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ATO INFRACIONAL
Prof. Alexandre Jefferson 
• Refere-se ao modo como crianças e adolescentes respondem
pela prática de atos descritos na legislação como crime ou
contravenção penal.
• A criança e o adolescente podem vir a cometer crime, mas não
preenchem o requisito da culpabilidade (imputabilidade),
pressuposto de aplicação da pena. Aplica-se ao mesmo, a
presunção absoluta da incapacidade de entender e determinar-
se, adotando-se o critério biológico.
ININPUTABILIDADE
• A CF consagrou a proteção integral, garantindo os mesmos direitos
conferidos aos adultos,
• bem como direitos especiais, em razão da qualidade de pessoa em
desenvolvimento.
• a CF considera toda pessoa menor de 18 anos inimputável, ou seja,
não praticam crimes ou contração penal, mas sim um ato infracional,
sujeitos às normas previstas no ECA.
• o conceito de crime é tripartido, ou seja, é formado por três elementos,
são eles:
TIPICIDADE
ILICITUDE
CULPABILIDADE – a imputabilidade entra aqui, como não possuem, não
praticam crime
TEORIA DA ATIVIDADE
• O ECA adota a teoria da atividade para determinar o ato
infracional, ou seja, considera-se a idade do agente no momento
em que praticou a conduta. Pouco importa sua idade quando se
aperfeiçoou o resultado.
• Excepcionalmente, haverá a responsabilização até os 21 anos,
mas se refere apenas ao cumprimento das medidas
socioeducativas, a qual teve como fato gerador um ato praticado
antes de completar a maioridade penal.
ATO INFRACIONAL PRATICADO POR 
CRIANÇA
• O ECA estabelece que criança é toda pessoa de zero a 12 anos
incompletos, possuindo um tratamento ainda mais especial.
• Por isso, quando uma criança pratica um ato infracional análogo a
algum crime ou a alguma contravenção penal receberá no máximo
MEDIDA DE PROTEÇÃO, aplicada pelo Conselho Tutelar, em regra.
• Sempre que uma criança for flagrada praticando um ato infracional
deverá ser encaminhada ao Conselho Tutelar (art. 136, I) e não perante
à autoridade policial
• A criança NUNCA poderá receber medida socioeducativa.
ATO INFRACIONAL PRATICADO POR 
ADOLESCENTE
• O adolescente que pratica ato infracional análogo a crime ou
contravenção penal receberá uma medida socioeducativa e,
também, poderão receber medida protetiva.
• A prioridade é que se aplique o que for melhor ao adolescente.
Podem ser aplicadas medidas concomitantes, socioeducativas e
de proteção, como podem ser aplicadas apenas medidas
socioeducativas ou só de proteção.
• O adolescente segundo o ECA só pode ser apreendido para ser 
apresentado a autoridade policial ou judicial.
APREENSÃO
por força de 
ordem
judicial
encaminhado à
autoridade 
judiciária
em flagrante
encaminhado à
autoridade 
policial
• Não se aplica nenhuma medida se:
✓se provada a inexistência do fato
✓se não houver prova da existência do fato
✓não constituir o fato ato infracional
✓não haver prova de o adolescente ter participado do ato
APURAÇÃO DE ATO INFRACIONAL
• ECA Possui procedimento próprio para a apuração do ato
infracional
• Divide-se em duas fases:
1ª fase: administrativa ou pré-processual;
2ª fase: judicial ou processual.
• FASE POLICIAL
Nenhuma criança ou adolescente pode ser apreendido se não
estiver em flagrante de ato infracional ou se não houver ordem
judicial de apreensão (mandado de busca e apreensão), nos
termos do art. 106 c/c art. 101 do ECA.
Art. , LXI CF/88
O adolescente apreendido por ordem judicial deve ser apresentado
ao juiz imediatamente (auto de busca e apreensão). Art. 171 ECA
• A apreensão de adolescente fora desses casos excepcionais
configura o crime do art. 230 do ECA.
	Slide 1: ATO INFRACIONAL
	Slide 2
	Slide 3: ININPUTABILIDADE
	Slide 4: TEORIA DA ATIVIDADE
	Slide 5: ATO INFRACIONAL PRATICADO POR CRIANÇA
	Slide 6
	Slide 7: ATO INFRACIONAL PRATICADO POR ADOLESCENTE
	Slide 8
	Slide 9
	Slide 10: APURAÇÃO DE ATO INFRACIONAL
	Slide 11
	Slide 12

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