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29
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
POLÍCIA MILITAR DE PERNAMBUCO
OFICIAL (PÓS-EDITAL)
OPÇÃO: ESPANHOL
1º SIMULADO
GABARITO
OFICIAL
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
C B D E A E C A A C
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
D A E B D D B D A C
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
B A D C B C E A A D
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
A C D B D A A C D B
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
A B B B D D C D C C
51 52 53 54 55 56 57 58 59 60
D C E A E A E E C C
61 62 63 64 65 66 67 68 69 70
A A A C B D A D A E
31
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
PROVAS OBJETIVAS 
(BLOCOS I, II E III)
Língua Portuguesa
Fidelis Almeida
 � A ficção científica tende a confundir inteli-
gência com consciência, e supõe que para se 
equipar ou suplantar a inteligência humana os 
computadores terão de desenvolver consciên-
cia. O enredo básico de quase todos os filmes 
e livros sobre IA1 gira em torno do momento 
mágico no qual um computador ou robô ganha 
consciência. Tendo acontecido isso, ou o he-
rói humano se apaixona pelo robô, ou o robô 
tenta matar todos os humanos, ou ambas as 
coisas acontecem simultaneamente.
 � Porém na realidade não há motivo para 
supor que a inteligência artificial vá desenvol-
ver consciência, porque inteligência e consci-
ência são coisas muito diferentes. Inteligência 
é a aptidão para resolver problemas. Consci-
ência é a aptidão para sentir coisas como dor, 
alegria, amor e raiva. Tendemos a confundir os 
dois porque nos humanos e nos outros mamí-
feros a inteligência anda de mãos dadas com 
a consciência. Mamíferos resolvem a maioria 
dos problemas sentindo coisas. Computado-
res, no entanto, resolvem problemas de ma-
neira muito diversa.
 � Há vários caminhos diferentes que le-
vam a uma grande inteligência, e apenas al-
guns desses caminhos envolvem a tomada 
de consciência. Assim como os aviões voam 
mais rápido que aves sem jamais desenvolver 
penas, também os computadores podem re-
solver problemas muito melhor do que mamí-
feros sem jamais desenvolver sentimentos. É 
verdade que a IA terá de analisar sentimentos 
humanos com muita precisão para ser capaz 
de tratar doenças humanas, identificar terro-
ristas humanos, recomendar parceiros huma-
nos e percorrer uma rua cheia de pedestres 
humanos. Mas poderia fazer isso sem ter sen-
timentos próprios. Um algoritmo não precisa 
sentir alegria, raiva ou medo para reconhecer 
os diferentes padrões bioquímicos de maca-
cos alegres, irados ou assustados.
 �
HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21.	 São Paulo: 
Companhia das Letras, 2018.
				1.	Inteligência	artificial
1 
Com base no texto, é correto afirmar que
(A) a ficção científica apresenta uma visão re-
alista da inteligência artificial, pois antecipa 
seu desenvolvimento futuro.
(B) a inteligência artificial, para ser genuinamen-
te eficaz, deve necessariamente simular a 
consciência humana.
(C) a ficção científica incorretamente iguala inte-
ligência com consciência, um equívoco não 
observado na inteligência artificial real.
(D) a consciência é um subproduto inevitável do 
avanço da inteligência artificial, conforme re-
tratado na ficção científica.
(E) a ficção científica e a realidade da inteligên-
cia artificial estão alinhadas quanto à neces-
sidade de emoções para a resolução de pro-
blemas complexos.
Letra c.
Assunto abordado: Compreensão e interpre-
tação de textos.
(A) Errada. O autor critica a representação da 
inteligência artificial na ficção científica, não a 
endossa como realista.
(B) Errada. O texto destaca que inteligência e 
consciência são distintas, e a última não é es-
sencial para a eficácia da inteligência artificial.
(C) Certa. O texto distingue claramente entre 
essas duas noções, pois argumenta que, na re-
alidade, a IA pode ser altamente inteligente sem 
necessariamente desenvolver consciência, uma 
nuance que é frequentemente mal-interpretada 
ou simplificada em obras de ficção científica.
(D) Errada. O texto sugere que a consciência 
não é um resultado necessário do desenvolvi-
mento da inteligência artificial.
(E) Errada. O texto argumenta exatamente o 
oposto, que a inteligência artificial pode resolver 
problemas complexos sem que tenha emoções.
32
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
2 
Considerando-se as ideias apresentadas no 
texto, a visão adequada sobre o futuro desen-
volvimento da inteligência artificial em relação 
à consciência é apresentada em:
(A) A inteligência artificial evoluirá para formas 
que replicam a consciência humana, tornan-
do-se indistinguível dos seres humanos.
(B) A distinção entre inteligência e consciência 
na inteligência artificial indica que futuros 
avanços enfatizarão habilidades analíticas, 
separadas das emoções humanas.
(C) A inteligência artificial, ao desenvolver cons-
ciência, será capaz de superar a inteligência 
humana em todos os aspectos.
(D) O desenvolvimento da consciência é um 
marco crítico na jornada para criar inteligên-
cia artificial verdadeiramente autônoma e 
autoconsciente.
(E) A evolução da inteligência artificial depen-
derá da sua capacidade de experienciar e 
expressar emoções humanas.
Letra b.
Assunto abordado: Compreensão e interpre-
tação de textos.
(A) Errada. O texto não apoia a ideia de que a 
inteligência artificial necessariamente evoluirá 
para replicar a consciência humana.
(B) Certa. O texto indica que a inteligência ar-
tificial pode evoluir e aprimorar suas habilida-
des analíticas de resolução de problemas, sem 
necessariamente desenvolver ou incorporar a 
consciência, que está associada às emoções 
humanas. Isso reflete a ideia do texto de que in-
teligência e consciência são entidades distintas.
(C) Errada. O texto não sugere que a inteligên-
cia artificial superará a inteligência humana em 
todos os aspectos devido ao desenvolvimento 
de consciência.
(D) Errada. O texto indica que o desenvolvimen-
to da consciência não é um marco crítico para a 
inteligência artificial.
(E) Errada. O texto indica que a inteligência arti-
ficial pode avançar sem necessariamente expe-
rienciar ou expressar emoções humanas.
3 
A tipologia textual predominante no texto é a
(A) narrativa, pois relata eventos fictícios e reais 
envolvendo inteligência artificial e humanos.
(B) descritiva, visto que caracteriza detalha-
damente as diferenças entre inteligência e 
consciência.
(C) expositiva, porque apresenta informações e 
conceitos relacionados à inteligência artifi-
cial e sua representação na ficção científica.
(D) argumentativa, uma vez que defende um 
ponto de vista sobre a relação entre inteli-
gência artificial e consciência.
(E) injuntiva, porquanto apresenta orientações 
ou procedimentos sobre o uso ou compre-
ensão da inteligência artificial.
Letra d.
Assunto abordado: Tipologias textuais.
(A) Errada. O texto não segue uma estrutura 
narrativa com personagens, enredo e desenvol-
vimento de uma história. Embora mencione en-
redos de ficção científica, o foco não é narrá-los, 
mas discutir conceitos.
(B) Errada. Embora o texto descreva a diferença 
entre inteligência e consciência, não se concen-
tra principalmente em detalhar suas caracterís-
ticas ou qualidades, as quais são típicas de tex-
tos descritivos.
(C) Errada. O texto não apresenta informações 
e conceitos sobre a inteligência artificial, mas 
sim a defesa de um argumento, o que o torna 
predominantemente argumentativo.
(D) Certa. O texto apresenta e defende uma po-
sição específica sobre a relação entre inteligên-
cia e consciência na inteligência artificial e criti-
ca a representação comum na ficção científica. 
O autor usa argumentos e comparações para 
persuadir o leitor, características fundamentais 
de um texto argumentativo.
(E) Errada. O texto não fornece instruções, co-
mandos ou orientações, que são característicos 
de textos injuntivos. Seu objetivo não é instruir o 
leitor sobre como fazer algo, mas apresentar e 
sustentar um ponto de vista.
33
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
4 
No períodoNeste caso, a alternativa torna-se 
errada ao afirmar que tipicidade e imperativi-
dade são princípios da administração pública. 
Nesse sentido, deve-se destacar que tipicidade 
e imperatividade não são princípios, mas sim 
atributos dos atos administrativos.
(D) Errada. Neste caso, a alternativa torna-se 
errada ao afirmar que presunção de legalidade 
é um dos princípios da administração pública. 
Nesse sentido, deve-se destacar que presun-
ção de legalidade não é um princípio da admi-
nistração pública, mas sim um atributo dos atos 
administrativos.
(E) Errada. Neste caso, a alternativa torna-se 
errada ao afirmar que continuidade é um prin-
cípio da administração pública. Nesse sentido, 
vale ressaltar que os princípios expressos es-
tão contidos no artigo 37 da Constituição Fede-
ral. Vejamos:
Art. 37. A administração pública direta e indi-
reta de qualquer dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
obedecerá aos princípios de legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade 
e eficiência e, também, ao seguinte: (...)
Direito Penal
Sérgio Bautzer
41 
Assinale a alternativa incorreta.
(A) O juiz, de ofício, a requerimento do Ministé-
rio Público ou do assistente de acusação, ou 
mediante representação da autoridade de 
polícia judiciária, poderá decretar, no curso 
do inquérito ou da ação penal, a apreensão 
e outras medidas assecuratórias nos casos 
em que haja suspeita de que os bens, di-
reitos ou valores sejam produto do crime ou 
constituam proveito dos crimes previstos na 
Lei de Drogas, observando o Código de Pro-
cesso Penal no que se refere à matéria.
(B) Segundo a Lei de Drogas, há dois tipos de 
internação: a voluntária e a involuntária, que 
foram incluídas no bojo da norma, por conta 
de recente alteração legislativa. A internação 
involuntária, que não é uma espécie de san-
ção penal, e é definida como aquela que se 
dá, sem o consentimento do dependente, a 
pedido de familiar ou do responsável legal 
ou, na absoluta falta deste, de servidor pú-
blico da área de saúde, da assistência social 
ou dos órgãos públicos integrantes do Sis-
nad, com exceção de servidores da área de 
segurança pública, que constate a existên-
cia de motivos que justifiquem a medida.
(C) Incorre nas mesmas penas do crime de tráfi-
co de drogas, previsto no art. 33, cabeça, da 
Lei n. 11.343/2006, quem vende substância 
entorpecente a agente policial disfarçado, 
quando presentes elementos probatórios ra-
zoáveis de conduta criminal preexistente.
(D) Segundo a jurisprudência pacífica do STJ e 
do STF, são inaplicáveis a transação penal e 
o “sursis” processual nos crimes ou contra-
venções penais praticados contra a mulher 
no âmbito das relações domésticas.
(E) A conduta de destruir, inutilizar ou deteriorar 
o patrimônio do município de Recife configu-
ra o crime de dano qualificado.
Letra a.
Assunto abordado: Leis penais especiais. Di-
reito Penal. Jurisprudência do STJ e do STF.
A assertiva está errada, uma vez que o art. 60 
da Lei de Drogas foi alterado, não permitindo 
que o magistrado decrete de ofício as medidas 
55
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
assecuratórias, ou seja, sem provocação dos le-
gitimados, respeitando assim os modernos prin-
cípios que regem o processo penal.
42 
Assinale a alternativa incorreta.
(A) Os crimes contra a dignidade sexual, pre-
vistos no Código Penal, são de ação penal 
pública incondicionada.
(B) Não viola orientação do STJ a manutenção 
da prisão de acusado que vem a receber 
medida de segurança de internação ao final 
do processo, ainda que se alegue ausência 
de vagas em hospitais adequados à realiza-
ção do tratamento.
(C) O fato de a vítima ser uma celebridade não 
afasta a competência do Juizado de Violên-
cia Doméstica e Familiar contra a Mulher 
para processar e julgar o delito, segundo 
orientação do STJ.
(D) A ação penal relativa ao crime de injúria em 
situação de violência doméstica contra a 
mulher é exclusivamente privada, também 
chamada de privada propriamente dita.
(E) O crime de pichação é uma infração penal 
de menor potencial ofensivo e está prevista 
na Lei dos Crimes Ambientais.
Letra b.
Assunto abordado: Leis penais especiais. Di-
reito Penal.
A alternativa está em desacordo com o enten-
dimento do Superior Tribunal de Justiça. Ver: 
STJ. 6ª Turma. RHC 38499-SP, Rel. Min. Maria 
Thereza De Assis Moura, julgado em 11/3/2014 
(Info 537). O criminoso que é considerado inim-
putável não pode permanecer no mesmo es-
tabelecimento prisional com aqueles que pos-
suem condições de entender o caráter ilícito 
do fato e de se determinar de acordo com esse 
entendimento.
43 
Aponte a alternativa incorreta.
(A) O crime de omissão na cautela da guarda de 
arma de fogo, previsto no art. 13, cabeça, do 
Estatuto do Desarmamento, é delito de me-
nor potencial ofensivo, uma vez que a pena 
máxima é igual a 2 anos.
(B) O crime de porte de arma de fogo, seja de 
uso permitido ou restrito, na modalidade 
transportar, não admite participação.
(C) Configura crime o porte ilegal de arma de 
fogo ou de arma de fogo de uso restrito com 
registro de cautela vencido.
(D) É possível a utilização do agente de polícia 
disfarçado na investigação do crime de co-
mércio ilegal de arma de fogo, desde o ad-
vento da Lei Anticrime.
(E) Ceder, ainda que gratuitamente, ocultar ou 
transportar arma de fogo de uso permitido, 
sem autorização ou em desacordo com de-
terminação legal ou regulamentar, configura 
crime de porte ilegal de arma de fogo.
Letra b.
Assunto abordado: Estatuto do De-
sarmamento.
A alternativa viola orientação do STJ em relação 
ao assunto. VER: 6ª Turma. REsp 1.887.992-
PR, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 07/12/2021 
(Info 721).
O crime de porte de arma de fogo, seja de uso 
permitido ou restrito, na modalidade transportar, 
admite coautoria ou participação.
56
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
44 
Aponte a alternativa incorreta.
(A) Tanto o STF como o STJ afastaram do or-
denamento jurídico, em matéria de crimes 
ambientais, a aplicação da Teoria da Dupla 
Imputação, também chamada de Teoria das 
Imputações Paralelas, ou seja, não é neces-
sário que as pessoas física e jurídica sejam 
investigadas ou processadas ao mesmo 
tempo pela prática de crime ambiental.
(B) Segundo o STF, o crime de lesão corporal 
culposa em decorrência de acidente de trân-
sito não absorve a conduta de se dirigir com 
habilitação vencida.
(C) Segundo a jurisprudência pacífica do STJ, a 
apresentação de CRLV falso para policial ro-
doviário federal é crime de competência da 
Justiça Federal.
(D) O crime de extorsão mediante sequestro é 
hediondo tanto em sua forma simples como 
na forma qualificada.
(E) A Lei dos Crimes Hediondos prevê em seu 
bojo uma forma de delação premiada.
Letra b.
Assunto abordado: Jurisprudência dos tri-
bunais superiores. Direito Penal. Leis penais 
especiais.
Vejamos julgado do STF:
“Habeas corpus. 2. Código de Trânsito Brasilei-
ro. Direção sem habilitação, art. 309; e, lesão 
corporal, art. 303. 3. Incidência do princípio da 
consunção. O crime de dirigir sem habilitação é 
absorvido pelo delito de lesão corporal 4. Pre-
cedentes de ambas as turmas. 5. Falta de re-
presentação da vítima 6. Ordem concedida para 
restabelecer a decisão de primeiro grau, que re-
jeitou a denúncia. (HC 128921, Relator(a): Min. 
GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 
25/08/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-
180 DIVULG 10-09-2015 PUBLIC 11-09-2015).”
45 
Aponte a alternativa incorreta.
(A) O STJ entendeu que a importação de pou-
cas sementes de maconha não é suficiente 
para enquadrar o autor da conduta nos cri-
mes previstos na Lei de Drogas e reconhe-
ceu a atipicidade da conduta.
(B) O crime de injúria racial é imprescritível, ina-
fiançável e punido com pena de reclusão.
(C) Configura crime de tortura submeter alguém 
sob sua autoridade, com emprego de violên-
cia ou grave ameaça, causando sofrimento 
físico ou mental, a castigo pessoal ou me-dida de caráter preventivo, e não crime de 
abuso de autoridade.
(D) A Nova Lei de Abuso de Autoridade prevê 
em seu bojo o crime de violência arbitrária.
(E) É cabível o princípio da insignificância nos 
crimes ambientais.
Letra d.
Assunto abordado: Jurisprudência dos tri-
bunais superiores. Direito Penal. Leis penais 
especiais.
O crime de violência arbitrária está previsto no 
art. 322 do CP. É um erro crasso, muitas vezes 
causado pela leitura de notícias em veículos mi-
diáticos, que insistem em “classificar” tal delito 
como abuso de autoridade.
57
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
Direito Processual Penal
Marcelo Macintyre
46 
Assinale a alternativa correta.
(A) O regime da fiança no Código de Proces-
so Penal dispõe que a concessão de fian-
ça é ato exclusivo da autoridade judicial, 
visto que implica decisão sobre a liberdade 
da pessoa.
(B) A autoridade policial somente poderá con-
ceder fiança no caso de crimes patrimoniais 
cuja pena privativa de liberdade mínima seja 
inferior a 4 anos.
(C) A autoridade policial, para determinar o valor 
da fiança, terá em consideração a natureza 
da infração, as condições pessoais de fortu-
na e vida pregressa do acusado e as circuns-
tâncias indicativas de sua culpabilidade.
(D) A fiança pode ser prestada em qualquer mo-
mento processual, enquanto não transitar 
em julgado a sentença penal condenatória, 
e somente será concedida, pelo juiz, após 
prévia manifestação do Ministério Público.
(E) Constituem-se infrações de menor poten-
cial ofensivo as contravenções penais e 
os crimes cuja pena privativa de liberdade 
não exceda a dois anos ou aos quais, qual-
quer que seja a pena privativa de liberdade 
prevista, seja alternativamente cominada 
pena de multa.
Letra d.
Assunto abordado: Liberdade provisória.
(A) Errada. Não apenas o juiz, mas também a 
autoridade policial poderá arbitrar a fiança, des-
de que atenda aos requisitos. A autoridade po-
licial somente poderá conceder fiança nos ca-
sos de infração cuja pena privativa de liberdade 
máxima não seja superior a 4 (quatro) anos; 
nos demais casos, a fiança será requerida ao 
juiz, que decidirá em 48 (quarenta e oito) horas, 
de acordo com o art. 322 CPP, caput e pará-
grafo único.
(B) Errada.
CPP. Art. 322. A autoridade policial SO-
MENTE poderá conceder fiança nos casos 
de infração cuja pena privativa de liberdade 
máxima não seja superior a 4 anos. 
Parágrafo único. Nos demais casos, a fiança 
será requerida ao juiz, que decidirá em 48 
(quarenta e oito) horas. (Grifos nossos.)
A fiança poderá ser prestada enquan-
to não transitar em julgado a sentença 
condenatória.
(C) Errada.
CPP. Art. 326. Para determinar o valor da 
fiança, a autoridade terá em consideração a 
natureza da infração, as condições pessoais 
de fortuna e vida pregressa do acusado, as 
circunstâncias indicativas de sua periculosi-
dade, bem como a importância provável das 
custas do processo, até final julgamento.
(D) Certa.
CPP. Art. 333. Depois de prestada a fian-
ça, que será concedida independentemente 
de audiência do Ministério Público, este terá 
vista do processo a fim de requerer o que jul-
gar conveniente.
(E) Errada.
