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CONHECENDO A PROTEÇÃO 
SOCIAL BÁSICA NO SISTEMA 
ÚNICO DE ASSISTÊNCIA 
SOCIAL (SUAS)
CONHECENDO A PROTEÇÃO 
SOCIAL BÁSICA NO SISTEMA 
ÚNICO DE ASSISTÊNCIA 
SOCIAL (SUAS)
BY NC ND
GOVERNO FEDERAL 
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL, 
FAMÍLIA E COMBATE À FOME 
SECRETARIA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL 
DEPARTAMENTO DE GESTÃO DO SISTEMA ÚNICO DE 
ASSISTÊNCIA SOCIAL 
COORDENAÇÃO-GERAL DE GESTÃO DO TRABALHO E 
EDUCAÇÃO PERMANENTE 
Todo o conteúdo do curso Conhecendo a Proteção Social Básica no Sistema 
Único de Assistência Social (SUAS), da Secretaria Nacional de Assistência 
Social, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e 
Combate à Fome do Governo Federal - 2023, está licenciado sob a Licença 
Pública Creative Commons Atribuição-Não Comercial-Sem Derivações 
4.0 Internacional. Para visualizar uma cópia desta licença, acesse: https://
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Siglas
Acessuas Trabalho - Programa Nacional de Promoção do Acesso ao 
Mundo do Trabalho
BPC - Benefício de Prestação Continuada
CadÚnico - Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal
CEAS - Conselho Estadual de Assistência Social
Centro POP - Centro de Referência Especializado para População em 
Situação de Rua 
CFESS - Conselho Federal de Serviço Social
CIB - Comissão Intergestores Bipartite
CIT - Comissão Intergestores Tripartite
CLT - Consolidação das Leis do Trabalho
CMAS - Conselho Municipal de Assistência Social
CNAS - Conselho Nacional de Assistência Social
CONSEA - Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional
CPF - Cadastro de Pessoas Físicas
CRAS - Centro de Referência de Assistência Social
CREAS - Centro de Referência Especializado de Assistência Social
CRESS - Conselho Regional de Serviço Social
IAP - Institutos de Aposentadoria e Pensões
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IGD - Índice de Gestão Descentralizada
ILPI - Instituição de Longa Permanência
INSS - Instituto Nacional do Seguro Social
LA - Liberdade Assistida
LBA - Legião Brasileira de Assistência
LOAS - Lei Orgânica da Assistência Social
NIS - Número de Identificação Social
NOB - Norma Operacional Básica
NOB/SUAS - Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social 
NOB-RH/SUAS - Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do 
Sistema Único de Assistência Social 
ONG - Organização Não Governamental
PAA - Programa de Aquisição de Alimentos
PAEFI - Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos
PAIF - Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família
PBF - Programa Bolsa Família
PCF - Programa Criança Feliz
PETI - Programa de Erradicação do Trabalho Infantil
PNAS - Política Nacional de Assistência Social
PNEP/SUAS - Política Nacional de Educação Permanente do Sistema 
Único de Assistência Social
PSB - Proteção Social Básica 
PSC - Prestação de Serviços à Comunidade
PSE - Proteção Social Especial 
RG - Registro Geral
RMA - Registro Mensal de Atendimento 
SAGICAD - Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único
SCFV - Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos
SIS Acessuas - Sistema de Acompanhamento do Programa Acessuas
SISC - Sistema de Informações do Serviço de Convivência e 
Fortalecimento de Vínculos 
SNAS - Secretaria Nacional de Assistência Social
SUAS - Sistema Único de Assistência Social
TSF - Trabalho Social com Famílias
Sumário
MÓDULO 1 
1. A concepção da Proteção Social Básica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.1 A proteção social no campo da assistência social: alguns fragmentos históricos e conceituais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .7
1.2 O sentido da proteção social para a assistência social . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .9
1.3 Funções da Proteção Social Básica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
1.4 A quem se destinam as ofertas da Proteção Social Básica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
1.5 O Trabalho Social com Famílias na Proteção Social Básica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
1.6 CRAS e rede socioassistencial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
1.7 As funções do CRAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .23
A concepção da Proteção 
Social BásicaMÓDULO
 MÓDULO 1 - A CONCEPÇÃO DA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA7
Neste módulo, vamos relembrar brevemente a 
repercussão da assistência social como direito 
de cidadania na Constituição Federal de 1988 e 
a vinculação do entendimento e do sentido de 
proteção social com os fundamentos e objetivos do 
Trabalho Social com Famílias na Proteção Social 
Básica (PSB). Veremos as funções da PSB como 
primeiro nível de proteção do SUAS e a importância 
do Centro de Referência de Assistência Social 
(CRAS) na concretização das funções da PSB, na 
gestão e organização da rede socioassistencial nos 
territórios e na articulação da rede socioassistencial 
com as demais políticas públicas. 
1.1 A proteção social no campo da 
assistência social: alguns fragmentos 
históricos e conceituais
A assistência social no Brasil tem uma trajetória 
longa, baseada em conceitos, normativos, 
objetivos e modos de operacionalização que 
se transformaram no tempo, de acordo com o 
contexto histórico. Os exemplos mais citados 
na história, no âmbito federal, são estes 
apresentados na breve linha do tempo a seguir. Governo de Getúlio Vargas
Criação da Legião Brasileira de Assistência (LBA), inicialmente para atender os soldados 
e seus familiares em função da participação do Brasil na segunda guerra mundial.
