Prévia do material em texto
Climatério Fisiopatologia e DX 1 Climatério Fisiopatologia e DX o que é o climatério ? fase de evolução da mulher, onde o organismo, até então mais direcionado a gerar vida, se dirige a outros fins, possibilitando que ela desenvolva todas suas potencialidades. envolve o período de transição menopausal, está junto a chamada peri- menopausa, menopausa e após a menopausa. menopausa prematura ? ocorre 40 anos, tanto natural quanto induzida (cirúrgica ou química por ex.) insuficiência ovariana primária IOP ? ocorre 40 anos, levando a amenorreia tanto permanente quanto transitória. o que é menopausa ? último ciclo menstrual → última menstruação como é o dx clínico da menopausa ? Climatério Fisiopatologia e DX 2 pra dizer que a mulher está na menopausa temos que : aguardar 1 ano após a última menstruação , se não tiver mais sangramento significa que a mulher clinicamente está em menopausa. o que é a transição menopausal ? espaço de tempo onde começam a ter mudanças na frequência (intervalo) da menstruação e na duração do ciclo menstrual, assim como alterações endocrinológicas; transição menopausal → estágios : inicial → irregularidades do ciclo menstrual → duração variável persistente → mais de 7 dias em ciclos consecutivos, temos um espaçamento dos ciclos tardio → alterações hormonais → intervalos de amenorreia de mais de 60 dias → sintomas vasomotores (fogachos + sudorese) o que é perimenopausa ? inicia-se no estágio 2 ou início da transição menopausal, com término após 1 ano da data da última menstruação → sangramento irregular e queixas de ondas de calor mulheres que estudamos até 1 ano depois que parou de menstruar. o que é o período após a menopausa ? inicia na última menstruação até o último dia de vida da mulher como se divide o período após a menopausa ? após menopausa inicial → 6 primeiros anos depois da menopausa → provável sintomas vasomotores após a menopausa tardio 7 anos após última menstruação até o último dia de vida da mulher → aumenta dos sintomas de atrofia urogenital como é caracterizado as ondas de calor na menopausa ? sintomas de onda de calor → inicia no tórax e sobe para a região da cabeça → característico da menopausa. quais os sintomas vasomotores na menopausa ? Climatério Fisiopatologia e DX 3 sintomas vasomotores → fogachos e palpitações , nervosismo, irritabilidade, insônia , depressão, diminuição libido. quais os distúrbios genitais e sexuais envolvidos com a menopausa ? distúrbios genitais e sexuais → vaginite atrófica (processo inflamatório infeccioso pela falta do hormônio), infecções vaginais, secura vaginal, dispareunia quais os sinais e sintomas no período do climatério ? >risco doenças cardio-vasculares enfraquecimento e queda de cabelo, retração gengival , redução audição, afinamento da pele e ressecamento risco de osteoporose → propensão a fraturas atrofia das glândulas mamárias distúrbios urinários → ardor ao urinar e urgência urinária qual o significado da menopausa para a mulher ? parada menstruação fim de sua capacidade reprodutiva alterações hormonais mudança na vida sintomas mudança de humor mudança no corpo Climatério Fisiopatologia e DX 4 processo de envelhecimento aumento risco de doenças necessidade de cuidados médicos temos de acolher a paciente nesse momento visão atual da terapia hormonal no período do climatério ? mulheres 50 anos climatério quais os exames complementares básicos ? laboratoriais : sangue oculto → pesquisa de hemácias nas fezes citologia oncótica cervical → até 65 anos de idade, a cada 3 anos mamografia simples → anualmente ultrassonografia transvaginal → se fizer terapia hormonal pode pedir anualmente, pode de rotina solicitar a cada 3 anos densitometria óssea Não precisa pedir anual quais exames podemos complementar no caso do climatério? se estiver em novo relacionamento: rastrear para ISTs HIV, sífilis, HBsAg e Anti-hcv) verificar pressão arterial medir cintura abdominal → pensar em síndrome metabólica Climatério Fisiopatologia e DX 5 checar calendário vacinal se houver necessidade de avaliar função renal, hepática. Não pedir quando