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Prof. Dr. Elvis Wanderley
UNIDADE I
Técnicas de Reportagem 
e Entrevistas Jornalísticas
1. Essência do Jornalismo
 Segundo Ricardo Kotscho (1995), ser repórter é bem mais do que simplesmente cultivar 
belas-letras, se o profissional entender que sua tarefa não se limita a produzir notícias 
segundo alguma fórmula “científica”, mas é a arte de informar para transformar.
 O livro A Prática da Reportagem, escrito pelo jornalista Ricardo Kotscho, aborda como 
desenvolver uma reportagem de muitas formas, variando apenas o olhar e a sensibilidade de 
quem escreve. Com uma linguagem clara e de fácil entendimento, o leitor encontra na 
narrativa de Kotscho uma visão mais ampla de como ser um repórter, baseado nas próprias 
experiências do autor.
UNIDADE I
Fonte: https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1499434440-
livro-a-pratica-da-reportagem-ricardo-kotscho-_JM
Acesso em: 17 set. 2021.
Sobre a essência do Jornalismo 
 “O maior patrimônio de um repórter é a credibilidade – as pessoas precisam confiar em você 
para contar histórias que consideram delicadas porque mexem com a vida de outras 
pessoas” (KOTSCHO, 1995, p. 23).
 “Enquanto houver repórteres dispostos a levar seu ofício até as últimas consequências, a 
reportagem sobreviverá – grande ou pequena, não importa. O importante é continuar 
contando o que acontece por aí”
(KOTSCHO, 1995, p. 43).
UNIDADE I
Fonte: 
https://www.mensagenscomam
or.com/mensagem/193671
Acesso em: 17 set. 2021.
Continuação...
 “Mas o Brasil daquele tempo – e tenho minhas dúvidas se ainda hoje não é assim – não 
estava habituado, depois de tantos anos de censura, a enfrentar a realidade. Por isso, acho 
que a matéria teve muito mais repercussão pelo inusitado [...], do que pelas denúncias 
em si” (KOTSCHO, 1995, p. 54). 
 José Marques de Melo (2009, p. 7) aponta que a essência do jornalismo “se nutre do 
efêmero, do provisório, do circunstancial”. O jornalismo transforma os fatos em textos (com 
diferentes linguagens) para torná-los públicos.
UNIDADE I
Fonte: 
https://portalimprensa.com.br/noticias/
ultimas_noticias/82713/seis+areas+qu
e+todo+estudante+de+jornalismo+e
Acesso em: 28 set. 2021.
Continuação...
 “A essência do jornalismo é a divulgação, a transparência da informação. Divulgar não está 
na agenda da espionagem, que trabalha com o segredo, ou da diplomacia, que trabalha com 
segredo de estado. O jornalismo é o anti-segredo. É isso que pega. Seu único segredo é a 
própria fonte. Pode ser divulgada ou não...”, diz Nei Duclós.
UNIDADE I
Fonte: 
https://www.portosmercados.
com.br/o-watergate-e-a-
essencia-do-jornalismo-
profissional/. Acesso em: 17 
set. 2021.
Definições da essência do Jornalismo
Em resumo, a essência do jornalismo é a própria reportagem.
Em síntese, toda a essência do jornalismo que conhecemos 
vem de uma reportagem bem apurada.
UNIDADE I
Fonte: 
https://exibirgospel.com.br/2
019/08/12/jornalismo-
investigativo-vira-
ferramenta-para-entender-
as-escrituras/. Acesso em: 
17 set. 2021.
Do Publicíssimo à Informação
- Quando buscamos um jornal, uma revista, um telejornal ou um portal, estamos interessados 
em informações. Claro que podemos querer também ler uma crônica ou um artigo, mas, 
normalmente, procuramos saber, ainda que de forma superficial, o que aconteceu na nossa 
cidade, no nosso país ou no mundo.
- Essa associação imediata entre jornalismo e informação foi se consolidando desde o século 
XIX, especialmente em meados do século XX, quando a imprensa se tornou adepta 
da lógica mercadológica. 
UNIDADE I
 Nilson Lage (2017) aponta que os primeiros jornais, que começaram a circular no século 
XVII, tinham como objetivo central difundir as ideias burguesas e que, mais tarde, algumas 
publicações dedicaram-se a publicar temas caros à aristocracia, como festas e casamentos. 
Durante muito tempo, a pretensão do jornal era orientar e interpretar a realidade. Segundo 
Lage (2017, p. 11), a “linguagem dominante ficava entre a fala parlamentar, a análise erudita 
e o sermão religioso”.
 Dessa forma, a atuação principal do jornalista, naqueles tempos, era a de um publicista. Em 
outros termos, podemos dizer que predominava, então, o gênero opinativo do jornalismo.
UNIDADE I
Fonte: 
https://www.jornalcidademg.
com.br/informacao-nao-e-
conhecimento/. Acesso em: 
17 set. 2021.
Definição de Publicista
 Publicista é a pessoa que escreve sobre política, economia, questões 
sociais ou jurídicas.
 No jornalismo atual, de acordo com a classificação de Marques de Melo, distinguimos, 
normalmente, os seguintes gêneros: informativo, opinativo, interpretativo, 
diversional e utilitário.
UNIDADE I
Fonte: 
https://professormoisesmonteiro.wor
dpress.com/2011/06/30/generos-
jornalisticos-informativos/. Acesso 
em: 24 set. 2021.
