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SLIDE 4 
 
 
Seu receptor mais importante é o BCR que é formado por imunoglobulinas, mas 
imunoglobulinas de membrana, que são imunoglobulinas que estão presas na 
membrana plasmáticas. São proteínas integrais, que atravessam a bicamada lipídica. 
Essa imunoglobulina é composta por duas cadeias polipeptídicas pesadas e duas 
cadeias polipeptídicas leves. Também é dividida em duas porções, a parte superior é 
chamada de FAB e fração de ligação ao antígeno, enquanto que a parte inferior 
molécula é chamada de FC. 
Essa proteína tem a finalidade de ficar presa na bicamada lipídica porque a porção C-
terminal dela é hidrofóbica e bicamada lipídica também, portanto por 
complementariedade ela fica presa na bicamada lipídica funcionando como um receptor. 
A parte superior (FAB) tem duas extremidades e em cada extremidade tem sequencias 
de aminoácidos que são idênticas que conferem especificidade a um determinado 
antígeno. 
Essa imunoglobulina de superfície que compõe o BCR tem a função primordial de se 
ligar especificamente a um determinado antígeno, mas ela não consegue fazer a 
transdução de sinal para a célula e porção intracitoplasmática é muito curta e não tem 
domínio ativador. Por isso, a imunoglobulina está sempre associada a duas cadeias 
chamadas de cadeias acessórias, chamada de Ig ALFA e Ig BETA, que não possuem 
especificidade por antígeno, mas tem a função de no momento que a imunoglobulina se 
liga ao antígeno a cadei acessória é quem faz a transdução de sinal porque ela tem os 
domínios ativadores. 
Então, no momento que o TCR se liga a um determinado antígeno o sinal é emitido para 
dentro da célula e quem faz essa transdução são as cadeias acessórias. 
Cadeias pesadas: coloridas em azul 
Em vermelho e rosa: cadeias leves 
Girl
Organizar ideias 
As extremidades: onde tem ponte de ligação do antígeno e essa especificidade é dada 
por uma sequência de aminoácidos 
Porção FC: 
- laranja: resíduos de açúcar pq a imunoglobulina é uma glicoproteína, portanto ela 
também tem resíduos de açúcar associados a ela 
- essa região da molécula tem uma quantidade maior de pontes de sulfeto, por isso essa 
molécula tem flexibilidade e por isso também essa região é chamada de “dobradiça” 
SLIDE 5 
 
 
 
 
Sempre os BCRs reconhecem um antígeno ou produtos de um microorganismo é 
gerado uma sinalização para dentro da célula dele e essa sinalização acontece pq as 
cadeias acessórias tem os icans, que são os domínios ativadores. Esses domínios 
levam a fosforilação de proteínas quinases que estão no espaço intracitoplasmático e 
a fosforilação dessas várias famílias de tirosino quinase vão disparar 3 vias 
importantes para a célula: 
1- Uma das vias é a via da PLCgama. Então, a fosfolipase gama é ativada e a 
Girl
?
ativação dela dispara 2 vias, uma delas é a via do tiacilglicerol, que ativa uma 
outra proteína quinase, que é a proteína quinase C (PKC). A PKC proporciona 
uma molécula que normalmente está no citoplasma chamada de NF-Kb que é 
translocada para o número da célula. Uma outra via importante é o fato de que 
a ativação da fosfolipase C também aumenta o influxo de cálcio para o 
citoplasma das células e esse aumento de cálcio ativa enzimas dependentes de 
cálcio que proporciona também a translocação de uma outra proteína, que é o 
NFAT, que fica no citoplasma, mas sob ação dessas enzimas ele transloca para 
o núcleo da célula. 
 
