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Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, 
PhD CText FTI 
Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 
 
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3.0 ABERTURA E LIMPEZA 
 
 A abertura e limpeza do algodão contido em um fardo passam 
por vários estágios com o objetivo de remover as impurezas e ouros 
materiais estranhos bem comprimidos que se encontram na fibra, a 
fim de transformá-la em uma manta uniforme em forma de flocos 
compactos ou em uma manta de rolo parcialmente limpo e pronto 
para ser alimentado na carda que é a operação seguinte. Os 
estágios acima referidos compreendem a separação do algodão em 
partículas suficientemente pequenas, visando facilitar a limpeza, e a 
transformação dos tufos em forma de manta pronta para a carda. 
Desde que o algodão é alimentado na forma original de fardo, esta 
operação inclui blendagem ou mistura de várias propriedades de 
fibras a serem controladas no produto final que é o fio para ser 
usado na fabricação do tecido. 
 As operações de abertura e limpeza incluem blendagem 
alimentação, redução dos tamanhos das partículas, remoção das 
impurezas, manuseio do material, separação, formação da manta e 
embalagem. 
 
3.1 PONTOS IMPORTANTES 
 
a) A carda é a melhor máquina de limpeza 
b) Objetivo principal da sala de abertura 
 Oferecer pequenos tufos para cardagem fácil 
 Remover impurezas pesadas e algumas impurezas em 
pó. 
 O nível de neps deve ser mantido no mínimo. 
 
3.1.1 SEQUÊNCIA DAS OPERAÇÕES DA SALA DE ABERTURA 
 
PRÉ-ABERTURA, LIMPEZA, BLENDING (mistura homogênea) 
(RESÍDUOS) 
 
ABERTURA E LIMPEZA 
 
BLENDING 
 
ABERTURA INTENSIVA E LIMPEZA 
 
JUNÇÃO DA MASSSA DA FIBRA PARA CARDAGEM 
 
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 As máquinas de abertura e limpeza têm uma ou mais das 
seguintes ações 
1. Ação de pontos de guarnições opostas 
2. Ação de batedor e barra de grelhas 
3. Ação de corrente de ar 
4. A ação reguladora. 
 
Tabela 3.2.2 SEQÜÊNCIA DA MÁQUINA: ABERTURA E 
LIMPEZA 
Tipo da máquina Linha de limpeza 
 A B C D 
Abridor de fardos (Bale opener) # 0 # 0 # 0 # 0 
Limpador de mono cilindro (Mono roll 
cleaner) 
# # # # 
Tambor condensador (Condenser 
drum) 
 0 0 
Aeromix X X X X 
Limpador ERM (ERM cleaner) # # # # 
Tambor condensador (Condenser 
Drum) 
 0 0 
Caixa de sucção de remoção de 
poeira (Dust removal suction Box) 
 0 0 
Limpador ERM (ERM cleaner) # # # # 
Caixa de sucção de remoção de 
poeira (Dust removal suction Box) 
 0 0 
Alimentador aerodinâmico + Tambor 
condensador (Chute feed + 
Condenser Drum) 
# 0 # 0 # 0 # 0 
Número de pontos de limpeza 5 5 5 5 
Número de pontos de extração de 
poeira 
 2 4 4 6 
 
Preparação da fibra – Roteiro da TRÜTZSCHLER (VER O CD) 
 
1 – Bale Opener 
a) Blendomat BDT 
b) Bale Opener BX* 
Waster Feeder AS* 
2 – Mixer Reserver Trunc 
a) Multi - Mixer MPM 
b) Multi - Mixer MPM 
 
3 – Cleaner/ Opener 
a) Pre-Cleaner MAX-FLO 
b) Cleanomat 
(Intensidade) 
 
4 – Dedusting Machine 
 
5 – Foreign Matter Separator 
a) Foreign Matter Separator 
 
 
Bale opener 
Waste feeder 
Mixer reserver trunc 
Foreign matter separator 
Cleaner / opender 
Abridor de fardos 
Alimentador de desperdícios 
Torre de misturador e reservatório 
Separador de material estranho 
Limpador / abridor 
 
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1 Esteira alimentadora 7 Esteira agulhada 
2 Esteira interna 8 Rolo limpador 
3 Rolos de escova 9 Rolo igualador 
4 Barreira de luz 10 Rolos descarregadores ou extratores 
5 Chapa retentora 11 Grelhas 
6 Aspiração de pó 12 Compartimento de resíduos 
 
 Figura 3.1 ABRIDOR DE FARDOS 
 
 
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Figura 3.2 Abridor de fardo – alimentação manual 
 