Lei n. 9.099/1995. Art. 61. Consideram-se in-
frações penais de menor potencial ofensivo, 
para os efeitos desta Lei, as contravenções 
penais e os crimes a que a lei comine pena 
máxima não superior a 2 (dois) anos, cumula-
da ou não com multa.
58
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
47 
Com relação à competência em matéria pro-
cessual penal, marque a alternativa correta.
(A) É da competência da Justiça Federal o pro-
cesso e julgamento dos crimes de tráfico in-
ternacional de drogas, sendo considerados 
motivos suficientes para o deslocamento da 
competência para a Justiça Federal o fato 
de um dos corréus ser estrangeiro e (ou) a 
eventual origem externa da droga.
(B) A competência da Justiça Federal é resi-
dual em relação à competência da Justi-
ça Estadual.
(C) O julgamento de crime de roubo seguido de 
morte praticado por pessoa sem foro privile-
giado contra órgão público federal é da com-
petência do juiz singular da Justiça Federal.
(D)	 Compete à Justiça Federal o julgamento de 
contravenções praticadas em detrimento de 
interesses da União, quando elas forem co-
nexas aos crimes de sua competência.
(E) Processo e julgamento dos crimes cone-
xos de competência federal, eleitoral e es-
tadual compete à Justiça Federal, uma vez 
que prevalece a justiça especial em rela-
ção à comum.
Letra c.
Assunto abordado: Competência em matéria 
processual penal.
(A) Errada. 26/04/2011 PRIMEIRA TURMA. HA-
BEAS CORPUS 103.945 SÃO PAULO. 
RELATOR: MIN. DIAS TOFFOLI 
PACTE.(S): JORGE EVANGELISTA 
DE QUADROS. 
IMPTE.(S): HÉCTOR LUIZ BORECKI 
CARRILLO. 
COATOR(A/S)(ES): SUPERIOR TRIBUNAL 
DE JUSTIÇA. 
EMENTA: Habeas corpus. Processual Penal. 
Tráfico ilícito de entorpecentes. Alegação de 
caracterização da transnacionalidade do delito. 
Dilação probatória. Inadequação da via eleita. 
Prisão em flagrante mantida na sentença conde-
natória. Direito de apelar em liberdade. Funda-
mentação idônea. Precedentes. Writ denegado. 
1. Compete à Justiça Federal o julgamento dos 
crimes de tráfico internacional de drogas. Entre-
tanto, nem o simples fato de alguns corréus 
serem estrangeiros, nem a eventual origem 
externa da droga, são motivos suficientes para 
o deslocamento da competência para a Justi-
ça Federal.
(B) Errada. A Justiça Estadual é que é residual 
em relação à Justiça Federal, sendo da compe-
tência desta as hipóteses previstas no art. 109 
da Constituição Federal.
(C) Certa.
CF/1988. Art. 109. Aos juízes federais com-
pete processar e julgar: (...)
IV – os crimes políticos e as infrações penais 
praticadas em detrimento de bens, serviços 
ou interesse da União ou de suas entidades 
autárquicas ou empresas públicas, excluídas 
as contravenções e ressalvada a competên-
cia da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral.
Súmula n. 603 do STF	– A competência para 
o processo e julgamento de latrocínio é do juiz 
singular e não do tribunal do júri.
(D) Errada. A conexão entre crime federal e con-
travenção penal enseja cisão de competência 
(separação), com a Justiça Federal julgando 
o crime, e a Estadual, a contravenção. Sendo 
assim, como regra, a competência para o jul-
gamento das contravenções é da Justiça Esta-
dual, sendo exceções as contravenções pratica-
das pelos detentores de foro na Justiça Federal 
e as contravenções praticadas com ofensa a 
direitos e interesses indígenas.
(E) Errada. A Justiça Federal não é justiça es-
pecial, mas sim comum. A Justiça Eleitoral sim, 
é especial.
59
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
48 
Em relação ao Direito Processual Penal e às 
súmulas do Supremo Tribunal Federal – STF, 
pode-se afirmar:
(A) É possível o desaforamento de processo da 
competência do júri sem a audiência da de-
fesa quando, fundada em assertivas do juiz, 
a decisão for motivada no interesse da or-
dem pública.
(B) Consoante jurisprudência do STJ, não se 
admite, a despeito da inteligibilidade dos 
fundamentos, que a autoridade judiciária in-
tegrante de tribunal de apelação, ao profe-
rir voto, reporte-se a sentença ou a parecer 
ministerial.
(C) Enunciado de súmula do STF define como 
absoluta a nulidade tanto por ausência 
quanto por deficiência de defesa.
(D) A gravação de conversa telefônica por um 
dos interlocutores não é considerada inter-
ceptação telefônica, ainda que tenha sido 
feita com a ajuda de um repórter, pois, nes-
se caso, a gravação é clandestina, mas não 
ilícita, nem ilícito é seu uso, em particular 
como meio de prova.
(E) A analogia é aplicável somente em caso de 
lacuna involuntária da lei, ainda que não 
haja real semelhança entre o caso previsto 
e o não previsto.
Letra d.
Assunto abordado: Súmulas, jurisprudência 
dominante dos Tribunais Superiores e legisla-
ção relacionada com os temas.
(A) Errada. Súmula 712 – STF: É nula a de-
cisão que determinao desaforamento de pro-
cesso da competência do júri sem audiência 
da defesa.
(B) Errada. HABEAS CORPUS. ROUBO CIR-
CUNSTANCIADO. ARGUIÇÃO DE NULIDADE 
POR FALTADE FUNDAMENTAÇÃO. ACÓR-
DÃO QUE ADOTA COMO RAZÕES DE DECI-
DIR MOTIVAÇÃOCONTIDA NA SENTENÇA DE 
PRIMEIRO GRAU E EM PARECER DO MINIS-
TÉRIOPÚBLICO. EIVA RECONHECIDA. PRI-
SÃO. RELAXAMENTO. NEGATIVA DE APELA-
REM LIBERDADE. MANUTENÇÃO. ORDEM 
PARCIALMENTE CONCEDIDA.
1. Não se desconhece a existência de inúme-
ros julgados, tanto desta Corte Superior, quan-
to do Supremo Tribunal Federal, que afastam 
a alegação de nulidade pela suposta ofensa 
ao artigo 93, inciso X, da Constituição Federal, 
quando a autoridade judiciária, ao fundamentar 
sua decisão, reporta-se à sentença ou ao pare-
cer ministerial.
2. Contudo, conquanto se admita que o magis-
trado reenvie a fundamentação de seu decisum 
a outra peça constante do processo, e ainda 
que se permita que a motivação dos julgados 
seja sucinta, deve-se garantir, tanto às partes 
do processo, quanto à sociedade em geral, a 
possibilidade de ter acesso e de compreender 
as razões pelas quais determinada decisão 
foi tomada.
3. Na hipótese dos autos, o julgado colegia-
do não atende ao comando constitucional, 
porquanto não apresenta de forma mínima os 
fundamentos que ensejaram a negativa de pro-
vimento do apelo interposto pela defesa do pa-
ciente, de modo que o reconhecimento de sua 
nulidade é medida que se impõe.
4. Ainda que esta Corte anule o julgamento do 
recurso de apelação interposto, o paciente res-
tou, a princípio, condenado em primeira instân-
cia, tendo a sentença lhe negado o direito de 
apelar em liberdade, razão pela qual nessa con-
dição deve aguardar o novo julgamento de seu 
inconformismo, mesmo porque não se vislumbra 
notícias quanto à existência de ato coator oriun-
do do Segundo Grau quanto a este aspecto.
5. Ordem parcialmente concedida, nos termos 
do voto do Relator. (STJ. Quinta Turma. 188679 
SP 2010/0197981-1, Rel: Ministro JORGE 
MUSSI, Julgamento: 27/09/2011, Publicação: 
DJe 28/10/2011.)
(C) Errada. A assertiva infere que enunciado da 
súmula do STF define como absoluta a nulida-
de tanto por ausência quanto por deficiência 
de defesa. Ocorre que a Súmula 523 em ques-
tão na verdade faz uma distinção entre a nulida-
de quanto à ausência de defesa, que é absolu-
ta, e a nulidade quanto à deficiência de defesa, 
que é relativa, isto é, exige a demonstração do 
prejuízo para que o ato possa ser anulado.
Súmula 523 do STF: no processo penal, a fal-
ta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a 
sua deficiência só o anulará se houver prova 
de prejuízo para o réu.
(D) Certa. STF - HC 80949 / RJ - RIO DE JANEI-
RO: "(...) IV. Escuta gravada da comunicação 
telefônica com terceiro, que conteria evidência 
60
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
de quadrilha que integrariam: ilicitude, nas cir-
cunstâncias, com relação a ambos os interlocu-
tores. 5. A hipótese não configura a gravação da 
conversa telefônica própria por um dos interlo-
cutores – cujo uso como prova o STF, em dadas 
circunstâncias, tem julgado lícito (...)".
(E) Errada. A analogia é aplicável somente em 
caso de lacuna involuntária da lei, ainda que 
não haja real semelhança entre o caso previsto 
e o não previsto. Fundamentação: no dizer do 
Dr. Flávio Fenoglio Guimarães, “analogia é uma 
forma de auto-integração do direito (ou norma), 
funcionando como mecanismo de preenchimen-
to das lacunas da lei”. No dizer de Franco Mon-
toro, é essencialmente o raciocínio pelo qual 
passamos de um ou mais casos particulares 
para outro caso particular. Ainda, segundo Bet-
tiol, consiste na extensão de uma norma jurídica 
de um caso previsto com fundamento na seme-
lhança entre os dois casos, porque o princípio 
informador da norma que deve ser estendida 
abraça em si também o caso não expressamen-
te nem implicitamente previsto.
49 
Com relação ao inquérito policial, marque a al-
ternativa correta.
(A) Tem-se o arquivamento implícito quando 
o juiz, em virtude do não oferecimento de 
denúncia pelo Ministério Público, funda-
mentado em razões de incompetência da 
autoridade jurisdicional, recebe tal manifes-
tação como se tratasse de um pedido de ar-
quivamento.
(B) O inquérito policial não deve conter, para a 
garantia da preservação do princípio da não 
culpabilidade, informações relativas à vida 
pregressa do indiciado, sob o ponto de vista 
individual, familiar ou social.
(C) O IP acompanhará a denúncia ou queixa, 
sempre que servir de base a uma ou outra.
(D) Para verificar a possibilidade de a infração ter 
sido praticada de determinado modo, a auto-
ridade policial poderá proceder à reprodução 
simulada dos fatos, ainda que esta contrarie 
a moralidade ou a ordem pública, tendo em 
vista o princípio da obrigatoriedade.
(E) É vedada a requisição de diligências pelo 
indiciado em inquérito policial, por ser provi-
dência a cargo exclusivo dos órgãos de per-
secução penal. 
Letra c.
Assunto abordado: Inquérito policial.
(A) Errada. Entende-se por arquivamento im-
plícito o fenômeno verificado quando titular da 
ação penal pública deixa de incluir na denúncia 
algum fato investigado ou algum dos indiciados, 
sem justificação ou expressa manifestação des-
te procedimento, sendo que esse arquivamento 
irá se consumar quando o juiz não se pronun-
ciar com relação aos fatos omitidos na peça de 
acusação. (Essa forma de arquivamento não é 
aceita pelo nosso ordenamento jurídico). O ar-
quivamento indireto ocorre quando o Ministé-
rio Público declina explicitamente da atribuição 
de oferecer a denúncia por entender que o juiz/
próprio Ministério Público são incompetentes 
para aquela ação penal, e o juiz acata a opinião 
e determina a remessa ao juiz competente ou, 
discordando, aplica o previsto no art. 28 do CPP. 
(B) Errada.
CPP. Art. 6º, IX – averiguar a vida pregressa 
do indiciado, sob o ponto de vista individual, 
familiar e social, sua condição econômica, 
sua atitude e estado de ânimo antes e depois 
do crime e durante ele, e quaisquer outros 
elementos que contribuírem para a aprecia-
ção do seu temperamento e caráter.
(C) Certa.
CPP. Art. 12. O inquérito policial acompanha-
rá a denúncia ou queixa, sempre que servir 
de base a uma ou outra.
(D) Errada.
CPP, Art. 7º Para verificar a possibilidade de 
haver a infração sido praticada de determina-
do modo, a autoridade policial poderá proce-
der à reprodução simulada dos fatos, desde 
que esta não contrarie a moralidade ou a 
ordem pública. (Grifos nossos.)
61
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
(E) Errada.
CPP. Art. 14. O ofendido, ou seu represen-
tante legal, e o indiciado poderão requerer 
qualquer diligência, que será realizada, ou 
não, a juízo da autoridade.
50 
Com relação ao acordo de não persecução pe-
nal, marque a alternativa correta.
(A) Não sendo caso de arquivamento e ten-
do o investigado confessado formal e cir-
cunstancialmente a prática de infração pe-
nal sem violência ou grave ameaça e com 
pena mínima superior a 4 (quatro) anos, o 
Ministério Público poderá propor acordo de 
não persecução penal, desde que necessá-
rio e suficiente para reprovação e preven-
ção do crime.
(B) Não se admitirá o acordo de não persecu-
ção penal nos casos em que for cabível a 
suspensão condicional do processo, nos ter-
mos da lei.
(C) É possível a renúncia voluntária a bens e 
direitos indicados pelo Ministério Público 
como instrumentos, produto ou proveito do 
crime, como condição para a celebração do 
acordo de não persecução penal.
(D) Para celebrar o acordo de não persecução 
penal, o investigado deverá confessar formal 
e judicialmente a prática de infração penal.
(E) Em se tratando de cumprimento das con-
dições impostas em ANPP, a competência 
para a sua execução é do juízo do atual do-
micílio do investigado, em qualquer hipótese.
Letra c.
Assunto abordado: Acordo de não perse-
cução penal.
(A) Errada. O acordo de não persecução penal 
está previsto para infraçõespenais com pena 
mínima inferior a 4 (quatro) anos, e não supe-
rior, como mencionado.
(B) Errada. 
Art. 18, §1º Não se admitirá a proposta nos 
casos em que: (Redação	dada	pela	Resolu-
ção	n°	183,	de	24	de	janeiro	de	2018)
I – for cabível a transação penal, nos termos 
da lei; (Redação	dada	pela	Resolução	n°	183,	
de	24	de	janeiro	de	2018)
II – o dano causado for superior a vinte sa-
lários mínimos ou a parâmetro econômico 
diverso definido pelo respectivo órgão de re-
visão, nos termos da regulamentação local; 
(Redação	dada	pela	Resolução	n°	183,	de	24	
de	janeiro	de	2018)
III – o investigado incorra em alguma das hi-
póteses previstas no art. 76, § 2º, da Lei no 
9.099/95; (Redação	dada	pela	Resolução	n°	
183,	de	24	de	janeiro	de	2018)
IV – o aguardo para o cumprimento do acor-
do possa acarretar a prescrição da pretensão 
punitiva estatal; (Redação	dada	pela	Resolu-
ção	n°	183,	de	24	de	janeiro	de	2018)
V – o delito for hediondo ou equiparado e nos 
casos de incidência da Lei no 11.340, de 7 de 
agosto de 2006; (Redação	dada	pela	Resolu-
ção	n°	183,	de	24	de	janeiro	de	2018)
VI – a celebração do acordo não atender ao 
que seja necessário e suficiente para a repro-
vação e prevenção do crime. (Redação	dada	
pela	Resolução	n°	183,	de	24	de	 janeiro	de	
2018)	(Grifos nossos.)
(C) Certa. 
Resumo sobre o Acordo de Não Perse-
cução Penal
Requisitos:
• Infração Penal com pena MÍNIMA INFE-
RIOR a 4 anos;
• Infração sem violência ou grave amea-
ça à pessoa;
• Investigado ter confessado formal e cir-
cunstancialmente;
• Deve-se mostrar necessário e suficiente para 
a reprovação e prevenção do crime;
• Não ser caso de arquivamento.
 
Condições → cumulativas ou alternativas, 
de acordo com as circunstâncias do caso:
• Reparação do dano à vítima (salvo impossibi-
lidade de fazê-lo);
• Renúncia voluntária a bens e direitos que sejam 
instrumentos, produtos ou proveitos do crime;
• Prestar serviços à comunidade ou a entidades 
públicas por período correspondente à pena 
62
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
mínima cominada ao delito → diminuída de 
1/3 a 2/3;
• Pagar prestação pecuniária;
• Cumprir por prazo determinado outra condição 
indicada pelo MP.
Vedações:
• Se for cabível transação penal;
• Se for REINCIDENTE ou se houver conduta 
criminal habitual, reiterada ou profissional;
• Se foi beneficiado nos últimos 5 anos com 
acordo de não persecução penal, transação pe-
nal ou sursis processual;
• Crimes no âmbito de violência doméstica 
ou familiar;
• Crimes contra a mulher em razão do 
sexo feminino.
(D) Errada.
Art. 28-A. Não sendo caso de arquivamen-
to e tendo o investigado confessado formal 
e circunstancialmente a prática de infração 
penal (....) (Grifos nossos.)
(E) Errada. Traz o STJ que a competência para 
execução do acordo de não persecução pe-
nal é do juízo que o homologou. Caso o ape-
nado resida em outra comarca, o juiz compe-
tente poderá transferir ao juízo daquele local 
apenas os atos processuais e de fiscalização. 
Em se tratando de cumprimento das condições 
impostas em ANPP, a competência para a sua 
execução é do juízo que o homologou, o qual 
poderá deprecar a fiscalização do cumprimento 
do ajuste e a prática de atos processuais para o 
atual domicílio do Apenado. STJ. 3ª Seção. CC 
192158-MT, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 
09/11/2022 (INFO 757).
Direitos e Garantias Fundamentais
Rafael de Oliveira
51 
Assinale a alternativa que está em desacordo 
com a DUDH.
(A) Toda a pessoa tem direito, em plena igual-
dade, a que a sua causa seja equitativa e 
publicamente julgada por um tribunal inde-
pendente e imparcial que decida dos seus 
direitos e obrigações ou das razões de qual-
quer acusação em matéria penal que contra 
ela seja deduzida.
(B) Toda a pessoa acusada de um ato delituoso 
presume-se inocente até que a sua culpabi-
lidade fique legalmente provada no decurso 
de um processo público em que todas as 
garantias necessárias de defesa lhe sejam 
asseguradas.
(C) Ninguém será condenado por ações ou 
omissões que, no momento da sua práti-
ca, não constituíam ato delituoso à face do 
direito interno ou internacional. Do mesmo 
modo, não será infligida pena mais grave do 
que a que era aplicável no momento em que 
o ato delituoso foi cometido.
(D) Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na 
sua vida pública, na sua família, no seu do-
micílio ou na sua correspondência, nem ata-
ques à sua honra e reputação.
(E) Contra tais intromissões ou ataques toda a 
pessoa tem direito à proteção da lei.
Letra d.
Assunto abordado: Declaração Universal dos 
Direitos Humanos.
Artigo 10º 
Toda a pessoa tem direito, em plena igual-
dade, a que a sua causa seja equitativa e 
publicamente julgada por um tribunal inde-
pendente e imparcial que decida dos seus 
direitos e obrigações ou das razões de qual-
quer acusação em matéria penal que contra 
ela seja deduzida.
Artigo 11º
1. Toda a pessoa acusada de um ato delitu-
oso presume-se inocente até que a sua cul-
pabilidade fique legalmente provada no de-
curso de um processo público em que todas 
63
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
as garantias necessárias de defesa lhe sejam 
asseguradas.
2. Ninguém será condenado por ações ou 
omissões que, no momento da sua prática, 
não constituíam ato delituoso à face do direi-
to interno ou internacional. Do mesmo modo, 
não será infligida pena mais grave do que a 
que era aplicável no momento em que o ato 
delituoso foi cometido.
