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117 457. (FGV/2019) Considere as seguintes afirmações so- bre o processo de emancipação política no Brasil: I. Ocorreu no contexto geral da crise do Antigo Regime e teve como elementos particulares a instalação da Corte no Rio de Janeiro e a articulação política entre a elite colonial e setores da burocracia portuguesa. II. Foi provocado pelas movimentações separatistas na Província de Cisplatina e na Bahia, no contexto de fra- gmentação da América espanhola. III. Foi precedido pelo fim da exclusividade comercial da Metrópole e pela transformação do estatuto político do antigo domínio colonial para a condição de Reino Unido de Portugal e Algarves. Está correto que se afirma em a) I e III, apenas. b) I, II e III c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. e) III, apenas. 458. (UECE/2019) Durante treze anos a família real por- tuguesa esteve no Brasil, que foi sede do império ultra- marino português. Nesse período, diversas medidas to- madas pela corte proporcionaram transformações pro- fundas na economia, na política e na cultura do Brasil. Assim, é correto afirmar que, nesse período, ocorreu a) a Confederação do Equador, em 1824, que foi uma rebe- lião das províncias nordestinas contra o autoritarismo, que pretendia a fundação de uma república por estas partes do Brasil. b) a Revolução Pernambucana, em 1817, contra a opres- são dos tributos para custear a corte no Rio de Janeiro, que marcou a insatisfação dos brasileiros contra a exploração portuguesa. c) a Noite das Garrafadas, episódio que envolveu apoiado- res do rei e seus opositores, logo antes de sua abdicação e retorno para Portugal. d) expulsão do rei português de terras brasileiras, por sua resistência em aceitar a constituição elaborada pela Assem- bleia Constituinte e a imposição de uma constituição por ele outorgada. 459. (FUVEST/2018) Na edição de julho de 1818 do Cor- reio Braziliense, o jornalista Hipólito José da Costa, re- sidente em Londres, publicou a seguinte avaliação so- bre os dilemas então enfrentados pelo Império portu- guês na América: A presença de S.M. [Sua Majestade Imperial] no Brasil lhe dará ocasião para ter mais ou menos influência na- queles acontecimentos; a independência em que el-rei ali se acha das intrigas europeias o deixa em liberdade para decidir-se nas ocorrências, segundo melhor con- vier a seus interesses. Se volta para Lisboa, antes da- quela crise se decidir, não poderá tomar parte nos ar- ranjamentos que a nova ordem de coisas deve ocasio- nar na América. Nesse excerto, o autor referia-se a) aos desdobramentos da Revolução Pernambucana do ano anterior, que ameaçara o domínio português sobre o centro-sul do Brasil. b) às demandas da Revolução Constitucionalista do Porto, exigindo a volta imediata do monarca a Portugal. c) à posição de independência de D. João VI em relação às pressões da Santa Aliança para que interviesse nas guerras do rio da Prata. d) às implicações que os movimentos de independência na América espanhola traziam para a dominação portuguesa no Brasil. e) ao projeto de D. João VI para que seu filho D. Pedro se tornasse imperador do Brasil independente. 460. (UNIRG TO/2018) “...sobre se achar interrompido e suspenso o comércio desta capitania com grave preju- ízo dos meus vassalos, e da minha Real Fazenda, em razão das críticas e públicas circunstâncias da Europa, e querendo dar sobre este importante objeto alguma providência pronta, capaz de melhorar o progresso de tais danos, sou servido ordenar interina e provisoria- mente, enquanto não consolido um sistema geral que efetivamente regule semelhantes matérias, o seguinte: primeiro, que sejam admissíveis nas Alfândegas do Brasil todos e quaisquer gêneros, fazendas, e mercado- rias transportadas, ou em navios estrangeiros das po- tências que se conservam em paz e harmonia com a mi- nha Real Coroa, ou em navios dos meus vassalos [...]; Segundo: Que não só os meus vassalos, mas também os sobreditos estrangeiros possam exportar para os portos que bem lhes parecer, a benefício do comércio e da agricultura, que tanto desejo promover, todos e quaisquer gêneros e produções