 
 
 
 
 
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Figura 3.3 Abridor de fardos - automático 
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 Alimentador Automático - TRUTZSCHLER 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Alimentador automático - RIETER 
Figura 3.4 Alimentador automático 
 
 
 
 
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3.1.2 Performance básica 
 
 Velocidade de produção: até 2000 kg/h 
 360 fardos são trabalhados: 80 por lado 
 
Várias permutas 
Fardos de alturas diferentes 
 
 Computadorizado - armazena dados de blend e os arranjos 
 dos fardos 
 Necessita de baixo consumo de energia 6Kw 
 (máximo) 
 
3.1.3 A AÇÃO DOS BATEDORES E AS BARRAS DE GRELHAS 
 
 Três ações podem ser empregadas 
 
1. Bater a massa da fibra enquanto ela é segurada pelos pinos 
2. Bater a massa da fibra enquanto ela é carregada pela corrente 
de ar 
3. Bater a massa da fibra enquanto ela é segurada pelo um par de 
cilindros (rolos) alimentadores ou cilindros de pedais. 
 
 
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 Figura 3.5 Ação dos batedores nas fibras 
 
3.1.4 INTENSIDADE DE ABERTURA (OPENING) 
 
 Define-se como a quantidade da massa fibrosa (mg) por cada 
batida de um batedor, por uma dada velocidade de produção e a 
velocidade do batedor. 
 
dentesoubatidasdenúmerobatedordorpm60
6(kg).10rprodução/h


 
 
Uma alternativa do tamanho do tufo é o número de batidas /kg 
Massa da fibra é segurada 
pelos pinos 
Massa da fibra é segurada pela 
corrente de ar 
Massa da fibra é segurada pelos 
cilindros alimentadores 
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3.1.5 BATEDORES USADOS: 
 
 3.1.5.1 BUCKLEY OU PORCOPINO 
 
 Limpador Escalonado (Step cleaner) 
Número de lâminas 20-32 
Velocidade 500 rpm 
Tamanho do tufo 500 – 600 mg 
Velocidade de produção 500 kg/h 
 
 
 
 
Figura 3.6 Abridor - Batedor Buckley (grande diâmetro) ou 
Porcopino (pequeno diâmetro). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Figura 3.7 Abridor horizontal (Tipo Buckley) grande diâmetro 
 
1 Eixo horizontal com disco 4 Esteira de alimentação 
2 Lâminas 5 Regulador de alimentação 
3 Grelhas 6 Saída 
 
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Figura 3.8 Abridor horizontal (Porcopino) pequeno diâmetro. 
 
 
1 Eixo horizontal com discos 4 Entrada 
2 Lâminas 5 Saída 
3 Grelhas 
 
Figura 3.9 Abridores Tipo “Axi-flo” 
 
3.1.5.2 PRÉ-ABERTURA BÁSICA OU ABERTURA 
PRINCIPAL 
 
 KIRSHNER 
 
Batedor Três faces de abertura 
Cada face Com 1000 pinos 
1 
2 
3 
4 
5 
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Velocidade 500 rpm 
Tamanho do tufo 500 – 600 mg 
Velocidade de produção 500 kg/h 
 
 
 
 
 Figura 3.10 Batedor KIRSHNER 
 
 Batedor de dente de serra (Ver o CD) 
 
Abertura IntensivaDiâmetro 40” / 15” (1 m / 38 cm) 
No de dentes 10/pol 2 (2 /cm2) 
Tamanho do tufo 0,88 mg 
 
 
Batedor KIRSHNER 
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Limpador de precisão B50 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIfloc A 11 – RIETER Abridora cargadora B 3/3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIclean – B 11 – RIETER UNIflex B 60 – RIETER 
 
 
 
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UNIblend A 80 / UNIstore A 77 – RIETER Abridora de desperdícios B 
2 / 5 
 
Figura 3.11 Tipos de abridores 
 
3.2 O VALOR DE ABERTURA: 
 
fibra da específica gravidade x fibra da massa da específico volume abertura daValor 
(g) amostra da Peso
)(cm comprimida amostra da Volume
 específico Volume
3
 
 
 
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 Figura 3.12 Ação do batedor 
 
Figura 3.13 Fluxo dos materiais 
Batedor 
Cilindros alimentadores 
Corrente do ar 
Trash Ponto da separação 
Caminho da fibra 
Caminho do trash 
Ponto da separação 
ajustável 
 
Linhas gerais do corrente do ar 
 
Componente da velocidade do material 
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Figura 3.14 Separação das impurezas 
 