2- Via da GTP/GDP: faz com que tenha um associação de ras.GTP e rac.GTP que 
vai transportar outros fatores, como ERK e JNK, que normalmente estão no 
citoplasma e proporcionam a translocação para o núcleo do AP-1. A fosforilação 
de ERK e JNK proporciona a translocação de um terceiro fator nuclear 
 
Esses três fatores nucleares (NFAT, NFKb, AP1) quando translocam para o 
núcleo da célula B começa a ativação da célula B e aí ela vai conseguir 
proliferar e seguir seu caminho de diferenciação. Tudo isso a partir da 
transdução do sinal feito na membrana plasmática simplesmente porque o 
antígeno específico foi reconhecido. 
 
SLIDE 6 
 
 
 
A célula B além do BCR existem outros co-receptores na membrana da célula 
B que são importantes porque eles reforçam a ativação da célula. 
 
Aqui, há um conjunto de 3 receptores: 
 
- CR2/CD21: é um receptor para o antígeno que esteja opsozinado por 
fragmento do complemento 
- Associado ao CR2 tem o C19, que é quem faz a transdução do sinal 
Girl
No caso, todo esse mecismo ocorre após o reconhecimento? Tipo, reconhece ai ocorre todo esse mecanismo de ativação? Para explicar a ativação tenho que falar sobre toda essa rota? Tipo, se perguntar como ocorre a ativação do linfócito B.
- E um outro receptor chamado de TAPA-1 ou CD81 
 
Esses três receptores estão associados de forma não covalente. 
 
Para que serve esse receptor do complemento no contexto da ativação da 
célula B? 
 
• BCr reconhece o antígeno quando ele encontra especificidade – então o 
antígeno pode se ligar no BCR por especificidade e isso é suficiente para gerar 
um sinal de ativação. Mas, quando esse antígeno já tem um fragmento do 
complemento ligado a ele, ele está opsonizado pelo complemento. Com isso, 
além dele ser identificado pelo BCR que é específico para ele o receptor do 
complemento se liga no fragmento do complemento. Então, vamos ter dois 
receptores de uma mesma célula ligadas no mesmo antígeno, sendo o BCR 
ligado ao antígeno com especificidade e o CD21/CR2 ligado no fragmento do 
complemento que está opsonizando o antígeno. 
 
Qual a importância disso? 
 
• Quando o CR2 se liga a qualquer antígeno que esteja opsonizado por 
fragmento do complemento ele também faz uma transdução de sinal e quem 
faz é o CD19 que está associado a ele. 
 
Então, se tenho um antígeno que já está opsonizado por fragmentos por complemento 
eu tenho a chance de ter dois tipos de receptores mobilizados na membrana da célula 
dele e vai ter mais transdução de sinal para essa célula. Assim, terá as cadeias 
acessórias transduzindo o sinal porque o BCR reconheceu um antígeno específico e o 
CD19 também fazendo transdução de sinal porque o receptor do complemento ligou 
no fragmento do complemento fortalecendo assim mais ainda essa transdução de 
sinal. 
 
Todo antígeno opsonizado é mais potente para ativar a célula B do que o antígeno que 
não esteja opsonizado. 
 
RESUMINDO: CR2/CD21: é um receptor para o antígeno que esteja opsozinado por 
fragmento do complemento. Associado ao CR2 tem o C19, que é quem faz a 
transdução do sinal enquanto que quando o BCR reconhece o antígeno quem faz a 
transdução sinal são as cadeias acessórias. 
 
SLIDE 7 – ANTÍGENOS ATIVADORES DE CÉLULA B 
 
A célula B não tem haver com o timo diretamente, mas ela pode ter a ver com células 
que são maturadas no timo, os linfócitos ... 
 
- Timo Independente (TI) - aqueles que para levar a ativação da célula B eles 
independem da participação direta do linfócito T. São antígenos que quando são 
reconhecidos pelo BCR, o simples fato deles serem reconhecidos já é capaz de levar 
a célula B a um estado de ativação independente de uma participação direta do 
linfócito. Existem antígenos: 
 
• Timo Independente do tipo 1 (TI-1) – o principal representante é o LPS 
• .Timo Independente do tipo 2 (TI-2) – Polissacarídeos 
Então, o lipolissacarídeo ou um polissacarídeo quando eles são reconhecidos 
especificiamente pelo BCR de uma célula B eles conseguem eles conseguem levar 
diretamente a ativação da célula independente de uma participação de linf T. 
 
