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Prof. Dr. Elvis Wanderley UNIDADE I Técnicas de Reportagem e Entrevistas Jornalísticas 1. Essência do Jornalismo Segundo Ricardo Kotscho (1995), ser repórter é bem mais do que simplesmente cultivar belas-letras, se o profissional entender que sua tarefa não se limita a produzir notícias segundo alguma fórmula “científica”, mas é a arte de informar para transformar. O livro A Prática da Reportagem, escrito pelo jornalista Ricardo Kotscho, aborda como desenvolver uma reportagem de muitas formas, variando apenas o olhar e a sensibilidade de quem escreve. Com uma linguagem clara e de fácil entendimento, o leitor encontra na narrativa de Kotscho uma visão mais ampla de como ser um repórter, baseado nas próprias experiências do autor. UNIDADE I Fonte: https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1499434440- livro-a-pratica-da-reportagem-ricardo-kotscho-_JM Acesso em: 17 set. 2021. Sobre a essência do Jornalismo “O maior patrimônio de um repórter é a credibilidade – as pessoas precisam confiar em você para contar histórias que consideram delicadas porque mexem com a vida de outras pessoas” (KOTSCHO, 1995, p. 23). “Enquanto houver repórteres dispostos a levar seu ofício até as últimas consequências, a reportagem sobreviverá – grande ou pequena, não importa. O importante é continuar contando o que acontece por aí” (KOTSCHO, 1995, p. 43). UNIDADE I Fonte: https://www.mensagenscomam or.com/mensagem/193671 Acesso em: 17 set. 2021. Continuação... “Mas o Brasil daquele tempo – e tenho minhas dúvidas se ainda hoje não é assim – não estava habituado, depois de tantos anos de censura, a enfrentar a realidade. Por isso, acho que a matéria teve muito mais repercussão pelo inusitado [...], do que pelas denúncias em si” (KOTSCHO, 1995, p. 54). José Marques de Melo (2009, p. 7) aponta que a essência do jornalismo “se nutre do efêmero, do provisório, do circunstancial”. O jornalismo transforma os fatos em textos (com diferentes linguagens) para torná-los públicos. UNIDADE I Fonte: https://portalimprensa.com.br/noticias/ ultimas_noticias/82713/seis+areas+qu e+todo+estudante+de+jornalismo+e Acesso em: 28 set. 2021. Continuação... “A essência do jornalismo é a divulgação, a transparência da informação. Divulgar não está na agenda da espionagem, que trabalha com o segredo, ou da diplomacia, que trabalha com segredo de estado. O jornalismo é o anti-segredo. É isso que pega. Seu único segredo é a própria fonte. Pode ser divulgada ou não...”, diz Nei Duclós. UNIDADE I Fonte: https://www.portosmercados. com.br/o-watergate-e-a- essencia-do-jornalismo- profissional/. Acesso em: 17 set. 2021. Definições da essência do Jornalismo Em resumo, a essência do jornalismo é a própria reportagem. Em síntese, toda a essência do jornalismo que conhecemos vem de uma reportagem bem apurada. UNIDADE I Fonte: https://exibirgospel.com.br/2 019/08/12/jornalismo- investigativo-vira- ferramenta-para-entender- as-escrituras/. Acesso em: 17 set. 2021. Do Publicíssimo à Informação - Quando buscamos um jornal, uma revista, um telejornal ou um portal, estamos interessados em informações. Claro que podemos querer também ler uma crônica ou um artigo, mas, normalmente, procuramos saber, ainda que de forma superficial, o que aconteceu na nossa cidade, no nosso país ou no mundo. - Essa associação imediata entre jornalismo e informação foi se consolidando desde o século XIX, especialmente em meados do século XX, quando a imprensa se tornou adepta da lógica mercadológica. UNIDADE I Nilson Lage (2017) aponta que os primeiros jornais, que começaram a circular no século XVII, tinham como objetivo central difundir as ideias burguesas e que, mais tarde, algumas publicações dedicaram-se a publicar temas caros à aristocracia, como festas e casamentos. Durante muito tempo, a pretensão do jornal era orientar e interpretar a realidade. Segundo Lage (2017, p. 11), a “linguagem dominante ficava entre a fala parlamentar, a análise erudita e o sermão religioso”. Dessa forma, a atuação principal do jornalista, naqueles tempos, era a de um publicista. Em outros termos, podemos dizer que predominava, então, o gênero opinativo do jornalismo. UNIDADE I Fonte: https://www.jornalcidademg. com.br/informacao-nao-e- conhecimento/. Acesso em: 17 set. 2021. Definição de Publicista Publicista é a pessoa que escreve sobre política, economia, questões sociais ou jurídicas. No jornalismo atual, de acordo com a classificação de Marques de Melo, distinguimos, normalmente, os seguintes gêneros: informativo, opinativo, interpretativo, diversional e utilitário. UNIDADE I Fonte: https://professormoisesmonteiro.wor