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IE/UFRJ Teoria Macroeconômica II Professora: Maria Isabel Busato Email: mari.busato@ie.ufrj.br Monitor: Eudes Barros Email: eudessbarros@gmail.com 2ª/4ª - 14:50/16:30 Questão 1 - Com respeito às teorias das flutuações econômicas, avalie as proposições e justifique as afirmativas falsas: (0) De acordo com a teoria dos ciclos reais, flutuações no produto são devidas a choques de produtividade ou na política fiscal. (1) A década de 90 nos Estados Unidos foi um dos períodos mais longos de baixo desemprego e baixa inflação. A teoria dos ciclos reais explica tal fenômeno pela elevação dos gastos públicos. (2) Choques negativos de produtividade diminuem o produto e os preços, enquanto choques positivos aumentam o produto e os preços. (3) De acordo com a teoria dos ciclos reais, a política fiscal e a política monetária crível influenciam apenas os preços, não o produto. (4) De acordo com os novos-Keynesianos, devido à rigidez de preços e salários, a política fiscal e a política monetária crível afetam o produto e o emprego. Questão 2- Indique se as seguintes afirmativas, relativas à Teoria dos Ciclos Reais e aos Modelos Novos Keynesianos, são verdadeiras (V) ou falsas (F) e justifique as falsas: (0) Nos Modelos Novos Keynesianos, a moeda é neutra e endogenamente determinada. (1) Uma das características da Teoria dos Ciclos Reais é a rigidez dos preços. (2) Segundo a Teoria dos Ciclos Reais, a deterioração da tecnologia disponível é uma das explicações para a ocorrência de períodos de queda no emprego agregado. (3) Segundo os Novos Keynesianos, quanto mais frequentes forem os reajustes de preços e salários diante de choques de demanda, mais vertical será a Curva de Phillips. (4) A existência de custos de menu faz com que os salários nominais, mas não os preços, sejam rígidos. (5) A análise novo-Keynesiana atribui as flutuações do produto às imperfeições de mercado e ao lento ajuste de preços e salários. Questão 3 - Avalie as seguintes afirmativas e justifique as falsas: (1) Em um ambiente de elevada rigidez nominal de preços e salários, é recomendada uma política de desinflação gradual e anunciada com antecedência. (2) Na Teoria dos Ciclos Econômicos Reais, as variações no produto são explicadas segundo os choques de demanda, por conta do passeio aleatório do PIB. (3) Nos Modelos Novos Keynesianos, a existência da rigidez de preços se deve ao fato de que as firmas enfrentam concorrência perfeita e, portanto, não podem ajustar seu preço de forma individual. (4) A rigidez de preços é uma característica fundamental nos Modelos de Ciclos Econômicos Reais. Questão 4 - Avalie como verdadeiras ou falsas as assertivas abaixo, justificando as falsas: (0) A rigidez dos contratos abordada pelos Novos Keynesianos diz respeito à fixação dos salários em termos reais, dificultando assim a incorporação de novas expectativas de inflação anunciadas pela autoridade monetária em uma política de desinflação. (1) A chamada taxa natural de desemprego – proposta por Friedman no âmbito do modelo monetarista da escola de Chicago – se assemelha à taxa de desemprego que não acelera a inflação (NAIRU, sigla em língua inglesa), usada pelos Novos-Keynesianos. (2) Os choques monetários no modelo de Ciclos Econômicos Reais são relevantes para explicar os ciclos econômicos, diferentemente do que acontece nos modelos Novos- Keynesianos. (3) Sobre processos de desinflação, os modelos Novos-Keynesianos rejeitam a teoria das expectativas racionais, argumentando que não é possível realizar uma política de desinflação sem elevar o desemprego. (4) No modelo Novo Clássico, a política monetária antecipada é neutra tanto no curto quanto no longo prazo, em linha com a chamada proposição da ineficácia da política monetária. Neste caso, apenas a política monetária surpresa, isto é, que surpreende os agentes, tem efeitos reais no curto prazo. Questão 5 – Compare o papel da política monetária nas escolas de Ciclos Reais de Negócios, Novos-Keynesianos e Novo Consenso. Questão 6 – Explique o motivo da métrica dívida/PIB ser questionada como um bom indicador para avaliar a solvência de uma economia.