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Fundamentos de 
Fisioterapia Forense
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Esp. Valéria Aparecida Fernandes
Revisão Textual:
Caique Oliveira dos Santos
Fisioterapia Forense Securitária e Previdenciária
Fisioterapia Forense 
Securitária e Previdenciária
 
• Conhecer as atividades forenses que envolvem demandas relacionadas a seguros de pesso-
as, ao DPVAT e à previdência social.
OBJETIVO DE APRENDIZADO 
• Fisioterapia Forense Securitária;
• Fisioterapia Forense na Previdência Social.
UNIDADE Fisioterapia Forense Securitária e Previdenciária
Fisioterapia Forense Securitária
A fisioterapia forense no âmbito securitário é relacionada a ações que envolvem segu-
ros, que têm por objetivo oferecer segurança na ocorrência de danos de qualquer natu-
reza, como é o caso do seguro de automóveis e seguros de casa. Mas, além dos seguros 
que cobrem danos em bens materiais, há seguros que cobrem danos em pessoas, sendo 
estes de interesse para a fisioterapia forense, podendo ser seguro de pessoas, seguros 
de vida, até seguros de bens que também cobrem danos em pessoas. 
Os aspectos securitários foram regulamentados pelo Código Civil brasileiro em 1916. 
Com o intuito de dar sustentação às seguradoras, em 1939, foi criado o Instituto de Res-
seguros do Brasil (IRB) e, em 1966, o Sistema Nacional de Seguros Privados (SNSP), 
sendo os órgãos que consolidaram a legislação securitária no Brasil (SUSEP, 1997). 
O SNSP é composto de cinco instâncias, relacionadas, mas atuando em níveis distin-
tos (SUSEP, 1997):
1. Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP): em uma hierarquia ad-
ministrativa, aparece em primeiro lugar; ligado ao governo federal mediante 
o Ministério da Fazenda, trata-se de um órgão que realiza a normatização das 
operações do SNSP;
2. Superintendência de Seguros Privados (Susep): responsável pela execução 
da política e das normas abalizadas pelo CNSP;
3. Instituto de Resseguros do Brasil (IRB): responsável por operações de resse-
guro e cosseguro. O resseguro é a possibilidade de uma seguradora obter um 
seguro para repassar riscos superiores à capacidade financeira. O cosseguro, 
por sua vez, é uma operação em que duas ou mais empresas assumem o risco 
na apólice;
4. Seguradoras: são as empresas que realizam as operações dos contratos de 
seguros;
5. Corretores: intermedeiam o contato entre os segurados e as seguradoras. 
É importante o profissional que se dedicar a trabalhar na esfera securitária conheça 
as legislações e acompanhe as atualizações. Nesse sentido, ressaltamos algumas de in-
teresse para a fisioterapia forense:
• Resolução nº 117/2004 do CNSP: objetivou alterar e consolidar as regras de fun-
cionamento e critérios para operação das coberturas de risco oferecidas em planos 
de seguros de pessoas, sendo as alterações mais marcantes a inclusão do suicídio, 
ou sua tentativa, e a exclusão formal das lesões decorrentes, dependentes, predis-
postas ou facilitadas por esforços repetitivos ou microtraumas cumulativos (LER, 
DORT, LTC). Ou seja, pela resolução exposta, os seguros pessoais não cobrem 
danos causados por doenças osteomusculares ocupacionais (CNSP, 2004);
• Circular nº 302/2005 da Susep: dispõe sobre as regras complementares de fun-
cionamento e os critérios para operação das coberturas de risco oferecidas nos 
planos de seguro de pessoa. Entre as alterações desta circular, citamos a substitui-
ção da cobertura de Invalidez Permanente Total por Doença (IPD) pelas coberturas 
8
9
de Invalidez Funcional Permanente Total por Doença (IFPD) e Invalidez Laborativa 
Permanente Total por Doença (ILPD) (SUSEP, 2005). 
Destacamos, ainda, que, nas apólices de seguro, está descrita a fórmula para o cálcu-
lo das indenizações, por perda funcional ou laboral, a depender do seguro contratado. 
O cálculo utilizado nos seguros de pessoas nada mais é que uma valoração sobre quanto 
vale cada parte do corpo do segurado.
Assim, resta evidente que o fisioterapeuta forense que atua na esfera securitária ne-
cessita conhecer a cobertura do seguro para verificar se a cobertura é relacionada com 
o dano funcional ou laboral. Igualmente, deve verificar, em cada produto, a indicação 
das coberturas, visto que há situações em que o pagamento só é realizado em casos de 
acidentes, e não de doenças. Precisa verificar, inclusive, a tabela de valoração utilizada.
A tabela para cálculo da indenização por perdas funcionais definitivas mais utilizada 
ainda é a contida na Circular Susep nº 29, editada em 1991 (SUSEP, 1991). Basicamen-
te, o que a tabela apresenta é o percentual sobre a importância segurada, ou seja, a 
quanto por cento do valor do seguro contratado equivale cada parte do corpo. 
