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Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 49 3.0 ABERTURA E LIMPEZA A abertura e limpeza do algodão contido em um fardo passam por vários estágios com o objetivo de remover as impurezas e ouros materiais estranhos bem comprimidos que se encontram na fibra, a fim de transformá-la em uma manta uniforme em forma de flocos compactos ou em uma manta de rolo parcialmente limpo e pronto para ser alimentado na carda que é a operação seguinte. Os estágios acima referidos compreendem a separação do algodão em partículas suficientemente pequenas, visando facilitar a limpeza, e a transformação dos tufos em forma de manta pronta para a carda. Desde que o algodão é alimentado na forma original de fardo, esta operação inclui blendagem ou mistura de várias propriedades de fibras a serem controladas no produto final que é o fio para ser usado na fabricação do tecido. As operações de abertura e limpeza incluem blendagem alimentação, redução dos tamanhos das partículas, remoção das impurezas, manuseio do material, separação, formação da manta e embalagem. 3.1 PONTOS IMPORTANTES a) A carda é a melhor máquina de limpeza b) Objetivo principal da sala de abertura Oferecer pequenos tufos para cardagem fácil Remover impurezas pesadas e algumas impurezas em pó. O nível de neps deve ser mantido no mínimo. 3.1.1 SEQUÊNCIA DAS OPERAÇÕES DA SALA DE ABERTURA PRÉ-ABERTURA, LIMPEZA, BLENDING (mistura homogênea) (RESÍDUOS) ABERTURA E LIMPEZA BLENDING ABERTURA INTENSIVA E LIMPEZA JUNÇÃO DA MASSSA DA FIBRA PARA CARDAGEM Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 50 As máquinas de abertura e limpeza têm uma ou mais das seguintes ações 1. Ação de pontos de guarnições opostas 2. Ação de batedor e barra de grelhas 3. Ação de corrente de ar 4. A ação reguladora. Tabela 3.2.2 SEQÜÊNCIA DA MÁQUINA: ABERTURA E LIMPEZA Tipo da máquina Linha de limpeza A B C D Abridor de fardos (Bale opener) # 0 # 0 # 0 # 0 Limpador de mono cilindro (Mono roll cleaner) # # # # Tambor condensador (Condenser drum) 0 0 Aeromix X X X X Limpador ERM (ERM cleaner) # # # # Tambor condensador (Condenser Drum) 0 0 Caixa de sucção de remoção de poeira (Dust removal suction Box) 0 0 Limpador ERM (ERM cleaner) # # # # Caixa de sucção de remoção de poeira (Dust removal suction Box) 0 0 Alimentador aerodinâmico + Tambor condensador (Chute feed + Condenser Drum) # 0 # 0 # 0 # 0 Número de pontos de limpeza 5 5 5 5 Número de pontos de extração de poeira 2 4 4 6 Preparação da fibra – Roteiro da TRÜTZSCHLER (VER O CD) 1 – Bale Opener a) Blendomat BDT b) Bale Opener BX* Waster Feeder AS* 2 – Mixer Reserver Trunc a) Multi - Mixer MPM b) Multi - Mixer MPM 3 – Cleaner/ Opener a) Pre-Cleaner MAX-FLO b) Cleanomat (Intensidade) 4 – Dedusting Machine 5 – Foreign Matter Separator a) Foreign Matter Separator Bale opener Waste feeder Mixer reserver trunc Foreign matter separator Cleaner / opender Abridor de fardos Alimentador de desperdícios Torre de misturador e reservatório Separador de material estranho Limpador / abridor Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 51 1 Esteira alimentadora 7 Esteira agulhada 2 Esteira interna 8 Rolo limpador 3 Rolos de escova 9 Rolo igualador 4 Barreira de luz 10 Rolos descarregadores ou extratores 5 Chapa retentora 11 Grelhas 6 Aspiração de pó 12 Compartimento de resíduos Figura 3.1 ABRIDOR DE FARDOS Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 52 Figura 3.2 Abridor de fardo – alimentação manual Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 53 Figura 3.3 Abridor de fardos - automático Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 54 Alimentador Automático - TRUTZSCHLER Alimentador automático - RIETER Figura 3.4 Alimentador automático Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 55 3.1.2 Performance básica Velocidade de produção: até 2000 kg/h 360 fardos são trabalhados: 80 por lado Várias permutas Fardos de alturas diferentes Computadorizado - armazena dados de blend e os arranjos dos fardos Necessita de baixo consumo de energia 6Kw (máximo) 3.1.3 A AÇÃO DOS BATEDORES E AS BARRAS DE GRELHAS Três ações podem ser empregadas 1. Bater a massa da fibra enquanto ela é segurada pelos pinos 2. Bater a massa da fibra enquanto ela é carregada pela corrente de ar 3. Bater a massa da fibra enquanto ela é segurada pelo um par de cilindros (rolos) alimentadores ou cilindros de pedais. Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 56 Figura 3.5 Ação dos batedores nas fibras 3.1.4 INTENSIDADE DE ABERTURA (OPENING) Define-se como a quantidade da massa fibrosa (mg) por cada batida de um batedor, por uma dada velocidade de produção e a velocidade do batedor. dentesoubatidasdenúmerobatedordorpm60 6(kg).10rprodução/h Uma alternativa do tamanho do tufo é o número de batidas /kg Massa da fibra é segurada pelos pinos Massa da fibra é segurada pela corrente de ar Massa da fibra é segurada pelos cilindros alimentadores Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 57 3.1.5 BATEDORES USADOS: 3.1.5.1 BUCKLEY OU PORCOPINO Limpador Escalonado (Step cleaner) Número de lâminas 20-32 Velocidade 500 rpm Tamanho do tufo 500 – 600 mg Velocidade de produção 500 kg/h Figura 3.6 Abridor - Batedor Buckley (grande diâmetro) ou Porcopino (pequeno diâmetro). Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 58 Figura 3.7 Abridor horizontal (Tipo Buckley) grande diâmetro 1 Eixo horizontal com disco 4 Esteira de alimentação 2 Lâminas 5 Regulador de alimentação 3 Grelhas 6 Saída Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 59 Figura 3.8 Abridor horizontal (Porcopino) pequeno diâmetro. 1 Eixo horizontal com discos 4 Entrada 2 Lâminas 5 Saída 3 Grelhas Figura 3.9 Abridores Tipo “Axi-flo” 3.1.5.2 PRÉ-ABERTURA BÁSICA OU ABERTURA PRINCIPAL KIRSHNER Batedor Três faces de abertura Cada face Com 1000 pinos 1 2 3 4 5 Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 60 Velocidade 500 rpm Tamanho do tufo 500 – 600 mg Velocidade de produção 500 kg/h Figura 3.10 Batedor KIRSHNER Batedor de dente de serra (Ver o CD) Abertura IntensivaDiâmetro 40” / 15” (1 m / 38 cm) No de dentes 10/pol 2 (2 /cm2) Tamanho do tufo 0,88 mg Batedor KIRSHNER Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 61 Limpador de precisão B50 UNIfloc A 11 – RIETER Abridora cargadora B 3/3 UNIclean – B 11 – RIETER UNIflex B 60 – RIETER Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 62 UNIblend A 80 / UNIstore A 77 – RIETER Abridora de desperdícios B 2 / 5 Figura 3.11 Tipos de abridores 3.2 O VALOR DE ABERTURA: fibra da específica gravidade x fibra da massa da específico volume abertura daValor (g) amostra da Peso )(cm comprimida amostra da Volume específico Volume 3 Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 63 Figura 3.12 Ação do batedor Figura 3.13 Fluxo dos materiais Batedor Cilindros alimentadores Corrente do ar Trash Ponto da separação Caminho da fibra Caminho do trash Ponto da separação ajustável Linhas gerais do corrente do ar Componente da velocidade do material Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 64 Figura 3.14 Separação das impurezas Figura 3.15 Condensador pneumático (remoção de poeira) Dutos para ventilador Gaiola do condensador Gaiola do pó -- chapa perfurada Tela Entrada do ar Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 65 Figura 3.16 Condensador