 No século XIX, o público leitor ampliou-se significativamente e os jornais tiveram que adaptar 
seu conteúdo, com a inclusão de narrativas. As novelas e os folhetins ganharam espaço na 
imprensa, assim como os cartuns. As histórias “da vida real” também passaram a atrair a 
atenção e, assim, as notícias e as reportagens foram se tornando os textos essenciais do 
jornalismo.
 Nilson Lage afirma que a mudança começou com a Revolução Industrial, no século XIX. À 
medida que o público leitor aumentava, “as tiragens cresciam, o investimento na produção de 
um veículo aumentava com a mecanização e o conteúdo relevante dos jornais deslocava-se 
para os segmentos de informação e entretenimento” (LAGE, 2017, p. 174). 
 Então nasceram a notícia, a reportagem e o jornalismo como 
os conhecemos hoje.
UNIDADE I
 Desse modo, os formatos do gênero informativo assumiram lugar de destaque no jornalismo, 
e o jornalista tornou-se um narrador da contemporaneidade. Ou, nas palavras de Cremilda 
Medina (2003, p. 34), o “mediador social dos discursos da atualidade”. 
 Como aponta Manuel Carlos Chaparro (1994), o bom texto jornalístico é o relato verdadeiro e 
compreensível da atualidade. Lage completa, afirmando que o “jornalismo progressista não é 
aquele que seleciona apenas discursos tidos como avançados em dado momento, mas o 
que registra com amplitude e honestidade fatos e ideias do seu tempo” (LAGE, 2017, p. 19).
UNIDADE I
Fonte: https://abstartups.com.br/diferenca-
entre-informacao-e-conhecimento/. 
Acesso em: 17 set. 2021.
Jornalismo e realidade
 Não há dúvidas de que o jornalismo se ampara no real. Ele deve se apoiar em algo que 
aconteceu, indubitavelmente. No entanto, ele não se confunde com a realidade. O jornalismo 
deve ser compreendido como uma construção do real, como uma versão dos fatos. Isso não 
significa que as matérias podem ser ficcionais. Há sempre o compromisso com a veracidade.
 De acordo com Juarez Bahia, jornalismo quer dizer apurar, reunir, selecionar e difundir 
notícias, ideias, acontecimentos e informações gerais com veracidade, exatidão, clareza, 
rapidez, de modo a conjugar pensamento e ação (BAHIA, 1990, p. 9).
UNIDADE I
 O bom jornalismo traz sempre a melhor versão possível da realidade, com o cruzamento de 
perspectivas diversas. O jornalista deve buscar sempre os vários ângulos de um 
acontecimento para construir seu texto.
 Marcilene Forechi (2015, s/n) explica, no trecho a seguir, como o jornalismo é uma 
construção, que envolve subjetividades.
 Os processos narrativos não são neutros ou desinteressados e, no caso das narrativas 
jornalísticas, podemos dizer que elas nada têm de isentas ou imparciais. Elas narram e 
descrevem em um processo que é também e, sobretudo, 
criativo. Em outras palavras, o jornalismo constrói verdades por 
meio de narrativas sobre a realidade. O mecanismo de criação 
no jornalismo é sutil, imperceptível a olhares condicionados às 
reportagens produzidas pelos veículos de massa.
UNIDADE I
 O jornalismo é uma representação simbólica da realidade. Não corresponde aos fatos 
que aparecem nos jornais, mas, sim, àsconstruções deles. Isso não significa que o 
jornalismo não deva ter compromisso com a verdade.
 A mentira é algo que não pode acontecer no jornalismo, pois fere os princípios 
básicos da profissão. Isso não significa, no entanto, que ela não apareça, inclusive em 
veículos que têm credibilidade.
UNIDADE I
Fonte: 
https://www.infoescola.co
m/psicologia/mentiras/. 
Acesso em: 05 set. 2021.
 Tornaram-se famosos alguns casos de jornalistas que inventaram, ao longo de suas 
carreiras, notícias e reportagens. Um deles é Stephen Glass, que durante 3 anos inventou 
fontes e relatos na revista The New Republic. Outro caso é do alemão Claas Relotius, 
jornalista de prestígio na Der Spiegel, que foi desmascarado por um colega.
 Nesses casos, houve má-fé explícita dos profissionais. No entanto, muitas vezes são 
divulgadas informações incorretas por falhas na apuração, como veremos adiante.
 Na atividade jornalística, a exatidão é sempre necessária. Por 
isso devem ser coletadas todas as informações: nomes 
completos, cargos, datas, locais e demais dados. A falta de 
precisão compromete a credibilidade da matéria.
UNIDADE I
Observação 
 Devemos ressaltar, contudo, que a presença de dados precisos não garante a veracidade 
das informações. Há casos de jornalistas que inventaram suas fontes, por exemplo, 
atribuindo-lhes nome completo, idade e profissão.
 Voltando à citação de Bahia, temos ainda a questão da clareza. A informação deve ser bem 
compreendida pelo receptor. Para isso, é necessário que não haja uma dupla interpretação 
equivocada. Muitas vezes, problemas redacionais fazem com que a mensagem não seja 
interpretada da forma adequada.
 A primeira instrução do Manual de Redação e Estilo do 
Estadão aconselha o que segue.
