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CESPE - Direito Eleitoral Exemplificado ____________________________ Aula 03 – Alistamento Eleitoral 
 @fabianopereiraprof _________________________________________________ Página 1
 
 
1. APRESENTAÇÃO 3 
2. DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 4 
2.1. Domicílio eleitoral 4 
2.2. Causas de cancelamento e exclusão 6 
3. ALISTABILIDADE 9 
3.1. Inalistáveis 11 
4. RESOLUÇÃO TSE 23.659/2021 13 
4.1. Operações no Cadastro Eleitoral 13 
4.1.1. Alistamento 13 
4.1.2. Transferência 14 
4.1.3. Revisão 15 
4.1.4. Segunda via 17 
4.2. Do Requerimento de Alistamento Eleitoral - RAE 18 
4.2.1. Campos do RAE 20 
4.2.2. Preenchimento do RAE 21 
4.2.3. Apreciação do RAE 23 
5. DO ALISTAMENTO 24 
5.1. Do título de eleitor 25 
5.2. Da documentação necessária 27 
5.3. Do Nome Social 29 
5.4. Indígenas e pessoas com deficiência 30 
5.4. Multa pelo alistamento tardio 32 
6. DA TRANSFERÊNCIA 34 
6.1. Requisitos para a transferência 34 
7. RECURSOS: ALISTAMENTO E TRANSFERÊNCIA 36 
8. DA FISCALIZAÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS 39 
9. DO ACESSO ÀS INFORMAÇÕES CONSTANTES DO CADASTRO 41 
Fagner Cardoso dos Santos
cardosoluzinete@terra.com.br
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CESPE - Direito Eleitoral Exemplificado ____________________________ Aula 03 – Alistamento Eleitoral 
 @fabianopereiraprof _________________________________________________ Página 2
 
10. RESTABELECIMENTO DE INSCRIÇÃO CANCELADA POR EQUÍVOCO 42 
10.1. Atualização da Situação do Eleitor - ASE 43 
11. DOS BATIMENTOS 44 
11.1. Do processamento das inconformidades 46 
11.2. Da competência para apreciação das inconformidades 48 
11.3. Das fases do processo de duplicidade/pluralidade 51 
11.4. Das hipóteses de ilícito penal 52 
12. DIREITOS POLÍTICOS 53 
12.1. Aquisição e exercício 53 
12.2. Restrição e regularização 54 
13. CORREIÇÃO E REVISÃO DO ELEITORADO 56 
13.1. Dos procedimentos iniciais da revisão 58 
13.2. Do edital de revisão 60 
13.3. Da comprovação documental 61 
13.4. Da conclusão dos trabalhos de revisão 63 
13.5. Dos recursos 65 
14. DAS PROVIDÊNCIAS E PENALIDADES PELO NÃO COMPARECIMENTO À ELEIÇÃO 67 
15.QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES ADAPTADAS 70 
16. GABARITO 87 
17. QUESTÕES RESOLVIDAS E COMENTADAS 88 
20. Resumo de véspera de prova 121 
 
 
 
 
 
Fagner Cardoso dos Santos
cardosoluzinete@terra.com.br
https://www.instagram.com/fabianopereiraprof/
 
CESPE - Direito Eleitoral Exemplificado ____________________________ Aula 03 – Alistamento Eleitoral 
 @fabianopereiraprof _________________________________________________ Página 3
 
 
Olá! 
O tópico que estudaremos hoje também é muito cobrado em provas de Direito Eleitoral, 
independentemente de qual seja o cargo pleiteado: alistamento eleitoral. 
O tema é abordado tanto no Código Eleitoral quanto na nova Resolução TSE nº 23.659/21. 
Todavia, a grande maioria das questões é baseada no texto literal da resolução, pois alguns 
dispositivos do Código Eleitoral já se encontram revogados (tácita e expressamente). Diante disso, 
a minha primeira orientação é a seguinte: leia todos os 142 artigos da resolução, na íntegra. 
Tenho percebido que muitas questões de prova do CESPE/CEBRASPE e de outras bancas 
estão abordando detalhes da norma, que geralmente são deixados de lado pelos candidatos. 
Contudo, como o nosso objetivo é GABARITAR as questões de Direito Eleitoral, nada pode passar 
despercebido! 
Para facilitar a compreensão e, principalmente, a memorização do conteúdo, optei por 
apresentar as informações na sequência que são distribuídas na Resolução TSE nº 23.659/2021. 
Assim, ficará bem mais fácil você acompanhar a leitura da resolução com os respectivos 
comentários. 
No mais, precisando de qualquer auxílio, lembre-se de que estou à disposição! 
Até a próxima aula! 
Prof. Fabiano Pereira 
Ah, anote aí os meus endereços nas redes sociais, pois você encontrará muito conteúdo 
complementar para sua preparação! 
 
https://www.youtube.com/channel/UC1YEcia-RD3icTwWx5ZBjzw 
 
https://www.instagram.com/fabianopereiraprof/ 
 
Fagner Cardoso dos Santos
cardosoluzinete@terra.com.br
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O alistamento eleitoral pode ser compreendido como a fase pela qual o indivíduo 
comparece à Justiça Eleitoral para se inscrever como eleitor, isto é, ter o seu nome inserido no 
cadastro gerenciado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Todavia, antes disso ocorre a denominada 
qualificação eleitoral, que é o ato pelo qual o indivíduo comprova que preenche todos os 
requisitos legais para o exercício do direito ao voto, com a apresentação dos documentos 
necessários (certidão de nascimento, comprovante de domicílio, documento de alistamento 
militar – no caso dos homens entre 18 e 45 anos – entre outros). 
É o que consta no art. 42 do Código Eleitoral, ao dispor que “o alistamento se faz mediante 
a qualificação e inscrição do eleitor”. 
 Após a qualificação e inscrição, a Justiça Eleitoral entrega imediatamente (logo após o 
atendimento) para o eleitor o seu respectivo título, que, mesmo com o advento da biometria, 
ainda não possui foto (portanto, não pode ser utilizado como documento de identificação com 
validade em todo o território nacional). 
 
 2.1 Domicílio Eleitoral 
Um tema que suscita muitas dúvidas por parte dos candidatos e que frequentemente tem 
sido cobrado em provas de concursos públicos, inclusive nos organizados pelo CESPE, é o 
domicílio eleitoral. Justamente por isso optei por abordá-lo logo no início desta aula, para facilitar 
a compreensão de outros temas. 
 O Código Civil Brasileiro, em seu art. 70, dispõe expressamente que “o domicílio da pessoa 
natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo”. 
Se no Direito Eleitoral adotássemos o conceito de domicílio previsto no Código Civil, o 
eleitor apenas poderia votar e ser votado no município onde tivesse residência e efetivamente 
praticasse a sua rotina familiar e/ou profissional (residência com ânimo definitivo). Todavia, há 
muito a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral vem adotando um conceito mais amplo na 
seara eleitoral, permitindo que, para a comprovação do domicílio eleitoral, seja suficiente que o 
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eleitor demonstre algum tipo de vínculo político, econômico, familiar, profissional ou social com 
o município. 
Essa afirmação é referendada pelo art. 42, parágrafo único, do Código Eleitoral, ao dispor 
que “para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência ou moradia do 
requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á domicílio qualquer delas”. 
Em outras palavras, pode-se afirmar que se Coxinha possui uma casa de praia em Fortaleza-
CE, uma fazenda na cidade de Francisco Sá-MG e um apartamento em São Paulo-SP, pode se 
inscrever como eleitor em qualquer uma dessas cidades. 
 
Suponhamos que Doquinha tenha residência e trabalha no 
município de Montes Claros/MG (ô terra boa!). Entretanto, 
seus pais residem no município de São Paulo/SP. Nesse caso, 
não há dúvidas de que Doquinha possui vínculo familiar em 
São Paulo/SP, portanto, poderia ter domicílio eleitoral em 
qualquer uma dessas cidades. Situação semelhante 
aconteceria se Doquinha residisse em Montes Claros/MG e 
trabalhasse em São Paulo/SP, pois estaria demonstrado o 
vínculo profissional na segunda cidade. 
 
Sendo assim, não iremos utilizar oSendo assim, o prazo máximo para a 
realização de transferência de domicílio eleitoral, em ano de eleições, é o 151º dia anterior à 
data do pleito. Por sua vez, em anos que não ocorrerem eleições as transferências podem ser 
realizadas a qualquer momento. 
II – transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência – se 
o eleitor realizou o seu alistamento em 10/04/2021, por exemplo, apenas poderá solicitar 
transferência de domicílio eleitoral em 10/04/2022. O mesmo ocorre se tiver realizado uma 
transferência de domicílio eleitoral, pois, uma nova operação desse tipo, deve aguardar também 
o transcurso do prazo de, no mínimo, um ano. Essa é a regra geral! 
Todavia, o art. 38, § 1º, da Resolução TSE nº 23.659/21, dispõe que esse prazo mínimo de 
um ano não se aplica à transferência de título eleitoral de servidora ou servidor público civil e 
militar, ou de membro de sua família, por motivo de remoção, transferência ou posse. Também 
não é aplicável esse prazo a indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, trabalhadoras e 
Fagner Cardoso dos Santos
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trabalhadores rurais safristas e pessoas que tenham sido forçadas, em razão de tragédia 
ambiental, a mudar sua residência. 
III – tempo mínimo de três meses de vínculo com o município, dentre aqueles aptos a 
configurar o domicílio eleitoral, nos termos do art. 23 desta Resolução, pelo tempo 
mínimo de três meses, declarado, sob as penas da lei, pela própria pessoa – para que o 
eleitor possa realizar a sua transferência de domicílio eleitoral, torna-se imprescindível 
comprovar o vínculo há pelo menos três meses na cidade de destino. 
Perceba que a prova do prazo de vínculo se dá apenas com a declaração da própria pessoa, 
sob as penas da lei. Essa declaração é presumivelmente verdadeira. Todavia, o vínculo em si 
(residencial, afetivo, familiar, profissional, comunitário, etc.) deve ser comprovado pela pessoa 
eleitora (art. 23). É muito importante diferenciar isso. Em suma: o vínculo é comprovado, o prazo 
de vínculo é declarado pela pessoa. 
Essa exigência de residência mínima de três meses também não se aplica à transferência 
de título eleitoral de servidora ou servidor público civil e militar, ou de membro de sua família, 
por motivo de remoção, transferência ou posse, bem assim à transferência de inscrição eleitoral 
de indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, trabalhadoras e trabalhadores rurais 
safristas e pessoas que tenham sido forçadas, em razão de tragédia ambiental, a mudar sua 
residência. 
IV – regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de 
atendimento a convocações para auxiliar nos trabalhos eleitorais.– para que o eleitor 
possa concretizar a transferência de domicílio eleitoral, não pode haver pendências relativas a 
ausência às urnas ou aos trabalhos como mesário. 
 
 
ATENÇÃO: A exigência acima não é aplicável nos casos de 
revisão da inscrição eleitoral. 
Grave essa informação, pois o CESPE pode usar isso numa 
questão. 
 É bastante comum a ocorrência de pedidos de transferência de inscrição eleitoral por parte 
de pessoas com pendências relativas à ausência às urnas ou a descumprimento de convocação 
para os trabalhos eleitorais. Em tais casos, não sendo o caso de isenção, a pessoa deve 
providenciar o pagamento da multa respectiva para viabilizar a conclusão da operação de 
transferência. 
 O valor da multa nessa situação é arbitrado pelo juízo eleitoral da origem da inscrição. 
Caso não tenha havido o arbitramento, pode a pessoa optar por pagar o valor máximo previsto 
na norma. Efetuado o pagamento, especificamente em relação à multa decorrente de 
descumprimento de convocação para os trabalhos eleitorais, a unidade eleitoral fará 
comunicação ao juízo eleitoral competente para extinção de eventual processo administrativo 
deflagrado em face da pessoa para apuração da situação de mesário faltoso. 
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 Em face das decisões que deferem ou indeferem os requerimentos de alistamento ou de 
transferência podem os legitimados interpor recurso. Nos termos do art. 54 da Resolução nº 
23.2021, será disponibilizada aos partidos políticos, em sistema específico, e ao Ministério 
Público Eleitoral, mediante ofício, nos dias 1º e 15 de cada mês ou no primeiro dia útil que lhes 
seguir, listagem contendo as inscrições eleitorais paras as quais houve requerimento de 
alistamento ou transferência deferido ou indeferido. 
 A intimação do cidadão ou da cidadã da decisão de indeferimento do seu alistamento ou 
da sua transferência eleitoral será pessoal, realizada preferencialmente por meio eletrônico. Em 
se tratando de pessoa indígena ou quilombola sem número pessoal de telefone celular 
informado, a intimação deverá ser feita por meio de carta com aviso de recebimento ou por 
oficial de justiça. 
 Assim, qualquer partido político e o Ministério Público Eleitoral poderão interpor recurso 
contra o deferimento do alistamento ou da transferência, no prazo de 10 dias, contados da 
disponibilização da listagem acima mencionada. 
 Caso a decisão seja de indeferimento do alistamento ou da transferência, o prazo para 
interposição de recurso é de 5 dias para: 
a) o eleitor ou a eleitora, contando-se o prazo respectivo a partir da data em que for realizada 
a notificação; 
b) o Ministério Público Eleitoral, fluindo o prazo respectivo da disponibilização da listagem. 
 
Recurso contra o deferimento do 
requerimento de alistamento ou transferência 
10 dias 
Recurso contra o indeferimento de 
requerimento de alistamento ou transferência 
05 dias 
 
 
 
7. Recursos: Alistamento e Transferência 
 
 
 
 
 
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CESPE - Direito Eleitoral Exemplificado ____________________________ Aula 03 – Alistamento Eleitoral 
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Memorize as informações e prazos contidos neste quadro, pois o CESPE pode alterar as 
informações para criar uma pegadinha na prova. 
ATENÇÃO 1! 
Novamente é preciso alertá-lo(a) acerca das disposições contidas no Código Eleitoral sobre 
o mesmo assunto. Repito que é preciso ficar ligado no enunciado das questões, notadamente 
quando exigirem conformidade com o Código Eleitoral. O art. 45 e os seguintes tratam do 
processamento do requerimento de alistamento eleitoral e possui referências ultrapassadas 
como “escrivão eleitoral”, “preparador”, além de descrever um procedimento inteiramente 
manual. 
Sobre o prazo de julgamento de recurso em face do deferimento ou indeferimento do 
alistamento eleitoral, prevê o parágrafo 8º do art. 45: 
§ 8º Os recursos referidos no parágrafo anterior serão 
julgados pelo Tribunal Regional Eleitoral dentro de 5 
(cinco) dias. 
 Na Resolução nº 23.659/2021 não é estipulado prazo para o TRE julgar esse recurso. Na 
prova do CESPE, você deverá se ater ao enunciado da questão, pois as bancas, inclusive o CESPE, 
podem cobrar a literalidade de dispositivos em desuso do Código Eleitoral. 
ATENÇÃO 2! 
 Assim como quanto ao alistamento, vamos ao nosso alerta quanto à transferência. O 
Código Eleitoral também cuida do assunto, mas com várias disposições em desuso ou revogadas. 
Mesmo não sendo a tendência, vai que o CESPE resolve fazer uma desagradável surpresa, né? 
 O art. 55 e os seguintes tratam do processamento do requerimento de transferência 
eleitoral etambém possui referências ultrapassadas como “prazo de 100 (cem) dias antes das 
eleições”, “inscrição primitiva” e, ainda, prevê prazo recursal diferente para o deferimento ou 
indeferimento do requerimento de transferência eleitoral. Claro que essa previsão se encontra 
superada, valendo as disposições, vistas acima, da Resolução 23.659/2021. Veja o parágrafo 2º 
do art. 57 do CE/65: 
§ 2º Poderá recorrer para o Tribunal Regional Eleitoral, no 
prazo de 3 (três) dias, o eleitor que pediu a transferência, 
sendo-lhe a mesma negada, ou qualquer delegado de 
partido, quando o pedido for deferido. 
 Conhecer as disposições do Código Eleitoral em desuso, revogadas ou não recepcionadas 
faz parte do plano de estudo para evitar surpresas na prova do CESPE. Adianto que a banca não 
costuma cobrar esses dispositivos. Contudo, ao responder questões de outras bancas, tenha 
cuidado com perguntas que envolvam dispositivos em desuso, revogados ou não recepcionados, 
Fagner Cardoso dos Santos
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CESPE - Direito Eleitoral Exemplificado ____________________________ Aula 03 – Alistamento Eleitoral 
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pois algumas bancas não atualizaram seus bancos de questões, especialmente no âmbito do 
Direito Eleitoral. Infelizmente. 
 
 
A pessoa alistanda ou eleitora menor de 18 anos tem 
capacidade para estar em juízo, como recorrente ou recorrida, 
nos feitos que versem sobre sua inscrição eleitoral, sendo-lhe 
facultada a assistência por seu/sua representante legal. (art. 59, 
Res. 23.659/21) 
 
 Conforme art. 61, recebido o recurso, o cartório eleitoral procederá à sua autuação no PJe 
(Processo Judicial Eletrônico), acompanhado dos documentos que o instruem. 
§ 1º No caso de recurso contra o deferimento da operação eleitoral, o a pessoa que a tiver 
requerido será intimada para, querendo, oferecer contrarrazões no prazo de 10 dias. 
§ 2º Decorrido o prazo de contrarrazões do eleitor ou da eleitora, ou sendo o caso de 
recurso contra o indeferimento da operação eleitoral, os autos serão imediatamente 
remetidos ao tribunal regional eleitoral. 
 As duas disposições acima são bastante intuitivas. Se um indivíduo tem seu requerimento 
deferido e um partido ou o MP recorre da decisão, deve ser aberto prazo para que sejam 
apresentadas as contrarrazões do eleitor interessado, em respeito ao contraditório. Decorrido o 
prazo de contrarrazões, com ou sem manifestação da parte interessada, os autos sobem ao TRE 
respectivo. 
 Por outro lado, tendo havido o indeferimento do requerimento, o eleitor prejudicado 
poderá recorrer e não haverá contraparte para apresentar contrarrazões. Somente quando o 
recurso chegar à segunda instância é que será encaminhado ao Ministério Público para emissão 
de parecer. 
 
 
Enquanto o processo tramitar nas instâncias ordinárias (1ª e 2ª 
instâncias), não será exigida do eleitor ou da eleitora 
representação por advogado, observando-se quanto às 
intimações, inclusive no âmbito do tribunal regional, o disposto 
no art. 55 da Resolução. 
 
 
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 A Resolução TSE nº 23.659/21, em seu art. 75, dispõe que os partidos políticos, assim por seus 
delegados e suas delegadas, poderão: 
I – acompanhar os requerimentos de alistamento, transferência, revisão, segunda via 
e quaisquer outros, bem como a emissão e entrega de via física de títulos eleitorais, 
previstos nesta Resolução – é claro que os partidos políticos não podem interferir nos 
trabalhos da Justiça Eleitoral, determinando providências a serem adotadas pelos seus 
servidores. Todavia, caso detectem alguma irregularidade no alistamento eleitoral, por exemplo, 
podem levar o fato ao conhecimento do Ministério Público ou mesmo ajuizar a impugnação 
cabível, perante o Juiz Eleitoral, com finalidade de sanar a irregularidade. 
II – requerer cancelamento de inscrição eleitoral com fundamento em inobservância 
de requisito legal, observado o procedimento previsto nos arts. 63 a 65 desta 
Resolução [procedimento relativo à apuração de irregularidades nas operações do cadastro 
eleitoral] – caso o partido político constate que um indivíduo que não possui domicílio eleitoral 
em determinado município, alistou-se como eleitor, pode requerer o cancelamento da inscrição 
perante o Juiz Eleitoral, apresentando as respectivas provas. 
III – examinar, mediante assinatura de termo de confidencialidade dos dados pessoais 
a que tenha acesso, sem perturbação dos serviços e na presença de servidor ou 
servidora, os documentos relativos às operações de alistamento, transferência, 
revisão, segunda via e revisão de eleitorado, deles podendo requerer cópia, de forma 
fundamentada à autoridade judiciária, sem ônus para a Justiça Eleitoral – em virtude 
de atuarem como fiscais de todo o processo eleitoral, os partidos políticos podem analisar (no 
próprio Cartório Eleitoral) a documentação apresentada por eleitores em processos de 
alistamento, transferência, revisão e segunda via. Além disso, também podem solicitar a 
extração de cópias para posterior análise, desde que sem custos para a Justiça Eleitoral. Nesse 
caso, o servidor poderia acompanhar o delegado de partido político até uma copiadora, por 
exemplo. 
Qualquer irregularidade determinante de cancelamento de inscrição deverá ser 
comunicada por escrito ao juiz eleitoral, que observará o procedimento estabelecido nos arts. 77 
a 80 do Código Eleitoral. 
 Nos termos da Resolução TSE nº 23.659/21, os partidos políticos poderão manter até 
quatro delegados ou delegadas perante o Tribunal Regional Eleitoral e até três delegados ou 
delegadas em cada zona eleitoral, que se revezarão, não sendo permitida a atuação simultânea 
de mais de um(a) de cada partido. Informação relevante para a prova do CESPE. 
 Havendo a solicitação de permanência de delegados ou delegadas de mais de três partidos 
em um cartório eleitoral, o juízo eleitoral poderá instituir escala de revezamento, a fim de não 
prejudicar os trabalhos cartorários. 
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As indicações de delegados e delegadas serão feitas pela 
respectiva esfera partidária por meio de anotação em sistema 
próprio da Justiça Eleitoral de gerenciamento de informações 
relativas a partidos políticos. 
O delegado ou a delegada indicado(a) para atuar perante o 
tribunal regional eleitoral poderão representar o partido, na 
circunscrição, diante de qualquer juízo eleitoral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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O banco de dados da Justiça Eleitoral é um dos mais abrangentes da Administração Pública 
brasileira, principalmente se levarmos em consideração que, até o ano de 2022, todos os eleitores 
devem ter realizado o recadastramento biométrico, com captura de fotografia e de todas as 
digitais do eleitor. Talvez, em função da Pandemia, esse prazo seja prorrogado. 
As informações constantes do cadastro eleitoral serão acessíveis às instituições públicas e 
privadas e às pessoas físicas. Contudo o tratamento das informações pessoais deverá resguardar 
a preservaçãoda intimidade, da vida privada, da honra e da imagem do cidadão, restringindo-
se o acesso a seu conteúdo. 
Em função disso, o art. 10 da Resolução nº 23.659/2021 passou a prever: 
Art. 10. O acesso a informações constantes do Cadastro Eleitoral por instituições públicas e 
privadas e por pessoas físicas se dará conforme a Lei Geral de Proteção de Dados e a 
resolução do Tribunal Superior Eleitoral que tratar do acesso a dados constantes dos 
sistemas informatizados da Justiça Eleitoral. 
Os tribunais eleitorais devem estabelecer metodologia segura com o objetivo de garantir 
que não ocorra de forma indevida o acesso de dados. 
É muito comum, durante a prática do Cartório Eleitoral, recebermos pessoas solicitando 
informações de parentes ou amigos que supostamente estão desaparecidos há anos. Ainda que 
se trate de um pedido de cunho humanista e que pode ser muito benéfico (ou não) ao eleitor 
procurado, não podemos fornecer essas informações sem autorização do Juiz Eleitoral, pois são 
consideradas de natureza particular (personalizada). 
Cabe à Corregedoria-Geral Eleitoral editar provimento estabelecendo níveis de acesso aos 
dados do Cadastro Eleitoral por servidoras, servidores, colaboradoras e colaboradores, em 
conformidade com a Política de Segurança da Informação editada pelo Tribunal Superior Eleitoral. 
Esse provimento cuidará de definir as funcionalidades que estarão disponíveis em perfil específico 
de acesso ao sistema de gestão do Cadastro Eleitoral a ser concedido a profissionais contratados 
como apoio administrativo na coleta de dados biométricos. 
 
 
 
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A Resolução TSE 23.659/21, em seu art. 27, dispõe que será admitido o restabelecimento 
de inscrição cancelada equivocadamente em virtude de lançamento incorreto dos códigos ASE 
relativos a falecimento, determinação de autoridade judiciária e revisão de eleitorado. 
 
 
Suponhamos que, ao receber do Cartório de Registro Civil das 
Pessoais Naturais um ofício comunicando o falecimento de 
diversos eleitores, o servidor da Justiça Eleitoral, no momento de 
lançar o Código ASE 019 (falecimento), equivocou-se. Em vez de 
inserir o código no cadastro de Doquinha da Silva Souza, acabou 
o fazendo no assentamento de Doquinha da Silva Sousa, que era 
seu homônimo (nomes muito semelhantes, diferenciando-se 
apenas pelas letras “s” e “z” na palavra Souza). 
Nesse caso, constatada a falha, o juiz eleitoral pode determinar, 
no âmbito de um procedimento administrativo, o 
restabelecimento da inscrição cancelada por equívoco. 
 
 
 10.1 Atualização da Situação do Eleitor - ASE 
Para registro de informações no histórico de inscrição no Cadastro Eleitoral, serão 
utilizados códigos de Atualização da Situação do Eleitor (ASE), reunidos em tabela que constará 
de Provimento da Corregedoria-Geral Eleitoral, que detalhará as instruções para sua adequada 
utilização. 
Os códigos ASE deverão possibilitar o registro claro e inequívoco de informações relativas 
a eventos que impactem o exercício de direitos políticos e civis. As atualizações dos referidos 
 
 10. Restabelecimento de inscrição 
cancelada por equívoco 
 
 
 
 
 
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registros são efetivadas diretamente no sistema de gestão do Cadastro Eleitoral, o famoso 
sistema ELO. 
 
 
No passado, sempre que necessário lançar alguma operação no 
cadastro do eleitor, devia antes ser preenchido o FASE (um 
formulário de papel). Exemplo: se o eleitor deixasse de votar em 
três eleições consecutivas e não justificasse a ausência, 
preencher-se-ia um FASE com o código 035 para realizar o 
cancelamento da inscrição eleitoral. 
Atualmente, o código é ASE, e não mais FASE. Não é mais 
necessário preencher esse formulário em papel, pois as 
operações são realizadas diretamente no Sistema Elo da Justiça 
Eleitoral. 
Ademais, diferentemente da resolução anterior, a Resolução nº 
23.659 não traz em seu texto ou na forma de anexo a tabela dos 
códigos ASE. Isso ficou a cargo de Provimento da Corregedoria-
Geral Eleitoral. É bom ficarmos atentos a isso! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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O batimento nada mais é do que o cruzamento das informações constantes do cadastro 
eleitoral e tem como objetivo expurgar possíveis duplicidades, pluralidades ou incoincidências 
de inscrições eleitorais e identificar situações que exijam averiguação, sendo realizado pelo 
Tribunal Superior Eleitoral, em âmbito nacional. 
Nos termos do art. 77 da Resolução nº 23.659/2021, o batimento consiste em 
procedimento que compara dados mantidos nos cadastros do Tribunal Superior Eleitoral, com a 
finalidade de aferir se cada pessoa mantém apenas uma única inscrição eleitoral. 
O Tribunal Superior Eleitoral realizará batimentos de dados biográficos e biométricos, em 
âmbito nacional, com o objetivo de: 
I - identificar situações que exijam averiguação; e 
II - expurgar inconformidades e outras irregularidades de inscrições eleitorais. 
Os dados biográficos se referem aos dados pessoais, como nome, data de nascimento e 
filiação. Os dados biométricos se referem às características fisiológicas individuais, como as 
impressões digitais e a fotografia. 
São três as situações de inconformidade que demandam averiguação, cuja definição está 
contida na Resolução acima citada: 
a) duplicidade: quando houver indício de que uma única pessoa possui duas inscrições 
eleitorais, em decorrência de uma inscrição indevida, seja por equívoco no atendimento ou pela 
tentativa maliciosa de obtenção de uma segunda inscrição eleitoral; 
b) pluralidade: quando houver indício que uma única pessoa possui três ou mais 
inscrições eleitorais, em decorrência de inscrições indevidas, seja por equívoco no 
atendimento ou pela tentativa maliciosa de obtenção de múltiplas inscrições eleitorais; e 
c) incoincidências: quando, na realização de transferência ou revisão eleitoral, forem 
coletados dados biométricos que não coincidam com os já constantes do cadastro para 
a inscrição eleitoral transferida ou revisada, indicando um possível equívoco de 
atendimento ou a utilização indevida de dados da pessoa por outrem. 
 
 
11. Dos batimentos 
 
 
 
 
 
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A situação de incoincidência é novidade trazida pela Resolução nº 23.659/21 e decorre 
basicamente da adoção do cadastramento biométrico de eleitores. Pode ocorrer, por exemplo, 
de um indivíduo usar documento de identidade de outra (alterando ou não a foto) para requerer 
a transferência eleitoral. O sistema, ao cruzar os dados relativos às impressões digitais, indicará 
que aquela pessoa não é quem ela diz ser, notadamente pelo fato de as impressões digitais do 
eleitor verdadeiro já constarem do cadastro. 
As operações de alistamento, transferência e revisão somente serão incluídas no cadastro 
ou efetivadas após submetidas a batimento de dados biográficos,que evitará que uma mesma 
pessoa tenha duas ou mais inscrições eleitorais diferentes. Caso o batimento detecte 
inconformidade, a inscrição ficará sujeita a apreciação e decisão de autoridade judiciária. 
Em um mesmo grupo de duplicidades ou pluralidades apuradas no batimento biográfico 
serão sempre consideradas não liberadas as inscrições mais recentes, excetuadas as inscrições 
atribuídas a gêmeos, que serão identificadas em situação liberada. Em caso de agrupamento de 
inscrição de gêmeo com inscrição para a qual não foi indicada aquela condição, essa última será 
considerada não liberada. 
 
 
Em um mesmo grupo de incoincidências apuradas no batimento 
biométrico, todas as inscrições envolvidas serão consideradas 
não liberadas. 
 
 A fim de que você possa entender e memorizar cada uma das situações mencionadas, 
penso que é interessante analisar individualmente cada uma das informações: 
1ª – Em regra, quando duas inscrições eleitorais são agrupadas em uma relação de 
duplicidade ou pluralidade (informações semelhantes), a inscrição mais recente será 
considerada como não liberada, isto é, não poderá ser utilizada para o voto. Por sua vez, a 
outra inscrição (mais antiga) será considerada como liberada; 
2ª – Entretanto, se na relação de coincidência existir uma inscrição atribuída a gêmeo e 
outra atribuída a pessoa que não tenha essa condição (ainda que seja a mais antiga), esta 
constará como não liberada e a inscrição atribuída ao gêmeo como liberada (ainda que 
seja a mais recente). 
3º - Se, no cruzamento de dados biométricos, for constatada incoincidência, as inscrições 
envolvidas ficarão como não liberadas (lembre-se de que a incoincidência só ocorre nas 
operações de transferência e de revisão). 
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 11.1 Do processamento das inconformidades 
Realizado o batimento, o Tribunal Superior Eleitoral expedirá: 
 I – RELAÇÃO DOS GRUPOS DE INSCRIÇÕES E/ OU RAEs envolvidos em duplicidade, 
pluralidade ou incoincidência emitida por ordem de número de grupo, dados necessários à 
individualização dos eleitores agrupados. 
 II – COMUNICAÇÃO ELETRÔNICA judiciária incumbida da apreciação do caso, noticiando a 
existência de inscrição envolvida em duplicidade, pluralidade ou incoincidência, para devido 
processamento. 
 III - NOTIFICAÇÃO dirigida ao eleitor cuja inscrição estiver em situação "não liberada", para 
que, no prazo de 20 dias a contar da data do batimento, requeira a regularização de sua situação 
eleitoral. 
Após receber a comunicação eletrônica via Sistema Elo, a autoridade judicial deve 
determinar, de ofício e imediatamente, a autuação dos procedimentos no PJe e, ainda, fará 
publicar edital, pelo prazo de vinte dias a contar do batimento, no site do TRE, informando as 
inscrições agrupadas. 
Sendo possível concluir, desde logo, que o grupo é formado por pessoas distintas, o juiz 
determinará a regularização da situação da inscrição do eleitor que não possuir outra liberada, 
regular ou suspensa. Por outro lado, não sendo possível concluir de plano pela inexistência da 
irregularidade, o juiz poderá determinar as diligências que entender necessárias para a apuração 
da irregularidade, inclusive mediante expedição de ofício à Zona Eleitoral a que pertencem as 
demais inscrições envolvidas na duplicidade ou na pluralidade. 
 
 
Ainda que concluídas as diligências, a decisão de cancelamento 
somente poderá ser proferida após o transcurso do prazo 
assinalado ao eleitor para regularizar sua situação. 
 
No prazo para sua manifestação, o eleitor poderá, por petição simples dirigida ao juiz, 
prestar esclarecimentos, juntar documentos e, identificado erro nos dados informados, requerer 
sua retificação. Para tanto, não será exigida a representação por advogado, podendo o eleitor 
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apresentar a petição em via manuscrita, a ser digitalizada e inserida no PJe pelo servidor da Justiça 
Eleitoral, ou se valer do sistema digital de peticionamento avulso no PJe. 
 Encerrado o prazo para manifestação do eleitor e concluídas as diligências, o juiz eleitoral 
decidirá, assegurando a cada eleitor a manutenção de apenas uma inscrição e determinando o 
cancelamento de outras que a ele pertençam, lançando-se o código ASE respectivo. 
 
Até que o juiz eleitoral decida, a inscrição agrupada em 
duplicidade ou pluralidade identificada no batimento biográfico 
não poderá ser objeto de transferência, revisão ou segunda via. 
Identificada situação em que a mesma pessoa possua duas ou mais inscrições eleitorais 
liberadas ou regulares, agrupadas ou não pelo batimento de dados biográficos, o cancelamento 
recairá, preferencialmente, na seguinte ordem: 
 I – na inscrição mais recente, efetuada contrariamente às instruções em vigor; 
 II – na inscrição que não corresponda ao domicílio eleitoral do eleitor ou da eleitora; 
 III – na inscrição que não foi utilizada para o exercício do voto pela última vez; 
 V – na mais antiga. 
 
Comprovado que as inscrições agrupadas no batimento 
biográfico pertencem a pessoas gêmeas ou homônimas, deverá 
ser comandado o respectivo código ASE. 
Gêmeas são as pessoas comprovadamente distintas que sejam 
irmãs e tenham filiação, data e local de nascimento idênticos. 
Homônimas são as pessoas comprovadamente distintas que, 
excetuadas as gêmeas, possuam dados iguais ou semelhantes, 
segundo critérios previamente definidos pelo Tribunal Superior 
Eleitoral. 
 Não sendo possível identificar a titularidade das inscrições ou afastar a incoincidência 
verificada no batimento de dados biométricos de modo a determinar com exatidão qual inscrição 
deve ser mantida, serão canceladas todas as inscrições, lançando-se o código ASE respectivo. 
 
Confirmada a existência de duas ou mais inscrições em cada 
grupo relativas a uma mesma pessoa e afastada a hipótese de 
evidente falha dos serviços eleitorais, o Ministério Público 
Eleitoral será comunicado para avaliar a existência de indícios de 
ilícito penal eleitoral e, se for o caso, requisitar à Polícia Federal 
a instauração de inquérito policial. 
 
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 11.2 Da competência para apreciação das inconformidades 
A Resolução TSE nº 23.659/21, a partir de seu art. 92, dispõe sobre a competência para 
decidir sobre as duplicidades e pluralidades de inscrições identificadas pelo batimento biográfico, 
agrupadas ou não pelo batimento, inclusive quando relacionadas a pessoas que estão com seus 
direitos políticos suspensos, caberá: 
No caso de DUPLICIDADES (duas inscrições com dados muito semelhantes) 
I – ao juízo da zona eleitoral a que estiver vinculada a inscrição mais recente; 
II – ao juízo da zona da inscrição “não liberada”, mesmo que seja a mais antiga, nos casos envolvendo 
gêmeos ou homônimos comprovados, com inscrição “não liberada” no grupo; 
III – ao Corregedor Regional, nos casos envolvendo inscrição e registro de suspensão na Base de Perda 
e Suspensão dos Direitos Políticos; 
IV – ao Corregedor-Geral, nos casos envolvendo pessoa que perdeu seus direitos políticos. 
 
No caso de PLURALIDADES (três ou mais inscrições com dados muito 
semelhantes) 
I – ao juiz da zona eleitoral, quando envolver inscriçõesefetuadas em uma mesma zona; 
II – ao Corregedor Regional, quando envolver inscrições efetuadas entre zonas eleitorais de um mesmo 
Estado ou do Distrito Federal e nas pluralidades decorrentes do agrupamento de uma ou mais 
inscrições, requeridas na mesma circunscrição, com um ou mais registros de suspensão na Base de 
Perda e Suspensão dos Direitos Políticos; 
III – ao Corregedor-Geral, quando envolver inscrições efetuadas em zonas eleitorais de Estados diversos 
e nas pluralidades decorrentes do agrupamento de uma ou mais inscrições, requeridas em 
circunscrições distintas, com um ou mais registros de suspensão na Base de Perda e Suspensão dos 
Direitos Políticos. 
 
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 O art. 93 da Resolução 23.659/21 estabelece a competência das decisões administrativas 
das inconformidades biométricas. A lógica é a mesma daquela vista acima. Assim caberá: 
I - no tocante às duplicidades: ao juízo da zona eleitoral a que estiver vinculada a inscrição 
mais recente. 
II - no tocante às pluralidades: 
a) ao juízo da zona eleitoral, quando envolver inscrições efetuadas em uma mesma zona 
eleitoral; 
b) à corregedoria regional eleitoral, quando envolver inscrições efetuadas entre zonas 
eleitorais de um mesmo Estado ou do Distrito Federal; 
c) à Corregedoria-Geral Eleitoral, quando envolver inscrições efetuadas em zonas eleitorais 
de Estados diversos. 
 
Em face das decisões das duplicidades e pluralidades, cabe recurso, no prazo de três dias, 
sendo competente para a apreciação: 
I - a corregedoria regional eleitoral, quando a decisão recorrida houver sido proferida por 
juiz eleitoral de sua circunscrição; 
II - a Corregedoria-Geral Eleitoral, quando a decisão recorrida houver sido proferida pela 
corregedoria regional. 
 
