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21/10/2019 
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ENFERMAGEM NA SAÚDE 
DA MULHER 
Assistência de enfermagem ao 
trabalho de parto e parto 
Prof. MS. Angélica da Mata Rossi 
Objetivos 
 
 
 
 
• Conhecer sobre o diagnóstico do trabalho de 
parto; 
• Aprender os mecanismos de trabalho de parto 
e parto; 
• Conhecer sobre os períodos clínicos do trabalho 
de parto; 
• Conhecer o partograma. 
• Aprender sobre métodos não farmacológicos 
para dor. 
 
 
 
 
 
Procedimento 
Parto normal 
Por quê parto normal? 
 Para a mãe: 
• Rápida recuperação, facilitando o cuidado 
com o bebê após o parto 
• Menos riscos de complicações, favorecendo o 
contato pele a pele imediato com o bebê e o 
aleitamento 
• Processo fisiológico, natural; 
• Menor risco de complicações na próxima 
gravidez, tornando o próximo parto mais 
rápido e fácil. 
Fonte: https://shutr.bz/2kJQxS3 acesso em 19 set 2019 
Por quê parto normal? 
Para o bebê: 
• Na maioria das vezes, ele vai 
direto para o colo da mãe 
• O bebê nasce no tempo certo, 
seus sistemas e órgãos são 
estimulados para a vida por meio 
das contrações uterinas e da 
passagem pela vagina. 
Fonte: https://shutr.bz/2kJQxS3 acesso em 19 set 2019 
Parto normal ou espontâneo 
Parto normal ou espontâneo é aquele que não foi assistido por fórceps, 
vácuo extrator ou cesariana, podendo ocorrer intervenções baseadas em 
evidências, em circunstâncias apropriadas, para facilitar o progresso do 
parto e um parto vaginal normal, tais como: 
• estimulação do trabalho de parto com 
ocitocina; 
• ruptura artificial de membranas; 
• alívio farmacológico da dor (peridural, 
opióides, óxido nitroso); 
• alívio não farmacológico da dor; ou 
• manobra ativa no terceiro período. 
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Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal 
A assistência ao parto e nascimento de baixo risco que 
se mantenha dentro dos limites da normalidade pode 
ser realizada tanto por médico obstetra quanto por 
enfermeira obstétrica e obstetriz. 
É recomendado que os gestores de saúde 
proporcionem condições para a implementação 
de modelo de assistência que inclua a enfermeira 
obstétrica e obstetriz na assistência ao parto de 
baixo risco por apresentar vantagens em relação 
à redução de intervenções e maior satisfação das 
mulheres. 
Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal 
As mulheres devem ter acompanhantes de 
sua escolha durante o trabalho de parto e 
parto, não invalidando o apoio dado por 
pessoal de fora da rede social da mulher 
(ex. doula). 
Todas as parturientes devem ter apoio 
contínuo e individualizado durante o 
trabalho de parto e parto, de preferência 
por pessoal que não seja membro da 
equipe hospitalar. 
Dieta durante o trabalho de parto 
Mulheres em trabalho de parto 
podem ingerir líquidos, de preferência 
soluções isotônicas ao invés de 
somente água. 
Mulheres em trabalho de parto que não 
estiverem sob efeito de opióides ou não 
apresentarem fatores de risco iminente para 
anestesia geral podem ingerir uma dieta leve. 
Avaliação do bem-estar fetal 
Utilizar estetoscópio de Pinard ou sonar Doppler: 
realizar a ausculta antes, durante e 
imediatamente após uma contração, por pelo 
menos 1 minuto e a cada 30 minutos, registrando 
como uma taxa única; 
registrar acelerações e desacelerações se ouvidas; 
Palpar o pulso materno se alguma anormalidade 
for suspeitada para diferenciar os batimentos 
fetais e da mãe. 
A avaliação do bem-estar fetal em parturientes de baixo risco deve ser 
realizada com ausculta intermitente, em todos os locais de parto: 
Alívio da Dor no Trabalho de Parto 
Estratégias e métodos não farmacológicos de alívio da 
dor no trabalho de parto 
Chuveiro 
Banheira 
Massagem 
Relaxamento Acupuntura 
Hipnose 
Musicoterapia 
Alívio da Dor no Trabalho de Parto 
Analgesia inalatória, 
intramuscular e endovenosa 
Analgesia com opióides é 
acompanhada de aumento na 
complexidade da assistência ao 
parto, como por exemplo: maior 
necessidade de monitorização e 
acesso venoso. 
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Alívio da Dor no Trabalho de Parto 
 A analgesia regional deve ser previamente discutida com a 
gestante antes do parto, e seus riscos e benefícios devem ser 
informados. 
As seguintes informações devem ser oferecidas à 
mulher: 
• a analgesia regional só está disponível no ambiente 
hospitalar; 
• é mais eficaz para alívio da dor que os opióides; 
• está associada com aumento na duração do 
segundo período do parto e na chance de parto 
vaginal instrumental; 
• necessita de nível mais elevado de monitoração e a 
mobilidade pode ser reduzida. 
Procedimento 
Assistência ao 
trabalho de parto 
Assistência no pré-parto 
O diagnóstico de TP: 
• Contração uterina como 
frequência, duração e 
características rítmicas; 
• Alterações no colo do útero 
como dilatação, esvaecimento 
e centralização. 
TP estabelecido (≥ 4 cm de dilatação cervical): 
• Admitir para assistência 
Períodos clínicos do parto: 
• 1º período – dilatação 
• 2º período – expulsão 
• 3º período – dequitação 
“Trabalho de parto é o processo fisiológico pelo qual o útero expele 
ou tenta expelir os produtos conceptuais” 
Fases do primeiro período do trabalho de parto 
A duração do trabalho de parto ativo pode variar: 
• nas primíparas dura em média 8 horas e é pouco 
provável que dure mais que 18 horas; 
• nas multíparas dura em média 5 horas e é pouco 
provável que dure mais que 12 horas. 
Fase de latência do primeiro período do trabalho de parto 
Um período não necessariamente contínuo quando: 
• há contrações uterinas dolorosas E 
• há alguma modificação cervical, incluindo apagamento e 
dilatação até 4 cm. 
Trabalho de parto estabelecido – quando: 
• há contrações uterinas regulares E 
• há dilatação cervical progressiva a partir dos 4 cm. 
Admissão da Parturiente 
• Avaliação do Cartão da Gestante 
• Anamnese e história clínica, ginecológica e da 
gravidez atual, DUM; 
• Calculo da IG, DPP; 
• Levantamento das queixas, início das contrações 
com frequência, duração e intensidade, hora da 
rotura das membranas e da última refeição); 
• Exame físico geral e obstétrico, observar dinâmica 
uterina (frequência, duração e intensidade), ou 
cardiotocografia; 
Fonte: https://shutr.bz/2n8rzNm acesso em 02 out 2019 
Admissão da 
Parturiente 
• Realizar exame vaginal para verificar dilatação 
cervical, bolsa amniótica (se rota, observar 
aspecto do LA) e se íntegra realizar amnioscopia 
sempre que possível). 
• Observar também a apresentação, a posição e a 
altura do feto. 
• Auscultar batimentos cardíacos fetais (BCF) 
• Realizar teste rápidos disponíveis: Sífilis, HIV e 
Hepatites 
• Abertura de partograma 
 
