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CADERNO DE LEI SECA 
SEMANA 07 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CADERNO DE LEI SECA 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA - 48 SEMANAS 
 
SEMANA 07 
 
 
 
Sumário 
SEGUNDA-FEIRA ........................................................................................................................................ 4 
Leitura do Código de Processo Penal – Artigos 155 a 158-F ........................................................................ 4 
TERÇA-FEIRA ........................................................................................................................................... 10 
Leitura do Código de Processo Penal – Artigos 159 a 184 ......................................................................... 10 
QUARTA-FEIRA ........................................................................................................................................ 16 
Leitura do Código de Processo Penal – Artigos 185 a 196 ......................................................................... 16 
Leitura da Lei de Organização Criminosa – Artigos 1º a 7º ........................................................................ 22 
QUINTA-FEIRA ......................................................................................................................................... 33 
Leitura do Código de Processo Penal – Artigos 197 a 225 ......................................................................... 33 
Leitura da Lei de Organização Criminosa – Artigos 8º a 14 ........................................................................ 42 
SEXTA-FEIRA ........................................................................................................................................... 48 
Leitura do Código de Processo Penal – Artigos 226 a 250 ......................................................................... 48 
Leitura da Lei de Organização Criminosa – Artigos 15 a 25 ....................................................................... 54 
 
 
CADERNO DE LEI SECA 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA - 48 SEMANAS 
 
SEMANA 07 
 
4 
 
SEGUNDA-FEIRA 
 
Leitura do Código de Processo Penal – Artigos 155 a 158-F 
 
TÍTULO VII 
DA PROVA 
 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório 
judicial, NÃO podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na 
investigação, RESSALVADAS AS PROVAS CAUTELARES, NÃO REPETÍVEIS E ANTECIPADAS. 
(Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008) 
↳ Princípio da persuasão racional ou livre convencimento motivado. 
Parágrafo único. Somente quanto ao ESTADO DAS PESSOAS serão observadas as restrições 
estabelecidas na lei civil. 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
• Súmula nº 74, STJ. Para efeitos penais, o reconhecimento da menoridade do réu requer prova por 
documento hábil. 
⇾ O documento hábil ao qual a súmula faz referência não se restringe à certidão de nascimento. Outros 
documentos, dotados de fé pública e, portanto, igualmente hábeis para comprovar a menoridade, também 
podem atestar a referida situação jurídica, como, por exemplo, a identificação realizada pela polícia civil 
(HC 134.640/DF, j. em 06/08/2013). 
⇾ A certidão de nascimento ou a cédula de identidade não são os únicos documentos válidos para fins de 
comprovação da menoridade, podendo esta ser demonstrada por meio de outro documento firmado por 
agente público - dotado, portanto, de fé pública - atestando a idade do menor (STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 
574.536/SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 02/06/2020). 
• Para ensejar a aplicação de causa de aumento de pena prevista no art. 40, VI, da Lei n. 11.343/2006 ou a 
condenação pela prática do crime previsto no art. 244-B da Lei n. 8.069/1990, a qualificação do menor, 
constante do boletim de ocorrência, deve trazer dados indicativos de consulta a documento hábil - como o 
número do documento de identidade, do CPF ou de outro registro formal, tal como a certidão de 
nascimento (STJ. 3ª Seção. ProAfR no REsp 1619265/MG, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 
07/04/2020). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 74-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 07/11/2023 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/d15426b9c324676610fbb01360473ed8
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/d15426b9c324676610fbb01360473ed8
CADERNO DE LEI SECA 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA - 48 SEMANAS 
 
SEMANA 07 
 
5 
 
 
 
Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, porém, facultado ao juiz de ofício: 
(Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008) 
I - ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS 
consideradas URGENTES E RELEVANTES, observando a necessidade, adequação e proporcionalidade da 
medida; 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
II - determinar, no curso da instrução, ou antes de proferir sentença, a realização de diligências 
para dirimir dúvida sobre ponto relevante. 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
 
 
Art. 157. São INADMISSÍVEIS, devendo ser desentranhadas do processo, as PROVAS ILÍCITAS, assim 
entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais. 
(Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 1º. São também INADMISSÍVEIS as PROVAS DERIVADAS DAS ILÍCITAS, SALVO quando não 
evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por 
uma fonte independente das primeiras. 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 2º. Considera-se fonte independente aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de 
praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova. 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 3º. Preclusa a decisão de desentranhamento da prova declarada inadmissível, esta será 
inutilizada por decisão judicial, facultado às partes acompanhar o incidente. 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 4º. (VETADO). 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 5º. O juiz que conhecer do conteúdo da prova declarada inadmissível NÃO PODERÁ proferir a 
sentença ou acórdão. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
⚠ Vide ADIs 6.298, 6.299, 6.300 e 6.305 acerca da suspensão da eficácia do referido parágrafo. 
 
 
CAPÍTULO II 
DO EXAME DO CORPO DE DELITO, DA CADEIA DE CUSTÓDIA E DAS PERÍCIAS EM GERAL 
(Redação dada pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Msg/VEP-350-08.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5840274
http://portal.stf.jus.br/processos/downloadPeca.asp?id=15342138711&ext=.pdf
http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5840552
http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5844852
CADERNO DE LEI SECA 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA - 48 SEMANAS 
 
SEMANA 07 
 
6 
 
Art. 158. Quando a infração DEIXAR VESTÍGIOS, será INDISPENSÁVEL o exame de corpo de delito, 
direto ou indireto, NÃO podendo supri-loos benefícios pactuados, EXCETO quando o acordo prever o não oferecimento da denúncia na 
forma dos §§ 4º e 4º-A deste artigo ou já tiver sido proferida sentença. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 7º-B. São NULAS DE PLENO DIREITO as previsões de renúncia ao direito de impugnar a decisão 
homologatória. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 8º. O juiz poderá recusar a homologação da proposta que não atender aos requisitos legais, 
devolvendo-a às partes para as adequações necessárias. 
(Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 9º. Depois de homologado o acordo, o colaborador poderá, sempre acompanhado pelo seu 
defensor, ser ouvido pelo membro do Ministério Público ou pelo delegado de polícia responsável pelas 
investigações. 
§ 10. As partes podem retratar-se da proposta, caso em que as provas autoincriminatórias 
produzidas pelo colaborador NÃO poderão ser utilizadas exclusivamente em seu desfavor. 
§ 10-A. Em todas as fases do processo, deve-se garantir ao réu delatado a oportunidade de 
manifestar-se após o decurso do prazo concedido ao réu que o delatou. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 11. A sentença apreciará os termos do acordo homologado e sua eficácia. 
§ 12. Ainda que beneficiado por perdão judicial ou não denunciado, o colaborador poderá ser ouvido 
em juízo a requerimento das partes ou por iniciativa da autoridade judicial. 
§ 13. O registro das tratativas e dos atos de colaboração deverá ser feito pelos meios ou recursos de 
gravação magnética, estenotipia, digital ou técnica similar, inclusive audiovisual, destinados a obter maior 
fidelidade das informações, garantindo-se a disponibilização de cópia do material ao colaborador. 
(Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 14. Nos depoimentos que prestar, o colaborador renunciará, na presença de seu defensor, ao 
direito ao silêncio e estará sujeito ao compromisso legal de dizer a verdade. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7210.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
CADERNO DE LEI SECA 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA - 48 SEMANAS 
 
SEMANA 07 
 
31 
 
§ 15. Em todos os atos de negociação, confirmação e execução da colaboração, o colaborador deverá 
estar assistido por defensor. 
§ 16. Nenhuma das seguintes medidas será decretada ou proferida com fundamento apenas nas 
declarações do colaborador: 
(Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) 
I - medidas cautelares reais ou pessoais; 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
II - recebimento de denúncia ou queixa-crime; 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
III - sentença condenatória. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 17. O acordo homologado poderá ser RESCINDIDO em caso de OMISSÃO DOLOSA sobre os fatos 
objeto da colaboração. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 18. O acordo de colaboração premiada pressupõe que o colaborador CESSE o envolvimento em 
conduta ilícita relacionada ao objeto da colaboração, sob pena de rescisão. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
⚠ Observação: o Estatuto da OAB (Lei nº 8.906/1994) foi alterado pela Lei nº 14.365/2022, a qual dispõe que 
é VEDADO ao advogado efetuar colaboração premiada contra quem seja ou tenha sido seu cliente. 
Art. 7º, § 6º-I, EOAB. É vedado ao advogado efetuar colaboração premiada contra quem seja ou tenha sido 
seu cliente, e a inobservância disso importará em processo disciplinar, que poderá culminar com a aplicação 
do disposto no inciso III do caput do art. 35 desta Lei, sem prejuízo das penas previstas no art. 154 do 
Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal). 
(Incluído pela Lei nº 14.365, de 2022) 
 
 
Art. 5º. São DIREITOS DO COLABORADOR: 
I - usufruir das medidas de proteção previstas na legislação específica; 
II - ter nome, qualificação, imagem e demais informações pessoais preservados; 
III - ser conduzido, em juízo, separadamente dos demais coautores e partícipes; 
IV - participar das audiências sem contato visual com os outros acusados; 
V - não ter sua identidade revelada pelos meios de comunicação, nem ser fotografado ou filmado, 
sem sua prévia autorização por escrito; 
VI - cumprir pena ou prisão cautelar em estabelecimento penal diverso dos demais corréus ou 
condenados. 
(Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art154
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art154
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14365.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
CADERNO DE LEI SECA 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA - 48 SEMANAS 
 
SEMANA 07 
 
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Art. 6º. O TERMO DE ACORDO DA COLABORAÇÃO PREMIADA deverá ser feito por escrito e conter: 
I - o relato da colaboração e seus possíveis resultados; 
II - as condições da proposta do Ministério Público ou do delegado de polícia; 
III - a declaração de aceitação do colaborador e de seu defensor; 
IV - as assinaturas do representante do Ministério Público ou do delegado de polícia, do colaborador 
e de seu defensor; 
V - a especificação das medidas de proteção ao colaborador e à sua família, quando necessário. 
 
 
Art. 7º. O pedido de homologação do acordo será sigilosamente distribuído, contendo apenas 
informações que não possam identificar o colaborador e o seu objeto. 
§ 1º. As informações pormenorizadas da colaboração serão dirigidas diretamente ao juiz a que recair 
a distribuição, que decidirá no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. 
§ 2º. O acesso aos autos será restrito ao juiz, ao Ministério Público e ao delegado de polícia, como 
forma de garantir o êxito das investigações, assegurando-se ao defensor, no interesse do representado, 
amplo acesso aos elementos de prova que digam respeito ao exercício do direito de defesa, devidamente 
precedido de autorização judicial, RESSALVADOS os referentes às diligências em andamento. 
§ 3º. O acordo de colaboração premiada e os depoimentos do colaborador serão mantidos em sigilo 
até o recebimento da denúncia ou da queixa-crime, sendo VEDADO ao magistrado decidir por sua 
publicidade em qualquer hipótese. 
(Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
CADERNO DE LEI SECA 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA - 48 SEMANAS 
 
SEMANA 07 
 
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QUINTA-FEIRA 
 
Leitura do Código de Processo Penal – Artigos 197 a 225 
 
CAPÍTULO IV 
DA CONFISSÃO 
 
Art. 197. O valor da confissão se aferirá pelos critérios adotados para os outros elementos de 
prova, e para a sua apreciação o juiz deverá confrontá-la com as demais provas do processo, verificando 
se entre ela e estas existecompatibilidade ou concordância. 
 
 
Art. 198. O silêncio do acusado NÃO importará confissão, mas poderá constituir elemento para a 
formação do convencimento do juiz. 
• Com o advento da CF/88, o texto legal tornou-se incompatível com a garantia constitucional do art. 5º, 
LXIII, já que o silêncio não pode prejudicar de qualquer forma o acusado. 
 
 
Art. 199. A confissão, quando feita fora do interrogatório, será tomada por termo nos autos, 
observado o disposto no art. 195. 
↳ Se o interrogado não souber escrever, não puder ou não quiser assinar, tal fato será consignado no 
termo. 
 
 
Art. 200. A confissão será divisível e retratável, sem prejuízo do livre convencimento do juiz, 
fundado no exame das provas em conjunto. 
 
 
CAPÍTULO V 
DO OFENDIDO 
(Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008) 
 
Art. 201. Sempre que possível, o ofendido será qualificado e perguntado sobre as circunstâncias da 
infração, quem seja ou presuma ser o seu autor, as provas que possa indicar, tomando-se por termo as 
suas declarações. 
(Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 1º. Se, intimado para esse fim, deixar de comparecer SEM motivo justo, o ofendido poderá ser 
conduzido à presença da autoridade. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
CADERNO DE LEI SECA 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA - 48 SEMANAS 
 
SEMANA 07 
 
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(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 2º. O ofendido será comunicado dos atos processuais relativos ao ingresso e à saída do acusado 
da prisão, à designação de data para audiência e à sentença e respectivos acórdãos que a mantenham ou 
modifiquem. 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 3º. As comunicações ao ofendido deverão ser feitas no endereço por ele indicado, admitindo-se, 
por opção do ofendido, o uso de meio eletrônico. 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 4º. Antes do início da audiência e durante a sua realização, será reservado espaço separado para 
o ofendido. 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 5º. Se o juiz entender necessário, poderá encaminhar o ofendido para atendimento 
multidisciplinar, especialmente nas áreas psicossocial, de assistência jurídica e de saúde, a expensas do 
ofensor ou do Estado. 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 6º. O juiz tomará as providências necessárias à preservação da intimidade, vida privada, honra e 
imagem do ofendido, podendo, inclusive, determinar o segredo de justiça em relação aos dados, 
depoimentos e outras informações constantes dos autos a seu respeito para evitar sua exposição aos 
meios de comunicação. 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
 
 
CAPÍTULO VI 
DAS TESTEMUNHAS 
 
Art. 202. Toda pessoa poderá ser testemunha. 
 