Vamos a um exemplo: o Senhor X tem um seguro pessoal com cobertura no valor 
de R$ 50.000,00. O Senhor X sofreu um acidente que culminou na amputação de sua 
mão direita (perda total do uso de uma das mãos). De acordo com a tabela da Susep, o 
percentual sobre a importância segurada é:
Tabela 1 – Percentual sobre a importância segurada referente a perda 
todas do uso de uma das mãos, de acordo com a tabela da SUSEP (1991)
Discriminação Percentual sobre a 
importância segurada
Perda total do uso de uma das mãos 60%
Fonte: Adaptada de SUSEP, 1991
Assim, a indenização a ser paga pela seguradora é de R$ 50.000,00 × 60%, ou seja, 
R$ 30.000,00. 
Mas e quando a perda não é total? É simples, você aplica o percentual da redução no 
percentual sobre a importância segurada. Complicado? Vamos a um exemplo para faci-
litar: o Senhor X sofreu um acidente em que teve uma fratura bimaleolar à direita, com 
necessidade de intervenção cirúrgica e colocação de placa em ambos os maléolos. Após 
encerrar as possibilidades de tratamento, foi constatado, na avaliação físico-funcional, 
que o segurado apresenta uma redução de 50% dos movimentos de tornozelo. De acor-
do com a tabela da Susep, o percentual sobre a importância segurada é:
Tabela 2 – Percentual sobre a importância segurada referente anquilose total 
de um dos tornozelos, de acordo com a tabela da SUSEP (1991)
Discriminação Percentual sobre a 
importância segurada
Anquilose total de um dos tornozelos 20%
Fonte: Adaptada de SUSEP, 1991
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UNIDADE Fisioterapia Forense Securitária e Previdenciária
Assim, considerando que o segurado apresenta uma redução de 50% da funcionali-
dade do tornozelo direito, temos: 50% de 20%, que resulta em 10%. Ou seja, a indeni-
zação a ser paga pela seguradora é de R$ 50.000,00 × 10%, que totaliza R$ 5.000,00. 
No site da Susep, é possível acessar a tabela completa dos percentuais sobre a importância 
segurada. Disponível em: https://bit.ly/3CNX3Ks
Como exemplo, foram apresentados os valores descritos na tabela da Susep de per-
centual sobre a importância segurada, a mais comum de ser utilizada nas apólices, mas 
há seguros que utilizam tabelas próprias, sendo essencial que seja usada a tabela cons-
tante na apólice do segurado como base para a valoração.
Importante destacar que o seguro apenas libera a indenização sobre a redução funcio-
nal ou laboral permanente, ou seja, se o quadro resultou em um período temporário de 
comprometimento, o seguro não paga a indenização por invalidez. Assim, a constatação 
do percentual da perda funcional ou laboral do segurado só é possível após a finalização 
das possibilidades terapêuticas, sem probabilidade de melhora com as tecnologias exis-
tentes. Contudo, atente-se às cláusulas do contrato de seguro, pois, em algumas delas, 
consta o reembolso de gastos médicos e reabilitacionais e uma compensação monetária 
pelo período em que a lesão o impedia de receber os honorários que costumava receber 
no seu trabalho habitual.
A atuação do Fisioterapeuta Forense na Esfera Securitária
Em síntese, quando se tem um seguro, o segurado aciona o seguro e solicita a inde-
nização por sua invalidez funcional ou laboral. O seguro solicita ao segurado que envie 
toda a documentação médica e reabilitacional existente e defere a indenização, ou, caso 
considere necessário,agenda uma perícia com seu médico examinador. Até esse mo-
mento, como vimos anteriormente, ainda não há um litígio ou iminente possibilidade, 
então, caso um cliente solicite um parecer para apresentar, juntamente com os demais 
documentos, à seguradora, ainda não é uma atuação na esfera forense, mas apenas de 
solicitação de indenização. 
Contudo, vamos supor que, no entendimento dos profissionais que atendem o segu-
rado, ele tenha uma redução da capacidade funcional de 80%, mas a seguradora inde-
nizou considerando uma redução de 20%, o que poderia ser feito?
Agora, sim, estamos no ambiente forense, pois há uma discordância de entendimento 
entre as partes, aqui, segurado e seguro. Administrativamente, o segurado pode solicitar 
a revisão dos valores pagos e apresentar documentação complementar, incluindo um 
parecer ad hoc do fisioterapeuta forense. O seguro reavaliará a documentação e, se 
entender necessário, marcará perícia com perito próprio para, então, dar seu veredito, 
se mantém a indenização considerando os 20% ou se reajusta a indenização. 
10
11
Caso o valor seja revisto ainda na esfera administrativa, perfeito, gol marcado. Con-
tudo, pode ocorrer de o seguro manter o entendimento do percentual estimado inicial-
mente e não corrigir a indenização. Nessa situação, o segurado pode recorrer à Justiça. 
