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1
 2
GENERALIDADES 
 
ORIGEM DA PALAVRA 
 
 A palavra "FOTOGRAMETRIA" é proveniente do grego, onde: 
 
PHOTO - Significa Luz 
GRAMA - Significa Escrita 
METRON - Significa Medida 
 
DEFINIÇÃO 
 
 FOTOGRAMETRIA pode ser como sendo a "Ciência e a Tecnologia de obter 
informações seguras à cerca de objetos físicos e do meio, através de processos de registro, 
medição e interpretação das fotografias". 
 
HISTÓRICO 
 
1839 - Arago tornou público o invento da fotografia. 
 
1844 - Brewster inventou o estereoscópio de bolso. 
 
1844 - Aimé Laussedat (Engenheiro Militar Francês) construiu a primeira câmara 
fotogramétrica e idealizou um método para aplicação desta câmara em trabalhos 
TOPOGRÁFICOS, tirando as primeiras FOTOS AÉREAS, a bordo de um AVIÃO. 
 
1863 - A. Laussedat apresentou um trabalho com o título "Erros Prováveis que resultam 
nos planos topográficos deduzidos das perspectivas Fotográficas", trabalho esse, que a 
Academia de Ciências Exatas Física e Naturales de Madri deu-lhe o título de Pai da 
FOTOGRAMETRIA. 
1867 - Aimé Laussedat estudou o emprego de FOTOTEODOLITOS, instrumentos 
usados em Fotogrametria Terrestre. 
 
1880 - Deville propôs a aplicação da visão estereoscópica, a qual entrou em uso 
somente 20 anos depois, empregados em pares fotográficos obtidos por meios de 
FOTOTEODOLITOS. 
 
1895 - F. Stolze inventou as marcas flutuantes ou marcas índices, sendo esse o primeiro 
passo para permitir a leituras das fotografias em ESTEREOSCOPIA. 
 
1901 - Pulfrich propôs o emprego da ESTEREOFOTOGRAMETRIA nos 
levantamentos topográficos, apresentando, dois anos depois, um aparelho para medir a 
PARALAXE em "X" e "Y", denominado "ESTEREOCOMPARADOR TERESTRE 
PULFRICH". 
 
1908 - Eduard Von Orel construiu um aparelho denominado "Estereo-Autógrafo de 
Orel", que permitia o desenho da fotografia por meio de movimentos combinados 
através da "Marca Estereoscópica", formando o desenho Estereofotogramétrico. 
 
1909 - Os irmãos Wriglit tiraram as primeiras fotos a partir de um avião. 
 3
 
1913 - O avião foi usado pela primeira vez para tomada de Fotografias com a finalidade 
de Mapeamento. 
 
1918 - Ao termino da primeira guerra mundial, a obtenção da Fotografia Aérea era uma 
técnica corrente em expansão. 
 
1920 - Nos EUA foi usado pela primeira vez a Fotografia Aérea em Geologia. 
 
1923 - Otto Von Gruber inventou o Estereoplanígrafo, primeiro aparelho restituidor de 
Fotos Aéreas, para utilização em Aero-Levantamentos. 
 
1934 - Otto Von Gruber apresentou a invenção do Multiplex. 
 
1934 - Emílio Wolf, ex-oficial do antigo exército imperial austríaco veio para o serviço 
geográfico do exército brasileiro, hoje D.S.G.E., idealizou e construiu o "Estereógrafo 
de Roldanas", aparelho usado na confecção de muitas cartas topográficas do Brasil. 
 
1936 - A firma Fairfild Aerial Câmara Corporation, construiu uma máquina fotográfica 
com nove lentes, aparelho especialmente esquematizado, para uso em mapeamento. 
 
1960 - Swanson faz o trabalho pioneiro, usando filmes coloridos. 
 
 No final da década de 70 surgiram os primeiros satélites de imageamento da 
terra, sendo o principal a série LANDSAT. 
 
