Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Página | 1 
 
RE
V
IS
A
ÇO
 T
EÓ
RI
CO
 I 
LÍ
N
GU
A
 P
O
RT
U
GU
ES
A
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO 
MISSÃO 
 
 REVISÃO ESQUEMATIZADA 
Lei Maria da Penha 
 
 
 
Página | 2 
 
RE
V
IS
A
ÇO
 T
EÓ
RI
CO
 I 
LÍ
N
GU
A
 P
O
RT
U
GU
ES
A
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
Fala guerreiro(a), preparado(a)?! 
 
 
Este material foi desenvolvido para facilitar e turbinar os seus estudos e, principalmente, a sua revisão. 
Vai reparar que separamos a essência do que é fundamental e importante para saber na sua preparação. É 
importante, também, que você seja proativo e faça também os seus destaques conforme seu progresso no 
estudo e o concurso desejado. 
 
A revisão nos estudos desempenha um papel fundamental no processo de aprendizado e retenção do 
conhecimento. É uma estratégia que envolve a recapitulação e a análise do material de estudo com o objetivo 
de consolidar informações, esclarecer dúvidas e melhorar a compreensão de cada tópico. 
 
Este material turbinado e esquematizado foi produzido pelo Projeto Missão. 
 
Focamos no essencial (e mais um pouco) do que você precisa saber para uma finalidade: acertar 
questões de provas de concursos policiais! 
 
 
Então, vamos lá?! Hope! 
 
 
 
 
 
 ACESSE NOSSAS REDES E SAIBA MAIS: 
 
www.projetomissao.com.br 
 
 
https://projetomissao.com.br/contato/ 
 
 
@projetomissao 
 
 
 
PIRATARIA É CRIME! 
 
ATENÇÃO: 
 
Este material é para uso pessoal e possui direitos autorais, sendo vedada qualquer forma de reprodução, distribuição ou 
comercialização sem a anuência do criador. Mesmo que ocorra a distribuição sem a intenção de lucro, o responsável pelo envio e 
o administrador do grupo (caso tenha) serão responsabilizados pelos seus atos. NÃO SE PREJUDIQUE! 
 
Agradecemos a sua compreensão e pedimos gentilmente para que não compartilhe o material por nenhum meio físico ou 
digital (WhatsApp, Telegram, Facebook, e-mail, sites, entre outros). Se você notar qualquer compartilhamento suspeito, pedimos 
a sua ajuda em denunciar essa fonte ilegal. Pirataria é crime e pode resultar em penas de até 4 anos de prisão, além de multa (art. 
184, CP). Além disto, todo o tempo dedicado em criar o projeto é jogado no lixo! 
 
 Lei de Direitos Autorais (Lei n° 9.610/89) 
Imagens Icon retiradas do site gratuito Flaticon (www.flaticon.com) 
 
https://www.instagram.com/projetomissao/
 
Página | 3 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
 
SUMÁRIO: 
 
1. INTRODUÇÃO E DISPOSIÇÕES PRELIMINARES ................................................................................................................ 4 
2. DISPOSIÇÕES GERAIS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER ..................................... 6 
2.1 FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER ............................................................... 7 
3. TÍTULO III - DA ASSISTÊNCIA À MULHER .......................................................................................................................... 8 
3.1 MEDIDAS INTEGRADAS DE PREVENÇÃO ............................................................................................................................... 8 
3.2 DA ASSISTÊNCIA ................................................................................................................................................................................. 9 
3.3 ATENDIMENTO PELA AUTORIDADE POLICIAL ................................................................................................................. 10 
4. PROCEDIMENTOS ..................................................................................................................................................................... 14 
4.1 JUIZADOS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER .......................................................... 14 
4.2 MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA ................................................................................................................................. 16 
4.2.1 MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA QUE OBRIGAM O AGRESSOR ..................................................... 18 
4.2.2 MEDIDAS PROTETIVAS À OFENDIDA ...................................................................................................................... 19 
4.2.3 DO CRIME DE DESCUMPRIMENTO DE MEDIDA PROTETIVA DE URGÊNCIA...................................... 20 
5. A ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO ............................................................................................................................ 20 
6. DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA ................................................................................................................................................ 21 
7. EQUIPE DE ATENDIMENTO MULTIDISCIPLINAR ............................................................................................................ 21 
8. DISPOSIÇÕES FINAIS ................................................................................................................................................................ 21 
9. SIGILO DO NOME DA OFENDIDA ......................................................................................................................................... 22 
10. MENSAGEM FINAL ................................................................................................................................................................. 22 
11. QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS ........................................................................................................................................ 23 
12. QUESTÕES COMENTADAS .................................................................................................................................................. 30 
 
 
 
 
Página | 4 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
 
LEI Nº 11.340 DE 2006 – LEI MARIA DA PENHA 
 
 
1. INTRODUÇÃO E DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 
A Lei Maria da Penha, oficialmente conhecida como Lei nº 11.340 de 2006, é uma legislação brasileira 
que foi criada com o intuito de coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. 
 
A lei, que entrou em vigor em 2006, estabelece medidas de proteção às mulheres em situação de 
violência e prevê a punição mais severa para agressores, além de promover a criação de serviços de 
assistência jurídica e psicológica para as vítimas. Desde então, a Lei Maria da Penha tem sido um instrumento 
fundamental na busca pela igualdade de gênero e na garantia dos direitos das mulheres no Brasil. 
 
Pessoal, vamos trazer alguns dados importantes sobre a violência doméstica. Esse tema é bastante 
sensível e de extrema importância para um possível tema de redação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Com essa introdução sobre a Lei Maria da Penha e a contextualização dos panoramas atuais, agora 
podemos entrar propriamente na lei. Portanto, vamos lá aluno(a)! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os tratados internacionais ratificados e presentes na Lei Maria da Penha são acordos e convenções 
internacionais que o Brasil assinou e se comprometeu a cumprir. No contexto da Lei Maria da Penha, esses 
tratados têm relevância porque fornecem diretrizes e princípios fortalecendo o compromisso do Brasil na 
proteção dos direitos das mulheres e no combate à violência de gênero. 
 
Cabe citar o artigo 226, § 8º, da Constituição Federal, o qual destaca o compromisso do Estado em 
proteger a família, especialmente no que se refere à proteção da mulher contra a violência doméstica. Essa 
disposição ressalta a importância da igualdade, dignidade e garantia dos direitos fundamentais no contexto 
familiar, fortalecendo assim as bases para o combate à violência de gênero.lesão, sofrimento 
físico, sexual ou psicológico, e dano moral ou patrimonial, desde que o crime seja cometido no âmbito da 
unidade doméstica, da família ou em qualquer relação íntima de afeto. 
( ) A agressão do namorado contra a namorada, mesmo cessado o relacionamento, mas que ocorra em 
decorrência dele, não pode ser caracterizada mais como relação íntima de afeto, razão pela qual restam 
afastadas as disposições da LMP. 
( ) Para a configuração da violência doméstica e familiar, exige-se a coabitação entre autor e vítima. 
( ) A violência psicológica, reconhecida expressamente como forma de violência doméstica e familiar contra 
a mulher, é aquela entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria. 
(A) F – V – F – V. 
(B) F – F – V – V. 
(C) V – V – F – F. 
(D) V – F – V – V. 
(E) V – F – F – F. 
 
10. CEBRASPE – PCPB – 2022 
Maria, jovem com dezenove anos de idade, reside com seus pais em uma cidade do interior do estado da 
Paraíba. Seu pai, Antônio, com cinquenta e oito anos de idade, ciente de que Maria namorava alguns rapazes, 
começou a agredi-la fisicamente, causando-lhe lesões corporais de natureza leve, afirmando que ela, por ser 
sua filha mulher, não poderia ser libertina, devendo manter a sua castidade. 
Acerca dessa situação hipotética, julgue os próximos itens à luz das disposições da Lei Maria da Penha: 
I - A coabitação de Maria com Antônio é imprescindível ao enquadramento da conduta deste às disposições da lei. 
II - Maria tem o direito de ter um atendimento policial e pericial especializado, ininterrupto e prestado por 
servidores ― preferencialmente do sexo feminino ― previamente capacitados. 
III - Caso haja risco atual ou iminente à integridade física de Maria, Antônio terá de ser imediatamente afastado 
do lar pelo policial, quando o município não for sede de comarca e não houver delegado disponível no 
momento da denúncia, com a posterior comunicação do ato ao juiz, no prazo máximo de vinte e quatro horas, 
o qual terá de decidir, em igual prazo, sobre a manutenção ou revogação da medida aplicada, devendo dar 
ciência ao MP concomitantemente. 
IV - Considerando que o delito praticado por Antônio tem pena mínima de um ano, será possível a aplicação 
da suspensão condicional do processo, prevista em dispositivo da Lei n.º 9.099/1995, que dispõe sobre os 
juizados especiais cíveis e criminais. 
Assinale a opção correta. 
(A) I e II. 
(B) I e IV. 
(C) II e III. 
(D) I, III e IV. 
(E) II, III e IV. 
 
 
11. PROJETO MISSÃO (INÉDITA) – CARREIRAS POLICIAIS: 
Julgue o item abaixo conforme a doutrina e a jurisprudência acerca da Lei Maria da Penha. 
As medidas protetivas da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06) também são cabíveis nas ações cíveis. 
 
12. FGV – PCRJ – 2022: 
A audiência preliminar do Art. 16 da Lei nº 11.340/2006 (confirmação de retratação) é: 
(A) facultativa, não devendo ser realizada de ofício, tendo cabimento em crimes de qualquer natureza no 
âmbito da Violência Doméstica e Familiar; 
 
Página | 26 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
(B) obrigatória, devendo ser realizada de ofício, sendo exigível como normal fase de desenvolvimento do 
procedimento dos crimes da competência da Violência Doméstica e Familiar; 
(C) facultativa, não devendo ser realizada de ofício, somente sendo exigível quando a vítima demonstrar, por 
qualquer meio, que pretende desistir do prosseguimento do feito; 
(D) obrigatória, devendo ser realizada de ofício, sendo exigível como normal fase de desenvolvimento do 
procedimento dos crimes de ação penal pública incondicionada; 
(E) facultativa, podendo ser realizada de ofício, sempre que o juiz verificar, em crimes de qualquer natureza, 
que a vítima pretende desistir do prosseguimento do feito. 
 
13. PROJETO MISSÃO (INÉDITA) – CARREIRAS POLICIAIS: 
Conforme a Lei n° 11.340 de 07/08/2006 analise as assertivas: 
I. A violência moral é entendida como qualquer conduta que configure ameaça, calúnia ou difamação. 
II. É vedada a aplicação, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, de penas de cesta básica 
ou outras de prestação pecuniária, salvo a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa. 
III. Segundo o entendimento do STJ, a Lei Maria da Penha também é aplicada nos casos de contravenção de 
vias de fato, praticadas contra a mulher. 
IV. A ofendida tem a opção de propor ação de divórcio ou de dissolução de união estável no juizado de violência 
doméstica e familiar contra a mulher, excetuando-se, na competência do referido juizado, a pretensão 
relacionada à partilha de bens. 
Estão corretas somente: 
(A) III e IV. 
(B) I, II e III. 
(C) I, III e IV. 
(D) II, III e IV. 
(E) Apenas a IV. 
 
14. PROJETO MISSÃO (INÉDITA) – CARREIRAS POLICIAIS: 
Acerca das medidas protetivas de urgência previstas na Lei 11.340/2006 (Maria da Penha), assinale a 
alternativa correta. 
(A) As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas de imediato, independentemente de audiência 
das partes e de manifestação do Ministério Público, devendo este ser comunicado em até 48 horas. 
(B) Na ausência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher em situação 
de violência doméstica e familiar, a ofendida poderá entregar intimação ou notificação ao agressor. 
(C) Em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, caberá a prisão preventiva do agressor, 
decretada pelo juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da 
autoridade policial. 
(D) Verificada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física, sexual, psicológica, moral 
ou patrimonial da mulher em situação de violência doméstica e familiar, ou de seus dependentes, o policial 
(quando o Município não for sede de comarca e não houver delegado disponível no momento da denúncia) 
poderá determinar que o agressor seja imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência 
com a ofendida. 
(E) Para preservar a integridade física e psicológica da mulher em situação de violência doméstica e familiar, 
a autoridade policial assegurará o encaminhamento à assistência judiciária, quando for o caso. 
 
15. PROJETO MISSÃO (INÉDITA) – CARREIRAS POLICIAIS: 
Considerando a Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), assinale a alternativa correta. 
(A) Quando o agressor ressarcir os danos causados à vítima e ressarcir ao Sistema Único de Saúde (SUS), de 
acordo com a tabela SUS, os custos relativos aos serviços de saúde prestados para o total tratamento 
das vítimas em situação de violência doméstica e familiar, poderá ter a sua pena substituída por 
pecuniária. 
 
Página | 27 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
(B) Quando o agressor ressarcir os custos dos dispositivos de segurança destinados ao uso em caso de perigo 
iminente e disponibilizados para o monitoramento das vítimas de violência doméstica ou familiar 
amparadas por medidas protetivas, terá sua pena atenuada. 
(C) O juiz assegurará à mulher em situação de violência doméstica e familiar, para preservar sua integridade 
física e psicológica, a manutenção do vínculo trabalhista, quando necessário o afastamento do local de 
trabalho, por até seis meses. O mesmo prazo se aplica à medida de concessão de auxílio-aluguel à 
ofendida em situação de vulnerabilidade, quando necessário. 
(D) Dentre as medidas liminares para a proteção patrimonial dos bens da sociedade conjugal ou daqueles de 
propriedade particular da mulher, o juiz poderá determinar a restituição de bens recebidos como 
presentes pelo agressor da ofendida. 
 