dpress.com/2011/06/30/generos- jornalisticos-informativos/. Acesso em: 24 set. 2021. No século XIX, o público leitor ampliou-se significativamente e os jornais tiveram que adaptar seu conteúdo, com a inclusão de narrativas. As novelas e os folhetins ganharam espaço na imprensa, assim como os cartuns. As histórias “da vida real” também passaram a atrair a atenção e, assim, as notícias e as reportagens foram se tornando os textos essenciais do jornalismo. Nilson Lage afirma que a mudança começou com a Revolução Industrial, no século XIX. À medida que o público leitor aumentava, “as tiragens cresciam, o investimento na produção de um veículo aumentava com a mecanização e o conteúdo relevante dos jornais deslocava-se para os segmentos de informação e entretenimento” (LAGE, 2017, p. 174). Então nasceram a notícia, a reportagem e o jornalismo como os conhecemos hoje. UNIDADE I Desse modo, os formatos do gênero informativo assumiram lugar de destaque no jornalismo, e o jornalista tornou-se um narrador da contemporaneidade. Ou, nas palavras de Cremilda Medina (2003, p. 34), o “mediador social dos discursos da atualidade”. Como aponta Manuel Carlos Chaparro (1994), o bom texto jornalístico é o relato verdadeiro e compreensível da atualidade. Lage completa, afirmando que o “jornalismo progressista não é aquele que seleciona apenas discursos tidos como avançados em dado momento, mas o que registra com amplitude e honestidade fatos e ideias do seu tempo” (LAGE, 2017, p. 19). UNIDADE I Fonte: https://abstartups.com.br/diferenca- entre-informacao-e-conhecimento/. Acesso em: 17 set. 2021. Jornalismo e realidade Não há dúvidas de que o jornalismo se ampara no real. Ele deve se apoiar em algo que aconteceu, indubitavelmente. No entanto, ele não se confunde com a realidade. O jornalismo deve ser compreendido como uma construção do real, como uma versão dos fatos. Isso não significa que as matérias podem ser ficcionais. Há sempre o compromisso com a veracidade. De acordo com Juarez Bahia, jornalismo quer dizer apurar, reunir, selecionar e difundir notícias, ideias, acontecimentos e informações gerais com veracidade, exatidão, clareza, rapidez, de modo a conjugar pensamento e ação (BAHIA, 1990, p. 9). UNIDADE I O bom jornalismo traz sempre a melhor versão possível da realidade, com o cruzamento de perspectivas diversas. O jornalista deve buscar sempre os vários ângulos de um acontecimento para construir seu texto. Marcilene Forechi (2015, s/n) explica, no trecho a seguir, como o jornalismo é uma construção, que envolve subjetividades. Os processos narrativos não são neutros ou desinteressados e, no caso das narrativas jornalísticas, podemos dizer que elas nada têm de isentas ou imparciais. Elas narram e descrevem em um processo que é também e, sobretudo, criativo. Em outras palavras, o jornalismo constrói verdades por meio de narrativas sobre a realidade. O mecanismo de criação no jornalismo é sutil, imperceptível a olhares condicionados às reportagens produzidas pelos veículos de massa. UNIDADE I O jornalismo é uma representação simbólica da realidade. Não corresponde aos fatos que aparecem nos jornais, mas, sim, àsconstruções deles. Isso não significa que o jornalismo não deva ter compromisso com a verdade. A mentira é algo que não pode acontecer no jornalismo, pois fere os princípios básicos da profissão. Isso não significa, no entanto, que ela não apareça, inclusive em veículos que têm credibilidade. UNIDADE I Fonte: https://www.infoescola.co m/psicologia/mentiras/. Acesso em: 05 set. 2021. Tornaram-se famosos alguns casos de jornalistas que inventaram, ao longo de suas carreiras, notícias e reportagens. Um deles é Stephen Glass, que durante 3 anos inventou fontes e relatos na revista The New Republic. Outro caso é do alemão Claas Relotius, jornalista de prestígio na Der Spiegel, que foi desmascarado por um colega. Nesses casos, houve má-fé explícita dos profissionais. No entanto, muitas vezes são divulgadas informações incorretas por falhas na apuração, como veremos adiante. Na atividade jornalística, a exatidão é sempre necessária. Por isso devem ser coletadas todas as informações: nomes completos, cargos, datas, locais e demais dados. A falta de precisão compromete a credibilidade da matéria. UNIDADE I Observação Devemos ressaltar, contudo, que a presença de dados precisos não garante a veracidade das informações. Há casos de jornalistas que inventaram suas fontes, por exemplo, atribuindo-lhes nome completo, idade e profissão. Voltando à citação de Bahia, temos ainda a questão da clareza. A informação deve ser bem compreendida pelo receptor. Para isso, é necessário que não haja uma dupla interpretação