Criação da Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (FUNABEM) para 
implementar a "Política Nacional de Bem-Estar do Menor”, transformada, 
em 1990, na Fundação Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência 
(CBIA), com o objetivo de formular, normatizar e coordenar a política dos 
direitos da criança e do adolescente.
1964
LBA e CBIA são extintos já na 
vigência do Estatuto da Criança e 
do Adolescente/1990 e da Lei 
Orgânica de Assistência 
Social/1993, ambos à época 
vinculados ao Ministério de 
Bem-Estar Social.
1996
1942
 MÓDULO 1 - A CONCEPÇÃO DA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA8
Também ao longo da história, as atenções da assistência social 
pública se estruturam bastante misturadas ao conjunto de 
iniciativas filantrópicas da sociedade civil. A LBA, por exemplo, 
mantinha uma política de convênios com instituições sociais no 
âmbito da filantropia, especialmente para executar ações de apoio à 
maternidade e à infância. Nas referências históricas da LBA, 
o “Projeto Casulo”, ou “Creches Casulos”, destinado à educação 
de crianças em massa, criado em 1977, é citado como uma açãode 
apoio à infância espalhada pelo país sob o comando das unidades da 
LBA nos estados, com repercussões importantes nos debates sobre 
educação infantil como política pública. 
Vamos rapidamente conhecer a história mais recente da 
assistência social até chegar ao entendimento da PSB do SUAS. 
É notório que a Constituição Federal de 1988 consagrou 
novos direitos de cidadania e de princípios e diretrizes para a 
reestruturação das políticas sociais, impactando várias áreas, 
especialmente a assistência social, devido à sua integração à 
seguridade social brasileira. 
“Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado de 
ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinadas a 
assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência 
social.” (BRASIL, 2020). 
Foto: © [Appreciate] / Shutterstock. 
O que traz de novo essa definição? 
Seguridade pode ser entendida na perspectiva de dar às 
pessoas segurança social e jurídica para acessarem, 
sem discriminação alguma, os direitos assegurados na 
legislação brasileira quando necessitarem. 
Estar no campo da seguridade permitiu à assistência 
social transitar do caráter predominantemente 
assistencialista e ofertado pelas entidades ou 
organizações da sociedade civil de natureza privada para 
o campo dos direitos sociais com provisões de caráter 
público ofertadas como dever do Estado. Ser dever 
do Estado obriga os entes federados a manter órgãos 
públicos para realizar a gestão da política, operar as suas 
funções e provisões e responder administrativamente e 
juridicamente quando a população não é atendida, 
ou seja, não acessa seus direitos. 
 MÓDULO 1 - A CONCEPÇÃO DA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA9
Cabe aqui recordar também que, somente a partir da CF/88 e 
da Lei 8.742/93 – Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) –, 
pode-se afirmar que a assistência social é uma política pública 
de proteção social e direito de cidadania, garantida a todos que 
dela necessitam sem contribuição prévia à seguridade social. 
Isso faz toda a diferença na sua condução e operacionalização, 
pois operar direitos exige, minimamente, organização, 
registro do atendimento, cuidados éticos e observância 
pormenorizada dos normativos. 
1.2 O sentido da proteção social para a assistência social 
Mas o que é mesmo proteção social? 
Para Aldaíza Sposati (2009), o sentido de proteção social, antes 
de tudo, supõe tomar a defesa de algo, impedir sua destruição. 
Contém um sentido preservacionista da vida. Esse sentido 
pressupõe apoio, guarda, socorro e amparo, especialmente 
dando certezas de atendimento à população nas situações de 
vulnerabilidades e riscos pessoais e sociais. 
Proteção social também se vincula à noção de segurança social 
– uma necessidade da sociedade de que se garanta um patamar 
de dignidade a todos os seus membros. Sposati (2009) também 
alerta que a proteção social indica a superação da ideia de se atuar 
prioritariamente depois das situações de desproteções sociais 
instaladas, pois proteção exige sobretudo ações preventivas, 
proativas e vigilantes, para não permitir a destruição de 
condições materiais e imateriais já alcançadas. 
De acordo com Di Giovanni (1998 apud BRASIL, 2005), entende-se 
por proteção social as formas “institucionalizadas que as 
sociedades constituem para proteger parte ou o conjunto de 
seus membros”. Pode-se dizer então que as ofertas da assistência 
social se constituem em formas ou ações institucionalizadas 
utilizadas pelo Estado brasileiro para proteger sua população, 
principalmente nas situações de: vulnerabilidade social, riscos 
pessoais e sociais, violências e violações de direitos humanos. 
Mas você já deve ter visto que a inserção da proteção social no 
debate público tem uma história, ou “várias histórias”. Direitos 
sociais nunca são dados, comumente são conquistados a duras 
penas, ou seja, com muito esforço e, às vezes, sofrimentos. 
