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1ºAula Informática Objetivos de aprendizagem Ao término desta aula, vocês serão capazes de: compreender os conceitos informática e a definição de um computador; conhecer a evolução histórica dos computadores até os dias atuais; observar e reconhecer as gerações dos computadores na sua evolução. Caros(as) alunos(as), Nesta primeira aula faremos uma introdução geral à disciplina, elencando os conceitos básicos sobre a Informática a definição de um computador e passaremos a estudar a evolução histórica das arquiteturas de computador, conhecendo assim a sua evolução no contexto histórico. Mostrando todas as gerações de sua evolução até os dias atuais. Vamos fazer dos momentos destinados a esta primeira aula os mais prazerosos e instigantes possíveis, se ocorrerem algumas dúvidas sobre a aula, vocês poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. Bons estudos! 59 Introdução a Computação 6 Seções de estudo 1 - Conceitos de informática 2 - Computador 1. Conceitos de informática 2. Computador A informática é a ciência que tem como objetivo o tratamento lógico e automático das informações. Muito mais que visar simplesmente à programação de computadores para executar tarefas específicas, a informática estuda a estrutura e o tratamento das informações sob suas mais variadas formas: números, textos, gráficos, imagens, sons, etc. Essas informações, presentes no dia a dia de qualquer área do conhecimento, são levadas ao computador, que pode “armazená-las” e “tratá-las”. O armazenamento corresponde à nossa memorização e o “tratamento” diz respeito ao processamento. Os dados são as informações e na forma em que estarão representadas no computador e qualquer tratamento feito por meio informatizado é o Processamento de Dados. Os resultados do Processamento de Dados devem ser informações que atendam às requisições dos pedidos feitos pelos usuários, normalmente apresentada do seguinte modo: O profissional de Informática vai atuar basicamente no desenvolvimento do que se pode chamar de um Sistema Computacional, os quais abrangem a combinação de hardware (circuitos), software (programas) e outros elementos essenciais. A crescente evolução na área de informática, particularmente no que diz respeito ao desenvolvimento de equipamentos de informática (processadores cada vez mais velozes, novas tecnologias de armazenamento de dados e novos periféricos), aliada as constantes quedas nos preços do hardware, possibilitou um avanço das atividades relacionadas à informática na quase totalidade das atividades humanas, iniciando pelos diversos ramos da Engenharia e atingindo as mais variadas áreas como a Medicina, as Artes, o Entretenimento, a Economia, etc. Muitos de nós utilizamos nossos computadores, mas, muitas vezes, não sabemos exatamente como eles funcionam. Você poderia perguntar: “Por que devo saber como um computador funciona”? A resposta é muito simples: para que possamos nos utilizar de uma ferramenta é bom que tenhamos o máximo possível de conhecimento sobre ela. Assim, podemos utilizá-la da melhor forma. O que é então um computador? O computador nada mais é do que uma máquina de uso geral, capaz de executar tarefas repetitivas através do armazenamento e Processamento de Dados. Como principais características desse processamento de dados há a grande velocidade na manipulação das informações, a grande capacidade de armazenamento dos dados e a confiabilidade, pois o computador, enquanto máquina é bastante preciso. Em função dessas características, o uso do computador propicia o aumento da produtividade na empresa, a redução de custos e o auxílio na tomada de decisões, pois o uso de computadores, aliado à tecnologia de comunicação, dá acesso à grande quantidade de informações de uma maneira mais rápida. Curiosidade: A quantidade de computadores em uso no Brasil, saltou de 99 milhões em 2012 para 118 milhões em 2013, aponta pesquisa do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Isso significa que existem, no País, três computadores para cada habitante. Os números incluem usuários domésticos e comerciais. Até 2016, o país terá 200 milhões de computadores, o equivalente a um PC por pessoa. pessoa. 2.1- Modelo de Von Neumann A grande maioria dos computadores existentes atualmente segue um modelo proposto pelo matemático americano Von Neumann, por volta de 1940. Nesse modelo, um elemento processador segue as instruções armazenadas em uma memória de programas, para ler canais de entrada, enviar comandos sobre canais de saída e alterar as informações contidas em uma memória de dados. Fonte: . Modelo de Von Neuman Fonte: . 60 7 Esse modelo inicial evoluiu para uma estrutura em barramento que é a base dos computadores modernos. Nessa estrutura, as memórias de dados e de programa são fundidas em uma memória única, e as comunicações entre elementos são efetuadas através de uma via comum de alta velocidade: Estrutura em Barramento Os principais elementos do computador são: O processador (ou microprocessador) é responsável pelo tratamento de informações armazenadas em memória (programas em código de máquina e dos dados). A memória é responsável pela armazenagem dos programas e dos dados. Periféricos, são os dispositivos responsáveis pelas entradas e saídas de dados do computador, ou seja, pelas interações entre o computador e o mundo externo. Exemplos de periféricos são: monitor, teclados, mouses, impressoras, etc. Barramento, que liga todos esses componentes, é uma via de comunicação de alto desempenho por onde circulam os dados tratados pelo computador. 2.2 - Evolução histórica das arquiteturas de computador A história dos computadores começou no momento em que o homem sentiu a necessidade de efetuar cálculos complexos de maneira automática. O primeiro elemento com que o homem contou para fazer seus cálculos foi o conjunto de dedos de suas mãos, daí veio à palavra digital, vindo de dígito, que significa dedo. A evolução da humanidade exigiu novas invenções para auxiliar os cálculos. 2.2 - 1 O Ábaco A palavra Cálculo, do termo latino Calculus, há milhares de anos servia para denominar pequenas pedras que eram usadas para contar, deslizando-se por sulcos cavados no chão. Essa espécie de ábaco foi descoberta em recentes escavações. O modelo foi evoluindo até o surgimento do primeiro instrumento composto de varetas (pedaços de madeira dispostos paralelamente) e pequenas bolas macias. Todavia, somente muito tempo depois surgia um modelo mais evoluído e que é usado até hoje no oriente: o ábaco chinês. Existem diversos modelos de ábaco, como o russo ou o japonês, mas a versão chinesa tornou-se a mais conhecida mundialmente. O ábaco mostrou-se tão eficiente e simples de usar que nada melhor que ele surgiu até o século XVII. 2.2.2 - A régua de cálculo (1610-1621) Por volta do século XVII, pensadores do mundo todo se empenhavam em desenvolver sistemas cada vez mais complexos e eficientes de calcular. Um dos métodos mais eficazes descobertos na época foi criado pelo escocês John Napier, que introduziu, em 1614, na comunidade científica o “cálculo logarítmico ”. A própria palavra “logaritmo” foi escrita pela primeira vez por Napier a partir do grego “logos” (que significa razão) e “aritmos” (que quer dizer números). A junção das duas, em português, seria algo como “razão dos números”. As tabelas de Napier influenciaram diretamente a invenção da régua de cálculo, em 1621, concretizada pelo matemático inglês, William Oughtred, com uma forma circular considerada como um dos primeiros dispositivos analógicos de computação. A régua de cálculo e as calculadoras mecânicas foram largamente utilizadas até 1970, quando surgiram as calculadoras eletrônicas. 2.2.3 - A Máquina de Pascal (1642) Blaise Pascal desenvolveu, em 1642, uma máquina de calcular totalmente mecânica. A Pascaline,do navegador ele permite instalar alguns aplicativos que podem ser executados diretamente da barra de navegação. No exemplo acima podemos entrar no Skype diretamente pela barra de navegação do Google Chrome, facilitando assim a execução de outros aplicativos diretamente do navegador. Item 6 - Você consegue personalizar e controlar as funções do seu navegador Google Chrome como os históricos de navegação, favoritos, configurações entre outras opções. Item 7 – Neste local você entra com o link do site no qual você deseja navegar. A função adicional dessa parte no Chrome é que ao digitar palavras chaves na lacuna, o mecanismo de busca do Google é automaticamente ativado e exibe os resultados da busca desejada em segundos. Item 8 - Abre um novo guia (aba) de navegação, com isto você pode visitar outros sites simultaneamente no mesmo navegador, sem a necessidade de executar duas janelas diferentes. Item 9 – São os controles da sua janela de navegação do Google Chrome, nela você consegue minimizar, maximizar ou fechar a janela de navegação. ALT+F Abre a barra de localização de palavras no site atual CTRL+T Abre uma nova guia de navegação CTRL+SHIFT+T Reabre a última guia(aba) fechada no navegador atual CTRL+N Abre uma nova janela de navegação CTRL+F4 Fecha o guia(aba) ativo - atual ALT+F4 Fecha a janela do navegador ativo - atual CRTL+SHIFT+N Abre uma nova janela anônima (navegação sem deixar rastros) CRTL+D Adiciona a página (link) atual aos seus favoritos CRTL+H Abre o guia(aba) histórico CRTL+P Imprime a página atual F11 Ativa ou desativa o modo tela cheia no navegador SHIFT+ESC Abre o gerenciador de tarefas do navegador Para saber navegar no Chrome você tem que saber utilizar seus guias (abas). Eles são ferramentas muito úteis e facilitam a navegação. É muito fácil manipulas os guias (abas) no Google Chrome. É possível arrastá-las e mudar sua ordem, além de arrancar a aba da janela e desta forma abrir outra em seu lugar, para isto basta segurar a guia (aba) como o botão esquerdo do mouse para testar suas funções. Uma das funções é a de reabrir o guia fechado anteriormente, basta clicar com o botão direito na aba e selecionar “reabrir o guia fechado”. Fonte: . Fonte: . 79 Introdução a Computação 26 que também pode-se abrir estes links em várias guias (abas) do navegador, basta para isto clicar com o botão direito em cima do link. Quase todos os mecanismos de procura na internet possuem características idênticas, nós iremos falar um pouco sobre o “Google” que é atualmente o mais famoso mecanismo de busca no mercado. Atualmente você pode fazer a pesquisa diretamente onde digita os endereços de URL ou utilizar o Pesquisar no Google, diretamente na tela centrar do site. Caso use vários computadores, incluindo tablete e smartphone, é conveniente fazer login no Google antes de começar a usar o serviço, para que suas preferências sejam lembradas em todos os seus dispositivos. Do contrário, as configurações salvas ficarão habilitadas somente no computador em que elas foram aplicadas. para que criar uma conta na Google, você terá que ter um endereço de e-mail. Com este endereço você poderá fazer o Login em sua conta, em que poderá utilizar todos os recursos que a Google oferece a você. Iremos realizar um pesquisa sobre a palavra SPACE: Primeiramente o Google irá retornar todos os sites que possuem a palavra “space” bastando ao usuário clicar em um destes links para se aprofundar mais sobre o assunto. Note que quando realizamos uma pesquisa o Google mostra uma barra auxiliar, que permite mostrar “Todas” as informações ou links desta palavra, as Imagens, os vídeos, Maps, mais informações como ( Shopping, Livros, Voos, Finanças.. etc), configurações de pesquisa e Ferramentas, podendo desta forma você visualizar todo o conteúdo do que você está pesquisando de várias formas e podendo fazer a otimização de sua pesquisa. Dica: Quando você seleciona as imagens e seleciona uma imagens específica você pode selecionar o menu FERRAMENTAS, dentro deste menu existem várias opções onde você consegue saber refinar sua pesquisa e buscar a imagens de várias maneiras utilizando o Tamanho, Cor, Direitos de uso, Tipo, Tempo. Item 6 – Funções do Navegador O navegador internet Google permite a você fazer várias configurações automáticas do seu navegador, permitindo a você fazer a personalização do modo no qual você irá navegar na rede. Abrir uma nova guia em branco – Ctrl+T Abrir uma nova janela de navegação do navegador – Ctrl + N Abrir uma Janela anônima – Ctrl+shift+N - Se você quer entrar em alguns sites sem deixar rastros ou históricos de navegação no computador, utilize a navegação anônima Funções de Navegação: Histórico: Quando você utiliza o navegador Google Chrome em seu computador ou qualquer outro aplicativo ele salva os dados de sua navegação para encontrar sites, links e conteúdos com mais facilidade. Isto é uma facilidade, visto que todos os sites que o usuário utilizar no computador fica registrado a dada e hora de acesso. Para limpar estes registros, basta clicar em “Limpar dados de Navegação” que o navegador apaga imediatamente todos os registros. Downloads: Esta opção irá abrir um guia(aba) contendo todos os arquivos baixados em seu computador, com isto você poderá gerenciar estes dados podendo limpar todos os arquivos ou abrir a pasta de downloads. : Sempre que você estiver navegando na internet e achar um site que lhe interesse ou para que você possa guardar ele para navegar em outro momento, basta clicar na estrela do navegador que ele irá adicionar este link no seus favoritos. Note que existem algumas outras facilidades neste item como Gerenciar os Favoritos, colocando eles em pastas ou assuntos, importar favoritos e fazer com que o navegador exiba a barra de favoritos. 80 27 Configurações: Você poderá configurar os “TEMAS”, que são as cores e todo o visual do navegador, deixando sua aparência de acordo com sua preferência. Você também pode definir a “PÁGINA INICIAL”, com isto toda vez que o CHROME for aberto ele irá abrir com a página inicial que você indicou. Note que a tecla de atalho para ir para esta página inicial é o item 3 no navegador a casinha, toda vez que você clicar nela ele irá chamar a página inicial que você definiu aqui em configurações. Você ainda tem as opções de Mostrar ou não a barra de favoritos, escolher o tamanho da fonte do navegador, personalizar estas fontes, escolher o Zoom da página, definir os mecanismos de pesquisa no navegador, e como ele irá ser inicializado, desta forma você irá deixar o navegador com a sua maneira de visualizar e trabalhar. A Internet é um universo de informações tão amplo como nosso próprio planeta. Você pode estar navegando tranquilamente e de repente “ancorar” em um site chinês, cheio de ideogramas, ou procurar deliberadamente o site oficial de uma rede de TV americana e, com o auxílio de um programa tradutor on-line, tentar descobrir que tipo de notícias a emissora transmite. Mas, se não tivermos algum método para navegar, podemos naufragar nesse imenso oceano virtual, cheio de portos e algumas “Torres de Babel” habitadas por usuários que falam e escrevem em milhares de línguas e dialetos, oferecendo produtos para todos os gostos. Isso significa que temos de criar métodos para navegação e pesquisa, pois as buscas na rede não funcionam como a pesquisa em um fichário de uma biblioteca física. A Internet é formada por milhões de informações textuais, sonoras e imagéticas interligadas entre si – os famosos hipertextos –, que nos permitem múltiplos percursos de leitura e, portanto, múltiplos caminhos não-lineares a ser percorridos. Os inúmeros links da rede fazem com que termos dos mais inusitados possam nos levar a outros. E é exatamente essa característica que torna a Internet tão rica, possibilitando uma pesquisa bastante densa. Mas que posturasdevemos adotar para aproveitar da melhor forma possível o conteúdo da rede? Afinal, que providências são úteis para efetuarmos uma boa pesquisa, separando somente o que é significativo, e não nos perdemos nas infinitas encruzilhadas da web? Como você viu, há comandos que nos permitem salvar e organizar endereços encontrados para serem retomados, há teclas de atalho que possibilitam acessar o histórico e descobrir os caminhos pelos quais já passamos, outras que permitem localizar palavras e expressões na página que estamos navegando. Boas pesquisas também necessitam de uma postura investigativa consciente. Você deve traçar um caminho e não se desviar dele, pois durante uma busca na rede muita sites interessantes, mas distantes dos nossos propósitos, vão aparecer, assim como a tentação de navegar por eles. Não precisa abandoná-los definitivamente, salve os endereços de forma ordenada no Bookmarks (favoritos) para depois visitá- los e não desvie do seu objetivo. É preciso também conhecer e descobrir o funcionamento dos bons sites de busca, para poder selecionar e filtrar as informações de que necessita. E um último cuidado: na rede há informações de todo o tipo, desde como fazer uma bomba caseira até como quebrar senhas de programas pagos para poder utilizá-los. Há textos cuja autoria é atribuída a um determinado autor e foram escritos por outro, há informações equivocadas, às vezes com erros primários. É preciso ficar bastante atento em relação à procedência dessas informações. Prefira sempre os sites institucionais como fontes principais, se estiver fazendo uma pesquisa sobre animais em extinção, consulte a home page do Ibama; se sua pesquisa for sobre a poesia de Cecília Meireles, visite o site oficial da poetisa ou sites de universidades e assim por diante. Isso não significa que sites não institucionais são todos de qualidade duvidosa. Há muitos sites pessoais que têm informações criteriosas, fundamentadas em pesquisas sérias. Com o tempo você saberá distingui-los. Aprenderá, por exemplo, que um site cheio de erros ortográficos é um indício de que seu criador não foi muito atencioso com o conteúdo a ser exposto na rede; portanto, é bom ter cuidado com as informações que possa encontrar. Em síntese, para ter bons resultados você precisa concentrar-se e ter determinação nos propósitos de sua busca, ser paciente, confrontar informações e, finalmente, incorporar o conhecimento pesquisado. Retomando a aula Chegamos, assim, ao nal da terceira aula Espera- se que agora tenha cado claro o entendimento de vocês sobre noções de rede Vamos recordar: Vimos nesta seção o conceito de redes de computadores a definição de um servidor e a diversas formas de aplicação dos servidores em arquivo, web, e-mail, impressão, dados, DNS, proxy, e imagem. Estudamos também as definições de redes tipo LAN, MAN e WAN. Na segunda seção conhecemos qual tipo de topologia de rede é apropriada para uma determinada aplicação em uma empresa, sendo elas classificadas em anel, barra e estrela. Estudamos quais são os meios de transmissão de dados em uma rede; 3 - Internet e seus conceitos Na última seção vimos a história da internet de como ela se iniciou no mundo e seus principais conceitos. Aprendemos a utilizar o navegador Google Chrome e como fazer uma pesquisa na internet e configurar, personalizar o navegador de acordo com a sua preferência e estilo. 81 Introdução a Computação 28 GASPARINI, Anteu Fabiano L.; BARRELLA, Francisco Eugênio. A infraestrutura de LANS: disponibilidade (Cabling) e performace (Switching e routing). 2. ed. São Paulo: Érica, 1999. SILVA, Ezequiel Theodoro da. A leitura nos oceanos da internet. São Paulo: Cortez, 2003. Vale a pena ler Disponível em: . Disponível em: . Disponível em: . Vale a pena acessar Disponível em: . Disponível em: . Disponível em: . Disponível em: . Vale a pena assistir Vale a pena OBS: Se ao final desta aula surgirem dúvidas, vocês poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. Ou ainda poderão enviar para o e-mail:camara@ unigran.br Minhas anotações 82 4ºAula Microsoft Word e Excel Objetivos de aprendizagem Ao término desta aula, vocês serão capazes de: definir os conceitos do editor de texto Microsoft Word e da Planilha Eletrônica Excel, permitindo ao aluno desenvolver suas aplicações; conhecer as diferentes formatações e estilos utilizados pelo Word e Excel, suas teclas de atalho que facilitam sua utilização; compreender os conceitos básicos, e através deste conhecimento produzir textos e planilhas eletrônicas de forma eficiente e prática. Caros(as) alunos(as), Nesta aula aprendenderemos a utilizar o editor de texto da Microsoft o Word e vamos utilizar suas formatações de texto, estilos e teclas de atalho. No segundo tópico utilizaremos a planilha eletrônica Microsoft Excel, onde vamos aprender seus conceitos e implementar vários exemplos. Se ocorrerem algumas dúvidas sobre a aula, vocês poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. Bons estudos! 83 Introdução a Computação 30 Seções de estudo 1 - Introdução ao Microsoft Word 1. Introdução ao microsoft word 2. Introdução ao microsoft excel O Microsoft Word é um dos editores de texto mais utilizados no mundo. O Word é um processador de texto de alto desempenho. Com ele, você pode fazer o que desejar em matéria de editoração eletrônica. Ele permite a criação, a edição e a manipulação de diversos tipos de textos, além do uso de figuras, criação de tabelas, correção ortográfica, textos em colunas e índices. O Word XP sintetiza em si os últimos recursos em software que a Microsoft idealizou para seus produtos. Ele é auto-explicativo, e possibilita que o usuário possa aprender o seu funcionamento básico somente observando as explicações emitidas pelo próprio programa. O Word busca poupar tempo do usuário, sublinhando palavras ortograficamente incorretas do texto enquanto o usuário digita, e corrigindo erros comuns de digitação sem que o usuário perceba. Se o usuário não tiver muito tempo, o próprio Word XP formata o documento digitado, atribuindo- lhe aparência dentro dos padrões do mercado. Os arquivos criados no Word são chamados de Documentos do Microsoft Word. Os documentos do Word têm extensão *.doc (Documento). 