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Dinâmica 
Uterina 
Frequência Normal: 3 a 5 contrações 
Bradissistolia: ≤ 2 
Taquissistolia: ≥ 6 
Intensidade Normal 
Hipossistolia 
Hiperssistolia 
Duração Curta 
Duradoura 
Tônus muscular Normal 
Hipotonia 
Hipertonia 
Coordenação Tríplice gradiente descendente 
Coordenação parcial 
Incordenação 
Cardiotocografia 
Relação entre os batimentos fetais e as 
contrações uterinas 
Fonte: https://shutr.bz/2n8rzNm acesso em 02 out 2019 
Dilatação Cervical 
Fenômenos: 
Esvaecimento 
Dilatação 
Amolecimento 
Anteriorização ou centralização do colo 
Formação da bolsa das águas 
Fonte: https://shutr.bz/2mng047 aceso em 03 out 2019 
Observações e monitoração no primeiro período do 
parto 
Registrar as seguintes observações no primeiro período 
do trabalho de parto 
• Frequência das contrações uterinas de 1 em 1 hora; 
• Pulso de 1 em 1 hora; 
• Temperatura e PA de 4 em 4 horas; 
• Frequência da diurese; 
• Exame vaginal de 4 em 4 horas ou se houver alguma 
preocupação com o progresso do parto ou em 
resposta aos desejos da mulher (após palpação 
abdominal e avaliação de perdas vaginais). 
Câmera de documentos 
Partograma 
Variedade de Posição Materno-Fetal 
São as diferentes posições que o feto se apresenta, napelve materna. É a 
relação entre o ponto de referência fetal e um ponto de referência materno. 
O ponto de referência do feto varia de acordo com o que se apresenta 
Os pontos de referência materna são: 
• A sínfise púbica, promontório do 
sacro 
• As sinostoses sacroilíacas direita e 
esquerda 
• Os extremos do diâmetro transverso 
direito e esquerdo e 
• As eminências ileopectíneas direita 
e esquerda. 
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Variedade de Posição Materno-Fetal 
 