- Timo Dependente (TD) – Dependem da participação direta de células T para 
ativarem as células B 
Quando o antígeno for proteico vai ser chamado de antígeno timo DEPENDENTE 
porque para uma célula B mesmo específica para uma proteína conseguir se ativar ela 
depende de uma participação direta do linf T para conseguir chegar no estado de 
ativação e essa participação direta depente do contato físico, ou seja contato mebrana-
membrana com o linf T. É o requerimento de um contato direto dacélula (T ou B?) para 
se ativar contra as proteínas faz essas proteínas serem chamadas de antígenos Timo 
dependentes. 
SLIDE 8 - Ativação de células B por antígenos TD ou TI depende de segundo sinal 
Linfócito B interagindo com um polissacarídeo/lipopolissacarídeo, que são moléculas 
grandes com vários domínios repetitivos, eles normalmente vários receptores na 
superfície de uma célula B e pelo fato deles ligares muitos receptores ao mesmo 
tempo isso gera um sinal suficiente para levar a ativação da célula B. 
Então, a célula B interage com polissacarídeo/lipopolissacarídeo só pelo fato de fazer 
o reconhecimento já faz a célula se tornar possível de ser ativada. Então, ela ativa e 
consegue proliferar e chega a diferenciar em plasmócito e produzir anticorpos. 
Mas, quando o linf B reconhece uma proteína muito embora isso gere um sinal esse 
sinal não é forte o suficiente para levar a ativação da célula B. Então, pelo fato dela ter 
reconhecido o antígeno e não ter conseguido se ativar, o que ela faz é endocitar o 
receptor junto com essa proteína. Digere esse material e como ela também uma APC 
ela apresenta os peptídeos dessa proteína através do MCH de classe 2 para o linf 
TCD4, ela assume o papel de célula apresentadora de antígeno. Aí apresenta esse 
peptídeo para o linf B que vai receber outros sinais como a ligação de moléculas co-
estimulatorias. 
Na membrana da célula B há uma molécula chamada de CD40 enquanto que o 
linfócito T tem um ligante dessa molécula chamado ligante do cd40. 
A interação entre esse conjunto/par de moléculas co-estimulatorias é crucial para a 
ativação da célula B. 
Então, o contato físico que ela precisa com o linf b vai acontecer no momento que ela 
assume o papel de apresentadora de antígenos e esse contato físico inclui a 
Girl
Está em vermelho pq preciso organizar as ideias/entender
apresentação e reconhecimento do peptídeo e interação entre moléculasco-
estimulatorias cd40 e ligante do cd40. 
Agora esse linf t se ativa tb produz citocinas e isso tb vai ser um sinal importante para 
esse linf b. então agora depois que tem um contato físico com o linf t e receber as 
citocinas produzidas por ele finalmente essa célula b vai conseguir se ativar contra 
essa proteína, vai se proliferar, da origem a células de memória e vai se diferenciar 
em plasmócito, vai secretar seus anticorpos 
 
SLIDE 9: Antígenos timo-independentes do tipo 1 (TI-1) são ativadores policlonais de 
células B em altas concentrações, enquanto em baixas concentrações induzem 
respostas de antígeno específicas 
 
 
Exemplo do tipo I, que é um LPS. 
 
LPS induzindo respostas diretas nesse linfócitos, mas mesmo sendo ativação direta 
tem algumas peculiaridades, por exemplo: 
 
Quando células B são estimuladas com altas concentrações de LPS observamos que 
algumas células reconhecem esse LPS pelo BCR e também por PRRSs. Então, em 
altas concentrações vai haver um grupo pequeno de células que tem especificidade 
pelo LPS respondendo p esse LPS e se ativando, mas também há muitas outras 
células que apesar de não terem um BCR específico para esse LPS elas também vão 
se ativar de forma não específica ligando esse LPS pelos receptores de PRRs, por 
exemplo pelos Toll 
 
O que observamos em altas concentrações de LPS? 
 Uma super ativação de célula B chamada de ativação policlonal, onde há clones 
específicos, mas a maioria desses clones não são específicos produzindo anticorpos 
com especificidades aleatórias. 
 