16. PROJETO MISSÃO (INÉDITA) – CARREIRAS POLICIAIS: 
Acerca dos Juizados previstos na Lei 11.340/2006 (Maria da Penha), assinale a alternativa correta. 
(A) Diferentemente do Código Processual Penal, em que a retratação ocorre até o oferecimento da denúncia, 
na Lei Maria da Penha a retratação é limitadaaté o recebimento da denúncia e exige audiência específica 
para esse fim, perante o juiz. 
(B) Os atos processuais, a exemplo da concessão de medida protetiva de urgência, nos Juizados de Violência 
Doméstica e Familiar contra a Mulher, devem se realizar em horários noturnos. 
(C) É competente, por opção da ofendida, para os processos criminais regidos por esta Lei, o Juizado do seu 
domicílio, ou do lugar do fato, ou do domicílio do agressor. 
(D) Embora não caibam a suspensão condicional da pena e a transação penal, é possível a suspensão 
condicional do processo e a celebração de acordo de não persecução penal 
(E) Em caso de infração de menor potencial ofensivo, aplicam-se as disposições dos Juizados Especiais, 
Cíveis e Criminais, da Lei nº 9.099 de 1995 
 
17. PROJETO MISSÃO (INÉDITA) – CARREIRAS POLICIAIS: 
Conforme a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06), analise a assertiva abaixo: 
Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos desta Lei, o juiz poderá 
aplicar, de imediato, ao agressor a medida protetiva de urgência de prestação de alimentos provisionais ou 
provisórios. É possível a decretação da prisão civil do agressor que deixa de pagar alimentos fixados em favor 
da mulher em situação de violência doméstica. 
 
18. PROJETO MISSÃO (INÉDITA) – CARREIRAS POLICIAIS: 
Considerando a Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), assinale a alternativa correta. 
(A) É defeso, ao juiz, estabelecer, na condenação, valor mínimo afeto ao dano moral. 
(B) A mulher em situação de violência doméstica e familiar tem prioridade para matricular seus dependentes 
em instituição de educação básica mais próxima de seu domicílio, ou transferi-los para essa instituição, 
mediante a apresentação dos documentos comprobatórios do registro da ocorrência policial ou do 
processo de violência doméstica e familiar em curso. Os dados da ofendida e de seus dependentes serão 
sigilosos. 
(C) A renúncia à representação, em crimes de violência contra a mulher, pode ocorrer até o oferecimento da 
denúncia. 
(D) O juiz determinará, por prazo indeterminado, a inclusão da mulher em situação de violência doméstica e 
familiar no cadastro de programas assistenciais do governo federal, estadual e municipal. 
(E) Os dispositivos de segurança destinados ao uso em caso de perigo iminente e disponibilizados para o 
monitoramento das vítimas de violência doméstica ou familiar amparadas por medidas protetivas terão 
seus custos ressarcidos pelo agressor, ainda que importem em ônus ao patrimônio da mulher e dos seus 
dependentes. 
 
 
 
Página | 28 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
19. PROJETO MISSÃO (INÉDITA) – CARREIRAS POLICIAIS: 
Analise a assertiva abaixo como certa ou errada, conforme a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06): 
As medidas protetivas de urgência serão, após sua concessão, imediatamente registradas em banco de dados 
mantido e regulamentado pelo Ministério Público, garantido o acesso instantâneo à Defensoria Pública e dos 
órgãos de segurança pública e de assistência social, com vistas à fiscalização e à efetividade das medidas 
protetivas. 
 
20. CEBRASPE – ÁREA DE APOIO JURÍDICO – 2023: 
Com base na Lei n.º 11.340/2006, relativa aos mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra 
a mulher, julgue o item a seguir. 
O Ministério Público tem a função de intervir nos processos de violência doméstica, de natureza cível e criminal, 
quando não for parte. 
 
21. IGEDUC – GUARDA MUNICIPAL – 2023: 
Julgue o item que se segue. 
A Lei Maria da Penha estabelece que a prisão do agressor seja obrigatória em qualquer caso de violência 
doméstica. 
 
22. IGEDUC – GUARDA MUNICIPAL – 2023: 
Julgue o item subsequente. 
No contexto de violência contra a mulher, o descumprimento de decisão judicial que defere medidas protetivas 
de urgência é considerado uma infração administrativa, que enseja apenas aplicação de multa. 
 
23. CEBRASPE – PC-AL – AGENTE DE POLÍCIA – 2021: 
A autoridade policial instaurou inquérito policial em virtude de crime de lesões corporais leves cometidos 
contra mulher no âmbito familiar. O inquérito foi relatado e enviado ao Poder Judiciário. 
Considerando essa situação hipotética julgue o item seguinte. 
Ausente a materialidade das lesões e tendo sido concluído pela existência da contravenção de vias de fato, 
poderia ser aplicada a transação penal nessa situação. 
 
24. CEBRASPE – PC-SE – DELEGADO DE POLÍCIA - 2020: 
No que se refere ao atendimento policial a grupos vulneráveis, julgue o item a seguir. 
Se uma mulher comparecer a uma delegacia de polícia relatando ter sofrido violência doméstica, para que um 
inquérito policial possa ser instaurado, será necessário que haja o consentimento da vítima, na hipótese de 
aplicação da Lei n.º 9.099/1995. 
 
25. CEBRASPE – PC-SE – DELEGADO DE POLÍCIA - 2020: 
No que se refere ao atendimento policial a grupos vulneráveis, julgue o item a seguir. 
A conduta de um namorado que ameaça divulgar fotos de sua namorada nua caso ela termine o 
relacionamento com ele pode ser enquadrada na Lei Maria da Penha. 
26. CEBRASPE – PRF – 2020: 
No que se refere à violência contra a mulher, julgue o próximo item. 
Um homem que causar em sua companheira lesão corporal decorrente de violência praticada no âmbito 
doméstico e familiar deverá ser autuado em flagrante delito, sendo a ação penal pública incondicionada. 
 
 
 
 
 
 
Página | 29 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
 
 
GABARITO: 
 
 
 
 
 
 
01. D 06. C 11. C 16. A 21. E 26. C 
02. B 07. E 12. C 17. C 22. E 
03. E 08. B 13. A 18. B 23. E 
04. C 09. E 14. D 19. E 24. E 
05. C 10. C 15. C 20. C 25. C 
 
Página | 30 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
 
 
12. QUESTÕES COMENTADAS 
 
01. AOCP – POLÍCIA PENAL (MG) – 2026: 
Letícia vive em união estável com Renato. Após discussões, Renato reteve os documentos pessoais de Letícia 
(RG e CPF), subtraiu o cartão bancário e destruiu o notebook que ela utiliza como instrumento de trabalho, 
impedindo-a de acessar seus recursos econômicos e de exercer sua atividade profissional. 
Nessa situação, à luz da Lei nº 11.340/2006, é correto afirmar que as condutas descritas configuram, 
predominantemente, violência 
(A) física. 
(B) psicológica. 
(C) moral. 
(D) patrimonial. 
Gabarito: Letra D 
A forma predominante de violência é a patrimonial. Vejamos o que diz a lei: 
Art. 7º São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras: 
(...) 
IV - a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, 
destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, 
valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades; 
 
Por consequência, as demais alternativas estão incorretas. 
 
02. FGV – OFICIAL INVESTIGADOR DE POLÍCIA (PCPI) – 2026: 
Maria, residente e domiciliada no diminuto Município Alfa, vem sendo vítima de frequentes agressões 
perpetradas pelo seu companheiro Caio. Registre-se que, em razão dos eventos, Maria procurou, com urgência, 
o auxílio das autoridades públicas competentes. 
Nesse caso, considerando as disposições da Lei nº 11.340/2006, verificada a existência de risco atual ou 
iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher em situação de violência doméstica e familiar, 
o agressor será imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida, pelo (a) 
(A) autoridade judicial; pelo Promotor de Justiça, quando o Município não for sede de comarca; ou pelo 
delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca e não houver representante do Ministério 
Público disponível no momento da denúncia. 
(B) autoridade judicial; pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca; ou pelo policial,quando o Município não for sede de comarca e não houver delegado disponível no momento da denúncia. 
(C) Promotor de Justiça; pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca; ou pelo 
policial, quando o Município não for sede de comarca e não houver delegado disponível no momento da 
denúncia. 
(D) Promotor de Justiça; ou pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca. 
(E) autoridade judicial; ou pelo Promotor de Justiça, quando o Município não for sede de comarca. 
Gabarito: Letra B. 
Conforme estudamos, o afastamento ocorre em regra pelo juiz. Quando o Município não for sede da 
comarca, o delegado deverá proceder ao afastamento. Na ausência de delegado, o policial fará a 
determinação. 
Art. 12-C. Verificada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física, sexual, 
psicológica, moral ou patrimonial da mulher em situação de violência doméstica e familiar, ou de seus 
 
 
Página | 31 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
dependentes, o agressor será imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência com a 
ofendida: 
I - pela autoridade judicial; 
II - pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca; ou 
III - pelo policial, quando o Município não for sede de comarca e não houver delegado disponível no 
momento da denúncia. 
 
Por consequência, as demais alternativas estão incorretas. 
 
03. CEBRASPE – GESTOR DE APOIO ÀS ATIVIDADES POLICIAIS CIVIS (PCDF)– 2025: 
Considerando o disposto na Lei Maria da Penha (Lei n.º 11.340/2006) e, no que couber, o entendimento dos 
tribunais superiores, julgue o item a seguir. 
A violência doméstica e familiar contra a mulher praticada sob a forma moral compreende a conduta que lhe 
cause dano emocional e a diminuição de sua autoestima. 
 
Gabarito: Errado. 
Cuidado! NÃO CONFUNDA violência PSICOLÓGICA com violência MORAL. A afirmativa se refere à 
violência psicológica. Veja: 
Art. 7º. São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras: 
(...) 
II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e 
diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise 
degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, 
constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, 
insulto, chantagem, violação de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir 
e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação; 
(...) 
V - a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria. 
 
04. CEBRASPE – ANALISTA DE APOIO ÀS ATIVIDADES POLICIAIS CIVIS (PCDF)– 2025: 
Julgue o item a seguir, considerando as disposições da Lei Maria da Penha (Lei n.º 11.340/2006). 
Em todos os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, feito o registro da ocorrência, deve a 
autoridade policial proceder, de imediato, à oitiva do agressor e das eventuais testemunhas. 
 
Gabarito: Correto. 
A questão está correta: 
Art. 12. Em todos os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, feito o registro da 
ocorrência, deverá a autoridade policial adotar, de imediato, os seguintes procedimentos, sem 
prejuízo daqueles previstos no Código de Processo Penal: 
(...) 
V - ouvir o agressor e as testemunhas; 
 
05. CEBRASPE - PC ES – DELEGADO DE POLÍCIA – 2022: 
Está fora do âmbito de proteção da Lei n.º 11.340/2006, que trata da violência doméstica contra a mulher: 
(A) a filha transexual que é ameaçada pelo pai dentro da própria residência. 
(B) a mãe vulnerável que é ameaçada e agredida pela própria filha com a qual convive. 
(C) a mulher agredida dentro do ambiente laboral por colega de trabalho do sexo masculino com quem nunca 
teve relação íntima ou de afeto. 
https://www.tecconcursos.com.br/concursos/gestor-de-apoio-as-atividades-policiais-civis-pc-df-analista-de-informatica-banco-de-dados-2025
https://www.tecconcursos.com.br/concursos/gestor-de-apoio-as-atividades-policiais-civis-pc-df-analista-de-informatica-banco-de-dados-2025
 
Página | 32 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
(D) a empregada doméstica agredida pelo neto da empregadora dentro da casa desta. 
(E) a mulher vítima de contravenção penal em razão do gênero. 
 
Gabarito: Letra C. 
O âmbito de ocorrência da violência deve ser a unidade doméstica ou familiar ou em relação íntima de 
afeto, em contexto motivado por gênero e situação de vulnerabilidade (presumida). 
 
06. AOCP – PMDF – 2º TENENTE – ÁREA: ADMINISTRAÇÃO – 2023: 
De acordo com a Lei Federal nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), é forma de violência doméstica e familiar 
contra a mulher: 
(A) a violência física, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial 
ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou 
recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades. 
(B) a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria. 
(C) a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a 
participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a 
induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer 
método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante 
coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais 
e reprodutivos. 
(D) a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional. 
(E) a violência moral, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal 
 
Gabarito: Letra C. 
As alternativas trocam as definições das formas de violência, sendo a definição de violência 
Patrimonial apresentada em A; violência Moral em B; C está correto e é o gabarito; violência 
Psicológica em D; e violência Física em E. 
 
 
07. PROJETO MISSÃO (INÉDITA) – CARREIRAS POLICIAIS: 
Analise a assertiva abaixo como certa ou errada: 
De acordo com a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06), para a proteção patrimonial dos bens da sociedade 
conjugal ou daqueles de propriedade particular da mulher, o juiz poderá determinar, liminarmente, as 
seguintes medidas, entre outras: A proibição definitiva para a celebração de atos e contratos de compra, venda 
e locação de propriedade em comum, salvo expressa autorização judicial, bem como a prestação de caução 
provisória, mediante depósito judicial, por perdas e danos materiais decorrentes da prática de violência 
doméstica e familiar contra a ofendida. 
 
 
Gabarito: Errado. 
Vide Art. 24: A proibição para a celebração de atos e contratos é temporária, embora a prestação de 
caução esteja apresentada de forma correta. 
 
