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Quando pensamos na sociedade dos dias atuais, é automático perceber o quanto estamos vivendo uma vida
inteiramente conectada. O século XXI, especialmente, tornou-se um período da história humana que ainda está
em processo de construção.
Cada vez mais os avanços da assim chamada sociedade digital permitem novos e sucessivos
desenvolvimentos, descobertas e alternativas que vão surgindo com o objetivo de facilitar a vida, os negócios,
as relações interpessoais, as interações culturais e a economia. 
É da própria natureza humana a busca por novos caminhos do saber e, com base nisso, a busca por novos
horizontes de emprego do saber adquirido – essa dimensão prática é o que assegura o progresso da humanidade.
Não há dúvida, por exemplo, de que a internet consiste em uma ferramenta de grande importância para as
relações sociais contemporâneas. Mas esse exemplo não deixa de ser mais uma das inúmeras inovações
proporcionadas pela transformação do mundo social.
Fonte: Shutterstock.
O Direito, o Estado e a sociedade, precisam aprender a lidar como esse novo mundo de oportunidades, de modo a
garantir que os benefícios da tecnologia não signi�quem uma terra árida, na qual não há direitos e garantias, em
que não há bom senso e o mínimo de regulação, todavia um campo no qual podemos veri�car sim a existência de
segurança, de respeito àqueles direitos fundamentais mencionados, assim como à privacidade, à vida, à
integridade moral etc. 
A tecnologia, como técnica empregada para uma utilidade, consiste nesta habilidade de a humanidade explorar
conscientemente as potencialidades da ciência em prol do progresso e do bem comum. É possível considerar a
tecnologia no sentido de um processo, que serve à conversão de conhecimento cientí�co em objetos que se
tornam úteis para �ns de apoio às diversas atividades humanas. 
Direito Cibernético
Segurança, �iscalização e legislação aplicável
Você sabia que seu material didático é interativo e multimídia? Isso signi�ca que você pode interagir com o conteúdo de diversas formas, a
qualquer hora e lugar. Na versão impressa, porém, alguns conteúdos interativos �cam desabilitados. Por essa razão, �que atento: sempre
que possível, opte pela versão digital. Bons estudos!
Fonte: Shutterstock.
Ao de�nir tecnologia e re�etir a seu respeito, é fundamental pensar acerca da sua inserção na sociedade e na vida
pessoal. Os aparatos criados pela tecnologia, seus produtos diretos, praticamente correspondem a uma espécie
de prolongamento dos corpos e das mentes; a tecnologia passa a integrar nosso campo de emoções, dos nossos
desejos (BATISTA; FREIRE, 2014). 
Por esse motivo, desejamos os produtos tecnológicos, depositando neles até mesmo nossas esperanças e
anseios, que o mundo do consumo está intrinsecamente conectado ao mundo da técnica empregado em
utilidades e benesses, com o mundo da tecnologia. 
Desde os primórdios das civilizações humanas, as práticas sociais, devido à sua repetição e aceitabilidade, ou
mesmo pela imposição, foram incorporadas revestiram-se de formato jurídico. Isso signi�ca que aquilo que era
usualmente aceito no meio social, as condutas sociais, foram sendo contempladas no ordenamento jurídico,
dotando-as de obrigatoriedade, imperatividade e, via de regra, com previsões de penas em caso de
descumprimento. Abaixo um breve resumo sobre essa evolução da tecnologia e seus �ns:
1960
A internet, surge nos anos 1960 no auge da guerra fria, nos Estados Unidos – é sabido que tinha �ns
militares, inicialmente. Depois, passou a ser utilizada para �ns civis.
1970
O microprocessador viria nos anos 1970 do século passado, operando, ainda, grande revolução
computacional. 
1990 / atualmente
Com isso, nos anos 1990 houve enorme expansão da internet, desde o e-mail até o acesso a banco de
dados e informações disponíveis na World Wide Web (WWW), que é o seu espaço multimídia.
Como as transformações resultam em mudanças comportamentais, a necessidade de �scalização e regulação
passa a ser sentida no plano das preocupações jurídicas. 
Este sentimento de que se fazendo leis a sociedade se sente mais segura termina por provocar verdadeiras distorções
jurídicas, [...]. O Direito é responsável pelo equilíbrio da relação comportamento-poder, que só pode ser feita com a
adequada interpretação da realidade social, criando normas que garantam a segurança das expectativas mediante sua
e�cácia e aceitabilidade, que compreendam e incorporem a mudança por meio de uma estrutura �exível que possa
sustentá-la no tempo. Esta transformação nos leva ao Direito Digital. 
— PECK, 2016, p. 57.
“
”
O Direito Cibernético (ou digital) incorpora características de vários ramos do Direito, como do direito civil, autoral,
empresarial, contratual, econômico, consumerista, tributário, penal etc. Neste momento, no entanto,
apresentamos algumas particularidades desse novo ramo: o tempo e o espaço.
Tempo
A questão do tempo diz respeito à necessidade de constante atualização das normas jurídicas, como forma
de dar vazão às rápidas transformações digitais e da tecnologia. 
Espaço
O espaço (ou territorialidade) no campo do direito digital merece a ponderação de se saber que a internet,
por exemplo, está em todo lugar, de modo que é preciso a determinação do local da prática de eventual ato,
dano ou daquele local onde as consequências serão suportadas.
A sociedade digital, trouxe um impacto signi�cativo ao plano econômico. O maior �uxo no que se refere ao
oferecimento de bens e serviços nos meios virtuais acelera o dinamismo dos negócios, carregando consigo
desa�os inerentes, relacionados à proteção da concorrência, à segurança das operações, à �scalização por parte
das instituições, empresas e Poder Público, acarretando a necessidade de se adotarem boas práticas nesse espaço
mercantil digitalizado.
Fonte: Shutterstock.
Tudo o que é feito na internet é registrado e armazenado. A publicação de fotos, vídeos, por exemplo, torna
público o que muitas vezes deveria ser apenas pessoal ou sigiloso. Todos têm, no entanto, direito de usar a
internet e as redes sociais, como forma de se expressar e comunicar. 
Nesse quadro, o direito ao esquecimento se apresenta como um direito de governar o próprio patrimônio de
memórias, permitindo que cada pessoa possa, até mesmo, se reinventar, mudar, transformar-se (FRAJHOF,
2019). 
De forma bem diretiva e breve, conseguimos entender durante esta webaula um contexto geral sobre a evolução
da tecnologia dentro da sociedade, e quão é importante dentro desse contexto a segurança, �scalização e a
legislação.

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