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CORROSÃO Processos Corrosivos • Em nossa vida cotidiana, sobretudo para os que vivem próximo ao mar, percebe-se a luta contra a ação corrosiva que atinge principalmente as partes metálicas de geladeiras, esquadrias e automóveis. Se nossa luta doméstica contra esse tipo de corrosão – a ferrugem em superfícies metálicas – já requer cuidados especiais, não é difícil imaginar a importância de conhecer melhor os processos corrosivos e os mecanismos de prevenção e recuperação na indústria, em especial na de petróleo, na qual dutos e equipamentos estão expostos a condições ambientais e substâncias que favorecem a corrosão. 2 3 CONCEITO DE CORROSÃO • Corrosão, palavra derivada do termo em latim corrodere, foi traduzida para o inglês como corrosion e depois trazida para a língua portuguesa como corrosão. Nos dias atuais, transformou-se em sinônimo genérico de destruição. 4 • A corrosão é, resumidamente, a deterioração de materiais que ocorre a partir da ação química ou eletroquímica do meio. A ação do meio corrosivo é um fator determinante na escolha de materiais para a construção de equipamentos e instalações. Engana-se quem pensa que a corrosão atinge apenas materiais metálicos como aços e as ligas de cobre. Ela atinge, também, materiais não metálicos como plásticos, cerâmica ou concreto. Por esse motivo é imprescindível que, no emprego de equipamentos que possuam componentes à base desses materiais, sejam considerados os efeitos corrosivos que possam sofrer ao longo do tempo e de sua utilização. 5 CLASSIFICAÇÃO DOS PROCESSOS CORROSIVOS • Dependendo do tipo de ação do meio corrosivo sobre os materiais metálicos, os processos corrosivos podem ser classificados em dois grandes grupos, abrangendo todos os casos de deterioração por corrosão: ●Corrosão eletroquímica ●Corrosão química 6 • Mais comuns na natureza, os processos de corrosão eletroquímica apresentam as seguintes características: ▫ Progridem essencialmente na presença de água no estado líquido; • ▫ Acontecem em temperaturas inferiores ao ponto de orvalho • da água, sendo a grande maioria na temperatura ambiente; ▫ Abrangem a formação de uma pilha ou célula de corrosão, com a circulação de elétrons na superfície metálica. 7 • Por causa da necessidade de o eletrólito possuir água líquida, a corrosão eletroquímica é denominada, também, corrosão em meio aquoso. Nos processos de corrosão, os metais reagem com os elementos não metálicos presentes no meio, O2, S, H2S, CO2, entre outros, produzindo compostos semelhantes aos encontrados na natureza, dos quais foram extraídos. 8 • Os processos de corrosão química são, por vezes, chamados de corrosão ou oxidação em altas temperaturas. Estes processos ocorrem com menor frequência na natureza envolvendo operações nas quais as temperaturas são elevadas. • As características básicas desses processos corrosivos são: ▫ Falta da água líquida; ▫ Temperaturas, em geral, altas, continuamente acima do ponto de orvalho da água; ▫ Interação direta entre o meio corrosivo e o metal. ▫ Assim, a corrosão química não precisa de água no estado líquido, sendo denominada corrosão em meio não aquoso ou corrosão seca. 9 Vale perguntar, então: todo processo de deterioração de materiais constitui um processo de corrosão? • Existem processos de deterioração de materiais que ocorrem durante a sua vida em serviço, que não se enquadram na definição de corrosão. Um deles é o desgaste devido à erosão, que remove mecanicamente partículas do material. Embora esta perda de material seja gradual e decorrente da ação do meio, tem-se um processo eminentemente físico e não químico ou eletroquímico. Pode-se, entretanto, ocorrer, em certos casos, ação simultânea da corrosão, constituindo o fenômeno da corrosão-erosão. 