Como vimos na unidade 2, ações que não envolvam a Justiça especializada (Eleitoral, 
Militar e do Trabalho), correm na Justiça comum. Ainda, quando a ação não envolve a 
União (processos que correm na Justiça Federal), como no caso de seguro privado, a 
ação corre na Justiça estadual. 
A partir do momento em que o segurado decide mover uma ação contra a segurado-
ra, as etapas do processo são as citadas na unidade 2, como podemos ver na Figura 1. 
Justiça
Audiência
NãoSim
Defesa (réu)Fim do processo
Sim
Sentença do juiz
Conciliação (acordo)
Petição inicial (autor)
Recebimento e distribuição da ação
Produção de provas 
(determinação de prova pericial)
Indicação de assistente 
técnico – parte autora Nomeação do perito do juiz
Inidcação de assistente 
técnico – parte ré
Apresentação de quesitos
Ciência às partes do início dos 
trabalhos periciais (agendamento) Apresentação de quesitos
Acompanhamento do ato pericial Realização da perícia Acompanhamento do ato pericial
Apresentação de manifestação
e parecer técnico Apresentação do laudo pericial
Apresentação de esclarecimentos
Prova pericial satisfaz
Apresentação de manifestação
e parecer técnico
Não
2ª perícia
Figura 1 – Organograma genérico das etapas que envolvem a perícia em um processo judicial
Fonte: Adaptada de CNJ, 2018
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UNIDADE Fisioterapia Forense Securitária e Previdenciária
Na nossa última unidade, iremos abordar, com mais clareza, as formas de atuação do 
fisioterapeuta no ambiente forense. Mas até aqui, nos casos securitários, já apontamos 
que há a possibilidade de atuação na emissão de parecer ad hoc, a fim de recorrer da 
decisão administrativamente. Esse mesmo parecer pode ser utilizado como uma das 
provas anexadas à petição inicial do autor para dar início à ação e subsidiar os pedidos. 
Além disso, o fisioterapeuta pode ser nomeado para atuar como perito do juiz ou ser 
indicado por uma das partes – nesse caso, segurado e seguradora, para atuar como as-
sistente técnico nomeado no processo e realizar as etapas já conhecidas e apresentadas 
na Figura 1. Ainda, há uma terceira possibilidade, a da atuação do fisioterapeuta como 
consultor, auxiliando o advogado na análise do processo, com provas a serem acostadas, 
provas a serem produzidas, auxílio na formulação dos documentos jurídicos, mas sem 
efetivamente estar indicado no processo e acompanhar o ato pericial. 
No caso de ações securitárias, a demanda é relacionada à avaliação da capacidade 
funcional e, eventualmente, laboral do segurado, sendo comum apenas a realização de 
perícia clínica para determinar a existência de repercussão e a relação com o acidente 
ou a doença em análise, sem necessitar da realização de vistoria. 
Deve estar pensando: OK, mas o que deve constar na avaliação do fisioterapeuta?
Calma, é basicamente o que vimos na unidade 3. Importante destacar aqui que as 
ações que envolvem seguros pessoais não se limitam a doenças ortopédicas, mas a qual-
quer alteração que repercuta na capacidade funcional e/ou laboral do segurado. Mesmo 
que o seguro só contemple casos de acidente, a(s) sequela(s) do segurado pode(m) ser 
a(s) mais diversa(s), como neurológica, vestibular, pulmonar e assim por diante. Por esse 
motivo, não é possível especificar com precisão o que irá conter em sua avaliação, mas 
a lógica é simples: será sua avaliação e diagnóstico fisioterapêutico. 
Em síntese, o seu parecer ad hoc, o parecer do assistente técnico e o laudo pericial 
devem ser compostos de: 1) endereçamento (a quem está sendo emitido o documento: 
advogado ou juiz); 2) objetivo; 3) informações pessoais do examinado; 4) história da 
doença; 5) documentos de saúde (exames complementares, prescrições e relatórios dos 
profissionais que assistem o examinado); 6) exame físico-funcional; 7) discussão; 8) con-
clusão; 9) referências bibliográficas; 10) anexos. 
Na última unidade de nosso curso, vamos abordar, especificamente, as formas de 
atuação do fisioterapeuta no ambiente forense e apresentar alguns exemplos genéricos, 
mas já deixo claro que não existe um “modelo”, pois cada profissional vai desenhar os 
seus documentos forenses para melhor atender a suas necessidades e de seus clientes. 
O seguro DPVAT
O seguro DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de 
Via Terrestre, ou por sua Carga, a Pessoas Transportadas ou não) foi criado pela Lei nº 
6.194/1974 (BRASIL, 1974). A gestão dos acidentes ocorridos até dezembro de 2020 
é da Seguradora Líder e, a partir de janeiro de 2021, da Caixa Econômica Federal, sob 
cuidados da Susep, não havendo, até o momento, mudanças nas regras de indenização. 
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De acordo com Lucas (2016), o DPVAT possui caráter social e indeniza vítimas de 
acidentes de trânsito, independentemente do culpado pelo acidente. Ressalta que esse 
seguro cobre três naturezas de danos: morte, invalidez permanente e reembolso de des-
pesas médicas e hospitalares. 
