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MARKETING DE PRODUTOS: O marketing de serviços é, basicamente, um conjunto de táticas que ajudam a explicar o valor do serviço e convencer o cliente a escolher uma empresa específica. Afinal, o mesmo serviço pode ter diferentes utilidades, dependendo do objetivo do cliente. Além disso, os critérios de contratação também mudam. A concorrência é forte: outros prestadores de serviço, produtos que prometem fazer mais pelos clientes e até a inércia (quando o cliente desiste de contratar um serviço porque isso vai dar trabalho). Em meio a tantas variáveis, o marketing de serviços é a melhor solução para que empresas desse tipo não se tornem reféns da sorte na hora de conseguir clientes. O QUE É A TANGIBILIZAÇÃO DE UM SERVIÇO: Estamos falando de tangibilidade, uma propriedade inerente a qualquer produto, que representa aquilo que pode ser tocado, sentido…. Representa, ao mesmo tempo, a qualidade de algo que pode ser compreendido e entendido, que seja real. A princípio, todo serviço é intangível, não palpável, ainda mais quando se trata de um serviço inovador, pouco usual, que os clientes ainda não conhecem e têm poucas referências. Um serviço, entretanto, pode sim ser tangibilizado, ou, pelo menos, pode-se minimizar a dificuldade do cliente em compreendê-lo ou percebê-lo. SEGMENTAÇÃO DE MERCADO: A segmentação de mercado constitui basicamente na divisão de um mercado em grupos de acordo com seus interesses semelhantes. Mas, por que realizar essa divisão e como fazê-la? Cada indivíduo possui uma área de interesse predominante, e esses indivíduos formam grupos que compartilham desses interesses. Por tendência, elas possuem reações de sentimento e percepção parecidas sobre determinadas situações. Para lidar e atender melhor esses grupos como clientes, é que ocorre a segmentação de mercado. Critérios de Segmentação de Mercado As segmentações podem ser realizadas a partir de vários critérios. Dentre eles destaco os principais: #1 Segmentação Geográfica Focada na localização desses grupos e em sua divisão, formando unidades territoriais (cidade, estado, país). #2 Segmentação Demográfica Preocupada com características populacionais, como idade, escolaridade, religião, entre outros. #3 Segmentação Psicográfica Trata de características de personalidade, comportamento, estilo de vida, a classe social, neste caso, exerce grande influência sobre os interesses de consumo. A partir desses critérios, é possível começar a pensar e organizar seu produto de acordo com a demanda e modelo. Por que segmentar o mercado? A necessidade da segmentação de mercado facilita o entendimento de que tipo de público é prioritário para o marketing, transmitindo as características do produto com foco no grupo de consumidores desejado, otimizando e direcionando os esforços do marketing. Com foco, podemos ser mais específicos inclusive na mensuração dos resultados. Podemos entender e medir as reações que clientes de perfis semelhantes têm em relação aos produtos. A melhor mensuração possibilitará direcionar melhor os investimentos, e prever melhor os lucros a partir desses investimentos. A QUE SE REFERE A QUALIDADE DE UM PRODUTO OU SERVIÇO: A qualidade de um produto, refere-se às características que o compõe e que o tornam capaz de satisfazer as necessidades do cliente. Nesse sentido, as empresas precisam desenvolver produtos atrativos, com matéria-prima de qualidade, certas especificações e taxa mínima de defeito, para assim, ser considerado de qualidade e chamar a atenção dos clientes. características que compõem a qualidade de um produto: Desempenho/Performance: diz respeitos às características gerais de um produto; Características acessórias: são as especificações que engradecem o produto; Confiabilidade: é a probabilidade de um produto deixar de funcionar em um período de tempo; Conformidade: refere-se ao nível em que as peças utilizadas em um produto, correspondem ao projeto; Durabilidade: é a vida útil do produto e está intimamente ligada a confiabilidade do mesmo; Assistência técnica: corresponde a competência dos colaboradores no que se diz respeito ao serviço pós-venda, manutenção e solução de problemas referentes ao produto; Aparência: conceitua-se em como o cliente enxerga o produto; Qualidade percebida: é uma característica subjetiva e está ligada a fatores como; design, estratégias de marketing, marca e reputação do