 
Art. 203. A testemunha fará, sob palavra de honra, a promessa de dizer a verdade do que souber e 
lhe for perguntado, devendo declarar seu nome, sua idade, seu estado e sua residência, sua profissão, 
lugar onde exerce sua atividade, se é parente, e em que grau, de alguma das partes, ou quais suas 
relações com qualquer delas, e relatar o que souber, explicando sempre as razões de sua ciência ou as 
circunstâncias pelas quais possa avaliar-se de sua credibilidade. 
 
 
Art. 204. O depoimento será prestado oralmente, NÃO sendo permitido à testemunha trazê-lo por 
escrito. 
Parágrafo único. NÃO será vedada à testemunha, entretanto, breve consulta a apontamentos. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
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PREPARAÇÃO EXTENSIVA - 48 SEMANAS 
 
SEMANA 07 
 
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Art. 205. Se ocorrer dúvida sobre a identidade da testemunha, o juiz procederá à verificação pelos 
meios ao seu alcance, podendo, entretanto, tomar-lhe o depoimento desde logo. 
 
 
Art. 206. A testemunha NÃO poderá eximir-se da obrigação de depor. Poderão, entretanto, 
recusar-se a fazê-lo o ascendente ou descendente, o afim em linha reta, o cônjuge, ainda que desquitado, 
o irmão e o pai, a mãe, ou o filho adotivo do acusado, SALVO quando não for possível, por outro modo, 
obter-se ou integrar-se a prova do fato e de suas circunstâncias. 
 
 
Art. 207. São PROIBIDAS de depor as pessoas que, em razão de função, ministério, ofício ou 
profissão, devam guardar segredo, SALVO se, desobrigadas pela parte interessada, quiserem dar o seu 
testemunho. 
 
 
Art. 208. Não se deferirá o compromisso a que alude o art. 203 aos doentes e deficientes mentais e 
aos menores de 14 (quatorze) anos, nem às pessoas a que se refere o art. 206. 
 
 
Art. 209. O juiz, quando julgar necessário, poderá ouvir outras testemunhas, além das indicadas 
pelas partes. 
§ 1º. Se ao juiz parecer conveniente, serão ouvidas as pessoas a que as testemunhas se referirem. 
§ 2º. Não será computada como testemunha a pessoa que nada souber que interesse à decisão da 
causa. 
 
 
Art. 210. As testemunhas serão inquiridas cada uma de per si, de modo que umas não saibam nem 
ouçam os depoimentos das outras, devendo o juiz adverti-las das penas cominadas ao falso testemunho. 
(Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008) 
Parágrafo único. Antes do início da audiência e durante a sua realização, serão reservados espaços 
separados para a garantia da incomunicabilidade das testemunhas. 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
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Art. 211. Se o juiz, ao pronunciar sentença final, reconhecer que alguma testemunha fez afirmação 
falsa, calou ou negou a verdade, remeterá cópia do depoimento à autoridade policial para a instauração 
de inquérito. 
Parágrafo único. Tendo o depoimento sido prestado em plenário de julgamento, o juiz, no caso de 
proferir decisão na audiência (art. 538, § 2º), o tribunal (art. 561), ou o conselho de sentença, após a 
votação dos quesitos, poderão fazer apresentar imediatamente a testemunha à autoridade policial. 
 
 
Art. 212. As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, NÃO admitindo o 
juiz aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na 
repetição de outra já respondida. 
(Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008) 
Parágrafo único. Sobre os PONTOS NÃO ESCLARECIDOS, o juiz poderá complementar a inquirição. 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
Não cabe ao juiz, na audiência de instrução e julgamento de processo penal, iniciar a inquirição de 
testemunha, cabendo-lhe, apenas, complementar a inquirição sobre os pontos não esclarecidos. 
STF. 1ª Turma. HC 187035/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 6/4/2021 (Info 1012). 
↳ As partes formulam as perguntas à testemunha antes do juiz, que é o último a inquirir. 
⇾ A ordem de perguntas é atualmente a seguinte: 
1º) A parte que arrolou a testemunha faz as perguntas que entender necessárias; 
2º) A parte contrária àquela que arrolou a testemunha faz outras perguntas; 
3º) O juiz, ao final, poderá complementar a inquirição sobre os pontos não esclarecidos. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Descumprimento do art. 212 do CPP e eventual nulidade processual. 
Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 07/11/2023 
• A inobservância da ordem de inquiriçãode testemunhas prevista no art. 212 do CPP é causa de NULIDADE 
RELATIVA. Logo, o reconhecimento do vício depende de: 
a) arguição em momento oportuno; e 
b) comprovação do prejuízo para a defesa. 
STJ. 6ª Turma. HC 212.618-RS, Rel. originário Min. Og Fernandes, Rel. para acórdão Min. Sebastião Reis Júnior, 
julgado em 24/4/2012. 
I - Não deve ser reconhecida a nulidade pela inobservância da ordem de formulação de perguntas às 
testemunhas (art. 212 do CPP), se a parte não demonstrou prejuízo. 
II - A inobservância do procedimento previsto no art. 212 do CPP pode gerar, quando muito, nulidade relativa, 
cujo reconhecimento necessita da demonstração de prejuízo. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/083b65c888b720c920dcaead304c5989
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/083b65c888b720c920dcaead304c5989
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III - A demonstração de prejuízo é essencial à alegação de nulidade, seja ela relativa ou absoluta, eis que o 
princípio do pas de nullité sans grief compreende as nulidades absolutas. 
STF. 2ª Turma. RHC 110623/DF, rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 13/3/2012. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Ordem de inquirição das testemunhas. Buscador Dizer o Direito, 
Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 07/11/2023 
 
 
Art. 213. O juiz NÃO permitirá que a testemunha manifeste suas apreciações pessoais, SALVO 
quando inseparáveis da narrativa do fato. 
 
 
Art. 214. Antes de iniciado o depoimento, as partes poderão contraditar a testemunha ou arguir 
circunstâncias ou defeitos, que a tornem suspeita de parcialidade, ou indigna de fé. O juiz fará consignar 
a contradita ou arguição e a resposta da testemunha, mas só excluirá a testemunha ou não lhe deferirá 
compromisso nos casos previstos nos arts. 207 e 208. 
Art. 207, CPP. São PROIBIDAS de depor as pessoas que, em razão de função, ministério, ofício ou 
profissão, devam guardar segredo, SALVO se, desobrigadas pela parte interessada, quiserem dar o seu 
testemunho. 
Art. 208, CPP. Não se deferirá o compromisso a que alude o art. 203 aos doentes e deficientes mentais e 
aos menores de 14 (quatorze) anos, nem às pessoas a que se refere o art. 206. 
↳ Art. 206. A testemunha não poderá eximir-se da obrigação de depor. Poderão, entretanto, recusar-se a 
fazê-lo o ascendente ou descendente, o afim em linha reta, o cônjuge, ainda que desquitado, o irmão e o 
pai, a mãe, ou o filho adotivo do acusado, SALVO quando não for possível, por outro modo, obter-se ou 
integrar-se a prova do fato e de suas circunstâncias. 
 
 
Art. 215. Na redação do depoimento, o juiz deverá cingir-se, tanto quanto possível, às expressões 
usadas pelas testemunhas, reproduzindo fielmente as suas frases. 
 
 
Art. 216. O depoimento da testemunha será reduzido a termo, assinado por ela, pelo juiz e pelas 
partes. Se a testemunha não souber assinar, ou não puder fazê-lo, pedirá a alguém que o faça por ela, 
depois de lido na presença de ambos. 
 
 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/8e489b4966fe8f703b5be647f1cbae63
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/8e489b4966fe8f703b5be647f1cbae63
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Art. 217. Se o juiz verificar que a presença do réu poderá causar humilhação, temor, ou sério 
constrangimento à testemunha ou ao ofendido, de modo que prejudique a verdade do depoimento, fará 
a inquirição por videoconferência e, somente na impossibilidade dessa forma, determinará a retirada do 
réu, prosseguindo na inquirição, com a presença do seu defensor. 
(Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008) 
Parágrafo único. A adoção de qualquer das medidas previstas no caput deste artigo deverá constar 
do termo, assim como os motivos que a determinaram. 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
 
 
Art. 218. Se, regularmente intimada, a testemunha deixar de comparecer SEM motivo justificado, 
o juiz poderá requisitar à autoridade policial a sua apresentação ou determinar seja conduzida por oficial 
de justiça, que poderá solicitar o auxílio da força pública. 
 
 
Art. 219. O juiz poderá aplicar à testemunha faltosa a multa prevista no art. 453, sem prejuízo do 
processo penal por crime de desobediência, e condená-la ao pagamento das custas da diligência. 
(Redação dada pela Lei nº 6.416, de 24.5.1977) 
⇾ Correspondência atual: 
Art. 458, CPP. Se a testemunha, sem justa causa, deixar de comparecer, o juiz presidente, sem prejuízo da 
ação penal pela desobediência, aplicar-lhe-á a multa prevista no § 2º do art. 436 deste Código. 
↳ Art. 436, § 2º, CPP. A recusa injustificada ao serviço do júri acarretará multa no valor de 1 (um) a 10 (dez) 
salários-mínimos, a critério do juiz, de acordo com a condição econômica do jurado. 
 
 
Art. 220. As pessoas impossibilitadas, por enfermidade ou por velhice, de comparecer para depor, 
serão inquiridas onde estiverem. 
 
 
Art. 221. O Presidente e o Vice-Presidente da República, os senadores e deputados federais, os 
ministros de Estado, os governadores de Estados e Territórios, os secretários de Estado, os prefeitos do 
Distrito Federal e dos Municípios, os deputados às Assembleias Legislativas Estaduais, os membros do 
Poder Judiciário, os ministros e juízes dos Tribunais de Contas da União, dos Estados, do Distrito Federal, 
bem como os do Tribunal Marítimo serão inquiridos em local, dia e hora previamente ajustados entre eles 
e o juiz. 
(Redação dada pela Lei nº 3.653, de 4.11.1959) 
§ 1º. O Presidente e o Vice-Presidente da República, os presidentes do Senado Federal, da Câmara 
dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal poderão optar pela prestação de depoimento por escrito, 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6416.htm#art219
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art436
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1950-1969/L3653.htm#ART221
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caso em que as perguntas, formuladas pelas partes e deferidas pelo juiz, lhes serão transmitidas por 
ofício. 
(Redação dada pela Lei nº 6.416, de 24.5.1977) 
§ 2º. Os militares deverão ser requisitados à autoridade superior. 
(Redação dada pela Lei nº 6.416, de 24.5.1977) 
§ 3º. Aos funcionários públicos aplicar-se-á o disposto no art. 218, devendo, porém, a expedição do 
mandado ser imediatamente comunicada ao chefe da repartição em que servirem, com indicação do dia 
e da hora marcados. 
 (Incluído pela Lei nº 6.416, de 24.5.1977) 
 
 
Art. 222. A testemunha que morar fora da jurisdição do juiz será inquirida pelo juiz do lugar de sua 
residência, expedindo-se, para esse fim, CARTA PRECATÓRIA, com prazo razoável, intimadas as partes. 
§ 1º. A expedição da precatória NÃO suspenderá a instrução criminal. 
§ 2º. Findo o prazo marcado, poderá realizar-se o julgamento, mas, a todo tempo, a precatória, uma 
vez devolvida, será junta aos autos. 
§ 3º. Na hipótese prevista no caput deste artigo, a oitiva de testemunha poderá ser realizada por 
meio de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo 
real, permitida a presença do defensor e podendo ser realizada, inclusive, durante a realização da 
audiência de instrução e julgamento. 
(Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009) 
• Súmula nº 155, STF. É relativa a nulidade do processo criminal por falta de intimaçãoda expedição de 
carta precatória para inquirição de testemunha. 
• Súmula nº 273, STJ. Intimada a defesa da expedição da carta precatória, torna-se desnecessária 
intimação da data de audiência no juízo deprecado. 
⚠ Atenção: se o réu for assistido pela Defensoria Pública e, na sede do juízo deprecado, a Instituição 
estiver instalada e estruturada, será obrigatória a intimação da Defensoria acerca do dia do ato processual 
designado, sob pena de nulidade (STF RHC 106394/MG, j. em 30/10/2012). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 273-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 07/11/2023 
 
O interrogatório do réu deve ser realizado após as oitivas das testemunhas realizadas por carta precatória. 
Conquanto o art. 222, § 1º, do CPP preceitue que a expedição de carta precatória não suspende a instrução 
criminal, a hipótese não autoriza a inversão da ordem para o interrogatório do acusado que, conforme o 
disposto no art. 400 do CPP, deve ser o último ato da instrução. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6416.htm#art221%C2%A71
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6416.htm#art221%C2%A71
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6416.htm#art221%C2%A71
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/563ca5e068bc78b807910338bb4d4279
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/563ca5e068bc78b807910338bb4d4279
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O que determina a possibilidade de avançar na instrução e no julgamento não é a juntada da carta precatória 
aos autos principais, mas sim a realização do ato no juízo deprecado, de forma que a pendência de devolução 
da carta precatória não exerce interferência na possibilidade de interrogar o acusado e prosseguir no 
julgamento, desde que o interrogatório do réu seja o último ato de instrução. 
A defesa somente arguiu a nulidade em sua última manifestação nos autos da ação penal. Não se admite a 
alegação de nulidade tardia, extemporânea, também denominada nulidade de algibeira. 
STJ. 3ª Seção. HC 585.942/MT, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 09/12/2020. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. O interrogatório do réu deve ser realizado após as oitivas das 
testemunhas realizadas por carta precatória. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 07/11/2023 
 
 
Art. 222-A. As cartas rogatórias só serão expedidas se demonstrada previamente a sua 
imprescindibilidade, arcando a parte requerente com os custos de envio. 
(Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009) 
Parágrafo único. Aplica-se às cartas rogatórias o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 222 deste Código. 
(Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009) 
↳ A expedição da precatória NÃO suspenderá a instrução criminal. 
↳ Findo o prazo marcado, poderá realizar-se o julgamento, mas, a todo tempo, a precatória, uma vez 
devolvida, será junta aos autos. 
 