 Figura 3.15 Condensador pneumático (remoção de poeira) 
Dutos para ventilador 
Gaiola do condensador 
Gaiola do pó -- chapa perfurada 
Tela 
Entrada do ar 
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Figura 3.16 Condensador pneumático (remoção de poeira) 
Ar 
Material 
Poeiras 
 
Fibras 
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1. Condensador de alimentação 2 – Limpador batedor 
 
 Figura 3.17 Limpador – Batedor escalonado (inclinado) 
 
 
2 
1 
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Figura 3.18 Limpador – Batedor Vertical 
 
 
 
 
1. Batedores 
2. Grelhas 
3. Caixa para desperdícios 
4. Condensador de alimentação 
5. Canal de saída 
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 Figura 3.19 Condensador de alimentação 
 
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 Figura 3.20 Carregador – Limpador 
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 Figura 3.21 Carregador automático 
 
1. Alimentação 
2. Condensadores com ventiladores 
3. Tambor perfurado 
4. Cilindro de entrega 
5. Cilindro igualizador 
6. Esteira inclinada (com pinos) 
7. Cilindro extrator 
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1. Esteira de alimentação 
2. Esteira de alimentação inferior 
3. Esteira inclinada (com pinos) 
4. Cilindro extrator 
5. Balança 
 
Figura 3.22 Carregador pesador 
 
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1. Canal alimentador 4. Cilindros extratores 
2. Câmaras misturadoras 5. Esteira transportador 
inferior 
3. Cilindros 
descarregadores 
6. Canal de aspiração da 
saída 
 
 Figura 3.23 Misturador automático (misturador de multi-câmara) 
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Figura 3.24 Alimentação de torre – remoção de impurezas. 
 
 
Figura 3.25 Blender / Misturador automático de quatro câmaras 
(STACK BLENDER) 
 
 
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LAYOUT DE UMA FÁBRICA - ALGODÃO SUJO 
 
 
 
 
Armadilha de ima dupla Armadilha de ima dupla 
 
Transporte de material 
Abridor de fardo automático 
Transporte do material 
Caixa AIREX 
Blender de 4 câmaras 
Limpador de 3 rolos 
Separador de 
partículas grandes 
Blender de 4 câmaras 
Distribuidor de duas 
saídas 
Blender de resíduos 
leves 
Alimentação pelos dutos (chute feed) 
Armadilha de ima dupla 
Ventilador de transporte de 
material 
Torre de alimentação 
para remoção de pó 
Abridor fino e limpador 
Torre de 
reserva 
Torre de 
reserva Abridor e 
limpador 
misturado 
CARDA 
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LAYOUT DE UMA FÁBRICA - ALGODÃO LIMPO 
 
 
 
 
 
 
Armadilha de ima dupla Armadilha de ima dupla Transporte de material Armadilha de ima dupla 
Abridor de fardo automático 
Ventilador de 
transporte de material 
Caixa 
AIREX 
Blender de 4 câmaras 
Limpador de 3 rolos 
Alimentação por dutos 
Separador de 
partículas grandes 
Blender de 4 
câmaras 
Abridor e limpador 
fino 
Torre de alimentação 
para remoção de pó 
CARDAS Transporte de material Alimentação de 
resíduo fino 
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3.3 EFICIÊNCIA 
 
 O objetivo principal dos equipamentos de abertura da maioria 
dos algodões é a limpeza. Todavia, tem testes consideráveis da 
uniformidade do produto, principalmente no abridor, a eficiência da 
limpeza das diferentes partes dos equipamentos ou os efeitos na 
mudança nas velocidades e as ajustagens na eficiência da limpeza 
devem ser avaliados. 
 Medições das eficiências da limpeza foram facilitadas pelo 
uso do Shirley Analyser. Este instrumento é usado para separar 
algodão ou impurezas em seus componentes de lint e não lint (trash 
(linter)). Pela medição da porcentagem do trash ou quantidade de 
não lint numa amostra de algodão antes da limpeza, e a medição do 
conteúdo do trash dos desperdícios após a limpeza, a eficiência 
relativa da limpeza da máquina pode ser calculada da seguinte 
formula: 
100
alimentado estoque notrash 
 saída de estoque no trash - alimentado estoque notrash 
 limpeza da Eficiência % 
 Para determinar a eficiência de uma série das máquinas de 
limpeza, o trash no produto de saída em cada estágio é calculado 
como porcentagem do trash que estava na amostra original. Pela 
adição destas eficiências, a eficiência total da limpeza de qualquer 
sistema pode ser calculada. 
 