equivocada. Muitas vezes, problemas redacionais fazem com que a mensagem não seja interpretada da forma adequada. A primeira instrução do Manual de Redação e Estilo do Estadão aconselha o que segue. Seja claro, preciso, direto, objetivo e conciso. Use frases curtas e evite intercalações excessivas ou ordens inversas desnecessárias. Não é justo exigir que o leitor faça complicados exercícios mentais para compreender o texto. UNIDADE I Voltando à citação de Bahia, temos ainda a questão da clareza. A informação deve ser bem compreendida pelo receptor. Para isso, é necessário que não haja uma dupla interpretação equivocada. Muitas vezes, problemas redacionais fazem com que a mensagem não seja interpretada da forma adequada. Quais são as características principais para um bom texto? Assinale a alternativa correta: a) O texto deve ser claro, preciso, direto, objetivo e conciso. b) O texto deve ser curto. c) O texto deve conter uma quantidade mínima de linhas. d) O texto deve ser bem detalhado. e) A pontuação deve estar correta. Interatividade Voltando à citação de Bahia, temos ainda a questão da clareza. A informação deve ser bem compreendida pelo receptor. Para isso, é necessário que não haja uma dupla interpretação equivocada. Muitas vezes, problemas redacionais fazem com que a mensagem não seja interpretada da forma adequada. Quais são as características principais para um bom texto? Assinale a alternativa correta: a) O texto deve ser claro, preciso, direto, objetivo e conciso. b) O texto deve ser curto. c) O texto deve conter uma quantidade mínima de linhas. d) O texto deve ser bem detalhado. e) A pontuação deve estar correta. Resposta Critérios de Noticiabilidade O jornalismo seleciona os acontecimentos da realidade que devem virar notícia. A questão, portanto, é saber quais os critérios que tornam um fato pauta de uma matéria. Observação A questão do que determina o que é ou não é notícia é objeto de discussão nas teorias do jornalismo. Para a teoria do gatekeeper, por exemplo, é a ação pessoal do editor que determina o que deve ou não ser publicado. É possível observar que alguns fatos aparecem em praticamente todos os veículos da imprensa, ainda que com abordagens diferentes. Veja, por exemplo, as manchetes dos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo no dia 7 de abril de 2021. UNIDADE I UNIDADE I Os dois grandes jornais de São Paulo não só selecionaram o fato como noticiável como também o escolheram para destaque na primeira página. Isso ocorre devido à relevância dele: a confirmação de que a vacina é efetiva contra a nova variante do vírus. Trata-se de algo que afeta diretamente o cotidiano dos brasileiros. Fonte: https://www.estadao.com.br/. Acesso em: 07 abr. 2021. Fonte: https://www.folha.uol.com.br/. Acesso em: 07 abr. 2021. Observação Repare que o fato é o mesmo, mas denominar a cepa como “variante de Manaus” ou como “variante P.1” produz efeitos de sentido diferentes. Manuel Carlos Chaparro (1994) aponta que o interesse é o atributo de definição do jornalismo, como vemos a seguir. Só é notícia o relato que projeta interesses, desperta interesses ou responde a interesses (CHAPAARO, 1994, p. 119). A intensidade do interesse, por sua vez, depende dos atributos de relevância, ou dos elementos da notícia, na nomenclatura de Warren: - atualidade; - surpresa; - dramaticidade. - consequências. - proximidade; - notoriedade; - conflito; - conhecimento; - curiosidade; UNIDADE I Mesmo com as diferentes denominações, os critérios de noticiabilidade são fatores que procuram justificar, de forma objetiva, o que leva um fato ser considerado ou não uma notícia. Nas palavras de Traquina (2008), trata-se do conjunto de critérios e operações que fornecem a aptidão de merecer um tratamento jornalístico, isto é, possuir valor como notícia. Assim, os critérios de noticiabilidade são o conjunto de valores-notícia que determinam se um acontecimento ou assunto é susceptível de se tornar notícia, isto é, de ser julgado como merecedor de ser transformado em matéria noticiável e, por isso, possuindo ‘valor-notícia’. UNIDADE I Fonte: https://oimparcial.com.br/concursos-e- emprego/2019/02/sindeducacao-abre- seletivo-para-jornalista/. Acesso em: 17 set. 2021. Observação A relevância está relacionada com o impacto que o fato tem na vida das pessoas. No caso do exemplo, a efetividade da vacina contra o vírus que alterou a vida das pessoas no mundo é de extrema relevância, é de interesse público. Deve ficar claro que, até aqui, estamos tratando da seleção primária dos fatos, de uma escolha do que pode ou não ser transformada em matéria jornalística. No entanto, os critérios de noticiabilidade