pneumático (remoção de poeira) Ar Material Poeiras Fibras Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 66 1. Condensador de alimentação 2 – Limpador batedor Figura 3.17 Limpador – Batedor escalonado (inclinado) 2 1 Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 67 Figura 3.18 Limpador – Batedor Vertical 1. Batedores 2. Grelhas 3. Caixa para desperdícios 4. Condensador de alimentação 5. Canal de saída Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 68 Figura 3.19 Condensador de alimentação Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 69 Figura 3.20 Carregador – Limpador Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 70 Figura 3.21 Carregador automático 1. Alimentação 2. Condensadores com ventiladores 3. Tambor perfurado 4. Cilindro de entrega 5. Cilindro igualizador 6. Esteira inclinada (com pinos) 7. Cilindro extrator Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 71 1. Esteira de alimentação 2. Esteira de alimentação inferior 3. Esteira inclinada (com pinos) 4. Cilindro extrator 5. Balança Figura 3.22 Carregador pesador Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 72 1. Canal alimentador 4. Cilindros extratores 2. Câmaras misturadoras 5. Esteira transportador inferior 3. Cilindros descarregadores 6. Canal de aspiração da saída Figura 3.23 Misturador automático (misturador de multi-câmara) Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 73 Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 74 Figura 3.24 Alimentação de torre – remoção de impurezas. Figura 3.25 Blender / Misturador automático de quatro câmaras (STACK BLENDER) Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 75 LAYOUT DE UMA FÁBRICA - ALGODÃO SUJO Armadilha de ima dupla Armadilha de ima dupla Transporte de material Abridor de fardo automático Transporte do material Caixa AIREX Blender de 4 câmaras Limpador de 3 rolos Separador de partículas grandes Blender de 4 câmaras Distribuidor de duas saídas Blender de resíduos leves Alimentação pelos dutos (chute feed) Armadilha de ima dupla Ventilador de transporte de material Torre de alimentação para remoção de pó Abridor fino e limpador Torre de reserva Torre de reserva Abridor e limpador misturado CARDA Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 76 LAYOUT DE UMA FÁBRICA - ALGODÃO LIMPO Armadilha de ima dupla Armadilha de ima dupla Transporte de material Armadilha de ima dupla Abridor de fardo automático Ventilador de transporte de material Caixa AIREX Blender de 4 câmaras Limpador de 3 rolos Alimentação por dutos Separador de partículas grandes Blender de 4 câmaras Abridor e limpador fino Torre de alimentação para remoção de pó CARDAS Transporte de material Alimentação de resíduo fino Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 77 3.3 EFICIÊNCIA O objetivo principal dos equipamentos de abertura da maioria dos algodões é a limpeza. Todavia, tem testes consideráveis da uniformidade do produto, principalmente no abridor, a eficiência da limpeza das diferentes partes dos equipamentos ou os efeitos na mudança nas velocidades e as ajustagens na eficiência da limpeza devem ser avaliados. Medições das eficiências da limpeza foram facilitadas pelo uso do Shirley Analyser. Este instrumento é usado para separar algodão ou impurezas em seus componentes de lint e não lint (trash (linter)). Pela medição da porcentagem do trash ou quantidade de não lint numa amostra de algodão antes da limpeza, e a medição do conteúdo do trash dos desperdícios após a limpeza, a eficiência relativa da limpeza da máquina pode ser calculada da seguinte formula: 100 alimentado estoque notrash saída de estoque no trash - alimentado estoque notrash limpeza da Eficiência % Para determinar a eficiência de uma série das máquinas de limpeza, o trash no produto de saída em cada estágio é calculado como porcentagem do trash que estava na amostra original. Pela adição destas eficiências, a eficiência total da limpeza de qualquer sistema pode ser calculada. 