08. IDECAN – SSP SE – 2023: 
Ana Maria se encontra em situação de violência doméstica e familiar (tratando-se de crime contra a mulher), 
face a seu esposo Anselmo. João Pedro é testemunha. Ela solicitou medidas protetivas de urgência. A 
autoridade policial tomou conhecimento da ocorrência e adotou, de imediato, as providências legais cabíveis. 
Face a situação hipotética citada, marque a alternativa correta em relação ao atendimento dessa ocorrência 
pela autoridade policial. 
 
Página | 33 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
(A) Para inquirição de Ana, a autoridade policial deverá adotar as seguintes diretrizes e procedimentos 
previstos na Lei Maria da Penha: Ana e Anselmo serão colocados na mesma sala, preferencialmente em 
recinto especialmente projetado para esse fim, o qual conterá os equipamentospróprios e adequados. 
(B) Ana tem direito ao atendimento policial e pericial especializado, ininterrupto e prestado por servidores - 
preferencialmente do sexo feminino - previamente capacitados. 
(C) A autoridade policial, após adotar as medidas previstas na Lei Maria da Penha, sem prejuízo daquelas 
previstas no Código de Processo Penal deve remeter, no prazo de 72 horas, expediente apartado ao juiz 
com o pedido da ofendida (Ana), para a concessão de medidas protetivas de urgência. 
(D) A autoridade policial verificou a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou 
psicológica de Ana, tendo então determinado que Anselmo (agressor) fosse, imediatamente, afastado do 
local de convivência com a ofendida. Para essa medida, a autoridade policial deverá comunicar essa 
determinação ao juiz no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas. 
(E) A inquirição de João Pedro (testemunha da ocorrência), preferencialmente, será feita em recinto 
especialmente projetado para esse fim, e, na presença de Anselmo. 
 
Gabarito: Letra B. 
O recinto especialmente projetado não se aplica ao agressor como apresenta a alternativa A. B é o 
gabarito. O erro em C está no prazo, que é de 48 horas. O erro em D está na necessidade de 
comunicação da medida. O erro em E está na presença do agressor no ambiente da testemunha. 
 
 
 
09. AOCP – PMGO – 2022 
No que diz respeito à Lei Maria da Penha – LMP, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a 
seguir e assinale a alternativa com a sequência correta. 
( ) A LMP objetiva proteger a mulher da violência doméstica e familiar que lhe cause morte, lesão, sofrimento 
físico, sexual ou psicológico, e dano moral ou patrimonial, desde que o crime seja cometido no âmbito da 
unidade doméstica, da família ou em qualquer relação íntima de afeto. 
( ) A agressão do namorado contra a namorada, mesmo cessado o relacionamento, mas que ocorra em 
decorrência dele, não pode ser caracterizada mais como relação íntima de afeto, razão pela qual restam 
afastadas as disposições da LMP. 
( ) Para a configuração da violência doméstica e familiar, exige-se a coabitação entre autor e vítima. 
( ) A violência psicológica, reconhecida expressamente como forma de violência doméstica e familiar contra 
a mulher, é aquela entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria. 
(A) F – V – F – V. 
(B) F – F – V – V. 
(C) V – V – F – F. 
(D) V – F – V – V. 
(E) V – F – F – F. 
 
Gabarito: Letra E. 
A primeira, (V), está em conformidade com o objetivo da lei e seus 3 âmbitos de aplicação (Art. 5º). 
A segunda, (F), traz hipótese que caracteriza relação íntima de afeto. 
A terceira, (F), erra na exigência de coabitação. 
A quarta, (F), traz a definição de violência moral. 
 
 
 
 
 
 
Página | 34 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
10. CEBRASPE – PCPB – 2022 
Maria, jovem com dezenove anos de idade, reside com seus pais em uma cidade do interior do estado da 
Paraíba. Seu pai, Antônio, com cinquenta e oito anos de idade, ciente de que Maria namorava alguns rapazes, 
começou a agredi-la fisicamente, causando-lhe lesões corporais de natureza leve, afirmando que ela, por ser 
sua filha mulher, não poderia ser libertina, devendo manter a sua castidade. 
Acerca dessa situação hipotética, julgue os próximos itens à luz das disposições da Lei Maria da Penha: 
I - A coabitação de Maria com Antônio é imprescindível ao enquadramento da conduta deste às disposições da lei. 
II - Maria tem o direito de ter um atendimento policial e pericial especializado, ininterrupto e prestado por 
servidores ― preferencialmente do sexo feminino ― previamente capacitados. 
III - Caso haja risco atual ou iminente à integridade física de Maria, Antônio terá de ser imediatamente afastado 
do lar pelo policial, quando o município não for sede de comarca e não houver delegado disponível no 
momento da denúncia, com a posterior comunicação do ato ao juiz, no prazo máximo de vinte e quatro horas, 
o qual terá de decidir, em igual prazo, sobre a manutenção ou revogação da medida aplicada, devendo dar 
ciência ao MP concomitantemente. 
IV - Considerando que o delito praticado por Antônio tem pena mínima de um ano, será possível a aplicação 
da suspensão condicional do processo, prevista em dispositivo da Lei n.º 9.099/1995, que dispõe sobre os 
juizados especiais cíveis e criminais. 
Assinale a opção correta. 
(A) I e II. 
(B) I e IV. 
(C) II e III. 
(D) I, III e IV. 
(E) II, III e IV. 
 
 
Gabarito: Letra C. 
 
I – Falso: a coabitação é prescindível (Art. 5º, III); 
II – Verdadeiro, conforme Art. 10-A; 
III – Verdadeiro, conforme Art. 12-C; 
IV – Falso: Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher, independentemente 
da pena prevista, não se aplica a Lei nº 9.099 (Art. 41). 
 
 
11. PROJETO MISSÃO (INÉDITA) – CARREIRAS POLICIAIS: 
Julgue o item abaixo conforme a doutrina e a jurisprudência acerca da Lei Maria da Penha. 
As medidas protetivas da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06) também são cabíveis nas ações cíveis. 
 
Gabarito: Correto. 
Posição do STJ no Informativo 535: As medidas protetivas de urgência da Lei 11.340/2006 (Lei Maria 
da Penha) podem ser aplicadas em ação cautelar cível satisfativa, independentemente da existência 
de inquérito policial ou processo criminal contra o suposto agressor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Página | 35 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
12. FGV – PCRJ – 2022: 
A audiência preliminar do Art. 16 da Lei nº 11.340/2006 (confirmação de retratação) é: 
(A) facultativa, não devendo ser realizada de ofício, tendo cabimento em crimes de qualquer natureza no 
âmbito da Violência Doméstica e Familiar; 
(B) obrigatória, devendo ser realizada de ofício, sendo exigível como normal fase de desenvolvimento do 
procedimento dos crimes da competência da Violência Doméstica e Familiar; 
(C) facultativa, não devendo ser realizada de ofício, somente sendo exigível quando a vítima demonstrar, por 
qualquer meio, que pretende desistir do prosseguimento do feito; 
(D) obrigatória, devendo ser realizada de ofício, sendo exigível como normal fase de desenvolvimento do 
procedimento dos crimes de ação penal pública incondicionada; 
(E) facultativa, podendo ser realizada de ofício, sempre que o juiz verificar, em crimes de qualquer natureza, 
que a vítima pretende desistir do prosseguimento do feito. 
 
Gabarito: Letra C. 
A realização da audiência prevista no art. 16 da Lei nº 11.340/2006 somente se faz necessária se a 
vítima houver manifestado, expressamente o seu desejo de se retratar, apresentada por escrito ou 
oralmente antes do recebimento da denúncia, devendo a retratação ser devidamente registrada nos 
autos (art. 16, parágrafo único). 
 
 
13. PROJETO MISSÃO (INÉDITA) – CARREIRAS POLICIAIS: 
Conforme a Lei n° 11.340 de 07/08/2006, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar 
contra a mulher, analise as assertivas: 
I. A violência moral é entendida como qualquer conduta que configure ameaça, calúnia ou difamação. 
II. É vedada a aplicação, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, de penas de cesta básica 
ou outras de prestação pecuniária, salvo a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa. 
III. Segundo o entendimento do STJ, a Lei Maria da Penha também é aplicada nos casos de contravenção de 
vias de fato, praticadas contra a mulher. 
IV. A ofendida tem a opção de propor ação de divórcio ou de dissolução de união estável no juizado de violência 
doméstica e familiar contra a mulher, excetuando-se, na competência do referido juizado, a pretensão 
relacionada à partilha de bens. 
Estão corretas somente: 
(A) III e IV. 
(B) I, II e III. 
(C) I, III e IV. 
(D) II, III e IV. 
(E) Apenas a IV. 
 
Gabarito: Letra A. 
I – Errado. Violência moral = calúnia, difamação e injúria. Não comporta “ameaça”. 
II –Errado. Não é ressalva, é vedada a substituição de pena que implique o pagamento isolado de 
multa. 
III – Correto. Conforme jurisprudência: o termo “crime” deve ser empregado em sentido lato para 
abrigar também a contravenção penal. Dessa forma a contravenção de vias de fato, no contexto de 
violência doméstica e familiar contra a mulher, também não autoriza a aplicação da Lei 9099/95 
(Súmula 588 do STJ). 
IV – Correto. Conforme Art. 14-A. 
 
 
Página | 36 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
14. PROJETO MISSÃO (INÉDITA) – CARREIRAS POLICIAIS: 
Acerca das medidas protetivas de urgência previstas na Lei 11.340/2006 (Maria da Penha), assinale a 
alternativa correta. 
(A) As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas de imediato, independentemente de audiência 
das partes e de manifestação do Ministério Público, devendo este ser comunicado em até 48 horas. 
(B) Na ausência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher em situação 
de violência doméstica e familiar, a ofendida poderá entregar intimação ou notificação ao agressor. 
(C) Em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, caberá a prisão preventiva do agressor, 
decretada pelo juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da 
autoridade policial. 
(D) Verificada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física, sexual, psicológica, moral 
ou patrimonial da mulher em situação de violência doméstica e familiar, ou de seus dependentes, o policial 
(quando o Município não for sede de comarca e não houver delegado disponível no momento da denúncia) 
poderá determinar que o agressor seja imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência 
com a ofendida. 
(E) Para preservar a integridade física e psicológica da mulher em situação de violência doméstica e familiar, 
a autoridade policial assegurará o encaminhamento à assistência judiciária, quando for o caso. 
 
Gabarito: Letra D. 
A alternativa A está errada, conforme Art. 19: o MP deve ser prontamente comunicado. 
A alternativa B está errada, conforme § único do Art. 21: A ofendida não poderá entregar intimação ou 
notificação ao agressor (sob nenhuma hipótese). 
A alternativa C, embora letra de lei, está em desconformidade com o entendimento dos tribunais 
superiores: passam a valer as alterações do Pacote Anticrime que veta a conversão da prisão em 
flagrante em preventiva, de ofício pelo juiz. 
A alternativa D está em conformidade com o Art. 12-C, III. 
A alternativa E está errada, conforme Art.18, sendo o encaminhamento de competência da autoridade 
judiciária. 
 
15. PROJETO MISSÃO (INÉDITA) – CARREIRAS POLICIAIS: 
Considerando a Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), assinale a alternativa correta. 
(A) Quando o agressor ressarcir os danos causados à vítima e ressarcir ao Sistema Único de Saúde (SUS), de 
acordo com a tabela SUS, os custos relativos aos serviços de saúde prestados para o total tratamento 
das vítimas em situação de violência doméstica e familiar, poderá ter a sua pena substituída por 
pecuniária. 
(B) Quando o agressor ressarcir os custos dos dispositivos de segurança destinados ao uso em caso de perigo 
iminente e disponibilizados para o monitoramento das vítimas de violência doméstica ou familiar 
amparadas por medidas protetivas, terá sua pena atenuada. 
(C) O juiz assegurará à mulher em situação de violência doméstica e familiar, para preservar sua integridade 
física e psicológica, a manutenção do vínculo trabalhista, quando necessário o afastamento do local de 
trabalho, por até seis meses. O mesmo prazo se aplica à medida de concessão de auxílio-aluguel à 
ofendida em situação de vulnerabilidade, quando necessário. 
(D) Dentre as medidas liminares para a proteção patrimonial dos bens da sociedade conjugal ou daqueles de 
propriedade particular da mulher, o juiz poderá determinar a restituição de bens recebidos como 
presentes pelo agressor da ofendida. 
 
Gabarito: Letra C. 
As alternativas A e B estão incorretas, conforme Art. 9: o ressarcimento não poderá configurar 
atenuante ou ensejar possibilidade de substituição da pena aplicada. Além disso, não cabe prestação 
 
Página | 37 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
pecuniária em caso de violência doméstica e familiar.A alternativa C, está correta, conforme Art. 9, 
§ 2º, II e Art. 23, VI.A alternativa D está errada, conforme Art.24, I (indevidamente subtraídos). 
 
