Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

TBL 8 – Trato Gastrointestinal
1. Identificar as funções gerais do hipotálamo (regulação da temperatura corporal, sensação de fome, sede e estresse emocional, comportamento sexual, indutor dos ritmos biológicos).
Regulação de temperatura corporal 
O controle autonômico da regulação de temperatura corporal é geralmente considerado uma função de termorregulação central no hipotálamo. Os neurônios sensoriais, conhecidos como termorreceptores, estão alocados em partes periféricas, como na pele, e em partes centrais, como no hipotálamo. Esses sensores monitoram a temperatura da pele e a temperatura do centro do corpo, respectivamente, e mandam esta informação para o centro termorregulador. O chamado “termostato” hipotalâmico compara a quantidade de sinais emitidos e a temperatura desejável de ajuste. Isso permite que o centro da temperatura coordene a apropriada resposta fisiológica de aumento ou baixa de temperatura central. A perda de calor do corpo é promovida pela dilatação dos vasos sanguíneos na pele e pela sudorese. O ganho de calor é gerado pela termogênese com tremor e, possivelmente, pela termogênese sem tremor.
O hipotálamo recebe informações sobre a temperatura corporal provenientes de termorreceptores periféricos e também através de termorreceptores próprios localizados nos neurônios hipotalâmicos. Se a temperatura corporal está elevada, o centro de perda de calor no núcleo anterior do hipotálamo é ativado, promovendo vasodilatação periférica e sudorese, o que reduz a temperatura corporal. Por outro lado, se a temperatura corporal estiver baixa, o centro de conservação do calor no núcleo posterior do hipotálamo é ativado, o que resulta em vasoconstricção periférica, tremores musculares e liberação de hormônios tireoidianos, o que ajuda a aumentar a temperatura.
Sensação de fome, sede e estresse emocional
Nosso modelo atual de regulação do comportamento alimentar se baseia em dois centros hipotalâmicos: um centro da fome, que é tonicamente ativo, e um centro da saciedade, que interrompe a ingestão alimentar, inibindo o centro da fome. Os sinais eferentes provenientes desses centros causam mudanças no comportamento alimentar e criam as sensações de fome e de plenitude (saciedade).
Em situações de déficit energético, o centro da fome no hipotálamo lateral é ativado, levando o indivíduo a procurar comida e se alimentar de forma a restabelecer o equilíbrio energético. De forma contrária, quando o balanço energético se torna positivo, o centro da saciedade, correspondente ao núcleo ventromedial, é ativado, levando o indivíduo a sentir-se saciado e, assim, interromper sua alimentação.
Existem duas teorias clássicas para a regulação da ingestão alimentar: a teoria glicostática e a teoria lipostática. 
A teoria glicostática diz que o metabolismo da glicose pelos centros hipotalâmicos regula a ingestão alimentar. Quando a concentração de glicose no sangue diminui, o centro da saciedade é inibido, e o centro da fome torna-se dominante. Quando o metabolismo da glicose aumenta, o centro da saciedade inibe o centro da fome.
A teoria lipostática do equilíbrio energético propõe que um sinal dos estoques de gordura do corpo para o encéfalo modula o comportamento alimentar por meio da LEPITINA, de modo que o corpo mantém um determinado peso. Se o armazenamento de gordura aumenta, a ingestão diminui. No jejum, a ingestão aumenta. A obesidade é o resultado da ruptura dessa via.
· A leptina age como um sinal de retroalimentação negativas entre o tecido adiposo e o encéfalo. Quanto maior o estoque de gordura corporal, maior é a secreção de leptina e menor é o consumo alimentar. 
· Uma molécula sinalizadora chave nesse processo é o neuropeptídio Y (NPY), um neurotransmissor cerebral que parece servir de estímulo para a ingestão alimentar. Em animais com peso normal, a leptina inibe o NPY por uma via de retroalimentação negativa.
Ritmos biológicos 
Ritmos biológicos são atividades e funções que se repetem periodicamente (ciclo), precisamos beber, comer, excretar e dormir. 
· Ritmos circadianos – são fenômenos que se repetem entre 20 e 28 horas.
· Ritmos ultradianos – menor que 20 horas. 