 Seja claro, preciso, direto, objetivo e conciso. Use frases 
curtas e evite intercalações excessivas ou ordens inversas 
desnecessárias. Não é justo exigir que o leitor faça 
complicados exercícios mentais para compreender o texto.
UNIDADE I
Voltando à citação de Bahia, temos ainda a questão da clareza. A informação deve ser bem 
compreendida pelo receptor. Para isso, é necessário que não haja uma dupla interpretação 
equivocada. Muitas vezes, problemas redacionais fazem com que a mensagem não seja 
interpretada da forma adequada. Quais são as características principais para um bom texto? 
Assinale a alternativa correta:
a) O texto deve ser claro, preciso, direto, objetivo e conciso.
b) O texto deve ser curto.
c) O texto deve conter uma quantidade mínima de linhas.
d) O texto deve ser bem detalhado.
e) A pontuação deve estar correta.
Interatividade
Voltando à citação de Bahia, temos ainda a questão da clareza. A informação deve ser bem 
compreendida pelo receptor. Para isso, é necessário que não haja uma dupla interpretação 
equivocada. Muitas vezes, problemas redacionais fazem com que a mensagem não seja 
interpretada da forma adequada. Quais são as características principais para um bom texto? 
Assinale a alternativa correta:
a) O texto deve ser claro, preciso, direto, objetivo e conciso.
b) O texto deve ser curto.
c) O texto deve conter uma quantidade mínima de linhas.
d) O texto deve ser bem detalhado.
e) A pontuação deve estar correta.
Resposta
Critérios de Noticiabilidade
 O jornalismo seleciona os acontecimentos da realidade que devem virar notícia. A questão, 
portanto, é saber quais os critérios que tornam um fato pauta de uma matéria.
Observação
 A questão do que determina o que é ou não é notícia é objeto de discussão nas teorias do 
jornalismo. Para a teoria do gatekeeper, por exemplo, é a ação pessoal do editor que 
determina o que deve ou não ser publicado.
 É possível observar que alguns fatos aparecem em 
praticamente todos os veículos da imprensa, ainda que com 
abordagens diferentes. Veja, por exemplo, as manchetes dos 
jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo no dia 7 
de abril de 2021.
UNIDADE I
UNIDADE I
 Os dois grandes jornais de São Paulo não só selecionaram o 
fato como noticiável como também o escolheram para 
destaque na primeira página. Isso ocorre devido à relevância 
dele: a confirmação de que a vacina é efetiva contra a nova 
variante do vírus. Trata-se de algo que afeta diretamente o 
cotidiano dos brasileiros.
Fonte: https://www.estadao.com.br/. Acesso em: 07 abr. 2021.
Fonte: https://www.folha.uol.com.br/. Acesso em: 07 abr. 2021.
Observação
 Repare que o fato é o mesmo, mas denominar a cepa como “variante de Manaus” ou como 
“variante P.1” produz efeitos de sentido diferentes.
 Manuel Carlos Chaparro (1994) aponta que o interesse é o atributo de definição do 
jornalismo, como vemos a seguir.
 Só é notícia o relato que projeta interesses, desperta interesses ou responde a interesses 
(CHAPAARO, 1994, p. 119).
 A intensidade do interesse, por sua vez, depende dos atributos de relevância, ou dos 
elementos da notícia, na nomenclatura de Warren:
- atualidade; - surpresa;
- dramaticidade. - consequências.
- proximidade;
- notoriedade;
- conflito;
- conhecimento;
- curiosidade;
UNIDADE I
Mesmo com as diferentes denominações, os critérios de noticiabilidade são fatores que 
procuram justificar, de forma objetiva, o que leva um fato ser considerado ou não uma notícia. 
Nas palavras de Traquina (2008), trata-se do conjunto de critérios e operações que fornecem a 
aptidão de merecer um tratamento jornalístico, isto é, possuir valor como notícia. Assim, os 
critérios de noticiabilidade são o conjunto de valores-notícia que determinam se um 
acontecimento ou assunto é susceptível de se tornar notícia, isto é, de ser julgado como 
merecedor de ser transformado em matéria noticiável e, 
por isso, possuindo ‘valor-notícia’. 
UNIDADE I
Fonte: 
https://oimparcial.com.br/concursos-e-
emprego/2019/02/sindeducacao-abre-
seletivo-para-jornalista/. Acesso em: 17 
set. 2021.
Observação
 A relevância está relacionada com o impacto que o fato tem na vida das pessoas.
 No caso do exemplo, a efetividade da vacina contra o vírus que alterou a vida das pessoas 
no mundo é de extrema relevância, é de interesse público.
 Deve ficar claro que, até aqui, estamos tratando da seleção primária dos fatos, de uma 
escolha do que pode ou não ser transformada em matéria jornalística. No entanto, os 
critérios de noticiabilidade estão presentes também em outras instâncias, como na edição. 
Nessa etapa, é necessário hierarquizar os fatos selecionados, ajustar os textos e definir os 
espaços que eles ocuparão. Na explicação de Golding e Elliot, os valores-notícia são usados 
de duas maneiras. São critérios para selecionar, do material 
disponível para a redação, os elementos dignos de serem 
incluídos no produto final. Em segundo lugar, eles funcionam 
como linhas-guia para a apresentação do material, sugerindo o 
que deve ser enfatizado, o que deve ser omitido, onde dar 
prioridade na preparação das notícias a serem 
apresentadas ao público.