 
Art. 223. Quando a testemunha não conhecer a língua nacional, será nomeado intérprete para 
traduzir as perguntas e respostas. 
Parágrafo único. Tratando-se de mudo, surdo ou surdo-mudo, proceder-se-á na conformidade do 
art. 192. 
Art. 192, CPP. O interrogatório do mudo, do surdo ou do surdo-mudo será feito pela forma seguinte: 
I - ao surdo serão apresentadas por escrito as perguntas, que ele responderá oralmente; 
II - ao mudo as perguntas serão feitas oralmente, respondendo-as por escrito 
III - ao surdo-mudo as perguntas serão formuladas por escrito e do mesmo modo dará as respostas. 
 
 
Art. 224. As testemunhas comunicarão ao juiz, dentro de 1 (um) ano, qualquer mudança de 
residência, sujeitando-se, pela simples omissão, às penas do não-comparecimento. 
 
 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/bd6fd20524553da5f0504d31e4134500
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/bd6fd20524553da5f0504d31e4134500
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
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Art. 225. Se qualquer testemunha houver de ausentar-se, ou, por enfermidade ou por velhice, 
inspirar receio de que ao tempo da instrução criminal já não exista, o juiz poderá, de ofício ou a 
requerimento de qualquer das partes, tomar-lhe antecipadamente o depoimento. 
 
 
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Leitura da Lei de Organização Criminosa – Artigos 8º a 14 
 
Seção II 
Da Ação Controlada 
 
Art. 8º. Consiste a AÇÃO CONTROLADA em retardar a intervenção policial ou administrativa relativa 
à ação praticada por organização criminosa ou a ela vinculada, desde que mantida sob observação e 
acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz à formação de provas e 
obtenção de informações. 
§ 1º. O retardamento da intervenção policial ou administrativa será previamente comunicado ao juiz 
competente que, se for o caso, estabelecerá os seus limites e comunicará ao Ministério Público. 
§ 2º. A comunicação será sigilosamente distribuída de forma a não conter informações que possam 
indicar a operação a ser efetuada. 
§ 3º. Até o encerramento da diligência, o acesso aos autos será restrito ao juiz, ao Ministério Público 
e ao delegado de polícia, como forma de garantir o êxito das investigações. 
§ 4º. Ao término da diligência, elaborar-se-á AUTO CIRCUNSTANCIADO acerca da ação controlada. 
 
 
Art. 9º. Se a ação controlada envolver TRANSPOSIÇÃO DE FRONTEIRAS, o retardamento da 
intervenção policial ou administrativa somente poderá ocorrer com a cooperação das autoridades dos 
países que figurem como provável itinerário ou destino do investigado, de modo a reduzir os riscos de fuga 
e extravio do produto, objeto, instrumento ou proveito do crime. 
 
AÇÃO CONTROLADA 
⇾ A AÇÃO CONTROLADA consiste em: 
• retardar a intervenção policial ou administrativa relativa à ação praticada por organização 
criminosa ou a ela vinculada 
↳ desde que mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se 
concretize no momento mais eficaz à formação de provas e obtenção de informações. 
⇾ O retardamento da intervenção policial ou administrativa será previamente comunicado 
ao juiz competente que, se for o caso, estabelecerá os seus limites e comunicará ao 
Ministério Público. 
↳ A comunicação será sigilosamente distribuída de forma a não conter informações que 
possam indicar a operação a ser efetuada. 
↳ Até o encerramento da diligência, o acesso aos autos será restrito ao juiz, ao Ministério 
Público e ao delegado de polícia, como forma de garantir o êxito das investigações. 
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↳ Ao término da diligência, elaborar-se-á AUTO CIRCUNSTANCIADO acerca da ação 
controlada. 
⇾ Se a ação controlada envolver TRANSPOSIÇÃO DE FRONTEIRAS: 
• o retardamento da intervenção policial ou administrativa somente poderá ocorrer com a 
cooperação das autoridades dos países que figurem como provável itinerário ou destino do 
investigado 
↳ de modo a reduzir os riscos de fuga e extravio do produto, objeto, instrumento ou proveito 
do crime. 
 
 
Seção III 
Da Infiltração de Agentes 
 
Art. 10. A infiltração de agentes de polícia em tarefas de investigação, representada pelo delegado 
de polícia ou requerida pelo Ministério Público, após manifestação técnica do delegado de polícia quando 
solicitada no curso de inquérito policial, será precedida de circunstanciada, motivada e sigilosa autorização 
judicial,que estabelecerá seus limites. 
§ 1º. Na hipótese de representação do delegado de polícia, o juiz competente, antes de decidir, 
ouvirá o Ministério Público. 
§ 2º. Será admitida a infiltração se houver indícios de infração penal de que trata o art. 1º e se a 
prova não puder ser produzida por outros meios disponíveis. 
§ 3º. A infiltração será autorizada pelo prazo de até 6 (seis) meses, sem prejuízo de eventuais 
renovações, desde que comprovada sua necessidade. 
§ 4º. Findo o prazo previsto no § 3º, o RELATÓRIO CIRCUNSTANCIADO será apresentado ao juiz 
competente, que imediatamente cientificará o Ministério Público. 
§ 5º. No curso do inquérito policial, o delegado de polícia poderá determinar aos seus agentes, e o 
Ministério Público poderá requisitar, a qualquer tempo, relatório da atividade de infiltração. 
 
 
Art. 10-A. Será admitida a ação de agentes de polícia infiltrados virtuais, obedecidos os requisitos 
do caput do art. 10, na internet, com o fim de investigar os crimes previstos nesta Lei e a eles conexos, 
praticados por organizações criminosas, desde que demonstrada sua necessidade e indicados o alcance 
das tarefas dos policiais, os nomes ou apelidos das pessoas investigadas e, quando possível, os dados de 
conexão ou cadastrais que permitam a identificação dessas pessoas. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 1º. Para efeitos do disposto nesta Lei, consideram-se: 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
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I - dados de conexão: informações referentes a hora, data, início, término, duração, endereço de 
Protocolo de Internet (IP) utilizado e terminal de origem da conexão; 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
II - dados cadastrais: informações referentes a nome e endereço de assinante ou de usuário registrado 
ou autenticado para a conexão a quem endereço de IP, identificação de usuário ou código de acesso tenha 
sido atribuído no momento da conexão. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 2º. Na hipótese de representação do delegado de polícia, o juiz competente, antes de decidir, 
ouvirá o Ministério Público. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 3º. Será admitida a infiltração se houver indícios de infração penal de que trata o art. 1º desta Lei 
e se as provas não puderem ser produzidas por outros meios disponíveis. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 4º. A infiltração será autorizada pelo prazo de até 6 (seis) meses, sem prejuízo de eventuais 
renovações, mediante ordem judicial fundamentada e desde que o total não exceda a 720 (setecentos e 
vinte) dias e seja comprovada sua necessidade. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 5º. Findo o prazo previsto no § 4º deste artigo, o relatório circunstanciado, juntamente com todos 
os atos eletrônicos praticados durante a operação, deverão ser registrados, gravados, armazenados e 
apresentados ao juiz competente, que imediatamente cientificará o Ministério Público. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 6º. No curso do inquérito policial, o delegado de polícia poderá determinar aos seus agentes, e o 
Ministério Público e o juiz competente poderão requisitar, a qualquer tempo, relatório da atividade de 
infiltração. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 7º. É NULA a prova obtida SEM a observância do disposto neste artigo. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
 
Art. 10-B. As informações da operação de infiltração serão encaminhadas diretamente ao juiz 
responsável pela autorização da medida, que zelará por seu sigilo. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
Parágrafo único. Antes da conclusão da operação, o acesso aos autos será reservado ao juiz, ao 
Ministério Público e ao delegado de polícia responsável pela operação, com o objetivo de garantir o sigilo 
das investigações. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
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Art. 10-C. NÃO comete crime o policial que oculta a sua identidade para, por meio da internet, colher 
indícios de autoria e materialidade dos crimes previstos no art. 1º desta Lei. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
Parágrafo único. O agente policial infiltrado que deixar de observar a estrita finalidade da 
investigação responderá pelos excessos praticados. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
 
Art. 10-D. Concluída a investigação, todos os atos eletrônicos praticados durante a operação deverão 
ser registrados, gravados, armazenados e encaminhados ao juiz e ao Ministério Público, juntamente com 
relatório circunstanciado. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
Parágrafo único. Os atos eletrônicos registrados citados no caput deste artigo serão reunidos em 
autos apartados e apensados ao processo criminal juntamente com o inquérito policial, assegurando-se a 
preservação da identidade do agente policial infiltrado e a intimidade dos envolvidos. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
 
Art. 11. O requerimento do Ministério Público ou a representação do delegado de polícia para a 
infiltração de agentes conterão a demonstração da necessidade da medida, o alcance das tarefas dos 
agentes e, quando possível, os nomes ou apelidos das pessoas investigadas e o local da infiltração. 
Parágrafo único. Os órgãos de registro e cadastro público poderão incluir nos bancos de dados 
próprios, mediante procedimento sigiloso e requisição da autoridade judicial, as informações necessárias 
à efetividade da identidade fictícia criada, nos casos de infiltração de agentes na internet. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
 
Art. 12. O pedido de infiltração será sigilosamente distribuído, de forma a não conter informações 
que possam indicar a operação a ser efetivada ou identificar o agente que será infiltrado. 
§ 1º. As informações quanto à necessidade da operação de infiltração serão dirigidas diretamente 
ao juiz competente, que decidirá no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, após manifestação do Ministério 
Público na hipótese de representação do delegado de polícia, devendo-se adotar as medidas necessárias 
para o êxito das investigações e a segurança do agente infiltrado. 
§ 2º. Os autos contendo as informações da operação de infiltração acompanharão a denúncia do 
Ministério Público, quando serão disponibilizados à defesa, assegurando-se a preservação da identidade 
do agente. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
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§ 3º. Havendo indícios seguros de que o agente infiltrado sofre RISCOIMINENTE, a operação será 
SUSTADA mediante requisição do Ministério Público ou pelo delegado de polícia, dando-se imediata 
ciência ao Ministério Público e à autoridade judicial. 
 
 
Art. 13. O agente que não guardar, em sua atuação, a devida proporcionalidade com a finalidade da 
investigação, responderá pelos excessos praticados. 
Parágrafo único. Não é punível, no âmbito da infiltração, a prática de crime pelo agente infiltrado 
no curso da investigação, quando inexigível conduta diversa. 
 