Artigo 12º 
Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na 
sua vida privada, na sua família, no seu do-
micílio ou na sua correspondência, nem ata-
ques à sua honra e reputação. Contra tais 
intromissões ou ataques toda a pessoa tem 
direito à proteção da lei.
52 
Sobre o ECA, estatuto da criança e do adoles-
cente, analise os itens seguintes e assinale a 
alternativa correta.
I) A criança e o adolescente gozam de todos 
os direitos fundamentais inerentes à pessoa 
humana, sem prejuízo da proteção integral de 
que trata essa Lei, assegurando-se-lhes, por lei 
ou por outros meios, todas as oportunidades e 
facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvi-
mento físico, mental, moral, espiritual e social, 
em condições de liberdade e de dignidade.
II) Os direitos enunciados nessa Lei aplicam-se 
a todas as crianças e adolescentes, sem discri-
minação de nascimento, situação familiar, ida-
de, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença, 
deficiência, condição pessoal de desenvolvi-
mento e aprendizagem, condição econômica, 
ambiente social, região e local de moradia ou 
outra condição que diferencie as pessoas, as 
famílias ou a comunidade em que vivem.
III) É dever da família, da comunidade, da so-
ciedade em geral e do poder público asse-
gurar, com absoluta prioridade, a efetivação 
dos direitos referentes à vida, à saúde, à ali-
mentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à 
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao 
respeito, à liberdade e à convivência familiar e 
comunitária.
(A) Somente o item I está correto.
(B) Somente o item II está correto.
(C) Todos os itens estão corretos.
(D) Nenhum item está correto.
(E) Somente o item III está correto.
Letra c.
Assunto abordado: Lei n. 8.069/1990.
Art. 3º A criança e o adolescente gozam de 
todos os direitos fundamentais inerentes à 
pessoa humana, sem prejuízo da proteção 
integral de que trata esta Lei, assegurando-
-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas 
as oportunidades e facilidades, a fim de lhes 
facultar o desenvolvimento físico, mental, mo-
ral, espiritual e social, em condições de liber-
dade e de dignidade.
Parágrafo único. Os direitos enunciados nes-
ta Lei aplicam-se a todas as crianças e ado-
lescentes, sem discriminação de nascimento, 
situação familiar, idade, sexo, raça, etnia ou 
cor, religião ou crença, deficiência, condição 
pessoal de desenvolvimento e aprendiza-
gem, condição econômica, ambiente social, 
região e local de moradia ou outra condição 
que diferencie as pessoas, as famílias ou a 
comunidade em que vivem.(Incluído	pela	Lei	
nº	13.257,	de	2016)
Art. 4º É dever da família, da comunidade, da 
sociedade em geral e do poder público asse-
gurar, com absoluta prioridade, a efetivação 
dos direitos referentes à vida, à saúde, à ali-
mentação, à educação, ao esporte, ao lazer, 
à profissionalização, à cultura, à dignidade, 
ao respeito, à liberdade e à convivência fami-
liar e comunitária.
64
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
53 
Sobre a Lei de Inclusão da Pessoa com Defici-
ência, assinale a alternativa incorreta.
(A) Pessoa com mobilidade reduzida: aquela 
que tenha, por qualquer motivo, dificuldade 
de movimentação, permanente ou temporá-
ria, gerando redução efetiva da mobilidade, 
da flexibilidade, da coordenação motora ou 
da percepção, incluindo idoso, gestante, lac-
tante, pessoa com criança de colo e obeso.
(B) Residências inclusivas: unidades de oferta 
do Serviço de Acolhimento do Sistema Úni-
co de Assistência Social (Suas) localizadas 
em áreas residenciais da comunidade, com 
estruturas adequadas, que possam contar 
com apoio psicossocial para o atendimento 
das necessidades da pessoa acolhida, des-
tinadas a jovens e adultos com deficiência, 
em situação de dependência, que não dis-
põem de condições de autossustentabili-
dade e com vínculos familiares fragilizados 
ou rompidos.
(C) Moradia para a vida independente da pes-
soa com deficiência: moradia com estruturas 
adequadas capazes de proporcionar servi-
ços de apoio coletivos e individualizados 
que respeitem e ampliem o grau de autono-
mia de jovens e adultos com deficiência.
(D) Atendente pessoal: pessoa, membro ou não 
da família, que, com ou sem remuneração, 
assiste ou presta cuidados básicos e essen-
ciais à pessoa com deficiência no exercí-
cio de suas atividades diárias, excluídas as 
técnicas ou os procedimentos identificados 
com profissões legalmente estabelecidas.
(E) Acompanhante: pessoa que exerce ativida-
des de alimentação, higiene e locomoção do 
estudante com deficiência e atua em todas 
as atividades escolares nas quais se fizer 
necessária, em todos os níveis e modali-
dades de ensino, em instituições públicas e 
privadas, excluídas as técnicas ou os proce-
dimentos identificados com profissões legal-
mente estabelecidas.
Letra e.
Assunto abordado: Lei n. 13.146/2015.
Cuidado! Veja o que dispõe o texto da Lei n. 
13.146/2015:
XIII – profissional de apoio escolar: pessoa 
que exerce atividades de alimentação, higie-
ne e locomoção do estudante com deficiência 
e atua em todas as atividades escolares nas 
quais se fizer necessária, em todos os níveis 
e modalidades de ensino, em instituições pú-
blicas e privadas, excluídas as técnicas ou os 
procedimentos identificados com profissões 
legalmente estabelecidas;
XIV – acompanhante: aquele que acompa-
nha a pessoa com deficiência, podendo ou 
não desempenhar as funções de atenden-
te pessoal.
54 
Acerca da Declaração sobre a Eliminação de 
Todas as Formas de Intolerância e Discrimina-
ção Fundadas na Religião ou nas Convicções, 
assinale a alternativa incorreta.
(A) Toda pessoa tem o direito de liberdade de 
pensamento, de consciência e de religião. 
Esse direito não inclui a liberdade de ter uma 
religião ou qualquer convicção a sua esco-
lha, assim como a liberdade de manifestar 
sua religião ou suas convicções individuais 
ou coletivamente, tanto em público como em 
privado, mediante o culto, a observância, a 
prática e o ensino.
(B) Ninguém será objeto de coação capaz de li-
mitar a sua liberdade de ter uma religião ou 
convicções de sua escolha.
(C) A liberdade de manifestar a própria religião 
ou as próprias convicções estará sujeita 
unicamente às limitações prescritas na lei e 
que sejam necessárias para proteger a se-
gurança, a ordem, a saúde ou a moral públi-
ca ou os direitos e liberdades fundamentais 
dos demais.
(D) Ninguém será objeto de discriminação por 
motivos de religião ou convicções por par-
te de nenhum estado, instituição, grupo de 
pessoas ou particulares.
(E) Aos efeitos da presente declaração, enten-
de-se por "intolerância e discriminação ba-
seadas na religião ou nas convicções" toda 
a distinção, exclusão, restrição ou preferên-
cia fundada na religião ou nas convicções e 
cujo fim ou efeito seja a abolição ou o fim 
do reconhecimento, o gozo e o exercício em 
igualdade dos direitos humanos e das liber-
dades fundamentais.
65
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
Letra a.
Assunto abordado: Declaração sobre a Eli-
minação de Todas as Formas de Intolerância 
e Discriminação Fundadas na Religião ou nas 
Convicções.
Artigo 1
1. Toda pessoa tem o direito de liberdade de 
pensamento, de consciência e de religião. 
Este direito inclui a liberdade de Ter uma re-
ligião ou qualquer convicção a sua escolha, 
assim como a liberdade de manifestar sua 
religião ou suas convicções individuais ou co-
letivamente, tanto em público como em priva-
do, mediante o culto, a observância, a prática 
e o ensino.
2. Ninguém será objeto de coação capaz de 
limitar a sua liberdade de Ter uma religião ou 
convicções de sua escolha.
3. A liberdade de manifestar a própria reli-
gião ou as próprias convicções estará sujeita 
unicamente às limitações prescritas na lei e 
que sejam necessárias para proteger a se-
gurança, a ordem, a saúde ou a moral públi-
ca ou os direitos e liberdades fundamentais 
dos demais.
Artigo 2
1. Ninguém será objeto de discriminação por 
motivos de religião ou convicções por parte 
de nenhum estado, instituição, grupo de pes-
soas ou particulares.
2. Aos efeitos da presente declaração, enten-
de-se por "intolerância e discriminação base-
adas na religião ou nas convicções" toda a 
distinção, exclusão, restrição ou preferência 
fundada na religião ou nas convicções e cujo 
fim ou efeito seja a abolição ou o fim do reco-
nhecimento, o gozo e o exercício em igual-
dade dos direitos humanos e das liberdades 
fundamentais.
55 
Acerca da Convenção sobre os Direitos da 
Criança, assinale a alternativa correta.
I) A criança é registrada após 24 horas o nasci-
mento e tem desde o nascimento o direito a um 
nome, o direito a adquirir uma nacionalidade e, 
sempre que possível, o direito de conhecer os 
seus pais e de ser educada por eles.
II) Os Estados-partes garantem a realização 
destes direitos de harmonia com a legislação 
nacional e as obrigações decorrentes dos ins-
trumentos jurídicos internacionais relevantes 
neste domínio, nomeadamente nos casos em 
que, de outro modo, a criança ficasse apátrida.
III) Os Estados-partes comprometem-se a res-
peitar o direito da criança e a preservar a sua 
identidade, incluindo a nacionalidade, o nome 
e relações familiares, nos termos da lei, sem 
ingerência ilegal.
(A) Somente o item I está correto.
(B) Somente o item II está correto.
(C) Todos os itens estão corretos.
(D) Nenhum item está correto.
(E) Somente os itens II e III estão corretos.
Letra e.
Assunto abordado: Convenção sobre os Direi-
tos da Criança.
Artigo 7º
1. A criança é registrada imediatamente após 
o nascimento e tem desde o nascimento o 
direito a um nome, o direito a adquirir uma 
nacionalidade e, sempre que possível, o di-
reito de conhecer os seus pais e de ser edu-
cada por eles.
2. Os Estados-partes garantem a realização 
destes direitos de harmonia com a legisla-
ção nacional e as obrigações decorrentes 
dos instrumentos jurídicos internacionais re-
levantes neste domínio, nomeadamente nos 
casos em que, de outro modo, a criança fi-
casse apátrida.
Artigo 8º
1. Os Estados-partes comprometem-se a res-
peitar o direito da criança e a preservar a sua 
identidade, incluindo a nacionalidade, o nome 
e relações familiares, nos termos da lei, sem 
ingerência ilegal.
66
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
56 
Sobre o Decreto n. 98.386, de 1989, que pro-
mulga a Convenção Interamericana para Pre-
venir e Punir a Tortura, assinale a alternativa 
incorreta.
(A) Serão responsáveis pelo delito de tortura os 
empregados ou funcionários públicosque, 
atuando nesse caráter, ordenem sua comis-
são ou instiguem ou induzam a ela, come-
tam-no diretamente ou, podendo impedi-lo, 
não o façam.
(B) Serão responsáveis pelo delito de tortura as 
pessoas que, por instigação dos funcioná-
rios ou empregados públicos a que se refe-
re o item anterior, ordenem sua comissão, 
instiguem ou induzam a ela, comentam-no 
diretamente ou nela sejam cúmplices.
(C) O fato de haver agido por ordens superio-
res eximirá da responsabilidade penal cor-
respondente.
(D) Não se invocará nem admitirá como justi-
ficativa do delito de tortura a existência de 
circunstâncias tais como o estado de guer-
ra, a ameaça de guerra, o estado de sítio ou 
emergência, a comoção ou conflito interno, 
a suspensão das garantias constitucionais, 
a instabilidade política interna, ou outras 
emergências ou calamidades públicas.
(E) Nem a periculosidade do detido ou condena-
do nem a insegurança do estabelecimento 
carcerário ou penitenciário podem justificar 
a tortura.
Letra a.
Assunto abordado: Decreto n. 98.386, de 1989.
Artigo 3º Serão responsáveis pelo delito 
de tortura:
a) Os empregados ou funcionários públicos 
que, atuando nesse caráter, ordenem sua co-
missão ou instiguem ou induzam a ela, come-
tam-no diretamente ou, podendo impedi-lo, 
não o façam;
b) As pessoas que, por instigação dos fun-
cionários ou empregados públicos a que se 
refere a alínea a, ordenem sua comissão, ins-
tiguem ou induzam a ela, comentam-no dire-
tamente ou nela sejam cúmplices.
Artigo 4º O fato de haver agido por ordens 
superiores não eximirá da responsabilidade 
penal correspondente.
Artigo 5º Não se invocará nem admitirá como 
justificativa do delito de tortura a existência de 
circunstâncias tais como o estado de guerra, 
a ameaça de guerra, o estado de sítio ou 
emergência, a comoção ou conflito interno, 
a suspensão das garantias constitucionais, a 
instabilidade política interna, ou outras emer-
gências ou calamidades públicas.
Nem a periculosidade do detido ou condena-
do, nem a insegurança do estabelecimento 
carcerário ou penitenciário podem justificar 
a tortura.
57 
Sobre o Decreto n. 3.956/2001, analise os itens 
a seguir e assinale a alternativa correta.
I) Deficiência: O termo "deficiência" significa 
uma restrição física, mental ou sensorial, de 
natureza permanente ou transitória, que limita 
a capacidade de exercer uma ou mais ativida-
des essenciais da vida diária, causada ou agra-
vada pelo ambiente econômico e social.
II) Discriminação contra as pessoas portado-
ras de deficiência: a) o termo "discriminação 
contra as pessoas portadoras de deficiência" 
significa toda diferenciação, exclusão ou res-
trição baseada em deficiência, antecedente de 
deficiência, consequência de deficiência ante-
rior ou percepção de deficiência presente ou 
passada, que tenha o efeito ou propósito de 
impedir ou anular o reconhecimento, gozo ou 
exercício por parte das pessoas portadoras de 
deficiência de seus direitos humanos e suas 
liberdades fundamentais.
III) Constitui discriminação a diferenciação ou 
preferência adotada pelo Estado-parte para 
promover a integração social ou o desenvolvi-
mento pessoal dos portadores de deficiência, 
desde que a diferenciação ou preferência não 
limite em si mesma o direito à igualdade des-
sas pessoas e que elas não sejam obrigadas 
a aceitar tal diferenciação ou preferência. Nos 
casos em que a legislação interna preveja a de-
claração de interdição, quando for necessária 
e apropriada para o seu bem-estar, esta não 
constituirá discriminação.
67
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
(A) Somente o item I está correto.
(B) Somente o item II está correto.
(C) Todos os itens estão corretos.
(D) Nenhum item está correto.
(E) Somente os itens I e II estão corretos.
Letra e.
Assunto abordado: Decreto n. 3.956/2001.
Artigo I
Para os efeitos desta Convenção, en-
tende-se por:
1. Deficiência
O termo "deficiência" significa uma restrição 
física, mental ou sensorial, de natureza per-
manente ou transitória, que limita a capaci-
dade de exercer uma ou mais atividades es-
senciais da vida diária, causada ou agravada 
pelo ambiente econômico e social.
2. Discriminação contra as pessoas portado-
ras de deficiência
a) o termo "discriminação contra as pessoas 
portadoras de deficiência" significa toda dife-
renciação, exclusão ou restrição baseada em 
deficiência, antecedente de deficiência, con-
sequência de deficiência anterior ou percep-
ção de deficiência presente ou passada, que 
tenha o efeito ou propósito de impedir ou anu-
lar o reconhecimento, gozo ou exercício por 
parte das pessoas portadoras de deficiência 
de seus direitos humanos e suas liberdades 
fundamentais.
b) Não constitui discriminação a diferen-
ciação ou preferência adotada pelo Estado 
Parte para promover a integração social ou 
o desenvolvimento pessoal dos portadores 
de deficiência, desde que a diferenciação ou 
preferência não limite em si mesma o direito 
à igualdade dessas pessoas e que elas não 
sejam obrigadas a aceitar tal diferenciação 
ou preferência. Nos casos em que a legis-
lação interna preveja a declaração de inter-
dição, quando for necessária e apropriada 
para o seu bem-estar, esta não constituirá 
discriminação.
58 
Sobre o Decreto n. 40/1991, que promulga a 
Convenção Contra a Tortura e Outros Trata-
mentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou De-
gradantes, assinale a alternativa incorreta.
(A) Cada Estado-parte manterá sistematica-
mente sob exame as normas, instruções, 
métodos e práticas de interrogatório, bem 
como as disposições sobre a custódia e o 
tratamento das pessoas submetidas, em 
qualquer território sob sua jurisdição, a qual-
quer forma de prisão, detenção ou reclusão, 
com vistas a evitar qualquer caso de tortura.
(B) Cada Estado-parte assegurará suas auto-
ridades competentes procederão imediata-
mente a uma investigação imparcial sempre 
que houver motivos razoáveis para crer que 
um ato de tortura tenha sido cometido em 
qualquer território sob sua jurisdição.
(C) Cada Estado-parte assegurará a qualquer 
pessoa que alegue ter sido submetida a tor-
tura em qualquer território sob sua jurisdição 
o direito de apresentar queixa perante as 
autoridades competentes do referido Esta-
do, que procederão imediatamente e com 
imparcialidade ao exame do seu caso. Se-
rão tomadas medidas para assegurar a pro-
teção do queixoso e das testemunhas contra 
qualquer mau tratamento ou intimação em 
consequência da queixa apresentada ou de 
depoimento prestado.
(D) Cada Estado-parte assegurará, em seu sis-
tema jurídico, à vítima de um ato de tortura, 
o direito à reparação e a uma indenização 
justa e adequada, incluídos os meios ne-
cessários para a mais completa reabilitação 
possível. Em caso de morte da vítima como 
resultado de um ato de tortura, seus depen-
dentes terão direito à indenização.
(E) O disposto no presente artigo afetará qual-
quer direito a indenização que a vítima ou 
outra pessoa possam ter em decorrência 
das leis nacionais.
Letra e.
Assunto abordado: Decreto n. 40/1991.
Artigo 11
Cada Estado Parte manterá sistematicamen-
te sob exame as normas, instruções, méto-
dos e práticas de interrogatório, bem como as 
68
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
disposições sobre a custódia e o tratamento 
das pessoas submetidas, em qualquer terri-
tório sob sua jurisdição, a qualquer forma de 
prisão, detenção ou reclusão, com vistas a 
evitar qualquer caso de tortura.
Artigo 12
Cada Estado Parte assegurará suas autorida-
des competentes procederão imediatamente 
a uma investigação imparcial sempre que 
houver motivos razoáveis para crer que um 
ato de tortura tenha sido cometido em qual-
quer território sob sua jurisdição.
Artigo 13
Cada Estado Parte assegurará a qualquer 
pessoa que alegue ter sido submetida a tortu-
ra em qualquer território sob sua jurisdição o 
direito de apresentar queixa perante as auto-
ridades competentes do referido Estado, que 
procederão imediatamente e com imparcia-lidade ao exame do seu caso. Serão toma-
das medidas para assegurar a proteção do 
queixoso e das testemunhas contra qualquer 
mau tratamento ou intimação em consequên-
cia da queixa apresentada ou de depoimen-
to prestado.
Artigo 14
1. Cada Estado Parte assegurará, em seu sis-
tema jurídico, à vítima de um ato de tortura, o 
direito à reparação e a uma indenização justa 
e adequada, incluídos os meios necessários 
para a mais completa reabilitação possível. 
Em caso de morte da vítima como resultado 
de um ato de tortura, seus dependentes terão 
direito à indenização.