10 Meios corrosivos • A corrosão é o ponto fraco de todos os metais. Não há um único metal que não esteja sujeito à corrosão. Basta haver meio corrosivo suficiente para isso. ▫ O aço inoxidável na presença de íon cloreto sofre corrosão localizada; ▫ O ouro não é resistente à mistura de ácido clorídrico e ácido nítrico; ▫ O titânio sofre corrosão quando exposto a ácido fluorídrico. 11 Principais meios corrosivos e respectivos eletrólitos 12 13 14 Gabarito 1)A A B B A 2) Eletrólito: é uma solução eletrica- mente condutora constituída de água contendo sais, áci- dos ou bases. Meios corrosivos: atmosfera, solo, á g u a s n a t u r a i s (rios, lagos e do subsolo), água do m a r e p r o d u t o s químicos. - X - 15 Gabarito: 3) D C A E B TIPOS DE CORROSÃO • A caracterização da forma de corrosão auxilia no esclarecimento do mecanismo e na aplicação de medidas adequadas de proteção. A corrosão pode ser: • Uniforme • Por placas • Alveolar • Puntiforme • Intergranular ou intercristalina • Intragranular, transgranular ou transcristalina • Filiforme • Por esfoliação 16 Corrosão Uniforme • A corrosão uniforme processa-se em toda a extensão da superfície, de modo a ocorrer perda uniforme de espessura. É chamada, por alguns, de corrosão generalizada, mas esta terminologia não deve ser usada só para corrosão uniforme, pois é possível ter, também, corrosão por pite ou alveolar generalizadas, isto é, em toda a extensão da superfície corroída. É a forma de corrosão mais simples de medir, além de ser possível evitar falhas repentinas através de uma inspeção regular. 17 18 Corrosão em Placas • A corrosão localiza-se em regiões da superfície metálica e não em toda sua extensão, então se formam placas com escavações. 19 20 Corrosão Alveolar • A corrosão ocorre na superfície metálica, produzindo sulcos ou escavações – semelhantes a alvéolos – que apresentam fundo arredondado e profundidade , em geral, menor que o seu diâmetro. 21 22 Corrosão Puntiforme ou por Pite • A corrosão processa-se em pontos ou em pequenas áreas localizadas na superfície metálica produzindo pites, que são cavidades que apresentam o fundo em forma angulosa e profundidade, geralmente, maior do que o seu diâmetro. • A forma da cavidade é, com frequência, responsável por seu crescimento contínuo. • O pitting é uma das formas mais destrutivas e insidiosas de corrosão. Causa a perfuração de equipamentos, com apenas uma pequena perda percentual de peso de toda a estrutura. • É, geralmente, difícil de detectar pelas suas pequenas dimensões e porque os pites são, frequentemente, escondidos pelos produtos de corrosão. • Os aços, quando em ambientes agressivos contendo cloretos, sofrem corrosão por pitting. 23 24 Corrosão Intergranular • Quando um meta l po l icr i s ta l ino é corro ído , normalmente, a corrosão é uniforme, pois, geralmente, os contornos de grão são apenas ligeiramente mais reativos que o interior dos grãos. Contudo, sob certas condições, os contornos de grão tornam-se muito reativos e ocorre uma corrosão entre os grãos da rede cristalina do material metálico. Este perde suas propriedades mecânicas, em funsão da corrosão sob tensão fraturante (CTF) (Stress Corrosion Cracking – SCC). 25 • A corrosão intergranular pode ser provocada por impurezas nos contornos de grão, aumento da concentração de um dos elementos de liga ou redução da concentração de um destes elementos na região dos contornos de grão. Exemplo clássico é a redução substancial do teor de cromo na região dos contornos de grão dos aços inoxidáveis austeníticos pela precipitação de carboneto de cromo. Este problema será abordado com mais detalhe no tópico sobre aços inoxidáveis. 26 27 Corrosão Intragranular • A corrosão evidencia-se nos grãos da rede cristalina do material metálico, que ao perder suas propriedades mecânicas, poderá fraturar à menor solicitação mecânica, tendo-se também corrosão sob tensão fraturante. 