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Engenharia de Avaliações e Perícias Inspeção e diagnósticos de estruturas Prof. Me. Alisson Dias Centro de Tecnologia e Urbanismo Curso de Engenharia Civil - Período 2023.2 - Introdução ▪ Objetivos: ▪ Conhecimento dos problemas patológicos. ▪ Estudo das suas causas, origens e mecanismos. ▪ Melhoria do processo de produção para minimizar a incidência futura de problemas. ▪ Fornecimento de informações para os trabalhos de reparo e manutenção. ▪ Solução de problemas com o custo mínimo. ▪ Análise e classificação dos aspectos comuns entre manifestações patológicas. Introdução ▪ Etapas: Inspeção preliminar Inspeção detalhada Diagnóstico Etapas ▪ Inspeção preliminar: ▪ Levantamento visual e medições expeditas da estrutura. ▪ Levantamento detalhado dos sintomas patológicos. ▪ Documentação fotográfica ▪ Medidas de deformações, fissuras etc. ▪ Aspecto do concreto e espessura do cobrimento ▪ Medidas de perda de seção da armadura ▪ Avaliação da presença de cloretos e carbonatação ▪ Identificação de erros quanto à concepção da estrutura (projetos), à execução ou ainda quanto à utilização e manutenção. ▪ Estimativa das possíveis consequências dos danos e medidas de emergência, se necessário. Etapas ▪ Inspeção detalhada: ▪ Formulação do plano de trabalho: ▪ Documentação da edificação (antecedentes) ▪ Previsão de meios auxiliares ▪ Plano de amostragem ▪ Tipos de ensaios a serem realizados ▪ Esquemas e desenhos ▪ Detalhamento dos meios auxiliares Etapas ▪ Diagnóstico: ▪ Deve conter: ▪ Documentação da edificação (antecedentes) ▪ Natureza do trabalho ▪ Vistoria efetuada e descrição das manifestações patológicas ▪ Ensaios e análises efetuados nas amostras ▪ Causas das manifestações patológicas ▪ Providências a tomar e recomendações ▪ Conclusões Ensaios de avaliação ▪ Principais tipos: ▪ Não destrutivos: ▪ Fissurômetro ▪ Esclerometria ▪ Ultrassom ▪ Prova de carga ▪ Pacometria ▪ Termografia ▪ Semi destrutivos: ▪ Profundidade de carbonatação ▪ Extração de testemunho ▪ Determinação do teor de cloretos e sulfatos ▪ Resistência de aderência à tração Não destrutivos ▪ Fissurômetros (NBR 7584): ▪ Permitem determinar a abertura da fissura. ▪ Muito utilizado para investigação do progresso de uma fissura, ou seja, se ainda está ativa. ▪ Existem fissurômetros para medição e para acompanhamento. Não destrutivos ▪ Fissurômetros (NBR 7584): Não destrutivos ▪ Esclerometria (NBR 7584): ▪ É um método não destrutivo que mede a dureza superficial do concreto e correlaciona com a resistência à compressão (estimativa). ▪ O princípio de funcionamento é baseado na ação de uma massa (martelo) que, ao ser impulsionada por uma mola, se choca através de uma haste com a superfície de ensaio. ▪ O aparelho então registra a energia remanescente (recuo do martelo). ▪ Utilizado para controle de qualidade em peças pré-moldadas, desfôrmas, verificação de uniformidade da dureza superficial etc. Não destrutivos ▪ Esclerometria (NBR 7584): ▪ CUIDADO! ▪ Os resultados são apenas alusivos à resistência superficial das estruturas de concreto. ▪ A carbonatação preenche os poros e aumenta a resistência superficial. ▪ O ideal é utilizar o ensaio como comparativo, por exemplo, em casos de incêndios. Não destrutivos ▪ Esclerometria (NBR 7584): ▪ Técnica de execução do ensaio: ▪ Seleção das zonas de ensaio; ▪ Preparação e delimitação da área de ensaio; ▪ Determinação do número de impactos; ▪ Posicionamento do esclerômetro durante o ensaio. Não destrutivos ▪ Esclerometria (NBR 7584): ▪ Técnica de execução do ensaio: Não destrutivos ▪ Ultrassom (NBR 8802): ▪ É um método que mede a velocidade de propagação de uma onda ultrassônica no interior de um corpo. ▪ Este dado pode então ser usado para estimar a compacidade e a homogeneidade do concreto. Não destrutivos ▪ Ultrassom (NBR 8802): ▪ O gerador de pulsos contido no aparelho excita um transdutor (emissor) que produz as ondas ultrassônicas que então são transmitidas ao concreto. ▪ Outro transdutor é usado como receptador para controlar o tempo decorrido entre a emissão e a recepção dos pulsos. Não destrutivos ▪ Ultrassom (NBR 8802): ▪ A medição pode ocorrer das seguintes maneiras: ▪ Direta ▪ Semi direta ▪ Indireta Não destrutivos ▪ Ultrassom (NBR 8802): ▪ Técnica de execução do ensaio: ▪ Preparação da superfície; ▪ Calibração; ▪ Acoplamento; ▪ Posicionamento dos transdutores; ▪ Verificação da confiabilidade; ▪ Medição do tempo de propagação de onda. Não destrutivos ▪ Prova de carga (NBR 9607): ▪ É um conjunto de atividades, destinadas a analisar o desempenho de uma estrutura através das medições dos efeitos após a estrutura ser submetida a esforços solicitantes. ▪ Para ocorrer estas medições, a estrutura deve ser submetida ao carregamento de prova, ou seja, ao conjunto de ações externas que são dimensionadas