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Pesquisa e Tecnologia
Rafaela Cordeiro Gama
Neste e-book você conhecerá o histórico da pesquisa até o 
surgimento da internet e como ela influenciou e revolucionou o fazer 
científico. Além disso, conhecerá sites e ferramentas necessárias 
para realização de uma pesquisa na internet com qualidade e refletirá 
sobre a importância da ética na pesquisa científica.
2
Subtópicos
Pesquisa antes da Internet: breve histórico � 3
Considerações finais ���������������������������������������������������������������������12
Pesquisa utilizando Internet ���������������������������13
Considerações finais ���������������������������������������������������������������������19
Pesquisa e recursos tecnológicos �����������������20
Considerações finais ���������������������������������������������������������������������26
Ética na Pesquisa ����������������������������������������������27
Considerações finais ���������������������������������������������������������������������33
Referências Bibliográficas & Consultadas ��34
3
Pesquisa antes da 
Internet: breve histórico
A ciência historicamente avança por meio do acúmulo 
de conhecimento construído pelo ser humano ao longo 
da história da humanidade� Esse acúmulo depende do 
registro e da divulgação científica, para que no movimen-
to de questionamento e reconstrução se dê o processo 
de avanço do conhecimento (DEMO, 2011).
Esse processo de avanço do conhecimento científico 
teve um grande salto de complexidade quando se de-
senvolveu a escrita, tecnologia importantíssima para 
facilitar esse registro e divulgação das pesquisas cien-
tíficas. Mas isso não quer dizer que antes da invenção 
da escrita não exista a produção de conhecimento�
Sabemos que o conhecimento também pode ser compar-
tilhado por meio da oralidade, como os povos originários 
e também na Grécia antiga, por exemplo. A oralidade 
foi – e ainda é – de grande importância na construção 
do conhecimento e no processo de acúmulo dele� Ape-
sar disso, esse processo passou por uma progressão 
com o surgimento de diferentes tecnologias, como a 
imprensa e a internet�
Você imagina como era realizar uma pesquisa antes da 
internet? Por exemplo, antes da existência do Google? 
Hoje conseguimos realizar uma pequena pesquisa em 
segundos, desde que tenhamos acesso a um aparelho 
4
com conexão à internet. Essa também é uma questão 
específica, pois esbarramos na discussão sobre a de-
sigualdade social e o seu desdobramento no acesso à 
informação�
Entretanto, voltemos alguns milhares de anos para co-
nhecermos um pequeno histórico de como as questões 
de comunicação e de compartilhamento de informações 
foram se modificando na história da humanidade.
Mattar (2017) nos apresenta uma divisão da história 
da humanidade em relação à questão da comunicação 
e da transmissão de informações em quatro períodos 
importantes, em que aconteceu um salto de desenvolvi-
mento humano: a sociedade oral, a sociedade escrita, a 
sociedade da imprensa e a sociedade eletrônica� Dentro 
de cada uma dessas divisões podemos perceber o de-
senvolvimento de diversos tipos de tecnologia e como 
elas influenciaram o desenvolvimento da ciência.
Muitos povos construíram o seu conhecimento sobre 
o mundo a partir do compartilhamento de informações 
e conhecimentos na tradição da oralidade (MATTAR, 
2017). O conhecimento era passado dos adultos aos 
mais novos, num processo educativo rico e importante 
para formação das crianças. A sabedoria existente, por 
exemplo, do uso de plantas e ervas para cura medicinal 
vinha de um processo de observação por largos períodos 
de tempo e eram transmitidos com a intencionalidade 
de preservação desse conhecimento�
5
Entretanto, como Mattar (2017) nos chama atenção, 
a transmissão de conhecimento a partir da oralidade 
dependia da presença dos interlocutores no espaço-
-tempo. Hoje isso se transformou, haja vista que com 
o desenvolvimento tecnológico e a possibilidade de 
gravar áudios de diferentes maneiras, podemos ouvir, 
por exemplo, um podcast sobre a temática pesquisada 
e utilizar essas informações na produção de uma pes-
quisa. Isso foi reconhecido pela própria comunidade 
científica quando apresenta a possibilidade de refe-
renciar uma produção oral gravada, estabelecendo a 
autoria do conteúdo�
Entretanto, enquanto não existia a possibilidade de gra-
vações de falas e de armazenamento de conteúdo para 
fácil acesso, como na Internet, a tradição oral dependia 
do espaço-tempo em que acontecia o compartilhamento 
de conteúdo�
Com o desenvolvimento da escrita, primeiro com a 
utilização de desenhos para representação do que era 
observado no cotidiano e depois com o desenvolvimento 
de pictogramas, existiu um salto de desenvolvimento 
na transmissão de conhecimento e de possibilidades 
de comunicação entre os seres humanos�
6
FIQUE ATENTO
Pictogramas são grafemas de escrita não fonéticas que bus-
cam, por meio da repetição, comunicar alguma coisa de forma 
estruturada, sendo possível olhar para a representação gráfica 
e saber que aquele desenho comunica algo específico que já 
foi utilizado em outros momentos, como o símbolo de banheiro 
que encontramos em lugares públicos. Portanto, é uma figura 
que representa algo e já está codificada e padronizada em seu 
significado para realizar a comunicação de algo (CORRÊA, 2020).