O DPVAT arrecada seus recursos dos proprietários de veículos, que realizam o paga-
mento anual do seguro juntamente com as demais obrigações para licenciar o veículo. 
O valor máximo da indenização é R$ 2.700,00 em reembolso de despesas, de R$ 
13.500,00 no caso de morte e de até R$ 13.500,00 no caso de invalidez permanente, 
variando conforme o grau de invalidez, assim como os seguros particulares. 
Tal como a tabela da Susep, apresentada anteriormente, o seguro DPVAT possui uma 
tabela com o percentual sobre a importância segurada, disponível no mesmo site da tabela 
da Susep, que deve ser utilizada para determinar o percentual de perda a ser indenizada.
Da mesma forma que a indenização das seguradoras privadas, o seguro DPVAT 
por invalidez só é pago para quadros permanentes. Quando o quadro do segurado se 
encontra permanente, sem previsão de melhora com as tecnologias atuais, o segurado 
pode dar entrada no pedido do seguro, pelo site da seguradora gestora e, após 30 dias, 
recebe a sua indenização. 
É importante o fisioterapeuta que auxilia os segurados do DPVAT saber sobre qual a 
documentação exigida pela seguradora gestora do seguro, pois, no caso do DPVAT, há 
particularidades, como a documentação comprobatória da ocorrência do acidente em 
via pública, bem como o boletim do Instituto do Médico Legal, atestando que o quadro é 
permanente. Claro, juntamente com essa documentação, pode ser apresentado um pa-
recer do fisioterapeuta elucidando a invalidez constatada, a fim de facilitar o recebimento 
da indenização administrativamente. 
Vale a pena ressaltar que, no caso do DPVAT, só é considerada a invalidez funcional, 
ou seja, não há avaliação da capacidade laboral do segurado. 
Por fim, do mesmo modoque descrito no caso dos seguros privados, a solicitação da 
indenização pode ocorrer em âmbito administrativo, e, discordando do valor da indeni-
zação, o segurado pode solicitar a revisão administrativamente e, no caso de negativa, 
mover ação contra a seguradora. A partir de então, as ações são similares a uma ação 
movida contra uma seguradora de pessoas, como visto no item anterior, apenas com a 
especificidade de se utilizar a tabela correta para valorar o dano. 
Fisioterapia Forense na Previdência Social
De acordo com Lucas (2016), a previdência social é um seguro que visa garantir ren-
da ao contribuinte e à sua família em casos de doença, acidente, prisão, gravidez, morte 
e idade avançada. Considera-se como seguro, pois, para ter acesso aos benefícios, o 
trabalhador deve estar inscrito no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), receber a 
nominação de segurado e contribuir com a previdência o período mínimo exigido para 
cada tipo de benefício. 
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UNIDADE Fisioterapia Forense Securitária e Previdenciária
Entre os benefícios relacionados à aposentadoria e aos auxílios, temos: aposentadoria 
por tempo de contribuição, aposentadoria por idade, aposentadoria especial, aposen-
tadoria por invalidez, auxílio-doença, auxílio-acidente, auxílio-reclusão, salário-mater-
nidade e pensão por morte. Não vamos tratar aqui sobre todos os tipos de benefícios, 
mas apenas os relacionados com a existência de comprometimento da capacidade labo-
ral, que, já adianto, sofreram mudanças nas nomenclaturas, ocasionadas pela Emenda 
Constitucional nº 103/2019 (Reforma da Previdência), sendo retiradas as palavras “do-
ença” e “invalidez”. 
Os benefícios recebem um código, que identifica o tipo de benefício deferido e a 
modalidade. 
Auxílio por Incapacidade Temporária (antigo auxílio-doença)
É o benefício devido ao trabalhador, inclusive ao empreendedor individual, incapaz 
para o trabalho habitual, por mais de 15 dias, pago a partir do 16º dia, sendo os 15 pri-
meiros de responsabilidade do empreendedor. Para concessão do auxílio, é necessária a 
comprovação da incapacidade em exame realizado por perícia da autarquia. O segurado 
é reavaliado periodicamente e o deferimento decorre da incapacidade para desempe-
nhar o trabalho habitual, e não da existência de doença e incapacidade funcional. 
O benefício pode ser deferido em duas modalidades diferentes, auxílio por incapa-
cidade temporária previdenciário (código E31/B31), também conhecido como auxílio-
-doença comum, ou seja, oriunda de doença ou acidente de qualquer natureza, que não 
seja acidentária (referente ao trabalho). Para ter o direito ao recebimento do benefício, 
o segurado necessita ter contribuído por, no mínimo, 12 meses, exceto para doenças 
listadas na Lei nº 9.876/1999. 
A segunda modalidade em que o benefício pode ser deferido é como auxílio por 
incapacidade temporária acidentário (código E91/B91). Essa modalidade refere-se a si-
tuações em que a incapacidade é decorrente de acidente de trabalho ou equiparado. 