1.1 - A Janela do Microsoft Word 1.2 - Principais Ferramentas de Formatação Define o estilo do parágrafo (título, subtítulo, texto, etc.). Fonte: Muda o estilo da letra do texto. : Altera o tamanho da letra. Negrito: Ativa e desativa o estilo de negrito, itálico e sublinhado. Justificado: Alinha o parágrafo selecionado nas posições indicadas. Aumenta ou diminui o espaçamento entre as linhas do texto. Marcadores e Numeração no início do parágrafo, e recuo de tabulação. Cor do fundo da área de trabalho e cor da fonte do texto. 1.3 - Principais Comandos no Teclado Para mover o ponto de inserção Pressione as teclas Um caractere para esquerda Seta para a esquerda Um caractere para a direita Seta para a direita Uma linha para cima Seta para cima Uma linha para baixo Seta para baixo Uma palavra para esquerda CTRL + seta para a esquerda Uma palavra para direita CTRL + seta para a direita Até o nal da linha END Até o início da linha HOME Um parágrafo para cima CTRL + seta para cima Um parágrafo para baixo CTRL + seta para baixo Uma janela para cima PG Down Uma janela para baixo PG UP Até a parte inferior da janela CTRL + PG DN Até a parte superior da janela CTRL + PG UP Até o início do documento CTRL + HOME Atéo nal do documento CTRL + END Para selecionar Pressione as teclas Selecionar o documento inteiro CTRL + T Selecionar um caractere à direita SHIFT + seta direita Selecionar um caractere à esquerda SHIFT + seta esquerda Selecionar uma palavra à direita SHIFT + CTRL + seta direita Selecionar uma palavra à esquerda SHIFT + CTRL + seta esquerda Selecionar até o início do parágrafo SHIFT + CTRL + seta para cima Selecionar até o nal do parágrafo SHIFT + CTRL + seta para baixo Selecionar até o nal do documento SHIFT + CTRL + End Selecionar até o início do documento SHIFT + CTRL + HOME 84 31 Para aplicar Pressione Negrito CTRL + N Itálico CTRL + I Sublinhado CTRL + S MAIÚSCULAS CTRL + SHIFT + A MAIÚSCULAS REDUZIDAS CTRL + SHIFT + K Alternar MAIÚSCULA/minúscula SHIFT + F3 Subscrito (Ex : H 2O) CTRL + = Sobrescrito (Ex : m2 ) CTRL + SHIFT + sinal de igual Tipo de letra CTRL + SHIFT + F seta para baixo Tamanho de letra CTRL + SHIFT + P seta para baixo Texto oculto CTRL + SHIFT + H Retorna à formatação padrão CTRL + BARRA DE ESPAÇO 1.4 - Selecionando textos e elementos gráficos usando o Mouse Para selecionar Procedimento Qualquer quantidade de texto Arraste o mouse sobre o texto Uma palavra Clique duas vezes sobre a palavra Um elemento grá co Clique no elemento grá co Uma linha de texto Mova o ponteiro para a esquerda da linha até que ele assuma a forma de uma seta para a direita e, em seguida, clique Várias linhas de texto Mova o ponteiro para a esquerda das linhas até que ele assuma a forma de uma seta para a direita; arraste o mouse para cima ou para baixo Uma frase Mantenha pressionada a tecla CTRL e clique em qualquer lugar da frase Um parágrafo Mova o ponteiro para a esquerda do parágrafo até que ele assuma a forma de uma seta para a direita e, em seguida, clique duas vezes Você também pode clicar três vezes em qualquer lugar do parágrafo Vários parágrafos Mova o ponteiro para a esquerda dos parágrafos até que ele assuma a forma de uma seta para a direita Clique duas vezes e arraste para cima ou para baixo Um bloco de texto grande Clique no início da seleção e role até o nal da seção Mantenha pressionada a tecla SHIFT e clique Um documento inteiro Mova o ponteiro para a esquerda de qualquer texto do documento até que ele assuma a forma de uma seta para a direita e, em seguida, clique três vezes Um bloco de texto vertical (exceto dentro de uma célula de tabela) Mantenha pressionada a tecla ALT e arraste 1.5 - Barra de Menu – Arquivo Novo: Cria um novo arquivo em branco. Abre ou localiza um arquivo. Fecha o arquivo ativo sem sair do programa. Você pode fechar todos os arquivos abertos, mantendo pressionada a tecla SHIFT e clicando em Fechar tudo no Menu - Arquivo. Salva o arquivo ativo com o seu nome, seu formato de arquivo e sua localização atual. Salva o arquivo ativo com um nome de arquivo, localização ou formato de arquivo diferente. Salva o arquivo em formato HTML (uma página da Web), para que ele possa ser exibido em um navegador da Web. Permite visualizar, no navegador, o arquivo atual como uma página da Web para que você possa ver sua aparência antes de publicá-la. Mostra qual será a aparência de um arquivo quando impresso. do papel, a orientação da página e outras opções de layout para o arquivo ativo. Imprimir: Imprime o arquivo ativo ou os itens selecionados. Você pode enviar o arquivo para um destinatário de correio (e-mail ou para outro arquivo como Power Point). 1.5.1 - Salvando ou abrindo arquivos A opção “Salvar Como” deverá ser utilizada quando o usuário estiver gravando o seu arquivo pela primeira vez, onde estará especificando o local em que será salvo e o nome do arquivo (no Word todos os arquivos apresentam a extensão *.doc). Em contrapartida, a opção “Salvar” deverá ser utilizado toda vez que o usuário quiser gravar as alterações. Se o usuário utilizar a opção “Salvar Como” várias vezes para um mesmo arquivo, estarão duplicando esse arquivo várias vezes. 85 Introdução a Computação 32 Estes botões da Barra de Ferramentas servem para abrir um novo documento, abrir um documento já existente, e salvar o arquivo. Você também pode utilizar os botões da Barra de Ferramentas para imprimir um documento ou visualizar a sua impressão. 1.7 - Barra de Menu – Exibir 1.6 - Barra de Menu – Editar Desfazer e Repetir Limpar: Quando apagamos um parágrafo, frase ou palavra por engano, é possível desfazer essa ação indo até o “Menu – Desfazer”, ou clicando a tecla de atalho “CTRL + Z” . Caso deseja voltar ao que era, ou seja, limpar, vá até o “Menu – Limpar”, ou clique a tecla de atalho “CTRL + R”. Essas duas opções constam também na Barra de Ferramentas . O Microsoft Word armazena até 100 vezes o processo de voltar e repetir. Procura pelo texto ou formatação especificados. Tecla de atalho Ctrl+L. Pesquisa e substitui o texto e a formatação especificados. Tecla de atalho Ctrl+U. Ir Para: Com essa opção você pode executar as mesmas ações das opões acima (Localizar ou Substituir), podendo ainda ir para qualquer página desejada. Você pode acionar essa função utilizando a tecla de atalho F5 ou Ctrl+Y. Para utilizar essas opções do Microsoft Word, você tem três maneiras: indo no “Menu – Editar” e escolher entre Recortar, Copiar e Colar; utilizando, na Barra de Ferramentas, os três ícones (Recortar, Copiar, Colar - ou acionando as teclas de atalhos, CTRL + X (apagar), CTRL + C (copiar) ou CTRL + V (Colar). Recortar: Esse comando remove o texto e elementos gráficos selecionados e os insere na área de transferência. O comando estará disponível somente quando houver texto e elementos gráficos selecionados. O texto e os elementos gráficos que são inseridos na área de transferência permanecerão naquele local até serem substituídos por um novo item. No teclado existe uma outra opção para Recortar (apagar): tecla Del ou Delete. Copiar: Esse comando copia textos e elementos gráficos selecionados para a área de transferência. O comando estará disponível somente quando houver texto e elementos gráficos selecionados. Os objetos copiados para a área de transferência substituirão o conteúdo existente. Esse comando insere uma cópia do conteúdo da área de transferência na posição do ponto de inserção, substituindo a seleção pelo texto copiado. O comando não estará disponível se a área de transferência estiver vazia, ou ainda se o texto selecionado não puder ser substituído. Existem três formas para exibição do texto de um documento do Microsoft Word: a normal, layout da web e layout de impressão; cada uma delas tem a sua particularidade e agrada um determinado tipo de usuário. Elas também podem ser ativadas no canto inferior esquerdo do editor através dos ícones . A Apresenta a página de texto no formato normal de edição. Alterna o documento ativo para o modo como será exibido em um navegador da Web. Layout de impressão: Alterna o documento ativo para a aparência que terão quando impressos. Muda para o modo de exibição de estrutura de tópicos, no qual você pode examinar e trabalhar com a estrutura do arquivo no formulário de estrutura de tópicos clássico. Exibe ou oculta barras de ferramentas do Microsoft Word, podendo ser elas a padrão, formatação, banco de dados, desenho, imagem, tabelas, entre outras. Régua: A régua mostra a largura do seu texto, assim como todos os recuos tabulações. Também é possível mostrar a régua do lado esquerdo do texto no modo “layout de impressão”. Você pode definir diferentes tipos de paradas de tabulação: à esquerda, à direita, decimal ou centralizada. 86 33 Tabulação alinhada à esquerda Tabulação alinhada à direita Tabulação centralizada Tabulação decimal Clique no parágrafo em que você deseja definir uma tabulação. Dê um clique no botão ( ) de alinhamento de tabulação para escolher o tipo de tabulação que você deseja. Mova o ponteirodo mouse até o local na régua onde deseja incluir a parada de tabulação e dê um clique. Pressione a tecla Tab para alinhar o texto com a parada de tabulação. Para retirar a marca de tabulação basta clicar e arrastar para fora da régua. Ativa ou desativa um painel vertical na extremidade esquerda da janela do documento que dispõe em tópicos a estrutura do documento. Para procurar rapidamente um documento extenso ou online e controlar a sua posição no mesmo. Miniaturas: Essa opção ativa do lado esquerdo do editor uma janela que conterão várias páginas do texto em miniaturas, podendo clicar em cima delas e se deslocar no arquivo. Altera o modo de exibição do texto desativando a exibição da Barra de Título, Barra de Menu, Barra de Ferramentas e Barra de Formatação. Para ativá-la clique na barra cinza, que ficará no topo; em seguida coloque o mouse em cima e ela mostrará a Barra de Menu; selecione novamente a opção. Zoom: Você pode alterar o nível de zoom com o qual estão sendo exibidas as informações no editor de texto, bem como largura e comprimento. Essa opção também pode ser ativada na Barra de Ferramentas através do ícone . Um cabeçalho ou rodapé consiste em texto ou elementos gráficos - como número de página, data ou um logotipo da empresa – que geralmente são impressos na parte superior ou inferior de cada página de um documento. O cabeçalho é impresso na margem superior e o rodapé é impresso na margem inferior. Você pode usar o mesmo cabeçalho e rodapé em um documento inteiro, ou pode alterar o cabeçalho ou rodapé em uma parte do documento. Por exemplo: use um logotipo no cabeçalho da primeira página e inclua o nome de arquivo do documento no cabeçalho das páginas seguintes. Para definir um Cabeçalho ou Rodapé: 1. No Menu Exibir, clique em Cabeçalho e rodapé. 2. Para criar um cabeçalho, insira um texto ou elementos gráficos na área de cabeçalho, ou clique no botão “Cabeçalho e Rodapé” na Barra de Ferramentas. 3. Para criar um rodapé, clique em “Alternar” entre cabeçalho e rodapé para mover à área de rodapé clicando no ícone . Em seguida, repita a etapa dois novamente. 4. Quando terminar clique em Fechar. Para inserir cabeçalho e rodapé diferentes em cada página, insira quebra de seção e desative o botão “mesmo que seção anterior” . 1.8 - Barra de Menu – Inserir Quando você preenche uma página com texto, o Word insere automaticamente uma quebra de página e inicia uma nova página. Para forçar uma quebra de página em um local específico, você pode inserir uma quebra de página manual. Para isso, clique no local onde você deseja iniciar uma nova página. No “Menu Inserir” clique em Quebra. 87 Introdução a Computação 34 Inserir número da página: Insere números de páginas que são atualizados quando você adiciona ou exclui páginas. Adiciona a data e a hora a um slide individual usando o formato escolhido. Se você desejar adicionar a data e a hora a cada slide use o comando Cabeçalho e Rodapé (Menu – Exibir). Insere símbolos e caracteres especiais a partir das fontes que estão instaladas em seu computador. Cria ou insere uma entrada para auto-texto. Índices: Cria índices remissivos, índices analíticos, índices de figura e outras tabelas parecidas. Insere um novo hyperlink ou edita o hyperlink especificado. Comentário: Insere um comentário no ponto de inserção. Notas: Insere notas de rodapé e notas de fim. Legenda: Insere legendas para tabelas, figuras, equações e outros itens. Referência cruzada: Insere uma referência cruzada em um item de um documento. Arquivo: Insere todo ou parte do arquivo selecionado no arquivo ativo no ponto de inserção. Insere um objeto - como um desenho, um efeito de texto de WordArt ou uma equação - no ponto de inserção. Indicador: Cria indicadores que você pode usar para marcar o texto, os gráficos, as tabelas ou outros itens selecionados. Figura: Insere figuras do próprio Word e de outros aplicativos. 1.9 - Barra de Menu – Formatar formatos de parágrafo no trecho selecionado. Essa opção também está disponível na Barra de Formatação através dos ícones . Além disso, você pode recuar um parágrafo inteiro para direita da margem esquerda a fim de destacá-lo no texto. Para isso, utilize, na “Barra de Formatação”, esses dois ícones: com a primeira opção o recuo avança para direita em duas paradas de tabulação; já com o segundo é possível mover o parágrafo em duas paradas de tabulação para esquerda. Marcadores e numeração: Adiciona marcadores ou números aos parágrafos selecionados, além de modificar o formato de numeração e de marcação. Adiciona bordas e sombreamento em textos, parágrafos, páginas, células da tabela ou figuras selecionadas. Uma necessidade comum para todos os usuários de processadores de texto é distribuir seus textos como colunas de jornal - uma forma inteligente de concentrar uma quantidade grande de informação numa única folha sem, com isso, causar cansaço ao leitor. Você pode também utilizar a Barra de Ferramentas através do ícone . Formata carta, palavra ou texto selecionado com a primeira letra maiúscula grande - ou “caída”. Tradicionalmente, uma “capitular” é a primeira letra de um parágrafo, podendo aparecer na margem esquerda ou caída da linha de base da primeira linha do parágrafo. Aplica um tema novo, ou diferente, ou remove um tema de uma página da Web, documento, mensagem de correio eletrônico, além de página de acesso a dados. Um tema é um conjunto de elementos de design unificados e esquemas de cores para imagens de plano de fundo, marcadores, fontes, linhas horizontais e outros elementos de documento. Quadros: Exibe barra de ferramentas molduras. Define ou aplica na seleção uma combinação de formatos, denominada estilo. Fonte: Altera o espaçamento de caracteres e a fonte do texto selecionado. Para alterar o tamanho da fonte, utilizando a Barra de Formatação, basta dar um clique no botão e selecionar a nova fonte e o novo tamanho . Nessa opção você pode também alterar o Estilo, ou utilizar a Barra de Formatação acionando os botões Negrito, Itálico e Sublinhado . Podemos, ainda, incrementar efeitos nas fontes do texto; conforme alteramos, visualizamos como irá ficar a fonte, estilo e o efeito. Para alterar a cor da fonte pode-se também utilizar a Barra de Formatação selecionando o ícone . Parágrafo: Altera os recuos de parágrafo, o alinhamento do texto, o espaçamento entre linhas, a paginação e outros 1.10 - Barra de Menu – Ferramentas Verifica se o documento ativo possui erros de ortografia, gramática e estilo de redação, além de exibir sugestões para corrigi-los. Possui o ícone na Barra de 88 35 Ferramentas . Idioma: Atribui o idioma do texto selecionado em um arquivo que contém mais de um idioma. O verificador ortográfico usará automaticamente o dicionário do idioma atribuído. Verifica o texto seleciona em outro idioma. Esse recurso fornece uma descrição geral da quantidade de páginas do seu arquivo, quantas palavras ele possui, a quantidade de caracteres (com ou sem espaços em branco), quantos parágrafos e a quantidade total de linhas. O Word examina o documento e seleciona as sentenças mais relevantes ao tema principal. Esse recurso permite destacar as alterações feitas por você em um documento. Através desse você pode fazer a comparação entre dois documentos o Word, verificar as diferenças entre eles e mesclar os dois. Proteger documento: Esse recurso é utilizado para proteger um documento de possíveis alterações feitas por outros usuários. Com ele podemos deixar o arquivo somente em modo de leitura (sem permitir alterações), bloquear estilos e formatação, e colocar uma senha proibindo outros usuários de ter acesso ao arquivo. Cartas e correspondências: Produz cartas-modelo, etiquetas de endereçamento, envelopes, catálogos e outros tipos de documentos mesclados. Cria um envelope ou uma etiqueta de endereçamento simples, ou insere omesmo nome e endereço em uma planilha de etiquetas de endereçamento inteira. Macros: Abre a caixa de diálogo Macro, onde você pode executar, editar ou excluir um macro. Configura o corretor ortográfico do Word. Nesse tópico você pode alterar todas as configurações padrões do Microsoft Word, modo de Exibir, Geral, Editar, Imprimir, Alterações. Na opção de configuração “Salvar” você pode incluir a opção de criar sempre backup quando salvar o arquivo ou permitir gravações rápidas. Recomendo sempre alterar o usuário colocando seu nome ou local de trabalho para identificar o arquivo. 1.11 - Barra de Menu – Tabela Em vez de criar longas listas de informações e tentar fazer uma referência cruzada dessas listas, você pode simplesmente incluir uma tabela no seu documento. As tabelas podem ser usadas para organizar as informações e criar colunas de texto lado a lado para apresentar os dados de uma maneira fácil de ler. Você tem que selecionar o número de linhas e colunas que a tabela deverá conter. Na Barra de Ferramentas utilize o ícone para criar uma nova tabela; deixe pressionado o ponteiro do mouse e selecione a quantidade de linhas e colunas. Inserir/excluir/ selecionar: Com eles você pode executar a tarefa relativa ao nome do comando com linhas, colunas e tabelas. Combina o conteúdo das células adjacentes selecionadas em uma única célula. No Microsoft Word aplica- se automaticamente formatos a uma tabela, inclusive bordas e sombreamentos predefinidos. Redimensiona automaticamente uma tabela para se ajustar ao conteúdo das células da tabela. Converter: Com essa opção podemos converter tabelas em texto ou texto em tabelas. Essa ferramenta é muito útil quando queremos fazer a ordenação em uma tabela. Podemos fazer por colunas deixando assim em ordem de nome, cidade ou fornecedor, tanto na ordem crescente como decrescente. Podemos utilizar esse recurso no texto sem tabelas quando temos uma lista de nomes; basta, para isso, selecionar todos e pedir para classificar. 1.12 - Barra de Menu – Janela Através dessa opção você pode criar uma nova janela, organizar as já existentes, dividir, colocar todas as janelas lado a lado, e verificar todos os arquivos que estão abertos ao mesmo tempo no Microsoft Word, deslocando-se entre eles. 2 - Introdução ao Microsoft Excel A planilha eletrônica é uma folha de cálculo disposta em forma de tabela, na qual poderão ser efetuados rapidamente vários tipos de cálculos matemáticos, simples ou complexos. Pode ser utilizada por qualquer pessoa de qualquer setor profissional que tenha em seu trabalho a necessidade de efetuar cálculos financeiros, estatísticos ou científicos. A planilha eletrônica é o software que impulsionou e revolucionou o mercado da informática. A planilha eletrônica Microsoft Excel está caracterizada como um dos mais importantes aplicativos de planilhas eletrônicas para uso em microcomputadores. O nome Excel vem da abreviatura da Excelent, ou seja, Excelente. O termo Excel, em inglês, significa primar, superar sobrepujar, ser superior. A operação do Microsoft Excel e das demais planilhas 89 Introdução a Computação 36 eletrônicas, mesmo tendo passado quase 20 anos, continua similar. Contudo, com o passar dos anos foram acontecendo melhorias, mas a estrutura principal de operacionalidade continua a mesma. 2.1 - A Janela do Microsoft Excel 2.2 - A Dimensão da Planilha O Microsoft Excel é composto em sua Área de Trabalho por Colunas (indicadas com letras) e Linhas (Indicadas com números). Existem ao todo 256 Colunas (A – IV) e 65.536 Linhas. O cruzamento de uma Coluna com a Linha recebe o nome de CÉLULA. Se for multiplicado o valor 256 (número de colunas) por 65.536 (número de linhas) será obtido o valor de 16.777.216 células. Ele mostra também guias da Planilha que estão abaixo de sua Área de Trabalho, indicada inicialmente por Plan1, indo até Plan3. Mas pode-se ter ao todo 256 guias (cada guia de Planilha “Plan”, contém 256 Colunas e 65.536 Linhas). 2.3 - Comando do Teclado e Mouse Com o uso do mouse: limitando-se mais à tela em que se encontra, basta clicar numa determinada célula para já estar selecionada. você encontrará maior eficiência do que no mouse, pois evita que se avance demasiadamente além dos limites da tela. Ação Teclas a serem usadas Mover uma célula para a direita Seta direita Mover uma célula para a esquerda Seta esquerda Mover uma célula para cima Seta superior Mover uma célula para baixo Seta inferior Última coluna da linha atual CTRL + seta direita Primeira coluna da linha atual CTRL + seta esquerda Última linha da coluna atual CTRL + seta inferior Primeira linha da coluna atual CTRL + seta superior Mover uma tela para cima PgUp Mover uma tela para baixo PgDn Mover uma tela para esquerda ALT+ PgUp Mover uma tela para direita ALT+ PgDn Mover para célula A1 CTRL+HOME F5 Ativa caixa de diálogo 2.4 - Barra de Formatação A Barra de Formatação do Microsoft Excel difere em alguns ícones e funções apresentados no Microsoft Word. Neste tópico não entraremos em detalhes, pois já tivemos a oportunidade de descrever. As funções não descritas serão estudas posteriormente. Para executar o comando basta clicar no ícone sem ter a necessidade de acessá-lo ele na Barra de Menu. 2.5 - Digitando Dados na Célula Para entrar com dados na célula basta você selecionar a célula desejada, utilizando o mouse ou as setas de movimentação, digitar o dado, texto ou número, apertar a tecla “enter” ou as setas direita, esquerda, acima e abaixo. Note na figura ao lado que ficou na Barra de Fórmula coluna atual A2 e a palavra EAD. Ao digitarmos uma informação ela pode ultrapassar o tamanho padrão definido para a célula. Mas podemos alterar facilmente o seu tamanho utilizando o mouse. Para aumentar o tamanho da coluna B, por exemplo, coloque o mouse entre a divisória da coluna A e B, clique, segure e arraste para a direita, mantendo o botão pressionado. O tamanho da coluna B vai sendo aumentado. Para diminuir faça todos os movimentos ao contrário. Quando digitamos um título e ele ultrapassa o valor das células, para fazer com que ela automaticamente fique do mesmo tamanho, basta colocar o ponteiro do mouse na divisa das duas colunas e dar um duplo clique, que a coluna se ajusta automaticamente ao tamanho necessário. 