 
Art. 14. São DIREITOS DO AGENTE: 
I - recusar ou fazer cessar a atuação infiltrada; 
II - ter sua identidade alterada, aplicando-se, no que couber, o disposto no art. 9º da Lei nº 9.807, de 
13 de julho de 1999, bem como usufruir das medidas de proteção a testemunhas; 
Art. 9º, Lei nº 9.807/1999. Em casos excepcionais e considerando as características e gravidade da coação 
ou ameaça, poderá o conselho deliberativo encaminhar requerimento da pessoa protegida ao juiz 
competente para registros públicos objetivando a alteração de nome completo. 
§ 1º. A alteração de nome completo poderá estender-se às pessoas mencionadas no § 1o do art. 2o desta 
Lei, inclusive aos filhos menores, e será precedida das providências necessárias ao resguardo de direitos de 
terceiros. 
§ 2º. O requerimento será sempre fundamentado e o juiz ouvirá previamente o Ministério Público, 
determinando, em seguida, que o procedimento tenha rito sumaríssimo e corra em segredo de justiça. 
§ 3º. Concedida a alteração pretendida, o juiz determinará na sentença, observando o sigilo indispensável à 
proteção do interessado: 
I - a averbação no registro original de nascimento da menção de que houve alteração de nome completo em 
conformidade com o estabelecido nesta Lei, com expressa referência à sentença autorizatória e ao juiz que 
a exarou e sem a aposição do nome alterado; 
II - a determinação aos órgãos competentes para o fornecimento dos documentos decorrentes da alteração; 
III - a remessa da sentença ao órgão nacional competente para o registro único de identificação civil, cujo 
procedimento obedecerá às necessárias restrições de sigilo. 
§ 4º. O conselho deliberativo, resguardado o sigilo das informações, manterá controle sobre a localização do 
protegido cujo nome tenha sido alterado. 
§ 5º. Cessada a coação ou ameaça que deu causa à alteração, ficará facultado ao protegido solicitar ao juiz 
competente o retorno à situação anterior, com a alteração para o nome original, em petição que será 
encaminhada pelo conselho deliberativo e terá manifestação prévia do Ministério Público. 
III - ter seu nome, sua qualificação, sua imagem, sua voz e demais informações pessoais preservadas 
durante a investigação e o processo criminal, SALVO se houver decisão judicial em contrário; 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9807.htm#art9
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IV - NÃO ter sua identidade revelada, nem ser fotografado ou filmado pelos meios de comunicação, 
SEM sua prévia autorização POR ESCRITO. 
 
 
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SEXTA-FEIRA 
 
Leitura do Código de Processo Penal – Artigos 226 a 250 
 
CAPÍTULO VII 
DO RECONHECIMENTO DE PESSOAS E COISAS 
 
Art. 226. Quando houver necessidade de fazer-se o RECONHECIMENTO DE PESSOA, proceder-se-á 
pela seguinte forma: 
I - a pessoa que tiver de fazer o reconhecimento será convidada a descrever a pessoa que deva ser 
reconhecida; 
Il - a pessoa, cujo reconhecimento se pretender, será colocada, se possível, ao lado de outras que 
com ela tiverem qualquer semelhança, convidando-se quem tiver de fazer o reconhecimento a apontá-la; 
III - se houver razão para recear que a pessoa chamada para o reconhecimento, por efeito de 
intimidação ou outra influência, não diga a verdade em face da pessoa que deve ser reconhecida, a 
autoridade providenciará para que esta não veja aquela; 
↳ Não terá aplicação na fase da instrução criminal ou em plenário de julgamento. 
IV - do ato de reconhecimento lavrar-se-á auto pormenorizado, subscrito pela autoridade, pela 
pessoa chamada para proceder ao reconhecimento e por 2 (duas) testemunhas presenciais. 
Parágrafo único. O disposto no nº III deste artigo não terá aplicação na fase da instrução criminal ou 
em plenário de julgamento. 
A desconformidade ao regime procedimental determinado no art. 226 do CPP deve acarretar a nulidade 
do ato e sua desconsideração para fins decisórios, justificando-se eventual condenação somente se 
houver elementos independentes para superar a presunção de inocência. 
STF. 2ª Turma. RHC 206846/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 22/2/2022 (Info 1045). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. O descumprimento das formalidades exigidas para o reconhecimento 
de pessoas (art. 226 do CPP) gera a nulidade do ato; o réu condenado será absolvido, salvo se houver 
provas da autoria que sejam independentes. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 07/11/2023 
 
 
Art. 227. No reconhecimento de objeto, proceder-se-á com as cautelas estabelecidas no artigo 
anterior, no que for aplicável. 
 
 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/1ae5168b14a6091d623291902ac36e7c
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/1ae5168b14a6091d623291902ac36e7c
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Art. 228. Se várias forem as pessoas chamadas a efetuar o reconhecimento de pessoa ou de 
objeto, cada uma fará a prova em separado, evitando-se qualquer comunicação entre elas. 
 
 
CAPÍTULO VIII 
DA ACAREAÇÃO 
 
Art. 229. A ACAREAÇÃO será admitida entre acusados, entre acusado e testemunha, entre 
testemunhas, entre acusado ou testemunha e a pessoa ofendida, e entre as pessoas ofendidas, sempre 
que divergirem, em suas declarações, sobre fatos ou circunstâncias relevantes. 
Parágrafo único. Os acareados serão reperguntados, para que expliquem os pontos de 
divergências, reduzindo-se a termo o ato de acareação. 
 
 
Art. 230. Se ausente alguma testemunha, cujas declarações divirjam das de outra, que esteja 
presente, a esta se darão a conhecer os pontos da divergência, consignando-se no auto o que explicar ou 
observar. Se subsistir a discordância, expedir-se-á precatória à autoridade do lugar onde resida a 
testemunha ausente, transcrevendo-se as declarações desta e as da testemunha presente, nos pontos em 
que divergirem, bem como o texto do referido auto, a fim de que se complete a diligência, ouvindo-se a 
testemunha ausente, pela mesma forma estabelecida para a testemunha presente. Esta diligência só se 
realizará quando não importe demora prejudicial ao processo e o juiz a entenda conveniente. 
 
 
CAPÍTULO IX 
DOS DOCUMENTOS 
 
Art. 231. SALVO os casos expressos em lei, as partes poderão apresentar documentos em qualquer 
fase do processo. 
 
 
Art. 232. Consideram-se documentos quaisquer escritos, instrumentos ou papéis, públicos ou 
particulares. 
Parágrafo único. À fotografia do documento, devidamente autenticada, se dará o mesmo valor do 
original. 
 
 
Art. 233. As cartas particulares, interceptadas ou obtidas por meios criminosos, NÃO serão 
admitidas em juízo. 
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Parágrafo único. As cartas poderão ser exibidas em juízo pelo respectivo destinatário, para a 
defesa de seu direito, ainda que não haja consentimento do signatário. 
 
 
Art. 234. Se o juiz tiver notícia da existência de documento relativo a ponto relevante da acusação 
ou da defesa, providenciará, independentemente de requerimento de qualquer das partes, para sua 
juntada aos autos, se possível.Art. 235. A letra e firma dos documentos particulares serão submetidas a exame pericial, quando 
contestada a sua autenticidade. 
 
 
Art. 236. Os documentos em língua estrangeira, sem prejuízo de sua juntada imediata, serão, se 
necessário, traduzidos por tradutor público, ou, na falta, por pessoa idônea nomeada pela autoridade. 
 
 
Art. 237. As públicas-formas só terão valor quando conferidas com o original, em presença da 
autoridade. 
 
 
Art. 238. Os documentos originais, juntos a processo findo, quando não exista motivo relevante 
que justifique a sua conservação nos autos, poderão, mediante requerimento, e ouvido o Ministério 
Público, ser entregues à parte que os produziu, ficando traslado nos autos. 
 
 
CAPÍTULO X 
DOS INDÍCIOS 
 
Art. 239. Considera-se INDÍCIO a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, 
autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias. 
 
 
CAPÍTULO XI 
DA BUSCA E DA APREENSÃO 
 
Art. 240. A BUSCA será domiciliar ou pessoal. 
§ 1º. Proceder-se-á à BUSCA DOMICILIAR, quando fundadas razões a autorizarem, para: 
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a) prender criminosos; 
b) apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos; 
c) apreender instrumentos de falsificação ou de contrafação e objetos falsificados ou contrafeitos; 
d) apreender armas e munições, instrumentos utilizados na prática de crime ou destinados a fim 
delituoso; 
e) descobrir objetos necessários à prova de infração ou à defesa do réu; 
f) apreender cartas, abertas ou não, destinadas ao acusado ou em seu poder, quando haja suspeita 
de que o conhecimento do seu conteúdo possa ser útil à elucidação do fato; 
g) apreender pessoas vítimas de crimes; 
h) colher qualquer elemento de convicção. 
§ 2º. Proceder-se-á à BUSCA PESSOAL quando houver fundada suspeita de que alguém oculte 
consigo arma proibida ou objetos mencionados nas letras b a f e letra h do parágrafo anterior. 
↳ coisas achadas ou obtidas por meios criminosos; 
↳ instrumentos de falsificação ou de contrafação e objetos falsificados ou contrafeitos; 
↳ armas e munições, instrumentos utilizados na prática de crime ou destinados a fim delituoso; 
↳ objetos necessários à prova de infração ou à defesa do réu; 
↳ cartas, abertas ou não, destinadas ao acusado ou em seu poder, quando haja suspeita de que o 
conhecimento do seu conteúdo possa ser útil à elucidação do fato; 
↳ qualquer elemento de convicção. 
 
 
Art. 241. Quando a própria autoridade policial ou judiciária não a realizar pessoalmente, a busca 
domiciliar deverá ser precedida da expedição de mandado. 
 
 
Art. 242. A busca poderá ser determinada de ofício ou a requerimento de qualquer das partes. 
 
 
Art. 243. O mandado de busca deverá: 
I - indicar, o mais precisamente possível, a casa em que será realizada a diligência e o nome do 
respectivo proprietário ou morador; ou, no caso de busca pessoal, o nome da pessoa que terá de sofrê-la 
ou os sinais que a identifiquem; 
II - mencionar o motivo e os fins da diligência; 
III - ser subscrito pelo escrivão e assinado pela autoridade que o fizer expedir. 
§ 1º. Se houver ordem de prisão, constará do próprio texto do mandado de busca. 
§ 2º. Não será permitida a apreensão de documento em poder do defensor do acusado, SALVO 
quando constituir elemento do corpo de delito. 
 
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Art. 244. A busca pessoal INDEPENDERÁ de mandado, no caso de prisão ou quando houver 
fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que 
constituam corpo de delito, ou quando a medida for determinada no curso de busca domiciliar. 
 
 
Art. 245. As buscas domiciliares serão executadas de dia, SALVO se o morador consentir que se 
realizem à noite, e, antes de penetrarem na casa, os executores mostrarão e lerão o mandado ao 
morador, ou a quem o represente, intimando-o, em seguida, a abrir a porta. 
§ 1º. Se a própria autoridade der a busca, declarará previamente sua qualidade e o objeto da 
diligência. 
§ 2º. Em caso de desobediência, será arrombada a porta e forçada a entrada. 
§ 3º. Recalcitrando (resistindo) o morador, será permitido o emprego de força contra coisas 
existentes no interior da casa, para o descobrimento do que se procura. 
§ 4º. Observar-se-á o disposto nos §§ 2º e 3º, quando ausentes os moradores, devendo, neste caso, 
ser intimado a assistir à diligência qualquer vizinho, se houver e estiver presente. 
§ 5º. Se é determinada a pessoa ou coisa que se vai procurar, o morador será intimado a mostrá-la. 
§ 6º. Descoberta a pessoa ou coisa que se procura, será imediatamente apreendida e posta sob 
custódia da autoridade ou de seus agentes. 
§ 7º. Finda a diligência, os executores lavrarão auto circunstanciado, assinando-o com 2 (duas) 
testemunhas presenciais, sem prejuízo do disposto no § 4º. 
 
 
Art. 246. Aplicar-se-á também o disposto no artigo anterior, quando se tiver de proceder a busca 
em compartimento habitado ou em aposento ocupado de habitação coletiva ou em compartimento não 
aberto ao público, onde alguém exercer profissão ou atividade. 
 
 
Art. 247. Não sendo encontrada a pessoa ou coisa procurada, os motivos da diligência serão 
comunicados a quem tiver sofrido a busca, se o requerer. 
 
 
Art. 248. Em casa habitada, a busca será feita de modo que não moleste os moradores mais do 
que o indispensável para o êxito da diligência. 
 
 
Art. 249. A busca em mulher será feita por outra mulher, se NÃO importar retardamento ou 
prejuízo da diligência. 
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Art. 250. A autoridade ou seus agentes poderão penetrar no território de jurisdição alheia, ainda 
que de outro Estado, quando, para o fim de apreensão, forem no seguimento de pessoa ou coisa, 
devendo apresentar-se à competente autoridade local, antes da diligência ou após, conforme a urgência 
desta. 
§ 1º. Entender-se-á que a autoridade ou seus agentes vão em seguimento da pessoa ou coisa, 
quando: 
a) tendo conhecimento direto de sua remoção ou transporte, a seguirem SEM interrupção, embora 
depois a percam de vista; 
b) ainda que não a tenham avistado, mas sabendo, por informações fidedignas ou circunstâncias 
indiciárias, que está sendo removida ou transportada em determinada direção, forem ao seu encalço. 
§ 2º. Se as autoridades locais tiverem fundadas razões para duvidar da legitimidade das pessoas 
que, nas referidas diligências, entrarem pelos seus distritos, ou da legalidade dos mandados que 
apresentarem, poderão exigir as provas dessa legitimidade, mas de modo que não se frustre a diligência. 
 
 
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Leitura da Lei de Organização Criminosa – Artigos 15 a 25 
 
Seção IV 
Do Acesso a Registros, Dados Cadastrais, Documentos e Informações 
 
Art. 15. O delegado de polícia e o Ministério Público terão acesso, independentemente de 
autorização judicial, apenas aos dados cadastrais do investigado que informem exclusivamente a 
qualificação pessoal, a filiação e o endereço mantidos pela Justiça Eleitoral, empresas telefônicas, 
instituições financeiras, provedores de internet e administradoras de cartão de crédito. 
 
