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AO2_ Princípios Jurídicos nas Organizações

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Questões resolvidas

Prévia do material em texto

AO2
Entrega 1 out em 23:59
Pontos 6
Perguntas 10
Disponível 26 set em 0:00 - 1 out em 23:59
Limite de tempo Nenhum
Instruções
Este teste foi travado 1 out em 23:59.
Histórico de tentativas
Tentativa Tempo Pontuação
MAIS RECENTE Tentativa 1 194 minutos 4,8 de 6
Pontuação deste teste: 4,8 de 6
Enviado 29 set em 22:27
Esta tentativa levou 194 minutos.

Pergunta 1
0,6 / 0,6 pts
Importante:
Caso você esteja realizando a atividade através do aplicativo "Canvas Student", é necessário que
você clique em "FAZER O QUESTIONÁRIO", no final da página.
Leia o texto abaixo:
As normas jurídicas são normas de comportamento ou de organização que emanam do Estado ou
por ele têm sua realização garantida. Pertencem, portanto, à ordem ética, que estabelece as leis do
dever ser.
Sua existência prende-se à necessidade de se estabelecer uma ordem que permita a vida em
sociedade, evitando ou solucionando conflitos, garantindo a segurança nas relações sociais e
jurídicas, promovendo a justiça, a segurança, o bem comum, com o que também garante a
realização da liberdade, da igualdade e da paz social, os chamados valores fundamentais e
consecutivos da axiologia jurídica.
Seu objeto é, em suma, o comportamento das pessoas, que se visa disciplinar ou orientar de acordo
com os valores fundamentais de cada grupo social.
Fonte: AMARAL, F. Direito Civil: Introdução. 10 ed. revista e modificada. São Paulo: Saraiva Educação, 2018, p. 153.
 
a
A+
A
A-
20/11/2024, 00:30 AO2: Princípios Jurídicos nas Organizações
https://famonline.instructure.com/courses/41719/quizzes/201036 1/14
https://famonline.instructure.com/courses/41719/quizzes/201036/history?version=1
Correto!
 Validade, vigência, vigor e eficácia.
A alternativa está correta.
Os atributos da norma jurídica são: validade, vigência, vigor e eficácia.
Validade é o atributo que diz se uma norma é legal ou ilegal, constitucional ou inconstitucional.
Vigência é um atributo temporal, e se refere ao momento em que a norma começa a produzir efeitos.
Vigor é a capacidade que a norma tem de obrigar as pessoas e as autoridades, impondo
comportamentos.
Eficácia é o atributo que corresponde à verificação dos efeitos sociais da norma.
 Validade, coercibilidade, vigor e eficácia.
 Vigência, coercibilidade, abstratividade e eficácia.
 Vigor, eficácia e imperatividade.
 Validade, vigência e eficácia.

Pergunta 2
0,6 / 0,6 pts
Os atributos da norma jurídica são os traços técnicos que as situam no ordenamento jurídico.
Esses atributos são:
Leia o texto abaixo:
O Código Civil de 2002 trata, no seu Livro II, Título I, do “Direito de Empresa”. Desaparece a figura
do comerciante, e surge a figura do empresário (da mesma forma, não se fala mais em sociedade
comercial, mas em sociedade empresarial). A mudança, porém, está longe de se limitar a aspectos
terminológicos. Ao disciplinar o direito de empresa, o direito brasileiro afasta-se, definitivamente, da
ultrapassada teoria dos atos de comércio, e incorpora a teoria da empresa ao nosso ordenamento
jurídico, adotando o conceito de empresarialidade para delimitar o âmbito de incidência do regime
jurídico comercial.
Não se fala mais em comerciante, como sendo aquele que pratica habitualmente atos de comércio.
Fala-se agora em empresário, sendo este o que “exerce profissionalmente atividade econômica
organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços” (CC/02, art. 966).
Fonte: https://edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php?id=887391. Acesso em: 19 ago.2024.
 