O art. 19 da Lei nº 8.213/1991 dispõe que:
Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho 
a serviço de empresa ou de empregador doméstico ou pelo exercício do 
trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei, pro-
vocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou 
a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o 
trabalho. (BRASIL, 1991)
A conceituação anterior se relaciona com a ocorrência de acidente de trabalho típico, 
mas, por determinação legal, as doenças profissionais e/ou ocupacionais equiparam-
-se a acidentes de trabalho. Os incisos do art. 20 da Lei nº 8.213/1991 as conceitua:
Art. 20. [...]
I – doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada 
pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante 
da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previ-
dência Social;
14
15
II – doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em 
função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele 
se relacione diretamente [...]. (BRASIL, 1991, grifo nosso)
O art. 21 da Lei nº 8.213/1991 equipara ainda a acidente de trabalho:
Art. 21. [...]
I – o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa úni-
ca, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para redução 
ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija 
atenção médica para a sua recuperação;
[...]. (BRASIL, 1991)
Em síntese, o art. 20 da Lei nº 8.213/1991 conceitua o que são doenças ocupacio-
nais e o art. 21 dessa lei estabelece a possibilidade de uma doença que, mesmo que o 
trabalho não seja causa única, seja equiparada a acidente de trabalho. Esse conceito será 
utilizado na próxima unidade, ao discutirmos sobre o nexo causal e o nexo concausal no 
âmbito da Justiça do Trabalho. 
Os demais incisos do art. 21 da Lei nº 8.213/1991 descrevem outras equiparações para aci-
dente de trabalho, incluindo o acidente de trajeto. Veja a lei na íntegra. 
Disponível em: https://bit.ly/3ADIMhG
Destacamos que o segurado possui alguns benefícios ao ter o benefício deferido como 
acidentário, incluindo que, ao fim do pagamento do auxílio e retorno ao labor, possui 
a garantia de manutenção do contrato de trabalho por 12 meses, conforme o art. 118 
da Lei nº 8.213/1991. Além disso, durante o período de afastamento, o seu contrato 
de trabalho mantém a obrigatoriedade do recolhimento do FGTS por seu empregador. 
O auxílio por incapacidade temporária, independentemente de sua espécie, deixa de 
ser pago assim que for constatado o restabelecimento da capacidade laboral do segura-
do. Nos casos em que for constatado que o segurado não poderá retornar ao desempe-
nho das atividades habituais, mas há potencial para outra atividade, deverá o segurado 
participar do Programa de Reabilitação Profissional da autarquia, em que o segurado 
passa por reabilitação e cursos, se necessário, para o desempenho de uma atividade 
laborativa compatível com suas restrições. Além disso, o auxílio poderá ser cessado 
quando o benefício for transformado em aposentadoria por incapacidade permanente. 
Vamos a alguns exemplos para fixar melhor os conceitos apresentados até o momento.
• Exemplo 1: o Senhor X é pintor na empresa X há mais de um ano. No final de 
semana, fora do horário de expediente, sofreu um acidente durante um churrasco 
em sua casa, torcendo o tornozelo ao descer a escada. Após avaliação médica, foi 
indicado tratamento conservador, com imobilização e afastamento inicial sugerido 
de 40 dias. Nesse caso, o empregador pagará o salário referente aos primeiros 15 
dias de afastamento e o encaminhará ao INSS. Em seguida, a autarquia agenda a 
perícia e o perito do INSS, depois de realizar o exame pericial, delimitará a mo-
dalidade do benefício (E31), a Data de Início da Doença (DID), a Data de Início da 
15
UNIDADE Fisioterapia Forense Securitária e Previdenciária
Incapacidade (DII), a Data de Início do Benefício (DIB) e a Data de Cessação do 
Benefício (DCB);
• Exemplo 2: o Senhor X é pintor da empresa X há apenas três meses. Durante seu 
labor habitual, sofreu queda da escada e uma fratura do rádio esquerdo. A empresa 
emitiu CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). Após avaliação médica, foi 
indicado tratamento conservador, com imobilização e afastamento inicial sugerido 
de 40 dias. O procedimento em seguida é o mesmo do benefício por incapacidade 
previdenciária – a autarquia agendará a perícia, delimitará a modalidade (B91) do 
benefício e as datas de interesse;
• Exemplo 3: o Senhor X é pintor da empresa X há apenas três anos, sua especiali-
dade é a pintura de tetos. Ele iniciou com queixas de dor no ombro direito e, após 
consultar-se com médico especialista, foi diagnosticado com síndrome do manguito 
rotador, sendo indicado o afastamento inicial para tratamento de 90 dias. Nesse 
caso, a empresa não emitiu CAT. O procedimento é o mesmodos benefícios an-
teriores, mas, ao realizar o exame pericial, o médico perito do INSS entende que 
há relação entre a doença suportada pelo segurado e o trabalho que desenvolvia, 
deferindo, assim, o benefício na modalidade B91. Além disso, na constatação de 
redução parcial e permanente da capacidade do segurado para o desempenho das 
atividades habituais (pintar tetos), poderá ser encaminhado à Reabilitação Profissio-
nal e ser readaptado de função. 
