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Morfologia Ano: 2023 Banca: VUNESP Instituição: Prefeitura de Palmas - TO499 A rota dos falsários O primeiro derrame de dinheiro falso no Brasil, em grande escala, teve como ponto central de distribuição o Rio Grande do Sul. Isso aconteceu em meados do século XIX. No dia 10 de agosto de 1843, o Ministro da Fazenda Joaquim Francisco Viana determinou, em ofício reservado, ao presidente do Rio Grande do Sul, Barão de Caxias, que estabelecesse séria vigilância sobre as cargas e os passageiros dos navios procedentes de Portugal. de alguns figurões da época. Aliás, um procedimento ainda em voga nos dias de hoje. (Eloy Terra, 550 anos: crônicas pitorescas da história do Brasil. Adaptado) Assinale a alternativa em que o enunciado está reescrito, nos colchetes, empregando pronomes para substituir o trecho destacado, de acordo com a norma-padrão. Segundo informações seguras, lá estavam fabricando dinheiro falso brasileiro em volumes assustadores. E esse dinheiro estava sendo trazido para o Brasil pelos navios que atracavam no porto de Rio Grande, evitando assim os rigores da alfândega do Rio de Janeiro. Diante da delicada situação, as autoridades rio-grandenses trataram de montar um rigoroso esquema de vigilância. Apesar dos esforços e da dedicação dos agentes fiscais, nada se descobria nas cargas nem nos passageiros. Por ordem oficial, os volumes eram abertos a bordo dos navios, antes mesmo de serem descarregados. E os passageiros, por sua vez, eram também revistados a bordo, minuciosamente. Enquanto isso, o dinheiro falso continuava chegando ao Rio Grande do Sul e daí se espalhando para o resto do Brasil. Até então os fiscais concentravam as revistas somente nas cargas sólidas, mas quando resolveram revistar também as cargas líquidas tiveram uma tremenda surpresa. O dinheiro falso estava chegando ao porto de Rio Grande dentro de barris de vinho, acondicionado em latas vedadas com resina e bem fixadas no fundo dos barris, para evitar que fossem percebidas quando os barris eram sacudidos. Apesar de ter sido descoberta a trapaça, os nomes dos trapaceiros foram mantidos em sigilo, possivelmente para preservar a imagem A) ... quando resolveram revistar também as cargas líquidas... [revistar- lhes] B) ... os fiscais concentravam as revistas somente nas cargas sólidas. [concentravam elas] C) ... lá estavam fabricando dinheiro falso brasileiro [fabricando-o] D) ... evitando assim os rigores da alfândega [evitando-nos] no: 2023 anca: FGV Ins i uição: TJ- RN500 Um livro intitulado A Língua Portuguesa e o Modernismo traz algumas modificações ocorridas na norma culta de nossa língua na época moderna; a opção abaixo que mostra uma dessas modificações seguida de um exemplo que a comprove, de forma adequada, é: A) uso do pronome “ele/ela” como objeto direto, em lugar de “o/a”: “Nós vimos que ele não chegaria a tempo”; B) uso do pronome “mim” em lugar de “eu”: “Para mim, trabalhar lá deve ser um sacrifício”; C) emprego de pronome oblíquo solto entre dois verbos: “Ele foi se pentear no espelho do banheiro”; D) utilização do verbo “ter” em lugar de “haver”: “Ele não tinha mais o que fazer no trabalho”; E) uso da forma “lhe” em lugar de “o/a”: “Eu lhe entreguei os livros prometidos”. 294 Licenciado para - Leonardo M artins B ezerra - 03499488280 - P rotegido por E duzz.com Slide 295