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1ºAula
Informática
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de: 
compreender os conceitos informática e a definição de um computador;
conhecer a evolução histórica dos computadores até os dias atuais;
observar e reconhecer as gerações dos computadores na sua evolução.
Caros(as) alunos(as), 
 Nesta primeira aula faremos uma introdução geral à disciplina, 
elencando os conceitos básicos sobre a Informática a definição de um 
computador e passaremos a estudar a evolução histórica das arquiteturas 
de computador, conhecendo assim a sua evolução no contexto histórico. 
Mostrando todas as gerações de sua evolução até os dias atuais. Vamos 
fazer dos momentos destinados a esta primeira aula os mais prazerosos 
e instigantes possíveis, se ocorrerem algumas dúvidas sobre a aula, vocês 
poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”.
Bons estudos!
59
Introdução a Computação 6
Seções de estudo
1 - Conceitos de informática
2 - Computador
1. Conceitos de informática
2. Computador
A informática é a ciência que tem como objetivo o 
tratamento lógico e automático das informações. Muito mais 
que visar simplesmente à programação de computadores 
para executar tarefas específicas, a informática estuda a 
estrutura e o tratamento das informações sob suas mais 
variadas formas: números, textos, gráficos, imagens, sons, 
etc. Essas informações, presentes no dia a dia de qualquer 
área do conhecimento, são levadas ao computador, que pode 
“armazená-las” e “tratá-las”. 
O armazenamento corresponde à nossa memorização 
e o “tratamento” diz respeito ao processamento. Os dados 
são as informações e na forma em que estarão representadas 
no computador e qualquer tratamento feito por meio 
informatizado é o Processamento de Dados. Os resultados 
do Processamento de Dados devem ser informações que 
atendam às requisições dos pedidos feitos pelos usuários, 
normalmente apresentada do seguinte modo:
O profissional de Informática vai atuar basicamente 
no desenvolvimento do que se pode chamar de um Sistema 
Computacional, os quais abrangem a combinação de hardware 
(circuitos), software (programas) e outros elementos essenciais. 
A crescente evolução na área de informática, 
particularmente no que diz respeito ao desenvolvimento 
de equipamentos de informática (processadores cada vez 
mais velozes, novas tecnologias de armazenamento de 
dados e novos periféricos), aliada as constantes quedas nos 
preços do hardware, possibilitou um avanço das atividades 
relacionadas à informática na quase totalidade das atividades 
humanas, iniciando pelos diversos ramos da Engenharia e 
atingindo as mais variadas áreas como a Medicina, as Artes, o 
Entretenimento, a Economia, etc.
Muitos de nós utilizamos nossos computadores, mas, 
muitas vezes, não sabemos exatamente como eles funcionam. 
Você poderia perguntar: “Por que devo saber como um 
computador funciona”? A resposta é muito simples: para 
que possamos nos utilizar de uma ferramenta é bom que 
tenhamos o máximo possível de conhecimento sobre ela. 
Assim, podemos utilizá-la da melhor forma. 
O que é então um computador? 
O computador nada mais é do que uma máquina 
de uso geral, capaz de executar tarefas repetitivas através 
do armazenamento e Processamento de Dados. Como 
principais características desse processamento de dados há a 
grande velocidade na manipulação das informações, a grande 
capacidade de armazenamento dos dados e a confiabilidade, 
pois o computador, enquanto máquina é bastante preciso. 
Em função dessas características, o uso do computador 
propicia o aumento da produtividade na empresa, a redução 
de custos e o auxílio na tomada de decisões, pois o uso de 
computadores, aliado à tecnologia de comunicação, dá acesso 
à grande quantidade de informações de uma maneira mais 
rápida.
Curiosidade:
A quantidade de computadores em uso no Brasil, saltou 
de 99 milhões em 2012 para 118 milhões em 2013, aponta 
pesquisa do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da 
Fundação Getúlio Vargas (FGV). Isso significa que existem, 
no País, três computadores para cada habitante. Os números 
incluem usuários domésticos e comerciais. Até 2016, o país 
terá 200 milhões de computadores, o equivalente a um PC 
por pessoa. pessoa. 
2.1- Modelo de Von Neumann
A grande maioria dos computadores existentes 
atualmente segue um modelo proposto pelo matemático 
americano Von Neumann, por volta de 1940. Nesse modelo, 
um elemento processador segue as instruções armazenadas 
em uma memória de programas, para ler canais de entrada, 
enviar comandos sobre canais de saída e alterar as informações 
contidas em uma memória de dados. Fonte: .
Modelo de Von Neuman 
Fonte: .
60
7
Esse modelo inicial evoluiu para uma estrutura em 
barramento que é a base dos computadores modernos. Nessa 
estrutura, as memórias de dados e de programa são fundidas 
em uma memória única, e as comunicações entre elementos 
são efetuadas através de uma via comum de alta velocidade: 
Estrutura em Barramento
Os principais elementos do computador são: 
O processador (ou microprocessador) é responsável 
pelo tratamento de informações armazenadas em 
memória (programas em código de máquina e dos 
dados).
 A memória é responsável pela armazenagem dos 
programas e dos dados. 
 Periféricos, são os dispositivos responsáveis pelas 
entradas e saídas de dados do computador, ou seja, 
pelas interações entre o computador e o mundo 
externo. Exemplos de periféricos são: monitor, 
teclados, mouses, impressoras, etc.
 Barramento, que liga todos esses componentes, é 
uma via de comunicação de alto desempenho por 
onde circulam os dados tratados pelo computador. 
2.2 - Evolução histórica das arquiteturas 
de computador
A história dos computadores começou no momento 
em que o homem sentiu a necessidade de efetuar cálculos 
complexos de maneira automática. O primeiro elemento com 
que o homem contou para fazer seus cálculos foi o conjunto 
de dedos de suas mãos, daí veio à palavra digital, vindo de 
dígito, que significa dedo. A evolução da humanidade exigiu 
novas invenções para auxiliar os cálculos. 
2.2 - 1 O Ábaco
A palavra Cálculo, do termo latino Calculus, há milhares 
de anos servia para denominar pequenas pedras que eram 
usadas para contar, deslizando-se por sulcos cavados no chão. 
Essa espécie de ábaco foi descoberta em recentes escavações. 
O modelo foi evoluindo até o surgimento do primeiro 
instrumento composto de varetas (pedaços de madeira 
dispostos paralelamente) e pequenas bolas macias. Todavia, 
somente muito tempo depois surgia um modelo mais evoluído 
e que é usado até hoje no oriente: o ábaco chinês. Existem 
diversos modelos de ábaco, como o russo ou o japonês, mas 
a versão chinesa tornou-se a mais conhecida mundialmente. 
O ábaco mostrou-se tão eficiente e simples de usar que nada 
melhor que ele surgiu até o século XVII. 
2.2.2 - A régua de cálculo (1610-1621)
Por volta do século XVII, pensadores do mundo todo 
se empenhavam em desenvolver sistemas cada vez mais 
complexos e eficientes de calcular. Um dos métodos mais 
eficazes descobertos na época foi criado pelo escocês John 
Napier, que introduziu, em 1614, na comunidade científica o 
“cálculo logarítmico ”.
A própria palavra “logaritmo” foi escrita pela primeira 
vez por Napier a partir do grego “logos” (que significa razão) 
e “aritmos” (que quer dizer números). A junção das duas, em 
português, seria algo como “razão dos números”. 
As tabelas de Napier influenciaram diretamente a 
invenção da régua de cálculo, em 1621, concretizada pelo 
matemático inglês, William Oughtred, com uma forma circular 
considerada como um dos primeiros dispositivos analógicos 
de computação. A régua de cálculo e as calculadoras mecânicas 
foram largamente utilizadas até 1970, quando surgiram as 
calculadoras eletrônicas.
2.2.3 - A Máquina de Pascal (1642)
Blaise Pascal desenvolveu, em 1642, uma máquina de 
calcular totalmente mecânica. A Pascaline,do navegador ele permite 
instalar alguns aplicativos que podem ser executados 
diretamente da barra de navegação. No exemplo acima 
podemos entrar no Skype diretamente pela barra de navegação 
do Google Chrome, facilitando assim a execução de outros 
aplicativos diretamente do navegador.
Item 6 - Você consegue personalizar e controlar as 
funções do seu navegador Google Chrome como os históricos 
de navegação, favoritos, configurações entre outras opções. 
Item 7 – Neste local você entra com o link do site no 
qual você deseja navegar. A função adicional dessa parte 
no Chrome é que ao digitar palavras chaves na lacuna, o 
mecanismo de busca do Google é automaticamente ativado e 
exibe os resultados da busca desejada em segundos.
Item 8 - Abre um novo guia (aba) de navegação, 
com isto você pode visitar outros sites simultaneamente no 
mesmo navegador, sem a necessidade de executar duas janelas 
diferentes.
Item 9 – São os controles da sua janela de navegação do 
Google Chrome, nela você consegue minimizar, maximizar 
ou fechar a janela de navegação.
ALT+F Abre a barra de localização de palavras no site 
atual 
CTRL+T Abre uma nova guia de navegação
CTRL+SHIFT+T Reabre a última guia(aba) fechada no navegador 
atual
CTRL+N Abre uma nova janela de navegação 
CTRL+F4 Fecha o guia(aba) ativo - atual
ALT+F4 Fecha a janela do navegador ativo - atual
CRTL+SHIFT+N Abre uma nova janela anônima (navegação sem 
deixar rastros)
CRTL+D Adiciona a página (link) atual aos seus favoritos
CRTL+H Abre o guia(aba) histórico 
CRTL+P Imprime a página atual 
F11 Ativa ou desativa o modo tela cheia no navegador
SHIFT+ESC Abre o gerenciador de tarefas do navegador
Para saber navegar no Chrome você tem que saber 
utilizar seus guias (abas). Eles são ferramentas muito úteis e 
facilitam a navegação. É muito fácil manipulas os guias (abas) 
no Google Chrome. É possível arrastá-las e mudar sua ordem, 
além de arrancar a aba da janela e desta forma abrir outra em 
seu lugar, para isto basta segurar a guia (aba) como o botão 
esquerdo do mouse para testar suas funções. 
Uma das funções é a de reabrir o guia fechado 
anteriormente, basta clicar com o botão direito na aba e 
selecionar “reabrir o guia fechado”. 
Fonte: .
Fonte: .
79
Introdução a Computação 26
que também pode-se abrir estes links em 
várias guias (abas) do navegador, basta para isto clicar com o 
botão direito em cima do link.
Quase todos os mecanismos de procura na internet 
possuem características idênticas, nós iremos falar um pouco 
sobre o “Google” que é atualmente o mais famoso mecanismo 
de busca no mercado. Atualmente você pode fazer a pesquisa 
diretamente onde digita os endereços de URL ou utilizar o 
Pesquisar no Google, diretamente na tela centrar do site.
Caso use vários computadores, incluindo tablete e 
smartphone, é conveniente fazer login no Google antes de 
começar a usar o serviço, para que suas preferências sejam 
lembradas em todos os seus dispositivos. Do contrário, 
as configurações salvas ficarão habilitadas somente no 
computador em que elas foram aplicadas.
 para que criar uma conta na Google, você 
terá que ter um endereço de e-mail. Com este endereço você 
poderá fazer o Login em sua conta, em que poderá utilizar 
todos os recursos que a Google oferece a você. 
Iremos realizar um pesquisa sobre a palavra SPACE:
Primeiramente o Google irá retornar todos os sites que 
possuem a palavra “space” bastando ao usuário clicar em um 
destes links para se aprofundar mais sobre o assunto. Note 
que quando realizamos uma pesquisa o Google mostra uma 
barra auxiliar, que permite mostrar “Todas” as informações 
ou links desta palavra, as Imagens, os vídeos, Maps, mais 
informações como ( Shopping, Livros, Voos, Finanças.. etc), 
configurações de pesquisa e Ferramentas, podendo desta 
forma você visualizar todo o conteúdo do que você está 
pesquisando de várias formas e podendo fazer a otimização 
de sua pesquisa. 
Dica: Quando você seleciona as imagens e seleciona 
uma imagens específica você pode selecionar o menu 
FERRAMENTAS, dentro deste menu existem várias opções 
onde você consegue saber refinar sua pesquisa e buscar 
a imagens de várias maneiras utilizando o Tamanho, Cor, 
Direitos de uso, Tipo, Tempo.
Item 6 – Funções do Navegador
O navegador internet Google permite a você fazer várias 
configurações automáticas do seu navegador, permitindo a 
você fazer a personalização do modo no qual você irá navegar 
na rede.
Abrir uma nova guia em branco – Ctrl+T
Abrir uma nova janela de navegação do navegador – Ctrl + N
Abrir uma Janela anônima – Ctrl+shift+N - Se você quer 
entrar em alguns sites sem deixar rastros ou históricos de 
navegação no computador, utilize a navegação anônima
Funções de Navegação:
Histórico: Quando você utiliza o navegador Google 
Chrome em seu computador ou qualquer outro aplicativo ele 
salva os dados de sua navegação para encontrar sites, links e 
conteúdos com mais facilidade. Isto é uma facilidade, visto 
que todos os sites que o usuário utilizar no computador fica 
registrado a dada e hora de acesso. 
Para limpar estes registros, basta clicar em “Limpar dados 
de Navegação” que o navegador apaga imediatamente todos 
os registros. 
Downloads: Esta opção irá abrir um guia(aba) contendo 
todos os arquivos baixados em seu computador, com isto 
você poderá gerenciar estes dados podendo limpar todos os 
arquivos ou abrir a pasta de downloads.
: Sempre que você estiver navegando 
na internet e achar um site que lhe interesse ou para que você 
possa guardar ele para navegar em outro momento, basta clicar 
na estrela do navegador que ele irá adicionar este link no seus 
favoritos. Note que existem algumas outras facilidades neste 
item como Gerenciar os Favoritos, colocando eles em pastas 
ou assuntos, importar favoritos e fazer com que o navegador 
exiba a barra de favoritos. 
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27
Configurações: Você poderá configurar os “TEMAS”, 
que são as cores e todo o visual do navegador, deixando sua 
aparência de acordo com sua preferência. Você também pode 
definir a “PÁGINA INICIAL”, com isto toda vez que o 
CHROME for aberto ele irá abrir com a página inicial que 
você indicou. Note que a tecla de atalho para ir para esta 
página inicial é o item 3 no navegador a casinha, toda vez que 
você clicar nela ele irá chamar a página inicial que você definiu 
aqui em configurações. Você ainda tem as opções de Mostrar 
ou não a barra de favoritos, escolher o tamanho da fonte do 
navegador, personalizar estas fontes, escolher o Zoom da 
página, definir os mecanismos de pesquisa no navegador, e 
como ele irá ser inicializado, desta forma você irá deixar o 
navegador com a sua maneira de visualizar e trabalhar.
A Internet é um universo de informações tão amplo 
como nosso próprio planeta. Você pode estar navegando 
tranquilamente e de repente “ancorar” em um site chinês, 
cheio de ideogramas, ou procurar deliberadamente o site 
oficial de uma rede de TV americana e, com o auxílio de 
um programa tradutor on-line, tentar descobrir que tipo de 
notícias a emissora transmite. Mas, se não tivermos algum 
método para navegar, podemos naufragar nesse imenso 
oceano virtual, cheio de portos e algumas “Torres de Babel” 
habitadas por usuários que falam e escrevem em milhares de 
línguas e dialetos, oferecendo produtos para todos os gostos. 
Isso significa que temos de criar métodos para navegação 
e pesquisa, pois as buscas na rede não funcionam como a 
pesquisa em um fichário de uma biblioteca física. A Internet 
é formada por milhões de informações textuais, sonoras e 
imagéticas interligadas entre si – os famosos hipertextos –, 
que nos permitem múltiplos percursos de leitura e, portanto, 
múltiplos caminhos não-lineares a ser percorridos. 
Os inúmeros links da rede fazem com que termos dos 
mais inusitados possam nos levar a outros. E é exatamente 
essa característica que torna a Internet tão rica, possibilitando 
uma pesquisa bastante densa.
Mas que posturasdevemos adotar para aproveitar 
da melhor forma possível o conteúdo da rede? Afinal, que 
providências são úteis para efetuarmos uma boa pesquisa, 
separando somente o que é significativo, e não nos perdemos 
nas infinitas encruzilhadas da web? 
Como você viu, há comandos que nos permitem salvar 
e organizar endereços encontrados para serem retomados, 
há teclas de atalho que possibilitam acessar o histórico e 
descobrir os caminhos pelos quais já passamos, outras que 
permitem localizar palavras e expressões na página que 
estamos navegando.
Boas pesquisas também necessitam de uma postura 
investigativa consciente. Você deve traçar um caminho e 
não se desviar dele, pois durante uma busca na rede muita 
sites interessantes, mas distantes dos nossos propósitos, vão 
aparecer, assim como a tentação de navegar por eles. Não 
precisa abandoná-los definitivamente, salve os endereços de 
forma ordenada no Bookmarks (favoritos) para depois visitá-
los e não desvie do seu objetivo.
É preciso também conhecer e descobrir o funcionamento 
dos bons sites de busca, para poder selecionar e filtrar as 
informações de que necessita.
E um último cuidado: na rede há informações de todo o 
tipo, desde como fazer uma bomba caseira até como quebrar 
senhas de programas pagos para poder utilizá-los. Há textos 
cuja autoria é atribuída a um determinado autor e foram 
escritos por outro, há informações equivocadas, às vezes com 
erros primários. É preciso ficar bastante atento em relação à 
procedência dessas informações.
Prefira sempre os sites institucionais como fontes 
principais, se estiver fazendo uma pesquisa sobre animais em 
extinção, consulte a home page do Ibama; se sua pesquisa 
for sobre a poesia de Cecília Meireles, visite o site oficial da 
poetisa ou sites de universidades e assim por diante. Isso não 
significa que sites não institucionais são todos de qualidade 
duvidosa. Há muitos sites pessoais que têm informações 
criteriosas, fundamentadas em pesquisas sérias. Com o tempo 
você saberá distingui-los. Aprenderá, por exemplo, que um 
site cheio de erros ortográficos é um indício de que seu 
criador não foi muito atencioso com o conteúdo a ser exposto 
na rede; portanto, é bom ter cuidado com as informações que 
possa encontrar.
Em síntese, para ter bons resultados você precisa 
concentrar-se e ter determinação nos propósitos de sua busca, 
ser paciente, confrontar informações e, finalmente, incorporar 
o conhecimento pesquisado. 
Retomando a aula
Chegamos, assim, ao nal da terceira aula Espera-
se que agora tenha cado claro o entendimento de 
vocês sobre noções de rede Vamos recordar:
 Vimos nesta seção o conceito de redes de computadores 
a definição de um servidor e a diversas formas de aplicação 
dos servidores em arquivo, web, e-mail, impressão, dados, 
DNS, proxy, e imagem. Estudamos também as definições de 
redes tipo LAN, MAN e WAN.
Na segunda seção conhecemos qual tipo de topologia de 
rede é apropriada para uma determinada aplicação em uma 
empresa, sendo elas classificadas em anel, barra e estrela. 
Estudamos quais são os meios de transmissão de dados em 
uma rede;
3 - Internet e seus conceitos
 Na última seção vimos a história da internet de como ela 
se iniciou no mundo e seus principais conceitos. Aprendemos 
a utilizar o navegador Google Chrome e como fazer uma 
pesquisa na internet e configurar, personalizar o navegador de 
acordo com a sua preferência e estilo.
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Introdução a Computação 28
GASPARINI, Anteu Fabiano L.; BARRELLA, 
Francisco Eugênio. A infraestrutura de LANS: disponibilidade 
(Cabling) e performace (Switching e routing). 2. ed. São 
Paulo: Érica, 1999.
SILVA, Ezequiel Theodoro da. A leitura nos oceanos da 
internet. São Paulo: Cortez, 2003.
Vale a pena ler
Disponível em: .
Disponível em: .
Disponível em: .
Vale a pena acessar
Disponível em: .
Disponível em: .
Disponível em: .
Disponível em: .
Vale a pena assistir
Vale a pena
OBS: Se ao final desta aula surgirem dúvidas, vocês 
poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro 
de avisos”. Ou ainda poderão enviar para o e-mail:camara@
unigran.br
Minhas anotações
82
4ºAula
Microsoft Word e Excel 
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de: 
definir os conceitos do editor de texto Microsoft Word e da Planilha Eletrônica Excel, permitindo ao aluno 
desenvolver suas aplicações; 
conhecer as diferentes formatações e estilos utilizados pelo Word e Excel, suas teclas de atalho que facilitam sua 
utilização;
compreender os conceitos básicos, e através deste conhecimento produzir textos e planilhas eletrônicas de forma 
eficiente e prática. 
Caros(as) alunos(as), 
Nesta aula aprendenderemos a utilizar o editor de texto 
da Microsoft o Word e vamos utilizar suas formatações de 
texto, estilos e teclas de atalho. No segundo tópico utilizaremos 
a planilha eletrônica Microsoft Excel, onde vamos aprender 
seus conceitos e implementar vários exemplos. Se ocorrerem 
algumas dúvidas sobre a aula, vocês poderão saná-las através 
das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”.
Bons estudos!
83
Introdução a Computação 30
Seções de estudo
1 - Introdução ao Microsoft Word
1. Introdução ao microsoft word
2. Introdução ao microsoft excel
O Microsoft Word é um dos editores de texto mais 
utilizados no mundo. O Word é um processador de texto de 
alto desempenho. Com ele, você pode fazer o que desejar 
em matéria de editoração eletrônica. Ele permite a criação, a 
edição e a manipulação de diversos tipos de textos, além do 
uso de figuras, criação de tabelas, correção ortográfica, textos 
em colunas e índices.
O Word XP sintetiza em si os últimos recursos em 
software que a Microsoft idealizou para seus produtos. Ele é 
auto-explicativo, e possibilita que o usuário possa aprender o 
seu funcionamento básico somente observando as explicações 
emitidas pelo próprio programa.
O Word busca poupar tempo do usuário, sublinhando 
palavras ortograficamente incorretas do texto enquanto o 
usuário digita, e corrigindo erros comuns de digitação sem 
que o usuário perceba. Se o usuário não tiver muito tempo, o 
próprio Word XP formata o documento digitado, atribuindo-
lhe aparência dentro dos padrões do mercado.
Os arquivos criados no Word são chamados de 
Documentos do Microsoft Word. Os documentos do Word 
têm extensão *.doc (Documento).
1.1 - A Janela do Microsoft Word
1.2 - Principais Ferramentas de 
Formatação
 Define o estilo do 
parágrafo (título, subtítulo, 
texto, etc.).
Fonte: Muda o estilo da letra 
do texto.
: Altera o tamanho 
da letra.
Negrito: Ativa e desativa 
o estilo de negrito, itálico e 
sublinhado.
