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Indução do trabalho de parto 1
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Indução do trabalho de parto
O que é a indução do trabalho de parto?
É o processo de estímulo às contrações uterinas antes do início 
espontâneo do trabalho de parto, com o objetivo de alcançar o parto 
vaginal.
Quando a indução do trabalho de parto é necessária?
Quando a gestação ultrapassa 42 semanas e há desejo de parto 
normal, ou quando a paciente apresenta alguma patologia (como diabetes 
mellitus ou hipertensão arterial descontrolada) e deseja o parto normal.
Quais são as principais indicações para a indução do trabalho de parto?
Corioamnionite
Morte fetal
Hipertensão gestacional
Pré-eclâmpsia/eclâmpsia
Ruptura prematura de membranas ovulares
Gravidez pós-termo  42 semanas)
Condições médicas maternas (ex.: diabetes mellitus)
Comprometimento fetal (ex.: restrição grave de crescimento, 
isoimunização, oligoidrâmnio)
Por que é importante avaliar o colo uterino antes de induzir o trabalho de 
parto?
 indicam se a indução tem chance de ser bem-sucedida, ajudando a 
definir o método mais adequado.
Qual é a função do Índice de Bishop?
serve para avaliar o colo uterino e indicar o tipo de indução mais 
adequado, seja por medicamentos ou mecanismos, avaliando a 
maturidade do colo.
Indução do trabalho de parto 2
Quais aspectos o Índice de Bishop avalia?
Avalia a dilatação, posição do colo, esvaecimento, estágio de Plano de 
Lee e consistência fetal, com pontuação de 0 a 3.
O que significa um escore de Bishop alto?
Quanto mais dilatado e apagado o colo, maior o escore de Bishop, 
indicando uma maior chance de parto normal.
O que indica um Índice de Bishop maior que 6?
possibilidade de parto normal
maior, favoráveis ao trabalho de parto, só precisando de
contratilidade para iniciar – abre mão de medicações que
fazer contratilidade sem alterar o colo, como ocitocina
O que fazer quando o Índice de Bishop é menor que 6?
precisa também preparar o colo uterino –
são mais grossos, posteriorizados ou longo. Precisa usar
medicações e dispositivos que afetam o colo, como o
misoprostol ou sonda de Foley (método de Kraus)
Quais são os principais métodos de indução do trabalho de parto?
amniotomia, infusão de ocitocina, prostaglandinas e preparo com balão.
amniotomia é função mecânica
O que é a amniotomia e qual sua função no trabalho de parto?
ruptura artificial da membrana ovular, aumentando a pressão da cabeça 
fetal no colo uterino para estimular o trabalho de parto. Ela requer 
dilatação mínima 45 cm) e que o feto esteja encaixado.
Quais são as condições para realizar a amniotomia com segurança?
feita quando há pelo menos 45 cm de dilatação e o feto está 
encaixado, para evitar o prolapso do cordão.
como a infusão de ocitocina é utilizada no trabalho de parto?
administrada via EV como um hormônio sintético que causa contrações 
uterinas regulares e frequentes, ajudando a regular o trabalho de parto.
Quais as diferenças de dose de ocitocina no trabalho de parto?
Indução do trabalho de parto 3
pode ser administrada em doses baixas para induzir o parto de forma 
lenta (ex.: em casos de cesárea anterior) ou em doses altas para acelerar 
o trabalho de parto (ex.: sem cesárea anterior).
Qual é o papel das prostaglandinas na indução do trabalho de parto?
prostaglandinas promovem a contratilidade uterina e o preparo do colo, 
diminuindo o colágeno uterino para facilitar a dilatação e as contrações.
Como funciona o preparo com balão no trabalho de parto?
balão é introduzido no colo uterino, onde é insuflado até 80 mL para 
simular um estímulo que libera prostaglandina. Isso amolece o colo, 
facilitando a dilatação para o trabalho de parto.
Qual é a dose de baixa intensidade de ocitocina no trabalho de parto?
é de 2 mU/min, aumentando em 2 mU/min a cada 30 minutos até atingir 
a contratilidade adequada. Após atingir o nível necessário, essa dose é 
mantida até o final.
Qual é a dose de alta intensidade de ocitocina no trabalho de parto?
dose de alta intensidade é de 36 mU/min, com aumento a cada 30 
minutos, até atingir o trabalho de parto.
Qual é o principal agente prostaglandina utilizado no Brasil para indução do 
trabalho de parto?
misoprostol.
Em quais situações o misoprostol é utilizado além da indução do trabalho 
de parto?
casos de abortamento para curetagem mais rápida e no pós-parto para 
tratar hemorragias puerperais.