Aposentadoria por Incapacidade Permanente 
(Antiga Aposentadoria por Invalidez) 
Consoante o art. 42 da Lei nº 8.2013/1991, a aposentadoria por incapacidade per-
manente é paga ao trabalhador considerado permanentemente incapaz para o exercício 
de qualquer atividade laborativa, não sendo possível a reabilitação em outra atividade 
(BRASIL, 1991). 
Comumente, é deferido, inicialmente, o auxílio por incapacidade temporária e, na 
constatação de que o comprometimento da capacidade laboral não é temporário, mas, 
sim, permanente, a aposentadoria é concedida. 
Importante destacar que a aposentadoria por incapacidade não é vitalícia e irrevogá-
vel, ou seja, o segurado pode passar por avaliações periódicas, a fim de verificar que a 
impossibilidade de trabalhar está presente e, no caso de na constatação do restabeleci-
mento da capacidade laboral, pode ocorrer a cessação de seu benefício. Não são inco-
muns os casos de “desaposentadoria” de segurados após longo período em benefício. 
Assim como o auxílio por incapacidade temporária, a aposentadoria por incapacida-
de permanente também possui modalidades, sendo elas a aposentadoria por incapaci-
dade permanente previdenciária (E32/B32), ou seja, por doença comum sem relação 
com o trabalho, e a aposentadoria por incapacidade permanente acidentária (E92/B92), 
quando o quadro é relacionado ao trabalho. O estabelecimento da modalidade do benefí-
cio é similar ao do auxílio. Mas, diferentemente do auxílio por incapacidade temporária, 
o valor do benefício a ser pago ao segurado é diferente em cada modalidade, sendo o 
acidentário mais vantajoso. 
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Auxílio-acidente (E94/B94)
É o benefício concedido ao segurado que apresente sequelas permanentes que redu-
zam a sua capacidade de trabalho devido à ocorrência de acidente de qualquer natureza. 
Não é um benefício por incapacidade, mas sim uma indenização pela redução da capaci-
dade laboral, recebida mensalmente, sem poder ser cumulativa com a aposentadoria. O 
auxílio-doença é devido a partir do dia seguinte à cessação do auxílio por incapacidade 
temporária, quando, na ocasião da alta, forem verificadas sequelas definitivas, oriundas 
de acidente que reduzem a capacidade para o seu trabalho habitual. 
Nexo Previdenciário 
Vamos introduzir o conceito de nexo causal, que estudaremos com maior afinco na 
unidade sobre fisioterapia forense trabalhista, mas, no caso da previdência social, é es-
tabelecido o nexo previdenciário. 
Em casos de acidentes de trabalho típicos, o nexo causal entre o acidente e a condi-
ção que gerou o comprometimento da capacidade laborativa do segurado é claro, com 
prova a partir da emissão de CAT, socorro pelo SAMU ou bombeiros, ou outras formas 
de confirmar o acidente. Já, no caso de doenças ocupacionais, esse liame para estabe-
lecer a existência de relação entre o trabalho desempenhado e a condição que gerou o 
comprometimento da capacidade laborativa é diferente. 
A Instrução Normativa nº 31 do INSS estabelece critérios para aplicação de nexo 
técnico aos benefícios concedidos pelo INSS, sendo eles:
Art. 3º [...]
I – nexo técnico profissional ou do trabalho, fundamentado nas associa-
ções entre patologias e exposições constantes das listas A e B do anexo 
II do Decreto nº 3.048/99;
II – nexo técnico por doença equiparada a acidente de trabalho ou nexo 
técnico individual, decorrente de acidentes de trabalho típicos ou de tra-
jeto, bem como de condições especiais em que o trabalho é realizado e 
com ele relacionado diretamente, nos termos do § 2º do art. 20 da Lei 
nº 8.213/91;
III – nexo técnico epidemiológico previdenciário, aplicável quando houver 
significância estatística da associação entre o código da Classificação In-
ternacional de Doenças-CID, e o da Classificação Nacional de Atividade 
Econômica-CNAE, na parte inserida pelo Decreto nº 6.042/07, na lista 
C do anexo II do Decreto nº 3.048/99.
Comumente, o nexo estabelecido pela autarquia é baseado no nexo técnico pro-
fissional ou do trabalho, ou seja, estabelecido a partir da associação entre patologia e 
exposições constantes das listas A e B do anexo II do Decreto nº 3.048/1999, que nada 
mais são que listas relacionando as doenças aos seus respectivos riscos laborais, binômio 
denominado de patologia risco-símile. 
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UNIDADE Fisioterapia Forense Securitária e Previdenciária
Outra forma de estabelecimento de nexo comum na autarquia é o nexo estabelecido 
pelo NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico de Prevenção), que nada mais é que o cruza-
mento das informações de código da CID-10 e de código da Classificação Nacional de 
Atividade Econômica (CNAE), com uma planilha em que consta se há uma relação entre 
a lesão ou o agravo e a atividade desenvolvida pela empresa.