coloniais...” Disponível em http://www.historia.seed.pr.gov.br/arquivos/ File/fontes%20historicas/abertura_portos_1808.pdf. Acesso em: 4 out. 2017. Adaptado. Desse modo, Dom João VI realizou a “abertura dos por- tos às nações amigas”, ainda na primeira semana de sua estadia no Brasil. Acerca das “críticas e públicas circunstâncias da Europa”, afirmadas no documento, avalie as afirmações a seguir: I. O texto se refere às conquistas napoleônicas e à inva- são da Península Ibérica, que acabaram por ocasionar a transferência da corte lusitana para a colônia brasi- leira. II. O texto se refere aos problemas gerados pelo “Blo- queio Continental”, que alterou as relações comerciais e políticas de vários países com a monarquia britânica. III. O texto se refere às campanhas militares da Alema- nha que, ao adentrar com relativo atraso nas conquis- tas coloniais, gerou o desequilíbrio das forças geopolí- ticas europeias e a viagem do príncipe-regente Dom Joao VI ao Brasil. IV. O texto se refere às consequências desastrosas da Revolução Industrial, que incluíam o trabalho operário com jornadas de quase vinte horas, o emprego de mu- lheres e de crianças, sem legislação que as protegesse. Assinale a alternativa que indica os itens que contêm somente assertivas corretas: a) I e II. b) II e III. c) II e IV. d) I e IV. 118 461. (UniCESUMAR PR/2018) No ano de 2008, comemo- rou-se os 200 anos da Chegada da Família Real ao Bra- sil. Tal evento, ocorrido em 1808, pode ser considerado o embrião que gerou o Estado brasileiro a partir da dé- cada de 1820. Dentre os feitos ocorridos, assinale a al- ternativa que apresenta um importante passo à eman- cipação política do Brasil. a) A Abertura dos Portos às Nações amigas, que permitiu ao Brasil ter autonomia política frente a Portugal, podendo a colônia celebrar contratos com qualquer outra nação sem maiores ônus. b) A elevação do Brasil à categoria de Reino Unido de Por- tugal e Algarves, que colocou a antiga colônia americana em pé de igualdade com a Metrópole Europeia. c) A Revolução Pernambucana, que foi um evento que ce- lebrou a emancipação econômica do Brasil diante da Me- trópole europeia e deu impulso à conquista da independên- cia, em 1822. d) O dia do fico, celebrado em 9 de janeiro de 1822, que foi a data em que d. João VI declarou às cortes europeias que não tinha qualquer intenção de abandonar o Brasil. e) A Revolução Liberal do Porto, que foi um grande incen- tivo à emancipação política brasileira, já que defendeu a ideia de um mundo sem metrópoles e colônias. 462. (PUCCamp SP/2018) A nossa independência ainda não foi proclamada. Frase típica de D. João VI: − Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça. Expulsamos a dinastia. É preciso ex- pulsar o espírito bragantino, as ordenações e o rapé de Maria da Fonte. Contra a realidade social, vestida e opressora, cadas- trada por Freud − a realidade sem complexos, sem lou- cura, sem prostituições e sem penitenciárias do matri- arcado de Pindorama. (ANDRADE, Oswald de. Manifesto Antropófago. Revista de Antropofa- gia, n. 1, ano 1, maio de 1928. Apud SCHWARTZ, Jorge (org). Vanguar- das latino-americanas. Polêmicas, manifestos e textos críticos. São Paulo: Edusp/ Iluminuras/ Fapesp, 1995, p. 147) A transferência da família real portuguesa para o Brasil foi sucedida por algumas mudanças importantes na re- lação entre Portugal e sua principal colônia, que ocor- reram ao longo do governo de D. João VI, tais como: a) o acirramento do Pacto Colonial e a liberação da criação de manufaturas e fábricas no território brasileiro, aumen- tando a integração econômica entre metrópole e colônia. b) a abertura dos portos às nações amigas de Portugal e a intensificação do controle da extração e da comercialização deminérios. c) a transformação da colônia em Reino Unido a Portugal e Algarves, e a proibição do tráfico de escravos. d) a definição das fronteiras que hoje compõem o mapa po- lítico atual do Brasil e o estreitamento de laços econômicos com a Inglaterra. e) a concretização da União Ibérica, por meio da atuação política de Carlota Joaquina, e a distribuição de títulos no- biliárquicos como estratégia de troca de favores. 