Justificado: Alinha o 
parágrafo selecionado nas 
posições indicadas.
Aumenta ou diminui o 
espaçamento entre as linhas do 
texto.
Marcadores e Numeração no 
início do parágrafo, e recuo de 
tabulação. 
 
Cor do fundo da área de 
trabalho e cor da fonte do texto.
1.3 - Principais Comandos no 
Teclado
Para mover o ponto de inserção Pressione as teclas
Um caractere para esquerda Seta para a esquerda
Um caractere para a direita Seta para a direita
Uma linha para cima Seta para cima
Uma linha para baixo Seta para baixo
Uma palavra para esquerda CTRL + seta para a esquerda
Uma palavra para direita CTRL + seta para a direita
Até o nal da linha END
Até o início da linha HOME
Um parágrafo para cima CTRL + seta para cima
Um parágrafo para baixo CTRL + seta para baixo
Uma janela para cima PG Down
Uma janela para baixo PG UP
Até a parte inferior da janela CTRL + PG DN
Até a parte superior da janela CTRL + PG UP
Até o início do documento CTRL + HOME
Atéo nal do documento CTRL + END
Para selecionar Pressione as teclas
Selecionar o documento inteiro CTRL + T
Selecionar um caractere à direita SHIFT + seta direita Selecionar
um caractere à esquerda SHIFT + seta esquerda
Selecionar uma palavra à direita SHIFT + CTRL + seta direita
Selecionar uma palavra à 
esquerda
SHIFT + CTRL + seta esquerda
Selecionar até o início do 
parágrafo
SHIFT + CTRL + seta para cima
Selecionar até o nal do parágrafo SHIFT + CTRL + seta para baixo
Selecionar até o nal do 
documento
SHIFT + CTRL + End
Selecionar até o início do 
documento
SHIFT + CTRL + HOME
84
31
Para aplicar Pressione
Negrito CTRL + N
Itálico CTRL + I
Sublinhado CTRL + S
MAIÚSCULAS CTRL + SHIFT + A
MAIÚSCULAS REDUZIDAS CTRL + SHIFT + K
Alternar MAIÚSCULA/minúscula SHIFT + F3
Subscrito (Ex : H 2O) CTRL + =
Sobrescrito (Ex : m2 ) CTRL + SHIFT + sinal de igual
Tipo de letra CTRL + SHIFT + F seta para baixo
Tamanho de letra CTRL + SHIFT + P seta para baixo
Texto oculto CTRL + SHIFT + H
Retorna à formatação padrão CTRL + BARRA DE ESPAÇO
1.4 - Selecionando textos e 
elementos gráficos usando o Mouse
Para selecionar Procedimento
Qualquer quantidade de texto Arraste o mouse sobre o texto
Uma palavra Clique duas vezes sobre a palavra
Um elemento grá co Clique no elemento grá co
Uma linha de texto
Mova o ponteiro para a esquerda da 
linha até que ele assuma a forma de 
uma seta para a direita e, em seguida, 
clique
Várias linhas de texto
Mova o ponteiro para a esquerda das 
linhas até que ele assuma a forma 
de uma seta para a direita; arraste o 
mouse para cima ou para baixo
Uma frase
Mantenha pressionada a tecla CTRL 
e clique em qualquer lugar da frase
Um parágrafo
Mova o ponteiro para a esquerda 
do parágrafo até que ele assuma a 
forma de uma seta para a direita e, 
em seguida, clique duas vezes Você 
também pode clicar três vezes em 
qualquer lugar do parágrafo
Vários parágrafos
Mova o ponteiro para a esquerda 
dos parágrafos até que ele assuma 
a forma de uma seta para a direita 
Clique duas vezes e arraste para cima 
ou para baixo
Um bloco de texto grande
Clique no início da seleção e role até o 
nal da seção Mantenha pressionada 
a tecla SHIFT e clique
Um documento inteiro
Mova o ponteiro para a esquerda de 
qualquer texto do documento até 
que ele assuma a forma de uma seta 
para a direita e, em seguida, clique 
três vezes
Um bloco de texto vertical (exceto 
dentro de uma célula de tabela)
Mantenha pressionada a tecla ALT e 
arraste
1.5 - Barra de Menu – Arquivo
Novo: Cria um novo arquivo em branco. 
 Abre ou localiza um arquivo. 
 Fecha o arquivo ativo sem sair do programa. Você pode 
fechar todos os arquivos abertos, mantendo pressionada a tecla 
SHIFT e clicando em Fechar tudo no Menu - Arquivo.
 Salva o arquivo ativo com o seu nome, seu formato de 
arquivo e sua localização atual.
 Salva o arquivo ativo com um nome de arquivo, 
localização ou formato de arquivo diferente.
 Salva o arquivo em formato 
HTML (uma página da Web), para que ele possa ser exibido em 
um navegador da Web.
 Permite visualizar, no 
navegador, o arquivo atual como uma página da Web para que 
você possa ver sua aparência antes de publicá-la.
 Mostra qual será a aparência de um 
arquivo quando impresso. 
do papel, a orientação da página e outras opções de layout para o 
arquivo ativo.
Imprimir: Imprime o arquivo ativo ou os itens selecionados.
 Você pode enviar o arquivo para um destinatário de 
correio (e-mail ou para outro arquivo como Power Point).
1.5.1 - Salvando ou abrindo arquivos
A opção “Salvar Como” deverá ser utilizada quando o 
usuário estiver gravando o seu arquivo pela primeira vez, onde 
estará especificando o local em que será salvo e o nome do arquivo 
(no Word todos os arquivos apresentam a extensão *.doc). Em 
contrapartida, a opção “Salvar” deverá ser utilizado toda vez que 
o usuário quiser gravar as alterações. Se o usuário utilizar a opção 
“Salvar Como” várias vezes para um mesmo arquivo, estarão 
duplicando esse arquivo várias vezes.
85
Introdução a Computação 32
Estes botões da Barra de Ferramentas 
servem para abrir um novo documento, 
abrir um documento já existente, e salvar o 
arquivo.
Você também pode utilizar os botões 
da Barra de Ferramentas para imprimir um 
documento ou visualizar a sua impressão.
1.7 - Barra de Menu – Exibir
1.6 - Barra de Menu – Editar
Desfazer e Repetir Limpar: Quando apagamos um 
parágrafo, frase ou palavra por engano, é possível desfazer 
essa ação indo até o “Menu – Desfazer”, ou clicando a tecla 
de atalho “CTRL + Z” . Caso deseja voltar ao que era, ou seja, 
limpar, vá até o “Menu – Limpar”, ou clique a tecla de atalho 
“CTRL + R”. Essas duas opções constam também na Barra 
de Ferramentas . O Microsoft Word armazena até 
100 vezes o processo de voltar e repetir.
 Procura pelo texto ou formatação 
especificados. Tecla de atalho Ctrl+L.
 Pesquisa e substitui o texto e a formatação 
especificados. Tecla de atalho Ctrl+U.
Ir Para: Com essa opção você pode executar as mesmas 
ações das opões acima (Localizar ou Substituir), podendo 
ainda ir para qualquer página desejada. Você pode acionar essa 
função utilizando a tecla de atalho F5 ou Ctrl+Y.
 Para 
utilizar essas opções do Microsoft Word, você tem três 
maneiras: indo no “Menu – Editar” e escolher entre Recortar, 
Copiar e Colar; utilizando, na Barra de Ferramentas, os três 
ícones (Recortar, Copiar, Colar - ou acionando as 
teclas de atalhos, CTRL + X (apagar), CTRL + C (copiar) ou 
CTRL + V (Colar).
Recortar: Esse comando remove o texto e elementos 
gráficos selecionados e os insere na área de transferência. 
O comando estará disponível somente quando houver 
texto e elementos gráficos selecionados. O texto e os 
elementos gráficos que são inseridos na área de transferência 
permanecerão naquele local até serem substituídos por um 
novo item. No teclado existe uma outra opção para Recortar 
(apagar): tecla Del ou Delete.
Copiar: Esse comando copia textos e elementos gráficos 
selecionados para a área de transferência. O comando estará 
disponível somente quando houver texto e elementos gráficos 
selecionados. Os objetos copiados para a área de transferência 
substituirão o conteúdo existente.
 Esse comando insere uma cópia do conteúdo 
da área de transferência na posição do ponto de inserção, 
substituindo a seleção pelo texto copiado. O comando não 
estará disponível se a área de transferência estiver vazia, ou 
ainda se o texto selecionado não puder ser substituído.
Existem três formas para exibição do texto de um 
documento do Microsoft Word: a normal, layout da web e layout de 
impressão; cada uma delas tem a sua particularidade e agrada 
um determinado tipo de usuário. Elas também podem ser 
ativadas no canto inferior esquerdo do editor através dos 
ícones .
A Apresenta a página de texto no formato 
normal de edição.
 Alterna o documento ativo para o 
modo como será exibido em um navegador da Web.
Layout de impressão: Alterna o documento ativo para 
a aparência que terão quando impressos.
 Muda para o modo de exibição de 
estrutura de tópicos, no qual você pode examinar e trabalhar 
com a estrutura do arquivo no formulário de estrutura de 
tópicos clássico.
 Exibe ou oculta barras 
de ferramentas do Microsoft Word, podendo ser elas a padrão, 
formatação, banco de dados, desenho, imagem, tabelas, entre 
outras.
Régua: A régua mostra a largura do seu texto, assim 
como todos os recuos tabulações. Também é possível 
mostrar a régua do lado esquerdo do texto no modo “layout 
de impressão”.
Você pode definir diferentes tipos de paradas de 
tabulação: à esquerda, à direita, decimal ou centralizada.
86
33
Tabulação alinhada à esquerda
Tabulação alinhada à direita
Tabulação centralizada
Tabulação decimal
Clique no parágrafo em que você deseja definir uma 
tabulação.
Dê um clique no botão ( ) de 
alinhamento de tabulação para escolher o tipo de tabulação 
que você deseja.
Mova o ponteirodo mouse até o local na régua onde 
deseja incluir a parada de tabulação e dê um clique.
Pressione a tecla Tab para alinhar o texto com a parada 
de tabulação.
Para retirar a marca de tabulação basta clicar e arrastar 
para fora da régua.
 Ativa ou desativa um painel 
vertical na extremidade esquerda da janela do documento que 
dispõe em tópicos a estrutura do documento. Para procurar 
rapidamente um documento extenso ou online e controlar a sua 
posição no mesmo.
Miniaturas: Essa opção ativa do lado esquerdo do editor 
uma janela que conterão várias páginas do texto em miniaturas, 
podendo clicar em cima delas e se deslocar no arquivo.
 Altera o modo de exibição do texto 
desativando a exibição da Barra de Título, Barra de Menu, Barra 
de Ferramentas e Barra de Formatação. Para ativá-la clique na 
barra cinza, que ficará no topo; em seguida coloque o mouse 
em cima e ela mostrará a Barra de Menu; selecione novamente 
a opção.
Zoom: Você pode alterar o nível de zoom com o qual estão 
sendo exibidas as informações no editor de texto, bem como 
largura e comprimento. Essa opção também pode ser ativada na 
Barra de Ferramentas através do ícone .
Um cabeçalho ou rodapé consiste 
em texto ou elementos gráficos - como número de página, data 
ou um logotipo da empresa – que geralmente são impressos na 
parte superior ou inferior de cada página de um documento. O 
cabeçalho é impresso na margem superior e o rodapé é impresso 
na margem inferior.
Você pode usar o mesmo cabeçalho e rodapé em um 
documento inteiro, ou pode alterar o cabeçalho ou rodapé em 
uma parte do documento. Por exemplo: use um logotipo no 
cabeçalho da primeira página e inclua o nome de arquivo do 
documento no cabeçalho das páginas seguintes. Para definir 
um Cabeçalho ou Rodapé:
1. No Menu Exibir, clique em Cabeçalho e rodapé.
2. Para criar um cabeçalho, insira um texto ou elementos 
gráficos na área de cabeçalho, ou clique no botão 
“Cabeçalho e Rodapé” na Barra de Ferramentas.
3. Para criar um rodapé, clique em “Alternar” entre 
cabeçalho e rodapé para mover à área de rodapé clicando 
no ícone . Em seguida, repita a etapa dois 
novamente.
4. Quando terminar clique em Fechar.
Para inserir cabeçalho e rodapé diferentes em cada 
página, insira quebra de seção e desative o botão “mesmo 
que seção anterior” .
1.8 - Barra de Menu – Inserir
 Quando você preenche uma página com 
texto, o Word insere automaticamente uma quebra de página 
e inicia uma nova página. Para forçar uma quebra de página em 
um local específico, você pode inserir uma quebra de página 
manual. Para isso, clique no local onde você deseja iniciar uma 
nova página. No “Menu Inserir” clique em Quebra.
87
Introdução a Computação 34
Inserir número da página: Insere números de páginas 
que são atualizados quando você adiciona ou exclui páginas.
 Adiciona a data e a hora a um slide individual 
usando o formato escolhido. Se você desejar adicionar a data e 
a hora a cada slide use o comando Cabeçalho e Rodapé (Menu 
– Exibir).
Insere símbolos e caracteres especiais a partir 
das fontes que estão instaladas em seu computador.
 Cria ou insere uma entrada para auto-texto.
Índices: Cria índices remissivos, índices analíticos, 
índices de figura e outras tabelas parecidas.
 Insere um novo hyperlink ou edita o hyperlink 
especificado.
Comentário: Insere um comentário no ponto de 
inserção.
Notas: Insere notas de rodapé e notas de fim.
Legenda: Insere legendas para tabelas, figuras, equações 
e outros itens. Referência cruzada: Insere uma referência 
cruzada em um item de um documento. Arquivo: Insere todo 
ou parte do arquivo selecionado no arquivo ativo no ponto 
de inserção.
Insere um objeto - como um desenho, um efeito 
de texto de WordArt ou uma equação - no ponto de inserção.
Indicador: Cria indicadores que você pode usar 
para marcar o texto, os gráficos, as tabelas ou outros itens 
selecionados.
Figura: Insere figuras do próprio Word e de outros 
aplicativos.
1.9 - Barra de Menu – Formatar
formatos de parágrafo no trecho selecionado. Essa opção 
também está disponível na Barra de Formatação através 
dos ícones . Além disso, você pode recuar 
um parágrafo inteiro para direita da margem esquerda a 
fim de destacá-lo no texto. Para isso, utilize, na “Barra de 
Formatação”, esses dois ícones: com a primeira 
opção o recuo avança para direita em duas paradas de 
tabulação; já com o segundo é possível mover o parágrafo 
em duas paradas de tabulação para esquerda.
Marcadores e numeração: Adiciona marcadores ou 
números aos parágrafos selecionados, além de modificar o 
formato de numeração e de marcação.
 Adiciona bordas e 
sombreamento em textos, parágrafos, páginas, células da 
tabela ou figuras selecionadas.
 Uma necessidade comum para todos os 
usuários de processadores de texto é distribuir seus textos 
como colunas de jornal - uma forma inteligente de concentrar 
uma quantidade grande de informação numa única folha sem, 
com isso, causar cansaço ao leitor. Você pode também utilizar 
a Barra de Ferramentas através do ícone .
 Formata carta, palavra ou texto selecionado 
com a primeira letra maiúscula grande - ou “caída”. 
Tradicionalmente, uma “capitular” é a primeira letra de um 
parágrafo, podendo aparecer na margem esquerda ou caída da 
linha de base da primeira linha do parágrafo.
Aplica um tema novo, ou diferente, ou remove 
um tema de uma página da Web, documento, mensagem de 
correio eletrônico, além de página de acesso a dados. Um tema 
é um conjunto de elementos de design unificados e esquemas 
de cores para imagens de plano de fundo, marcadores, fontes, 
linhas horizontais e outros elementos de documento.
Quadros: Exibe barra de ferramentas molduras.
 Define ou aplica na seleção uma combinação de 
formatos, denominada estilo.
Fonte: Altera o espaçamento de caracteres e a fonte do 
texto selecionado. Para alterar o tamanho da fonte, utilizando 
a Barra de Formatação, basta dar um clique no botão e 
selecionar a nova fonte e o novo tamanho 
 . Nessa opção você pode 
também alterar o Estilo, ou utilizar a Barra de Formatação 
acionando os botões Negrito, Itálico e Sublinhado . 
Podemos, ainda, incrementar efeitos nas fontes do texto; 
conforme alteramos, visualizamos como irá ficar a fonte, 
estilo e o efeito. Para alterar a cor da fonte pode-se também 
utilizar a Barra de Formatação selecionando o ícone . 
Parágrafo: Altera os recuos de parágrafo, o alinhamento 
do texto, o espaçamento entre linhas, a paginação e outros 
1.10 - Barra de Menu – Ferramentas
 Verifica se o documento ativo 
possui erros de ortografia, gramática e estilo de redação, além 
de exibir sugestões para corrigi-los. Possui o ícone na Barra de 
88
35
Ferramentas .
Idioma: Atribui o idioma do texto selecionado em um 
arquivo que contém mais de um idioma. O verificador ortográfico 
usará automaticamente o dicionário do idioma atribuído. Verifica 
o texto seleciona em outro idioma.
 Esse recurso fornece uma descrição 
geral da quantidade de páginas do seu arquivo, quantas palavras 
ele possui, a quantidade de caracteres (com ou sem espaços em 
branco), quantos parágrafos e a quantidade total de linhas.
O Word examina o documento e seleciona as 
sentenças mais relevantes ao tema principal.
Esse recurso permite destacar as 
alterações feitas por você em um documento.
 Através desse você 
pode fazer a comparação entre dois documentos o Word, verificar 
as diferenças entre eles e mesclar os dois.
Proteger documento: Esse recurso é utilizado para proteger 
um documento de possíveis alterações feitas por outros usuários. 
Com ele podemos deixar o arquivo somente em modo de leitura 
(sem permitir alterações), bloquear estilos e formatação, e colocar 
uma senha proibindo outros usuários de ter acesso ao arquivo.
Cartas e correspondências: Produz cartas-modelo, 
etiquetas de endereçamento, envelopes, catálogos e outros tipos 
de documentos mesclados.
 Cria um envelope ou uma etiqueta 
de endereçamento simples, ou insere omesmo nome e endereço 
em uma planilha de etiquetas de endereçamento inteira.
Macros: Abre a caixa de diálogo Macro, onde você pode 
executar, editar ou excluir um macro.
 Configura o corretor 
ortográfico do Word.
 Nesse tópico você pode alterar todas as 
configurações padrões do Microsoft Word, modo de Exibir, Geral, 
Editar, Imprimir, Alterações. Na opção de configuração “Salvar” 
você pode incluir a opção de criar sempre backup quando salvar o 
arquivo ou permitir gravações rápidas. Recomendo sempre alterar 
o usuário colocando seu nome ou local de trabalho para identificar 
o arquivo.
1.11 - Barra de Menu – Tabela
 Em vez de criar longas listas de 
informações e tentar fazer uma referência cruzada dessas 
listas, você pode simplesmente incluir uma tabela no seu 
documento. As tabelas podem ser usadas para organizar 
as informações e criar colunas de texto lado a lado para 
apresentar os dados de uma maneira fácil de ler. Você tem que 
selecionar o número de linhas e colunas que a tabela deverá 
conter. Na Barra de Ferramentas utilize o ícone para criar 
uma nova tabela; deixe pressionado o ponteiro do mouse e 
selecione a quantidade de linhas e colunas. Inserir/excluir/
selecionar: Com eles você pode executar a tarefa relativa ao 
nome do comando com linhas, colunas e tabelas.
Combina o conteúdo das células 
adjacentes selecionadas em uma única célula.
 No Microsoft Word aplica-
se automaticamente formatos a uma tabela, inclusive 
bordas e sombreamentos predefinidos. Redimensiona 
automaticamente uma tabela para se ajustar ao conteúdo das 
células da tabela.
Converter: Com essa opção podemos converter tabelas 
em texto ou texto em tabelas.
 Essa ferramenta é muito útil quando 
queremos fazer a ordenação em uma tabela. Podemos fazer 
por colunas deixando assim em ordem de nome, cidade ou 
fornecedor, tanto na ordem crescente como decrescente. 
Podemos utilizar esse recurso no texto sem tabelas quando 
temos uma lista de nomes; basta, para isso, selecionar todos e 
pedir para classificar.
1.12 - Barra de Menu – Janela
Através dessa opção você pode criar uma nova janela, 
organizar as já existentes, dividir, colocar todas as janelas 
lado a lado, e verificar todos os arquivos que estão abertos 
ao mesmo tempo no Microsoft Word, deslocando-se entre eles.
2 - Introdução ao Microsoft Excel
A planilha eletrônica é uma folha de cálculo disposta em 
forma de tabela, na qual poderão ser efetuados rapidamente 
vários tipos de cálculos matemáticos, simples ou complexos. Pode 
ser utilizada por qualquer pessoa de qualquer setor profissional 
que tenha em seu trabalho a necessidade de efetuar cálculos 
financeiros, estatísticos ou científicos.
A planilha eletrônica é o software que impulsionou e 
revolucionou o mercado da informática. A planilha eletrônica 
Microsoft Excel está caracterizada como um dos mais importantes 
aplicativos de planilhas eletrônicas para uso em microcomputadores. 
O nome Excel vem da abreviatura da Excelent, ou seja, Excelente. 
O termo Excel, em inglês, significa primar, superar sobrepujar, ser 
superior.
A operação do Microsoft Excel e das demais planilhas 
89
Introdução a Computação 36
eletrônicas, mesmo tendo passado quase 20 anos, continua similar. 
Contudo, com o passar dos anos foram acontecendo melhorias, 
mas a estrutura principal de operacionalidade continua a mesma.
2.1 - A Janela do Microsoft Excel
2.2 - A Dimensão da Planilha
O Microsoft Excel é composto em sua Área de Trabalho por 
Colunas (indicadas com letras) e Linhas (Indicadas com números). 
Existem ao todo 256 Colunas (A – IV) e 65.536 Linhas.
O cruzamento de uma Coluna com a Linha recebe o nome 
de CÉLULA. Se for multiplicado o valor 256 (número de colunas) 
por 65.536 (número de linhas) será obtido o valor de 16.777.216 
células.
Ele mostra também guias da Planilha que estão abaixo de sua 
Área de Trabalho, indicada inicialmente por Plan1, indo até Plan3. 
Mas pode-se ter ao todo 256 guias (cada guia de Planilha “Plan”, 
contém 256 Colunas e 65.536 Linhas).
2.3 - Comando do Teclado e Mouse
Com o uso do mouse: limitando-se mais à tela em que 
se encontra, basta clicar numa determinada célula para já estar 
selecionada.
 você 
encontrará maior eficiência do que no mouse, pois evita que se 
avance demasiadamente além dos limites da tela.