28 29 Corrosão Filiforme • A corrosão processa-se sob a forma de finos filamentos,mas não profundos, que se propagam em diferentes direções e que não se ultrapassam, pois se admite que o produto de corrosão, em estado coloidal, apresenta carga positiva, daí a repulsão. Ocorre, geralmente, em superfícies metálicas revestidas com tintas ou com metais e ocasiona o deslocamento do r e v e s t i m e n t o . T e m s i d o o b s e r v a d a , m a i s frequentemente, quando a umidade relativa do ar é maior que 85% e em revestimentos mais permeáveis à penetração de oxigênio e água ou que apresentem falhas, como riscos, ou, ainda, em regiões de arestas. 30 31 Esfoliação • Esfoliação é um tipo de corrosão subsuperficial, que se inicia em uma superfície limpa, mas se espalha abaixo dela. Essa forma de corrosão tem sido detectada, mais comumente, em ligas de alumínio das séries 2.000 (Al, Cu, Mg), 5.000 (Al, Mg) e 7.000 (Al, Zn, Cu, Mg). 32 • A corrosão é detectada de forma paralela à superfície metálica. Ocorre em chapas ou componentes extrudados, que tiveram seus grãos alongados e achatados, de forma a criar condições para que inclusões ou segregações, presentes no material, sejam transformadas, devido ao trabalho mecânico, em plaquetas alongadas. Quando se inicia um processo corrosivo na superfície de ligas de alumínio, com essas características, o ataque pode atingir as inclusões ou segregações alongadas e a corrosão ocorrerá através de planos paralelos à superfície metálica e, mais frequentemente, em frestas. 33 34 Corrosão grafítica • A corrosão evidencia-se no ferro fundido cinzento em temperatura ambiente. O ferro metálico é convertido em produtos de corrosão, enquanto a grafite permanece intacta. Observa-se que a área corroída fica com aspecto escuro, característico da grafite, e esta pode ser facilmente retirada com espátula. Quando a grafite é colocada sobre papel branco e atritando-a, observa-se a formação de risco preto característico. 35 36 ✓Ocorre geralmente em tubulações de ferro fundido enterradas e usadas para condução de água potável. E também em bombas centrígufas. CORROSÃO GRAFÍTICA Fonte: Google Fig. 12 Corrosão em tubulação Dezineificação • É a corrosão que ocorre em ligas de cobre-zinco (latões), em que se observa o aparecimento de regiões com coloração avermelhada em contraste com a característica coloração amarela dos latões. Admite-se que ocorre uma corrosão preferencial do zinco, e o cobre restante destaca-se com sua característica cor avermelhada. A figura mostra o trecho de uma tubulação de latão Cu-Zn (70/30), com dezincificação em regiões com depósito de gordura e absorção de sal, NaCl; as regiões dezincificadas são as mais escuras na fotografia. 38 CORROSÃO DEZINCIFICAÇÃO Fonte: GENTIL, Vicente. Corrosão. Editora:LTC – Livros Técnicos e Científicos S.A. 3° edição. Rio de Janeiro, 1994. 40 A dezincificação e a corrosão grafítica são exemplos de corrosão seletiva, pois há a corrosão preferencial de zinco e ferro, respectivamente. Empolamento pelo hidrogênio • O hidrogênio atômico penetra no material metálico e, como tem pequeno volume atômico, difunde-se rapidamente e em regiões com descontinuidades, como inclusões e vazios, transforma-se em hidrogênio molecular, H2. A molécula formada exerce pressão e origina bolhas, daí o nome de empolamento. 41 42 Corrosão em torno do cordão de solda • Forma de corrosão que se observa em torno de cordão de solda. Ocorre em aços inoxidáveis não- estabilizados ou com teores de carbono maiores que 0 , 0 3 % . A c o r r o s ã o é e v i d e n c i a d a i n t e r - granularmente. 