463. (UCB DF/2018) O bloqueio continental imposto pela França e as relações entre Portugal e Inglaterra foram fundamentais para a transferência da Corte portuguesa ao Brasil em 1808, fazendo do Rio de Ja- neiro a nova sede da coroa. A chegada da Corte e a ins- talação das instituições políticas, administrativas e ju- rídicas do governo português no Rio de Janeiro acarre- taram diversas mudanças na colônia. Essas mudanças deram início a um processo que resultou na indepen- dência do Brasil. PELLEGRINI, Marco Cesar; DIAS, Adriana Machado; GRINBERG, Keila. Contato histó- ria, 2o ano. 1a. ed. São Paulo: Quinteto Edi- torial, 2016, com adaptações. A respeito das mudanças que conduziram o Brasil ao processo de independência, assinale a alternativa cor- reta. a) Com a chegada da família real e da Corte portuguesa ao Brasil em 1808, Portugal foi relegado à condição de colônia. b) Assim que desembarcou no Brasil em 1808, D. João as- sinou o decreto que definiu o Pacto Colonial, dando a Por- tugal exclusividade sobre o comércio colonial brasileiro. c) A elevação do Brasil à condição de Reino Unido a Portu- gal, em 1815, seguiu a orientação do Congresso de Viena na manutenção do absolutismo monárquico e, ao mesmo tempo, contribuiu para o processo de independência do País. d) Com o retorno de D. João e sua Corte para Portugal, em abril de 1821, o Brasil retorna à condição de colônia de Por- tugal. e) O partido político denominado “partido brasileiro”, for- mado por proprietários rurais, liberais radicais e republica- nos, apoiava a separação de Portugal e defendia a frag- mentação do território brasileiro e a criação de vários esta- dos independentes. 464. (UEFS BA/2018) Do ponto de vista econômico, a concessão mais onerosa para os interesses da colônia foi a tarifa de 15% ad valorem a ser cobrada sobre as mercadorias inglesas entradas nos portos brasileiros, em navios ingleses ou portugueses [...]. Situação agra- vada pelo fato de a Carta de Abertura dos portos fixar a taxa de 16% ad valorem para os navios portugueses e 24% para todas as demais nações. (José Jobson de Andrade Arruda. Uma colônia en- tre dois impérios, 2008.) O excerto refere-se aos tratados de 1810 assinados en- tre os governos português e inglês, que tiveram como uma de suas consequências a) o estímulo ao desenvolvimento das manufaturas no Bra- sil. b) o fortalecimento do controle metropolitano sobre o co- mércio colonial. c) a ligação das atividades econômicas coloniais com uma economia industrial. d) a crise das exportações de produtos primários do Brasil para a Europa. e) a adoção no conjunto do Império português da política do livre-cambismo. 119 465. (UNITAU SP/2018) “Nenhuma comemoração igua- lou-se em deslumbramento às festas decorrentes da aclamação de D. João VI, em 6 de fevereiro de 1818. Apoiada nos artistas franceses, a decoração foi depu- rada de vestígios nativos e pôde resplandecer a gran- deza da ocasião. Finalmente, o rei receberia publica- mente a confirmação no trono que já ocupava e o jura- mento dos súditos. [...] A festa se espalhou pelas ruas e teve no Campo de Santana outro polo importante. Um palacete de madeira foi erguido para abrigar Sua Majes- tade e a família real e transformou-se no centro do se- gundo dia dos festejos, reservado às manifestações po- pulares. Os soldados dos batalhões fizeram evoluções, seguidos dos dançarinos do Real Teatro, além de cor- rida de touros. No dia 8, a real família e o soberano vol- taram ao palacete, de onde assistiram a uma queima de fogos, cujo ponto culminante foi a expressão ‘Viva El Rei’ iluminada no céu, quando D. João recebeu para a cerimônia do beija-mão”. Adaptado de HERMANN, J. O rei da América: notas sobre a aclamação tardia de d. João VI no Brasil. Topoi, v. 8, n. 15, jul.