estão presentes também em outras instâncias, como na edição. Nessa etapa, é necessário hierarquizar os fatos selecionados, ajustar os textos e definir os espaços que eles ocuparão. Na explicação de Golding e Elliot, os valores-notícia são usados de duas maneiras. São critérios para selecionar, do material disponível para a redação, os elementos dignos de serem incluídos no produto final. Em segundo lugar, eles funcionam como linhas-guia para a apresentação do material, sugerindo o que deve ser enfatizado, o que deve ser omitido, onde dar prioridade na preparação das notícias a serem apresentadas ao público. UNIDADE I 2. Pauta Conceitos e Classificações Em geral, o início de uma matéria jornalística acontece com a pauta. Em síntese, podemos dizer que se trata do planejamento da notícia, da reportagem ou da entrevista. É a orientação que a apuração deve seguir. Uma pauta bem elaborada e estruturada tem como resultado uma matéria melhor. Ela também pode ser a responsável por uma abordagem original do fato, que diferencie o veículo em relação a seus concorrentes. A pauta tornou-se efetivamente uma prática nas redações brasileiras na década de 1950 e generalizou-se nos anos 1970. UNIDADE I Fonte: https://colegioaplicacao.com.b r/pauta-reuniao-ensino- fundamental-i-e-ii/. Acesso em: 17 set. 2021. O Manual de Redação e Estilo do Estadão dedica um verbete à pauta, em que aparecem os itens reproduzidos a seguir. 1 – Chama-se pauta tanto o conjunto de assuntos que uma editoria está cobrindo para determinada edição do jornal como a série de indicações transmitidasao repórter, não apenas para situá-lo sobre algum tema, mas, principalmente, para orientá-lo sobre os ângulos a explorar na notícia. 2 – A pauta constitui um roteiro mínimo fornecido ao repórter. Se ela for muito específica e pedir que ele apure apenas alguns aspectos da notícia, o repórter deverá obedecer a essa orientação, para evitar que suas informações conflitem com as de outros jornalistas que estejam trabalhando no mesmo caso ou as repitam. UNIDADE I 3 – O pauteiro (preparador da pauta) deverá, sempre que possível, incluir na pauta os telefones de pessoas a entrevistar, endereços de locais que deverão ser procurados e dados semelhantes, que permitirão ganho de tempo. O repórter, no entanto, deverá ter iniciativa suficiente para encontrar as pessoas ou locais necessários quando esses dados não estiverem disponíveis ou forem insuficientes. 4 – Pautas óbvias não necessitarão de muito texto. Espera-se, por exemplo, que um repórter de cidade saiba o que perguntar ao prefeito ou a um secretário, o que apurar numa mudança de trânsito, como cobrir uma expulsão de invasores de área pública etc. 5 – O repórter deverá também ter bom senso suficiente para mudar a angulação de uma pauta sempre que um assunto levantado no meio de uma entrevista ou cobertura se sobrepuser aos demais pedidos pela pauta. Em caso de dúvida, convém que ele entre em contato com o chefe de reportagem ou editor para saber se a sua decisão é correta. UNIDADE I 6 – Evite dispersão desnecessária de esforços ao montar uma pauta. Você não precisa pedir a toda a rede local e nacional da empresa entrevistas com 30 ou 40 médicos sobre o avanço da Aids, nem depoimentos de 30 ou 40 pacientes a respeito da doença, quando meia dúzia ou uma dezena deles já darão um quadro satisfatório da situação. 7 – De qualquer forma, não hesite em tornar uma pauta grande, sempre que o julgar necessário. Qualquer aspecto específico de um assunto somente poderá ser cobrado do repórter se tiver sido pedido na pauta. Mais do que isso, porém: o pauteiro, por sua própria função (tentar cercar todos os ângulos da notícia), pode ter ideias que não ocorreriam ao repórter, e vice-versa: por isso é igualmente indispensável que o repórter complemente uma pauta que tenha deixado de lado algum aspecto importante de um assunto (MARTINS, 1997, p. 214). UNIDADE I Fonte: https://colegioaplicacao.com.br/pauta- reuniao-ensino-fundamental-i-e-ii/. Acesso em: 17 set. 2021. O repórter deve alterar a pauta se surgirem informações que indiquem um caminho mais interessante. Nilson Lage explica como um fato pode gerar pautas para notícias e reportagens. Vejamos. Um desastre aéreo, em termos de cobertura noticiosa, pode gerar, nos dias seguintes, o acompanhamento da remoção dos destroços, da recuperação dos sobreviventes (se houver), do sepultamento dos mortos e do inquérito sobre as causas. Em termos de reportagem, motiva textos sobre a segurança dos voos, indústria aeronáutica, serviços de salvamento, operação de aeroportos, atendimento médico de emergência etc.; ou então histórias pessoais com conteúdo trágico, dramático