Ação Teclas a serem usadas
Mover uma célula para a direita Seta direita
Mover uma célula para a esquerda Seta esquerda
Mover uma célula para cima Seta superior
Mover uma célula para baixo Seta inferior
Última coluna da linha atual CTRL + seta direita
Primeira coluna da linha atual CTRL + seta esquerda
Última linha da coluna atual CTRL + seta inferior
Primeira linha da coluna atual CTRL + seta superior
Mover uma tela para cima PgUp
Mover uma tela para baixo PgDn
Mover uma tela para esquerda ALT+ PgUp
Mover uma tela para direita ALT+ PgDn
Mover para célula A1 CTRL+HOME
F5 Ativa caixa de diálogo
2.4 - Barra de Formatação
A Barra de Formatação do Microsoft Excel difere em 
alguns ícones e funções apresentados no Microsoft Word. 
Neste tópico não entraremos em detalhes, pois já tivemos a 
oportunidade de descrever. As funções não descritas serão 
estudas posteriormente. Para executar o comando basta clicar 
no ícone sem ter a necessidade de acessá-lo ele na Barra de 
Menu.
2.5 - Digitando Dados na Célula
Para entrar com 
dados na célula basta 
você selecionar a célula 
desejada, utilizando o 
mouse ou as setas de 
movimentação, digitar o dado, texto ou número, apertar a 
tecla “enter” ou as setas direita, esquerda, acima e abaixo. Note 
na figura ao lado que ficou na Barra de Fórmula coluna atual 
A2 e a palavra EAD.
Ao digitarmos uma informação ela pode ultrapassar o 
tamanho padrão definido para a célula. Mas podemos alterar 
facilmente o seu tamanho utilizando o mouse. Para aumentar 
o tamanho da coluna B, por exemplo, coloque o mouse entre a 
divisória da coluna A e B, clique, segure e arraste para a direita, 
mantendo o botão pressionado. O tamanho da coluna B vai 
sendo aumentado. Para diminuir faça todos os movimentos ao 
contrário. Quando digitamos um título e ele ultrapassa o valor 
das células, para fazer com que ela automaticamente fique do 
mesmo tamanho, basta colocar o ponteiro do mouse na 
divisa das duas colunas 
e dar um duplo clique, 
que a coluna se ajusta 
automaticamente ao 
tamanho necessário.
2.6 - Editando uma Célula
Sempre que se digita um dado numa célula, o conteúdo 
original é destruído. Portanto, para substituir o conteúdo da 
célula, é suficiente entrar com um novo dado, sem necessidade 
de apagar o anterior. Mas, se a sua intenção não é essa, e você 
quer aproveitar alguma parte do conteúdo anterior, o caminho 
é a edição.
90
37
Posicione na célula desejada e dê um duplo – clique ou 
aperte a tecla de atalho F2. Faça a alteração desejada e tecle 
“enter”. Você também pode clicar diretamente no campo da 
Barra de Fórmula e fazer a Alteração.
2.7 - Limpando e Excluindo uma Célula
Para limpar o conteúdo 
de uma célula ou de uma 
região, primeiro você tem que 
selecioná-las, logo em seguida 
você pode simplesmente 
apertar a tecla “del ou delete” 
e o conteúdo será limpo. 
Você também pode utilizar o 
Menu – Editar – Limpar, que oferece a opção de limpar tudo, 
limpar somente o conteúdo (mesmo que “del”), somente os 
formatos e os comentários.
Selecione a célula isolada, uma região, uma linha, uma 
coluna inteira. Em seguida vá até o Menu – Editar – Excluir. 
Você também pode clicar o botão direito do seu mouse onde 
aparecerá um menu selecione a opção Excluir. Será exibida 
uma tela contendo quatro opções.
Escolha a direção em que você quer deslocar as células 
vizinhas. Após a exclusão ou escolha Linha Inteira ou Coluna 
Inteira. Ao limpar células, os conteúdos são apagados, mas 
a estrutura de toda a planilha se mantém, nada sai do lugar. 
Ao excluir, as células são extraídas fisicamente e as restantes 
se reagrupam, subindo ou vindo para a esquerda. Portanto, 
preste atenção no que você quer fazer.Para excluir todo o 
conteúdo de uma só vez utilize o comando Menu – Editar 
– Excluir a Planilha. Para isso no guia de Planilha tem que 
haver mais de uma planilha, caso contrário o Microsoft Excel, 
não deixará você excluir a planilha atual.
2.8 - Inserindo linhas e colunas nas 
Células
Selecione a célula 
isolada, ou linhas, ou colunas 
inteiras no Excel. Execute 
o Menu – Inserir. Se você 
selecionou linhas ou colunas 
elas serão automaticamente 
inseridas na posição atual do 
cursor.
Caso você queira inserir uma nova planilha em branco 
escolha a opção Menu – Inserir – Planilha. Quando selecionada 
a opção Menu – Inserir – Células ou clicar o botão esquerdo 
do Mouse e na opção Inserir – será apresentado um menu 
com as mesmas características da opção excluir.
2.9 - Selecionando Células
Um Intervalo de Células
Clique sobre a primeira célula, 
segure e arraste até a última na 
horizontal, vertical ou diagonal 
utilizando o teclado, posicione- 
e na célula desejada, aperte a 
tecla Shift, segure e movimente 
as teclas de movimentação e os 
comandos HOME, Page
UP , Page Down e END 
Células não Adjacentes
Mantendo pressionada a tecla 
Ctrl, clique
sobre as células desejadas
Linha Inteira
Clique sobre a Barra de Linhas, 
você pode selecionar uma ou 
mais linhas
Coluna Inteira
Clique sobre a Barra de Colunas, 
você pode selecionar uma ou 
mais colunas
Todas as células da planilha
Clicando na junção da primeira 
linha com a primeira coluna (no 
círculo) ele seleciona tudo
2.10 - Tipos de Dados
O Excel trata os dados de diferentes formas, segundo 
sua natureza. A decisão sobre o tipo de dado é tomada pelo 
Excel, dependendo dos dados que são digitados na célula. Não 
é preciso informar ao programa, mas é possível alterar o tipo 
em certas situações.
Numérico: Para que um dado seja considerado 
numérico, só podem ser incluídos os caracteres numéricos 
(0 - 9) e alguns caracteres especiais: + - ( ) , / $ %. A vírgula 
é usada para separar as casas decimais. O símbolo % após 
o número fará com que o valor numérico seja internamente 
dividido por 100. Números negativos devem ser digitados com 
o sinal de subtração antes, ou entre parênteses. Uma atenção 
especial: não digitar o ponto ( . ) separando os milhares; isso 
se resolve na formatação. O dado numérico pode se envolver 
em operações aritméticas.
Data e Hora: O Excel avalia os dados digitados, 
verificando a possibilidade de estarem entre os intervalos 
válidos para esse tipo de informação. Para digitar datas, use 
barras ( / ) ou hífens ( - ) para separar dia – mês – ano. Para 
digitar horas, use dois pontos ( : ) para separar horas : minutos 
: segundos. Data e hora podem ser digitadas na mesma célula, 
bastando inserir um espaço entre elas.
91
Introdução a Computação 38
 Um texto é composto de letras ou qualquer 
combinação de números e letras. Pode ser o conjunto de 
qualquer caractere digitado no qual o Microsoft Excel não 
interprete como número, fórmula, data e hora. Uma célula 
aceita até 255 caracteres como texto. Um dado tipo texto 
não pode se envolver em operações aritméticas, sendo 
basicamente exibido como um rótulo. Quando o texto for 
digitado, os caracteres serão alinhados à esquerda na célula.
 Uma fórmula é uma sequência de valores 
constantes, nome, funções operadoras que produz um novo 
valor a partir dos valores já existentes. Toda formula sempre 
começa com um sinal de igual ( = ). O valor resultante de uma 
fórmula pode ser alterado quando outros valores da planilha 
forem alterados.
2.11 - Barra de Menu – Arquivos
Novo: Cria uma nova planilha em branco.
 Permite abrir uma planilha gravada.
Fecha o arquivo ativo sem sair do programa. 
Você pode fechar todos os arquivos abertos, mantendo 
pressionada a tecla SHIFT e clicando em Fechar tudo no 
Menu - Arquivo.
 Salva o arquivo ativo com o seu nome, seu 
formato de arquivo e sua localização atual. Salvar como: Salva 
o arquivo ativo com um nome de arquivo, localização ou 
formato de arquivo diferente.
 Salva o arquivo em 
formato HTML (uma página da Web), para que ele possa ser 
exibido em um navegador da Web.
 Permite visualizar, 
no navegador, o arquivo atual como uma página da Web, para 
que você possa ver sua aparência antes de publicá-la.
Configurar página: Definem as margens, a origem, o 
tamanho do papel, a orientação da página e outras opções de 
layout para o arquivo ativo.
Área de Impressão: Você tem que primeiro limpar a 
área de impressão e depois tem que definir a nova área de 
impressão. Geralmente o Excel faz isso automáticamente.
 Mostra qual será a aparência de 
um arquivo quando impresso.
Imprimir: Imprime o arquivo ativo ou os itens 
selecionados.
 Você pode enviar o arquivo para um 
destinatário de correio (e-mail ou para outro arquivo).
2.12 - Salvando ou abrindo arquivos
A opção “Salvar Como” deverá ser utilizada quando o 
usuário estiver gravando o seu arquivo pela primeira vez, onde 
estará especificando o local em que será salvo e o nome do 
arquivo (no Excel todos os arquivos apresentam a extensão 
*.xls). Em contrapartida, a opção “Salvar” deverá ser utilizada 
toda vez que o usuário quiser gravar as alterações. Se o usuário 
utilizar a opção “Salvar Como” várias vezes para um mesmo 
arquivo, estará duplicando esse arquivo várias vezes.
2.13 - Barra de Ferramentas
A Barra de Ferramenta do Microsoft Excel apresenta 
botões com funções idênticas as do Microsoft Word já estudadas. 
Não entraremos em detalhes, pois já tivemos a oportunidade 
de descrever no tópico anterior. Como vimos, elas são uma 
forma de executar diretamente o comando sem necessidade 
de acessá-lo na Barra de Menu.
2.14 - Trabalhando com Fórmulas
Quando digitamos valores ou texto em uma planilha, 
eles são exibidos exatamente da forma como foram 
digitados. Porém, também queremos que o Excel determine 
automaticamente certos valores como, por exemplo, a soma 
dos valores de duas outras ou, ainda, o total de valores de 
várias células.
92
39
A presença do sinal de igual ( = ) no início de uma célula 
confere-lhe uma propriedade especial. Quando digitamos =, 
tudo o que se segue será considerado pelo Excel como uma 
fórmula. Uma fórmula pode ser, por exemplo, uma operação 
matemática que envolve os valores de outras células, como a 
soma dos valores de duas células. Se digitarmos o valor 2 na 
célula A1, o valor 3 na célula B1 e em seguida, digitarmos na 
célula C1: =A1 + B1, veremos que a célula C1 mostrará o 
valor 5, que é a soma dos valores das células referidas.
As fórmulas são construídas com operadores lógicos 
semelhantes aos utilizados em expressões aritméticas.
Operador Operação Exemplo
+ Adição =A1+A2+A3
-
Subtração (ou negativo quando incluído 
antes de um valor, como -1)
= D2 – D5
/ Divisão = B5 / C2
* Multiplicação = C1 * C5
%
Porcentagem (incluído depois de um valor, 
como 20%)
= B7 * 20%
^ Exponenciação = A2 ^ B2
&
Conecta ou concatena dois valores de 
texto, gerando um texto contínuo (é o único 
operador para dados tipo texto)
=A1 &” ” & B1
O Excel também oferece uma série de exemplos para você 
padronizar o estilo de sua planilha. Veja alguns deles em Menu 
– Formatar – AutoFormatação.
Planilha Exemplo 01
Nesta planilha foi utilizado um modelo de 
AutoFormatação do Excel. Note que todas as colunas estão 
uniformes com os dados que as preenchem. O Salário e Valor 
Recebido foram formatados com valores tipo Moeda, INSS e 
desconto com tipo Número com 2 casas decimais.
Veja que na Barra de Fórmulas aparece a palavra SOMA, 
indicando que essa operação, junto com a fórmula utilizada, 
no qual estamos somando os valores dos descontos ( INSS e 
desconto) e diminuindo do Salário, dá, o valor recebido pelo 
funcionário, ficando a Fórmula = D6 – (E6 + F6)
Por padrão, o Microsoft Excel calcula uma fórmula da 
esquerda para a direita. Você pode controlar a maneira como 
os cálculos são efetuados, alterando a sintaxe da fórmula. Se 
você tem a seguinte fórmula C1= 5 + 2 * 3, o Excel primeiro 
multiplica2 por 3 ( 6 ) e em seguida, adiciona 5, tendo como 
resultado 11. Por outro lado, se utilizarmos parêntese para 
alterar a sintaxe C1= (5 + 2) * 3, o Excel executará primeiro a 
soma, em seguida a multiplicação, tendo como resultado 21.
2.15 - Formatando
A apresentação dos 
seus dados pode ser quase 
tão importante quanto os 
próprios dados. Formatar 
uma planilha não é muito 
diferente de formatar 
um texto no Microsoft 
Word. Quando desejamos 
formatar uma coluna ou 
linha, primeiro a selecionamos, como no exemplo ao lado. Para 
formatar o salário como Moeda e com duas casas decimais 
iremos executar o comando Menu – Formatar – Célula, onde 
aparecerá um outro menu contendo as opções de formatação 
de número que define o que será feito caso tratemos as células 
selecionadas como número. No alinhamento ela modifica o 
posicionamento do texto em relação à linha de base. Na fonte 
permite modificar o tipo, a cor e o formato da fonte utilizada.
Nesse exemplo selecione moeda. Logo em seguida 
escolha a quantidade de casas decimais e símbolo de exibição. 
Podemos também Selecionar no Menu – Formatar – Linhas 
e Colunas, regulando a altura da(s) linha(s) ou coluna(s). 
Quando terminarmos de digitar a fórmula ela não mais 
aparecerá na célula G6. Em seu lugar aparecerá o resultado 
que, no caso, será de R$ 5.100,00 (reais). Utilizando esses 
mesmos princípios poderíamos ter os valores totais de salários 
pagos, os totais de descontos do INSS e os descontos de 
todos os funcionários cadastrados na folha. Para calcularmos 
o Total Geral de salários pagos utilizaríamos a seguinte 
fórmula = D6+D7+D8+D9+D10, onde teríamos o valor de 
R$ 13.750,00 (reais).
Funções são fórmulas especiais predefinidas que 
executam uma série de operações com um ou mais valores 
que servem de parâmetros de cálculo. Estão disponíveis 
uma boa variedade de funções para os mais diversos fins: 
matemática, estatística, trigonométrica, financeira, banco 
de dados, lógica e outras. Com a utilização de funções nós 
podemos simplificar as planilhas, especialmente aquelas que 
realizam cálculos extensos e complexos, como os utilizados 
no exemplo anterior, em que, na somatória de todos os 
salários dos funcionários foi utilizada a seguinte fórmula = 
D6+D7+D8+D9+D10. Neste caso nós poderíamos utilizar 
a função =SOMA (D6:D10); o Microsoft Excel faria a soma das 
células do intervalo D6 até o D10.
Para utilizar a função, temos que incluí-la nas fórmulas 
da planilha. A sequência de caracteres usada em uma 
função é chamada sintaxe. Os argumentos são especificados 
sempre dentro dos parênteses. Eles podem assumir o valor 
de números, texto e valores lógicos. Para que o argumento 
seja válido é necessário que ele retorne um resultado. Caso 
contrário não será válido e o Microsoft Excel exibirá uma 
mensagem indicando qual erro foi cometido na sintaxe da 
função.
93
Introdução a Computação 40
Por definição uma função começa com o nome da 
função, seguido de um parêntese de abertura, os argumentos 
da função separados por ponto e vírgula e um parêntese de 
fechamento. Se a função iniciar uma fórmula, digite um sinal 
de igual ( = ) antes do nome da função.
Tipo de Função Descrição
=SOMA(D6:D10) Soma os valores do intervalo das 
células de D6 até D10;
=SOMA(D6:D10;E12)
Soma os valores do intervalo das 
células de D6 até D10, mais o 
valor da célula E12
=SOMA(D6:D10;E12;150)
Soma os valores do intervalo das 
células de D6 até D10, mais o 
valor da célula E12, mais o valor 
passado como parâmetro 150
=SOMA(D6:D10;G6:G10)
Soma os valores do intervalo das 
células de D6 até D10, mais a 
soma dos valores do intervalo das 
células G6 até G10
=MÉDIA()
Produz a média aritmética dos 
argumentos
=MÉDIA(C8:E8)
=MÁXIMO()
Retorna o maior número da lista 
de argumentos, ou seja, fornece o 
valor de maior número que estiver 
dentro do intervalo de células 
selecionadas =MÁXIMO(C8:C14)
=MÍNIMO()
Retorna o menor número da lista 
de argumentos, o contrário da 
função MÁXIMO
=MÍNIMO(C8:C14)
Para fazer a somatória do total geral clique com o mouse 
na célula C15, digite a função =SOMA(C8:C14). Para copiar 
a mesma função para os outros meses repita o procedimento 
anterior.
Planilha Exemplo 02
Nessa planilha foi utilizado um modelo de 
AutoFormatação do Excel. Note que todas as colunas 
estão uniformes com os dados que as preenchem. Nesse 
exemplo temos uma coluna intitulada “Tipo de Despesas”, 
que qualquer pessoa tem no seu dia a dia. Mais três colunas, 
referentes aos meses de Janeiro, Fevereiro e Março e uma 
quarta coluna, referente ao total acumulado dos meses. Todos 
os campos foram formatados tipo número – moeda, com 
duas casas decimais.
Para obter o total acumulado de despesas por tipo 
de despesas utilizamos a função =SOMA(C8:E8), com 
o resultado de R$ 1.250,00 reais, que é a soma das colunas 
C8+D8+D9.
Note que foi 
repetida a mesma função 
para todas as outras 
colunas da célula. Para 
fazer isto automaticamente basta clicar com o mouse na 
coluna F8. Aparecerá uma seleção conforme a figura ao lado. 
Clique na cruz, permaneça com o botão do mouse apertado e 
arraste até a célula F14. Então, o Microsoft Excel copiará para 
todas as células desaa coluna na mesma função.
Nessa imagem estamos selecionando somente as 
despesas relacionadas com as crianças. Para tanto fazemos a 
somatória da mensalidade escolar e material escolar utilizando 
a função =SOMA(C13:C14). Poderíamos querer saber o total 
gasto nos meses de fevereiro e março. Para isto, utilizaríamos 
a função =SOMA(D13:D14;E13:E14).
A Barra de Ferramentas do Excel possui a função 
AutoSoma com ela pode fazer com que o Excel selecione 
uma quantidade de células automaticamente, partindo do 
ponto onde se encontra selecionada a célula atual na Planilha 
eletrônica. Ele pode fazer além da Soma, a média, contar, 
valor máximo e valor mínimo. Você pode com o mouse 
aumentar ou diminuir a seleção pré-definida pelo Excel. No 
exemplo acima a seleção ficou com uma linha pontilhada 
entre as colunas C13 e C14. Para aumentar a seleção, bastava 
somente clicar o mouse na seleção segurar e arrastar para 
cima, aumentando assim o número de colunas na somatória.
2.17 - Trabalhando com Gráficos
Para apresentar seus dados em diferentes formatos 
de gráficos, basta utilizar o recurso de gráficos do Excel. 
Os gráficos são ótimos para representar visualmente a 
representação dos dados e melhorar o entendimento dos 
relacionamentos entre os valores numéricos, melhorando 
assim a apresentação dos resultados. O Microsoft Excel oferece 
vários tipos de gráficos em duas e três dimensões. Quando 
você cria um gráfico, o Excel toma como base os dados 
fornecidos em uma planilha eletrônica. Primeiramente, você 
deve selecionar a faixa de células onde estão representados 
os dados. No exemplo abaixo, faremos a seleção do tipo de 
despesas e dos meses de janeiro e fevereiro.
Para inserir um gráfico você pode utilizar a opção “Menu 
– Inserir – Gráfico”, ou clicar no ícone da Barra de Ferramenta 
Em seguida, será exibida uma tela que dará a opção de 
94
41
selecionar o 
tipo de gráfico 
desejado. Em 
nosso exemplo, 
vamos escolher 
o gráfico de 
barras verticais; 
clique em 
“A v a n ç a r ” . 
Feito isso, será 
mostrada a 
faixa de valores anteriormente selecionada por você: “Tipo de 
Despesas e os meses de janeiro e fevereiro”. Caso deseje, você 
pode alterar essa faixa de valores incluindo o mês de março 
ou não; em nosso exemplo, não alteraremos a faixa de dados 
já estabelecida. Como nossa seleção já está definida, clique em 
“Avançar”.
Será exibido 
o Assistente de 
gráfico. Você 
pode colocar 
um título em seu 
gráfico, como, 
por exemplo, 
“Relação de 
D e s p e s a s 
Pessoais”, bem como outro para o Eixo das Categorias 
(X), (Tipo de Despesas), e outro para o Eixo dos Valores 
(Y), (Valores em Reais). Em seguida, clique novamente em 
“Avançar”. Pronto! Seu gráfico já está montado. Por fim, 
aparecerá a última tela pedindo o modo como será armazenado 
o gráfico em suaplanilha, como objeto na planilha atual, ou 
como uma nova planilha em forma de gráfico.
Retomando a aula
Chegamos, assim, ao nal da primeira aula Espera-
se que agora tenha cado claro o entendimento de 
vocês, vamos recordar: 
Nessa seção foram introduzidos os conceitos básicos 
do Microsoft Word onde foram apresentados a sua janela 
principal contendo todos os seus comandos e funções, em 
seguida apresentamos as funções do teclado e todos os menus 
(guias) contendo e apresentando todas as funções de cada 
menu. 
Nessa seção foram introduzidos os conceitos básicos 
do Microsoft Excel onde foram apresentados a sua janela 
principal contendo todos os seus comandos e funções, em 
seguida apresentamos as funções do teclado e todos os menus 
(guias) contendo e apresentando todas as funções de cada 
menu.
OBS: Se ao final desta aula surgirem dúvidas, vocês 
poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro 
de avisos”. Ou ainda poderão enviar para o e-mail:camara@
unigran.br
SANTOS JÚNIOR, Mozart Jesus Fialho dos. Excel: 
passo a passo. Itumbiara: Terra. 1995.
NOSSITER, Joshua C.; FERREIRA, Elisa M. Usando o 
Excel 5 for Windows. Rio de Janeiro: Campus, 1995.
CORTES, Pedro Luiz . Microsoft Word 6.0, para 
Windows: guia prático . São Paulo: Érica, 1994.
LYNCH, George; COSTA, Gisela França. Word for 
windows 6: para leigos guia de referência. Rio de Janeiro: 
Berkeley Brasil, 1994.