2.6 - Editando uma Célula Sempre que se digita um dado numa célula, o conteúdo original é destruído. Portanto, para substituir o conteúdo da célula, é suficiente entrar com um novo dado, sem necessidade de apagar o anterior. Mas, se a sua intenção não é essa, e você quer aproveitar alguma parte do conteúdo anterior, o caminho é a edição. 90 37 Posicione na célula desejada e dê um duplo – clique ou aperte a tecla de atalho F2. Faça a alteração desejada e tecle “enter”. Você também pode clicar diretamente no campo da Barra de Fórmula e fazer a Alteração. 2.7 - Limpando e Excluindo uma Célula Para limpar o conteúdo de uma célula ou de uma região, primeiro você tem que selecioná-las, logo em seguida você pode simplesmente apertar a tecla “del ou delete” e o conteúdo será limpo. Você também pode utilizar o Menu – Editar – Limpar, que oferece a opção de limpar tudo, limpar somente o conteúdo (mesmo que “del”), somente os formatos e os comentários. Selecione a célula isolada, uma região, uma linha, uma coluna inteira. Em seguida vá até o Menu – Editar – Excluir. Você também pode clicar o botão direito do seu mouse onde aparecerá um menu selecione a opção Excluir. Será exibida uma tela contendo quatro opções. Escolha a direção em que você quer deslocar as células vizinhas. Após a exclusão ou escolha Linha Inteira ou Coluna Inteira. Ao limpar células, os conteúdos são apagados, mas a estrutura de toda a planilha se mantém, nada sai do lugar. Ao excluir, as células são extraídas fisicamente e as restantes se reagrupam, subindo ou vindo para a esquerda. Portanto, preste atenção no que você quer fazer.Para excluir todo o conteúdo de uma só vez utilize o comando Menu – Editar – Excluir a Planilha. Para isso no guia de Planilha tem que haver mais de uma planilha, caso contrário o Microsoft Excel, não deixará você excluir a planilha atual. 2.8 - Inserindo linhas e colunas nas Células Selecione a célula isolada, ou linhas, ou colunas inteiras no Excel. Execute o Menu – Inserir. Se você selecionou linhas ou colunas elas serão automaticamente inseridas na posição atual do cursor. Caso você queira inserir uma nova planilha em branco escolha a opção Menu – Inserir – Planilha. Quando selecionada a opção Menu – Inserir – Células ou clicar o botão esquerdo do Mouse e na opção Inserir – será apresentado um menu com as mesmas características da opção excluir. 2.9 - Selecionando Células Um Intervalo de Células Clique sobre a primeira célula, segure e arraste até a última na horizontal, vertical ou diagonal utilizando o teclado, posicione- e na célula desejada, aperte a tecla Shift, segure e movimente as teclas de movimentação e os comandos HOME, Page UP , Page Down e END Células não Adjacentes Mantendo pressionada a tecla Ctrl, clique sobre as células desejadas Linha Inteira Clique sobre a Barra de Linhas, você pode selecionar uma ou mais linhas Coluna Inteira Clique sobre a Barra de Colunas, você pode selecionar uma ou mais colunas Todas as células da planilha Clicando na junção da primeira linha com a primeira coluna (no círculo) ele seleciona tudo 2.10 - Tipos de Dados O Excel trata os dados de diferentes formas, segundo sua natureza. A decisão sobre o tipo de dado é tomada pelo Excel, dependendo dos dados que são digitados na célula. Não é preciso informar ao programa, mas é possível alterar o tipo em certas situações. Numérico: Para que um dado seja considerado numérico, só podem ser incluídos os caracteres numéricos (0 - 9) e alguns caracteres especiais: + - ( ) , / $ %. A vírgula é usada para separar as casas decimais. O símbolo % após o número fará com que o valor numérico seja internamente dividido por 100. Números negativos devem ser digitados com o sinal de subtração antes, ou entre parênteses. Uma atenção especial: não digitar o ponto ( . ) separando os milhares; isso se resolve na formatação. O dado numérico pode se envolver em operações aritméticas. Data e Hora: O Excel avalia os dados digitados, verificando a possibilidade de estarem entre os intervalos válidos para esse tipo de informação. Para digitar datas, use barras ( / ) ou hífens ( - ) para separar dia – mês – ano. Para digitar horas, use dois pontos ( : ) para separar horas : minutos : segundos. Data e hora podem ser digitadas na mesma célula, bastando inserir um espaço entre elas. 91 Introdução a Computação 38 Um texto é composto de letras ou qualquer combinação de números e letras. Pode ser o conjunto de qualquer caractere digitado no qual o Microsoft Excel não interprete como número, fórmula, data e hora. Uma célula aceita até 255 caracteres como texto. Um dado tipo texto não pode se envolver em operações aritméticas, sendo basicamente exibido como um rótulo. Quando o texto for digitado, os caracteres serão alinhados à esquerda na célula. Uma fórmula é uma sequência de valores constantes, nome, funções operadoras que produz um novo valor a partir dos valores já existentes. Toda formula sempre começa com um sinal de igual ( = ). O valor resultante de uma fórmula pode ser alterado quando outros valores da planilha forem alterados. 2.11 - Barra de Menu – Arquivos Novo: Cria uma nova planilha em branco. Permite abrir uma planilha gravada. Fecha o arquivo ativo sem sair do programa. Você pode fechar todos os arquivos abertos, mantendo pressionada a tecla SHIFT e clicando em Fechar tudo no Menu - Arquivo. Salva o arquivo ativo com o seu nome, seu formato de arquivo e sua localização atual. Salvar como: Salva o arquivo ativo com um nome de arquivo, localização ou formato de arquivo diferente. Salva o arquivo em formato HTML (uma página da Web), para que ele possa ser exibido em um navegador da Web. Permite visualizar, no navegador, o arquivo atual como uma página da Web, para que você possa ver sua aparência antes de publicá-la. Configurar página: Definem as margens, a origem, o tamanho do papel, a orientação da página e outras opções de layout para o arquivo ativo. Área de Impressão: Você tem que primeiro limpar a área de impressão e depois tem que definir a nova área de impressão. Geralmente o Excel faz isso automáticamente. Mostra qual será a aparência de um arquivo quando impresso. Imprimir: Imprime o arquivo ativo ou os itens selecionados. Você pode enviar o arquivo para um destinatário de correio (e-mail ou para outro arquivo). 2.12 - Salvando ou abrindo arquivos A opção “Salvar Como” deverá ser utilizada quando o usuário estiver gravando o seu arquivo pela primeira vez, onde estará especificando o local em que será salvo e o nome do arquivo (no Excel todos os arquivos apresentam a extensão *.xls). Em contrapartida, a opção “Salvar” deverá ser utilizada toda vez que o usuário quiser gravar as alterações. Se o usuário utilizar a opção “Salvar Como” várias vezes para um mesmo arquivo, estará duplicando esse arquivo várias vezes. 2.13 - Barra de Ferramentas A Barra de Ferramenta do Microsoft Excel apresenta botões com funções idênticas as do Microsoft Word já estudadas. Não entraremos em detalhes, pois já tivemos a oportunidade de descrever no tópico anterior. Como vimos, elas são uma forma de executar diretamente o comando sem necessidade de acessá-lo na Barra de Menu. 2.14 - Trabalhando com Fórmulas Quando digitamos valores ou texto em uma planilha, eles são exibidos exatamente da forma como foram digitados. Porém, também queremos que o Excel determine automaticamente certos valores como, por exemplo, a soma dos valores de duas outras ou, ainda, o total de valores de várias células. 92 39 A presença do sinal de igual ( = ) no início de uma célula confere-lhe uma propriedade especial. Quando digitamos =, tudo o que se segue será considerado pelo Excel como uma fórmula. Uma fórmula pode ser, por exemplo, uma operação matemática que envolve os valores de outras células, como a soma dos valores de duas células. Se digitarmos o valor 2 na célula A1, o valor 3 na célula B1 e em seguida, digitarmos na célula C1: =A1 + B1, veremos que a célula C1 mostrará o valor 5, que é a soma dos valores das células referidas. As fórmulas são construídas com operadores lógicos semelhantes aos utilizados em expressões aritméticas. Operador Operação Exemplo + Adição =A1+A2+A3 - Subtração (ou negativo quando incluído antes de um valor, como -1) = D2 – D5 / Divisão = B5 / C2 * Multiplicação = C1 * C5 % Porcentagem (incluído depois de um valor, como 20%) = B7 * 20% ^ Exponenciação = A2 ^ B2 & Conecta ou concatena dois valores de texto, gerando um texto contínuo (é o único operador para dados tipo texto) =A1 &” ” & B1 O Excel também oferece uma série de exemplos para você padronizar o estilo de sua planilha. Veja alguns deles em Menu – Formatar – AutoFormatação. Planilha Exemplo 01 Nesta planilha foi utilizado um modelo de AutoFormatação do Excel. Note que todas as colunas estão uniformes com os dados que as preenchem. O Salário e Valor Recebido foram formatados com valores tipo Moeda, INSS e desconto com tipo Número com 2 casas decimais. Veja que na Barra de Fórmulas aparece a palavra SOMA, indicando que essa operação, junto com a fórmula utilizada, no qual estamos somando os valores dos descontos ( INSS e desconto) e diminuindo do Salário, dá, o valor recebido pelo funcionário, ficando a Fórmula = D6 – (E6 + F6) Por padrão, o Microsoft Excel calcula uma fórmula da esquerda para a direita. Você pode controlar a maneira como os cálculos são efetuados, alterando a sintaxe da fórmula. Se você tem a seguinte fórmula C1= 5 + 2 * 3, o Excel primeiro multiplica2 por 3 ( 6 ) e em seguida, adiciona 5, tendo como resultado 11. Por outro lado, se utilizarmos parêntese para alterar a sintaxe C1= (5 + 2) * 3, o Excel executará primeiro a soma, em seguida a multiplicação, tendo como resultado 21. 2.15 - Formatando A apresentação dos seus dados pode ser quase tão importante quanto os próprios dados. Formatar uma planilha não é muito diferente de formatar um texto no Microsoft Word. Quando desejamos formatar uma coluna ou linha, primeiro a selecionamos, como no exemplo ao lado. Para formatar o salário como Moeda e com duas casas decimais iremos executar o comando Menu – Formatar – Célula, onde aparecerá um outro menu contendo as opções de formatação de número que define o que será feito caso tratemos as células selecionadas como número. No alinhamento ela modifica o posicionamento do texto em relação à linha de base. Na fonte permite modificar o tipo, a cor e o formato da fonte utilizada. Nesse exemplo selecione moeda. Logo em seguida escolha a quantidade de casas decimais e símbolo de exibição. Podemos também Selecionar no Menu – Formatar – Linhas e Colunas, regulando a altura da(s) linha(s) ou coluna(s). Quando terminarmos de digitar a fórmula ela não mais aparecerá na célula G6. Em seu lugar aparecerá o resultado que, no caso, será de R$ 5.100,00 (reais). Utilizando esses mesmos princípios poderíamos ter os valores totais de salários pagos, os totais de descontos do INSS e os descontos de todos os funcionários cadastrados na folha. Para calcularmos o Total Geral de salários pagos utilizaríamos a seguinte fórmula = D6+D7+D8+D9+D10, onde teríamos o valor de R$ 13.750,00 (reais). Funções são fórmulas especiais predefinidas que executam uma série de operações com um ou mais valores que servem de parâmetros de cálculo. Estão disponíveis uma boa variedade de funções para os mais diversos fins: matemática, estatística, trigonométrica, financeira, banco de dados, lógica e outras. Com a utilização de funções nós podemos simplificar as planilhas, especialmente aquelas que realizam cálculos extensos e complexos, como os utilizados no exemplo anterior, em que, na somatória de todos os salários dos funcionários foi utilizada a seguinte fórmula = D6+D7+D8+D9+D10. Neste caso nós poderíamos utilizar a função =SOMA (D6:D10); o Microsoft Excel faria a soma das células do intervalo D6 até o D10. Para utilizar a função, temos que incluí-la nas fórmulas da planilha. A sequência de caracteres usada em uma função é chamada sintaxe. Os argumentos são especificados sempre dentro dos parênteses. Eles podem assumir o valor de números, texto e valores lógicos. Para que o argumento seja válido é necessário que ele retorne um resultado. Caso contrário não será válido e o Microsoft Excel exibirá uma mensagem indicando qual erro foi cometido na sintaxe da função. 93 Introdução a Computação 40 Por definição uma função começa com o nome da função, seguido de um parêntese de abertura, os argumentos da função separados por ponto e vírgula e um parêntese de fechamento. Se a função iniciar uma fórmula, digite um sinal de igual ( = ) antes do nome da função. Tipo de Função Descrição =SOMA(D6:D10) Soma os valores do intervalo das células de D6 até D10; =SOMA(D6:D10;E12) Soma os valores do intervalo das células de D6 até D10, mais o valor da célula E12 =SOMA(D6:D10;E12;150) Soma os valores do intervalo das células de D6 até D10, mais o valor da célula E12, mais o valor passado como parâmetro 150 =SOMA(D6:D10;G6:G10) Soma os valores do intervalo das células de D6 até D10, mais a soma dos valores do intervalo das células G6 até G10 =MÉDIA() Produz a média aritmética dos argumentos =MÉDIA(C8:E8) =MÁXIMO() Retorna o maior número da lista de argumentos, ou seja, fornece o valor de maior número que estiver dentro do intervalo de células selecionadas =MÁXIMO(C8:C14) =MÍNIMO() Retorna o menor número da lista de argumentos, o contrário da função MÁXIMO =MÍNIMO(C8:C14) Para fazer a somatória do total geral clique com o mouse na célula C15, digite a função =SOMA(C8:C14). Para copiar a mesma função para os outros meses repita o procedimento anterior. Planilha Exemplo 02 Nessa planilha foi utilizado um modelo de AutoFormatação do Excel. Note que todas as colunas estão uniformes com os dados que as preenchem. Nesse exemplo temos uma coluna intitulada “Tipo de Despesas”, que qualquer pessoa tem no seu dia a dia. Mais três colunas, referentes aos meses de Janeiro, Fevereiro e Março e uma quarta coluna, referente ao total acumulado dos meses. Todos os campos foram formatados tipo número – moeda, com duas casas decimais. Para obter o total acumulado de despesas por tipo de despesas utilizamos a função =SOMA(C8:E8), com o resultado de R$ 1.250,00 reais, que é a soma das colunas C8+D8+D9. Note que foi repetida a mesma função para todas as outras colunas da célula. Para fazer isto automaticamente basta clicar com o mouse na coluna F8. Aparecerá uma seleção conforme a figura ao lado. Clique na cruz, permaneça com o botão do mouse apertado e arraste até a célula F14. Então, o Microsoft Excel copiará para todas as células desaa coluna na mesma função. Nessa imagem estamos selecionando somente as despesas relacionadas com as crianças. Para tanto fazemos a somatória da mensalidade escolar e material escolar utilizando a função =SOMA(C13:C14). Poderíamos querer saber o total gasto nos meses de fevereiro e março. Para isto, utilizaríamos a função =SOMA(D13:D14;E13:E14). A Barra de Ferramentas do Excel possui a função AutoSoma com ela pode fazer com que o Excel selecione uma quantidade de células automaticamente, partindo do ponto onde se encontra selecionada a célula atual na Planilha eletrônica. Ele pode fazer além da Soma, a média, contar, valor máximo e valor mínimo. Você pode com o mouse aumentar ou diminuir a seleção pré-definida pelo Excel. No exemplo acima a seleção ficou com uma linha pontilhada entre as colunas C13 e C14. Para aumentar a seleção, bastava somente clicar o mouse na seleção segurar e arrastar para cima, aumentando assim o número de colunas na somatória. 2.17 - Trabalhando com Gráficos Para apresentar seus dados em diferentes formatos de gráficos, basta utilizar o recurso de gráficos do Excel. Os gráficos são ótimos para representar visualmente a representação dos dados e melhorar o entendimento dos relacionamentos entre os valores numéricos, melhorando assim a apresentação dos resultados. O Microsoft Excel oferece vários tipos de gráficos em duas e três dimensões. Quando você cria um gráfico, o Excel toma como base os dados fornecidos em uma planilha eletrônica. Primeiramente, você deve selecionar a faixa de células onde estão representados os dados. No exemplo abaixo, faremos a seleção do tipo de despesas e dos meses de janeiro e fevereiro. Para inserir um gráfico você pode utilizar a opção “Menu – Inserir – Gráfico”, ou clicar no ícone da Barra de Ferramenta Em seguida, será exibida uma tela que dará a opção de 94 41 selecionar o tipo de gráfico desejado. Em nosso exemplo, vamos escolher o gráfico de barras verticais; clique em “A v a n ç a r ” . Feito isso, será mostrada a faixa de valores anteriormente selecionada por você: “Tipo de Despesas e os meses de janeiro e fevereiro”. Caso deseje, você pode alterar essa faixa de valores incluindo o mês de março ou não; em nosso exemplo, não alteraremos a faixa de dados já estabelecida. Como nossa seleção já está definida, clique em “Avançar”. Será exibido o Assistente de gráfico. Você pode colocar um título em seu gráfico, como, por exemplo, “Relação de D e s p e s a s Pessoais”, bem como outro para o Eixo das Categorias (X), (Tipo de Despesas), e outro para o Eixo dos Valores (Y), (Valores em Reais). Em seguida, clique novamente em “Avançar”. Pronto! Seu gráfico já está montado. Por fim, aparecerá a última tela pedindo o modo como será armazenado o gráfico em suaplanilha, como objeto na planilha atual, ou como uma nova planilha em forma de gráfico. Retomando a aula Chegamos, assim, ao nal da primeira aula Espera- se que agora tenha cado claro o entendimento de vocês, vamos recordar: Nessa seção foram introduzidos os conceitos básicos do Microsoft Word onde foram apresentados a sua janela principal contendo todos os seus comandos e funções, em seguida apresentamos as funções do teclado e todos os menus (guias) contendo e apresentando todas as funções de cada menu. Nessa seção foram introduzidos os conceitos básicos do Microsoft Excel onde foram apresentados a sua janela principal contendo todos os seus comandos e funções, em seguida apresentamos as funções do teclado e todos os menus (guias) contendo e apresentando todas as funções de cada menu. OBS: Se ao final desta aula surgirem dúvidas, vocês poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. Ou ainda poderão enviar para o e-mail:camara@ unigran.br SANTOS JÚNIOR, Mozart Jesus Fialho dos. Excel: passo a passo. Itumbiara: Terra. 1995. NOSSITER, Joshua C.; FERREIRA, Elisa M. Usando o Excel 5 for Windows. Rio de Janeiro: Campus, 1995. CORTES, Pedro Luiz . Microsoft Word 6.0, para Windows: guia prático . São Paulo: Érica, 1994. LYNCH, George; COSTA, Gisela França. Word for windows 6: para leigos guia de referência. Rio de Janeiro: Berkeley Brasil, 1994. MOREIRA, Claudia Maria; MOREIRA, Paulo. Microsoft Word 7 for Windows 95. Rio de Janeiro: Axcel Books, 1996. Vale a pena ler Vale a pena 95 Introdução a Computação 42 Disponível em: . Disponível em: . Disponível em: . Disponível em: . Disponível em: . Vale a pena acessar Disponível em: . Disponível em: . Disponível em: . Disponível em: . Vale a pena assistir Minhas anotações 96 5ºAula Analogia entre dados, informação e conhecimento Objetivos de aprendizagem Ao término desta aula, vocês serão capazes de: refletir sobre a linguagem como fenômeno psicológico, educacional, social, histórico, cultural, político e ideológico; reconhecer os principais fatores que geram as variações linguísticas; considerar a norma-padrão no contexto das variações linguísticas sem estigmatizar as demais variedades; usar adequadamente a língua a fim de produzir um determinado efeito de sentido em uma situação específica; observar e reconhecer mudanças na linguagem relacionadas a diferentes circunstâncias e contextos; compreender que a língua apresenta variabilidade nos fenômenos gramaticais, de sotaques e de léxico. Vamos fazer uma analogia sobre dados, informação e conhecimento? Se ocorrerem algumas dúvidas sobre a aula, vocês poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. Bons estudos! 97 Introdução a Computação 44 Seções de estudo 1 - Conceitos sobre dados e sua transformação em informação 2 - Conceitos sobre informação o e sua transformação em conhecimento 1. Conceitos sobre dados e sua transformação em informação 2. Conceitos sobre informação e sua transformação em conhecimento 3 . Conceitos de conhecimento e a interação entre dados, informação e conhecimento Os termos, “dados”, “informação” e “conhecimento”, serão conceituados neste momento, uma vez que se confundem pela proximidade do seu significado. 1.1 - O que é “dado”? O termo “dado” aparece muito na literatura da área de Ciência da Informação e de Informática. É definido como um conjunto de registros qualitativos ou quantitativos conhecidos que organizados, agrupados, categorizados e padronizados adequadamente transforma-se em informação (Miranda 1999, p.285).Segundo Stair (1998), “dados são fatos em sua fonte primária, como por exemplo, o nome de um empregado e o número de horas trabalhadas em uma semana, número de peças em estoque, ou pedidos de venda”. Quando os dados são organizados ou arrumados de uma maneira significativa, eles se tornam uma informação. Os dados representam as coisas reais, apenas fatos primários, assim regras e relações podem ser estabelecidas para organizar os dados em informação útil e valiosa. 