16. PROJETO MISSÃO (INÉDITA) – CARREIRAS POLICIAIS: 
Acerca dos Juizados previstos na Lei 11.340/2006 (Maria da Penha), assinale a alternativa correta. 
(A) Diferentemente do Código Processual Penal, em que a retratação ocorre até o oferecimento da denúncia, 
na Lei Maria da Penha a retratação é limitada até o recebimento da denúncia e exige audiência específica 
para esse fim, perante o juiz. 
(B) Os atos processuais, a exemplo da concessão de medida protetiva de urgência, nos Juizados de Violência 
Doméstica e Familiar contra a Mulher, devem se realizar em horários noturnos. 
(C) É competente, por opção da ofendida, para os processos criminais regidos por esta Lei, o Juizado do seu 
domicílio, ou do lugar do fato, ou do domicílio do agressor. 
(D) Embora não caibam a suspensão condicional da pena e a transação penal, é possível a suspensão 
condicional do processo e a celebração de acordo de não persecução penal 
(E) Em caso de infração de menor potencial ofensivo, aplicam-se as disposições dos Juizados Especiais, 
Cíveis e Criminais, da Lei nº 9.099 de 1995 
 
Gabarito: Letra A. 
A alternativa A está correta, conforme Art. 16 (porém essa retratação somente é possível em 
momento específico, que é perante o juiz em audiência preliminar para tal finalidade). 
A alternativa B está errada, conforme p. u. do Art. 14: poderão realizar-se em horário noturno (não há 
uma obrigatoriedade, mas sim uma possibilidade). 
A alternativa C, está errada, conforme Art. 15: a competência diz respeito aos processos cíveis e não 
criminais (esses seguem as regras do Processo Penal). 
A alternativa D está errada, conforme a Súmula 536 do STJ e jurisprudência: não cabem a suspensão 
condicional do processo, a transação penal e o acordo de não persecução penal. Cabe apenas a 
suspensão condicional da pena. 
A alternativa E está errada, conforme Art.41: a Lei nº 9.099/95 não se aplica aos crimes praticados 
com violência doméstica e familiar contra a mulher, independentemente da pena prevista. 
 
17. PROJETO MISSÃO (INÉDITA) – CARREIRAS POLICIAIS: 
Conforme a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06), analise a assertiva abaixo: 
Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos desta Lei, o juiz poderá 
aplicar, de imediato, ao agressor a medida protetiva de urgência de prestação de alimentos provisionais ou 
provisórios. É possível a decretação da prisão civil do agressor que deixa de pagar alimentos fixados em favor 
da mulher em situação de violência doméstica. 
 
Gabarito: Correto. 
STJ RHC 100.446. A decisão proferida em processo penal que fixa alimentos provisórios ou provisionais 
em favor da companheira e da filha, em razão da prática de violência doméstica, constitui título hábil 
para imediata cobrança e, em caso de inadimplemento, passível de decretação de prisão civil. 
 
18. PROJETO MISSÃO (INÉDITA) – CARREIRAS POLICIAIS: 
Considerando a Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), assinale a alternativa correta. 
(A) É defeso, ao juiz, estabelecer, na condenação, valor mínimo afeto ao dano moral. 
(B) A mulher em situação de violência doméstica e familiar tem prioridade para matricular seus dependentes 
em instituição de educação básica mais próxima de seu domicílio, ou transferi-los para essa instituição, 
mediante a apresentação dos documentos comprobatórios do registro da ocorrência policial ou do 
processo de violência doméstica efamiliar em curso. Os dados da ofendida e de seus dependentes serão 
sigilosos. 
 
Página | 38 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
(C) A renúncia à representação, em crimes de violência contra a mulher, pode ocorrer até o oferecimento da 
denúncia. 
(D) O juiz determinará, por prazo indeterminado, a inclusão da mulher em situação de violência doméstica e 
familiar no cadastro de programas assistenciais do governo federal, estadual e municipal. 
(E) Os dispositivos de segurança destinados ao uso em caso de perigo iminente e disponibilizados para o 
monitoramento das vítimas de violência doméstica ou familiar amparadas por medidas protetivas terão 
seus custos ressarcidos pelo agressor, ainda que importem em ônus ao patrimônio da mulher e dos seus 
dependentes. 
 
Gabarito: Letra B. 
A alternativa A está incorreta: nos casos de violência contra a mulher praticados no âmbito doméstico 
e familiar, é possível a fixação de valor mínimo indenizatório a título de dano moral, desde que haja 
pedido expresso da acusação ou da parte ofendida, ainda que não especificada a quantia, e 
independentemente de instrução probatória (STJ. 3ª Seção, Info 621). 
A alternativa B está correta, conforme Art. 9º. 
A alternativa C, está incorreta, a renúncia à representação, em audiência especial, ocorre antes do 
recebimento da denúncia. 
A alternativa D está errada, conforme Art. 9º o prazo é certo. 
A alternativa E está errada, conforme Art. 9º os ressarcimentos não poderão importar ônus de 
qualquer natureza ao patrimônio da mulher e dos seus dependentes, nem configurar atenuante ou 
ensejar possibilidade de substituição da pena aplicada. 
 
19. PROJETO MISSÃO (INÉDITA) – CARREIRAS POLICIAIS: 
Analise a assertiva abaixo como certa ou errada, conforme a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06): 
As medidas protetivas de urgência serão, após sua concessão, imediatamente registradas em banco de dados 
mantido e regulamentado pelo Ministério Público, garantido o acesso instantâneo à Defensoria Pública e dos 
órgãos de segurança pública e de assistência social, com vistas à fiscalização e à efetividade das medidas 
protetivas. 
 
Gabarito: Errado. 
Conforme o Art. 38-A, esse banco de dados é mantido e regulamentado pelo Conselho Nacional de 
Justiça, garantido o acesso instantâneo do Ministério Público e demais órgãos citados. 
 
20. CEBRASPE – ÁREA DE APOIO JURÍDICO – 2023: 
Com base na Lei n.º 11.340/2006, relativa aos mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra 
a mulher, julgue o item a seguir. 
O Ministério Público tem a função de intervir nos processos de violência doméstica, de natureza cível e criminal, 
quando não for parte. 
 
Gabarito: Correto. 
Conforme o Art. 25. O Ministério Público intervirá, quando não for parte, nas causas cíveis e criminais 
decorrentes da violência doméstica e familiar contra a mulher. 
 
21. IGEDUC – GUARDA MUNICIPAL – 2023: 
Julgue o item que se segue. 
A Lei Maria da Penha estabelece que a prisão do agressor seja obrigatória em qualquer caso de violência 
doméstica. 
 
Gabarito: Errado. 
Nesse caso, a prisão não é automática e obrigatória. São considerados diversos fatores, conforme 
estudamos ao longo da aula. 
 
Página | 39 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
 
Art. 20. Em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, caberá a prisão preventiva do 
agressor, decretada pelo juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante 
representação da autoridade policial. 
 
 
22. IGEDUC – GUARDA MUNICIPAL – 2023: 
Julgue o item subsequente. 
No contexto de violência contra a mulher, o descumprimento de decisão judicial que defere medidas protetivas 
de urgência é considerado uma infração administrativa, que enseja apenas aplicação de multa. 
 
Gabarito: Errado. 
Trata-se de crime com pena de reclusão e multa, conforme alterado recentemente pelo Pacote 
Antifeminicídio! Vejamos: 
Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência previstas nesta Lei: 
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. 
§ 1 A configuração do crime independe da competência civil ou criminal do juiz que deferiu as medidas. 
§ 2 Na hipótese de prisão em flagrante, apenas a AUTORIDADE JUDICIAL poderá conceder fiança. 
§ 3 O disposto neste artigo não exclui a aplicação de outras sanções cabíveis. 
 
 
23. CEBRASPE – PC-AL – AGENTE DE POLÍCIA – 2021: 
A autoridade policial instaurou inquérito policial em virtude de crime de lesões corporais leves cometidos 
contra mulher no âmbito familiar. O inquérito foi relatado e enviado ao Poder Judiciário. 
Considerando essa situação hipotética julgue o item seguinte. 
Ausente a materialidade das lesões e tendo sido concluído pela existência da contravenção de vias de fato, 
poderia ser aplicada a transação penal nessa situação. 
 
Gabarito: Errado. 
Muita atenção: não cabe transação penal na Lei Maria da Penha. 
Vamos revisar algumas jurisprudências: 
Súmula 536, STJ: A suspensão condicional do processo e a transação penal não se aplicam na hipótese 
de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha. 
Súmula 589, STJ: É inaplicável o princípio da insignificância nos crimes ou contravenções penais 
praticadas contra a mulher no âmbito das relações doméstica. 
Súmula 588, STJ: A prática de crime ou contravenção penal contra a mulher com violência ou grave 
ameaça no ambiente doméstico impossibilita a substituição da pena privativa de liberdade por 
restritiva de direitos. 
 
 
24. CEBRASPE – PC-SE – DELEGADO DE POLÍCIA - 2020: 
No que se refere ao atendimento policial a grupos vulneráveis, julgue o item a seguir. 
Se uma mulher comparecer a uma delegacia de polícia relatando ter sofrido violência doméstica, para que um 
inquérito policial possa ser instaurado, será necessário que haja o consentimento da vítima, na hipótese de 
aplicação da Lei n.º 9.099/1995. 
 
Gabarito: Errado. 
Conforme o Art. 41: Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher, 
independentemente da pena prevista, não se aplica a Lei n° 9.099, de 26 de setembro de 1995. 
 
 
Página | 40 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
25. CEBRASPE – PC-SE – DELEGADO DE POLÍCIA - 2020: 
No que se refere ao atendimento policial a grupos vulneráveis, julgue o item a seguir. 
A conduta de um namorado que ameaça divulgar fotos de sua namorada nua caso ela termine o 
relacionamento com ele pode ser enquadrada na Lei Maria da Penha. 
 
Gabarito: Correto. 
Exatamente! A Lei Maria da Penha considera como violência doméstica e familiar contra a mulher 
tanto a violência física, quanto a psicológica, patrimonial, sexual ou moral (art. 7°, Lei 11.340/2006). 
 
26. CEBRASPE – PRF – 2020: 
No que se refere à violência contra a mulher, julgue o próximo item. 
Um homem que causar em sua companheira lesão corporal decorrente de violência praticada no âmbito 
doméstico e familiar deverá ser autuado em flagrante delito, sendo a ação penal pública incondicionada. 
 
Gabarito: Correto. 
Exatamente! Encontraremos a resposta desta questão na Súmula 542-STJ: A ação penal relativa ao 
crime de lesão corporal resultante de violência doméstica contra a mulher é pública incondicionada.Vejamos: 
 
 
 
 
Violência Doméstica 
 
Desde a implementação da Lei Maria 
da Penha, mais de um milhão de 
mulheres já buscaram medidas 
protetivas de urgência, além disso, 3 
a cada 10 brasileiras já sofreram 
violência doméstica. 
 
EM NÚMEROS 
RESPONSABILIDADE 
A subnotificação de casos 
relacionados à Lei Maria da Penha 
ainda é um desafio significativo por 
diversos motivos como medo de 
retaliação, dependência financeira e 
desconhecimento dos direitos. 
 
PROBLEMAS 
 
As armas de fogo são utilizadas na maioria dos assassinatos de mulheres no Brasil. 
Metade dos feminicídios ocorridos entre 2012 e 2020 envolveram armas de fogo. 
 
ARMAS DE FOGO 
Lei Maria 
da Penha
Coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher.
Prestar assistência a mulher vítima de violência.
Dar proteção para a mulher vítima da violência doméstica e familiar.
Finalidade
Embasada nos termos de tratados internacionais ratificados pelo Brasil. 
 
Art. 226º, § 8º - O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, 
criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações. 
 
Página | 5 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
Importante destacar que a lei em questão possui o objetivo principal de coibir e prevenir esse tipo de 
violência. Um ponto que merece atenção é o julgado do STJ acerca da abrangência da lei para pessoas 
transexuais. Vamos lê-lo abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Com isso, podemos esquematizar que a Lei Maria da Penha protege, todas as mulheres, seja do sexo ou 
do gênero feminino, sendo elas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sendo assim, a legislação garante a toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação 
sexual, renda, cultura, nível educacional, idade ou religião, o pleno exercício dos direitos fundamentais 
inerentes à pessoa humana. Garante-lhe, ainda, oportunidades e condições para viver sem violência, preservar 
sua saúde física e mental e promover seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social. 
 
 ATENÇÃO: O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a Lei Maria da Penha pode ser aplicada às 
relações afetivo-familiares de casais homoafetivos do sexo masculino. 
 
Serão asseguradas às mulheres as condições para o exercício efetivo dos direitos à vida, à segurança, à 
saúde, à alimentação, à educação, à cultura, à moradia, ao acesso à justiça, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à 
cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. 
 
Certo! Entendi quem é o sujeito passivo. Mas quem pode ser o sujeito ativo? 
 
Excelente questionamento! No caso dos crimes de violência doméstica e familiar, não encontraremos 
um sujeito ativo obrigatório, ou seja, não é necessário que o agressor seja um homem. Sendo assim, 
poderemos aplicar a lei inclusive na relação entre mãe e filha, entre avó e neta, entre duas irmãs ou, até 
mesmo, entre duas namoradas. Nesse sentido, a lei deve alcançar todo agressor de mulheres, 
independentemente do sexo ou gênero. 
 
É necessário que as pessoas morem juntas? 
 
Negativo! A lei alcançará as relações independentemente de coabitação. Embora tenhamos essa previsão 
em lei, o STJ editou a Súmula 600 acerca do tema, deixando claro a não obrigatoriedade de habitação conjunta 
entre a vítima e o autor. 
 
Sua leitura é obrigatória, vejamos: 
 
 
 
 
REsp 1977124/SP - STJ: a aplicação do dispositivo independe do sexo biológico da vítima: aplica-se a Lei 
Maria da Penha à mulher transexual - pessoa à qual foi atribuído gênero masculino ao nascer, mas 
cuja identidade de gênero é feminina. 
Informativo 732 do STJ: A Lei nº 11.340 de 2006 (Maria da Penha) é aplicável às mulheres trans em 
situação de violência doméstica. 
LEI MARIA DA PENHA
Cisgênero Transgênero Lésbicas Bissexuais
São protegidas as Mulheres:
Súmula 600 do STJ: Para configuração da violência doméstica e familiar prevista no artigo 5º da Lei 
11.340/2006, Lei Maria da Penha, não se exige a coabitação entre autor e vítima. 
 