43 44 Corrosão galvânica • Apesar de não ter sido classificada anterior, existe um outro tipo de corrosão que deve ser citada: • Pode ocorrer quando dois metais diferentes em contato são expostos a uma solução condutora. Como existe uma diferença de potencial entre metais diferentes, esta servirá como força impulsora para a passagem de uma corrente elétrica através da solução. Daí resultará a corrosão do metal menos resistente, isto é, o metal menos resistente torna-se anódico e o mais resistente torna-se catódico. 45 46 Quanto maior a diferença de potencial, maior a proba- bilidade de corrosão gal- vânica. As áreas relativas dos dois metais são também importantes. Se a área do metal anódico é bem menor, comparada com a do metal catódico, a corrosão do metal a n ó d i c o s e r á b a s t a n t e acelerada. • Para combater ou minimizar a corrosão galvânica, recomenda-se uma ou mais das seguintes medidas: ▫ escolher combinações de metais tão próximos quanto possível na série galvânica; ▫ evitar o efeito de área (ânodo pequeno e cátodo grande); ▫ sempre que possível isolar metais diferentes, de forma completa; ▫ aplicar revestimento com precaução; ▫ adicionar inibidores, para atenuar a agressividade do meio corrosivo; ▫ evitar juntas rosqueadas para materiais muito afastados na série galvânica; ▫ proje tar componentes anódicos fac i lmente substituíveis ou com espessura bem maior. 47 MECANISMOS DA CORROSA,O ♦Mecanismo Químico (AÇÃO QUÍMICA) ♦Mecanismo Eletroquímico 1s em /2 01 0 48 49 MECANISMO QUÍMICO • Neste caso há reação direta com o meio corrosivo, sendo os casos mais comuns a reação com o oxigênio (OXIDAÇÃO SECA), a dissolução e a formação de compostos. A corrosão química pode ser por: ♦Dissolução simples ➔ exemplo: dissolução do Cobre em HNO3 ♦Dissolução preferencial ➔ exemplo: dissolução preferencial de fases ou planos atômicos ♦Formação de ligas e compostos (óxidos, íons, etc.), na qual se dá geralmente por difusão atômica 50 CONSIDERAÇÕES SOBRE DISSOLUÇÃO A dissolução geralmente envolve solventes. Exemplo: a gasolina dissolve mangueira de borracha. a) Moléculas e íons pequenos se dissolvem mais facilmente. • Ex: sais são bastante solúveis b) A solubilidade ocorre mais facilmente quando o soluto e o solvente tem estruturas semelhantes. • Ex: Materiais orgânicos e solventes orgânicos (plástico + acetona) c) A presença de dois solutos pode produzir mais solubilidade que um só. • Ex: CaCO3 é insolúvel em água, mas é solúvel em água mais CO2 formando ácido carbônico. d) A velocidade de dissolução aumenta com a temperatura 51 EXEMPLO DE CORROSÃO P/ AÇÃO QUÍMICA: OXIDAÇÃO SECA • A oxidação ao ar seco não se constitui corrosão eletroquímica porque não há eletrólito (solução aquosa para permitir o movimento dos íons). • Reação genérica da oxidação seca: METAL + OXIGÊNIO ➔ ÓXIDO DO METAL • Geralmente, o óxido do metal forma uma camada passivadora que constitui uma barreira para que a oxidação continue (barreira para a entrada de O2). • Essa camada passivadora é fina e aderente. • A oxidação só se processa por difusão do oxigênio 52 METAIS QUE FORMAM CAMADA PASSIVADORA DE ÓXIDO, COM PROTEÇÃO EFICIENTE • Al • Fe a altas temp. • Pb • Cr • Aço inox • Ti 53 METAIS QUE FORMAM CAMADA PASSIVADORA DE ÓXIDO COM PROTEÇÃO INEFICIENTE • Mg • Fe 54 CORROSÃO ELETROQUÍMICA – As reações que ocorrem na corrosão eletroquímica envolvem transferência de elétrons. Portanto, são reações anódicas e catódicas (REAÇÕES DE OXIDAÇÃO E REDUÇÃO) – A corrosão eletroquímica envolve a presença de uma solução que permite o movimento dos íons. 55 CORROSÃO ELETROQUÍMICA • O processo de corrosão eletroquímica é devido ao fluxo de elétrons, que se desloca de uma área da superfície metálica para a outra. • Esse movimento de elétrons é devido a diferença de potencial , de natureza eletroquímica, que se estabelece entre as regiões. 