MOREIRA, Claudia Maria; MOREIRA, Paulo. 
Microsoft Word 7 for Windows 95. Rio de Janeiro: Axcel Books, 
1996.
Vale a pena ler
Vale a pena
95
Introdução a Computação 42
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Minhas anotações
96
5ºAula
Analogia entre dados, informação
e conhecimento
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de: 
refletir sobre a linguagem como fenômeno psicológico, educacional, social, histórico, cultural, político e ideológico;
reconhecer os principais fatores que geram as variações linguísticas;
considerar a norma-padrão no contexto das variações linguísticas sem estigmatizar as demais variedades;
usar adequadamente a língua a fim de produzir um determinado efeito de sentido em uma situação específica;
observar e reconhecer mudanças na linguagem relacionadas a diferentes circunstâncias e contextos;
compreender que a língua apresenta variabilidade nos fenômenos gramaticais, de sotaques e de léxico.
Vamos fazer uma analogia sobre dados, informação 
e conhecimento?
Se ocorrerem algumas dúvidas sobre a aula, vocês poderão 
saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”.
Bons estudos!
97
Introdução a Computação 44
Seções de estudo
1 - Conceitos sobre dados e sua 
transformação em informação
2 - Conceitos sobre informação o e 
sua transformação em conhecimento
1. Conceitos sobre dados e sua transformação em 
informação
2. Conceitos sobre informação e sua transformação 
em conhecimento
3 . Conceitos de conhecimento e a interação entre 
dados, informação e conhecimento
Os termos, “dados”, “informação” e “conhecimento”, 
serão conceituados neste momento, uma vez que se 
confundem pela proximidade do seu significado.
1.1 - O que é “dado”?
O termo “dado” aparece muito na literatura da área de 
Ciência da Informação e de Informática. É definido como um 
conjunto de registros qualitativos ou quantitativos conhecidos 
que organizados, agrupados, categorizados e padronizados 
adequadamente transforma-se em informação (Miranda 
1999, p.285).Segundo Stair (1998), “dados são fatos em sua 
fonte primária, como por exemplo, o nome de um empregado 
e o número de horas trabalhadas em uma semana, número de 
peças em estoque, ou pedidos de venda”.
Quando os dados são organizados ou arrumados de 
uma maneira significativa, eles se tornam uma informação. 
Os dados representam as coisas reais, apenas fatos primários, 
assim regras e relações podem ser estabelecidas para organizar 
os dados em informação útil e valiosa.
1.2 - Transformação de dados em 
informação
Segundo Stair (1998), a transformação dos dados em 
informação é um processo, ou uma série de tarefas logicamente 
relacionadas, executadas para atingir um resultado definido.
Segundo Rezende e Abreu (2001), para que os dados 
se transformem em informações oportunas deve-se seguir 
alguns passos:
 contextualização: extração de significado dentro de 
um contexto;
categorização: identificação dos componentes 
essenciais dos dados;
cálculo: tratamento estatístico dos dados;
correção: eliminação de dados com erros;
condensação: apresentação dos dados de forma 
concisa, resumida e sintética.
Para Re etir
Observaram os passos para transformar dados em informações? 
Esses passos são muito importantes para que esse processo de 
transformação seja realizado com êxito
2.1 - O que é “informação”?
A informação é a extração de significado dos dados, 
gerando uma mensagem. Se a mensagem verdadeiramente 
informa o receptor então é uma informação, caso contrário é 
apenas um conjunto de dados sem significado.
O termo “informação” é conceituado por vários autores, 
entendem que esse termo só pode ser aplicado a “aquilo que 
leva à compreensão (...) O que constitui informação para uma 
pessoa pode não passar de dados para outra”. Páez Urdaneta 
apud Ponjuán Dante (1998, p.3) também descreve o conceito 
de informação como dados ou matéria informacional 
relacionada ou estruturada de maneira potencialmente 
significativa.
Da mesma maneira, Miranda (1999) conceitua informação 
como sendo “dados organizados de modo significativo, 
sendo subsídio útil à tomada de decisão”. Segundo Druker, 
“informação são dados dotados de relevância e propósito”.
Saber Mais
Vamos conhecer mais alguns conceitos? Vamos em frente
Segundo Stair (1998), a informação é um conjunto de 
fatos organizados de tal forma que adquirem valor adicional 
além do valor do fato em si, e o tipo de informação criada 
depende da relação definida entre os dados existentes.
McGarry (1999) considera que o termo “informação”
possui os seguintes atributos:
apenas recebido passivamente;
Como exemplo um cliente abastecendo seu automóvel 
num posto de gasolina:
Dados:
Informação:
As informações podem ter várias características, ou seja, 
ela pode ser “onipotente”, pois quem tem informação pode 
98
45
3 - Conceitos de conhecimento e a 
interação entre dados, informação e 
conhecimento
tudo, ou quase tudo, pode ser “onisciente”, ou seja, quem 
tem informação sabe tudo, ou quase tudo. Pode ainda ser 
“onipresente”, pois a informação tem o dom da ubiquidade e 
pode estar em vários lugares ao mesmo tempo, e ainda pode 
ser inconsumível, pois a informação pode ser reutilizada .
2.2 - Transformação de informação 
em conhecimento
 
Segundo Rezende e Abreu (2001), para que informações 
oportunas se transformem em conhecimento deve-se seguir 
alguns passos:
comparação: de que forma as informações relativas 
a uma dada situação se comparam a outras situações 
conhecidas;
consequências: que implicações essas informações 
trazem para as decisões e as tomadas de ações;
conexões: quais as relações deste novo conhecimento 
com o conhecimento já acumulado?;
conversação: o que as outras pessoas pensam desta 
informação
3.1 - Conceitos de conhecimento
Para Davenport & Prusak (1998), conhecimento éuma “mistura fluída de experiência condensada, valores, 
informação contextual e insight experimentado, a qual 
proporciona uma estrutura para a avaliação e incorporação 
de novas experiências e informações”. É o único recurso 
ilimitado,ou seja, é o ativo que aumenta com seu uso.
Explicam as autoras Lastres e Albagli (1999, p.30), que:
“informação e conhecimento estão 
correlacionados, mas não são sinônimos. 
Também é necessário distinguir dois tipos 
de conhecimentos: os conhecimentos 
- que, transformados em informações, 
podem ser reproduzidos, estocados, 
transferidos, adquiridos, comercializados 
etc. - e os conhecimentos tácitos. Para estes 
a transformação em sinais ou códigos é 
extremamente difícil já que sua natureza 
está associada a processos de aprendizado, 
totalmente dependentes de contextos e formas 
Segundo Stair (1998), conhecimento é o corpo ou as 
regras, diretrizes e procedimentos usados para selecionar, 
organizar e manipular os dados, para torná-los úteis para uma 
tarefa específica.
São vários os conceitos de conhecimento, mas a base de 
todo conhecimento são os dados e as informações e como os 
transformamos em conhecimentos
3.2 - Tipos de conhecimento
Miranda (1999, p.287), também distingue três diferentes 
tipos de conhecimentos:
conhecimento explícito é o conjunto de informações 
já elicitadas em algum suporte (livros, documento 
etc.) e que caracteriza o saber disponível sobre tema 
específico;
conhecimento tácito é o acúmulo de saber prático 
sobre um determinado assunto, que agrega 
convicções, crenças, sentimentos, emoções e outros 
fatores ligados à experiência e à personalidade de 
quem detém;
conhecimento estratégico é a combinação de 
conhecimento explícito e tácito formado a partir das 
informações de acompanhamento, agregando-
se o conhecimento de especialistas.
Dessa maneira pode-se dizer que a única vantagem 
sustentável que uma empresa tem é:
Como no exemplo anterior, os dados e as informações 
sobre o cliente do posto geraram um conhecimento para o 
proprietário do posto referente ao seu cliente. Sabe-se que o 
mesmo possuí um Gol/ano 2006 de cor branca, abastece em 
média 35 litros a cada 03 dias, pagos sempre no cartão de 
crédito e que o mesmo morra a duzentos metros do posto 
sendo caminho para seu trabalho. O seu nome é Joaquim da 
Silva e é representante comercial de distribuidora de alimentos.
3.3 - Interação entre “dado”, 
“informação” e “conhecimento”
Davenport e Prusak (1998, p.18) conceituam dados, 
informação e conhecimento (Figura 01). Contudo, 
“informação, além do mais, é um termo que envolve todos os 
três, além de servir como conexão entre os dados brutos e o 
conhecimento que se pode eventualmente obter”.
Figura 01 - Dado, informação e conhecimento.
Dado Informação Conhecimento
Simples observação sobre 
o estado do mundo
Dados dotados de 
relevância e propósito
De difícil estruturação
De difícil captura em 
máquinas Freqüentemente 
tácito
De difícil transferência
Facilmente 
estruturado
Facilmente obtido 
por máquinas
Freqüentemente 
quanti cado
Facilmente 
transferível
Requer unidade de 
análise
Exige consenso 
em relação ao 
signi cado
Exige 
necessariamente a 
mediação humana
De difícil 
estruturação
De difícil captura em 
máquinas
Freqüentemente 
tácito
De difícil 
transferência
99
Introdução a Computação 46
CANONGIA, C. “Sistema de inteligência: uso 
da informação para dinamização, inovação e 
competitividade”. In: SIMPÓSIO I NTERNACIONAL 
DE PROPRIEDADE INTELECTUAL, 
INFORMAÇÃO E ÉTICA, 1, 1998, Florianópolis, Anais 
eletrônicos... Florianópolis: UFSC, 1998. Disponível em: 
. Acesso em: 08 de mar. 2001.
Vale a pena ler
Dispon[ivel em: .
Vale a pena acessar
Wall Strett – Poder e cobiça
Vale a pena assistir
Vale a pena
Retomando a aula
Parece que estamos indo bem Então, para encerrar 
essa aula, vamos recordar:
informação
Nessa seção foram apresentados os conceitos sobre 
dados e os passos a serem seguidos para transformar os 
dados em informação. Os passos são contextualização, 
categorização, cálculo, correção e condensação.
Nessa seção foram apresentados e discutidos os 
conceitos sobre informação e suas características, e como 
se transforma as informações em conhecimento. Os passos 
são comparação, consequências, conexões e conversação. 
Também foi apresentado um exemplo de dados e informação.
Nessa seção foram apresentados e discutidos os 
conceitos sobre conhecimento. Foi apresentado os tipos 
de conhecimentos e como se da a interação entre os dados, 
informação e conhecimento.
OBS: Se ao final desta aula surgirem dúvidas, vocês 
poderão saná- las através das ferramentas “fórum” ou 
“quadro de avisos”. Ou ainda poderão enviar para o e-mail 
camara@unigran.br
DAVENPORT, T., PRUSAK, L. Ecologia da informação: 
por que só a tecnologia não basta para o sucesso na era da 
informação. São Paulo: Futura, 1998. 316p.
LASTRES, H. M. M., ALBAGLI, S. (Org.). Informação 
e globalização na era do conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 
1999. 318p.
MC GEE, J. e PRUSAK, L. Gerenciamento Estratégico 
da Informação. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 1999 (ISBN 
857001924-6)
MCGARRY, K. O contexto dinâmico da informação. 
Brasília: Briquet de Lemos, 1999. 206p.
MIRANDA, R. C. da R. “O uso da informação na 
formulação de ações estratégicas pelas empresas”. Ciência da 
Informação, Brasília, v.28, n.3, p.284-290, set./dez. 1999.
OLIVEIRA, D. P. R. Sistemas de Informações Gerenciais: 
estratégicas, táticas, operacionais. São Paulo: Ed. Atlas, 
2001. (ISBN 852242819-0)
REZENDE, D.A. e ABREU, A. F. Tecnologia da 
Informação Aplicada a Sistemas de Informações Empresariais. 
São Paulo: Editora Atlas, 2000. (ISBN 85-224-2705-4)
STAIR, R.M. Princípios de Sistemas de Informação 
- Abordagem Gerencial. Rio de Janeiro: LTC – Livros 
Técnicos e Científicos Editora Ltda., 1998. (ISBN 
852161132-3).
100
6ºAula
Conceitos genéricos
de sistemas
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de: 
observar e conhecer os conceitos sobre sistemas e seu enfoque atual;
familiarizar-se com os vários conceitos sobre empresa e seus subsistemas empresariais;
conhecer as várias funções empresariais;
conhecer como ocorre a interação entre as funções empresariais.
Vamos revisar alguns conceitos sobre sistemas?
Se ocorrerem algumas dúvidas sobre a aula, vocês poderão 
saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”.
Bons estudos!
101
Introdução a Computação 48
Saber Mais
Vamos conhecer mais alguns conceitos sobre sistemas? Vamos 
fazer uma pesquisa sobre esse assunto?
Seções de estudo
1 - Conceitos de sistemas e seu atual 
enfoque
2 - Sistema, empresa e seus 
subsistemas ou funções empresariais
1. Conceitos de sistemas e seu atual enfoque
2. Sistema, empresa e seus subsistemas ou funções 
empresariais
3. Interação dos subsistemas ou das funções empresariais.
São diversos os conceitos de sistemas. Segundo Rezende e 
Abreu (2001), sistema é um conjunto de partes que interagem 
entre si, integrando-se para atingir um objetivo comum, assim 
os sistemas podem ser compostos por diversas partes, tais 
como hardware, software, dados e pessoas, constituindo-se por 
uma parte técnica e outra social.
Para Bio (1996) sistema é um conjunto de elementos 
interdependentes, ou um todo organizado, ou partes que 
interagem formando um todo unitário e complexo.
Sistema é um conjunto de elementos independentes em 
interação, com vistas a atingir um objetivo (CAUTELA, 1991). 
Segundo Oliveira (2001), sistema é um conjunto de partes 
que interagentes e interdependentes que, conjuntamente, 
forma um todo unitário com determinado objetivo e efetuam 
determinada função.
Para Stair (1998), todos os sistemas têm entradas, 
mecanismos de processamento, saídas e feedback. Os 
mecanismos deprocessamento constituem a principal 
atividade dos sistemas, pois envolve na transformação dos 
dados em saídas úteis. Esse processamento pode envolver 
cálculos, comparações e tomadas de ações alternativas, e a 
armazenagem dos dados para uso futuro.
1.1 - Enfoque atual dos sistemas 
nas empresas
Atualmente nas empresas os sistemas podem ser 
considerados como:
ferramentas para exercer o funcionamento das 
empresas e de sua intrincada abrangência e 
complexidade;
instrumentos que possibilitam uma avaliação 
analítica, e quando necessária, sintética das empresas;
facilitadores dos processos internos e externos com 
suas respectivas intensidades e relações;
meios para suportar a qualidade, produtividade e 
inovação tecnológica organizacional;
geradores de modelos de informações para auxiliar 
os processos decisórios empresariais;
produtores de informações oportunas e geradores 
de conhecimento;
valores agregados e complementares à modernidade, 
perenidade, lucratividade e competitividade 
empresarial.
Para Re etir
Observaram quantos enfoques os sistemas proporcionam para as 
empresas
Segundo Rezende e Abreu (2001), dentro das empresas, 
o enfoque atual dos sistemas está principalmente no negócio 
empresarial e no objetivo de auxiliar os respectivos processos 
decisórios.
As características atuais dos sistemas apresentam-se 
principalmente da seguinte maneira:
organizacional.
Um sistema é um conjunto de partes que se interagem e se integram 
entre si com um objetivo comum
Em sistemas de informação, feedback é uma saída usada 
para fazer ajustes ou modificações nas atividades de entrada 
ou no processamento, como por exemplo, erros ou problemas 
podem fazer com que os dados de entradas sejam corrigidos 
ou que o processo seja modificado (STAIR, 1998).
Para Oliveira (2001) a finalidade do controle é reduzir as 
discrepâncias ao mínimo, bem como propiciar uma situação 
em que esse sistema se torne auto-regulador. Para entender 
a natureza e o impacto que um sistema pode causar numa 
organização ou empresa, é necessário entender os problemas 
para os quais eles são projetados como soluções, as soluções 
propostas e os processos organizacionais que levaram a essas 
soluções.
2.1 - Sistemas e empresas
Para Stair (1998), uma organização é um agrupamento 
formal de pessoas e de várias outras fontes estabelecidas 
para realizar alguns conjuntos de metas. A principal meta de 
uma organização com fins lucrativos é maximizar os lucros, 
aumentando o faturamento e reduzindo os custos.
Segundo Costa (2002), o propósito de uma organização 
pode ser definido como um conjunto de elementos básicos 
que caracterizam aquilo que a organização gostaria de ser, no 
futuro, a sua vontade, seu desejo de ser e de agir.
Como objetivo das empresas cita-se:
satisfazer as necessidades dos clientes, buscando e 
mantendo-os;
estar em permanente desenvolvimento;
102
49
Curiosidade
Observaram que as empresas são dividas em funções empresariais e 
que cada função compõe os seus subsistemas respectivos
fazer parte de uma comunidade, elaborando 
produtos e gerando empregos;
comercializar bens e serviços, obedecendo a padrões 
de qualidade;
ter equilíbrio financeiro para seu crescimento;
alcançar a modernidade com inteligência competitiva.
As empresas estão inseridas em seus ambientes 
específicos, esses ambientes podem ser denominados como 
externos e internos. No ambiente externo pode-se citar os 
concorrentes, fornecedores e/ou intermediários, clientes e/ou 
consumidores, mercado nacional e internacional, comunidade, 
conjuntura e mercado inserido, governo, legislação, sindicatos, 
fiscalização, tecnologias disponíveis, etc. No ambiente interno 
tem-se os recursos humanos, máquinas e equipamentos, 
recursos logísticos disponíveis, conhecimento e tecnologias 
aprendidas.
Para Re etir
Observaram que as empresa tem dois ambientes: o interno (dentro da 
empresa) e o externo (fora da empresa)
Estas duas palavras, sistema e empresa, estão intimamente 
ligadas, pois a empresa é um sistema e dentro dela existem 
diversos sistemas ou subsistemas (Figura 02).
Figura 02: Sistema empresa
FONTE: Adaptado de Rezende e Abreu (2001)
A empresa está contextualizada em um ecossistema, ou 
seja, num respectivo segmento de atuação. Esse ecossistema 
é considerado o maior cenário, mais abrangente, um 
super- sistema. O sistema visto como o objeto principal, a 
empresa pode ser considerada como um sistema dentro 
do ecossistema. E os subsistemas é a divisão do sistema 
em questão sendo as partes estruturadas e identificadas, os 
sistemas de informações que compõem o funcionamento 
da empresa são os subsistemas. Os subsistemas empresariais 
variam de empresa para empresa.
2.2 - Sub-sistema empresariais ou 
funções empresariais
Presentes em todas as empresas, independentemente de 
seu tipo de negócio, as funções empresariais são as principais 
macroatividades das organizações, sem as quais as mesmas 
não funcionariam em sua plenitude. (Rezende e Abreu, 2001).
Como exemplo pode-se citar:
subsistemas primários: produção e/ou serviços, 
comercial ou mercadológico. Esses sistemas estão 
direcionados ao negócio principal da empresa.
subsistemas secundários: financeiros, materiais, 
recursos humanos, contábil ou custos.
subsistemas de apoio: jurídicos e legais, organização 
e métodos, segurança e patrimônio, tecnologia da 
informação e seus recursos, auxiliares administrativos 
em geral.
Segundo esse mesmo autor, o sistema empresa, em 
sua estrutura organizacional, pode ser subdividido em seis 
funções empresariais ou subsistemas (Figura 03):
Figura 03: funções empresariais
3 - Interação dos subsistemas ou das 
funções empresariais
FONTE: Adaptado de Rezende e Abreu (2001)
3.1 - Interação das funções 
empresariais
Para entender a natureza e o impacto que um sistema pode 
causar numa empresa, é necessário entender os problemas 
para os quais eles são projetados como soluções, as soluções 
propostas e os processos organizacionais que levaram a essas 
soluções. Assim é importante que os gestores empresariais 
entendam o relacionamento existente entre os componentes 
técnicos de um sistema e a estrutura, o funcionamento e o 
103
Introdução a Computação 50
BIO, S.R. Sistemas de Informação: Um Enfoque Gerencial. São 
Paulo: Ed. Atlas, 1996. (ISBN 852240009-1)
CAUTELA, Sistemas de informação na administração de empresas. 
4ª Ed. São Paulo: Atlas, 1991. (ISBN 85-224-0739-8)
COSTA, Gestão estratégica. São Paulo: Saraiva, 2002. (ISBN 
85-02-03556-8)
CRUZ, T. Sistemas de Informações Gerenciais. São Paulo: Ed. 
Atlas S.A., 2000. (ISBN 852242541-8)
LAUDON, K. C. e LAUDON, J.P. Sistemas de Informação. Rio 
de Janeiro: LTC, 1999. (ISBN 852161182-x) 
MC GEE, J. e PRUSAK, L. Gerenciamento Estratégico da 
Vale a pena ler
Vale a pena
processo político das organizações.
Organizar a empresa deveria ser objetivo ou princípio 
constante e ser encarado como um valor empresarial que 
envolvesse todos os níveis hierárquicos. Portanto, organizar é 
dispor os recursos materiais, humanos, tecnológicos e espaciais 
das organizações de maneira harmônica, empregando-se, 
para isso, o menor esforço possível e o menor desembolso de 
recursos financeiros, atingindo os objetivos desejados.
Os principais objetivos de organizar uma empresa, 
visando ou não a sua informatização, são vários, tais como:
da empresa, preocupando-se com a competitividade e 
concorrência.
Nesse sentido a importância de organizar a empresa está 
calcada principalmente em sua modernidade, racionalização 
dos processos, competência de atuação e, principalmente, em 
sua perenidade e competitividade.
Os sistemas organizados devem vir de encontro da 
missão empresarial e dos objetivos empresariais, ou seja, pelo 
menos as funções empresariais e seus respectivos processos e 
procedimentos devem estar organizados numa empresa.
Com a compreensão de que a empresa é o maior dos 
sistemas, as funções empresariais devem ser dependentes 
e integradas entre si. Essas relações entrecomo foi apelidada 
a primeira calculadora mecânica, foi criada quando Pascal tinha 
apenas dezoito anos. Cada casa decimal era representada por 
uma roda diferente, isto é, uma era a unidade, outra a dezena, 
a seguinte a centena, e assim por diante. Embora capaz de 
realizar apenas adições e subtrações, outras operações, como 
multiplicações e divisões podiam ser realizadas através da 
combinação das primeiras.
Comercialmente a Pascaline foi um fracasso, pois não 
foram produzidas mais de cinquenta unidades e seu preço era 
excessivamente alto.
Fonte: .
Fonte: .
Fonte: .
Fonte: .