De acordo com o texto apresentado, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.
A+
A
A-
20/11/2024, 00:30 AO2: Princípios Jurídicos nas Organizações
https://famonline.instructure.com/courses/41719/quizzes/201036 2/14
 As asserções I e II são proposições falsas.
 As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. 
 A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
 A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
Correto!
 As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
A alternativa está correta.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
A asserção I é verdadeira, pois a inscrição do empresário ou da sociedade na Junta Comercial é
requisito obrigatório, pois é ele que dá existência legal à atividade empresária e confere a ela
regularidade.
A asserção II é verdadeira e justifica a asserção I, pois a exploração de atividade econômica sem
o devido registro sujeita o seu titular a várias sanções, dentre elas, a responsabilização ilimitada dos
sócios pelas obrigações empresariais.

Pergunta 3
0,6 / 0,6 pts
I. É obrigatória a inscrição do empresário e da sociedade na Junta Comercial para que lhes seja
conferida a regularidade do exercício da atividade econômica por eles adotada.
PORQUE
II. A ausência do registro na Junta Comercial tem como principal sanção a responsabilização
ilimitada dos sócios pelas obrigações empresariais assumidas. 
 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
 
Leia o texto abaixo:
O juiz do Trabalho Marcio Jose Zebende, da 23ª vara de Belo Horizonte/MG, deixou de reconhecer o
vínculo de emprego entre um motorista e empresa 99 Tecnologia Ltda., dona do aplicativo 99. Para o
magistrado, a relação jurídica entre as partes não foi a de emprego, mas de autêntico trabalho
autônomo.
(…)
A+
A
A-
20/11/2024, 00:30 AO2: Princípios Jurídicos nas Organizações
https://famonline.instructure.com/courses/41719/quizzes/201036 3/14
Correto!
 A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira.
A alternativa está correta.
A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira.
A asserção I é falsa, pois o motorista exerceu sua autonomia da vontade e deu seu consentimento
contratual ao aderir ao aplicativo de transportes, e o juiz entendeu que, ao pretender o
reconhecimento do vínculo empregatício, o motorista está justamente querendo renunciar à
autonomia da vontade e ao consentimento contratual.
A asserção II é verdadeira, pois a autonomia da vontade compreende a liberdade de contratar em
suas três dimensões: liberdade de contratar propriamente dita, liberdade de estipular o contrato e
liberdade de determinar o conteúdo do contrato, e o consentimento contratual é o acordo de vontade
entre as partes que dá origem ao contrato.
 As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.
O magistrado verificou que era o autor que escolhia o modo e a forma de execução do trabalho,
decidindo a jornada e os dias em que iria ou não exercer o labor, podendo, até mesmo, trabalhar em
plataformas concorrentes, como a Uber e Cabify. O julgador entendeu que ficou demonstrado que o
motorista possuía um mínimo de capacidade econômica para suportar os riscos da atividade,
inclusive com os gastos com a manutenção do veículo utilizado.
"A meu ver, o reclamante livremente aderiu à reclamada, e, agora, busca simplesmente abjurar o
ajuste, renegar o pactuado, renunciar a sua autonomia de vontade e ao seu consentimento
contratual, e, contrariando o que vivenciou, vir bater às portas da Justiça do Trabalho para se
transformar em uma mero empregado."
Fonte:https://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI292763,41046-
Motorista+nao+consegue+vinculo+empregaticio+com+app+99. Acesso em: 19 ago.2024.
 
De acordo com o texto apresentado, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.
I. No caso acima transcrito, o juiz entendeu que o motorista renunciou à sua autonomia de vontade e
ao consentimento contratual ao aderir ao serviço do aplicativo de transportes.
PORQUE
II. A autonomia da vontade compreende: liberdade de contratar propriamente dita, liberdade de
estipular o contrato e liberdade de determinar o conteúdo do contrato; enquanto o consentimento dá
origem ao contrato.
 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:A+
A
A-
20/11/2024, 00:30 AO2: Princípios Jurídicos nas Organizações
https://famonline.instructure.com/courses/41719/quizzes/201036 4/14
 A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
 As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
 As asserções I e II são proposições falsas.