Todas as formas de estabelecer nexo pela autarquia são baseadas em presunção, pois 
não há vistoria ao local de trabalho e avaliação dos reais fatores potenciais ocupacionais 
passíveis a causar ou contribuir com a doença. 
Caso a autarquia estabeleça o nexo previdenciário entre a doença do segurado e o 
trabalho, a empresa empregadora será comunicada e, sendo de seu interesse, poderá 
recorrer do estabelecimento do nexo, apresentando sua contestação e anexando a do-
cumentação de saúde e segurança no trabalho, incluindo a análise ergonômica, com a 
finalidade de solicitar a não aplicação do nexo previdenciário. Em seguida, a autarquia 
analisará a contestação apresentada e os documentos anexos, podendo indeferir ou 
deferir a solicitação; em caso de deferimento ao pedido da empresa, a autarquia comu-
nicará ao segurado, que poderá retirar uma cópia da contestação apresentada pela em-
pregadora e apresentar suas contrarrazões, sendo então analisado pelo perito do INSS, 
que elaborará um parecer técnico sobre o caso e o encaminhará ao setor administrativo, 
que, por sua vez, comunicará a decisão às partes. 
O contrário também é possível, caso o segurado tenha o benefício deferido na espé-
cie previdenciária, poderá solicitar administrativamente a conversão de seu benefício em 
acidentário, apresentando suas razões e os documentos de interesse. Quanto às etapas 
de apreciação, elas são similares. 
Indeferimento dos Pedidos
Até o momento, descrevemos as situações ordinárias dos afastamentos junto à previ-
dência social, mas e quando a autarquia indefere o pedido do segurado e este é contrário 
à decisão, quais os procedimentos?
Inicialmente, poderá o segurado aceitar a decisão da autarquia e retornar ao seu 
labor, se considerado apto no exame médico ocupacional de retorno ao trabalho. Contu-
do, caso o segurado discorde da decisão, bem como seu médico assistente, ou a empresa 
considere a perpetuação da inaptidão ao seu retorno ao trabalho, o que o segurado 
pode fazer?
As ações são similares às envolvidas nos casos securitárias; a princípio, é possível 
solicitar, por meio de recurso administrativo, que o órgão faça uma nova análise, pedido 
realizado pela internet ou telefone, para reavaliar o caso pelo perito do INSS, podendo 
ser agendada nova perícia. 
Se a conclusão do recurso administrativo for a manutenção do indeferimento, o se-
gurado poderá procurar um advogado e ingressar com uma ação contra a autarquia. 
Destacamos que não é obrigatório que seja tentado o recurso administrativo antes do 
ingresso da ação; todavia, só é possível entrar com a ação se o segurado tiver ao menos 
tentado se afastar pelo INSS. 
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Além disso, é possível que o segurado ingresse com ação contra a autarquia enquanto 
está em benefício, em casos em que é solicitada a conversãoda modalidade do benefí-
cio, por exemplo, o segurado teve o benefício deferido na modalidade previdenciária e 
solicita a conversão para a modalidade acidentária, mas não conseguiu a mudança junto 
ao órgão. 
No caso de processos contra a autarquia previdenciária, em qual tipo de justiça o 
processo corre?
Aqui temos um “problema”. A Constituição Federal, em seu art. 109, expõe que aos 
juízes federais compete processar e julgar:
Art. 109. [...]
I – as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública 
federal forem interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou 
oponentes, exceto as de falência, as de acidentes de trabalho e as sujei-
tas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho;
[...]. (BRASIL, 1988, grifos nossos)
Assim, em tese, as ações contra o INSS devem ser ingressadas na Justiça Federal, 
exceto em casos de acidentes de trabalho. Já a Lei nº 8.213/1991, art. 129, II, expõe 
que “os litígios e medidas cautelares relativos a acidentes do trabalho são apreciados, na 
via judicial, pela Justiça dos Estados e do Distrito Federal”, entendimento ratificado pelas 
Súmulas nos 15 do STJ e 501 do STF
Em síntese, para saber em qual tipo de justiça o processo deve ser instaurado, de-
pende dos pedidos do processo. Por exemplo, no caso de uma ação com solicitação de 
restabelecimento de auxílio por incapacidade temporária previdenciário (B31), o pro-
cesso corre na Justiça Federal. Já uma ação que envolve a solicitação da conversão do 
auxílio por incapacidade temporária previdenciário (B31) para acidentário (B91) deve 
ser ajuizada na Justiça estadual. 
Além disso, como são demandas diferentes, as perícias realizadas também são di-
ferentes. No caso da Justiça Federal, as perícias são com predomínio para solicitação 
de restabelecimento de benefício por incapacidade temporária ou conversão para apo-
sentadoria por incapacidade permanente, sendo realizada apenas a perícia clínica, sem 
haver perícia no posto de trabalho. 