2. O disposto no presente Artigo não afetará 
qualquer direito a indenização que a vítima ou 
outra pessoa possam ter em decorrência das 
leis nacionais.
59 
Sobre a DUDH, analise os itens assinale a al-
ternativa correta.
I) A Declaração Universal dos Direitos Huma-
nos (DUDH) é um documento marco na história 
dos direitos humanos. Elaborada por represen-
tantes de diferentes origens jurídicas e cultu-
rais de todas as regiões do mundo, a Declara-
ção foi proclamada pela Assembleia Geral das 
Nações Unidas em Paris, em 10 de dezembro 
de 1948, por meio da Resolução 217 A (III) da 
Assembleia Geral, como uma norma comum a 
ser alcançada por todos os povos e nações.
II) Ela estabelece, pela primeira vez, a proteção 
universal dos direitos humanos.
III) A DUDH, em conjunto com o Pacto Inter-
nacional dos Direitos Civis e Políticos e seus 
dois Protocolos Opcionais (sobre procedimen-
to de queixa e sobre pena de morte) e com o 
Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, 
Sociais e Culturais e seu Protocolo Opcional, 
formam a chamada Carta Internacional dos Di-
reitos Humanos.
(A) Somente o item I está correto.
(B) Somente o item II está correto.
(C) Todos os itens estão corretos.
(D) Nenhum item está correto.
(E) Somente os itens I e II estão corretos.
Letra c.
Assunto abordado: DUDH.
“A Declaração Universal dos Direitos Humanos 
(DUDH) é um documento base não jurídico que 
delineia a proteção universal dos direitos huma-
nos básicos, adotada pela Organização das Na-
ções Unidas em 10 de dezembro de 1948, ela-
borado principalmente pelo jurista canadense 
John Peters Humphrey, contando com a ajuda 
de várias representantes de origens jurídicas e 
culturais de todas as regiões do planeta.”
Fonte:	https://pt.wikipedia.org/wiki/Declara%C3%A7%C3%A3o_
Universal_dos_Direitos_Humanos.
69
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
60 
De acordo com o Estatuto da Pessoa com De-
ficiência, a pessoa com deficiência tem direito 
a receber atendimento prioritário em algumas 
situações. Assinale a alternativa que não está 
de acordo com a lei.
(A) Proteção e socorro em quaisquer cir-
cunstâncias.
(B) Atendimento em todas as instituições e ser-
viços de atendimento ao público.
(C) Disponibilização de recursos, humanos, fora 
os tecnológicos, que garantam atendimen-
to em igualdade de condições com as de-
mais pessoas.
(D) Disponibilização de pontos de parada, es-
tações e terminais acessíveis de transporte 
coletivo de passageiros e garantia de segu-
rança no embarque e no desembarque.
(E) Acesso a informações e disponibilização de 
recursos de comunicação acessíveis.
Letra c.
Assunto abordado: Lei n. 13.146/2015.
Seção Única
Do Atendimento Prioritário
Art. 9º A pessoa com deficiência tem direito 
a receber atendimento prioritário, sobretudo 
com a finalidade de:
I – proteção e socorro em quaisquer cir-
cunstâncias;
II – atendimento em todas as instituições e 
serviços de atendimento ao público;
III – disponibilização de recursos, tanto huma-
nos quanto tecnológicos, que garantam aten-
dimento em igualdade de condições com as 
demais pessoas;
IV – disponibilização de pontos de parada, 
estações e terminais acessíveis de transporte 
coletivo de passageiros e garantia de segu-
rança no embarque e no desembarque;
V – acesso a informações e disponibilização 
de recursos de comunicação acessíveis;
VI – recebimento de restituição de impos-
to de renda;
VII – tramitação processual e procedimentos 
judiciais e administrativos em que for parte ou 
interessada, em todos os atos e diligências.
§ 1º Os direitos previstos neste artigo são ex-
tensivos ao acompanhante da pessoa com 
deficiência ou ao seu atendente pessoal, ex-
ceto quanto ao disposto nos incisos VI e VII 
deste artigo.
§ 2º Nos serviços de emergência públicos e 
privados, a prioridade conferida por esta Lei 
é condicionada aos protocolos de atendi-
mento médico.
Direito Penal Militar
Wallace França
61 
Quanto ao lugar do crime nos crimes omissi-
vos, adotou-se a teoria:
(A) da ação.
(B) da ubiquidade.
(C) mista.
(D) do resultado.
(E) híbrida.
Letra a.
Assunto abordado: Aplicação da lei penal. Lu-
gar do crime. Teoria da atividade. Ação. Crimes 
omissivos.
Quanto ao lugar do crime, o CPM adotou a teo-
ria da atividade/ação para os crimes omissivos, 
e da ubiquidade para os crimes comissivos. 
Nesse sentido, destaca-se o art. 6º do CPM:
Art. 6º Considera-se praticado o fato, no lu-
gar em que se desenvolveu a atividade crimi-
nosa, no todo ou em parte, e ainda que sob 
forma de participação, bem como onde se 
produziu ou deveria produzir-se o resultado. 
Nos crimes omissivos, o fato considera-se 
praticado no lugar em que deveria realizar-se 
a ação omitida.
70
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
62 
Quando da sentença de determinada medida 
de segurança, estava em vigor a lei B, a qual 
era diversa da lei do tempo da ação, qual seja, 
a lei A. Quando do cumprimento da medida de 
segurança, estava em vigor a lei C. Levando-se 
em consideração o caso narrado e as disposi-
ções do Código Penal Militar, assinale a alter-
nativa correta.
(A) Deve ser aplicada a lei A.
(B) Deve ser aplicada a lei B.
(C) Deve ser aplicada a lei C.
(D) Devem ser aplicadas as três leis em conjun-
to no que for mais favorável ao agente.
(E) Aplica-se, tão somente, a lei B.
Letra a.
Assunto abordado: Aplicação da lei penal. Me-
dida de segurança.
Deve ser aplicada a lei do tempo da execução 
da medida de segurança, consoante disposição 
do art. 3º do CPM:
Art. 3º As medidas de segurança regem-se 
pela lei vigente ao tempo da sentença, preva-
lecendo, entretanto, se diversa, a lei vigente 
ao tempo da execução.
63 
Quanto ao tempo do crime, o Código Penal Mi-
litar adotou a teoria:
(A) da ação.
(B) mista.
(C) híbrida.
(D) do resultado.
(E) da ubiquidade.
Letra a.
Assunto abordado: Aplicação da lei penal. 
Tempo do crime. Teoria da atividade.
Quanto ao tempo do crime, foi adotada a teoria 
da ação/atividade, conforme o art. 5º do CPM:
Art. 5º Considera-se praticado o crime no mo-
mento da ação ou omissão, ainda que outro 
seja o do resultado.
64 
O Código Penal Militar adota como tempo má-
ximo para a pena de reclusão:
(A) 20 anos.
(B) 25 anos.
(C) 30 anos.
(D) 35 anos.
(E) 40 anos.
Letra c.
Assunto abordado: Teoria da pena. Pena de 
reclusão. Máximo do cumprimento da pena.
O máximo para a pena de reclusão no CPM são 
30 anos, consoante o art. 58:
Art. 58. O mínimo da pena de reclusão é de 
um ano, e o máximo de trinta anos; o mínimo 
da pena de detenção é de trinta dias, e o má-
ximo de dez anos.
65 
São penas principais, exceto:
(A) pena de morte.
(B) pena de prisão perpétua.
(C) impedimento.
(D) reclusão.
(E) detenção.
Letra b.
Assunto abordado: Das penas. Penas 
principais.
A pena de prisão perpétua é vedada pelo or-
denamento jurídico brasileiro (art. 5º, XLVII, 
CF/1988). Ademais, as outras alternativas são 
penas principais, conforme o art. 55 do CPM.
71
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
Direito Processual Penal Militar
Ismael Souto
66 
Assinale a alternativa incorreta no que se refe-
re à aplicação da lei processual penal militar.
(A) A lei de processo penal militar deve ser 
interpretada no sentido literal de suas 
expressões.
(B) Os termos técnicos hão de ser entendidos 
em sua acepção especial, salvo se evidente-
mente empregados com outra significação.
(C) Admite-se a interpretação extensiva.
(D) É admissívela interpretação não literal 
quando houver cerceamento à defesa pes-
soal do acusado.
(E) Não é admissível a interpretação não literal 
quando prejudicar ou alterar o curso normal 
do processo, ou lhe desvirtuar a natureza.
Letra d.
Assunto abordado: Lei de processo penal mili-
tar e sua aplicação.
Todas as alternativas acima elencadas podem 
ser retiradas no Código de Processo Penal Mi-
litar. Vejamos:
(A) Certa.
Art. 2º A lei de processo penal militar deve 
ser interpretada no sentido literal de suas 
expressões. Os termos técnicos hão de ser 
entendidos em sua acepção especial, salvo 
se evidentemente empregados com outra sig-
nificação. (Grifos nossos.)
(B) Certa.
Art. 2º A lei de processo penal militar deve ser 
interpretada no sentido literal de suas expres-
sões. Os termos técnicos hão de ser en-
tendidos em sua acepção especial, salvo 
se evidentemente empregados com outra 
significação. (Grifos nossos.)
(C) Certa.
Art. 2º, § 1º Admitir-se-á a interpretação ex-
tensiva ou a interpretação restritiva, quando 
for manifesto, no primeiro caso, que a expres-
são da lei é mais estrita e, no segundo, que é 
mais ampla, do que sua intenção.
(D) Errada. É o gabarito da nossa questão, uma 
vez que o artigo 2º, § 2º, “a”, menciona que a in-
terpretação não literal (seja extensiva ou restriti-
va) não será admitida quando cercear a defesa 
do acusado. Observe:
Casos de inadmissibilidade de interpretação 
não literal 
§ 2º Não é, porém, admissível qualquer des-
sas interpretações, quando: 
a) cercear a defesa pessoal do acusado.
(E) Certa.
Art. 2º, § 2º Não é, porém, admissível qual-
quer dessas interpretações, quando:
[...] b) prejudicar ou alterar o curso normal do 
processo, ou lhe desvirtuar a natureza [...].
67 
Assinale a alternativa que não corresponde a 
uma competência atribuída à Polícia Judiciá-
ria Militar.
(A) Apurar apenas os crimes militares.
(B) Prestar aos órgãos e juízes da Justiça Mi-
litar e aos membros do Ministério Público 
as informações necessárias à instrução e 
julgamento dos processos, bem como re-
alizar as diligências que por eles lhe forem 
requisitadas.
(C) Cumprir os mandados de prisão expedidos 
pela Justiça Militar.
(D) Cumprir as determinações da Justiça Militar 
relativas aos presos sob sua guarda e res-
ponsabilidade, bem como as demais prescri-
ções do Código, nesse sentido.
(E) Solicitar das autoridades civis as informa-
ções e medidas que julgar úteis à elucidação 
das infrações penais, que esteja a seu cargo.
Letra a.
Assunto abordado: Da Polícia Judiciária Militar.
As competências da Polícia Judiciária Militar es-
tão dispostas no artigo 8º do Código de Proces-
so Penal Militar. Vejamos:
Art. 8º Compete à Polícia judiciária militar:
72
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
a) apurar os crimes militares, bem como os 
que, por lei especial, estão sujeitos à jurisdi-
ção militar, e sua autoria;
b) prestar aos órgãos e juízes da Justiça 
Militar e aos membros do Ministério Público 
as informações necessárias à instrução e 
julgamento dos processos, bem como reali-
zar as diligências que por eles lhe forem re-
quisitadas;
c) cumprir os mandados de prisão expedidos 
pela Justiça Militar;
d) representar a autoridades judiciárias mili-
tares acerca da prisão preventiva e da insani-
dade mental do indiciado;
e) cumprir as determinações da Justiça Mili-
tar relativas aos presos sob sua guarda e res-
ponsabilidade, bem como as demais prescri-
ções deste Código, nesse sentido;
f) solicitar das autoridades civis as informa-
ções e medidas que julgar úteis à elucidação 
das infrações penais, que esteja a seu cargo;
g) requisitar da polícia civil e das repartições 
técnicas civis as pesquisas e exames neces-
sários ao complemento e subsídio de inquéri-
to policial militar;
h) atender, com observância dos regulamen-
tos militares, a pedido de apresentação de 
militar ou funcionário de repartição militar à 
autoridade civil competente, desde que legal 
e fundamentado o pedido.
Perceba que a única alternativa que não en-
contra correspondência com as competências 
acima elencadas é a letra A, uma vez que a Po-
lícia Judiciária Militar não tem atribuição somen-
te para apurar crimes militares, mas, conforme 
apontado na alínea “a”, os que, por lei especial, 
estão sujeitos à jurisdição militar, e sua autoria. 
Esse é o gabarito da nossa questão.
68 
Assinale a alternativa correta no que se refere 
ao inquérito policial militar.
(A) O inquérito policial militar não pode ser ini-
ciado mediante decisão do Superior Tribu-
nal Militar.
(B) Somente na hipótese de o infrator apresen-
tar posto superior ou igual ao do comandan-
te, diretor ou chefe de órgão ou serviço, em 
cujo âmbito de jurisdição militar haja ocorri-
do a infração penal, será feita a comunica-
ção do fato à autoridade superior competen-
te, para que esta torne efetiva a delegação.
(C) Se o infrator for oficial general, será sempre 
comunicado o fato ao ministro Superior Tri-
bunal Militar, obedecidos os trâmites regu-
lamentares.
(D) A designação de escrivão para o inquérito 
caberá ao respectivo encarregado, se não 
tiver sido feita pela autoridade que lhe deu 
delegação para aquele fim, recaindo em se-
gundo ou primeiro-tenente, se o indiciado for 
oficial, e em sargento, subtenente ou subofi-
cial, nos demais casos.
(E) Para verificar a possibilidade de haver sido 
a infração praticada de determinado modo, 
o encarregado do inquérito poderá proceder 
à reprodução simulada dos fatos, ainda que 
contrarie a moralidade ou a ordem pública, 
ou atente contra a hierarquia ou a discipli-
na militar.
Letra d.
Assunto abordado: Inquérito policial militar.
(A) Errada. É uma das formas de instauração do 
inquérito policial militar autorizadas pelo CPPM, 
nos termos do artigo 10, “d”. Vejamos:
Art. 10. O inquérito é iniciado mediante por-
taria: [...]
d) por decisão do Superior Tribunal Militar, 
nos termos do art. 25;
(B) Errada. O art. 10, § 1º, do CPPM fala em 
posto igual ou superior:
§ 1º Tendo o infrator posto superior ou igual 
ao do comandante, diretor ou chefe de órgão 
ou serviço, em cujo âmbito de jurisdição mili-
tar haja ocorrido a infração penal, será feita 
a comunicação do fato à autoridade superior 
73
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
competente, para que esta torne efetiva a de-
legação, nos termos do § 2° do art. 7º. (Gri-
fos nossos.)
(C) Errada. O art. 10, § 4º, do CPPM fala que a 
comunicação se dará ao ministro e ao chefe de 
Estado-Maior competentes.
§ 4º Se o infrator for oficial general, será sem-
pre comunicado o fato ao ministro e ao chefe 
de Estado-Maior competentes, obedecidos 
os trâmites regulamentares. (Grifos nossos.)
(D) Certa. É a previsão literal do artigo 11 do 
CPPM: a designação de escrivão para o inqué-
rito caberá ao respectivo encarregado, se não 
tiver sido feita pela autoridade que lhe deu de-
legação para aquele fim, recaindo em segundo 
ou primeiro-tenente, se o indiciado for oficial, e 
em sargento, subtenente ou suboficial, nos de-
mais casos.
(E) Errada. O artigo 13, parágrafo único do 
CPPM, aduz que a reprodução simulada dos 
fatos pode ocorrer desde que não ofenda mora-
lidade ou a ordem pública, nem atente contra a 
hierarquia ou a disciplina militar. Segundo o pa-
rágrafo único do artigo 13, para verificar a pos-
sibilidade de haver sido a infração praticada de 
determinado modo, o encarregado do inquérito 
poderá proceder à reprodução simulada dos fa-
tos, desde que esta não contrarie a moralidade 
ou a ordem pública, nem atente contra a hierar-
quia ou a disciplina militar.
69 
Assinale a alternativa correta no que se refere 
à ação penal militar.
(A) A ação penal é pública e somente pode ser 
promovida por denúncia do Ministério Públi-
co Militar.
(B) A denúncia pode ser apresentada sempre 
que houver indícios de autoria;
(C) Apresentada a denúncia, o Ministério Públi-
co poderá desistir da ação penal.
(D) Apenas pessoas autorizadas poderão pro-
vocar a iniciativa do MinistérioPúblico, dan-
do-lhe informações sobre fato que constitua 
crime militar e sua autoria, e indicando-lhe 
os elementos de convicção.
(E) As informações, se escritas, deverão estar 
devidamente autenticadas; se verbais, serão 
tomadas por termo perante o juiz, a pedido 
do Comandante-Geral, e na presença deste.
Letra a.
Assunto abordado: Da ação penal militar e do 
seu exercício.
(A) Certa. Cópia literal do artigo 29 do CPPM: a 
ação penal é pública e somente pode ser promo-
vida por denúncia do Ministério Público Militar.
(B) Errada. Nos termos do artigo 30 do CPPM, 
nesse caso a denúncia DEVE ser apresentada:
Art. 30. A denúncia deve ser apresentada 
sempre que houver: [...]
b) indícios de autoria. (Grifos nossos.)
(C) Errada. O art. 32 do CPPM afirma que 
o Ministério Público não poderá desistir da 
ação penal:
Art. 32. Apresentada a denúncia, o Ministé-
rio Público não poderá desistir da ação penal. 
(Grifos nossos.)
(D) Errada. O artigo 33 do CPPM diz que QUAL-
QUER PESSOA pode provocar a iniciativa do 
Ministério Público: qualquer pessoa, no exercí-
cio do direito de representação, poderá provo-
car a iniciativa do Ministério Público, dando-lhe 
informações sobre fato que constitua crime mili-
tar e sua autoria, e indicando-lhe os elementos 
de convicção.
(E) Errada.
74
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
Art. 33, § 1º As informações, se escritas, de-
verão estar devidamente autenticadas; se 
verbais, serão tomadas por termo perante o 
juiz, a pedido do órgão do Ministério Público, 
e na presença deste. (Grifos nossos.)
70 
Assinale a alternativa que apresenta hipótese 
de suspeição aplicada ao juiz.
(A) Se, como advogado ou defensor, órgão do 
Ministério Público, autoridade policial, auxi-
liar de justiça ou perito, tiver funcionado seu 
cônjuge, ou parente consanguíneo ou afim 
até o terceiro grau inclusive.
(B) Se ele próprio houver desempenhado 
qualquer dessas funções ou servido como 
testemunha.
(C) Se tiver funcionado como juiz de outra ins-
tância, pronunciando-se, de fato ou de direi-
to, sobre a questão.
(D) Se ele próprio ou seu cônjuge, ou parente 
consanguíneo ou afim, até o terceiro grau in-
clusive, for parte ou diretamente interessado.
(E) Se ele, seu cônjuge, ascendente ou descen-
dente, de um ou de outro, estiver respon-
dendo a processo por fato análogo, sobre 
cujo caráter criminoso haja controvérsia.
Letra e.
Assunto abordado: Do juiz, auxiliares e partes 
do processo.