A padronização importante para uniformização do en-
tendimento de um pictograma foi importante para a 
construção de diferentes formas de escrita, como a al-
fabética ou a ideográfica, pois é a partir disso que está 
o cerne do processo de construção de símbolos para 
constituição de sentidos e significados e, por conse-
quência, para a comunicação. Além do que essa cons-
trução da escrita permitiu o acúmulo de conhecimento 
e ampliou a sua possibilidade de transmissão entre os 
seres humanos e suas sociedades�
Assim, surgem em diferentes sociedades na antiguidade 
diversos tipos de escrita, como na China, na Mesopo-
tâmia, no Egito, Grécia, entre outras sociedades. Eram 
utilizados diferentes materiais e suportes para registro 
dessas escritas, como argila, mármore, madeiras, metais, 
tecidos, papiro, pergaminho etc. É importante salientar 
que o desenvolvimento das escritas ideográficas se deu 
por volta de 3100 a.C. (MATTAR, 2017).
7
Figura 1: Exemplo de escrita ideográfica.
Fonte: https://www�ricardolengruber�com/post/
novossimboloseacomunicacao�
Já a escrita fonética surge por volta de 1000 a.C. com 
os fenícios inventando um alfabeto e depois sendo 
adotado e desenvolvido pelos gregos, chegando a ser 
transmitidos para os romanos e etruscos� Percebe-se 
que naquela região do mundo, por conta dos contatos 
entre essas sociedades, a transmissão da escrita per-
mitiu o seu desenvolvimento e transformação�
Mattar (2017) afirma que nos primeiros séculos os chine-
ses já utilizavam o papel para registros escritos e foram 
os primeiros a desenvolverem uma prensa no século 8. 
A partir da inserção do papel na Europa pelos Árabes e 
o desenvolvimento industrial, a imprensa se torna um 
padrão para difusão e democratização da informação 
https://www.ricardolengruber.com/post/novossimboloseacomunicacao
https://www.ricardolengruber.com/post/novossimboloseacomunicacao
8
por trazer facilidade na reprodução dos textos, que an-
tes eram feitos à mão� Primeiro surge a prensa manual 
e depois surge a mecânica, no século 19, assim como 
o papel feito de celulose�
SAIBA MAIS
A prensa, que é uma ferramenta técnica capaz de reproduzir 
palavras, frases e textos por meio do uso de caracteres ou tipos 
móveis, é considerada uma revolução na facilitação da trans-
missão do conhecimento por meio dos livros e outras publica-
ções. Conheça mais sobre essa ferramenta e a importância de 
Johann Gutenberg para a história do desenvolvimento da escrita 
acessando o link: https://super�abril�com�br/mundo-estranho/
como-funcionava-a-prensa-de-gutenberg�
A partir do desenvolvimento e da especialização da 
técnica de impressão e do papel, surgem os livros im-pressos, os quais substituíram os livros manuscritos, por 
exemplo. Isso facilitou a reprodução dos textos, suas 
traduções e o alcance dos livros para outros espaços e 
tempos. Mattar (2017) destaca que esse momento teve 
papel decisivo na Revolução Científica, pois possibilita-
va a divulgação das pesquisas e dos textos científicos.
Em paralelo aos avanços tecnológicos na escrita du-
rante o século 19 e o seguinte, o século 20, existiram 
outras invenções, como o telégrafo, o rádio, o telefone, 
a televisão etc. Mattar (2017) destaca que essas foram 
invenções importantes para se chegar na invenção do 
computador. Perceba que o movimento de acúmulo 
https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-funcionava-a-prensa-de-gutenberg
https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-funcionava-a-prensa-de-gutenberg
9
de conhecimento e avanço tecnológico possibilitou 
a transformação das técnicas e ferramentas a serem 
utilizadas na difusão de conhecimento e de pesquisas.
Essas transformações foram ocorrendo cada vez mais 
rapidamente, dadas as condições para que isso acon-
tecesse� Hoje a velocidade de divulgação e de acesso 
a informações é mais rápida que na época em que as 
pesquisas precisavam ser realizadas nas bibliotecas, 
com o uso de atlas, enciclopédias e outros livros, que 
por vezes, dependendo do assunto, não eram de fácil 
acesso. Muitos pesquisadores precisavam se deslocar 
para outros lugares para acessarem livros e documentos 
que só se encontravam em um lugar específico.
Imaginem um pesquisador brasileiro que, antes da in-
venção da Internet e dos grandes repositórios de pro-
duções, gostaria de aprofundar o estudo da literatura 
italiana, e que em determinado momento precisaria 
de uma coleção de livros que não era encontrado no 
Brasil. Ele precisaria se deslocar para a Itália e realizar 
sua pesquisa. Esse movimento custaria dinheiro, tem-
po e recursos tecnológicos que poderiam inviabilizar 
a pesquisa. Hoje, com a Internet, é possível acessar 
obras raras por meio de sites de repositórios de livros 
digitalizados e salvos na nuvem.