56 Ânodo de Zinco Cátodo de Cobre Ponte salina Voltímetro O Zn é oxidado a Zn2+ no ânodo O Cu2+ é reduzido a Cu no cátodo Reação simplificada Solução ZnSO4 Solução CuSO4 Bolas de algodão 57 1sem/2010 58 PREVENÇÃO CONTRA A CORROSÃO GALVÂNICA - Evitar contato metal-metal➔ coloca-se entre os mesmos um material não-condutor (isolante) - Usar Inibidores ➔Substância química ou composição de substâncias que sob determinadas condições, num meio que seja corrosivo, elimina ou pelo menos reduz significativamente o processo de corrosão. 1sem/2010 59 Pilha de corrosão formada pelo mesmo material, mas de eletrólitos de concentração diferentes Dependendo das condições de trabalho, funcionará como: • ÂNODO: o material que tiver imerso na solução diluída • CÁTODO: o material que tiver imerso na solução mais concentrada 1sem/2010 60 Pilha de corrosão formada pelo mesmo material e mesmo eletrólito, porém com teores de gases dissolvidos diferentes • É também chamada de corrosão por aeração diferenciada. • Observa-se que quando o oxigênio do ar tem acesso à superfície úmida do metal a corrosão aumenta, sendo MAIS INTENSA NA PARTE COM DEFICIÊNCIA EM OXIGÊNIO. 1sem/2010 61 Pilha de corrosão formada pelo mesmo material e mesmo eletrólito, porém com teores de gases dissolvidosdiferentes • Sujeiras, trincas, fissuras, etc. atuam como focos para a corrosão (levando à corrosão localizada) porque são regiões menos aeradas. • A acumulação de sujeiras, óxidos (ferrugem) dificultam a passagem de oxigênio agravando a corrosão. 1sem/2010 62 Pilha de corrosão de temperaturas diferentes • Em geral, o aumento da temperatura aumenta a velocidade de corrosão, porque aumenta a difusão. • Por outro lado, a temperatura também pode diminuir a velocidade de corrosão através da eliminação de gases, como O2 por exemplo. Métodos de Controle da Corrosão • Um dado metal pode ser satisfatório em um certo meio e praticamente ineficiente em outros meios. Por outro lado, várias medidas podem ser tomadas no sentido de minimizar a corrosão: ▫ no caso de se utilizarem metais dissimilares, deve-se tentar isolá-los eletricamente; ▫ minimizar a superfície das regiões catódicas; ▫ evitar frestas, recessos, cantos vivos e cavidades; ▫ dar bom acabamento superficial às peças; ▫ submeter as peças a um recozimento de alívio de tensões internas; ▫ usar juntas soldadas no lugar de juntas parafusadas. 63 64 65 66 PRINCIPAIS MEIOS DE PROTEÇÃO CONTRA A CORROSÃO • PINTURAS OU VERNIZES • RECOBRIMENTO DO METAL COM OUTRO METAL MAIS RESISTENTE À CORROSÃO • GALVANIZAÇÃO: Recobrimento com um metal mais eletropositivo (menos resistente à corrosão) • PROTEÇÃO ELETROLÍTICA OU PROTEÇÃO CATÓDICA 67 PINTURAS OU VERNIZES • Objetivo – Separa o metal do meio Exemplos: Primer em aço (Zarcão) 68 • Separa o metal do meio. • Exemplo: Cromagem, Niquelagem, Alclads, folhas de flandres, revestimento de arames com Cobre, etc. • Dependendo do revestimento e do material revestido, pode haver formação de uma pilha de corrosão quando houver rompimento do revestimento em algum ponto, acelerando assim o processo de corrosão. 69 Cromagem / Niquelagem 70 PROTEÇÃO NÃO-GALVÂNICA 71 PROTEÇÃO GALVÂNICA Recobrimento com um metal mais eletropositivo (menos resistente à corrosão) • → separa o metal do meio. Exemplo: Recobrimento do aço com Zinco. • O Zinco é mais eletropositivo que o Ferro, então enquanto houver Zinco o aço ou ferro esta protegido. Veja os potenciais de oxidação do Fe e Zn: ε° oxi do Zinco= + 0,763 Volts ε° oxi do Ferro= + 0,440 Volts 72 PROTEÇÃO ELETROLÍTICA OU PROTEÇÃO CATÓDICA • Utiliza-se o processo de formação de pares metálicos (UM É DE SACRIFÍCIO), que consiste em unir-se intimamente o metal a ser protegido com o metal protetor, o qual deve ser mais eletropositivo (MAIOR POTENCIAL DE OXIDAÇÃO NO MEIO) que o primeiro, ou seja, deve apresentar um maior tendência de sofrer corrosão. 73 FORMAÇÃO DE PARES METÁLICOS • É muito comum usar ânodos de sacrifícios em tubulações de ferro ou aço em subsolo e em navios e tanques. 