B) Eficiência, legalidade, moralidade, impesso- alidade e publicidade. (C) Eficiência, imperatividade, tipicidade, morali- dade e legalidade. (D) Impessoalidade, moralidade, presunção de legalidade, eficiência e publicidade. (E) Eficiência, conformidade, impessoalidade, publicidade e moralidade. Letra b. Assunto abordado: Princípios da administra- ção pública. Prezado(a) Aluno(a), Inicialmente deve-se destacar que a ques- tão requer de você conhecimentos acerca dos princípios que regem a administração pública e que estão positivados na Constituição Fede- ral de 1988. Nesse sentido, para elucidarmos essa questão, devemos analisar o artigo 37 da Constituição Federal. Vejamos: 54 1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital Art. 37. A administração pública direta e indi- reta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (...) Infere-se, portanto, que a alternativa correta é a letra B, pois os princípios que estão expres- sos no texto constitucional são: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. (A) Errada. Neste caso, a alternativa torna-se errada do afirmar que a autoexecutoriedade é um princípio da administração pública. Nesse sentido, deve-se destacar que autoexecutorie- dade não é princípio, mas sim atributo dos atos administrativos. (C) Errada.