Havendo decisões conflitantes em processo de regularização de situação de eleitor ou 
eleitora, proferidas por autoridades judiciárias distintas, envolvendo inscrições atribuídas a uma 
mesma pessoa, a decisão caberá: 
I - a corregedoria regional eleitoral, quando se tratar de decisões proferidas por juízos de 
zonas eleitorais de um mesmo Estado ou do Distrito Federal; 
II - à Corregedoria-Geral Eleitoral, quando se tratar de decisões proferidas por juízos 
eleitorais de Estados diversos ou por corregedores regionais. 
 
Deve ficar claro que o juiz eleitoral só poderá determinar a regularização, o cancelamento 
ou a suspensão de inscrição que pertença à sua jurisdição. Diante disso, caso seja competente 
para decidir uma duplicidade de inscrições eleitorais em virtude de a inscrição mais recente ter 
sido requerida na zona eleitoral sob a sua jurisdição, e, na prática, constatar que a inscrição que 
deve ser cancelada é a que está vinculada a outra zona eleitoral, deverá proferir a decisão e 
comunicar ao juiz eleitoral competente, para conhecimento e cumprimento. 
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A competência para decidir a respeito das duplicidades e 
pluralidades, na esfera penal, será sempre do juiz eleitoral da 
zona onde foi efetuada a inscrição mais recente. Nesse caso, 
ainda que na relação de duplicidade exista uma inscrição 
atribuída a gêmeo como a mais antiga (que a definirá como 
liberada), a competência penal permanece com o juiz eleitoral 
da inscrição mais recente. 
 
Na instrução do procedimento administrativo, a autoridade judiciária poderá requisitar 
informações complementares ao juízo da zona eleitoral de cada uma das inscrições em 
tratamento. O juízo eleitoral ao qual for dirigida a requisição deverá prestar informações no prazo 
máximo de 10 dias, contados do seu recebimento. Ainda que o eleitor não tenha sido encontrado, 
a requisição deverá ser respondida no prazo estipulado. 
A autoridade judiciária competente deverá se pronunciar quanto às situações de 
inconformidade em até 40 dias contados: 
I - quando agrupadas, da data de realização do respectivo batimento; ou 
II - quando não agrupadas, do recebimento da comunicação de inconformidade. 
 
Será automaticamente cancelada pelo sistema a inscrição envolvida em inconformidade, 
com situação não liberada, que não for objeto de decisão da autoridade judiciária no prazo de 40 
dias. 
 
 
As inscrições canceladas permanecerão no Cadastro Eleitoral por 
prazo indeterminado, independentemente da causa do 
cancelamento. 
 
 
 
 
 
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 11.3 Das fases do processo de duplicidade / pluralidade 
Para responder às questões de prova do CESPE e de outras bancas, é muito importante 
que você consiga identificar os principais prazos que devem ser observados durante o processo 
administrativo de duplicidade/pluralidade e que pode ensejar o respectivo cancelamento de uma 
ou mais inscrições eleitorais: 
 
 
Notificação (20 dias) Edital (20 dias) Petição simples até 40 dias para decisão 
 
Para facilitar ainda mais a compreensão, pode afirmar: 
1º – Ao mesmo tempo que é gerado o relatório de agrupamento 
(duplicidade/pluralidade/incoincidência) é também enviada uma notificação para o eleitor cuja 
inscrição consta como não liberada, a fim de que apresente busque a regularização no prazo 
máximo de 20 dias, a contar do batimento; 
2º - Que o edital será publicado pelo prazo de 20 dias, para conhecimento dos 
interessados; 
3º - Se o juiz eleitoral entender, ainda que dentro do prazo de 20 dias para manifestação 
do eleitor, que a relação de agrupamento é formada por pessoa distintas, pode determinar a 
imediata regularização; 
4º - Caso o juiz não determine a imediata regularização, nas condições mencionadas no 
item anterior, deverá ser aguardado o transcurso do prazo de 20 dias para manifestação do 
eleitor. Caso compareça ao Cartório Eleitoral para prestar esclarecimentos, o eleitor poderá se 
manifestar por meio de petição simples e sem a necessidade de advogado; 
5º - Transcorrido o prazo de 20 dias assegurado ao eleitor, sem qualquer manifestação, o 
Juiz Eleitoral deverá proferir decisão. 
6º - A autoridade judiciária competente deve se pronunciar em até 40 dias, a contar do 
batimento ou da comunicação de inconformidade. 
7º - Transcorrido o prazo de 40 dias, sem decisão de autoridade judiciária, a inscrição não 
liberada será automaticamente cancelada. 
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 11.4 Das hipóteses de ilícito penal 
Decidida a duplicidade ou pluralidade e tomadas as providências de praxe na seara 
administrativa (cancelamento das inscrições irregulares, por exemplo), se duas ou mais inscrições 
em cada grupo forem atribuídas a um mesmo eleitor, excetuados os casos de evidente falha dos 
serviços eleitorais, os autos deverão ser remetidos ao Ministério Público Eleitoral. 
Manifestando-se o Ministério Público pela existência de indício de ilícito penal eleitoral a 
ser apurado, o processo deverá ser remetido, pela autoridade judiciária competente, à Polícia 
Federal para instauração de inquérito policiale a respectiva investigação. A Polícia Civil também 
pode atuar subsidiariamente na investigação, caso a Zona Eleitoral não seja atendida por 
representação da Polícia Federal. 
 
 
O processo penal eleitoral será regido pelas disposições contidas 
no Código Eleitoral Brasileiro e, subsidiariamente, pelas normas 
do Código de Processo Penal. 
Diante da conclusão da investigação ou no caso de pedido de dilação de prazo, o inquérito 
policial deverá ser encaminhado, pela autoridade policial que o presidir, ao juiz eleitoral a quem 
couber decisão a respeito na esfera penal, que os remeterá ao Ministério Público Eleitoral para, 
conforme o caso, manifestar-se sobre o pedido de dilação do prazo, oferecer denúncia ou 
requerer o arquivamento do inquérito. 
Arquivado o inquérito ou julgada a ação penal, o juízo eleitoral comunicará a decisão à 
autoridade judiciária competente para adoção de medidas cabíveis na esfera administrativa. 
 
 
Lembre-se de que o Juiz Eleitoral que irá cancelar a inscrição 
irregular, na esfera administrativa, nem sempre é o mesmo que 
irá processar e julgar esse mesmo fato na esfera penal, caso 
também fique tipificada a prática de crime eleitoral. 
 
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Nas palavras de José Jairo Gomes3, os direitos políticos se referem às prerrogativas e os 
deveres inerentes à cidadania. Englobam o direito de participar direta ou indiretamente do 
governo, da organização e do funcionamento do Estado. 
 
 12.1 Aquisição e exercício 
Nos termos do art. 11 da Resolução nº 23.659/2021, os direitos políticos são adquiridos 
mediante o alistamento eleitoral, que é assegurado: 
I - a todas as pessoas brasileiras que tenham atingido a idade mínima constitucionalmente 
prevista, salvo os que, pertencendo à classe dos conscritos, estejam no período de serviço militar 
obrigatório e dele não tenham se desincumbido; e 
II - às pessoas portuguesas que tenham adquirido o gozo dos direitos políticos no Brasil, 
observada a legislação específica. 
Com a edição da Resolução 23.659/21, a suspensão dos direitos políticos não impede o 
alistamento eleitoral ou qualquer outra operação no cadastro eleitoral (revisão, segunda via ou 
transferência), mas se impôs a necessidade de registro da suspensão logo após o atendimento 
nos assentamentos da pessoa eleitora atendida. 
Por outro lado, se ocorrer a perda de direitos políticos, decorrente da perda da 
nacionalidade brasileira, fica impedido o alistamento eleitoral e todas as demais operações no 
cadastro, possibilitando, conforme o caso, o cancelamento da inscrição eleitoral já existente. 
 
3 GOMES. José Jairo. Direito Eleitoral. 14 ed. rev. atual. e ampl. São Paulo: Atlas, 2018. p. 34 
 
 
12. Direitos Políticos 
 
 
 
 
 
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A aquisição do gozo de direitos políticos por pessoa brasileira 
em Portugal não acarreta a suspensão de direitos políticos ou o 
cancelamento da inscrição eleitoral e não impede o alistamento 
eleitoral ou as demais operações do Cadastro Eleitoral. 
Será cancelada a inscrição eleitoral quando declarado extinto o 
gozo dos direitos políticos por pessoa portuguesa no Brasil. 
 
Com exceção dos conscritos, os militares são alistáveis, conforme a Constituição da 
República. Também com fundamento constitucional, são estabelecidas a obrigatoriedade e a 
facultatividade do alistamento eleitoral e do exercício do voto. 
 
 
 12.2 Restrição e regularização 
Tomando conhecimento de fato ensejador de suspensão de direitos políticos ou de 
impedimento ao exercício do voto, a zona eleitoral competente providenciará o imediato registro 
da situação no Cadastro Eleitoral. Não se tratando de eleitor de sua zona eleitoral, o juízo 
comunicará o fato diretamente àquela na qual for inscrito o titular. 
Quando se tratar de pessoa não inscrita perante a Justiça Eleitoral, o registro será feito 
diretamente na base de perda e suspensão de direitos políticos pela Corregedoria Regional 
Eleitoral que primeiro tomar conhecimento do fato. A chamada “base de perda e suspensão de 
direitos políticos” pode ser entendida como um banco de dados, um cadastro paralelo ao 
cadastro eleitoral, voltado para o registro de situações ensejadoras de perda e suspensão de 
direitos políticos relativas a eleitores ou não eleitores (pessoas sem inscrição eleitoral). 
Constatada a ocorrência de hipótese ensejadora de perda de direitos políticos, a 
Corregedoria-Geral Eleitoral providenciará a imediata atualização da situação das inscrições no 
Cadastro Eleitoral e na base de perda e suspensão de direitos políticos. 
A regularização de situação eleitoral de pessoa com restrição de direitos políticos somente 
será possível mediante comprovação de haver cessado o impedimento. O interessado deverá 
preencher requerimento e instruir o pedido com declaração de situação de direitos políticos e 
documentação comprobatória de sua alegação. 
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Comprovada a cessação do impedimento, será comandado o código ASE próprio e/ou 
inativado(s), quando for o caso, o(s) registro(s) correspondente(s) na base de perda e suspensão 
de direitos políticos. 
Para regularização de inscrição envolvida em coincidência com outra de pessoa que perdeu 
ou está com seus direitos políticos suspensos, será necessária a comprovação de tratar-se de 
eleitor diverso. 
São considerados documentos comprobatórios de reaquisição ou restabelecimento de 
direitos políticos: 
I – nos casos de perda: 
a) decreto ou portaria; 
b) comunicação do Ministério da Justiça; 
 
II – nos casos de suspensão: 
a) para condenados: sentença judicial, certidão do juízo competente ou outro documento 
que comprove o cumprimento ou a extinção da pena ou sanção imposta, 
independentemente da reparação de danos; 
b) para conscritos ou pessoas que se recusaram à prestação do serviço militar obrigatório: 
Certificado de Reservista, Certificado de Isenção, Certificado de Dispensa de Incorporação, 
Certificado do Cumprimento de Prestação Alternativa ao Serviço Militar Obrigatório, 
Certificado de Conclusão do Curso de Formação de Sargentos, Certificado de Conclusão de 
Curso em Órgão de Formação da Reserva ou similares; 
 
 
 
 
 
 
 
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Em síntese, a correição do eleitorado é uma ferramenta usada pela Justiça Eleitoral para 
corrigir eventuais distorções no quantitativo de eleitores, segundo critérios objetivos 
previamente delineados. Após a correição, confirmada a irregularidade, é determinada a revisão 
do eleitorado. 
A correição de eleitorado poderá ser determinada, observada a conveniência e a 
disponibilidade de recursos: 
I - pela Corregedoria-Geral Eleitoral, quando: 
a) o total de transferências ocorridas no ano em curso seja 10% superior ao do ano 
anterior; 
b) o eleitorado for superior ao dobro da população entre dez e quinze anos, somadaà de 
idade superior a setenta anos do território daquele município; e 
c) o eleitorado for superior a 65% e menor ou igual a 80% da população projetada 
para aquele ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); 
 
II - pela corregedoria regional, quando houver indícios consistentes ou denúncia 
fundamentada de fraude ou outras irregularidades no alistamento em zona ou município. 
 
De fato, é bastante estranha a situação, por exemplo, de um município possuir mais 
eleitores que habitantes... 
A revisão de eleitorado acontece quando a Justiça Eleitoral decide convocar todos os 
eleitores inscritos em uma zona eleitoral – ou apenas um ou alguns municípios integrantes dessa 
zona – para que compareçam pessoalmente perante os Cartórios Eleitorais ou Postos de Revisão, 
a fim de que se submetam ao recadastramento de suas respectivas inscrições eleitorais, com a 
atualização de dados referentes ao domicílio eleitoral. 
Se na correição do eleitorado for comprovada a fraude em proporção que comprometa a 
higidez do Cadastro Eleitoral, o tribunal regional eleitoral, comunicando a decisão ao Tribunal 
 
 
 
13. Correição e Revisão do eleitorado 
 
 
 
 
 
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Superior Eleitoral, ordenará a revisão do eleitorado, obedecidas as instruções contidas na 
Resolução nº 23.659/2021 e as recomendações que subsidiariamente baixar. 
O Tribunal Superior Eleitoral poderá, de ofício, determinar a revisão do eleitorado do 
município, observada a conveniência e a disponibilidade de recursos, quando: 
I - o total de transferências ocorridas no ano em curso seja 10% superior ao do ano anterior; 
II - o eleitorado for superior ao dobro da população entre dez e quinze anos, somada à de 
idade superior a setenta anos do território daquele município; e 
III - o eleitorado for superior a 80% da população projetada para aquele ano pelo Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
Perceba que os critérios objetivos para atuação de ofício do TSE na determinação de 
revisão do eleitorado são bem parecidos com aqueles que fundam a atuação da Corregedoria-
Geral Eleitoral na determinação da correição do eleitorado. Em suma, pode o TSE determinar a 
revisão sem que tenha havido previamente a correição. 
 
 
Não será realizada revisão de eleitorado: 
I - em ano eleitoral, salvo se iniciado o procedimento revisional 
no ano anterior ou se, verificada situação excepcional, o Tribunal 
Superior Eleitoral autorizar que a ele se dê início; e 
II - que abranja apenas parcialmente o território do município, 
ainda que seja este dividido em mais de uma zona eleitoral. 
 
A não realização de revisão de eleitorado em ano eleitoral, em regra, se justifica pelo fato 
de que em ano eleitoral os servidores estão empenhados e focados na realização das eleições. 
Eventual realização de revisão de eleitorado, em ano de eleição, poderia colocar em risco a 
qualidade dos trabalhos afetos ao pleito eleitoral. 
 
 
A revisão de eleitorado será sempre presidida pelo respectivo 
juiz eleitoral, ficando a fiscalização a cargo do representante do 
Ministério Público que oficiar perante o juízo eleitoral. 
Havendo mais de uma zona eleitoral no município, o TRE deve 
indicar qual juiz eleitoral coordenará os trabalhos revisionais. 
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 13.1 Dos procedimentos iniciais da revisão 
A revisão do eleitorado deverá ser sempre presidida pelo juiz eleitoral da zona submetida 
à revisão, e será quem dará início aos procedimentos revisionais no prazo máximo de 30 dias, 
contados da aprovação da revisão pelo Tribunal competente. Por sua vez, o Tribunal Regional 
Eleitoral, por intermédio da Corregedoria Regional, inspecionará os serviços de revisão. 
Existem questões que afirmaram incorretamente que a revisão do eleitorado será 
presidida pelo Tribunal Superior Eleitoral ou pelos Tribunais Regionais Eleitorais, a exemplo do 
que ocorreu na prova do concurso para o cargo de Técnico Judiciário do TRE/MS, organizado 
pelo CESPE. 
 
(CESPE– Técnico Judiciário – TRE MS) Com base na Resolução do TSE nº 21.538/2003 
(revogada, mas sem alteração nesta parte pela nova Resolução) e na legislação eleitoral 
pertinente, julgue o item seguinte: 
A revisão do eleitorado de zona eleitoral é presidida por ministro do TSE, em caráter 
interventivo. 
Comentários 
A Resolução do TSE nº 21.538/03, em seu art. 62, afirmava que a revisão do eleitorado 
deverá ser sempre presidida pelo juiz eleitoral da zona submetida à revisão. Não há 
exceções. Essa regra se mantém na Resolução nº 23.659/2021 
Gabarito: E 
 
Aprovada a revisão de eleitorado, a Secretaria de Tecnologia da Informação ou o órgão 
regional congênere identificará, no sistema, as pessoas abrangidas pela revisão, assim entendidos 
aquelas inscritas eleitoras nos municípios envolvidos ou para eles movimentadas até 30 dias 
antes do início dos respectivos trabalhos. 
A listagem geral englobará todas as seções eleitorais referentes à zona ou município objeto 
da revisão e será disponibilizada, por intermédio da respectiva corregedoria regional, ao juízo 
eleitoral da zona onde será realizada a revisão. 
Para a execução dos trabalhos de revisão de eleitorado, o juiz ou juíza eleitoral poderá: 
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I - mediante autorização do tribunal regional respectivo, determinar a criação de postos de 
revisão e os dias e horários em que funcionarão, o que poderá ocorrer, inclusive, aos 
sábados, domingos e feriados, assegurada, em qualquer hipótese, a acessibilidade; 
 
II - requisitar diretamente às repartições públicas locais, observados os impedimentos legais: 
a) o quantitativo de auxiliares que for necessário para o desempenho dos trabalhos; e 
b) a utilização de prédios públicos para a instalação de postos de revisão; e 
 
III - determinar o atendimento revisional domiciliar de pessoas com deficiência, indígenas e 
quilombolas, desde que haja meios para tanto. 
Os postos de revisão serão criados com a finalidade de ampliar a força de trabalho 
destinada ao atendimento dos eleitores do município e/ou zona eleitoral envolvidos no processo 
de revisão de eleitorado. Em regra, os Cartórios Eleitorais são providos com uma quantidade 
pequena de servidores do quadro efetivo, portanto, é muito importante que o Juiz Eleitoral 
requisite servidores de outros órgãos ou entidades para trabalharem nos postos de revisão, por 
prazo determinado, ministrando o treinamento necessário para o atendimento. 
Como as instalações do Cartório Eleitoral também são insuficientes para abrigar todos os 
postos de revisão, que devem funcionar em pontos estratégicos, de maior fluxo de eleitores, o 
Juiz Eleitoral poderá ainda requisitar diretamente às repartições públicas locais, observados os 
impedimentos legais, a utilização de instalações de prédios públicos, ainda que pertencentes a 
entidades municipais e/ou estaduais. 
Nas datas em que os trabalhos revisionais estiverem sendo realizados nos postos de 
revisão, o cartório sede da zona poderá, se houver viabilidade, permanecer com os serviços 
eleitorais de rotina. Em regra, o funcionamento é mantido, pois os postos de revisão são criados 
em locaisdistintos e com o apoio de servidores requisitados de outros órgãos e entidades. 
Sempre que possível, serão instalados postos de revisão, pelo período necessário, em 
terras indígenas, comunidades quilombolas, comunidades isoladas e em localidades que por suas 
características dificultem ou onerem demasiadamente o comparecimento de eleitores e eleitoras 
à unidade de atendimento da Justiça Eleitoral. 
O horário de funcionamento dos postos de atendimento será estabelecido conforme 
critérios de conveniência e oportunidade, visando à otimização dos recursos, materiais e 
humanos, necessários à realização dos trabalhos revisionais. 
 
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 13.2 Do edital de revisão 
A revisão deverá ser precedida de ampla divulgação, destinada a orientar o eleitor quanto 
aos locais e horários em que deverá se apresentar, e processada em período estipulado pelo 
Tribunal Regional Eleitoral, não inferior a 30 dias (Lei nº 7.444/1985, art. 3º, § 1º). 
 
Suponhamos que, depois de analisar a quantidade de eleitores 
que serão submetidos à revisão, bem como a quantidade de 
servidores que prestarão o apoio necessário ao processo, o 
Tribunal Regional Eleitoral tenha fixado o prazo de 90 dias para 
a conclusão dos trabalhos. Todavia, se o Juiz Eleitoral constatar 
que o prazo será insuficiente, levando-se em consideração, por 
exemplo, que o tempo de atendimento a cada eleitor está sendo 
superior ao estimado, poderá ser formalizado um requerimento 
de dilação desse prazo. 
A prorrogação do prazo para a conclusão dos trabalhos de revisão, se necessária, deverá 
ser requerida pelo juiz eleitoral, em ofício fundamentado, dirigido à presidência do Tribunal 
Regional Eleitoral, com antecedência mínima de cinco dias da data de conclusão dos trabalhos. 
Recebida a listagem geral, que engloba todas as seções eleitorais referentes à zona ou 
município objeto da revisão, o juízo eleitoral deverá fazer publicar, com antecedência mínima de 
cinco dias do início dos trabalhos de revisão, edital, do qual constará: 
I - a convocação dos eleitores e das eleitoras do(s) município(s) ou da(s) zona(s) para, 
ressalvadas as hipóteses expressas no próprio edital, comparecer, pessoalmente, à revisão de 
eleitorado, a fim de confirmarem seu domicílio, sob pena de cancelamento da sua inscrição 
eleitoral, sem prejuízo da apuração de fraude no alistamento ou na transferência, se constatada 
irregularidade; 
II - a exigência de apresentação de: 
a) documento de identidade; 
b) comprovante de domicílio, conforme especificado no art. 118 da Resolução 23.659/2021; e 
c) se possível, título eleitoral ou documento comprobatório da condição de eleitor; 
III - as datas de início e término dos trabalhos revisionais, a área e o período abrangidos e 
os dias e locais onde funcionarão postos de revisão; e 
IV - as hipóteses de dispensa do comparecimento à revisão de eleitorado. 
 
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A dispensa do comparecimento à revisão de eleitorado poderá 
ter por fundamento critérios de razoabilidade e economicidade, 
tais como a data da última operação eleitoral, a condição de 
indígena, quilombola ou pessoa com deficiência já anotada no 
Cadastro Eleitoral, a prévia comprovação do domicílio por meio 
de cruzamento de dados com outras entidades. 
 
Serão admitidos à revisão de eleitorado e estarão habilitados à formalização do RAE e à 
coleta de dados biométricos as pessoas cuja inscrição esteja em situação regular ou suspensa. 
Processada a revisão, não serão inativadas eventuais anotações de multa ou outras restrições no 
cadastro do eleitor. 
O edital deverá ser disponibilizado no fórum da comarca, nos cartórios eleitorais, 
repartições públicas e locais de acesso ao público em geral. Durante no mínimo 3 dias 
consecutivos, o edital será divulgado, sem ônus para a Justiça Eleitoral, por meio da imprensa 
escrita, falada e televisada, se houver. Deve o juízo eleitoral, também, dar conhecimento da 
realização da revisão de eleitorado aos partidos políticos para que acompanhem e fiscalizem os 
trabalhos. 
 
 
ATENÇÃO! Serão ainda empregados quaisquer outros meios que 
favoreçam o pleno conhecimento da revisão de eleitorado por 
parte todas as pessoas interessadas, cabendo ao juízo eleitoral 
planejar e executar comunicações que atendam às 
particularidades das comunidades remotas, indígenas e 
quilombolas acaso existentes no município. 
 
 
 13.3 Da comprovação documental 
Uma das finalidades do processo de revisão de eleitorado é garantir a atualização de dados 
e a comprovação de que cada eleitor submetido ao processo realmente mantém algum tipo de 
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vínculo com o município, evitando-se, assim, eventuais fraudes ou distorções nos resultados das 
eleições. 
A prova de identidade só será admitida se feita pelo próprio eleitor ou pela própria 
eleitora mediante apresentação de um ou mais dos documentos especificados na Resolução. No 
momento de submissão à revisão, o eleitor deverá apresentar um dos seguintes documentos: 
carteira de identidade; carteira emitida pelos órgãos criados por lei federal, controladores do 
exercício profissional; certidão de nascimento ou casamento, expedida no Brasil ou registrada em 
repartição diplomática brasileira e transladada para o registro civil; documento público do qual 
se infira ter a pessoa requerente a idade mínima de 15 anos, e do qual constem os demais 
elementos necessários à sua qualificação; documento congênere ao registro civil, expedido pela 
Fundação Nacional do Índio (FUNAI); documento do qual se infira a nacionalidade brasileira, 
originária ou adquirida, da pessoa requerente; ou, por fim, publicação oficial da Portaria do 
Ministro da Justiça e o documento de identidade de que tratam os arts. 22 do Decreto nº 3.927, 
de 2001, e 5º da Lei nº 7.116, de 1983, para as pessoas portuguesas que tenham obtido o gozo 
dos direitos políticos no Brasil. 
Por sua vez, a comprovação de domicílio poderá ser feita mediante um ou mais 
documentos dos quais se infira ser o eleitor residente ou ter vínculo afetivo, familiar, profissional, 
comunitário ou de outra natureza que justifique a escolha da localidade pela pessoa para nela 
exercer seus direitos políticos. 
Na hipótese de ser a prova de domicílio feita mediante apresentação de contas de luz, água 
ou telefone, nota fiscal ou envelopes de correspondência, estes deverão ter sido, 
respectivamente, emitidos ou expedidos nos 3 (três) meses anteriores ao comparecimento à 
revisão. 
A comprovação de vínculos diversos do residencial poderá ser feita por meio de 
documentos adequados à sua natureza, não se exigindo antecedência mínima em hipóteses, tais 
como a de apresentação de cartão de usuário do Serviço Único de Saúde - SUS ou de comprovante 
de matrícula em instituição de ensino, nas quais a antiguidade não é essencial à constituição do 
vínculo. 
 
ATENÇÃO COM A AUTODECLARAÇÃO! 
A declaração do eleitor ou da eleitora de que pertence a comunidade 
indígena ou quilombola ou de que se trata de pessoa em situação de 
rua dispensará a comprovação documental do vínculo com o 
respectivo município. 
 
Subsistindo dúvida quanto à idoneidadedo comprovante de domicílio apresentado ou 
ocorrendo a impossibilidade de apresentação de documento que indique o domicílio do eleitor, 
declarando este, sob as penas da lei, que tem domicílio no município, o juiz eleitoral adotará 
interpretação mais benéfica ao cidadão (deferindo o requerimento de plano) ou poderá 
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determinará a realização de diligências, inclusive por meio de verificação in loco antes de proferir 
sua decisão. 
Pode acontecer, por exemplo, de o Juiz Eleitoral determinar que algum servidor da Justiça 
Eleitoral compareça ao endereço indicado pelo eleitor a fim de que investigar a sua veracidade, 
principalmente por meio de questionamento aos vizinhos. 
Vale lembrar que a revisão de eleitorado, submetida a controle direto do Juiz Eleitoral, 
também se sujeita à fiscalização do Ministério Público, na pessoa do respectivo Promotor Eleitoral 
que atua perante o juízo eleitoral. 
Os partidos políticos também podem acompanhar todo o processo de revisão de 
eleitorado, exercendo o direito de fiscalização, nos termos dos arts. 75 e 76 da Resolução nº 
23.659/2021. Para tanto, repita-se, deve o juiz eleitoral dar conhecimento às agremiações 
partidárias acerca do processo revisional. 
O juiz ou a juíza determinará o registro da regularidade ou não da inscrição eleitoral, 
observado o seguinte procedimento: 
a) a pessoa designada para realizar o atendimento fará a conferência dos dados do eleitor ou da 
eleitora contidos no cadastro com base nos documentos apresentados no momento da 
revisão; 
b) comprovados a identidade e o domicílio eleitoral, será providenciado o preenchimento do 
formulário RAE, inclusive com a coleta de dados biométricos, se for o caso; 
c) o título eleitoral será entregue à pessoa como comprovante de seu comparecimento ao 
procedimento de revisão; e 
d) o eleitor ou a eleitora que não comprovar sua identidade ou domicílio não será 
considerado(a) revisado(a). 
 
Se a pessoa possuir mais de uma inscrição liberada ou regular, 
apenas uma delas poderá ser considerada revisada. 
Caso isso seja constatado no atendimento, eventual título 
eleitoral encontrado em poder do eleitor ou da eleitora 
referente a qualquer inscrição que exigir cancelamento deverá 
ser formalmente recolhido e inutilizado. 
 
 13.4 Da conclusão dos trabalhos de revisão 
Após a finalização dos trabalhos de revisão, o juiz eleitoral fará juntar aos autos relatório 
sintético, extraído do Sistema ELO, das operações de RAE realizadas e, após ouvir o Ministério 
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Público Eleitoral, determinará o cancelamento das inscrições relativas a eleitores que não tenham 
comparecido à revisão do eleitorado. Essa determinação é feita por meio de sentença. 
O art. 122, §1º, da Resolução nº 23.659, traz situações excepcionais para o cancelamento: 
§ 1º Não serão canceladas as inscrições que, embora pertinentes ao período de abrangência 
das revisões de eleitorado: 
I - sejam atribuídas a eleitoras e eleitores já identificados biometricamente, desde que 
atendidos os requisitos de qualidade dos dados biométricos e que tenha havido expressa 
dispensa do comparecimento ao cartório eleitoral pela norma que determinar o procedimento 
revisional; 
II - tenham em seu histórico registro do comando alusivo a deficiência que impossibilite ou 
torne extremamente oneroso o cumprimento das obrigações eleitorais; e 
III - tenham em seu histórico registro ativo do comando alusivo à suspensão de direitos 
políticos fundada em condenação criminal. 
 
 
 
O cancelamento das inscrições somente deverá ser efetivado no 
sistema após a homologação da revisão pelo tribunal regional 
eleitoral. 
 
A sentença de cancelamento deverá ser específica para cada município abrangido pela 
revisão (caso a revisão tenha sido realizada em mais de um município pertencente à mesma zona 
eleitoral) e prolatada no prazo máximo de dez dias contados da data do retorno dos autos do 
Ministério Público, podendo o Tribunal Regional Eleitoral fixar prazo inferior. 
A sentença deverá relacionar todas as inscrições que serão canceladas no município. 
Os eleitores que tiverem as inscrições canceladas serão intimados por edital e, caso sejam 
usuários do aplicativo da Justiça Eleitoral, por meio de comunicação por meio dessa tecnologia. 
Em função do não comparecimento, a norma presume que o eleitor se encontra em lugar incerto 
e não sabido. 
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Ao responder às questões de prova do CESPE e de outras 
bancas, lembre-se de que o cancelamento das inscrições 
eleitorais somente deverá ser efetivado no sistema após a 
homologação da revisão pelo Tribunal Regional Eleitoral, que 
acontece depois de expirado o prazo para apresentação dos 
respectivos recursos 
 
 13.5 Dos recursos 
 O edital será publicado nos sítios dos tribunais regionais da internet ou em sistema 
específico, com prazo mínimo de 15 dias, dele devendo constar que os eleitores e as eleitoras 
cuja inscrição tenha sido cancelada ou cuja transferência tenha sido revertida poderão recorrer 
da decisão, apresentando provas que justifiquem sua reforma, no prazo de 3 dias a contar da 
data final do edital. 
Assim, contra a sentença que determinar o cancelamento das inscrições eleitorais, caberá, 
no prazo de três dias, contados da publicidade, o recurso previsto no art. 80 do Código Eleitoral, 
que não terá o feito suspensivo. Em outras palavras, significa que após a homologação do 
processo de revisão pelo Tribunal Regional Eleitoral, ainda que exista recurso pendente de 
julgamento, a inscrição poderá ser cancelada. 
Transcorrido o prazo recursal de três dias, o juiz eleitoral fará minucioso relatório dos 
trabalhos desenvolvidos, que encaminhará, com os autos do processo de revisão, à Corregedoria 
Regional Eleitoral. 
Apreciado o relatório e ouvido o Ministério Público, o corregedor ou a corregedora 
regional eleitoral: 
I – indicará providências a serem tomadas, se verificar a ocorrência de vícios 
comprometedores à validade ou à eficácia dos trabalhos – nesse caso, os autos serão 
devolvidos para o juiz eleitoral a fim de que execute as providências determinadas e, após 
concluídas, faça uma nova remessa dos autos para análise. 
II – submetê-lo-á ao Tribunal Regional, propondo: 
a) a homologação da revisão, se entender pela regularidade dos trabalhos 
revisionais; ou 
 
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b) a não homologação da revisão, se verificar o não comparecimento de 
quantitativo que ultrapasse 20% do total de convocados para o procedimento ou a 
existência de circunstâncias peculiares que impeçam o adequado atendimento das 
demandas de regularização das inscrições que vierem a ser canceladas. 
 
 
 
Perceba que, concluído o processo de revisão de eleitorado, os 
autos são encaminhados para o Corregedor Regional Eleitoral, 
que é responsável pela análise primária da regularidade. 
Entretanto,a decisão que homologa o processo de revisão é de 
competência do Tribunal Regional Eleitoral (todos os seus 
membros) e, somente após a homologação, as inscrições 
eleitorais podem ser canceladas. 
 
Caso a proposta da Corregedoria seja a não homologação da revisão, o tribunal regional 
eleitoral determinará que, uma vez concluído o processamento dos arquivos de urna e retomadas 
as operações do Cadastro Eleitoral, seja reaberto o atendimento às eleitoras e aos eleitores 
submetidos à revisão, fixando o limite para a conclusão dos trabalhos e eventual suspensão 
durante o recesso forense, e comunicará esta decisão ao Tribunal Superior Eleitoral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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O eleitor que deixar de votar e não se justificar perante o juiz eleitoral até 60 dias após a 
realização da eleição incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral e cobrada na forma prevista 
nos arts. 7º e 367 do Código Eleitoral, no que couber, e 127 da Resolução 23.659/2021. 
 
 
 
Para o eleitor que se encontrar no exterior na data do pleito, 
será de 30 dias, contados do seu retorno ao país, o prazo para 
apresentar a sua justificativa. 
 Dentro do prazo, o eleitor ou a eleitora poderá formular o requerimento de justificativa 
por ferramenta eletrônica disponibilizada pela Justiça Eleitoral ou perante o juízo de qualquer 
zona eleitoral em que se encontre, devendo o cartório providenciar a remessa ao juízo 
competente. O pedido de justificação será sempre dirigido ao juiz eleitoral da zona de inscrição, 
podendo ser formulado na zona eleitoral em que se encontrar o eleitor, a qual providenciará sua 
remessa ao juízo competente. 
 Nas eleições de 2020, principalmente em função das medidas de prevenção no contexto 
da pandemia, esse pedido pôde ser feito, no prazo legal, por meio de aplicativo (e-título) ou de 
página própria da Justiça Eleitoral, dispensando-se o comparecimento presencial do eleitor a um 
cartório eleitoral. 
Indeferido o requerimento de justificação ou decorridos os prazos estabelecidos em lei, 
deverá ser aplicada multa ao eleitor, podendo, após o pagamento, ser-lhe fornecida certidão de 
quitação. Ademais, a justificação da falta ou o pagamento da multa serão anotados no cadastro. 
Também incorrerá em multa a pessoa eleitora que tiver o processamento de seu pedido 
de justificativa rejeitado pelo sistema, em razão do preenchimento com dados insuficientes ou 
inexatos, que impossibilitem sua identificação no cadastro eleitoral. 
A fixação da multa para ausência às urnas observará a variação entre o mínimo de 3% e o 
máximo de 10% do valor utilizado como base de cálculo (R$ 35,13), podendo ser decuplicado em 
razão da situação econômica do eleitor ou da eleitora. 
 
 14. Das providências e penalidades pelo 
não comparecimento à eleição 
 
 
 
 
 
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As pessoas convocadas para os trabalhos eleitorais (mesários) que não comparecerem e 
não se justificarem perante o juízo eleitoral no prazo de 30 dias seguintes às eleições incorrerão 
em multa. A fixação da multa observará a variação entre o mínimo de 10% e o máximo de 50% 
do valor utilizado como base de cálculo (R$ 35,13), podendo ser decuplicada em razão da 
situação econômica do eleitor ou eleitora, ficando o valor final sujeito a duplicação em caso de: 
a) a mesa receptora deixar de funcionar por sua culpa; ou 
b) a pessoa abandonar os trabalhos no decurso da votação sem justa causa, hipótese na qual 
o prazo aplicável para a apresentação de justificativa será de 3 dias após a ocorrência. 
 
 
Seja para a hipótese de ausência às urnas, seja para a de 
desatendimento de convocação para os trabalhos eleitorais: 
Antes de arbitrada a multa pelo juízo competente, o eleitor ou a 
eleitora que pretender obter certidão de quitação ou requerer 
operação por meio do serviço disponibilizado no sítio do 
Tribunal Superior Eleitoral poderá quitá-la pelo pagamento do 
valor máximo, correspondente a 10% do valor utilizado como 
base de cálculo. 
Por outro lado, a pessoa que declarar, sob as penas da lei, 
perante qualquer juízo eleitoral, seu estado de pobreza ficará 
isento do pagamento da multa. 
Será cancelada a inscrição do eleitor que se abstiver de votar em três eleições 
consecutivas, salvo se houver apresentado justificativa para a falta ou efetuado o pagamento de 
multa, ficando excluídos do cancelamento os eleitores que, por prerrogativa constitucional, não 
estejam obrigados ao exercício do voto (analfabetos, por exemplo) ou em razão e deficiência que 
torne impossível ou demasiadamente oneroso o exercício do voto (desde que com o código ASE 
respectivo anotado no cadastro), bem assim em razão de da suspensão de direitos políticos, o 
exercício do voto esteja impedido. 
 
Considera-se como uma eleição cada um dos turnos do pleito, 
inclusive em caso de renovação das eleições, bem como o dia de 
votação em plebiscito ou referendo. 
Se Doquinha não votou (muito menos se justificou) nem no 1º 
nem no 2º turno das eleições municipais de 2020 (Fabianópolis 
é uma grande cidade) e voltar a deixar de votar e de se justificar 
nas eleições gerais de 2022, estará sujeito ao cancelamento da 
sua inscrição eleitoral por se completarem três eleições 
consecutivas sem comparecimento e sem justificativa de 
ausência. 
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A Secretaria de Tecnologia da Informação colocará à disposição do juízo eleitoral relação 
das eleitoras e dos eleitores da respectiva zona cujas inscrições são passíveis de cancelamento, 
devendo o edital ser divulgado no sítio do tribunal regional eleitoral e afixado no cartório eleitoral. 
Decorridos 60 dias da data do batimento que identificar as inscrições sujeitas a 
cancelamento por não comparecimento, inexistindo comando de códigos ASE relativos à 
justificativa da ausência às urnas, ao pagamento da multa respectiva ou isenção desta, à isenção 
de sanções a pessoas com deficiência que torne impossível ou demasiadamente oneroso o 
cumprimento das obrigações eleitorais relativas ao alistamento e ao exercício de voto ou, ainda, 
não for efetivado processamento da operação de transferência, será automaticamente 
cancelada a inscrição pelo sistema. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES DA BANCA CESPE 
 
A lista de questões a seguir foi elaborada de acordo com as normas vigentes e tem o propósito de prepará-
lo(a) para a prova do CESPE. Foram selecionadas 22 questões do CESPE e 23 questões de bancas diversas, 
para que você explore o máximo de conteúdo nas questões. Boa sorte! 
 