Agora quando essas células são estimuladas com quantidades/ com concentrações 
baixas de LPS é visto uma ativação muito direcionada onde apenas as células que 
tem receptores BCRs específicos para o LPS fazendo sua ativação chegando a se 
diferenciar em plasmócito. 
 
O que mostra que, como temos muito contato com bactéria frequentemente entramos 
em contato com LPS, só que em concentrações baixas, por isso a gente faz uma 
resposta muito bem direcionada para esse LPS. Mas, em quadro patológicos 
principalmente em presença de bacteremia essa resposta é ruim porque tem ativação 
policlonal ou inespecificidades desses clones e desses anticorpos contra o LPS. 
 
SLIDE 10 - **Ativação das células B por antígenos timo-independentes do tipo 2 (TI-2) 
requer ou é muito aumentada por citocinas 
 
 
 
É chamado de antígeno timo-independente os antígenos que induzem a 
ativação do Linf B INDEPENDENTEMENTE de uma participação dos Linf T. 
 
Existem mecanismos de ativação da célula B, e a natureza química do 
antígeno é muito importante, quando esses antígenos são polissacarídeos 
ou lipopolissacarídeos eles conseguem produzir uma ativação direta do 
Linfócito B, isso significa que interagindo diretamente com BCR é gerado 
um sinal tão forte capaz de fazer com que essa célula entre em um estado de 
ativação e diferenciação, sendo capaz de se diferenciar em plasmócitos e 
produzir anticorpos. Se além da interação com esses polissacarídeos houver 
no microambiente células produzindo citocina, seja células dendríticas.... ou 
outro tipo celular, essas citocinas reforçam mais ainda ativação do Linfócito B. 
Então, as células ativadas são capazes de proliferar, se diferenciam em 
plasmócitos, produzem anticorpos. Isso tudo de forma direta porque esses 
antígenos estimulam fortemente a célula B. 
 
Slide 11: ** Ativação de células B por antígenos timo-dependentes (TD) 
 
 
 
Quando se trata de um antígeno de origem proteica a célula B vai ter que percorrer um 
caminho mais longo até chegar ao seu estado de ativação. 
 
Quando se trata de um antígeno de origem proteica, quando é reconhecido pelo BCR 
ele gera uma sinalização, porém não é forte o suficiente para levar a ativação da 
célula B, portanto essa célula faz processo de endocitose nesse complexo, por 
ser também uma APC, então endocita o receptor e o peptídeo ligado a ele, 
processa esse material e apresenta via MHC de Classe 2 para um Linfócito T. 
Esse Linfócito T reconhece através do seu TCR. 
 
(Pelo fato da célula B ser uma APC ela consegue fazer a apresentação de 
forma adequada dado a presença de moléculas co-estimulatorias na sua 
superfície) 
 
Além da apresentação e reconhecimento precisa da interação entre as 
moléculas co-estimulatórias. Pode ter interação de B7-CD28. Para célula B 
esse conjunto de moléculas co-estimulatórias é fundamental, a molécula de 
CD40 na membrana do Linfócito B e o ligante de CD40 no Linfócito T. Dado 
primeiro e segundo sinal, o Linfócito T inicia o seu processo de ativação e 
começa a produzir citocinas, portanto esse contato físico com Linfócito T mais 
a produção de citocinas leva finalmente ativação da célula B. Essa ativada vai 
proliferar, parte dascélulas que proliferaram vão se diferenciarem em 
plasmócitos e vão secretar anticorpos e outra parte dessas células vão ser 
produtoras de células de memória que vão ficar estocadas no organismo. 
 