61
Introdução a Computação 8
2.2.4 - A Calculadora de Leibnitz (1672)
Com uma evolução da Pascaline, o alemão Gottfried 
Leibnitz, na ânsia de agilizar os intermináveis cálculos 
astronômicos, se empenhou em aprimorar o modelo de 
Pascal. Sua calculadora mecânica era capaz de fazer facilmente 
cálculos, envolvendo as quatro operações fundamentais e 
ainda extrair a raiz quadrada . O modelo era muito parecido 
com o de Pascal, mas com componentes extras que agilizavam 
os cálculos e se moviam dentro da máquina, otimizando os 
cálculos repetitivos.
2.2.5 - O Arithmometer (1820)
Em 1820, Charles Xavier Thomas projetou e construiu 
uma máquina capaz de efetuar as quatro operações 
aritméticas básicas: a Arithmometer. Essa foi a primeira 
calculadora realmente comercializada com sucesso: até 1850 
foram vendidas cerca de 1.500 Arithmometers. Ela fazia 
multiplicações com o mesmo princípio da calculadora de 
Leibnitz e com a assistência do usuário efetuava as divisões.
2.2.6 As Máquinas de Babbage (1823)
Charles Babbage era um matemático inglês que sempre 
buscou a precisão matemática até os limites da perfeição. Numa 
publicação científica, em 1822, Babbage escreveu sobre uma 
novíssima máquina capaz de calcular e imprimir longas tabelas 
científicas. A máquina que construiu, portanto, se empenhava 
em calcular funções (logarítmicas, trigonométricas) sem o 
auxílio de um operador. Entretanto, Babbage não conseguiu 
construir a máquina que ambicionava, ficando o protótipo 
muito abaixo do esperado pelo matemático. 
Em 1833, Babbage projetou uma máquina bastante 
aperfeiçoada, com o auxílio de Ada Lovelace, que chamou 
de Máquina Analítica. Ada é uma das poucas mulheres a 
figurar na história do computador. Ela criou programas 
para a máquina, tornando-se a primeira programadora de 
computador do mundo.
Sua operação era governada por conjunto de cartões 
perfurados, de modo que, de acordo com os resultados dos 
cálculos intermediários, a máquina poderia saltar os cartões, 
modificando dessa forma o curso dos cálculos. 
2.2.7 - A Máquina de Hollerith (1886)
Aproximadamente em 1885, Herman Hellerith, 
funcionário do Departamento de Recenseamento dos E.U.A., 
percebeu que a realização do censo anual demorava cerca de 
10 anos para ser concluído, e que a maioria das perguntas 
tinha como resposta sim ou não. Em 1886 idealizou um cartão 
perfurado que guardaria as informações coletadas no censo e 
uma máquina capaz de tabular essas informações. Construiu 
então a Máquina de Recenseamento, ou Máquina Tabuladora, 
que perfurava cerca de 56 milhões de cartões. 
Com essa solução, Hollerith conseguiu que o tempo 
de processamento dos dados do censo baixasse de dez para 
três anos. A tecnologia de cartões perfurados foi adotada 
rapidamente por diversos países da Europa, difundindo a 
utilização das máquinas Hollerith em nível mundial e por 
bastante tempo.
Fonte: .
Fonte: .
Fonte: .
Fonte: .
62
9
Curiosidade:
 Hollerith fundou uma companhia, a Tabulating Machine 
Company. Em 1924, a firma mudou de nome, tornando-se 
a International Business Machines Corporation, hoje mais 
conhecida como IBM, uma das empresas mais valiosas do 
mundo. 
2.2.8 - 1º Geração: Tecnologia de 
válvulas (1930-1958)
A partir do momento que surgiram os primeiros 
computadores na acepção popular da palavra, divide-se a 
história dos computadores em cinco gerações distintas. O 
pulo para a geração seguinte se dá com o advento de uma 
nova tecnologia que possibilita grandes avanços do poder 
de cálculo ou descobertas que modificam a base de um 
computador. 
Já no século XX, um grande número de projetos 
foi baseado na utilização de relés e válvulas eletrônicas 
para a realização de cálculos automaticamente: eram os 
computadores de primeira geração. Relés são eletroímãs, cuja 
função é abrir ou fechar contatos elétricos com o intuito de 
interromper ou estabelecer circuitos. Válvula é um dispositivo 
que conduz a corrente elétrica num só sentido. 
Uma das grandes vantagens das máquinas a relé sobre 
as máquinas de calcular mecânica era, sem dúvida, a maior 
velocidade de processamento. Um outro aspecto positivo era 
a possibilidade de funcionamento contínuo, apresentando 
poucos erros de cálculo e pequeno tempo de manutenção .
Os computadores da primeira geração são todos 
baseados em tecnologias de válvulas eletrônicas. Normalmente 
quebravam após não muitas horas de uso. Tinham dispositivos 
de entrada/saída primitivos e calculavam com uma velocidade 
de milissegundos (milésimos de segundo). 
Os cartões perfurados foram o principal meio usado 
para armazenar os arquivos de dados e para ingressá-los 
ao computador. A grande utilidade dessas máquinas era no 
processamento de dados. No entanto, tinham uma série de 
desvantagens como: custo elevado, relativa lentidão, pouca 
confiabilidade, grande quantidade de energia consumida, além 
de necessitarem de grandes instalações de ar condicionado 
para dissipar o calor gerado por um grande número de 
válvulas, cerca de 20 mil. 
2.3 - Alguns Computadores dessa 
Geração
2.3.1 - MARK I
Numa parceria da IBM com a marinha Norte-Americana, 
o Mark I era totalmente eletromecânico: ele tinha cerca de 17 
metros de comprimento por 2 metros e meio de altura e uma 
massa de cerca de 5 toneladas. O barulho do computador em 
funcionamento, segundo relatos da época, se assemelhava a 
várias pessoas tricotando dentro de uma sala. Mark I continha 
nada menos que 750.000 partes unidas por aproximadamente 
80 km de fios. Ele foi o primeiro computador totalmente 
automático a ser usado para fins bélicos.
2.3.2 - ENIAC
Criado entre 1943 e 1946, foi considerado o primeiro 
grande computador digital. Não usava um programa de 
armazenamento interno. Os programas eram introduzidos 
por meio de cabos, o que fazia sua preparação para cálculos 
demorar semanas. Ocupava 170 m², pesava 30 toneladas, 
funcionava com 18 mil válvulas e 10 mil capacitores, além de 
milhares de resistores a relé, consumindo uma potência de 
150 Kwatts. Como tinha vários componentes discretos, não 
funcionava por muitos minutos seguidos sem que um deles 
quebrasse. 
Outra contribuição importante dessa época foi o conceito 
de programa armazenado, introduzida por John Von Neuman. 
Von Neuman tinha sido consultor no projeto ENIAC e 
conhecia os problemas da programação dessas máquinas. 
Os programas para os computadores da época eram feitos 
através de modificações nos circuitos, o que correspondia a 
um trabalho de dias para um programa relativamente simples. 
Fonte: .
Fonte: .
Fonte: .
63
Introdução a Computação 10
A proposta de Von Neuman foi inspirada na tecnologia de 
entrada de dados utilizada na época, fazendo com que os 
programas fossem introduzidos através de cartões perfurados 
como se fazia com os dados. John Von Neuman assim 
desenvolveu a lógica dos circuitos, os conceitos de programa 
e as operações com números binários. Esses conceitos, 
adotados nos computadores atuais, revolucionou o conceito 
de programação de computadores da época, tornando muito 
mais flexíveis e versáteis.
O novo conceito de programação introduzido deu 
origem a muitos outros projetos nos quais ele próprio esteve 
envolvido: EDVAC,as funções 
empresariais ficam claras à medida que se observa que todas 
geram informações para todas e quando uma destas funções 
parar pára também o sistema empresa. Dessa maneira há 
necessidade da integração das funções empresariais, para o 
funcionamento harmônico e efetivo da empresa (Figura 04). 
Com essa integração pode-se observar a empresa inteira, 
como se estivesse olhando-a de cima para baixo, com suas 
atividades sistematicamente dependentes entre si.
Figura 04: interação das funções empresariais
FONTE: Adaptado de Rezende e Abreu (2001)
Retomando a aula
Parece que estamos indo bem Então, para encerrar
essa aula, vamos recordar:
Nessa seção foram apresentados e discutidos os conceitos 
de vários autores sobre sistemas, as principais características e o 
enfoque atual dos sistemas quando abordados no que se refere a 
empresas e suas funções.
empresariais
Nessa seção foi apresentado e discutido conceitos de empresas 
e qual o paralelo desses conceitos com o conceito de sistema. Também 
foram apresentados e discutidos os subsistemas empresariais e suas 
características, bem como as funções empresariais das empresas.
empresariais.
Nessa seção foi abordado como ocorre às interações 
dos subsistemas empresariais ou das funções empresariais. Foi 
demonstrada a importância da organização das empresas no que se 
refere à interação e a integração das funções empresariais.
OBS: Se ao final desta aula surgirem dúvidas, vocês poderão 
saná- las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. 
Ou ainda poderão enviar para o e-mail camara@unigran.br
104
51
Minhas anotações
Informação. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 1999 (ISBN 857001924-
6)
MCGARRY, K. O contexto dinâmico da informação. Brasília: 
Briquet de Lemos, 1999. 206p. 
MIRANDA, R. C. da R. O uso da informação na formulação 
de ações estratégicas pelas empresas. Ciência da Informação. Brasília, 
v.28, n.3, p.284-290, set./dez. 1999. 
REZENDE, D. A. e ABREU, A. F. Tecnologia da Informação 
Aplicada a Sistemas de Informações Empresariais. São Paulo: Editora 
Atlas, 2000. (ISBN 85-224-2705-4)
STAIR, R. M. Princípios de Sistemas de Informação -Abordagem 
Gerencial. Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos e Científicos 
Editora Ltda., 1998. (ISBN 852161132-3). 
105
Introdução a Computação
7º Aula
Sistemas de informações
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de: 
conhecer os conceitos sobre sistemas de informação;
observar a importância dos sistemas de informação e como pode proporcionar um diferencial nos negócios;
conhecer como os sistemas de informações se integram.
Vamos revisar alguns conceitos sobre sistemas de 
informação e sua interação
Se ocorrerem algumas dúvidas sobre a aula, vocês poderão 
saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”.
Bons estudos!
106
53
Seções de estudo
1 -Conceitos de sistemas d e 
informação
2 - Sistemas de informação como 
diferencial dos negócios
1. Conceitos de sistemas de informação
2. Sistemas de informação como diferencial dos negócios
3. Integração dos sistemas de informação e o ciclo de vida
Sistemas de informação podem ser definidos como 
conjunto de relatórios de determinados sistemas ou unidades 
departamentais, entregues e circulados dentro da empresa, 
para uso dos componentes da organização (REZENDE e 
ABREU, 2001).
Para Oliveira (2001), sistema de informação é o processo 
de transformação de dados em informações que são utilizadas 
na estrutura decisória na empresa, proporcionando, ainda, 
a sustentação administrativa para otimizar os resultados 
esperados.
Curiosidade
Sistema de informação é uma descrição para atividades
de processamento de informações em apoio à administração
Segundo Stair (1998), sistemas de informação é uma 
série de elementos ou componentes inter-relacionados que 
coletam (entradas), manipulam, armazenam (processo) e 
disseminam (saídas) os dados e informações e fornecem um 
mecanismo de feedback.
Oliveira (2001) afirma que sistema de informação é 
um conjunto de elementos interdependentes (subsistemas), 
logicamente associados, para que de suas interações gerem 
informações necessárias à tomada de decisões.
Para Bio (1996) sistema de informação é um subsistema 
do sistema empresa, sendo interdependentes que geram uma 
gama de informações para tomada de decisões.
Um sistema de informações eficiente pode ter um 
grande impacto na estratégia corporativa e no sucesso da 
empresa. Esse impacto pode beneficiar a empresa, os clientes 
e qualquer indivíduo ou grupo que interagir com os sistemas 
de informação (OLIVEIRA, 2001). Entre os benefícios pode 
se destacar:
suporte à tomada de decisão profícua;
valor agregado ao produto;
melhor serviço e vantagem competitiva;
produtos de melhor qualidade;
oportunidades de negócios e aumento da 
rentabilidade;
mais segurança nas informações, menos erros, mais 
precisão;
redução de custos e desperdícios;
aperfeiçoamento nos sistemas, eficiência, eficácia, 
efetividade, produtividade.
Curiosidade
Segundo Stair (1998), vários são os benefícios proporcionados pelo 
sistema de informação podendo citar carga de trabalha reduzida, 
administração mais e ciente, maior precisão, entre outros
Um dos principais problemas na concepção de um 
sistema de informação é o fato de que as informações tendem 
a ignorar a estrutura vertical e fluem através das fronteiras das 
unidades funcionais. Uma vez que é possível ocorrerem essas 
interações em qualquer nível da pirâmide organizacional. 
Assim o projeto de um sistema de informações exige a 
coordenação de todas as áreas funcionais que forneçam e que 
se utilizem dessas informações.
Os sistemas de informação, independentemente de 
seu nível organizacional (operacional, gerencial, estratégico), 
têm como maior objetivo auxiliar os processos de tomadas 
de decisão, assim se os sistemas de informação não se 
propuserem a atender esse objetivo, sua existência não será 
significativa para a empresa.
O foco dos sistemas de informação está direcionado para 
o principal negócio empresarial. Como exemplo pode-se citar 
uma empresa de contabilidade, os sistemas de informação 
estarão voltados para o fornecimento de informações que 
atendam as necessidades do escritório de contabilidade.
Para Relfetir
Independentemente o ramo de atividade da empresa, o foco dos 
sistemas estará sempre direcionado para o principal negócio da 
empresa
Curiosidade
As pessoas são muito importantes no que se refere ao sistema de 
informação, pois são elas que alimentam e fazem que o sistema 
funcione conforme a necessidade empresarial
O sistema de informação é uma função interna 
de apoio. Sua função primária é dar apoio às outras unidades 
da organização para que trabalhem de forma mais eficiente 
e efetiva. Assim, é de vital importância que a gerência de 
informações entenda e conheça perfeitamente as necessidades 
de seus clientes internos e da empresa como um todo.
As pessoas são o elemento mais importante na maior 
parte dos sistemas de informação baseados em computador. 
Os profissionais de sistemas de informação incluem todas as 
pessoas que gerenciam, executam, programam e mantêm o 
sistema do computador . Os usuários são os administradores, 
gestores, tomadores de decisão, empregados, entre outros.
A informação e o conhecimento serão os diferenciais 
das empresas e dos profissionais que pretendem destacar- 
se no mercado, efetivar a perenidade, a sobrevivência, a 
competitividade e a inteligência empresarial. Assim a informação 
107
Introdução a Computação 54
deve ser considerada como o diferencial de negócio quando 
proporciona alternativas de lucratividade e retornos profícuos 
para a empresa, seja, sedimentando atuações, implementando 
os atuais negócios ou ainda, criando novas oportunidades de 
negócios (REZENDE e ABREU, 2001).
Stair (1998) comenta que o uso estratégico dos sistemas de 
informação constitui em uma vantagem competitiva, e que é um 
benefício muito importante e de longoprazo para uma empresa, 
dessa maneira o desenvolvimento e a manutenção da vantagem 
competitiva dependem do processo de valor adicionado 
oferecido pela empresa.
Sistemas de informações eficazes podem ter um impacto 
enorme na estratégia corporativa e no sucesso organizacional. 
As empresas em todo o mundo estão desfrutando de maior 
segurança, melhores serviços, maior eficiência e eficácia, 
despesas reduzidas e aperfeiçoamento no controle e na tomada 
de decisão devido aos sistemas de informação.
Para Cautela (1991), ocorre à necessidade da implantação de 
um sistema de informação que permita uma fluência constante, 
padronizada, segura, eficaz e controlável das informações dentro 
da empresa, permitindo que os dados cheguem à pessoa certa, 
no momento oportuno e com as características ideais que uma 
informação deve possuir.
As empresas que detiverem, organizarem, dominarem e 
valorizarem mais as informações e o conhecimento do ambiente 
(interno e externo) em que estiverem envolvidas terão mais 
condições de competitividade nos negócios.
3 - Integração dos sistemas de 
informação e o ciclo de vida
3.1 Integração de sistemas de 
informação
Integração pode ser chamada e conhecida como visão 
sistêmica, abordagem sistêmica, engrenagem empresarial, 
sinergia da informação ou conjunto harmônico das funções 
empresariais. Assim são as relações de interdependência 
entre os subsistemas que resultam principalmente na troca de 
informações entre os mesmos. Essas relações são necessárias 
para o funcionamento efetivo das funções empresariais e dos 
respectivos sistemas de informação.
Todos os sistemas de informação atuam e deve interagir 
entre si, um influenciando e complementando o outro, assim 
estará visualizando sempre a empresa como um grande 
processo.
Para facilitar o entendimento da integração sistêmica, 
descreve-se um exemplo que contempla vários subsistemas 
empresariais:
Uma nota scal-fatura contém dados de venda, que saíram do 
subsistema de faturamento, onde a quantidade vendida deve ser 
baixada do subsistema de estoque; consequentemente, os dados 
sobre receitas precisam ser alimentados e processados no subsistema 
de contar a receber; sucessivamente os lançamentos de debito 
e créditos no subsistema de contabilidade e nalmente os dados 
legais de saída no subsistema de livros scais de saída, por meio da 
integração entre esses subsistemas
Os sistemas de informação são usados em todas 
as áreas funcionais, ou funções empresariais. Em finanças 
e contabilidade, os sistemas de informação são usados para 
prever receitas e a atividade empresarial, determinar as 
melhores fontes e usos de fundos, administrar o dinheiro 
e outros recursos financeiros. Em marketing, os sistemas 
de informação são usados para desenvolver novos bens e 
serviços, determinar a melhor localização para instalações de 
produção e distribuição, determinar as melhores abordagens 
de propaganda e vendas. Na indústria, os sistemas de 
informação são usados para processar pedidos de clientes, 
desenvolver programas de produção, controlar níveis de 
estoque e monitorar a qualidade dos produtos.
Curiosidade
“A quantidade de bens de consumo que são comercializados em cada 
país re ete o nível de vida da população e também permite avaliar os 
gostos e as características da sociedade em questão” (INFOESCOLA, 
2012)
Com a utilização de recursos de tecnologia é plenamente 
possível construir um sistema integrado pelos vários 
subsistemas de empresas que considerem suas funções 
empresariais internas, tais como produção, comercial, 
financeira, materiais, recursos humanos, entre outras .
Para o desenvolvimento dos sistemas de informação o 
organograma é secundário, pois independente da estrutura 
organizacional, todas as funções empresariais devem estar 
presentes e organizadas, formando a base de desenvolvimento 
dos sistemas.
Outro aspecto que se deva observar é a irracionalidade 
nas interações entre os sistemas, pois poderão causar 
problemas e ineficiências operacionais e decisórias, afetando 
diretamente o processo de tomada de decisão empresarial, em 
todos os níveis hierárquicos.
Existem limitações de integração quando se leva 
em conta os fatores e sistemas externos ao meio, pois 
muitas dessas informações são aleatórias, desestruturadas 
a assistemáticas, tendo em vista que não existem padrões 
nacionais efetivamente usados consensualmente .
3.2 - Ciclo de vida dos sistemas de 
informação
A vida dos sistemas de informação diz respeito a sua 
utilização plena ou na sua maturidade no atendimento de 
seus requisitos funcionais. Os sistemas para fins de gestão 
de empresa podem ter uma vida curta, principalmente se 
mal estruturados e mal construídos. Também morrem 
rapidamente se as informações de sua base, considerando o 
ambiente interno e externo à empresa, foram mal selecionadas 
ou estão desestruturadas.
Para acompanhamento do dinamismo empresarial, é 
aceito o conceito de que não existe sistema pronto e acabado, 
pois ao longo de sua vida pode existir:
108
55
3.3 - fases do ciclo de vida dos 
sistemas de informação
O ciclo de vida natural de um sistema de informação 
abrange as fases:
Concepção: Nascimento do sistema, também 
chamado de projeto do sistema, normalmente 
emanado de um estudo preliminar e embasado em 
uma análise do sistema atual ou anterior;
Construção: Execução do sistema, contemplando 
análise do sistema e eventualmente programação;
Implantação: Disponibilização do sistema ao cliente 
e ou usuários, após a elaboração dos testes e da 
documentação
pertinente acabada;
Implementações: Agregação de funções ou 
melhorias de forma opcional ou necessária;
Maturidade: Utilização plena do sistema sedimentado, 
contemplando o atendimento de todos os requisitos 
funcionais, com satisfação integral do cliente e ou 
usuário;
Declínio: Dificuldade de continuidade, 
impossibilidade de agregação de funções necessárias, 
insatisfação do cliente e ou usuário;
Manutenção: elaboração de manutenções, por 
exigência legal ou correção de erros, visando à 
tentativa de sobrevivência do sistema;
Morte: Descontinuidade do sistema de informação.
Retomando a aula
Parece que estamos indo bem Então, para encerrar 
essa aula, vamos recordar:
1 - Conceitos de sistemas de informação
Nessa seção foram apresentados os vários conceitos 
sobre sistemas de informação e os principais benefícios 
que os sistemas de informação podem proporcionar para 
as organizações.
Nessa seção foi apresentado e discutido como os 
sistemas de informação podem proporcionar diferenciais 
para as empresas em seus negócios empresariais. Também 
foi apresentado o principal objetivo dos sistemas de 
informação, que é auxiliar os processos de tomada de 
decisão e seu principal foco que está direcionado para o 
principal negócio das empresas.
3 - Integração dos sistemas de informação e o 
Nessa seção foram demonstradas como ocorre à 
integração dos vários sistemas de informação nas empresas 
observando sempre a estrutura organizacional das 
mesmas. Também foram apresentados alguns exemplos 
da integração dos sistemas de informação nas empresas. 
Foi apresentado e discutido o ciclo de vida dos sistemas 
de informação, bem como as características de cada fase 
do ciclo de vida.
BIO, S. R. Sistemas de Informação: Um Enfoque Gerencial. 
São Paulo: Ed. Atlas, 1996. (ISBN 852240009-1)
CAUTELA, Sistemas de informação na administração de 
empresas. 4ª Ed. São Paulo: Atlas, 1991. (ISBN 85-224-0739-
8). 
COSTA, Gestão estratégica. São Paulo: Saraiva, 2002 
(ISBN 85-02-03556-8)
CRUZ, T. Sistemas de Informações Gerenciais. São Paulo: 
Ed. Atlas S.A., 2000. (ISBN 852242541-8)
LAUDON, K. C. e LAUDON, J. P. Sistemas de Informação.
Rio de Janeiro: LTC, 1999. (ISBN 852161182-x)
MC GEE, J. e PRUSAK, L. Gerenciamento Estratégico 
da Informação. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 1999 (ISBN 
857001924-6)
MCGARRY, K. O contexto dinâmico da informação. Brasília: 
Briquet de Lemos, 1999. 206p.