74 ÂNODOS DE SACRIFÍCIO MAIS COMUNS PARA FERRO E AÇO • Zn • Al • Mg 75 MATERIAIS CERÂMICOS • São relativamente inertes à temperatura ambiente • Alguns só são atacados à altas temperaturas por metais líquidos • O processo de corrosão por dissolução é mais comum nas cerâmicas do que a corrosão eletroquímica 76 MATERIAIS POLIMÉRICOS • Quando expostos à certos líquidos os polímeros podem ser atacados ou dissolvidos • A exposição dos polímeros à radiação e ao calor pode promover a quebra de ligações e com isso a deterioração de suas propriedades físicas. Para os polímeros usa-se o termo degradação e não corrosão pois é um processo físico-químico. 77 Processos de degradação nos polímeros • Inchamento • Dissolução • Ruptura de ligação resultante da incidência da radiação ou por aplicação de calor 78 Processos de degradação nos polímeros - Inchamento • Quando o líquido ou o soluto se difunde para o interior sendo absorvido pelo mesmo. O inchamento ocorre porque: • as pequenas moléculas de soluto ocupam posições entre as moléculas do polímero, o que leva a uma redução das forças de ligação intermoleculares tornando o material mais mole e mais dúctil No inchamento ocorre dissolução apenas parcial 79 MATERIAIS POLIMÉRICOS Dissolução 80 MATERIAIS POLIMÉRICOS (ELASTÔMEROS) Corrosão por Solicitações Mecânicas Casos de corrosão 81 Meio corrosivo Perda de massa do material Solicitações mecânicas + Meio corrosivo Processo corrosivo acelerado sem perda acentuada de massa ocorrendo fraturas inesperadas que comprometem o material. A ação mecânica Dinâmica (corrosão-fadiga) Estática (corrosão sob tensão) I -I ⑧ - ! 0- - Corrosão sob fadiga Tensões alternadas ou cíclicas 82 Fratura por fadiga Pequena trinca que penetra lentamente no metal Aumento do tamanho da trinca Milhões de ciclos O elemento não suporta a carga aplicadaFratura final e repentina ↑ m - ! - e - Corrosão sob fadiga Limite de fadiga Tensão específica máxima de tração que pode ser aplicada alternada e indefinidadamente sem causar ruptura. Os ensaios de fadiga são apresentados numa curva tensão x número de ciclos (curva S-N ou curva de Wohler) 83 - -- o 0 ⑳ Corrosão sob fadiga Metal sujeito a esforços cíclicos + Meio corrosivo 84 O dano causado ao material é maior do que a soma dos danos causados pela corrosão e pela fadiga separadamente. Exemplo: Metal com camada protetora de óxido exposto à fraturas mecânicas sucessivas A propagação da trinca rompe as camadas protetoras Desaparecimento do limite de fadiga - - - - - Corrosão sob fadiga Os meios aquosos que causam corrosão são numerosos e não específicos: 85 Aço Água de rios Água do mar Meios Produtos de combustão químicos condensados Fator mais importante : caráter corrosivo do meio. Corrosão sob fadiga A resistência à corrosão sob fadiga está mais relacionada com a corrosão em si do que com a resistência mecânica do material. 86 Ensaios realizados por Mc Adam Tratamento térmico não melhora a resistência à corrosão sob fadiga. Resistência é menor em água salgada do que em água potável. o Corrosão sob fadiga 87 Ocorrência de corrosão sob fadiga Tubulações que transportam vapores ou l íquidos de temperaturas variáveis. Trocadores ou permutadores Tubulação de equipamento de perfuração de poços usado para bombear petróleo. - e --0 - Corrosão sob fadiga • Mecanismo Fadiga acentuada pela corrosão que depende do valor da frequência, das condições corrosivas e do tempo. 88 A superfície com a trinca se torna a área anódica Produtos de corrosão Adsorção de O2 , H2O - - 00 - -- Corrosão sob fadiga 89 Alguns métodos utilizados para reduzir a corrosão sob fadiga Proteção catódica Inibidores Revestimentos metálicos anódicos ou de sacrifício (zinco, cadmio) Fragilização por metal líquido Metais no estado sólido+ tensões externas + contato com metais fundidos •Processo não envolve modificação química do metal •Crescimento da trinca pára caso o suprimento de líquido seja interrompido • Fratura intergaranular •A previsão da fragilização ainda não é possível. Dados experimentais não são suficientes. 