Página | 6 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
2. DISPOSIÇÕES GERAIS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER 
 
Agora que já delimitamos o campo de incidência da lei, é necessário analisar o conceito de violência 
doméstica e familiar contra a mulher. Essa definição está prevista no artigo 5º da legislação: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vamos esquematizar as informações: 
 
 
Lembre-se que as relações pessoais independem de orientação sexual! Além disso, conforme a previsão 
do artigo 6º da Lei Maria da Penha, a violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma das formas 
de violação dos direitos humanos. 
 
O rol de tipos de violência é exemplificativo, assim, não exclui ou limita situações abarcadas em outras 
legislações, a exemplo do art. 243 do Código Eleitoral, inciso X. 
 
 
 
 
VI
OL
ÊN
CI
A 
DÓ
M
ÉS
TI
CA
Qualquer Ação ou Omissão
(baseada no gênero) 
que cause:
Morte
Lesão
Sofrimento
Físico
Sexual
Psicológico
Dano
Moral
Patrimonial
Âmbito
No âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de 
convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive 
as esporadicamente agregadas;
No âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por 
indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços 
naturais, por afinidade ou por vontade expressa;
Em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou 
tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação.
Art. 5º - Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer 
ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou 
psicológico e dano moral ou patrimonial: 
I - No âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de 
pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas; 
II - No âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se 
consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa; 
III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a 
ofendida, independentemente de coabitação. 
 
Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual. 
Art. 243 - Não será tolerada propaganda: 
 
X- Que deprecie a condição de mulher ou estimule sua discriminação em razão do sexo feminino, 
ou em relação à sua cor, raça ou etnia. 
 
Página | 7 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
2.1 FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER 
 
O capítulo II, do Título II da Lei Maria da Penha, é um dos tópicos mais importantes e mais cobrados em 
questões! Neste capítulo iremos compreender as seis formas de violência doméstica e familiar contra a 
mulher que a legislação expressamente correlacionou. Muita atenção! 
 
 
Vamos tentar simplificar em uma tabela mais simples e objetiva: 
 
FORMA DE VIOLÊNCIA DESCRIÇÃO OBJETIVA 
Violência Física Afeta a integridade ou a saúde corporal. 
Violência Psicológica Afeta a saúde emocional e autodeterminação. 
Violência Sexual Limita ou anula direitos sexuais e reprodutivos. Relação sexual não desejada. 
Violência Patrimonial Afeta valores, direitos ou recursos econômicos. 
Violência Moral Configura crime contra a honra: calúnia, difamação ou injúria. 
Violência Vicária Violência contra pessoas próximas da mulher, com fins de atingi-la. 
 
 Este assunto é muito cobrado em provas. Além disso, a Lei nº 15.384/2026 promoveu importante 
atualização legislativa ao incluir a violência vicária entre as formas de violência contra a mulher. 
FO
RM
AS
 D
E 
VI
OL
ÊN
CI
A
Violência 
Física
Entendida como qualquer conduta que ofenda
sua integridade ou saúde corporal.Violência 
Psicológica
Entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional 
e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o 
pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, 
comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, 
humilhação, manipulação, isolamento, 
vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, violação 
de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação 
do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause
prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.
Violência 
Sexual
Entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter 
ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, 
ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, 
de qualquer modo, a sua sexualidade,
que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a 
force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante 
coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o 
exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos.
Violência 
Patrimonial
Entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, 
destruição parcial ou total de seus objetos,
instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos 
ou recursos econômicos, incluindo os destinados a 
satisfazer suas necessidades.
Violência 
Moral
Entendida como qualquer conduta que configure 
calúnia, difamação ou injúria (crimes contra a honra).
Violência 
Vicária
Entendida como qualquer forma de violência praticada contra 
descendente, ascendente, dependente, enteado, parente, pessoa sob 
guarda ou responsabilidade direta da mulher ou pessoa de sua rede de 
apoio, com o objetivo de atingi-la (atualização 2026).
 
Página | 8 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
3. TÍTULO III - DA ASSISTÊNCIA À MULHER 
 
O Título III da legislação irá tratar da assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar. 
Este título é dividido em três importantes capítulos. Vamos esquematizar os principais pontos. Entretanto, é o 
seu papel ler toda a legislação, combinado?! 
 
 
 
3.1 MEDIDAS INTEGRADAS DE PREVENÇÃO 
 
A política pública que visa coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher far-se-á por meio de 
um conjunto articulado de ações da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e de ações não-
governamentais, tendo por diretrizes: 
 
 
DA
 A
SS
IS
TÊ
NC
IA
Capítulo I
Das Medidas Integradas de Prevenção
Capítulo II
Da Assistência à Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar
Capítulo III
Do Atendimento pela Autoridade Policial
Título III
DI
RE
TR
IZ
ES
 (A
RT
. 8
)
I - a integração operacional do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública 
com as áreas de segurança pública, assistência social, saúde, educação, trabalho e habitação;
II - a promoção de estudos e pesquisas, estatísticas e outras informações relevantes, com a 
perspectiva de gênero e de raça ou etnia, concernentes às causas, às conseqüências e à 
freqüência da violência doméstica e familiar contra a mulher, para a sistematização de dados, a 
serem unificados nacionalmente, e a avaliação periódica dos resultados das medidas adotadas;
III - o respeito, nos meios de comunicação social, dos valores éticos e sociais da pessoa e da 
família, de forma a coibir os papéis estereotipados que legitimem ou exacerbem a violência 
doméstica e familiar, de acordo com o estabelecido no inciso III do art. 1º , no inciso IV do art. 3º e 
no inciso IV do art. 221 da Constituição Federal ;
IV - a implementação de atendimento policial especializado para as mulheres, 
em particular nas Delegacias de Atendimento à Mulher;
V - a promoção e a realização de campanhas educativas de prevenção da violência doméstica 
e familiar contra a mulher, voltadas ao público escolar e à sociedade em geral, e a difusão 
desta Lei e dos instrumentos de proteção aos direitos humanos das mulheres;
VI - a celebração de convênios, protocolos, ajustes, termos ou outros instrumentos de 
promoção de parceria entre órgãos governamentais ou entre estes e entidades não-
governamentais, tendo por objetivo a implementação de programas de erradicação 
da violência doméstica e familiar contra a mulher;
VII - a capacitação permanente das Polícias Civil e Militar, da Guarda Municipal, 
do Corpo de Bombeiros e dos profissionais pertencentes aos órgãos e às áreas enunciados 
no inciso I quanto às questões de gênero e de raça ou etnia;
VIII - a promoção de programas educacionais que disseminem valores éticos de irrestrito 
respeito à dignidade da pessoa humana com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia;
IX - o destaque, nos currículos escolares de todos os níveis de ensino, para os conteúdos 
relativos aos direitos humanos, à eqüidade de gênero e de raça ou etnia e ao problema da 
violência doméstica e familiar contra a mulher.
 
Página | 9 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
3.2 DA ASSISTÊNCIA 
 
A assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar será prestada em caráter prioritário 
no Sistema Único de Saúde (SUS) e no Sistema Único de Segurança Pública (Susp), de forma articulada e 
conforme os princípios e as diretrizes previstos na Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993 (Lei Orgânica da 
Assistência Social), e em outras normas e políticas públicas de proteção, e emergencialmente, quando for o caso. 
 
O PAPEL DO JUIZ 
 O juiz determinará, por prazo certo, a inclusão da mulher em situação de violência doméstica e familiar 
no cadastro de programas assistenciais do governo federal, estadual e municipal. 
 
 O juiz assegurará à mulher em situação de violência doméstica e familiar, para preservar sua integridade 
física e psicológica: 
I - acesso prioritário à remoção quando servidora pública, integrante da administração direta ou indireta; 
II - manutenção do vínculo trabalhista, quando necessário o afastamento do local de trabalho, por até 6 meses. 
III - encaminhamento à assistência judiciária, quando for o caso, inclusive para eventual ajuizamento da 
ação de separação judicial, de divórcio, de anulação de casamento ou de dissolução de união estável perante 
o juízo competente. 
 
Atenção para a jurisprudência correlata: 
 
 
 
 
 
A assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar compreenderá o acesso aos 
benefícios decorrentes do desenvolvimento científico e tecnológico, incluindo os serviços de contracepção de 
emergência, a profilaxia das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e da Síndrome da Imunodeficiência 
Adquirida (AIDS) e outros procedimentos médicos necessários e cabíveis nos casos de violência sexual. 
 
RESSARCIMENTO PELO AGRESSOR 
➖ Aquele que, por ação ou omissão, causar lesão, violência física, sexual ou psicológica e dano moral ou 
patrimonial à mulher fica obrigado a ressarcir todos os danos causados, inclusive ressarcir ao Sistema Único 
de Saúde (SUS), de acordo com a tabela SUS, os custos relativos aos serviços de saúde prestados para o 
total tratamento das vítimas em situação de violência doméstica e familiar, recolhidos os recursos assim 
arrecadados ao Fundo de Saúde do ente federado responsável pelas unidades de saúde que prestarem os 
serviços. Os dispositivos de segurança destinados ao uso em caso de perigo iminente e disponibilizados 
para o monitoramento das vítimas de violência doméstica ou familiar amparadas por medidas protetivas 
terão seus custos ressarcidos pelo agressor. 
 
 
 
 O ressarcimento não poderá importar ônus de qualquer natureza ao patrimônio da mulher e dos seus 
dependentes, nem configurar atenuante ou ensejar possibilidade de substituição da pena aplicada. 
 
 
A mulher em situação de violência doméstica e familiar tem prioridade para matricular seus 
dependentes em instituição de educaçãobásica mais próxima de seu domicílio, ou transferi-los para essa 
instituição, mediante a apresentação dos documentos comprobatórios do registro da ocorrência policial ou 
do processo de violência doméstica e familiar em curso. Serão sigilosos os dados da ofendida e de seus 
dependentes matriculados ou transferidos e o acesso às informações será reservado ao juiz, ao Ministério 
Público e aos órgãos competentes do poder público. 
REsp 1.757.775-SP - STJ: A natureza jurídica do afastamento por até seis meses em razão de violência 
doméstica e familiar é de interrupção do contrato de trabalho, de forma analógica ao auxílio-doença 
(15 primeiros dias de pagamento sob responsabilidade da empresa, e demais a cargo do INSS). 
 
Página | 10 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
3.3 ATENDIMENTO PELA AUTORIDADE POLICIAL 
 
Pessoal, por ser uma situação tão gravosa, ela deve ter regras para que seja feito o melhor e mais 
eficiente atendimento policial possível. Portanto, vamos falar o que a lei estabelece sobre esse atendimento. 
 
Havendo iminência ou prática da violência ou descumprimento de medida protetiva de urgência, as 
providências devem ser tomadas de imediato! O atendimento deve ser realizado por um servidor capacitado, 
preferencialmente do sexo feminino. No entanto, a designação de um servidor do sexo masculino também é 
permitida, conforme previsto no Art. 10-A. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Agora vamos falar sobre os procedimentos de inquirição. Bastante atenção! O depoimento de mulher 
em situação de violência doméstica e familiar ou de testemunha de violência doméstica, quando se tratar de 
crime contra a mulher, obedecerá às seguintes diretrizes: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Vale destacar que a previsão sobre revitimização (vitimização secundária) se encontra descrita na 
Lei de Abuso de autoridade como violência institucional (Art. 15-A I, II, §§ 1º e 2º). Perceba: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DI
RE
TR
IZ
ES
 
(A
RT
.10
-A
, §
1º
)
I - Salvaguarda da integridade física, psíquica e emocional da depoente, considerada a sua 
condição peculiar de pessoa em situação de violência doméstica e familiar.
II - Garantia de que, em nenhuma hipótese, a mulher em situação de violência doméstica 
e familiar, familiares e testemunhas terão contato direto com investigados ou 
suspeitos e pessoas a eles relacionadas.
III - Não revitimização da depoente, evitando sucessivas inquirições sobre o mesmo fato nos 
âmbitos criminal, cível e administrativo, bem como questionamentos sobre a vida privada.
Violência Institucional 
Art. 15-A. Submeter a vítima de infração penal ou a testemunha de crimes violentos a procedimentos 
desnecessários, repetitivos ou invasivos, que a leve a reviver, sem estrita necessidade: 
I - a situação de violência; ou 
II - outras situações potencialmente geradoras de sofrimento ou estigmatização: 
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa. 
§ 1º Se o agente público permitir que terceiro intimide a vítima de crimes violentos, gerando indevida 
revitimização, aplica-se a pena aumentada de 2/3 (dois terços). 
§ 2º Se o agente público intimidar a vítima de crimes violentos, gerando indevida revitimização, aplica-
se a pena em dobro. 
Direito 
da Mulher
Atendimento
Policial
Atendimento
Pericial Especializado
Em situação 
de violência Prestado 
preferencialmente 
por servidores do 
sexo feminino. 
Ininterrupto 
 