Qual é a dosagem do misoprostol para indução do trabalho de parto?
dose é de 2550 mcg via vaginal a cada 4 horas ou 50100 mcg via oral 
a cada 2 horas. A dose pode variar em pacientes obesas.
Qual é o protocolo de uso do misoprostol em relação ao tempo?
administradas até 6 doses ou por um máximo de 24 horas; após isso, 
considera-se que houve falha na indução.
Em quais casos o misoprostol é especialmente indicado para indução?
Indução do trabalho de parto 4
pacientes com índice de Bishop  6, com colo uterino firme, longo, 
posterior e menos dilatado, e feto em Plano de Lee mais alto.
Quando se pode associar ocitocina ao misoprostol?
Se o índice de Bishop ultrapassar 6 mas o trabalho de parto não iniciar, 
pode-se associar ocitocina, mas somente após 6 horas da última dose de 
misoprostol, para evitar taquissistolia ou ruptura uterina.
Por que o misoprostol não é geralmente indicado para pacientes com 
cicatriz uterina?
Pelo risco de ruptura uterina durante o trabalho de parto. Nesses casos, 
é preferível utilizar outros métodos, como a sonda de Foley.
O que é o preparo com balão na indução do trabalho de parto?
balão de Foley ou outros balões próprios, introduzidos via vaginal, onde 
são insuflados até cerca de 80 mL, pressionando o colo uterino para 
estimular a produção de prostaglandina e ocitocina, ajudando na 
dilatação.
Como o balão pode contribuir para a indução do trabalho de parto?
pressão do balão no colo uterino gera produção de prostaglandina e 
ocitocina, ajudando na preparação e dilatação do colo. Se não ocorrerem 
contrações, ocitocina ou misoprostol podem ser adicionados de modo 
imediato.
Em quais casos o balão de Foley pode ser utilizado?
em pacientes com cicatriz de cesárea anterior, pois é um método mais 
seguro para essas situações.
O que é distocia do trabalho de parto?
 refere-se a qualquer dificuldade no TP que
impeça ou retarde o progresso normal do parto.
Quais são as principais causas de distocia no trabalho de parto?
Pode ser do primeiro ou segundo período do TP,
incluem anormalidades de contração (power), anormalidades do 
feto/passageiro (posição ou tamanho inadequado) e anormalidades do 
canal do parto (ex.: desproporção cefalopélvica).
Quais são os fatores uterinos associados ao trabalho de parto prolongado?
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 Idade materna avançada, anormalidades uterinas, obesidade materna, 
anestesia neuroaxial, nuliparidade, uso de tocolíticos, infecção e presença 
do anel de Bandi.
Quais são os fatores pélvicos que podem causar distocia?
 Contração pélvica (ex.: arco subpúbico fino, sacro proeminente), baixa 
estatura materna  150 cm) e estação alta em dilatação total.
Quais fatores fetais podem contribuir para distocia?
Anomalias fetais que causam distocia cefalopélvica, posição anterior 
não occipital e fetos grandes para a idade gestacional (macrossomia).
Quais são as intervenções para corrigir a distocia no período de dilatação?
Mobilidade materna (caminhada e mudança de posição), hidratação, 
suporte emocional, intervenções médicas, analgesia peridural e 
monitoramento cuidadoso.
Quais são as intervenções para corrigir a distocia no período de expulsão?
Mudança de posição, encorajamento, técnicas de respiração, rotação 
manual ou uso de fórceps/vácuo extrator se necessário, episiotomia em 
casos específicos, e cesariana se outras medidas falharem.
quais as anormalidades de contração → power do parto disfuncional?
contraçãouterina fraca (faz com que o TP não evolua), falta 
deprogresso na dilatação – ex: parto prolongado sem
mudanças no colo do útero
quais as anormalidades do canal de parto?
desproporçãocéfalo-pélvica,anormalidades ósseas na pelve (gincoides 
ou antropóides, que se juntas podem fazer uma passagem difícil) e/ou 
cicatrizes de cx anterior – ex: pelve estreita que impede a passagem do 
bebê
quais as anormalidades do feto/passageiro?
como posiçãopóstero-anterior transversal e/ou macrossomia 
(tamanhodo feto com bacia pequena também) – ex: bebê grande demais 
para passar pela pelve materna
como é a evolução da primigesta e multípara no TP?
Indução do trabalho de parto 6
Primigesta pode evoluir de 0,81 cm/h, com período
expulsivo de 3,6 a 4 hrs, enquanto multípara pode ser
mais rápido de 11,2 cm/h e 2 a 3h (soma 1h se analgesia
em ambas)

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