90 Fragilização por metal líquido - en - - e - - Fragilização por metal líquido Mecanismo proposto pro Griffith : 91 O contato de metais líquidos nos contornos de grão do metal sólido Enfraquecimento das interações interatômicas Fratura Casos na indústrias :Fraturas de tubulações de aço inoxidável por zinco fundido Fratura de reatores nucleares por sódio líquido (fluido de refrigeração) Fragilização pelo hidrogênio Hidrogênio interage com a maioria dos metais Modificação das propriedades mecânicas Fratura frágeis e altamente danosas 92 O aparecimento ocorre durante a fabricação do metal ou em serviço. Hidrogênio penetra na forma atômica Se difunde rapidamente na malha cristalina Se combina na forma molecular escapando sob a forma de bolha de gás -- en - - Fragilização pelo hidrogênio • Alguns dos importantes processos nos quais o hidrogênio é absorvido: Decapagem ácida: Fe + 2H+ ! Fe2+ + H2 Reação entre aço e NaOH (conc) Fe + 2NaOH ! Na2FeO2 + H2 Decomposição térmica de hidrocarbonetos, em temperaturas elevadas CH4! C + 2H2 C2H4 ! C2H2 + H2 93 P ! - e 0 - S - ⑨ Fragilização pelo hidrogênio Mecanismo Fragilização irreversível: Presença de hidrogênio compromete a estrutura mecânica, mesmo que ele seja eliminado posteriormente. Fragilização reversível: A eliminação do hidrogênio antes da aplicação da tensão restaura a ductibilidade do metal 94 - - - - - Corrosão com erosão, cavitação e impingimento. Contato com fluido em movimento. 95 Aumentado por efeitos dinâmicos. Erosão Cavitação Impingimento - - - Curvas Cotovelos Derivações 96 S ⑲ P Erosão Ação abrasiva de fluidos 97 G Gotículas do líquido ou fragmentos sólidos. L Partículas sólidas em suspensão. G L OBS: A velocidade em casos particulares pode resultar na redução do processo corrosivo. Velocidade Combate • Alteração de projeto • Acréscimo do diametro da tubulação • Materiais mais resistentes • Tubulações direcionadas para o centro dos tanques • Partes vulneráveis substituíveis • Deaeração • Revestimentos • Proteção catódica 98 Cavitação Choque do líquido Colapso de bolhas gasosas(Zonas de alta pressão) Ex:Velocidade do líquido, mecanismo de bombas. Vaporização do líquido(Zonas de baixa pressão) Obs: Velocidade do fluido influencia na pressão. Ataque ocorre onde a pressão local atinge um valor igual ou superior a pressão de vapor do líquido. Combate • Eliminar quedas de pressão. • Modificar para evitar turbulência e vibração de partes críticas. • Introdução de ar no fluido para aliviar as áreas de baixa pressão. • Emprego de materiais mais resistentes. • Emprego de inibidores. • Proteção catódica. • Solda seguida de retificação. Impingimento Fluxo turbulento do líquido: áreas de baixa pressão, estrangulamentos, cotovelos e curvas. Choques causados pelo rompimento das bolhas. Impingimento • Agravado na ocorrência de: ❖ Aumento de velocidade do fluido. ❖ Turbulência local. ❖ Presença de oxigênio. ❖ Poluição da água. ❖ Aumento das dimensões. ❖ Aumento das quantidades de bolha na água. Combate • Usar ligas de cobre especificas. • Reduzir a velocidade do fluido. • Diminuir a quantidade de ar ou partículas sólidas. • Modificar a geometria dos equipamentos evitando curvas acentuadas, etc. • Usar placas defletoras. • É a fratura de certos materiais, quando tensionados em certos ambientes, sob condições tais que nem a solicitação mecânica nem a corrosão ambiente isoladamente conduziriam à fratura. ATENÇÃO ! A fragilidade do metal, isoladamente, sem que haja um processo de corrosão não é considerada como corrosão, mas sim como uma característica física do metal. 