 No final da década 70 e início da década de 80 a FOTOGRAMETRIA Analítica 
teve um avanço bastante acentuado, ocupando espaço no mercado cartográfico e nos órgãos de 
pesquisas. Surgiram equipamentos como: 
 
- Aviograh AG - 1 e Aviomp A.M.H.U - Wild 
- Maps 200, PMG - 2 e PG 21 - Kern 
- Planimat, Planicart, Planicomp e DSR11 - Zeiss. 
 
 Nestes últimos anos, evolui-se para a FOTOGRAMETRIA DIGITAL, onde 
surgiu uma série de equipamentos analíticos mais sofisticados, os quais fazem a leitura ponto a 
ponto das feições fotográficas existentes nos dispositivos, gerando assim uma imagem digital 
possível de interpretação ou análise eletrônico. A cada dia surgem fotos novas, considerando o 
grande avanço da computação gráfica e os sistemas de PLOTER ELETRÔNICO. 
 
CONSIDERAÇÕES GERAIS 
 
 O conhecimento normal do homem sobre o mundo em que vive, no que diz 
respeito à visão, é bastante limitado. Do espectro ELETROMAGNÉTICO onde os 
comprimentos de onda variam desde 10.000 Km até 10-4 Angstron, apenas o intervalo de 
aproximadamente 4.000 a 7.000 Angstron constitui a faixa de comprimentos de ondas de luz 
visível. É como se o homem conhecesse o meio que o cerca por uma fenda excessivamente 
estreita. Veja a ilustração a seguir. 
 
 
 
 4
1 Angstron ( A0 ) = 1 / 100.000.000 cm 
1 Micro ( µ ) = 1 / 1.000.000 m 
 
 Luz Visível 
Raios 
Gamas 
Raios X Ultra Violeta Infra 
Vermelho
Micro 
Ondas 
Ondas de 
Rádio 
 
10-10 u 1 u 10+10 u
Fig. 30 - Espectro Eletromagnético 
 
 Podemos imaginar que a Câmara Fotográfica, se constitui numa imitação 
grosseira do Olho humano. Ambos registram informações através de raios luminosos. Desta 
forma, ela também está sujeita às limitações na obtenção de informações, registrando apenas a 
faixa visível do espectro. A Câmara faz este registro no filme fotográfico, num curto intervalo 
de tempo, enquanto que o Olho registra na retina, continuamente, e ao mesmo tempo, por meio 
de nervo Ótico, remete as informações ao Cérebro, onde são interpretados seguidamente. 
Embora haja esta limitação, a quantidade de informações registradas pela Câmara é muito 
grande. 
 
 
APLICAÇÕES 
 
 Torna-se difícil enumerar todas as aplicações da FOTOGRAMETRIA atual, haja 
visto, o rápido desenvolvimento que vem passando este tipo de tecnologia, citaremos alguns 
campos mais tradicionais. 
 
 Sua principal e mais desenvolvida aplicação é na confecção de mapas, onde estes 
assume características especiais conforme a finalidade para os quais são solicitados, e 
dependendo para que se destinam é que se definem a escala da foto, o tipo de Câmara, o apoio 
terrestre, tipo de filme, etc. 
 
 Dentre muitos, é de grande valia na elaboração de Projetos de Estradas, 
Ferrovias, Oleodutos, Linhas de Transmissão, Barragens Hidroelétrica, melhoramento em Rios 
e Portos, etc. Além das Cartas, a FOTOGRAMETRIA pode fornecer uma visualização 
tridimensional do Relevo, pode também, substituir grande parte do Levantamento de Campo, 
principalmente, em certas Regiões difíceis. 
 
 A FOTOGRAMETRIA tem sido aplicada com sucesso no Cadastramento Rural 
e Urbano, Atualização Cadastral, Tributação e Estudo Geológicos. 
 
 A Fotografia Aérea é usada ainda em Astronomia, Arquitetura, Arqueologia, 
Geormorfologia, Hidrologia, Ecologia, Mineralogia, Medicina, Controle de Tráfego, 
Investigações de Acidentes, Avaliações e Perícias de Engenharia, etc. 
 