UNIDADE I
2. Pauta 
Conceitos e Classificações
 Em geral, o início de uma matéria jornalística acontece com a pauta. Em síntese, podemos 
dizer que se trata do planejamento da notícia, da reportagem ou da entrevista. É a orientação 
que a apuração deve seguir. Uma pauta bem elaborada e estruturada tem como resultado 
uma matéria melhor. Ela também pode ser a responsável por uma abordagem original do 
fato, que diferencie o veículo em relação a seus concorrentes.
 A pauta tornou-se efetivamente uma prática nas redações brasileiras na década de 1950 e 
generalizou-se nos anos 1970.
UNIDADE I
Fonte: 
https://colegioaplicacao.com.b
r/pauta-reuniao-ensino-
fundamental-i-e-ii/. Acesso 
em: 17 set. 2021.
 O Manual de Redação e Estilo do Estadão dedica um verbete à pauta, em que aparecem os 
itens reproduzidos a seguir.
1 – Chama-se pauta tanto o conjunto de assuntos que uma editoria está cobrindo para 
determinada edição do jornal como a série de indicações transmitidasao repórter, não apenas 
para situá-lo sobre algum tema, mas, principalmente, para orientá-lo sobre os ângulos a 
explorar na notícia.
2 – A pauta constitui um roteiro mínimo fornecido ao repórter. Se 
ela for muito específica e pedir que ele apure apenas alguns 
aspectos da notícia, o repórter deverá obedecer a essa 
orientação, para evitar que suas informações conflitem com as 
de outros jornalistas que estejam trabalhando no mesmo caso ou 
as repitam.
UNIDADE I
3 – O pauteiro (preparador da pauta) deverá, sempre que possível, incluir na pauta os 
telefones de pessoas a entrevistar, endereços de locais que deverão ser procurados e dados 
semelhantes, que permitirão ganho de tempo. O repórter, no entanto, deverá ter iniciativa 
suficiente para encontrar as pessoas ou locais necessários quando esses dados não estiverem 
disponíveis ou forem insuficientes.
4 – Pautas óbvias não necessitarão de muito texto. Espera-se, por exemplo, que um repórter 
de cidade saiba o que perguntar ao prefeito ou a um secretário, o que apurar numa mudança 
de trânsito, como cobrir uma expulsão de invasores de área pública etc.
5 – O repórter deverá também ter bom senso suficiente para 
mudar a angulação de uma pauta sempre que um assunto 
levantado no meio de uma entrevista ou cobertura se sobrepuser 
aos demais pedidos pela pauta. Em caso de dúvida, convém que 
ele entre em contato com o chefe de reportagem ou editor para 
saber se a sua decisão é correta.
UNIDADE I
6 – Evite dispersão desnecessária de esforços ao montar uma pauta. Você não precisa pedir a 
toda a rede local e nacional da empresa entrevistas com 30 ou 40 médicos sobre o avanço da 
Aids, nem depoimentos de 30 ou 40 pacientes a respeito da doença, quando meia dúzia ou 
uma dezena deles já darão um quadro satisfatório da situação.
7 – De qualquer forma, não hesite em tornar uma pauta grande, sempre que o julgar necessário. 
Qualquer aspecto específico de um assunto somente poderá ser cobrado do repórter se tiver sido 
pedido na pauta. Mais do que isso, porém: o pauteiro, por sua própria função (tentar cercar todos os 
ângulos da notícia), pode ter ideias que não ocorreriam ao repórter, e vice-versa: por isso é 
igualmente indispensável que o repórter complemente uma pauta que tenha deixado de lado algum 
aspecto importante de um assunto (MARTINS, 1997, p. 214).
UNIDADE I
Fonte: 
https://colegioaplicacao.com.br/pauta-
reuniao-ensino-fundamental-i-e-ii/. Acesso 
em: 17 set. 2021.
 O repórter deve alterar a pauta se surgirem informações que indiquem um 
caminho mais interessante.
 Nilson Lage explica como um fato pode gerar pautas para notícias e reportagens. Vejamos.
 Um desastre aéreo, em termos de cobertura noticiosa, pode gerar, nos dias seguintes, o 
acompanhamento da remoção dos destroços, da recuperação dos sobreviventes (se 
houver), do sepultamento dos mortos e do inquérito sobre as causas. Em termos de 
reportagem, motiva textos sobre a segurança dos voos, indústria aeronáutica, serviços de 
salvamento, operação de aeroportos, atendimento médico de 
emergência etc.; ou então histórias pessoais com conteúdo 
trágico, dramático ou cômico relacionadas ao acidente
(LAGE, 2017, p. 39).
UNIDADE I
 Alguns autores propõem os tipos de pauta apresentados a seguir.
 Factual: é aquela atrelada ao fato, ao acontecimento.
 Suíte: é aquela que aborda o desdobramento do fato.
 Gancho: é aquela gerada pelo fato, mas que propõe uma abordagem mais 
ampla do que ele.
 Independente: é aquela que surge da observação do repórter.
 Vinculada à fonte: é aquela fornecida pela própria fonte.
 As chamadas pautas especiais referem-se àquelas que 
planejam grandes reportagens. Elas devem ser mais 
detalhadas e a apuração consome mais tempo 
do que as demais.