1.2 - Transformação de dados em informação Segundo Stair (1998), a transformação dos dados em informação é um processo, ou uma série de tarefas logicamente relacionadas, executadas para atingir um resultado definido. Segundo Rezende e Abreu (2001), para que os dados se transformem em informações oportunas deve-se seguir alguns passos: contextualização: extração de significado dentro de um contexto; categorização: identificação dos componentes essenciais dos dados; cálculo: tratamento estatístico dos dados; correção: eliminação de dados com erros; condensação: apresentação dos dados de forma concisa, resumida e sintética. Para Re etir Observaram os passos para transformar dados em informações? Esses passos são muito importantes para que esse processo de transformação seja realizado com êxito 2.1 - O que é “informação”? A informação é a extração de significado dos dados, gerando uma mensagem. Se a mensagem verdadeiramente informa o receptor então é uma informação, caso contrário é apenas um conjunto de dados sem significado. O termo “informação” é conceituado por vários autores, entendem que esse termo só pode ser aplicado a “aquilo que leva à compreensão (...) O que constitui informação para uma pessoa pode não passar de dados para outra”. Páez Urdaneta apud Ponjuán Dante (1998, p.3) também descreve o conceito de informação como dados ou matéria informacional relacionada ou estruturada de maneira potencialmente significativa. Da mesma maneira, Miranda (1999) conceitua informação como sendo “dados organizados de modo significativo, sendo subsídio útil à tomada de decisão”. Segundo Druker, “informação são dados dotados de relevância e propósito”. Saber Mais Vamos conhecer mais alguns conceitos? Vamos em frente Segundo Stair (1998), a informação é um conjunto de fatos organizados de tal forma que adquirem valor adicional além do valor do fato em si, e o tipo de informação criada depende da relação definida entre os dados existentes. McGarry (1999) considera que o termo “informação” possui os seguintes atributos: apenas recebido passivamente; Como exemplo um cliente abastecendo seu automóvel num posto de gasolina: Dados: Informação: As informações podem ter várias características, ou seja, ela pode ser “onipotente”, pois quem tem informação pode 98 45 3 - Conceitos de conhecimento e a interação entre dados, informação e conhecimento tudo, ou quase tudo, pode ser “onisciente”, ou seja, quem tem informação sabe tudo, ou quase tudo. Pode ainda ser “onipresente”, pois a informação tem o dom da ubiquidade e pode estar em vários lugares ao mesmo tempo, e ainda pode ser inconsumível, pois a informação pode ser reutilizada . 2.2 - Transformação de informação em conhecimento Segundo Rezende e Abreu (2001), para que informações oportunas se transformem em conhecimento deve-se seguir alguns passos: comparação: de que forma as informações relativas a uma dada situação se comparam a outras situações conhecidas; consequências: que implicações essas informações trazem para as decisões e as tomadas de ações; conexões: quais as relações deste novo conhecimento com o conhecimento já acumulado?; conversação: o que as outras pessoas pensam desta informação 3.1 - Conceitos de conhecimento Para Davenport & Prusak (1998), conhecimento éuma “mistura fluída de experiência condensada, valores, informação contextual e insight experimentado, a qual proporciona uma estrutura para a avaliação e incorporação de novas experiências e informações”. É o único recurso ilimitado,ou seja, é o ativo que aumenta com seu uso. Explicam as autoras Lastres e Albagli (1999, p.30), que: “informação e conhecimento estão correlacionados, mas não são sinônimos. Também é necessário distinguir dois tipos de conhecimentos: os conhecimentos - que, transformados em informações, podem ser reproduzidos, estocados, transferidos, adquiridos, comercializados etc. - e os conhecimentos tácitos. Para estes a transformação em sinais ou códigos é extremamente difícil já que sua natureza está associada a processos de aprendizado, totalmente dependentes de contextos e formas Segundo Stair (1998), conhecimento é o corpo ou as regras, diretrizes e procedimentos usados para selecionar, organizar e manipular os dados, para torná-los úteis para uma tarefa específica. São vários os conceitos de conhecimento, mas a base de todo conhecimento são os dados e as informações e como os transformamos em conhecimentos 3.2 - Tipos de conhecimento Miranda (1999, p.287), também distingue três diferentes tipos de conhecimentos: conhecimento explícito é o conjunto de informações já elicitadas em algum suporte (livros, documento etc.) e que caracteriza o saber disponível sobre tema específico; conhecimento tácito é o acúmulo de saber prático sobre um determinado assunto, que agrega convicções, crenças, sentimentos, emoções e outros fatores ligados à experiência e à personalidade de quem detém; conhecimento estratégico é a combinação de conhecimento explícito e tácito formado a partir das informações de acompanhamento, agregando- se o conhecimento de especialistas. Dessa maneira pode-se dizer que a única vantagem sustentável que uma empresa tem é: Como no exemplo anterior, os dados e as informações sobre o cliente do posto geraram um conhecimento para o proprietário do posto referente ao seu cliente. Sabe-se que o mesmo possuí um Gol/ano 2006 de cor branca, abastece em média 35 litros a cada 03 dias, pagos sempre no cartão de crédito e que o mesmo morra a duzentos metros do posto sendo caminho para seu trabalho. O seu nome é Joaquim da Silva e é representante comercial de distribuidora de alimentos. 3.3 - Interação entre “dado”, “informação” e “conhecimento” Davenport e Prusak (1998, p.18) conceituam dados, informação e conhecimento (Figura 01). Contudo, “informação, além do mais, é um termo que envolve todos os três, além de servir como conexão entre os dados brutos e o conhecimento que se pode eventualmente obter”. Figura 01 - Dado, informação e conhecimento. Dado Informação Conhecimento Simples observação sobre o estado do mundo Dados dotados de relevância e propósito De difícil estruturação De difícil captura em máquinas Freqüentemente tácito De difícil transferência Facilmente estruturado Facilmente obtido por máquinas Freqüentemente quanti cado Facilmente transferível Requer unidade de análise Exige consenso em relação ao signi cado Exige necessariamente a mediação humana De difícil estruturação De difícil captura em máquinas Freqüentemente tácito De difícil transferência 99 Introdução a Computação 46 CANONGIA, C. “Sistema de inteligência: uso da informação para dinamização, inovação e competitividade”. In: SIMPÓSIO I NTERNACIONAL DE PROPRIEDADE INTELECTUAL, INFORMAÇÃO E ÉTICA, 1, 1998, Florianópolis, Anais eletrônicos... Florianópolis: UFSC, 1998. Disponível em: . Acesso em: 08 de mar. 2001. Vale a pena ler Dispon[ivel em: . Vale a pena acessar Wall Strett – Poder e cobiça Vale a pena assistir Vale a pena Retomando a aula Parece que estamos indo bem Então, para encerrar essa aula, vamos recordar: informação Nessa seção foram apresentados os conceitos sobre dados e os passos a serem seguidos para transformar os dados em informação. Os passos são contextualização, categorização, cálculo, correção e condensação. Nessa seção foram apresentados e discutidos os conceitos sobre informação e suas características, e como se transforma as informações em conhecimento. Os passos são comparação, consequências, conexões e conversação. Também foi apresentado um exemplo de dados e informação. Nessa seção foram apresentados e discutidos os conceitos sobre conhecimento. Foi apresentado os tipos de conhecimentos e como se da a interação entre os dados, informação e conhecimento. OBS: Se ao final desta aula surgirem dúvidas, vocês poderão saná- las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. Ou ainda poderão enviar para o e-mail camara@unigran.br DAVENPORT, T., PRUSAK, L. Ecologia da informação: por que só a tecnologia não basta para o sucesso na era da informação. São Paulo: Futura, 1998. 316p. LASTRES, H. M. M., ALBAGLI, S. (Org.). Informação e globalização na era do conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 1999. 318p. MC GEE, J. e PRUSAK, L. Gerenciamento Estratégico da Informação. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 1999 (ISBN 857001924-6) MCGARRY, K. O contexto dinâmico da informação. Brasília: Briquet de Lemos, 1999. 206p. MIRANDA, R. C. da R. “O uso da informação na formulação de ações estratégicas pelas empresas”. Ciência da Informação, Brasília, v.28, n.3, p.284-290, set./dez. 1999. OLIVEIRA, D. P. R. Sistemas de Informações Gerenciais: estratégicas, táticas, operacionais. São Paulo: Ed. Atlas, 2001. (ISBN 852242819-0) REZENDE, D.A. e ABREU, A. F. Tecnologia da Informação Aplicada a Sistemas de Informações Empresariais. São Paulo: Editora Atlas, 2000. (ISBN 85-224-2705-4) STAIR, R.M. Princípios de Sistemas de Informação - Abordagem Gerencial. Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora Ltda., 1998. (ISBN 852161132-3). 100 6ºAula Conceitos genéricos de sistemas Objetivos de aprendizagem Ao término desta aula, vocês serão capazes de: observar e conhecer os conceitos sobre sistemas e seu enfoque atual; familiarizar-se com os vários conceitos sobre empresa e seus subsistemas empresariais; conhecer as várias funções empresariais; conhecer como ocorre a interação entre as funções empresariais. Vamos revisar alguns conceitos sobre sistemas? Se ocorrerem algumas dúvidas sobre a aula, vocês poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. Bons estudos! 101 Introdução a Computação 48 Saber Mais Vamos conhecer mais alguns conceitos sobre sistemas? Vamos fazer uma pesquisa sobre esse assunto? Seções de estudo 1 - Conceitos de sistemas e seu atual enfoque 2 - Sistema, empresa e seus subsistemas ou funções empresariais 1. Conceitos de sistemas e seu atual enfoque 2. Sistema, empresa e seus subsistemas ou funções empresariais 3. Interação dos subsistemas ou das funções empresariais. São diversos os conceitos de sistemas. Segundo Rezende e Abreu (2001), sistema é um conjunto de partes que interagem entre si, integrando-se para atingir um objetivo comum, assim os sistemas podem ser compostos por diversas partes, tais como hardware, software, dados e pessoas, constituindo-se por uma parte técnica e outra social. Para Bio (1996) sistema é um conjunto de elementos interdependentes, ou um todo organizado, ou partes que interagem formando um todo unitário e complexo. Sistema é um conjunto de elementos independentes em interação, com vistas a atingir um objetivo (CAUTELA, 1991). Segundo Oliveira (2001), sistema é um conjunto de partes que interagentes e interdependentes que, conjuntamente, forma um todo unitário com determinado objetivo e efetuam determinada função. Para Stair (1998), todos os sistemas têm entradas, mecanismos de processamento, saídas e feedback. Os mecanismos deprocessamento constituem a principal atividade dos sistemas, pois envolve na transformação dos dados em saídas úteis. Esse processamento pode envolver cálculos, comparações e tomadas de ações alternativas, e a armazenagem dos dados para uso futuro. 1.1 - Enfoque atual dos sistemas nas empresas Atualmente nas empresas os sistemas podem ser considerados como: ferramentas para exercer o funcionamento das empresas e de sua intrincada abrangência e complexidade; instrumentos que possibilitam uma avaliação analítica, e quando necessária, sintética das empresas; facilitadores dos processos internos e externos com suas respectivas intensidades e relações; meios para suportar a qualidade, produtividade e inovação tecnológica organizacional; geradores de modelos de informações para auxiliar os processos decisórios empresariais; produtores de informações oportunas e geradores de conhecimento; valores agregados e complementares à modernidade, perenidade, lucratividade e competitividade empresarial. Para Re etir Observaram quantos enfoques os sistemas proporcionam para as empresas Segundo Rezende e Abreu (2001), dentro das empresas, o enfoque atual dos sistemas está principalmente no negócio empresarial e no objetivo de auxiliar os respectivos processos decisórios. As características atuais dos sistemas apresentam-se principalmente da seguinte maneira: organizacional. Um sistema é um conjunto de partes que se interagem e se integram entre si com um objetivo comum Em sistemas de informação, feedback é uma saída usada para fazer ajustes ou modificações nas atividades de entrada ou no processamento, como por exemplo, erros ou problemas podem fazer com que os dados de entradas sejam corrigidos ou que o processo seja modificado (STAIR, 1998). Para Oliveira (2001) a finalidade do controle é reduzir as discrepâncias ao mínimo, bem como propiciar uma situação em que esse sistema se torne auto-regulador. Para entender a natureza e o impacto que um sistema pode causar numa organização ou empresa, é necessário entender os problemas para os quais eles são projetados como soluções, as soluções propostas e os processos organizacionais que levaram a essas soluções. 2.1 - Sistemas e empresas Para Stair (1998), uma organização é um agrupamento formal de pessoas e de várias outras fontes estabelecidas para realizar alguns conjuntos de metas. A principal meta de uma organização com fins lucrativos é maximizar os lucros, aumentando o faturamento e reduzindo os custos. Segundo Costa (2002), o propósito de uma organização pode ser definido como um conjunto de elementos básicos que caracterizam aquilo que a organização gostaria de ser, no futuro, a sua vontade, seu desejo de ser e de agir. Como objetivo das empresas cita-se: satisfazer as necessidades dos clientes, buscando e mantendo-os; estar em permanente desenvolvimento; 102 49 Curiosidade Observaram que as empresas são dividas em funções empresariais e que cada função compõe os seus subsistemas respectivos fazer parte de uma comunidade, elaborando produtos e gerando empregos; comercializar bens e serviços, obedecendo a padrões de qualidade; ter equilíbrio financeiro para seu crescimento; alcançar a modernidade com inteligência competitiva. As empresas estão inseridas em seus ambientes específicos, esses ambientes podem ser denominados como externos e internos. No ambiente externo pode-se citar os concorrentes, fornecedores e/ou intermediários, clientes e/ou consumidores, mercado nacional e internacional, comunidade, conjuntura e mercado inserido, governo, legislação, sindicatos, fiscalização, tecnologias disponíveis, etc. No ambiente interno tem-se os recursos humanos, máquinas e equipamentos, recursos logísticos disponíveis, conhecimento e tecnologias aprendidas. Para Re etir Observaram que as empresa tem dois ambientes: o interno (dentro da empresa) e o externo (fora da empresa) Estas duas palavras, sistema e empresa, estão intimamente ligadas, pois a empresa é um sistema e dentro dela existem diversos sistemas ou subsistemas (Figura 02). Figura 02: Sistema empresa FONTE: Adaptado de Rezende e Abreu (2001) A empresa está contextualizada em um ecossistema, ou seja, num respectivo segmento de atuação. Esse ecossistema é considerado o maior cenário, mais abrangente, um super- sistema. O sistema visto como o objeto principal, a empresa pode ser considerada como um sistema dentro do ecossistema. E os subsistemas é a divisão do sistema em questão sendo as partes estruturadas e identificadas, os sistemas de informações que compõem o funcionamento da empresa são os subsistemas. Os subsistemas empresariais variam de empresa para empresa. 2.2 - Sub-sistema empresariais ou funções empresariais Presentes em todas as empresas, independentemente de seu tipo de negócio, as funções empresariais são as principais macroatividades das organizações, sem as quais as mesmas não funcionariam em sua plenitude. (Rezende e Abreu, 2001). Como exemplo pode-se citar: subsistemas primários: produção e/ou serviços, comercial ou mercadológico. Esses sistemas estão direcionados ao negócio principal da empresa. subsistemas secundários: financeiros, materiais, recursos humanos, contábil ou custos. subsistemas de apoio: jurídicos e legais, organização e métodos, segurança e patrimônio, tecnologia da informação e seus recursos, auxiliares administrativos em geral. Segundo esse mesmo autor, o sistema empresa, em sua estrutura organizacional, pode ser subdividido em seis funções empresariais ou subsistemas (Figura 03): Figura 03: funções empresariais 3 - Interação dos subsistemas ou das funções empresariais FONTE: Adaptado de Rezende e Abreu (2001) 3.1 - Interação das funções empresariais Para entender a natureza e o impacto que um sistema pode causar numa empresa, é necessário entender os problemas para os quais eles são projetados como soluções, as soluções propostas e os processos organizacionais que levaram a essas soluções. Assim é importante que os gestores empresariais entendam o relacionamento existente entre os componentes técnicos de um sistema e a estrutura, o funcionamento e o 103 Introdução a Computação 50 BIO, S.R. Sistemas de Informação: Um Enfoque Gerencial. São Paulo: Ed. Atlas, 1996. (ISBN 852240009-1) CAUTELA, Sistemas de informação na administração de empresas. 4ª Ed. São Paulo: Atlas, 1991. (ISBN 85-224-0739-8) COSTA, Gestão estratégica. São Paulo: Saraiva, 2002. (ISBN 85-02-03556-8) CRUZ, T. Sistemas de Informações Gerenciais. São Paulo: Ed. Atlas S.A., 2000. (ISBN 852242541-8) LAUDON, K. C. e LAUDON, J.P. Sistemas de Informação. Rio de Janeiro: LTC, 1999. (ISBN 852161182-x) MC GEE, J. e PRUSAK, L. Gerenciamento Estratégico da Vale a pena ler Vale a pena processo político das organizações. Organizar a empresa deveria ser objetivo ou princípio constante e ser encarado como um valor empresarial que envolvesse todos os níveis hierárquicos. Portanto, organizar é dispor os recursos materiais, humanos, tecnológicos e espaciais das organizações de maneira harmônica, empregando-se, para isso, o menor esforço possível e o menor desembolso de recursos financeiros, atingindo os objetivos desejados. Os principais objetivos de organizar uma empresa, visando ou não a sua informatização, são vários, tais como: da empresa, preocupando-se com a competitividade e concorrência. Nesse sentido a importância de organizar a empresa está calcada principalmente em sua modernidade, racionalização dos processos, competência de atuação e, principalmente, em sua perenidade e competitividade. Os sistemas organizados devem vir de encontro da missão empresarial e dos objetivos empresariais, ou seja, pelo menos as funções empresariais e seus respectivos processos e procedimentos devem estar organizados numa empresa. Com a compreensão de que a empresa é o maior dos sistemas, as funções empresariais devem ser dependentes e integradas entre si. Essas relações entrecomo foi apelidada a primeira calculadora mecânica, foi criada quando Pascal tinha apenas dezoito anos. Cada casa decimal era representada por uma roda diferente, isto é, uma era a unidade, outra a dezena, a seguinte a centena, e assim por diante. Embora capaz de realizar apenas adições e subtrações, outras operações, como multiplicações e divisões podiam ser realizadas através da combinação das primeiras. Comercialmente a Pascaline foi um fracasso, pois não foram produzidas mais de cinquenta unidades e seu preço era excessivamente alto. Fonte: . Fonte: . Fonte: . Fonte: . 61 Introdução a Computação 8 2.2.4 - A Calculadora de Leibnitz (1672) Com uma evolução da Pascaline, o alemão Gottfried Leibnitz, na ânsia de agilizar os intermináveis cálculos astronômicos, se empenhou em aprimorar o modelo de Pascal. Sua calculadora mecânica era capaz de fazer facilmente cálculos, envolvendo as quatro operações fundamentais e ainda extrair a raiz quadrada . O modelo era muito parecido com o de Pascal, mas com componentes extras que agilizavam os cálculos e se moviam dentro da máquina, otimizando os cálculos repetitivos. 2.2.5 - O Arithmometer (1820) Em 1820, Charles Xavier Thomas projetou e construiu uma máquina capaz de efetuar as quatro operações aritméticas básicas: a Arithmometer. Essa foi a primeira calculadora realmente comercializada com sucesso: até 1850 foram vendidas cerca de 1.500 Arithmometers. Ela fazia multiplicações com o mesmo princípio da calculadora de Leibnitz e com a assistência do usuário efetuava as divisões. 2.2.6 As Máquinas de Babbage (1823) Charles Babbage era um matemático inglês que sempre buscou a precisão matemática até os limites da perfeição. Numa publicação científica, em 1822, Babbage escreveu sobre uma novíssima máquina capaz de calcular e imprimir longas tabelas científicas. A máquina que construiu, portanto, se empenhava em calcular funções (logarítmicas, trigonométricas) sem o auxílio de um operador. Entretanto, Babbage não conseguiu construir a máquina que ambicionava, ficando o protótipo muito abaixo do esperado pelo matemático. Em 1833, Babbage projetou uma máquina bastante aperfeiçoada, com o auxílio de Ada Lovelace, que chamou de Máquina Analítica. Ada é uma das poucas mulheres a figurar na história do computador. Ela criou programas para a máquina, tornando-se a primeira programadora de computador do mundo. Sua operação era governada por conjunto de cartões perfurados, de modo que, de acordo com os resultados dos cálculos intermediários, a máquina poderia saltar os cartões, modificando dessa forma o curso dos cálculos. 