Já, na Justiça estadual, os pedidos comumente são relacionados com a conversão do 
benefício de previdenciário para acidentário. Assim, a perícia realizada na Justiça esta-
dual é bem similar a perícia realizada na Justiça do Trabalho, pois, além da necessidade 
de avaliação da existência de incapacidade do segurado, há necessidade da investigação 
das condições de trabalho e estabelecimento de nexo entre a doença e o trabalho, po-
dendo ocorrer não só a perícia clínica mas também a perícia no local de trabalho. 
Lembrando que as etapas envolvendo os processos são similares nas Justiças, como 
vimos na unidade 2, mas, em cada juizado, podem ocorrer adaptações, como é o caso 
da Justiça Federal, em que há um sistema mais enxuto, não há audiências presenciais, e, 
na necessidade de perícia, esta já é determinada na primeira fase do processo. 
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UNIDADE Fisioterapia Forense Securitária e Previdenciária
Por fim, conforme visto nos casos da atuação do fisioterapeuta forense na área se-
curitária, a atuação é similar na área previdenciária. A ação inicial do fisioterapeuta for-
necendo documentos legais ao segurado durante o afastamento junto à autarquia não é 
considerada uma atuação forense, pois não há divergência entre as partes. Entretanto, a 
partir do momento em que há divergência entre as partes e uma possibilidade de litígio, 
há atuação do fisioterapeuta forense. O profissional pode atuar emitindo tanto parecer 
ad hoc para recursos administrativos quanto parecer para dar start à ação. Igualmente, 
pode atuar como consultor, assim como ser indicado como assistente técnico das partes 
ou mesmo ser nomeado como perito judicial, atuação ainda embrionária do fisiotera-
peuta forense.
Importante destacar que tanto a área securitária quanto a previdenciária, enquanto 
ocorrem na esfera administrativa, as regras do processo são definidas pelas seguradoras 
e pelo INSS, como é o caso das formas de envio das solicitações e prazos. Quando a 
ação passa a correr na esfera judicial, as regras são as constantes do CPC, que já vimos 
na unidade 2 do nosso curso. 
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Vídeos
Quanto tempo demora um processo de DPVAT?
https://youtu.be/1G0xAL9Ac_0
 Leitura
(Des)necessidade da perícia médica no momento da concessão dos benefícios previdenciários por 
incapacidade laboral
https://bit.ly/3xEFzMY
Pluralidade do nexo causal em acidente de trabalho/doença ocupacional: estudo de base legal no Brasil
https://bit.ly/3sfi1No
Cobertura para invalidez funcional não pode ser pleiteada em caso de incapacidade profissional
https://bit.ly/3iJswWl
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UNIDADE Fisioterapia Forense Securitária e Previdenciária
Referências
BRASIL. Lei nº 6.194, de 19 de dezembro de 1974. Dispõe sobre Seguro Obriga-
tório de Danos Pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, ou por sua 
carga, a pessoas transportadas ou não. Brasília, DF: Presidência da República, 1974. 
Disponível em: . Acesso em: 
13/03/2021.
________. Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefí-
cios da Previdência Social e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da Repú-
blica, 1991. Disponível em: . Acesso em: 13/03/2021.
________. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 
1988. Brasília, DF: Presidência da República, [2020]. Disponível em: . Acesso em: 13/03/2021.
CNJ – CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. CNJ Serviço: conheça a hierarquia das 
leis brasileiras. Agência CNJ de Notícias, 2018. Disponível em: . Acesso em: 13/03/2021.
CNSP – CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS. Resolução nº 117, de 
22 de dezembro de 2004. Altera e consolida as regras de funcionamento e os critérios 
para operação das coberturas de risco oferecidas em plano de seguro de pessoas, e dá 
outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 2004. Disponível 
em: . Acesso em: 13/03/2021.
INSS – INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL. Instrução Normativa nº 31, 
de 10 de setembro de 2008. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 11 set. 2008. Dis-
ponível em: . Acesso em: 13/03/2021.
LUCAS, R. W. C. Fisioterapia forense: atuação fisioterapêutica na Justiça estatal e 
privada. 4. ed. Florianópolis: Gráfica e Editora Rocha, 2016.
SUSEP – SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS. Circular nº 29, de 20 
de dezembro de 1991. Aprova Normas para o Seguro de Acidentes Pessoais. Rio de 
Janeiro: Susep, 1991. Disponível em: . Acesso em: 13/03/2021.
SUSEP – SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS. Anuário estatístico da 
Susep 1997. Rio de Janeiro: Susep, 1997 Disponível em: . Acesso em: 13/03/2021.
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SUSEP – SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS. Circular nº 302, de 19 de 
setembro de 2005. Dispõe sobre as regras complementares de funcionamento e os cri-
térios para operação das coberturas de risco oferecidas em plano de seguro de pessoas, 
e dá outras providências. Rio de Janeiro: Susep, 2005. Disponível em: . Acesso em: 13/03/2021.
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