UNIDADE I
Definição e elaboração de pautas
 A pauta pode ser proposta por um profissional, denominado pauteiro, e também pelos 
editores e jornalistas. Em muitos veículos, ocorrem as reuniões de pauta em que todos 
contribuem com sugestões.
UNIDADE I
Fonte: https://br.pinterest.com/pin/5051789283182485116/. Acesso 
em: 03 out. 2020.
Perfis Editoriais dos Veículos
 Segundo Cleide Floresta e Ligia Braslauskas (2009), sobre perfis editoriais dos veículos, a 
pauta “precisará estar de acordo com a linha editorial do veículo e da editoria. O perfil de um 
maître, por exemplo, dificilmente entrará em um jornal sem um gancho específico, que pode 
ser uma reportagem revelando ao leitor personalidades que fazem história em restaurantes 
paulistanos. Já a revista pode explorar com mais facilidade os personagens da cidade, sem 
necessariamente ter tal gancho” (FLORESTA; BRASLASKAS, 2009, p. 13).
UNIDADE I
Fonte: 
https://atendimento.sebrae-
sc.com.br/cursos/principais-
veiculos-de-comunicacao/
Acesso em: 24 set. 2021.
Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Jornalistas que recebem sugestões de pautas falaciosas tendem a não reconhecer nesse 
cliente uma fonte merecedora de confiança, pois este parece preocupado exclusivamente 
com os próprios interesses e é capaz de fazer da mídia um mero instrumento a seu dispor.
PORQUE
II. O bom assessor tem muito de um bom repórter. Apura criteriosamente informações sobre 
o assessorado, busca dados que compõem uma notícia, procura fontes confiáveis para 
averiguar a abordagem que tem em mente.
Sobre essas duas afirmativas, é correto afirmar que: 
(CIAAR-2020)
Interatividade
a) A primeira é uma afirmativa falsa e a segunda é verdadeira.
b) A primeira é uma afirmativa verdadeira e a segunda, falsa.
c) As duas são verdadeiras, mas não estabelecem relação entre si.
d) As duas são verdadeiras e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
e) Todas as alternativas estão corretas.
Interatividade
a) A primeira é uma afirmativa falsa e a segunda é verdadeira.
b) A primeira é uma afirmativa verdadeira e a segunda, falsa.
c) As duas são verdadeiras, mas não estabelecem relação entre si.
d) As duas são verdadeiras e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
e) Todas as alternativas estão corretas.
Resposta
3. Apuração
O trabalho de repórter e os princípios básicos da apuração
 A epígrafe que abre este item tem um propósito: estabelecer certa comparação entre o olhar 
do poeta e o olhar do jornalista. Se o profissional da imprensa tiver a vista cansada, 
embaçada pela rotina, ele não será capaz de produzir boas reportagens. Nota-se que muitas 
vezes, de forma equivocada, o repórter vai para a apuração já “sabendo” o que vai encontrar. 
Dessa forma, sua visão torna-se limitada e, não raro, míope. É necessário, em uma boa 
apuração, ter os poros abertos para as descobertas.
Um repórter não deve sair da redação com as respostas na 
cabeça ou com julgamentos prévios.
UNIDADE I
 Isso significa, em outros termos, que um jornalista deve saber ouvir as fontes. O jornalista e 
cineasta Ricardo Calil, na apresentação do documentário “Os arrependidos”, no Festival É 
tudo verdade, de 2021, mencionou o princípio que guiou a produção vencedora do evento: o 
importante é ouvir as razões das pessoas, mesmo que não concordemos com elas. O 
documentário trata de um tema espinhoso, pois traz depoimentos de ex-guerrilheiros que se 
arrependeram de ter participado da luta armada contra a ditadura militar no Brasil.
 Para ouvir, de fato, a fonte, o jornalista deve se desfazer de preconceitos e de 
pressuposições. Nilson Lage coloca bem a questão no trecho a seguir.
 Preconceitos e pressupostos ajudam pouco e atrapalham 
muito em jornalismo. A crença de que uma metrópole é 
violenta pode obscurecer a realidade de que boa parte das 
pessoas se diverte com tranquilidade nas noites dessa 
mesma metrópole.
UNIDADE I
 A apuração não pode ser afetada pelas crenças pessoais do repórter ou pelos seus 
sentimentos. Se a pauta orienta a realização de uma matéria sobre a vida dos mulçumanos 
em São Paulo, por exemplo, o repórternão deve partir de sua fé ou de preconceitos. É 
necessário que ele se abra a conhecer o cotidiano dessas pessoas, sem julgamentos.
 O repórter pode, eventualmente, em uma investigação, descobrir informações 
relevantes para o caso, seja ele político, seja ele policial. No entanto, sua função não é 
julgar. Não lhe cabem as atribuições de delegado ou de juiz. Sua missão é tornar 
públicas as informações precisas.
 Qualquer trabalho de apuração deve ser norteado pela 
necessidade de checagem. É fundamental que o jornalista 
tenha certeza das informações que coleta.
 Para isso, é necessário ter boas fontes, como se verá adiante.
UNIDADE I
 Muitas vezes, na pressa e na confusão dos acontecimentos, essa tarefa não é fácil. Luiz 
Costa Pereira Júnior (2010) comenta sobre a dificuldade que foi estimar o número de mortes 
no atentado das Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001. O jornal Agora, no dia, falava 
em 10 mil; outros, como Folha, Estado e O Globo, em 6 mil. Cerca de um ano depois, o 
número definitivo foi consolidado em 3.025. No entanto, nos instantes logo após o atentado, 
era muito difícil se ter uma estimativa, como aponta Pereira Júnior.