O computador e a internet surgiram a partir de uma 
demanda específica. A história da computação, segun-
do Mattar (2017), é intimamente ligada aos órgãos de 
10
defesa, os quais são os principais estimuladores do 
desenvolvimento das tecnologias da informática.
Os primeiros computadores surgem por volta de 1945, 
na Segunda Guerra Mundial. A partir disso, essas ferra-
mentas foram se desenvolvendo e se aprimorando e os 
primeiros microcomputadores, mais próximos do que 
conhecemos hoje, surgiram na década de 1970. Já na 
década de 1990, a internet começa a se popularizar. A 
internet também foi uma invenção relacionada a órgãos 
de defesa, mais especificamente norte-americano, o qual 
criou a precursora da internet, a Arpanet (MATTAR, 2017).
SAIBA MAIS
Conheça mais sobre a história do surgimento dos computado-
res e da Internet acessando o site Brasil Escola, onde Carolina 
Mendes apresenta essa história e as possibilidades de utilização 
dessas ferramentas importantíssimas para a nossa comunicação 
nos dias de hoje� Acesso o link: https://brasilescola�uol�com�br/
curiosidades/como-surgiu-a-internet�htm�
O vídeo do site TecMundo A história da internet! também apro-
funda o conhecimento sobre o desenvolvimento da Internet e 
as pesquisas para o seu surgimento. Acesse em: https://www�
youtube�com/watch?v=pKxWPo73pX0�
A internet como conhecemos hoje, com seus portais 
de comunicação, conteúdo em nuvem e alcance na 
palma da mão, representa grande parte do local onde 
buscamos informações, pesquisamos e nos comuni-
https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/como-surgiu-a-internet.htm
https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/como-surgiu-a-internet.htm
https://www.youtube.com/watch?v=pKxWPo73pX0
https://www.youtube.com/watch?v=pKxWPo73pX0
11
camos com diferentes pessoas, em diferentes lugares 
do mundo. A internet influencia e dá possibilidades de 
explorar a diversidade de conhecimento do mundo, ter 
acesso a pesquisas científicas e a dados importantes 
para o nosso cotidiano�
No entanto, existem também questões com a internet 
que chamam atenção, principalmente nos dias de hoje. 
Como o acesso à informação é facilitado, é também fa-
cilitada a produção dessa informação e dos conteúdos, 
o que gerou questões específicas como as chamadas 
“fake news”, ou seja, as notícias falsas. Além disso, 
existe também a crescente discussão sobre plágio e, 
mais atualmente, o uso da Inteligência Artificial para a 
produção de conteúdo�
12
Considerações finais
 9 A ciência historicamente avança por meio do acú-
mulo de conhecimento construído pelo ser humano ao 
longo da história da humanidade�
 9 A oralidade é de grande importância na construção 
do conhecimento e no processo de acúmulo dele�
 9 O processo de avanço do conhecimento científico 
teve um grande salto de complexidade quando se de-
senvolveu a escrita�
 9 A construção da escrita permitiu o acúmulo de conhe-
cimento e ampliou a possibilidade de sua transmissão 
entre os seres humanos e suas sociedades�
 9 A partir da inserção do papel na Europa, a informa-
ção e conhecimento impressos se tornam um padrão 
para difusão e democratização.
 9 O movimento de acúmulo de conhecimento e avanço 
tecnológico possibilitou a transformação das técnicas 
e ferramentas na difusão de conhecimento�
 9 A história da computação é ligada aos órgãos de 
defesa, os quais são os principais estimuladores do 
desenvolvimento das tecnologias da informática.
 9 A internet influencia e dá possibilidades de ter aces-
so a pesquisas científicas e a dados importantes para 
o nosso cotidiano�
13
Pesquisa utilizando 
Internet
Nesse momento iremos refletir sobre o uso da internet 
para pesquisa e como ela media esse processo no fazer 
ciência do investigador�
Com a invenção e popularização da internet, o conhe-
cimento científico passou a ser divulgado de maneira 
fácil e rápida. Na internet podemos acessar diferentes 
sites e repositórios, de diferentes lugares do mundo, 
para acessar o conhecimento de investigações diver-
sas, o que diminui a distância entre as instituições que 
realizam pesquisas.
Por exemplo, durante a pandemia de Covid-19, a co-
munidade acadêmica do mundo todo pôde quase que 
instantaneamente divulgar e compartilhar informações 
sobre o coronavírus, como qual seu mapa genético, 
se era uma variante, o potencial de infecção etc. Além 
disso, foi possível que instituições de desenvolvimento 
de vacinas compartilhassem gratuitamente as infor-
mações sobre suas vacinas e como foram realizadas. 
É claro, com exceção daquelas empresas que criaram 
as vacinas, que as patentearam para geração de lucro.