Aqui cabe apenas observar que a ideia de proteção social como 
direito, no mundo e no Brasil, foi construída no contexto das 
lutas pelo reconhecimento das desigualdades sociais como 
questão social a ser enfrentada pelo Estado e de reivindicações 
populares em momentos históricos de avanços democráticos 
e de participação popular. Isto que dizer que proteção social, 
democracia e participação social andam juntas. 
 MÓDULO 1 - A CONCEPÇÃO DA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA10
 
Foto: © [Dazo] / Shutterstock. 
 
E, para a assistência social, o que é proteção social? 
Segundo a Política Nacional de Assistência Social (PNAS): 
“A proteção social de Assistência Social consiste no conjunto de 
ações, cuidados, atenções, benefícios e auxílios ofertados pelo SUAS 
para redução e prevenção do impacto das vicissitudes sociais e 
naturais ao ciclo da vida, à dignidade humana e à família como 
núcleo básico de sustentação afetiva, biológica e relacional.” 
(BRASIL, 2005, p. 90). 
Veja que a PNAS trouxe uma visão social pautada na dimensão 
ética de incluir “os invisíveis”, as diferenças e os diferentes na 
proteção social, reconhecendo que as circunstâncias, 
as adversidades e as questões sociais, econômicas e culturais 
que circundam o cotidiano dos indivíduos e de suas famílias têm 
enorme influência na proteção, autonomia, independência e 
convivência familiar e comunitária de todos. 
A chegada do SUAS nessa história! 
A organização da política de assistência social em todo o país 
foi desenhada por meio do Sistema Único de Assistência Social 
(SUAS), instituído pela PNAS/2004 e pela Norma Operacional 
do SUAS – NOB/SUAS/2005. O SUAS, portanto, foi elevado ao 
patamar da lei federal em 2011, com a aprovação da Lei nº 12.435, 
que alterou dispositivos da Lei nº 8.742/93 – Lei Orgânica de 
Assistência Social (LOAS). 
O SUAS é hoje um sistema público que, além de consolidar a gestão 
compartilhada da assistência social entre o governo federal, 
os estados, o Distrito Federal (DF) e os municípios, organiza a 
proteção social, no campo da assistência social, em Proteção Social 
Básica (PSB) e Proteção Social Especial (PSE), indicando conexões 
entre ambas para garantir uma atuação sistêmica. 
 
 MÓDULO 1 - A CONCEPÇÃO DA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA11
Proteção Social 
Básica (PSB)
Proteção Social 
Especial (PSE)
Na realidade em que você atua, a PSB costuma conversar com a PSE! 
Uma anotação que pode ajudar no entendimento da PSB do 
SUAS: quando nos referimos a “ter o básico”, costumamos olhar 
ou identificar aquilo que é fundamental, a exemplo de ter os 
alimentos necessários, um teto para abrigo, condições que não 
podem faltar, pois são pré-requisitos para se chegar a outro 
patamar de qualidade de vida. 
A PSB tem este papel: ofertar as provisões 
fundamentais do SUAS, aquelas que, a princípio, 
todas as famílias e indivíduos em situação de 
vulnerabilidade social devem acessar. Esse nível de 
proteção termina por dar a direção da universalidade 
da assistência social para quem dela necessitar. 
Todo cidadão/cidadã, ao bater à porta da PSB, tem 
minimamente o direito de ser informado, acolhido e 
escutado em relação às suas demandas. 
Vamos relembrar que o SUAS, ao organizar as ofertas da PSB, 
leva em conta principalmente as diretrizes da matricialidade 
sociofamiliar e da territorialização. A matricialidade 
sociofamiliar supõe pensar todas as ações a partir da ideia da 
centralidade da atenção à família e da garantia da sua proteção pelo 
Estado, para que aquela possa reunir as condições fundamentais de 
ser protetora dos seus membros. A territorialização pode ser vista 
como o reconhecimento de que, em larga medida, as dificuldades 
vividas pelas famílias e seus membros vinculam-se à realidade e à 
dinâmica concreta dos territórios. Afinal, não se pode negar que 
o território/comunidade/bairro diz muito sobre o contexto vivido 
pelas famílias. 
 
 MÓDULO 1 - A CONCEPÇÃO DA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA12
A organização da assistência social por meio de dois tipos ou 
níveis de proteção – PSB e PSE –, antes previstana PNAS/2004 
e na NOB/SUAS/2005, a partir de 2011 passa a ser uma previsão 
inscrita na LOAS. Quando uma ação pública é configurada em 
uma lei, sua importância, suas atribuições, seu reconhecimento 
como direito e seu caráter continuado são fortemente reforçados. 
Do ponto de vista do direito social, isso tem um 
valor jurídico enorme, inclusive de busca judicial do 
atendimento. E, do ponto de vista da gestão pública, 
impõe o dever de estruturar ofertas continuadas, 
independente da alternância de governo e de gestores. 
Essa previsão potencializa a concepção de que a PSB forma a base 
da pirâmide da atuação da assistência social nos territórios. Por 
ser a base, outro nível de proteção do SUAS – a PSE de média e 
de alta complexidade – não deve lhe preceder. Assim, a PSB é o 
nível de proteção cuja atribuição primeira é abrir as portas da 
assistência social para o acesso da população que dela necessitar. 