· Ritmos infradianos – maior do que 28 horas. 
Núcleo supraquiasmático: 
Encontrado no hipotálamo, é um relógio biológico endógeno que comando o ciclo sono-vigília e outros ritmos, esse relógio recebe sinais do ambiente principalmente por fotorrecepção pela retina e transmite essas informações por vias aferentes neurais e humorais. 
2. Relembrar os processos de digestão, absorção e excreção, abordando a composição das secreções do TGI.
O sistema digestório possui etapas: 
1.Ingestão. Esse processo envolve colocar os alimentos e líquidos na boca.
2.Secreção. Diariamente, as células nas paredes do canal alimentar e nos órgãos digestórios acessórios secretam um total aproximado de 7 ℓ de água, ácido, tampões e enzimas no lúmen (espaço interno) do canal alimentar.
3.Mistura e propulsão. A contração e o relaxamento alternados do músculo liso nas paredes do canal alimentar misturam os alimentos e as secreções e os movem em direção ao ânus. Essa capacidade do canal alimentar de misturar e mover o material ao longo de seu comprimento é denominada motilidade.
4.Digestão. É o processo de decomposição dos alimentos ingeridos em pequenas moléculas passíveis de serem utilizadas pelas células do corpo. Na digestão mecânica, os dentes cortam e trituram os alimentos antes de sua deglutição, e, em seguida, os músculos lisos do estômago e do intestino delgado agitam vigorosamente o alimento para auxiliar ainda mais no processo. Como resultado, as moléculas do alimento são dissolvidas e totalmente misturadas com as enzimas digestivas. Na digestão química, as grandes moléculas de carboidratos, lipídios, proteínas e ácidos nucleicos dos alimentos são clivadas em moléculas menores por hidrólise (ver Figura 2.15). As enzimas digestivas produzidas pelas glândulas salivares, língua, estômago, pâncreas e intestino delgado catalisam essas reações catabólicas.
5.Absorção. Refere-se ao movimento dos produtos da digestão do lúmen do canal alimentar para o plasma sanguíneo ou a linfa. Uma vez absorvidas, essas substâncias circulam até as células de todo o corpo. Algumas substâncias nos alimentos podem ser absorvidas sem sofrer digestão, incluindo vitaminas, íons, colesterol e água.
6.Defecação. As escórias metabólicas, as substâncias não digeridas, as bactérias, as células descamadas do revestimento do canal alimentar e os materiais digeridos que não foram absorvidos em seu trajeto pelo canal alimentar deixam o corpo através do ânus, em um processo denominado defecação. O material eliminado é denominado fezes.
As secreções são produzidas em diferentes órgãos ao longo do sistema digestivo. 
· Saliva 
Na fase oral quando o alimento inicialmente entra na boca, ele é inundado pela saliva que possui 4 funções: 
- Amolecer e lubrificar o alimento: A água e o muco na saliva amolecem e lubrificam o alimento para torná-lo mais fácil de deglutir. Você pode avaliar essa função se alguma vez já tentou engolir uma bolacha seca sem mastigá-la completamente.
- Digestão do amido: A digestão química inicia com a secreção da amilase salivar. A amilase quebra o amido em maltose depois que a enzima é ativada por Cl
na saliva. Se você mastigar uma bolacha sem sal por algum tempo, perceberá a conversão do amido em maltose, a qual é mais doce.
- Gustação: A saliva dissolve o alimento para que possamos sentir seu gosto (p. 325).
- Defesa: A função final da saliva é a defesa. A lisozima é uma enzima salivar antibacteriana, e imunoglobulinas salivares incapacitam bactérias e vírus. Além disso, a saliva ajuda a limpar os dentes e manter a língua livre de partículas alimentares.
· Suco gástrico 
Na fase gástrica a gastrina é produzida pelas células G da parte final do estômago e é liberada no estômago e é estimulada pela presença de aminoácidos, peptídeos no estômago pela distensão do estômago. A gastrina se liga a receptores específicos nas células parietais profundas nasglândulas gástricas que vão secretar ácido gástrico (HCL) no lúmen do estômago. 