A única hipótese de suspeição dentre as alter-
nativas acimas elencadas é a letra E, descrita 
no artigo 38, “b”, do CPPM. Vejamos:
Art. 38. O juiz dar-se-á por suspeito e, se o 
não fizer, poderá ser recusado por qualquer 
das partes: [...]
b) se ele, seu cônjuge, ascendente ou des-
cendente, de um ou de outro, estiver respon-
dendo a processo por fato análogo, sobre 
cujo caráter criminoso haja controvérsia;
As demais alternativas apresentam hipóte-
se de impedimento, demonstradas no artigo 
37 do CPPM:
Art. 37. O juiz não poderá exercer jurisdição 
no processo em que:
a) como advogado ou defensor, órgão do Mi-
nistério Público, autoridade policial, auxiliar 
de justiça ou perito, tiver funcionado seu côn-
juge, ou parente consanguíneo ou afim até o 
terceiro grau inclusive;
b) ele próprio houver desempenhado qual-
quer dessas funções ou servido como 
testemunha;
c) tiver funcionado como juiz de outra instân-
cia, pronunciando-se, de fato ou de direito, 
sobre a questão;
d) ele próprio ou seu cônjuge, ou parente 
consanguíneo ou afim, até o terceiro grau in-
clusive, for parte ou diretamente interessado.
75
Pós-Edital1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol
Prova Discursiva
Fidelis Almeida
Conforme edital publicado: “[...] 12.2 A Prova de Redação será elaborada a partir de um tema proposto, 
baseado em um ou mais textos ou fragmentos de textos. O candidato adotará uma linha de abordagem utili-
zando a tipologia textual “Dissertação”. O seu texto deverá apresentar valores, opiniões, crenças, hipóteses, 
ideias, em suma, os aspectos axiológicos ou cognitivos para esse tipo de produção textual.
12.3 A Prova de Redação, de caráter eliminatório e classificatório, terá a pontuação:
(a) Para o cargo de Soldado da Polícia Militar, a pontuação máxima de 40 (quarenta) pontos. O candi-
dato deverá obter 12 (doze) pontos ou mais do total da pontuação prevista para a Prova de Redação, para 
não ser eliminado do concurso público.
(b) Para o cargo de 2º Tenente da Polícia Militar, a pontuação máxima de 30 (trinta) pontos. O candi-
dato deverá obter 9 (nove) pontos ou mais do total da pontuação prevista para a Prova de Redação, para 
não ser eliminado do concurso público.
12.4 A Redação será avaliada de acordo com a Tabela 12.2 deste Edital, conforme segue:
TABELA 12.2
Aspectos:
 Pontuação máxima
Cargo de Soldado 
da Polícia Militar
Cargo de 2º 
Tenente da Polí-
cia Militar
1
Atendimento e desenvolvimento 
do tema / Informatividade e 
argumentação. 10 8
2
Coesão intra e entre parágrafos 
(referencial e sequencial, diver-
sificada e recorrente) / Coerên-
cia (progressão, articulação, não 
contradição).
10 8
3
Atendimento à estrutura textual 
proposta (organização do texto 
dissertativo-argumentativo e dos 
parágrafos).
10 7
4
Modalidade gramatical: pontuação, 
grafia (inclusive legibilidade), con-
cordância, regência e colocação 
pronominal.
10 7
TOTAL MÁXIMO DE PONTOS DA PROVA 
DE REDAÇÃO 40 30
12.5 A Folha da Versão Definitiva da Redação será o único documento válido para a avaliação da Prova 
de Redação. As folhas para rascunho, no caderno de questões, são de preenchimento facultativo e não 
valerão para a finalidade de avaliação da Prova de Redação.
76
Pós-Edital1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol
12.6 O candidato disporá de, no mínimo, 15 (quinze) e, no máximo, 20 (vinte) linhas para elaborar a 
Versão Definitiva da Redação, sendo desconsiderado para efeito de avaliação qualquer fragmento de texto 
que for escrito fora do local apropriado ou que ultrapassar a extensão de linhas permitida para a elaboração 
de seu texto.
12.7 O candidato, para a Prova de Redação:
(a) deverá apresentar a sua Redação no espaço próprio da Folha da Versão Definitiva, sendo que 
poderá utilizar a Folha de Rascunho contida no Caderno de Provas, porém esta não será apreciada na ava-
liação;
(b) deverá fazer sua Redação atendendo às características próprias da dissertação/argumentação, 
escrevendo de forma legível, com caneta esferográfica de tinta na cor azul ou preta;
(c) não deverá destacar qualquer parte da Folha de Resposta, nem escrever nos espaços reservados à 
organizadora;
(d) deverá seguir e obedecer às Instruções constantes do Caderno de Provas e Folhas que se incorpo-
ram como documentos oficiais da Seleção.
12.8 O candidato terá sua Prova de Redação avaliada com nota 0 (zero) e estará, automaticamente, eli-
minado do Concurso Público se:
(a) não desenvolver o tema proposto, ou seja, fugir ao tema proposto;
(b) não desenvolver o tema na tipologia textual exigida;
(c) apresentar acentuada desestruturação na organização textual ou atentar contra o pudor;
(d) redigir seu texto a lápis, ou a tinta em cor diferente de azul ou preta;
(e) não apresentar sua Redação na Folha da Versão Definitiva ou entregá-la em branco, ou desenvolvê-
-la com letra ilegível, com espaçamento excessivo entre letras, palavras, parágrafos e margens;
(f) apresentar identificação de qualquer natureza (nome parcial, nome completo, outro nome qualquer, 
número(s), letra(s), sinais, desenhos ou códigos).
12.8.1 Na Prova de Redação, deverão ser rigorosamente observados os limites mínimos e máximos de 
linhas, previstos no subitem 12.6, sob pena de perda de pontos a serem atribuídos à prova.
12.9 Não será corrigida e/ou lida a Folha da Versão Definitiva da Redação que for preenchida inadequa-
damente, não assinada, assinada em outro local que não seja o indicado, amassada ou danificada de qual-
quer modo.
12.10 A sigilosidade e a impessoalidade da provaserão mantidas durante o processo de correção, res-
guardando do corretor (banca corretora) a identidade do candidato.
12.10.1 Para a correção da Prova de Redação, a Folha da Versão Definitiva será digitalizada e a iden-
tificação do candidato omitida, para, somente então, ser disponibilizada para a correção através de um 
ambiente eletrônico.
12.10.2 Na Folha da Versão Definitiva, constará no rodapé a seguinte informação ao candidato: “Para 
Correção, esta folha será digitalizada e a identificação do candidato será omitida”.
12.11 Quanto ao resultado da Prova de Redação, caberá interposição de recurso nos termos do Item 19 
deste Edital. [...]”
77
Pós-Edital1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol
Texto I
Disponível	em	https://ponte.org/me-senti-intimidado-diz-alexandre-beck-autor-de-tirinha-que-incomodou-a-pm/.	Acesso	em	20	de	novembro	de	2023.
Texto II
Violência policial nos EUA e no Brasil é igual, diz professora de Chicago
Professora da Escola de Serviço Social da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, a dominicana 
Yanilda Maria Gonzáles afirma que os assassinatos de João Pedro, adolescente negro de 14 anos que vivia 
no Rio de Janeiro, e de George Floyd, norte-americano negro de 46 anos, se conectam, apesar da distância 
em que ocorreram. Na opinião da pesquisadora que há dez anos estuda a dinâmica das polícias de Brasil, 
Argentina e Colômbia, essas mortes representam, numa questão macro, que “a violência policial nos Esta-
dos Unidos e no Brasil são duas faces da mesma moeda, com grandes semelhanças nas causas, manifes-
tação e dimensão do problema”.
Disponível	em	https://www.imaginie.com.br/temas/violencia-policial-contra-negros-no-brasil-e-no-mundo/.	Acesso	em	20	de	novembro	de	2023.
Os textos, oferecidos como motivadores temáticos, promovem, conjuntamente, uma reflexão sobre a leta-
lidade das operações policiais contra negros. Nesse sentido, a partir desse apoio e do seu conhecimento de 
mundo, elabore um texto dissertativo-argumentativo em que você discuta o seguinte tema:
VIOLÊNCIA POLICIAL: UM REFLEXO DE PROBLEMAS SOCIAIS NO BRASIL
78
Pós-Edital1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol
PADRÃO DE RESPOSTA
Selecione fatos e argumentos, relacionando-os, de modo coeso e coerente, para construir seu pon-
to de vista.
A fim de construir uma resposta adequada à proposta de redação dada, com o tema "Violência policial: um 
reflexo de problemas sociais no Brasil", o estudante deve seguir uma estrutura dissertativo-argumentativa 
clássica, que inclui uma introdução, desenvolvimento com pelo menos dois parágrafos e uma conclusão. 
Veja-se um guia detalhado de como cada parte deve ser abordada:
1. Introdução
Ao abordar a violência policial, é crucial reconhecer o fenômeno como uma questão persistente que pro-
blemas sociais profundos. Nesse contexto, deve-se definir claramente essa problemática e mencionar 
suas causas e consequências. Além disso, é essencial introduzir uma tese clara que guiará a argumenta-
ção desenvolvida no decorrer do texto.
2. Desenvolvimento
O desenvolvimento deve conter pelo menos dois parágrafos, cada um deles tratando de um tópico rela-
cionado à violência policial.
a) Primeiro parágrafo de desenvolvimento:
Nele, podem-se abordar as causas da violência policial, como o racismo, a herança da escravidão e a 
desigualdade social e econômica. É pertinente usar dados estatísticos, exemplos históricos ou atuais 
para sustentar os argumentos.
b) Segundo parágrafo de desenvolvimento:
Nele, é importante discutir as consequências da violência policial, não apenas para as vítimas diretas, 
mas também para a sociedade. Pode-se falar sobre o impacto na percepção de segurança, na confiança 
nas instituições e no tecido social das comunidades afetadas.
3. Conclusão
A conclusão deve retomar a tese apresentada na introdução ao resumir os principais argumentos desen-
volvidos. Aqui, o estudante também pode propor medidas que reduzam os efeitos da violência policial ou 
construir uma reflexão sobre o tema. As propostas devem ser realistas e factíveis, isto é, devem refletir 
uma compreensão crítica do tema.
4. Aspectos estruturais
Devem-se empregar conectivos para garantir que o texto flua logicamente de uma ideia a outra, respeitar 
as regras gramaticais, usar um vocabulário adequado ao contexto de uma redação formal, tentar trazer 
uma perspectiva original para o texto, sem se desviar do tema. A dissertação deve apresentar uma linha 
lógica de raciocínio, desde a introdução até a conclusão, sem contradições ou informações desconexas. 
A norma-padrão deve ser observada.“Tendo acontecido isso, ou o herói 
humano se apaixona pelo robô, ou o robô tenta 
matar todos os humanos, ou ambas as coisas 
acontecem simultaneamente.” (último período 
do primeiro parágrafo), a oração destacada ex-
pressa o valor semântico de
(A) condição.
(B) consequência.
(C) finalidade.
(D) causa.
(E) tempo.
Letra e.
Assunto abordado: Sintaxe da oração e 
do período.
No período, a oração destacada é subordinada 
adverbial temporal reduzida de gerúndio. Sua 
forma desenvolvida equivalente é “Quando isso 
acontece”. Assim, não possui nenhum dos ou-
tros valores semânticos indicados nas demais 
alternativas.
5 
Entre os vocábulos destacados, não desempe-
nha o papel de conectar orações:
(A) “[...] ou o herói humano se apaixona pelo 
robô, ou o robô tenta matar todos os huma-
nos, ou ambas as coisas acontecem simul-
taneamente.” (último período do primeiro 
parágrafo)
(B) “Porém na realidade não há motivo para 
supor que a inteligência artificial vá desen-
volver consciência [...]” (primeiro período do 
segundo parágrafo)
(C) “Tendemos a confundir os dois porque nos 
humanos e nos outros mamíferos a inteligên-
cia anda de mãos dadas com a consciência.” 
(quarto período do segundo parágrafo)
(D) “Há vários caminhos diferentes que levam 
a uma grande inteligência, e apenas alguns 
desses caminhos envolvem a tomada de 
consciência.” (primeiro período do terceiro 
parágrafo)
(E) “[...] também os computadores podem resol-
ver problemas muito melhor do que mamí-
feros sem jamais desenvolver sentimentos.” 
(segundo período do terceiro parágrafo)
Letra a.
Assunto abordado: Emprego das classes 
de palavras.
(A) Certa. O vocábulo destacado é um numeral, 
portanto não liga orações.
(B) Errada. O vocábulo destacado é uma con-
junção subordinativa integrante, introduz a ora-
ção subordinada substantiva “que a inteligência 
artificial vá desenvolver consciência”, que se 
liga a sua oração principal “para supor”.
(C) Errada. O vocábulo destacado é uma con-
junção subordinativa causal, introduz a oração 
subordinada adverbial “porque nos humanos 
e nos outros mamíferos a inteligência anda de 
mãos dadas com a consciência”, que se liga 
a sua oração principal “Tendemos a confun-
dir os dois”.
(D) Errada. O vocábulo destacado é um prono-
me relativo, introduz a oração subordinada adje-
tiva “que levam a uma grande inteligência”, que 
se liga a sua oração principal “Há vários cami-
nhos diferentes”.
(E) Errada. O vocábulo destacado é uma con-
junção subordinativa comparativa, introduz a 
oração subordinada “do que mamíferos [podem 
resolver problemas]”, que se liga a sua oração 
principal “também os computadores podem re-
solver problemas muito melhor”.
6 
Observe o trecho a seguir:
“Há vários caminhos diferentes que levam a 
uma grande inteligência [...]” (primeiro período 
do terceiro período)
Emprega-se sinal indicativo de crase caso o 
termo destacado seja substituído por
(A) notável	inteligência.
(B) engrandecer	a	inteligência.
(C) essa	grande	inteligência.
(D) alguma	grande	inteligência.
(E) aquela	grande	inteligência.
Letra e.
Assunto abordado: Emprego do sinal indicati-
vo de crase.
(A) Errada. Não se emprega sinal indicativo de 
crase diante de substantivo feminino não deter-
minado por artigo “a(s)”. Veja-se:
Há	vários	caminhos	diferentes	que	levam	a	no-
tável	inteligência...
34
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
(B) Errada. Não se emprega sinal indicativo de 
crase diante de verbo. Veja-se:
Há	vários	caminhos	diferentes	que	levam	a	en-
grandecer	a	inteligência...
(C) Errada. Não se emprega sinal indicativo 
de crase diante do pronome demonstrativo 
“essa”. Veja-se:
Há	vários	caminhos	diferentes	que	levam	a	essa	
grande	inteligência...
(D) Errada. Não se emprega sinal indicativo de 
crase diante de pronome indefinido. Veja-se:
Há	vários	caminhos	diferentes	que	levam	a al-
guma	grande	inteligência...
(E) Certa. Emprega-se o sinal indicativo de cra-
se para marcar a fusão da preposição “a”, regi-
da por “levam”, com a vogal “a” inicial do prono-
me demonstrativo “aquela”. Veja-se:
Há	vários	caminhos	diferentes	que	levam	àque-
la	grande	inteligência...
7 
Seguem a mesma regra de acentuação gráfica:
(A) científica, inteligência, há
(B) robô, terá, bioquímicos
(C) consciência, vários, próprios
(D) herói, também, mamíferos
(E) básico, mágico, porém
Letra c.
Assunto abordado: Acentuação gráfica.
Os vocábulos “científica”, “bioquímicos”, “ma-
míferos”, “básico” e “mágico” são graficamente 
acentuados por serem proparoxítonas.
Os vocábulos “inteligência”, “consciência”, “vá-
rios” e “próprios” são graficamente acentuados 
por serem paroxítonas terminadas em ditongo 
oral seguido ou não de s.
O vocábulo “há” é graficamente acentuado por 
ser monossílabo tônico terminado em a seguido 
ou não de s.
O vocábulo “robô” é graficamente acentuado por 
ser oxítona terminada em o	seguido ou não de s.
O vocábulo “terá” é graficamente acentuado por 
ser oxítona terminada em a	seguido ou não de s.
O vocábulo “herói” é graficamente acentuado 
por ser oxítona terminada em “ói”.
Os vocábulos “também” e “porém” são grafica-
mente acentuados por serem oxítonas cuja ter-
minação é “em”.
8 
Assinale a alternativa em que é necessário em-
pregar um par de vírgulas no trecho a fim de 
ajustá-lo à correção gramatical.
(A) “[...] e supõe que para se equipar ou suplan-
tar a inteligência humana os computadores 
terão de desenvolver consciência.” (primeiro 
período do primeiro parágrafo)
(B) “O enredo básico de quase todos os filmes 
e livros sobre IA gira em torno do momento 
mágico no qual um computador ou robô ga-
nha consciência.” (segundo período do pri-
meiro parágrafo)
(C) “[...] nos humanos e nos outros mamíferos 
a inteligência anda de mãos dadas com a 
consciência.” (quarto período do segundo 
parágrafo)
(D) “[...] também os computadores podem re-
solver problemas muito melhor do que ma-
míferos [...]” (segundo período do terceiro 
parágrafo)
(E) “É verdade que a IA terá de analisar senti-
mentos humanos com muita precisão para 
ser capaz de tratar doenças humanas [...]” 
(terceiro período do terceiro parágrafo)
Letra a.
Assunto abordado: Pontuação.
No trecho em A, as orações subordinadas ad-
verbiais finais “para se equipar” e “ou [para] 
suplantar a inteligência humana”, coordenadas 
entre si, devem ser isoladas por vírgulas porque 
estão intercaladas no período. Veja-se a pontu-
ação correta:
... e	supõe	que,	para	se	equipar	ou	suplantar	a	
inteligência	humana,	os	computadores	terão	de	
desenvolver	consciência.
Nos outros trechos, não há nenhuma razão para 
empregar um par de vírgulas.
35
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
9 
Considerando os aspectos morfossintáticos 
do texto, assinale a alternativa correta.
(A) No segundo período do primeiro parágrafo, 
a preposição “em” é empregada diante do 
pronome relativo “o qual” em razão de ele 
apresentar valor adverbial.
(B) No segundo período do primeiro parágrafo, o 
verbo “ganhar” deve ser flexionado no plural 
em razão de apresentar sujeito composto.
(C) No primeiro período do segundo parágrafo, 
a forma verbal “há” é flexionada no singular 
porque apresenta sujeito indeterminado.
(D) No primeiro período do terceiro parágrafo, é 
incorreto empregar a preposição “para” em 
lugar da preposição “a”.
(E) No terceiro período do terceiro parágrafo, 
flexiona-se no singular a forma verbal “É” em 
razão de ela não apresentar sujeito.
Letra a.
Assunto abordado: Concordância verbal. Re-
gência verbal.
(A) Certa. O pronome relativo “o qual” retoma “o 
momento mágico”. Desdobrando-se o período 
composto a que ele pertence, tem-se:
O	enredo	básico	de	quase	todos	os	filmes	e	li-
vros	sobre	IA	gira	em	torno	do	momento	mágico.
No	momento	mágico	 um	 computador	 ou	 robô	
ganha	consciência.
Veja-se, então, que se emprega a preposição 
“em” diante do pronome relativo “o qual” para 
marcar que se trata de um adjunto adverbial na 
oração adjetiva. Veja-se que “no qual” equivale 
a “no momento mágico”.
(B) Errada.Quando os núcleos de um sujeito 
composto são ligados pela conjunção “ou” com 
valor de exclusão (ou o computador ou o robô 
ganha consciência, não os dois simultanea-
mente), o verbo concorda com apenas um dos 
núcleos. No trecho, os núcleos “computador” e 
“robô” estão flexionados no singular. Portanto, 
o verbo “ganhar” deve necessariamente ser fle-
xionado no singular.
(C) Errada. A forma verbal “há”, empregada na 
acepção de “existir”, é flexionada no singular 
porque não possui sujeito, trata-se de verbo 
impessoal.