A internet, portanto, quase eliminou as barreiras de 
comunicação no mundo todo e deu a possibilidade de 
muitas transformações na sociedade� Uma dessas trans-
formações é a velocidade que o conhecimento científico 
14
é divulgado, gerando uma quantidade imensa de dados. 
Oliveira, Moura e Sousa (2015, p. 51) afirmam que es-
sas transformações na sociedade ocorrem por conta:
“[���] de novas tecnologias de informação e 
comunicação, que aos poucos vão se interligando 
a atividade educativa. A revolução da informática 
trouxe consigo inúmeros impactos que, por sua 
vez, atingiram diversas áreas sociais. A educação 
não escapa dessa mudança� [���] Diante das mu-
danças que a sociedade passou e vem passando 
nos últimos anos, a educação foi umas das que 
mais sofreu com essas transformações�
Portanto, com esse acesso dos atores educacionais a 
diferentes conhecimentos e informações tem requerido 
habilidades de seleção e escolha das melhores ferra-
mentas para investigação. Fernandes (2019) afirma que 
ainda se faz necessário qualificar os utilizadores da in-
ternet para investigação para que conheçam e utilizem 
adequadamente as possibilidades da internet.
A internet pode ser uma ferramenta que facilita a rea-
lização de trabalhos acadêmicos de pesquisa, tanto 
da graduação quantoda pesquisa de ponta, visto que 
amplia os horizontes de investigação, sendo possível 
conhecer diferentes realidades, ter acesso a diferentes 
pessoas e grupos sociais que nos possibilita ter uma 
visão que reconhece a diversidade.
15
Nesse sentido, como afirma Fernandes (2019), escolas, 
universidades e instituições de pesquisa estão inves-
tindo cada vez mais em Tecnologias de Informação 
e Comunicação (TICs). Hoje, por exemplo, você pode 
realizar uma graduação ou um curso de pós-graduação 
totalmente on-line. A autora afirma:
“No contexto da Internet como ferramenta 
para a pesquisa acadêmica, tem-se acompanhado 
ao longo dos anos uma profunda transformação 
nos processos educacionais e na forma de se 
realizar estudos e pesquisa científica. Desde as 
concepções tradicionais com modelos de ensino e 
pesquisa voltados para a investigação da realidade 
através da pesquisa “in loco” até os nossos dias, 
com as possibilidades advindas das Tecnologias 
Educacionais Informatizadas (TEI) que nos forne-
cem subsídios para estudos e pesquisas através 
de recursos tecnológicos altamente inovadores� A 
sociedade contemporânea vive uma explosão infor-
macional com milhares de publicações impressas 
e eletrônicas surgindo a cada dia e informações 
brotando de todos os lados nos mais variados 
suportes e veículos, principalmente na internet. 
(FERNANDES, 2019, p. 172).
Entretanto, além da produção e divulgação de conheci-
mento científico, a internet também propiciou a produção 
e a divulgação de informações não verdadeira, como 
as notícias falsas ou discursos violentos� Com essas 
problemáticas relacionadas ao acesso da internet, o 
16
pesquisador necessita se atentar a como utilizar essa 
ferramenta em suas investigações�
Assim, se faz necessário saber onde pesquisar e quais 
sites são confiáveis (principalmente na pesquisa cien-
tífica). Essa é uma atitude e habilidade necessária para 
manter a idoneidade das investigações e contribuir para 
a construção e avanço do conhecimento científico.
Estando a par dessa habilidade para realização da pes-
quisa pela internet, o investigador tem a possibilidade 
de entrar em contato com diferentes tipos de conhe-
cimento, de diferentes partes do mundo. Isso abre a 
possibilidade de ampliação do repertório de pesquisa 
para coleta de dados, fundamentação teórica e abertura 
de novas possibilidades para investigações�
Essa situação, como destaca Fernandes (2019), abre 
também possibilidade para novas formas de construção 
do processo de ensino-aprendizagem. Realizar uma pes-
quisa na internet necessita, além de uma visão e leitura 
críticas, de uma constituição de criação e de inovação 
na construção do conhecimento�
A abertura de diferentes periódicos e revistas científicas, 
além de divulgação das investigações realizadas a nível 
tanto de graduação, quanto de pós-graduação, abre a 
possibilidade de um referencial bibliográfico vasto para 
a investigação� Os livros ainda constituem uma impor-
tante fonte de conhecimento, principalmente quando se 
fala dos referenciais bibliográficos clássicos. Entretanto, 
17
a internet tem conquistado lugar mais importante na 
divulgação rápida de resultados de investigação.
Além disso, como observamos a tendência durante a 
pandemia de Ccovid-19, os eventos científicos e tam-
bém as aulas e defesas de trabalhos nas Instituições 
de Ensino Superior igualmente puderam ser realizadas 
no modelo remoto por meio da internet� Existiu um in-
vestimento imenso em plataformas de transmissão de 
eventos on-line ao vivo. Nesse sentido, pesquisadores 
alojados no Brasil podem hoje realizar conferências e 
comunicações orais em um evento científico na Ingla-
terra, por exemplo, sem precisar se deslocar até lá.