3.3.1 Aplicação do óleo no algodão Com o aparecimento da colheita mecânica e uso de algodão de baixa qualidade na maioria das fábricas, os problemas de poeira (dust) e pequenas fibras flutuantes (fly) são muito óbvios. Para reduzir o nível de poeira, principalmente na carda, muitas fábricas usam alguns tiposde agentes de condicionamento da fibra. Inicialmente, a maioria dos agentes era baseada em diferentes tipos de óleo mineral. Estes óleos foram pulverizados no algodão no processo de abertura ou limpeza. Em alguns casos tintas foram usadas com spray de óleo para identificar diferentes misturas de algodão. Quando se usa óleo cerca de 0,2 a 0,3 % é aplicado para algodão. A quantidade aplicada nunca excede 0,5%. Isto é considerado como uma aplicação pesada. Estas pequenas quantidades aplicadas, normalmente não são detectáveis quando o algodão chega no setor de filatório para formar o fio. Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 78 3.3.2 Guia geral para limpeza efetiva 1. A limpeza está relacionada à boa abertura 2. Abertura e limpeza têm efeitos, se forem feitas progressivamente. 3. Máquinas idênticas na série são ineficientes. 4. Alimentadores automáticos oferecem melhores valores da abertura do que alimentadores hopper. 5. Gaiolas de pó são essenciais para extração de partículas finas. 6. Unidades de alimentação incorporadas nas máquinas são mais efetivas do que hoppers, porque eles não enrolam as fibras. 7. É preferível empregar máquinas que retêm a massa da fibra no estado aberto do que aquelas que comprimem a massa intermitentemente. 3.3.3 Fatores que causam influências adversas na uniformidade da massa da fibra alimentada por dutos e os métodos usados para superar estes problemas. A perda do controle manual da massa / comprimento alimentado à carda. Perda da massa / controle do comprimento unitário – Autoleveller fixado nas cardas Baixo grau de blending / mistura ao longo das câmaras de tempo. Perda de mistura – Misturador de várias câmaras. Efeito das propriedades da fibra, condições ambientais e % dos resíduos recuperados. Propriedades das fibras – ter certeza de uma disposição consistente dos fardos com relação ao Micronaire, comprimento da fibra, distribuição do comprimento, conteúdo do trash e densidade do fardo. Regain da umidade pode ser estabelecido pela “blooming” dos fardos e controle rigoroso das condições atmosféricas. Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 79 3.3.4 EFICIÊNCIA DA LIMPEZA DAS MÁQUINAS Limpador AXI-FLO Limpador STEP ou Abridor FINO com batedor Porcopino Abridor FINO com batedor com dente em forma de serra 1 2 3 4 5 6 % de Trash na alimentação 40 30 20 10 1 2 3 4 5 6 % de Trash na alimentação 40 30 20 10 1 2 3 4 5 6 % de Trash na alimentação 40 30 20 10 Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 80 CARDA 3.3.5 Cálculos na abertura são estiragem, produção e número de batidas por cm ou polegada. Estiragem: é uma medição do grau ao qual uma manta de algodão é reduzida quando ela passa por uma máquina. A estiragem pode ser considerada como a relação entre o peso por metro do material alimentado e do material saído, geralmente conhecida como estiragem real ou a relação entre a velocidade de saída e entrada, estiragem mecânica. 