(D) Errada. O verbo “levar” pode reger tanto a 
preposição “a” quanto a preposição “para”. Por-
tanto, a substituição proposta é correta.
(E) Errada. A forma verbal “É” é flexionada no 
singular em razão de apresentar sujeito oracio-
nal (“que a IA terá de analisar sentimentos hu-
manos com muita precisão”) – oração subordi-
nada substantiva subjetiva.
10 
Acerca das normas da redação de documentos 
oficiais, assinale a alternativa correta.
(A) Em comunicações oficiais, é aceitável a 
omissão de elementos como data e assina-
tura, desde que o conteúdo textual esteja 
claro e objetivo.
(B) A utilização de fecho na comunicação oficial 
é recomendada para demonstrar respeito e 
formalidade, sem relação com a hierarquia 
na instituição.
(C) Em comunicações dirigidas ao presidente 
da República, utiliza-se o vocativo “Exce-
lentíssimo Senhor”, seguido da referên-
cia ao cargo.
(D) A padronização visual dos documentos 
oficiais é facultativa, cada órgão ou enti-
dade pode estabelecer seus próprios pa-
drões, desde que mantenha a clareza e a 
formalidade.
(E) Documentos dirigidos a ministros de Es-
tado devem adotar o vocativo “Ilustríssimo 
Senhor”, seguido do título do ministério cor-
respondente.
Letra c.
Assunto abordado: Redação oficial.
(A) Errada. A redação oficial exige a presença 
de elementos formais como data e assinatura, 
independentemente da clareza do conteúdo. 
Esses elementos são essenciais para a valida-
de e a formalidade do documento.
(B) Errada. O tipo de fecho empregado em uma 
comunicação oficial varia conforme o grau de 
formalidade e a posição hierárquica do destina-
tário. Por exemplo, o fecho “Respeitosamente” 
é utilizado para autoridade hierarquicamente su-
perior ao remetente, enquanto “Atenciosamen-
te” é usado em comunicações para destinatário 
de mesma hierarquia do remetente ou inferior. 
Assim, a escolha do fecho não é apenas uma 
questão de respeito e formalidade, mas também 
está alinhada à observância da hierarquia ins-
titucional.
36
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
(C) Certa. Segundo o Manual de Redação da 
Presidência da República, o vocativo apropria-
do em comunicações oficiais ao presidente da 
República é “Excelentíssimo Senhor Presidente 
da República”, respeitando-se a formalidade e a 
hierarquia do cargo.
(D) Errada. A padronização visual é uma carac-
terística importante da redação oficial. Embora 
possa haver variações menores entre diferentes 
órgãos, a uniformidade e a formalidade devem 
ser mantidas em todos os documentos oficiais.
(E) Errada. Para ministros de Estado, o vocativo 
correto é “Senhor Ministro”.
Língua Estrangeira: Espanhol
Joice Asevedo
¿Cuáles son los efectos de una ola de calor 
en la salud?
Cuando sube la temperatura el cuerpo 
activa mecanismos de enfriamiento. Sin 
embargo, el aumento repentino de calor 
puede desencadenar perjuicios en la salud.
Si bien las olas de calor no generan daños 
evidentes como otras amenazas naturales, tales 
como los huracanes o inundaciones, pueden 
causar mortalidad y morbilidad, señala la 
Organización Panamericana de la Salud (OPS). 
Entre sus efectos se encuentra un agravamiento 
de enfermedades cardiopulmonares y renales.
De acuerdo con la Organización Mundial de 
la Salud (OMS) y la Organización Meteorológica 
Mundial (OMM), no hay un consenso en la 
definición de ola de calor. Asimismo, ambas 
entidades coinciden en que consiste en un periodo 
inusualmente caliente, seco o húmedo, de día o de 
noche, que se inicia y termina de forma abrupta.
Además, las olas de calor tienen una duración 
mínima de dos o tres días y se percibe su impacto 
tanto en los seres humanos como en los sistemas 
naturales.
El aumento de las temperaturas genera un 
mecanismo de respuesta fisiológico del cuerpo 
humano que se traduce en la vasodilatación 
periférica y el sudor.
Por un lado, se activa el transporte masivo de 
sangre a la periferia del cuerpo para facilitar su 
enfriamiento lo que, consecuentemente, ocasiona 
una sobrecarga del sistema cardiovascular. Por 
otro lado, se genera la sudoración excesiva que 
puede provocar la pérdida masiva de líquidos y 
electrolitos, explica la OPS.
Las olas de calor pueden generar perjuicios 
en la salud. No obstante, la escala y naturaleza 
de los efectos dependen del tiempo, intensidad 
y duración del evento térmico, así como de otros 
factores como la adaptación de la población local, 
la infraestructura y el equipamiento disponible, 
aclara la organización panamericana.
Concretamente, el organismo señala que 
la exposición al calor puede causar edema 
(hinchazón causada por el exceso de líquido en los 
tejidos), síncope (pérdida súbita de la conciencia), 
calambres, dolor de cabeza, irritabilidad y 
agotamiento.
Además, el calor extremo puede 
generar deshidratación severa, accidentes 
cerebrovasculares y contribuir a la generación de 
coágulos. La entidad sanitaria aclara que pocas 
muertes son causadas directamente por el calor, 
sino que la mayoría de los decesos se debe al 
agravamiento de enfermedades cardiopulmonares, 
renales, y psiquiátricas.
Sumado a esto, existen otras consecuencias 
indirectas. Por ejemplo, los países que se ven 
afectados por el aumento de las temperaturas 
suelen registrar falta de agua para consumo (por 
sequía o fallas en el bombeo) o desabastecimiento 
de alimentos frescos y pérdida de vacunas (por 
ruptura de la cadena de frío y cierre de los sitios 
de venta).
¿Cómo prevenir los efectos de las olas de calor? 
La OPS advierte que la respuesta al calor depende 
de la capacidad de adaptación de cada persona. 
No obstante, aclara que los efectos graves pueden 
aparecer de manera repentina, por lo cual se 
recomienda estar alerta a las recomendaciones 
de las autoridades locales.
Asimismo, el organismo brinda sugerencias a 
tener en cuenta para prevenir las consecuencias 
en la salud:
• Evitar la exposición al sol durante las horas de 
mayor calor.
• No hacer ejercicio o actividades intensas al 
aire libre sin protección.
• Consumir agua cada 2 horas, aún sin tener 
sed.
• Tomar duchas o baños fríos en sitios seguros.
37
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
• Mantener la vivienda fresca cubriendo 
las ventanas durante el día y usando aire 
acondicionado o ventilador en las horas de más 
calor.
Fuente:	https://www.nationalgeographicla.com/ciencia/2023/06/
cuales-son-los-efectos-de-una-ola-de-calor-en-la-salud	
(Adaptado).
11 
Sobre las olas de calor se puede afirmar que:
(A) son menos perjudiciales que inundaciones o 
huracanes.
(B) duran, como máximo, tres días.
(C) es tarde para prevenir sus efectos ya que no 
se puede evitarlos.
(D) afecta a la salud provocando sobrecarga en 
los pulmones, corazón y riñones.
(E) consiste en periodos de extremado calor, 
sequía y suele suceder durante el día.
Letra d.
Assunto abordado: Domínio da língua 
estrangeira através de leitura e compreensão 
de textos de fontes variadas.
(A) Errada. O texto afirma que os danos são 
menos evidentes, mas não que são menos 
prejudiciais.
(B) Errada. Duram, no mínimo, de dois a 
três dias.
(C) Errada. O último parágrafo do texto traz 
algumas dicas de como prevenir os efeitos das 
ondas de calor.
(D) Certa. De acordo com o texto, há um 
agravamento de doenças cardiopulmonares 
e renais, além de sobrecarregar o sistema 
cardiovascular.
(E) Errada. Segundo o texto, as ondas de 
calor são períodos de extremos calor, seca ou 
umidade, e podem acontecer de dia oude noite.
12 
En la frase “Si bien las olas de calor no generan 
daños evidentes como otras amenazas 
naturales”, la estructura destacada puede 
ser reemplazada, sin provocar cambios 
gramaticales o semánticos, por:
(A) Aunque
(B) Sin embargo
(C) No obstante
(D) Mientras que
(E) Al fin y al cabo
Letra a.
Assunto abordado: Conjunções – 
coordenativas, subordinativas.
(A) Certa.	 Si	 bien y aunque significam 
“embora” e podem ser substituidos dentro de 
qualquer frase.
B e C) Erradas. Sin	embargo e no	obstante são 
locuções adverbiais adversativas e significam, 
em português, porém, todavia, mas...
(D) Errada. Mientras	 que é uma locução 
conjuntiva que estabelece contraste e 
normalmente se usa com verbos no subjuntivo.
(E) Errada. Al	 fin	 y	 al	 cabo é uma locução 
adverbial que serve para explicar ou concluir 
algo que foi dito anteriormente.
13 
Marca la opción en que las sugerencias del 
último párrafo fueron correctamente escritas 
en imperativo informal.
(A) Evite la exposición al sol durante las horas 
de mayor calor.
(B) No haz ejercicio o actividades intensas al 
aire libre sin protección.
(C) Consumes agua cada 2 horas, aún sin 
tener sed.
(D) Tomas duchas o baños fríos en sitios seguros.
(E) Mantén la vivienda fresca cubriendo las 
ventanas durante el día y usando aire 
acondicionado o ventilador en las horas de 
más calor.
Letra e.
Assunto abordado: Verbos – auxiliares, 
regulares, impessoais e pronominais e 
perífrases verbais.
(A) Errada. A forma correta é evita.
(B) Errada. A forma correta é no hagas.
(C) Errada. A forma correta é consume.
38
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
(D) Errada. A forma correta é toma.
(E) Certa. A forma correta é mantén.
14 
Es un ejemplo de palabra heterogenérico en 
relación al portugués:
(A) Calor
(B) Sangre
(C) Agua
(D) Ola
(E) Salud
Letra b.
Assunto abordado: Divergências entre o por-
tuguês e o espanhol – heterográficos, hetero-
prosódicos, heterogenéricos, heterosemânticos.
A única palavra que tem gênero diferente 
do português é a palavra “sangre”, que em 
espanhol é feminina.
15 
El vocablo deceso, destacado en el texto, se 
puede remplazar por
(A) Descenso
(B) Receso
(C) Incidente
(D) Defunción
(E) Deuda
Letra d.
Assunto abordado: Sinônimos e antônimos.
(A) Errada. Descenso = descida.
(B) Errada. Receso = separação ou descanso.
(C) Errada. Incidente = incidente.
(D) Certa. As palavras deceso	e defunción são 
sinônimas e significam morte, falecimento.
(E) Errada. Deuda = dívida.
Informática
Maurício Franceschini
16 
Sobre o golpe praticado na internet e conhecido 
como phishing, analise as afirmativas a seguir:
I) É o ato pelo qual uma pessoa tenta se passar 
por outra, atribuindo-se uma falsa identidade, 
com o objetivo de obter vantagens indevidas.
II) É um tipo específico de golpe que envol-
ve a redireção da navegação do usuário para 
sites falsos, por meio de alterações no ser-
viço de DNS.
III) É um tipo de fraude por meio do qual um 
golpista tenta obter dados pessoais e financei-
ros de um usuário, pela utilização combinada 
de meios técnicos e engenharia social.
É correto o que se afirma apenas em:
(A) I e II.
(B) II e III.
(C) II.
(D) III.
(E) I, II e III.
Letra d.
Assunto abordado: Conceitos de proteção e 
segurança.
I) Errada. Essa é a definição do ataque 
de spoofing.
II) Errada. O golpe de pharming é um tipo espe-
cífico de golpe que envolve a redireção da nave-
gação do usuário para sites falsos, por meio de 
alterações no serviço de DNS.
III) Certa. É um tipo de fraude por meio do qual 
um golpista tenta obter dados pessoais e finan-
ceiros de um usuário, pela utilização combinada 
de meios técnicos e engenharia social.
39
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
17 
Sobre os recursos e uso da Lixeira do Windo-
ws 10, analise as afirmativas abaixo.
I) Ao excluir um arquivo de um pen drive, por 
meio da tecla SHIFT+DELETE, ele será enviado 
para a Lixeira.
II) Uma combinação válida de teclas de atalho 
para se excluir um arquivo, enviando-o para a 
Lixeira, é CTRL+D.
III) Ao se excluir um arquivo por meio da tecla 
DELETE, caso a Lixeira esteja cheia, ou seja, 
sem espaço disponível, o arquivo será excluí-
do definitivamente.
Está correto o que se afirma apenas em:
(A) I e II.
(B) II e III.
(C) I e III.
(D) III.
(E) II.
Letra b.
Assunto abordado: Noções de sistema opera-
cional (ambiente Windows).
I) Errada. Arquivos do pen drive não são envia-
dos para a Lixeira quando excluídos.
II) Certa. As teclas CTRL+D excluem os arqui-
vos para a Lixeira.
III) Certa. Quando a Lixeira está cheia, arquivos 
são excluídos definitivamente.
18 
Assinale a alternativa que corresponda ao bo-
tão do MS Word 365 responsável por permitir 
inserir uma quebra de página.
(A) 
(B) 
(C) 
(D) 
(E) 
Letra d.
Assunto abordado: Edição de textos, planilhas 
e apresentações (ambientes Microsoft Office e 
LibreOffice).
Veja o significado de cada um dos botões apre-
sentados nas alternativas:
(A) – Espaçamento de linha e parágrafo: 
permite definir o espaçamento entre as linhas 
de um mesmo parágrafo ou entre um parágra-
fo e outro.
(B) – Diminuir recuo: diminui a distância do 
parágrafo em relação à margem esquerda.
(C) – Aumentar recuo: aumenta a distância 
do parágrafo em relação à margem esquerda.
(D) – Quebra de página: insere uma quebra 
de página.
(E) – Espaçamento depois: define o espa-
çamento após o parágrafo.
19 
Em relação ao aplicativo de edição de textos MS 
Word 365, no que tange à formatação de tabe-
las, assinale a alternativa que apresenta a defi-
nição do recurso representado pelo botão :
(A) Inserir linha abaixo.
(B) Dividir células.
(C) Dividir tabela.
(D) Mesclar células.
(E) Inserir linha acima.
Letra a.
Assunto abordado: Edição de textos, planilhas 
e apresentações (ambientes Microsoft Office e 
LibreOffice).
Veja abaixo o botão de cada uma das funciona-
lidades apresentadas nas alternativas.
(A) Certa. – Inserir linha abaixo.
(B) Errada. – Dividir células.
(C) Errada. – Dividir tabela.
(D) Errada. – Mesclar células.
(E) Errada. – Inserir linha acima.
40
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
20 
Considerando o trecho da planilha abaixo, ex-
traída do MS Excel, assinale a função que per-
mite obter a quantidade total das previsões 
ponderadas acima de R$ 100.000,00:
(A) =SOMASES(A2:A14;“>100000”)
(B) =SOMASES(B2:B14;A2:A14;" janei ro 
2024";B2:B14;">100000")
(C) =CONT.SE(B2:B14;“>100000”)
(D) =SOMA(B2:B14)
(E) =SOMASE(B2:B14;“>100000”)
Letra c.
Assunto abordado: Edição de textos, plani-
lhas e apresentações (ambientes Microsoft 
Office e LibreOffice).
(A) Errada. =SOMASES(A2:A14;“>100000”) – 
Essa função não somará nada, pois está usan-
do a coluna A para comparar com o critério 
“>100000”, porém tal coluna possui os meses 
de previsão, e não os valores.
(B) Errada. 
=SOMASES(B2:B14;A2:A14;"janeiro 
2024";B2:B14;">100000") – Essa função soma-
rá, não contará, todos os valores maiores que 
R$ 100.000,00, das previsões ponderadas do 
mês de janeiro 2024.
(C) Certa. =CONT.SE(B2:B14;“>100000”) – 
Essa função é a função correta, pois conta a 
quantidade de células do intervalo de B2 até 
B14, que são os valores de previsões, apenas 
maiores que R$ 100.000,00”.
(D) Errada. =SOMA(B2:B14) – Essa função 
soma todos os valores das células de B2 até B14.
(E) Errada. =SOMASE(B2:B14;“>100000”) – 
Essa função soma, em vez de contar, os valores 
das células do intervalo de B2 até B14, que são 
os valores de previsões, apenas maiores que 
R$ 100.000,00.
Raciocínio Lógico
Diego Ribeiro
21 
Ana sabe que, quando é feriado, seu namora-
do não trabalha. O namorado de Ana mandou 
mensagem dizendo que não iria trabalhar. Ana 
pode concluir corretamente que:
(A) é feriado.
(B) se seu namorado trabalha, então não 
é feriado.
(C) não é feriado.
(D) seu namorado não quer trabalhar.
(E) é ponto facultativo.
Letra b.
Assunto abordado: Equivalência Lógi-
ca. Falácia.
“Quando é feriado, seu namorado não trabalha.” 
Isso é o mesmo que dizer:“Se é feriado, então 
seu namorado não trabalha” = p → ~q
p: É feriado.
~q: Seu namorado não trabalha.
Como essa informação é verdadeira, devere-
mos trabalhar a equivalência da condicional, 
pois esta também será verdadeira.
Assim, “Se é feriado, então seu namorado não 
trabalha”. Podemos concluir que:
Contrapositiva: p → ~q = q → ~p = Se seu na-
morado trabalha, então não é feriado.
Disjuntiva (Neymar): p → ~q = ~p v ~q = Não é 
feriado ou seu namorado não trabalha.
41
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
22 
Considere as letras da palavra PERNAMBU-
CO e todos os “X” conjuntos formados por 4 
dessas letras. Cada um desses “X” conjuntos 
é escrito em um pedaço de papel, de modo 
que cada conjunto esteja em um papel. Se es-
ses “N” papéis forem colocados em uma urna 
e embaralhados, então a probabilidade de se 
sortear um papel cujo conjunto escrito só te-
nha consoantes é igual a
(A) 1/14.
(B) 1/4.
(C) 1/30.
(D) 1/21.
(E) 1/7.
Letra a.
Assunto abordado: Contagem. Probabilidade.
Inicialmente, precisamos descobrir a quantida-
de total de conjuntos formados por 4 letras da 
palavra PERNAMBUCO.
Pernambuco tem 10 letras, sendo 6 consoantes 
e 4 vogais, e como a ordem das letras esco-
lhidas definem uma nova palavra, vamos usar 
o arranjo:
A10,4 = 10! / 6! = 10*9*8*7 = 5.040
Agora, vamos calcular a quantidade de palavras 
com 4 letras, todas CONSOANTES:
A6,4 = 6! / 2! = 6*5*4*3 = 360
Probabilidade = quero / total
P = 360/5.040 = 1/14
23 
Em determinada viatura, o banco do motorista 
possui diversas formas de regulagem. O en-
costo da cabeça é possível ser regulado em 
4 posições distintas; a inclinação do banco 
pode ser colocada em 6 tipos de angulação; já 
o assento pode ser ajustado em 5 alturas dife-
rentes. Diante dessas informações, assinale a 
alternativa que indica de quantas maneiras o 
motorista dessa viatura pode regular o banco.
(A) 15
(B) 90
(C) 240
(D) 120
(E) 60
Letra d.
Assunto abordado: Contagem. Princípio Fun-
damental de Contagem.
A questão trata do princípio fundamental de con-
tagem. Teremos as seguintes possibilidades:
– encosto da cabeça: 4 posições;
– inclinação do banco: 6 angulações;
– assento: 5 alturas.
Assim, temos: 4 x 6 x 5 = 120 maneiras diferentes
24 
Considere que uma das atribuições do policial 
militar é realizar rondas ostensivas em viatu-
ras e que Pedro não é policial militar. Usando o 
raciocínio lógico, pode-se concluir que
(A) Pedro não realiza rondas ostensivas 
em viaturas.