 
OBS: o café também estimula a liberação de gastrina, razão pela qual pessoas com síndrome de secreção ácida evitam a ingestão de café. 
· Bile 
- É uma solução não enzimática que facilita a digestão de gorduras 
- É produzida no fígado e secretada pela vesícula biliar 
- Composta por água, sais biliares, bilirrubina (cor) e colesterol e fosfolipídios 
· Suco pancreático 
- É produzido pelo pâncreas 
- Composto por bicarbonato de sódio (neutraliza a acidez do quimo – alimento parcialmente digerido)
· Secreções intestinais 
- Produzido por células da mucosa do intestino delgado
- Composto por água, muco e enzimas (maltase, lactase e sacarase que quebram os carboidratos em monossacarídeos, ou seja, degradam proteínas em aminoácidos) 
3. Descrever a inervação do trato gastrointestinal (extrínseca: SNA; intrínseca: sistema nervoso entérico).
O sistema nervoso entérico é composto principalmente por células gliais, as células da glia entérica (CGE) e por neurônios entéricos. Estes tipos celulares fazem parte de uma complexa rede que controla a motilidade gastrointestinal, secreção, absorção de nutrientes, o fluxo sanguíneo e processos inflamatórios.
O intestino é inervado pelos sistemas nervosos intrínsecos e extrínsecos.
· Intrínseco 
É fornecida pelo sistema nervoso entérico que vai do esôfago ao ânus contendo milhares de neurônios motores, sensoriais e Interneurônios. Esses neurônios entéricos são agrupados em dois plexos. O plexo mioentérico (plexo de Auerbach) encontra-se na camada muscular do canal alimentar e é responsável pela motilidade, especialmente o ritmo e a força das contrações da muscular. O plexo submucoso (plexo de Meissner) fica na camada submucosa e é responsável por regular as secreções digestivas e reagir à presença de alimentos.
· Extrínsecos 
São fornecidas pelo sistema nervoso autônomo, que inclui os nervos simpático e parassimpático. Em geral, a ativação simpática (a resposta lutar ou fugir) restringe a atividade dos neurônios entéricos, diminuindo assim a secreção e a motilidade GI. Em contraste, a ativação parassimpática (a resposta de repouso e digestão) aumenta a secreção e a motilidade GI, estimulando os neurônios do sistema nervoso entérico.
4. Explicar os mecanismos neuroendócrinos de regulação do TGI.
5. Descrever os tipos de motilidade gastrointestinal (ondas lentas, peristáltica, movimento de mistura e retropulsão no estômago, contrações segmentares, movimento de massa).
A motilidade é um conjunto de movimentos musculares
Ondas lentas – são despolarizações espontâneas no músculo liso gastrointestinal.
Contração peristálticas – são responsáveis pelo movimento para a frente.
São ondas progressivas de contração que se movem de uma seção do trato GI para a próxima, assim como as “ondas” humanas que ondulam em torno de um estádio de futebol ou de uma arena de basquete. No peristaltismo, os músculos circulares contraem o segmento apical a uma massa, ou bolo, de alimento (Fig. 21.4c). Essa contração empurra o bolo para a frente até um segmento receptor, onde os músculos circulares estão relaxados. 
Contrações segmentares – são responsáveis pela mistura.
O músculo circular contrai, ao passo que o músculo longitudinal relaxo. Essas contrações podem ocorrer aleatoriamente ao longo do intestino ou a intervalos regulares. As contrações segmentares alternadas agitam o conteúdo intestinal, misturando-o e mantendo-o em contato com o epitélio absortivo.
6. Descrever os mecanismos de controle da fome e saciedade (controle hipotalâmico, centro de fome, controle endócrino).
A leptina e a grelina estão envolvidos no mecanismo da fome e saciedade 
· Leptina: 
- Hormônio da saciedade 
- Síntese: adipócitos 
- Ação: agem no hipotálamo 
Diminuição de alimento 
Aumento de energia 
· Grelina:
- Hormônio da fome
- Síntese: células do trato gastrointestinal 
- Ação: agem no hipotálamo 
Hora de se alimentar
image5.png
image6.png
image7.png
image1.png
image2.png
image3.png
image4.png

Mais conteúdos dessa disciplina