 
Art. 16. As empresas de transporte possibilitarão, pelo prazo de 5 (cinco) anos, acesso direto e 
permanente do juiz, do Ministério Público ou do delegado de polícia aos bancos de dados de reservas e 
registro de viagens. 
 
 
Art. 17. As concessionárias de telefonia fixa ou móvel manterão, pelo prazo de 5 (cinco) anos, à 
disposição das autoridades mencionadas no art. 15, registros de identificação dos números dos terminais 
de origem e de destino das ligações telefônicas internacionais, interurbanas e locais.Seção V 
Dos Crimes Ocorridos na Investigação e na Obtenção da Prova 
 
Art. 18. Revelar a identidade, fotografar ou filmar o colaborador, SEM sua prévia autorização por 
escrito: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. 
 
 
Art. 19. Imputar falsamente, sob pretexto de colaboração com a Justiça, a prática de infração penal 
a pessoa que sabe ser inocente, ou revelar informações sobre a estrutura de organização criminosa que 
sabe inverídicas: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
 
 
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Art. 20. Descumprir determinação de sigilo das investigações que envolvam a ação controlada e a 
infiltração de agentes: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
 
 
Art. 21. RECUSAR ou OMITIR dados cadastrais, registros, documentos e informações requisitadas 
pelo juiz, Ministério Público ou delegado de polícia, no curso de investigação ou do processo: 
Pena - RECLUSÃO, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 
Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem, de forma indevida, se apossa, propala, divulga ou 
faz uso dos dados cadastrais de que trata esta Lei. 
 
 
CAPÍTULO III 
DISPOSIÇÕES FINAIS 
 
Art. 22. Os crimes previstos nesta Lei e as infrações penais conexas serão apurados mediante 
procedimento ordinário previsto no Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo 
Penal), observado o disposto no parágrafo único deste artigo. 
Parágrafo único. A instrução criminal deverá ser encerrada em prazo razoável, o qual não poderá 
exceder a 120 (cento e vinte) dias quando o réu estiver PRESO, prorrogáveis em até igual período, por 
decisão fundamentada, devidamente motivada pela complexidade da causa ou por fato procrastinatório 
atribuível ao réu. 
 
 
Art. 23. O sigilo da investigação poderá ser decretado pela autoridade judicial competente, para 
garantia da celeridade e da eficácia das diligências investigatórias, assegurando-se ao defensor, no interesse 
do representado, amplo acesso aos elementos de prova que digam respeito ao exercício do direito de defesa, 
devidamente precedido de autorização judicial, RESSALVADOS os referentes às diligências em andamento. 
Parágrafo único. Determinado o depoimento do investigado, seu defensor terá assegurada a prévia 
vista dos autos, ainda que classificados como sigilosos, no prazo mínimo de 3 (três) dias que antecedem ao 
ato, podendo ser ampliado, a critério da autoridade responsável pela investigação. 
 
 
Art. 24. O art. 288 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), passa a vigorar 
com a seguinte redação: 
“Associação Criminosa 
Art. 288. Associarem-se 3 (três) ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 3 (três) anos. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art288.
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Parágrafo único. A pena aumenta-se até a metade se a associação é armada ou se houver a participação de 
criança ou adolescente.” (NR) 
 
 
Art. 25. O art. 342 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), passa a vigorar 
com a seguinte redação: 
“Art. 342. ......................................................................................................................................... 
Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. 
...............................................................................................................................................” (NR) 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art342penaa confissão do acusado. 
Parágrafo único. Dar-se-á PRIORIDADE à realização do exame de corpo de delito quando se tratar 
de crime que envolva: 
(Incluído dada pela Lei nº 13.721, de 2018) 
I - violência doméstica e familiar contra mulher; 
(Incluído dada pela Lei nº 13.721, de 2018) 
II - violência contra criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência. 
(Incluído dada pela Lei nº 13.721, de 2018) 
 
 
Art. 158-A. Considera-se CADEIA DE CUSTÓDIA o conjunto de todos os procedimentos utilizados para 
manter e documentar a história cronológica do vestígio coletado em locais ou em vítimas de crimes, para 
rastrear sua posse e manuseio a partir de seu reconhecimento até o descarte. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
As irregularidades constantes da cadeia de custódia devem ser sopesadas pelo magistrado com todos os 
elementos produzidos na instrução, a fim de aferir se a prova é confiável. 
STJ. 6ª Turma. HC 653515-RJ, Rel. Min. Laurita Vaz, Rel. Acd. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 
23/11/2021 (Info 720). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Qual é a consequência decorrente da quebra da cadeia de custódia 
(break in the chain of custody)?. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 07/11/2023 
§ 1º. O INÍCIO da cadeia de custódia dá-se com a preservação do local de crime ou com 
procedimentos policiais ou periciais nos quais seja detectada a existência de vestígio. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 2º. O agente público que reconhecer um elemento como de potencial interesse para a produção 
da prova pericial fica responsável por sua preservação. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
↳ Não necessariamente será a Autoridade Policial. 
§ 3º. VESTÍGIO é todo objeto ou material bruto, visível ou latente, constatado ou recolhido, que se 
relaciona à infração penal. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
 
 
Art. 158-B. A CADEIA DE CUSTÓDIA compreende o rastreamento do vestígio nas seguintes etapas: 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13721.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13721.htm#art1
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/749b3dec12dee44c9594af615a9de86b
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CADERNO DE LEI SECA 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA - 48 SEMANAS 
 
SEMANA 07 
 
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I - reconhecimento: ato de distinguir um elemento como de potencial interesse para a produção da 
prova pericial; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
II - isolamento: ato de evitar que se altere o estado das coisas, devendo isolar e preservar o ambiente 
imediato, mediato e relacionado aos vestígios e local de crime; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
III - fixação: descrição detalhada do vestígio conforme se encontra no local de crime ou no corpo de 
delito, e a sua posição na área de exames, podendo ser ilustrada por fotografias, filmagens ou croqui, sendo 
indispensável a sua descrição no laudo pericial produzido pelo perito responsável pelo atendimento; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
IV - coleta: ato de recolher o vestígio que será submetido à análise pericial, respeitando suas 
características e natureza; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
V - acondicionamento: procedimento por meio do qual cada vestígio coletado é embalado de forma 
individualizada, de acordo com suas características físicas, químicas e biológicas, para posterior análise, 
com anotação da data, hora e nome de quem realizou a coleta e o acondicionamento; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
VI - transporte: ato de transferir o vestígio de um local para o outro, utilizando as condições 
adequadas (embalagens, veículos, temperatura, entre outras), de modo a garantir a manutenção de suas 
características originais, bem como o controle de sua posse; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
VII - recebimento: ato formal de transferência da posse do vestígio, que deve ser documentado com, 
no mínimo, informações referentes ao número de procedimento e unidade de polícia judiciária 
relacionada, local de origem, nome de quem transportou o vestígio, código de rastreamento, natureza do 
exame, tipo do vestígio, protocolo, assinatura e identificação de quem o recebeu; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
VIII - processamento: exame pericial em si, manipulação do vestígio de acordo com a metodologia 
adequada às suas características biológicas, físicas e químicas, a fim de se obter o resultado desejado, que 
deverá ser formalizado em laudo produzido por perito; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
IX - armazenamento: procedimento referente à guarda, em condições adequadas, do material a ser 
processado, guardado para realização de contraperícia, descartado ou transportado, com vinculação ao 
número do laudo correspondente; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
X - descarte: procedimento referente à liberação do vestígio, respeitando a legislação vigente e, 
quando pertinente, mediante autorização judicial. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
 
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Art. 158-C. A coleta dos vestígios deverá ser realizada preferencialmente por perito oficial, que dará 
o encaminhamento necessário para a central de custódia, mesmo quando for necessária a realização de 
exames complementares. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 1º. Todos vestígios coletados no decurso do inquérito ou processo devem ser tratados como descrito 
nesta Lei, ficando órgão central de perícia oficial de natureza criminal responsável por detalhar a forma do 
seu cumprimento. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 2º. É PROIBIDA a entrada em locais isolados bem como a remoção de quaisquer vestígios de locais 
de crime ANTES da liberação por parte do perito responsável, sendo tipificada como fraude processual a 
sua realização. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
 
 
Art. 158-D. O recipiente para acondicionamento do vestígio será determinado pela natureza do 
material. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 1º. Todos os recipientes deverão ser selados com lacres, com numeração individualizada, de forma 
a garantir a inviolabilidade e a idoneidade do vestígio durante o transporte. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 2º. O recipiente deverá individualizar o vestígio, preservar suas características, impedir 
contaminação e vazamento, ter grau de resistência adequado e espaço para registro de informações sobre 
seu conteúdo. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 3º. O recipiente só poderá ser aberto pelo perito que vai proceder à análise e, motivadamente, por 
pessoa autorizada. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 4º. Após cada rompimento de lacre, deve se fazer constar na ficha de acompanhamento de vestígio 
o nome e a matrícula do responsável, a data, o local, a finalidade, bem como as informações referentes ao 
novo lacre utilizado. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 5º. O lacre rompido deverá ser acondicionado no interior do novo recipiente. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
 
 
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Art. 158-E. Todos os Institutos de Criminalística deverão ter uma central de custódiadestinada à 
guarda e controle dos vestígios, e sua gestão deve ser vinculada diretamente ao órgão central de perícia 
oficial de natureza criminal. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 1º. Toda central de custódia deve possuir os serviços de protocolo, com local para conferência, 
recepção, devolução de materiais e documentos, possibilitando a seleção, a classificação e a distribuição de 
materiais, devendo ser um espaço seguro e apresentar condições ambientais que não interfiram nas 
características do vestígio. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 2º. Na central de custódia, a entrada e a saída de vestígio deverão ser protocoladas, consignando-
se informações sobre a ocorrência no inquérito que a eles se relacionam. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 3º. Todas as pessoas que tiverem acesso ao vestígio armazenado deverão ser identificadas e 
deverão ser registradas a data e a hora do acesso. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 4º. Por ocasião da tramitação do vestígio armazenado, todas as ações deverão ser registradas, 
consignando-se a identificação do responsável pela tramitação, a destinação, a data e horário da ação. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
 
 
Art. 158-F. Após a realização da perícia, o material deverá ser devolvido à central de custódia, 
devendo nela permanecer. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
Parágrafo único. Caso a central de custódia não possua espaço ou condições de armazenar 
determinado material, deverá a autoridade policial ou judiciária determinar as condições de depósito do 
referido material em local diverso, mediante requerimento do diretor do órgão central de perícia oficial 
de natureza criminal. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
 
 
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TERÇA-FEIRA 
 
Leitura do Código de Processo Penal – Artigos 159 a 184 
 
Art. 159. O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por perito oficial, portador 
de diploma de curso superior. 
(Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 1º. Na FALTA DE PERITO OFICIAL, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas idôneas, 
portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem 
habilitação técnica relacionada com a natureza do exame. 
(Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008) 
• Súmula nº 361, STF. No processo penal, é nulo o exame realizado por um só perito, considerando-se 
impedido o que tiver funcionando anteriormente na diligência de apreensão. 
⚠ Válida, mas deve ser feita uma ressalva: o Enunciado 361/STF é aplicável apenas nos casos em que a 
perícia for realizada por peritos não oficiais. 
↳ Se a perícia for realizada por perito oficial: basta um único perito. 
↳ Se a perícia for realizada por perito não oficial: serão necessários dois peritos não oficiais. 
- Assim, para que a perícia seja válida, é necessário que ela seja realizada: 
a) por um perito oficial; ou 
b) por dois peritos não oficiais. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 361-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
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Acesso em: 07/11/2023 
§ 2º. Os peritos NÃO OFICIAIS prestarão o compromisso de bem e fielmente desempenhar o 
encargo. 
(Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 3º. Serão facultadas ao Ministério Público, ao assistente de acusação, ao ofendido, ao querelante 
e ao acusado a formulação de quesitos e indicação de assistente técnico. 
 (Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 4º. O assistente técnico atuará a partir de sua admissão pelo juiz e após a conclusão dos exames e 
elaboração do laudo pelos peritos oficiais, sendo as partes intimadas desta decisão. 
 (Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 5º. Durante o curso do processo judicial, é permitido às partes, quanto à perícia: 
 (Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
I - requerer a oitiva dos peritos para esclarecerem a prova ou para responderem a quesitos, desde 
que o mandado de intimação e os quesitos ou questões a serem esclarecidas sejam encaminhados 
com antecedência mínima de 10 (dez) dias, podendo apresentar as respostas em laudo complementar; 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/89d4402dc03d3b7318bbac10203034ab
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
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 (Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
II - indicar assistentes técnicos que poderão apresentar pareceres em prazo a ser fixado pelo juiz ou 
ser inquiridos em audiência. 
 (Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 6º. Havendo requerimento das partes, o material probatório que serviu de base à perícia será 
disponibilizado no ambiente do órgão oficial, que manterá sempre sua guarda, e na presença de perito 
oficial, para exame pelos assistentes, SALVO se for impossível a sua conservação. 
 (Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 7º. Tratando-se de PERÍCIA COMPLEXA que abranja mais de uma área de conhecimento 
especializado, poder-se-á designar a atuação de mais de um perito oficial, e a parte indicar mais de um 
assistente técnico. 
 (Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
 
 
Art. 160. Os peritos elaborarão o LAUDO PERICIAL, onde descreverão minuciosamente o que 
examinarem, e responderão aos quesitos formulados. 
 (Redação dada pela Lei nº 8.862, de 28.3.1994) 
Parágrafo único. O laudo pericial será elaborado no prazo máximo de 10 (dez) dias, podendo este 
prazo ser prorrogado, em casos excepcionais, a requerimento dos peritos. 
 (Redação dada pela Lei nº 8.862, de 28.3.1994) 
 
 
Art. 161. O exame de corpo de delito poderá ser feito em qualquer dia e a qualquer hora. 
 