[1] Ano: 2023 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: MPE/SC | Prova: Promotor de Justiça 
Considerando as disposições legais e doutrinárias acerca do alistamento eleitoral, julgue o seguinte item. 
Admite-se como domicílio eleitoral qualquer lugar onde o eleitor possua vínculo específico, seja ele 
familiar, econômico, social ou político,conceito de domicílio previsto no Código Civil, mas sim 
o entendimento jurisprudencial do Tribunal Superior Eleitoral: 
 
“[...] Domicílio eleitoral. Abrangência. Comprovação. Conceito 
elástico. Desnecessidade de residência para se configurar o 
vínculo com o município. Provimento. 1) Na linha da 
jurisprudência do TSE, o conceito de domicílio eleitoral é mais 
elástico do que no Direito Civil e se satisfaz com a 
demonstração de vínculos políticos, econômicos, sociais ou 
familiares [...]” (Ac. de 18.2.2014 no REspe nº 37481, rel. Min. 
Marco Aurélio, red. designado Min. Dias Toffoli.) 
 
 Pode acontecer, por exemplo, de Coxinha possuir domicílio civil na cidade de Janaúba-MG 
e estudar na cidade de Montes Claros-MG, que fica a 120 km de distância. Nesse caso, pode optar 
por votar e ser votado na cidade de Janaúba-MG (onde realmente mora em definitivo) ou na 
cidade de Montes Claros-MG, onde possui um vínculo estudantil (nesse caso, no momento do 
alistamento eleitoral basta apresentar uma declaração da faculdade para comprovar o vínculo). 
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 Para demonstrar que o tema é frequente em questões de concursos públicos, observe a 
questão abaixo, elaborada pelo CESPE e cobrada no concurso para o cargo de Delegado de 
Polícia da PC-PE: 
 
 
(CESPE – Delegado de Polícia – PC/2016) Com relação ao 
alistamento eleitoral, julgue o item seguinte: 
No alistamento eleitoral, será considerado o domicílio 
eleitoral do cidadão qualificado e inscrito o lugar onde sua 
residência tiver sido estabelecida com ânimo definitivo. 
COMENTÁRIOS: Será considerado como domicílio eleitoral 
do cidadão o lugar onde fique comprovado algum tipo de 
vínculo, seja estudantil, profissional, familiar, afetivo, entre 
outros. 
Gabarito: “Errado”. 
 
 
 2.2 Causas de cancelamento e exclusão 
O Código Eleitoral brasileiro, entre os artigos 71 e 81, menciona diversas hipóteses que 
podem ensejar o cancelamento e a exclusão da inscrição do eleitor do cadastro do Tribunal 
Superior Eleitoral. Todavia, percebe-se que o legislador deixou a técnica de lado ao utilizar essas 
expressões, pois, em regra, são utilizadas como sinônimas. Diante disso, não é necessário se 
preocupar em memorizar a diferenciação dos dois institutos. 
Na prática, ocorrerá o cancelamento da inscrição eleitoral quando ficar configurada 
alguma das hipóteses previstas no art. 71 do Código Eleitoral. Nessas situações, a inscrição 
eleitoral continuará constando no cadastro eleitoral, porém, inativa. 
1ª hipótese: infração aos artigos 5º e 42 do Código Eleitoral. 
Art. 5º Não podem alistar-se eleitores: 
I - os analfabetos; 
Quanto aos analfabetos, destaca-se que o art. 14, § 1º, II, "a", da Constituição Federal de 
1988, dispõe que tanto o alistamento quanto o voto são facultativos, portanto, o dispositivo legal 
mencionado não foi recepcionado. 
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II - os que não saibam exprimir-se na língua nacional; 
O Tribunal Superior Eleitoral reiteradamente manifestou-se que esse dispositivo também 
não foi recepcionado pela Constituição Federal. Nesse sentido foi editada a Resolução TSE 
23.274/2010, que analisou a situação dos filhos de estrangeiros nascidos no Brasil 
(principalmente nas regiões de fronteira, onde existem brasileiros filhos de estrangeiros que 
pouco conhecem da língua portuguesa) e a dos indígenas que vivem em algumas regiões da 
Amazônia e falam dialeto próprio. 
Ainda que não saibam exprimir-se na língua nacional, o Tribunal Superior Eleitoral lhes 
assegurou o alistamento eleitoral e o respectivo direito ao voto. 
III - os que estejam privados, temporária ou definitivamente dos direitos políticos; 
Se o eleitor perdeu ou se encontra com os direitos políticos suspensos, nos termos do art. 
15 da Constituição Federal de 1988, por exemplo, terá a sua inscrição eleitoral cancelada até 
posterior regularização da situação. 
IV – Código Eleitoral, art. 42. 
 Esse dispositivo menciona que o domicílio eleitoral deve ser comprovado mediante a 
demonstração de algum vínculo político, social, afetivo, patrimonial ou de negócios no respectivo 
município. Caso se constate que o cidadão é eleitor no município, mas não exista qualquer espécie 
de vínculo, o juiz eleitoral pode determinar o cancelamento da inscrição eleitoral. 
2ª hipótese: suspensão ou perda dos direitos políticos. 
As hipóteses de suspensão ou perda dos direitos políticos estão mencionadas no art. 15 da 
Constituição Federal e ensejam o cancelamento da respectiva inscrição eleitoral, pois, nessas 
situações, o indivíduo não poderá votar ou ser votado. 
3ª hipótese: a pluralidade de inscrição. 
Se um mesmo eleitor possui duas ou mais inscrições eleitorais, na mesma zona ou em 
zonas eleitorais distintas, caracterizar-se-á a pluralidade de inscrições. Nesse caso, depois de 
instaurado procedimento administrativo específico, o Juiz Eleitoral determinará o cancelamento 
de todas as inscrições fraudulentas ou irregulares. 
4ª hipótese: falecimento do eleitor. 
Não há dúvidas de que, se o eleitor faleceu, não mais poderá votar e ser votado. Diante 
disso, será cancelada a sua inscrição eleitoral no cadastro do Tribunal Superior Eleitoral. 
 E como a Justiça Eleitoral terá acesso à informação de que o eleitor faleceu? 
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O art. 71, § 3º, do Código Eleitoral, dispõe expressamente que “os oficiais de registro civil, 
sob as penas do art. 293, enviarão, até o dia 15 (quinze) de cada mês, ao juiz eleitoral da zona 
em que oficiarem, comunicação dos óbitos de cidadãos alistáveis, ocorridos no mês anterior, para 
cancelamento das inscrições”. 
 
O art. 79 do Código Eleitoral dispõe que no caso de exclusão por 
falecimento, tratando-se de casos notórios, a exemplo da queda 
do avião que transportava os jogadores, comissão técnica e 
jornalistas que iriam cobrir um jogo de futebol da Chapecoense, 
não é necessário aguardar a comunicação do Cartório de 
Registro Civil e também serão dispensadas as demais 
formalidades contidas no art. 77, II e III, do Código Eleitoral (a 
exemplo da publicação de edital com os nomes dos falecidos, 
para conhecimento de terceiros). 
5ª hipótese: deixar de votar em 3 (três) eleições consecutivas. 
Se o eleitor deixa de votar em três eleições consecutivas e não justifica a ausência às urnas 
dentro do prazo legal, a Justiça Eleitoral realizará o respectivo cancelamento da inscrição. Nesse 
caso, presume-se que o eleitor faleceu ou simplesmente está descumprindo uma imposição legal 
a todos imposta, o que ensejará a automática aplicação das sanções contidas no art. 7º, §1º, do 
Código Eleitoral, a exemplo da proibição de tomar posse em cargo e/ou emprego público. 
 
Para fins de cancelamento da inscrição eleitoral por ausência à 
votação, cada turno é considerado como uma eleição. Se o 
eleitor deixou de votar nos dois turnos das eleições presidenciais 
de 2014 e no primeiro turno das eleições de 2018, por exemplo, 
ficará caracterizada a ausência a três eleições consecutivas. Por 
sua vez, caso deixe de votar nos dois turnos das eleições de 2014, 
vote no primeiro turno das eleições de 2018, mas se ausente 
novamente no segundo turno das eleições de 2018, nãouma vez que esse domicílio é definido como o local, permanente 
ou não, de residência do eleitor 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
[2] Ano: 2017 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/RJ | Prova: Analista Judiciário 
Com base no disposto no Código Eleitoral (Lei n.º 4.737/1965) acerca do cancelamento e da exclusão do 
alistamento eleitoral, julgue o item a seguir. 
No processo de exclusão de alistamento eleitoral, a defesa pode ser realizada pelo próprio interessado, 
por outro eleitor ou, ainda, por delegado de partido. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
[3] Ano: 2019 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TJ/PR | Prova: Juiz de Direito 
Assinale a opção que indica uma causa legalmente amparada para o cancelamento do alistamento 
eleitoral. 
 
 
 15. Questões de concursos anteriores 
adaptadas 
 
 
 
 
 
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a) incapacidade comprovada de o eleitor se expressar no idioma nacional 
b) não comparecimento do eleitor em três eleições consecutivas 
c) residência principal do eleitor localizar-se fora da área do domicílio eleitoral 
d) aquisição de outra nacionalidade pelo eleitor 
 
[4] Ano: 2017 - Adaptada| Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/TO | Prova: Técnico Judiciário 
Para o deferimento de requerimento de transferência de domicílio eleitoral, exige-se 
a) exercício de função pública. 
b) produção de relatórios qualitativos de requerimentos anteriores. 
c) prova de nacionalidade brasileira. 
d) alcance da maioridade civil. 
e) regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de atendimento a convocações 
para auxiliar nos trabalhos eleitorais. 
 
[5] Ano: 2017 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/BA | Prova: Técnico Judiciário 
Os delegados indicados pelos partidos políticos e credenciados no TRE são responsáveis, entre as funções 
estabelecidas no Código Eleitoral, pelo(a) 
I acompanhamento dos processos de inscrição. 
II exclusão de eleitor inscrito ilegalmente, desde que o encaminhe para o cartório eleitoral para que este 
faça sua defesa pessoal em relação à referida sanção. 
III exame, sem perturbação do serviço e em presença dos servidores designados, dos documentos 
relativos ao alistamento eleitoral, podendo deles tirar cópias ou fotocópias. 
IV requerimento aos juízes eleitorais do registro de delegado auxiliar para acompanhar os processos de 
inscrição. 
Assinale a opção correta. 
a) Apenas os itens I e II estão certos. 
b) Apenas os itens I e III estão certos. 
c) Apenas os itens II e IV estão certos. 
d) Apenas os itens III e IV estão certos. 
e) Todos os itens estão certos. 
 
[6] Ano: 2022 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TJ/MA | Prova: Juiz de Direito 
Julgue os itens a seguir, relativos ao alistamento eleitoral e ao voto. 
I O alistamento eleitoral é obrigatório para os brasileiros maiores de dezoito anos, ainda que sejam 
inválidos. 
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II É obrigatório o voto dos brasileiros maiores de 16 anos e menores de 18 anos que procederem ao 
alistamento eleitoral. 
III É facultativo o alistamento eleitoral de indígena que não fale português. 
IV É vedado o alistamento eleitoral de oficial das Forças Armadas em operação militar. 
V O alistamento eleitoral da pessoa analfabeta torna obrigatório o seu voto. 
Assinale a opção correta. 
a) Apenas o item III está certo. 
b) Apenas os itens I e II estão certos. 
c) Apenas os itens III e IV estão certos. 
d) Apenas os itens IV e V estão certos. 
e) Apenas os itens I, II e IV estão certos. 
 
[7] Ano: 2022 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: MPE/TO | Prova: Promotor de Justiça 
A respeito dos direitos políticos, assinale a opção correta 
a) O voto é facultativo para os maiores de 65 anos de idade. 
b) A incapacidade civil absoluta é causa de suspensão dos direitos políticos. 
c) O domicílio eleitoral na circunscrição em que o eleitor se candidata é uma condição facultativa de 
elegibilidade. 
d) Os estrangeiros, no Brasil, têm capacidade eleitoral ativa. 
e) A condenação criminal à pena de multa é causa de perda dos direitos políticos. 
 
[8] Ano: 2022 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: MPE/TO | Prova: Promotor de Justiça 
Sabendo que em 2022 haverá eleições majoritárias e proporcionais, assinale a opção correta, em relação 
ao título eleitoral. 
a) O requerimento de inscrição eleitoral poderá ser protocolado dentro dos cento e vinte dias anteriores 
à data da eleição. 
b) O requerimento de transferência de domicílio eleitoral poderá ser protocolado dentro dos cento e 
cinquenta dias anteriores à data da eleição. 
c) O requerimento de segunda via do título eleitoral poderá ser protocolado dentro dos trinta dias 
anteriores à data da eleição se o eleitor estiver fora do seu domicílio eleitoral. 
d) A entrega do título eleitoral resultante do pedido de transferência de domicílio eleitoral deve ocorrer 
até sessenta dias antes à data da eleição. 
e) A entrega do título eleitoral resultante do pedido de inscrição eleitoral deve ocorrer até sessenta dias 
antes à data da eleição. 
 
[9] Ano: 2016 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: FUB | Prova: Auxiliar em administração 
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Com referência à Constituição Federal de 1988 e às disposições nela inscritas relativamente a direitos 
sociais e políticos, administração pública e servidores públicos, julgue os itens subsequentes. 
No Brasil, o alistamento eleitoral e o voto são facultativos para os analfabetos, os maiores de setenta anos 
de idade e os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos de idade. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
[10] Ano: 2018 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TJ/CE | Prova: Juiz de Direito 
Com relação ao domicílio eleitoral dos cidadãos, julgue o seguinte item. 
O domicílio eleitoral do cidadão brasileiro é alterado na hipótese de mudança de domicílio, quando opta 
livremente por residir em outra cidade. 
 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
[11] Ano: 2017 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/TO | Prova: Técnico Judiciário 
O Código Eleitoral prevê exceção ao alistamento eleitoral obrigatório no Brasil aos cidadãos 
a) servidores públicos civis. 
b) enfermos. 
c) que se encontrem fora do país. 
d) maiores de sessenta e cinco anos de idade. 
e) que sejam militares na reserva. 
 
 
[12] Ano: 2017 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/BA | Prova: Técnico Judiciário 
De acordo com a Resolução do TSE nº 23.659/2021, os requisitos para o eleitor obter a transferência de 
seu domicílio eleitoral incluem, entre outros, 
a) a prova de vínculo por, no mínimo, seis meses no novo município. 
b) regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de atendimento a convocações 
para auxiliar nos trabalhos eleitorais. 
c) a apresentação de declaração homologada pelo juízo do antigo domicílio eleitoral. 
d) a apresentação do(s) comprovante(s) impresso(s) da última eleição. 
e) o transcurso de, pelo menos, quatro anos do alistamento ou da última transferência. 
 
[13] Ano: 2017 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/PE | Prova: Técnico Judiciário 
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Considerando as regras do TSE para o alistamento eleitoral e a transferência de domicílio eleitoral, 
assinale a opção correta. 
a) Para comprovar o tempo de vínculo no novo local, o eleitor deve instruir o pedido de transferência de 
domicílio eleitoral com documentos comprobatórios. 
b) O menor que completar dezesseis anos de idade até a data do pleito poderá optar por alistar-se, ainda 
que possua quinze anos na data do alistamento eleitoral. 
c) Estará sujeito a multa eleitoral o brasileiro naturalizado que não se alistar até um ano antes da data 
prevista para eleição. 
d) O alistamento do analfabeto é facultativo, mas, uma vez que ele se aliste, seu voto será obrigatório. 
e) O delegado ou a delegada indicado(a) para atuar perante o tribunal regional eleitoral poderão 
representar o partido apenas na capital do Estado, sede do respectivo tribunal. 
 
[14] Ano: 2017 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/PE | Prova: Técnico Judiciário 
Considerando as regras do TSE para a administração e a manutenção do cadastro eleitoral e assuntos 
correlatos, assinale a opção correta. 
a) Via de regra, a revisão de eleitorado ocorre em ano eleitoral. 
b) As relações de eleitores constantes do cadastro eleitoral, com dados como filiação e estado civil, serão 
de livre acesso às instituições públicas e privadas, sem ressalvas. 
c) A outorga a brasileiro do gozo de direitos políticos em Portugal importará a perda desses mesmos 
direitos no Brasil. 
d) Comunicada a perda de direitos políticos pelo Ministério da Justiça, a corregedoria-regional atualizará 
a situação das inscrições na Base de Perda e Suspensão de Direitos Políticos. 
e) A regularização da situação eleitoral de pessoa com restrição de direitos políticos não ocorre 
simultaneamente à cessação do impedimento. 
 
[15] Ano: 2016 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/PI | Prova: Técnico Judiciário 
Com base no disposto na Resolução nº 23.659/2021, assinale a opção correta. 
a) Em caso de perda ou extravio de título eleitoral, o eleitor deve registrar ocorrência policial para que a 
autoridade policial comunique o fato à respectiva junta eleitoral, a qual, automaticamente, enviará nova 
via do documento ao endereço cadastrado pelo eleitor no sistema eletrônico. 
b) O alistamento eleitoral por meio do sistema eletrônico de dados restringe-se às capitais brasileiras. 
c) Eleitor facultativo, com mais de oitenta e cinco anos de idade, que tenha permanecido regularmente 
inscrito perante a justiça eleitoral, durante o prazo legal, poderá exercer o seu direito ao sufrágio 
universal. 
d) No momento do pedido de alistamento, caberá à justiça eleitoral definir, por meio do sistema 
eletrônico de processamento de dados, o local definitivo de votação do eleitor. 
e) É autorizada a transferência informatizada do número de inscrição eleitoral de qualquer pessoa natural 
interessada. 
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[16] Ano: 2015 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/MT| Prova: Analista Judiciário 
Cada uma das próximas opções apresenta uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada 
com base nas disposições constitucionais relativas aos direitos políticos e aos partidos políticos. Assinale 
a opção em que a assertiva está correta. 
a) Situação hipotética: Um prefeito e sua esposa, vereadora, ambos da mesma circunscrição municipal e 
no último ano de seus mandatos, estão considerando a possibilidade de concorrerem a outros cargos 
eletivos no próximo pleito eleitoral. Assertiva: Nessa situação, caso o prefeito resolva concorrer à 
reeleição, sua esposa ficará inelegível. 
b) Situação hipotética: O partido político Y, com base na alegação de existência de indícios de abuso de 
poder econômico, propôs, no prazo legal, ação de impugnação de mandato eletivo em desfavor de um 
prefeito. Assertiva: Nessa situação, a ação proposta deve tramitar em segredo de justiça, e o partido Y 
pode ser responsabilizado caso fique comprovado ser a lide temerária. 
c) Situação hipotética: Em ano de eleições para governador e presidente da República, os partidos 
políticos se uniram em diferentes coligações, e cada uma lançou a candidatura de um político específico 
à Presidência. Assertiva: Nessa situação, as coligações formadas em nível nacional devem se repetir nos 
estados, no que se refere às eleições a governador, em razão do princípio da verticalização. 
d) Situação hipotética: Jair, analfabeto, assim que completou dezoito anos de idade, foi a um cartório 
eleitoral para saber como poderia se registrar como eleitor. Lá, foi atendido por uma servidora, Lúcia. 
Assertiva: Nessa situação, Lúcia deverá informar a Jair que, como ele já tem dezoito anos de idade, seu 
alistamento eleitoral será obrigatório. 
e) Situação hipotética: Jairo, governador de estado, no último ano de seu primeiro mandato, está 
avaliando a possibilidade de se candidatar ou à reeleição ou ao cargo de senador. Assertiva: Nessa 
situação, as duas opções que Jairo está considerando exigem sua renúncia ao seu cargo atual pelo menos 
seis meses antes do pleito. 
 
[17] Ano: 2015 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/MT | Prova: Técnico Judiciário 
No que se refere ao alistamento eleitoral, assinale a opção correta. 
a) A competência exclusiva para requerer o cancelamento do título eleitoral de um cidadão e a 
consequente exclusão desse eleitor é do delegado de partido que verificar a ocorrência de uma das causas 
legais de cancelamento do título ou que for dela informado por qualquer interessado. 
b) Se houver indícios de fraude no alistamento de uma zona eleitoral, caberá ao TSE, em razão da sua 
competência exclusiva, realizar a correição, e, caso sejam constatadas irregularidades, determinar a 
imediata revisão do eleitorado. 
c) A seção eleitoral indicada no título vincula permanentemente o eleitor, salvo se houver transferência 
de zona ou de município ou se, até o prazo legal antes da eleição, o eleitor provar ao juiz eleitoral que 
mudou de residência dentro do mesmo município, de um distrito para outro ou para outro lugar muito 
distante da seção em que estava inscrito. 
d) Caso o juiz eleitoral competente, em despacho fundamentado, indefira o requerimento de alistamento, 
o alistado e qualquer partido político poderão interpor recurso junto ao TRE do estado com o fim de obter 
a reforma da decisão. 
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e) Um eleitor que estiver fora de seu domicílio eleitoral deve ir ao município de sua zona eleitoral para 
requerer a segunda via do seu título eleitoral e poder exercer seu direito de voto. 
 
[18] Ano: 2015 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/MT | Prova: Analista Judiciário 
Conforme o disposto no Código Eleitoral (CE) e na Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) n.º 
21.538/2003, a exclusão do eleitor do cadastro eleitoral poderá ser promovida em decorrência de 
a) processo judicial de execução fiscal. 
b) ausência do eleitor na última votação. 
c) decisão de juiz, promovida de ofício ou mediante requerimento de delegado de um partido político ou 
de qualquer eleitor. 
d) pedido de cidadão, maior de dezoito anos de idade que apresente a inscrição em partido político com 
representação no Congresso Nacional. 
e) ausência de defesa apresentada por fiscal da mesa receptora.[19] Ano: 2015 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/MT | Prova: Analista Judiciário 
Considerando os aspectos normativos e doutrinários que regem a matéria eleitoral, assinale a opção 
correta. 
a) A doutrina mais aceita quanto à classificação das infrações previstas no CE os classifica com base nas 
várias fases do processo eletivo, como a do alistamento eleitoral e partidário, a da propaganda eleitoral, 
a da votação, a do funcionamento do serviço eleitoral e a da apuração de votos. 
b) Conforme o CE, cada partido poderá nomear, perante o juízo eleitoral, de um a cinco delegados em 
cada zona eleitoral e, perante os preparadores, até dois delegados, que assinam e fiscalizam os seus atos. 
c) Serão recebidos requerimentos de inscrição ou de transferência eleitoral nos trinta dias anteriores à 
data de eleição. 
d) O número de candidatos que serão diplomados é determinado pela legislação eleitoral; no caso de 
pleitos proporcionais, por exemplo, diploma-se o titular e dez suplentes. 
e) Conforme disposição constitucional, o TRE compõe-se, no máximo, por sete membros, escolhidos 
mediante eleição, pelo voto secreto, sendo três ministros do STF e três juízes entre os ministros do STJ. 
 
[20] Ano: 2015 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/GO | Prova: Analista Judiciário 
Julgue o item seguinte, referentes ao alistamento eleitoral, ao cancelamento da inscrição eleitoral e 
exclusão do eleitor do cadastro nacional de eleitores, conforme o Código Eleitoral. 
As únicas hipóteses de cancelamento da inscrição e a consequente exclusão do eleitor do cadastro 
nacional são: suspensão dos direitos políticos, falecimento do eleitor, pluralidade de inscrições e o fato 
de o eleitor deixar de votar em três eleições consecutivas. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
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[21] Ano: 2015 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/GO | Prova: Analista Judiciário 
Julgue o item seguinte, referentes ao alistamento eleitoral, ao cancelamento da inscrição eleitoral e 
exclusão do eleitor do cadastro nacional de eleitores. 
Alistamento eleitoral é o ato jurídico pelo qual a pessoa natural adquire, perante a justiça eleitoral, 
capacidade eleitoral ativa e passa a integrar o corpo de eleitores de determinada zona e seção eleitoral. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
[22] Ano: 2015 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/GO | Prova: Analista Judiciário 
Julgue o item subsequente, relativos a alistamento e domicílio eleitoral. 
Segundo a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral, o domicílio eleitoral não se confunde, 
necessariamente, com o domicílio civil. A circunstância de o eleitor residir em determinado município não 
constitui obstáculo para que ele concorra, como candidato, a cargo eletivo em outra localidade, se nela 
for inscrito e mantiver vínculos políticos e econômicos. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
 
[23] Ano: 2014 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: Câmara dos Deputados | Prova: Analista 
Legislativo 
Julgue o item subsequente, relativo aos direitos políticos. 
O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os indivíduos na faixa etária dos dezoito aos 
sessenta anos e facultativos para os indivíduos analfabetos, os que tenham mais de sessenta anos de 
idade e os que tenham entre dezesseis e dezoito anos de idade. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
 
 
 
QUESTÕES DE BANCAS DIVERSAS 
 
[24] Ano: 2022 | Banca: VUNESP | Órgão: Câmara de Fernandópolis | Prova: Analista Jurídico 
A respeito do alistamento eleitoral, assinale a alternativa correta. 
a) O jovem que completar 15 (quinze) anos pode requerer o alistamento eleitoral, independente de 
autorização ou assistência de seu representante legal. 
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b) A aquisição do gozo de direitos políticos por pessoa brasileira em Portugal acarreta o cancelamento da 
inscrição eleitoral, impedindo, inclusive, o alistamento eleitoral no Brasil àquele que ainda não se alistou. 
c) Do despacho que deferir o requerimento de inscrição eleitoral caberá recurso ao Tribunal Regional 
Eleitoral, por qualquer delegado ou membro da direção de partido político, no prazo de 5 (cinco) dias, 
contados da publicação do edital de relação dos eleitores deferidos. 
d) O eleitor pode alterar dados constantes do cadastro eleitoral que impactem o exercício do voto quando 
requerer a segunda via de título, desde que o faça no juízo de seu domicílio eleitoral. 
e) O analfabeto é obrigado a alistar-se ao completar 18 (dezoito) anos e pode exercer o direito de voto, 
mas não pode ser votado. 
 
[25] Ano: 2018 - Adaptada | Banca: IBFC | Órgão: PC/BA | Prova: Delegado de Polícia 
É correto afirmar que a Resolução TSE nº 23.659/2021 prevê que 
a) o número de inscrição do eleitor poderá contar com até 12 (doze) dígitos, sendo que os dígitos nas 
posições nove e dez corresponderão ao Estado da Federação de origem, sendo a Bahia representada pelo 
código 05. 
b) o eleitor poderá escolher local de votação pertencente a uma zona eleitoral diversa daquela em que 
tem domicílio, desde que fundamente seu pedido, com circunstâncias como residência de parentes na 
zona eleitoral em que pretende votar. 
c) o brasileiro nato que não se alistar até os 18 anos ou o naturalizado que não se alistar até um ano depois 
de adquirida a nacionalidade brasileira incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral e cobrada no ato da 
inscrição. 
d) os homônimos consistem no agrupamento pelo batimento de duas ou mais inscrições ou registros que 
apresentem dados iguais ou semelhantes, segundo critérios previamente definidos pelo Tribunal Superior 
Eleitoral. 
e) A partir da data em que a pessoa completar 16 anos, é facultado o seu alistamento eleitoral. 
 
[26] Ano: 2017 - Adaptada | Banca: FCC | Órgão: TRE/PR | Prova: Analista Judiciário 
Silvaneide está com sua inscrição eleitoral suspensa em virtude da suspensão de seus direitos políticos 
por decisão transitada em julgado, enquanto que seu marido, Renato, está com sua inscrição eleitoral 
cancelada por ter perdido seus direitos políticos. O casal resolveu mudar de Estado a fim de conseguir 
melhores condições de vida. Nesse caso, de acordo com a Resolução do TSE 23.659/2021, a transferência 
do número de inscrição é 
a) permitida apenas no caso de Silvaneide. 
b) permitida tanto no caso de Silvaneide como no de Renato. 
c) vedada tanto no caso da Silvaneide como no de Renato. 
d) permitida apenas no caso de Renato. 
e) permitida apenas no caso de Silvaneide, desde que comprove que já não teve sua inscrição cancelada 
nos últimos 8 anos. 
 
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[27] Ano: 2017 - Adaptada | Banca: FCC | Órgão: TRE/PR | Prova: Técnico Judiciário 
Carmem fará 16 anos no dia das eleições para escolha de Prefeito e Vereador que ocorrerão no próximo 
ano; José tem 16 anos completos; e Frederico, tem 35 anos e acabou de se alfabetizar, mas não deseja 
votar nas eleições que ocorrerão no próximo ano. Nesses casos, observados os prazos legais e de acordo 
com a Resolução TSE n°23.659/2021, o alistamento de 
a) Carmen é facultativo, o de José facultativo e o de Frederico obrigatório, sem imposição de multa pelo 
alistamentotardio. 
b) Carmen é obrigatório, o de José facultativo e o de Frederico obrigatório, sem imposição de multa pelo 
alistamento tardio. 
c) Carmen é facultativo, o de José obrigatório e o de Frederico obrigatório, com imposição de multa pelo 
alistamento tardio. 
d) Carmen, de José e de Frederico são facultativos. 
e) Carmen, de José e de Frederico são obrigatórios. 
 
[28] Ano: 2017 | Banca: CIEE | Órgão: TRE/SP | Prova: Analista Judiciário 
Em virtude da má situação financeira pela qual estava passando, Arnaldo, corretor de seguros, mudou-se 
de cidade, onde votou nas duas últimas eleições, há um mês. Deseja transferir, ainda nesta semana, o seu 
título de eleitor para seu novo domicílio. Considerando apenas os dados fornecidos na questão, em 
conformidade com a Resolução n° 23.659/2021, a transferência de Arnaldo 
a) não será admitida, pois não está satisfeita a exigência do vínculo mínimo de três meses no município, 
declarada pelo próprio eleitor. 
b) não será admitida, pois não está satisfeita a exigência do vínculo mínimo de um ano no novo domicílio, 
declarada pelo próprio eleitor. 
c) será admitida a qualquer tempo a partir da declaração do novo domicílio pelo próprio eleitor. 
d) será admitida a qualquer tempo a partir da declaração do novo domicílio pelo juiz eleitoral da 
circunscrição. 
e) não será admitida, pois não está satisfeita a exigência da residência mínima de um ano no novo 
domicílio, declarada pelo juiz eleitoral da circunscrição. 
 
[29] Ano: 2017 | Banca: CIEE | Órgão: TRE/SP | Prova: Técnico Judiciário 
Lineu completará dezesseis anos um dia antes da realização das eleições. Preenchidos os demais 
requisitos, de acordo com a Resolução n° 23.659/2021 do Tribunal Superior Eleitoral, o alistamento 
eleitoral de Lineu é 
a) facultativo, podendo ser solicitado até o encerramento do prazo fixado para requerimento de inscrição 
eleitoral ou transferência, sendo que o título surtirá efeitos na data do pedido, mesmo não tendo 
completado dezesseis anos. 
b) obrigatório, devendo ser solicitado até o encerramento do prazo fixado para requerimento de inscrição 
eleitoral ou transferência, sendo que o título somente surtirá efeitos com o implemento da idade de 
dezesseis anos. 
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c) proibido, sendo considerado inalistável em razão da idade inferior a dezesseis anos. 
d) facultativo, podendo ser solicitado até o encerramento do prazo fixado para requerimento de inscrição 
eleitoral ou transferência, sendo que o título somente surtirá efeitos com o implemento da idade de 
dezesseis anos. 
e) obrigatório, podendo ser solicitado até o encerramento do prazo fixado para requerimento de inscrição 
eleitoral ou transferência, sendo que o título surtirá efeitos na data do pedido, mesmo não tendo 
completado dezesseis anos. 
 
[30] Ano: 2017 | Banca: CIEE | Órgão: TRE/SP | Prova: Técnico Judiciário 
Albino, brasileiro nato, residente e domiciliado atualmente em Portugal, foi outorgado o gozo dos direitos 
políticos no país em que vive no momento, outorga esta devidamente comunicada ao Tribunal Superior 
Eleitoral. Referido gozo dos direitos políticos em Portugal, em conformidade com a Resolução n° 
23.659/2021, 
a) importará a suspensão desses mesmos direitos de Albino no Brasil. 
b) importará a perda desses mesmos direitos de Albino no Brasil. 
c) não implicará a suspensão desses mesmos direitos de Albino no Brasil. 
d) implicará, no Brasil, a inelegibilidade de Albino, mantendo-se obrigatório, porém, o exercício do voto. 
e) implicará, no Brasil, o impedimento do exercício de voto de Albino, permitindo-se, porém, que seja 
eleito. 
 
[31] Ano: 2017 | Banca: CIEE | Órgão: TRE/SP | Prova: Técnico Judiciário 
Segundo o Código Eleitoral brasileiro, realizado o alistamento eleitoral pelo processo eletrônico de dados, 
será cancelada a inscrição do eleitor que não votar em 
a) três eleições consecutivas ou não se justificar no prazo de dois meses, a contar da data da última eleição 
a que deveria ter comparecido, independentemente do pagamento de multa. 
b) duas eleições consecutivas, não pagar a multa ou não se justificar no prazo de dois meses, a contar da 
data da última eleição a que deveria ter comparecido. 
c) duas eleições consecutivas, não pagar a multa ou não se justificar no prazo de três meses, a contar da 
data da última eleição a que deveria ter comparecido. 
d) duas eleições consecutivas, não se justificar no prazo de três meses, a contar da data da última eleição 
a que deveria ter comparecido, independentemente do pagamento da multa. 
e) três eleições consecutivas, não pagar a multa ou não se justificar no prazo de seis meses, a contar da 
data da última eleição a que deveria ter comparecido. 
 
[32] Ano: 2017 | Banca: CIEE | Órgão: TRE/SP | Prova: Analista Judiciário 
Patrick, com 20 anos, naturalizou-se brasileiro em março de 2015 e, até hoje, ainda não realizou seu 
alistamento eleitoral. Dessa forma, em conformidade com a Resolução nº 23.659/2021, Patrick 
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a) não incorrerá em multa, pois o prazo de alistamento eleitoral, no caso, é até três anos depois de 
adquirida a nacionalidade brasileira. 
b) incorrerá em multa imposta pelo juiz federal e cobrada até a antevéspera do pleito, pois o alistamento 
do brasileiro naturalizado deve ocorrer até seis meses depois de adquirida a nacionalidade brasileira. 
c) incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral e cobrada quarenta e oito horas após a inscrição e, ainda, 
perderá o direito de alistar-se, pois o prazo para o alistamento findou-se quinze dias após a aquisição da 
nacionalidade. 
d) poderá alistar-se a qualquer tempo, sem incorrer em multa, já que referido alistamento é obrigatório 
apenas aos brasileiros natos. 
e) incorrerá em multa imposta pelo juízo eleitoral e cobrada no ato do alistamento, pois o alistamento do 
brasileiro naturalizado deve ocorrer até um ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira. 
 
[33] Ano: 2017 | Banca: CIEE | Órgão: TRE/SP | Prova: Técnico Judiciário 
Considere as seguintes hipóteses: Sofia está temporariamente privada dos direitos políticos, Carlos não 
sabe exprimir-se na língua nacional e Gabriela está definitivamente privada dos direitos políticos. Nesses 
casos, de acordo com o Código Eleitoral brasileiro, NÃO podem alistar-se os eleitores 
a) Carlos e Gabriela, apenas. 
b) Gabriela, apenas. 
c) Carlos, apenas. 
d) Sofia, Carlos e Gabriela. 
e) Gabriela e Sofia, apenas. 
 
[34] Ano: 2015 | Banca: FCC | Órgão: TRE/PB | Prova: Técnico Judiciário 
Brutus completou dezoito anos de idade e formalizou requerimento de inscrição eleitoral, que foi deferido 
pelo Juiz Eleitoral. Dessa decisão 
a) cabe recurso de qualquer partido político. 
b) não cabe recurso. 
c) cabe recurso de qualquer eleitor. 
d) cabe recurso de qualquer candidato. 
e) cabe recurso de qualquer ocupante de cargo eletivo. 
 
[35] Ano: 2015 | Banca: FCC | Órgão: TRE/SE | Prova: Analista Judiciário 
Considere: 
I. regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de atendimento a convocações 
para auxiliar nos trabalhos eleitorais. 
II. Transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência. 
III. Vínculo mínimo de três meses no município, declarado, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor. 
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Aplica-se à transferência de título eleitoral de funcionário público civil estadual que foi removido para 
outro domicílio o disposto APENAS em 
a) II. 
b) I e II. 
c) I e III. 
d) II e III. 
e) I. 
 
[36] Ano: 2015 | Banca: IESES | Órgão: TRE/MA | Prova: Técnico Judiciário 
O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão tomou conhecimento da inscrição do mesmo eleitor em mais 
de uma zona sob sua jurisdição. Diante disso, a autoridade judiciária deverá proceder ao cancelamento 
da inscrição, que, de preferência, deverá recair: 
a) Na mais antiga. 
b) Na inscrição que não corresponda ao domicílio eleitoral. 
c) Na mais recente, efetuada contrariamente às instruções em vigor. 
d) Naquela cujo título haja sido utilizado para o exercício do voto na última eleição. 
 
[37] Ano: 2015 | Banca: IESES | Órgão: TRE/MA | Prova: Técnico Judiciário 
Tício é servidor público civil e residia em São Luís, cidade onde votava. Contudo, foi transferido para a 
cidade de Imperatriz. Para ser admitida a transferência de título eleitoral, Tício deve satisfazer a(s) 
seguinte(s) exigência(s): 
a) Recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela legislação 
vigente; transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência; vínculo mínimo 
de três meses no novo domicílio, declarado, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor. 
b) Recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela legislação 
vigente e regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de atendimento a 
convocações para auxiliar nos trabalhos eleitorais. 
c) Transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência; vínculo mínimo de três 
meses no novo domicílio, declarado, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor. 
d) Regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de atendimento a convocações 
para auxiliar nos trabalhos eleitorais.; recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no 
prazo estabelecido pela legislação vigente; transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da 
última transferência; vínculo mínimo de três meses no novo domicílio, declarado, sob as penas da lei, pelo 
próprio eleitor. 
 