3.3.5.1 Estiragem real é uma medida de como o material é reduzido em peso por metro (comprimento unitário), sem consideração de como isso acontece. A maioria da estiragem real é o resultado das velocidades dos cilindros dianteiros que são mais velozes do que os cilindros traseiros, mas parte desse pe a remoção das impurezas quando o algodão passa pelas máquinas. Se uma máquina de abertura é alimentada por uma manta pesando 2 kg por metro e a saída da manta pesa 500 g por metro, a estiragem real seria: 4 500 2000 estiragem real. A maioria desta redução é por que os cilindros rodam com velocidade superficial maior que os cilindros alimentadores, mas o resto depende do fato de que algumas impurezas foram removidas. Se 2% das impurezas foram removidas na limpeza de cada 2 kg do algodão, 40 g de impurezas são perdidas e o peso restante seria 1.960 g por metro. Se isso fosse a única redução, a estiragem devido à perda das impurezas seria: real. est iragem02,1 1.960 2.000 95 90 85 1 2 3 4 5 6 % de Trash na alimentação Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 81 Isto mostra que mesmo a estiragem sendo tão pequena devido à remoção das impurezas, este fator não pode ser ignorado. 3.3.5.2 Estiragem mecânica A estiragem restante para reduzir 2.000 g para 500 g resulta da velocidade de saída ser mais rápida do que a velocidade da alimentação do material e esta é chamada de estiragem mecânica. A estiragem mecânica é calculada pela redução do peso alimentado pela perda de desperdícios do material, e pela divisão do peso do material de saída: mecânica est iragem 92,3 500 1.960 Na maioria dos casos, a perda real de peso (40 g) não é determinada, mas o peso restante é calculado diretamente: ex: 2.000 x 0.98 é o peso restante. Assim, o cálculo total pode ser feito em um só passo: 93,3 500 98,0000.2 , estiragem mecânica. Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 82 Tabela 3.1 CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE FIAÇÃO Métodos de fiação Característica comum Técnica Tipo da ação da torção durante a fiação Tipo da estrutura do fio produzido para consolidação da fibra Nome da marca Fiação a anel Anel e viajante Torção convencional de feixe singelo Dobragem de fios duplos Real Real Torcido: S ou Z Torcido: S ou Z - Sirospun Duospun Fiação Open end Quebra na massa da fibra Continuidade na zona de torção Fiação a rotor Fiação a fricção Real Torcido: Z + enrolado Torcido: Z + enrolado Autocoro RU14 DREF II Master Spinner Fiação por auto- torção (SELF- TWIST SPINNING) Torção S e Z alternados Torção de dobra Torção falsa, dois feixes de fibras padrão posicionados para autodobragem. Falsa S e Z torcido REPCO Fiação por enrolamento (WRAP-SPINNING) Enrolamento de uma fita fibrosa pelo: a) Fio de filamento b) Fibras curtas Enrolamento da torção alternada de S e Z Enrolamento de fuso oco Enrolamento faceado Falsa Falsa Falsa Torção S e Z + Enrolado Enrolado e Torcido SELFIL PARAFIL COVERSPUN WELLSPUN DREF III MJS SEM TORÇÃO A coerência dos constituintes do fio é atingida pela ligação adesiva ou feltragem Adesivo a base de água Adesivo a base da resina. Feltragem líquida Falsa Zero Ligado (bonded) Ligado Feltrado Pavana Twilo Bobtex Periloc Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 83 Figura 3.1 Algodão Brasileiro fiado no Rieter MVI 80 320 640 Cardagem A B C D 150 100 50 Abertura + limpeza 5% 11% 25% 58% 65% A + K3 A + K2 K1 Tempo de fiação (minutos) D e p ó s i t o s do R o t o r Métodos e Processos de Manufatura do Fio I_ volume 3_ 2004 Prof. Dr. Rasiah Ladchumananandasivam, PhD CText FTI Curso de Engenharia Têxtil - UFRN 84 Figura 3.2 Algodão americano fiado no BD200 320 640 960 Cardagem A B C D 75 50 25Abertura + limpeza D e p ó s i t o s do R o t o r 12% 35% 39% 87% 91% A + K3 A + K2 K1 Tempo de fiação (minutos)