 
Art. 162. A autópsia será feita pelo menos 6 (seis) horas depois do óbito, SALVO se os peritos, pela 
evidência dos sinais de morte, julgarem que possa ser feita antes daquele prazo, o que declararão no auto. 
Parágrafo único. Nos casos de MORTE VIOLENTA, bastará o simples exame externo do cadáver, 
quando não houver infração penal que apurar, ou quando as lesões externas permitirem precisar a causa 
da morte e não houver necessidade de exame interno para a verificação de alguma circunstância 
relevante. 
 
 
Art. 163. Em caso de exumação para exame cadavérico, a autoridade providenciará para que, em 
dia e hora previamente marcados, se realize a diligência, da qual se lavrará auto circunstanciado. 
Parágrafo único. O administrador de cemitério público ou particular indicará o lugar da sepultura, 
sob pena de desobediência. No caso de recusa ou de falta de quem indique a sepultura, ou de encontrar-se 
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o cadáver em lugar não destinado a inumações, a autoridade procederá às pesquisasnecessárias, o que 
tudo constará do auto. 
 
 
Art. 164. Os cadáveres serão sempre fotografados na posição em que forem encontrados, bem 
como, na medida do possível, todas as lesões externas e vestígios deixados no local do crime. 
 (Redação dada pela Lei nº 8.862, de 28.3.1994) 
 
 
Art. 165. Para representar as lesões encontradas no cadáver, os peritos, quando possível, juntarão ao 
laudo do exame provas fotográficas, esquemas ou desenhos, devidamente rubricados. 
 
 
Art. 166. Havendo dúvida sobre a identidade do cadáver exumado, proceder-se-á ao 
reconhecimento pelo Instituto de Identificação e Estatística ou repartição congênere ou pela inquirição 
de testemunhas, lavrando-se auto de reconhecimento e de identidade, no qual se descreverá o cadáver, 
com todos os sinais e indicações. 
Parágrafo único. Em qualquer caso, serão arrecadados e autenticados todos os objetos encontrados, 
que possam ser úteis para a identificação do cadáver. 
 
 
Art. 167. Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a 
prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta. 
 
 
Art. 168. Em caso de lesões corporais, se o primeiro exame pericial tiver sido incompleto, 
proceder-se-á a exame complementar por determinação da autoridade policial ou judiciária, de ofício, ou 
a requerimento do Ministério Público, do ofendido ou do acusado, ou de seu defensor. 
§ 1º. No exame complementar, os peritos terão presente o auto de corpo de delito, a fim de suprir-
lhe a deficiência ou retificá-lo. 
§ 2º. Se o exame tiver por fim precisar a classificação do delito no art. 129, § 1º, I, do Código Penal, 
deverá ser feito logo que decorra o prazo de 30 (trinta) dias, contado da data do crime. 
Lesão corporal de natureza grave 
Art. 129, § 1º, CP. Se resulta: 
I - Incapacidade para as ocupações habituais, por mais de 30 dias; 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos. 
§ 3º. A falta de exame complementar poderá ser suprida pela prova testemunhal. 
 
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Art. 169. Para o efeito de exame do local onde houver sido praticada a infração, a autoridade 
providenciará imediatamente para que não se altere o estado das coisas até a chegada dos peritos, que 
poderão instruir seus laudos com fotografias, desenhos ou esquemas elucidativos. 
Parágrafo único. Os peritos registrarão, no laudo, as alterações do estado das coisas e discutirão, 
no relatório, as consequências dessas alterações na dinâmica dos fatos. 
(Incluído pela Lei nº 8.862, de 28.3.1994) 
 
 
Art. 170. Nas perícias de laboratório, os peritos guardarão material suficiente para a eventualidade 
de nova perícia. Sempre que conveniente, os laudos serão ilustrados com provas fotográficas, ou 
microfotográficas, desenhos ou esquemas. 
 
 
Art. 171. Nos crimes cometidos com destruição ou rompimento de obstáculo a subtração da coisa, 
ou por meio de escalada, os peritos, além de descrever os vestígios, indicarão com que instrumentos, por 
que meios e em que época presumem ter sido o fato praticado. 
 
 
Art. 172. Proceder-se-á, quando necessário, à avaliação de coisas destruídas, deterioradas ou que 
constituam produto do crime. 
Parágrafo único. Se impossível a avaliação direta, os peritos procederão à avaliação por meio dos 
elementos existentes nos autos e dos que resultarem de diligências. 
 
 
Art. 173. No caso de incêndio, os peritos verificarão a causa e o lugar em que houver começado, o 
perigo que dele tiver resultado para a vida ou para o patrimônio alheio, a extensão do dano e o seu valor 
e as demais circunstâncias que interessarem à elucidação do fato. 
 
 
Art. 174. No exame para o reconhecimento de escritos, por comparação de letra, observar-se-á o 
seguinte: 
I - a pessoa a quem se atribua ou se possa atribuir o escrito será intimada para o ato, se for 
encontrada; 
II - para a comparação, poderão servir quaisquer documentos que a dita pessoa reconhecer ou já 
tiverem sido judicialmente reconhecidos como de seu punho, ou sobre cuja autenticidade não houver 
dúvida; 
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III - a autoridade, quando necessário, requisitará, para o exame, os documentos que existirem em 
arquivos ou estabelecimentos públicos, ou nestes realizará a diligência, se daí não puderem ser retirados; 
IV - quando não houver escritos para a comparação ou forem insuficientes os exibidos, a autoridade 
mandará que a pessoa escreva o que lhe for ditado. Se estiver ausente a pessoa, mas em lugar certo, esta 
última diligência poderá ser feita por precatória, em que se consignarão as palavras que a pessoa será 
intimada a escrever. 
 
 
Art. 175. Serão sujeitos a exame os instrumentos empregados para a prática da infração, a fim de 
se lhes verificar a natureza e a eficiência. 
 
 
Art. 176. A autoridade e as partes poderão formular quesitos até o ato da diligência. 
 
 
Art. 177. No exame por precatória, a nomeação dos peritos far-se-á no juízo deprecado. Havendo, 
porém, no caso de ação privada, acordo das partes, essa nomeação poderá ser feita pelo juiz deprecante. 
Parágrafo único. Os quesitos do juiz e das partes serão transcritos na precatória. 
 
 
Art. 178. No caso do art. 159, o exame será requisitado pela autoridade ao diretor da repartição, 
juntando-se ao processo o laudo assinado pelos peritos. 
Art. 159, CPP. O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por perito oficial, portador de 
diploma de curso superior. 
 
 
Art. 179. No caso do § 1º do art. 159, o escrivão lavrará o auto respectivo, que será assinado pelos 
peritos e, se presente ao exame, também pela autoridade. 
Art. 159, § 1º, CPP. Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas idôneas, 
portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem 
habilitação técnica relacionada com a natureza do exame. 
Parágrafo único. No caso do art. 160, parágrafo único, o laudo, que poderá ser datilografado, será 
subscrito e rubricado em suas folhas por todos os peritos. 
Art. 160, CPP. Os peritos elaborarão o laudo pericial, onde descreverão minuciosamente o que 
examinarem, e responderão aos quesitos formulados. 
Parágrafo único. O laudo pericial será elaborado no prazo máximo de 10 dias, podendo este prazo ser 
prorrogado, em casos excepcionais, a requerimento dos peritos. 
 
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Art. 180. Se houver DIVERGÊNCIA entre os peritos, serão consignadas no auto do exame as 
declarações e respostas de um e de outro, ou cada um redigirá separadamente o seu laudo, e a 
autoridade nomeará um terceiro; se este divergir de ambos, a autoridade poderá mandar proceder a 
novo exame por outros peritos. 
 
 
Art. 181. No caso de inobservância de formalidades, ou no caso de omissões, obscuridades ou 
contradições, a autoridade judiciária mandará suprir a formalidade, complementar ou esclarecer o laudo. 
(Redação dada pela Lei nº 8.862, de 28.3.1994) 
Parágrafo único. A autoridade poderá também ordenar que se proceda a novo exame, por outros 
peritos, se julgar conveniente. 
 
 
Art. 182. O juiz NÃO ficará adstrito ao laudo, podendo aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte. 
 
 
Art. 183. Nos crimes em que não couber ação pública, observar-se-á o disposto no art. 19. 
Art. 19, CPP. Nos crimes em que não couber ação pública, os autos do inquérito serão remetidos ao juízo 
competente, onde aguardarão a iniciativa do ofendido ou de seu representante legal, ou serão entregues 
ao requerente, se o pedir, mediante traslado. 
 
 
Art. 184. SALVO o caso de exame de corpo de delito, o juiz ou a autoridadepolicial negará a perícia 
requerida pelas partes, quando NÃO for necessária ao esclarecimento da verdade. 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1989_1994/L8862.htm#art181
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QUARTA-FEIRA 
 
Leitura do Código de Processo Penal – Artigos 185 a 196 
 
CAPÍTULO III 
DO INTERROGATÓRIO DO ACUSADO 
 
Art. 185. O acusado que comparecer perante a autoridade judiciária, no curso do processo penal, 
será qualificado e interrogado na presença de seu defensor, constituído ou nomeado. 
(Redação dada pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
• Súmula nº 523, STF. No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua 
deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu. 
§ 1º. O interrogatório do réu preso será realizado, em sala própria, no estabelecimento em que 
estiver recolhido, desde que estejam garantidas a segurança do juiz, do membro do Ministério Público e 
dos auxiliares bem como a presença do defensor e a publicidade do ato. 
(Redação dada pela Lei nº 11.900, de 2009) 
§ 2º. Excepcionalmente, o juiz, por decisão fundamentada, de ofício ou a requerimento das partes, 
poderá realizar o interrogatório do réu preso por sistema de videoconferência ou outro recurso 
tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real, desde que a medida seja necessária para 
atender a uma das seguintes finalidades: 
(Redação dada pela Lei nº 11.900, de 2009) 
I - prevenir risco à segurança pública, quando exista fundada suspeita de que o preso integre 
organização criminosa ou de que, por outra razão, possa fugir durante o deslocamento; 
 (Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009) 
II - viabilizar a participação do réu no referido ato processual, quando haja relevante dificuldade 
para seu comparecimento em juízo, por enfermidade ou outra circunstância pessoal; 
 (Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009) 
III - impedir a influência do réu no ânimo de testemunha ou da vítima, desde que não seja possível 
colher o depoimento destas por videoconferência, nos termos do art. 217 deste Código; 
 (Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009) 
Art. 217, CPP. Se o juiz verificar que a presença do réu poderá causar humilhação, temor, ou sério 
constrangimento à testemunha ou ao ofendido, de modo que prejudique a verdade do depoimento, fará 
a inquirição por videoconferência e, somente na impossibilidade dessa forma, determinará a retirada do 
réu, prosseguindo na inquirição, com a presença do seu defensor. 
Parágrafo único. A adoção de qualquer das medidas previstas no caput deste artigo deverá constar do 
termo, assim como os motivos que a determinaram. 
IV - responder à gravíssima questão de ordem pública. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art185
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
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 (Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009) 
§ 3º. Da decisão que determinar a realização de interrogatório por videoconferência, as partes 
serão intimadas com 10 (dez) dias de antecedência. 
 (Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009) 
§ 4º. Antes do interrogatório por videoconferência, o preso poderá acompanhar, pelo mesmo 
sistema tecnológico, a realização de todos os atos da audiência única de instrução e julgamento de que 
tratam os arts. 400, 411 e 531 deste Código. 
 (Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009) 
Art. 400, CPP. Na audiência de instrução e julgamento, a ser realizada no prazo máximo de 60 (sessenta) 
dias, proceder-se-á à tomada de declarações do ofendido, à inquirição das testemunhas arroladas pela 
acusação e pela defesa, nesta ordem, ressalvado o disposto no art. 222 deste Código, bem como aos 
esclarecimentos dos peritos, às acareações e ao reconhecimento de pessoas e coisas, interrogando-se, em 
seguida, o acusado. 
§ 1º. As provas serão produzidas numa só audiência, podendo o juiz indeferir as consideradas irrelevantes, 
impertinentes ou protelatórias. 
§ 2º. Os esclarecimentos dos peritos dependerão de prévio requerimento das partes. 
Art. 411, CPP. Na audiência de instrução, proceder-se-á à tomada de declarações do ofendido, se possível, 
à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa, nesta ordem, bem como aos 
esclarecimentos dos peritos, às acareações e ao reconhecimento de pessoas e coisas, interrogando-se, em 
seguida, o acusado e procedendo-se o debate. 
§ 1º. Os esclarecimentos dos peritos dependerão de prévio requerimento e de deferimento pelo juiz. 
§ 2º. As provas serão produzidas em uma só audiência, podendo o juiz indeferir as consideradas 
irrelevantes, impertinentes ou protelatórias. 
§ 3º. Encerrada a instrução probatória, observar-se-á, se for o caso, o disposto no art. 384 deste Código. 
§ 4º. As alegações serão orais, concedendo-se a palavra, respectivamente, à acusação e à defesa, pelo 
prazo de 20 (vinte) minutos, prorrogáveis por mais 10 (dez). 
 § 5º. Havendo mais de 1 (um) acusado, o tempo previsto para a acusação e a defesa de cada um deles será 
individual. 
§ 6º. Ao assistente do Ministério Público, após a manifestação deste, serão concedidos 10 (dez) minutos, 
prorrogando-se por igual período o tempo de manifestação da defesa. 
§ 7º. Nenhum ato será adiado, SALVO quando imprescindível à prova faltante, determinando o juiz a 
condução coercitiva de quem deva comparecer. 
§ 8º. A testemunha que comparecer será inquirida, independentemente da suspensão da audiência, 
observada em qualquer caso a ordem estabelecida no caput deste artigo. 
§ 9º. Encerrados os debates, o juiz proferirá a sua decisão, ou o fará em 10 (dez) dias, ordenando que os 
autos para isso lhe sejam conclusos. 
Art. 531, CPP. Na audiência de instrução e julgamento, a ser realizada no prazo máximo de 30 (trinta) dias, 
proceder-se-á à tomada de declarações do ofendido, se possível, à inquirição das testemunhas arroladas 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art222
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art384
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pela acusação e pela defesa, nesta ordem, ressalvado o disposto no art. 222 deste Código, bem como aos 
esclarecimentos dos peritos, às acareações e ao reconhecimento de pessoas e coisas, interrogando-se, em 
seguida, o acusado e procedendo-se, finalmente, ao debate. 
§ 5º. Em qualquer modalidade de interrogatório, o juiz garantirá ao réu o direito de entrevista 
prévia e reservada com o seu defensor; se realizado por videoconferência, fica também garantido o 
acesso a canais telefônicos reservados para comunicação entre o defensor que esteja no presídio e o 
advogado presente na sala de audiência do Fórum, e entre este e o preso. 
 (Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009) 
§ 6º. A sala reservada no estabelecimento prisional para a realização de atos processuais por 
sistema de videoconferência será fiscalizada pelos corregedores e pelo juiz de cada causa, como também 
pelo Ministério Público e pela Ordem dos Advogados do Brasil. 
 (Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009) 
§ 7º. Será requisitada a apresentação do réu preso em juízo nas hipóteses em que o interrogatório 
não se realizar na forma prevista nos §§ 1º e 2º deste artigo (interrogatório em salaprópria ou por 
videoconferência). 
 (Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009) 
§ 8º. Aplica-se o disposto nos §§ 2º, 3º, 4º e 5º deste artigo, no que couber, à realização de outros 
atos processuais que dependam da participação de pessoa que esteja presa, como acareação, 
reconhecimento de pessoas e coisas, e inquirição de testemunha ou tomada de declarações do ofendido. 
 (Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009) 
§ 9º. Na hipótese do § 8º deste artigo, fica garantido o acompanhamento do ato processual pelo 
acusado e seu defensor. 
 (Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009) 
§ 10. Do interrogatório deverá constar a informação sobre a existência de filhos, respectivas 
idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o contato de eventual responsável pelos cuidados 
dos filhos, indicado pela pessoa presa. 
(Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
 