Antes da internet, essa participação ao vivo de maneira 
remota em eventos científicos era inimaginável. Isso 
mostra que ela proporcionou um avanço tecnológico e 
de conhecimento que antes dela duraria séculos.
Fernandes (2019), ao realizar uma pesquisa com aca-
dêmicos de um curso de graduação que estavam se 
preparando para a construção do Trabalho de Conclusão 
de Curso, observou que a internet e os repositórios de 
trabalhos acadêmicos são as principais ferramentas 
utilizadas pelos alunos. Essa é uma tendência obser-
vada em diferentes universidades�
Contudo, acerca dessas questões em relação à pesqui-
sa na internet, Fernandes (2019) reafirma a importância 
do rigor científico e da produção de conhecimento de 
maneira ética. Isso dará possibilidade de acompanha-
18
mento da evolução do conhecimento científico e de 
perceber possibilidade investigativas para contribuir 
com essa construção�
Por fim, para a realização de investigação utilizando-se 
da Internet também é necessário conhecer os recursos 
tecnológicos que temos a nossa disposição para realizar 
uma pesquisa com maior precisão possível.
19
Considerações finais
 9 Com a invenção e popularização da internet, o conhe-
cimento científico passou a ser divulgado de maneira 
fácil e rápida.
 9 A internet quase eliminou as barreiras de comuni-
cação no mundo todo e deu a possibilidade de muitas 
transformações na sociedade�
 9 Com esse acesso a diferentes conhecimentos e in-
formações, tem-se requerido habilidades de seleção e 
escolha das melhores ferramentas para investigação�
 9 A internet amplia os horizontes de investigação, 
sendo possível conhecer diferentes realidades, o que 
nos possibilita ter uma visão da diversidade�
 9 A internet propicia a produção e a divulgação de in-
formações não verdadeira, como as notícias falsas ou 
discursos violentos�
 9 Se faz necessário saber onde pesquisar e quais sites 
são confiáveis (principalmente na pesquisa científica).
 9 A abertura de diferentes periódicos e revistas cientí-
ficas abre a possibilidade de um referencial bibliográfico 
vasto para a investigação�
 9 Para a realização de investigação utilizando-se da 
Internet também é necessário conhecer os recursos 
tecnológicos para realizar uma pesquisa.
20
Pesquisa e recursos 
tecnológicos
Como sabemos, a internet é uma ferramenta de pesquisa 
poderosa, a qual nos permite, enquanto investigadores, 
entrar em contato com uma gama de conhecimento 
produzido por diferentes pesquisadores no mundo. 
Isso abre possibilidades de investigação infinitas e em 
alguns momentos isso pode se tornar um desafio, prin-
cipalmente em tempos de “fake news”�
SAIBA MAIS
“Fake news” é um termo utilizado para descrever a tendência 
contemporânea de disponibilização na internet e em diferentes 
plataformas de informações e notícias falsas sobre determinado 
assunto. Não quer dizer que antes da internet isso não existia, 
mas hoje as “fakes news” têm maior alcance com o uso da rede 
mundial de computadores� Para saber mais sobre como surgi-
ram as fakes news e seus potenciais perigos, acesse: https://
brasilescola.uol.com.br/curiosidades/o-que-sao-fake-news�htm�
Nesse sentido, se faz necessário conhecer os caminhos 
para realização de uma pesquisa ou de um levantamento 
bibliográfico de referenciais genuínos. Isso está ligado 
ao conhecimento de sites de instituições de pesquisas 
oficiais, onde ocorrem a seleção por profissionais da 
área da pesquisa, ou seja, que já passaram por uma 
criteriosa seleção e avaliação�
https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/o-que-sao-fake-news.htm
https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/o-que-sao-fake-news.htm
21
Existem diferentes recursos que podem ser utilizados 
na pesquisa que fornece informação e conhecimento 
científico de qualidade. Os grandes portais de repositó-
rios de periódicos e de dissertações e teses são fontes 
de trabalhos de investigação que possuem avaliações 
e controle por pares mais experientes�
Por exemplo, os periódicos científicos são publicações 
sistemáticas, reguladas por regras específicas. Podem 
ser chamadas também de revistas científicas. Nelas são 
apresentados diferentes trabalhos científicos, sendo os 
mais comum os artigos, e as publicações podem ser 
organizadas por temáticasespecíficas ou diversas. 
Esses periódicos são submetidos a avaliações por ór-
gãos de regulamentação de pesquisa – no Brasil é a 
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível 
Superior (CAPES).
A partir do processo de avaliação da estrutura dos pe-
riódicos, os quais devem atender alguns critérios es-
pecíficos para uma boa classificação (como a revisão 
por pares mais experientes na investigação daquele 
determinado tema), são atribuídas “notas” para essas 
publicações. Essa classificação no Brasil é chamada 
de Qualis Capes, ou seja:
“[…] sistema usado para classificar a produ-
ção científica dos programas de pós-graduação 
no que se refere aos artigos publicados em pe-
riódicos científicos. Qualis afere a qualidade dos 
artigos e de outros tipos de produção, a partir da 
22
análise de qualidade dos veículos de divulgação, 
ou seja, periódicos científicos. (PLATAFORMA 
SUCUPIRA, 2023).