ou cômico relacionadas ao acidente (LAGE, 2017, p. 39). UNIDADE I Alguns autores propõem os tipos de pauta apresentados a seguir. Factual: é aquela atrelada ao fato, ao acontecimento. Suíte: é aquela que aborda o desdobramento do fato. Gancho: é aquela gerada pelo fato, mas que propõe uma abordagem mais ampla do que ele. Independente: é aquela que surge da observação do repórter. Vinculada à fonte: é aquela fornecida pela própria fonte. As chamadas pautas especiais referem-se àquelas que planejam grandes reportagens. Elas devem ser mais detalhadas e a apuração consome mais tempo do que as demais. UNIDADE I Definição e elaboração de pautas A pauta pode ser proposta por um profissional, denominado pauteiro, e também pelos editores e jornalistas. Em muitos veículos, ocorrem as reuniões de pauta em que todos contribuem com sugestões. UNIDADE I Fonte: https://br.pinterest.com/pin/5051789283182485116/. Acesso em: 03 out. 2020. Perfis Editoriais dos Veículos Segundo Cleide Floresta e Ligia Braslauskas (2009), sobre perfis editoriais dos veículos, a pauta “precisará estar de acordo com a linha editorial do veículo e da editoria. O perfil de um maître, por exemplo, dificilmente entrará em um jornal sem um gancho específico, que pode ser uma reportagem revelando ao leitor personalidades que fazem história em restaurantes paulistanos. Já a revista pode explorar com mais facilidade os personagens da cidade, sem necessariamente ter tal gancho” (FLORESTA; BRASLASKAS, 2009, p. 13). UNIDADE I Fonte: https://atendimento.sebrae- sc.com.br/cursos/principais- veiculos-de-comunicacao/ Acesso em: 24 set. 2021. Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. Jornalistas que recebem sugestões de pautas falaciosas tendem a não reconhecer nesse cliente uma fonte merecedora de confiança, pois este parece preocupado exclusivamente com os próprios interesses e é capaz de fazer da mídia um mero instrumento a seu dispor. PORQUE II. O bom assessor tem muito de um bom repórter. Apura criteriosamente informações sobre o assessorado, busca dados que compõem uma notícia, procura fontes confiáveis para averiguar a abordagem que tem em mente. Sobre essas duas afirmativas, é correto afirmar que: (CIAAR-2020) Interatividade a) A primeira é uma afirmativa falsa e a segunda é verdadeira. b) A primeira é uma afirmativa verdadeira e a segunda, falsa. c) As duas são verdadeiras, mas não estabelecem relação entre si. d) As duas são verdadeiras e a segunda é uma justificativa correta da primeira. e) Todas as alternativas estão corretas. Interatividade a) A primeira é uma afirmativa falsa e a segunda é verdadeira. b) A primeira é uma afirmativa verdadeira e a segunda, falsa. c) As duas são verdadeiras, mas não estabelecem relação entre si. d) As duas são verdadeiras e a segunda é uma justificativa correta da primeira. e) Todas as alternativas estão corretas. Resposta 3. Apuração O trabalho de repórter e os princípios básicos da apuração A epígrafe que abre este item tem um propósito: estabelecer certa comparação entre o olhar do poeta e o olhar do jornalista. Se o profissional da imprensa tiver a vista cansada, embaçada pela rotina, ele não será capaz de produzir boas reportagens. Nota-se que muitas vezes, de forma equivocada, o repórter vai para a apuração já “sabendo” o que vai encontrar. Dessa forma, sua visão torna-se limitada e, não raro, míope. É necessário, em uma boa apuração, ter os poros abertos para as descobertas. Um repórter não deve sair da redação com as respostas na cabeça ou com julgamentos prévios. UNIDADE I Isso significa, em outros termos, que um jornalista deve saber ouvir as fontes. O jornalista e cineasta Ricardo Calil, na apresentação do documentário “Os arrependidos”, no Festival É tudo verdade, de 2021, mencionou o princípio que guiou a produção vencedora do evento: o importante é ouvir as razões das pessoas, mesmo que não concordemos com elas. O documentário trata de um tema espinhoso, pois traz depoimentos de ex-guerrilheiros que se arrependeram de ter participado da luta armada contra a ditadura militar no Brasil. Para ouvir, de fato, a fonte, o jornalista deve se desfazer de preconceitos e de pressuposições. Nilson Lage coloca bem a questão no trecho a seguir. Preconceitos e pressupostos ajudam pouco e atrapalham muito em jornalismo. A crença de que uma metrópole é violenta pode obscurecer a realidade de que boa parte das pessoas se diverte com tranquilidade nas noites dessa mesma metrópole. UNIDADE I A apuração não pode ser afetada pelas crenças pessoais do repórter ou pelos seus sentimentos. Se a pauta orienta a realização de uma matéria sobre a vida dos mulçumanos em São Paulo, por exemplo, o