Por isso, seus equipamentos, serviços, programas e benefícios 
devem funcionar em localidades próximas da população para 
facilitar o seu acesso. 
Sim, mas qual é a definição de PSB? 
A melhor resposta pode vir do art. 6o-A da LOAS: 
“Art. 6º-A. [...] I - Proteção Social Básica: conjunto de serviços, 
programas, projetos e benefícios da assistência social que visa 
prevenir situações de vulnerabilidade e risco social por meio do 
desenvolvimento de potencialidades e aquisições e do fortalecimento 
de vínculos familiares e comunitários.” (BRASIL, 1993). 
Pois bem! Você deve ter visto que as ofertas da assistência social 
são estruturadas a partir das seguranças: de sobrevivência – 
renda e autonomia – de acolhida e de convívio ou vivência 
familiar e comunitária. Essas seguranças estarão presentes no 
conjunto de ofertas da PSB, dando vida à ideia de que proteção 
exige sobretudo ações preventivas e proativas para não permitir 
que algo desfavorável ou nocivo aconteça, e de que a PSB deve 
cuidar da população para que ela chegue na PSE somente quando 
esta representar o atendimento mais adequado.
1.3 Funções da Proteção Social Básica
Veja então que a PSB, enquanto parte de um sistema que trata 
de necessidades humanas e sociais, assume funções de caráter 
preventivo, protetivo e proativo que se realizam, 
na prática, entrelaçadamente. 
 MÓDULO 1 - A CONCEPÇÃO DA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA13
 
Funções da Proteção Social Básica
Funções da Proteção
 Social Básica possuem caráter:
Preventivo
Protetivo
Proativo
O caráter preventivo pode ser ilustrado da seguinte maneira: 
Certamente, quando alguém não quer que algo aconteça – como 
perder o apoio de seus pais ou adoecer, por exemplo – procura 
fazer algo antes para evitar e não deixar acontecer, antecipando 
os cuidados e medidas. Na PSB o caráter preventivo não é tão 
diferente. O sentido é dispor de ações e serviços nos territórios, 
próximo das famílias, com capacidade e metodologias que 
possam identificar situações de vulnerabilidade sociais vividas 
e antecipar-se aos possíveis agravos, com pronto atendimento. 
Além disso, deve buscar prevenir ou interromper trajetórias 
de privações sociais e impedir a ocorrências de riscos sociais, 
violência e violação de direitos. Requer uma ação antecipada, 
baseada no conhecimento do território e das famílias. Inclui, 
ainda, a constituição de uma rede socioassistencial e a sua 
integração a uma rede de proteção social intersetorial, com vista 
a dar conta das muitas necessidades humanas. 
O caráter protetivo consiste em centrar esforços nas intervenções 
que visam amparar e resguardar os direitos assegurados às 
famílias e a seus membros, para não perderem os acessos e nem o 
patamar de dignidade conquistada. Por exemplo, manter crianças 
e adolescentes participando de atividades de convivência, bem 
como convivendo com seu núcleo familiar em ambiente seguro 
e sem violência. Supõe ainda empreender estratégias e medidas 
para apoiar e garantir o acesso dos usuários/as, conforme suas 
demandas, ao conjunto de ofertas socioassistenciais e defender os 
acessos necessários à rede intersetorial para, junto com as famílias, 
alcançarem o atendimento mais integral possível. 
 MÓDULO 1 - A CONCEPÇÃO DA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA14
O caráter proativo caracteriza-se pelas medidas, esforços e 
estratégias que a PSB empreende para identificar e intervir 
em situações que impõem barreiras sociais ou obstáculos ao 
acesso das famílias e de seus membros aos serviços e direitos, 
ou reduzem a sua autonomia e participação plena. Um exemplo 
típico é a realização de busca ativa, com vista à procura 
intencional, no território, de pessoas idosas, pessoas com 
deficiência e famílias em situação de extrema pobreza, com 
dificuldades de acesso ou mesmo de adesão às ofertas do CRAS. 
Às vezes, são barreiras sociais associadas a: desinformação, 
desconhecimento dos direitos, deslocamento, isolamento 
territorial, discriminações, privação de renda, de cuidados e de 
acompanhamento por terceiros.
1.4 A quem se destinam as ofertas da Proteção Social Básica 
Novamente, é importante recorrer à PNAS/2004, que assim 
define a PSB: 
“[...] destina-se à população que vive em situação de vulnerabilidade 
social decorrente da pobreza, privação (ausência de renda, 
precário ou nulo acesso aos serviços públicos, dentre outros) e, ou, 
fragilização de vínculos afetivos – relacionais e de pertencimento 
social (discriminações etárias, étnicas, de gênero ou por deficiências, 
dentre outras).” (BRASIL, 2004, p. 33). 
Certamente você se recorda de que, na definição da PSB, a atuação 
com esse púbico deve prevenir agravos de vulnerabilidade, riscos 
pessoais e sociais, violências e violações de direitos. Confira, 
no fluxograma a seguir, o que a PSB visa desenvolver utilizando 
seus conteúdos e metodologias. 