[38] Ano: 2015 | Banca: IESES | Órgão: TRE/MA | Prova: Técnico Judiciário 
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O empregado mediante comunicação com ____________ horas de antecedência, poderá deixar de 
comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário e por tempo não excedente a ____________, para o fim 
de se alistar eleitor ou requerer transferência. 
a) 24 (vinte e quatro) / 2 (dois) dias. 
b) 24 (vinte e quatro) / 1 (um) dia. 
c) 48 (quarenta e oito) / 2 (dois) dias. 
d) 48 (quarenta e oito) / 1 (um) dia. 
 
[39] Ano: 2015 | Banca: IESES | Órgão: TRE/MA | Prova: Técnico Judiciário 
Em relação ao alistamento eleitoral, nos termos do Código Eleitoral, assinale a alternativa INCORRETA: 
a) Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência ou moradia do requerente, e, 
verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á domicílio qualquer delas. 
b) O alistamento se faz mediante a qualificação e inscrição do eleitor. 
c) O alistamento eleitoral obrigatório é previsto na legislação, sendo que estão nesta categoria os maiores 
de 18 e menores de 70. 
d) O alistamento eleitoral facultativo é previsto na legislação, sendo que estão nesta categoria os maiores 
de 16 e menores de 18, os maiores de 70, os analfabetos e os conscritos. 
 
[40] Ano: 2015 | Banca: AOCP | Órgão: TRE/AC | Prova: Analista Judiciário 
O alistamento eleitoral ocorre mediante a qualificação e inscrição do eleitor. Em relação ao tema, assinale 
a alternativa correta. 
a) O conceito de domicílio para o Direito Eleitoral coincide com o de domicílio para o Direito Civil. 
b) O conceito de domicílio para o Direito Eleitoral é mais restrito do que o de domicílio para o Direito Civil. 
c) Caso o eleitor pretenda transferir o seu título para um novo domicílio eleitoral, ele não poderá fazê-lo 
dentro dos 180 dias anteriores à eleição. 
d) Caso o eleitor inscreva-se fraudulentamente, responderá por crime eleitoral, punível com detenção e 
multa. 
e) Caso o eleitor inscreva-se fraudulentamente, responderá por crime eleitoral, punível com reclusão e 
multa. 
 
[41] Ano: 2015 | Banca: VUNESP | Órgão: TJ/MS | Prova: Juiz Substituto 
Nos termos da interpretação do Tribunal Superior Eleitoral, referente ao alistamento eleitoral, não podem 
alistar-se 
a) os alunos das escolas militares de ensino superior para formação de oficiais. 
b) os analfabetos. 
c) os conscritos, durante o serviço militar obrigatório. 
d) os índios não-integrados. 
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e) os que não saibam exprimir-se na língua nacional. 
 
[42] Ano: 2015 | Banca: CONCULPLAN | Órgão: TRE/MG | Prova: Técnico Judiciário 
Existem pessoas, por variados motivos, cujo alistamento eleitoral é proibido ou facultativo. Em razão 
disso, dentre as competências dos Juízes Eleitorais está fornecer, de acordo com o Código Eleitoral: 
a) Certificado de isenção. 
b) Declaração de idoneidade. 
c) Certificado de irreelegibilidade. 
d) Documento de desincompatibilização. 
 
[43] Ano: 2015 | Banca: IESES | Órgão: TRE/MA | Prova: Técnico Judiciário 
Nos termos da Resolução TSE nº 23.659/2021 incorrerá em multa imposta pelo Juiz Eleitoral e cobrada no 
ato do alistamento, o brasileiro nato que não se alistar até os 
a) 16 anos. 
b) 17 anos. 
c) 18 anos. 
d) 19 anos. 
 
[44] Ano: 2015 | Banca: FCC | Órgão: TRE/RR | Prova: Analista Judiciário 
De acordo com a Resolução TSE 23.659/2021, a decisão administrativa das duplicidades e pluralidades de 
inscrições identificadas pelo batimento biográfico, agrupadas ou não pelo batimento, inclusive quando 
relacionadas a pessoas que estão com seus direitos políticos, caberá, no tocante às pluralidades, ao 
a) Tribunal Regional Eleitoral, quando envolverem inscrições efetuadas entre zonas eleitorais de 
circunscrições diversas. 
b) Tribunal Superior Eleitoral, quando envolverem inscrições efetuadas entre zonas eleitorais da mesma 
circunscrição. 
c) Juiz da zona eleitoral quando envolverem inscrições efetuadas em uma mesma zona eleitoral. 
d) Corregedor Regional Eleitoral, quando envolverem inscrições efetuadas entre zonas eleitorais de 
circunscrições diversas. 
e) Corregedor Geral Eleitoral, quando envolverem inscrições efetuadas entre zonas eleitorais da mesma 
circunscrição. 
 
[45] Ano: 2014 | Banca: MPE/RS | Órgão: MPE/RS | Prova: Promotor de Justiça 
Assinale a alternativa INCORRETA. 
a) Em regra, não há revisão do eleitorado em ano eleitoral, podendo o Tribunal Superior Eleitoral, 
entretanto, excepcionalmente, autorizar este procedimento, nos moldes do artigo 107, I, da 
Resolução/TSE nº 23.659/2021, caso haja motivos justificadores para tanto. 
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b) A vedação contida no artigo 73, inciso V, da Lei Federal n.º 9.504/1997, de nomear e exonerar servidorpúblico, na circunscrição do pleito, nos três meses que o antecedem e até a posse dos eleitos, não tem 
incidência nas hipóteses de nomeação e exoneração de cargos em comissão e designação ou dispensa de 
funções gratificadas. 
c) Do início do prazo estabelecido no artigo 7º da Lei Federal n.º 9.504/1997 (no ano em curso, a partir de 
abril de 2014) e até a posse dos eleitos, é permitida, apenas, a concessão de reajustes de salário para 
recomposição do seu poder aquisitivo e a reestruturação de carreiras, devendo eventual abuso ser 
apurado na esfera própria. 
d) São inelegíveis para todo e qualquer cargo, nos termos da Lei Complementar n.º 64/1990, com a 
redação dada pela Lei Complementar n.º 135/2010 (Lei da Ficha Limpa), os inalistáveis e os analfabetos. 
e) O artigo 37 da Lei n.º 9.504/1997, com a redação dada pela Lei n.º 12.891/2013, permite a propaganda 
em bens particulares e veda nos bens públicos, salvo naqueles cujo uso tenha sido objeto de concessão 
ou permissão do Poder público (e.g., táxis e ônibus), caso em que poderão ser utilizados desde que haja 
anuência do concessionário ou permissionário. 
 
[46] Ano: 2014 | Banca: FGV | Órgão: AL/BA | Prova: Técnico de Nível Superior 
Com relação ao alistamento eleitoral, assinale a afirmativa incorreta. 
a) São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou 
afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou 
Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses 
anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. 
b) O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de dezoito anos e facultativos para 
os analfabetos, maiores de setenta anos e para os maiores de dezesseis anos e menores de dezoito anos. 
c) O militar alistável, se contar com menos de dez anos de serviço castrense, deverá afastar-se da atividade 
para se tornar elegível. 
d) O mandato eletivo poderá ser impugnado perante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados 
da posse, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude. 
e) Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, 
os conscritos. 
 
[47] Ano: 2014 | Banca: FUNDEP | Órgão: TJ/MG | Prova: Juiz de Direito Substituto 
Sobre os direitos políticos, assinale a alternativa INCORRETA. 
a) Direitos políticos são as prerrogativas e os deveres inerentes à cidadania. Englobam o direito de 
participar direta ou indiretamente do governo, da organização e do funcionamento do Estado. 
b) A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual 
para todos. 
c) A Constituição Federal declara que, no Brasil, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os 
maiores de 18 anos e facultativos para os analfabetos, os maiores de 70 anos e os maiores de 16 e 
menores de 18 anos. 
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d) É certo afirmar que a cassação do direito político é permitida e se equipara à perda e à suspensão dos 
direitos políticos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÃO GABARITO 
1 CERTO 
2 CERTO 
3 B 
4 E 
5 B 
6 A 
7 B 
8 B 
9 CERTO 
10 ERRADO 
11 C 
12 B 
13 B 
14 E 
15 C 
16 B 
17 C 
18 C 
19 A 
20 ERRADO 
21 CERTO 
22 CERTO 
23 ERRADO 
24 A 
25 A 
26 A 
27 A 
28 A 
29 D 
30 C 
31 E 
32 E 
33 D 
34 A 
35 E 
36 C 
37 B 
38 C 
39 D 
40 E 
41 C 
42 A 
43 D 
44 C 
45 E 
46 D 
47 D 
 
 
 
16. Gabarito 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES DA BANCA CESPE 
 
Os comentários a seguir estão de acordo com as legislações vigentes e foram organizados da melhor maneira 
para que você tire suas dúvidas de forma rápida e eficiente. 
 
[1] Ano: 2023 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: MPE/SC | Prova: Promotor de Justiça 
Considerando as disposições legais e doutrinárias acerca do alistamento eleitoral, julgue o seguinte item. 
Admite-se como domicílio eleitoral qualquer lugar onde o eleitor possua vínculo específico, seja ele familiar, 
econômico, social ou político, uma vez que esse domicílio é definido como o local, permanente ou não, de 
residência do eleitor 
 
Gabarito: CERTO 
COMENTÁRIOS: 
Com relação ao tema da questão, o Tribunal Superior Eleitoral possui os seguintes entendimentos quanto 
ao domicílio eleitoral: 
(...) A jurisprudência do Tribunal há muito está consolidada no sentido de que 'o conceito de domicílio 
eleitoral é mais elástico do que no Direito Civil e se satisfaz com a demonstração de vínculos políticos, 
econômicos, sociais ou familiares' (...)." (Ac. de 22.11.2018 no RHC nº 060063459, rel. Min. Admar Gonzaga.) 
(...) A jurisprudência desta Corte se fixou no sentido de que a demonstração do vínculo político é suficiente, 
por si só, para atrair o domicílio eleitoral, cujo conceito é mais elástico que o domicílio no Direito Civil (...) 
(Ac. de 8.4.2014 no REspe nº 8551, rel. Min. Luciana Lóssio.) 
(...) Domicílio eleitoral. Abrangência. Comprovação. Conceito elástico. Desnecessidade de residência para se 
configurar o vínculo com o município. [...] 1) Na linha da jurisprudência do TSE, o conceito de domicílio 
eleitoral é mais elástico do que no Direito Civil e se satisfaz com a demonstração de vínculos políticos, 
econômicos, sociais ou familiares (...) (Ac. de 18.2.2014 no REspe nº 37481, rel. Min. Marco Aurélio, red. 
designado Min. Dias Toffoli.) 
Segundo os entendimentos acima elucidados, a assertiva expõe corretamente o “conceito” de domicílio 
eleitoral. 
 
 
 
 
17. Questões resolvidas e comentadas 
 
 
 
 
 
Fagner Cardoso dos Santos
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[2] Ano: 2017 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/RJ | Prova: Analista Judiciário 
Com base no disposto no Código Eleitoral (Lei n.º 4.737/1965) acerca do cancelamento e da exclusão do 
alistamento eleitoral, julgue o item a seguir. 
No processo de exclusão de alistamento eleitoral, a defesa pode ser realizada pelo próprio interessado, por 
outro eleitor ou, ainda, por delegado de partido. 
 
Gabarito: CERTO 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos o que expressa o art. 71 do Código Eleitoral: 
Art. 73. No caso de exclusão, a defesa pode ser feita pelo interessado, por outro eleitor ou por delegado de 
partido. 
 
[3] Ano: 2019 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TJ/PR | Prova: Juiz de Direito 
Assinale a opção que indica uma causa legalmente amparada para o cancelamento do alistamento eleitoral. 
a) incapacidade comprovada de o eleitor se expressar no idioma nacional 
b) não comparecimento do eleitor em três eleições consecutivas 
c) residência principal do eleitor localizar-se fora da área do domicílio eleitoral 
d) aquisição de outra nacionalidade pelo eleitorGabarito: B 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos o que expressa o art. 71 do Código Eleitoral: 
Art. 71. São causas de cancelamento: 
I - a infração dos artigos. 5º e 42; 
II - a suspensão ou perda dos direitos políticos; 
III - a pluralidade de inscrição; 
IV - o falecimento do eleitor; 
V - deixar de votar em 3 (três) eleições consecutivas. 
Agora, vamos analisar cada alternativa: 
a) Assertiva incorreta. A incapacidade comprovada de o eleitor se expressar no idioma nacional não é causa 
legalmente amparada para o cancelamento do alistamento eleitoral; 
b) Assertiva correta. Não comparecimento do eleitor em três eleições consecutivas, sem justificar a ausência, 
é causa legalmente amparada para o cancelamento do alistamento eleitoral (art. 71, V, do CE); 
c) Assertiva incorreta. A residência principal do eleitor localizar-se fora da área do domicílio eleitoral não é 
causa legalmente amparada para o cancelamento do alistamento eleitoral. É sabido que o eleitor poderá ter 
vários domicílios civis, sendo que poderá optar por um deles como seu domicílio eleitoral. 
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d) Assertiva incorreta. A simples aquisição de outra nacionalidade pelo eleitor não é causa legalmente 
amparada para o cancelamento do alistamento eleitoral. É sabido que nem toda aquisição de outra 
nacionalidade pelo eleitor gera a perda da nacionalidade brasileira. Existem duas exceções no texto 
constitucional (art. 12, § 4º, II, alíneas “a" e “b", da CF/88, com redação dada pela ECR n.º 3/94): i) caso de 
reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; e ii) hipótese de imposição de naturalização, 
pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em 
seu território ou para o exercício de direitos civis. 
 
[4] Ano: 2017 - Adaptada| Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/TO | Prova: Técnico Judiciário 
Para o deferimento de requerimento de transferência de domicílio eleitoral, exige-se 
a) exercício de função pública. 
b) produção de relatórios qualitativos de requerimentos anteriores. 
c) prova de nacionalidade brasileira. 
d) alcance da maioridade civil. 
e) regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de atendimento a convocações para 
auxiliar nos trabalhos eleitorais. 
 
Gabarito: E 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos o que expressa o art. 38, IV, da Resolução TSE nº 23.659/21: 
Art. 38. A transferência só será admitida se satisfeitas as seguintes exigências: 
I - apresentação do requerimento perante a unidade de atendimento da Justiça Eleitoral do novo domicílio 
no prazo estabelecido pela legislação vigente; 
II - transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência; 
III - tempo mínimo de três meses de vínculo com o município, dentre aqueles aptos a configurar o domicílio 
eleitoral, nos termos do art. 23 desta Resolução, pelo tempo mínimo de três meses, declarado, sob as penas 
da lei, pela própria pessoa ( Lei nº 6.996/1982, art. 8º ); 
IV - regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de atendimento a convocações 
para auxiliar nos trabalhos eleitorais. 
Percebe-se, portanto, que o deferimento da transferência está condicionado ao regular cumprimento das 
obrigações eleitorais legais e comparecimento às urnas e atendimento as convocações. Gabarito, de fato, é 
a letra E. 
As demais alternativas não têm base legal nessa resolução. 
 
[5] Ano: 2017 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/BA | Prova: Técnico Judiciário 
Os delegados indicados pelos partidos políticos e credenciados no TRE são responsáveis, entre as funções 
estabelecidas no Código Eleitoral, pelo(a) 
I acompanhamento dos processos de inscrição. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1980-1988/l6996.htm#art8
 
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II exclusão de eleitor inscrito ilegalmente, desde que o encaminhe para o cartório eleitoral para que este faça 
sua defesa pessoal em relação à referida sanção. 
III exame, sem perturbação do serviço e em presença dos servidores designados, dos documentos relativos 
ao alistamento eleitoral, podendo deles tirar cópias ou fotocópias. 
IV requerimento aos juízes eleitorais do registro de delegado auxiliar para acompanhar os processos de 
inscrição. 
Assinale a opção correta. 
a) Apenas os itens I e II estão certos. 
b) Apenas os itens I e III estão certos. 
c) Apenas os itens II e IV estão certos. 
d) Apenas os itens III e IV estão certos. 
e) Todos os itens estão certos. 
 
Gabarito: B 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos o que expressa o art. 66 do Código Eleitoral: 
Art. 66. É licito aos partidos políticos, por seus delegados: 
I) acompanhar os processos de inscrição; 
II) promover a exclusão de qualquer eleitor inscrito ilegalmente e assumir a defesa do eleitor cuja exclusão 
esteja sendo promovida; 
III) examinar, sem perturbação do serviço e em presença dos servidores designados, os documentos 
relativos ao alistamento eleitoral, podendo deles tirar cópias ou fotocópias. 
Portanto, os itens I e III expressam fielmente o que o texto do Código Eleitoral expõe. 
Ademais, os delegados dos partidos não podem excluir eleitores inscritos irregularmente e não podem 
requerer ao juiz eleitoral o registro de delegado auxiliar. 
 
[6] Ano: 2022 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TJ/MA | Prova: Juiz de Direito 
Julgue os itens a seguir, relativos ao alistamento eleitoral e ao voto. 
I O alistamento eleitoral é obrigatório para os brasileiros maiores de dezoito anos, ainda que sejam inválidos. 
II É obrigatório o voto dos brasileiros maiores de 16 anos e menores de 18 anos que procederem ao 
alistamento eleitoral. 
III É facultativo o alistamento eleitoral de indígena que não fale português. 
IV É vedado o alistamento eleitoral de oficial das Forças Armadas em operação militar. 
V O alistamento eleitoral da pessoa analfabeta torna obrigatório o seu voto. 
Assinale a opção correta. 
a) Apenas o item III está certo. 
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b) Apenas os itens I e II estão certos. 
c) Apenas os itens III e IV estão certos. 
d) Apenas os itens IV e V estão certos. 
e) Apenas os itens I, II e IV estão certos. 
 
Gabarito: A 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos o que expressam as normas sobre o alistamento eleitoral: 
Observe o que expressa o art. 14 da CF/88: 
Art. 14. (...) 
§ 1º. O alistamento eleitoral e o voto são: 
I) obrigatórios para os maiores de dezoito anos; 
II) facultativos para: 
a) os analfabetos; 
b) os maiores de setenta anos; 
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
§ 2º. Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, 
os conscritos. 
Ademais, observe o que expressa o art. 5º, parágrafo único, do Código Eleitoral: 
Art. 5º. Não podem alistar-se eleitores: (...) 
Parágrafo único. Os militares são alistáveis, desde que oficiais, aspirantes a oficiais, guardas-marinha, 
subtenentes ou suboficiais, sargentos ou alunos das escolas militar; 
Além disso, observe o que expressa o art. 15 da Resolução TSE nº 23.659/21: 
Art. 15. Não estará sujeita às sanções legais decorrentes da ausência de alistamento e do não exercício do 
voto a pessoa com deficiênciapara quem seja impossível ou demasiadamente oneroso o cumprimento 
daquelas obrigações eleitorais. 
Agora, de forma breve, vamos analisar os itens: 
Portanto, apenas o item III está correto. É facultativo o alistamento eleitoral de indígena que não fale 
português. Note-se que tal pessoa é considerada analfabeta (não conhece a língua portuguesa) e há a 
referida facultatividade para o alistamento e para o voto, nos termos do art. 14, §1º, II, alínea “a", da CF/88. 
O erro do item I é afirmar que os inválidos são obrigados a se alistar. O art. 15 da Resolução TSE nº 23.659/21 
veda sanções para os inválidos que não conseguirem se alistar. 
O erro do item II é afirmar que o voto para maiores de 16 anos; 
O erro do item IV é afirmar que o alistamento torna obrigatório o voto, quando na verdade não existe essa 
previsão legal. O analfabeto que se alistar ainda continuará com o voto facultativo. 
 
[7] Ano: 2022 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: MPE/TO | Prova: Promotor de Justiça 
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A respeito dos direitos políticos, assinale a opção correta 
a) O voto é facultativo para os maiores de 65 anos de idade. 
b) A incapacidade civil absoluta é causa de suspensão dos direitos políticos. 
c) O domicílio eleitoral na circunscrição em que o eleitor se candidata é uma condição facultativa de 
elegibilidade. 
d) Os estrangeiros, no Brasil, têm capacidade eleitoral ativa. 
e) A condenação criminal à pena de multa é causa de perda dos direitos políticos. 
 
Gabarito: B 
COMENTÁRIOS: 
a) O voto é facultativo para os maiores de 65 anos de idade. Assertiva incorreta. 
O voto é facultativo para os maiores de 70 anos. (art. 14, II, alínea “b”, da CF/88) 
b) A incapacidade civil absoluta é causa de suspensão dos direitos políticos. Assertiva correta. 
Art. 15, II, da CF/88: 
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: 
II - incapacidade civil absoluta; 
c) O domicílio eleitoral na circunscrição em que o eleitor se candidata é uma condição facultativa de 
elegibilidade. Assertiva incorreta. 
Art. 14, § 3º, da CF/88: 
Art. 14 (...) 
§ 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei: 
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; 
d) Os estrangeiros, no Brasil, têm capacidade eleitoral ativa. Assertiva incorreta. 
Art. 14, § 2º, da CF/88: 
Art. 14 (...) 
§ 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, 
os conscritos. 
§ 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. 
e) A condenação criminal à pena de multa é causa de perda dos direitos políticos. Assertiva incorreta. 
A condenação criminal à penal de pagamento de multa resulta em suspensão. Observe o art. 15, III, da CF/88: 
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: 
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos; 
 
[8] Ano: 2022 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: MPE/TO | Prova: Promotor de Justiça 
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Sabendo que em 2022 haverá eleições majoritárias e proporcionais, assinale a opção correta, em relação ao 
título eleitoral. 
a) O requerimento de inscrição eleitoral poderá ser protocolado dentro dos cento e vinte dias anteriores à 
data da eleição. 
b) O requerimento de transferência de domicílio eleitoral poderá ser protocolado dentro dos cento e 
cinquenta dias anteriores à data da eleição. 
c) O requerimento de segunda via do título eleitoral poderá ser protocolado dentro dos trinta dias anteriores 
à data da eleição se o eleitor estiver fora do seu domicílio eleitoral. 
d) A entrega do título eleitoral resultante do pedido de transferência de domicílio eleitoral deve ocorrer até 
sessenta dias antes à data da eleição. 
e) A entrega do título eleitoral resultante do pedido de inscrição eleitoral deve ocorrer até sessenta dias 
antes à data da eleição. 
 
Gabarito: B 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos o que expressa o art. 38, I, da Resolução TSE nº 23.659/21: 
Art. 38. A transferência só será admitida se satisfeitas as seguintes exigências: 
I - apresentação do requerimento perante a unidade de atendimento da Justiça Eleitoral do novo domicílio 
no prazo estabelecido pela legislação vigente; 
Agora, vejamos o que a legislação vigente expressa sobre o requerimento de transferência: 
Lei 9504/97: 
Art. 91. Nenhum requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência será recebido dentro dos cento e 
cinquenta dias anteriores à data da eleição. 
Parágrafo único. A retenção de título eleitoral ou do comprovante de alistamento eleitoral constitui crime, 
punível com detenção, de um a três meses, com a alternativa de prestação de serviço. 
Ou seja, dentro dos 120 dias expressos na alternativa B, é possível requerer transferência de domicílio. 
Vejamos, de forma rápida, os erros das demais alternativas: 
A letra A viola o art. 91; 
A letra C erra ao expressa que é até 30 dias anteriores, quando na verdade, a legislação prevê que é até 10 
dias anteriores a eleição; 
O erro da letra D está no prazo também, que é de 70 dias e não de sessenta; 
O erro da letra E é no prazo, pois a entrega do título deve ser até 70 dias antes da eleição. 
 
[9] Ano: 2016 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: FUB | Prova: Auxiliar em administração 
Com referência à Constituição Federal de 1988 e às disposições nela inscritas relativamente a direitos sociais 
e políticos, administração pública e servidores públicos, julgue os itens subsequentes. 
No Brasil, o alistamento eleitoral e o voto são facultativos para os analfabetos, os maiores de setenta anos 
de idade e os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos de idade. 
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Gabarito: CERTO 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos o que expressa o art. 14 da CF/88: 
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual 
para todos, e, nos termos da lei, mediante: 
§ 1º O alistamento eleitoral e o voto são: (...) 
II - facultativos para: 
a) os analfabetos; 
b) os maiores de setenta anos; 
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
 
[10] Ano: 2018 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TJ/CE | Prova: Juiz de Direito 
Com relação ao domicílio eleitoral dos cidadãos, julgue o seguinte item. 
O domicílio eleitoral do cidadão brasileiro é alterado na hipótese de mudança de domicílio, quando opta 
livremente por residir em outra cidade. 
 
Gabarito: ERRADO. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos o que expressa o art. 55 do Código Eleitoral: 
Art. 55. Em caso de mudança de domicílio, cabe ao eleitor requerer ao juiz do novo domicílio sua 
transferência, juntando o título anterior. 
Ademais, veja o seguinte entendimento do TSE: 
Ac.-TSE, de 4.10.2018, no RO nº 060238825 e, de 8.4.2014, no REspe nº 8551: o conceito de domicílio eleitoral 
pode ser demonstrado não só pela residência com ânimo definitivo, mas também pela constituição 
de vínculos políticos, econômicos, sociais ou familiares. 
Portanto, percebe-se que o domicílio não é alterado, por si só, com a mudança de domicílio. 
 
[11] Ano: 2017 | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/TO | Prova:Técnico Judiciário 
O Código Eleitoral prevê exceção ao alistamento eleitoral obrigatório no Brasil aos cidadãos 
a) servidores públicos civis. 
b) enfermos. 
c) que se encontrem fora do país. 
d) maiores de sessenta e cinco anos de idade. 
e) que sejam militares na reserva. 
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Gabarito: C 
COMENTÁRIOS: 
Nos termos do art. 6º, I, do Código Eleitoral, o alistamento será obrigatório para os brasileiros de um e outro 
sexo, salvo para os inválidos; os maiores de setenta anos; e os que se encontrem fora do país. 
Perceba que o enunciado fez referência expressa ao Código Eleitoral brasileiro, portanto, a resposta deve 
ser buscada exatamente em seu texto, sob pena de errar a questão. 
 
[12] Ano: 2017 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/BA | Prova: Técnico Judiciário 
De acordo com a Resolução do TSE nº 23.659/2021, os requisitos para o eleitor obter a transferência de seu 
domicílio eleitoral incluem, entre outros, 
a) a prova de vínculo por, no mínimo, seis meses no novo município. 
b) regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de atendimento a convocações para 
auxiliar nos trabalhos eleitorais. 
c) a apresentação de declaração homologada pelo juízo do antigo domicílio eleitoral. 
d) a apresentação do(s) comprovante(s) impresso(s) da última eleição. 
e) o transcurso de, pelo menos, quatro anos do alistamento ou da última transferência. 
 
Gabarito: B 
COMENTÁRIOS: 
a) Nos termos do art. 38, III, da Resolução TSE 23.659/2021, é requisito para transferência a comprovação 
de VÍNCULO pelo tempo mínimo de três meses com o município, declarado, sob as penas da lei, pela própria 
pessoa (Lei nº 6.996/1982, art. 8º). Assertiva incorreta. 
b) Literalidade do art. 38, IV, da Resolução TSE 23.659/2021. Assertiva correta. 
c) Dentre os requisitos necessários para a transferência, elencados pelo art. 38 da Resolução TSE 
23.659/2021, não consta “a apresentação de declaração homologada pelo juízo do antigo domicílio 
eleitoral”. Assertiva incorreta. 
d) A apresentação do(s) comprovante(s) impresso(s) da última eleição não consta no rol de requisitos 
estabelecidos pelo art. 38 da Resolução TSE 23.659/2021. E nem poderia ser diferente, pois os servidores da 
Justiça Eleitoral conseguem constatar essa informação diretamente no Sistema Elo do TSE. Assertiva 
incorreta. 
e) Nos termos do art. 38, II, da Resolução 23.659/2021, é requisito para a transferência do eleitor o 
transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência. Assertiva incorreta. 
 
[13] Ano: 2017 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/PE | Prova: Técnico Judiciário 
Considerando as regras do TSE para o alistamento eleitoral e a transferência de domicílio eleitoral, assinale 
a opção correta. 
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a) Para comprovar o tempo de vínculo no novo local, o eleitor deve instruir o pedido de transferência de 
domicílio eleitoral com documentos comprobatórios. 
b) O menor que completar dezesseis anos de idade até a data do pleito poderá optar por alistar-se, ainda 
que possua quinze anos na data do alistamento eleitoral. 
c) Estará sujeito a multa eleitoral o brasileiro naturalizado que não se alistar até um ano antes da data 
prevista para eleição. 
d) O alistamento do analfabeto é facultativo, mas, uma vez que ele se aliste, seu voto será obrigatório. 
e) O delegado ou a delegada indicado(a) para atuar perante o tribunal regional eleitoral poderão representar 
o partido apenas na capital do Estado, sede do respectivo tribunal. 
 
Gabarito: B 
COMENTÁRIOS: 
a) Nos termos do art. 38, III, da Resolução nº 23.659/2003, a comprovação do tempo de vínculo no novo 
local se dará por declaração do próprio eleitor, sob as penas previstas em lei. Assertiva incorreta. 
b) Nos termos do art. 30 da Resolução nº 23.659/2021, a partir da data em que a pessoa completar 15 anos, 
é facultado o seu alistamento eleitoral. Para o exercício do direito de votar, deverá o menor completar 16 
anos até a data do pleito (art. 11). Assertiva correta. 
c) Conforme estabelece o art. 33 da Resolução TSE 23.659/2021, o eleitor naturalizado que não se alistar até 
um ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral e 
cobrada no ato de alistamento. Assertiva incorreta. 
d) Nos termos do art. 14, §1º, II, alínea a, da Constituição Federal, o voto e o alistamento dos analfabetos 
serão facultativos. Ainda que tenha realizado o seu alistamento eleitoral, o analfabeto não está obrigado a 
votar. Assertiva incorreta. 
e) Nos termos do art. 76, §2º, da Resolução 23.659/2021, o delegado ou a delegada indicado(a) para atuar 
perante o tribunal regional eleitoral poderão representar o partido, na circunscrição, diante de qualquer 
juízo eleitoral. Assertiva incorreta. 
 
[14] Ano: 2017 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/PE | Prova: Técnico Judiciário 
Considerando as regras do TSE para a administração e a manutenção do cadastro eleitoral e assuntos 
correlatos, assinale a opção correta. 
a) Via de regra, a revisão de eleitorado ocorre em ano eleitoral. 
b) As relações de eleitores constantes do cadastro eleitoral, com dados como filiação e estado civil, serão de 
livre acesso às instituições públicas e privadas, sem ressalvas. 
c) A outorga a brasileiro do gozo de direitos políticos em Portugal importará a perda desses mesmos direitos 
no Brasil. 
d) Comunicada a perda de direitos políticos pelo Ministério da Justiça, a corregedoria-regional atualizará a 
situação das inscrições na Base de Perda e Suspensão de Direitos Políticos. 
e) A regularização da situação eleitoral de pessoa com restrição de direitos políticos não ocorre 
simultaneamente à cessação do impedimento. 
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Gabarito: E 
COMENTÁRIOS: 
a) O art. 107, I, da Resolução 23.659/2021, dispõe que não será realizada revisão de eleitorado em ano 
eleitoral, salvo se iniciado o procedimento revisional no ano anterior ou se, verificada situação excepcional, 
o Tribunal Superior Eleitoral autorizar que a ele se dê início. Assertiva incorreta. 
b) Nos termos do art. 10, da Resolução TSE 23.659/2021, o acesso a informações constantes do Cadastro 
Eleitoral por instituições públicas e privadas e por pessoas físicas se dará conforme a Lei Geral de Proteção 
de Dados e a resolução do Tribunal Superior Eleitoral que tratar do acesso a dados constantes dos sistemas 
informatizados da Justiça Eleitoral. Assertiva incorreta. 
c) Conforme o art. 11, §3º, da Resolução TSE 23.659/2021, “a aquisição do gozo de direitos políticos por 
pessoa brasileira em Portugal não acarreta a suspensão de direitos políticos ou o cancelamento da inscrição 
eleitoral e não impede o alistamento eleitoral ou as demais operações do Cadastro Eleitoral”. Assertiva 
incorreta. 
d) Segundo o disposto no art. 18, §3º, da Resolução 23.659/2021, “constatada a ocorrência de hipótese 
ensejadora de perda de direitos políticos, a Corregedoria-Geral Eleitoral providenciará a imediata atualização 
da situação das inscrições no Cadastro Eleitoral e na base de perda e suspensão de direitos políticos.”. 
Assertiva incorreta.e) A regularização de situação eleitoral de pessoa com restrição de direitos políticos somente será possível 
mediante comprovação de haver cessado o impedimento. É que dispõe o art. 19 da Resolução TSE nº 
23.659/2021. Assertiva correta. 
 
[15] Ano: 2016 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/PI | Prova: Técnico Judiciário 
Com base no disposto na Resolução nº 23.659/2021, assinale a opção correta. 
a) Em caso de perda ou extravio de título eleitoral, o eleitor deve registrar ocorrência policial para que a 
autoridade policial comunique o fato à respectiva junta eleitoral, a qual, automaticamente, enviará nova via 
do documento ao endereço cadastrado pelo eleitor no sistema eletrônico. 
b) O alistamento eleitoral por meio do sistema eletrônico de dados restringe-se às capitais brasileiras. 
c) Eleitor facultativo, com mais de oitenta e cinco anos de idade, que tenha permanecido regularmente 
inscrito perante a justiça eleitoral, durante o prazo legal, poderá exercer o seu direito ao sufrágio universal. 
d) No momento do pedido de alistamento, caberá à justiça eleitoral definir, por meio do sistema eletrônico 
de processamento de dados, o local definitivo de votação do eleitor. 
e) É autorizada a transferência informatizada do número de inscrição eleitoral de qualquer pessoa natural 
interessada. 
 
Gabarito: C 
COMENTÁRIOS: 
a) As competências das Juntas Eleitorais são limitadas à apuração dos votos, não possuindo qualquer relação 
com operações de alistamento eleitoral. Assertiva incorreta. 
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b) Conforme estabelece o art. 4º, da Resolução TSE nº 23.659/2021, “A execução dos serviços de 
processamento eletrônico de dados, na Justiça Eleitoral, será realizada, em cada circunscrição, por 
administração direta do tribunal regional eleitoral respectivo, sob a orientação e supervisão do Tribunal 
Superior Eleitoral e na conformidade de suas instruções”. Atualmente a Justiça Eleitoral conta integralmente 
com a biometria em todas as zonas eleitorais do país. Assertiva incorreta. 
c) Aos maiores de 70 anos de idade o voto será facultativo. Sendo assim, não havendo qualquer tipo de 
irregularidade na inscrição do eleitor, a idade (seja ela qual for) não será obstáculo para o exercício do direito 
ao sufrágio universal. Assertiva correta. 
d) Segundo dispõe o art. 42, §11, da Resolução TSE nº 23.659/2021, “o local de votação será definido 
conforme a preferência manifestada pela pessoa, dentre os locais disponíveis na zona eleitoral, os quais 
constarão, com os respectivos endereços, de listagem disponibilizada no momento do atendimento e, 
também, nos sítios eletrônicos e aplicativos da Justiça Eleitoral. Assertiva incorreta. 
e) O art. 25 da Resolução TSE nº 23.659/2021, veda a transferência de número de inscrição envolvida em 
coincidência ou cancelada em decorrência de perda de direitos políticos ou por decisão de autoridade 
judiciária. Portanto, a transferência não será autorizada a qualquer pessoa interessada. Assertiva incorreta. 
 
[16] Ano: 2015 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/MT| Prova: Analista Judiciário 
Cada uma das próximas opções apresenta uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada 
com base nas disposições constitucionais relativas aos direitos políticos e aos partidos políticos. Assinale a 
opção em que a assertiva está correta. 
a) Situação hipotética: Um prefeito e sua esposa, vereadora, ambos da mesma circunscrição municipal e no 
último ano de seus mandatos, estão considerando a possibilidade de concorrerem a outros cargos eletivos 
no próximo pleito eleitoral. Assertiva: Nessa situação, caso o prefeito resolva concorrer à reeleição, sua 
esposa ficará inelegível. 
b) Situação hipotética: O partido político Y, com base na alegação de existência de indícios de abuso de poder 
econômico, propôs, no prazo legal, ação de impugnação de mandato eletivo em desfavor de um prefeito. 
Assertiva: Nessa situação, a ação proposta deve tramitar em segredo de justiça, e o partido Y pode ser 
responsabilizado caso fique comprovado ser a lide temerária. 
c) Situação hipotética: Em ano de eleições para governador e presidente da República, os partidos políticos 
se uniram em diferentes coligações, e cada uma lançou a candidatura de um político específico à Presidência. 
Assertiva: Nessa situação, as coligações formadas em nível nacional devem se repetir nos estados, no que se 
refere às eleições a governador, em razão do princípio da verticalização. 
d) Situação hipotética: Jair, analfabeto, assim que completou dezoito anos de idade, foi a um cartório 
eleitoral para saber como poderia se registrar como eleitor. Lá, foi atendido por uma servidora, Lúcia. 
Assertiva: Nessa situação, Lúcia deverá informar a Jair que, como ele já tem dezoito anos de idade, seu 
alistamento eleitoral será obrigatório. 
e) Situação hipotética: Jairo, governador de estado, no último ano de seu primeiro mandato, está avaliando 
a possibilidade de se candidatar ou à reeleição ou ao cargo de senador. Assertiva: Nessa situação, as duas 
opções que Jairo está considerando exigem sua renúncia ao seu cargo atual pelo menos seis meses antes do 
pleito. 
 