repórternão deve partir de sua fé ou de preconceitos. É necessário que ele se abra a conhecer o cotidiano dessas pessoas, sem julgamentos. O repórter pode, eventualmente, em uma investigação, descobrir informações relevantes para o caso, seja ele político, seja ele policial. No entanto, sua função não é julgar. Não lhe cabem as atribuições de delegado ou de juiz. Sua missão é tornar públicas as informações precisas. Qualquer trabalho de apuração deve ser norteado pela necessidade de checagem. É fundamental que o jornalista tenha certeza das informações que coleta. Para isso, é necessário ter boas fontes, como se verá adiante. UNIDADE I Muitas vezes, na pressa e na confusão dos acontecimentos, essa tarefa não é fácil. Luiz Costa Pereira Júnior (2010) comenta sobre a dificuldade que foi estimar o número de mortes no atentado das Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001. O jornal Agora, no dia, falava em 10 mil; outros, como Folha, Estado e O Globo, em 6 mil. Cerca de um ano depois, o número definitivo foi consolidado em 3.025. No entanto, nos instantes logo após o atentado, era muito difícil se ter uma estimativa, como aponta Pereira Júnior. Um fértil volume de fatos imprecisos e não confirmados, de especulação e boatos, espalhados mesmo por fontes confiáveis, marcou aquela que foi a maior mobilização já feita pelos diários num só instante em torno de um mesmo fato (PEREIRA JÚNIOR, 2010, p. 67). Outro dos princípios básicos da apuração jornalística refere-se à obrigação de ouvir os lados envolvidos no acontecimento. Quando há duas versões contraditórias, de acordo com o princípio da imparcialidade, é necessário dar espaço a elas. UNIDADE I Em muitos casos, ao ouvir o outro lado do fato, o jornalista pode mudar o rumo da pauta ou até mesmo abandoná-la. Na apuração jornalística, considera-se que se três pessoas que não se conhecem fornecerem as mesmas informações, elas podem ser consideradas verdadeiras. De acordo com o Manual da Redação da Folha de S. Paulo, toda boa reportagem exige cruzamento de informações. Esse mecanismo jornalístico consiste em, a partir de um fato transmitido por uma determinada fonte, ouvir a versão sobre o mesmo fato de outras fontes independentes. UNIDADE I Fonte: https://www.portaldodog.com.br/cachorros/humor/ti rinha-da-mafalda/. Acesso em: 14 jun. 2021. Pai, empresta uma parte do jornal? Toma Obrigada Frase do dia: “quanto mais conheço os homens, mais gosto do meu cão” Diogenes Mas!... Obrigada Que tipo de jornal é esse? Falta a opinião do cão! O recurso é útil tanto para comprovar a veracidade de uma notícia quanto para enriquecer a reportagem com aspectos não formulados pela fonte original (MANUAL DA REDAÇÃO, 2001, p. 26). Para conhecer um pouco melhor o dia a dia da apuração em uma redação, leia o capítulo 2 do livro Técnicas de reportagem e entrevista em jornalismo, de Cleide Floresta e Ligia Braslauskas. UNIDADE I Fonte: https://www.construvolts.com. br/lupa-50mm-lente-de-vidro- cabo-plastico-p26373. Acesso em: 24 set. 2021. Correspondentes, enviados especiais e agências de notícia Na captação de informações, os veículos contam, também, com a atuação de correspondentes e enviados especiais e com os materiais enviados pelas agências de notícias. Veículos de grande porte mantêm, geralmente, profissionais em diferentes cidades ou regiões para cobrir os assuntos mais relevantes. Esses profissionais são os correspondentes. A sua tarefa é produzir informação sobre acontecimentos da área geográfica da sua dependência. Segundo Cleide Floresta e Ligia Braslauskas, o correspondente tem de se virar em dobro para sobreviver no dia a dia. Sem a estrutura da sede, é preciso correr atrás da notícia para ganhar espaço (FLORESTA; BRASLASKAS, 2009, p. 22). UNIDADE I Furos e barrigas No jargão jornalístico, o termo “furo” (scoop, em inglês) refere-se a uma notícia dada em primeira mão por um veículo. Os repórteres buscam constantemente um furo, pois ele confere destaque ao veículo em relação a seus concorrentes. Um dos grandes furos da história do jornalismo foi o caso Watergate, na década de 1970. A investigação dos repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein, do Washington Post, provocou a queda do presidente Nixon, nos Estados Unidos. Quando a apuração não é bem realizada, ocorrem as “barrigas”. UNIDADE I Fonte: https://academiadojornalista.com.br/prod ucao-de-texto-jornalistico/conheca-os- jargoes-jornalisticos/. Acesso em: 18 set. 2021. Principais jargões jornalísticos Deadline Off Barriga Olho LideArtigo Foca On Matéria leve Furo de reportagem Manchete Matéria de Gaveta Jornalismo e novas ferramentas de informação O surgimento da