Página | 11 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
Na inquirição (depoimento) de mulher em situação de violência doméstica e familiar ou de testemunha 
de delitos de que trata esta Lei, adotar-se-á, preferencialmente, o seguinte procedimento: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Seguindo com a matéria, temos que destacar as obrigações que o Delegado deve seguir para que seja 
realizado o procedimento da forma correta. No atendimento à mulher em situação de violência doméstica e 
familiar, a autoridade policial deverá tomar algumas providências. Vamos esquematizar! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em todos os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, feito o registro da ocorrência, 
deverá a autoridade policial adotar, de imediato, alguns procedimentos, sem prejuízo daqueles previstos no 
Código de Processo Penal. Vejamos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PR
OC
ED
IM
EN
TO
S 
(A
RT
.10
-A
, §
2º
)
I - a inquirição será feita em recinto especialmente projetado para esse fim, o qual conterá 
os equipamentos próprios e adequados à idade da mulher em situação de violência 
doméstica e familiar ou testemunha e ao tipo e à gravidade da violência sofrida; 
II - quando for o caso, a inquirição será intermediada por profissional especializado 
em violência doméstica e familiar designado pela autoridade judiciária ou policial;
III - o depoimento será registrado em meio eletrônico ou magnético, 
devendo a degravação e a mídia integrar o inquérito.
AU
TO
RI
DA
DE
 P
OL
IC
IA
L
Garantir proteção policial (quando necessário) Comunicando ao MP e ao Juiz.
Encaminhar a ofendida ao hospital
ou posto de saúde e ao IML. O exame de corpo de delito é prescindível.
Fornecer transporte para a ofendida e
seus dependentes para local seguro.
(quando houver risco de vida)
Uma casa de abrigo com localização 
desconhecida pelo agressor.
Acompanhar a ofendida para assegurar a retirada de seus pertences (se necessário).
Informar à ofendida os direitos a ela conferidos (inclusive assistência jurídica).
Ouvir a ofendida, lavrar o B.O. 
e tomar a representação a 
termo, se apresentada.
Colher todas 
as provas.
Remeter, no prazo de 48 horas, expediente 
apartado ao juiz com o pedido da ofendida, para 
a concessão de medidas protetivas de urgência.
Determinar que se proceda os exames periciais necessários (e exame de corpo de delito). Lembre-se: 
admite como meios de prova os laudos ou prontuários médicos fornecidos por hospitais e postos de saúde.
A vítima de violência doméstica e familiar tem prioridade na realização do exame de corpo de delito.
Ouvir o agressor e as 
testemunhas
(sem contato entre esses).
Ordenar a identificação do agressor e fazer juntar aos autos sua 
folha de antecedentes criminais, indicando a existência de mandado 
de prisão ou registro de outras ocorrências policiais contra ele;
Verificar se o agressor possui registro de porte ou posse de arma de fogo e, na 
hipótese de existência, juntar aos autos essa informação, bem como notificar a 
ocorrência à instituição responsável pela concessão do registro ou da emissão do 
porte, nos termos do Estatuto do Desarmamento. (Verificar, Juntar e Notificar). 
Lembre-se: não é o delegado que apreende ou suspende o porte.
Remeter, no prazo 
legal, os autos do 
inquérito policial 
ao juiz e ao MP.
 
Página | 12 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
O pedido da ofendida deve descrever as circunstâncias envolvendo tanto o agressor quanto a própria 
vítima, incluindo informações sobre dependentes, quando aplicável. Assim, o pedido da mulher deverá conter: 
 
PEDIDO DA OFENDIDA 
O pedido da ofendida será tomado a termo pela autoridade policial e deverá conter: 
I - qualificação da ofendida e do agressor; 
II - nome e idade dos dependentes; 
III - descrição sucinta do fato e das medidas protetivas solicitadas pela ofendida. 
IV - informação sobre a condição de a ofendida ser pessoa com deficiência e se da violência sofrida resultou 
deficiência ou agravamento de deficiência preexistente. 
 
 A autoridade policial deverá anexar ao documento o boletim de ocorrência e cópia de todos os documentos 
disponíveis em posse da ofendida. 
 
 Em 2026, com o advento da Lei nº 15.411, o caput do art. 12-C passou a vigorar com a seguinte redação: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O examinador ao ver prazo na legislação já enxerga uma possibilidade de questão de prova. Sendo assim, 
bastanteatenção aos parágrafos do art. 12-C. Vejamos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uma nova atualização de 2026 (Lei nº 15.383) prevê que, além de ser afastado do lar, o agressor que 
gere risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher em situação de violência 
doméstica e familiar, ou de seus dependentes, poderá ser submetido à monitoração eletrônica. Vejamos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ATENÇÃO: nos casos de risco à integridade física da ofendida ou à efetividade da medida protetiva de urgência, não 
será concedida liberdade provisória ao preso. Assim, a prisão preventiva pode ser mantida sob essa motivação. 
AFASTAMENTO E MONITORAÇÃO ELETRÔNICA DO AGRESSOR 
 
 Em regra, o juiz determina o afastamento e monitoração eletrônica do agressor. 
 Se o Município não for sede de comarca, o delegado que decidirá sobre o 
afastamento e monitoração eletrônica. Na ausência de delegado, apenas o caso de 
afastamento poderá ser feito por policial. 
 Quando não for o juiz que determinar as medidas, ele deverá ser comunicado 
em no máximo 24 horas. Nesse caso, o juiz irá decidir pela manutenção ou revogação 
do afastamento em mais 24 horas, e dará ciência ao MP 
Afastamento e 
Monitoração 
Eletrônica do 
Agressor 
Art. 12-C - Verificada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física, sexual, 
psicológica, moral ou patrimonial da mulher em situação de violência doméstica e familiar, ou de seus 
dependentes, o agressor será imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência com a 
ofendida: 
I - Pela autoridade judicial; 
II - Pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca; ou 
III - Pelo policial, quando o Município não for sede de comarca e não houver delegado disponível no 
momento da denúncia. 
§ 1º Nas hipóteses dos incisos II e III do caput deste artigo, o juiz será comunicado no prazo máximo de 
24 (vinte e quatro) horas e decidirá, em igual prazo, sobre a manutenção ou a revogação da medida 
aplicada, devendo dar ciência ao Ministério Público concomitantemente. 
§ 2º Nos casos de risco à integridade física da ofendida ou à efetividade da medida protetiva de 
urgência, não será concedida liberdade provisória ao preso. 
 
Página | 13 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
Os Estados e o Distrito Federal, na formulação de suas políticas e planos de atendimento à mulher em 
situação de violência doméstica e familiar, darão prioridade, no âmbito da Polícia Civil, à criação de Delegacias 
Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), de Núcleos Investigativos de Feminicídio e de equipes 
especializadas para o atendimento e a investigação das violências graves contra a mulher. 
 
A lei Maria da Penha apresenta prazos de 48 horas, 24 horas e imediatos. 
 
Vamos organizar abaixo a relação destes prazos de uma forma um pouco mais facilitada: 
 
48
 H
O
RA
S 
 
 Este prazo refere-se ao tempo máximo que as autoridades têm para tomar certas 
medidas após o registro da ocorrência policial ou do pedido de medidas protetivas. 
 
➖ Determinar o encaminhamento da ofendida ao órgão de assistência judiciária, 
quando for o caso, inclusive para o ajuizamento da ação de separação judicial, de 
divórcio, de anulação de casamento ou de dissolução de união estável perante o juízo 
competente; 
➖ Deverá a autoridade policial em 48 horas remeter o pedido para a concessão de 
medidas protetivas de urgência. 
 
➖ Caberá ao juiz, em 48 horas, conhecer do expediente e do pedido e decidir sobre as 
medidas protetivas de urgência (quando tais medidas não tiverem que ser concedidas 
de imediato); 
➖ Determinar a apreensão imediata de arma de fogo sob a posse do agressor. 
 
24
 H
O
RA
S 
 
 Este prazo entra em vigor após o agressor ser afastado do lar por delegado ou 
policial. 
 
➖ Após o delegado ou o policial determinarem o afastamento do agressor do lar, o 
juiz será comunicado no prazo máximo de 24 horas e decidirá, em igual prazo, sobre 
a manutenção ou a revogação da medida aplicada, devendo dar ciência ao Ministério 
Público concomitantemente. O mesmo prazo é aplicado quando o delegado precisa 
comunicar o juiz sobre a determinação de utilização de tornozeleira eletrônica pelo 
agressor. 
 
➖A polícia só pode decretar a medida se houver risco atual ou iminente à vida ou à 
integridade física ou psicológica da mulher, ou de seus dependentes e quando o 
Município não for sede de comarca. 
 
 
IM
ED
IA
TO
 
 
 Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, o juiz 
poderá aplicar, de imediato, medidas protetivas de urgência. 
 
➖ Nesses casos, o juiz pode tomar medidas imediatas para garantir a proteção da 
vítima, como o afastamento imediato do agressor do lar, a proibição imediata de 
aproximação, ou outras medidas emergenciais necessárias para evitar danos à vítima. 
 
➖ Se for constatado risco atual ou iminente à vida ou à integridade física, sexual, 
psicológica, moral ou patrimonial da mulher em situação de violência doméstica e 
familiar, ou de seus dependentes, o agressor deverá ser imediatamente afastado do 
lar, domicílio ou local de convivência com a vítima. Essa medida será determinada pelo 
juiz e, na ausência de magistrado no município, poderá ser aplicada pelo delegado de 
polícia. Caso não haja delegado disponível, a decisão caberá ao policial. 
 
 
 
 
Página | 14 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
4. PROCEDIMENTOS 
 
A Lei Maria da Penha não é uma lei apenas de natureza penal, e sim um sistema protetivo que traz 
inclusive medidas de natureza cível. Assim, por exemplo, sua aplicação é subsidiária, aplicando-se o Código de 
Processo Penal, Código de Processo Civil, ECA e Estatuto do Idoso, no que for compatível. 
 
Vejamos a disposição do artigo: 
 
 
 
 
 
 
4.1 JUIZADOS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER 
 
Esse juizado especial não se confunde com o juizado especial da Lei nº 9.099/95 (Juizados Especiais 
Cíveis e Criminais), pelo contrário: a Lei Maria da Penha veda a aplicação da Lei nº 9.099/95, independentemente 
de se tratar de uma infração de menor potencial ofensivo, nem no rito nem quanto aos institutos despenalizadores 
como a suspensão condicional do processo e a transação penal. 
 
Os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, órgãos da Justiça Ordinária com 
competência cível e criminal, poderão ser criados pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos 
Estados, para o processo, o julgamento e a execução das causas decorrentes da prática de violência doméstica 
e familiar contra a mulher. 
 
Os atos processuais poderão realizar-se em horário noturno, conforme dispuserem as normas de 
organização judiciária, a exemplo da concessão de medida protetiva de urgência. 
 
Atenção para o esquema a seguir: 🫡 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A competência criminal segue as regras processuais penais, enquanto a competência cível que pode se 
dar por opção da ofendida conforme: 
 Seu domicílio ou de sua residência; 
 O lugar do fato em que se baseou a demanda; 
 O domicílio do agressor. 
OFENDIDA
Ação de divórcio.
Dissolução de união estável.
Tem a opção de propor no Juizado de Violência 
Doméstica e Familiar contra a Mulher 
Exclui-se da competência dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a 
Mulher a pretensão relacionada à partilha de bens. 
 
A ideia é que se resolva logo sua situação, 
para que não ocorra revitimização, e que 
seja um processo mais célere, sem 
discussões por bens. 
 
 
Já havendo ação de divórcio iniciado em 
outra vara, continuará lá, com prioridade 
e maior celeridade diante da situação de 
violência. 
 
Art. 13. Ao processo, ao julgamento e à execução das causas cíveis e criminais decorrentes da prática 
de violência doméstica e familiar contra a mulher aplicar-se-ão as normas dos Códigos de ProcessoPenal e Processo Civil e da legislação específica relativa à criança, ao adolescente e ao idoso que não 
conflitarem com o estabelecido nesta Lei. 
 
Página | 15 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
ATENÇÃO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REPRESENTAÇÃO E RETRATAÇÃO NAS AÇÕES PÚBLICAS CONDICIONADAS À REPRESENTAÇÃO 
 
➖ Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida, só será admitida a renúncia à 
representação perante o juiz, em audiência especialmente designada com tal finalidade, antes do 
recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público. 
 
➖ Conforme nova atualização de 2026, através da Lei nº 15.380/2026, a audiência prevista tem por 
objetivo confirmar a retratação da vítima, não a representação, e somente será designada pelo juiz 
mediante manifestação expressa de seu desejo de se retratar, apresentada por escrito ou oralmente antes 
do recebimento da denúncia. A retratação deve ser devidamente registrada nos autos. 
 
CÓDIGO DE PROCESSO PENAL LEI MARIA DA PENHA 
A representação será irretratável 
depois de oferecida a denúncia. 
A retratação pode ocorrer até o recebimento da denúncia, 
mediante audiência específica para este fim. 
 
 ATENÇÃO: O STF, na ADI 4.224 e o STJ na Súmula 542, decidiram que em casos de lesões corporais 
envolvendo violência doméstica e familiar contra a mulher, a ação penal é pública incondicionada. Nesse 
sentido, não há como a ofendida renunciar. 
 
 
 
 
 
Em relação ao procedimento, um dispositivo explorado pelas bancas é o seguinte: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Além disso, é importante ressaltar a Súmula 536 do STJ: 
 
 
 
Súmula 542 do STJ: A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de violência 
doméstica contra a mulher é pública incondicionada. 
Informativo 755 do STJ: Após o advento do art. 23 da Lei nº 13.431/2017, nas comarcas em que não 
houver vara especializada em crimes contra a criança e o adolescente, compete à vara especializada 
em violência doméstica, onde houver, processar e julgar os casos envolvendo estupro de vulnerável 
cometido pelo pai (bem como pelo padrasto, companheiro, namorado ou similar) contra a filha (ou 
criança ou adolescente) no ambiente doméstico ou familiar. 
 