MIRANDA, R. C. da R. O uso dainformação na formulação 
de ações estratégicas pelas empresas. Ciência da Informação. 
Brasília, v.28, n.3, p.284-290, set./dez. 1999.
REZENDE, D. A. e ABREU, A. F. Tecnologia da 
Informação Aplicada a Sistemas de Informações Empresariais. São 
Paulo: Editora Atlas, 2000. (ISBN 85-224-2705-4)
STAIR, R. M. Princípios de Sistemas de Informação - 
Abordagem Gerencial. Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos 
e Científicos Editora Ltda., 1998. (ISBN 852161132-3).
Vale a pena ler
Vale a pena
109
Introdução a Computação
8ºAula
Nível da informação e de decisão
empresarial
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de: 
observar e conhecer os níveis da informação e seus respectivos níveis de decisão empresarial;
observar as características do nível estratégico e seus efeitos;
observar as características do nível gerencial e seus efeitos;
observar as características do nível operacional e seus efeitos;
conhecer os conceitos de sinergia e sua relação com os sistemas de informação.
Vamos os níveis da informação e de decisão empresarial?
Se ocorrerem algumas dúvidas sobre a aula, vocês poderão 
saná-las através das ferramentas “fórum” ou
“quadro de avisos”.
Bons estudos!
110
57
Seções de estudo
1 - Níveis de informação e o nível 
estratégico
1 - Níveis de informação e o nível estratégico
2 - Nível gerencial e o nível operacional
3 - Sinergia da informação
Segundo Rezende e Abreu (2001), os níveis da 
informação e de decisão empresarial obedecem à hierarquia 
padrão existente na maioria das empresas, também chamada 
de pirâmide empresarial e são conhecidas como estratégico, 
tático e operacional. O tipo de decisão que é tomada em cada 
nível requer diferente grau de agregação da informação, e os 
diferentes níveis de decisão requerem diferentes informações 
em seus diversos tipos de produtos externados, conforme 
figura 01.
Você Sabia?
A concepção básica da responsabilidade civil é a de reparação dos 
danos causados pela norma preexistente, ou seja, quem infringe um 
dever jurídico ca obrigado a reparar o dano causado
Para Re etir
Antes de desenvolver um sistema de informação é necessário 
conhecer muito bem a estrutura organizacional da empresa
A pirâmide organizacional é dividida em três níveis: operacional, 
gerencial e estratégico
Curiosidade
As informações estratégicas são subsídio para que os gestores 
desenvolvam o planejamento estratégico da organização
As estruturas organizacionais da empresa são as usuárias e 
ao mesmo tempo as geradoras de informação. Elas favorecem 
o desenvolvimento dos sistemas de informação, à medida que 
estão plenamente organizadas e harmoniosas, com estruturas 
departamentais ativas, com definição de responsabilidades, 
com formalidade de processos e participação efetiva nos 
procedimentos e atividades de toda a organização.
Para Oliveira (2001), os subsistemas de informação devem 
estar compatibilizados com a estrutura de autoridades e de 
responsabilidades pela execução das atividades estabelecidas 
pela empresa. As informações destinadas a formular os 
planos, executar as tarefas e avaliar os desempenhos sejam 
estruturadas, quanto ao conteúdo , forma e periodicidade de 
acordo com os objetivos das unidades organizacionais, para 
as pessoas certas em tempo hábil. Segundo o mesmo autor, a 
razão básica de se considerar os níveis de influência é que cada 
um deles pode ter um tipo e amplitude de influência sobre o 
sistema de informação como um todo, podendo proporcionar 
situações de interligações entre os níveis. 
O trabalho de uma empresa depende de uma forma 
crescente do que os sistemas de informação são capazes de 
fazer. O aumento da participação no mercado, a redução de 
custos de produção, o desenvolvimento de novos produtos e/ 
ou orçamento da produtividade do empregado depende cada 
vez mais do tipo e da qualidade dos sistemas de informação 
na empresa. Dessa maneira os sistemas de informação devem 
apresentar uma resposta aos interesses da gestão e ao processo 
decisório também.
Com a crescente concorrência global, as empresas terão 
cada vez mais necessidade de informação, tanto do mercado, 
quanto a respeito dos planos e intenções de consumidores e 
dos competidores. A informação também propicia à empresa 
um profundo conhecimento de si mesma e de sua estrutura de 
negócios, facilitando o planejamento, a organização, a gestão e 
o controle dos processos.
A estrutura organizacional dinâmica facilita o 
funcionamento dos meios de comunicação e o trafego 
das informações entre os níveis hierárquicos da empresa, 
proporcionando uma melhor relação entre seus componentes 
e recursos, seja vertical, seja horizontal, sendo que esse 
dinamismo independe do tipo de organograma da empresa.
Os sistemas de informação devem ser construídos 
levando-se em conta os seguintes fatores:
procedimentos formais;
organização que irão usar o sistema;
projetado para assistir.
1.1 - Nível estratégico
O nível estratégico de influência considera a estrutura 
organizacional de toda a empresa e a melhor interação 
deste com o ambiente. O nível da informação é macro, 
contemplando a empresa em sua totalidade, ou seja, ambiente 
externo e interno.
As decisões dão-se no alto escalão da empresa e geram 
atos cujo efeito é duradouro e mais difícil de inverter (longo 
prazo). Com relação aos níveis hierárquicos, o nível estratégico 
está o presidente, os diretores, sócios das empresas, chamados 
de alta administração .
Para Oliveira (2001), nesse nível de influência ocorre uma 
interação entre as informações do ambiente empresarial (fora 
da empresa) e as informações internas da empresa.
2 - Nível gerencial e o nível operacional
2.1 - Nível tático ou gerencial
O nível tático de influência considera determinado 
conjunto de aspectos homogêneos da estrutura organizacional 
da empresa. O nível de informação é em grupo (agrupada 
111
Introdução a Computação 58
ou sintetizada), contemplando a junção de determinadas 
informações de uma unidade departamental. As decisões 
táticas dão-se nos escalões intermediários e geram atos de 
efeito mais curto, porém, de menos impacto no funcionamento 
estratégico da empresa.
No nível estratégico a tomada de decisões tem efeitos duradouros 
(longo prazo) No nível gerencial a tomada de decisão gera efeitos mais 
curtos
Para Oliveira (2001), nesse nível de influência ocorre 
uma aglutinação de informações de uma área de resultado e 
não da empresa como um todo.
Com relação aos níveis hierárquicos, no nível tático 
estão os gestores de nível médio, ou seja, as gerências, 
chefias, supervisão da empresa, em suas respectivas unidades 
departamentais.
As informações gerenciais destinam-se a alimentar 
processos decisórios, e cada nível de gerência depende de 
informações diferentes, e a organização deve conhecer suas 
necessidades em todos os níveis.
2.2 - Nível operacional
O planejamento operacional pode ser considerado como 
formalização de processos, principalmente por meio de 
documentos escritos, das metodologias de desenvolvimento, 
das respectivas normas e implementações estabelecidas 
(OLIVEIRA, 2001).
Cria condições para a adequação de trabalhos diários 
da empresa onde o nível operacional de influência considera 
uma parte específica da estrutura organizacional da empresa. 
O nível de informação é detalhado (analítica), contemplando 
os pormenores específicos de um dado, de uma tarefa ou 
atividade. Os efeitos das tomadas de decisões são de curto 
prazo e são pontuais, ou seja, de uma parte específica da 
organização.
Figura 01: Níveis da informação e suas relações
Cada nível de decisão apresenta diferentes tipos de informações onde 
são utilizadas pelos diferentes níveis hierárquicos
FONTE: Adaptado de Rezende e Abreu (2001)
3 - Sinergia da informação
3.1 - Sinergia de informações
O conceito genérico de sinergia é coerência, integração, 
relação horizontal e vertical. Também pode ser vista como 
a multiplicação da combinaçãode recursos, planos com 
o mesmo objetivo e direção. Os recursos e as informações 
utilizadas conjuntamente produzem um efeito maior. 
Segundo Bueno (2000), sinergia é o ato ou esforço simultâneo 
na realização de uma função.
Sinergia da informação aplicada a estrutura organizacional 
é a fluência das informações entre os níveis hierárquicos, 
operacional, gerencial e estratégico, e seus respectivos 
departamentos ou funções empresariais.
Relacionado com os conceitos de planejamentos 
estratégicos, sistemas de informação e gestão de tecnologia 
da informação, sinergia é a coerência de informações, idéias, 
planos, direcionamentos, ações, com relações efetivas entre os 
níveis superiores, médios e baixos (REZENDE e ABREU, 
2001).
Segundo esse mesmo autor, com relação a sistemas de 
informação, a sinergia de informações deve estar coerente com 
seus respectivos níveis de informação, ou seja, a integração 
vertical e horizontal entre:
e/ou interno da empresa) para o sistema de informação 
estratégico;
sistema de informação gerencial;
informação operacional.
Para Aaker (2001), sinergia significa que o todo é maior 
que a soma de duas partes. Nesse contexto, significa que duas 
estratégias funcionando juntas serão superiores as mesmas 
duas operando independentemente.
Para Re etir
A sinergia das informações empresariais é necessária para que o 
gestor no processo decisório opte pelas melhores alternativas em 
suas tomadas de decisões
A implantação de sistemas de informações tem 
consequências para o trabalho desempenhado, as tarefas, as 
pessoas envolvidas e a estrutura organizacional. As quatro 
variáveis, tarefas, pessoas, estrutura e tecnologia, representam 
os impactos da tecnologia na empresa como se fossem vértices 
de um losango, onde cada extremidade representa um fator 
de impacto. Dessa forma os sistemas de informação podem e 
afetam de inúmeras formas a produtividade e a qualidade dos 
serviços e produtos de uma organização.
112
59
Retomando a aula
Parece que estamos indo bem Então, para encerrar 
essa aula, vamos recordar:
Nessa seção foi apresentado e discutido os níveis da 
informação, suas principais características e suas relações, bem 
como os fatores a serem observados no desenvolvimento 
dos sistemas de informação empresarial. Foi apresentado 
e abordado o nível estratégico das organizações, suas 
características e as consequências das tomadas de decisões 
nesse nível.
Nessa seção foi apresentado e discutido o nível 
gerencial ou tático das organizações, suas características e 
as consequências e efeitos das tomadas de decisões nesse 
nível, bem como os utilizadores dessas informações. Foi 
apresentado e discutido o nível operacional das organizações, 
suas características e consequências e efeitos das tomadas de 
decisão nesse nível.
Nessa seção foram apresentados e abordados os conceitos 
sobre sinergia, bem como suas principais características 
quando aplicadas a informação empresarial e quais suas 
relações em seus respectivos nível de decisão empresarial.
OBS: Se ao final desta aula surgirem dúvidas, vocês 
poderão saná- las através das ferramentas “fórum” ou 
“quadro de avisos”. Ou ainda poderão enviar para o e-mail 
camara@unigran.br
BIO, S. R. Sistemas de Informação: um enfoque gerencial. 
São Paulo: Ed. Atlas, 1996. (ISBN 852240009-1)
CAUTELA, Sistemas de informação na administração de 
empresas. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 1991. (ISBN 85-224-0739-8)
COSTA, Gestão estratégica. São Paulo: Saraiva, 2002. 
(ISBN 85-02-03556-8)
Vale a pena ler
Vale a pena
CRUZ, T. Sistemas de Informações Gerenciais. São Paulo: 
Ed. Atlas S.A., 2000. (ISBN 852242541-8)
LAUDON, K. C. e LAUDON, J. P. Sistemas de 
Informação. Rio de Janeiro: LTC, 1999. (ISBN 852161182-x)
 MC GEE, J. e PRUSAK, L. Gerenciamento Estratégico da 
Informação. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 1999 (ISBN
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MCGARRY, K. O contexto dinâmico da informação. 
Brasília: Briquet de Lemos, 1999. 206p.
MIRANDA, R. C. da R. O uso da informação na formulação 
de ações estratégicas pelas empresas. Ciência da Informação. 
Brasília, v.28, n.3, p.284-290, set./dez. 1999.
REZENDE, D. A. e ABREU, A. F. Tecnologia da 
Informação Aplicada a Sistemas de Informações Empresariais. São 
Paulo: Editora Atlas, 2000. (ISBN 85-224-2705-4)
STAIR, R. M. Princípios de Sistemas de Informação - 
Abordagem Gerencial. Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos 
e Científicos Editora Ltda., 1998. (ISBN852161132-3)
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GARRIGA, Josef. et al. Os computadores. Rio de Janeiro: 
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aplicações de hardware e software. São Paulo: Érica, 1992.
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(Cabling) e performace (Switching e routing). 2. ed. São Paulo: 
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informação para dinamização, inovação e competitividade”. 
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PROPRIEDADE INTELECTUAL, INFORMAÇÃO 
E ÉTICA, 1, 1998, Florianópolis, Anais eletrônicos... 
Florianópolis: UFSC, 1998. Disponível em: . Acesso em: 08 de mar. 2001.
113(Electronic Discrete Variable Automatic 
Computer), UNIVAC (Universal Automatic Computer) e IBM 
650. Em 1961 chegou o primeiro computador no Brasil: um 
UNIVAC 1105, ainda com válvulas, para o IBGE. 
2.3.3 - IBM 650
O computador IBM 650 foi disponibilizado 
publicamente nos USA pela IBM, em dezembro de 1954. A 
empresa projetou a venda de 50 exemplares do computador, 
mais do que todos os computadores do mundo juntos, o 
que foi considerado um exagero. Apesar do pessimismo, em 
1958, duas mil unidades do IBM 650 estavam espalhadas pelo 
mundo. O IBM 650 era capaz de fazer em um segundo 1.300 
somas e 100 multiplicações de números de dez dígitos.
2.3.4 - 2º Geração: Utilização do 
transistor (1955-1964)
Foi em 1947 que surgiu o primeiro transistor, produzido 
pela BellTelephone Laboratories. Essa descoberta revolucionou a 
eletrônica, pois os circuitos passaram a consumir muitíssimo 
menos energia e a ocupar menos espaço, isto a um custo bem 
satisfatório. Os transistores eram e são muito mais confiáveis 
que as válvulas. É feito de cristal de silício, o elemento mais 
abundante na Terra. 
A partir desse momento, devido à maior facilidade e 
praticidade do transistor, muitos modelos de computador 
surgiram. O primeiro modelo de computador 100% 
transistorizado foi o TRADIC, da Bell Laboratories. Esses 
computadores, além de menores, eram mais rápidos 
e eliminavam quase que por completo o problema do 
desprendimento de calor, característico da geração anterior. 
Exemplos de computadores dessa geração são o IBM 
1401 e o Honeywell 800. O IBM 1401 apareceu na década 
de 60 e com ele a IBM assumiu uma posição dominante na 
indústria de computadores. 
2.3.5 - 3º Geração: os circuitos 
integrados (1965-1980)
Essa geração é marcada pela substituição dos transistores 
pela tecnologia dos circuitos integrados (transistores e outros 
componentes eletrônicos miniaturizados e montados numa 
única pastilha de silício: o chip). Entrou no mercado em 1961 
pela Fairchild Semiconductor e pela Texas Instruments, localizadas 
no Vale do Silício, na região de Palo Alto e Stanford, na 
Califórnia. A tecnologia dos circuitos integrados, que permitiu 
a substituição de dezenas de transistores numa única peça de 
silício, admitiu o surgimento de computadores de menores 
dimensões, mais rápidos e menos caros. Com esses circuitos 
integrados o tempo passou a ser medido em nanossegundos 
(bilionésimos de segundos). O exemplo típico dessa geração 
foi o IBM 360, série que introduziu o conceito de família 
de computadores compatíveis, facilitando a migração dos 
sistemas quando é necessário mudar para um computador 
mais potente.
2.3.6 - 4º Geração: circuitos de larga 
escala (1980-1990)
Durante a década de 70, com a tecnologia da alta escala de 
integração (LSI - Large Scale of Integration), pôde-se combinar 
Fonte: .
Fonte: .
Fonte: .
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64
11
até 65 mil componentes em uma só pastilha de silício (chip). 
Nos anos 80, com o grande desenvolvimento da tecnologia 
de circuitos integrados, o número de transistores podendo ser 
integrados numa pastilha de silício atingiu a faixa dos milhares 
e, logo em seguida, dos milhões. Foi assim que surgiram os 
novos computadores, ainda menores, mais velozes e mais 
poderosos que aqueles da geração anterior. 
Em 1981, a IBM entrou no mercado de micros, 
introduzindo o PC “Personal Computer” (Computador Pessoal, 
em português), um microcomputador com tecnologia de 16 
bits (Intel 8088) que em pouco tempo se tornou um padrão, 
sendo os principais o PC-XT, PC-AT, PC-386, PC486.
2.3.7 - 5º Geração: Ultra Large Scale 
Integration (1990 - hoje)
Basicamente são os computadores modernos. Ampliou-
se drasticamente a capacidade de processamento de dados, 
armazenamento e taxas de transferência. Também é nessa 
época que os processos de miniaturização são iniciados, 
diminuindo o tamanho e aumentando a velocidade dos 
agora “populares” PC´s. O conceito de processamento está 
partindo para os processadores paralelos, ou seja, a execução 
de muitas operações simultaneamente pelas máquinas. Surge o 
primeiro processador Pentium, em 1993, dotado de memórias 
de 108 pinos, ou DIMM. Em seguida surgiu o Pentium II, 
III, IV, V (sem contar os modelos similares da concorrente 
AMD). Nesse meio tempo iam surgindo o slot AGP de 64 bits, 
memórias com mais pinos e maior velocidade, HD´s cada vez 
mais rápidos e com maior capacidade etc. Na realidade, as 
maiores novidades dessa época são os novos processadores 
cada vez mais velozes.
Enfim, a informática evolui cada vez mais rapidamente 
e as velocidades de processamento dobram em períodos cada 
vez mais curtos. Para se ter uma noção disso, basta observar 
que entre os modelos de computador mais antigos, os 
espaçamentos entre uma novidade e outra eram de dezenas 
de anos, sendo que hoje não chega a durar nem um mês. 
Isso nos leva a concluir que o avanço científico e do poder 
de cálculo evolui de maneira que não se encontra paralelo na 
história humana, barateando os custos e tornando acessíveis 
os computadores às pessoas de baixa renda. Quem sabe uma 
nova geração de computadores não está por vir?
Retomando a aula
Chegamos, assim, ao nal da primeira aula Espera-
se que agora tenha cado claro o entendimento de 
vocês sobre a história e os conceitos da informática 
Vamos recordar: 
1 - Informática
 Vimos nessa seção que a Informática é a ciência que 
tem como objetivo o tratamento lógico e automático das 
informações.
2 - Computador
Na segunda seção verificamos e conhecemos a definição 
de um computador, a sua evolução histórica, que inicio no 
Ábaco, régua de cálculo, Máquina de Pascal, Calculadora 
de Leibnitz, Arithmometer, Máquina de Babbage e a 
Máquina de Holerith. Vimos também o início das gerações 
de computadores que se começaram com o surgimento da 
válvula e relé em 1930, logo em seguida surgiram os transistor 
em 1955 que revolucionou a eletrônica, onde seus circuitos 
consumiam menos energia e ocupavam menos espaço. O 
surgimento dos circuitos integrados em 1961 permitiu a 
substituição de dezenas de transistores em uma única peça 
de silício, em 1980 tem início a utilização dos circuitos de 
larga escala começaram a ser utilizados nos computadores, 
surgindo assim o PC ( “ Personarl Computer” – Computador 
Pessoal).
OBS: Se ao final dessa aula surgirem dúvidas, vocês 
poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro 
de avisos”. Ou ainda poderão enviar para o e-mail:camara@
unigran.br
NORTON, Ratto, (Tradutor). Introdução à informática. 
SP. Pearson Education do Brasil, 2011.
WHITE, Ron; PALUMBO, Sandra Regina Garcia. 
Como funciona o computador. São Paulo: Quark Books, 1993.
CAPRON H. L.; JOHNSON, J. A; SANTOS, José 
Carlos Barbosa dos. Introdução à informática. 8. ed. São Paulo: 
Pearson Prentice Hall, 2012.
 BERENGUER, Xavier; COROMINAS, Albert; 
GARRIGA, Josef. et al. Os computadores. Rio de Janeiro: 
Marité Salvat, 1979.
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65
Introdução a Computação 12
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Minhas anotações
66
2ºAula
Noções de informática
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de: 
entender como são armazenadas e processadas as informações nos computadores e suas respectivas unidades de 
medida; 
conhecer a divisão do computador entre hardware e software, as diferentes partes internas dos computadores e os 
vários tipos de softwares existentes no mercado;
reconhecer os principais tipos de softwares básicos e suas respectivas divisões.
Caros(as)alunos(as), 
 Nesta segunda aula iremos falar sobre a representação das informações 
no computador, como ele entende as informações e as armazena, bem como 
a divisão dos computadores em hardware e software. Os principais tipos de 
softwares existentes no mercado de trabalho e suas respectivas utilização pelos 
profissionais de informática. Se ocorrerem algumas dúvidas sobre a aula, vocês 
poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”.
Bons estudos!
67
Introdução a Computação 14
Seções de estudo
1 - Representação das informações 
no computador
1. Representação das informações no computador
2. Divisão do computador hardware x software
3. Os principais tipos de softwares básicos
Os computadores são equipamentos eletrônicos 
digitais. Portanto, toda informação a ser armazenada e 
processada internamente, deve ser transformada para 
o formato binário. Os circuitos eletrônicos digitais 
permitem que represente os valores de voltagem elétrica 
de seus componentes com os dois dígitos do sistema 
binário (0 e 1). 
O princípio de funcionamento dos circuitos digitais 
é totalmente baseado na lógica digital ou booleana, que 
admite apenas dois estados para um único elemento 
(SIM/NÃO, LIGADO/DESLIGADO, ABERTO/
FECHADO, etc.).
Em vista disso, teremos como menor unidade 
de informação, que pode ser armazenada em um 
computador, o conhecido bit (Binary Digit), que admite 
apenas dois valores: 0 e 1. 
Um bit nos permite representar apenas duas 
informações, ou símbolos, um de cada vez; a linguagem 
humana possui vários símbolos (Caracteres); as 
informações manipuladas pelo computador são 
codificadas em grupos ordenados de 8 bits, chamados 
byte (Binary Term).
Com 8 bits é possível representar um grupo de 
256 símbolos diferentes, como é o caso dos caracteres 
padrões utilizados pela maioria dos computadores. 
Como cada bit pode assumir dois valores, e utilizamos 
8 bits, teremos: 
2x onde: 2 é o número de valores assumidos por 
um bit e, X é a quantidade de bits utilizados; logo o 
resultado é 28 = 256 combinações diferentes, cada 
uma representando um caractere. Byte, que é o conjunto 
formado por uma sequência de 8 bits. É a unidade de 
medida da informação. Cada caractere (letra ou símbolo 
do teclado) digitado equivale a um byte.