3.3.1 Aplicação do óleo no algodão 
 
 Com o aparecimento da colheita mecânica e uso de algodão 
de baixa qualidade na maioria das fábricas, os problemas de poeira 
(dust) e pequenas fibras flutuantes (fly) são muito óbvios. Para 
reduzir o nível de poeira, principalmente na carda, muitas fábricas 
usam alguns tiposde agentes de condicionamento da fibra. 
Inicialmente, a maioria dos agentes era baseada em diferentes tipos 
de óleo mineral. Estes óleos foram pulverizados no algodão no 
processo de abertura ou limpeza. Em alguns casos tintas foram 
usadas com spray de óleo para identificar diferentes misturas de 
algodão. 
 Quando se usa óleo cerca de 0,2 a 0,3 % é aplicado para 
algodão. A quantidade aplicada nunca excede 0,5%. Isto é 
considerado como uma aplicação pesada. Estas pequenas 
quantidades aplicadas, normalmente não são detectáveis quando o 
algodão chega no setor de filatório para formar o fio. 
 
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3.3.2 Guia geral para limpeza efetiva 
 
1. A limpeza está relacionada à boa abertura 
2. Abertura e limpeza têm efeitos, se forem feitas 
progressivamente. 
3. Máquinas idênticas na série são ineficientes. 
4. Alimentadores automáticos oferecem melhores valores 
da abertura do que alimentadores hopper. 
5. Gaiolas de pó são essenciais para extração de 
partículas finas. 
6. Unidades de alimentação incorporadas nas máquinas 
são mais efetivas do que hoppers, porque eles não 
enrolam as fibras. 
7. É preferível empregar máquinas que retêm a massa da 
fibra no estado aberto do que aquelas que comprimem a 
massa intermitentemente. 
 
3.3.3 Fatores que causam influências adversas na uniformidade da 
massa da fibra alimentada por dutos e os métodos usados 
para superar estes problemas. 
 
A perda do controle manual da 
massa / comprimento alimentado 
à carda. 
Perda da massa / controle do 
comprimento unitário – 
Autoleveller fixado nas cardas 
Baixo grau de blending / mistura 
ao longo das câmaras de tempo. 
Perda de mistura – Misturador 
de várias câmaras. 
Efeito das propriedades da fibra, 
condições ambientais e % dos 
resíduos recuperados. 
Propriedades das fibras – ter 
certeza de uma disposição 
consistente dos fardos com 
relação ao Micronaire, 
comprimento da fibra, 
distribuição do comprimento, 
conteúdo do trash e densidade 
do fardo. 
Regain da umidade pode ser 
estabelecido pela “blooming” dos 
fardos e controle rigoroso das 
condições atmosféricas. 
 
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3.3.4 EFICIÊNCIA DA LIMPEZA DAS MÁQUINAS 
 Limpador AXI-FLO 
 
 Limpador STEP ou Abridor FINO com batedor Porcopino 
 
Abridor FINO com batedor com dente em forma de serra 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 1 2 3 4 5 6 
 % de Trash na alimentação 
 
40 
 
30 
 
20 
 
10 
 1 2 3 4 5 6 
 % de Trash na alimentação 
 
40 
 
30 
 
20 
 
10 
 1 2 3 4 5 6 
 % de Trash na alimentação 
 
40 
 
30 
 
20 
 
10 
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 80 
 
 CARDA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3.3.5 Cálculos na abertura são estiragem, produção e número de 
batidas por cm ou polegada. 
 
 Estiragem: é uma medição do grau ao qual uma manta de 
algodão é reduzida quando ela passa por uma máquina. A 
estiragem pode ser considerada como a relação entre o peso por 
metro do material alimentado e do material saído, geralmente 
conhecida como estiragem real ou a relação entre a velocidade de 
saída e entrada, estiragem mecânica. 
 
 3.3.5.1 Estiragem real é uma medida de como o material é 
reduzido em peso por metro (comprimento unitário), sem 
consideração de como isso acontece. A maioria da estiragem real é 
o resultado das velocidades dos cilindros dianteiros que são mais 
velozes do que os cilindros traseiros, mas parte desse pe a 
remoção das impurezas quando o algodão passa pelas máquinas. 
Se uma máquina de abertura é alimentada por uma manta pesando 
2 kg por metro e a saída da manta pesa 500 g por metro, a 
estiragem real seria: 
 4
500
2000
 estiragem real. 
 A maioria desta redução é por que os cilindros rodam com 
velocidade superficial maior que os cilindros alimentadores, mas o 
resto depende do fato de que algumas impurezas foram removidas. 
Se 2% das impurezas foram removidas na limpeza de cada 2 kg do 
algodão, 40 g de impurezas são perdidas e o peso restante seria 
1.960 g por metro. Se isso fosse a única redução, a estiragem 
devido à perda das impurezas seria: 
 real. est iragem02,1
1.960
2.000
 
 
95 
 
 
90 
 
 
85 
 1 2 3 4 5 6 
 % de Trash na alimentação 
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 81 
 Isto mostra que mesmo a estiragem sendo tão pequena 
devido à remoção das impurezas, este fator não pode ser ignorado. 
 