Jurisprudência do STJ: A Lei Maria da Penha prevalece sobre o ECA em relação à violência doméstica 
contra garotas menores de idade (tema 1.1186 e Resp. 2.05.598). 
 
Art. 17 - É vedada a aplicação, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, de penas 
de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a substituição de pena que implique o 
pagamento isolado de multa. 
Súmula 536 do STJ: A suspensão condicional do processo e a transação penal não se aplicam na 
hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha. 
É VEDADO
Penas de cestas básicas.
Penas de prestação pecuniária.
Substituição de pena que implique o 
pagamento isolado de multa.
Nos casos de violência doméstica e 
familiar contra a mulher
 
Página | 16 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
4.2 MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA 
 
No âmbito da Lei Maria da Penha, são estabelecidas diversas medidas protetivas de urgência para 
garantir a segurança e o bem-estar das vítimas. Essas medidas têm o propósito de prevenir a ocorrência de 
novos atos de violência e proporcionar um ambiente mais seguro para as mulheres afetadas. 
 
Conforme o art. 18 da Lei, cabe ao juiz, em 48 horas, decidir sobre as medidas, encaminhar a ofendida à 
assistência judiciária, comunicar ao MP e determinar a apreensão imediata de arma de fogo. 
 
 
 
 O delegado informa o direito à assistência jurídica, mas quem encaminha é o juiz! 
 
 
Professor, pode esquematizar esse tema? Claro! 
 
 
 
M
ED
ID
AS
 P
RO
TE
TI
VA
S 
DE
 U
RG
ÊN
CI
A
Recebido o 
expediente 
com pedido da 
ofendida, caberá 
ao juiz, no prazo 
de 48 horas:
I - conhecer do expediente e do pedido e decidir 
sobre as medidas protetivas de urgência; 
II - determinar o encaminhamento da ofendida ao órgão de assistência 
judiciária, quando for o caso, inclusive para o ajuizamento da ação de 
separação judicial, de divórcio, de anulação de casamento ou de 
dissolução de união estável perante o juízo competente; 
III - comunicar ao Ministério Público para que 
adote as providências cabíveis. 
IV - determinar a apreensão imediata de
arma de fogo sob a posse do agressor
Poderão ser concedidas pelo juiz, a requerimento do MP ou a pedido da ofendida.
Poderão ser concedidas de imediato, independentemente de audiência das partes e de 
manifestação do Ministério Público, devendo este ser prontamente comunicado.
Serão aplicadas isolada ou cumulativamente, e poderão ser substituídas a qualquer tempo por 
outras de maior eficácia, sempre que os direitos reconhecidos forem ameaçados ou violados.
Poderá o juiz, a requerimento do MP ou a pedido da ofendida, conceder novas medidas 
protetivas de urgência ou rever aquelas já concedidas, se entender necessário à proteção da 
ofendida, de seus familiares e de seu patrimônio, ouvido o Ministério Público.
Serão concedidas em juízo de cognição sumária a partir do depoimento da ofendida e poderão 
ser indeferidas no caso de avaliação pela autoridade de inexistência de risco à integridade 
física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral da ofendida ou de seus dependentes.
Serão concedidas independentemente da tipificação penal da violência, do ajuizamento de ação 
penal ou cível, da existência de inquérito policial ou do registro de boletim de ocorrência.
Vigorarão enquanto persistir risco à integridade física, psicológica, sexual, 
patrimonial ou moral da ofendida ou de seus dependentes.
 
Página | 17 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
 
 
 O juiz não pode decretar medida protetiva de urgência de ofício! Todavia, pode revogar ou de novo 
decretá-la por conta própria. 
 
 
O art. 20 prevê a prisão preventiva em qualquer fase do Inquérito ou da instrução criminal, dependendo 
de requerimento do Ministério Público ou de representação do delegado. A letra da lei prevê ainda que a prisão 
preventiva pode ocorrer de ofício. Porém, essa última hipótese está em desacordo com o pacote anticrime, 
que veda a atuação do juiz de ofício. Assim só é válida a prisão preventiva por requerimento ou representação. 
 
Vejamos a leitura do artigo: 
 
 
 
 
 
 
 
Outra atenção se faz necessária em relação à prática de contravenção penal no contexto de violência 
doméstica: não justifica a prisão preventiva, pois o Código de Processo Penal traz como hipótese de prisão 
preventiva a prática de crime. Nesse caso específico (prisão preventiva), a contravenção penal não poderá 
gerar efeitos semelhantes ao cometimento de um crime (Informativo 632, STJ). 
 
A ofendida deverá ser notificada dos atos processuais relativos ao agressor, especialmente dos atos 
pertinentes ao ingresso e à saída da prisão, sem prejuízo da intimação do advogado constituído ou do defensor 
público. 
 
OFENDIDA x ENTREGA DA INTIMAÇÃO/NOTIFICAÇÃO 
A ofendida não poderá entregar intimação ou notificação ao agressor! 
 
Como já dissemos, no caso de lesões corporais contra a mulher, a ação penal é pública incondicionada. 
Vejamos a previsão do art. 41 da Lei: 
 
 
 
 
Neste sentido, é oportuno conhecer das seguintes jurisprudências: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Embora todas as medidas protetivas de urgência se deem em razão da proteção da ofendida, elas 
dividem-se em: medidas que obrigam o agressor e medidas protetivas de urgência à ofendida. Vamos ver 
mais detalhes sobre essas medidas a seguir. 
 
Art. 20. Em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, caberá a prisão preventiva do 
agressor, decretada pelo juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante 
representação da autoridade policial. 
 
Parágrafo único.O juiz poderá revogar a prisão preventiva se, no curso do processo, verificar a falta 
de motivo para que subsista, bem como de novo decretá-la, se sobrevierem razões que a justifiquem. 
Súmula 588 do STJ: A prática de crime ou contravenção penal contra a mulher com violência ou grave 
ameaça no ambiente doméstico impossibilita a substituição da pena privativa de liberdade por 
restritiva de direitos. 
Súmula 589 do STJ: É inaplicável o princípio da insignificância nos crimes ou contravenções penais 
praticados contra a mulher no âmbito das relações domésticas. 
Art. 41. Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher, independentemente 
da pena prevista, não se aplica a Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995. 
 
Página | 18 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
4.2.1 MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA QUE OBRIGAM O AGRESSOR 
 
Aqui são apresentadas as medidas onde prevalece a coercibilidade, obrigações ao agressor de fazer ou 
deixar de fazer. Trata-se de um rol exemplificativo (a aplicação de outras devem ser comunicadas ao MP). 
Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher o juiz poderá aplicar, de imediato, ao 
agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes medidas protetivas de urgência, entre outras: 
 
 
 
 
A monitoração eletrônica agora é prevista expressamente na lei como uma forma de medida protetiva 
que obriga o agressor, nos termos da Lei nº 15.383/2026. Em relação a essa medida, a norma trouxe algumas 
previsões importantes. Analisemos a tabela: 
 
MONITORAÇÃO ELETRÔNICA 
→ A monitoração eletrônica terá prioridade nos casos em que houver descumprimento de medidas 
protetivas anteriormente impostas ou quando for verificado risco iminente à integridade física ou 
psicológica da vítima. Se, nesse caso, o juiz deixar de aplicar a medida, deverá apresentar fundamentação 
expressa quanto às razões da não aplicação da monitoração. 
→ Para efetivar a monitoração, a autoridade competente promoverá a instalação do equipamento e 
instruirá o agressor sobre o seu funcionamento e as áreas de exclusão onde não poderá circular, conforme 
definido na decisão da autoridade judicial, devendo a ciência constar de termo nos autos. 
→ O aparelho de monitoração deverá emitir alerta automático e simultâneo à vítima e à unidade policial 
mais próxima sempre que o agressor romper o perímetro de exclusão fixado judicialmente. 
 
 
M
ED
ID
AS
 A
O 
AG
RE
SS
OR
Suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao 
órgão competente, nos termos do Estatuto do Desarmamento. 
Afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida. 
Proibição de 
determinadas 
condutas, 
entre as quais:
a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, 
fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor. 
b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas 
por qualquer meio de comunicação.
c) frequentação de determinados lugares a fim de preservar a 
integridade física e psicológica da ofendida.
Restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores, ouvida a 
equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar. 
Prestação de alimentos provisionais ou provisórios. 
Comparecimento do agressor a programas de recuperação e reeducação.
Acompanhamento psicossocial do agressor, por meio de 
atendimento individual e/ou em grupo de apoio.
Monitoração eletrônica, disponibilizando-se à vítima aplicação ou dispositivo de segurança que 
alerte sobre eventual aproximação do agressor (atualizado 2026).
 
Página | 19 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
Cabe destacar ainda, conforme trouxe expressamente a Lei nº 15.412/2026, que as medidas protetivas 
de natureza cível, inclusive as de prestação de alimentos provisionais ou provisórios, constituem título 
executivo judicial de pleno direito, dispensando a propositura de ação principal. 
 
O afastamento do agressor do lar não lhe dá direito ao arbitramento de aluguel, trazendo assim o STJ: 
 
 
 
 
 
 
Conforme previsão legal, para garantir a efetividade das medidas protetivas de urgência, poderá o juiz 
requisitar, a qualquer momento, auxílio da força policial. 
 
 
LEMBRE-SE: As medidas referidas neste tópico não impedem a aplicação de outras previstas na 
legislação em vigor, sempre que a segurança da ofendida ou as circunstâncias o exigirem, devendo a 
providência ser comunicada ao Ministério Público! 
 
Na hipótese de o agressor ser servidor com porte de arma (art. 6º do Estatuto do Desarmamento) o juiz 
comunicará ao respectivo órgão, corporação ou instituição as medidas protetivas de urgência concedidas e 
determinará a restrição do porte de armas, ficando o superior imediato do agressor responsável pelo 
cumprimento da determinação judicial, sob pena de incorrer nos crimes de prevaricação ou de desobediência, 
conforme o caso. 
 
 
4.2.2 MEDIDAS PROTETIVAS À OFENDIDA 
 
 
As medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha também contemplam a assistência direta à 
vítima, buscando garantir sua integridade física, psicológica e social. Poderá o juiz, quando necessário, sem 
prejuízo de outras medidas, realizar as seguintes ações: 
 
 
 
 
 
Na Lei Maria da Penha existe ainda a proteção patrimonial, que são medidas legais previstas no art. 24 
para proteger os bens e direitos patrimoniais. Visam garantir que a ofendida tenha condições de manter ou 
recuperar sua independência econômica. 
M
ED
ID
AS
 À
 O
FE
ND
ID
A
Encaminhar a ofendida e seus dependentes a programa oficial ou 
comunitário de proteção ou de atendimento.
Determinar a recondução da ofendida e a de seus dependentes ao 
respectivo domicílio, após afastamento do agressor.
Determinar o afastamento da ofendida do lar, sem prejuízo dos 
direitos relativos a bens, guarda dos filhos e alimentos.
Determinar a separação de corpos.
Determinar a matrícula dos dependentes da ofendida em instituição de educação básica 
mais próxima do seu domicílio, ou a transferência deles para essa instituição, 
independentemente da existência de vaga.
Conceder à ofendida auxílio-aluguel, com valor fixado em função de sua situação de 
vulnerabilidade social e econômica, por período não superior a 6 (seis) meses.
Info 724 do STJ: Não cabe o arbitramento de aluguel em desfavor da coproprietária vítima de violência 
doméstica, que, em razão de medida protetiva de urgência decretada judicialmente, detém o uso e gozo 
exclusivo do imóvel de cotitularidade do agressor. 
 
Página | 20 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
Vejamos a previsão do art. 24: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.2.3 DO CRIME DE DESCUMPRIMENTO DE MEDIDA PROTETIVA DE URGÊNCIA 
 
Em regra, o Delegado de Polícia pode conceder fiança (crimes com pena máxima de até 4 anos). A 
exceção, antes do Pacote Antifeminicídio, era o crime do art. 24-A da Lei Maria da Penha, que não admite 
fiança, apesar de possuir uma pena máxima inferior a 4 anos. No entanto, este dispositivo foi alterado pelo 
Pacote, que passou a prever uma pena máxima de 5 anos, o que impossibilita de qualquer forma a concessão 
de fiança pela autoridade policial! 
 
 
 
 
 
 
A pena para este crime será aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o descumprimento decorrer: 
 
a) da violação das áreas de exclusão monitoradas eletronicamente; ou 
b) da remoção, violação ou alteração do dispositivo de monitoração sem autorização judicial. 
 
A configuração do crime independe da competência civil ou criminal do juiz que deferiu as medidas. Na 
hipótese de prisão em flagrante, apenas a autoridade judicial poderá conceder fiança. 
 
5. A ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO 
 
O Ministério Público (MP) desempenha um papel fundamental no contexto da Lei Maria da Penha, 
atuando como um defensor dos interesses sociais e individuais indisponíveis, especialmente noque diz 
respeito à proteção das mulheres vítimas de violência doméstica. O Ministério Público intervirá, quando não 
for parte, nas causas cíveis e criminais decorrentes da violência doméstica e familiar contra a mulher. 
 
Vejamos as disposições importantes do art. 26: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Art. 24. Para a proteção patrimonial dos bens da sociedade conjugal ou daqueles de propriedade particular 
da mulher, o juiz poderá determinar, liminarmente, as seguintes medidas, entre outras: 
I - restituição de bens indevidamente subtraídos pelo agressor à ofendida; 
II - proibição temporária para a celebração de atos e contratos de compra, venda e locação de 
propriedade em comum, salvo expressa autorização judicial; 
III - suspensão das procurações conferidas pela ofendida ao agressor; 
IV - prestação de caução provisória, mediante depósito judicial, por perdas e danos materiais decorrentes 
da prática de violência doméstica e familiar contra a ofendida. 
Parágrafo único. Deverá o juiz oficiar ao cartório competente para os fins previstos nos incisos II e III 
deste artigo. 
 