produto. propriedade que determina a essência ou a natureza de um ser ou coisa. OS 4 os DO MARKETING: Os 4 Ps significam preço, produto, promoção e praça. O conceito do foi criado pelo professor Jerome McCarthy na obra “Basic Marketing“, lançada em 1960. Quando esses 4 estão equilibrados, a sua empresa tende a crescer e a conquistar o público. P de Produto: Aqui se trata de achar o produto certo. E um produto certo é aquele que atende às necessidades de seus clientes. Para encontrar esse produto, você pode realizar pesquisas para identificar as necessidades dos seus consumidores, para entender se o seu produto vai resolver essas dores e objeções. P de Preço: Definindo de forma simples, é quanto um cliente está disposto a pagar por um produto. O lado mais visível do preço que você estabelece está na margem de lucro e na demanda dos clientes. Mas ele também influencia em toda a sua estratégia de marketing. Se um produto tiver um preço maior ou menor do que o seu consumidor percebe, ele vai encalhar e as vendas não serão boas. P de Praça: A praça refere-se à acessibilidade do seu produto aos consumidores. Para tomar decisões sobre o lugar, você deve entender onde os clientes e possíveis clientes compram seu tipo de produto. P de Promoção: A promoção é apenas mais um ponto a ser trabalhado em todo o seu marketing. É onde é mostrado como você vai promover o seu produto. Você tem que procurar as melhores estratégias para promover seus produtos para conscientizar os clientes e possíveis clientes para criar apaixonados pela sua marca. O MIX DE MARKETING: O mix de marketing é o conjunto de instrumentos que uma empresa utlliza para implantar sua estratégia. Seus quatro componentes tradicionais são: produto, preço, distribuição e promoção, os chamados “quatro p”, das iniciais dos termos ingleses product, price, place e promotion. Outros elementos, como o “poder’ e as relações públicas, também podem fazer parte do mix, que precisa mostrar flexibilidade e coerência com os objetivos da empresa. O sucesso dos produtos está intimamente ligado à boa utilização do mix de marketing. Os 4P´s são importantíssimos e representam o lado empresarial. Porém os 4C´s trazem uma abordagem mais moderna e com foco em quem realmente interessa, os clientes. Os 4C´s são: cliente, custo, conveniência e comunicação. Vamos a uma explicação mais precisa de cada um deles. Cliente O “C” cliente se contrapõe ao “P” produto. Quando uma empresa foca primeiramente o cliente evita cometer o erro conhecido como “miopia de marketing” que é a preocupação excessiva com o produto sem levar em consideração o cliente. O “C” cliente salienta a importância de se pensar no produto como solução da necessidade do cliente. Custo O custo para um cliente adquirir um produto vai muito além de seu preço. O custo além de abranger o preço do produto ou serviço leva em conta outros valores que afetam a decisão do consumidor. O tempo gasto para encontrar o produto, o desgaste psicológico no atendimento do estabelecimento, localização da assistência técnica, etc. Conveniência Hoje o cliente quer conveniência, quer facilidades. Seu produto deverá ser fácil de encontrar, seu atendimento deverá ser diferenciado, os atendentes devem saber explanar muito bem a respeito do produto e suas particularidades. O tempo para adquirir o produto deve ser rápido, ele não quer esperar muito tempo para ser atendido, quando tiver que esperar, irá querer um sofá confortável, um cafezinho quente. Em relação à entrega do produto, o cliente deseja recebê-lo na data e horário que lhe convém, nem sempre a entrega rápida é o que ele deseja. Comunicação A boa comunicação é fundamental. O cliente gostade ver o produto que ele compra sendo divulgado, sendo anunciado. A Internet é hoje um dos meios mais populares e com baixo custo para divulgar seu produto. Sua empresa, obrigatoriamente, deverá ter um sítio, deverá expor características do produto nele, deverá ter uma linha direta para o cliente ter acesso a informações e um local onde ele possa sanar suas dúvidas. E, para isso, a Internet é fantástica. Os 4 As do Marketing Os 4 As são, basicamente, um sistema integrado que descreve as interações da empresa e seus componentes mercadológicos (ou força do mercado) a fim de avaliar as opções de marketing que melhor se alinham com os seus objetivos. São eles: Análise; Adaptação; Ativação e Avaliação. 