 Um fértil volume de fatos imprecisos e não confirmados, de especulação e boatos, 
espalhados mesmo por fontes confiáveis, marcou aquela que foi a maior mobilização já 
feita pelos diários num só instante em torno de um mesmo fato 
(PEREIRA JÚNIOR, 2010, p. 67).
 Outro dos princípios básicos da apuração jornalística refere-se 
à obrigação de ouvir os lados envolvidos no acontecimento. 
Quando há duas versões contraditórias, de acordo com o 
princípio da imparcialidade, é necessário dar espaço a elas.
UNIDADE I
 Em muitos casos, ao ouvir o outro lado do fato, o jornalista pode mudar o rumo da pauta ou 
até mesmo abandoná-la.
 Na apuração jornalística, considera-se que se três 
pessoas que não se conhecem fornecerem as 
mesmas informações, elas podem ser 
consideradas verdadeiras. 
 De acordo com o Manual da Redação da Folha de 
S. Paulo, toda boa reportagem exige cruzamento de 
informações. Esse mecanismo jornalístico consiste em, 
a partir de um fato transmitido 
por uma determinada 
fonte, ouvir a versão sobre o 
mesmo fato de outras
fontes independentes. 
UNIDADE I
Fonte: 
https://www.portaldodog.com.br/cachorros/humor/ti
rinha-da-mafalda/. Acesso em: 14 jun. 2021.
Pai, empresta uma 
parte do jornal?
Toma
Obrigada
Frase do dia: “quanto
mais conheço os homens, 
mais gosto do meu cão”
Diogenes
Mas!...
Obrigada
Que tipo de jornal
é esse? Falta
a opinião do cão!
 O recurso é útil tanto para comprovar a veracidade de uma notícia quanto para enriquecer a 
reportagem com aspectos não formulados pela fonte original (MANUAL DA REDAÇÃO, 
2001, p. 26).
 Para conhecer um pouco melhor o dia a dia da apuração em uma redação, leia o 
capítulo 2 do livro Técnicas de reportagem e entrevista em jornalismo, de Cleide 
Floresta e Ligia Braslauskas.
UNIDADE I
Fonte: 
https://www.construvolts.com.
br/lupa-50mm-lente-de-vidro-
cabo-plastico-p26373. Acesso 
em: 24 set. 2021.
Correspondentes, enviados especiais e agências de notícia
 Na captação de informações, os veículos contam, também, com a atuação de 
correspondentes e enviados especiais e com os materiais enviados pelas 
agências de notícias.
 Veículos de grande porte mantêm, geralmente, profissionais em diferentes cidades ou 
regiões para cobrir os assuntos mais relevantes. Esses profissionais são os 
correspondentes. A sua tarefa é produzir informação sobre acontecimentos da área 
geográfica da sua dependência. 
 Segundo Cleide Floresta e Ligia Braslauskas, o 
correspondente tem de se virar em dobro para sobreviver no 
dia a dia. Sem a estrutura da sede, é preciso correr atrás da 
notícia para ganhar espaço (FLORESTA; BRASLASKAS, 
2009, p. 22).
UNIDADE I
Furos e barrigas 
 No jargão jornalístico, o termo “furo” (scoop, em inglês) refere-se a uma notícia dada em 
primeira mão por um veículo. Os repórteres buscam constantemente um furo, pois ele 
confere destaque ao veículo em relação a seus concorrentes. 
 Um dos grandes furos da história do jornalismo foi o caso Watergate, na década de 1970. A 
investigação dos repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein, do Washington Post, provocou 
a queda do presidente Nixon, nos Estados Unidos.
 Quando a apuração não é bem realizada, ocorrem as “barrigas”.
UNIDADE I
Fonte: 
https://academiadojornalista.com.br/prod
ucao-de-texto-jornalistico/conheca-os-
jargoes-jornalisticos/. Acesso em: 18 set. 
2021.
Principais jargões jornalísticos
Deadline Off
Barriga Olho
LideArtigo
Foca On
Matéria leve Furo de
reportagem
Manchete
Matéria de
Gaveta
Jornalismo e novas ferramentas de informação
 O surgimento da internet e das redes sociais alterou os modelos de comunicação e impactou 
todas as áreas da sociedade.
 Segundo Manuel Castells (2003), a internet é um meio de comunicação que permite, pela 
primeira vez, a comunicação de muitos com muitos, em um momento escolhido, em escala 
global. Assim como a difusão da máquina impressora no Ocidente criou o que McLuhan 
chamou de a “Galáxia de Gutenberg”, ingressamos agora em um novo mundo de 
comunicação: a Galáxia da Internet.
UNIDADE I
Fonte: 
https://olhardigital.com.
br/2021/06/09/internet-
e-redes-sociais/fastly-
diz-que-queda-global-
de-. Acesso em: 18 
set. 2021.
No jargão jornalístico, o termo “furo”:
a) Refere-se a uma notícia dada em primeira mão por um veículo.
b) Significa uma notícia ruim.
c) Tem sentido de uma pauta.
d) É um estilo de fonte.
e) Todas as alternativas estão corretas.