internet e das redes sociais alterou os modelos de comunicação e impactou todas as áreas da sociedade. Segundo Manuel Castells (2003), a internet é um meio de comunicação que permite, pela primeira vez, a comunicação de muitos com muitos, em um momento escolhido, em escala global. Assim como a difusão da máquina impressora no Ocidente criou o que McLuhan chamou de a “Galáxia de Gutenberg”, ingressamos agora em um novo mundo de comunicação: a Galáxia da Internet. UNIDADE I Fonte: https://olhardigital.com. br/2021/06/09/internet- e-redes-sociais/fastly- diz-que-queda-global- de-. Acesso em: 18 set. 2021. No jargão jornalístico, o termo “furo”: a) Refere-se a uma notícia dada em primeira mão por um veículo. b) Significa uma notícia ruim. c) Tem sentido de uma pauta. d) É um estilo de fonte. e) Todas as alternativas estão corretas. Interatividade No jargão jornalístico, o termo “furo”: a) Refere-se a uma notícia dada em primeira mão por um veículo. b) Significa uma notícia ruim. c) Tem sentido de uma pauta. d) É um estilo de fonte. e) Todas as alternativas estão corretas. Resposta 4. Fontes de informação As fontes são os produtores das ações sociais, dos atos e falas noticiáveis, que têm algo a dizer e informar, são a base essencial da ação jornalística. Sem elas, não há notícia nem noticiário. Como deve ter ficado evidente no item anterior, a boa apuração depende da escolha adequada das fontes, pois são elas que fornecem as informações. Podem ser pessoas, instituições públicas ou privadas, documentos e grupos sociais. UNIDADE I Fonte: https://www.ufrgs.br/bibeng/fonte s-de-informacao-definicao- tipologia-confiabilidade//. Acesso em: 18 set. 2021. Tipificação das fontes A classificação tradicional das fontes jornalísticas, segundo sua ligação com determinado órgão, faz a distinção entre as: fontes oficiais; fontes oficiosas; fontes independentes. As fontes oficiais dizem respeito às pessoas que representam, de forma oficial, um órgão, uma instituição ou uma empresa e falam em seu nome. As fontes oficiosas são aquelas que estão ligadas, de alguma forma, a órgãos, empresas ou instituições, mas que não estão autorizadas a representá-los. As fontes independentes são aquelas que costumam atestar a validade do assunto que está sendo tratado, conferindo-lhe mais veracidade. UNIDADE I Fonte: https://www.ufrgs.br/bibeng/fontes-de-informacao-definicao- tipologia-confiabilidade//. Acesso em: 18 set. 2021. Critérios de seleção de fontes Para a apuração adequada, é necessário selecionar bem as fontes. De acordo com o Manual da Redação da Folha de S. Paulo, temos o que segue. Hierarquizar as fontes de informação é fundamental na atividade jornalística. Cabe ao profissional, apoiado em critérios de bom senso, determinar o grau de confiabilidade de suas fontes e o uso a fazer das informações que lhes passam. Esse bom senso também deve ser aplicado em relação à internet: há sites de grande confiabilidade, como o do IBGE, e outros cujas informações exigem cruzamento com uma ou mais fontes (MANUAL DA REDAÇÃO, p. 7). UNIDADE I Fonte:https://www.ufrgs.br/bibeng/fontes- de-informacao-definicao-tipologia- confiabilidade//. Acesso em: 18 set. 2021. Capacitação das fontes No jornalismo contemporâneo, desde o final do século XX, as fontes têm se capacitado e atuado no sentido de divulgar informações de acordo com os seus interesses. Nas palavras de Aldo Antonio Schmitz, as fontes deixaram de apenas contribuir na apuração da notícia. Passaram também a produzir e oferecer conteúdos genuinamente jornalísticos, levando a mídia a divulgar os seus fatos e eventos, mantendo os seus interesses (SCHMITZ, 2011, p. 7). UNIDADE I Fonte: https://www.ufrgs.br/bibeng/fo ntes-de-informacao- definicao-tipologia- confiabilidade//. Acesso em: 18 set. 2021. Ética no relacionamento jornalistas-fontes De acordo com Nilson Lage (2017), ética é o estudo dos juízos de valor (bem/mal) aplicáveis à conduta humana, no todo ou em campo específico. Moral é o conjunto das regras de conduta consideradas eticamente válidas. Deontologia é o tratado dos deveres morais das pessoas, além de ser o estudo dos princípios e sistemas de moral. Os códigos de ética são, mais exatamente, códigos deontológicos (LAGE, 2017, p. 89). UNIDADE I Fonte: https://www.ufrgs.br/biben g/fontes-de-informacao- definicao-tipologia- confiabilidade//. Acesso em: 18 set. 2021. As ações dos jornalistas devem obedecer ao Código de Ética da profissão. Os primeiros códigos de ética e deontológicos do jornalismo surgiram no começo do século XX. Eles determinam normas de conduta para os que atuam na imprensa. O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros conta com 27 