Gabarito: B 
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COMENTÁRIOS: 
a) Levando-se em consideração que a esposa do Prefeito ocupa atualmente o cargo de vereadora, não 
incidirá a inelegibilidade reflexa contida no art. 14, § 7º, da CF/1988, pois se trata de reeleição. Assertiva 
incorreta. 
b) A Constituição Federal, em seu art. 14, §11, prevê que “a ação de impugnação de mandato tramitará em 
segredo de justiça, respondendo o autor, na forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé”. Assertiva 
correta. 
c) Segundo o disposto pelo art. 17, §1º, da Constituição Federal, “é assegurada aos partidos políticos 
autonomia para definir sua estrutura interna e estabelecer regras sobre sua organização e funcionamento e 
para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações nas eleições majoritárias, vedada a sua 
celebração nas eleições proporcionais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito 
nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e 
fidelidade partidária”. 
Para responder às questões de provas, lembre-se de que no Brasil não se aplica mais o entendimento sobre 
a verticalização, superada com a promulgação da Emenda Constitucional 52/2006. Assertiva incorreta. 
d) Apesar de ter completado 18 anos, Jair é analfabeto. Desse modo, a servidora que lhe atender deverá 
informar que seu alistamento eleitoral será facultativo, nos termos do art. 14, §1º, II, alínea a, da 
Constituição Federal. Assertiva incorreta. 
e) Nos termos do art. 14, §6º, da Constituição Federal, “para concorrerem a outros cargos, o Presidente da 
República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos 
mandatos até seis meses antes do pleito”. 
Dessa forma, caso opte pela reeleição não há necessidade de renúncia. Por sua vez, caso opte por se 
candidatar ao cargo de senador, deverá renunciar ao cargo atual até seis meses antes do pleito. Assertiva 
incorreta. 
 
[17] Ano: 2015 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/MT | Prova: Técnico Judiciário 
No que se refere ao alistamento eleitoral, assinale a opção correta. 
a) A competência exclusiva para requerer o cancelamento do título eleitoral de um cidadão e a consequente 
exclusãoestará 
sujeito ao cancelamento da inscrição eleitoral, pois a ausência 
não ocorreu em três eleições consecutivas. 
O art. 74 do Código Eleitoral dispõe expressamente que a exclusão será mandada processar 
ex officio pelo juiz eleitoral (por iniciativa do próprio juiz eleitoral), sempre que tiver 
conhecimento de alguma das causas de cancelamento previstas na legislação eleitoral. Sendo 
assim, pode-se inferir que primeiramente ocorre o cancelamento da inscrição eleitoral para, na 
sequência, efetivar-se a exclusão do cadastro eleitoral. 
 
Lembre-se de que o juiz eleitoral não pode determinar o 
alistamento eleitoral de ofício, isto é, não pode inserir alguém no 
cadastro eleitoral que não tenha se manifestado nesse sentido. 
Essa prerrogativa limita-se apenas à exclusão do cadastro 
eleitoral. 
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A Constituição Federal de 1988, em seu art. 14, § 1º, assim dispõe: 
O alistamento eleitoral e o voto são: 
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos; 
II - facultativos para: 
a) os analfabetos; 
b) os maiores de setenta anos; 
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
Analisando-se os mencionados dispositivos constitucionais, pode-se concluir: 
1º - As pessoas que possuem mais de dezesseis e menos de dezoito anos não são 
obrigadas a realizarem o alistamento perante a Justiça Eleitoral (tirar o título de eleitor). 
Em outras palavras, o alistamento eleitoral é facultativo. Da mesma forma, também será 
facultativo o exercício do voto para aqueles que possuam dezesseis ou dezessete anos. 
 
Suponhamos que, logo após completar 16 anos, Doquinha 
compareceu ao Cartório Eleitoral e se inscreveu como eleitor. No 
ano seguinte, quando já possuía 17 anos, foram realizadas 
eleições para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da 
República. 
Pergunta: nesse caso, como Doquinha já possui título de 
eleitor, o voto é obrigatório? 
Não! A Constituição Federal deixa bem claro que serão 
facultativos tanto o alistamento quanto o voto. Assim, mesmo 
que Doquinha possua título de eleitor no ano das eleições 
presidenciais, não será obrigado a votar, pois o voto ainda lhe é 
considerado facultativo. 
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Esse mesmo entendimento também se aplica aos analfabetos, 
que não são obrigados a se alistarem como eleitores. E mesmos 
que tenham se alistado, não estão obrigados a votar. Caso 
deixem de ser analfabetos, o alistamento eleitoral torna-se 
obrigatório, mas estão dispensados do eventual pagamento de 
multa pelo alistamento tardio. 
 
2º - Em regra, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de dezoito 
e menores de setenta anos. 
Perceba que a afirmação não diz que o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para 
todas as pessoas que sejam maiores de dezoito e menores de setenta anos. E nem poderia! É que 
algumas pessoas, a exemplo dos analfabetos - ainda que estejam dentro dessa faixa etária -, estão 
desobrigados de se alistarem e também de votar. 
 
3º - Menor, com 15 anos de idade, pode se inscrever como eleitor. 
 É facultado o alistamento do menor que completar 16 anos até a data do pleito, nos 
termos do art. 14, § 1º, II, c, da Constituição Federal. Nesse caso, o alistamento deverá ser 
solicitado até o encerramento do prazo fixado para requerimento de inscrição eleitoral ou 
transferência, ou seja, até o 151º dia antes da eleição. 
 
 
 
Novidade da Resolução nº 23.659/2021: 
A partir da data em que a pessoa completar 15 anos, é 
facultado o seu alistamento eleitoral. Todavia, essa pessoa só 
poderá votar quando completar 16 anos. Não é mais 
necessário que, neste caso, o requerimento de alistamento 
seja feito em anos eleitorais e nem exigida 
autorização/assistência dos pais ou representante legal (§2º 
do art. 30 da Resolução TSE nº 23659/21). 
 
 
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 3.1 Inalistáveis 
 
A Constituição Federal de 1988, em seu art. 14, § 1º, dispõe expressamente que “não 
podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar 
obrigatório, os conscritos”. 
A expressão inalistável é utilizada para se referir àquele que está proibido legalmente (no 
caso, constitucionalmente) de se inscrever como eleitor. É o caso do estrangeiro e do conscrito. 
O texto constitucional é claro ao afirmar que o estrangeiro não pode se alistar como 
eleitor. Diante disso, é claro que também não poderá se candidatar a cargos eletivos. É correto 
afirmar que, no Brasil, o estrangeiro não goza de direitos políticos (capacidade eleitoral ativa ou 
passiva). Memorize essa informação para a prova do CESPE. 
 
 
 
 
Ao responder às questões de prova do CESPE e de outras bancas, 
lembre-se sempre de que o português equiparado, mesmo 
mantendo o status de estrangeiro, pode votar e ser votado, pois 
possui todos os direitos inerentes ao brasileiro naturalizado. 
Assim, caso você encontre em questões alguma afirmação de 
que “nenhum estrangeiro pode exercer direitos políticos no 
Brasil” ou de que “não há possibilidade de estrangeiro votar ou 
ser votado no Brasil”, cuidado! Não é comum, mas o CESPE pode 
criar alguma “pegadinha”. 
 
 
 
 
 
 
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Ao responder às questões de prova do CESPE e de outras bancas, preste atenção ao enunciado. 
Algumas bancas, inclusive a Fundação Carlos Chagas, por exemplo, cobra a literalidade de 
artigos do Código Eleitoral, mesmo daqueles não recepcionados pela Constituição! 
Normalmente as questões contém a expressão “de acordo com o Código Eleitoral”. Cuidado! 
Assim, em relação a este tópico (alistabilidade), veja o que dispõe o Código Eleitoral: 
Art. 4º São eleitores os brasileiros maiores de 18 anos que se alistarem na forma da lei. 
 
Art. 5º Não podem alistar-se eleitores: 
 I - os analfabetos; 
II - os que não saibam exprimir-se na língua nacional; 
III - os que estejam privados, temporária ou definitivamente dos direitos políticos. 
Parágrafo único - Os militares são alistáveis, desde que oficiais, aspirantes a oficiais, guardas-
marinha, subtenentes ou suboficiais, sargentos ou alunos das escolas militares de ensino 
superior para formação de oficiais. 
 
Art. 6º O alistamento e o voto são obrigatórios para os brasileiros de um e outro sexo, salvo: 
I - quanto ao alistamento: 
a) os inválidos; 
b) os maiores de setenta anos; 
c) os que se encontrem fora do país. 
II - quanto ao voto: 
a) os enfermos; 
b) os que se encontrem fora do seu domicílio; 
c) os funcionários civis e os militares, em serviço que os impossibilite de votar. 
Como já abordado, apenas para que você possa comparar as disposições do Código Eleitoral, a 
CF/88 prevê a facultatividade do alistamento e do voto para analfabetos, maiores de setenta 
anos, e maiores de 16 e menores de 18 anos. A CF/88 prevê ainda que são proibidos de se 
inscreverem como eleitores os estrangeiros e os conscritos. 
Em regra, o CESPEdesse eleitor é do delegado de partido que verificar a ocorrência de uma das causas legais de 
cancelamento do título ou que for dela informado por qualquer interessado. 
b) Se houver indícios de fraude no alistamento de uma zona eleitoral, caberá ao TSE, em razão da sua 
competência exclusiva, realizar a correição, e, caso sejam constatadas irregularidades, determinar a imediata 
revisão do eleitorado. 
c) A seção eleitoral indicada no título vincula permanentemente o eleitor, salvo se houver transferência de 
zona ou de município ou se, até o prazo legal antes da eleição, o eleitor provar ao juiz eleitoral que mudou 
de residência dentro do mesmo município, de um distrito para outro ou para outro lugar muito distante da 
seção em que estava inscrito. 
d) Caso o juiz eleitoral competente, em despacho fundamentado, indefira o requerimento de alistamento, o 
alistado e qualquer partido político poderão interpor recurso junto ao TRE do estado com o fim de obter a 
reforma da decisão. 
e) Um eleitor que estiver fora de seu domicílio eleitoral deve ir ao município de sua zona eleitoral para 
requerer a segunda via do seu título eleitoral e poder exercer seu direito de voto. 
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Gabarito: C 
COMENTÁRIOS: 
a) As causas ensejadoras de cancelamento do título eleitoral estão previstas no art. 71 do Código Eleitoral. 
O parágrafo primeiro, do art. 71, dispõe que a ocorrência de qualquer das causas enumeradas no artigo 
acarretará a exclusão do eleitor, que poderá ser promovida ex officio, a requerimento de delegado de 
partido ou de qualquer eleitor. Assertiva incorreta. 
b) Para que seja determinada a realização de correição pelo TRE é necessário que haja denúncia 
fundamentada de fraude no alistamento de uma zona ou município. Provada a fraude em proporção 
comprometedora, ordenará, comunicando a decisão ao Tribunal Superior Eleitoral, a revisão do eleitorado, 
conforme dispõe o art. 58 da Resolução nº 21.538/2003. Diante disso, conclui-se que o TSE não possui 
competência exclusiva para a determinação de revisão de eleitorado. Assertiva incorreta. 
c) Assertiva correta. O enunciado basicamente se limitou a reproduzir o disposto no art. 46, §3º, do Código 
Eleitoral em conjunto com o art. 91 da LE (reproduzido também no art. 28 da Res. 23.659/2021: 
CE, Art. 46 §3º. O eleitor ficará vinculado permanentemente à seção eleitoral indicada no seu título, salvo: 
I - se se transferir de zona ou Município hipótese em que deverá requerer transferência. 
Res. 23.659, Art. 28. Dentro dos 150 dias anteriores à data da eleição, não serão recebidos requerimentos de 
alistamento, transferência ou revisão. 
d) O partido político, nos termos do art. 57 da Resolução TSE nº 2659/2021, possui legitimidade para propor 
recurso das decisões que deferir o requerimento de inscrição. Assertiva incorreta. 
e) O art. 53 do Código Eleitoral prevê que “se o eleitor estiver fora do seu domicílio eleitoral poderá requerer 
a segunda via ao juiz da zona em que se encontrar, esclarecendo se vai recebê-la na sua zona ou na em que 
requereu”. Assertiva incorreta. 
 
[18] Ano: 2015 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/MT | Prova: Analista Judiciário 
Conforme o disposto no Código Eleitoral (CE) e na Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) n.º 
21.538/2003, a exclusão do eleitor do cadastro eleitoral poderá ser promovida em decorrência de 
a) processo judicial de execução fiscal. 
b) ausência do eleitor na última votação. 
c) decisão de juiz, promovida de ofício ou mediante requerimento de delegado de um partido político ou de 
qualquer eleitor. 
d) pedido de cidadão, maior de dezoito anos de idade que apresente a inscrição em partido político com 
representação no Congresso Nacional. 
e) ausência de defesa apresentada por fiscal da mesa receptora. 
 
Gabarito: C 
COMENTÁRIOS: 
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Constatando-se qualquer das hipóteses enumeradas no art. 71 do Código Eleitoral, ensejar-se-á a exclusão 
do eleitor, que poderá ser promovida ex officio, a requerimento de delegado de partido ou de qualquer 
eleitor. 
 
[19] Ano: 2015 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/MT | Prova: Analista Judiciário 
Considerando os aspectos normativos e doutrinários que regem a matéria eleitoral, assinale a opção correta. 
a) A doutrina mais aceita quanto à classificação das infrações previstas no CE os classifica com base nas várias 
fases do processo eletivo, como a do alistamento eleitoral e partidário, a da propaganda eleitoral, a da 
votação, a do funcionamento do serviço eleitoral e a da apuração de votos. 
b) Conforme o CE, cada partido poderá nomear, perante o juízo eleitoral, de um a cinco delegados em cada 
zona eleitoral e, perante os preparadores, até dois delegados, que assinam e fiscalizam os seus atos. 
c) Serão recebidos requerimentos de inscrição ou de transferência eleitoral nos trinta dias anteriores à data 
de eleição. 
d) O número de candidatos que serão diplomados é determinado pela legislação eleitoral; no caso de pleitos 
proporcionais, por exemplo, diploma-se o titular e dez suplentes. 
e) Conforme disposição constitucional, o TRE compõe-se, no máximo, por sete membros, escolhidos 
mediante eleição, pelo voto secreto, sendo três ministros do STF e três juízes entre os ministros do STJ. 
 
Gabarito: A 
COMENTÁRIOS: 
a) Assertiva correta. Entendo que a presente alternativa é deveras polêmica, pois existem diversas 
classificações formuladas para os crimes eleitorais. Diante disso, torna-se muito difícil apontar qual seja a 
mais aceita. 
Joel José Cândido, por exemplo adota a seguinte classificação: Crimes Eleitorais no Alistamento Eleitoral - 
arts. 289 a 295; Crimes Eleitorais no Alistamento Partidário - arts. 319 a 321; Crimes Eleitorais na Propaganda 
Eleitoral - arts. 299 a 304 e 322 a 338; Crimes Eleitorais na Votação - arts. 297, 298, 305 a 312; (v) Crimes 
Eleitorais na Apuração - arts. 313 a 319; e Crimes Eleitorais no Funcionamento do Serviço Eleitoral - arts. 296, 
339 a 354. 
Por sua vez, Suzana de Camargo Gomes utiliza outra forma de classificação, a saber: a) crimes eleitorais 
concernentes à formação do corpo eleitoral; b) crimes eleitorais relativos à formação e funcionamento dos 
partidos políticos; c) crimes eleitorais em matéria de inelegibilidade; d) crimes eleitorais concernentes à 
propaganda eleitoral; e) crimes eleitorais relativos à votação; f) crimes eleitorais pertinentes à garantia do 
resultado legitimo das eleições; g) crimes eleitorais relativos à organização e funcionamento dos serviços 
eleitorais; h) crimes contra a fé pública eleitoral. 
Analisando-se as informações apresentadas, não restam dúvidas de que o enunciado é muito subjetivo e 
suscita diversas interpretações distintas, o que deveria ter culminado em sua anulação. Todavia, por mais 
controverso que se mostre o enunciado, essa questão seria facilmente resolvida por eliminação. 
b) O art. 66, §1º e 2º, do Código Eleitoral, determina que perante o juízo eleitoral cada partido poderá 
nomear 3 (três) delegados e, perante os preparadores, cada partido poderá nomear até 2 (dois) delegados, 
que assistam e fiscalizem os seus atos. Assertiva incorreta. 
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c) Nos termos do art. 91, da lei 9.504/1997, “nenhum requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência 
será recebido dentro dos cento e cinquenta dias anteriores à data da eleição”. Assertiva incorreta. 
d) O número de candidatos que serão diplomados varia de acordo com o resultado das eleições. Nas eleições 
proporcionais, por exemplo, o número de suplentes varia conforme o número de votos que a legenda recebe. 
Não há um número exato definido legalmente. Assertiva incorreta. 
e) Nos termos do art. 120, §1º, da Constituição Federal, os Tribunais Regionais Eleitorais compor-se-ão 
mediante eleição, pelo voto secreto de dois juízes dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça; de 
dois juízes, dentre juízes de direito, escolhidos pelo Tribunal de Justiça; de um juiz do Tribunal Regional 
Federal; de dois juízes dentre seis advogados, indicados pelo Tribunal de Justiça e nomeados pelo presidente 
da república. Assertiva incorreta. 
 
[20] Ano: 2015 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/GO | Prova: Analista Judiciário 
Julgue o item seguinte, referentes ao alistamento eleitoral, ao cancelamento da inscrição eleitoral e exclusão 
do eleitor do cadastro nacional de eleitores, conforme o Código Eleitoral. 
As únicas hipóteses de cancelamento da inscrição e a consequente exclusão do eleitor do cadastro nacional 
são: suspensão dos direitos políticos, falecimento do eleitor, pluralidade de inscrições e o fato de o eleitor 
deixar de votar em três eleições consecutivas. 
 
Gabarito: ERRADO. 
COMENTÁRIOS: 
O art. 71, do Código Eleitoral, estabelece como causas de cancelamento da inscrição eleitoral: 
Art. 71. São causas de cancelamento: 
I - a infração dos artigos. 5º e 42; 
II - a suspensão ou perda dos direitos políticos; 
III - a pluralidade de inscrição; 
IV - o falecimento do eleitor; 
V - deixar de votar em 3 (três) eleições consecutivas. 
Além disso, também ocorrerá o cancelamento da inscrição do eleitor caso ocorra a perda da nacionalidade 
brasileira. 
 
[21] Ano: 2015 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/GO | Prova: Analista Judiciário 
Julgue o item seguinte, referentes ao alistamento eleitoral, ao cancelamento da inscrição eleitoral e exclusão 
do eleitor do cadastro nacional de eleitores. 
Alistamento eleitoral é o ato jurídico pelo qual a pessoa natural adquire, perante a justiça eleitoral, 
capacidade eleitoral ativa e passa a integrar o corpo de eleitores de determinada zona e seção eleitoral. 
 
Gabarito: CERTO. 
COMENTÁRIOS: 
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É através do alistamento eleitoral que o indivíduo começa a “existir” perante a Justiça Eleitoral, vinculando-
se a uma determinada zona eleitoral. Em razão disso, passa a gozar da capacidade eleitoral ativa, permitindo-
se a prática de atos que envolvam o exercício dos direitos políticos. 
 
 
[22] Ano: 2015 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: TRE/GO | Prova: Analista Judiciário 
Julgue o item subsequente, relativos a alistamento e domicílio eleitoral. 
Segundo a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral, o domicílio eleitoral não se confunde, 
necessariamente, com o domicílio civil. A circunstância de o eleitor residir em determinado município não 
constitui obstáculo para que ele concorra, como candidato, a cargo eletivo em outra localidade, se nela for 
inscrito e mantiver vínculos políticos e econômicos. 
 
Gabarito: CERTO. 
COMENTÁRIOS: 
Segundo a jurisprudência do TSE, o conceito de domicílio eleitoral é mais elástico do que o do Direito Civil, 
satisfazendo-se com vínculos de natureza política, econômica, social e familiar. Desse modo, caso Doquinha 
atualmente resida na cidade de Montes Claros/MG, mas trabalhe na cidade de Francisco Sá/MG (50km de 
distância), pode optar por ser eleitor em qualquer dessas cidades, pois os vínculos estão demonstrados. 
 
[23] Ano: 2014 - Adaptada | Banca: CESPE / CEBRASPE | Órgão: Câmara dos Deputados | Prova: Analista 
Legislativo 
Julgue o item subsequente, relativo aos direitos políticos. 
O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os indivíduos na faixa etária dos dezoito aos sessenta 
anos e facultativos para os indivíduos analfabetos, os que tenham mais de sessenta anos de idade e os que 
tenham entre dezesseis e dezoito anos de idade. 
 
Gabarito: ERRADO. 
COMENTÁRIOS: 
O art. 14, § 1º, I e II, da Constituição Federal, estabelece que o alistamento e o voto serão obrigatórios para 
os maiores de dezoito anos e facultativos para os analfabetos, os maiores de setenta anos, os maiores de 
dezesseis e menores de dezoito anos. 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES DE BANCAS DIVERSAS 
 
[24] Ano: 2022 | Banca: VUNESP | Órgão: Câmara de Fernandópolis | Prova: Analista Jurídico 
A respeito do alistamento eleitoral, assinale a alternativa correta. 
a) O jovem que completar 15 (quinze) anos pode requerer o alistamento eleitoral, independente de 
autorização ou assistência de seu representante legal. 
b) A aquisição do gozo de direitos políticos por pessoa brasileira em Portugal acarreta o cancelamento da 
inscrição eleitoral, impedindo, inclusive, o alistamento eleitoral no Brasil àquele que ainda não se alistou. 
c) Do despacho que deferir o requerimento de inscrição eleitoral caberá recurso ao Tribunal Regional 
Eleitoral, por qualquer delegado ou membro da direção de partido político, no prazo de 5 (cinco) dias, 
contados da publicação do edital de relação dos eleitores deferidos. 
d) O eleitor pode alterar dados constantes do cadastro eleitoral que impactem o exercício do voto quando 
requerer a segunda via de título, desde que o faça no juízo de seu domicílio eleitoral. 
e) O analfabeto é obrigado a alistar-se ao completar 18 (dezoito) anos e pode exercer o direito de voto, mas 
não pode ser votado. 
 
Gabarito: A 
COMENTÁRIOS: 
Veja o que expressa o art.30, § 2º, da Resolução TSE nº 23.659/21: 
Art. 30. A partir da data em que a pessoa completar 15 anos, é facultado o seu alistamento eleitoral. 
(...) 
§ 2º O alistamento será requerido diretamente pela pessoa menor de idade e independe de autorização 
ou assistência de seu/sua representante legal. 
 
[25] Ano: 2018 - Adaptada | Banca: IBFC | Órgão: PC/BA | Prova: Delegado de Polícia 
É correto afirmar que a Resolução TSE nº 23.659/2021 prevê que 
a) o número de inscrição do eleitor poderá contar com até 12 (doze) dígitos, sendo que os dígitos nas 
posições nove e dez corresponderão ao Estado da Federação de origem, sendo a Bahia representada pelo 
código 05. 
b) o eleitor poderá escolher local de votação pertencente a uma zona eleitoral diversa daquela em que tem 
domicílio, desde que fundamente seu pedido, com circunstâncias como residência de parentes na zona 
eleitoral em que pretende votar. 
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c) o brasileiro nato que não se alistar até os 18 anos ou o naturalizado que não se alistar até um ano depois 
de adquirida a nacionalidade brasileira incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral e cobrada no ato da 
inscrição. 
d) os homônimos consistem no agrupamento pelo batimento de duas ou mais inscrições ou registros que 
apresentem dadosiguais ou semelhantes, segundo critérios previamente definidos pelo Tribunal Superior 
Eleitoral. 
e) A partir da data em que a pessoa completar 16 anos, é facultado o seu alistamento eleitoral. 
 
Gabarito: A 
COMENTÁRIOS: 
a) Segundo o disposto pelo art. 36, parágrafo único, da Resolução 23.659/2021, o número de inscrição do 
eleitor compor-se-á de até 12 algarismos, por unidade da Federação. Os oito primeiros algarismos serão 
sequenciados, desprezando-se, na emissão, os zeros à esquerda, sendo os dois algarismos seguintes (9º e 
10º) serão representativos da unidade da Federação de origem da inscrição. 
Os códigos representativos de cada unidade da federação estão previstos pela alínea b do art. 36, parágrafo 
único da Resolução 23.659/2021, sendo que o Estado da Bahia está representado pelo código 05. Assertiva 
correta. 
b) Nos termos do art. 42, §11, da Resolução TSE 23.659/2021, O local de votação será definido conforme a 
preferência manifestada pela pessoa, dentre os locais disponíveis na zona eleitoral, os quais constarão, 
com os respectivos endereços, de listagem disponibilizada no momento do atendimento e, também, nos 
sítios eletrônicos e aplicativos da Justiça Eleitoral. 
Nos termos da Resolução TSE nº 21.407/2003, ainda que de forma fundamentada, o requerente não poderá 
escolher local de votação pertencente a zona eleitoral diversa daquela em que tem domicílio, sob pena de 
violação das regras de competência estabelecida pelo art. 32 do Código Eleitoral. Esse é o entendimento que 
deve ser levado para as provas de concursos públicos! Assertiva incorreta. 
c) O art. 33, I, da Resolução TSE nº 23.659/2021, dispõe que incorrerá em multa a ser imposta pelo juízo 
eleitoral e cobrada no ato do alistamento a pessoa brasileira nata, nascida em território nacional, que não 
se alistar até os 19 anos. Assertiva incorreta. 
d) Nos termos do art. 86, §2º, “b”, da Resolução TSE 23.659/2021, consideram-se homônimas as pessoas 
comprovadamente distintas que, excetuadas as gêmeas, possuam dados iguais ou semelhantes, segundo 
critérios previamente definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral. Assertiva incorreta. 
e) Nos termos do art. 30 da Resolução TSE 23.659/2021, a partir da data em que a pessoa completar 15 anos, 
é facultado o seu alistamento eleitoral. Assertiva incorreta. 
 
[26] Ano: 2017 - Adaptada | Banca: FCC | Órgão: TRE/PR | Prova: Analista Judiciário 
Silvaneide está com sua inscrição eleitoral suspensa em virtude da suspensão de seus direitos políticos por 
decisão transitada em julgado, enquanto que seu marido, Renato, está com sua inscrição eleitoral cancelada 
por ter perdido seus direitos políticos. O casal resolveu mudar de Estado a fim de conseguir melhores 
condições de vida. Nesse caso, de acordo com a Resolução do TSE 23.659/2021, a transferência do número 
de inscrição é 
a) permitida apenas no caso de Silvaneide. 
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b) permitida tanto no caso de Silvaneide como no de Renato. 
c) vedada tanto no caso da Silvaneide como no de Renato. 
d) permitida apenas no caso de Renato. 
e) permitida apenas no caso de Silvaneide, desde que comprove que já não teve sua inscrição cancelada nos 
últimos 8 anos. 
 
Gabarito: A 
COMENTÁRIOS: 
Nos termos do art. 25 da Resolução TSE nº 23.659/2021, “vedada a transferência e a revisão de inscrição 
envolvida em coincidência ou cancelada em decorrência de perda de direitos políticos ou por decisão de 
autoridade judiciária”. 
Dessa forma, apenas Renato (inscrição cancelada) está impossibilitado de realizar a transferência da inscrição 
eleitoral, já que a norma não impediu a operação para inscrições com suspensão de direitos políticos. 
 
[27] Ano: 2017 - Adaptada | Banca: FCC | Órgão: TRE/PR | Prova: Técnico Judiciário 
Carmem fará 16 anos no dia das eleições para escolha de Prefeito e Vereador que ocorrerão no próximo ano; 
José tem 16 anos completos; e Frederico, tem 35 anos e acabou de se alfabetizar, mas não deseja votar nas 
eleições que ocorrerão no próximo ano. Nesses casos, observados os prazos legais e de acordo com a 
Resolução TSE n°23.659/2021, o alistamento de 
a) Carmen é facultativo, o de José facultativo e o de Frederico obrigatório, sem imposição de multa pelo 
alistamento tardio. 
b) Carmen é obrigatório, o de José facultativo e o de Frederico obrigatório, sem imposição de multa pelo 
alistamento tardio. 
c) Carmen é facultativo, o de José obrigatório e o de Frederico obrigatório, com imposição de multa pelo 
alistamento tardio. 
d) Carmen, de José e de Frederico são facultativos. 
e) Carmen, de José e de Frederico são obrigatórios. 
 
Gabarito: A 
COMENTÁRIOS: 
Carmem: Ainda que complete 16 anos até a data das eleições, Carmem não será obrigada a votar, pois, nos 
termos do art. 14, II, alínea “c”, da Constituição Federal, o voto é facultativo aos maiores de 16 e menores 
de 18 anos. 
José: Embora tenha 16 anos completos, seu voto será facultativo, nos termos do art. 14, II, alínea “c”, da 
Constituição Federal. 
Frederico: Por ter se alfabetizado e possuir mais de 18 anos, Frederico não se enquadra mais no rol das 
hipóteses nas quais o voto será facultativo, sendo obrigado a se alistar e a votar. Ademais, não lhe será 
imposta multa pelo alistamento tardio, nos termos do art. 33, §1º, “b”, da Resolução nº 23.659/2021. 
 
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[28] Ano: 2017 | Banca: CIEE | Órgão: TRE/SP | Prova: Analista Judiciário 
Em virtude da má situação financeira pela qual estava passando, Arnaldo, corretor de seguros, mudou-se de 
cidade, onde votou nas duas últimas eleições, há um mês. Deseja transferir, ainda nesta semana, o seu título 
de eleitor para seu novo domicílio. Considerando apenas os dados fornecidos na questão, em conformidade 
com a Resolução n° 23.659/2021, a transferência de Arnaldo 
a) não será admitida, pois não está satisfeita a exigência do vínculo mínimo de três meses no município, 
declarada pelo próprio eleitor. 
b) não será admitida, pois não está satisfeita a exigência do vínculo mínimo de um ano no novo domicílio, 
declarada pelo próprio eleitor. 
c) será admitida a qualquer tempo a partir da declaração do novo domicílio pelo próprio eleitor. 
d) será admitida a qualquer tempo a partir da declaração do novo domicílio pelo juiz eleitoral da 
circunscrição. 
e) não será admitida, pois não está satisfeita a exigência da residência mínima de um ano no novo domicílio, 
declarada pelo juiz eleitoral da circunscrição. 
 
Gabarito: A 
COMENTÁRIOS: 
Nos termos do art. 38, III, da Resolução TSE nº 23.659/2021, constitui requisito para transferência tempo 
mínimo de três meses de vínculo com o município, dentre aqueles aptos a configurar o domicílio eleitoral, 
nos termos do art. 23 desta Resolução, pelo tempo mínimo de três meses, declarado, sob as penas da lei, 
pela própria pessoa. Esse é o texto contido expressamente na resolução. 
 
[29] Ano: 2017 | Banca: CIEE | Órgão: TRE/SP | Prova: Técnico Judiciário 
Lineu completará dezesseis anos um dia antes da realização das eleições. Preenchidos os demais requisitos, 
de acordo com a Resolução n° 23.659/2021 do Tribunal Superior Eleitoral, o alistamento eleitoral de Lineu é 
a) facultativo, podendo ser solicitado até o encerramento do prazo fixado para requerimento de inscrição 
eleitoral ou transferência, sendo que o título surtirá efeitos na data do pedido, mesmo não tendo completado 
dezesseis anos. 
b) obrigatório, devendoser solicitado até o encerramento do prazo fixado para requerimento de inscrição 
eleitoral ou transferência, sendo que o título somente surtirá efeitos com o implemento da idade de 
dezesseis anos. 
c) proibido, sendo considerado inalistável em razão da idade inferior a dezesseis anos. 
d) facultativo, podendo ser solicitado até o encerramento do prazo fixado para requerimento de inscrição 
eleitoral ou transferência, sendo que o título somente surtirá efeitos com o implemento da idade de 
dezesseis anos. 
e) obrigatório, podendo ser solicitado até o encerramento do prazo fixado para requerimento de inscrição 
eleitoral ou transferência, sendo que o título surtirá efeitos na data do pedido, mesmo não tendo completado 
dezesseis anos. 
 
Gabarito: D 
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COMENTÁRIOS: 
Nos termos do art. 30, da Resolução TSE nº 23.659/2021, a partir da data em que a pessoa completar 15 
anos, é facultado o seu alistamento eleitoral. Nesse caso, o exercício do direito só poderá ser exercido 
quando o menor completar 16 anos, até a data do pleito, inclusive. 
Segundo o § 1º, deste mesmo artigo, o alistamento poderá ser solicitado até o encerramento do prazo fixado 
para o requerimento de inscrição, isto é, o 151º dia antes da data da eleição (art. 91, da Lei 9.504/97). 
Contudo, o título emitido nestas condições só surtirá efeitos com o implemento da idade de 16 anos. 
 
[30] Ano: 2017 | Banca: CIEE | Órgão: TRE/SP | Prova: Técnico Judiciário 
Albino, brasileiro nato, residente e domiciliado atualmente em Portugal, foi outorgado o gozo dos direitos 
políticos no país em que vive no momento, outorga esta devidamente comunicada ao Tribunal Superior 
Eleitoral. Referido gozo dos direitos políticos em Portugal, em conformidade com a Resolução n° 
23.659/2021, 
a) importará a suspensão desses mesmos direitos de Albino no Brasil. 
b) importará a perda desses mesmos direitos de Albino no Brasil. 
c) não implicará a suspensão desses mesmos direitos de Albino no Brasil. 
d) implicará, no Brasil, a inelegibilidade de Albino, mantendo-se obrigatório, porém, o exercício do voto. 
e) implicará, no Brasil, o impedimento do exercício de voto de Albino, permitindo-se, porém, que seja eleito. 
 
Gabarito: C 
COMENTÁRIOS: 
Nos termos do art. 11, §3º, da Resolução TSE 23.659/2021 do TSE, a “aquisição do gozo de direitos políticos 
por pessoa brasileira em Portugal não acarreta a suspensão de direitos políticos ou o cancelamento da 
inscrição eleitoral e não impede o alistamento eleitoral ou as demais operações do Cadastro Eleitoral. 
 
[31] Ano: 2017 | Banca: CIEE | Órgão: TRE/SP | Prova: Técnico Judiciário 
Segundo o Código Eleitoral brasileiro, realizado o alistamento eleitoral pelo processo eletrônico de dados, 
será cancelada a inscrição do eleitor que não votar em 
a) três eleições consecutivas ou não se justificar no prazo de dois meses, a contar da data da última eleição 
a que deveria ter comparecido, independentemente do pagamento de multa. 
b) duas eleições consecutivas, não pagar a multa ou não se justificar no prazo de dois meses, a contar da 
data da última eleição a que deveria ter comparecido. 
c) duas eleições consecutivas, não pagar a multa ou não se justificar no prazo de três meses, a contar da data 
da última eleição a que deveria ter comparecido. 
d) duas eleições consecutivas, não se justificar no prazo de três meses, a contar da data da última eleição a 
que deveria ter comparecido, independentemente do pagamento da multa. 
e) três eleições consecutivas, não pagar a multa ou não se justificar no prazo de seis meses, a contar da data 
da última eleição a que deveria ter comparecido. 
 
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Gabarito: E 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão gerou muita polêmica entre os candidatos, pois a banca cobrou um dispositivo que já não é 
mais aplicado, pois, atualmente, a Resolução TSE 23.659/2021, bem assim a Resolução anterior (21.538) 
dispõe que o prazo para justificar a ausência às eleições é de 60 (sessenta) dias. 
Segundo o disposto pelo art. 7º, §3º, do Código Eleitoral, será cancelada a inscrição do eleitor que não votar 
em 3 (três) eleições consecutivas, não pagar a multa ou não se justificar no prazo de 6 (seis) meses, a contar 
da data da última eleição a que deveria ter comparecido. 
Em que pese a “chuva” de recursos, a banca manteve o gabarito sob a alegação de que o enunciado da 
questão refere-se expressamente ao Código Eleitoral, o que é um absurdo!! 
 
[32] Ano: 2017 | Banca: CIEE | Órgão: TRE/SP | Prova: Analista Judiciário 
Patrick, com 20 anos, naturalizou-se brasileiro em março de 2015 e, até hoje, ainda não realizou seu 
alistamento eleitoral. Dessa forma, em conformidade com a Resolução nº 23.659/2021, Patrick 
a) não incorrerá em multa, pois o prazo de alistamento eleitoral, no caso, é até três anos depois de adquirida 
a nacionalidade brasileira. 
b) incorrerá em multa imposta pelo juiz federal e cobrada até a antevéspera do pleito, pois o alistamento do 
brasileiro naturalizado deve ocorrer até seis meses depois de adquirida a nacionalidade brasileira. 
c) incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral e cobrada quarenta e oito horas após a inscrição e, ainda, 
perderá o direito de alistar-se, pois o prazo para o alistamento findou-se quinze dias após a aquisição da 
nacionalidade. 
d) poderá alistar-se a qualquer tempo, sem incorrer em multa, já que referido alistamento é obrigatório 
apenas aos brasileiros natos. 
e) incorrerá em multa imposta pelo juízo eleitoral e cobrada no ato do alistamento, pois o alistamento do 
brasileiro naturalizado deve ocorrer até um ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira. 
 
Gabarito: E 
COMENTÁRIOS: 
O art. 33 da Resolução TSE nº 23.659/2021 determina que a pessoa brasileira naturalizada que não se alistar 
até um ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral e 
cobrada no ato do alistamento. 
 
[33] Ano: 2017 | Banca: CIEE | Órgão: TRE/SP | Prova: Técnico Judiciário 
Considere as seguintes hipóteses: Sofia está temporariamente privada dos direitos políticos, Carlos não sabe 
exprimir-se na língua nacional e Gabriela está definitivamente privada dos direitos políticos. Nesses casos, 
de acordo com o Código Eleitoral brasileiro, NÃO podem alistar-se os eleitores 
a) Carlos e Gabriela, apenas. 
b) Gabriela, apenas. 
c) Carlos, apenas. 
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d) Sofia, Carlos e Gabriela. 
e) Gabriela e Sofia, apenas. 
 
Gabarito: D 
COMENTÁRIOS: 
Mais uma questão polêmica da FCC, que fiz questão de abordar, para que você entenda como funciona a 
preparação para concursos públicos. 
O art. 5º, do Código Eleitoral, em seu inciso II, realmente dispõe que não podem se alistar como eleitores “os 
que não saibam exprimir-se na língua nacional”. Entretanto, por várias vezes o Tribunal Superior Eleitoral 
proferiu decisões afirmando que esse dispositivo não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. 
De qualquer forma, ainda sim a banca manteve o gabarito sob a alegação de que o enunciado está se 
referindo, expressamente, ao que consta no Código Eleitoral, o que é um absurdo! 
A propósito,o Código Eleitoral, em seu art. 5º, I e III, determina que não poderão alistar-se os eleitores 
analfabetos e os que estejam privados, temporária ou definitivamente dos direitos políticos. 
Dessa forma, Sofia, Carlos e Gabriela estão impossibilitados de alistarem nos termos do CÓDIGO ELEITORAL. 
 