2.2.7 - A Máquina de Hollerith (1886) Aproximadamente em 1885, Herman Hellerith, funcionário do Departamento de Recenseamento dos E.U.A., percebeu que a realização do censo anual demorava cerca de 10 anos para ser concluído, e que a maioria das perguntas tinha como resposta sim ou não. Em 1886 idealizou um cartão perfurado que guardaria as informações coletadas no censo e uma máquina capaz de tabular essas informações. Construiu então a Máquina de Recenseamento, ou Máquina Tabuladora, que perfurava cerca de 56 milhões de cartões. Com essa solução, Hollerith conseguiu que o tempo de processamento dos dados do censo baixasse de dez para três anos. A tecnologia de cartões perfurados foi adotada rapidamente por diversos países da Europa, difundindo a utilização das máquinas Hollerith em nível mundial e por bastante tempo. Fonte: . Fonte: . Fonte: . Fonte: . 62 9 Curiosidade: Hollerith fundou uma companhia, a Tabulating Machine Company. Em 1924, a firma mudou de nome, tornando-se a International Business Machines Corporation, hoje mais conhecida como IBM, uma das empresas mais valiosas do mundo. 2.2.8 - 1º Geração: Tecnologia de válvulas (1930-1958) A partir do momento que surgiram os primeiros computadores na acepção popular da palavra, divide-se a história dos computadores em cinco gerações distintas. O pulo para a geração seguinte se dá com o advento de uma nova tecnologia que possibilita grandes avanços do poder de cálculo ou descobertas que modificam a base de um computador. Já no século XX, um grande número de projetos foi baseado na utilização de relés e válvulas eletrônicas para a realização de cálculos automaticamente: eram os computadores de primeira geração. Relés são eletroímãs, cuja função é abrir ou fechar contatos elétricos com o intuito de interromper ou estabelecer circuitos. Válvula é um dispositivo que conduz a corrente elétrica num só sentido. Uma das grandes vantagens das máquinas a relé sobre as máquinas de calcular mecânica era, sem dúvida, a maior velocidade de processamento. Um outro aspecto positivo era a possibilidade de funcionamento contínuo, apresentando poucos erros de cálculo e pequeno tempo de manutenção . Os computadores da primeira geração são todos baseados em tecnologias de válvulas eletrônicas. Normalmente quebravam após não muitas horas de uso. Tinham dispositivos de entrada/saída primitivos e calculavam com uma velocidade de milissegundos (milésimos de segundo). Os cartões perfurados foram o principal meio usado para armazenar os arquivos de dados e para ingressá-los ao computador. A grande utilidade dessas máquinas era no processamento de dados. No entanto, tinham uma série de desvantagens como: custo elevado, relativa lentidão, pouca confiabilidade, grande quantidade de energia consumida, além de necessitarem de grandes instalações de ar condicionado para dissipar o calor gerado por um grande número de válvulas, cerca de 20 mil. 2.3 - Alguns Computadores dessa Geração 2.3.1 - MARK I Numa parceria da IBM com a marinha Norte-Americana, o Mark I era totalmente eletromecânico: ele tinha cerca de 17 metros de comprimento por 2 metros e meio de altura e uma massa de cerca de 5 toneladas. O barulho do computador em funcionamento, segundo relatos da época, se assemelhava a várias pessoas tricotando dentro de uma sala. Mark I continha nada menos que 750.000 partes unidas por aproximadamente 80 km de fios. Ele foi o primeiro computador totalmente automático a ser usado para fins bélicos. 2.3.2 - ENIAC Criado entre 1943 e 1946, foi considerado o primeiro grande computador digital. Não usava um programa de armazenamento interno. Os programas eram introduzidos por meio de cabos, o que fazia sua preparação para cálculos demorar semanas. Ocupava 170 m², pesava 30 toneladas, funcionava com 18 mil válvulas e 10 mil capacitores, além de milhares de resistores a relé, consumindo uma potência de 150 Kwatts. Como tinha vários componentes discretos, não funcionava por muitos minutos seguidos sem que um deles quebrasse. Outra contribuição importante dessa época foi o conceito de programa armazenado, introduzida por John Von Neuman. Von Neuman tinha sido consultor no projeto ENIAC e conhecia os problemas da programação dessas máquinas. Os programas para os computadores da época eram feitos através de modificações nos circuitos, o que correspondia a um trabalho de dias para um programa relativamente simples. Fonte: . Fonte: . Fonte: . 63 Introdução a Computação 10 A proposta de Von Neuman foi inspirada na tecnologia de entrada de dados utilizada na época, fazendo com que os programas fossem introduzidos através de cartões perfurados como se fazia com os dados. John Von Neuman assim desenvolveu a lógica dos circuitos, os conceitos de programa e as operações com números binários. Esses conceitos, adotados nos computadores atuais, revolucionou o conceito de programação de computadores da época, tornando muito mais flexíveis e versáteis. O novo conceito de programação introduzido deu origem a muitos outros projetos nos quais ele próprio esteve envolvido: EDVAC,as funções empresariais ficam claras à medida que se observa que todas geram informações para todas e quando uma destas funções parar pára também o sistema empresa. Dessa maneira há necessidade da integração das funções empresariais, para o funcionamento harmônico e efetivo da empresa (Figura 04). Com essa integração pode-se observar a empresa inteira, como se estivesse olhando-a de cima para baixo, com suas atividades sistematicamente dependentes entre si. Figura 04: interação das funções empresariais FONTE: Adaptado de Rezende e Abreu (2001) Retomando a aula Parece que estamos indo bem Então, para encerrar essa aula, vamos recordar: Nessa seção foram apresentados e discutidos os conceitos de vários autores sobre sistemas, as principais características e o enfoque atual dos sistemas quando abordados no que se refere a empresas e suas funções. empresariais Nessa seção foi apresentado e discutido conceitos de empresas e qual o paralelo desses conceitos com o conceito de sistema. Também foram apresentados e discutidos os subsistemas empresariais e suas características, bem como as funções empresariais das empresas. empresariais. Nessa seção foi abordado como ocorre às interações dos subsistemas empresariais ou das funções empresariais. Foi demonstrada a importância da organização das empresas no que se refere à interação e a integração das funções empresariais. OBS: Se ao final desta aula surgirem dúvidas, vocês poderão saná- las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. Ou ainda poderão enviar para o e-mail camara@unigran.br 104 51 Minhas anotações Informação. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 1999 (ISBN 857001924- 6) MCGARRY, K. O contexto dinâmico da informação. Brasília: Briquet de Lemos, 1999. 206p. MIRANDA, R. C. da R. O uso da informação na formulação de ações estratégicas pelas empresas. Ciência da Informação. Brasília, v.28, n.3, p.284-290, set./dez. 1999. REZENDE, D. A. e ABREU, A. F. Tecnologia da Informação Aplicada a Sistemas de Informações Empresariais. São Paulo: Editora Atlas, 2000. (ISBN 85-224-2705-4) STAIR, R. M. Princípios de Sistemas de Informação -Abordagem Gerencial. Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora Ltda., 1998. (ISBN 852161132-3). 105 Introdução a Computação 7º Aula Sistemas de informações Objetivos de aprendizagem Ao término desta aula, vocês serão capazes de: conhecer os conceitos sobre sistemas de informação; observar a importância dos sistemas de informação e como pode proporcionar um diferencial nos negócios; conhecer como os sistemas de informações se integram. Vamos revisar alguns conceitos sobre sistemas de informação e sua interação Se ocorrerem algumas dúvidas sobre a aula, vocês poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. Bons estudos! 106 53 Seções de estudo 1 -Conceitos de sistemas d e informação 2 - Sistemas de informação como diferencial dos negócios 1. Conceitos de sistemas de informação 2. Sistemas de informação como diferencial dos negócios 3. Integração dos sistemas de informação e o ciclo de vida Sistemas de informação podem ser definidos como conjunto de relatórios de determinados sistemas ou unidades departamentais, entregues e circulados dentro da empresa, para uso dos componentes da organização (REZENDE e ABREU, 2001). Para Oliveira (2001), sistema de informação é o processo de transformação de dados em informações que são utilizadas na estrutura decisória na empresa, proporcionando, ainda, a sustentação administrativa para otimizar os resultados esperados. Curiosidade Sistema de informação é uma descrição para atividades de processamento de informações em apoio à administração Segundo Stair (1998), sistemas de informação é uma série de elementos ou componentes inter-relacionados que coletam (entradas), manipulam, armazenam (processo) e disseminam (saídas) os dados e informações e fornecem um mecanismo de feedback. Oliveira (2001) afirma que sistema de informação é um conjunto de elementos interdependentes (subsistemas), logicamente associados, para que de suas interações gerem informações necessárias à tomada de decisões. Para Bio (1996) sistema de informação é um subsistema do sistema empresa, sendo interdependentes que geram uma gama de informações para tomada de decisões. Um sistema de informações eficiente pode ter um grande impacto na estratégia corporativa e no sucesso da empresa. Esse impacto pode beneficiar a empresa, os clientes e qualquer indivíduo ou grupo que interagir com os sistemas de informação (OLIVEIRA, 2001). Entre os benefícios pode se destacar: suporte à tomada de decisão profícua; valor agregado ao produto; melhor serviço e vantagem competitiva; produtos de melhor qualidade; oportunidades de negócios e aumento da rentabilidade; mais segurança nas informações, menos erros, mais precisão; redução de custos e desperdícios; aperfeiçoamento nos sistemas, eficiência, eficácia, efetividade, produtividade. Curiosidade Segundo Stair (1998), vários são os benefícios proporcionados pelo sistema de informação podendo citar carga de trabalha reduzida, administração mais e ciente, maior precisão, entre outros Um dos principais problemas na concepção de um sistema de informação é o fato de que as informações tendem a ignorar a estrutura vertical e fluem através das fronteiras das unidades funcionais. Uma vez que é possível ocorrerem essas interações em qualquer nível da pirâmide organizacional. Assim o projeto de um sistema de informações exige a coordenação de todas as áreas funcionais que forneçam e que se utilizem dessas informações. Os sistemas de informação, independentemente de seu nível organizacional (operacional, gerencial, estratégico), têm como maior objetivo auxiliar os processos de tomadas de decisão, assim se os sistemas de informação não se propuserem a atender esse objetivo, sua existência não será significativa para a empresa. O foco dos sistemas de informação está direcionado para o principal negócio empresarial. Como exemplo pode-se citar uma empresa de contabilidade, os sistemas de informação estarão voltados para o fornecimento de informações que atendam as necessidades do escritório de contabilidade. Para Relfetir Independentemente o ramo de atividade da empresa, o foco dos sistemas estará sempre direcionado para o principal negócio da empresa Curiosidade As pessoas são muito importantes no que se refere ao sistema de informação, pois são elas que alimentam e fazem que o sistema funcione conforme a necessidade empresarial O sistema de informação é uma função interna de apoio. Sua função primária é dar apoio às outras unidades da organização para que trabalhem de forma mais eficiente e efetiva. Assim, é de vital importância que a gerência de informações entenda e conheça perfeitamente as necessidades de seus clientes internos e da empresa como um todo. As pessoas são o elemento mais importante na maior parte dos sistemas de informação baseados em computador. Os profissionais de sistemas de informação incluem todas as pessoas que gerenciam, executam, programam e mantêm o sistema do computador . Os usuários são os administradores, gestores, tomadores de decisão, empregados, entre outros. A informação e o conhecimento serão os diferenciais das empresas e dos profissionais que pretendem destacar- se no mercado, efetivar a perenidade, a sobrevivência, a competitividade e a inteligência empresarial. Assim a informação 107 Introdução a Computação 54 deve ser considerada como o diferencial de negócio quando proporciona alternativas de lucratividade e retornos profícuos para a empresa, seja, sedimentando atuações, implementando os atuais negócios ou ainda, criando novas oportunidades de negócios (REZENDE e ABREU, 2001). Stair (1998) comenta que o uso estratégico dos sistemas de informação constitui em uma vantagem competitiva, e que é um benefício muito importante e de longoprazo para uma empresa, dessa maneira o desenvolvimento e a manutenção da vantagem competitiva dependem do processo de valor adicionado oferecido pela empresa. Sistemas de informações eficazes podem ter um impacto enorme na estratégia corporativa e no sucesso organizacional. As empresas em todo o mundo estão desfrutando de maior segurança, melhores serviços, maior eficiência e eficácia, despesas reduzidas e aperfeiçoamento no controle e na tomada de decisão devido aos sistemas de informação. Para Cautela (1991), ocorre à necessidade da implantação de um sistema de informação que permita uma fluência constante, padronizada, segura, eficaz e controlável das informações dentro da empresa, permitindo que os dados cheguem à pessoa certa, no momento oportuno e com as características ideais que uma informação deve possuir. As empresas que detiverem, organizarem, dominarem e valorizarem mais as informações e o conhecimento do ambiente (interno e externo) em que estiverem envolvidas terão mais condições de competitividade nos negócios. 3 - Integração dos sistemas de informação e o ciclo de vida 3.1 Integração de sistemas de informação Integração pode ser chamada e conhecida como visão sistêmica, abordagem sistêmica, engrenagem empresarial, sinergia da informação ou conjunto harmônico das funções empresariais. Assim são as relações de interdependência entre os subsistemas que resultam principalmente na troca de informações entre os mesmos. Essas relações são necessárias para o funcionamento efetivo das funções empresariais e dos respectivos sistemas de informação. Todos os sistemas de informação atuam e deve interagir entre si, um influenciando e complementando o outro, assim estará visualizando sempre a empresa como um grande processo. Para facilitar o entendimento da integração sistêmica, descreve-se um exemplo que contempla vários subsistemas empresariais: Uma nota scal-fatura contém dados de venda, que saíram do subsistema de faturamento, onde a quantidade vendida deve ser baixada do subsistema de estoque; consequentemente, os dados sobre receitas precisam ser alimentados e processados no subsistema de contar a receber; sucessivamente os lançamentos de debito e créditos no subsistema de contabilidade e nalmente os dados legais de saída no subsistema de livros scais de saída, por meio da integração entre esses subsistemas Os sistemas de informação são usados em todas as áreas funcionais, ou funções empresariais. Em finanças e contabilidade, os sistemas de informação são usados para prever receitas e a atividade empresarial, determinar as melhores fontes e usos de fundos, administrar o dinheiro e outros recursos financeiros. Em marketing, os sistemas de informação são usados para desenvolver novos bens e serviços, determinar a melhor localização para instalações de produção e distribuição, determinar as melhores abordagens de propaganda e vendas. Na indústria, os sistemas de informação são usados para processar pedidos de clientes, desenvolver programas de produção, controlar níveis de estoque e monitorar a qualidade dos produtos. Curiosidade “A quantidade de bens de consumo que são comercializados em cada país re ete o nível de vida da população e também permite avaliar os gostos e as características da sociedade em questão” (INFOESCOLA, 2012) Com a utilização de recursos de tecnologia é plenamente possível construir um sistema integrado pelos vários subsistemas de empresas que considerem suas funções empresariais internas, tais como produção, comercial, financeira, materiais, recursos humanos, entre outras . Para o desenvolvimento dos sistemas de informação o organograma é secundário, pois independente da estrutura organizacional, todas as funções empresariais devem estar presentes e organizadas, formando a base de desenvolvimento dos sistemas. Outro aspecto que se deva observar é a irracionalidade nas interações entre os sistemas, pois poderão causar problemas e ineficiências operacionais e decisórias, afetando diretamente o processo de tomada de decisão empresarial, em todos os níveis hierárquicos. Existem limitações de integração quando se leva em conta os fatores e sistemas externos ao meio, pois muitas dessas informações são aleatórias, desestruturadas a assistemáticas, tendo em vista que não existem padrões nacionais efetivamente usados consensualmente . 3.2 - Ciclo de vida dos sistemas de informação A vida dos sistemas de informação diz respeito a sua utilização plena ou na sua maturidade no atendimento de seus requisitos funcionais. Os sistemas para fins de gestão de empresa podem ter uma vida curta, principalmente se mal estruturados e mal construídos. Também morrem rapidamente se as informações de sua base, considerando o ambiente interno e externo à empresa, foram mal selecionadas ou estão desestruturadas. Para acompanhamento do dinamismo empresarial, é aceito o conceito de que não existe sistema pronto e acabado, pois ao longo de sua vida pode existir: 108 55 3.3 - fases do ciclo de vida dos sistemas de informação O ciclo de vida natural de um sistema de informação abrange as fases: Concepção: Nascimento do sistema, também chamado de projeto do sistema, normalmente emanado de um estudo preliminar e embasado em uma análise do sistema atual ou anterior; Construção: Execução do sistema, contemplando análise do sistema e eventualmente programação; Implantação: Disponibilização do sistema ao cliente e ou usuários, após a elaboração dos testes e da documentação pertinente acabada; Implementações: Agregação de funções ou melhorias de forma opcional ou necessária; Maturidade: Utilização plena do sistema sedimentado, contemplando o atendimento de todos os requisitos funcionais, com satisfação integral do cliente e ou usuário; Declínio: Dificuldade de continuidade, impossibilidade de agregação de funções necessárias, insatisfação do cliente e ou usuário; Manutenção: elaboração de manutenções, por exigência legal ou correção de erros, visando à tentativa de sobrevivência do sistema; Morte: Descontinuidade do sistema de informação. Retomando a aula Parece que estamos indo bem Então, para encerrar essa aula, vamos recordar: 1 - Conceitos de sistemas de informação Nessa seção foram apresentados os vários conceitos sobre sistemas de informação e os principais benefícios que os sistemas de informação podem proporcionar para as organizações. Nessa seção foi apresentado e discutido como os sistemas de informação podem proporcionar diferenciais para as empresas em seus negócios empresariais. Também foi apresentado o principal objetivo dos sistemas de informação, que é auxiliar os processos de tomada de decisão e seu principal foco que está direcionado para o principal negócio das empresas. 3 - Integração dos sistemas de informação e o Nessa seção foram demonstradas como ocorre à integração dos vários sistemas de informação nas empresas observando sempre a estrutura organizacional das mesmas. Também foram apresentados alguns exemplos da integração dos sistemas de informação nas empresas. Foi apresentado e discutido o ciclo de vida dos sistemas de informação, bem como as características de cada fase do ciclo de vida. BIO, S. R. Sistemas de Informação: Um Enfoque Gerencial. São Paulo: Ed. Atlas, 1996. (ISBN 852240009-1) CAUTELA, Sistemas de informação na administração de empresas. 4ª Ed. São Paulo: Atlas, 1991. (ISBN 85-224-0739- 8). COSTA, Gestão estratégica. São Paulo: Saraiva, 2002 (ISBN 85-02-03556-8) CRUZ, T. Sistemas de Informações Gerenciais. São Paulo: Ed. Atlas S.A., 2000. (ISBN 852242541-8) LAUDON, K. C. e LAUDON, J. P. Sistemas de Informação. Rio de Janeiro: LTC, 1999. (ISBN 852161182-x) MC GEE, J. e PRUSAK, L. Gerenciamento Estratégico da Informação. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 1999 (ISBN 857001924-6) MCGARRY, K. O contexto dinâmico da informação. Brasília: Briquet de Lemos, 1999. 206p. MIRANDA, R. C. da R. O uso dainformação na formulação de ações estratégicas pelas empresas. Ciência da Informação. Brasília, v.28, n.3, p.284-290, set./dez. 1999. REZENDE, D. A. e ABREU, A. F. Tecnologia da Informação Aplicada a Sistemas de Informações Empresariais. São Paulo: Editora Atlas, 2000. (ISBN 85-224-2705-4) STAIR, R. M. Princípios de Sistemas de Informação - Abordagem Gerencial. Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora Ltda., 1998. (ISBN 852161132-3). Vale a pena ler Vale a pena 109 Introdução a Computação 8ºAula Nível da informação e de decisão empresarial Objetivos de aprendizagem Ao término desta aula, vocês serão capazes de: observar e conhecer os níveis da informação e seus respectivos níveis de decisão empresarial; observar as características do nível estratégico e seus efeitos; observar as características do nível gerencial e seus efeitos; observar as características do nível operacional e seus efeitos; conhecer os conceitos de sinergia e sua relação com os sistemas de informação. Vamos os níveis da informação e de decisão empresarial? Se ocorrerem algumas dúvidas sobre a aula, vocês poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. Bons estudos! 