 
Conteúdos e metodologias da PSB
Conteúdos e metodologias da PSB
 voltam-se para o desenvolvimento de: 
Potencialidades
Pessoais e territoriais
Aquisições Fortalecimento de 
vínculos familiares e 
comunitários
Habilidades sociais
Conhecimento
Condições materiais 
e imateriais
 MÓDULO 1 - A CONCEPÇÃO DA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA15
Pois bem, vamos refletir um pouco sobre as vulnerabilidades que 
afetam a população que demanda a PSB. 
A PNAS/2004, ao nomear os cidadãos e grupos em situação de 
vulnerabilidade e riscos (usuários da assistência social), orienta 
o olhar para o indivíduo a partir do seu contexto grupal, familiar 
e territorial. Chama atenção também para as vulnerabilidades 
relacionadas aos ciclos de vida, a questões de gênero, 
a identidades estigmatizadas em termos étnicos, culturais e 
sexuais, e à desvantagem pessoal resultante de deficiências 
(BRASIL, 2005). Reconhece ainda as famílias como um público 
plural, com diversas configurações e, em alguma medida, com 
acúmulo de trajetórias intergeracionais, experiências históricas e 
coletivas de desproteção social, o que requer intervenções muito 
qualificadas e interdisciplinares. 
Em meio às diversas dimensões das vulnerabilidades, não se 
pode esquecer aquelas associadas à forma como as pessoas 
lidam com os conflitos, separações, perdas, doenças, morte 
das pessoas próximas, entre outros eventos (BRASIL, 2016, p. 40) 
e das vulnerabilidades relacionais associadas às dinâmicas 
de convivência marcadas por relações conflitivas, práticas de 
comunicação com violência, preconceito e discriminação, 
confinamento e/ou isolamento de indivíduos, grupos ou famílias 
e comunidades (BRASIL, 2017a). 
 
1.5 O Trabalho Social com Famílias na Proteção Social Básica 
É possível observar que, com a definição da assistência social 
como política pública, o termo Trabalho Social com Famílias 
(TSF) tornou-se muito usual, pois o TSF vem se consolidando em 
uma orientação ético-política e teórico-metodológica para o 
trabalho com famílias no âmbito do SUAS. 
Pois bem, vamos destacar alguns fundamentos importantes do 
TSF na assistência social. 
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 MÓDULO 1 - A CONCEPÇÃO DA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA16
Esses fundamentos supõem um TSF baseado em um olhar 
integral para as necessidades das famílias e para seus membros 
enquanto sujeitos de direitos inseridos em um contexto 
marcado por questões relacionadas às desigualdades sociais, 
às diversidades socioculturais, étnicas, raciais e territoriais. 
GESTÃO EFETIVA
Trabalhar com famílias em contextos tão diversos requer diálogo e 
mediações com as famílias e o território para a mobilização das 
suas forças, potências, rede de sociabilidade e de serviços públicos 
de apoio à inclusão social. Rompendo, dessa forma, com quaisquer 
perspectivas de trabalho social que possa induzir a culpabilização das 
famílias pelos problemas sociais e psicológicos vividos. 
Na PSB, o TSF é uma referência orientadora da prática 
profissional de trabalho com famílias e com territórios, 
estruturada principalmente pelo serviço estatal ofertado 
obrigatoriamente no Centro de Referência de Assistência 
Social (CRAS), mais especificamente no Serviço de Proteção e 
Atendimento Integral à Família (PAIF). 
Vamos ver agora a definição do Trabalho Social com Famílias na 
PSB descrita nas Orientações Técnicas sobre o PAIF: 
“Conjunto de procedimentos efetuados a partir de pressupostos 
éticos, conhecimento teórico-metodológico e técnico-operativo, com a 
finalidade de contribuir para a convivência, reconhecimento de direitos 
e possibilidades de intervenção na vida social de um conjunto de 
pessoas, unidas por laços consanguíneos, afetivos e/ou solidariedade — 
que se constitui em um espaço privilegiado e insubstituível de proteção 
e socialização primárias.” (BRASIL, 2012a, p. 12). 
A definição deixa claro que o TSF visa proteger os direitos das 
famílias, apoiá-las no desempenho da sua função de proteção e 
socialização de seus membros, bem como assegurar o convívio 
familiar e comunitário, a partir do reconhecimento do papel 
do Estado na proteção às famílias e aos seus membros mais 
vulneráveis. (BRASIL, 2012b, p. 12). Isso supõe garantir o acesso das 
famílias às ofertas do SUAS e favorecer o acesso às outras políticas 
públicas, a partir de uma visão de direitos, com participação social, 
consciência crítica e protagonismo (BRASIL, 2014). 
Outro ponto importante do TSF na PSB é a consideração da 
diversidade cultural das populações que vivem nos 
diversos lugares do país. 
 MÓDULO 1 - A CONCEPÇÃO DA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA17
O TSF recomenda um trabalho social culturalmente 
adequado às especificidades de cada povo, ou seja, 
um trabalho social que se constrói a partir das escutas das 
tradições, crenças, costumes e formas de organização. 
Ele se desenvolve com total respeito à identidade cultural 
e à relação de pertencimento e modos de vida de cada povo. 