 
SLIDE 12: Imagem mostrando a mesma coisa dita anteriormente 
 
 
 
A célula B que interagiu com uma proteína, endocitou, processou e já tem o 
peptídeo no mhc de classe II apresentando para o linf T. Além da apresentação 
e reconhecimento precisa da interação entre as moléculas co-estimulatórias, 
então há a interação entre B7 e cd28. Mas, para o linfócito B a interação mais 
importante é o conjunto de co-estimulatórias de cd40 e ligante do cd40. Esse 
linf T se ativa, produz citocinas essas citocinas vão ser utilizadas pelo linf B. 
Recebendo todos esses sinais a célula B entra no ciclo celular e vai proliferar, 
parte das células vão se tornar plasmócitos e uma parte célula de memória. 
 
SLIDE 13 - Células T dão suporte para a ativação e diferenciação de células B 
 
• Qual a diferença da ativação gerada por um timo independente e a 
ativação gerada pelo timo dependente? 
 
Células de memória. Só o antígeno proteico consegue fazer com que a célula B 
gere células de memória. Para o linf B produzir células de memória o 
requerimento de participação do linfócito T é obrigatório principalmente aligação entre as moléculas co-estimulatórias CD40 e ligante do CD40. Então, o 
contato físico entre o linfócito T e linfócito B é um requerimento indispensável 
para que a célula seja capaz de gerar células de memória. O antígeno do timo 
independente a célula consegue proliferar, produzir anticorpos, mas ela só gera 
plasmócito. 
 
• O fato do timo independente não gerar formação de célula de memória, 
o que isso representa para a capacidade de um indivíduo responder 
contra um agente infeccioso? 
 
Não tem célula de memória, qual o prejuízo de não ter célula de memória? 
 
O fato de não ter célula de memória significa que quando a gente responde a 
um antígeno, que seja timo independente esses plasmócitos tem um tempo de 
vida, mas os plamócitos gerados por esse tipo de ativação não tem vida longa. 
Isso significa que depois que todo antígeno timo independente for degradado 
essas células desaparecem do organismo e a gente não tem mais essa 
resposta específica, todo aqueles linfócitos que se ativaram e se diferenciaram 
em plasmócitos eles acabam morrendo. Isso significa que se houver o encontro 
com esse mesmo antígeno a célula B terá que passar todo o fenômeno de 
ativação, proliferação, diferenciação, gerar plasmócito. Quando o antígeno 
desaparecer essas células tendem a desaparecer. 
 
Então, muito embora o timo independente gere uma resposta específica ela é 
uma resposta específica de curta duração por conta da falta da célula de 
memória. Já para o antígeno proteico o fato dele ser capaz de produzir células 
de memória mesmo que a maioria dos plasmócitos desapareçam porque o 
antígeno desapareceu do sistema, no momento que a gente tiver um novo 
encontro com esse mesmo antígeno já não precisa mais desse ritual, pois a 
célula de memória rapidamente prolifera e se diferencia em plasmócito. Assim, 
é feito uma resposta muito mais rápida. 
 
O que confere ao organismo uma resposta duradoura é a presença das células 
de memória, a qual só observamos isso quando houver a participação direta do 
linfócito T. 
 
 
SLIDE 14 
 
 
 
Durante esse momento de ativação, proliferação e diferenciação as citocinas 
são fundamentais, como no caso dos antígenos timo-dependentes, os 
proteicos, no qual existe necessidade, obrigatoriedade de um contato físico 
com Linfócito T mais as citocinas geradas por ele para a ativação das células 
B. 
 
No momento da proliferação, quando a célula se ativa e começa a proliferar 
existem três interleucinas que são muito importantes IL-2, IL-4 e IL-5. Essas 
interleucinas normalmente são produzidas pelo linfócito T que está se ativando 
por antígeno tipo dependente ou por outras células que estejam na adjacência. 
São essas citocinas que dão suporte para a fase proliferativa da célula ativada. 
Depois essa célula vai se diferenciar em plasmócito e no momento que essa 
célula se diferencia em plasmócito começa a produzir anticorpos. Apesar de 
nós possuirmos 5 classes de imuniglobulinas/anticorpos quando o plasmócito é 
ativado a primeira classe de anticorpo produzido por ele é o IgM. Então, todo 
plasmócito ativado nos momentos iniciais de ativação produz IgM, que é um 
tipo de anticorpo. Pelo fato de ser a imunoglobulina produzida nessa fase incial 
a IgM está associada a fase aguda das doenças. 
 