Pergunta 4
0 / 0,6 pts
Resposta correta
 I e II, apenas.
 II, apenas.
Leia o texto abaixo:
José adquiriu, sob a modalidade de arrendamento mercantil, um veículo novo cujo preço foi
parcelado em 72 prestações de R$ 600,00, que pagava com os recursos provenientes do salário que
recebia na empresa em que trabalhava.
No entanto, José perdeu o emprego e sua situação financeira modificou-se, restando impossibilitado
de pagar as parcelas do empréstimo.
José, então, propôs ação judicial com base na teoria da imprevisão, pedindo a revisão do contrato
de arrendamento mercantil para que o prazo se estendesse para 144 meses e, consequentemente,
o valor da parcela fosse reduzido à metade, ou seja, R$ 300,00.
O juiz negou o pedido. 
Fonte: Texto elaborado pelo autor da questão.
 
Considerando o texto apresentado, avalie as afirmações a seguir:
I. No contexto das relações de trabalho, o desemprego não pode ser considerado evento
extraordinário e imprevisível que torna excessivamente oneroso o cumprimento do contrato, a ponto
de permitir a sua revisão.
II. No caso, a teoria da imprevisão não pode ser aplicada porque não basta a mera alteração na
situação financeira de José, sendo necessário que ele não pudesse prever a mudança desse estado
quando da celebração do contrato.
III. Aplica-se, ao caso em tela a rebus sic stantibus, pela qual as regras do contrato devem continuar
a valer, desde que as condições de fato existentes no momento da assinatura do contrato continuem
as mesmas. 
 
É correto o que se afirma em:
A+
A
A-
20/11/2024, 00:30 AO2: Princípios Jurídicos nas Organizações
https://famonline.instructure.com/courses/41719/quizzes/201036 5/14
 I e III, apenas.
 I, apenas.
Você respondeu
 II e III, apenas.
A alternativa está incorreta.
Apenas as afirmações I e II estão corretas.
A afirmação I é correta, pois o desemprego alegado no caso é fato comum, do cotidiano que, no
contexto das relações trabalhistas, é previsível, diante da possibilidade de demissão a qualquer
momento por parte do empregador, em especial nas econômicas capitalistas.
A afirmação II é correta, pois não basta a mera alteração nas circunstâncias de fato para justificar a
quebra do contrato. Para se admitir a intervenção judicial no contrato, é essencial que as partes não
pudessem prever a mudança desse estado quando de sua celebração e, no caso, o desemprego
não é circunstância extraordinária e imprevisível.
O desemprego alegado no caso é fato comum, do cotidiano que, no contexto das relações
trabalhistas, é previsível, diante da possibilidade de demissão a qualquer momento por parte do
empregador, em especial nas econômicas capitalistas.
A afirmação III é incorreta, pois não houve uma modificação na relação contratual que propiciasse
a revisão do que foi inicialmente pactuado entre as partes e, portanto, a teoria da imprevisão não é
aplicada ao caso. Logo, aplica-se a pacta sunt servanda (cumpra-se conforme fora pactuado) e não
a rebus sic stantibus.
A teoria da imprevisão consiste na possibilidade de revisão judicial dos contratos quando ocorrem
eventos extraordinários e imprevisíveis, tornando-se excessivamente oneroso o cumprimento da
obrigação por uma das partes contratantes (arts. 317 e 478, do Código Civil).
O desemprego alegado no caso é fato comum, do cotidiano que, no contexto das relações
trabalhistas, é previsível, diante da possibilidade de demissão a qualquer momento por parte do
empregador, em especial nas econômicas capitalistas.