(B) se Pedro realiza rondas ostensivas em via-
turas, então ele é policial militar.
(C) caso Pedro fosse policial militar, teria, entre 
suas atribuições, a realização de rondas os-
tensivas em viaturas.
(D) se Pedro não é policial militar, então ele não 
realiza rondas ostensivas em viaturas.
(E) para que Pedro realize rondas ostensivas 
em viaturas, é necessário que ele seja poli-
cial militar.
Letra c.
Assunto abordado: Diagramas. Argumentação.
Temos nesta questão 2 premissas:
P1: Se é policial militar, então realiza rondas 
ostensivas em viaturas = uma das atribuições 
do policial militar é realizar rondas ostensivas 
em viaturas.
P2: Pedro não é policial militar.
Podemos usar diagramas lógicos para repre-
sentar este problema:
Analisando as alternativas:
(A) Pedro não realiza rondas ostensivas em via-
turas – Errada. Perceba que o fato de Pedro não 
ser policial militar não garante que ele não faça 
ronda ostensiva em viaturas.
(B) Se Pedro realiza rondas ostensivas em via-
turas, então ele é policial militar – Errada. Ele 
42
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
pode realizar rondas ostensivas em viaturas e 
não ser policial militar.
(C) Caso Pedro fosse policial militar, teria, entre 
suas atribuições, a realização de rondas osten-
sivas em viaturas – Certa, segundo aponta o 
diagrama lógico apresentado.
(D) Se Pedro não é policial militar, então ele não 
realiza rondas ostensivas em viaturas – Errada. 
Perceba que o fato de Pedro não ser policial mi-
litar não garante que ele não faça ronda osten-
siva em viaturas.
(E) Para que Pedro realize rondas ostensivas 
em viaturas, é necessário que ele seja policial 
militar – Errada. Ele pode realizar rondas e não 
ser policial militar.
25 
Um paiol de determinado batalhão possui 
15.000 munições, das quais 5.000 são de cali-
bre 762, 4.000 de calibre 5.56 e as demais, de 
9 mm. Um experimento consiste em tirar uma 
quantidade de munições desse paiol sem olhar 
o calibre. Assinale a alternativa que apresenta 
o número mínimo de munições que precisam 
ser retiradas para que se tenha, com certeza, 
3.500 munições de calibre 762.
(A) 4.000
(B) 13.500
(C) 3.500
(D) 9.500
(E) 5.500
Letra b.
Assunto abordado: Inferências. Deduções.
Princípio da casa dos pombos ou teorema 
do azarado.
Sabemos que temos:
762: 5.000
5.56: 4.000
9 mm: 15.000 – (5.000 + 4.000) = 15.000 – 
9.000 = 6.000
Nós queremos 3.500 munições de 9 mm e, para 
resolver este problema, precisamos ser o mais 
pessimistas possível. E o pior cenário é:
Tiram-se todas de 9 mm, depois todas de 5.56 
e, por fim, 3.500 de 762.
Assim, 6.000 + 4.000 + 3.500 = 13.500
43
Pós-Edital1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol
Estatística
Aclésio Moreira
Considerando que a tabela a seguir represente o número de bombeiros militares do Estado de Per-
nambuco que se aposentaram no último semestre e o número de quartéis que tiveram policiais apo-
sentados, responda as questões de 26 a 28.
26 
O valor mais próximo da média de bombeiros aposentados por quartel é:
(A) 1,5.
(B) 2,5.
(C) 3,5.
(D) 4,5.
(E) 5,5.
Letra c.
Assunto abordado: Medidas de posição.
Para encontrar a média, dividimos o total de bombeiros aposentados, que é encontrado multiplicando os 
valores de cada coluna pelo total de quartéis, que é a soma da frequência de quartéis.
 = 
27 
Considerando que a variância da distribuição é igual a 1,44, o valor mais próximo do coeficiente de 
variação da distribuição é
(A) 0,10.
(B) 0,15.
(C) 0,20.
(D) 0,25.
(E) 0,30.
Letra e.
Assunto abordado: Medidas de dispersão.
O coeficiente de variação é a razão entre o desvio-padrão e a média.
Coeficiente de variação = 
Como o desvio-padrão é a raiz quadrada da variância, temos que o desvio-padrão é = 1,2.
Assim, o coeficiente de variação é = 0,34.
Logo, o valor mais próximo do coeficiente de variação é 0,30.
44
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
28 
Marque a alternativa correta em relação à 
distribuição de aposentados por delegacia 
na tabela.
(A) Tem assimetria positiva.
(B) Tem assimetria negativa.
(C) É simétrica.
(D) A mediana é igual a 3,5.
(E) A moda é igual a 4.
Letra a.
Assunto abordado: Medidas de centralidade.
Como o número de quartéis é igual a 36, que é 
um número par, a mediana será a média aritmé-
tica do número de aposentados nas delegacias 
de número 18 e 19 (números centrais da distri-
buição). Lembrando que, para encontrar a me-
diana, o número de aposentados deve ser colo-
cado em ordem crescente. Assim, verificamos 
na tabela que o número de aposentados nas 
delegacias de número 18 e 19 é igual a 3. Des-
sa forma, a mediana é. Como a média (3,52) é 
superior à mediana (3), a assimetria é positiva.
29 
Considere que Y seja uma variável aleatória 
contínua distribuída exponencialmente com 
parâmetro igual a 0,5. Dessa forma, determine 
o valor da variância de X.
(A) 4
(B) 2
(C) 25
(D) 5
(E) 0
Letra a.
Assunto abordado: Distribuições de pro-
babilidade.
Na distribuição exponencial, a variância é en-
contrada dividindo 1 pelo quadrado do parâme-
tro, ou seja, 
30 
A respeito de probabilidade condicional e inde-
pendência, assinale a alternativa correta.
(A) Dois eventos A e B são ditos eventos inde-
pendentes se, e somente se, P(A) x P(B) = 0.
(B) Dois eventos A e B são ditos eventos inde-
pendentes se, e somente se, a ocorrência de 
A alterar a probabilidade de ocorrência de B.
(C) Dois eventos A e B são ditos eventos inde-
pendentes se, e somente se, a ocorrência de 
B alterar a probabilidade de ocorrência de A.(D) Se dois eventos A e B são ditos eventos in-
dependentes, P(A/B), que é a probabilidade 
de A ocorrer dado que B ocorreu, é igual a 
P(A), que é a probabilidade de A ocorrer.
(E) A probabilidade de ocorrência conjunta de A 
e B é igual a 1.
Letra d.
Assunto abordado: Probabilidade.
Dois eventos A e B são ditos eventos indepen-
dentes se, e somente se, a ocorrência de um 
não alterar a probabilidade de ocorrência do ou-
tro evento. Então, se o evento B ocorre, a proba-
bilidade do evento A ocorrer não muda, continua 
sendo P(A). Assim, a probabilidade condicional 
de A ocorrer dado que B já ocorreu (P(A/B)) é 
igual à probabilidade de A ocorrer (P(A)), pois 
os eventos são independentes, ou seja, a ocor-
rência de B não altera a probabilidade de ocor-
rência de A.
45
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
Direito Constitucional
Evilásio Moura
31 
Acerca do conceito de constituição, pode-
-se afirmar:
(A) A concepção sociológica, elaborada por 
Ferdinand Lassale, considera a constituição 
como sendo a somatória dos fatores reais de 
poder, isto é, o conjunto de forças de índole 
política, econômica e religiosa que condicio-
nam o ordenamento jurídico de determinada 
sociedade.
(B) Na concepção política defendida por Hans 
Kelsen, busca-se o fundamento da consti-
tuição na decisão política fundamental que 
antecede sua elaboração.
(C) O conceito material de constituição diz res-
peito à existência de um documento escri-
to, solene, que apenas admite alteração 
mediante processo legislativo árduo e bem 
mais restrito do que o aplicado na alteração 
de leis comuns.
(D) De acordo com o conceito formal, a consti-
tuição é definida pelo seu conteúdo, sendo 
irrelevante a forma pela qual foi inserida no 
mundo jurídico.
(E) Segundo Hans Kelsen, a constituição não 
é considerada norma pura, puro dever-ser, 
sem qualquer pretensão à fundamentação 
sociológica, política ou filosófica.
Letra a.
Assunto abordado: Constituição – conceito, 
classificação, histórico e elementos.
(A) Certa. De acordo com Ferdinand Lassale, 
esse é o conceito de constituição no sentido 
sociológico.
(B) Errada. A concepção política é defendida por 
Carl Schmitt.
(C) Errada. De acordo com a doutrina majoritá-
ria, esse é o conceito formal de constituição. O 
conceito material (substancial) só trata de ma-
térias tipicamente constitucionais, não impor-
tando se estão ou não codificadas em um único 
documento.
(D) Errada. De acordo com a doutrina majoritá-
ria, esse é o conceito material de constituição. 
A constituição em sentido formal consiste num 
texto ou numa pluralidade de textos escritos 
e solenes, integrados por normas dotadas de 
uma hierarquia e de uma força passiva superior 
às demais.
(E) Errada. Segundo o sentido jurídico, a 
constituição é considerada norma pura, puro 
dever-ser.
32 
Segundo a classificação doutrinária, quan-
to à classificação ontológica, a Constituição 
Federal é:
(A) rígida.
(B) promulgada.
(C) normativa.
(D) analítica.
(E) dogmática.
Letra c.
Assunto abordado: Constituição – conceito, 
classificação, histórico e elementos.
(A) Errada. Classificação quanto à alterabilidade.
(B) Errada. Classificação quanto à origem.
(C) Certa. O critério ontológico trata da procura 
da realidade política do Estado e do texto cons-
titucional. Segundo a diferenciação de Karl Lo-
ewenstein, as constituições podem ser norma-
tivas, nominalistas (nominativas ou nominais) e 
semânticas.
(D) Errada. Classificação quanto à extensão.
(E) Errada. Classificação quanto ao modo de 
elaboração.
46
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
33 
Considere as seguintes assertivas sobre o po-
der constituinte:
I) A titularidade do poder constituinte é do 
povo, mas o Estado é quem o exerce.
II) O poder constituinte derivado reformador 
tem a capacidade de modificar a Constituição 
Federal, por meio de um procedimento especí-
fico, estabelecido pelo originário.
III) O poder constituinte originário é incondi-
cionado e ilimitado.
IV) O poder constituinte derivado deve obe-
decer às regras colocadas e impostas pelo 
originário, sendo neste sentido ilimitado e in-
condicionado.
V) A grande diferença entre o poder constituin-
te reformador e o poder constituinte revisor é 
que o primeiro é permanente e se dá por pro-
cesso rigoroso (PEC votada em dois turnos, 
em sessão bicameral e com quórum de 3/5) e o 
segundo, transitório (único) e por meio de pro-
cesso simplificado.
Estão corretas as assertivas que se encontram 
SOMENTE em:
(A) I e IV.
(B) II e III.
(C) I, II, IV e V.
(D) I, II, III e V.
(E) II e V.
Letra d.
Assunto abordado: Poder constituinte – con-
ceito e titularidade; poder constituinte originário, 
derivado, difuso e supranatural.
I) Certa. Segundo a Constituição, art. 1º, pará-
grafo único, todo o poder emana do povo, que 
o exerce por meio de representantes eleitos ou 
diretamente, nos termos da Constituição.
II) Certa. Segundo a doutrina majoritária, o po-
der constituinte reformador serve para alterar a 
constituição.
III) Certa. Segundo a doutrina majoritária, 
são características do poder constituinte ori-
ginário ser incondicionado, ilimitado, inicial e 
permanente.
IV) Errada. Segundo a doutrina, o poder cons-
tituinte derivado é LIMITADO E CONDICIONA-
DO ao poder constituinte originário.
V) Certa. O poder constituinte revisor é um po-
der de revisar a constituição por um processo 
legislativo menos dificultoso à forma das emen-
das constitucionais. Tem eficácia exaurível, 
logo, esse poder não mais poderá ser exercido, 
sendo que qualquer mudança na Constituição 
Federal atualmente só poderá ser feita através 
de emendas, pelo poder reformador.
CF. Art. 60, § 2º A proposta será discutida e 
votada em cada Casa do Congresso Nacio-
nal, em dois turnos, considerando-se aprova-
da se obtiver, em ambos, 3/5 dos votos dos 
respectivos membros.
O poder revisor está determinado no artigo 3º 
do ADCT, in	verbis:
Art. 3º A revisão constitucional será realizada 
após cinco anos, contados da promulgação 
da Constituição, pelo voto da maioria absolu-
ta dos membros do Congresso Nacional, em 
sessão unicameral.
47
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
34 
No que concerne à defesa do Estado e das 
Instituições Democráticas, conforme previsão 
constitucional:
(A) Na vigência do estado de defesa, a prisão 
ou detenção de qualquer pessoa não poderá 
ser superior a 15 dias, salvo quando autori-
zada pelo Poder Judiciário.
(B) O estado de sítio poderá ser decretado no 
caso de declaração de estado de guerra, 
comoção grave de repercussão nacional ou 
ocorrência de fatos que comprovem a inefi-
cácia de medida tomada durante o estado 
de defesa.
(C) O decreto que instituir o estado de defesa 
terá, obrigatoriamente, tempo indetermina-
do, especificará as áreas a serem abran-
gidas e indicará as medidas coercitivas a 
vigorarem.
(D) O presidente da República pode, ouvidos o 
Conselho da República e o Conselho de De-
fesa Nacional, decretar estado de sítio para 
preservar ou prontamente restabelecer, em 
locais restritos e determinados, a ordem pú-
blica ou a paz social ameaçadas por grave e 
iminente instabilidade institucional ou atingi-
das por calamidades de grandes proporções 
na natureza.
(E) O tempo de duração do estado de defesa 
não será superior a 20 dias, podendo ser 
prorrogado uma vez, por igual período, se 
persistirem as razões que justificaram a sua 
decretação.
Letra b.
Assunto abordado: Defesa do estado e das 
instituições democráticas.
(A) Errada. De acordo com a previsão constitu-
cional, o prazo é de 10 dias.
Art.136, § 3º Na vigência do estado de defesa:
III – a prisão ou detenção de qualquer pes-
soa não poderá ser superior a 10 dias, salvo 
quando autorizada pelo Poder Judiciário;
(B) Certa. É o que dispõe a CF/1988.
Art. 137. O Presidente da República pode, 
ouvidos o Conselho da República e o Con-
selho de Defesa Nacional, solicitar ao Con-
gresso Nacional autorização para decretar o 
estado de sítio nos casos de:I – comoção grave de repercussão nacional 
ou ocorrência de fatos que comprovem a ine-
ficácia de medida tomada durante o estado 
de defesa;
(C) Errada. É o que dispõe a CF/1988.
Art. 36, §1º O decreto que instituir o estado 
de defesa determinará o tempo de sua dura-
ção, especificará as áreas a serem abrangi-
das e indicará, nos termos e limites da lei, as 
medidas coercitivas a vigorarem, dentre as 
seguintes: (...)
(D) Errada. Trata-se de caso de estado 
de defesa.
(E) Errada. O prazo é de 30 dias. É o que dispõe 
a CF/1988.
Art. 136, § 2º O tempo de duração do estado 
de defesa não será superior a 30 dias, poden-
do ser prorrogado uma vez, por igual período, 
se persistirem as razões que justificaram a 
sua decretação.
48
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
35 
De acordo com a Constituição Federal de 1988, 
compete privativamente à União legislar sobre:
I – desapropriação;
II – previdência social, proteção e defe-
sa da saúde;
III – proteção e tratamento de dados pessoais;
IV – organização do sistema nacional de em-
prego e condições para o exercício de 
profissões;
V – estabelecer e implantar política de edu-
cação para a segurança do trânsito.
Está INCORRETO o que se afirma apenas em:
(A) I, III e V.
(B) II e III.
(C) I e IV.
(D) II e V.
(E) I e III.
Letra d.
Assunto abordado: Organização do Estado – 
repartição de competências.
I) Certa. Competência privativa. Em consonân-
cia com o art. 22:
Art. 22. Compete privativamente à União le-
gislar sobre:
II – desapropriação;
II) Errada. Em consonância com o art. 24:
Art. 24. Compete à União, aos Estados 
e ao Distrito Federal legislar concorrente-
mente sobre:
XII – previdência social, proteção e defe-
sa da saúde;
III) Certa. Competência privativa. Em consonân-
cia com o art. 22:
Art. 22. Compete privativamente à União le-
gislar sobre:
XXX – proteção e tratamento de da-
dos pessoais.
IV) Certa. Competência privativa. Em conso-
nância com o art. 22:
Art. 22. Compete privativamente à União le-
gislar sobre:
XVI – organização do sistema nacional de 
emprego e condições para o exercício de 
profissões;
V) Errada. Competência comum. Em consonân-
cia com o art. 23:
XII – estabelecer e implantar política de edu-
cação para a segurança do trânsito.
Direito Administrativo
José Narciso
36 
As fontes do Direito Administrativo brasileiro 
referem-se às origens e elementos que fun-
damentam as normas e princípios aplicáveis 
a essa área específica do direito. Ao conjun-
to dessas fontes, juntam-se outros elementos 
que compõem o arcabouço normativo e con-
ceitual do Direito Administrativo no Brasil, 
contribuindo para sua evolução e adaptação 
às transformações sociais.
Em relação às noções introdutórias sobre essa 
área, indique a opção que apresenta uma fonte 
principal do Direito Administrativo.
(A) Decretos legislativos.
(B) Doutrina.
(C) Princípios gerais do direito.
(D) Súmula do STJ.
(E) Costumes.
Letra a.
Assunto abordado: Fontes do Direito Adminis-
trativo. Fonte Primária. Fonte Secundária.
Prezado(a) aluno(a),
Inicialmente deve-se destacar que a questão re-
quer de você conhecimento acerca das fontes 
do Direito Administrativo.
Nesse sentido, de acordo com a doutrina majo-
ritária, temos como fonte principal a Lei em sen-
tido amplo, ou seja, a Constituição Federal, leis, 
medidas provisórias, decretos legislativos, atos 
normativos infralegais etc.
Em acréscimo, a doutrina traz como fonte se-
cundária do Direito Administrativo a doutrina, 
os costumes, princípios gerais do Direito e as 
súmulas. No entanto, devo aqui, também, fazer 
uma advertência, pois as súmulas vinculantes, e 
ações judiciais de controle abstrato, como Ação 
49
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
Direta de Inconstitucionalidade, Ação Direta de 
Inconstitucionalidade por Omissão, Ação De-
claratória de Constitucionalidade e Arguição de 
Descumprimento de Preceito Fundamental são 
fontes principais do Direito Administrativo, 
visto que criam direitos e obrigações.
Infere-se, portanto, que o gabarito da questão é 
a alternativa letra A.
(B) Errada. Neste caso, a questão torna-se 
errada ao afirmar que a doutrina é uma fonte 
primária do Direito Administrativo. A doutrina é 
considerada uma fonte secundária do Direito 
Administrativo.
(C) Errada. Neste caso, a questão torna-se erra-
da ao afirmar que os princípios gerais do Direito 
são fontes primárias do Direito Administrativo. 
Assim, deve-se ressaltar que os princípios ge-
rais do Direito são fontes secundárias do Direito 
Administrativo.
(D) Errada. Neste caso, a questão torna-se erra-
da ao afirmar que súmulas do STJ são conside-
radas fontes primárias do Direito Administrativo. 
Assim, vale destacar que, para a doutrina majo-
ritária, são consideradas como fontes primárias 
do Direito Administrativo as súmulas vinculan-
tes (súmulas emanadas pelo Superior Tribu-
nal Federal).