1. Análise A primeira fase do sistema consiste na identificação das variáveis (externas e internas, em macro e micro ambiente) que podem afetar o lançamento de uma nova campanha de marketing pela sua empresa. Estamos falando aqui das ameaças, oportunidades, transformações nas tendências de mercado para o nicho do negócio, e por aí vai. É aqui que se define, por exemplo, o objetivo de sua campanha, e que se caracteriza o seu nicho de mercado. 2. Adaptação Identificados os fatores de impacto na fase de análise, é hora de adequar os produtos e serviços da sua empresa às estratégias escolhidas. Seu objetivo aqui será operacionalizar os produtos e serviços. Por exemplo: se você escolheu fazer uma campanha para uma data comemorativa como o Dia dos Pais, seus produtos precisam ter novas embalagens e todas as suas propagandas devem estar alinhadas com o tema. 3. Ativação Após definir e adaptar as estratégias à realidade da nova campanha, será preciso colocar o plano em ação. Sendo assim, o próximo passo é fazer efetivamente o marketing dos produtos e serviços já preparados, colocando-os no mercado segundo os canais escolhidos. 4. Avaliação Por último, depois de colocar o plano em ação, só tem um jeito de saber se ele deu certo: avaliando seus resultados! A função dessa fase, portanto, é dar embasamento para decidir continuar, modificar ou interromper as decisões de marketing já tomadas. E para ter dados que apoiem sua decisão, claro, será preciso monitorar e a mensurar os resultados da campanha, selecionando as métricas mais relevantes. EM SUMA: Fase Atividades Relacionadas Análise É a fase de identificação de Forças do Mercado através da pesquisa de mercado e os sistemas de informação como bases de dados e CRM Adaptação É a fase de adaptação dos Produtos ou Serviços às necessidades levantadas na Fase de Análise. É neste ponto que se efetuam as correções de produto (características, embalagem, design, etc) e preço. Ativação É a fase de concretizar os planos através de aspectos logísticos, da distribuição, da venda, e da comunicação, através da propaganda, promoção ou relações públicas. Avaliação É a fase de análise dos esforços Gastos e das forças e fraquezas organizacionais através de uma auditoria a todo o processo. Inbound Marketing Inbound marketing é a estratégia de mercado que se volta para o ambiente da internet, das redes sociais. O inbound marketing foi criado para suprir as necessidades dos clientes online: atingindo os consumidores mesmo com as mudanças de comportamento e hábitos de consumo criados pela tecnologia. O inbound marketing, também chamado de marketing de permissão, possui a ideia de fazer com que o cliente venha até a marca. E de que forma? Através da relevância da marca na internet: apostar nas publicações em sites e blogs, realizar ações nas redes sociais, e outras formas de exibição como e-books, newsletters, videoconferências, podcasts, entre diversos outros. Desse modo, acredita-se que o cliente terá um real interesse nos produtos e serviços da empresa, criando um relacionamento que pode variar de médio a longo prazo, ou seja, desde a captação de leads até o final de um ciclo de compra. Afirma-se hoje que empresas B2C (Business to Commerce) e B2B (Business to Business) conquistaram uma taxa expressiva de novos clientes através das redes sociais. Agora, para compreender totalmente o que é inbound e outbound em marketing, vamos ao segundo fato desta equação. Outbound Marketing Já o outbound marketing é a abordagem conhecida como marketing de interrupção – meio no qual as empresas enviam sua mensagem de marketing para o maior número de pessoas possível através de mala direta, e-mails de prospecção, propagandas, telemarketing e outras técnicas que interrompem a rotina diária do público. A ideia do outbound marketing é continuar atraindo clientes com os modelos similares aos que sempre existiram, como por exemplo as propagandas em televisão e rádio. INTERNET A evolução da internet trouxe novas vertentes e possibilidades ao próprio Marketing Digital. Isso porque hoje em dia, com o universo interativo e repleto de informações vivido na web, o consumidor deixou de ser passivo e passou a ser altamente crítico, se relacionado apenas com marcas que demonstram autoridade e credibilidade no mercado. Para isso é preciso investir no conteúdo, isto é, conquistar clientes e gerar confiança por meio do valor da informação relevante. Uma das novas estratégias se concentra em educar