Pergunta 5
0,6 / 0,6 pts
Leia o texto abaixo:
A DPU (Defensoria Pública da União) elaborou uma nota técnica em que afirma que a portaria
publicada nesta semana pelo ministro Sérgio Moro (da Justiça e Segurança Pública) sobre a
deportação de “pessoa perigosa” viola a Constituição e legislações sobre o direito migratório.
A análise, feita por coordenadores da DPU, afirma que a portaria 666/2019 fere diversos dispositivos
da Constituição, da Lei de Migração (13.445/2017) e da Lei do Refúgio (9.474/1997). Segundo o
texto, ficam prejudicados em especial a garantia do devido processo legal no âmbito migratório, o
contraditório e a ampla defesa.
A+
A
A-
20/11/2024, 00:30 AO2: Princípios Jurídicos nas Organizações
https://famonline.instructure.com/courses/41719/quizzes/201036 6/14
Correto!
 As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
A alternativa está correta.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
De acordo com o texto apresentado, a Portaria 666/2019 viola a Constituição Federal, em especial,
os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, pois esses princípios
asseguram à parte envolvida em um processo que conheça as alegações em seu desfavor,
contrapondo-se a elas, utilize todos os meios jurídicos disponíveis para se defender, e produza as
provas que entende cabíveis, no que se chama de “plenitude de defesa”.
Segundo a Defensoria da União, o instituto da “deportação sumária”, por não possibilitar ao
imigrante a apresentação de defesa técnica por advogado e a produção de provas, viola os
princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa
 A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
 As asserções I e II são proposições falsas.
(…)
O documento chama atenção para o fato de a portaria criar um novo mecanismo no direito migratório
chamado de “deportação sumária”. Os técnicos afirmam que o instituto não existe no ordenamento
brasileiro e permitirá, com base em portaria ministerial, que qualquer imigrante esteja sob risco de
ser deportado a qualquer momento “sob alegações genéricas de periculosidade, por meio de um
processo administrativo materialmente inexistente, sem a adequada possibilidade de defesa e
produção de prova e sem qualquer vinculação com a regularidade, ou não, de sua situação
migratória no País”.
Fonte: http://www.osul.com.br/a-portaria-de-sergio-moro-sobre-a-deportacao-de-estrangeiros-viola-a-constituicao-diz-a-
defensoria-da-uniao/. Acesso em: 19 ago.2024.
 
De acordo com o texto apresentado, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.
I. A Portaria 666/2019 viola a Constituição Federal, em especial, os princípios do devido processo
legal, do contraditório e da ampla defesa.
PORQUE
II. A “deportação sumária”, por não possibilitar ao imigrante a apresentação de defesa técnica por
advogado e a produção de provas, viola estes princípios constitucionais.
 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
A+
A
A-
20/11/2024, 00:30 AO2: Princípios Jurídicos nas Organizações
https://famonline.instructure.com/courses/41719/quizzes/201036 7/14
 A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
 As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.

Pergunta 6
0,6 / 0,6 pts
 I e II, apenas.
 I e III.
 II e III, apenas.
 III, apenas.
Correto!
 I, apenas.
A alternativa está correta.
Leia o texto a seguir:
A hermenêutica, enquanto problema teórico autônomo, é algo que se põe no contexto do
renascimento e ganha fôlego com a reforma protestante e a questão da recepção do direito romano.
Por óbvio, isso não significa que a filosofia não conhecesse problemas envolvendo a compreensão e
a interpretação antes desse marco temporal.
Na verdade, questões elementares para o tratamento atual do problema da interpretação, tais quais
as relações entre todo e parte que presidem a lógica do círculo hermenêutico, possui um
desenvolvimento ligado às regras da retórica e podem ter seus rudimentos encontrados já em
Aristóteles e em seu PeriHermeneias.
Fonte: https://www.conjur.com.br/2015-ago-29/isto-hermeneutica-juridica. Acesso em: 16 ago.2024.
 
Considerando a situação expressa no texto, avalie as afirmações a seguir:
I. As hermenêuticas especiais não se constituem almejando objetivo filosófico, já que seus objetivos
são didáticos.
II. A hermenêutica contemporânea não representa um método para auxiliar na interpretação, pois
está vinculada à própria existência e à linguagem.
III. A hermenêutica não busca alcançar uma compreensão daquilo que havia corrompido, mas sim
daquilo que está íntegro, ampliando o seu entendimento.
 