Esse plasmócito nesse momento ainda continua recebendo suporte da IL-2, IL-
4 e IL-5. Depois esse plasmócito que produz IgM ele vai fazer troca de isotipo, 
ou seja, ele vai fazer uma troca da cadeia pesada da imuniglobulina sem alterar 
a especificidade. Então, a partir de uma IgM esse plasmocito pode passar a 
produzir IgG, IgA ou IgE, pode fazer troca para qualquer um desses três 
isotipos. 
 
O que permite o plasmocito está produzindo IgM e “escolher” em produzir IgG, 
IgA ou IgE? 
 
Alguns fatores influenciam nesse momento de decisão, na hora de parar a 
produção de IgM, se vai produzir IgG ou IgE ou IgA. Sabe-se que o 
microambiente de citocinas podem influenciar, por exemplo no microambiente 
onde tenha muito IFN-γ existe um favorecimento para troca pra IgG, na 
presença da IL4 há diferenciação pra IgE. Naqueles microambiente onde existe 
uma alta concentração de TGF-beta esse plasmócito vai poder trocar para IgA 
 
Então, dependendo da citocina que seja predominante naquele microambiente 
esse plasmócito vai ser direcionado para produzir um ou outro isotipo/ classe 
de imunoglobulina 
 
Isso é a fase final de diferenciação de uma célula B. Mesmo na fase final ainda 
passa por essas mudanças de troca as classes de imunoglobulina. 
 
Quando um indivíduo tem alta produção de IgM isso indica fases iniciais de 
uma doença e quando já foi a troca para IgG, IgA ou IgE observa-se que essa 
fase já se tornou uma fase mais tardia da doença. Então, o tipo de 
imunoglobulina produzida pelo plasmócito sugere uma cronologia da doença. 
 
 
SLIDE 15: Reconhecimento de epítopos no mesmo complexo molecular 
 
Toda vez que tem uma ativação para um antígeno dependente a célula b que 
reconheceu o antígeno é específico, mas a célula T que coperou com ela tem que ter 
a mesma especificidade 
 
Ex partícula viral: célula b interagiu com um epítopo, reconheceu com especificidade. 
Mas, por ser um proteína do envelope, por exemplo isso não gerou um sinal forte o 
suficiente para ativar diretamente essa célula B. Portanto, ela endocitou o receptor 
juntamente com o antígeno, processou e apresentou o peptídeo para o linfócito T. 
interação do Cd40 com ligante do Cd40. A célula via se ativar, proliferar, parte dela 
será célula de memória e a outra parte vai se diferenciar em plasmócito e esse 
plasmocito vai produzir anticorpos com a mesma especificidade do BCR da célula B, 
podendo se ligar naquele mesmo antígeno. 
 
OBS: Quando uma célula B apresenta para o linfócito T esse linfócito T também se 
ativa significa que ambas as células tem especificidade pelo mesma mesma proteína. 
É essa especificidade dupla que proporciona a ativação simultanea das duas células e 
que vai contribuir para ativação da célula B 
 
SLIDE 16: Reconhecimento ligado no planejamento de vacinas 
 
Quando o principal antígeno é um açúcar, o que fazer para enganar a célula B e forçar 
ela a se ativar de forma que ela seja capaz de produzir células de memória? 
 
