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➥ Inspeção estática: O paciente deve estar despido da cintura para cima e deve-se observar: • Edema, equimose, deformidades, cicatrizes cirúrgicas, sinais de lesão traumática; • Formato, posição, simetria e mobilidade da escápula; • Alterações da musculatura, das linhas mamilares e axilares; • Posição anormal do membro superior. ➥Postura: AHAc - Alinhamento horizontal dos acrômios - linha do acrômio direito até o acrômio esquerdo e uma linha horizontal. É calculado o ângulo formado entre as duas retas. ED/E - distância em centímetros obtida entre o ângulo inferior da escápula direita ou esquerda até a vértebra T6. As provas funcionais completam a inspeção dinâmica e verificam a capacidade de o paciente posicionar a mão em relação ao próprio corpo. Essa etapa é importante para avaliar a capacidade de realizar atividades cotidianas e habituais. Ela é comparativa e classificada em três grupos: • Consegue realizar sem dor • Consegue realizar com dor/dificuldade • Não consegue realizar São eles: • Mão/Nádega oposta- apor a mão à nádega contralateral • Mão/Costas- apor o dorso da mão às costas, procurando tocar com a ponta do polegar o ângulo inferior da escápula oposta. • Mão / Ombro oposto- apor a palma da mão à região deltóidea do lado oposto • Mão / Nuca – apor a palma da mão à nuca ➥ Deve ser feita de forma metódica e cuidadosa. Observar o relevo osteoarticular, ventres musculares e os tendões. É fundamental ter conhecimento anatômico para que sejam diferenciadas as estruturas. Deve investigar: • Dor • Trofismo muscular • Edema • Deformidade • Crepitação • Mobilidade anormal Deve-se abordar: • articulação esternoclavicular • a clavícula • a articulação acromioclavicular (em casos de luxação, a clavícula pode ser reduzida – sinal da tecla do piano) • o tendão conjunto (cabeça curta do bíceps braquial e coracobraquial) • o processo coracoide • o músculo deltoide • a pequena e a grande tuberosidades • o tendão da cabeça longa do bíceps • o acrômio • a espinha da escápula • os músculos supra e infraespinais e os periescapulares dorsais. • Palpação da Tuberosidade Maior; • Palpação da Tuberosidade Maior; • Palpação da Bursa Subacromial; • Palpação do Sulco Bicipital; • Palpação da Escapula; AVALIAÇÃO DO OMBRO INSPEÇÃO PALPAÇÃO ➥ Flexão (0-180º) ➥ Extensão (0-60º) - Realizada paralelamente ao plano sagital; ➥ Abdução (0-180º) - Realizada no plano frontal ➥Adução(0-40 º) ➥ Rotação medial (0 a 90°) ➥ Rotação lateral (0 a 90°) ➥Músculo serrátil anterior( nervo torácico longo C5,C6,C7,C8)abdução e rotação lateral da escapula GONIOMETRIA FORÇA MUSCULAR ➥Músculo infraespinhal( nervo subescapular C4,C5,C6) rotação lateral da articulação do ombro ➥Músculo redondo menor(nervo axilar,C5,C6) rotação lateral da articulação do umero ➥Rotadores mediais( grande dorsal, peitoral maior, subescapular, redondo menor) ➥ Músculo Redondo maior(nervo subescapular inferior, C5,C6,C7) rotação medial , adução e extensão do úmero. ➥Músculo subescapular(nervo subescapular superior, C5,C6 E C7) rotação medial do úmero ➥Músculo Grande dorsal(toracodorsal C6,C7 e C8) rotação medial, adução, extensão de ombro, inclinação anterior e lateral da pelve, depressor da cabeça do úmero. ➥ Músculo Peitoral maior superior (peitoral lateral C5,C6,C7) flexão e rotação medial do ombro e adução horizontal. ➥ Músculo Peitoral maior inferior (peitoral latera e medial ,C6,C7,C8,T1) depressão da cintura escapular e adução obliqua do úmero. ➥ Músculo Peitoral menor(peitoral medial, C6,C7,C8,T1)inclinação da escapula anteriormente. ➥ Músculo coracobraquial(musculocutaneo C6 e C7) flexão e adução do ombro. ➥ Músculo supraespinhal( supraescapular C4, C5 e C6) abdução de ombro. ➥ Músculos romboides maior e menor(dorsal da escapula C4 e C5), adução e elevação da escapula. ➥ Músculo trapézio fibras superiores(nervo craniano XI(acessório) C2,C3,C4) elevação e rotação da escapula, extensão da cabeça e rotação da