Interatividade
No jargão jornalístico, o termo “furo”:
a) Refere-se a uma notícia dada em primeira mão por um veículo.
b) Significa uma notícia ruim.
c) Tem sentido de uma pauta.
d) É um estilo de fonte.
e) Todas as alternativas estão corretas.
Resposta
4. Fontes de informação
 As fontes são os produtores das ações sociais, dos atos e falas noticiáveis, que têm algo a 
dizer e informar, são a base essencial da ação jornalística. Sem elas, não há 
notícia nem noticiário.
 Como deve ter ficado evidente no item anterior, a boa apuração depende da escolha 
adequada das fontes, pois são elas que fornecem as informações. Podem ser pessoas, 
instituições públicas ou privadas, documentos e grupos sociais.
UNIDADE I
Fonte: 
https://www.ufrgs.br/bibeng/fonte
s-de-informacao-definicao-
tipologia-confiabilidade//. Acesso 
em: 18 set. 2021.
Tipificação das fontes 
A classificação tradicional das fontes jornalísticas, segundo sua ligação 
com determinado órgão, faz a distinção entre as:
fontes oficiais;
fontes oficiosas;
fontes independentes.
 As fontes oficiais dizem respeito às pessoas que representam, de forma oficial, um órgão, 
uma instituição ou uma empresa e falam em seu nome.
 As fontes oficiosas são aquelas que estão ligadas, de 
alguma forma, a órgãos, empresas ou instituições, mas que 
não estão autorizadas a representá-los.
 As fontes independentes são aquelas que costumam atestar 
a validade do assunto que está sendo tratado, conferindo-lhe 
mais veracidade.
UNIDADE I
Fonte: https://www.ufrgs.br/bibeng/fontes-de-informacao-definicao-
tipologia-confiabilidade//. Acesso em: 18 set. 2021.
Critérios de seleção de fontes 
 Para a apuração adequada, é necessário selecionar bem as fontes. De acordo com o Manual 
da Redação da Folha de S. Paulo, temos o que segue.
 Hierarquizar as fontes de informação é fundamental na atividade jornalística. Cabe ao 
profissional, apoiado em critérios de bom senso, determinar o grau de confiabilidade de suas 
fontes e o uso a fazer das informações que lhes passam. Esse bom senso também deve ser 
aplicado em relação à internet: há sites de grande confiabilidade, como o do IBGE, e outros 
cujas informações exigem cruzamento com uma ou mais fontes 
(MANUAL DA REDAÇÃO, p. 7).
UNIDADE I
Fonte:https://www.ufrgs.br/bibeng/fontes-
de-informacao-definicao-tipologia-
confiabilidade//. Acesso em: 18 set. 2021.
Capacitação das fontes
 No jornalismo contemporâneo, desde o final do século XX, as fontes têm se capacitado e 
atuado no sentido de divulgar informações de acordo com os seus interesses.
 Nas palavras de Aldo Antonio Schmitz, as fontes deixaram de apenas contribuir na apuração 
da notícia. Passaram também a produzir e oferecer conteúdos genuinamente jornalísticos, 
levando a mídia a divulgar os seus fatos e eventos, mantendo os seus interesses 
(SCHMITZ, 2011, p. 7).
UNIDADE I
Fonte: 
https://www.ufrgs.br/bibeng/fo
ntes-de-informacao-
definicao-tipologia-
confiabilidade//. Acesso em: 
18 set. 2021.
Ética no relacionamento jornalistas-fontes
 De acordo com Nilson Lage (2017), ética é o estudo dos juízos de valor (bem/mal) aplicáveis 
à conduta humana, no todo ou em campo específico. Moral é o conjunto das regras de 
conduta consideradas eticamente válidas. Deontologia é o tratado dos deveres morais das 
pessoas, além de ser o estudo dos princípios e sistemas de moral. Os códigos de ética são, 
mais exatamente, códigos deontológicos (LAGE, 2017, p. 89).
UNIDADE I
Fonte: 
https://www.ufrgs.br/biben
g/fontes-de-informacao-
definicao-tipologia-
confiabilidade//. Acesso 
em: 18 set. 2021.
 As ações dos jornalistas devem obedecer ao Código de Ética da profissão. Os primeiros 
códigos de ética e deontológicos do jornalismo surgiram no começo do século XX. Eles 
determinam normas de conduta para os que atuam na imprensa.
 O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros conta com 27 artigos. Embora eles contemplem 
questões essenciais à profissão, a atuação cotidiana propõe vários desafios ao jornalista.
UNIDADE I
Fonte: 
https://www.ufrgs.br/bibeng/fonte
s-de-informacao-definicao-
tipologia-confiabilidade//. Acesso 
em: 18 set. 2021.
 Cláudio Abramo (1988) coloca a questão da ética jornalística de uma forma bastante 
interessante, como se vê no trecho a seguir.
 Não existe uma ética específica do jornalista: sua ética é a mesma do cidadão. Suponho que 
não se vai esperar que, pelo fato de ser jornalista, o sujeito possa bater carteira e não ir para 
a cadeia. Onde entra a ética? O que o jornalista não deve fazer que o cidadão comum não 
deve fazer? O cidadão não pode trair a palavra dada, não pode abusar da confiança do 
outro, não pode mentir. No jornalismo, o limite entre o profissional como cidadão e como 
trabalhador é o mesmo que existe em qualquer profissão. É preciso ter opinião para poder 
fazer opções e olhar o mundo da maneira que escolhemos. Se nos eximimos disso, 
perdemos o senso crítico para julgar qualquer outra coisa. 