110 57 Seções de estudo 1 - Níveis de informação e o nível estratégico 1 - Níveis de informação e o nível estratégico 2 - Nível gerencial e o nível operacional 3 - Sinergia da informação Segundo Rezende e Abreu (2001), os níveis da informação e de decisão empresarial obedecem à hierarquia padrão existente na maioria das empresas, também chamada de pirâmide empresarial e são conhecidas como estratégico, tático e operacional. O tipo de decisão que é tomada em cada nível requer diferente grau de agregação da informação, e os diferentes níveis de decisão requerem diferentes informações em seus diversos tipos de produtos externados, conforme figura 01. Você Sabia? A concepção básica da responsabilidade civil é a de reparação dos danos causados pela norma preexistente, ou seja, quem infringe um dever jurídico ca obrigado a reparar o dano causado Para Re etir Antes de desenvolver um sistema de informação é necessário conhecer muito bem a estrutura organizacional da empresa A pirâmide organizacional é dividida em três níveis: operacional, gerencial e estratégico Curiosidade As informações estratégicas são subsídio para que os gestores desenvolvam o planejamento estratégico da organização As estruturas organizacionais da empresa são as usuárias e ao mesmo tempo as geradoras de informação. Elas favorecem o desenvolvimento dos sistemas de informação, à medida que estão plenamente organizadas e harmoniosas, com estruturas departamentais ativas, com definição de responsabilidades, com formalidade de processos e participação efetiva nos procedimentos e atividades de toda a organização. Para Oliveira (2001), os subsistemas de informação devem estar compatibilizados com a estrutura de autoridades e de responsabilidades pela execução das atividades estabelecidas pela empresa. As informações destinadas a formular os planos, executar as tarefas e avaliar os desempenhos sejam estruturadas, quanto ao conteúdo , forma e periodicidade de acordo com os objetivos das unidades organizacionais, para as pessoas certas em tempo hábil. Segundo o mesmo autor, a razão básica de se considerar os níveis de influência é que cada um deles pode ter um tipo e amplitude de influência sobre o sistema de informação como um todo, podendo proporcionar situações de interligações entre os níveis. O trabalho de uma empresa depende de uma forma crescente do que os sistemas de informação são capazes de fazer. O aumento da participação no mercado, a redução de custos de produção, o desenvolvimento de novos produtos e/ ou orçamento da produtividade do empregado depende cada vez mais do tipo e da qualidade dos sistemas de informação na empresa. Dessa maneira os sistemas de informação devem apresentar uma resposta aos interesses da gestão e ao processo decisório também. Com a crescente concorrência global, as empresas terão cada vez mais necessidade de informação, tanto do mercado, quanto a respeito dos planos e intenções de consumidores e dos competidores. A informação também propicia à empresa um profundo conhecimento de si mesma e de sua estrutura de negócios, facilitando o planejamento, a organização, a gestão e o controle dos processos. A estrutura organizacional dinâmica facilita o funcionamento dos meios de comunicação e o trafego das informações entre os níveis hierárquicos da empresa, proporcionando uma melhor relação entre seus componentes e recursos, seja vertical, seja horizontal, sendo que esse dinamismo independe do tipo de organograma da empresa. Os sistemas de informação devem ser construídos levando-se em conta os seguintes fatores: procedimentos formais; organização que irão usar o sistema; projetado para assistir. 1.1 - Nível estratégico O nível estratégico de influência considera a estrutura organizacional de toda a empresa e a melhor interação deste com o ambiente. O nível da informação é macro, contemplando a empresa em sua totalidade, ou seja, ambiente externo e interno. As decisões dão-se no alto escalão da empresa e geram atos cujo efeito é duradouro e mais difícil de inverter (longo prazo). Com relação aos níveis hierárquicos, o nível estratégico está o presidente, os diretores, sócios das empresas, chamados de alta administração . Para Oliveira (2001), nesse nível de influência ocorre uma interação entre as informações do ambiente empresarial (fora da empresa) e as informações internas da empresa. 2 - Nível gerencial e o nível operacional 2.1 - Nível tático ou gerencial O nível tático de influência considera determinado conjunto de aspectos homogêneos da estrutura organizacional da empresa. O nível de informação é em grupo (agrupada 111 Introdução a Computação 58 ou sintetizada), contemplando a junção de determinadas informações de uma unidade departamental. As decisões táticas dão-se nos escalões intermediários e geram atos de efeito mais curto, porém, de menos impacto no funcionamento estratégico da empresa. No nível estratégico a tomada de decisões tem efeitos duradouros (longo prazo) No nível gerencial a tomada de decisão gera efeitos mais curtos Para Oliveira (2001), nesse nível de influência ocorre uma aglutinação de informações de uma área de resultado e não da empresa como um todo. Com relação aos níveis hierárquicos, no nível tático estão os gestores de nível médio, ou seja, as gerências, chefias, supervisão da empresa, em suas respectivas unidades departamentais. As informações gerenciais destinam-se a alimentar processos decisórios, e cada nível de gerência depende de informações diferentes, e a organização deve conhecer suas necessidades em todos os níveis. 2.2 - Nível operacional O planejamento operacional pode ser considerado como formalização de processos, principalmente por meio de documentos escritos, das metodologias de desenvolvimento, das respectivas normas e implementações estabelecidas (OLIVEIRA, 2001). Cria condições para a adequação de trabalhos diários da empresa onde o nível operacional de influência considera uma parte específica da estrutura organizacional da empresa. O nível de informação é detalhado (analítica), contemplando os pormenores específicos de um dado, de uma tarefa ou atividade. Os efeitos das tomadas de decisões são de curto prazo e são pontuais, ou seja, de uma parte específica da organização. Figura 01: Níveis da informação e suas relações Cada nível de decisão apresenta diferentes tipos de informações onde são utilizadas pelos diferentes níveis hierárquicos FONTE: Adaptado de Rezende e Abreu (2001) 3 - Sinergia da informação 3.1 - Sinergia de informações O conceito genérico de sinergia é coerência, integração, relação horizontal e vertical. Também pode ser vista como a multiplicação da combinaçãode recursos, planos com o mesmo objetivo e direção. Os recursos e as informações utilizadas conjuntamente produzem um efeito maior. Segundo Bueno (2000), sinergia é o ato ou esforço simultâneo na realização de uma função. Sinergia da informação aplicada a estrutura organizacional é a fluência das informações entre os níveis hierárquicos, operacional, gerencial e estratégico, e seus respectivos departamentos ou funções empresariais. Relacionado com os conceitos de planejamentos estratégicos, sistemas de informação e gestão de tecnologia da informação, sinergia é a coerência de informações, idéias, planos, direcionamentos, ações, com relações efetivas entre os níveis superiores, médios e baixos (REZENDE e ABREU, 2001). Segundo esse mesmo autor, com relação a sistemas de informação, a sinergia de informações deve estar coerente com seus respectivos níveis de informação, ou seja, a integração vertical e horizontal entre: e/ou interno da empresa) para o sistema de informação estratégico; sistema de informação gerencial; informação operacional. Para Aaker (2001), sinergia significa que o todo é maior que a soma de duas partes. Nesse contexto, significa que duas estratégias funcionando juntas serão superiores as mesmas duas operando independentemente. Para Re etir A sinergia das informações empresariais é necessária para que o gestor no processo decisório opte pelas melhores alternativas em suas tomadas de decisões A implantação de sistemas de informações tem consequências para o trabalho desempenhado, as tarefas, as pessoas envolvidas e a estrutura organizacional. As quatro variáveis, tarefas, pessoas, estrutura e tecnologia, representam os impactos da tecnologia na empresa como se fossem vértices de um losango, onde cada extremidade representa um fator de impacto. Dessa forma os sistemas de informação podem e afetam de inúmeras formas a produtividade e a qualidade dos serviços e produtos de uma organização. 112 59 Retomando a aula Parece que estamos indo bem Então, para encerrar essa aula, vamos recordar: Nessa seção foi apresentado e discutido os níveis da informação, suas principais características e suas relações, bem como os fatores a serem observados no desenvolvimento dos sistemas de informação empresarial. Foi apresentado e abordado o nível estratégico das organizações, suas características e as consequências das tomadas de decisões nesse nível. Nessa seção foi apresentado e discutido o nível gerencial ou tático das organizações, suas características e as consequências e efeitos das tomadas de decisões nesse nível, bem como os utilizadores dessas informações. Foi apresentado e discutido o nível operacional das organizações, suas características e consequências e efeitos das tomadas de decisão nesse nível. Nessa seção foram apresentados e abordados os conceitos sobre sinergia, bem como suas principais características quando aplicadas a informação empresarial e quais suas relações em seus respectivos nível de decisão empresarial. OBS: Se ao final desta aula surgirem dúvidas, vocês poderão saná- las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. Ou ainda poderão enviar para o e-mail camara@unigran.br BIO, S. R. Sistemas de Informação: um enfoque gerencial. São Paulo: Ed. Atlas, 1996. (ISBN 852240009-1) CAUTELA, Sistemas de informação na administração de empresas. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 1991. (ISBN 85-224-0739-8) COSTA, Gestão estratégica. São Paulo: Saraiva, 2002. (ISBN 85-02-03556-8) Vale a pena ler Vale a pena CRUZ, T. Sistemas de Informações Gerenciais. São Paulo: Ed. Atlas S.A., 2000. (ISBN 852242541-8) LAUDON, K. C. e LAUDON, J. P. Sistemas de Informação. Rio de Janeiro: LTC, 1999. (ISBN 852161182-x) MC GEE, J. e PRUSAK, L. Gerenciamento Estratégico da Informação. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 1999 (ISBN 857001924-6) MCGARRY, K. O contexto dinâmico da informação. Brasília: Briquet de Lemos, 1999. 206p. MIRANDA, R. C. da R. O uso da informação na formulação de ações estratégicas pelas empresas. Ciência da Informação. Brasília, v.28, n.3, p.284-290, set./dez. 1999. REZENDE, D. A. e ABREU, A. F. Tecnologia da Informação Aplicada a Sistemas de Informações Empresariais. São Paulo: Editora Atlas, 2000. (ISBN 85-224-2705-4) STAIR, R. M. Princípios de Sistemas de Informação - Abordagem Gerencial. Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora Ltda., 1998. (ISBN852161132-3) Referências NORTON, Ratto, (Tradutor). Introdução à informática. SP. Pearson Education do Brasil, 2011. WHITE, Ron; PALUMBO, Sandra Regina Garcia. Como funciona o computador. São Paulo: Quark Books, 1993. CAPRON H. L.; JOHNSON, J. A; SANTOS, José Carlos Barbosa dos. Introdução à informática. 8. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2012 BERENGUER, Xavier; COROMINAS, Albert; GARRIGA, Josef. et al. Os computadores. Rio de Janeiro: Marité Salvat, 1979. HELD, Gilbert; SANTOS, Andréa Dell’Amore; MARSHALL, Thomas R. Compressão de dados: técnicas e aplicações de hardware e software. São Paulo: Érica, 1992. CARISSIMI, Alexandre da Silva; OLIVEIRA, Rômulo Silva de; TOSCANI, Simão Sirineo. Sistemas operacionais. 2. ed. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2001. CAPRON H. L.; PATTERSON, David A.; HENNESSY, John L.; LARUS, James R. et al. Organização e projeto de computadores : a interface hardware/software. 3. ed. Rio de Janeiro: LTC; Rio de Janeiro: Campus, 2005. GASPARINI, Anteu Fabiano L.; BARRELLA, Francisco Eugênio. A infraestrutura de LANS :disponibilidade (Cabling) e performace (Switching e routing). 2. ed. São Paulo: Érica, 1999. SILVA, Ezequiel Theodoro da. A leitura nos oceanos da internet. São Paulo: Cortez, 2003. CANONGIA, C. “Sistema de inteligência: uso da informação para dinamização, inovação e competitividade”. In: SIMPÓSIO I NTERNACIONAL DE PROPRIEDADE INTELECTUAL, INFORMAÇÃO E ÉTICA, 1, 1998, Florianópolis, Anais eletrônicos... Florianópolis: UFSC, 1998. Disponível em: . Acesso em: 08 de mar. 2001. 113(Electronic Discrete Variable Automatic Computer), UNIVAC (Universal Automatic Computer) e IBM 650. Em 1961 chegou o primeiro computador no Brasil: um UNIVAC 1105, ainda com válvulas, para o IBGE. 2.3.3 - IBM 650 O computador IBM 650 foi disponibilizado publicamente nos USA pela IBM, em dezembro de 1954. A empresa projetou a venda de 50 exemplares do computador, mais do que todos os computadores do mundo juntos, o que foi considerado um exagero. Apesar do pessimismo, em 1958, duas mil unidades do IBM 650 estavam espalhadas pelo mundo. O IBM 650 era capaz de fazer em um segundo 1.300 somas e 100 multiplicações de números de dez dígitos. 2.3.4 - 2º Geração: Utilização do transistor (1955-1964) Foi em 1947 que surgiu o primeiro transistor, produzido pela BellTelephone Laboratories. Essa descoberta revolucionou a eletrônica, pois os circuitos passaram a consumir muitíssimo menos energia e a ocupar menos espaço, isto a um custo bem satisfatório. Os transistores eram e são muito mais confiáveis que as válvulas. É feito de cristal de silício, o elemento mais abundante na Terra. A partir desse momento, devido à maior facilidade e praticidade do transistor, muitos modelos de computador surgiram. O primeiro modelo de computador 100% transistorizado foi o TRADIC, da Bell Laboratories. Esses computadores, além de menores, eram mais rápidos e eliminavam quase que por completo o problema do desprendimento de calor, característico da geração anterior. Exemplos de computadores dessa geração são o IBM 1401 e o Honeywell 800. O IBM 1401 apareceu na década de 60 e com ele a IBM assumiu uma posição dominante na indústria de computadores. 2.3.5 - 3º Geração: os circuitos integrados (1965-1980) Essa geração é marcada pela substituição dos transistores pela tecnologia dos circuitos integrados (transistores e outros componentes eletrônicos miniaturizados e montados numa única pastilha de silício: o chip). Entrou no mercado em 1961 pela Fairchild Semiconductor e pela Texas Instruments, localizadas no Vale do Silício, na região de Palo Alto e Stanford, na Califórnia. A tecnologia dos circuitos integrados, que permitiu a substituição de dezenas de transistores numa única peça de silício, admitiu o surgimento de computadores de menores dimensões, mais rápidos e menos caros. Com esses circuitos integrados o tempo passou a ser medido em nanossegundos (bilionésimos de segundos). O exemplo típico dessa geração foi o IBM 360, série que introduziu o conceito de família de computadores compatíveis, facilitando a migração dos sistemas quando é necessário mudar para um computador mais potente. 2.3.6 - 4º Geração: circuitos de larga escala (1980-1990) Durante a década de 70, com a tecnologia da alta escala de integração (LSI - Large Scale of Integration), pôde-se combinar Fonte: . Fonte: . Fonte: . Fonte: . 64 11 até 65 mil componentes em uma só pastilha de silício (chip). Nos anos 80, com o grande desenvolvimento da tecnologia de circuitos integrados, o número de transistores podendo ser integrados numa pastilha de silício atingiu a faixa dos milhares e, logo em seguida, dos milhões. Foi assim que surgiram os novos computadores, ainda menores, mais velozes e mais poderosos que aqueles da geração anterior. Em 1981, a IBM entrou no mercado de micros, introduzindo o PC “Personal Computer” (Computador Pessoal, em português), um microcomputador com tecnologia de 16 bits (Intel 8088) que em pouco tempo se tornou um padrão, sendo os principais o PC-XT, PC-AT, PC-386, PC486. 2.3.7 - 5º Geração: Ultra Large Scale Integration (1990 - hoje) Basicamente são os computadores modernos. Ampliou- se drasticamente a capacidade de processamento de dados, armazenamento e taxas de transferência. Também é nessa época que os processos de miniaturização são iniciados, diminuindo o tamanho e aumentando a velocidade dos agora “populares” PC´s. O conceito de processamento está partindo para os processadores paralelos, ou seja, a execução de muitas operações simultaneamente pelas máquinas. Surge o primeiro processador Pentium, em 1993, dotado de memórias de 108 pinos, ou DIMM. Em seguida surgiu o Pentium II, III, IV, V (sem contar os modelos similares da concorrente AMD). Nesse meio tempo iam surgindo o slot AGP de 64 bits, memórias com mais pinos e maior velocidade, HD´s cada vez mais rápidos e com maior capacidade etc. Na realidade, as maiores novidades dessa época são os novos processadores cada vez mais velozes. Enfim, a informática evolui cada vez mais rapidamente e as velocidades de processamento dobram em períodos cada vez mais curtos. Para se ter uma noção disso, basta observar que entre os modelos de computador mais antigos, os espaçamentos entre uma novidade e outra eram de dezenas de anos, sendo que hoje não chega a durar nem um mês. Isso nos leva a concluir que o avanço científico e do poder de cálculo evolui de maneira que não se encontra paralelo na história humana, barateando os custos e tornando acessíveis os computadores às pessoas de baixa renda. Quem sabe uma nova geração de computadores não está por vir? Retomando a aula Chegamos, assim, ao nal da primeira aula Espera- se que agora tenha cado claro o entendimento de vocês sobre a história e os conceitos da informática Vamos recordar: 1 - Informática Vimos nessa seção que a Informática é a ciência que tem como objetivo o tratamento lógico e automático das informações. 2 - Computador Na segunda seção verificamos e conhecemos a definição de um computador, a sua evolução histórica, que inicio no Ábaco, régua de cálculo, Máquina de Pascal, Calculadora de Leibnitz, Arithmometer, Máquina de Babbage e a Máquina de Holerith. Vimos também o início das gerações de computadores que se começaram com o surgimento da válvula e relé em 1930, logo em seguida surgiram os transistor em 1955 que revolucionou a eletrônica, onde seus circuitos consumiam menos energia e ocupavam menos espaço. O surgimento dos circuitos integrados em 1961 permitiu a substituição de dezenas de transistores em uma única peça de silício, em 1980 tem início a utilização dos circuitos de larga escala começaram a ser utilizados nos computadores, surgindo assim o PC ( “ Personarl Computer” – Computador Pessoal). OBS: Se ao final dessa aula surgirem dúvidas, vocês poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. Ou ainda poderão enviar para o e-mail:camara@ unigran.br NORTON, Ratto, (Tradutor). Introdução à informática. SP. Pearson Education do Brasil, 2011. WHITE, Ron; PALUMBO, Sandra Regina Garcia. Como funciona o computador. São Paulo: Quark Books, 1993. CAPRON H. L.; JOHNSON, J. A; SANTOS, José Carlos Barbosa dos. Introdução à informática. 8. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2012. BERENGUER, Xavier; COROMINAS, Albert; GARRIGA, Josef. et al. Os computadores. Rio de Janeiro: Marité Salvat, 1979. Vale a pena ler Vale a pena Fonte: . Fonte: . 65 Introdução a Computação 12 Disponível em: . Disponível em: . Vale a pena acessar Disponível em: . Disponível em: . Vale a pena assistir Minhas anotações 66 2ºAula Noções de informática Objetivos de aprendizagem Ao término desta aula, vocês serão capazes de: entender como são armazenadas e processadas as informações nos computadores e suas respectivas unidades de medida; conhecer a divisão do computador entre hardware e software, as diferentes partes internas dos computadores e os vários tipos de softwares existentes no mercado; reconhecer os principais tipos de softwares básicos e suas respectivas divisões. Caros(as)alunos(as), Nesta segunda aula iremos falar sobre a representação das informações no computador, como ele entende as informações e as armazena, bem como a divisão dos computadores em hardware e software. Os principais tipos de softwares existentes no mercado de trabalho e suas respectivas utilização pelos profissionais de informática. Se ocorrerem algumas dúvidas sobre a aula, vocês poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. Bons estudos! 