Na nomenclatura obstétrica é representada por 3 letras 
• A 1ª letra representa a apresentação do feto 
• A 2ª letra representa a posição que o feto 
ocupa na pelve materna. Ex. OE, OD 
• 3ª representa a variedade propriamente dita, 
anterior, transverso, posterior. 
Relações útero fetais 
Situação 
Relação entre o maior eixo 
da cavidade uterina e o 
maior eixo fetal 
• Longitudinal (99,5%) 
• Transversal 
• Oblíqua 
Fonte: https://shutr.bz/2kV0hbU acesso em 19 set 2019 
 https://shutr.bz/2mpc7eX 
Relações útero fetais 
Trata das relações entre o feto e a bacia materna 
 Atitude: trata-se da relação das partes fetais entre si, em que pode 
ser fletida (ponto de referência ao toque a fontanela posterior) ou 
defletida de: 
Fonte: Ana Carolina de Castro. Enfermagem 
na saúde da mulher. Editora e Distribuidora 
Educacional S.A., 2018. 
Acesso em 03 out 2019 
Mecanismo de Parto 
Tempos de Parto: 
1. Insinuação ou encaixamento 
2. Descida ou progressão 
3. Rotação interna da cabeça 
4. Desprendimento da cabeça 
5. Rotação externa da cabeça (restituição) 
6. Desprendimento do tronco 
Conjunto de fenômenos passivos, em que o feto 
está sujeito à passagem pelo canal pelvigenital 
 
Fonte: https://shutr.bz/2lW6PY3 acesso em 17 set 2019 
Trajeto de Parto 
Trajeto do parto É denominado assim e se estende 
do útero até a fenda vulvar, se constitui por: 
• trajeto duro (bacia grande e pequena ou 
obstétrica) 
• trajeto mole (segmento inferior do útero, colo, 
vagina e região períneovulvar). 
A bacia obstétrica é por onde o feto é insinuado 
durante o parto, e se divide em três estreitos ou planos 
(estreito superior, estreito médio e estreito inferior) e 
são eles que podem dificultar a passagem do feto. 
Fonte: https://shutr.bz/2kV0hbU acesso em 19 set 2019 
Vídeo 
Mecanismo de parto e parto normal 
https://www.youtube.com/watch?v=ImvPYSieAx
Y 
 
https://www.youtube.com/watch?v=ImvPYSieAxY
https://www.youtube.com/watch?v=ImvPYSieAxY
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Intervenções e medidas de rotina no primeiro período do parto 
As mulheres devem ser encorajadas a se 
movimentarem e adotarem as posições que lhes 
sejam mais confortáveis no trabalho de parto. 
O enema não deve ser realizado de forma rotineira durante o trabalho de parto. 
A tricotomia pubiana e perineal não deve ser realizada de forma rotineira 
durante o trabalho de parto. 
A amniotomia precoce, associada ou não à ocitocina, 
não deve ser realizada de rotina em mulheres em 
trabalho de parto que estejam progredindo bem. 
Assistência no segundo período do Parto 
• Fase inicial ou passiva: dilatação total do colo 
sem sensação de puxo involuntário 
• Fase ativa: dilatação total do colo, cabeça do 
bebê visível, contrações de expulsão ou esforço 
materno ativo “puxos” 
Começa com a dilatação cervical completa e termina com a expulsão fetal 
 