1.1 - Tabela de medida
UNIDADE SÍMBOLO VALOR
Bit b Menor unidade de informação 
Byte B 8 Bits - 20 = 1
KiloByte KB 210 = 1 024
MegaByte MB 220 = 1 048 576
GigaByte GB 230 = 1 073 741 824
TeraByte TB 240 = 1 099 511 627 776
EQUIPAMENTO VALOR
Memória 512 MB, 1GB, 2GB, 4GB, 8GB
Winchester - HD 300GB, 500 GB, 800GB E 1TB 
CD- ROM 700 MB, 800 MB 
PEN-DRIVE 1GB, 2GB, 8 GB
1.2 - Classificação dos Computadores
Os computadores, também conhecidos como PC 
(Personal Computer), são classificados de acordo com sua 
finalidade e porte, e estão divididos nas seguintes categorias 
básicas:
1.2.1 - Microcomputador 
O nome é relativo ao seu tamanho e à sua capacidade de 
processamento; surgiu com advento dos microprocessadores 
nos meados da década de 70.
Hoje em dia existem várias categorias de 
microcomputadores, baseadas em seus tamanhos e seu grau 
de portabilidade. Eles podem ser do tipo de mesa ou torre 
(Desktop), em geral constituído por 3 partes separadas: unidade 
de processamento (CPU, acionadores de discos e memória), 
monitor de vídeo e teclado. 
Podemos citar como exemplos de micros os das marcas 
IBM, Dell, Compaq e Machintoshi. Essas marcas fabricam 
o microprocessador e os demais componentes; contudo 
encontramos com mais frequência no mercado micros com 
processadores de um fabricante e os demais componentes 
fabricados por vários outros.
Microcomputador PC Microcomputador Macinhtosh
Outros microcomputadores são os Notebooks, que 
reproduzem o funcionamento dos Desktops. A vantagem é 
que se pode trabalhar com eles em qualquer lugar que você 
esteja.
Os primeiros computadores portáteis eram bem maiores 
que os Notebooks, chamados de Laptops. Existem também os 
Palmtops, que têm tamanho pouco maior que a palma da mão 
e realizam algumas tarefas dos PCs.
1.2.2 - Estação de Trabalho 
(Workstations)
As Workstations são microcomputadores projetados 
para efetuar tarefas mais pesadas, pois elas possuem maior 
velocidade de processamento e capacidade de memória, 
além de uma alta confiabilidade. São basicamente utilizados 
pelo setor industrial e gráfico na composição, manipulação e 
apresentação de imagens gráficas, vinhetas e animações.
1.2.3 - Computadores de Grande 
porte (Mainframes)
Fonte: .
68
15
2 - Divisão do computador 
hardware x software
Esse tipo de computador é projetado para manusear 
e processar grandes volumes de dados, e executar 
simultaneamente várias operações e programas; são 
manipulados por vários usuários. Eles requerem uma grande 
velocidade e capacidade de armazenamento de dados, 
processamento rápido de massas de dados e segurança. 
São utilizados por bancos, previsão do tempo e grandes 
multinacionais.
Os microcomputadores são divididos em duas partes: 
o Hardware e Software. Agora conheceremos um pouco mais 
dessas duas partes que integradas fazem o funcionamento do 
computador.
 2.1 - Hardware
Hardware é a parte física do computador, aquela que pode 
ser tocada, formada por diversos componentes eletrônicos, 
fios e chips, slots. O hardware pode ser dividido em várias partes, 
conforme a função de cada equipamento: dispositivo de 
processamento, dispositivos de entrada e saída de dados, e 
dispositivos de armazenamento de dados. Conheçam alguns 
desses dispositivos:
2.1.1 - Placa Mãe
Esse dispositivo é também conhecido como “motherboard”. 
A placa-mãe é responsável pela interconexão de todas as peças 
que formam o computador. Todos os dispositivos precisam 
ser conectados à placa-mãe para formar o computador.
A BIOS (Basic Input Output System) trata-se do software de 
controle armazenado em um chip que guarda configurações 
do hardware. Para manter as configurações da BIOS, uma 
bateria de níquel-cádmio ou lítio é usada. Dessa forma, mesmo 
com o computador desligado é possível manter o relógio do 
sistema ativo, assim como as configurações de hardware.
2.1.2 - Processador
O processador é o local onde é executada toda a instrução 
existente (programas): quanto mais rápido for o processador, 
mais rápida o programa é executado. Conhecido como a 
Unidade Central de Processamento (CPU) nada mais é que 
um chip de silício contendo uma combinação de circuitos, ele 
é considerado o “cérebro” do computador.
Em cima do processador existe um cooler, que é parecido 
com um ventilador. Ele é responsável por manter a temperatura 
do processador em níveis aceitáveis, aumentando assim a sua 
vida útil. Os principais fabricantes de processadores são Intel, 
AMD e Cyrix.
2.1.3 - Memória
As memórias são as responsáveis pelo armazenamento 
de dados e instruções em forma de sinais digitais em 
computadores. Para que o processador possa executar 
suas tarefas, ele busca na memória todas as informações 
necessárias ao processamento. Existem dois tipos de 
memória: ROM e RAM. A memória RAM (Random Access 
Memory - Memória de acesso aleatório) é uma memória tanto 
de escrita como de leitura, ou seja, podemos tanto gravar 
dados e instruções, como recuperá-los. Com a interrupção do 
fornecimento de energia elétrica, todo o conteúdo da RAM é 
perdido. Por isso, necessitamos de memórias auxiliares para 
transferir e armazenar as informações. Existem dois tipos de 
RAM: a estática (DRAM) e dinâmica (SRAM). Na memória 
ROM (Read Only Memory - Memória apenas de leitura) as 
informações estão armazenadas de modo permanente. Não 
é possível alterar seus dados e suas informações são gravadas 
pelo fabricante. Existem três tipos básicos de memória ROM: 
PROM, EPROM e EAROM:
2.1.4 - Disco Rígido - HD
O disco rígido (Hard Disk, em inglês), cuja abreviatura 
é HD, também conhecido como Winchester, serve para o 
armazenamento permanentemente de dados, os quais são 
inseridos, alterados e apagados.Um HD pode ter de 01 (um) 
a 05 (cinco) discos (um embaixo do outro). Em um disco 
rígido de 80 GB podem existir quatro discos, cada um com 
capacidade de 20 GB, variando de acordo com o fabricante. 
Os discos são divididos em trilhas e essas são formadas por 
setores. Um agrupamento de setores em relação a outros 
discos é chamado de cilindros. A velocidade de acesso às 
informações dos discos depende da velocidade em que esses 
giram. Os padrões mais comuns são de 5.400 rpm (rotações 
por minuto), 7.200 rpm e 10.000 rpm. 
2.1.5 - Placa de Vídeo
A placa de vídeo é o dispositivo responsável por enviar as 
imagens geradas no computador para a tela do monitor.
Existem placas-mãe que possuem placas de vídeo 
onboard, isto é, o vídeo já vem integrado junto à Placa Mãe 
(motherboard). Isso permite economia de gastos, porém afeta 
o desempenho do computador, já que o processador passa a 
fazer o trabalho que é executado pelo chip gráfico em placas 
normais. As placas de vídeo usam o slot AGP, que já está 
perdendo espaço para o slot PCI Express (PCI-E).
Resolução é o conjunto de linhas formadas por pixels 
(ou pontos) na tela do monitor, considerando as posições 
horizontais e verticais. Quando dizemos que a resolução é de 
800x600, significa que existem 800 pixels na horizontal e 600 
na vertical. As mais comuns são 640x480, 800x600, 1024x768 
e 1280x1024. 
Cada placa de vídeo suporta um número de cores, que 
depende do número de bits por pixel. As combinações mais 
comuns em placas de vídeo são: 16 bits por pixel (65.536 cores), 
24 bits (16.777.216 cores) e 32 bits (4.294.967.296 cores). 
2.1.6 - Placa de Rede
É necessária uma placa de rede para fazer uma rede entre 
computadores com o propósito de fazer a comunicação entre 
eles. Assim, é possível compartilhar informações e recursos 
como, por exemplo, uma impressora, um scanner, um CD-
ROM.
2.1.7 - Drives
69
Introdução a Computação 16
O disquete é um tipo de drive que está cada vez mais em 
desuso devido a sua baixa capacidade de armazenamento, pois 
suportam 1,44 MB de informações armazenadas e geralmente 
apresentam muitos problemas.
O drive de CD-ROM é, basicamente, o dispositivo que 
lê CD’s. Ele pode ser apresentado como somente leitor de 
CD, ou também para gravar informações. Porém o CD-ROM 
vai aos poucos perdendo espaço para o DVD, que também é 
utilizado para ler ou gravar informações.
Existem hoje no mercado vários tipos desses dispositivos 
como: CD-RW (ler e gravar CD-Rs e CD-RW’s), CD-RW + 
DVD (como leitor de CD-ROM e de DVD, além de gravador 
de CD’s) e o DVD-RW (esse drive é um dos mais completos, 
pois lê e gravas CD’s, assim como lê e grava DVD’s). 
Outro dispositivo bastante utilizado hoje é o Pen Drive, 
que é um dispositivo de armazenamento constituído por 
uma memória flash e um adaptador USB para interface com 
o computador. Alguns modelos podem ter a capacidade 
de 128MB até 8GB de memória portátil e alta velocidade 
na leitura e gravação de dados, 16MB/seg e 12MB/seg. 
Geralmente possui formato compacto para facilitar o seu 
transporte.
2.1.8 - Gabinete
Local onde estão guardados todos os componentes do 
computador que são utilizados para armazenar e processar as 
informações. Possui, em seu lado externo, um botão de força 
(para ligar) e um botão de reset (para reiniciar o computador). 
Dependendo do tipo de gabinete e formato (vertical ou 
horizontal) alguns vêm com entradas de SOM e USB na parte 
frontal.
No gabinete fica localizada também a fonte de 
alimentação, que converte corrente alternada em corrente 
contínua para alimentar os componentes do computador. 
Assim, a placa-mãe, os drives, o HD e o cooler devem ser ligados 
à fonte. As placas conectadas nos slots da placa-mãe recebem 
energia por ela, de modo que dificilmente precisam de um 
alimentador exclusivo. Atualmente, o padrão de fonte de 
energia utilizado nos gabinetes é o ATX (Adanced Technology 
Extended); possui uma tensão de 3,3V que reduz o consumo 
de energia, e também apresenta os recursos de desligamento 
do computador por software.
2.1.9 - Teclado
O teclado de computador é utilizado pelo usuário para 
a entrada manual no sistema de dados e comandos. Possui 
teclas representando letras, números, símbolos e outras 
funções. Essas teclas são ligadas a um chip dentro do teclado, 
onde identifica a tecla pressionada e manda para o PC as 
informações. 
O meio de transporte dessas informações entre o teclado 
e o computador pode ser sem fio (ou Wireless) ou a cabo 
(PS/2 e USB). 
Algumas funções teclado:
F1 F12 Ativam teclas de funções em alguns programas de 
computador
TAB Utilizado para tabulação, principalmente em editores 
de texto
CAPS LOCK Trava o teclado em Caixa Alta (Maiúscula)
SHIFT
Qualquer tecla pressionada em conjunto com as 
letras muda a Caixa (alta ou normal), também ativa o 
acesso aos símbolos especiais
BACKSPACE Apaga o caractere que estiver esquerda do cursor
SETAS Servem para mover o Cursor (cima/baixo – Direita/
esquerda)
INSERT Ativa e desativa o modo sobrescrever
DELETE Apaga o caractere que estiver direita do cursor
HOME Move o cursor para o início da linha
END Move o cursor para o m da linha
PAG UP Rola a tela para cima
PAG DOWN Rola a tela para baixo
NUM LOCK
Se estiver ativado no teclado numérico funcionaram 
os números Caso contrário, as setas de 
movimentação
ENTER a tecla de con rmação (execução) dos comandos 
do teclado
PRINT SCREEN Captura a tela atual e envia para área de transferência
2.1.10 - Mouse
O mouse serve para posicionar o cursor (ponteiro do 
mouse) sobre o item desejado exibido na tela do computador. 
Existem, basicamente, dois tipos de mouse: o de “bolinha” 
(que usa uma esfera para movimentar o cursor) e o mouse 
óptico (que faz a movimentação da seta através de laser, 
dando, inclusive, maior precisão ao movimento). 
2.1.11 - Monitor
O Monitor é responsável por transmitir informações 
visuais para o usuário; essas informações podem ser programas 
em execução, vídeos, animações, etc.
A tecnologia mais usada nos monitores é o CRT (Cathode 
Ray Tube) e o LCD (Liquid Crystal Display). 
O tempo de resposta é uma característica que interessa 
em muito a quem deseja utilizar o monitor LCD para rodar 
jogos ou assistir vídeos. Isso porque essas são aplicações que 
exigem mudança rápida do conteúdo visual. Se o monitor não 
for capaz de acompanhar essas mudanças, atrasarão a alteração 
de estado de seus pixels, causando efeitos indesejados, como 
“objetos fantasmas” na imagem ou sombra em movimentos.
Quanto menor o tempo de resposta, melhor a atualização 
da imagem no tempo de resposta para um resultado 
satisfatório. É recomendável o uso de monitores com essa 
taxa inferior a 15 ms.
Os monitores mais comuns encontrados no mercado, 
oferecem telas nos tamanhos de tela variando de 15”, 17”, 
19” e 21” (polegadas). 
2.1.12 - Impressora
70
17
Uma impressora é um periférico que conectado a um 
computador, ou a uma rede de computadores, tem a função 
de dispositivo de saída, imprimindo textos, gráficos, desenhos 
ou qualquer outro trabalho realizado no computador.
Existe uma grande variedade de impressoras no mercado, 
cada uma para um tipo de serviço. As impressoras matriciais, 
cuja cabeça é composta por uma ou mais linhas verticais de 
agulhas, ao colidirem com uma fita, imprimem um ponto por 
agulha sobre o papel. Nesse caso, o deslocamento horizontal 
da cabeça impressora, combinado com o acionamento de 
uma ou mais agulhas, produz caracteres configurados como 
uma matriz de pontos. As impressoras mais frequentemente 
encontradas têm 9, 18 ou 24 agulhas.
As impressoras Jato de Tinta funcionam semelhantes ao 
das matriciais, pois também possui cabeça de impressão que 
percorre toda a extensão da página; a diferença é que a cabeça 
possui pequenos orifícios, através dos quais a tinta é lançada 
sobre o papel. Essas impressoras são as mais populares 
atualmente, pois oferecem uma boa qualidade de impressão e 
são bastante silenciosas.
As impressoras a laser produzemresultados de grande 
qualidade, quer para desenho gráfico, quer para texto. Ela 
utiliza feixes de laser que criam uma imagem eletrostática de 
uma página que será impressa. Essa imagem adere a folha 
quando o tambor passa sobre a folha de papel, o pó (toner) é 
transferido para sua superfície, formando as letras e imagens 
da página. São mais caras, mas oferecem uma melhor qualidade 
de impressão e quantidade de páginas impressas com o toner.
2.2 - Software
Software são programas que rodam em um computador. 
Ele é composto por uma sequência de instruções, que é 
interpretada e executada por um processador, informando ao 
computador como executar uma determinada tarefa. Sem o 
software o computador não funciona; é apenas um monte de 
circuitos e equipamentos sem qualquer utilidade.
Quando um software está representado como instruções, 
que podem ser executadas diretamente por um processador, 
ele é do tipo linguagem de máquina. 
O dispositivo mais conhecido que dispõe de 
um processador é o computador. Atualmente, com o 
barateamento dos microprocessadores, existem outras 
máquinas programáveis, como telefone celular, máquinas de 
automação industrial, calculadora, etc.
2.2.1 - Software Básico
Os softwares básicos são os principais programas utilizados, 
pois estão entre o hardware e o usuário; sem eles não haveriam 
outros tipos de software. Eles executam as seguintes tarefas: 
gerenciamento de memória, controle da comunicação do 
computador com os demais periféricos, criações de software, 
e primeira comunicação com os usuários.
3 - Os principais tipos de softwares 
básicos
É um conjunto de programas responsável pelo 
gerenciamento de informações e componentes do hardware 
e software. Assim que o computador é ligado, o primeiro 
programa a ser carregado é o Sistema Operacional, visto que 
esse controlará as atividades dos demais programas. Esse 
procedimento se chama dar carga do sistema ou “boot”.
O sistema operacional é o gerente dos demais 
softwares e do computador. Ele ainda gerencia os discos e 
arquivos, controla como o monitor exibe a imagem, define 
prioridades de impressão, reserva um espaço de memória 
para cada programa e organiza todas as tarefas executadas no 
computador.
Com a evolução da tecnologia, os sistemas operacionais 
também evoluíram. Veja os principais fabricantes e tipos de 
sistemas operacionais.
Fabricante Sistema Operacional
Microsoft
MS-DOS, WINDOWS 95, WINDOWS 98, 
WINDOWS ME, WINDOWS XP, WINDOWS NT, 
WINDOWS 2000, WINDOWS SERVER 2003, 
WINDOWS VISTA
IBM OS/2
APPLE XSERVER, MAC OS, IOS
GOOGLE ANDROID
Código Aberto (livre) UNIX, LINUX, FreeBSD
Linguagem de Programação
Para que o computador nos entenda, precisamos utilizar 
uma linguagem que lhe seja compreensível. A linguagem mais 
próxima do entendimento do computador é a linguagem 
de máquina, dita de baixo nível. Para que linguagens de 
diversos tipos sejam traduzidas para a linguagem de máquina, 
utilizamos um tradutor.
Tradutores que traduzem de uma linguagem de alto 
nível para uma linguagem de máquina são chamados 
compiladores. Uma linguagem que necessita que o programa 
fonte seja sempre compilado antes de uma execução é 
chamada linguagem interpretada e o seu tradutor é chamado 
interpretador.
Uma das principais metas das linguagens de 
programação é permitir que programadores tenham uma 
maior produtividade, permitindo expressar suas intenções 
mais facilmente do que quando comparado com a linguagem 
que um computador entende nativamente (código de 
máquina). Assim, linguagens de programação são projetadas 
para adotar uma sintaxe de nível mais alto, que pode ser 
mais facilmente entendida por programadores humanos. 
Linguagens de programação são ferramentas importantes 
para que programadores e engenheiros de software possam 
escrever programas mais organizados e com maior rapidez.
Os diversos tipos de linguagens de programação são 
escolhidos segundo sua finalidade. Para a área comercial é 
utilizada a linguagem Cobol, Clipper 5.0, Visual Basic, Delphi. 
No meio acadêmico é muito utilizada a linguagem Pascal e 
C, apropriadas respectivamente para a área científica e para a 
construção de softwares básicos. A linguagem Assembly é a que 
está mais próxima da linguagem de máquina, só que trabalha 
com comandos que serão representadas em código binário 
depois de traduzidos.
71
Introdução a Computação 18
3.1 - Software Aplicativo
Os softwares aplicativos são programas que cumprem 
finalidades específicas para uma necessidade do usuário, ou 
seja, são aqueles que são necessários para que os usuários 
resolvam os problemas do dia a dia.
São softwares que produzem documentos, cartas e malas-
direta. Eles podem ser editados, visualizados e alterados. 
Um processador de texto pode gerar índices automáticos, 
fazer formatação condicional, verificação ortográfica, edição 
de estilos. Alguns exemplos de editores de texto: Microsoft 
Word, OpenOffice (linux), AbiWord (Gnome), Kword (KDE), Corel 
WordPerfect, Google Docs.
Planilha eletrônica é um tipo de programa de 
computador que utiliza tabelas para realização de cálculos ou 
apresentação de dados. Cada tabela é formada por uma grade 
composta de linhas e colunas, elas podem armazenar valores 
numéricos, datas, textos ou fórmulas. As planilhas criam ainda 
gráficos com variados recursos em 3D. Elas são utilizadas 
principalmente para aplicações financeiras e pequenos 
bancos de dados. Alguns exemplos de planilhas eletrônicas 
são: Microsoft Excel, Quattro Pro, Lótus, Gnuméric (linux, Unix), 
Planilhas Google.
Banco de dados é um conjunto de dados com uma 
estrutura regular que organiza informações. Um banco de 
dados normalmente agrupa informações utilizadas para 
um mesmo fim. Ele é acessado e mantido por meio de um 
software conhecido como Sistema Gerenciador de Banco de 
Dados (SGBD). Normalmente um SGBD adota um modelo 
de dados, de forma pura, reduzida ou entendida. Muitas 
vezes, o termo banco de dados é usado como sinônimo de 
SGDB. O modelo de dados mais adotado hoje em dia é o 
modelo relacional, onde as estruturas têm a forma de tabelas, 
compostas por linhas e colunas. Alguns exemplos de banco 
de dados: Microsoft Acess, Approach, Paradox, Interbase, Firebird,.
Ela é utilizada amplamente em diversos segmentos da 
sociedade, criando peças gráficas, tais como jornais, livros, 
revistas, catálogos, malas diretas e folhetos, com as finalidades 
de informar, convencer e ilustrar informações sobre produtos, 
serviços e informações.
Os softwares de ilustração são utilizados para criação de 
ilustrações e logotipos os mais utilizados são o CorelDRAW e 
o Adobe Illustrator. Os programas de edição de imagens servem 
para equilibrar brilho, nitidez e cores de uma foto, além de 
permitirem fusões de duas ou mais imagens, nesta categoria 
é praticamente unânime o uso do Photoshop . Na categoria 
paginadores, estão os programas que fazem a montagem final 
dos elementos (textos, ilustrações e fotos) e dão forma ao 
projeto os mais comuns são Adobe InDesign, Corel Ventura e o 
Quark Express
Navegadores
Navegadores que são também chamados de browsers são 
utilizados pra abrir e exibir as páginas da web (Internet). Há 
dezenas de browser diferentes, como o Mozilla e o Konqueror, 
o mais utilizado são o Internet Explorer, Netscape, Firefox e 
atualmente o Google.
Para navegar na internet além de possuir um browser 
você precisa digitar o link (endereço) que aponta de um lugar 
para outro na web onde estão armazenados os websites. Cada 
link inicia com a expressão “www” abreviatura de World Wide 
Web, expressão esta que significa “rede de alcance mundial” 
(world wide significa – Grande como o mundo e web – teia, 
rede).
3.1.2 - Softwares Utilitários
São os que administram o ambiente, fornecendo ao 
usuário ferramentas para organizar os discos, verificar a 
disponibilidade da memória, corrigir falhas de processamento, 
realizar backups (cópias de segurança de seus dados no 
computador), configurar dispositivos, compactar arquivos,desfragmentar arquivos e antivírus. Esses softwares recebem 
esse nome por serem úteis ao sistema computacional.