coluna cervical. ➥ Músculo trapézio fibras medias(nervo craniano XI(acessório) C2,C3,C4) adução da escapula. ➥ Músculo trapézio fibras inferiores(nervo craniano XI(acessório) C2,C3,C4) rotação lateral da escapula ➥ Músculo deltoide(nervo axilar C5 e C6) parte anterior faz flexão, rotação medial e adução horizontal, parte média abdução de ombro e posterior extensão, rotação lateral e abdução horizontal. ➥Reflexo bicipital raiz C5 ➥Reflexo braquiorradial raiz C6 ➥Reflexo tricipital raiz C7 ➥Sensibilidade superficial e profunda Superficial: dor, calor, pressão, tato. Profunda: vibração, cinestesia( identificar como está o membro sem olhar) tato epicrítico( identificar dois pontos) estereognosia( reconhecer objeto com o tato). ➥Sinal de aperto de espaço subacromial Posição do paciente: sentado em uma cadeira com os pés apoiados no solo, joelhos fletidos a 90° estabilizando a coluna que deve se manter ereta, mãos apoiadas e relaxadas sobre as coxas. Procedimento do teste: com o paciente sentado, aplicar pressão na bolsa subacromial Explicação: a pressão na bolsa subacromial irritará uma bolsa já inflamada. A dor local sugere inflamação da bolsa ou bursite subacromial. ➥Teste de Neer Teste positivo indica síndrome do impacto(pinçamento) ou lesão no supraespinhal Paciente sentado ou em pé, o avaliador estabilizará a escápula do paciente com a mão esquerda e elevará (flexão) rapidamente o membro superior em rotação medial, no plano da escapula com a mão direita. Ao sinal de dor na parte anterior do ombro entre 70 a 120 graus de abdução a reposta e positiva. ➥Teste de jobe O membro é elevado no plano da escápula em rotação interna e com o polegar apontado para baixo. O examinador impõe uma resistência para abaixar o membro. Poderá ser referida dor na face anterolateral do ombro e/ou diminuição da força. A resposta de dor ou Avaliação neurológica TESTES ESPECIAIS incapacidade de realizar o teste indica possível ruptura do supraespinhoso ou tendinite. ➥Teste de Hawkins Teste positivo indica tendinite de supraespinhoso. O membro é colocado em 90º de elevação, em rotação neutra e com o cotovelo fletido em 90º, e passivamente rodado rapidamente para dentro, pelo examinador. O tubérculo maior é projetado contra o ligamento coracoacromial e o tubérculo menor se aproxima da ponta do processo coracoide. ➥Teste de Apley Testa se há tendinite degenerativa do grupo muscular manguito rotador ou tendinite de supraespinhal. Paciente sentado, deve tocar o ângulo superior oposto da escapula. Depois, o ângulo inferior oposto da escapula. ➥Teste de Gerber Testa se há tendinite degenerativa do subescapular ou ruptura. O paciente coloca o dorso da mão ao nível de L5, e procura ativamente afastá-la das costas. A incapacidade de fazê-la ou de manter o afastamento sugere grave lesão do subescapular . ➥Teste de speed Testa se há tendinopatia biciptal(cabea longa do bíceps) O paciente deve realizar a flexão ativa do membro, em extensão e rotação externa contra a resistência oposta pelo examinador. Caso apresente dor anterior o teste e positivo. ➥Teste de apreensão anterior Teste positivo indica instabilidade glenoumeral, integridade do ligamento glenoumeral inferior, da capsula anterior e do lábio glenóide. Abdução de ombro a 90° graus, flexão de cotovelo de cotovelo e o terapeuta realiza uma força de rotaçãoexterna. Essa manobra induz a um deslizamento anterior da cabeça do úmero, que pode provocar movimento de apreensão, dor localizada pode indicar uma luxação crônica do ombro ➥Teste de apreensão posterior Teste positivo indica instabilidade glenoumeral. Com o paciente em decúbito dorsal e em abdução (90°) e rotação medial da articulação glenoumeral, o examinador aplica uma força no sentido posterior, provocando o teste é positivo, desconforto e apreensão no paciente. Função: tenta luxar o ombro posteriormente e tensiona o manguito rotador e a cápsula posterior ➥Teste de gaveta posterior Com o paciente sentado ou em decúbito dorsal, em