(E) Errada. Neste caso, a questão torna-se er-
rada ao afirmar que os costumes são conside-
rados fonte principal do Direito Administrativo. 
Assim, vale destacar que os costumes são con-
siderados fonte secundária.
37 
Sabe-se que a concorrência é a modalidade de 
licitação para contratação de bens e serviços 
especiais e de obras e serviços comuns e es-
peciais de engenharia, cujo critério de julga-
mento poderá ser, exceto:
(A) menor retorno econômico.
(B) melhor técnica ou conteúdo artístico.
(C) maior desconto.
(D) maior retorno econômico.
(E) menor preço.
Letra a.
Assunto abordado: Lei n. 14.133/2021. Lei de 
Licitações e Contratos Administrativos.
Prezado(a) aluno(a),
Inicialmente deve-se destacar que a questão 
requer de você conhecimentos acerca da lei de 
licitações e contratos administrativos.
Nesse sentido, para elucidarmos a questão, de-
vemos analisar o artigo 6º, inciso XXXVIII, da 
Lei n. 14.133/2021. Vejamos:
Art. 6º Para os fins desta Lei, conside-
ram-se (...)
XXXVIII – concorrência: modalidade de lici-
tação para contratação de bens e serviços 
especiais e de obras e serviços comuns e es-
peciais de engenharia, cujo critério de julga-
mento poderá ser:
a) menor preço;
b) melhor técnica ou conteúdo artístico;
c) técnica e preço;
d) maior retorno econômico;
e) maior desconto;
Infere-se, portanto, que a alternativa que não 
condiz com a modalidade concorrência é a alter-
nativa letra A, pois a modalidade menor retorno 
econômico não está disposta no inciso XXXVIII 
do artigo 6º da Lei n. 14.133/2021.
(B) Certa. Neste caso a alternativa está correta, 
pois melhor técnica ou conteúdo artístico está 
contido no inciso XXXVIII, alínea “b”, do artigo 
6º da Lei n. 14.133/2021.
(C) Certa. Neste caso a alternativa está cor-
reta, pois maior desconto está contido no in-
ciso XXXVIII, alínea “e”, do artigo 6º da Lei n. 
14.133/2021.
(D) Certa. Neste caso a alternativa está correta, 
pois maior retorno econômico está contido no 
inciso XXXVIII, alínea “d”, do artigo 6º da Lei n. 
14.133/2021.
(E) Certa. Neste caso a alternativa está correta, 
pois menor preço está contido no inciso XXXVIII, 
alínea “a”, do artigo 6º da Lei n. 14.133/2021.
50
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
38 
A responsabilidade civil do Estado é um prin-
cípio jurídico que estabelece a obrigação do 
ente estatal em reparar os danos causados a 
terceiros em decorrência de sua atuação, seja 
por ação, omissão ou falha no serviço públi-
co. Esse conceito é fundamentado na ideia de 
que, ao exercer suas funções e prerrogativas, 
o Estado pode gerar prejuízos a particulares, 
os quais devem ser compensados.
Com base em seus conhecimentos sobre Di-
reito Administrativo e na pacificada jurispru-
dência do Tribunal Superior Federal sobre a 
responsabilidade civil do Estado, marque a al-
ternativa correta.
(A) A responsabilidade civil do Estado é objetiva 
e depende da responsabilização criminal do 
agente público e somente deve ser analisa-
da após o trânsito em julgado.
(B) A responsabilidade civil do Estado é subje-
tiva e fundamenta-se na culpa do serviço, 
admitindoexcludentes de responsabilidade. 
Por essa razão, o cometimento de crime por 
um presidiário foragido do sistema prisional 
não conduzirá necessariamente à responsa-
bilização extracontratual do poder público.
(C) A responsabilidade civil do Estado é objetiva, 
fundamenta-se no risco administrativo e per-
mite a inclusão de excludentes de responsa-
bilidade. Portanto, o ato criminoso praticado 
por um detento evadido do sistema prisional 
não obrigatoriamente resultará na responsa-
bilização extracontratual do poder público.
(D) A responsabilidade civil do Estado é objetiva 
e está prevista no artigo 37, § 6º, e declara 
que as pessoas jurídicas de direito público e 
as prestadoras de serviço público não res-
ponderão pelos danos que seus agentes, 
nessa qualidade, causarem a terceiros, as-
segurado o direito de regresso contra o res-
ponsável nos casos de dolo ou culpa.
(E) A responsabilidade civil do Estado é objetiva 
e fundamenta-se na culpa do serviço, não 
aceitando excludentes de responsabilidade. 
Por esse motivo, a prática de crime por um 
detento fugitivo do sistema prisional resulta-
rá na responsabilização extracontratual das 
autoridades públicas.
Letra c.
Assunto abordado: Responsabilidade civil 
do Estado.
Prezado (a) Aluno (a),
Inicialmente deve-se destacar que a questão re-
quer de você conhecimento acerca da respon-
sabilidade civil do Estado.
Nesse sentido, devemos analisar o artigo 37, 
§ 6º, da Constituição Federal, pois a responsa-
bilidade civil do Estado, nos termos de nosso 
ordenamento, é informada, em regra, pela te-
oria do risco administrativo, de índole objeti-
va. Vejamos:
Art. 37 (...)
§ 6º As pessoas jurídicas de direito público 
e as de direito privado prestadoras de ser-
viços públicos responderão pelos danos 
que seus agentes, nessa qualidade, cau-
sarem a terceiros, assegurado o direito de 
regresso contra o responsável nos casos de 
dolo ou culpa.
Em acréscimo, sobre o tema da responsabi-
lidade decorrente de fuga de presos, os quais 
venham a cometer novos crimes, o Superior Tri-
bunal Federal firmou entendimento de que se 
aplica a responsabilidade objetiva. No entanto, 
é necessário que a fuga tenha relação direta e 
imediata com a prática de novo crime, o que exi-
ge proximidade temporal.
Assim, vejamos:
"CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. 
RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. 
ART. 37, § 6º, DA CONSTITUIÇÃO. PESSOA 
CONDENADA CRIMINALMENTE, FORAGIDA 
DO SISTEMA PRISIONAL. DANO CAUSADO A 
TERCEIROS. INEXISTÊNCIA DE NEXO CAU-
SAL ENTRE O ATO DA FUGA E A CONDUTA 
DANOSA. AUSÊNCIA DE DEVER DE INDENI-
ZAR DO ESTADO. PROVIMENTO DO RECUR-
SO EXTRAORDINÁRIO. 1. A responsabilidade 
civil das pessoas jurídicas de direito público e 
das pessoas jurídicas de direito privado presta-
doras de serviço público baseia-se no risco ad-
ministrativo, sendo objetiva, exige os seguintes 
requisitos: ocorrência do dano; ação ou omissão 
administrativa; existência de nexo causal entre 
o dano e a ação ou omissão administrativa e au-
sência de causa excludente da responsabilida-
de estatal. 2. A jurisprudência desta CORTE, in-
clusive, entende ser objetiva a responsabilidade 
51
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
civil decorrente de omissão, seja das pessoas 
jurídicas de direito público ou das pessoas jurí-
dicas de direito privado prestadoras de serviço 
público. 3. Entretanto, o princípio da responsa-
bilidade objetiva não se reveste de caráter abso-
luto, eis que admite o abrandamento e, até mes-
mo, a exclusão da própria responsabilidade civil 
do Estado, nas hipóteses excepcionais configu-
radoras de situações liberatórias como o caso 
fortuito e a força maior ou evidências de ocor-
rência de culpa atribuível à própria vítima. 4. A 
fuga de presidiário e o cometimento de crime, 
sem qualquer relação lógica com sua evasão, 
extirpa o elemento normativo, segundo o qual a 
responsabilidade civil só se estabelece em re-
lação aos efeitos diretos e imediatos causados 
pela conduta do agente. Nesse cenário, em que 
não há causalidade direta para fins de atribui-
ção de responsabilidade civil extracontratual do 
Poder Público, não se apresentam os requisitos 
necessários para a imputação da responsabili-
dade objetiva prevista na Constituição Federal 
- em especial, como já citado, por ausência do 
nexo causal. 5. Recurso Extraordinário a que se 
dá provimento para julgar improcedentes os pe-
didos iniciais. Tema 362, fixada a seguinte tese 
de repercussão geral: “Nos termos do artigo 37, 
§ 6º, da Constituição Federal, não se caracteri-
za a responsabilidade civil objetiva do Estado 
por danos decorrentes de crime praticado por 
pessoa foragida do sistema prisional, quando 
não demonstrado o nexo causal direto entre o 
momento da fuga e a conduta praticada" .
(RE 608880, Relator(a): MARCO AURÉLIO, 
Relator(a) p/ Acórdão: ALEXANDRE DE MO-
RAES, Tribunal Pleno, julgado em 08/09/2020, 
PROCESSO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO 
GERAL - MÉRITO DJe-240 DIVULG 30-09-
2020 PUBLIC 01-10-2020)
Infere-se, portanto, que o gabarito da questão é 
a alternativa letra C.
(A) Errada. Neste caso, a alternativa torna-se 
errada ao dizer que a responsabilidade depen-
de da responsabilização criminal do agente 
público e somente deve ser analisada após o 
trânsito em julgado. Assim, entenda que a res-
ponsabilidade civil do Estado é objetiva, de fato. 
No entanto, tal responsabilidade independe 
da criminal.
(B) Errada. Neste caso, a questão torna-se er-
rada ao afirmar que a responsabilidade civil do 
Estado é subjetiva e está fundada na teoria da 
culpa anônima do serviço. A responsabilidade 
civil do Estado, nos termos de nosso ordena-
mento, é informada, em regra, pela teoria do ris-
co administrativo, de índole objetiva.
(D) Errada. Neste caso, a alternativa torna-se 
errada ao afirmar que a as pessoas jurídicas de 
direito público e as prestadoras de serviço pú-
blico não responderão pelos danos que seus 
agentes, nessa qualidade, causarem a ter-
ceiros, assegurado o direito de regresso contra 
o responsável nos casos de dolo ou culpa.
Nesse sentido, vejamos o artigo 37, § 6º, da 
Constituição Federal:
Art. 37 (...) § 6º As pessoas jurídicas de di-
reito público e as de direito privado prestado-
ras de serviços públicos responderão pelos 
danos que seus agentes, nessa qualidade, 
causarem a terceiros, assegurado o direito 
de regresso contra o responsável nos casos 
de dolo ou culpa.
(E) Errada. Neste caso, a alternativa está errada 
ao afirmar que a teoria objetiva se fundamenta 
na culpa do serviço, não aceitando excludentes 
de responsabilidade. Nesse sentido, entenda 
que a teoria aplicável, em regra, é a do risco 
administrativo, e não a da culpa anônima, a 
qual exige prova de culpa, sendo, portanto, de 
índole subjetiva. Além disso, são admitidas ex-
cludentes de responsabilidade, como demons-
trado no caso hipotético da alternativa. Assim, 
o cometimento de crime por presidiário foragido 
do sistema prisional não necessariamente con-
duzirá à responsabilização extracontratual do 
poder público. 
52
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
39 
A organização da administração pública refere-
-se à estrutura e distribuição de competências 
dentro do aparato estatal, visando o adequado 
desempenho das atividades governamentais. 
Além disso, a administração pública pode se 
organizar em diferentes esferas, como a fede-
ral, estadual e municipal, cada uma com suas 
próprias competências e autonomia.
Acerca da organização da administração públi-
ca, assinale a alternativa correta.
(A) Os órgãos integrantes da União, dos esta-
dos, dos municípios e do Distrito Federal 
aos quais a lei confere o exercício de fun-
ções administrativas integram a administra-
ção pública indireta.
(B) Integram a administração pública direta ór-
gãos integrantes da União, dos estados, dos 
municípios e do Distrito Federal aos quais a 
lei confere o exercício de funções adminis-
trativas, bem como as autarquias e as fun-
dações instituídas pelo poder público.
(C)Integram a administração pública direta as 
empresas públicas, as sociedades de eco-
nomia mista e os consórcios públicos.
(D) As autarquias, as fundações instituídas pelo 
poder público e as empresas públicas inte-
gram a administração pública indireta.
(E) Integram a administração pública indireta as 
entidades paraestatais e o terceiro setor.
Letra d.
Assunto abordado: Organização da adminis-
tração pública.
Prezado(a) aluno(a),
Inicialmente deve-se destacar que a questão 
requer de você conhecimentos acerca da orga-
nização da Administração Pública.
Perceba que as autarquias, as fundações públi-
cas, as empresas públicas e as sociedades de 
economia mista são entes da administração pú-
blica indireta. Logo, todos esses entes possuem 
personalidade jurídica própria.
Ademais, a administração pública direta é for-
mada pelos entes políticos, seus órgãos e seus 
poderes, quais sejam: União, estados, Distrito 
Federal, municípios, Conselho da República, 
Advocacia Geral da União, Câmara Municipal, 
Congresso Nacional etc.
Assim, deve-se salientar que os órgãos públi-
cos são unidades, integrantes da administração 
pública, e não possuem personalidade jurídi-
ca própria.
Exemplo: uma Secretaria Municipal é um ór-
gão público ligado ao Poder Executivo munici-
pal e integra a administração pública direta do 
município.
De modo derradeiro e não menos importante, 
vejamos o inciso XIX, do artigo 37, da Constitui-
ção Federal:
Art. 37. A administração pública direta e indi-
reta de qualquer dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
obedecerá aos princípios de legalidade, im-
pessoalidade, moralidade, publicidade e efici-
ência e, também, ao seguinte: (...)
XIX – somente por lei específica poderá ser 
criada autarquia e autorizada a instituição de 
empresa pública, de sociedade de economia 
mista e de fundação, cabendo à lei comple-
mentar, neste último caso, definir as áreas de 
sua atuação;
Infere-se, portanto, que o gabarito da questão é 
a letra D, pois as autarquias, as fundações ins-
tituídas pelo poder público e as empresas públi-
cas integram a administração pública indireta.
(A) Errada. Neste caso, a alternativa torna-se 
errada ao afirmar que os órgãos integrantes da 
União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito 
Federal aos quais a lei confere o exercício de 
funções administrativas integram a adminis-
tração pública indireta. Perceba que admi-
nistração pública direta é composta pelos ór-
gãos integrantes da União, dos estados, dos 
municípios e do Distrito Federal, aos quais a lei 
confere o exercício de funções administrativas.
(B) Errada. Neste caso, a alternativa torna-se 
errada ao afirmar que integram a administra-
ção pública direta órgãos integrantes da União, 
dos estados, dos municípios e do Distrito Fe-
deral aos quais a lei confere o exercício de fun-
ções administrativas, bem como as autarquias 
e as fundações instituídas pelo poder público. 
Perceba que as autarquias, as fundações insti-
tuídas pelo poder público, as empresas públi-
cas e as sociedades de economia mista são 
entidades que integram a administração pú-
blica indireta.
(C) Errada. Neste caso, a alternativa torna-se 
errada ao afirmar que integram a administra-
53
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
ção pública direta as empresas públicas, as 
sociedades de economia mista e os consórcios 
públicos. Perceba que, quanto aos consórcios 
públicos, vale destacar o artigo 6º da Lei n. 
11.107/2005. Vejamos:
Art. 6º O consórcio público adquirirá persona-
lidade jurídica:
I – de direito público, no caso de constituir as-
sociação pública, mediante a vigência das 
leis de ratificação do protocolo de intenções;
II – de direito privado, mediante o atendimen-
to dos requisitos da legislação civil.
§ 1º O consórcio público com personalidade 
jurídica de direito público integra a adminis-
tração indireta de todos os entes da Federa-
ção consorciados.
§ 2º O consórcio público, com personalida-
de jurídica de direito público ou privado, ob-
servará as normas de direito público no que 
concerne à realização de licitação, à celebra-
ção de contratos, à prestação de contas e à 
admissão de pessoal, que será regido pela 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), 
aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1º de 
maio de 1943.
Assim, os consórcios públicos apenas integram 
a administração pública indireta se possuírem 
personalidade jurídica de direito público – asso-
ciações públicas – nos termos do § 1º, do artigo 
6º, da Lei n. 11.107/2005.
(E) Errada. Neste caso, a alternativa torna-se 
errada ao afirmar que integram a administra-
ção pública indireta as entidades paraestatais 
e o terceiro setor. Perceba que as entidades 
paraestatais e o terceiro setor não compõem a 
administração pública indireta. Nesse sentido, 
o Supremo Tribunal Federal possui o seguinte 
entendimento, vejamos:
“(...) I – O SENAI, a exemplo do Serviço Social 
da Indústria – SESI, está sujeito à jurisdição da 
Justiça estadual, nos termos da Súmula 516 do 
Supremo Tribunal Federal. Os serviços sociais 
autônomos do denominado sistema 'S', embora 
compreendidos na expressão de entidade para-
estatal, são pessoas jurídicas de direito privado, 
definidos como entes de colaboração, mas não 
integrantes da Administração Pública. II - Quan-
do o produto das contribuições ingressa nos 
cofres dos Serviços Sociais Autônomos per-
de o caráter de recurso público. Precedentes. 
III – Seja em razão da pessoa, seja em razão 
da natureza dos recursos objeto dos autos, não 
se tem por justificada a atuação do Ministério 
Público Federal, posto que não se vislumbra na 
hipótese a incidência do art. 109 da Constitui-
ção Federal. IV – Agravo regimental a que se 
nega provimento.” (ACO 1953 AgR, Rel. Min. 
RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, 
DJe 19.02.2014)
Em acréscimo, é imperioso destacar que as or-
ganizações sociais, as organizações da socie-
dade civil de interesse público e as conces-
sionárias de serviços públicos não integram a 
administração pública indireta.
40 
Os princípios da administração pública são di-
retrizes fundamentais que norteiam a atuação 
dos órgãos e entidades governamentais. Tais 
princípios, muitas vezes mencionados na le-
gislação e na doutrina jurídica, têm o objetivo 
de assegurar um exercício adequado e ético 
do poder público.
De acordo com o ordenamento jurídico cons-
titucional, marque os princípios expressos da 
administração pública.
(A) Autoexecutoriedade, moralidade, impessoa-
lidade, eficiência e legalidade.
(B) Eficiência, legalidade, moralidade, impesso-
alidade e publicidade.
(C) Eficiência, imperatividade, tipicidade, morali-
dade e legalidade.
(D) Impessoalidade, moralidade, presunção de 
legalidade, eficiência e publicidade.
(E) Eficiência, conformidade, impessoalidade, 
publicidade e moralidade.
Letra b.
Assunto abordado: Princípios da administra-
ção pública.
Prezado(a) Aluno(a),
Inicialmente deve-se destacar que a ques-
tão requer de você conhecimentos acerca dos 
princípios que regem a administração pública 
e que estão positivados na Constituição Fede-
ral de 1988.
Nesse sentido, para elucidarmos essa questão, 
devemos analisar o artigo 37 da Constituição 
Federal. Vejamos:
54
1º Simulado – PM PE – Oficial – Opção: Espanhol Pós-Edital
Art. 37. A administração pública direta e indi-
reta de qualquer dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
obedecerá aos princípios de legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade 
e eficiência e, também, ao seguinte: (...)
Infere-se, portanto, que a alternativa correta é 
a letra B, pois os princípios que estão expres-
sos no texto constitucional são: legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade e 
eficiência.
(A) Errada. Neste caso, a alternativa torna-se 
errada do afirmar que a autoexecutoriedade é 
um princípio da administração pública. Nesse 
sentido, deve-se destacar que autoexecutorie-
dade não é princípio, mas sim atributo dos atos 
administrativos.
(C) Errada.

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