Os antivírus são também chamados de softwares de 
proteção, cujo objetivo é proteger seu computador contra 
softwares que desejam roubar ou destruir as informações 
armazenadas. Lembre-se de sempre manter o antivírus 
atualizado, pois ele desatualizados é o mesmo que nada, a 
cada dia são criados novos programas para tentar enganar o 
sistema operacional.
Exemplos de softwares utilitários: Norton Utilities, Scandisk, 
Winzip, Download Accelerator, Trend, Inoculan, Norton Antivírus, 
Panda Antivírus.
3.2 - Peopleware
Vimos a divisão da informática em hardware e software, 
pois para trabalhar em uma destas áreas existem os 
“peopleware” que são o conjunto de pessoas que trabalham na 
área de informática. São pessoas que estão inseridas em um 
diversificado mercado de trabalho dividido da seguinte forma:
São os responsáveis por inserir, alterar e apagar 
informações nos computadores. Ele utiliza os programas que 
rodam em uma empresa. Ele precisa ser agir e rápido, são 
os profissionais que digitam a sua movimentação bancária, 
fazem trabalhos escolares etc.
É o profissional que tem que saber operar 
computadores, geralmente trabalha fornecendo informações, 
prepara relatórios, emite cobranças, escreve documentos, 
executa pequenas atualizações em softwares e reparos em 
equipamentos existentes. Eles também realizam a instalação 
de softwares utilizados na empresa e fazem o procedimento 
de segurança de dados (backup) bem como se utilizam dos 
softwares aplicativos word, excel, power Point, e-mail, internet. 
Possuem a habilidade de instalar antivírus e eliminar 
vírus de computadores.
72
19
É o profissional que tem como finalidade realizar estudos 
de processos a fim de encontrar o melhor e mais racional 
caminho para que a informação possa ser processada. O 
analista de sistema estuda os diversos sistemas existentes entre 
hardwares, softwares e o usuário final, seus comportamentos e 
aplicações, desenvolvendo a partir de então soluções que 
serão padronizadas e transcritas da forma que o computador 
possa executar. 
Os programadores recebem dos analistas de sistemas 
o estudo do processo das empresas feito pelo analista e 
transformará estes processos em um programa de computador, 
desenvolvido em uma linguagem de programação, fazendo 
assim um software de folha de pagamento, contas a pagar, 
controle financeiro para a empresa. 
Retomando a aula
Chegamos, assim, ao nal da segunda aula Espera-
se que agora tenha cado claro o entendimento 
de vocês sobre as noções de informática Vamos 
recordar: 
1 - Representação das informações no computador
 Vimos nessa seção como são armazenadas e processadas 
as informações nos computadores e suas respectivas unidades 
de medida os bit, byte até o terabyte.
Na segunda seção, conhecemos a classificação dos 
computadores em microcomputador, workstation e 
mainframes. Conhecemos a divisão dos computadores 
entre hardware e software, as diferentes partes internas dos 
computadores, a utilização do teclado e suas respectivas funções 
a definição e função de um softwares nos computadores;
 Na última seção vimos os principais tipos de softwares 
básicos, os Sistemas Operacionais que são responsáveis pelo 
gerenciamento de informações e componentes do hardware 
e softwares. As linguagens de programação, onde são 
desenvolvidos os sistemas pelos programadores e engenheiros 
de software, os editores de textos, planilhas eletrônicas, 
banco de dados, softwares de editoração e os navegadores. 
Finalizamos conhecendo os diversos profissionais que atuam 
na área de informática.
OBS: Se ao final desta aula surgirem dúvidas, vocês 
poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro 
de avisos”. Ou ainda poderão enviar para o e-mail:camara@
unigran.br
HELD, Gilbert; SANTOS, Andréa Dell’Amore; 
MARSHALL, Thomas R. Compressão de dados: técnicas e 
aplicações de hardware e software. São Paulo: Érica, 1992.
CARISSIMI, Alexandre da Silva; OLIVEIRA, Rômulo 
Silva de; TOSCANI, Simão Sirineo. Sistemas operacionais. 2. 
ed. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2001.
CAPRON H. L.; PATTERSON, David A.; 
HENNESSY, John L.; LARUS, James R. et al. Organização e 
projeto de computadores : a interface hardware/software. 3. ed. 
Rio de Janeiro: LTC; Rio de Janeiro: Campus, 2005.
Vale a pena ler
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Vale a pena
73
Introdução a Computação
3º Aula
Noções de rede
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de: 
definir os conceitos de redes e servidores, mostrando suas diferenças e a abrangência de cada um;
conhecer os diferentes tipos de Topologias de Redes, suas definições, vantagens e utilização, bem como manuzear 
os diferentes tipos dos meios de comunicação utilizados em redes de dados;
compreender os conceitos de Internet, sua história e como usar adequadamente os navegadores (browser). 
Caros(as) alunos(as), 
 Nesta aula abordaremos algum conceitos de noções de rede bem 
como, os tipos de servidores existentes. Veremos as topologias de redes 
existentes como utilizá-las e as suas vantagens e desvantagens. Teremos 
um tópico onde estudaremos os meios de transmissão de dados em uma 
rede e finalizaremos nosso estudos aprendendo a utilizar a internet e seus 
navegadores. Se ocorrerem algumas dúvidas sobre a aula, vocês poderão 
saná-las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”.
Bons estudos!
74
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Seções de estudo
1 - Noções de rede : alguns conceitos
1 - Noções de rede : alguns conceitos
2 - Topologias de redes
3 - Internet e seus conceitos 
A rede tem por finalidade o compartilhamento de 
informações e de equipamentos em um mesmo local, isto só 
foi possível com a redução de custos do hardware e introdução 
dos microcomputadores no cenário da informática, a estrutura 
centralizada deu lugar a uma estrutura totalmente distribuída. 
Nesse cenário surgiram as redes de computadores, onde 
um sistema de comunicação foi introduzido para interligar os 
equipamentos de processamentos de dados, antes operando 
isoladamente com o objetivo de permitir o compartilhamento 
de recursos, tais como banco de dados, impressoras, arquivos, 
sistemas .
Redes Locais de Computadores são sistemas cujas 
distâncias entre os módulos processadores (Servidores) 
se enquadram na faixa de alguns poucos metros a alguns 
poucos quilômetros. Sistemas cuja dispersão é maior do que 
alguns quilômetros são chamados Redes Geograficamente 
Distribuídas. 
Servidores são computadores com alta capacidade 
de processamento e armazenagem que tem por função 
disponibilizar serviços, arquivos ou aplicações a uma rede. 
Como provedores de serviços, eles podem disponibilizar 
e-mail, hospedagem de páginas na internet, firewall, proxy, 
impressão, banco de dados, servir como controladores de 
domínio e muitas outras utilidades. Como servidores de 
arquivos (File Server), eles podem servir de depósito para que 
os utilizadores guardem os seus arquivos v num local seguro 
e centralizado. 
Em uma rede baseada em servidor, temos normalmente 
sistemas operacionais mais potentes como é o caso do 
Windows NT, Windows Server 2010, Netware , LAN Server 
IBM, UNIX, Linux, FreeBSD, sendo necessárioum estudo 
mais criterioso para a definição de qual Sistema Operacional 
você deve utilizar no seu Servidor.
Fonte: .
Informação Adicional: O Data Center é um ambiente 
projetado para abrigar servidores e outros componentes. 
O objetivo principal de um Data Center é garantir a 
disponibilidade de equipamentos que rodam sistemas cruciais 
para o negócio de uma organização garantindo assim a 
continuidade do negócio. 
Surgiram dos ambientes de institutos de pesquisa e 
universidades, os enfoques dos sistemas de computação 
que ocorriam durante a década de 1970 levavam em 
direção à distribuição do poder computacional. Redes locais 
surgiram para viabilizar a troca e o compartilhamento de 
informações e dispositivos periféricos (recursos de hardware 
e software), preservando a independência das várias estações 
de processamento, e permitindo a integração em ambientes 
de trabalho cooperativo. Pode-se caracterizar uma rede 
local como sendo uma rede que permite a interconexão de 
equipamentos de comunicação de dados numa pequena 
região que é distância entre 100m e 25 km, embora as 
limitações associadas às técnicas utilizadas em redes locais não 
imponham limites a essas distâncias.
.
Quando a distância de ligação entre vários Servidores 
começa a atingir distâncias entre cidades.
Uma rede metropolitana apresenta características 
semelhantes às redes locais, sendo que as MANs em geral, 
cobrem distâncias maiores que as LANs operando em 
velocidades maiores. Um bom exemplo de MAN são as redes 
de TV a cabo.
Fonte: .
Fonte: .
75
Introdução a Computação 22
 
É uma rede de computadores que abrange uma grande 
área geográfica, um país ou continente. A história da WAN 
começa em 1965 quando Lawrence Roberts e Thomas Merril 
ligaram dois computadores, um TX-2 em Massachussets a um 
Q-32 na Califórnia, através de uma linha telefónica de baixa 
velocidade, criando a primeira rede de área alargada (WAN), 
cuja a maior conhecida é a Internet.
Em geral, as redes geograficamente distribuídas contêm 
conjuntos de servidores, que formam sub-redes. Essas 
sub-redes têm a função de transportar os dados entre os 
computadores ou dispositivos de rede. Estas redes estão 
conectadas dentro de uma vasta área geográfica permitindo a 
comunicação a grande distância.
As Wans tornaram-se necessárias devido ao crescimento 
das empresas, onde as Lan’s e Man´s não eram mais suficientes 
para atender a demanda de informações, pois era necessária 
uma forma de passar informação de uma empresa para outra 
de forma rápida e eficiente.
Você sabia: Há um déficit de profissionais de redes de 
computadores no Brasil e que nos últimos anos, as empresas 
brasileiras investiram fortemente em conectividade. Isso abriu 
um vasto campo de trabalho para profissionais da área. E, de 
acordo com um estudo feito pela Cisco em parceria com a 
IDC, faltam hoje mais de 117 mil profissionais especializados 
nesta área .
Informação Adicional: O que é um Administrador de Rede?
É o profissional responsável pela administração da infra-
estrutura de rede de uma corporação, capaz de gerenciar os 
ativos de rede, monitorar, prever incidentes, tomando ações 
de maneira que a comunicação fim a fim seja sempre possível.
2 -Topologias de redes
A topologia de uma rede descreve como é o layout do 
meio através do qual há o tráfego de informações, e também 
como os dispositivos estão conectados a ele, através de 
roteadores, switches, hubs, mainframes, servidores, centrais 
telefônicas.
A escolha da topologia apropriada para uma determinada 
aplicação depende de vários fatores, sendo estabilidade, 
velocidade, confiabilidade e custo os mais importantes. A 
distância entre as estações e o tamanho da rede, também são 
fatores preponderantes.
Uma rede em anel consiste de estações conectadas 
através de um caminho fechado. Nesta configuração, muitas 
das estações remotas ao anel não se comunicam diretamente 
com o computador central. 
Redes em anel são capazes de transmitir e receber 
dados em qualquer direção, mas as configurações mais usuais 
são unidirecionais, de forma a tornar menos sofisticado os 
protocolos de comunicação que asseguram a entrega da 
mensagem corretamente e em sequência ao destino.
Esta configuração requer que cada estação seja capaz de 
remover seletivamente mensagens da rede ou passá-las adiante 
para a próxima estação. Nas redes unidirecionais, se uma 
linha entre duas estações cair, todo sistema sai do ar até que 
o problema seja resolvido. Se a rede for bidirecional, nenhum 
ficará inacessível, já que poderá ser atingido pelo outro lado. 
Fonte: .
Fonte: .
Fonte: .
76
23
Nesta configuração todas as estações se ligam ao mesmo 
meio de transmissão. A barra é geralmente compartilhada em 
tempo e frequência, permitindo transmissão de informação. 
Nas redes em barra comum, cada nó conectado à barra pode 
ouvir todas as informações transmitidas. O desempenho 
de um sistema em barra comum é determinado pelo meio 
de transmissão, número de nodos conectados, controle de 
acesso, tipo de tráfego entre outros fatores. 
Diz-se que uma rede tem topologia estrela quando 
um computador se conecta a outro apenas através de um 
equipamento central, sem nenhuma ligação direta, nem 
através de outro computador.
O arranjo em estrela é a melhor escolha se o padrão 
de comunicação da rede for de um conjunto de estações 
secundárias que se comunica com a estação central. As 
situações onde isso mais acontecem são aquelas em que 
a estação central está restrita às funções de gerente das 
comunicações e a operações de diagnósticos. 
No caso de ocorrer falha em uma estação ou no meio de 
ligação (Cabo) com o nodo central, apenas esta estação fica 
fora de operação. Entretanto, se uma falha ocorrer no nodo 
central, todo o sistema pode ficar fora do ar.
O desempenho obtido numa rede em estrela depende 
da quantidade de tempo requerido pelo nodo central para 
processar e encaminhar mensagens, e da carga de tráfego de 
conexão, ou seja, é limitado pela capacidade de processamento 
do nodo central.
Topologia /
Características
ESTRELA ANEL BARRA
Simplicidade 
Funcional
A melhor de todas razoável
Razoável, um 
pouco melhor do 
que o anel
Custo de 
Conexão
Alto (incluindo o 
custo do nó central)
Baixo para 
médio
Baixo
Aplicação 
Adequada
Aquelas envolvendo 
processamento 
central de todas as 
mensagens
Sem limitação Sem limitação
Desempenho
Baixo, todas as 
mensagens têm 
de passar pelo nó 
central
Auto, 
possibilidade 
de mais 
de uma 
mensagem ser 
transmitida 
ao mesmo 
tempo
Médio
Curiosidade: O salário de um administrador de redes 
varia muito, de acordo com a região e, principalmente, de 
acordo com a formação do profissional. De acordo com o 
site Profissões em TI, a média salarial de um administrador 
de redes pode variar entre: Júnior: R$ 3.953,71, Pleno: R$ 
4.411,43 e Sênior: R$ 6.242,86.
Os dados e informações podem ser transmitidos por 
diversos meios, veja os principais meios de comunicação 
utilizados em redes de dados.
Os cabos talvez tenham 50% do fracasso ou do sucesso 
da instalação de uma rede. Muitos dos problemas encontrados 
nas redes são identificados como causados pela má instalação 
ou montagem dos cabos. Um cabo bem feito contará pontos 
a seu favor no restante da rede, em caso de dúvidas com 
algum cabo o melhor é não utilizá-lo.
O primeiro tipo de cabeamento que surgiu no mercado 
foi o cabo coaxial. Há alguns anos, esse cabo era o que havia 
de mais avançado, sendo que a troca de dados entre dois 
computadores era coisa do futuro. Até hoje existem vários 
tipos de cabos coaxiais, cada um com suas características 
específicas. Alguns são melhores para transmissão em alta 
frequência, outros têm atenuação mais baixa, e outros são 
imunes a ruídos e interferências. Os cabos coaxiais de alta 
qualidade não são maleáveis e são difíceis de instalar e os 
cabos de baixaqualidade podem ser inadequados para trafegar 
dados em alta velocidade e longas distâncias. 
Par trançado
Com o passar do tempo, surgiu o cabeamento de par 
trançado. Esse tipo de cabo tornou-se muito usado devido 
a falta de flexibilidade de outros cabos e por causa da 
Fonte: .
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Introdução a Computação 24
necessidade de se ter um meio físico que conseguisse uma taxa 
de transmissão alta e mais rápida. Os cabos de par trançado 
possuem dois ou mais fios entrelaçados em forma de espiral e, 
por isso, reduzem o ruído e mantém constante a propriedade 
elétrica do meio, em todo o seu comprimento. 
O cabo de par trançado é o meio de transmissão de 
menor custo por comprimento no mercado. A ligação de nós 
ao cabo é também extremamente simples e de baixo custo.
O uso de fibras ópticas para transmissão de dados em 
redes tem crescido muito, devido queda de preço da fibra e 
também devido ao maior custo x benefício fornecido pela 
mesma. Uma das vantagens da fibra é a sua capacidade de 
permitir altas taxas de transmissão de dados que podem se 
situar na faixa de Gbps (gigabits por segundo).
As fibras ópticas são feitas normalmente de vidro, mas 
existem também as feitas de plástico que possuem um custo 
menor, mas têm mais perdas na transmissão.
Apesar do custo mais elevado em relação aos fios de cobre 
e de necessitar de equipamentos e mão de obra especializada 
para o seu manuseio, elas não sofrem interferências com 
ruídos eletromagnéticos e com radio frequências e permitem 
um total isolamento entre transmissor e receptor. Portanto, 
quem deseja ter uma rede segura, preservar dados de qualquer 
tipo de ruído e ter velocidade na transmissão de dados, os 
cabos de fibra óptica são a melhor opção do mercado. 
Rede sem fios (wireless) refere-se a um agrupamento de 
computadores ou outros dispositivos em rede, interligados 
sem o uso de cabos, mas sim através de ondas de rádio, 
infravermelhos ou microondas. Dentre estes o mais conhecido 
é o sistema de transmissão de dados através de ondas de rádio, 
ao invés dos micros de rede estar conectados através de um 
cabo, eles estão conectados a um transmissor e receptor de 
rádio. É importante salientar que a comunicação é mais uma 
possibilidade dentro dos sistemas de cabeamento disponíveis.
3 -Internet e seus conceitos
Para entendermos o conceito do que vem a ser a Internet, 
a Rede Mundial de Computadores, devemos regressar às 
décadas de 60/70 para saber como ela se tornou um dos meios 
de comunicação mais populares. Tudo surgiu no período em 
que a guerra fria pairava no ar entre as duas maiores potências 
da época, os Estados Unidos e a ex-União Soviética. O governo 
americano queria desenvolver um sistema para que seus 
computadores militares pudessem trocar informações entre 
si, de uma base militar para outra. Foi assim que surgiu então 
a ARPANET, o antecessor da Internet, um projeto iniciado 
pelo Departamento de Defesa Americano que realizou então 
a interconexão de computadores, através de um sistema 
conhecido como chaveamento de pacotes, que é um esquema 
de transmissão de dados em rede de computadores no qual as 
informações são divididas em pequenos “pacotes”, que por 
sua vez contém trecho dos dados, o endereço do destinatário 
e informações que permitiam a remontagem da mensagem 
original. Este sistema garantia a integridade da informação 
caso uma das conexões da rede sofresse um ataque inimigo, 
pois o tráfego nela poderia ser automaticamente encaminhado 
para outras conexões. 
A ARPANET tinha como objetivo principal servir 
a investigação e o desenvolvimento, sobretudo para o 
Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América. 
Qualquer conteúdo ou comunicação de índole comercial era 
estritamente proibido naquela altura.
Durante a década de 1980, a ARPANET foi sendo ligada 
a outras redes de universidades e de grandes empresas, como 
a HP, para dinamizar ainda mais a I&D. Nos finais da década, 
a ARPANET deu por atingidos os seus objetivos e entregou 
à NSF a responsabilidade de manter e aumentar o backbone 
(esquema de ligações centrais de um sistema, na Internet, 
numa rede de escala planetária, existem vários backbones: 
os de ligação intercontinental, que derivam nos backbones 
internacionais, que por sua vez derivam nos backbones 
nacionais). 
Os primeiros ISP - Internet Service Providers - 
começaram a aparecer na década de 1980 e começaram a dar 
acesso a empresas e particulares, sobretudo através de dial-up.
No início da década de 1990, a NSF começou a perder o 
controle sobre o backbone, à medida que operadores privados 
começaram a criar as suas próprias infraestruturas. Foi nessa 
altura que as restrições à comercialização da Internet foram 
totalmente abolidas.
Desde 1969 surgiram várias aplicações para a Internet, 
cada vez mais amigáveis ao usuário. Alguns exemplos: Gopher, 
Veronica, WAIS, FTP. Outras formas de comunicação em 
rede também tiveram sucesso e fizeram os primórdios da 
Internet, como é o caso das BBS ou de serviços online como 
a Compuserve ou a AOL.
Na década de 1990, o aparecimento da World Wide Web, 
o desenvolvimento dos browsers, a diminuição de custos de 
acesso, o aumento de conteúdos, entre outros fatores, fizeram 
com que a Internet tivesse um crescimento exponencial.
A World Wide Web ( Web - WWW - uma tradução possível 
seria “rede de alcance mundial” – world wide, significa grande 
como o mundo e web – significa rede ou teia) é uma rede de 
computadores na Internet que fornece informação em forma 
de hipermídia, como vídeos, sons, hipertextos e figuras. 
Para ver a informação, pode-se usar um software chamado 
navegador (browser) para descarregar informações (chamadas 
“documentos” ou “páginas”) de servidores de internet (ou 
“sites”) e mostrá-los na tela do usuário. O usuário pode então 
seguir os links na página para outros documentos ou mesmo 
enviar informações de volta para o servidor para interagir com 
ele. O ato de seguir links é comumente chamado de “navegar” 
ou “surfar” na Web.
O Google Chrome é um navegador rápido e eficiente 
que já conquistou muitos usuários em todo o mundo. O 
browser não deve nada para os gigantes Firefox e Microsoft 
Edge. Foi desenvolvido para ser um navegador sofisticado 
com design simples, e principalmente mais rápido que os 
demais concorrentes. No Brasil, a liderança do Chrome 
é incontestável: 65,84% dos usuários em 2015 utilizaram 
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o navegador do Google para acessar a web, entre todas as 
plataformas. No gráfico, são considerados os acessos via 
desktop, celular, tablet e console de videogame. O segundo 
lugar fica para o finado Internet Explorer, com 11,46%, 
mostrando que ainda há muitos PCs no país com versões 
antigas do Windows. Em terceiro fica o Mozilla Firefox, com 
8,1%, seguido por Android e Safari.
No Google Chrome, as abas são chamadas de guias, mas 
antes de detalhar melhor os aspectos mais complicados do 
navegador, vamos verificar suas funções. Veja a imagem a 
seguir e acompanhe a explicação seguindo a numeração:
Item 1 – Primeiramente iremos ver a função das 
setas, elas já são bem conhecidas de todos que utilizam um 
navegador internet, sua função é avançar ou voltar nas páginas 
em exibição no navegador. Quando você desejar saber seu 
histórico de navegação basta deixar o cursor fixo em cima da 
seta clicar e segurar.
Item 2 – Para recarregar/atualizar o navegador na página 
atual verificando se existem novas atualizações do conteúdo 
exposto, ou para recarregar links perdidos, imagens que não 
abriram ou erros de diagramação na página.
Item 3 – Quando você desejar voltar para a página que 
você definiu como “padrão” no navegador, basta clicar em 
cima deste ícone. Ele também tem o nome de home(casa).
Item 4 - Quando você clica na estrela você adiciona a 
página atual (ou em exibição) aos seus links favoritos. Desta 
forma você tem a sua disposição um modo mais rápido de 
encontrar seus links favoritos no navegador.
Item 5 – Nesta nova versão

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