Pega o açúcar e acopla uma proteína que sabe-se que é imuogenica, como o toxoid 
tetanus e aí o linfócito que tiver especificidade pelo açúcar vai se ligar nele. Como não 
é um açúcar sozinho essa célula não vai conseguir se ativar diretamente. Então, ela 
vai endocitar. Muito embora ela tenha especificidade pelo açúcar ela endocita, 
processa e apresenta o peptídeo toxoid para o linf T. Então, muito embora esse 
linfócito T não tenha especificidade pelo açúcar, quem tem é a célula B o fato dele ser 
especifico p esse peptídeo, conseguir se ativar para esse peptídeo e oferecer para a 
célula b todos os requerimentos que ela presença, ou seuja ligação do cd40 e ligante 
do cd40 mais as cetocinas essa célula b se ativa, prolifera, da origem a plasmocitos e 
celular de memoria. Ai consegue fazer uam resposta de longa duração com alta 
especificidade . 
 
Slide 17: As células T estimulam as células B por meio da ligação de CD40 e 
secreção direta de citocinas 
 
Em que lugar do organismo isso tudo acontece? 
Órgão linfoide secundário 
 
Slide 18: relembrando órgão linfoide secundário 
 
Exemplo linfonodo 
 
O linfonodo é compartimentalizado, tem uma região medular, cortical e paracortical. 
Na região cortical é encontrado os linfócitos T representados em azul e as bolinhas em 
amarelo representado os folículos e centros germinativos. 
 
Então, o linf B vai passar pelo processo de ativação dentro do órgão linf. secundário e 
quando as células chegam/ quando esses linf B que ficaram maduros no órgão linfoide 
primário chegam no secundário eles chegam por vênulas de endotélio alvo, eles vem 
pela corrente sanguínea e ao chegar no órgão linfoide secundário vão desembocar na 
bainha periarteriolar (temos o capilar sanguíneo e a bainha periarteriolarenvolta dela). 
e vai passar para a região medular e depois vai chegar no folículo. Nesse percurso 
que ela faz e é o momento que ela tem muito contato com o linfócito T, é o momento 
também onde ela interage com antígenos. Então, nesse momento de interação com os 
antígenos quando eles são proteicos ela vai ter uma grande disponibilidade de linf T e 
vai ter a chance para que ela possa fazer a apresentação desses antígenos e receber 
o requerimento necessário para a sua ativação. Depois de ativada ela migra para o 
centro germinativo. Quando ela entra ele é só um folículo cheio de células ainda não 
ativada e essa célula chega aqui e vai empurrando as células não ativadas para a 
periferia e vai ocupando a parte central com as suas células ativadas e diferenciando 
em plasmócito. Depois de proliferarem, se diferenciar em plasmóctio e a célula de 
memória, alguns desses plasmocitos vao ficar no org linfoide secundário e outros vão 
sair e vão para a medula óssea e lá na medula óssea vão ser produzidos anticorpos. 
Então, vai ter produção de anticorpo dentro do órgão linfoide secundário e tb dentro de 
órgão linfoide primário pq parte desses plasmocitos voltam para dentro da medula 
óssea. 
 
 
SLID 19: 
 
Durante o processo de ativação desses plasmócitos e todo mundo que se ativou já 
provou que tem especificidade por um determinado antígeno. Essa célula dentro do 
centro germinativo vai ter a chance de aumentar a afinidade pelo antígeno 
 
Especificidade ele já tem. Ela vai ter a chance de aumentar a afinidade. Afinidade é a 
força de interação por um antígeno. Se ela aumenta essa complementariedade de 
interação ela aumenta a força e a intensidade dessa ligação. O fenômeno que 
proporciona isso é chamado de hipermutação somática e isso vai contecer lá dentro 
de centro germinativo. 
 
No centro germinativo há duas regiões bem delimitadas, uma é chamada de zona 
escura e clara. Essa zona escura é ocupada por linf B que se ativaram e estão 
proliferando, uma fase proliferativa dessas células, a qual estão proliferando e se 
diferenciando em plasmócitos. 
 
Esses plasmocitos recém diferenciados são produtoras de anticorpos. Então, essa 
cpelula quando se ativou, se ativou com uma escecificdade x. Ela se ativou pq 
encontrou o antígeno específico. 
 
Só que ativada e específica ela vai ter a chance de fazer mais um rearranjo das 
cadeias genicas . 
 