[34] Ano: 2015 | Banca: FCC | Órgão: TRE/PB | Prova: Técnico Judiciário 
Brutus completou dezoito anos de idade e formalizou requerimento de inscrição eleitoral, que foi deferido 
pelo Juiz Eleitoral. Dessa decisão 
a) cabe recurso de qualquer partido político. 
b) não cabe recurso. 
c) cabe recurso de qualquer eleitor. 
d) cabe recurso de qualquer candidato. 
e) cabe recurso de qualquer ocupante de cargo eletivo. 
 
Gabarito: A 
COMENTÁRIOS: 
Qualquer partido político e o Ministério Público Eleitoral poderão interpor recurso contra o deferimento do 
alistamento ou da transferência, no prazo de 10 dias, contados da disponibilização da listagem prevista no 
art. 54 da Resolução TSE nº 23.659/2021. 
 
[35] Ano: 2015 | Banca: FCC | Órgão: TRE/SE | Prova: Analista Judiciário 
Considere: 
I. regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de atendimento a convocações para 
auxiliar nos trabalhos eleitorais. 
II. Transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência. 
III. Vínculo mínimo de três meses no município, declarado, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor. 
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Aplica-se à transferência de título eleitoral de funcionário público civil estadual que foi removido para outro 
domicílio o disposto APENAS em 
a) II. 
b) I e II. 
c) I e III. 
d) II e III. 
e) I. 
 
Gabarito: E 
COMENTÁRIOS: 
As condições para transferência do eleitor estão disciplinadas pelo art. 38 da Resolução TSE nº 23.659/2021, 
a saber: 
Art. 38 (...) 
I - apresentação do requerimento perante a unidade de atendimento da Justiça Eleitoral do novo domicílio 
no prazo estabelecido pela legislação vigente; 
II - transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência; 
III - tempo mínimo de três meses de vínculo com o município, dentre aqueles aptos a configurar o domicílio 
eleitoral, nos termos do art. 23 desta Resolução, pelo tempo mínimo de três meses, declarado, sob as penas 
da lei, pela própria pessoa (Lei nº 6.996/1982, art. 8º); 
IV - regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de atendimento a convocações para 
auxiliar nos trabalhos eleitorais. 
Todavia, o parágrafo primeiro, do próprio art. 38, estabelece que os prazos previstos nos incisos II e III não 
se aplicam à transferência eleitoral de servidora ou servidor público civil e militar ou de membro de sua 
família, por motivo de remoção, transferência ou posse. 
 
[36] Ano: 2015 | Banca: IESES | Órgão: TRE/MA | Prova: Técnico Judiciário 
O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão tomou conhecimento da inscrição do mesmo eleitor em mais de 
uma zona sob sua jurisdição. Diante disso, a autoridade judiciária deverá proceder ao cancelamento da 
inscrição, que, de preferência, deverá recair: 
a) Na mais antiga. 
b) Na inscrição que não corresponda ao domicílio eleitoral. 
c) Na mais recente, efetuada contrariamente às instruções em vigor. 
d) Naquela cujo título haja sido utilizado para o exercício do voto na última eleição. 
 
Gabarito: C 
COMENTÁRIOS: 
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Segundo o disposto pelo art. 87 da Resolução TSE nº 23.659/2021, “identificada situação em que a mesma 
pessoa possua duas ou mais inscrições eleitorais liberadas ou regulares, agrupadas ou não pelo batimento 
de dados biográficos, o cancelamento recairá, preferencialmente, na seguinte ordem: 
I - na inscrição mais recente, efetuada contrariamente às instruções em vigor; 
II - na inscrição que não corresponda ao domicílio eleitoral do eleitor ou da eleitora; 
III - na inscrição que não foi utilizada para o exercício do voto pela última vez; 
IV - na mais antiga. 
Perceba que não é suficiente que a inscrição eleitoral seja a mais recente para que se torne alvo preferencial 
do cancelamento. É necessário, ainda, que tenha sido efetuada contrariamente às instruções em vigor. 
 
[37] Ano: 2015 | Banca: IESES | Órgão: TRE/MA | Prova: Técnico Judiciário 
Tício é servidor público civil e residia em São Luís, cidade onde votava. Contudo, foi transferido para a cidade 
de Imperatriz. Para ser admitida a transferência de título eleitoral, Tício deve satisfazer a(s) seguinte(s) 
exigência(s): 
a) Recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela legislação 
vigente; transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência; vínculo mínimo de 
três meses no novo domicílio, declarado, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor. 
b) Recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela legislação 
vigente e regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de atendimento a convocações 
para auxiliar nos trabalhos eleitorais. 
c) Transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência; vínculo mínimo de três 
meses no novo domicílio, declarado, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor. 
d) Regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de atendimento a convocações para 
auxiliar nos trabalhos eleitorais.; recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo 
estabelecido pela legislação vigente; transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última 
transferência; vínculo mínimo de três meses no novo domicílio, declarado, sob as penas da lei, pelo próprio 
eleitor. 
 
Gabarito: B 
COMENTÁRIOS: 
As condições para transferência do eleitor estão disciplinadas pelo art. 38 da Resolução TSE nº 23.659/2021, 
a saber: 
I - apresentação do requerimento perante a unidade de atendimento da Justiça Eleitoral do novo domicílio 
no prazo estabelecido pela legislação vigente; 
II - transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência; 
III - tempo mínimo de três meses de vínculo com o município, dentre aqueles aptos a configurar o domicílio 
eleitoral, nos termos do art. 23 desta Resolução, pelo tempo mínimo de três meses, declarado, sob as penas 
da lei, pela própria pessoa (Lei nº 6.996/1982, art. 8º); 
IV - regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de atendimento a convocações para 
auxiliar nos trabalhos eleitorais. 
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Todavia, o parágrafo primeiro, do próprio art. 38, estabelece que os prazos previstos nos incisos II e III não 
se aplicam à transferência eleitoral de servidora ou servidor público civil e militar ou de membro de sua 
família, por motivo de remoção, transferência ou posse. 
 
[38] Ano: 2015 | Banca: IESES | Órgão: TRE/MA | Prova: Técnico Judiciário 
O empregado mediante comunicação com ____________ horas de antecedência, poderá deixar de 
comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário e por tempo não excedente a ____________, para o fim de 
se alistar eleitor ou requerer transferência. 
a) 24 (vinte e quatro) / 2 (dois) dias. 
b) 24 (vinte e quatro) / 1 (um) dia. 
c) 48 (quarentae oito) / 2 (dois) dias. 
d) 48 (quarenta e oito) / 1 (um) dia. 
 
Gabarito: C 
COMENTÁRIOS: 
Nos termos do art. 48 do Código Eleitoral, “o empregado mediante comunicação com 48 (quarenta e oito) 
horas de antecedência, poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário e por tempo não 
excedente a 2 (dois) dias, para o fim de se alistar eleitor ou requerer transferência.” 
 
[39] Ano: 2015 | Banca: IESES | Órgão: TRE/MA | Prova: Técnico Judiciário 
Em relação ao alistamento eleitoral, nos termos do Código Eleitoral, assinale a alternativa INCORRETA: 
a) Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência ou moradia do requerente, e, 
verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á domicílio qualquer delas. 
b) O alistamento se faz mediante a qualificação e inscrição do eleitor. 
c) O alistamento eleitoral obrigatório é previsto na legislação, sendo que estão nesta categoria os maiores 
de 18 e menores de 70. 
d) O alistamento eleitoral facultativo é previsto na legislação, sendo que estão nesta categoria os maiores de 
16 e menores de 18, os maiores de 70, os analfabetos e os conscritos. 
 
Gabarito: D 
COMENTÁRIOS: 
a) Eis a exata reprodução do art. 42, parágrafo único, do Código Eleitoral, que assim dispõe: “para o efeito 
da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência ou moradia do requerente, e, verificado ter o alistando 
mais de uma, considerar-se-á domicílio qualquer delas”. Assertiva correta. 
b) Na fase de qualificação o requerente demonstra que cumpre os requisitos previstos legalmente para se 
inscrever como eleitor. Por sua vez, comprovados os requisitos, ocorre a inscrição do requerente no cadastro 
eleitoral (Código Eleitoral, art. 42). Assertiva correta. 
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c) O alistamento eleitoral obrigatório aos maiores de 18 anos está previsto pelo art. 14, §1º, I, da Constituição 
Federal. Assertiva correta. 
d) O art. 14, §1º, II, da Constituição Federal, determina que o alistamento eleitoral e o voto serão facultativos 
aos analfabetos, aos maiores de setenta anos e aos maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. Não 
obstante, o parágrafo segundo VEDA a possibilidade de alistamento como eleitores dos estrangeiros e, 
durante o período do serviço militar obrigatório, dos conscritos. Assertiva incorreta. 
 
[40] Ano: 2015 | Banca: AOCP | Órgão: TRE/AC | Prova: Analista Judiciário 
O alistamento eleitoral ocorre mediante a qualificação e inscrição do eleitor. Em relação ao tema, assinale a 
alternativa correta. 
a) O conceito de domicílio para o Direito Eleitoral coincide com o de domicílio para o Direito Civil. 
b) O conceito de domicílio para o Direito Eleitoral é mais restrito do que o de domicílio para o Direito Civil. 
c) Caso o eleitor pretenda transferir o seu título para um novo domicílio eleitoral, ele não poderá fazê-lo 
dentro dos 180 dias anteriores à eleição. 
d) Caso o eleitor inscreva-se fraudulentamente, responderá por crime eleitoral, punível com detenção e 
multa. 
e) Caso o eleitor inscreva-se fraudulentamente, responderá por crime eleitoral, punível com reclusão e 
multa. 
 
Gabarito: E 
COMENTÁRIOS: 
a) O art. 42 do Código Eleitoral dispõe que é domicílio eleitoral o lugar de residência ou moradia do 
requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á domicílio qualquer delas (deve-se 
escolher apenas uma dentre as indicadas). De outro lado, o art. 70 do Código Civil afirma que o domicílio da 
pessoa natural seria o local onde ela estabelece sua residência com ânimo definitivo, onde deseja ser 
encontrada. 
Dessa forma, pode-se concluir que o conceito de domicílio eleitoral é muito mais amplo e não se confunde 
com o conceito de domicílio civil. Assertiva incorreta. 
b) Segundo a jurisprudência do TSE, o conceito de domicílio eleitoral é mais elástico do que o do Direito Civil, 
satisfazendo-se com vínculos de natureza política, econômica, social e familiar. (Ac.-TSE, de 18.2.2014, no 
REspe nº 37481 e, de 5.2.2013, no AgR-AI nº 7286). Assertiva incorreta. 
c) Nos termos do art. 91 da Lei 9.504/1997, o eleitor que pretenda transferir o seu título para um novo 
domicílio eleitoral deverá fazê-lo antes dos 150 dias anteriores à eleição. Assertiva incorreta. 
d) O art. 289, do Código Eleitoral, estabelece que inscrever-se fraudulentamente como eleitor é crime 
eleitoral, punível com pena de reclusão até cinco anos e pagamento de cinco a 15 dias-multa. Assertiva 
incorreta. 
e) O enunciado simplesmente reproduziu o inteiro teor do art. 289 do Código Eleitoral, portanto, deve ser 
considerada correta. 
 
[41] Ano: 2015 | Banca: VUNESP | Órgão: TJ/MS | Prova: Juiz Substituto 
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Nos termos da interpretação do Tribunal Superior Eleitoral, referente ao alistamento eleitoral, não podem 
alistar-se 
a) os alunos das escolas militares de ensino superior para formação de oficiais. 
b) os analfabetos. 
c) os conscritos, durante o serviço militar obrigatório. 
d) os índios não-integrados. 
e) os que não saibam exprimir-se na língua nacional. 
 
Gabarito: C 
COMENTÁRIOS: 
Nos termos do art. 14, §2º, da CF/88, não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o 
período do serviço militar obrigatório, os conscritos. 
Embora o Código Eleitoral, em seu art. 5º, II, estabeleça que aqueles que não que saibam exprimir-se na 
língua nacional não possam se alistar, esse dispositivo não foi recepcionado pela Constituição Federal de 
1988, portanto, não deve ser levado em consideração. 
Perceba que no enunciado a banca deixou claro que deseja como resposta a “interpretação do Tribunal 
Superior Eleitoral”, e não o texto literal do Código Eleitoral. 
 
[42] Ano: 2015 | Banca: CONCULPLAN | Órgão: TRE/MG | Prova: Técnico Judiciário 
Existem pessoas, por variados motivos, cujo alistamento eleitoral é proibido ou facultativo. Em razão disso, 
dentre as competências dos Juízes Eleitorais está fornecer, de acordo com o Código Eleitoral: 
a) Certificado de isenção. 
b) Declaração de idoneidade. 
c) Certificado de irreelegibilidade. 
d) Documento de desincompatibilização. 
 
Gabarito: A 
COMENTÁRIOS: 
Nos termos do art. 35, XVIII, do Código Eleitoral, compete aos Juízes Eleitorais fornecer, aos que não votaram 
por motivo justificado e aos não alistados, por dispensados do alistamento, um certificado que os isente das 
sanções legais. 
Sinceramente, nunca emiti esse tal de “certificado de isenção” em minhas atribuições na Justiça Eleitoral, 
mas, por eliminação, era a única que poderia ser marcada. 
 
[43] Ano: 2015 | Banca: IESES | Órgão: TRE/MA | Prova: Técnico Judiciário 
Nos termos da Resolução TSE nº 23.659/2021 incorrerá em multa imposta pelo Juiz Eleitoral e cobrada no 
ato do alistamento, o brasileiro nato que não se alistar até os 
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a) 16 anos. 
b) 17 anos. 
c) 18 anos. 
d) 19 anos. 
 
Gabarito: D 
COMENTÁRIOS: 
O art. 33, I, da Resolução TSE nº 23.659/2021, estabelece que a pessoa brasileira nata que não se alistar até 
os 19 anos incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral e cobrada no ato da inscrição. 
 
[44] Ano: 2015 | Banca: FCC | Órgão:TRE/RR | Prova: Analista Judiciário 
De acordo com a Resolução TSE 23.659/2021, a decisão administrativa das duplicidades e pluralidades de 
inscrições identificadas pelo batimento biográfico, agrupadas ou não pelo batimento, inclusive quando 
relacionadas a pessoas que estão com seus direitos políticos, caberá, no tocante às pluralidades, ao 
a) Tribunal Regional Eleitoral, quando envolverem inscrições efetuadas entre zonas eleitorais de 
circunscrições diversas. 
b) Tribunal Superior Eleitoral, quando envolverem inscrições efetuadas entre zonas eleitorais da mesma 
circunscrição. 
c) Juiz da zona eleitoral quando envolverem inscrições efetuadas em uma mesma zona eleitoral. 
d) Corregedor Regional Eleitoral, quando envolverem inscrições efetuadas entre zonas eleitorais de 
circunscrições diversas. 
e) Corregedor Geral Eleitoral, quando envolverem inscrições efetuadas entre zonas eleitorais da mesma 
circunscrição. 
 
Gabarito: C 
COMENTÁRIOS: 
Nos termos do art. 92, II, “a”, da Resolução TSE nº 23.659/2021, “a decisão administrativa das duplicidades 
e pluralidades de inscrições identificadas pelo batimento biográfico, agrupadas ou não pelo batimento, 
inclusive quando relacionadas a pessoas que estão com seus direitos políticos suspensos, caberá: (...) 
II - no tocante às pluralidades: 
a) ao juízo da zona eleitoral, quando envolver inscrições efetuadas em uma mesma zona eleitoral (Tipo 
1P)” 
 
[45] Ano: 2014 | Banca: MPE/RS | Órgão: MPE/RS | Prova: Promotor de Justiça 
Assinale a alternativa INCORRETA. 
a) Em regra, não há revisão do eleitorado em ano eleitoral, podendo o Tribunal Superior Eleitoral, entretanto, 
excepcionalmente, autorizar este procedimento, nos moldes do artigo 107, I, da Resolução/TSE nº 
23.659/2021, caso haja motivos justificadores para tanto. 
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b) A vedação contida no artigo 73, inciso V, da Lei Federal n.º 9.504/1997, de nomear e exonerar servidor 
público, na circunscrição do pleito, nos três meses que o antecedem e até a posse dos eleitos, não tem 
incidência nas hipóteses de nomeação e exoneração de cargos em comissão e designação ou dispensa de 
funções gratificadas. 
c) Do início do prazo estabelecido no artigo 7º da Lei Federal n.º 9.504/1997 (no ano em curso, a partir de 
abril de 2014) e até a posse dos eleitos, é permitida, apenas, a concessão de reajustes de salário para 
recomposição do seu poder aquisitivo e a reestruturação de carreiras, devendo eventual abuso ser apurado 
na esfera própria. 
d) São inelegíveis para todo e qualquer cargo, nos termos da Lei Complementar n.º 64/1990, com a redação 
dada pela Lei Complementar n.º 135/2010 (Lei da Ficha Limpa), os inalistáveis e os analfabetos. 
e) O artigo 37 da Lei n.º 9.504/1997, com a redação dada pela Lei n.º 12.891/2013, permite a propaganda 
em bens particulares e veda nos bens públicos, salvo naqueles cujo uso tenha sido objeto de concessão ou 
permissão do Poder público (e.g., táxis e ônibus), caso em que poderão ser utilizados desde que haja 
anuência do concessionário ou permissionário. 
 
Gabarito: E 
COMENTÁRIOS: 
a) A revisão de eleitorado em ano eleitoral realmente acontecerá apenas em caráter excepcional, pois, nesse 
período, os servidores da Justiça Eleitoral estão empenhados na realização das eleições. Assertiva correta. 
b) A proibição prevista pelo art. 73, V, da Lei 9.504/1997, não incidirá nas hipóteses de a nomeação ou 
exoneração de cargos em comissão e designação ou dispensa de funções de confiança, limitando-se aos 
empregos públicos e cargos públicos de provimento efetivo, além de algumas funções públicas exercidas por 
meio de processo seletivo. Assertiva correta. 
c) Nos termos do art. 73, VIII, da lei 9.504/1997, é vedado aos agentes públicos fazer, na circunscrição do 
pleito, revisão geral da remuneração dos servidores públicos que exceda a recomposição da perda de seu 
poder aquisitivo ao longo do ano da eleição, a partir do início do prazo estabelecido no art. 7º Lei das Eleições 
e até a posse dos eleitos. Assertiva correta. 
d) Nos termos do art. 1º, I, da LC nº 64/90, são inelegíveis para qualquer cargo os inalistáveis e os analfabetos. 
Assertiva correta. 
e) Nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público, ou que a ele pertençam, e nos bens 
de uso comum, é vedada a veiculação de propaganda de qualquer natureza, nos termos do art. 37, da Lei 
9.504/1997. Assertiva incorreta. 
 
[46] Ano: 2014 | Banca: FGV | Órgão: AL/BA | Prova: Técnico de Nível Superior 
Com relação ao alistamento eleitoral, assinale a afirmativa incorreta. 
a) São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, 
até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, 
do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao 
pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. 
b) O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de dezoito anos e facultativos para os 
analfabetos, maiores de setenta anos e para os maiores de dezesseis anos e menores de dezoito anos. 
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c) O militar alistável, se contar com menos de dez anos de serviço castrense, deverá afastar-se da atividade 
para se tornar elegível. 
d) O mandato eletivo poderá ser impugnado perante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da 
posse, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude. 
e) Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, 
os conscritos. 
 
GABARITO: D 
COMENTÁRIOS: 
a) Eis a exata reprodução do texto do art. 14, §7º, da Constituição Federal, que versa sobre a inelegibilidade 
reflexa. Portanto, assertiva deve ser considerada correta. 
b) O art. 14, §1º, da Constituição Federal, determina que o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios 
para os maiores de dezoito anos e facultativos para os analfabetos, os maiores de setenta anos, os maiores 
de dezesseis e menores de dezoito anos. Assertiva correta. 
c) Nos termos do art. 14, § 8º, I, da Constituição Federal, para que o militar alistável seja elegível, deverá 
afastar-se definitivamente da atividade, caso conte com menos de dez anos de serviço. Nessa hipótese, caso 
não seja eleito, ficará impedido de retornar à atividade anteriormente exercida. Assertiva correta. 
d) Conforme o disposto no art. 14, § 10º, da Constituição Federal, o mandato eletivo poderá ser impugnado 
ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação e não da posse, instruída a ação 
com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude. Assertiva incorreta. 
e) A presente alternativa apenas reproduz o disposto pelo art. 14, §2º, da Constituição Federal: “não podem 
alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos”. 
Assertiva correta. 
 
[47] Ano: 2014 | Banca: FUNDEP | Órgão: TJ/MG | Prova: Juiz de Direito Substituto 
Sobre os direitos políticos, assinale a alternativa INCORRETA. 
a) Direitos políticos são as prerrogativas e os deveres inerentes à cidadania. Englobam o direito de participar 
direta ou indiretamente do governo, da organização e do funcionamento do Estado. 
b) A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal epelo voto direto e secreto, com valor igual para 
todos. 
c) A Constituição Federal declara que, no Brasil, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os 
maiores de 18 anos e facultativos para os analfabetos, os maiores de 70 anos e os maiores de 16 e menores 
de 18 anos. 
d) É certo afirmar que a cassação do direito político é permitida e se equipara à perda e à suspensão dos 
direitos políticos. 
 
Gabarito: D 
COMENTÁRIOS: 
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a) É a partir dos direitos políticos que o cidadão participa dos processos eletivos que determinam os 
governantes, a organização e o funcionamento do Estado, seja votando de maneira livre, igual e secreta, ou 
até mesmo sendo votado. Assertiva correta. 
b) O art. 14 da Constituição Federal estabelece que a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal 
e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: plebiscito; referendo 
iniciativa popular. Assertiva correta. 
c) O art. 14, §1º, I e II da Constituição Federal estabelece que o alistamento e o voto serão obrigatórios para 
os maiores de dezoito anos e facultativos para os analfabetos, os maiores de setenta anos, os maiores de 
dezesseis e menores de dezoito anos. Assertiva correta. 
d) O art. 15, caput, da Constituição Federal de 1988, veda expressamente a possibilidade de cassação dos 
direitos políticos, prevendo apenas as hipóteses de perda ou suspensão. Assertiva incorreta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. O alistamento eleitoral pode ser compreendido como a fase pela qual o indivíduo comparece à 
Justiça Eleitoral para se inscrever como eleitor, isto é, ter o seu nome inserido no cadastro 
gerenciado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Todavia, antes disso ocorre a denominada qualificação 
eleitoral, que é o ato pelo qual o indivíduo comprova que preenche todos os requisitos legais para 
o exercício do direito ao voto, com a apresentação dos documentos necessários (certidão de 
nascimento, comprovante de domicílio, documento de alistamento militar – no caso dos homens 
entre 18 e 45 anos – entre outros). 
2. O Código Civil Brasileiro, em seu art. 70, dispõe expressamente que “o domicílio da pessoa natural 
é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo”. Se no Direito Eleitoral 
adotássemos o conceito de domicílio previsto no Código Civil, o eleitor apenas poderia votar e ser 
votado no município onde tivesse residência e efetivamente praticasse a sua rotina familiar e/ou 
profissional (residência com ânimo definitivo). Todavia, há muito a jurisprudência do Tribunal 
Superior Eleitoral vem adotando um conceito mais amplo na seara eleitoral, permitindo que, para 
a comprovação do domicílio eleitoral, seja suficiente que o eleitor demonstre algum tipo de vínculo 
político, econômico, familiar, profissional ou social com o município. 
3. O Código Eleitoral brasileiro, entre os artigos 71 e 81, menciona diversas hipóteses que podem 
ensejar o cancelamento e a exclusão da inscrição do eleitor do cadastro do Tribunal Superior 
Eleitoral. Todavia, percebe-se que o legislador deixou a técnica de lado ao utilizar essas expressões, 
pois, em regra, são utilizadas como sinônimas. Diante disso, não é necessário se preocupar em 
memorizar a diferenciação dos dois institutos. 
4. Na prática, ocorrerá o cancelamento da inscrição eleitoral quando ficar configurada alguma das 
hipóteses previstas no art. 71 do Código Eleitoral. Nessas situações, a inscrição eleitoral continuará 
constando no cadastro eleitoral, porém, inativa. 1ª hipótese: infração aos artigos 5º e 42 do Código 
 
 
 
18. Resumo de véspera de prova 
 
 
 
 
 
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Eleitoral. 2ª hipótese: suspensão ou perda dos direitos políticos. 3ª hipótese: a pluralidade de 
inscrição. 4ª hipótese: falecimento do eleitor. 5ª hipótese: deixar de votar em 3 (três) eleições 
consecutivas. 
5. A Constituição Federal de 1988, em seu art. 14, § 1º., assim dispõe: 
O alistamento eleitoral e o voto são: 
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos; 
II - facultativos para: 
a) os analfabetos; 
b) os maiores de setenta anos; 
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
6. Analisando-se os mencionados dispositivos constitucionais, pode-se concluir: 1º - As pessoas que 
possuem mais de dezesseis e menos de dezoito anos não são obrigadas a realizarem o alistamento 
perante a Justiça Eleitoral (tirar o título de eleitor). 2º - Em regra, o alistamento eleitoral e o voto 
são obrigatórios para os maiores de dezoito e menores de setenta anos. 3º - Menor, com 15 anos 
de idade, pode se inscrever como eleitor. 
7. Novidade da Resolução nº 23.659/2021: a partir da data em que a pessoa completar 15 anos, é 
facultado o seu alistamento eleitoral. Todavia, essa pessoa só poderá votar quando completar 16 
anos. Não é mais necessário que, neste caso, o requerimento de alistamento seja feito em anos 
eleitorais. 
 8. A Constituição Federal de 1988, em seu art. 14, § 1º, dispõe expressamente que “não podem 
alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os 
conscritos”. 
9. Nos termos do art. 22 da Resolução TSE nº 23.659/2021, serão efetivadas no Cadastro Eleitoral as 
seguintes operações: 
I - alistamento; 
II - transferência; 
III - revisão; e 
IV - segunda via. 
10. Se o indivíduo desejar se inscrever como eleitor, no momento do atendimento será realizado o 
alistamento (inscrição no cadastro eleitoral). O alistamento ocorrerá quando o alistando requerer 
inscrição e em seu nome não for identificada inscrição em nenhuma zona eleitoral do país ou 
exterior, ou a única inscrição localizada estiver cancelada por determinação de autoridade 
judiciária. 
11. A transferência ocorrerá sempre que o eleitor desejar alterar seu domicílio e for encontrado em 
seu nome número de inscrição em qualquer município ou zona, unidade da Federação ou país. Em 
outras palavras, para realizar uma transferência é necessário que o eleitor já possua uma inscrição 
eleitoral. 
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12. É vedada a transferência de número de inscrição envolvida em coincidência (quando o Sistema 
Elo identifica dois ou mais eleitores com dados muito semelhantes) ou cancelada em decorrência 
de perda de direitos políticos ou por decisão de autoridade judiciária. 
13. Considera-se revisão de dados quando o eleitor necessita alterar local de votação no mesmo 
município, ainda que haja mudança de zona eleitoral, retificar dados pessoais ou regularizar situação 
de inscrição cancelada por falecimento, duplicidade/pluralidade, por ter deixado de votar em três 
eleições consecutivas e, ainda, revisão de eleitorado. Na revisão, o título eleitoral será expedido 
automaticamente e a data de domicílio do eleitor não será alterada. 
14. Prevê o art. 39, § 1º, que “a revisãopoderá ser processada independentemente da existência de 
pendência relativa às obrigações referidas no inciso IV do art. 38 desta Resolução, hipótese na qual 
não inativará o comando ASE respectivo”. Basicamente esse novo dispositivo permite que o eleitor 
faça a revisão de sua inscrição eleitoral sem que pague as multas devidas por ausência às urnas ou 
por desatendimento a convocações da Justiça Eleitoral. Todavia, permanecerão anotados os débitos, 
os quais ensejarão a falta de quitação eleitoral do eleitor. 
15. A revisão da inscrição que envolva dados não vinculados ao exercício do voto ou não relevantes 
para fins de batimento (cruzamento de dados) poderá ser feita mesmo após o prazo final (151 dias 
antes das eleições). Nesse caso será comandado o código (ASE) respectivo: a) de ofício, à vista de 
documento comprobatório; b) por compartilhamento de dados, autorizado pela Presidência do 
Tribunal Superior Eleitoral; c) a pedido do eleitor ou da eleitora. 
16. Segunda via: ocorre quando o eleitor procura a zona eleitoral em que já se encontra inscrito com 
situação regular ou suspensa, apenas para solicitar a segunda via do seu título eleitoral, sem 
nenhuma alteração. Assim como na revisão, o título eleitoral será expedido automaticamente e a 
data de domicílio do eleitor não será alterada. Pode o eleitor optar pela emissão da via digital do 
Título de Eleitor por meio do aplicativo “e-título” da Justiça Eleitoral ou pela impressão do 
documento por meio do site do Tribunal (TRE ou TSE). 
17. O Requerimento de Alistamento Eleitoral (RAE) nada mais é do que o instrumento pelo qual as 
informações do eleitor são inseridas no cadastro eleitoral administrado pelo Tribunal Superior 
Eleitoral (denominado “Sistema ELO”). No passado, durante o atendimento ao eleitor, o servidor 
preenchia manualmente esse requerimento e o mantinha em arquivo próprio. Atualmente, as 
informações são inseridas diretamente no Sistema ELO e processadas eletronicamente. 
18. Os dados biográficos e biométricos dos eleitores que compõem o cadastro eleitoral poderão ser 
atualizados, mediante inclusão ou alteração, com informações oriundas de bancos de dados geridos 
por órgãos públicos, inclusive da Identificação Civil Nacional. Para preenchimento do RAE, devem 
ser observados os procedimentos especificados na Resolução TSE 23.659/2021 e nas orientações 
pertinentes. Entretanto, as regras de atualização dos dados deverão ser aprovadas pela Presidência 
do TSE. 
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19. A Resolução TSE nº 23.659/2021, em seu art. 24, dispõe que a situação da inscrição eleitoral 
define sua disponibilidade para o exercício do voto e para a realização das operações do Cadastro 
Eleitoral, e será uma das seguintes: 
I - regular, quando a inscrição não estiver envolvida em duplicidade ou pluralidade e estiver 
disponível para o exercício do voto e habilitada para a transferência, a revisão e a segunda via; 
II - suspensa, quando, em razão de conscrição ou de suspensão de direitos políticos, a inscrição 
estiver temporariamente indisponível para o exercício do voto, mas habilitada para a 
transferência, a revisão e a segunda via; 
III - cancelada, quando a pessoa houver incorrido em uma das causas de cancelamento previstas 
na legislação eleitoral, ficando a inscrição indisponível para o exercício do voto e somente 
habilitada para a transferência ou a revisão nos casos previstos nesta Resolução; 
IV - coincidente, quando estiver agrupada em decorrência de semelhança de dados biométricos 
ou biográficos identificada em batimento, e até a decisão da autoridade judiciária, não puder ser 
objeto de transferência e revisão, figurando como: 
a) não liberada, se a inscrição coincidente não estiver disponível para o exercício do voto; e 
b) liberada, se a inscrição coincidente estiver disponível para o exercício do voto; 
V - incoincidente, quando estiver agrupada em decorrência de batimento, em razão de dados 
biométricos coletados na operação não coincidirem com os já existentes no cadastro e, até decisão 
da autoridade judiciária, não puder ser objeto de transferência e revisão e figurar, necessariamente, 
como não liberada; e 
VI - inexistente, quando a inserção da inscrição no Cadastro Eleitoral for inviabilizada em 
decorrência de decisão de autoridade judiciária ou de atualização automática pelo sistema após o 
batimento, ficando indisponível para todos os fins. 
20. Nos termos do art. 42 da Resolução nº 23.659/2021, os campos do formulário RAE serão 
detalhados em ato da Corregedoria-Geral Eleitoral e serão orientados à concretização do princípio 
da dignidade da pessoa humana, do direito à autodeclaração e das finalidades de adequada 
identificação da pessoa eleitora e de coleta de informações necessárias para o aperfeiçoamento e a 
especialização dos serviços eleitorais, devendo ser previstos, necessariamente: 
I - nome civil; 
II - nome social, para uso exclusivo por pessoa transgênera que não fez retificação do registro 
civil; 
III - gênero, com as opções "masculino" e "feminino"; 
IV - identidade de gênero, com as opções mínimas "cisgênero", "transgênero" e "prefere não 
informar"; 
V - raça, em correspondência ao quesito cor ou raça utilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia 
e Estatística (IBGE); 
VI - possibilidade de identificação da pessoa como "indígena" e "quilombola ou integrante de 
comunidade remanescente", bem como de indicação da etnia ou comunidade quilombola a que 
pertence e, ainda, a língua que pratica, de forma exclusiva ou concomitante com o português; 
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VII - filiação, contendo quatro campos para identificação de genitores, sendo dois 
identificados como "mãe" e dois como "pai", de modo a que possam ser incluídas pessoas do mesmo 
gênero e acolhida a realidade das famílias mono ou pluriparentais; 
VIII - data de nascimento, com possibilidade de indicação, pela pessoa requerente, de que possui 
ou não irmã gêmea ou irmão gêmeo; 
IX - possibilidade de identificar, com o detalhamento adequado, tratar-se de pessoa com deficiência 
ou outra condição que, por dificultar ou impedir o exercício do voto, deva ser considerada nas 
políticas de governança eleitoral para promover a ampliação do exercício da cidadania; 
X - domicílio eleitoral, para identificação de município ou do Distrito Federal como localidade onde 
a pessoa, comprovado um dos vínculos a que se refere o art. 23 desta Resolução, exercerá o 
direito ao voto; 
XI - endereço de residência ou de contato, que não necessariamente corresponderá ao do domicílio 
eleitoral, podendo o preenchimento do campo ser dispensado em caso de informação de tratar-se 
de pessoa em situação de rua ou sem moradia fixa; 
XII - Grau de instrução, que deve permitir identificar pessoa analfabeta, para a qual são facultativos 
o alistamento eleitoral e o voto; 
XIII - Documento de identificação e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF); 
XIV - Nacionalidade; 
XV - Naturalidade; 
XVI - Estado Civil; 
XVII - Ocupação; 
XVIII - Telefone; 
XIX - E-mail; e 
XX - Zona Eleitoral, local de votação e seção eleitoral. 
21. A pessoa indígena ficará dispensada da comprovação do domicílio eleitoral quando o 
atendimento prestado pela Justiça Eleitoral ocorrer dentro dos limites das terras em que habita 
ou quando for notória a vinculação de sua comunidade a esse território. 
22. Com o advento da Resolução nº 23.659/2021, o RAE pode ser preenchidode duas formas: 
I - diretamente por atendente da Justiça Eleitoral, no momento do atendimento à pessoa; ou 
II - em caráter prévio, pela própria pessoa, mediante utilização de serviço disponibilizado no sítio 
do Tribunal Superior Eleitoral na internet para essa finalidade ("Título Net" ou sistema que venha 
a substituí-lo). 
23. Nos termos do art. 45, §2º, tratando-se de pessoa cujos dados biométricos já constem do banco 
de dados da Justiça Eleitoral, e estando disponível funcionalidade que permita a inequívoca 
identificação da pessoa requerente, a operação poderá ser concluída remotamente, por intermédio 
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de aplicativo desenvolvido pela Justiça Eleitoral ou pela utilização de serviço disponibilizado no sítio 
do Tribunal Superior Eleitoral. 
24. Cabe ao juízo da zona eleitoral para o qual foi requerida as operações de alistamento, 
transferência, revisão ou segunda via apreciar o respectivo RAE. Cabe-lhe, ainda, na apreciação da 
prova do domicílio eleitoral, conferir primazia à escolha da pessoa eleitora, salvo se dos documentos 
apresentados não se puder concluir pela existência de vínculo com a localidade escolhida. 
25. Havendo dúvida quanto à identidade da pessoa, do vínculo invocado para a fixação do domicílio 
ou de outro requisito indispensável para o deferimento do pedido, o juízo poderá determinar a 
adoção de diligências ou notificar a pessoa requerente para que compareça ao cartório eleitoral. 
26. No cartório eleitoral ou no posto de alistamento, o atendente da Justiça Eleitoral preencherá o 
RAE ou digitará as informações no sistema de acordo com os dados constantes do documento 
apresentado pelo eleitor, complementados com suas informações pessoais, de conformidade com 
as exigências do processamento de dados, das instruções prevista na Resolução 23.659/2021 e das 
orientações específicas. Da mesma forma, deve proceder o eleitor caso opte pelo atendimento via 
internet. 
27. Sendo o atendimento presencial, a pessoa que o estiver realizando formulará perguntas 
objetivas relacionadas aos campos do RAE e se disponibilizará a prestar esclarecimentos, utilizando-
se de linguagem não discriminatória e que torne acessível à pessoa que está sendo atendida o 
significado e a finalidade das informações solicitadas. 
28. No momento da formalização do pedido, o requerente manifestará sua preferência sobre local 
de votação, entre os estabelecidos para a zona eleitoral, cuja relação deverá ser colocada à 
disposição, na internet, no cartório ou posto de alistamento, com os respectivos endereços. Na 
definição da seção eleitoral, será assegurada a acessibilidade a pessoas com deficiência. 
29. A pessoa brasileira nata ou naturalizada, residente no exterior, que tenha requerido 
alistamento ou transferência para zona eleitoral do exterior até 150 dias antes do pleito, poderá 
votar nas eleições para presidente e vice-presidente da República. 
30. A atribuição do número de inscrição à pessoa alistanda será feita de forma automática pelo 
sistema. O número de inscrição será composto por até 12 algarismos, assim discriminados: a) os 
oito primeiros algarismos serão sequenciados, desprezando-se, na emissão, os zeros à esquerda; 
b) os dois algarismos seguintes serão representativos da unidade da Federação de origem da 
inscrição; c) os dois últimos algarismos constituirão dígitos verificadores, determinados com base 
no módulo 114, sendo o primeiro calculado sobre o número sequencial e o último sobre o código 
da unidade da Federação seguido do primeiro dígito verificador. 
 