Sobre isso, é preciso mencionar a importância do trabalho 
culturalmente adequado com os povos e comunidades 
tradicionais definidos pelo Decreto nº 6.040, de 7 de fevereiro 
de 2007, que instituiu a Política Nacional de Desenvolvimento 
Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT). 
“[...] grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem 
como tais, que possuem formas próprias de organização social, que 
ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para 
sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, 
utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e 
transmitidos pela tradição [...]” (BRASIL, 2007). 
Em relação ao TSF com esses grupos, pode-se mencionar 
as famílias: indígenas, quilombolas, ciganas, pertencentes 
às comunidades de terreiro, extrativistas, de pescadores 
artesanais, ribeirinhas, entre outras. Muitos desses povos 
já conquistaram políticas específicas, a exemplo de povos 
indígenas e povos quilombolas. 
 
Foto: © [Renan Martelli da Rosa] / Shutterstock. 
 
Se você já trabalha na área de assistência social, pode verificar que 
o Cadastro Único para Programas Sociais, o CadÚnico, lista os 
vários grupos e os identifica no cadastro. Vamos ver brevemente 
algumas considerações para implementar o TSF na PSB. 
 MÓDULO 1 - A CONCEPÇÃO DA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA18
PODCAST
Primeiramente, a sua operacionalização se dá por meio 
de intervenções e práticas planejadas e baseadas em 
conhecimento, essencialmente gerado por informações 
advindas da leitura da realidade das famílias, a partir de 
respostas a algumas perguntas: Quem são as famílias? 
Como elas vivem e convivem? Como são protegidas? 
Como exercem a proteção social dos seus membros? 
A escolha das formas de abordagens, se individuais, grupais 
ou coletivas, se dá a partir do conhecimento dos territórios, 
das necessidades e particularidades das famílias e das 
respostas às perguntas mencionadas. A partir desse 
conhecimento, os profissionais definem e planejam 
as abordagens mais apropriadas – ações/atividades/
metodologias compatíveis com o território, com as condições 
das famílias e suas necessidades. A valorização de ações/
atividades coletivas com as famílias pode oportunizar 
a socialização, a cooperação, a troca de saberes e de 
experiências, a construção de vínculos interpessoais e 
soluções coletivas para demandas inicialmente individuais. 
Veja que o Trabalho Social com Famílias no SUAS tem, entre 
seus componentes básicos, o fortalecimento de vínculos 
familiares e comunitários. Para isso, é importante fazer 
escolhas metodológicas que favoreçam a comunicação, 
a interação e a vinculação entre as pessoas. 
Para que o TSF na PSB aconteça nas perspectivas preventivas, 
protetivas e proativas, ele deve ser desenvolvido por uma 
equipe de referência, composta por profissionais de diferentes 
áreas que integram o SUAS e que terão a sua atuação pautada 
na interdisciplinaridade. Veja também que, para atender às 
especificidades culturais e territoriais, as equipes devem contar 
com profissionais com conhecimento na área. 
 MÓDULO 1 - A CONCEPÇÃO DA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA19
Ademais, a atuação desses profissionais é guiada por princípios 
éticos, explicitados na NOB-RH/SUAS (2006), entre eles: 
o compromisso em ofertar serviços, programas, projetos e 
benefícios de qualidade que garantam a oportunidade de convívio 
para o fortalecimento de laços familiares e sociais; e a proteção 
à privacidade dos usuários, observando o sigilo profissional, 
preservando sua privacidade e resgatando sua história de vida.
1.6 CRAS e rede socioassistencial
O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é a unidade 
de assistência social mais conhecida no Brasil. São unidades 
públicas estatais implantadas pelos municípios e pelo Distrito 
Federal com o apoio do governo federal e dos estados. O CRAS 
é, portanto, a unidade que coordena e estrutura a Proteção 
Social Básica nos territórios, dando materialidade à organização 
e integração das ofertas socioassistenciais no formato 
descentralizado e de sistema público. 
O CRAS, desde 2011, é uma unidade prevista na LOAS e, a partir 
dessa lei, ele tem sua identidade e missão assim definida: 
“Art. 6º-C. CRAS é a unidade pública municipal, de base territorial, 
localizada em áreas com maiores índices de vulnerabilidade e risco 
social, destinada à articulação dos serviços socioassistenciais no 
seu território de abrangência e à prestação de serviços, programas 
e projetos socioassistenciais de Proteção Social Básica às famílias.” 
(BRASIL, 2011). 
Todas as orientações inerentes ao CRAS indicam 
que deve ser o lugar mais próximo das famílias, 
localizado em áreas com maior demanda da 
população pelas ofertas da assistência social, 
de mais fácil localização e deslocamento das 
pessoas. Isso reforça o seu papel de principal 
porta de entrada e acesso ao SUAS nos territórios.Veja bem, ninguém é proibido de procurar um CREAS antes de ir 
ao CRAS. Todavia, para melhor organizar o acesso da população 
ao SUAS e assegurar-lhe um atendimento mais ágil e adequado 
a cada demanda, o CRAS deve estar preparado e aberto para 
informar, acolher, escutar, avaliar necessidades das famílias e 
orientar o atendimento mais apropriado: se é na própria PSB 
ou na PSE. Ser, então, a principal porta de entrada facilita o 
cumprimento da atribuição de referenciar as famílias do 
território, saber quem são elas, quais suas principais demandas e 
estar aberto e preparado para atendê-las quando necessitarem.