 O jornalista não tem ética própria. Isso é um mito. A ética do 
jornalista é a ética do cidadão. O que é ruim para o cidadão é 
ruim para o jornalista (ABRAMO, 1988, p. 109).
UNIDADE I
Resumo da UNIDADE I
 Nesta unidade, partimos da ideia de que o jornalismo é responsável pela mediação social 
entre os fatos e o público. Embora se apoie na realidade, o jornalismo não é seu espelho. 
Trata-se de uma construção dos acontecimentos que tem como base o compromisso com a 
veracidade e com a precisão.
 A partir do século XIX, os textos do gênero informativo (notícias, reportagens, perfis) foram 
ganhando destaque nos veículos de tal modo que hoje a associação entre jornalismo e 
informação é imediata.
UNIDADE I
Fonte: https://www.istockphoto.com/br/vetor/m%C3%A3o-segurando-uma-
lupa-conceito-de-busca. Acesso em: 18 set. 2021.
Resumo
 A produção de matérias informativas tem início com a pauta, que contém as orientações 
gerais para a apuração. Trata-se de um planejamento, e não de um roteiro que deve ser 
seguido à risca. O repórter, de acordo com os resultados da investigação, pode alterar a 
pauta ou até mesmo modificá-la totalmente. Pode ocorrer, também, que a pauta 
simplesmente “caia”. As pautas podem ser propostas por editores, pauteiros ou repórteres e 
podem ser “quentes” ou “frias”. Em muitos casos, um acontecimento de grande repercussão 
oferece “ganchos” para reportagens de fôlego.
 Na captação, são fundamentais a checagem das informações 
e a escolha das fontes. É necessário sempre ouvir todos os 
lados dos envolvidos no fato. Quando se colhem informações 
na internet, é necessária a verificação de sua veracidade e, 
também, a complementação com outras fontes. 
UNIDADE I
Resumo
 No último item da unidade, abordamos os tipos de fonte, com base em diferentes critérios e 
autores. Tratou-se da capacitação das fontes, que têm assumido uma posição de conquistar 
espaço na imprensa de acordo com seus interesses. Atualmente, é comum que as pautas 
partam das próprias fontes. Nesse processo, o crescimento das assessorias de imprensa foi 
fundamental. Também foram comentadas brevemente questões éticas no relacionamento 
entre jornalistas e fontes.
UNIDADE I
Fonte: https://www.istockphoto.com/br/vetor/m%C3%A3o-segurando-uma-
lupa-conceito-de-busca. Acesso em: 18 set. 2021.
Quais são as classificações dos tipos de fontes?
Assinale a alternativa correta:
a) Fontes oficiais, oficiosas e independentes.
b) Fontes maliciosas.
c) Fontes confiáveis. 
d) Fonte normais.
e) Todas as alternativas estão corretas.
Interatividade
Quais são as classificações dos tipos de fontes?
Assinale a alternativa correta:
a) Fontes oficiais, oficiosas e independentes.
b) Fontes maliciosas.
c) Fontes confiáveis. 
d) Fonte normais.
e) Todas as alternativas estão corretas.
Resposta
ABRAMO, C. A regra do jogo. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
BAHIA, J. Jornal, história e técnica: as técnicas do jornalismo. São Paulo: Ática, 1990.
CASTELLS, M. A era da informação: economia, sociedade e cultura. Tradução: Klauss Brandini 
Gerhardt. São Paulo: Paz e Terra, 2003.
CHAPARRO, M. C. Pragmática do jornalismo: buscas práticas para uma teoria da ação jornalística. São 
Paulo: Summus, 1994.
DUCLÓS, Nei. A essência do jornalismo. Site do Nei Duclós. 23 dez. 2010 (s.l.). Disponível em: 
http://www.consciencia.org/neiduclos/a-essencia-do-jornalismo. Acesso em: 05 out. 2021.
FLORESTA, C.; BRASLAUSKAS, L. Técnicas de reportagem e entrevista em jornalismo: roteiro para 
uma boa apuração. São Paulo: Saraiva, 2009.
FORECHI, M. Jornalismo, criação e gestão do presente. Observatório 
da Imprensa, ed. 843, 24 mar. 2015. Disponível em: 
https://bit.ly/37qK5Up. Acesso em: 05 out. 2021.
KOTSCHO, Ricardo. A prática da reportagem. São Paulo: Ática, 1995.
Referências
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2017.
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MEDINA, C. A arte de tecer o presente. São Paulo: Summus, 2003.
MELO, J. M. Jornalismo: compreensão e reinvenção. São Paulo: Saraiva, 2009.
PEREIRA JÚNIOR, L. C. A apuração da notícia: métodos de investigação na imprensa. 4. ed.
Petrópolis: Vozes, 2010.
SCHMITZ, A. A. Fontes de notícias: ações e estratégias das fontes no jornalismo. Florianópolis: 
Combook, 2011. Disponível em: https://bit.ly/2X94wU4. Acesso em: 05 out. 2021.
TRAQUINA, N. Teorias do jornalismo. 2. ed. Florianópolis: Insular, 2008. 
v. 2.
Referências
ATÉ A PRÓXIMA!

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