4 “Módulo 11” é uma meio de autenticação usado para aferir a validade e a autenticidade de um valor 
numérico, de modo a se evitarem fraudes ou erros de transmissão ou de digitação. 
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31. O título será emitido no momento do atendimento e entregue, no cartório ou no posto de 
alistamento, pessoalmente ao eleitor, vedada a interferência de pessoas estranhas à Justiça 
Eleitoral. Nem mesmo por procuração pública o título pode ser entregue a terceiros, pois se trata de 
ato personalíssimo. O eleitor pode dispensar o recebimento do documento em papel, haja vista a 
existência da forma digital do Título de Eleitor. 
32. Nas hipóteses de alistamento, transferência, revisão e segunda via, a data da emissão do título 
será a do requerimento da última operação eleitoral efetivada. O título eleitoral impresso ou digital 
comprova o alistamento e a existência de inscrição regular ou suspensa na data de sua emissão, 
mas não faz prova da quitação eleitoral ou da regularidade de obrigações eleitorais específicas. 
33. No período de suspensão do alistamento, ou seja, dentro dos cento e cinquenta dias anteriores 
à data da eleição, não serão recebidos requerimentos de alistamento, transferência ou revisão. Esse 
período findará logo que estejam concluídos os trabalhos de apuração das eleições em âmbito 
nacional. 
34. Para o alistamento, a pessoa requerente apresentará um ou mais dos seguintes documentos de 
identificação: 
I - carteira de identidade ou carteira emitida pelos órgãos criados por lei federal, 
controladores do exercício profissional; 
II - certidão de nascimento ou de casamento expedida no Brasil ou registrada em repartição 
diplomática brasileira e transladada para o registro civil, conforme a legislação própria; 
III - documento público do qual se infira ter a pessoa requerente a idade mínima de 15 anos, 
e do qual constem os demais elementos necessários à sua qualificação; 
IV - documento congênere ao registro civil, expedido pela Fundação Nacional do Índio 
(FUNAI) – 
V - documento do qual se infira a nacionalidade brasileira, originária ou adquirida, da 
pessoa requerente. 
VI - publicação oficial da Portaria do Ministro da Justiça e o documento de identidade de 
que tratam os arts. 22 do Decreto nº 3.927, de 2001, e 5º da Lei nº 7.116, de 1983, para as 
pessoas portuguesas que tenham obtido o gozo dos direitos políticos no Brasil. 
35. Em respeito à diversidade e também à dignidade da pessoa humana, o TSE, em 2018, alterou a 
Resolução nº 21.538/2003 e passou a permitir a eleitores travestis ou transexuais a inclusão do 
nome social no título de eleitor e a alteração da identidade de gênero no Cadastro Eleitoral. Para 
isso, esses eleitores devem requerer a operação de alistamento, revisão ou transferência, conforme 
a necessidade. Em 2021, a Resolução nº 23.659/2021 reafirmou essa linha defesa da dignidade da 
pessoa humana. 
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36. O nome social se refere à a designação pela qual a pessoa transgênera se identifica e é 
socialmente reconhecida. A identidade de gênero se refere à atitude individual que diz respeito à 
forma como cada pessoa se percebe e se relaciona com as representações sociais de masculinidade 
e feminilidade e como isso se traduz em sua prática social, sem guardar necessária relação com o 
sexo biológico atribuído no nascimento. 
37. O nome social é incluído no título de eleitor, nas versões impressa ou digital, desde que 
registrado no Cadastro Eleitoral, mantidos os dados do registro civil. Atenção! Não se trata de 
apelido! Aliás, ébaseia suas questões em entendimentos do STF ou em conformidade com 
Constituição Federal. Todavia, tenho que é necessária essa abordagem de dispositivos do Código 
Eleitoral, ainda que não recepcionados pela CF/88, considerando-se recentes certames em que 
houve cobrança na prova (no caso, FCC, que não será a banca do Concurso Unificado do TSE) de 
conhecimento da literalidade de artigos desse diploma normativo. 
Você deve ficar muito atento(a) quando vir a expressão “de acordo com o Código Eleitoral” (ou 
similares) na prova! 
 
 
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Em provas de concursos públicos, a maioria das questões sobre o tema alistamento 
eleitoral é criada com fundamento em resolução do TSE. Atualmente é a Resolução TSE nº 
23.659, de 26 de outubro de 2021, que dispõe sobre a gestão do Cadastro Eleitoral e sobre os 
serviços eleitorais que lhe são correlatos, do qual faz parte o alistamento eleitoral. 
Em regra, as questões não apresentam elevado grau de dificuldade, pois se baseiam na 
literalidade da norma. Diante disso, optei por observar a sequência de informações apresentadas 
na própria resolução, para facilitar a compreensão do conteúdo. 
 
 4.1 Operações no Cadastro Eleitoral 
 Nos termos do art. 22 da Resolução TSE nº 23.659/2021, serão efetivadas no Cadastro 
Eleitoral as seguintes operações: 
I - alistamento; 
II - transferência; 
III - revisão; e 
IV - segunda via. 
 
 
 4.1.1 Alistamento 
Se o indivíduo desejar se inscrever como eleitor, no momento do atendimento será 
realizado o alistamento (inscrição no cadastro eleitoral). O alistamento ocorrerá quando o 
alistando requerer inscrição e em seu nome não for identificada inscrição em nenhuma zona 
 
 
 4. Resolução TSE nº 23.659/2021 
 
 
 
 
 
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eleitoral do país ou exterior, ou a única inscrição localizada estiver cancelada por determinação 
de autoridade judiciária. 
 
Suponhamos que um americano, com 22 anos de idade, tenha 
comparecido ao Cartório Eleitoral portando a Carteira Nacional 
de Habilitação – CNH e, por falha do servidor responsável pelo 
atendimento (a CNH não pode ser utilizada para o alistamento 
eleitoral, pois não informa a nacionalidade do portador), tenha 
conseguido se inscrever como eleitor. Diante disso, caso o Juiz 
Eleitoral detecte a irregularidade, determinará o cancelamento 
da respectiva inscrição, pois estrangeiro está impedido de 
realizar o alistamento eleitoral. 
Nesse caso, se no futuro esse mesmo estrangeiro adquirir a 
nacionalidade brasileira e comparecer ao Cartório Eleitoral para 
realizar o alistamento, constará no Sistema ELO uma inscrição 
em seu nome, cancelada por determinação judicial (FASE 450). 
Todavia, a existência dessa inscrição não impedirá a operação de 
um novo alistamento. 
 
 4.1.2 Transferência 
A transferência ocorrerá sempre que o eleitor desejar alterar seu domicílio e for 
encontrado em seu nome número de inscrição em qualquer município ou zona, unidade da 
Federação ou país. Em outras palavras, para realizar uma transferência é necessário que o eleitor 
já possua uma inscrição eleitoral. 
Uma vez transferido, o eleitor permanecerá com o número originário da inscrição e deverá 
ser, obrigatoriamente, consignada no campo próprio a sigla da UF (Estado) anterior. 
 
No momento de realizar a transferência de domicílio eleitoral é 
possível ainda efetuar, simultaneamente, a retificação de dados 
no cadastro eleitoral. 
Exemplo: pode acontecer de uma eleitora, no momento de 
transferir a inscrição eleitoral para outro domicílio, solicitar 
também a inclusão do sobrenome do marido em seu cadastro 
eleitoral, em razão de casamento. 
 
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É vedada a transferência de número de inscrição envolvida em coincidência (quando o 
Sistema Elo identifica dois ou mais eleitores com dados muito semelhantes) ou cancelada em 
decorrência de perda de direitos políticos ou por decisão de autoridade judiciária. 
Por outro lado, será admitida transferência com reutilização do número de inscrição 
cancelada por falecimento (pode ocorrer de o cancelamento por falecimento ter sido efetivado 
por equívoco. E nada como o eleitor vivo ali na frente do servidor para se constatar isso), 
duplicidade/pluralidade, por ter deixado de votar em três eleições consecutivas e revisão de 
eleitorado, desde que comprovada a inexistência de outra inscrição liberada, não liberada, 
regular ou suspensa para o eleitor. 
 
Ainda que a inscrição esteja cancelada em virtude de o eleitor 
ter deixado de votar (e não justificar) em três eleições 
consecutivas, admite-se a transferência. Nesse caso, 
primeiramente o eleitor deverá pagar as multas eleitorais 
referentes à ausência ou ter o seu pagamento dispensado pelo 
juiz eleitoral. 
Caso exista mais de uma inscrição cancelada para o eleitor no 
cadastro, deverá ser aproveitada, a inscrição que tenha sido 
utilizada para o exercício do voto no último pleito ou, na 
ausência dela, a que seja mais antiga. 
 
 4.1.3 Revisão 
Considera-se revisão de dados quando o eleitor necessita alterar local de votação no 
mesmo município, ainda que haja mudança de zona eleitoral, retificar dados pessoais ou 
regularizar situação de inscrição cancelada por falecimento, duplicidade/pluralidade, por ter 
deixado de votar em três eleições consecutivas e, ainda, revisão de eleitorado. Na revisão, o título 
eleitoral será expedido automaticamente e a data de domicílio do eleitor não será alterada. 
 
 
 
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Suponhamos que Coxinha, quinze anos depois de realizar o seu 
alistamento eleitoral, constatou que a sua data de nascimento 
foi digitada erroneamente pelo servidor da Justiça Eleitoral no 
momento do atendimento. Nesse caso, se Coxinha comparece 
ao Cartório Eleitoral de seu domicílio eleitoral com a única 
finalidade de corrigir (retificar) essa informação, será utilizado 
feita a revisão. 
O mesmo acontece se Coxinha, que atualmente possui domicílio 
eleitoral na cidade de São Paulo, informa ao servidor que, além 
de retificar a data de nascimento, deseja alterar o seu local de 
votação para outro bairro, situado dentro do município de São 
Paulo. Nesse caso, será utilizada a operação revisão. 
 Prevê o art. 39, § 1º, que “a revisão poderá ser processada independentemente da 
existência de pendência relativa às obrigações referidas no inciso IV do art. 38 desta Resolução, 
hipótese na qual não inativará o comando ASE respectivo”. 
 Basicamente esse novo dispositivo permite que o eleitor faça a revisão de sua inscrição 
eleitoral sem que pague as multas devidas por ausência às urnas ou por desatendimento a 
convocações da Justiça Eleitoral. Todavia, permanecerão anotados os débitos, os quais ensejarão 
a falta de quitação eleitoral do eleitor. 
 A revisão da inscrição que envolva dados não vinculados ao exercício do voto ou não 
relevantesvedada inclusão de alcunhas ou apelidos no campo do RAE relativo ao nome 
social. Basta a manifestação do eleitor interessado no sentido de inclusão do nome social em seus 
assentamentos, sendo dispensado o registro prévio em outros órgãos. 
38. É direito fundamental da pessoa transgênera, preservados os dados do registro civil, fazer 
constar do Cadastro Eleitoral seu nome social e sua identidade de gênero. 
39. A Justiça Eleitoral empreenderá meios destinados a assegurar o alistamento e o exercício dos 
direitos políticos por pessoas com deficiência. A norma inclui ainda como alvo desses meios as 
pessoas que se encontram em prisão provisória e os adolescentes sob custódia em unidade de 
internação. 
40. É direito fundamental da pessoa indígena ter considerados, na prestação de serviços eleitorais, 
sua organização social, seus costumes e suas línguas, crenças e tradições, sem prejuízo de aplicação 
das normas constitucionais, legais e regulamentares que impõem obrigações eleitorais e delimitam 
o exercício dos direitos políticos. 
41. As disposições da Resolução relativas a pessoas indígenas são aplicáveis, no que for compatível, 
a quilombolas e integrantes de comunidades remanescentes. 
42. No tratamento de dados das pessoas indígenas, não serão feitas distinções entre "integradas" 
e "não integradas", "aldeadas" e "não aldeadas", ou qualquer outra que não seja autoatribuída 
pelos próprios grupos étnico-raciais. Ademais, não se exigirá a fluência na língua portuguesa para 
fins de alistamento, assegurando-se a cidadãos e cidadãs indígenas, o uso de suas línguas maternas 
e processos próprios de aprendizagem. 
43. É direito fundamental da pessoa com deficiência, inclusive a que for declarada relativamente 
incapaz para a prática de atos da vida civil, estiver excepcionalmente sob curatela ou tiver optado 
pela tomada de decisão apoiada, a implementação de medidas destinadas a promover seu 
alistamento e o exercício de seus direitos políticos em igualdade de condições com as demais 
pessoas. Essa implementação de medidas realizada de forma gradativa, a partir de estudos e 
projetos conduzidos pela Justiça Eleitoral, que poderão decorrer de convênios com entidades 
especializadas ou outras formas de colaboração da sociedade civil. 
44. Lembre-se de que não existe mais no ordenamento jurídico pátrio o instituto da incapacidade 
civil absoluta. 
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45. A Justiça Eleitoral empreenderá esforços para garantir a acessibilidade nos cartórios eleitorais 
e postos de atendimento, ainda que por meio de acordo ou convênio com o Município ou Estado. 
46. Não estará sujeita às sanções legais decorrentes da ausência de alistamento e do não exercício 
do voto a pessoa com deficiência para quem seja impossível ou demasiadamente oneroso o 
cumprimento daquelas obrigações eleitorais. 
47. A Resolução TSE nº 23.659/21, em seu art. 33, dispõe que o incorrerá em multa a ser imposta 
pelo juízo eleitoral e cobrada no ato do alistamento a pessoa brasileira: 
I - nata, nascida em território nacional, que não se alistar até os 19 anos; 
II - nata, nascida em território nacional ou nascida no exterior, filha de brasileiro ou brasileira 
registrada em repartição diplomática brasileira, que não se alistar até os 19 anos; e 
III - naturalizada, maior de 18 anos, que não se alistar até um ano depois de adquirida a 
nacionalidade brasileira. 
48. Não se aplicará a pena à pessoa que se alfabetizar após a idade de 18 anos e nem à pessoa que 
declarar, sob as penas da lei, seu estado de pobreza perante qualquer juízo eleitoral. 
 
49. Nos termos do art. 38 da Resolução TSE nº 23.659/21, a transferência do eleitor só será admitida 
se satisfeitas as seguintes exigências: 
I – apresentação do requerimento perante a unidade de atendimento da Justiça Eleitoral 
do novo domicílio no prazo estabelecido pela legislação vigente– é sabido que nos 150 dias 
anteriores às eleições o cadastro eleitoral permanece fechado para a realização de operações de 
transferência, revisões e alistamento. Sendo assim, o prazo máximo para a realização de 
transferência de domicílio eleitoral, em ano de eleições, é o 151º dia anterior à data do pleito. 
Por sua vez, em anos que não ocorrerem eleições as transferências podem ser realizadas a qualquer 
momento. 
II – transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência – se o 
eleitor realizou o seu alistamento em 10/04/2021, por exemplo, apenas poderá solicitar 
transferência de domicílio eleitoral em 10/04/2022. O mesmo ocorre se tiver realizado uma 
transferência de domicílio eleitoral, pois, uma nova operação desse tipo, deve aguardar também o 
transcurso do prazo de, no mínimo, um ano. Essa é a regra geral! 
III – tempo mínimo de três meses de vínculo com o município, dentre aqueles aptos a 
configurar o domicílio eleitoral, nos termos do art. 23 desta Resolução, pelo tempo 
mínimo de três meses, declarado, sob as penas da lei, pela própria pessoa – para que o 
eleitor possa realizar a sua transferência de domicílio eleitoral, torna-se imprescindível comprovar 
o vínculo há pelo menos três meses na cidade de destino. 
IV – regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de atendimento 
a convocações para auxiliar nos trabalhos eleitorais.– para que o eleitor possa concretizar a 
transferência de domicílio eleitoral, não pode haver pendências relativas a ausência às urnas ou 
aos trabalhos como mesário. 
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50. O art. 38, § 1º, da Resolução TSE nº 23.659/21, dispõe que esse prazo mínimo de um ano não se 
aplica à transferência de título eleitoral de servidora ou servidor público civil e militar, ou de 
membro de sua família, por motivo de remoção, transferência ou posse. Também não é aplicável 
esse prazo a indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, trabalhadoras e trabalhadores rurais 
safristas e pessoas que tenham sido forçadas, em razão de tragédia ambiental, a mudar sua 
residência. 
51. Perceba que a prova do prazo de vínculo se dá apenas com a declaração da própria pessoa, sob 
as penas da lei. Essa declaração é presumivelmente verdadeira. Todavia, o vínculo em si (residencial, 
afetivo, familiar, profissional, comunitário, etc.) deve ser comprovado pela pessoa eleitora (art. 23). 
É muito importante diferenciar isso. Em suma: o vínculo é comprovado, o prazo de vínculo é 
declarado pela pessoa. 
52. Essa exigência de residência mínima de três meses também não se aplica à transferência de 
título eleitoral de servidora ou servidor público civil e militar, ou de membro de sua família, por 
motivo de remoção, transferência ou posse, bem assim à transferência de inscrição eleitoral de 
indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, trabalhadoras e trabalhadores rurais safristas e 
pessoas que tenham sido forçadas, em razão de tragédia ambiental, a mudar sua residência. 
53. Em face das decisões que deferem ou indeferem os requerimentos de alistamento ou de 
transferência podem os legitimados interpor recurso. Nos termos do art. 54 da Resolução nº 
23.2021, será disponibilizada aos partidos políticos, em sistema específico, e ao Ministério Público 
Eleitoral, mediante ofício, nos dias 1º e 15 de cada mês ou no primeiro dia útil que lhes seguir, 
listagem contendo as inscrições eleitorais paras as quais houve requerimento de alistamento ou 
transferência deferido ou indeferido. 
54. A intimação do cidadão ou da cidadã da decisãode indeferimento do seu alistamento ou da sua 
transferência eleitoral será pessoal, realizada preferencialmente por meio eletrônico. Em se 
tratando de pessoa indígena ou quilombola sem número pessoal de telefone celular informado, a 
intimação deverá ser feita por meio de carta com aviso de recebimento ou por oficial de justiça. 
55. Qualquer partido político e o Ministério Público Eleitoral poderão interpor recurso contra o 
deferimento do alistamento ou da transferência, no prazo de 10 dias, contados da disponibilização 
da listagem acima mencionada. Caso a decisão seja de indeferimento do alistamento ou da 
transferência, o prazo para interposição de recurso é de 5 dias para: 
a) o eleitor ou a eleitora, contando-se o prazo respectivo a partir da data em que for realizada a 
notificação; 
b) o Ministério Público Eleitoral, fluindo o prazo respectivo da disponibilização da listagem. 
Recurso contra o deferimento do 
requerimento de alistamento ou transferência 
10 dias 
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Recurso contra o indeferimento de 
requerimento de alistamento ou transferência 
05 dias 
 
56. A pessoa alistanda ou eleitora menor de 18 anos tem capacidade para estar em juízo, como 
recorrente ou recorrida, nos feitos que versem sobre sua inscrição eleitoral, sendo-lhe facultada a 
assistência por seu/sua representante legal. 
57. A Resolução TSE nº 23.659/21, em seu art. 75, dispõe que os partidos políticos, assim por seus 
delegados e suas delegadas, poderão: 
I – acompanhar os requerimentos de alistamento, transferência, revisão, segunda via e 
quaisquer outros, bem como a emissão e entrega de via física de títulos eleitorais, 
previstos nesta Resolução; 
II – requerer cancelamento de inscrição eleitoral com fundamento em inobservância de 
requisito legal, observado o procedimento previsto nos arts. 63 a 65 desta Resolução 
[procedimento relativo à apuração de irregularidades nas operações do cadastro eleitoral]; 
III – examinar, mediante assinatura de termo de confidencialidade dos dados pessoais 
a que tenha acesso, sem perturbação dos serviços e na presença de servidor ou servidora, 
os documentos relativos às operações de alistamento, transferência, revisão, segunda 
via e revisão de eleitorado, deles podendo requerer cópia, de forma fundamentada à 
autoridade judiciária, sem ônus para a Justiça Eleitoral. 
58. Nos termos da Resolução TSE nº 23.659/21, os partidos políticos poderão manter até quatro 
delegados ou delegadas perante o Tribunal Regional Eleitoral e até três delegados ou delegadas em 
cada zona eleitoral, que se revezarão, não sendo permitida a atuação simultânea de mais de um(a) 
de cada partido. Havendo a solicitação de permanência de delegados ou delegadas de mais de três 
partidos em um cartório eleitoral, o juízo eleitoral poderá instituir escala de revezamento, a fim de 
não prejudicar os trabalhos cartorários. 
59. As informações constantes do cadastro eleitoral serão acessíveis às instituições públicas e 
privadas e às pessoas físicas. Contudo o tratamento das informações pessoais deverá resguardar a 
preservação da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem do cidadão, restringindo-se o 
acesso a seu conteúdo. 
60. A Resolução TSE 23.659/21, em seu art. 27, dispõe que será admitido o restabelecimento de 
inscrição cancelada equivocadamente em virtude de lançamento incorreto dos códigos ASE relativos 
a falecimento, determinação de autoridade judiciária e revisão de eleitorado. 
61. Para registro de informações no histórico de inscrição no Cadastro Eleitoral, serão utilizados 
códigos de Atualização da Situação do Eleitor (ASE), reunidos em tabela que constará de Provimento 
da Corregedoria-Geral Eleitoral, que detalhará as instruções para sua adequada utilização. Os 
códigos ASE deverão possibilitar o registro claro e inequívoco de informações relativas a eventos 
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que impactem o exercício de direitos políticos e civis. As atualizações dos referidos registros são 
efetivadas diretamente no sistema de gestão do Cadastro Eleitoral, o famoso sistema ELO. 
62. O batimento nada mais é do que o cruzamento das informações constantes do cadastro eleitoral 
e tem como objetivo expurgar possíveis duplicidades, pluralidades ou incoincidências de inscrições 
eleitorais e identificar situações que exijam averiguação, sendo realizado pelo Tribunal Superior 
Eleitoral, em âmbito nacional. Nos termos do art. 77 da Resolução nº 23.659/2021, o batimento 
consiste em procedimento que compara dados mantidos nos cadastros do Tribunal Superior 
Eleitoral, com a finalidade de aferir se cada pessoa mantém apenas uma única inscrição eleitoral. 
63. O Tribunal Superior Eleitoral realizará batimentos de dados biográficos e biométricos, em âmbito 
nacional, com o objetivo de identificar situações que exijam averiguação e expurgar inconformidades 
e outras irregularidades de inscrições eleitorais. 
64. O dados biográficos se referem ao dados pessoais, como nome, data de nascimento e filiação. 
Os dados biométricos se referem às características fisiológicas individuais, como as impressões 
digitais e a fotografia. 
65. São três as situações de inconformidade que demandam averiguação, cuja definição está contida 
na Resolução acima citada: 
a) duplicidade: quando houver indício de que uma única pessoa possui duas inscrições 
eleitorais, em decorrência de uma inscrição indevida, seja por equívoco no atendimento ou pela 
tentativa maliciosa de obtenção de uma segunda inscrição eleitoral; 
b) pluralidade: quando houver indício que uma única pessoa possui três ou mais inscrições 
eleitorais, em decorrência de inscrições indevidas, seja por equívoco no atendimento ou pela 
tentativa maliciosa de obtenção de múltiplas inscrições eleitorais; e 
c) incoincidências: quando, na realização de transferência ou revisão eleitoral, forem 
coletados dados biométricos que não coincidam com os já constantes do cadastro para a 
inscrição eleitoral transferida ou revisada, indicando um possível equívoco de atendimento ou 
a utilização indevida de dados da pessoa por outrem. 
66. Identificada situação em que a mesma pessoa possua duas ou mais inscrições eleitorais liberadas 
ou regulares, agrupadas ou não pelo batimento de dados biográficos, o cancelamento recairá, 
preferencialmente, na seguinte ordem: I – na inscrição mais recente, efetuada contrariamente às 
instruções em vigor; II – na inscrição que não corresponda ao domicílio eleitoral do eleitor ou da 
eleitora; III – na inscrição que não foi utilizada para o exercício do voto pela última vez; V – na mais 
antiga. 
67. Não sendo possível identificar a titularidade das inscrições ou afastar a incoincidência verificada 
no batimento de dados biométricos de modo a determinar com exatidão qual inscrição deve ser 
mantida, serão canceladas todas as inscrições, lançando-se o código ASE respectivo. 
68. A Resolução TSE nº 23.659/21, a partir de seu art. 92, dispõe sobre a competência para decidir 
sobre as duplicidades e pluralidades de inscrições identificadas pelo batimento biográfico, 
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agrupadas ou não pelo batimento, inclusive quando relacionadas apessoas que estão com seus 
direitos políticos suspensos, caberá: 
No caso de DUPLICIDADES (duas inscrições com dados muito semelhantes) 
I – ao juízo da zona eleitoral a que estiver vinculada a inscrição mais recente; 
II – ao juízo da zona da inscrição “não liberada”, mesmo que seja a mais antiga, nos casos envolvendo 
gêmeos ou homônimos comprovados, com inscrição “não liberada” no grupo; 
III – ao Corregedor Regional, nos casos envolvendo inscrição e registro de suspensão na Base de Perda 
e Suspensão dos Direitos Políticos; 
IV – ao Corregedor-Geral, nos casos envolvendo pessoa que perdeu seus direitos políticos. 
 
No caso de PLURALIDADES (três ou mais inscrições com dados muito 
semelhantes) 
I – ao juiz da zona eleitoral, quando envolver inscrições efetuadas em uma mesma zona; 
II – ao Corregedor Regional, quando envolver inscrições efetuadas entre zonas eleitorais de um mesmo 
Estado ou do Distrito Federal e nas pluralidades decorrentes do agrupamento de uma ou mais 
inscrições, requeridas na mesma circunscrição, com um ou mais registros de suspensão na Base de 
Perda e Suspensão dos Direitos Políticos; 
III – ao Corregedor-Geral, quando envolver inscrições efetuadas em zonas eleitorais de Estados diversos 
e nas pluralidades decorrentes do agrupamento de uma ou mais inscrições, requeridas em 
circunscrições distintas, com um ou mais registros de suspensão na Base de Perda e Suspensão dos 
Direitos Políticos. 
 
69. O art. 93 da Resolução 23.659/21 estabelece a competência das decisões administrativas das 
inconformidades biométricas. A lógica é a mesma daquela vista acima. Assim caberá: 
I - no tocante às duplicidades: ao juízo da zona eleitoral a que estiver vinculada a inscrição mais 
recente. 
II - no tocante às pluralidades: 
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a) ao juízo da zona eleitoral, quando envolver inscrições efetuadas em uma mesma zona 
eleitoral; 
b) à corregedoria regional eleitoral, quando envolver inscrições efetuadas entre zonas eleitorais 
de um mesmo Estado ou do Distrito Federal; 
c) à Corregedoria-Geral Eleitoral, quando envolver inscrições efetuadas em zonas eleitorais de 
Estados diversos. 
70. Deve ficar claro que o juiz eleitoral só poderá determinar a regularização, o cancelamento ou a 
suspensão de inscrição que pertença à sua jurisdição. Diante disso, caso seja competente para 
decidir uma duplicidade de inscrições eleitorais em virtude de a inscrição mais recente ter sido 
requerida na zona eleitoral sob a sua jurisdição, e, na prática, constatar que a inscrição que deve ser 
cancelada é a que está vinculada a outra zona eleitoral, deverá proferir a decisão e comunicar ao juiz 
eleitoral competente, para conhecimento e cumprimento. 
71. A competência para decidir a respeito das duplicidades e pluralidades, na esfera penal, será 
sempre do juiz eleitoral da zona onde foi efetuada a inscrição mais recente. Nesse caso, ainda que 
na relação de duplicidade exista uma inscrição atribuída a gêmeo como a mais antiga (que a 
definirá como liberada), a competência penal permanece com o juiz eleitoral da inscrição mais 
recente. 
72. Decidida a duplicidade ou pluralidade e tomadas as providências de praxe na seara 
administrativa (cancelamento das inscrições irregulares, por exemplo), se duas ou mais inscrições 
em cada grupo forem atribuídas a um mesmo eleitor, excetuados os casos de evidente falha dos 
serviços eleitorais, os autos deverão ser remetidos ao Ministério Público Eleitoral. Manifestando-se 
o Ministério Público pela existência de indício de ilícito penal eleitoral a ser apurado, o processo 
deverá ser remetido, pela autoridade judiciária competente, à Polícia Federal para instauração de 
inquérito policial e a respectiva investigação. A Polícia Civil também pode atuar subsidiariamente na 
investigação, caso a Zona Eleitoral não seja atendida por representação da Polícia Federal. 
73. Nas palavras de José Jairo Gomes, os direitos políticos se referem às prerrogativas e os deveres 
inerentes à cidadania. Englobam o direito de participar direta ou indiretamente do governo, da 
organização e do funcionamento do Estado. 
74. Nos termos do art. 11 da Resolução nº 23.659/2021, os direitos políticos são adquiridos mediante 
o alistamento eleitoral, que é assegurado: 
I - a todas as pessoas brasileiras que tenham atingido a idade mínima constitucionalmente prevista, 
salvo os que, pertencendo à classe dos conscritos, estejam no período de serviço militar obrigatório 
e dele não tenham se desincumbido; e 
II - às pessoas portuguesas que tenham adquirido o gozo dos direitos políticos no Brasil, observada 
a legislação específica. 
75. Com a edição da Resolução 23.659/21, a suspensão dos direitos políticos não impede o 
alistamento eleitoral ou qualquer outra operação no cadastro eleitoral (revisão, segunda via ou 
transferência), mas se impôs a necessidade de registro da suspensão logo após o atendimento nos 
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assentamentos da pessoa eleitora atendida. Por outro lado, se ocorrer a perda de direitos políticos, 
decorrente da perda da nacionalidade brasileira, fica impedido o alistamento eleitoral e todas as 
demais operações no cadastro, possibilitando, conforme o caso, o cancelamento da inscrição 
eleitoral já existente. 
76. A aquisição do gozo de direitos políticos por pessoa brasileira em Portugal não acarreta a 
suspensão de direitos políticos ou o cancelamento da inscrição eleitoral e não impede o 
alistamento eleitoral ou as demais operações do Cadastro Eleitoral. Será cancelada a inscrição 
eleitoral quando declarado extinto o gozo dos direitos políticos por pessoa portuguesa no Brasil. 
77. Tomando conhecimento de fato ensejador de suspensão de direitos políticos ou de 
impedimento ao exercício do voto, a zona eleitoral competente providenciará o imediato registro 
da situação no Cadastro Eleitoral. Não se tratando de eleitor de sua zona eleitoral, o juízo comunicará 
o fato diretamente àquela na qual for inscrito o titular. 
78. Quando se tratar de pessoa não inscrita perante a Justiça Eleitoral, o registro será feito 
diretamente na base de perda e suspensão de direitos políticos pela Corregedoria Regional Eleitoral 
que primeiro tomar conhecimento do fato. Constatada a ocorrência de hipótese ensejadora de 
perda de direitos políticos, a Corregedoria-Geral Eleitoral providenciará a imediata atualização da 
situação das inscrições no Cadastro Eleitoral e na base de perda e suspensão de direitos políticos. 
79. A regularização de situação eleitoral de pessoa com restrição de direitos políticos somente será 
possível mediante comprovação de haver cessado o impedimento. O interessado deverá preencher 
requerimento e instruir o pedido com declaração de situação de direitos políticos e documentação 
 
80. A correição do eleitorado é uma ferramenta usada pela Justiça Eleitoral para corrigir eventuais 
distorções no quantitativo de eleitores, segundo critérios objetivos previamente delineados. Após a 
correição, confirmada a irregularidade, é determinada a revisão do eleitorado. A correição de 
eleitorado poderá ser determinada, observada a conveniência e a disponibilidade de recursos: 
I - pela Corregedoria-Geral Eleitoral, quando: 
a) o total de transferências ocorridas no ano em curso seja 10% superior ao do ano anterior; 
b) o eleitorado for superior ao dobro da população entre dez e quinze anos, somada à de idade 
superior a setenta anos do territóriodaquele município; e 
c) o eleitorado for superior a 65% e menor ou igual a 80% da população projetada para 
aquele ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); 
 
II - pela corregedoria regional, quando houver indícios consistentes ou denúncia fundamentada 
de fraude ou outras irregularidades no alistamento em zona ou município. 
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81. A revisão de eleitorado acontece quando a Justiça Eleitoral decide convocar todos os eleitores 
inscritos em uma zona eleitoral – ou apenas um ou alguns municípios integrantes dessa zona – para 
que compareçam pessoalmente perante os Cartórios Eleitorais ou Postos de Revisão, a fim de que 
se submetam ao recadastramento de suas respectivas inscrições eleitorais, com a atualização de 
dados referentes ao domicílio eleitoral. 
82. Se na correição do eleitorado for comprovada a fraude em proporção que comprometa a 
higidez do Cadastro Eleitoral, o tribunal regional eleitoral, comunicando a decisão ao Tribunal 
Superior Eleitoral, ordenará a revisão do eleitorado, obedecidas as instruções contidas na Resolução 
nº 23.659/2021 e as recomendações que subsidiariamente baixar. 
83. Não será realizada revisão de eleitorado: 
I - em ano eleitoral, salvo se iniciado o procedimento revisional no ano anterior ou se, verificada 
situação excepcional, o Tribunal Superior Eleitoral autorizar que a ele se dê início; e 
II - que abranja apenas parcialmente o território do município, ainda que seja este dividido em mais 
de uma zona eleitoral. 
84. A revisão do eleitorado deverá ser sempre presidida pelo juiz eleitoral da zona submetida à 
revisão, e será quem dará início aos procedimentos revisionais no prazo máximo de 30 dias, 
contados da aprovação da revisão pelo Tribunal competente. Por sua vez, o Tribunal Regional 
Eleitoral, por intermédio da Corregedoria Regional, inspecionará os serviços de revisão. 
85. A revisão deverá ser precedida de ampla divulgação, destinada a orientar o eleitor quanto aos 
locais e horários em que deverá se apresentar, e processada em período estipulado pelo Tribunal 
Regional Eleitoral, não inferior a 30 dias (Lei nº 7.444/1985, art. 3º, § 1º). 
86. Recebida a listagem geral, que engloba todas as seções eleitorais referentes à zona ou município 
objeto da revisão, o juízo eleitoral deverá fazer publicar, com antecedência mínima de cinco dias 
do início dos trabalhos de revisão, edital, do qual constará: 
I - a convocação dos eleitores e das eleitoras do(s) município(s) ou da(s) zona(s) para, 
ressalvadas as hipóteses expressas no próprio edital, comparecer, pessoalmente, à revisão de 
eleitorado, a fim de confirmarem seu domicílio, sob pena de cancelamento da sua inscrição 
eleitoral, sem prejuízo da apuração de fraude no alistamento ou na transferência, se constatada 
irregularidade; 
II - a exigência de apresentação de: 
a) documento de identidade; 
b) comprovante de domicílio, conforme especificado no art. 118 da Resolução 23.659/2021; e 
c) se possível, título eleitoral ou documento comprobatório da condição de eleitor; 
III - as datas de início e término dos trabalhos revisionais, a área e o período abrangidos e os 
dias e locais onde funcionarão postos de revisão; e 
IV - as hipóteses de dispensa do comparecimento à revisão de eleitorado. 
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87. Uma das finalidades do processo de revisão de eleitorado é garantir a atualização de dados e a 
comprovação de que cada eleitor submetido ao processo realmente mantém algum tipo de vínculo 
com o município, evitando-se, assim, eventuais fraudes ou distorções nos resultados das eleições. A 
prova de identidade só será admitida se feita pelo próprio eleitor ou pela própria eleitora 
mediante apresentação de um ou mais dos documentos especificados na Resolução. 
88. No momento de submissão à revisão, o eleitor deverá apresentar um dos seguintes documentos: 
carteira de identidade; carteira emitida pelos órgãos criados por lei federal, controladores do 
exercício profissional; certidão de nascimento ou casamento, expedida no Brasil ou registrada em 
repartição diplomática brasileira e transladada para o registro civil; documento público do qual se 
infira ter a pessoa requerente a idade mínima de 15 anos, e do qual constem os demais elementos 
necessários à sua qualificação; documento congênere ao registro civil, expedido pela Fundação 
Nacional do Índio (FUNAI); documento do qual se infira a nacionalidade brasileira, originária ou 
adquirida, da pessoa requerente; ou, por fim, publicação oficial da Portaria do Ministro da Justiça e 
o documento de identidade de que tratam os arts. 22 do Decreto nº 3.927, de 2001, e 5º da Lei nº 
7.116, de 1983, para as pessoas portuguesas que tenham obtido o gozo dos direitos políticos no 
Brasil. 
89. A comprovação de domicílio poderá ser feita mediante um ou mais documentos dos quais se 
infira ser o eleitor residente ou ter vínculo afetivo, familiar, profissional, comunitário ou de outra 
natureza que justifique a escolha da localidade pela pessoa para nela exercer seus direitos políticos. 
90. Após a finalização dos trabalhos de revisão, o juiz eleitoral fará juntar aos autos relatório 
sintético, extraído do Sistema ELO, das operações de RAE realizadas e, após ouvir o Ministério 
Público Eleitoral, determinará o cancelamento das inscrições relativas a eleitores que não tenham 
comparecido à revisão do eleitorado. Essa determinação é feita por meio de sentença. 
91. A sentença de cancelamento deverá ser específica para cada município abrangido pela revisão 
(caso a revisão tenha sido realizada em mais de um município pertencente à mesma zona eleitoral) 
e prolatada no prazo máximo de dez dias contados da data do retorno dos autos do Ministério 
Público, podendo o Tribunal Regional Eleitoral fixar prazo inferior. 
92. O edital será publicado nos sítios dos tribunais regionais da internet ou em sistema específico, 
com prazo mínimo de 15 dias, dele devendo constar que os eleitores e as eleitoras cuja inscrição 
tenha sido cancelada ou cuja transferência tenha sido revertida poderão recorrer da decisão, 
apresentando provas que justifiquem sua reforma, no prazo de 3 dias a contar da data final do 
edital. 
93. Transcorrido o prazo recursal de três dias, o juiz eleitoral fará minucioso relatório dos trabalhos 
desenvolvidos, que encaminhará, com os autos do processo de revisão, à Corregedoria Regional 
Eleitoral. 
94. Apreciado o relatório e ouvido o Ministério Público, o corregedor ou a corregedora regional 
eleitoral: 
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I – indicará providências a serem tomadas, se verificar a ocorrência de vícios 
comprometedores à validade ou à eficácia dos trabalhos – nesse caso, os autos serão 
devolvidos para o juiz eleitoral a fim de que execute as providências determinadas e, após 
concluídas, faça uma nova remessa dos autos para análise. 
II – submetê-lo-á ao Tribunal Regional, propondo: 
a) a homologação da revisão, se entender pela regularidade dos trabalhos revisionais; 
ou 
b) a não homologação da revisão, se verificar o não comparecimento de quantitativo 
que ultrapasse 20% do total de convocados para o procedimento ou a existência de 
circunstânciaspeculiares que impeçam o adequado atendimento das demandas de 
regularização das inscrições que vierem a ser canceladas. 
95. O eleitor que deixar de votar e não se justificar perante o juiz eleitoral até 60 dias após a 
realização da eleição incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral e cobrada na forma prevista nos 
arts. 7º e 367 do Código Eleitoral, no que couber, e 127 da Resolução 23.659/2021. Para o eleitor 
que se encontrar no exterior na data do pleito, será de 30 dias, contados do seu retorno ao país, o 
prazo para apresentar a sua justificativa. 
96. As pessoas convocadas para os trabalhos eleitorais (mesários) que não comparecerem e não se 
justificarem perante o juízo eleitoral no prazo de 30 dias seguintes às eleições incorrerão em multa. 
A fixação da multa observará a variação entre o mínimo de 10% e o máximo de 50% do valor 
utilizado como base de cálculo (R$ 35,13), podendo ser decuplicada em razão da situação 
econômica do eleitor ou eleitora, ficando o valor final sujeito a duplicação em caso de: 
a) a mesa receptora deixar de funcionar por sua culpa; ou 
b) a pessoa abandonar os trabalhos no decurso da votação sem justa causa, hipótese na qual o 
prazo aplicável para a apresentação de justificativa será de 3 dias após a ocorrência. 
97. Seja para a hipótese de ausência às urnas, seja para a de desatendimento de convocação para 
os trabalhos eleitorais: antes de arbitrada a multa pelo juízo competente, o eleitor ou a eleitora 
que pretender obter certidão de quitação ou requerer operação por meio do serviço disponibilizado 
no sítio do Tribunal Superior Eleitoral poderá quitá-la pelo pagamento do valor máximo, 
correspondente a 10% do valor utilizado como base de cálculo. 
98. Por outro lado, a pessoa que declarar, sob as penas da lei, perante qualquer juízo eleitoral, seu 
estado de pobreza ficará isento do pagamento da multa. 
99. Será cancelada a inscrição do eleitor que se abstiver de votar em três eleições consecutivas, 
salvo se houver apresentado justificativa para a falta ou efetuado o pagamento de multa, ficando 
excluídos do cancelamento os eleitores que, por prerrogativa constitucional, não estejam obrigados 
ao exercício do voto (analfabetos, por exemplo) ou em razão e deficiência que torne impossível ou 
demasiadamente oneroso o exercício do voto (desde que com o código ASE respectivo anotado no 
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cadastro), bem assim em razão de da suspensão de direitos políticos, o exercício do voto esteja 
impedido. 
100. Decorridos 60 dias da data do batimento que identificar as inscrições sujeitas a cancelamento 
por não comparecimento, inexistindo comando de códigos ASE relativos à justificativa da ausência 
às urnas, ao pagamento da multa respectiva ou isenção desta, à isenção de sanções a pessoas com 
deficiência que torne impossível ou demasiadamente oneroso o cumprimento das obrigações 
eleitorais relativas ao alistamento e ao exercício de voto ou, ainda, não for efetivado processamento 
da operação de transferência, será automaticamente cancelada a inscrição pelo sistema. 
 