 MÓDULO 1 - A CONCEPÇÃO DA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA20
1.7 As funções do CRAS
Como unidade central da PSB, em torno da 
qual se organizam todas as ofertas da PSB, 
o CRAS tem como objetivo geral concretizar as 
funções preventivas, protetivas e proativas da 
PSB, ou seja, atua com a prevenção de agravos 
de vulnerabilidades e de riscos sociais nos 
territórios. Para isso, responde por duas funções, 
estratégicas e complementares, que se integram 
no cotidiano dos processos de trabalho das 
equipes e na atenção às famílias. 
Funções estratégicas e 
complementares do CRAS 
Oferta 
obrigatória do PAIF e prestação de 
outros serviços e ações de PSB, 
em acordo com as demandas de 
cada território.
Gestão territorial da rede 
socioassistencial da Proteção 
Social Básica.
 MÓDULO 1 - A CONCEPÇÃO DA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA21
No próximo módulo de aprendizagem, detalharemos sobre a 
oferta do PAIF. 
Vamos começar, então, pela compreensão de rede 
socioassistencial, o que pode ajudar no entendimento da função de 
gestão territorial dessa rede. Na PNAS/2004, essa rede é 
definida assim:
“A rede socioassistencial é um conjunto integrado de ações de 
iniciativa pública e da sociedade, que ofertam e operam benefícios, 
serviços, programas e projetos, o que supõe a articulação entre 
todas estas unidades de provisão de proteção social, sob a 
hierarquia de básica e especial e ainda por níveis de complexidade.” 
(BRASIL, 2005, p. 95). 
Essa definição indica que todas as ofertas definidas como sendo 
da PSB integram essa rede: aquelas de base nacional elencadas 
na Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais (2009) e 
aquelas definidas localmente, em complementariedade a essas ou 
para atender especificidades locais. 
Vamos ver outra definição importante também da PNAS/2004. 
“Os serviços de Proteção Social Básica serão executados de forma 
direta nos Centros de Referência da Assistência Social – CRAS e em 
outras unidades básicas e públicas de assistência social, bem como de 
forma indireta nas entidades e organizações de assistência social da 
área de abrangência dos CRAS.” (BRASIL, 2005, p. 35). 
A PSB pode, então, organizar e realizar suas ofertas, 
observando as demandas e aproveitando as várias 
possibilidades da rede nos territórios. 
Mas vamos agregar outras definições que podem ajudar nesse 
entendimento. 
“A execução de serviço referenciado ao CRAS não pressupõe 
vinculação ou subordinação administrativa da entidade ou 
organização de Assistência Social que executa o serviço ao CRAS, 
mas, sim, o desenvolvimento de um serviço sob a gestão territorial 
do CRAS e vinculado às normativas, às concepções e aos parâmetros 
de qualidade do SUAS.” (BRASIL, 2016, p. 118). 
O manual do Censo SUAS CRAS (2021), ao tratar da rede 
referenciada em relação à oferta do Serviço de Convivência e 
Fortalecimento de Vínculos, considera que toda oferta fora do 
espaço do CRAS, seja em espaços/unidades socioassistenciais 
públicas ou por Organizações da Sociedade Civil, a exemplo de 
Centros de Convivência, constituem-se em rede referenciada 
desde que mantenham alguma pactuação de fluxo para o 
atendimento integrado das(os) usuários encaminhados pelo 
CRAS do território de abrangência (CENSO SUAS, CRAS, 2021). 
Veja então que, além de referenciar as famílias em situação 
de vulnerabilidade social que moram no seu território de 
abrangência, o CRAS referencia todos os serviços, programas 
e projetos da PSB executados no território, seja de execução 
direta em unidades públicas da própria prefeitura e do DF ou de 
execução indireta pelas organizações da sociedade civil. 
 MÓDULO 1 - A CONCEPÇÃO DA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA22
Resumidamente, referenciar as famílias significa saber 
quantas são, quem são elas, como vivem e estabelecer 
estratégias de contato para que mantenham um vínculo 
de referência e de confiança com o equipamento. 
Igualmente, referenciar as ofertas de PSB não ofertadas 
diretamente pelo CRAS implica assegurar a vinculação 
dessas ofertas às normas e orientações técnicas do SUAS 
por meio de apoio técnico, definição de fluxos, troca de 
informações e uso de procedimentos que reconheçam a 
centralidade na atenção à família pelo PAIF. 
Vamos relembrar: a oferta do PAIF e a gestão territorial são 
funções estatais exclusivas e intransferíveis. Todo CRAS, 
independentemente do tamanho, da localização, do porte do 
município, deve desempenhar essas funções. Na prática, isso 
significa o cumprimento da primazia da responsabilidade do 
Estado na condução do SUAS. O exercício dessa função inclui, 
portanto: O exercício dessa função inclui, portanto, a articulação 
da rede socioassistencial referenciada do CRAS para assegurar 
a complementariedade do atendimento às famílias e a seus 
membros. Inclui também a promoção da articulação intersetorial 
com outras ações e serviços das demais políticas públicas para 
ampliar o acesso a direitos e à rede de proteção social das famílias. 