3.3.5.2 Estiragem mecânica 
 
 A estiragem restante para reduzir 2.000 g para 500 g resulta 
da velocidade de saída ser mais rápida do que a velocidade da 
alimentação do material e esta é chamada de estiragem mecânica. 
A estiragem mecânica é calculada pela redução do peso alimentado 
pela perda de desperdícios do material, e pela divisão do peso do 
material de saída: 
 mecânica est iragem 92,3
500
1.960
 
 Na maioria dos casos, a perda real de peso (40 g) não é 
determinada, mas o peso restante é calculado diretamente: ex: 
2.000 x 0.98 é o peso restante. Assim, o cálculo total pode ser feito 
em um só passo: 
 
 93,3
500
98,0000.2


, estiragem mecânica. 
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Tabela 3.1 CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE FIAÇÃO 
Métodos de fiação Característica 
comum 
Técnica Tipo da ação da 
torção durante a 
fiação 
Tipo da estrutura 
do fio produzido 
para consolidação 
da fibra 
Nome da marca 
Fiação a anel Anel e viajante Torção convencional 
de feixe singelo 
 
Dobragem de fios 
duplos 
Real 
 
 
Real 
Torcido: S ou Z 
 
 
Torcido: S ou Z 
- 
 
 
Sirospun 
Duospun 
Fiação Open end Quebra na massa 
da fibra 
 
 
Continuidade na 
zona de torção 
Fiação a rotor 
 
 
Fiação a fricção 
 
 
 
Real 
Torcido: 
Z + enrolado 
 
Torcido: 
Z + enrolado 
 
Autocoro 
RU14 
 
DREF II 
Master Spinner 
Fiação por auto-
torção (SELF-
TWIST SPINNING) 
Torção S e Z 
alternados 
Torção de dobra 
Torção falsa, dois 
feixes de fibras 
padrão posicionados 
para autodobragem. 
Falsa S e Z torcido REPCO 
Fiação por 
enrolamento 
(WRAP-SPINNING) 
Enrolamento de 
uma fita fibrosa 
pelo: 
a) Fio de 
filamento 
 
b) Fibras 
curtas 
Enrolamento da 
torção alternada de 
S e Z 
Enrolamento de fuso 
oco 
 
Enrolamento 
faceado 
Falsa 
 
 
Falsa 
 
 
Falsa 
Torção S e Z + 
 
 
Enrolado 
 
 
Enrolado e Torcido 
SELFIL 
 
 
PARAFIL 
COVERSPUN 
WELLSPUN 
DREF III 
MJS 
SEM TORÇÃO A coerência dos 
constituintes do fio 
é atingida pela 
ligação adesiva ou 
feltragem 
Adesivo a base de 
água 
Adesivo a base da 
resina. 
 
Feltragem líquida 
Falsa 
 
 
Zero 
Ligado (bonded) 
Ligado 
 
Feltrado 
Pavana 
Twilo 
Bobtex 
Periloc 
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 Figura 3.1 Algodão Brasileiro fiado no Rieter MVI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 80 320 640 
Cardagem 
A 
B 
C 
D 
 
150 
 
 
 
 
 
 
100 
 
 
 
50 
Abertura + limpeza 
5% 
11% 
25% 
58% 65% 
A + K3 
A + K2 
K1 
Tempo de fiação (minutos) 
D 
e 
p 
ó 
s 
i 
t 
o 
s 
do 
 
R 
o 
t 
o 
r 
 
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Figura 3.2 Algodão americano fiado no BD200 
 
 
 
 
 320 640 960 
Cardagem 
A 
 
B 
 
C 
 
D 
 
75 
 
 
 
 
 
 
50 
 
 
 
25Abertura + limpeza 
D 
e 
p 
ó 
s 
i 
t 
o 
s 
 do 
 
R 
o 
t 
o 
r 
12% 
35% 
39% 
87% 91% 
A + K3 
A + K2 
K1 
Tempo de fiação (minutos)

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