 
Art. 186. Depois de devidamente qualificado e cientificado do inteiro teor da acusação, o acusado 
será informado pelo juiz, antes de iniciar o interrogatório, do seu direito de permanecer calado e de não 
responder perguntas que lhe forem formuladas. 
(Redação dada pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
Parágrafo único. O silêncio, que NÃO IMPORTARÁ EM CONFISSÃO, NÃO PODERÁ SER 
INTERPRETADO EM PREJUÍZO DA DEFESA. 
(Incluído pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art222
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art186
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art186
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Art. 187. O interrogatório será constituído de duas partes: sobre a pessoa do acusado e sobre os 
fatos. 
(Redação dada pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
§ 1º. Na primeira parte (sobre a pessoa do acusado) o interrogando será perguntado sobre a 
residência, meios de vida ou profissão, oportunidades sociais, lugar onde exerce a sua atividade, vida 
pregressa, notadamente se foi preso ou processado alguma vez e, em caso afirmativo, qual o juízo do 
processo, se houve suspensão condicional ou condenação, qual a pena imposta, se a cumpriu e outros 
dados familiares e sociais. 
(Incluído pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
§ 2º. Na segunda parte (sobre os fatos) será perguntado sobre: 
(Incluído pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
I - ser verdadeira a acusação que lhe é feita; 
(Incluído pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
II - não sendo verdadeira a acusação, se tem algum motivo particular a que atribuí-la, se conhece a 
pessoa ou pessoas a quem deva ser imputada a prática do crime, e quais sejam, e se com elas esteve 
antes da prática da infração ou depois dela; 
(Incluído pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
III - onde estava ao tempo em que foi cometida a infração e se teve notícia desta; 
(Incluído pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
IV - as provas já apuradas; 
(Incluído pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
V - se conhece as vítimas e testemunhas já inquiridas ou por inquirir, e desde quando, e se tem o 
que alegar contra elas; 
(Incluído pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
VI - se conhece o instrumento com que foi praticada a infração, ou qualquer objeto que com esta 
se relacione e tenha sido apreendido; 
(Incluído pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
VII - todos os demais fatos e pormenores que conduzam à elucidação dos antecedentes e 
circunstâncias da infração; 
(Incluído pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
VIII - se tem algo mais a alegar em sua defesa. 
(Incluído pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
 
 
Art. 188. Após proceder ao interrogatório, o juiz indagará das partes se restou algum fato para ser 
esclarecido, formulando as perguntas correspondentes se o entender pertinente e relevante. 
(Redação dada pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art187
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art187
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art187
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art187
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art187
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art187
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art187
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art187
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art187
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art187
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art188
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Art. 189. Se o interrogando NEGAR a acusação, no todo ou em parte, poderá prestar 
esclarecimentos e indicar provas. 
(Redação dada pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
 
 
Art. 190. Se confessar a autoria, será perguntado sobre os motivos e circunstâncias do fato e se 
outras pessoas concorreram para a infração, e quais sejam. 
(Redação dada pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
 
 
Art. 191. Havendo mais de um acusado, serão interrogados SEPARADAMENTE. 
(Redação dada pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
 
 
Art. 192. O interrogatório do mudo, do surdo ou do surdo-mudo será feito pela forma seguinte: 
(Redação dada pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
I - ao surdo serão apresentadas por escrito as perguntas, que ele responderá oralmente; 
(Redação dada pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
II - ao mudo as perguntas serão feitas oralmente, respondendo-as por escrito; 
(Redação dada pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
III - ao surdo-mudo as perguntas serão formuladas por escrito e do mesmo modo dará as respostas. 
(Redação dada pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
Parágrafo único. Caso o interrogando não saiba ler ou escrever, intervirá no ato, como intérprete e 
sob compromisso, pessoa habilitada a entendê-lo. 
(Redação dada pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
 
 
Art. 193. Quando o interrogando não falar a língua nacional, o interrogatório será feito por meio 
de intérprete. 
(Redação dada pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
 
 
Art. 194. (Revogado pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003). 
 
 
Art. 195. Se o interrogado não souber escrever, não puder ou não quiser assinar, tal fato será 
consignado no termo. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art188
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art188
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art188
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art188
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art188
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art188
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art188
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art188
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(Redação dada pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
 
 
Art. 196. A todo tempo o juiz poderá proceder a novo interrogatório de ofício ou a pedido 
fundamentado de qualquer das partes. 
(Redação dada pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art188
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.792.htm#art188
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Leitura da Lei de Organização Criminosa – Artigos 1º a 7º 
 
Define organizaçãocriminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de 
obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento criminal; altera o 
Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal); revoga a Lei nº 9.034, de 
3 de maio de 1995; e dá outras providências. 
 
 
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte 
Lei: 
 
Conquanto os tribunais superiores admitam a prisão preventiva para interrupção da atuação de integrantes 
de organização criminosa, a mera circunstância de o agente ter sido denunciado pelos delitos descritos na 
Lei n. 12.850/2013 não justifica a imposição automática da custódia prisional. 
Com efeito, deve-se avaliar a presença de elementos concretos, previstos no art. 312 do CPP, como o risco 
de reiteração delituosa ou indícios de que o grupo criminoso continua em atividade, colocando em risco à 
ordem pública. 
STJ. 5ª Turma. HC 708148-SP, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Rel. Acd. Min. João Otávio de Noronha, julgado 
em 05/04/2022 (Info 732). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. A mera circunstância de o agente ter sido denunciado em razão dos 
delitos descritos na Lei 12.850/2013 não justifica a imposição automática da prisão preventiva, devendo-
se avaliar a presença de elementos concretos, previstos no art. 312 do CPP. Buscador Dizer o Direito, 
Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 24/11/2023 
 
 
CAPÍTULO I 
DA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA 
 
Art. 1º. Esta Lei define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de 
obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento criminal a ser aplicado. 
§ 1º. Considera-se ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA a associação de 4 (quatro) ou mais pessoas 
estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo 
de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais 
cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de caráter transnacional. 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/dcf3219715a7c9cd9286f19db46f2384
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/dcf3219715a7c9cd9286f19db46f2384
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ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA 
• Associação de 4 ou mais pessoas 
• Estruturalmente ordenada 
• Caracterizada pela divisão de tarefas – ainda que informalmente 
• Com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza 
• Mediante a prática de infrações penais: 
↳ Cujas penas máximas sejam superiores a 4 anos; ou 
↳ Que sejam de caráter transnacional. 
 
§ 2º. Esta Lei se aplica também: 
I - às infrações penais previstas em tratado ou convenção internacional quando, iniciada a execução 
no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou reciprocamente; 
II - às organizações terroristas, entendidas como aquelas voltadas para a prática dos atos de 
terrorismo legalmente definidos. 
(Redação dada pela lei nº 13.260, de 2016) 
 
 
Art. 2º. PROMOVER, CONSTITUIR, FINANCIAR OU INTEGRAR, pessoalmente ou por interposta 
pessoa, organização criminosa: 
Pena - RECLUSÃO, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais 
infrações penais praticadas. 
§ 1º. Nas mesmas penas incorre quem IMPEDE ou, de qualquer forma, EMBARAÇA a investigação de 
infração penal que envolva organização criminosa. 
[...] O crime do art. 2º, § 1º é formal ou material? 
Material. O tipo penal possui dois núcleos (verbos): impedir e embaraçar. 
No que tange ao núcleo “impedir”, nunca houve dúvida de que se trata de crime material. 
A dúvida estava no verbo “embaraçar”. Alguns doutrinadores afirmavam que, neste ponto, o delito seria 
formal. Não foi esta, contudo, a conclusão do STJ. 
Tanto no núcleo impedir como embaraçar, o crime do art. 2º, § 1º da Lei nº 12.850/2013 é material. 
A adoção da corrente que classifica o delito como crime material se explica porque o verbo embaraçar atrai 
um resultado, ou seja, uma alteração do seu objeto. Na hipótese normativa, o objeto é a investigação, que 
pode se dar na fase de inquérito ou na instrução da ação penal. Em outras palavras, haverá embaraço à 
investigação se o agente conseguir produzir algum resultado, ainda que seja momentâneo e reversível. 
STJ. 5ª Turma. REsp 1817416-SC, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 03/08/2021 (Info 703). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. O delito do art. 2º, § 1º, da Lei 12.850/2013 é crime material, inclusive 
na modalidade embaraçar. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13260.htm#art19
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24 
 
. 
Acesso em: 24/11/2023 
Crime de embaraçar investigação previsto na Lei do Crime Organizado NÃO é restrito à fase do inquérito. 
A Lei das organizações criminosas (Lei nº 12.850/2013) prevê o seguinte crime: 
Art. 2º (...) § 1º Nas mesmas penas incorre quem impede ou, de qualquer forma, embaraça a investigação de 
infração penal que envolva organização criminosa. 
Quando o art. 2º, § 1º fala em “investigação” ele está se limitando à fase pré-processual ou abrange também 
a ação penal? Se o agente embaraça o processo penal, ele também comete este delito? 
SIM. A tese de que a investigação criminal descrita no art. 2º, § 1º, da Lei nº 12.850/2013 limita-se à fase do 
inquérito não foi aceita pelo STJ. Isso porque as investigações se prolongam durante toda a persecução 
criminal, que abarca tanto o inquérito policial quanto a ação penal deflagrada pelo recebimento da denúncia. 
Assim, como o legislador não inseriu uma expressão estrita como “inquérito policial”, compreende-se ter 
conferido à investigação de infração penal o sentido de “persecução penal”, até porque carece de 
razoabilidade punir mais severamente a obstrução das investigações do inquérito do que a obstrução da ação 
penal. 
Ademais, sabe-se que muitas diligências realizadas no âmbito policial possuem o contraditório diferido, de 
tal sorte que não é possível tratar inquérito e ação penal como dois momentos absolutamente 
independentes da persecução penal. 
O tipo penal previsto pelo art. 2º, §1º, da Lei nº 12.850/2013 define conduta delituosa que abrange o 
inquérito policial e a ação penal. 
STJ. 5ª Turma. HC 487.962-SC, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 28/05/2019 (Info 650). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Crime de embaraçar investigação previsto na Lei do Crime Organizado 
não é restrito à fase do inquérito. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 24/11/2023 
§ 2º. As penas AUMENTAM-SE ATÉ A METADE se na atuação da organização criminosa houver 
emprego de arma de fogo. 
§ 3º. A pena é AGRAVADA para quem exerce o comando, individual ou coletivo, da organização 
criminosa, ainda que não pratique pessoalmente atos de execução. 
§ 4º. A pena é AUMENTADA de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços): 
I - se há participação de criança ou adolescente; 
II - se há concurso de funcionário público, valendo-se a organização criminosa dessa condição para 
a prática de infração penal; 
III - se o produto ou proveito da infração penal destinar-se, no todo ou em parte, ao exterior; 
IV - se a organização criminosa mantém conexão com outras organizações criminosas 
independentes; 
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V - se as circunstâncias do fato evidenciarem a transnacionalidade da organização. 
PROMOVER, CONSTITUIR, FINANCIAR OU INTEGRAR, pessoalmente ou por interposta 
pessoa, organização criminosa: 
Pena - RECLUSÃO, de 3 a 8 anos, e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais 
infrações penais praticadas. 
↳ Nas mesmas penas incorre quem IMPEDE ou, de qualquer forma, EMBARAÇA a 
investigação de infração penal que envolva organização criminosa. 
As penas AUMENTAM-SE ATÉ A METADE • se na atuação da organização criminosa 
houver emprego de arma de fogo. 
A pena é AGRAVADA • para quem exerce o comando, individual 
ou coletivo, da organização criminosa 
↳ ainda que não pratique pessoalmente atos 
de execução. 
 