Por exemplo, uma revista científica pode ser classifi-
cada com A, B ou C. Além da classificação por letras 
também se utiliza números. Uma revista classificada 
como A (que tem um fator de impacto mais alto) pode 
ser A1 ou A2. As classificações em B podem ir de B1 a 
B5, já a C não possui a numeração.
FIQUE ATENTO
O fator de impacto é uma métrica que qualifica as publicações 
científicas com base nas citações que são realizadas da publi-
cação em outros periódicos� Essa medida do fator de impacto 
é realizada pelo Institute for Scientific Information (ISI), o qual 
tem como objetivo “oferecer uma cobertura ampla das mais 
importantes e influentes revistas publicadas em todo o mundo” 
(TESTA, 1998, p. 233).
As quatro primeiras classificações e que possuem fa-
tor de impacto na divulgação científica são apenas A1, 
A2 (a nível internacional) e B1, B2 (a nível nacional). 
Dessa maneira, observa-se a importância de escolher 
periódicos que possuem uma classificação Qualis mais 
alta, pois isso quer dizer que são periódicos que tem 
uma avaliação maior em termos de rigor científico e 
também um alcance maior em termos de citação em 
outros trabalhos�
23
SAIBA MAIS
Para consultar a classificação Qualis Capes de uma publicação 
científica você deve acessar o site Plataforma Sucupira (https://su-
cupira�capes�gov�br/sucupira/public/consultas/coleta/veiculoPu-
blicacaoQualis/listaConsultaGeralPeriodicos.jsf)� No vídeo do ca-
nal no YouTube de Camila Mendes, ensina-se o passo a passo para 
conhecer a classificação Qualis Capes fazendo a consulta na Pla-
taforma Sucupira� Acesse o vídeo no link a seguir: https://www�you-
tube.com/watch?v=IS9GDYpBgcQ&ab_channel=CamilaMendes�
Nesse sentido, a partir da consulta da classificação dos 
periódicos você pode selecionar as revistas científicas 
por temas e buscar os sites de cada revista. Atualmente, 
a grande maioria das publicações científicas possuem a 
versão eletrônica da revista. Por exemplo, a publicação 
Cadernos de Pesquisa (Qualis A1) da Fundação Carlos 
Chagas, a qual existe desde 1971, possui hoje sua versão 
on-line. Grande parte das universidades públicas tam-
bém possuem revistas científicas com acesso on-line.
Mas também existe a opção de realizar uma consulta 
em sites de consulta de produção acadêmica mais 
abrangentes. É o caso do uso dos sites Scielo e Google 
Acadêmico para uma consulta inicial e mais geral de 
um tema a ser investigado�
https://www.youtube.com/watch?v=IS9GDYpBgcQ&ab_channel=CamilaMendes
https://www.youtube.com/watch?v=IS9GDYpBgcQ&ab_channel=CamilaMendes
24
O SciELO, abreviatura para Scientific Electronic Library 
Online, é uma biblioteca digital de livre acesso para a 
consulta de publicações digitais de periódicos cien-
tíficos (SCIELO, 2021). Como bases de publicações 
científicas como a SciELO existem também a LILACS, 
Portal de Periódicos CAPES e a Biblioteca do IBICT, onde 
podemos encontrar a Biblioteca Brasileira de Teses e 
Dissertações (BDTD).
Além dessas bibliotecas, nacionais e internacionais, 
podemos utilizar o Google Acadêmico para consultar 
publicações científicas dos temas investigados. Ele 
também é um site para pesquisa de livre acesso, que 
concentra diferentes bases de dados de publicações� 
Entretanto, por ser de consulta geral é importante se 
atentar a quais revistas científicas os artigos estão 
publicados, relembrando a questão da classificação 
Qualis Capes�
Todos esses sites e bases de dados possuem um sis-
tema de consulta por meio de palavras-chave� Você 
já observou que em publicações de artigos, abaixo do 
resumo, existem as palavras-chave relacionadas àque-
le tema? Elas são importantíssimas para a consulta e 
pesquisa de artigos e outras produções científicas para 
consulta, referência e estudo.