no climatério : prolactina estradiol LH progesterona testosterona testosterona total SHBG quando dosar o FSH no climatério ? se houver dúvida : dosar FSH com intervalo de 4 a 6 semanas FSH aumenta no 3 ou 5º dia do período do ciclo menstrual) valores 25 MUI/ml indicam transição menopausal sempre pra dosar o FSH a mulher tem que estar 30 dias sem hormônio. quando o ovário entra em colapso o FSH sobe Climatério Fisiopatologia e DX 6 prevenção primária da vacinação e climatério : hormônio antimulleriano HAM mulheres entre 45 a 48 anos 0,20 ng/ml → tempo médio menopausa 5,99 mulheres entre 35 a 39 anos 0,20ng/ml → tempo médio menopausa 9,94 o que leva a indicar uma terapia farmacológica no climatério ? SINTOMAS VASOMOTORES FOGACHOS E PALPITAÇÕES. Climatério Fisiopatologia e DX 7 Quais as indicações para o tratamento hormonal no climatério? para controlar os sintomas estrogênio isolado ou associado a progestagênio é aprovado como terapia de primeira linha para o alívio dos sintomas vasomotores, moderado a grave reduz a frequência e intensidade dos SVM em 7585% e nenhuma terapia farmacológica ou alternativa tem maior alívio fogachos no climatério : chama súbita e de pouca duração, pequena labareda sensação de calor no rosto Qual a ferramenta usada para avaliar a intensidade dos sintomas climatéricos e também ser usada para avaliar prognóstico? índice menopausal de Kupperman para cada sintoma é estabelecido um peso diferente de acordo com a intensidade. varia de leve , moderado a acentuado. leve 19, moderado 20 a 35, acentuado 35 Outra ferramenta mais simples para avaliar a intensidade dos fogachos e também ser usada para avaliar prognóstico? índice circulatório → valores médios da frequência de ondas de calor quais as outras causas de onda de calor ? Climatério Fisiopatologia e DX 8 terapia vaginal no climatério : temos atrofia do epitélio vaginal na menopausa, sempre avaliar a saúde vaginal das mulheres na menopausa, se infecção de repetição em idosas sempre pensar em associar ao tto o estrogênio. estrogenioterapia Tópica → restaura pH e vascularização vaginal → pedir US cada 3 anos para investigar a espessura do endométrio o estrogênio faz acúmulo de glicogênio, e favorece a prevalência de lactobacilos que regulam o pH, na menopausa o pH vaginal altera e se torna básico, o que favorece o aparecimento de infecções. quais as indicações da reposição hormonal no climatério? TH estrogênio ou EP (dúvida → qual a ação da progesterona aqui? + efetivo tto para sintomas vasomotores mulheres sintomáticas até 60 anos ou até 10 anos após a menopausa 2B prevenção de osteoporose, não para tratar osteoporose estrogênio via vaginal → efetivo vagina seca e desconforto reposição hormonal na menopausa em que ele ajuda ? Climatério Fisiopatologia e DX 9 melhora a qualidade de vida manutenção da saúde avaliar fatores de risco → idade, tempo transcorrido após menopausa, risco de tromboembolismo, AVC, CA de mama, doença coronariana isquêmica. terapia hormonal e abordagem na mulher climatérica ? mudanças no estilo de vida → dieta, exercícios, tabagismo, álcool exame físico e ginecológico → controle de PA e peso propedêutica → mamografia, USGTV, Colpocitologia, DMO, lipídico/ glicídico, TSH e T4L, hemácia humana nas fezes fase do climatério quais as condutas ? consultar o ginecologista 1 x ao ano cuidar com alimentação → obesidade rastrear para o câncer cervical, câncer de mama e câncer de cólon observar calendário vacinal controlar colesterol, glicemia, tireoide, abuso de álcool, parar de fumar fazer exames de HIV, sífilis, hepatite B e C CLIMATÉRIO PARTE 2 Quais os riscos e benefícios da terapia hormonal ? quando somente estrogênio traz bastante situaçõesbenéficas, porém o que fica é a questão do tromboembolismo venoso e pulmonar, assim a terapia oral aumenta o risco Climatério Fisiopatologia e DX 10 terapia hormonal e o risco de tromboembolismo venoso e embolismo pulmonar ? → > uso da terapia hormonal oral 60 anos o risco é muito alto risco menor pela via transdérmica não se recomenda TH em mulheres com câncer de mama ou sobreviventes dele → se câncer