É correto o que se afirma em:
 
A+
A
A-
20/11/2024, 00:30 AO2: Princípios Jurídicos nas Organizações
https://famonline.instructure.com/courses/41719/quizzes/201036 8/14
Apenas a afirmação I está correta.
A afirmação I está correta, porque são fortemente fragmentárias, já que seus objetivos são
didáticos, de apoio das disciplinas principais do conhecimento teológico, humanístico ou jurídico.
A afirmação II está incorreta, pois a hermenêutica mais contemporânea representa algo maior do
que simplesmente um repositório de métodos para auxiliar o intérprete em sua tarefa de
compreensão do direito. Trata-se de verdadeira filosofia e não de uma disciplina acessória, mas sim
fundante e vinculada à própria existência e à linguagem.
A afirmação III também está incorreta, pois a hermenêutica buscava alcançar uma nova
compreensão daquilo que se havia corrompido, por distorção ou mau uso.

Pergunta 7
0,6 / 0,6 pts
Leia o texto a seguir:
De acordo com o Código Comercial francês de 1807, ato de comércio é a compra com intenção de
revender. Nessa fase, o Direito Comercial tinha por objeto, principalmente, estabelecer regras sobre
os atos daqueles que compravam para revender, ou seja, a atividade dos comerciantes.
Para que alguém fosse considerado comerciante, os atos de comércio deviam ser realizados
habitual e profissionalmente. Isso também era chamado de mercancia. Assim, atos de comércio ou
mercancia pressupunham habitualidade, atuação contínua no exercício da atividade comercial.
A doutrina francesa criou a teoria dos atos de comércio, que tinha como uma de suas funções
essenciais a de atribuir, a quem praticasse os denominados atos de comércio, a qualidade de
comerciante, o que era pressuposto para a aplicação das normas do Código Comercial.
O direito comercial regularia, portanto, as relações jurídicas que envolvessem a prática de alguns
atos definidos em lei como atos de comércio. Não envolvendo a relação à prática destes atos, seria
ela regida pelas normas do Código Civil.
Fonte: https://lincolnpaulino99.jusbrasil.com.br/artigos/881921821/teoria-geral-do-direito-empresarial. Acesso em: 19
ago.2024.
 
Considerando a situação expressa no texto, avalie as afirmações a seguir:
I. Considerando o Código Comercial francês de 1807, um comerciante só poderia ser denominado
como tal se seguisse determinados atos regulatórios, com a intenção, por exemplo, de regularizar os
atos de compra e revenda.
II. Os atos de comércio eram orientações necessárias para que, se o comerciante os seguissem,
teria mais facilidade para realizar as obrigações comerciais, mesmo que outros meios estivessem
disponíveis.
A+
A
A-
20/11/2024, 00:30 AO2: Princípios Jurídicos nas Organizações
https://famonline.instructure.com/courses/41719/quizzes/201036 9/14
 II, apenas.
Correto!
 I, apenas.
A alternativa está correta.
Apenas a afirmação I está correta.
A afirmação I está correta, pois nessa fase o Direito Comercial tinha por objeto, principalmente,
estabelecer regras sobre os atos daqueles que compravam para revender, ou seja, a atividade dos
comerciantes. Para que alguém fosse considerado comerciante, os atos de comércio deviam ser
realizados de forma habitual e profissionalmente.
A afirmação II está incorreta, porque a Teoria dos Atos de Comércio tinha como uma de suas
funções essenciais a de atribuir, não orientar, a quem praticasse os denominados atos de comércio,
a qualidade de comerciante, o que era pressuposto para a aplicação das normas do Código
Comercial.
A afirmação III também está incorreta, pois a noção do Direito Comercial estava fundada exclusiva
na figura dos atos de comércio, ou seja, exclusivamente à categoria dos denominados comerciantes.
Com o passar do tempo, mostrou-se uma noção extremamente ultrapassada, já que a efervescência
do mercado, sobretudo após a Revolução Industrial, acarretou o surgimento de diversas outras
atividades econômicas relevantes, e muitas delas não estavam compreendidas no conceito de ato
de comércio ou de mercancia. 
 II e III apenas.
 I e II, apenas.
 III, apenas

Pergunta 8
0,6 / 0,6 pts
III. O Direito Comercial era direcionado a grupos que realizavam as relações de troca, cujos
comerciantes neles se incluam, estando ligados aos atos negociais de varejo, principalmente.
 