109 Corrosão sob tensão Corrosão sob tensão 110 Ocorrências Estojos de munição Objetos de latão Objetos de aço inoxidável Fratura de tubos de caldeiras Quebra de reatores nucleares Quando se observa a fratura dos materiais, a corrosão sob tensão é denominada CORROSÃO SOB TENSÃO FRATURANTE. 111 Corrosão sob tensão As tensões residuais que causam corrosão sob tensão são geralmente provenientes : De operações de soldagem De deformações a fria como estampagem e dobramento. 112 Corrosão sob tensão 113 Corrosão sob tensão Da tensão O TEMPO NECESSÁRIO PARA OCORRÊNCIA DA CORROSÃO SOB TENSÃO Da estrutura e da composição do material. Da concentração ou natureza do meio corrosivo Da temperatura 114 Corrosão sob tensão A nucleação da trinca A propagação da trinca A CORROSÃO SOB TENSÃO FRATURANTE ENVOLVE DUAS ETAPAS 1ª 2ª 115 Corrosão sob tensão PROTEÇÃO Prever e evitar as situações em que poderá ocorrer a corrosão sob tensão. Quando constatada uma fratura, modificar-se convenientemente o sistema para evitar sua repetição. Reduzir as tensões. Proteger o metal através do uso de inibidores ou por proteção catódica 116 Corrosão sob tensão SISTEMA MATERIAL METÁLICO - MEIO CORROSIVO Aços – carbono Aços de alta resistência mecânica Ligas de cobre em presença de amônia Ligas de níquel. Ligas de alumínio Ligas de magnésio e titânio Aços inoxidáveis 117 Corrosão sob atrito Ocorre quando duas superfícies, em contato e sob carga, das quais pelo menos uma é metálica, forem submetidas a pequenos deslizamentos relativos, originados comumente por vibrações. Sinônimos: Corrosão sob fricção. Oxidação por fricção. Corrosão por atrito oscilante. 118 Corrosão sob atrito Caracterização Ocorre o descoramento da superfície do metal. Formação de produtos pulverulentos de corrosão. Formação de pites – Podem servir como núcleos para a ocorrência de fraturas por fadiga 119 Corrosão sob atrito LOCAIS PARA A OCORRÊNCIAS DE CORROSÃO POR ATRITO Locais de uniões como ajustes prensados. Em rolamentos de esferas e mancais Implantes cirúrgicos Locais de contatos elétricos. 120 Corrosão sob atrito MECANISMO Superfícies justapostas se atritam em pontos não lineares expondo novas “faces” do metal. Estas superfícies expostas ficam imediatamente cobertas com oxigênio ou outro agente corrosivo. Os produtos de corrosão formados são arrastados pelo atrito deixando a superfície novamente lisa – exposta à corrosão Pequenas partículas são arrancadas da superfície metálica e, a seguir, oxidadas. A superfície metálica é oxidada, talvez devido ao calor originado pelo atrito, e a seguir partículas do óxido são removidas. 121 Corrosão sob atrito Combinação de metal mole com metal duro . Construção de superfícies de contato de maneira a evitar quase por completo o deslizamento Locais de contatos elétricos. Uso de lubrificantes. Uso de juntas de elastômeros ou materiais de baixo coeficiente de atrito. PROTEÇÃO 122 Fendimento por álcali Chapas rebitadas de caldeira permitem a passagem de água aquecida contendo eletrólito álcali que deposita nas frestas entre os rebites. A solução alcalina ataca o ferro dissolvendo-o. O ataque inicia-se em regiões tensionadas devida à rebitagem e intensificam com a elevação de temperatura. 123 Fendimento por álcali A fragilidade cáustica está associada à formação de hidrogênio devido ao ataque do aço pela solução concentrada de soda cáustica: Fe + 2NaOH → Na2FeO2 + H2 124 Fendimento por álcali Substituição de rebitespor soldas. Adicionar à água alguns aditivos tais como ligninas, nitrito de sódio, fosfato de sódio. O fosfato, por exemplo, neutraliza a acidez da água elevando seu pH – na evaporação ter-se –á o fosfato e não o hidróxido. Revestir as partes sujeitas ao ataque com níquel ou ligas de níquel – devido à resistência ao álcali PROTEÇÃO 125 Referências bibliográficas GENTIL, Vicente. Corrosão. 3ª edição. Editora LTC http://www.laboratorios.mecanica.ufrj.br/fabricacao/PF/ ensa15.pdf