67 Introdução a Computação 14 Seções de estudo 1 - Representação das informações no computador 1. Representação das informações no computador 2. Divisão do computador hardware x software 3. Os principais tipos de softwares básicos Os computadores são equipamentos eletrônicos digitais. Portanto, toda informação a ser armazenada e processada internamente, deve ser transformada para o formato binário. Os circuitos eletrônicos digitais permitem que represente os valores de voltagem elétrica de seus componentes com os dois dígitos do sistema binário (0 e 1). O princípio de funcionamento dos circuitos digitais é totalmente baseado na lógica digital ou booleana, que admite apenas dois estados para um único elemento (SIM/NÃO, LIGADO/DESLIGADO, ABERTO/ FECHADO, etc.). Em vista disso, teremos como menor unidade de informação, que pode ser armazenada em um computador, o conhecido bit (Binary Digit), que admite apenas dois valores: 0 e 1. Um bit nos permite representar apenas duas informações, ou símbolos, um de cada vez; a linguagem humana possui vários símbolos (Caracteres); as informações manipuladas pelo computador são codificadas em grupos ordenados de 8 bits, chamados byte (Binary Term). Com 8 bits é possível representar um grupo de 256 símbolos diferentes, como é o caso dos caracteres padrões utilizados pela maioria dos computadores. Como cada bit pode assumir dois valores, e utilizamos 8 bits, teremos: 2x onde: 2 é o número de valores assumidos por um bit e, X é a quantidade de bits utilizados; logo o resultado é 28 = 256 combinações diferentes, cada uma representando um caractere. Byte, que é o conjunto formado por uma sequência de 8 bits. É a unidade de medida da informação. Cada caractere (letra ou símbolo do teclado) digitado equivale a um byte. 1.1 - Tabela de medida UNIDADE SÍMBOLO VALOR Bit b Menor unidade de informação Byte B 8 Bits - 20 = 1 KiloByte KB 210 = 1 024 MegaByte MB 220 = 1 048 576 GigaByte GB 230 = 1 073 741 824 TeraByte TB 240 = 1 099 511 627 776 EQUIPAMENTO VALOR Memória 512 MB, 1GB, 2GB, 4GB, 8GB Winchester - HD 300GB, 500 GB, 800GB E 1TB CD- ROM 700 MB, 800 MB PEN-DRIVE 1GB, 2GB, 8 GB 1.2 - Classificação dos Computadores Os computadores, também conhecidos como PC (Personal Computer), são classificados de acordo com sua finalidade e porte, e estão divididos nas seguintes categorias básicas: 1.2.1 - Microcomputador O nome é relativo ao seu tamanho e à sua capacidade de processamento; surgiu com advento dos microprocessadores nos meados da década de 70. Hoje em dia existem várias categorias de microcomputadores, baseadas em seus tamanhos e seu grau de portabilidade. Eles podem ser do tipo de mesa ou torre (Desktop), em geral constituído por 3 partes separadas: unidade de processamento (CPU, acionadores de discos e memória), monitor de vídeo e teclado. Podemos citar como exemplos de micros os das marcas IBM, Dell, Compaq e Machintoshi. Essas marcas fabricam o microprocessador e os demais componentes; contudo encontramos com mais frequência no mercado micros com processadores de um fabricante e os demais componentes fabricados por vários outros. Microcomputador PC Microcomputador Macinhtosh Outros microcomputadores são os Notebooks, que reproduzem o funcionamento dos Desktops. A vantagem é que se pode trabalhar com eles em qualquer lugar que você esteja. Os primeiros computadores portáteis eram bem maiores que os Notebooks, chamados de Laptops. Existem também os Palmtops, que têm tamanho pouco maior que a palma da mão e realizam algumas tarefas dos PCs. 1.2.2 - Estação de Trabalho (Workstations) As Workstations são microcomputadores projetados para efetuar tarefas mais pesadas, pois elas possuem maior velocidade de processamento e capacidade de memória, além de uma alta confiabilidade. São basicamente utilizados pelo setor industrial e gráfico na composição, manipulação e apresentação de imagens gráficas, vinhetas e animações. 1.2.3 - Computadores de Grande porte (Mainframes) Fonte: . 68 15 2 - Divisão do computador hardware x software Esse tipo de computador é projetado para manusear e processar grandes volumes de dados, e executar simultaneamente várias operações e programas; são manipulados por vários usuários. Eles requerem uma grande velocidade e capacidade de armazenamento de dados, processamento rápido de massas de dados e segurança. São utilizados por bancos, previsão do tempo e grandes multinacionais. Os microcomputadores são divididos em duas partes: o Hardware e Software. Agora conheceremos um pouco mais dessas duas partes que integradas fazem o funcionamento do computador. 2.1 - Hardware Hardware é a parte física do computador, aquela que pode ser tocada, formada por diversos componentes eletrônicos, fios e chips, slots. O hardware pode ser dividido em várias partes, conforme a função de cada equipamento: dispositivo de processamento, dispositivos de entrada e saída de dados, e dispositivos de armazenamento de dados. Conheçam alguns desses dispositivos: 2.1.1 - Placa Mãe Esse dispositivo é também conhecido como “motherboard”. A placa-mãe é responsável pela interconexão de todas as peças que formam o computador. Todos os dispositivos precisam ser conectados à placa-mãe para formar o computador. A BIOS (Basic Input Output System) trata-se do software de controle armazenado em um chip que guarda configurações do hardware. Para manter as configurações da BIOS, uma bateria de níquel-cádmio ou lítio é usada. Dessa forma, mesmo com o computador desligado é possível manter o relógio do sistema ativo, assim como as configurações de hardware. 2.1.2 - Processador O processador é o local onde é executada toda a instrução existente (programas): quanto mais rápido for o processador, mais rápida o programa é executado. Conhecido como a Unidade Central de Processamento (CPU) nada mais é que um chip de silício contendo uma combinação de circuitos, ele é considerado o “cérebro” do computador. Em cima do processador existe um cooler, que é parecido com um ventilador. Ele é responsável por manter a temperatura do processador em níveis aceitáveis, aumentando assim a sua vida útil. Os principais fabricantes de processadores são Intel, AMD e Cyrix. 2.1.3 - Memória As memórias são as responsáveis pelo armazenamento de dados e instruções em forma de sinais digitais em computadores. Para que o processador possa executar suas tarefas, ele busca na memória todas as informações necessárias ao processamento. Existem dois tipos de memória: ROM e RAM. A memória RAM (Random Access Memory - Memória de acesso aleatório) é uma memória tanto de escrita como de leitura, ou seja, podemos tanto gravar dados e instruções, como recuperá-los. Com a interrupção do fornecimento de energia elétrica, todo o conteúdo da RAM é perdido. Por isso, necessitamos de memórias auxiliares para transferir e armazenar as informações. Existem dois tipos de RAM: a estática (DRAM) e dinâmica (SRAM). Na memória ROM (Read Only Memory - Memória apenas de leitura) as informações estão armazenadas de modo permanente. Não é possível alterar seus dados e suas informações são gravadas pelo fabricante. Existem três tipos básicos de memória ROM: PROM, EPROM e EAROM: 2.1.4 - Disco Rígido - HD O disco rígido (Hard Disk, em inglês), cuja abreviatura é HD, também conhecido como Winchester, serve para o armazenamento permanentemente de dados, os quais são inseridos, alterados e apagados.Um HD pode ter de 01 (um) a 05 (cinco) discos (um embaixo do outro). Em um disco rígido de 80 GB podem existir quatro discos, cada um com capacidade de 20 GB, variando de acordo com o fabricante. Os discos são divididos em trilhas e essas são formadas por setores. Um agrupamento de setores em relação a outros discos é chamado de cilindros. A velocidade de acesso às informações dos discos depende da velocidade em que esses giram. Os padrões mais comuns são de 5.400 rpm (rotações por minuto), 7.200 rpm e 10.000 rpm. 2.1.5 - Placa de Vídeo A placa de vídeo é o dispositivo responsável por enviar as imagens geradas no computador para a tela do monitor. Existem placas-mãe que possuem placas de vídeo onboard, isto é, o vídeo já vem integrado junto à Placa Mãe (motherboard). Isso permite economia de gastos, porém afeta o desempenho do computador, já que o processador passa a fazer o trabalho que é executado pelo chip gráfico em placas normais. As placas de vídeo usam o slot AGP, que já está perdendo espaço para o slot PCI Express (PCI-E). Resolução é o conjunto de linhas formadas por pixels (ou pontos) na tela do monitor, considerando as posições horizontais e verticais. Quando dizemos que a resolução é de 800x600, significa que existem 800 pixels na horizontal e 600 na vertical. As mais comuns são 640x480, 800x600, 1024x768 e 1280x1024. Cada placa de vídeo suporta um número de cores, que depende do número de bits por pixel. As combinações mais comuns em placas de vídeo são: 16 bits por pixel (65.536 cores), 24 bits (16.777.216 cores) e 32 bits (4.294.967.296 cores). 2.1.6 - Placa de Rede É necessária uma placa de rede para fazer uma rede entre computadores com o propósito de fazer a comunicação entre eles. Assim, é possível compartilhar informações e recursos como, por exemplo, uma impressora, um scanner, um CD- ROM. 2.1.7 - Drives 69 Introdução a Computação 16 O disquete é um tipo de drive que está cada vez mais em desuso devido a sua baixa capacidade de armazenamento, pois suportam 1,44 MB de informações armazenadas e geralmente apresentam muitos problemas. O drive de CD-ROM é, basicamente, o dispositivo que lê CD’s. Ele pode ser apresentado como somente leitor de CD, ou também para gravar informações. Porém o CD-ROM vai aos poucos perdendo espaço para o DVD, que também é utilizado para ler ou gravar informações. Existem hoje no mercado vários tipos desses dispositivos como: CD-RW (ler e gravar CD-Rs e CD-RW’s), CD-RW + DVD (como leitor de CD-ROM e de DVD, além de gravador de CD’s) e o DVD-RW (esse drive é um dos mais completos, pois lê e gravas CD’s, assim como lê e grava DVD’s). Outro dispositivo bastante utilizado hoje é o Pen Drive, que é um dispositivo de armazenamento constituído por uma memória flash e um adaptador USB para interface com o computador. Alguns modelos podem ter a capacidade de 128MB até 8GB de memória portátil e alta velocidade na leitura e gravação de dados, 16MB/seg e 12MB/seg. Geralmente possui formato compacto para facilitar o seu transporte. 2.1.8 - Gabinete Local onde estão guardados todos os componentes do computador que são utilizados para armazenar e processar as informações. Possui, em seu lado externo, um botão de força (para ligar) e um botão de reset (para reiniciar o computador). Dependendo do tipo de gabinete e formato (vertical ou horizontal) alguns vêm com entradas de SOM e USB na parte frontal. No gabinete fica localizada também a fonte de alimentação, que converte corrente alternada em corrente contínua para alimentar os componentes do computador. Assim, a placa-mãe, os drives, o HD e o cooler devem ser ligados à fonte. As placas conectadas nos slots da placa-mãe recebem energia por ela, de modo que dificilmente precisam de um alimentador exclusivo. Atualmente, o padrão de fonte de energia utilizado nos gabinetes é o ATX (Adanced Technology Extended); possui uma tensão de 3,3V que reduz o consumo de energia, e também apresenta os recursos de desligamento do computador por software. 2.1.9 - Teclado O teclado de computador é utilizado pelo usuário para a entrada manual no sistema de dados e comandos. Possui teclas representando letras, números, símbolos e outras funções. Essas teclas são ligadas a um chip dentro do teclado, onde identifica a tecla pressionada e manda para o PC as informações. O meio de transporte dessas informações entre o teclado e o computador pode ser sem fio (ou Wireless) ou a cabo (PS/2 e USB). Algumas funções teclado: F1 F12 Ativam teclas de funções em alguns programas de computador TAB Utilizado para tabulação, principalmente em editores de texto CAPS LOCK Trava o teclado em Caixa Alta (Maiúscula) SHIFT Qualquer tecla pressionada em conjunto com as letras muda a Caixa (alta ou normal), também ativa o acesso aos símbolos especiais BACKSPACE Apaga o caractere que estiver esquerda do cursor SETAS Servem para mover o Cursor (cima/baixo – Direita/ esquerda) INSERT Ativa e desativa o modo sobrescrever DELETE Apaga o caractere que estiver direita do cursor HOME Move o cursor para o início da linha END Move o cursor para o m da linha PAG UP Rola a tela para cima PAG DOWN Rola a tela para baixo NUM LOCK Se estiver ativado no teclado numérico funcionaram os números Caso contrário, as setas de movimentação ENTER a tecla de con rmação (execução) dos comandos do teclado PRINT SCREEN Captura a tela atual e envia para área de transferência 2.1.10 - Mouse O mouse serve para posicionar o cursor (ponteiro do mouse) sobre o item desejado exibido na tela do computador. Existem, basicamente, dois tipos de mouse: o de “bolinha” (que usa uma esfera para movimentar o cursor) e o mouse óptico (que faz a movimentação da seta através de laser, dando, inclusive, maior precisão ao movimento). 2.1.11 - Monitor O Monitor é responsável por transmitir informações visuais para o usuário; essas informações podem ser programas em execução, vídeos, animações, etc. A tecnologia mais usada nos monitores é o CRT (Cathode Ray Tube) e o LCD (Liquid Crystal Display). O tempo de resposta é uma característica que interessa em muito a quem deseja utilizar o monitor LCD para rodar jogos ou assistir vídeos. Isso porque essas são aplicações que exigem mudança rápida do conteúdo visual. Se o monitor não for capaz de acompanhar essas mudanças, atrasarão a alteração de estado de seus pixels, causando efeitos indesejados, como “objetos fantasmas” na imagem ou sombra em movimentos. Quanto menor o tempo de resposta, melhor a atualização da imagem no tempo de resposta para um resultado satisfatório. É recomendável o uso de monitores com essa taxa inferior a 15 ms. Os monitores mais comuns encontrados no mercado, oferecem telas nos tamanhos de tela variando de 15”, 17”, 19” e 21” (polegadas). 2.1.12 - Impressora 70 17 Uma impressora é um periférico que conectado a um computador, ou a uma rede de computadores, tem a função de dispositivo de saída, imprimindo textos, gráficos, desenhos ou qualquer outro trabalho realizado no computador. Existe uma grande variedade de impressoras no mercado, cada uma para um tipo de serviço. As impressoras matriciais, cuja cabeça é composta por uma ou mais linhas verticais de agulhas, ao colidirem com uma fita, imprimem um ponto por agulha sobre o papel. Nesse caso, o deslocamento horizontal da cabeça impressora, combinado com o acionamento de uma ou mais agulhas, produz caracteres configurados como uma matriz de pontos. As impressoras mais frequentemente encontradas têm 9, 18 ou 24 agulhas. As impressoras Jato de Tinta funcionam semelhantes ao das matriciais, pois também possui cabeça de impressão que percorre toda a extensão da página; a diferença é que a cabeça possui pequenos orifícios, através dos quais a tinta é lançada sobre o papel. Essas impressoras são as mais populares atualmente, pois oferecem uma boa qualidade de impressão e são bastante silenciosas. As impressoras a laser produzemresultados de grande qualidade, quer para desenho gráfico, quer para texto. Ela utiliza feixes de laser que criam uma imagem eletrostática de uma página que será impressa. Essa imagem adere a folha quando o tambor passa sobre a folha de papel, o pó (toner) é transferido para sua superfície, formando as letras e imagens da página. São mais caras, mas oferecem uma melhor qualidade de impressão e quantidade de páginas impressas com o toner. 2.2 - Software Software são programas que rodam em um computador. Ele é composto por uma sequência de instruções, que é interpretada e executada por um processador, informando ao computador como executar uma determinada tarefa. Sem o software o computador não funciona; é apenas um monte de circuitos e equipamentos sem qualquer utilidade. Quando um software está representado como instruções, que podem ser executadas diretamente por um processador, ele é do tipo linguagem de máquina. O dispositivo mais conhecido que dispõe de um processador é o computador. Atualmente, com o barateamento dos microprocessadores, existem outras máquinas programáveis, como telefone celular, máquinas de automação industrial, calculadora, etc. 2.2.1 - Software Básico Os softwares básicos são os principais programas utilizados, pois estão entre o hardware e o usuário; sem eles não haveriam outros tipos de software. Eles executam as seguintes tarefas: gerenciamento de memória, controle da comunicação do computador com os demais periféricos, criações de software, e primeira comunicação com os usuários. 3 - Os principais tipos de softwares básicos É um conjunto de programas responsável pelo gerenciamento de informações e componentes do hardware e software. Assim que o computador é ligado, o primeiro programa a ser carregado é o Sistema Operacional, visto que esse controlará as atividades dos demais programas. Esse procedimento se chama dar carga do sistema ou “boot”. O sistema operacional é o gerente dos demais softwares e do computador. Ele ainda gerencia os discos e arquivos, controla como o monitor exibe a imagem, define prioridades de impressão, reserva um espaço de memória para cada programa e organiza todas as tarefas executadas no computador. Com a evolução da tecnologia, os sistemas operacionais também evoluíram. Veja os principais fabricantes e tipos de sistemas operacionais. Fabricante Sistema Operacional Microsoft MS-DOS, WINDOWS 95, WINDOWS 98, WINDOWS ME, WINDOWS XP, WINDOWS NT, WINDOWS 2000, WINDOWS SERVER 2003, WINDOWS VISTA IBM OS/2 APPLE XSERVER, MAC OS, IOS GOOGLE ANDROID Código Aberto (livre) UNIX, LINUX, FreeBSD Linguagem de Programação Para que o computador nos entenda, precisamos utilizar uma linguagem que lhe seja compreensível. A linguagem mais próxima do entendimento do computador é a linguagem de máquina, dita de baixo nível. Para que linguagens de diversos tipos sejam traduzidas para a linguagem de máquina, utilizamos um tradutor. Tradutores que traduzem de uma linguagem de alto nível para uma linguagem de máquina são chamados compiladores. Uma linguagem que necessita que o programa fonte seja sempre compilado antes de uma execução é chamada linguagem interpretada e o seu tradutor é chamado interpretador. Uma das principais metas das linguagens de programação é permitir que programadores tenham uma maior produtividade, permitindo expressar suas intenções mais facilmente do que quando comparado com a linguagem que um computador entende nativamente (código de máquina). Assim, linguagens de programação são projetadas para adotar uma sintaxe de nível mais alto, que pode ser mais facilmente entendida por programadores humanos. Linguagens de programação são ferramentas importantes para que programadores e engenheiros de software possam escrever programas mais organizados e com maior rapidez. Os diversos tipos de linguagens de programação são escolhidos segundo sua finalidade. Para a área comercial é utilizada a linguagem Cobol, Clipper 5.0, Visual Basic, Delphi. No meio acadêmico é muito utilizada a linguagem Pascal e C, apropriadas respectivamente para a área científica e para a construção de softwares básicos. A linguagem Assembly é a que está mais próxima da linguagem de máquina, só que trabalha com comandos que serão representadas em código binário depois de traduzidos. 71 Introdução a Computação 18 3.1 - Software Aplicativo Os softwares aplicativos são programas que cumprem finalidades específicas para uma necessidade do usuário, ou seja, são aqueles que são necessários para que os usuários resolvam os problemas do dia a dia. São softwares que produzem documentos, cartas e malas- direta. Eles podem ser editados, visualizados e alterados. Um processador de texto pode gerar índices automáticos, fazer formatação condicional, verificação ortográfica, edição de estilos. Alguns exemplos de editores de texto: Microsoft Word, OpenOffice (linux), AbiWord (Gnome), Kword (KDE), Corel WordPerfect, Google Docs. Planilha eletrônica é um tipo de programa de computador que utiliza tabelas para realização de cálculos ou apresentação de dados. Cada tabela é formada por uma grade composta de linhas e colunas, elas podem armazenar valores numéricos, datas, textos ou fórmulas. As planilhas criam ainda gráficos com variados recursos em 3D. Elas são utilizadas principalmente para aplicações financeiras e pequenos bancos de dados. Alguns exemplos de planilhas eletrônicas são: Microsoft Excel, Quattro Pro, Lótus, Gnuméric (linux, Unix), Planilhas Google. Banco de dados é um conjunto de dados com uma estrutura regular que organiza informações. Um banco de dados normalmente agrupa informações utilizadas para um mesmo fim. Ele é acessado e mantido por meio de um software conhecido como Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD). Normalmente um SGBD adota um modelo de dados, de forma pura, reduzida ou entendida. Muitas vezes, o termo banco de dados é usado como sinônimo de SGDB. O modelo de dados mais adotado hoje em dia é o modelo relacional, onde as estruturas têm a forma de tabelas, compostas por linhas e colunas. Alguns exemplos de banco de dados: Microsoft Acess, Approach, Paradox, Interbase, Firebird,. Ela é utilizada amplamente em diversos segmentos da sociedade, criando peças gráficas, tais como jornais, livros, revistas, catálogos, malas diretas e folhetos, com as finalidades de informar, convencer e ilustrar informações sobre produtos, serviços e informações. Os softwares de ilustração são utilizados para criação de ilustrações e logotipos os mais utilizados são o CorelDRAW e o Adobe Illustrator. Os programas de edição de imagens servem para equilibrar brilho, nitidez e cores de uma foto, além de permitirem fusões de duas ou mais imagens, nesta categoria é praticamente unânime o uso do Photoshop . Na categoria paginadores, estão os programas que fazem a montagem final dos elementos (textos, ilustrações e fotos) e dão forma ao projeto os mais comuns são Adobe InDesign, Corel Ventura e o Quark Express Navegadores Navegadores que são também chamados de browsers são utilizados pra abrir e exibir as páginas da web (Internet). Há dezenas de browser diferentes, como o Mozilla e o Konqueror, o mais utilizado são o Internet Explorer, Netscape, Firefox e atualmente o Google. Para navegar na internet além de possuir um browser você precisa digitar o link (endereço) que aponta de um lugar para outro na web onde estão armazenados os websites. Cada link inicia com a expressão “www” abreviatura de World Wide Web, expressão esta que significa “rede de alcance mundial” (world wide significa – Grande como o mundo e web – teia, rede). 3.1.2 - Softwares Utilitários São os que administram o ambiente, fornecendo ao usuário ferramentas para organizar os discos, verificar a disponibilidade da memória, corrigir falhas de processamento, realizar backups (cópias de segurança de seus dados no computador), configurar dispositivos, compactar arquivos,desfragmentar arquivos e antivírus. Esses softwares recebem esse nome por serem úteis ao sistema computacional. Os antivírus são também chamados de softwares de proteção, cujo objetivo é proteger seu computador contra softwares que desejam roubar ou destruir as informações armazenadas. Lembre-se de sempre manter o antivírus atualizado, pois ele desatualizados é o mesmo que nada, a cada dia são criados novos programas para tentar enganar o sistema operacional. Exemplos de softwares utilitários: Norton Utilities, Scandisk, Winzip, Download Accelerator, Trend, Inoculan, Norton Antivírus, Panda Antivírus. 