o mercado. Por meio de técnicas como o Inbound Marketing, já citado lá em cima, as empresas se posicionam na web educando seu consumidor sobre o nicho do negócio. O objetivo é levá-lo ao esclarecimento de suas dores e ao alcance de seus objetivo por meio do amplo conhecimento oferecido. Podemos dizer que, atualmente, esse é o principal impacto gerado pela evolução dos meios online no Marketing Digital: a produção e oferta de conteúdo digital que agreguem valor à vida do consumidor. Pesquisa de mercado: É uma forma de buscar a compreensão de um fenômeno a partir de um problema proposto, isto numa visão reducionista. Detalhando, poderíamos dizer que pesquisa de mercado é uma forma de a partir do universo do pesquisador, formular um problema, que através do mercado ou no mercado, possa ser resolvido, a partir de metodologia racional dominada pelo pesquisador. Definição de dados primários de pesquisa Os dados primários, também conhecidos como dados brutos, são aqueles obtidos diretamente do pesquisador com o uso de seus próprios instrumentos e experiência. Estes são obtidos com o propósito de abordar o fenômeno do estudo. Eles tendem a ser caros porque as organizações exigem pessoal e um investimento pesado para realizar o processo de pesquisa. Leia também: Desenho de pesquisa e tipos que existem. Os dados primários são coletados por meio de métodos diferentes, como: · Questionários. · Pesquisas. · Entrevistas. · Estudo de caso. Definição de dados de pesquisa secundária Esses dados são o conjunto de informações que já foram coletadas por outra pessoa durante um processo de pesquisa diferente. Esses dados são mais rápidos de obter e a um custo menor, mas em muitos casos eles não são atualizados, portanto, isso pode afetar o sucesso da investigação. Os dados secundários são coletados por meio de: · Publicações de organizações governamentais e empresas privadas. · Livros. · Registros. · Artigos. · Websites. Diferenças entre dados primários e secundários As principais diferenças entre os dados primários e secundários são: Busca de informações: Geralmente, os dados primários são criados e publicados por cientistas, enquanto os dados secundários surgem da interpretação do primeiro, ou coletados pelo governo e organizações. KANO Desenvolvido na década de 1980, o Modelo de Kano fornece informações sobre a satisfação do cliente em relação à performance do produto ou serviço, tornando-se uma poderosa ferramenta para a gestão da qualidade. A principal função deste modelo é determinar quais atributos devem ser incorporados a um produto ou serviço e quais atributos podem ser deixados de lado, uma vez que não agregam valor do ponto de vista do próprio consumidor. Uma importante característica do Modelo de Kano é a classificação de tais atributos em obrigatórios, unidimensionais, atrativos, reversos e neutros: AtributosObrigatórios: são critérios básicos de um produto; são exigências mínimas (pré-requisitos) que se não estiverem presentes ou não atingirem um certo nível de desempenho provocarão insatisfação nos clientes. Por outro lado, se esses atributos estiverem presentes ou forem suficientes, não se traduzem em satisfação. Atributos Unidimensionais: a satisfação do cliente é proporcional ao nível de desempenho dos atributos. Quanto maior o nível, maior satisfação, e vice-versa. Atributos Atrativos: são aqueles que atraem o cliente. Por um lado, a presença desses atributos traz uma satisfação mais que proporcional; por outro lado, a ausência não gera insatisfação. Normalmente, são atributos não esperados pelos clientes. Atributos Reversos: são aqueles que quando presentes, causam somente insatisfação. Atributos Neutros: são aqueles que não causam satisfação e nem insatisfação. Ciclo de vida O Ciclo de Vida do Produto é uma ferramenta administrativa que permite analisar como um produto se comporta desde o seu desenvolvimento até a retirada do mercado, levando em conta ainda seu lançamento, crescimento e maturidade em vendas. É como um jornada do produto, para ficarmos próximos de um exemplo mais conhecido em marketing, que é o da jornada do cliente. A mente por trás do conceito é de Theodore Levitt, um economista alemão radicado nos Estados Unidos, que fez carreira na renomada Harvard Business School. Levitt propôs um modelo de cinco fases para o que chamou de Ciclo de Vida do Produto. São elas: desenvolvimento, introdução, crescimento, maturidade e declínio.