é derivado de glândula = receptora de hormônio. para dar a terapia hormonal no climatério devemos nos atentar: a dose regime terapêutico via de administração e composição do medicamento quais as formulações da TH se oral sempre começar com a menor dose possível, mas de preferência aos de via transdérmica Climatério Fisiopatologia e DX 11 diferenças nas vias de administração da reposição hormonal : TH com 17 beta estradiol se via oral → maior dose, impacto hepático , conversão → estrona , conjugação → excreção, altos níveis séricos de estrona e sulfato de estrona → baixa biodisponibilidade de 17 beta estradiol via não oral → menor dose, evita a primeira passagem hepática, altos níveis séricos de estradiol → alta disponibilidade do 17 beta estradiol efeitos do perfil lipídico e tromboembolismo da reposição hormonal ? Climatério Fisiopatologia e DX 12 qual a função dos progestagênios na reposição hormonal da menopausa ? devem ser adm em menores doses possíveis para adequada proteção endometrial. só serve pra isso → proteger o endométrio melhores didrogesterona e progesterona natural micronizada formulações dos progestagênios : trasndérmica associado ao estradiol via vaginal benefícios da atv sexual no climatério ? Climatério Fisiopatologia e DX 13 tibolona x sexualidade x qualidade de vida : hormônio com tripla ação → ocupa receptor de estrogênio, progesterona e androgênio. → queixa de fogacho com libido ruim porém apenas disponível por via oral, inicia com menor dose possível. uso da reposição hormonal em situações especiais → uso de androgênios: alterações no bem estar geral, diminuição da energia, desordens do humor, fadiga e quadros depressivos leves e ou laboratoriais insuficiência androgênios todas as formulações foram desenvolvidas para homens, estudos somente 6 meses de uso Climatério Fisiopatologia e DX 14 como é a duração da terapia hormonal no climatério? consiste com objetivos do tto questões de segurança individualizar cada paciente manter a terapia hormonal até a próxima consulta, não tem tempo para parar terapia hormonal para síndrome urogenital ? mais de 45% das mulheres com atrofia vaginal apresentam sintomas como → ressecamento, irritação, prurido , dor , ardência , dispareunia urinários → aumento da frequência, urgência, disúria, infecção do trato urinário. só 25% das pacientes com sintomas vaginais e urinários procuram ajuda para resolver seus problemas terapia vaginal como é o esquema de uso ? 1 aplicação via vaginal / dia , sem pausa → está na bula inicia com 2x / semana por 60 dias e após 1x semana indefinidamente → off label → + barato e efeito igual Climatério Fisiopatologia e DX 15 a reposição hormonal sistêmica para o tto dos sintomas vaginais nem sempre tem indicação conclusões sobre a terapia hormonal ? indicações → alívio dos sintomas vasomotores, conservar trofismo urogenital e prevenção osteoporose introduzir na janela de oportunidade tratar 5 anos → reduz muito o risco de fraturas e osteoporose individualizar sempre cada tto proposto dose da terapia hormonal : dose mais baixa deve ser usada pelo menor período necessário para controlar sintomas da menopausa. individualizar é importante decisão de usar a TH e deve incorporar fatores de risco pessoais da mulher e suas prioridades de qualidade de vida quando usamos a TH de duração prolongada ? pode ser apropriada em mulheres sintomáticas ou para a prevenção da osteoporose, se terapias alternativas não toleradas o uso de terapia hormonal TH BIOIDÊNTICA de composição personalizada NÃO é recomendado. quando se recomenda o uso de terapia hormonal vaginal em vez da sistêmica? quando é considerada apenas para o tto de sintomas moderados a graves de atrofia vulvar e vaginal. Climatério Fisiopatologia e DX 16 quanto tempo as mulheres com IOP ou menopausa precoce devem considerar o uso de TH ? sem contraindicações devem considerar o uso de TH ou contraceptivos combinados até idade média da menopausa natural 50 anos duração mais longa pode ser considerada para mulheres sintomáticas. a terapia hormonal NÃO deve ser prescrita para a prevenção de doenças crônicas