 
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https://www.instagram.com/fabianopereiraprof/para fins de batimento (cruzamento de dados) poderá ser feita mesmo após o prazo 
final (151 dias antes das eleições). Nesse caso será comandado o código (ASE) respectivo: 
a) de ofício, à vista de documento comprobatório; 
b) por compartilhamento de dados, autorizado pela Presidência do Tribunal 
Superior Eleitoral; 
c) a pedido do eleitor ou da eleitora. 
 
 
Na revisão e na segunda via, a data de fixação do domicílio 
eleitoral não será alterada. 
Assim como a transferência, é admitida a revisão com 
reutilização do número de inscrição cancelada por motivo de 
falecimento, duplicidade ou pluralidade, não exercício do voto 
em três eleições consecutivas e revisão de eleitorado, desde que 
comprovada a inexistência de outra inscrição liberada, não 
liberada, regular ou suspensa, em nome da pessoa. 
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 4.1.4 Segunda via 
Ocorre quando o eleitor procura a zona eleitoral em que já se encontra inscrito com 
situação regular ou suspensa, apenas para solicitar a segunda via do seu título eleitoral, sem 
nenhuma alteração. Assim como na revisão, o título eleitoral será expedido automaticamente e 
a data de domicílio do eleitor não será alterada. 
Pode o eleitor optar pela emissão da via digital do Título de Eleitor por meio do aplicativo 
“e-título” da Justiça Eleitoral ou pela impressão do documento por meio do site do Tribunal (TRE 
ou TSE). 
O Código Eleitoral brasileiro, entre os artigos 52 e 54, estabelece algumas regras sobre a 
expedição da segunda via de título de eleitor: 
Art. 52. No caso de perda ou extravio de seu título, requererá o eleitor ao juiz do seu domicílio 
eleitoral, até 10 (dez) dias antes da eleição, que lhe expeça segunda via. 
§ 1º O pedido de segunda via será apresentado em cartório, pessoalmente, pelo eleitor, 
instruído o requerimento, no caso de inutilização ou dilaceração, com a primeira via do título. 
§ 2º No caso de perda ou extravio do título, o juiz, após receber o requerimento de segunda via, 
fará publicar, pelo prazo de 5 (cinco) dias, pela imprensa, onde houver, ou por editais, a notícia 
do extravio ou perda e do requerimento de segunda via, deferindo o pedido, findo este prazo, 
se não houver impugnação. 
Art. 53. Se o eleitor estiver fora do seu domicílio eleitoral poderá requerer a segunda via ao 
juiz da zona em que se encontrar, esclarecendo se vai recebê-la na sua zona ou na em que 
requereu. 
§ 1º O requerimento, acompanhado de um novo título assinado pelo eleitor na presença do 
escrivão ou de funcionário designado e de uma fotografia, será encaminhado ao juiz da zona do 
eleitor. 
§ 2º Antes de processar o pedido, na forma prevista no artigo anterior, o juiz determinará que 
se confira a assinatura constante do novo título com a da folha individual de votação ou do 
requerimento de inscrição. 
§ 3º Deferido o pedido, o título será enviado ao juiz da zona que remeteu o requerimento, caso 
o eleitor haja solicitado essa providência, ou ficará em cartório aguardando que o interessado o 
procure. 
§ 4º O pedido de segunda via formulado nos termos deste artigo só poderá ser recebido até 60 
(sessenta) dias antes do pleito. 
Os prazos para requerimento de segunda via de título de eleitor são muito cobrados em 
concursos públicos que abordam a disciplina de Direito Eleitoral, a exemplo do que ocorreu no 
concurso para o cargo de Técnico Judiciário do TRE/PI, organizado pelo CESPE: 
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(CESPE – Técnico Judiciário – TRE PI) Com relação ao 
alistamento eleitoral, julgue o item seguinte: 
O eleitor que, por qualquer motivo, extraviar a via do seu título 
eleitoral poderá requerer às juntas eleitorais a expedição de 
novo documento, desde que o faça até quarenta e oito horas 
antes do pleito. 
COMENTÁRIOS: Primeiramente, destaca-se que a expedição de 
segunda via de título de eleitor deve ser requerida perante o Juiz 
Eleitoral e não perante à Junta Eleitoral. Em segundo lugar, o 
prazo não é de quarenta e oito horas antes do pleito, mas sim de 
10 (dez) dias, perante o Juiz Eleitoral do domicílio onde está 
inscrito, e 60 (sessenta) dias, perante Juiz Eleitoral de zona 
diversa da que está inscrito. 
Gabarito: “Errado” 
 
 ATENÇÃO! A Resolução TSE nº 23.659/2021 traz algumas disposições sobre a segunda via 
que torna ainda mais obsoleto o regramento constante do Código Eleitoral, embora vigente. Para 
a prova do CESPE, é preciso ter muita atenção com o que é pedido no comando da questão. Em 
regra, a banca se baseia na resolução TSE nº 23659/21. 
 É o caso do art. 40, §3º, segundo o qual a emissão da segunda via se dará a qualquer tempo 
e poderá ser efetivada mesmo se existir pendências (multas por ausência às urnas ou aos 
trabalhos eleitorais quando houver convocação), permanecendo a respectiva anotação de débito 
nos assentamentos do eleitor. 
 Como se tornou possível emitir o título pela via digital ou mesmo impresso pelo site, na 
prática, ficam inócuas as disposições do Código Eleitoral. Todavia, para fins de prova, é preciso 
conhecê-las. 
 
 
 4.2 Do Requerimento de Alistamento Eleitoral - RAE 
O Requerimento de Alistamento Eleitoral (RAE) nada mais é do que o instrumento pelo 
qual as informações do eleitor são inseridas no cadastro eleitoral administrado pelo Tribunal 
Superior Eleitoral (denominado “Sistema ELO”). No passado, durante o atendimento ao eleitor, o 
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servidor preenchia manualmente esse requerimento e o mantinha em arquivo próprio. 
Atualmente, as informações são inseridas diretamente no Sistema ELO e processadas 
eletronicamente. 
 
O Sistema ELO, atualmente administrado pelo Tribunal Superior 
Eleitoral, é utilizado por todos os Tribunais Regionais Eleitorais. 
Os dados biográficos e biométricos dos eleitores que compõem o cadastro eleitoral 
poderão ser atualizados, mediante inclusão ou alteração, com informações oriundas de bancos 
de dados geridos por órgãos públicos, inclusive da Identificação Civil Nacional. 
Para preenchimento do RAE, devem ser observados os procedimentos especificados na 
Resolução TSE 23.659/2021 e nas orientações pertinentes. Entretanto, as regras de atualização 
dos dados deverão ser aprovadas pela Presidência do TSE. 
Os pedidos de alistamento, revisão, transferência e segunda via, inclusive no caso de 
pessoa residente no exterior, serão formalizados perante a Justiça Eleitoral por meio do 
Requerimento de Alistamento Eleitoral (RAE), disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 
modelo a ser preenchido e processado eletronicamente. 
A Resolução TSE nº 23.659/2021, em seu art. 24, dispõe que a situação da inscrição 
eleitoral define sua disponibilidade para o exercício do voto e para a realização das operações do 
Cadastro Eleitoral, e será uma das seguintes: 
I - regular, quando a inscrição não estiver envolvida em duplicidade ou pluralidade e estiver 
disponível para o exercício do voto e habilitada para a transferência, a revisão e a segunda via; 
II - suspensa, quando, em razão de conscrição ou de suspensão de direitos políticos, a inscrição 
estiver temporariamente indisponível para o exercício do voto, mas habilitada para a 
transferência, a revisão ea segunda via; 
III - cancelada, quando a pessoa houver incorrido em uma das causas de cancelamento 
previstas na legislação eleitoral, ficando a inscrição indisponível para o exercício do voto e 
somente habilitada para a transferência ou a revisão nos casos previstos nesta Resolução; 
IV - coincidente, quando estiver agrupada em decorrência de semelhança de dados biométricos 
ou biográficos identificada em batimento, e até a decisão da autoridade judiciária, não puder ser 
objeto de transferência e revisão, figurando como: 
a) não liberada, se a inscrição coincidente não estiver disponível para o exercício do voto; e 
b) liberada, se a inscrição coincidente estiver disponível para o exercício do voto; 
V - incoincidente, quando estiver agrupada em decorrência de batimento, em razão de 
dados biométricos coletados na operação não coincidirem com os já existentes no cadastro e, 
até decisão da autoridade judiciária, não puder ser objeto de transferência e revisão e figurar, 
necessariamente, como não liberada; e 
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VI - inexistente, quando a inserção da inscrição no Cadastro Eleitoral for inviabilizada em 
decorrência de decisão de autoridade judiciária ou de atualização automática pelo sistema após 
o batimento, ficando indisponível para todos os fins. 
 
 
É vedada a transferência e a revisão de inscrição envolvida em 
coincidência ou cancelada em decorrência de perda de direitos 
políticos ou por decisão de autoridade judiciária. 
 
 
 4.2.1 Campos do RAE 
Nos termos do art. 42 da Resolução nº 23.659/2021, os campos do formulário RAE serão 
detalhados em ato da Corregedoria-Geral Eleitoral e serão orientados à concretização do 
princípio da dignidade da pessoa humana, do direito à autodeclaração e das finalidades de 
adequada identificação da pessoa eleitora e de coleta de informações necessárias para o 
aperfeiçoamento e a especialização dos serviços eleitorais, devendo ser previstos, 
necessariamente: 
I - nome civil; 
II - nome social, para uso exclusivo por pessoa transgênera que não fez retificação do registro 
civil; 
III - gênero, com as opções "masculino" e "feminino"; 
IV - identidade de gênero, com as opções mínimas "cisgênero", "transgênero" e "prefere não 
informar"; 
V - raça, em correspondência ao quesito cor ou raça utilizado pelo Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística (IBGE); 
VI - possibilidade de identificação da pessoa como "indígena" e "quilombola ou integrante de 
comunidade remanescente", bem como de indicação da etnia ou comunidade quilombola a que 
pertence e, ainda, a língua que pratica, de forma exclusiva ou concomitante com o português; 
VII - filiação, contendo quatro campos para identificação de genitores, sendo dois 
identificados como "mãe" e dois como "pai", de modo a que possam ser incluídas pessoas do 
mesmo gênero e acolhida a realidade das famílias mono ou pluriparentais; 
VIII - data de nascimento, com possibilidade de indicação, pela pessoa requerente, de que possui 
ou não irmã gêmea ou irmão gêmeo; 
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IX - possibilidade de identificar, com o detalhamento adequado, tratar-se de pessoa com 
deficiência ou outra condição que, por dificultar ou impedir o exercício do voto, deva ser 
considerada nas políticas de governança eleitoral para promover a ampliação do exercício da 
cidadania; 
X - domicílio eleitoral, para identificação de município ou do Distrito Federal como localidade 
onde a pessoa, comprovado um dos vínculos a que se refere o art. 23 desta Resolução, 
exercerá o direito ao voto; 
XI - endereço de residência ou de contato, que não necessariamente corresponderá ao do 
domicílio eleitoral, podendo o preenchimento do campo ser dispensado em caso de informação 
de tratar-se de pessoa em situação de rua ou sem moradia fixa; 
XII - Grau de instrução, que deve permitir identificar pessoa analfabeta, para a qual são 
facultativos o alistamento eleitoral e o voto; 
XIII - Documento de identificação e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF); 
XIV - Nacionalidade; 
XV - Naturalidade; 
XVI - Estado Civil; 
XVII - Ocupação; 
XVIII - Telefone; 
XIX - E-mail; e 
XX - Zona Eleitoral, local de votação e seção eleitoral. 
Grave bem os campos de preenchimento no RAE, pois uma eventual questão do CESPE 
pode exigir esse conhecimento. 
 
 
A pessoa indígena ficará dispensada da comprovação do 
domicílio eleitoral quando o atendimento prestado pela Justiça 
Eleitoral ocorrer dentro dos limites das terras em que habita ou 
quando for notória a vinculação de sua comunidade a esse 
território. 
 
 4.2.2 Preenchimento do RAE 
Com o advento da Resolução nº 23.659/2021, o RAE pode ser preenchido de duas formas: 
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I - diretamente por atendente da Justiça Eleitoral, no momento do atendimento à pessoa; ou 
II - em caráter prévio, pela própria pessoa, mediante utilização de serviço disponibilizado no 
sítio do Tribunal Superior Eleitoral na internet para essa finalidade ("Título Net" ou sistema que 
venha a substituí-lo). 
 Caso o não consiga efetivar o atendimento por meio do “Título Net”, devido a restrições 
cadastrais, o eleitor deve procurar uma unidade da Justiça Eleitoral para o atendimento 
presencial. É o caso, por exemplo, de um requerimento de um jovem que vai se registrar pela 
primeira vez (alistamento eleitoral). Nesse caso, ele deve ter atendimento presencial para coleta 
de dados biométricos (fotografia, digitais e assinatura). 
 É preciso muita atenção por parte do eleitor ao preencher os dados do RAE no “Título 
Net”, pois os dados informados farão parte do requerimento e possibilitarão a pesquisa da 
inscrição eleitoral nos casos em que o requerente já é eleitor e seu interesse é por uma revisão 
ou transferência, por exemplo. 
Nos termos do art. 45, §2º, tratando-se de pessoa cujos dados biométricos já constem do 
banco de dados da Justiça Eleitoral, e estando disponível funcionalidade que permita a inequívoca 
identificação da pessoa requerente, a operação poderá ser concluída remotamente, por 
intermédio de aplicativo desenvolvido pela Justiça Eleitoral ou pela utilização de serviço 
disponibilizado no sítio do Tribunal Superior Eleitoral. 
Os tribunais regionais eleitorais, observadas as particularidades locais, inclusive quanto à 
inviabilidade ou dificuldade de acesso a serviços digitais, deverão dispor sobre o atendimento 
presencial em: 
I - comunidades isoladas; 
II - localidades que, por suas características, dificultem ou onerem demasiadamente o 
comparecimento da pessoa à unidade de atendimento da Justiça Eleitoral; e 
III - locais onde se encontrem pessoas eleitoras justificadamente impedidas de comparecerem 
ao cartório eleitoral. 
O atendimento ocorrendo na forma presencial enseja a impressão (ou gravação em meio 
digital) obrigatória do RAE: 
a) nas hipóteses de realização de diligência, de indeferimento da operação ou de interposição 
de recurso eleitoral, para instruir o procedimento respectivo; ou 
b) se não for utilizado o sistema biométrico para o atendimento, hipótese na qual a 
assinatura do requerimento ou a aposição da impressão digital do polegar será feitana presença 
da(o) atendente da Justiça Eleitoral, que deverá atestar, de imediato, a satisfação dessa 
exigência, ou o motivo de sua impossibilidade, em caso de pessoa que não possua os membros 
superiores. 
 
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 4.2.3 Apreciação do RAE 
Cabe ao juízo da zona eleitoral para o qual foi requerida as operações de alistamento, 
transferência, revisão ou segunda via apreciar o respectivo RAE. Cabe-lhe, ainda, na apreciação 
da prova do domicílio eleitoral, conferir primazia à escolha da pessoa eleitora, salvo se dos 
documentos apresentados não se puder concluir pela existência de vínculo com a localidade 
escolhida. 
Havendo dúvida quanto à identidade da pessoa, do vínculo invocado para a fixação do 
domicílio ou de outro requisito indispensável para o deferimento do pedido, o juízo poderá 
determinar a adoção de diligências ou notificar a pessoa requerente para que compareça ao 
cartório eleitoral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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No cartório eleitoral ou no posto de alistamento, o atendente da Justiça Eleitoral 
preencherá o RAE ou digitará as informações no sistema de acordo com os dados constantes do 
documento apresentado pelo eleitor, complementados com suas informações pessoais, de 
conformidade com as exigências do processamento de dados, das instruções prevista na 
Resolução 23.659/2021 e das orientações específicas. Da mesma forma, deve proceder o eleitor 
caso opte pelo atendimento via internet. 
Sendo o atendimento presencial, a pessoa que o estiver realizando formulará perguntas 
objetivas relacionadas aos campos do RAE e se disponibilizará a prestar esclarecimentos, 
utilizando-se de linguagem não discriminatória e que torne acessível à pessoa que está sendo 
atendida o significado e a finalidade das informações solicitadas. 
No momento da formalização do pedido, o requerente manifestará sua preferência sobre 
local de votação, entre os estabelecidos para a zona eleitoral, cuja relação deverá ser colocada à 
disposição, na internet, no cartório ou posto de alistamento, com os respectivos endereços. Na 
definição da seção eleitoral, será assegurada a acessibilidade a pessoas com deficiência. 
 
 
 
ATENÇÃO: lembre-se de que o eleitor não possui direito líquido 
e certo de escolher o local de votação, pois pode ocorrer de no 
local solicitado não existir mais vagas para novos eleitores. Nesse 
caso, o servidor da Justiça Eleitoral indicará locais que fiquem 
mais próximos daquele inicialmente mencionado pelo eleitor, a 
fim de facilitar o processo de votação no dia da eleição. 
 
 
 
A pessoa brasileira nata ou naturalizada, residente no exterior, 
que tenha requerido alistamento ou transferência para zona 
eleitoral do exterior até 150 dias antes do pleito, poderá votar 
nas eleições para presidente e vice-presidente da República. 
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 5.1 Do título de eleitor 
A atribuição do número de inscrição à pessoa alistanda será feita de forma automática pelo 
sistema. O número de inscrição será composto por até 12 algarismos, assim discriminados: 
a) os oito primeiros algarismos serão sequenciados, desprezando-se, na emissão, os 
zeros à esquerda; 
b) os dois algarismos seguintes serão representativos da unidade da Federação de origem 
da inscrição, conforme códigos constantes da seguinte tabela: 
Códigos atribuídos a cada Unidade da Federação 
(nono e décimo números do título eleitoral) 
01 - São Paulo 02 - Minas Gerais 
03 - Rio de 
Janeiro 
04 - Rio Grande 
do Sul 
05 - Bahia 
06 - Paraná 07 - Ceará 08 - Pernambuco 
09 - Santa 
Catarina 
10 - Goiás 
11 - Maranhão 12 - Paraíba 13 - Pará 
14 - Espírito 
Santo 
15 - Piauí 
16 - Rio Grande 
do Noite 
17 - Alagoas 18 - Mato Grosso 
19 - Mato Grosso 
do Sul 
20 - Distrito 
Federal 
21 - Sergipe 22 - Amazonas 23 - Rondônia 24 - Acre 25 - Amapá 
26 - Roraima 27 - Tocantins 28 - Exterior 
 
Não é comum o CESPE cobrar em provas questões sobre os códigos atribuídos a cada 
Estado brasileiro. De qualquer forma, para evitar surpresas, penso que é interessante 
você memorizar, pelo menos, os códigos dos cinco maiores colégios eleitorais do país 
e o código do Estado no qual você pretende prestar o concurso para a Justiça Eleitoral. 
 
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c) os dois últimos algarismos constituirão dígitos verificadores, determinados com base 
no módulo 111, sendo o primeiro calculado sobre o número sequencial e o último sobre 
o código da unidade da Federação seguido do primeiro dígito verificador. 
 
 
 2 
 
O título será emitido no momento do atendimento e entregue, no cartório ou no posto de 
alistamento, pessoalmente ao eleitor, vedada a interferência de pessoas estranhas à Justiça 
Eleitoral. Nem mesmo por procuração pública o título pode ser entregue a terceiros, pois se trata 
 
1 “Módulo 11” é uma meio de autenticação usado para aferir a validade e a autenticidade de um valor 
numérico, de modo a se evitarem fraudes ou erros de transmissão ou de digitação. 
2 Esse modelo de documento de Título de Eleitor entrou em desuso. Atualmente, a inscrição eleitoral pode ser impressa em 
papel comum ou disponibilizada por meio de aplicativo da Justiça Eleitoral. 
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de ato personalíssimo. O eleitor pode dispensar o recebimento do documento em papel, haja 
vista a existência da forma digital do Título de Eleitor. 
Nas hipóteses de alistamento, transferência, revisão e segunda via, a data da emissão do 
título será a do requerimento da última operação eleitoral efetivada. 
O título eleitoral impresso ou digital comprova o alistamento e a existência de inscrição 
regular ou suspensa na data de sua emissão, mas não faz prova da quitação eleitoral ou da 
regularidade de obrigações eleitorais específicas. 
No período de suspensão do alistamento, ou seja, dentro dos cento e cinquenta dias 
anteriores à data da eleição, não serão recebidos requerimentos de alistamento, transferência 
ou revisão. Esse período findará logo que estejam concluídos os trabalhos de apuração das 
eleições em âmbito nacional. Grave essa informação para a prova do CESPE. 
 
 5.2 Da documentação necessária 
Para o alistamento, a pessoa requerente apresentará um ou mais dos seguintes 
documentos de identificação: 
I - carteira de identidade ou carteira emitida pelos órgãos criados por lei federal, 
controladores do exercício profissional - caso o requerente não esteja de posse da carteira 
de identidade, pode apresentar a carteira emitida pela OAB, CREA, Conselho Federal de 
Medicina,entre outros. 
II - certidão de nascimento ou de casamento expedida no Brasil ou registrada em 
repartição diplomática brasileira e transladada para o registro civil, conforme a legislação 
própria - caso o requerente esteja de posse de algum documento oficial com foto, não será 
necessária a apresentação de certidão de casamento e/ou de nascimento. 
III - documento público do qual se infira ter a pessoa requerente a idade mínima de 15 
anos, e do qual constem os demais elementos necessários à sua qualificação - o 
requerente pode apresentar a escritura pública, emitida pelo Cartório de Registro de Notas, 
demonstrando a idade mínima de 15 anos, por exemplo. 
IV - documento congênere ao registro civil, expedido pela Fundação Nacional do Índio 
(FUNAI) – o requerente indígena pode apresentar esse documento. 
V - documento do qual se infira a nacionalidade brasileira, originária ou adquirida, da 
pessoa requerente. 
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VI - publicação oficial da Portaria do Ministro da Justiça e o documento de identidade de 
que tratam os arts. 22 do Decreto nº 3.927, de 2001, e 5º da Lei nº 7.116, de 1983, para 
as pessoas portuguesas que tenham obtido o gozo dos direitos políticos no Brasil. 
 
 
Na Carteira Nacional de Habilitação - CNH não consta a 
nacionalidade do portador, portanto, não pode ser utilizada 
para fins de alistamento eleitoral, apenas para transferência, 
revisões ou emissão de segunda via de título de eleitor. 
 
Sempre vamos repetir o alerta sobre a possibilidade de cobrança da literalidade de artigos 
do Código Eleitoral, ainda que revogados ou não recepcionados. Infelizmente! Para se safar 
disso, o jeito é ficar esperto(a) com o enunciado da questão quando vincular expressamente 
a conformidade com o Código Eleitoral. O CESPE, em suas questões, quase nunca cobrou 
uma questão com esses dispositivos, mas como seu foco é gabaritar a prova de eleitoral, 
vamos a esses dispositivos: 
Sobre a documentação necessária para se requerer o alistamento eleitoral, o Código Eleitoral 
dispõe: 
Art. 44. O requerimento, acompanhado de 3 (três) retratos, será instruído com um dos 
seguintes documentos, que não poderão ser supridos mediante justificação: 
I - carteira de identidade expedida pelo órgão competente do Distrito Federal ou dos 
Estados; 
II - certificado de quitação do serviço militar; 
III - certidão de idade extraída do Registro Civil; 
IV - instrumento público do qual se infirá, por direito ter o requerente idade superior a 
dezoito anos e do qual conste, também, os demais elementos necessários à sua 
qualificação; 
V - documento do qual se infira a nacionalidade brasileira, originária ou adquirida, do 
requerente. 
Não há mais, na prática cartorária, a necessidade de apresentação de três retratos pelo 
requerente. A própria Resolução nº 23.659/2021, assim como a anterior, não prevê isso. 
 
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 5.3 Do Nome Social 
Em respeito à diversidade e também à dignidade da pessoa humana, o TSE, em 2018, 
alterou a Resolução nº 21.538/2003 e passou a permitir a eleitores travestis ou transexuais a 
inclusão do nome social no título de eleitor e a alteração da identidade de gênero no Cadastro 
Eleitoral. Para isso, esses eleitores devem requerer a operação de alistamento, revisão ou 
transferência, conforme a necessidade. 
Em 2021, a Resolução nº 23.659/2021 reafirmou essa linha defesa da dignidade da pessoa 
humana. 
O nome social se refere à a designação pela qual a pessoa transgênero se identifica e é 
socialmente reconhecida. A identidade de gênero se refere à atitude individual que diz respeito 
à forma como cada pessoa se percebe e se relaciona com as representações sociais de 
masculinidade e feminilidade e como isso se traduz em sua prática social, sem guardar necessária 
relação com o sexo biológico atribuído no nascimento. 
O nome social é incluído no título de eleitor, nas versões impressa ou digital, desde que 
registrado no Cadastro Eleitoral, mantidos os dados do registro civil. 
Atenção! Não se trata de apelido! Aliás, é vedada inclusão de alcunhas ou apelidos no 
campo do RAE relativo ao nome social. 
Basta a manifestação do eleitor interessado no sentido de inclusão do nome social em seus 
assentamentos, sendo dispensado o registro prévio em outros órgãos. 
A Justiça Eleitoral ainda tem o cuidado de restringir a divulgação do nome civil da pessoa 
que altera sua identidade de gênero, notadamente dissonante. Exemplo: João da Silva, 
transexual, incluiu seu nome social “Maria da Silva” e escolheu a identidade de gênero como 
“feminina”. A Justiça eleitoral, quando necessário, divulgará sempre o nome “Maria da Silva”, e 
não “João da Silva”, que ficará apenas nos registros internos e com divulgação restrita. 
Conforme art. 16, §4º, a Justiça Eleitoral não divulgará o nome civil da pessoa quando for 
ela identificada por nome social constante do Cadastro Eleitoral, salvo: 
I - as hipóteses em que for legalmente exigido o compartilhamento do dado; ou 
II - para atendimento de solicitação formulada pelo(a) titular dos dados. 
 
 
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É direito fundamental da pessoa transgênero, preservados os 
dados do registro civil, fazer constar do Cadastro Eleitoral seu 
nome social e sua identidade de gênero. 
 
 
 
 5.4 Indígenas e pessoas com deficiência 
Também nessa linha de respeito à diversidade e à dignidade da pessoa humana, a 
Resolução TSE nº 23.659/21, nos artigos 13, 14 e 15, estabeleceu uma série de medidas voltadas 
especialmente para a pessoas indígenas e para a pessoas com deficiência. 
Assim, ficou consignado que a Justiça Eleitoral empreenderá meios destinados a assegurar 
o alistamento e o exercício dos direitos políticos por pessoas com deficiência. A norma inclui 
ainda como alvo desses meios as pessoas que se encontram em prisão provisória e os 
adolescentes sob custódia em unidade de internação. 
Nos termos da Resolução, é direito fundamental da pessoa indígena ter considerados, na 
prestação de serviços eleitorais, sua organização social, seus costumes e suas línguas, crenças e 
tradições, sem prejuízo de aplicação das normas constitucionais, legais e regulamentares que 
impõem obrigações eleitorais e delimitam o exercício dos direitos políticos. 
As disposições da Resolução relativas a pessoas indígenas são aplicáveis, no que for 
compatível, a quilombolas e integrantes de comunidades remanescentes. Informação relevante 
para a prova do CESPE. 
No tratamento de dados das pessoas indígenas, não serão feitas distinções entre 
"integradas" e "não integradas", "aldeadas" e "não aldeadas", ou qualquer outra que não seja 
autoatribuída pelos próprios grupos étnico-raciais. Ademais, não se exigirá a fluência na língua 
portuguesa para fins de alistamento, assegurando-se a cidadãos e cidadãs indígenas, o uso de 
suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. 
 
Fagner Cardoso dos Santos
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A pessoa indígena ficará dispensada da comprovação do 
domicílio eleitoral quando o atendimento prestado pela Justiça 
Eleitoral ocorrer dentro dos limites das terras em que habita ou 
quando for notória a vinculação de sua comunidade a esse 
território. 
 
É direito fundamental da pessoa com deficiência, inclusive a que for declarada 
relativamente incapaz para a prática de atos da vida civil, estiver excepcionalmente sob curatela 
ou tiver optado pela tomada de decisão apoiada, a implementação de medidas destinadas a 
promover seu alistamento e o exercício de seus direitos políticos em igualdade de condições com 
as demais pessoas. 
Essa implementação de medidas realizada de forma gradativa, a partir de estudos e 
projetos conduzidos pela Justiça Eleitoral, que poderão decorrer de convênios com entidades 
especializadas ou outras formas de colaboração da sociedade civil. 
Lembre-se de que não existe mais no ordenamento jurídico pátrio o instituto da 
incapacidade civil absoluta. 
À pessoa com deficiência é assegurado: 
I - escolher, no ato de alistamento, transferência ou revisão, local de votação que permita 
sua vinculação a seção eleitoral com acessibilidade, dentro da zona eleitoral; 
II - indicar, no prazo estipulado pela Justiça Eleitoral para cada pleito, local de votação, 
diverso daquele em que está sua seção de origem, no qual prefere exercer o voto, desde que 
dentro dos limites da circunscrição do pleito; e 
III - ser auxiliada, no ato de votar, por pessoa de sua escolha, ainda que não o tenha requerido 
antecipadamente ao juízo eleitoral. 
 
A Justiça Eleitoral empreenderá esforços para garantir a acessibilidade nos cartórios 
eleitorais e postos de atendimento, ainda que por meio de acordo ou convênio com o Município 
ou Estado. 
Não estará sujeita às sanções legais decorrentes da ausência de alistamento e do não 
exercício do voto a pessoa com deficiência para quem seja impossível ou demasiadamente 
oneroso o cumprimento daquelas obrigações eleitorais. Informação relevante para a prova do 
CESPE. 
 
 
Fagner Cardoso dos Santos
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É vedada a criação de seções eleitorais exclusivas para pessoas 
com deficiência. 
Uma seção classificada como especial (acessibilidade), por 
exemplo, deve possuir eleitores sem quaisquer distinções. 
 
 
 
 
 5.5 Multa pelo alistamento tardio 
A Resolução TSE nº 23.659/21, em seu art. 33, dispõe que o incorrerá em multa a ser 
imposta pelo juízo eleitoral e cobrada no ato do alistamento a pessoa brasileira: 
I - nata, nascida em território nacional, que não se alistar até os 19 anos; 
Atenção! não se aplicará a pena ao não alistado que requerer sua inscrição eleitoral até o 
centésimo quinquagésimo primeiro dia anterior à eleição subsequente à data em que 
completar 19 anos. 
II - nata, nascida em território nacional ou nascida no exterior, filha de brasileiro ou brasileira 
registrada em repartição diplomática brasileira, que não se alistar até os 19 anos; e 
Atenção! não se aplicará a pena ao não alistado que requerer sua inscrição eleitoral até o 
centésimo quinquagésimo primeiro dia anterior à eleição subsequente à data em que 
completar 19 anos ou à data em que se completar um ano de sua opção pela 
nacionalidade brasileira. 
III - naturalizada, maior de 18 anos, que não se alistar até um ano depois de adquirida a 
nacionalidade brasileira. 
Não se aplicará a pena à pessoa que se alfabetizar após a idade de 18 anos e nem à pessoa 
que declarar, sob as penas da lei, seu estado de pobreza perante qualquer juízo eleitoral. As 
informações apresentadas aqui no item 5.5 devem ser memorizadas para fins de prova do CESPE. 
 
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1º - Suponhamos que Doquinha complete 18 anos no dia 
04/03/2022 (ano da eleição). Nesse caso, se comparecer ao 
Cartório Eleitoral para realizar o seu alistamento, no período que 
o cadastro eleitoral ainda estiver aberto, não pagará multa pelo 
alistamento tardio, pois possui 18 anos de idade. 
2º - Por sua vez, imaginemos que Coxinha tenha 
completado 19 anos no dia 07/04/2022. Caso compareça ao 
Cartório Eleitoral até o dia 04/05/2022 (151º dia antes da 
eleição) para se inscrever como eleitor, também não pagará 
multa pelo alistamento tardio. É que o eleitor estará amparado 
pela exceção prevista no art. 33, §1º, “a”, da Resolução TSE nº 
23.659/21, pois requereu a inscrição eleitoral até o 151º dia 
anterior à eleição subsequente à data que completou 19 anos. 
Esse tema é frequentemente cobrado em provas de concursos públicos, portanto, além de 
memorizar o conteúdo da legislação, torna-se imprescindível saber interpretar bem o conteúdo 
do dispositivo, para aumentar suas chances de gabaritar a prova do CESPE. 
 
(Técnico Judiciário – TSE – Adaptada - 2021) Com base na 
Resolução TSE 23.659, analise as afirmativas a seguir: 
I. É facultado o alistamento, no ano em que se realizarem 
eleições, do menor que completar 16 anos até a data do pleito, 
inclusive. 
II. O brasileiro nato que não se alistar até os 19 anos ou o 
naturalizado que não se alistar até um ano depois de adquirida a 
nacionalidade brasileira incorrerá em multa imposta pelo juiz 
eleitoral e cobrada no ato da inscrição. 
III. Não se aplicará a pena ao não alistado que requerer sua 
inscrição eleitoral até o quinquagésimo dia anterior à eleição 
subsequente à data em que completar 19 anos. 
Assinale 
A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. 
B) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
C) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. 
D) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. 
Gabarito: “A” 
 
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A respeito da transferência, cabe ressaltar que, nos termos do art. 91, caput, da Lei nº 
9.504/1997, “nenhum requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência será recebido 
dentro dos cento e cinquenta dias anteriores à data da eleição". 
Essa limitação legal deve-se ao fato de que nos cento e cinquenta dias que antecedem a 
eleição o cadastro eleitoral fica fechado, insuscetível de processamento de operações de 
alistamento, transferência e revisão. Isso acontece para evitar que, após a impressão dos 
cadernos de votação pelos Tribunais Regionais Eleitorais (com os nomes dos respectivos eleitores 
de cada seção eleitoral), ocorra alguma alteração no cadastro eleitoral que possa ensejar 
divergência de dados. 
 6.1 Requisitos para transferência 
Primeiramente, deve ficar claro que, para que ocorra a transferência, faz-se necessária a 
mudança de domicílio eleitoral para outra cidade. Se o eleitor deseja mudar apenas o local de 
votação dentro de uma mesma cidade, não será utilizada a transferência, mas sim a revisão. 
Nos termos do art. 38 da Resolução TSE nº 23.659/21, a transferência do eleitor só será 
admitida se satisfeitas as seguintes exigências: 
I – apresentação do requerimento perante a unidade de atendimento da Justiça 
Eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela legislação vigente– é sabido que 
nos 150 dias anteriores às eleições o cadastro eleitoral permanece fechado para a realização 
de operações de transferência, revisões e alistamento.

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