 
 
 
A pena é AUMENTADA de 1/6 a 2/3 
• se há participação de criança ou 
adolescente; 
• há concurso de funcionário público, 
valendo-se a organização criminosa dessa 
condição para a prática de infração penal; 
• se o produto ou proveito da infração penal 
destinar-se, no todo ou em parte, ao 
exterior; 
• se a organização criminosa mantém 
conexão com outras organizações 
criminosas independentes; 
• se as circunstâncias do fato evidenciarem 
a transnacionalidade da organização. 
 
§ 5º. Se houver indícios suficientes de que o funcionário público integra organização criminosa, 
poderá o juiz determinar seu afastamento cautelar do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da 
remuneração, quando a medida se fizer necessária à investigação ou instrução processual. 
§ 6º. A condenação com trânsito em julgado acarretará ao funcionário público a perda do cargo, 
função, emprego ou mandato eletivo e a interdição para o exercício de função ou cargo público pelo prazo 
de 8 (oito) anos subsequentes ao cumprimento da pena. 
§ 7º. Se houver indícios de participação de policial nos crimes de que trata esta Lei, a Corregedoria 
de Polícia instaurará inquérito policial e comunicará ao Ministério Público, que designará membro para 
acompanhar o feito até a sua conclusão. 
§ 8º. As lideranças de organizações criminosas armadas ou que tenham armas à disposição deverão 
iniciar o cumprimento da pena em estabelecimentos penais de segurança máxima. 
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(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 9º. O condenado expressamente em sentença por integrar organização criminosa ou por crime 
praticado por meio de organização criminosa não poderá progredir de regime de cumprimento de pena ou 
obter livramento condicional ou outros benefícios prisionais se houver elementos probatórios que 
indiquem a MANUTENÇÃO DO VÍNCULO ASSOCIATIVO. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
 
CAPÍTULO II 
DA INVESTIGAÇÃO E DOS MEIOS DE OBTENÇÃO DA PROVA 
 
Art. 3º. Em qualquer fase da persecução penal, serão permitidos, sem prejuízo de outros já previstos 
em lei, os seguintes MEIOS DE OBTENÇÃO DA PROVA: 
I - colaboração premiada; 
II - captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos; 
↳ Havendo necessidade justificada de manter sigilo sobre a capacidade investigatória, poderá ser 
dispensada licitação para contratação de serviços técnicos especializados, aquisição ou locação de 
equipamentos destinados à polícia judiciária para o rastreamento e obtenção de provas previstas nos 
incisos II e V. 
III - ação controlada; 
IV - acesso a registros de ligações telefônicas e telemáticas, a dados cadastrais constantes de bancos 
de dados públicos ou privados e a informações eleitorais ou comerciais; 
V - interceptação de comunicações telefônicas e telemáticas, nos termos da legislação específica; 
↳ Havendo necessidade justificada de manter sigilo sobre a capacidade investigatória, poderá ser 
dispensada licitação para contratação de serviços técnicos especializados, aquisição ou locação de 
equipamentos destinados à polícia judiciária para o rastreamento e obtenção de provas previstas nos 
incisos II e V. 
VI - afastamento dos sigilos financeiro, bancário e fiscal, nos termos da legislação específica; 
VII - infiltração, por policiais, em atividade de investigação, na forma do art. 11; 
VIII - cooperação entre instituições e órgãos federais, distritais, estaduais e municipais na busca de 
provas e informações de interesse da investigação ou da instrução criminal. 
§ 1º. Havendo necessidade justificada de manter sigilo sobre a capacidade investigatória, poderá ser 
dispensada licitação para contratação de serviços técnicos especializados, aquisição ou locação de 
equipamentos destinados à polícia judiciária para o rastreamento e obtenção de provas previstas nos 
incisos II e V. 
(Incluído pela Lei nº 13.097, de 2015) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13097.htm#art158
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§ 2º. No caso do § 1º , fica dispensada a publicação de que trata o parágrafo único do art. 61 da Lei nº 
8.666, de 21 de junho de 1993, devendo ser comunicado o órgão de controle interno da realização da 
contratação. 
(Incluído pela Lei nº 13.097, de 2015) 
 
 
Seção I 
Da Colaboração Premiada 
(Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
Art. 3º-A. O ACORDO DE COLABORAÇÃO PREMIADA é negócio jurídico processual e meio de 
obtenção de prova, que pressupõe utilidade e interesse públicos. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
 
Art. 3º-B. O recebimento da proposta para formalização de acordo de colaboração demarca o início 
das negociações e constitui também marco de confidencialidade, configurando violação de sigilo e quebra 
da confiança e da boa-fé a divulgação de tais tratativas iniciais ou de documento que as formalize, até o 
levantamento de sigilo por decisão judicial. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 1º. A proposta de acordo de colaboração premiada poderá ser sumariamente INDEFERIDA, com a 
devida justificativa, cientificando-se o interessado. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 2º. Caso NÃO haja indeferimento sumário, as partes deverão firmar Termo de Confidencialidade 
para prosseguimento das tratativas, o que vinculará os órgãos envolvidos na negociação e impedirá o 
indeferimento posterior SEM justa causa. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 3º. O recebimento de proposta de colaboração para análise ou o Termo de Confidencialidade não 
implica, por si só, a suspensão da investigação, RESSALVADO acordo em contrário quanto à propositura de 
medidas processuais penais cautelares e assecuratórias, bem como medidas processuais cíveis admitidas 
pela legislação processual civil em vigor. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 4º. O acordo de colaboração premiada poderá ser precedido de instrução, quando houver 
necessidade de identificação ou complementação de seu objeto, dos fatos narrados, sua definição jurídica, 
relevância, utilidade e interesse público. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8666cons.htm#art61
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8666cons.htm#art61
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13097.htm#art158
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
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§ 5º. Os termos de recebimento de proposta de colaboração e de confidencialidade serão elaborados 
pelo celebrante e assinados por ele, pelo colaborador e pelo advogado ou defensor público com poderes 
específicos. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 6º. Na hipótese de não ser celebrado o acordo por iniciativa do celebrante, esse NÃO poderá se 
valer de nenhuma das informações ou provas apresentadas pelo colaborador, de boa-fé, para qualquer 
outra finalidade. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
 
Art. 3º-C. A proposta de colaboração premiada deve estar instruída com procuração do interessado 
com poderes específicos para iniciar o procedimento de colaboração e suas tratativas, ou firmada 
pessoalmente pela parte que pretende a colaboração e seu advogado ou defensor público. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 1º. Nenhuma tratativa sobre colaboração premiada deve ser realizada sem a presença de 
advogado constituído ou defensor público. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 2º. Em caso de eventual conflito de interesses, ou de colaborador hipossuficiente, o celebrante 
deverá solicitar a presença de outro advogado ou a participação de defensor público. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 3º. No acordo de colaboração premiada, o colaborador deve narrar todos os fatos ilícitos para os 
quais concorreu e que tenham relação direta com os fatos investigados. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 4º. Incumbe à defesa instruir a proposta de colaboração e os anexos com os fatos adequadamente 
descritos, com todas as suas circunstâncias, indicando as provas e os elementos de corroboração. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
 
Art. 4º. O juiz poderá, a requerimento das partes, conceder o perdão judicial, reduzir em até 2/3 
(dois terços) a pena privativa de liberdade ou substituí-la por restritiva de direitos daquele que tenha 
colaborado efetiva e voluntariamente com a investigação e com o processo criminal, desde que dessa 
colaboração advenha um ou mais dos seguintes resultados: 
I - a identificação dos demais coautores e partícipes da organização criminosa e das infrações penais 
por eles praticadas; 
II - a revelação da estrutura hierárquica e da divisão de tarefas da organização criminosa; 
III - a prevenção de infrações penais decorrentes das atividades da organização criminosa; 
IV - a recuperação total ou parcial do produto ou do proveito das infrações penais praticadas pela 
organização criminosa; 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art14
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V - a localização de eventual vítima com a sua integridade física preservada. 
§ 1º. Em qualquer caso, a concessão do benefício levará em conta a personalidade do colaborador, 
a natureza, as circunstâncias, a gravidade e a repercussão social do fato criminoso e a eficácia da 
colaboração. 
§ 2º. Considerando a relevância da colaboração prestada, o Ministério Público, a qualquer tempo, e 
o delegado de polícia, nos autos do inquérito policial, com a manifestação do Ministério Público, poderão 
requerer ou representar ao juiz pela concessão de perdão judicial ao colaborador, ainda que esse benefício 
não tenha sido previsto na proposta inicial, aplicando-se, no que couber, o art. 28 do Decreto-Lei nº 3.689, 
de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal). 
§ 3º. O prazo para oferecimento de denúncia ou o processo, relativos ao colaborador, poderá ser 
SUSPENSO por até 6 (seis) meses, prorrogáveis por igual período, até que sejam cumpridas as medidas de 
colaboração, suspendendo-se o respectivo prazo prescricional. 
§ 4º. Nas mesmas hipóteses do caput deste artigo, o Ministério Público poderá deixar de oferecer 
denúncia se a proposta de acordo de colaboração referir-se a infração de cuja existência não tenha prévio 
conhecimento e o colaborador: 
(Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) 
I - não for o líder da organização criminosa; 
II - for o primeiro a prestar efetiva colaboração nos termos deste artigo. 
§ 4º-A. Considera-se existente o conhecimento prévio da infração quando o Ministério Público ou a 
autoridade policial competente tenha instaurado inquérito ou procedimento investigatório para apuração 
dos fatos apresentados pelo colaborador. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 5º. Se a colaboração for posterior à sentença, a pena poderá ser REDUZIDA ATÉ A METADE ou será 
admitida a PROGRESSÃO DE REGIME ainda que ausentes os requisitos objetivos. 
§ 6º. O juiz NÃO participará das negociações realizadas entre as partes para a formalização do acordo 
de colaboração, que ocorrerá entre o delegado de polícia, o investigado e o defensor, com a manifestação 
do Ministério Público, ou, conforme o caso, entre o Ministério Público e o investigado ou acusado e seu 
defensor. 
§ 7º. Realizado o acordo na forma do § 6º deste artigo, serão remetidos ao juiz, para análise, o 
respectivo termo, as declarações do colaborador e cópia da investigação, devendo o juiz ouvir 
sigilosamente o colaborador, acompanhado de seu defensor, oportunidade em que analisará os seguintes 
aspectos na homologação: 
(Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) 
I - regularidade e legalidade; 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
II - adequação dos benefícios pactuados àqueles previstos no caput e nos §§ 4º e 5º deste artigo, 
sendo NULAS as cláusulas que violem o critério de definição do regime inicial de cumprimento de pena 
do art. 33 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), as regras de cada um dos 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art28
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art28
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art33
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regimes previstos no Código Penal e na Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984 (Lei de Execução Penal) e os 
requisitos de progressão de regime não abrangidos pelo § 5º deste artigo; 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
III - adequação dos resultados da colaboração aos resultados mínimos exigidos nos incisos I, II, III, IV 
e V do caput deste artigo; 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
IV - voluntariedade da manifestação de vontade, especialmente nos casos em que o colaborador 
está ou esteve sob efeito de medidas cautelares. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
§ 7º-A. O juiz ou o tribunal deve proceder à análise fundamentada do mérito da denúncia, do perdão 
judicial e das primeiras etapas de aplicação da pena, nos termos do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro 
de 1940 (Código Penal) e do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal), antes 
de conceder

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