Assistência no segundo período do Parto 
• A mulher deve ser incentivada a adotar 
qualquer outra posição que ela achar mais 
confortável incluindo as posições de cócoras, 
lateral ou quatro apoios. 
• Informar às mulheres que há insuficiência de 
evidências de alta qualidade, tanto para 
apoiar como para desencorajar o parto na 
água. 
Ambiente de assistência, posições e imersão em água 
 
Assistência no segundo período do Parto 
Cuidados com o períneo 
 
Fonte: https://shutr.bz/2mmBy0J acesso em 02 out 2019 
Assistência no 
terceiro 
período do 
Parto 
 A conduta ativa no terceiro período envolve um 
conjunto de intervenções com os seguintes 
componentes: 
• uso rotineiro de substâncias uterotônicas; 
• clampeamento e secção precoce do cordão umbilical; 
• tração controlada do cordão após sinais de separação 
placentária. 
A conduta fisiológica no terceiro período do parto 
envolve um conjunto de cuidados que inclui os seguintes 
componentes: 
• sem uso rotineiro de uterotônicos; 
• clampemento do cordão após parar a pulsação; 
• expulsão da placenta por esforço materno. 
É o momento desde o 
nascimento da criança 
até a expulsão da 
placenta e membranas 
Assistência no terceiro período do Parto 
Reconhecer que o período imediatamente após o 
nascimento é um período bastante sensível, quando 
a mulher e seus acompanhantes vão finalmente 
conhecer a criança. Minimizar a separação entre 
mãe e filho. 
 Manter observação rigorosa da mulher, com as 
seguintes avaliações: 
• condição física geral, através da coloração de 
pele e mucosas, respiração e sensação de bem-
estar; 
• perda sanguínea 
Fonte: https://shutr.bz/2nMUnLL 02 out 2019 
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Assistência no terceiro período do Parto 
Após a administração de ocitocina, 
pinçar e seccionar o cordão. 
Para a conduta ativa, administrar 10 UI de 
ocitocina intramuscular após o 
desprendimento da criança, antes do 
clampeamento e corte do cordão. 
Dequitação 
Fonte: https://shutr.bz/2nMUnLL 02 out 2019 
Cuidados Maternos imediatamente após o Parto 
Realizar as seguintes observações 
da mulher logo após o parto: 
• SSVV; 
• lóquios e contrações uterinas; 
• examinar a placenta e 
membranas 
• condições emocionais da mulher 
• micção bem sucedida 
Observação e monitoração da mulher imediatamente após o parto 
Fonte: https://shutr.bz/2nZ2ZyF acesso em 02 out 2019 
Vídeo 
Parto normal com dequitação 
https://www.youtube.com/watch?v=LOu8kv82c
HU 
 
Durante uma consulta de pré-natal a 
gestante se mostra ansiosa em relação 
ao parto normal, e ela faz a seguinte 
pergunta para você: “como será o meu 
parto, será que vou sentir muita dor? 
Quais seriam as orientações 
pertinentes a essa mulher? 
 
Resolução comentada 
Resolução comentada 
A analgesia regional deve ser previamente discutida 
com a gestante antes do parto, e seus riscos e 
benefícios devem ser informados. 
Existem métodos farmacológicos e não farmacológicos 
para o alívio da dor 
Estimular postura ativa e 
proativa durante o 
trabalho de parto e 
estimular a participação 
do parceiro 
Orientações ao Tutor 
https://www.youtube.com/watch?v=LOu8kv82cHU
https://www.youtube.com/watch?v=LOu8kv82cHU
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Orientações ao tutor 
 
• Checar a lavagem das mãos. 
• Checar se o aluno reuniu todo o material que será 
utilizado no procedimento. 
• Observe se o aluno explicou os procedimentos para a 
gestante. 
• Observe se o aluno consegue relacionar a teoria com a 
prática. 
• Verificar se o aluno está realizando o passo a passo de 
maneira correta. 
• Verificar se a unidade ficou em ordem, ao término do 
procedimento. 
• Checar a lavagem das mãos após o procedimento.

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