É correto o que se afirma em:
Leia o texto a seguir:
Através da definição legal de empresário podem ser extraídos os seus principais elementos
caracterizadores: economicidade; organização; profissionalidade; assunção do risco; e
direcionamento ao mercado.
A economicidade relaciona-se ao fato do empresário – enquanto sujeito de direitos que exerce a
empresa –, desenvolver atividades econômicas, ou seja, atividades voltadas para a produção de
riquezas.
A+
A
A-
20/11/2024, 00:30 AO2: Princípios Jurídicos nas Organizações
https://famonline.instructure.com/courses/41719/quizzes/201036 10/14
Correto!
 Empresário é a pessoa que exerce de forma profissional a atividade econômica organizada.
A alternativa está correta.
O art.966 do Código Civil traz de forma expressa o conceito de empresário como sendo aquele que
exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens
ou de serviços.
Diante dessa definição legal podem ser extraídos os seus principais elementos caracterizadores:
economicidade; organização; profissionalidade; assunção do risco; e direcionamento ao mercado
 
A empresa é considerada sujeito de direito já que exerce atividade econômica organizada para a circulação de
riquezas no mercado interno e externo.
 
A empresa não representa o aparato produtivo que coordena a produção de um determinado bem ou serviço no
mercado consumidor.
 
Os produtores rurais e os “empresários do campo” são categorias profissionais distintas, pois exercem funções não
consideradas como atividade econômica.
 
O empresário sempre se vale do trabalho de outras pessoas e usa o capital próprio para a formação da empresa.

Pergunta 9
0 / 0,6 pts
A organização é essencial na vida de qualquer empresário, pois para o bom exercício da atividade
empresarial, é preciso organizar os fatores de produção. Vale lembrar que essa organização também
pode ser de trabalho alheio, de bens, ou de ambos.
Fonte: https://marciomorena.jusbrasil.com.br/artigos/121943993/quem-e-o-empresario-na-legislacao-brasileira. Acesso
em: 19 ago.2024.
 
Considerando as informações apresentadas, assinale a opção correta.
Leia o texto a seguir:
Kant considera ser a norma jurídica um juízo hipotético. No Kantismo encontramos a origem da
distinção de imperativo categórico do hipotético. O primeiro impõe dever sem qualquer condição
(norma moral), enquanto o hipotético é condicional. O categórico ordena por ser necessário,
A+
A
A-
20/11/2024, 00:30 AO2: Princípios Jurídicos nas Organizações
https://famonline.instructure.com/courses/41719/quizzes/201036 11/14
 Norma jurídica é um conjunto de regras sociais que disciplina um determinado interesse da pessoa humana.
Você respondeu
 
Norma jurídica é aquela emanada pela sociedade, significando que não é formada a partir da iniciativa do Estado.
A alternativa está incorreta.
A norma jurídica é aquela emanada pelo Estado, isto é, aquela que vem do Estado, que impõe que o
sujeito aja de determinada maneira sob pena de sanção.
A resposta correta é aquela que diz que para a promoção da ordem social, o direito deve se revelarpelas normas que orientam as relações individuais. Não basta que os homens estejam dispostos à
prática da justiça; é necessário que a fórmula da justiça lhes seja indicada.
Nesse contexto, a norma jurídica é a conduta exigida pelo Estado, que esclarece ao agente como e
quando agir.
 A norma é apenas um dos meios pelo qual a lei se expressa no ordenamento de uma sociedade.
 A norma jurídica é una, não se divide; logo, não comporta classificações, dentro de um certo ordenamento.
Resposta correta
 Para a ordem social, o direito deve se revelar pelas normas que orientam as relações individuais.