Segundo a NBR 6028 (ABNT, 2021, p. 1), a palavra-chave 
é uma “palavra representativa do conteúdo do docu-
mento, escolhida, preferencialmente, em vocabulário 
25
controlado”. Nesse sentido, as palavras-chave devem 
ser escolhidas de maneira específica, representando as 
principais discussões realizadas no trabalho. Kobashi 
(2008, p. 1) nos explica que o vocabulário controlado é:
“[...] elaborado para padronizar e facilitar 
a entrada e a saída de dados em um sistema de 
informações� Tais atributos promovem maior pre-
cisão e eficácia na comunicação entre os usuários 
e o sistema de informações. [...] Todo vocabulário 
controlado é composto por um conjunto de termos 
que representam conceitos de um ou vários cam-
pos de conhecimento�
Assim, o uso de palavras-chave é uma maneira de ter 
acesso facilitado à produção científica de determinado 
tema e elas surgem a partir do vocabulário específico 
utilizado em uma ou mais áreas de conhecimento. Por 
isso, ao ler artigos e trabalhos científicos sobre o tema 
que está investigando, é necessário que você observe 
os termos específicos da área, ou seja, quais palavras-
-chave são empregadas nas publicações e quais farão 
parte da sua investigação�
26
Considerações finais
 9 A internet abre possibilidades de investigação infinitas 
e em alguns momentos isso pode se tornar um desafio, 
principalmente em tempos de “fake news”�
 9 É necessário conhecer os caminhos para realização 
de uma pesquisa ou de um levantamento bibliográfico 
de referenciais genuínos�
 9 Os grandes portais de repositórios de periódicos e 
de dissertações e teses são fontes que possuem ava-
liações e controle por pares mais experientes�
 9 Os periódicos científicos são publicações sistemá-
ticas, reguladas por regras específicas.
 9 Esses periódicos são submetidos a avaliações por 
órgãos de regulamentação de pesquisa.
 9 A partir do processo de avaliação da estrutura dos 
periódicos são atribuídas “notas” para essas publicações�
 9 Qualis afere a qualidade dos artigos e de outros ti-
pos de produção, a partir da análise de qualidade dos 
veículos de divulgação�
 9 A classificação Qualis mais alta são periódicos que 
tem uma avaliação maior em termos de rigor científico 
e de alcance maior em termos de citação�
 9 Existe a opção de realizar uma consulta em sites 
de consulta de produção acadêmica mais abrangentes, 
como o Scielo, LILACS, Google Acadêmico etc.
 9 O uso das palavras-chave facilita o acesso a produ-
ção científica de determinado tema.
27
Ética na Pesquisa
Com o maior compartilhamento de conhecimento cientí-
fico amplificado pela internet, principalmente, as investi-
gações no campo científico se tornaram mais complexas 
e a discussão sobre a ética na pesquisa se ampliou. E 
isso aconteceu pois, historicamente, existiram abusos 
realizados por pesquisadores, principalmente com seres 
humanos e ainda hoje com animais�
As investigações científicas têm como objetivo contribuir 
para o avanço do conhecimento, buscando resultados 
importantes para a comunidade científica, de interesse 
social e profissional (DEL-MASSO; COTTA; SANTOS, 
2014). Além disso, para realização de uma investigação 
é necessário seguir passos específicos, com rigor ético 
e metodológico. Nesse sentido, todo esse processo de 
realização de uma investigação deve estar permeadode condutas éticas.
Essas condutas éticas precisam estar alinhadas com a 
questão dos direitos autorais e de proteção de dados. 
Essas questões já eram postas em discussão, segundo 
Mattar (2017), desde o surgimento da imprensa, da figura 
do autor e dos livros. Entretanto, na era da internet essa 
discussão se intensifica, pois o acesso à informação e 
à produção de outros pesquisadores ficou mais fácil.
Além disso, a quantidade de material produzido e divul-
gado na internet é imensa. Isso trouxe uma facilidade 
28
maior para a realização de plágio e de cópia de textos 
de outros autores sem as devidas referências�
Imagine: você investiu durante algum tempo toda sua 
concentração e habilidade para realizar uma pesquisa 
para um trabalho de conclusão de curso� Sabemos 
que a realização de uma pesquisa não é algo simples, 
é muito trabalhoso e requer tempo e espaço para sua 
realização. Você está investindo, além de horas de es-
tudos e de trabalho intelectual, tempo da sua vida para 
realização daquela pesquisa.
Reflita sobre todos os desafios que precisamos enfrentar 
quando realizamos uma pesquisa. O planejamento, as 
leituras, a busca por sujeitos de pesquisa, o conhecimen-
to de normalização do trabalho escrito, enfim. Passado 
todo o processo, você finaliza seu estudo escrevendo e 
publicando os resultados daquele trabalho árduo.
Essa publicação vai para a internet, onde você vê a 
oportunidade de ter o seu trabalho reconhecido e os 
resultados discutidos com outros pesquisadores. En-
tretanto, um dia, lendo artigos na internet para um es-
tudo, você descobre que parte do seu trabalho ou do 
artigo publicado foi copiado por outra pessoa que não 
citou sua publicação. A cópia ou plágio, além de ser um 
desrespeito ao trabalho intelectual e de autoria de outra 
pessoa, é crime. Hoje existem legislações específicas 
que cuidam dessas questões.
29
Ser pesquisador é assumir o compromisso com a ética 
e o trabalho dos outros pesquisadores, fortalecendo 
a comunidade científica. Por isso se faz necessário e 
importantíssimo referenciar os autores que utilizamos 
para fundamentar nossas pesquisas.