3.2 - Peopleware Vimos a divisão da informática em hardware e software, pois para trabalhar em uma destas áreas existem os “peopleware” que são o conjunto de pessoas que trabalham na área de informática. São pessoas que estão inseridas em um diversificado mercado de trabalho dividido da seguinte forma: São os responsáveis por inserir, alterar e apagar informações nos computadores. Ele utiliza os programas que rodam em uma empresa. Ele precisa ser agir e rápido, são os profissionais que digitam a sua movimentação bancária, fazem trabalhos escolares etc. É o profissional que tem que saber operar computadores, geralmente trabalha fornecendo informações, prepara relatórios, emite cobranças, escreve documentos, executa pequenas atualizações em softwares e reparos em equipamentos existentes. Eles também realizam a instalação de softwares utilizados na empresa e fazem o procedimento de segurança de dados (backup) bem como se utilizam dos softwares aplicativos word, excel, power Point, e-mail, internet. Possuem a habilidade de instalar antivírus e eliminar vírus de computadores. 72 19 É o profissional que tem como finalidade realizar estudos de processos a fim de encontrar o melhor e mais racional caminho para que a informação possa ser processada. O analista de sistema estuda os diversos sistemas existentes entre hardwares, softwares e o usuário final, seus comportamentos e aplicações, desenvolvendo a partir de então soluções que serão padronizadas e transcritas da forma que o computador possa executar. Os programadores recebem dos analistas de sistemas o estudo do processo das empresas feito pelo analista e transformará estes processos em um programa de computador, desenvolvido em uma linguagem de programação, fazendo assim um software de folha de pagamento, contas a pagar, controle financeiro para a empresa. Retomando a aula Chegamos, assim, ao nal da segunda aula Espera- se que agora tenha cado claro o entendimento de vocês sobre as noções de informática Vamos recordar: 1 - Representação das informações no computador Vimos nessa seção como são armazenadas e processadas as informações nos computadores e suas respectivas unidades de medida os bit, byte até o terabyte. Na segunda seção, conhecemos a classificação dos computadores em microcomputador, workstation e mainframes. Conhecemos a divisão dos computadores entre hardware e software, as diferentes partes internas dos computadores, a utilização do teclado e suas respectivas funções a definição e função de um softwares nos computadores; Na última seção vimos os principais tipos de softwares básicos, os Sistemas Operacionais que são responsáveis pelo gerenciamento de informações e componentes do hardware e softwares. As linguagens de programação, onde são desenvolvidos os sistemas pelos programadores e engenheiros de software, os editores de textos, planilhas eletrônicas, banco de dados, softwares de editoração e os navegadores. Finalizamos conhecendo os diversos profissionais que atuam na área de informática. OBS: Se ao final desta aula surgirem dúvidas, vocês poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. Ou ainda poderão enviar para o e-mail:camara@ unigran.br HELD, Gilbert; SANTOS, Andréa Dell’Amore; MARSHALL, Thomas R. Compressão de dados: técnicas e aplicações de hardware e software. São Paulo: Érica, 1992. CARISSIMI, Alexandre da Silva; OLIVEIRA, Rômulo Silva de; TOSCANI, Simão Sirineo. Sistemas operacionais. 2. ed. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2001. CAPRON H. L.; PATTERSON, David A.; HENNESSY, John L.; LARUS, James R. et al. Organização e projeto de computadores : a interface hardware/software. 3. ed. Rio de Janeiro: LTC; Rio de Janeiro: Campus, 2005. Vale a pena ler Disponível em: . Disponível em: . Disponível em: . Disponível em: . Vale a pena acessar Disponível em: . Disponível em: . Disponível em: . Vale a pena assistir Vale a pena 73 Introdução a Computação 3º Aula Noções de rede Objetivos de aprendizagem Ao término desta aula, vocês serão capazes de: definir os conceitos de redes e servidores, mostrando suas diferenças e a abrangência de cada um; conhecer os diferentes tipos de Topologias de Redes, suas definições, vantagens e utilização, bem como manuzear os diferentes tipos dos meios de comunicação utilizados em redes de dados; compreender os conceitos de Internet, sua história e como usar adequadamente os navegadores (browser). Caros(as) alunos(as), Nesta aula abordaremos algum conceitos de noções de rede bem como, os tipos de servidores existentes. Veremos as topologias de redes existentes como utilizá-las e as suas vantagens e desvantagens. Teremos um tópico onde estudaremos os meios de transmissão de dados em uma rede e finalizaremos nosso estudos aprendendo a utilizar a internet e seus navegadores. Se ocorrerem algumas dúvidas sobre a aula, vocês poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. Bons estudos! 74 21 Seções de estudo 1 - Noções de rede : alguns conceitos 1 - Noções de rede : alguns conceitos 2 - Topologias de redes 3 - Internet e seus conceitos A rede tem por finalidade o compartilhamento de informações e de equipamentos em um mesmo local, isto só foi possível com a redução de custos do hardware e introdução dos microcomputadores no cenário da informática, a estrutura centralizada deu lugar a uma estrutura totalmente distribuída. Nesse cenário surgiram as redes de computadores, onde um sistema de comunicação foi introduzido para interligar os equipamentos de processamentos de dados, antes operando isoladamente com o objetivo de permitir o compartilhamento de recursos, tais como banco de dados, impressoras, arquivos, sistemas . Redes Locais de Computadores são sistemas cujas distâncias entre os módulos processadores (Servidores) se enquadram na faixa de alguns poucos metros a alguns poucos quilômetros. Sistemas cuja dispersão é maior do que alguns quilômetros são chamados Redes Geograficamente Distribuídas. Servidores são computadores com alta capacidade de processamento e armazenagem que tem por função disponibilizar serviços, arquivos ou aplicações a uma rede. Como provedores de serviços, eles podem disponibilizar e-mail, hospedagem de páginas na internet, firewall, proxy, impressão, banco de dados, servir como controladores de domínio e muitas outras utilidades. Como servidores de arquivos (File Server), eles podem servir de depósito para que os utilizadores guardem os seus arquivos v num local seguro e centralizado. Em uma rede baseada em servidor, temos normalmente sistemas operacionais mais potentes como é o caso do Windows NT, Windows Server 2010, Netware , LAN Server IBM, UNIX, Linux, FreeBSD, sendo necessárioum estudo mais criterioso para a definição de qual Sistema Operacional você deve utilizar no seu Servidor. Fonte: . Informação Adicional: O Data Center é um ambiente projetado para abrigar servidores e outros componentes. O objetivo principal de um Data Center é garantir a disponibilidade de equipamentos que rodam sistemas cruciais para o negócio de uma organização garantindo assim a continuidade do negócio. Surgiram dos ambientes de institutos de pesquisa e universidades, os enfoques dos sistemas de computação que ocorriam durante a década de 1970 levavam em direção à distribuição do poder computacional. Redes locais surgiram para viabilizar a troca e o compartilhamento de informações e dispositivos periféricos (recursos de hardware e software), preservando a independência das várias estações de processamento, e permitindo a integração em ambientes de trabalho cooperativo. Pode-se caracterizar uma rede local como sendo uma rede que permite a interconexão de equipamentos de comunicação de dados numa pequena região que é distância entre 100m e 25 km, embora as limitações associadas às técnicas utilizadas em redes locais não imponham limites a essas distâncias. . Quando a distância de ligação entre vários Servidores começa a atingir distâncias entre cidades. Uma rede metropolitana apresenta características semelhantes às redes locais, sendo que as MANs em geral, cobrem distâncias maiores que as LANs operando em velocidades maiores. Um bom exemplo de MAN são as redes de TV a cabo. Fonte: . Fonte: . 75 Introdução a Computação 22 É uma rede de computadores que abrange uma grande área geográfica, um país ou continente. A história da WAN começa em 1965 quando Lawrence Roberts e Thomas Merril ligaram dois computadores, um TX-2 em Massachussets a um Q-32 na Califórnia, através de uma linha telefónica de baixa velocidade, criando a primeira rede de área alargada (WAN), cuja a maior conhecida é a Internet. Em geral, as redes geograficamente distribuídas contêm conjuntos de servidores, que formam sub-redes. Essas sub-redes têm a função de transportar os dados entre os computadores ou dispositivos de rede. Estas redes estão conectadas dentro de uma vasta área geográfica permitindo a comunicação a grande distância. As Wans tornaram-se necessárias devido ao crescimento das empresas, onde as Lan’s e Man´s não eram mais suficientes para atender a demanda de informações, pois era necessária uma forma de passar informação de uma empresa para outra de forma rápida e eficiente. Você sabia: Há um déficit de profissionais de redes de computadores no Brasil e que nos últimos anos, as empresas brasileiras investiram fortemente em conectividade. Isso abriu um vasto campo de trabalho para profissionais da área. E, de acordo com um estudo feito pela Cisco em parceria com a IDC, faltam hoje mais de 117 mil profissionais especializados nesta área . Informação Adicional: O que é um Administrador de Rede? É o profissional responsável pela administração da infra- estrutura de rede de uma corporação, capaz de gerenciar os ativos de rede, monitorar, prever incidentes, tomando ações de maneira que a comunicação fim a fim seja sempre possível. 2 -Topologias de redes A topologia de uma rede descreve como é o layout do meio através do qual há o tráfego de informações, e também como os dispositivos estão conectados a ele, através de roteadores, switches, hubs, mainframes, servidores, centrais telefônicas. A escolha da topologia apropriada para uma determinada aplicação depende de vários fatores, sendo estabilidade, velocidade, confiabilidade e custo os mais importantes. A distância entre as estações e o tamanho da rede, também são fatores preponderantes. Uma rede em anel consiste de estações conectadas através de um caminho fechado. Nesta configuração, muitas das estações remotas ao anel não se comunicam diretamente com o computador central. Redes em anel são capazes de transmitir e receber dados em qualquer direção, mas as configurações mais usuais são unidirecionais, de forma a tornar menos sofisticado os protocolos de comunicação que asseguram a entrega da mensagem corretamente e em sequência ao destino. Esta configuração requer que cada estação seja capaz de remover seletivamente mensagens da rede ou passá-las adiante para a próxima estação. Nas redes unidirecionais, se uma linha entre duas estações cair, todo sistema sai do ar até que o problema seja resolvido. Se a rede for bidirecional, nenhum ficará inacessível, já que poderá ser atingido pelo outro lado. Fonte: . Fonte: . Fonte: . 76 23 Nesta configuração todas as estações se ligam ao mesmo meio de transmissão. A barra é geralmente compartilhada em tempo e frequência, permitindo transmissão de informação. Nas redes em barra comum, cada nó conectado à barra pode ouvir todas as informações transmitidas. O desempenho de um sistema em barra comum é determinado pelo meio de transmissão, número de nodos conectados, controle de acesso, tipo de tráfego entre outros fatores. Diz-se que uma rede tem topologia estrela quando um computador se conecta a outro apenas através de um equipamento central, sem nenhuma ligação direta, nem através de outro computador. O arranjo em estrela é a melhor escolha se o padrão de comunicação da rede for de um conjunto de estações secundárias que se comunica com a estação central. As situações onde isso mais acontecem são aquelas em que a estação central está restrita às funções de gerente das comunicações e a operações de diagnósticos. No caso de ocorrer falha em uma estação ou no meio de ligação (Cabo) com o nodo central, apenas esta estação fica fora de operação. Entretanto, se uma falha ocorrer no nodo central, todo o sistema pode ficar fora do ar. O desempenho obtido numa rede em estrela depende da quantidade de tempo requerido pelo nodo central para processar e encaminhar mensagens, e da carga de tráfego de conexão, ou seja, é limitado pela capacidade de processamento do nodo central. Topologia / Características ESTRELA ANEL BARRA Simplicidade Funcional A melhor de todas razoável Razoável, um pouco melhor do que o anel Custo de Conexão Alto (incluindo o custo do nó central) Baixo para médio Baixo Aplicação Adequada Aquelas envolvendo processamento central de todas as mensagens Sem limitação Sem limitação Desempenho Baixo, todas as mensagens têm de passar pelo nó central Auto, possibilidade de mais de uma mensagem ser transmitida ao mesmo tempo Médio Curiosidade: O salário de um administrador de redes varia muito, de acordo com a região e, principalmente, de acordo com a formação do profissional. De acordo com o site Profissões em TI, a média salarial de um administrador de redes pode variar entre: Júnior: R$ 3.953,71, Pleno: R$ 4.411,43 e Sênior: R$ 6.242,86. Os dados e informações podem ser transmitidos por diversos meios, veja os principais meios de comunicação utilizados em redes de dados. Os cabos talvez tenham 50% do fracasso ou do sucesso da instalação de uma rede. Muitos dos problemas encontrados nas redes são identificados como causados pela má instalação ou montagem dos cabos. Um cabo bem feito contará pontos a seu favor no restante da rede, em caso de dúvidas com algum cabo o melhor é não utilizá-lo. O primeiro tipo de cabeamento que surgiu no mercado foi o cabo coaxial. Há alguns anos, esse cabo era o que havia de mais avançado, sendo que a troca de dados entre dois computadores era coisa do futuro. Até hoje existem vários tipos de cabos coaxiais, cada um com suas características específicas. Alguns são melhores para transmissão em alta frequência, outros têm atenuação mais baixa, e outros são imunes a ruídos e interferências. Os cabos coaxiais de alta qualidade não são maleáveis e são difíceis de instalar e os cabos de baixaqualidade podem ser inadequados para trafegar dados em alta velocidade e longas distâncias. Par trançado Com o passar do tempo, surgiu o cabeamento de par trançado. Esse tipo de cabo tornou-se muito usado devido a falta de flexibilidade de outros cabos e por causa da Fonte: . Fonte: . 77 Introdução a Computação 24 necessidade de se ter um meio físico que conseguisse uma taxa de transmissão alta e mais rápida. Os cabos de par trançado possuem dois ou mais fios entrelaçados em forma de espiral e, por isso, reduzem o ruído e mantém constante a propriedade elétrica do meio, em todo o seu comprimento. O cabo de par trançado é o meio de transmissão de menor custo por comprimento no mercado. A ligação de nós ao cabo é também extremamente simples e de baixo custo. O uso de fibras ópticas para transmissão de dados em redes tem crescido muito, devido queda de preço da fibra e também devido ao maior custo x benefício fornecido pela mesma. Uma das vantagens da fibra é a sua capacidade de permitir altas taxas de transmissão de dados que podem se situar na faixa de Gbps (gigabits por segundo). As fibras ópticas são feitas normalmente de vidro, mas existem também as feitas de plástico que possuem um custo menor, mas têm mais perdas na transmissão. Apesar do custo mais elevado em relação aos fios de cobre e de necessitar de equipamentos e mão de obra especializada para o seu manuseio, elas não sofrem interferências com ruídos eletromagnéticos e com radio frequências e permitem um total isolamento entre transmissor e receptor. Portanto, quem deseja ter uma rede segura, preservar dados de qualquer tipo de ruído e ter velocidade na transmissão de dados, os cabos de fibra óptica são a melhor opção do mercado. Rede sem fios (wireless) refere-se a um agrupamento de computadores ou outros dispositivos em rede, interligados sem o uso de cabos, mas sim através de ondas de rádio, infravermelhos ou microondas. Dentre estes o mais conhecido é o sistema de transmissão de dados através de ondas de rádio, ao invés dos micros de rede estar conectados através de um cabo, eles estão conectados a um transmissor e receptor de rádio. É importante salientar que a comunicação é mais uma possibilidade dentro dos sistemas de cabeamento disponíveis. 3 -Internet e seus conceitos Para entendermos o conceito do que vem a ser a Internet, a Rede Mundial de Computadores, devemos regressar às décadas de 60/70 para saber como ela se tornou um dos meios de comunicação mais populares. Tudo surgiu no período em que a guerra fria pairava no ar entre as duas maiores potências da época, os Estados Unidos e a ex-União Soviética. O governo americano queria desenvolver um sistema para que seus computadores militares pudessem trocar informações entre si, de uma base militar para outra. Foi assim que surgiu então a ARPANET, o antecessor da Internet, um projeto iniciado pelo Departamento de Defesa Americano que realizou então a interconexão de computadores, através de um sistema conhecido como chaveamento de pacotes, que é um esquema de transmissão de dados em rede de computadores no qual as informações são divididas em pequenos “pacotes”, que por sua vez contém trecho dos dados, o endereço do destinatário e informações que permitiam a remontagem da mensagem original. Este sistema garantia a integridade da informação caso uma das conexões da rede sofresse um ataque inimigo, pois o tráfego nela poderia ser automaticamente encaminhado para outras conexões. A ARPANET tinha como objetivo principal servir a investigação e o desenvolvimento, sobretudo para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América. Qualquer conteúdo ou comunicação de índole comercial era estritamente proibido naquela altura. Durante a década de 1980, a ARPANET foi sendo ligada a outras redes de universidades e de grandes empresas, como a HP, para dinamizar ainda mais a I&D. Nos finais da década, a ARPANET deu por atingidos os seus objetivos e entregou à NSF a responsabilidade de manter e aumentar o backbone (esquema de ligações centrais de um sistema, na Internet, numa rede de escala planetária, existem vários backbones: os de ligação intercontinental, que derivam nos backbones internacionais, que por sua vez derivam nos backbones nacionais). Os primeiros ISP - Internet Service Providers - começaram a aparecer na década de 1980 e começaram a dar acesso a empresas e particulares, sobretudo através de dial-up. No início da década de 1990, a NSF começou a perder o controle sobre o backbone, à medida que operadores privados começaram a criar as suas próprias infraestruturas. Foi nessa altura que as restrições à comercialização da Internet foram totalmente abolidas. Desde 1969 surgiram várias aplicações para a Internet, cada vez mais amigáveis ao usuário. Alguns exemplos: Gopher, Veronica, WAIS, FTP. Outras formas de comunicação em rede também tiveram sucesso e fizeram os primórdios da Internet, como é o caso das BBS ou de serviços online como a Compuserve ou a AOL. Na década de 1990, o aparecimento da World Wide Web, o desenvolvimento dos browsers, a diminuição de custos de acesso, o aumento de conteúdos, entre outros fatores, fizeram com que a Internet tivesse um crescimento exponencial. A World Wide Web ( Web - WWW - uma tradução possível seria “rede de alcance mundial” – world wide, significa grande como o mundo e web – significa rede ou teia) é uma rede de computadores na Internet que fornece informação em forma de hipermídia, como vídeos, sons, hipertextos e figuras. Para ver a informação, pode-se usar um software chamado navegador (browser) para descarregar informações (chamadas “documentos” ou “páginas”) de servidores de internet (ou “sites”) e mostrá-los na tela do usuário. O usuário pode então seguir os links na página para outros documentos ou mesmo enviar informações de volta para o servidor para interagir com ele. O ato de seguir links é comumente chamado de “navegar” ou “surfar” na Web. O Google Chrome é um navegador rápido e eficiente que já conquistou muitos usuários em todo o mundo. O browser não deve nada para os gigantes Firefox e Microsoft Edge. Foi desenvolvido para ser um navegador sofisticado com design simples, e principalmente mais rápido que os demais concorrentes. No Brasil, a liderança do Chrome é incontestável: 65,84% dos usuários em 2015 utilizaram 78 25 o navegador do Google para acessar a web, entre todas as plataformas. No gráfico, são considerados os acessos via desktop, celular, tablet e console de videogame. O segundo lugar fica para o finado Internet Explorer, com 11,46%, mostrando que ainda há muitos PCs no país com versões antigas do Windows. Em terceiro fica o Mozilla Firefox, com 8,1%, seguido por Android e Safari. No Google Chrome, as abas são chamadas de guias, mas antes de detalhar melhor os aspectos mais complicados do navegador, vamos verificar suas funções. Veja a imagem a seguir e acompanhe a explicação seguindo a numeração: Item 1 – Primeiramente iremos ver a função das setas, elas já são bem conhecidas de todos que utilizam um navegador internet, sua função é avançar ou voltar nas páginas em exibição no navegador. Quando você desejar saber seu histórico de navegação basta deixar o cursor fixo em cima da seta clicar e segurar. Item 2 – Para recarregar/atualizar o navegador na página atual verificando se existem novas atualizações do conteúdo exposto, ou para recarregar links perdidos, imagens que não abriram ou erros de diagramação na página. Item 3 – Quando você desejar voltar para a página que você definiu como “padrão” no navegador, basta clicar em cima deste ícone. Ele também tem o nome de home(casa). Item 4 - Quando você clica na estrela você adiciona a página atual (ou em exibição) aos seus links favoritos. Desta forma você tem a sua disposição um modo mais rápido de encontrar seus links favoritos no navegador. Item 5 – Nesta nova versão