segundo critérios pré-estabelecidos a fim de não carregar a estrutura em ELU. ▪ A finalidade do ensaio é avaliar as seguintes situações: ▪ Utilização prevista para a estrutura, tendo como base a frequência das ações e sua intensidade. ▪ Verificar o estado limite último (ELU). ▪ Verificar o estado limite de serviço (ELS), quando não se tem projetos estruturais e memoriais de cálculo. Não destrutivos ▪ Prova de carga (NBR 9607): Não destrutivos ▪ Prova de carga (NBR 9607): Não destrutivos ▪ Prova de carga (NBR 9607): Não destrutivos ▪ Prova de carga (NBR 9607): Não destrutivos ▪ Prova de carga (NBR 9607): Não destrutivos ▪ Pacometria: ▪ É usado para determinar o cobrimento e a quantidade de armadura no concreto. ▪ Não há norma brasileira. ▪ É utilizado na detecção de armaduras e permite estimar sua dimensão, cobrimento e orientação, o que pode ser útil na realização de vistorias em peças estruturais. Não destrutivos ▪ Pacometria: Não destrutivos ▪ Termografia: ▪ Trata-se de um ensaio utilizado para obter a temperatura superficial das estruturas de concreto. ▪ Com o equipamento é possível localizar anomalias não aparentes. ▪ Desta forma, pode-se antever as intervenções necessárias e evitar que manifestações patológicas surjam ou se desenvolvam. Não destrutivos ▪ Termografia: Semi destrutivos ▪ Carbonatação (aspersão de fenolftaleína): ▪ A aspersão de fenolftaleína é utilizada para a definição da profundidade de carbonatação do concreto. Semi destrutivos ▪ Carbonatação (aspersão de fenolftaleína): ▪ A aspersão de fenolftaleína é utilizada para a definição da profundidade de carbonatação do concreto. ▪ O ensaio requer a remoção de uma camada do concreto, ou do pó do material, para que uma solução de fenolftaleína seja esborrifada. Semi destrutivos ▪ Carbonatação (aspersão de fenolftaleína): Semi destrutivos ▪ Extração de testemunho (NBR 7680): ▪ O ensaio consiste em usar um equipamento de extração para retirar amostras de concreto, usualmente cilíndricas, as quais podem ser usadas para a caracterização mecânica ou físico-química do material. Semi destrutivos ▪ Extração de testemunho (NBR 7680): Semi destrutivos ▪ Extração de testemunho (NBR 7680): Semi destrutivos ▪ Determinação do teor de cloretos e sulfatos: ▪ Para a identificação da profundidade de contaminação por íons cloretos de uma estrutura é utilizada a técnica de aspersão de nitrato de prata. ▪ Para elaboração do ensaio, faz-se necessária uma destruição parcial do elemento estrutural, ou retirada de pó, para esborrifar a solução de AgNO3, que reage com os íons cloreto e modifica a coloração superficial do concreto. Semi destrutivos ▪ Resistência de aderência à tração (NBR 13528): ▪ São utilizados para averiguar a qualidade dos revestimentos nas obras (cerâmico ou argamassado). ▪ A realização do ensaio permite identificar possíveis problemas e propor melhorias nos revestimentos, com o objetivo de aumentar a vida útil das edificações. ▪ Devem ser ensaiados pelo menos seis corpos de prova, para cada situação, espaçados entre sie dos cantos ou quinas em no mínimo 50mm. ▪ Para corpos de prova de seção circular, o corte deverá ser realizado antes da colagem da pastilha. ▪ Para corpos de prova de seção quadrada, o corte deverá ser realizado após a colagem da pastilha. Semi destrutivos ▪ Resistência de aderência à tração (NBR 13528): Semi destrutivos ▪ Resistência de aderência à tração (NBR 13528): Semi destrutivos ▪ Resistência de aderência à tração (NBR 13528): Semi destrutivos ▪ Resistência de aderência à tração (NBR 13528): Semi destrutivos ▪ Resistência de aderência à tração (NBR 13528): Não deve ocorrer Obrigado! Prof. Me. Alisson Dias Centro de Tecnologia e Urbanismo Curso de Engenharia Civil - Período 2023.2 - Seção Padrão Slide 1: Engenharia de Avaliações e Perícias Inspeção e diagnósticos de estruturas Slide 2: Introdução Slide 3: Introdução Slide 4: Etapas Slide 5: Etapas Slide 6: Etapas Slide 7: Ensaios de avaliação Slide 8: Não destrutivos Slide 9: Não destrutivos Slide 10: Não destrutivos Slide 11: Não destrutivos Slide 12: Não destrutivos Slide 13: Não destrutivos Slide 14: Não destrutivos Slide 15: Não destrutivos Slide 16: Não destrutivos Slide 17: Não destrutivos Slide 18: Não destrutivos Slide 19: Não destrutivos Slide 20: Não destrutivos Slide 21: Não destrutivos Slide 22: Não destrutivos Slide 23: Não destrutivos Slide 24: Não destrutivos Slide 25: Não destrutivos Slide 26: Não destrutivos Slide 27: Não destrutivos Slide 28: Semi destrutivos Slide 29: Semi destrutivos Slide 30: Semi destrutivos Slide 31: Semi destrutivos Slide 32: Semi destrutivos Slide 33: Semi destrutivos Slide 34: Semi destrutivos Slide 35: Semi destrutivos Slide 36: Semi destrutivos Slide 37: Semi destrutivos Slide 38: Semi destrutivos Slide 39: Semi destrutivos Slide 40: Semi destrutivos Slide 41: Obrigado!