artigos. Embora eles contemplem questões essenciais à profissão, a atuação cotidiana propõe vários desafios ao jornalista. UNIDADE I Fonte: https://www.ufrgs.br/bibeng/fonte s-de-informacao-definicao- tipologia-confiabilidade//. Acesso em: 18 set. 2021. Cláudio Abramo (1988) coloca a questão da ética jornalística de uma forma bastante interessante, como se vê no trecho a seguir. Não existe uma ética específica do jornalista: sua ética é a mesma do cidadão. Suponho que não se vai esperar que, pelo fato de ser jornalista, o sujeito possa bater carteira e não ir para a cadeia. Onde entra a ética? O que o jornalista não deve fazer que o cidadão comum não deve fazer? O cidadão não pode trair a palavra dada, não pode abusar da confiança do outro, não pode mentir. No jornalismo, o limite entre o profissional como cidadão e como trabalhador é o mesmo que existe em qualquer profissão. É preciso ter opinião para poder fazer opções e olhar o mundo da maneira que escolhemos. Se nos eximimos disso, perdemos o senso crítico para julgar qualquer outra coisa. O jornalista não tem ética própria. Isso é um mito. A ética do jornalista é a ética do cidadão. O que é ruim para o cidadão é ruim para o jornalista (ABRAMO, 1988, p. 109). UNIDADE I Resumo da UNIDADE I Nesta unidade, partimos da ideia de que o jornalismo é responsável pela mediação social entre os fatos e o público. Embora se apoie na realidade, o jornalismo não é seu espelho. Trata-se de uma construção dos acontecimentos que tem como base o compromisso com a veracidade e com a precisão. A partir do século XIX, os textos do gênero informativo (notícias, reportagens, perfis) foram ganhando destaque nos veículos de tal modo que hoje a associação entre jornalismo e informação é imediata. UNIDADE I Fonte: https://www.istockphoto.com/br/vetor/m%C3%A3o-segurando-uma- lupa-conceito-de-busca. Acesso em: 18 set. 2021. Resumo A produção de matérias informativas tem início com a pauta, que contém as orientações gerais para a apuração. Trata-se de um planejamento, e não de um roteiro que deve ser seguido à risca. O repórter, de acordo com os resultados da investigação, pode alterar a pauta ou até mesmo modificá-la totalmente. Pode ocorrer, também, que a pauta simplesmente “caia”. As pautas podem ser propostas por editores, pauteiros ou repórteres e podem ser “quentes” ou “frias”. Em muitos casos, um acontecimento de grande repercussão oferece “ganchos” para reportagens de fôlego. Na captação, são fundamentais a checagem das informações e a escolha das fontes. É necessário sempre ouvir todos os lados dos envolvidos no fato. Quando se colhem informações na internet, é necessária a verificação de sua veracidade e, também, a complementação com outras fontes. UNIDADE I Resumo No último item da unidade, abordamos os tipos de fonte, com base em diferentes critérios e autores. Tratou-se da capacitação das fontes, que têm assumido uma posição de conquistar espaço na imprensa de acordo com seus interesses. Atualmente, é comum que as pautas partam das próprias fontes. Nesse processo, o crescimento das assessorias de imprensa foi fundamental. Também foram comentadas brevemente questões éticas no relacionamento entre jornalistas e fontes. UNIDADE I Fonte: https://www.istockphoto.com/br/vetor/m%C3%A3o-segurando-uma- lupa-conceito-de-busca. Acesso em: 18 set. 2021. Quais são as classificações dos tipos de fontes? Assinale a alternativa correta: a) Fontes oficiais, oficiosas e independentes. b) Fontes maliciosas. c) Fontes confiáveis. d) Fonte normais. e) Todas as alternativas estão corretas. Interatividade Quais são as classificações dos tipos de fontes? Assinale a alternativa correta: a) Fontes oficiais, oficiosas e independentes. b) Fontes maliciosas. c) Fontes confiáveis. d) Fonte normais. e) Todas as alternativas estão corretas. Resposta ABRAMO, C. A regra do jogo. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. BAHIA, J. Jornal, história e técnica: as técnicas do jornalismo. São Paulo: Ática, 1990. CASTELLS, M. A era da informação: economia, sociedade e cultura. Tradução: Klauss Brandini Gerhardt. São Paulo: Paz e Terra, 2003. CHAPARRO, M. C. Pragmática do jornalismo: buscas práticas para uma teoria da ação jornalística. São Paulo: Summus, 1994. DUCLÓS, Nei. A essência do jornalismo. Site do Nei Duclós. 23 dez. 2010 (s.l.). Disponível em: http://www.consciencia.org/neiduclos/a-essencia-do-jornalismo. Acesso em: 05 out. 2021. FLORESTA, C.; BRASLAUSKAS, L. Técnicas de reportagem e entrevista em jornalismo: roteiro para uma boa apuração. São Paulo: Saraiva, 2009. FORECHI, M. Jornalismo, criação e gestão do presente. 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