Qual a intenção desse rearranjo? 
É fazer mais um rearranjo para aumentar a afinidade pelo antígeno. Mas, como esse 
rearranjo é ao acaso muitas das células ao invés de aumentar sua afinidade elas 
diminuem sua afinidade. 
 
Então, nesse momento ela faz a fase proliferativa e depois ela faz o rearranjo das 
cadeias BDJ. Algumas células vao aumentar sua afinidade pelo antígeno e outras vao 
perder a sua afinidade ou não alterar em nada. Isso é hipermutação somática 
 
SLIDE 20: a mesma coisa 
 
Células ativadas – algumas dessas células vao fazer esse rearranjo de cadeia 
BDJ e com esse arranjo algumas vão aumentar a afinidade e outras vão 
diminuir sua afinidade. Aquelas células que aumentarem afinidade pelo 
antígeno elas permanecem vivas e elas vão seguir para sua diferenciação final, 
enquanto que aquelas que diminuíram sua afinidade morrem por apoptose.Não 
preciso no sistema de uma célula que va produzir anticorpos de baixa 
afinidade, preciso de células de alta afinidade contra o antígeno que precisa ser 
eliminados. 
 
As células que tem alta afinidade elas estão caminhadno saindo da zona 
escura e indo em direção a zona clara e vão chegar lá agora com células que 
tem uma alta afinidade para o antígeno e vao produzir anticorpos de alta 
afinidade. 
 
 
SLIDE 21: 
 
A célula passa pelo processo de ativação e ela tem a chance de fazer 
hipermutação somática na intenção de ganhar mais afinidade pelo antígeno, 
aquelas que diminuírem sua afinidade elas tendem a morrer por apoptose 
porque não são células uteis, elas não vão poder produzir anticorpos muito 
específicos no sistema e aquela que aumentaram sua afinidade essas sim vão 
ser mantidas no sistema com a produção de anticorpos de alta afinidade. 
 
 
SLIDE 22: 
 
Os primeiros anticorpos produzidos são chamados de IgM. Eles são o 
primeiros pq no momento que o plasmocito se ativa o primeiro tipo de anticorpo 
produzido é IgM. 
 
Então, entorno de 7 dias depois do inoculo vai haver um pico que vai de 7-14 
dias do individuo fazendo um pico de produção de IgM. Ao longo do tempo 
esse mesmo individuo vai parando de produzir IgM e passa a produzir IgG. 
Então, a gente tem agora troca de isotipo, aquelas plasmocitos que 
inicialmente estavam produzindo IgM vão passa a produzir IgG. 
 
Se a gente espera um período de 30 dias e inocula esse individuo com o 
mesmo antígeno a resposta é completamente diferente. Rapidamente esse 
individuo faz um pico de produção de anticorpos que agora são todos IgG 
numa concentração muito maior tendo essa resposta, que chama-se de 
resposta primária. 
 
Pq agora tem uma produção majoritária de IgG e numa concentração mais 
alta? 
 
- células de memória. Pq agora as células de memoria estipuladas pelo 
antígeno não precisam mais de ritual algum, elas proliferam, rapidamente se 
diferenciam em plasmocito esses plasmocitos começam a secretar anticorpos. 
 
Mas pq tem novamente um pico de IgM ? 
 
- se a gente tem célula produzindo IgM aqui é pq é a primeira resposta desse 
linfócito B para essea antígenos. 
 
Pq esses aqui estão fazendo uma resposta primária para um antígeno que está 
sendo inoculado pela segunda vez? 
 
- essas células não existiam nesse momento pra elas é resposta primária, é a 
primeira vez que ela está entrando em contato com esse antígeno. 
 
São características do antígeno que podem gerar uma resposta que é 
duradoura, mas maior ou menor. 
 
Quando da um reforço para o individuo ou quando naturalmente a gente 
reencontra esse mesmo antígeno a gente esta amplificando a resposta 
secundaria e criando de novo uma resposta primaria pq são células novas que 
surgiram no sistema.

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