Além da cópia ou plágio com intenção, também pode-
mos cometer o erro de não referenciar um autor por 
descuido (DEL-MASSO; COTTA; SANTOS, 2014). Du-
rante uma pesquisa lemos diferentes materiais e em 
determinado momento começamos a construir o texto 
e trazemos ideias ou parte de textos de memória e não 
referenciamos o autor�
Por isso se faz necessário durante a leitura de diversos 
materiais a realização de fichamentos para que, ao es-
crever um texto, possamos buscar essas informações 
nas fichas e possamos referenciar os autores de ma-
neira correta�
O plágio é um problema grande dentro da academia. Ele 
também não contribui para o avanço do conhecimento 
científico e pode acarretar problemas tanto para quem 
cometeu o plágio, quanto para quem foi plagiado.
30
Nesse sentido, é importante que, desde a realização dos 
trabalhos de graduação até a realização de pesquisas a 
nível de pós-graduação ou em pesquisa de ponta, sejam 
respeitadas as normas éticas de produção científica. É 
assim que a ciência se torna uma fonte de informação 
e conhecimento fidedigno, confiável e que pode contri-
buir para a realidade�
O plágio pode ter diferentes formas, como nos destaca 
Del-Masso, Cotta e Santos (2014, p. 15):
“Com o avanço da tecnologia e com o uso 
frequente das fontes eletrônicas de informação, 
o meio acadêmico também se resguardou acerca 
dessa questão. Hoje há meios para verificar os 
textos redigidos e a sua originalidade mediante 
ferramentas de busca como o Turnitin e o Farejador 
de Plágio. Caso o autor do texto não seja citado, 
essas ferramentas identificam o autor original, o 
local onde o texto original foi publicado e qual o 
trecho copiado do original sem citar a fonte, o que 
se configura em plágio. Lembre-se de que o plá-
gio não se caracteriza apenas pela transcrição de 
frases inteiras de outro autor� Pode-se considerar 
plágio também a transcrição, sem marcação de 
autoria, de uma simples expressão. Se uma ex-
pressão tem marca registrada, isto é, pertence a 
um autor específico, colocá-la sempre entre aspas.
31
Entretanto, a ética na pesquisa também perpassa as 
decisões que um pesquisador realiza durante uma in-
vestigação. Spink (2012) nos chama atenção para o 
compromisso ético e moral do investigador em relação 
ao que pesquisar e para quem ou para o quê esse co-
nhecimento servirá. O autor explica:
“[...] a ética na pesquisa científica não se 
reduz ao como fazer, como comunicar e aos limi-
tes do que dizer. Antes de mais nada, refere-se ao 
que foi investigado e para quem – eis a “questão” 
que precisamos aprender a desembrulhar. Se não, 
corremos o risco de ter uma ciência corretíssima 
– com procedimentos auditados, códigos de pu-
blicação e manuais de melhores práticas –, mas 
moralmente irresponsável. (SPINK, 2012, p. 41).
A ciência surge no sentido de contribuir para o avanço e 
o desenvolvimento da sociedade e das relações sociais� 
Nesse sentido, é importante considerar no momento de 
escolha de um tema para investigação qual a sua jus-
tificativa e contribuição para com os problemas que a 
sociedade enfrenta. Claro que a ciência não se resume 
a isso, mas assumir esse compromisso ético e moral 
com a sociedade na produção de conhecimento cien-
tífico dá sentido ao fazer da investigação. Além disso, 
quem terá acesso a esse conhecimento ou tecnologia 
construído? Será para a maioria da população ou ape-
nas para grupos específicos, com objetivos financeiros?
32
Portanto, a discussão sobre ética na pesquisa na con-
temporaneidade está para além da questão do plágio, 
que não deixa de ser uma discussão importante. Mas, 
discutir a ética na pesquisa passa também por consi-
derar a importância da ciência para o desenvolvimento 
da sociedade e como e quem dessa sociedade irá se 
beneficiar disso.
33
Considerações finais
 9 Com o maior compartilhamento de conhecimento 
científico gerado pela internet, a discussão sobre a ética 
na pesquisa se ampliou.
 9 As investigações científicas têm como objetivo con-
tribuir para o avanço do conhecimento�
 9 As condutas éticas precisam estar alinhadas com a 
questão dos direitos autorais e de proteção de dados.
 9 Na era da internet a discussão sobre plágio se inten-
sifica, haja vista que o acesso à informação e à produção 
de outros pesquisadores ficou mais fácil.
 9 Ser pesquisador é assumir o compromisso com a 
ética e com o trabalho dos outros pesquisadores, for-
talecendo a comunidade científica.
 9 Se faz necessário, além de importantíssimo, refe-
renciar os autores que utilizamos para fundamentar 
nossas pesquisas.
 9 Com a produção ética, a ciência se torna uma fonte 
de informação e conhecimento fidedigno, confiável e 
que pode contribuir para a realidade.
 9 A ética na pesquisa também perpassa as decisões 
que um pesquisador realiza durante uma investigação.
 9 A ciência surge no sentido de contribuir para o avan-
ço e o desenvolvimento da sociedade e das relações 
sociais�
 9 A ética na pesquisa deve considerar a importância 
da ciência para o desenvolvimento da sociedade e como 
ela irá se beneficiar disso.
34
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