Art. 24 -A - Descumprir decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência previstas nesta Lei: 
 
Pena: Reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (Alteração do Pacote Antifeminicídio!) 
 
Art. 26. Caberá ao Ministério Público, sem prejuízo de outras atribuições, nos casos de violência 
doméstica e familiar contra a mulher, quando necessário: 
I - requisitar força policial e serviços públicos de saúde, de educação, de assistência social e de 
segurança, entre outros; 
II - fiscalizar os estabelecimentos públicos e particulares de atendimento à mulher em situação de 
violência doméstica e familiar, e adotar, de imediato, as medidas administrativas ou judiciais cabíveis 
no tocante a quaisquer irregularidades constatadas; 
III - cadastrar os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. 
 
 
Página | 21 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
Podemos esquematizar da seguinte forma: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA 
 
A assistência judiciária refere-se à prestação de serviços legais para aqueles que sofreram no contexto 
da violência doméstica. Essa assistência desempenha um papel crucial para garantir o acesso à justiça para 
as vítimas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. EQUIPE DE ATENDIMENTO MULTIDISCIPLINAR 
 
Os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher que vierem a ser criados poderão contar 
com uma equipe de atendimento multidisciplinar, a ser integrada por profissionais especializados nas áreas 
psicossocial, jurídica e de saúde. Compete à equipe de atendimento multidisciplinar, entre outras atribuições, 
fornecer subsídios por escrito ao juiz, ao MP e à Defensoria Pública, mediante laudos ou verbalmente em 
audiência, e desenvolver trabalhos de orientação, encaminhamento, prevenção e outras medidas, voltados 
para a ofendida, o agressor e os familiares, com especial atenção às crianças e aos adolescentes. 
 
Quando a complexidade do caso exigir avaliação mais aprofundada, o juiz poderá determinar a 
manifestação de profissional especializado, mediante a indicação da equipe de atendimento multidisciplinar. 
 
8. DISPOSIÇÕES FINAIS 
 
A instituição dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher poderá ser acompanhada 
pela implantação das curadorias necessárias e do serviço de assistência judiciária. A União, os Estados, o 
Distrito Federal e os Municípios promoverão a adaptação de seus órgãos e de seus programas às diretrizes e 
aos princípios da lei. 
 
A defesa dos interesses e direitos transindividuais previstos na Lei poderá ser exercida, concorrentemente, 
pelo Ministério Público e por associação de atuação na área, regularmente constituída há pelo menos um ano, 
nos termos da legislação civil. O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo juiz quando entender 
que não há outra entidade com representatividade adequada para o ajuizamento da demanda coletiva. 
Ministério Público
Responsável por requisitar 
força policial e serviços 
públicos.
Responsável por fiscalizar os 
estabelecimentos públicos e particulares 
de atendimento à mulher.
Responsável por cadastrar os 
casos de violência doméstica 
e familiar contra a mulher.
Atua como parte no processo Atua como fiscal da lei
ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA 
 
➖ Compete ao delegado informar à mulher o direito à assistência judiciária. 
➖ Ao juiz cabe encaminhá-la à assistência judiciária. 
➖ Em todos os atos processuais, criminais ou cíveis (exceto pedido de medida 
protetiva de urgência), a mulher deverá estar acompanhada de advogado. 
 
ATENÇÃO: é garantido a toda mulher o acesso aos serviços de Defensoria Pública 
ou de Assistência Judiciária Gratuita, nos termos da lei, em sede policial e judicial, 
mediante atendimento específico e humanizado. 
 
ASSISTÊNCIA 
JUDICIÁRIA 
 
Página | 22 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
As estatísticas sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher serão incluídas nas bases de 
dados dos órgãos oficiais do Sistema de Justiça e Segurança a fim de subsidiar o sistema nacional de dados e 
informações relativo às mulheres. As Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal 
poderão remeter suas informações criminais para a base de dados do Ministério da Justiça. 
 
IMPORTANTE: O juiz competente providenciará o registro da medida protetiva de urgência. As medidas 
protetivas de urgência serão, após sua concessão, imediatamente registradas em banco de dados mantido e 
regulamentado pelo Conselho Nacional de Justiça, garantido o acesso instantâneo do Ministério Público, da 
Defensoria Pública e dos órgãos de segurança pública e de assistência social, com vistas à fiscalização e à 
efetividade das medidas protetivas. 
 
ATENÇÃO: A Lei será aplicada a todas as situações previstas no seu art. 5º, independentemente da causa 
ou da motivação dos atos de violência e da condição do ofensor ou da ofendida. 
 
9. SIGILO DO NOME DA OFENDIDA 
 
A novidade legislativa, da Lei nº 14.857 de 2024, alterou a Lei Maria da Penha, para determinar o sigilo 
do nome da ofendida nos processos em que se apuram crimes praticados no contexto de violência doméstica 
e familiar contra a mulher. 
 
ATENÇÃO: O sigilo não abrange o nome do autor do fato, tampouco os demais dados do processo. 
Vejamos como ficou a disposição no texto legal: 
 
 
 
 
 
 
 
Por fim, vejamos a decisão do STF na ADI 6.138/DF: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10. MENSAGEM FINAL 
 
Ao finalizar esta aula sobre a Lei Maria da Penha, é essencial reforçar a importância desse marco legal 
no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. A Lei Maria da Penha representa um avanço 
significativo na proteção dos direitos das mulheres, estabelecendo medidas protetivas, responsabilizando 
agressores e promovendo a conscientização sobre a gravidade desse problema social. 
 
Foque bastante nas formas de violência e pratique com a resolução de questões! 
 
 
 
 
 
 
 
 
Art. 17-A. O nome da ofendida ficará sob sigilo nos processos em que se apuram crimes praticados 
no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. 
 
Parágrafo único. O sigilo referido no caput deste artigo não abrange o nome do autor do fato, 
tampouco os demais dados do processo. 
ADI 6.138/DF - STF: É válida a atuação supletiva e excepcional de delegados de polícia e de policiais 
a fim de afastar o agressor do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida, quando constatado 
risco atual ou iminente à vida ou à integridade da mulher em situação de violência doméstica e familiar, 
ou de seus dependentes, conforme o art. 12-C inserido na Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha). 
 
Página | 23 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
 
 
 
11. QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS 
 
01.AOCP – POLÍCIA PENAL (MG) – 2026: 
Letícia vive em união estável com Renato. Após discussões, Renato reteve os documentos pessoais de Letícia 
(RG e CPF), subtraiu o cartão bancário e destruiu o notebook que ela utiliza como instrumento de trabalho, 
impedindo-a de acessar seus recursos econômicos e de exercer sua atividade profissional. 
Nessa situação, à luz da Lei nº 11.340/2006, é correto afirmar que as condutas descritas configuram, 
predominantemente, violência 
(A) física. 
(B) psicológica. 
(C) moral. 
(D) patrimonial. 
 
02. FGV – OFICIAL INVESTIGADOR DE POLÍCIA (PCPI) – 2026: 
Maria, residente e domiciliada no diminuto Município Alfa, vem sendo vítima de frequentes agressões 
perpetradas pelo seu companheiro Caio. Registre-se que, em razão dos eventos, Maria procurou, com urgência, 
o auxílio das autoridades públicas competentes. 
Nesse caso, considerando as disposições da Lei nº 11.340/2006, verificada a existência de risco atual ou 
iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher em situação de violência doméstica e familiar, 
o agressor será imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida, pelo (a) 
(A) autoridade judicial; pelo Promotor de Justiça, quando o Município não for sede de comarca; ou pelo 
delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca e não houver representante do Ministério 
Público disponível no momento da denúncia. 
(B) autoridade judicial; pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca; ou pelo policial, 
quando o Município não for sede de comarca e não houver delegado disponível no momento da denúncia. 
(C) Promotor de Justiça; pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca; ou pelo 
policial, quando o Município não for sede de comarca e não houver delegado disponível no momento da 
denúncia. 
(D) Promotor de Justiça; ou pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca. 
(E) autoridade judicial; ou pelo Promotor de Justiça, quando o Município não for sede de comarca. 
 
03. CEBRASPE – GESTOR DE APOIO ÀS ATIVIDADES POLICIAIS CIVIS (PCDF)– 2025: 
Considerando o disposto na Lei Maria da Penha (Lei n.º 11.340/2006) e, no que couber, o entendimento dos 
tribunais superiores, julgue o item a seguir. 
A violência doméstica e familiar contra a mulher praticada sob a forma moral compreende a conduta que lhe 
cause dano emocional e a diminuição de sua autoestima. 
 
04. CEBRASPE – ANALISTA DE APOIO ÀS ATIVIDADES POLICIAIS CIVIS (PCDF)– 2025: 
Julgue o item a seguir, considerando as disposições da Lei Maria da Penha (Lei n.º 11.340/2006). 
Em todos os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, feito o registro da ocorrência, deve a 
autoridade policial proceder, de imediato, à oitiva do agressor e das eventuais testemunhas. 
 
05. CEBRASPE - PC ES – DELEGADO DE POLÍCIA – 2022: 
Está fora do âmbito de proteção da Lei n.º 11.340/2006, que trata da violência doméstica contra a mulher: 
(A) a filha transexual que é ameaçada pelo pai dentro da própria residência. 
 
https://www.tecconcursos.com.br/concursos/gestor-de-apoio-as-atividades-policiais-civis-pc-df-analista-de-informatica-banco-de-dados-2025
https://www.tecconcursos.com.br/concursos/gestor-de-apoio-as-atividades-policiais-civis-pc-df-analista-de-informatica-banco-de-dados-2025
 
Página | 24 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
(B) a mãe vulnerável que é ameaçada e agredida pela própria filha com a qual convive. 
(C) a mulher agredida dentro do ambiente laboral por colega de trabalho do sexo masculino com quem nunca 
teve relação íntima ou de afeto. 
(D) a empregada doméstica agredida pelo neto da empregadora dentro da casa desta. 
(E) a mulher vítima de contravenção penal em razão do gênero. 
 
06. AOCP – PMDF – 2º TENENTE – ÁREA: ADMINISTRAÇÃO – 2023: 
De acordo com a Lei Federal nº 11.340/2006, é forma de violência doméstica e familiar contra a mulher: 
(A) a violência física, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial 
ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou 
recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades. 
(B) a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria. 
(C) a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a 
participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a 
induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer 
método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante 
coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais 
e reprodutivos. 
(D) a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional. 
(E) a violência moral, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal 
 
07. PROJETO MISSÃO (INÉDITA) – CARREIRAS POLICIAIS: 
Analise a assertiva abaixo como certa ou errada: 
De acordo com a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06), para a proteção patrimonial dos bens da sociedade 
conjugal ou daqueles de propriedade particular da mulher, o juiz poderá determinar, liminarmente, as 
seguintes medidas, entre outras: A proibição definitiva para a celebração de atos e contratos de compra, venda 
e locação de propriedade em comum, salvo expressa autorização judicial, bem como a prestação de caução 
provisória, mediante depósito judicial, por perdas e danos materiais decorrentes da prática de violência 
doméstica e familiar contra a ofendida. 
 
08. IDECAN – SSP SE – 2023: 
Ana Maria se encontra em situação de violência doméstica e familiar (tratando-se de crime contra a mulher), 
face a seu esposo Anselmo. João Pedro é testemunha. Ela solicitou medidas protetivas de urgência. A 
autoridade policial tomou conhecimento da ocorrência e adotou, de imediato, as providências legais cabíveis. 
Face a situação hipotética citada, marque a alternativa correta em relação ao atendimento dessa ocorrência 
pela autoridade policial. 
(A) Para inquirição de Ana, a autoridade policial deverá adotar as seguintes diretrizes e procedimentos 
previstos na Lei Maria da Penha: Ana e Anselmo serão colocados na mesma sala, preferencialmente em 
recinto especialmente projetado para esse fim, o qual conterá os equipamentos próprios e adequados. 
(B) Ana tem direito ao atendimento policial e pericial especializado, ininterrupto e prestado por servidores - 
preferencialmente do sexo feminino - previamente capacitados. 
(C) A autoridade policial, após adotar as medidas previstas na Lei Maria da Penha, sem prejuízo daquelas 
previstas no Código de Processo Penal deve remeter, no prazo de 72 horas, expediente apartado ao juiz 
com o pedido da ofendida (Ana), para a concessão de medidas protetivas de urgência. 
(D) A autoridade policial verificou a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou 
psicológica de Ana, tendo então determinado que Anselmo (agressor) fosse, imediatamente, afastado do 
local de convivência com a ofendida. Para essa medida, a autoridade policial deverá comunicar essa 
determinação ao juiz no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas. 
(E) A inquirição de João Pedro (testemunha da ocorrência), preferencialmente, será feita em recinto 
especialmente projetado para esse fim, e, na presença de Anselmo. 
 
 
Página | 25 
 
RE
V
IS
Ã
O
 E
SQ
U
EM
A
TI
ZA
D
A
 I 
LE
GI
SL
A
ÇÃ
O
 E
XT
RA
V
A
GA
N
TE
 
09. AOCP – PMGO – 2022 
No que diz respeito à Lei Maria da Penha – LMP, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a 
seguir e assinale a alternativa com a sequência correta. 
( ) A LMP objetiva proteger a mulher da violência doméstica e familiar que lhe cause morte,

Mais conteúdos dessa disciplina