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Distúrbios Motores do Esôfago Ernesto Afonso de Carvalho Filho Distúrbios Motores do Esôfago Ernesto Afonso de Carvalho Filho Acalasia Doença de motilidade do esôfago mais comum Primária ou Idiopática – Suécia, Finlândia Secundária Doença de Chagas (Megaesôfago) Neuropatia autonômica diabética Impossibilidade do E.E.I se relaxar durante a deglutição ( incoordenação motora) e aperistalse do corpo esofágico Acalasia Acalasia Distúrbios da musculatura estriada atingem faringe e ESE Distúrbios da musculatura lisa atingem corpo e EIE 02 teorias p/ lesão do plexo mioentérico (Auerbach) no megaesôfago: Neurotóxica – substância liberada pelo parasita Autoimune – autoanticorpos contra T. Cruzi Acalasia Disfagia progressiva para sólidos e líquidos Pirose Dor torácica Emagrecimento Regurgitação de comida não digerida com tosse, engasgos e sufocação Acalasia Pneumonias de repetição (aspiração ) Melhorar disfagia – manobras de alívio Posição em pé Braços elevados sobre a cabeça Dieta líquida Acalasia Teste sorológico p/ Doença de Chagas 1 - Fase aguda – IgM Imunofluorescência indireta (IFI) Elisa 2 – Fase crônica – IgG IFI Elisa Acalasia Estudo contrastado do esôfago – bário Estreitamento do esôfago distal (bico de pássaro) Dilatação do segmento proximal Esofagoscopia Obrigatória Afastar obstrução ( Neo) ou estenose(DRGE) Manometria Perda de peristalse Falência do E.I.E de se relaxar Pressões basais do E.I.E normal ou elevadas Acalasia Manometr ia é o exame Manometria normal Manometria na Acalasia Classificação do Megaesôfago Mascarenhas – 1958 Grau I – até 04 cm Grau II – 04 a 07 cm Grau III – 07 a 10 cm Grau IV - > 10 cm Dolicomegaesofago Acalasia Classificação de Rezende Acalasia Acalasia Tratamento clínico Nitratos – libera NO, relaxa musculatura e diminue a pressão do EIE Bloqueadores de canal de cálcio – relaxa musculatura e diminue a pressão do EIE Efeitos colaterais presentes Acalasia Toxina botulínica – inibidor da acetilcolina – curta duração Melhor opção inicial para pacientes portadores de várias comorbidades Acalasia Dilatação com balão Melhora sintomas por rotura das fibras de colágeno Melhor opção terapêutica inicial em pessoas sem outras comorbidades Recorrência alta Risco de perfuração ao redor de 5% Acalasia Dilatação com balão Acalasia POEM(miotomia endoscópica peroral) – Grau III miotomia com extensão de 16 cm Follow-up de 08 meses demonstrou: -> melhora da disfagia – 93% -> alívio da dor torácica – 87% -> resolução completa das anormalidades manométricas em 44 pacientes estudados Acalasia Clin Gastroenterol Hepatol 10/2017 POEM x Cirurgia convencional Tecnicamente factível em 98% dos casos, mesmo em pacientes já operados pela técnica de Heller 81% de bons resultados em pacientes com cirurgia prévia e 94% naqueles virgens de cirurgia Efeitos colaterais foram os mesmos em ambos os procedimentos Acalasia Cirurgia Cardiomiotomia de Heller ( Graus I,II e III ) Tórax ou abdômen Aberta ou laparoscópica Miotomia até a cárdia – E.I.E Refluxo – fundoplicatura Esofagectomia – esôfago em sigmóide( Grau IV ) Reconstrução com estômago ou mucosectomia Acalasia Acalasia Cardiomiotomia de Heller Espasmo esofágico difuso Incidência -> doença rara Doença da motilidade esofágica primária Dor subesternal Irradiação para pescoço ou membros superiores Disfagia Sólidos e líquidos Espasmo esofágico difuso Estudo contrastado com bário Esôfago em “saca-rolha” ou contas de colar Segmentação Manometria Contrações de alta amplitude Frequentes Simultâneas Espasmo esofágico difuso Espasmo esofágico difuso Tratamento Nitratos Bloqueadores de canal de cálcio Toxina botulínica – recorrência alta Dilatação por balão Tratamento cirúrgico Sintomas intratáveis Divertículo Miotomia – alivia mais disfagia Esôfago em Quebra-Nozes O "Esôfago em Quebra- Nozes" seria Esôfago em Quebra-Nozes Embora trabalhos posteriores tenham registrado o esôfago em quebra-nozes em pacientes com disfagia e, mais recentemente, o associado à doença do refluxo gastroesofágico, há bastante controvérsia em relação ao seu verdadeiro significado, sendo escassos os estudos clínicos envolvendo grande número de pacientes. Esclerodermia A esclerodermia (skleros:duro e derma:pele) é uma doença que se caracteriza por fibrose da pele e dos órgãos internos, comprometimento dos pequenos vasos sanguíneos e formação de anticorpos contra estruturas do próprio organismo (auto-anticorpos). Esclerodermia 02 tipos de esclerodermia: Sistêmica (esclerose sistêmica) -> afeta a pele e os órgãos internos do corpo. Quatro vezes mais frequente no sexo feminino que no sexo masculino e incide principalmente na quarta década de vida. Localizada (esclerodermia localizada). A forma localizada afeta uma área restrita da pele, poupando os órgãos internos. A esclerodermia localizada é mais comum nas crianças. Esclerodermia Degeneração da musculatura lisa Falência do E.E.I Disfunção na peristalse no esôfago distal Dismotilidade esofagiana – 80% pacientes com esclerodermia Mulheres 40-50 anos Músculo estriado proximal é poupado Esclerodermia Sintomas de refluxo – esofagite Disfagia Sinais de esclerodermia Alterações de pele Disfunção da peristalse no esôfago distal Esclerodactilia Calcinose Fen. Raynaud Hipertensão pulmonar Esclerodermia Estudo contrastado do esôfago Esôfago dilatado Estreitamento distal Manometria Dismotilidade ou aperistalse do esôfago distal Aumento da pressão no E.I.E Esclerodermia Tratamento clínico Bloqueador H2 Inibidor de bomba de próton Elevação da cabeceira da cama Cirurgia Sintomas severos Perda da função Fundoplicatura Gastroplastia Distúrbios Motores do Esôfago Bibliografia Zaterka, S e cols. Tratado de gastroenterologia 2ª edição 2016. Renato Dani Gastroenterologia essencial 4ª edição 2011. Savassi Rocha 80 questões comentadas em gastroenterologia 2010. image1.jpg image2.png image3.png image4.jpg image5.jpg image6.jpg image7.jpg image8.png image9.jpg image10.jpg image11.jpg image12.png