-dez., 2007, p. 124-158. Em relação à importância das festas e demais manifes- tações coletivas realizadas no Império, como a Festa de Aclamação de D. Joao VI, descrita acima, é CORRETO afirmar: a) São demarcações de territórios, vinculando a imagem do soberano à imagem do império português em todo o conti- nente americano. b) Sua importância reside na sua eficácia simbólica, cum- prindo a função de aproximar o soberano das massas e re- forçar o seu poder político. c) Mantinham estreitas as relações quase sempre conflitu- osas entre a Igreja e o Império, fazendo coincidir o ato civil com as festividades religiosas. d) Buscavam glorificar as culturas nativas e o passado co- lonial, e implantar um certo padrão de civilização inspirado nos trópicos. e) Funcionavam como instrumento de apoio e de integração da diversidade de culturas presentes no Brasil no período pré-independência. 466. (Univag MT/2018) Aconselhada por José da Silva Lisboa, o futuro Visconde de Cairu, a primeira medida adotada pelo príncipe regente pôs fim ao sistema colo- nial português: em janeiro de 1808, após desembarcar em Salvador, na Bahia, o futuro João VI decretou a aber- tura dos portos brasileiros “às nações amigas”. (Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: uma interpretação, 2008.) Essa afirmação é correta, pois a abertura dos portos, em 1808, a) permitiu que os Estados Unidos assumissem a condição de principal parceiro comercial do Brasil. b) provocou o rompimento definitivo dos laços coloniais en- tre Brasil e Portugal. c) impediu a Inglaterra de continuar a controlar a circulação de mercadorias na costa brasileira. d) significou o fim da exclusividade portuguesa na relação de compra e venda de produtos coloniais. e) obrigou Portugal a encerrar suas atividades exploradoras na América e no litoral africano. 467. (UCS RS/2017) A Biblioteca Nacional do Brasil, considerada pela UNESCO uma das dez maiores biblio- tecas nacionais do mundo, é também a maior da Amé- rica Latina. O núcleo original de seu acervo é a antiga livraria de D. José, cuja origem remonta às coleções de livros de D. João I e de seu filho D. Duarte. Quando D. João VI e sua Corte chegaram ao Rio de Janeiro, em consequência da invasãodas tropas de Napoleão Bona- parte em Portugal, trouxeram consigo parte da Biblio- teca Nacional Portuguesa, que era composta por cerca de 60 mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, es- tampas, moedas e medalhas. Disponível em: . Acesso em: 5 mar. 17. (Parcial e adaptado.) Sobre o período e os acontecimentos históricos referi- dos no texto, é correto afirmar que a a) invasão das tropas napoleônicas em Portugal é um dos exemplos do expansionismo francês ocorrido mesmo de- pois da obediência ao Bloqueio Continental pela Coroa Por- tuguesa. b) transferência da Família Real Portuguesa e de toda sua Corte para o Brasil inaugura o processo de independência das colônias europeias na América. c) chegada da Família Real Portuguesa trouxe algumas mo- dificações ao Brasil, como a abertura da Biblioteca Nacio- nal, a fundação do Banco do Brasil e a passagem de Colô- nia a Reino Unido. d) América Latina, no início do século XIX, viveu um período de forte desenvolvimento cultural, com o estabelecimento de suas primeiras bibliotecas e universidades. e) Corte Portuguesa permaneceu no Brasil até a Proclama- ção da República, em 1889, sendo expulsa juntamente com D. Pedro II. 468. (FPS PE/2018) Os movimentos de rebeldia contra Portugal não conseguiram acabar com o domínio por- tuguês nos três primeiros séculos da sua ocupação. No século XIX, com a organização da Revolução de 1817, houve:a) o fim do domínio português nas capitanias de Pernam- buco e Rio de Janeiro. b) a extinção do uso da mão de obra escrava na produção do açúcar. c) a organização de uma resistência ao governo central du- rante 5 anos. d) a grande divulgação de ideias liberais e debates sobre a libertação dos escravos. e) a articulação de Pernambuco com São Paulo para evitar a cobrança de impostos extorsivos. 469. (FUVEST/2010) “Eis que uma revolução, procla- mando um governo absolutamente independente da su- jeição à corte do Rio de Janeiro, rebentou em Pernam- buco, em março de 1817. É um assunto para o nosso ânimo tão pouco simpático que, se nos fora permitido [colocar] sobre ele um véu, o deixaríamos fora do qua- dro que nos propusemos tratar.” F. A. Varnhagen. História geral do Brasil, 1854. O texto trata da Revolução pernambucana de 1817. Com relação a esse acontecimento é possível afirmar que os insurgentes