Pergunta 10
0,6 / 0,6 pts
enquanto no hipotético a conduta imposta é meio para uma finalidade. Assim, o imperativo hipotético
estabelece condição para a produção de determinado efeito.
Kelsen retomou essa distinção, considerando a norma jurídica um juízo hipotético por dependerem
as suas consequências da ocorrência de uma condição: se ocorrer tal fato deve ser aplicada uma
sanção.
Então conclui Kelsen que a estrutura da norma jurídica é a seguinte: em determinadas
circunstâncias, determinado sujeito deve observar determinada conduta e se não a observar, outro
sujeito, órgão do Estado, deve aplicar ao delinquente a sanção.
Fonte: https://monografias.brasilescola.uol.com.br/direito/norma-juridica.htm. Acesso em: 16 de ago. 2024.
 
Considerando as informações apresentadas, assinale a opção correta.
 
Leia o texto abaixo:
A+
A
A-
20/11/2024, 00:30 AO2: Princípios Jurídicos nas Organizações
https://famonline.instructure.com/courses/41719/quizzes/201036 12/14
 I e II, apenas.
 II, apenas.
 I e III, apenas.
Correto!
 I, II e III.
A alternativa está correta.
Todas as afirmações são corretas. 
A afirmação I é correta, pois o sinalagma corresponde ao princípio do equilíbrio econômico, e está
previsto no Código Civil como fundamento de duas figuras jurídicas: a lesão e a revisão ou resolução
do contrato por onerosidade excessiva.
A afirmação II é correta, pois a lesão está prevista no art. 157 do Código Civil: “ocorre a lesão
quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga a prestação
O sinalagma é, na síntese de TRABUCCHI, o liame recíproco que existe em alguns contratos, entre
a prestação e a contraprestação (obligatio ultro citroque).
Contratos sinalagmáticos caracterizam-se pela circunstância de a prestação de cada uma das partes
encontrar sua justificativa e seu fundamento na prestação da contraparte [do ut des, do ut facias,
facio ut facias, facio ut des].
Essa ligação funcional entre as duas prestações – que assume relevância tanto no momento da
conclusão do contrato [sinalagma genético] quanto no momento da sua execução [sinalagma
funcional] – é típica dos contratos onerosos, nos quais, na dicção de MOTA PINTO, “cada uma das
prestações ou atribuições patrimoniais é o correspectivo (a contrapartida) da outra, pelo que, se
cada parte obtém da outra uma vantagem, está a pagá-la com um sacrifício que é visto pelos
sujeitos do negócio como correspondente”.
Fonte: http://www.stf.jus.br/noticias/imprensa/VotoGrauInativos.pdf. Acesso em: 19 ago.2024.
 
Considerando as informações apresentadas, avalie as afirmações a seguir:
I. O sinalagma é fundamento de duas figuras jurídicas, quais sejam, a lesão e a revisão ou resolução
do contrato por onerosidade excessiva.
II. A lesão ocorre quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga a
prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta.
III. Quando há quebra do sinalagma contratual, tornando excessivamente oneroso o cumprimento da
obrigação por uma das partes, admite-se a revisão ou a resolução judicial do contrato por
onerosidade excessiva. 
 
É correto o que se afirma em:
A+
A
A-
20/11/2024, 00:30 AO2: Princípios Jurídicos nas Organizações
https://famonline.instructure.com/courses/41719/quizzes/201036 13/14
manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta”.
A afirmação III é correta, pois quando há quebra do sinalagma contratual, ou seja, quando há
desequilíbrio entre as prestações, a parte poderá requerer a revisão judicial do contrato naqueles
casos em que ainda for possível manter o vínculo contratual, apenas modificando-se a prestação
(arts. 317 e 479, CC), ou poderá requerer a resolução do contrato (arts. 317 e 478, CC).
 II e III, apenas.
Pontuação do teste: 4,8 de 6A+
A
A-
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