flexão das articulações glenoumeral e cotovelo, o examinador localiza-se atrás do paciente e estabiliza a regiao escapular com uma mao, enquanto a outra, ao nivel do cotovelo, aplica uma força no sentido posterior. Função: se o teste for positivo para instabilidade posterior, um grande deslocamento da cabeça do úmero pode ser notado ➥Teste de gaveta Testa se há instabilidade anterior da articulação glenoumeral Paciente em DD, posicionar mão na axila do fisioterapeuta, fisioterapeuta segura escapula com os dedos e o processo coracoide com o polegar, com a outra mão segura o braço e puxa longitudinalmente ao úmero, Positivo quando o movimento for muito amplo, sentir estalido (comparar lados) ➥Teste do sulco subacromial om o paciente bem relaxado, sentado ou em pé, o examinador fixa a escápula com uma mão e. com a outra, traciona inferiormente o MS. O aumento da distância entre o acrômio e a cabeça do úmero forma um sulco. Função: teste positivo, instabilidade multidirecional. ➥Teste da queda de braço Com o paciente sentado, abduzir o braço além de 90°. Instruir o paciente para baixar o braço lentamente. Se o paciente for incapaz de baixar o seu braço lentamente ou se ele cair subitamente, isto é indicador de uma ruptura do manguito rotador. ➥Teste de yergason Teste positivo indica instabilidade da porção longa do tendão do bíceps. Estando o paciente com o cotovelo fletido a 90° e o antebraço pronado, o examinador segura ao nível do punho do paciente, para resistir a supinação enquanto palpa a região do sulco bicipital. Função: dor nessa área ao movimento de supinação resistida caracteriza a tendinite bicipital. Se o tendão "saltar" fora do sulco, então um ligamento umeral transverso frouxo ou rompido e suspeito. ➥Teste de lippman Testa de há tendinopatia bicipital Fisio estabiliza o cotovelo e palpa o tendão do bíceps movendo pra ambos os lados, Positivo quando sentir dor. Obs: A apreensão pode indicar uma propensão a subluxação do tendão. ➥Teste de flexão do cotovelo Testa se há compressão do nervo ulnar do túnel cubital. Fisioterapeuta instrui o paciente (sentado) a flexionar completamente o cotovelo por 5 minutos. Positivo se sentir parestesia ao longo do aspecto medial do antebraço e da mão. ➥Teste de estresse em abdução Testa se há instabilidade do ligamento colateral ulnar. Fisioterapeuta estabilizar o braço lateralmente e aplica pressão de abdução sobre a parte medial do antebraço. Se sentir dor o teste é positivo ➥Teste de estresse em adução Testa se há instabilidade do ligamento colateral radial. Fisioterapeuta estabilizar o braço braço medialmente e aplica pressão de adução sobre a parte lateral do antebraço. Se sentir dor o teste é positivo ➥Teste de Adson Testa se há compressão do componente neural do feixe neurovascular. Instruir o paciente a respirar fundo e a segurar a respiração, enquanto ele roda a cabeça e eleva o queixo para o lado que está sendo testado. Se o teste for negativo, fazer o paciente rodar e elevar o queixo para o lado oposto. Positivo se houver parestesia. ➥Teste de patte Teste avalia ruptura do infraespinhal. O membro é posicionado em elevação de 90º com o cotovelo em 90º de flexão e o paciente deve forçar em rotação externa contra a resistência oposta pelo examinador. ➥Teste de yocom Teste avalia lesão da articulação acromioclavicular O paciente coloca a mão sobre o ombro oposto e procura fletir o braço elevando ativamente o cotovelo. Nesse movimento o tubérculo maior se desloca não só sob o ligamento coracoacromial , mas também sob a articulação acromioclavicular. ➥Teste de napoleão ou belly press Teste avalia lesão/ ruptura do tendão do subescapular. Inicialmente o paciente estará em pé com o cotolevo flexionado a 90° e a mão apoiada logo abaixo do peito, o examinador coloca a mão no cotovelo e a outra no pulso, o examinador realizara uma força em direção a rotação lateral, caso o paciente compense com o ombro ou não consiga impedir que afaste a mão o teste e positivo .