Como também inclui a realização de busca ativa - ação intencional 
e planejada - para identificar e conhecer as famílias em situações de 
vunerabilidade e risco social, visando retirá-las da invisibilidade e 
promover a inserção nos serviços públicos.
23
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https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/primeira-lei-da-previdencia-de-1923-permitia-aposentadoria-aos-50-anos
https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/SUAS_Vol1_%20Mudanca.pdf
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE 
SANTA CATARINA
Equipe de desenvolvimento e produção dos cursos 
originais FORMAÇÃO BÁSICA NO SUAS PARA FUNÇÕES 
DE NÍVEL SUPERIOR:
COORDENAÇÃO GERAL
Luciano Patrício Souza de Castro
FINANCEIRO
Fernando Machado Wolf
CONSULTORIA TÉCNICA EAD
Giovana Schuelter
COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO
Cristina Spengler Azambuja
COORDENAÇÃO DE AVEA
Andreia Mara Fiala
DESIGN INSTRUCIONAL
Supervisão: Milene Silva de Castro
Christian Jean Abes
Larissa Usanovich de Menezes
Laura Tuyama
DESIGN GRÁFICO
Supervisão: Sonia Trois
Airton Jordani Jardim Filho
Lais dos Santos da Silva
Laura Schefer Magnus
Márcio Luz Scheibel
Nicole Alves Guglielmetti
Vinicius Costa Pauli
Vinicius Leão da Silva
REVISÃO TEXTUAL
Supervisão: Evillyn Kjellin
Guilherme Ribeiro Colaço Mäder
PROGRAMAÇÃO
Supervisão: Alexandre Dal Fabbro
Bruno Fuhrmann Kehrig Silva
Luiz Eduardo Pizzinatto
AUDIOVISUAL
Supervisão: Rafael Poletto Dutra
Andrei Krepsky de Melo
Daniele de Castro
Iván Alexis Bustingorri
Jeremias Adrian Bustingorri
Monica Stein
Rodrigo Humaita Witte
SECRETARIA
Murilo Cesar Ramos
Waldoir Valentim Gomes Junior
NARRAÇÃO/APRESENTAÇÃO
Áureo Mafra de Moraes
AUDIODESCRIÇÃO
Vanessa Tavares Wilke
Vivian Ferreira Dias
NARRAÇÃO/AUDIODESCRIÇÃO
Milene Silva de Castro
INTÉRPRETE LIBRAS
Vitória Cristina Amancio
SUPERVISÃO TUTORIA
Amanda Herzmann Vieira
Diogo Félix de Oliveira
João Batista de Oliveira Junior
Thaynara Gilli Tonolli
CONTEUDISTA DO CURSO
Maria de Jesus Bonfim de Carvalho
Equipe de ajuste (modelo EaD autoinstrucional) do curso 
CONHECENDO A PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA NO SISTEMA 
ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (SUAS) 
COORDENAÇÃO GERAL
Susan Aparecida de Oliveira
FINANCEIRO
Rafael Pereira Ocampo Moré
CONSULTORIA TÉCNICA EAD
Giovana Schuelter
COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO
Waldoir Valentim Gomes Junior
CONTROLE DE QUALIDADE
Luciano Patrício Souza de Castro
COORDENAÇÃO DE AVEA
Wilton José Pimentel Filho
Isaías Scalabrin Bianchi
DESIGN INSTRUCIONAL
Supervisão: Joyce Regina Borges
Samuel Girardi
DESIGN GRÁFICO
Supervisão: Sonia Trois
Vinicius Costa Pauli
Vinicius Leão da Silva
REVISÃO TEXTUAL
Supervisão: Fábio Bianchini Mattos
PROGRAMAÇÃO
Supervisão: Bruno Fuhrmann Kehrig Silva
Cleberton de Souza Oliveira
Luan da Silva Moraes
AUDIOVISUAL
Supervisão: Dilney Carvalho da Silva
Italo Coelho Zaccaron
Maycon Douglas da Silva
SECRETARIA
Murilo Cesar Ramos
NARRAÇÃO/APRESENTAÇÃO
Áureo Mafra de Moraes
INTÉRPRETE LIBRAS
Vitória Cristina Amancio
CONTEUDISTAS DE AJUSTES
Ana Paula Campos Braga Franco
Daniele Cima Cardoso
Gissele Carraro
Luziele Maria de Souza Tapajós
Marcilio Marquesini Ferrari
CONHECENDO A PROTEÇÃO 
SOCIAL BÁSICA NO SISTEMA 
ÚNICO DE ASSISTÊNCIA 
SOCIAL (SUAS)
	A concepção da Proteção Social Básica
	1.1 A proteção social no campo da assistência social: alguns fragmentos históricos e conceituais
	1.2 O sentido da proteção social para a assistência social 
	1.3 Funções da Proteção Social Básica
	1.4 A quem se destinam as ofertas da Proteção Social Básica 
	1.5 O Trabalho Social com Famílias na Proteção Social Básica 
	1.6 CRAS e rede socioassistencial
	1.7 As funções do CRAS
	Referências

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