 
PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA FOTOGRAMETRIA 
 
 Duas perspectivas do mesmo objeto, vistas de posições diferentes, guardam, 
entre si, uma certa relação Geométrica. 
 
 Em FOTOGRAMETRIA pode-se dizer que esta relação geométrica, gerada por 
estas perspectivas de um mesmo objeto é quem viabiliza todas as análises destas imagens 
Fotográficas, tornando-as um MAPA, com a Somatória dos elementos de objetos existentes na 
área imageada. 
 
 
 
Fig. 31 
 
 
OBJETIVOS DA FOTOGRAMETRIA 
 
 O objetivo da FOTOGRAMETRIA é a medição sobre Fotografias Aéreas. Para a 
partir destas medições chegar à Planta, seja Cartográfica, Topográfica, Geológica, 
Geomorfológica, etc. Um Fotogrametrista, especialista em medições em Fotografias, utiliza 
sofisticados equipamentos, para produzir seus Mapas, principalmente nos dias atuais. 
 
DIVISÃO DA FOTOGRAMETRIA 
 
 A FOTOGRAMETRIA é classificada conforme o tipo de Fotografia que usa. 
 
1. FOTOGRAMETRIA AÉREA ou AEROFOTOGRAMETRIA é a que utiliza imagens 
tomadas com Câmara Aéreas. 
 
2. FOTOGRAMETRIA TERRESTRE é a que usa imagens obtidas a partir da 
Superfície Terrestre, geralmente com Câmaras acopladas a Teodolitos 
(FOTOTEODOLITOS). 
 
ESQUEMA DE OPERAÇÃO EM FOTOGRAMETRIA 
 
1. Planejamento de Vôo. 
 
2. Execução de Vôo. 
 
3. Revelação do Filme. 
 5
 6
 
4. Apoio Terrestre. 
 
5. Aerotriangulação. 
 
6. Restituição. 
 
7. Estereocompilação. 
 
8. Reambulação. 
 
9. MapaAplicações. 2ª Ed., UFSC. 1989. 104p 
 
LOCK, Carlos. & LAPOLLI, Edis M. Elementos básicos da fotogrametria 
 e sua utilização prática. UFSC, 1989. 104p. 
 
LUGNANI, João Bosco. Introdução a fotogrametria. UFPR, DAST, 1977. 75p. 
 
MAECHETTI, Delmar A. B. & GARCIA, Gilberto J. Princípios de 
 Fotogrametria e Fotointerpretação. São Paulo. Nobel. 1977. 256p. 
 
MOFFIT, Francisco H. Photogrammetry. 3º Ed. New York. 1980. 629p. 
 
	GEOMETRIA DA FOTO VERTICALFinal. 
 
ELEMENTOS DE ÓTICA PARA 
FOTOGRAMETRIA 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 Os instrumentos fotogramétricos tem como parte integrante para seu 
funcionamento, os seguintes elementos da ótica, ou seja: 
 
• Conjunto de Lentes 
• Espelhos 
• Prismas 
 
REFRAÇÃO 
 
 É o nome dado ao seguinte fenômeno: 
 
 Quando um raio luminoso passa de um meio homogêneo para outro onde ambos 
têm diferentes índices de refração a direção deste raio se altera. 
 
 
 
Fig. 01 
 
 
LEI DA REFRAÇÃO OU LEI DE SNELL 
 
n . Sen ϕ = n'. Sen ϕ' 
 
DESLOCAMENTO CAUSADO POR UMA PLACA 
 
 
OBS.: 
 Sendo a incidência oblíqua, a distância entre as retas suportes dos raios incidente 
e emergente cresce com o ângulo de incidência e com a espessura da placa. 
 
 7
 
Fig. 02 
 
 
CÁLCULO DO DESLOCAMENTO TRANSVERSAL 
 
 
 
 
REFLEXÃO DA LUZ 
 
 Quando um raio luminoso incide numa superfície polida, ele se reflete. Esta reflexão 
pode acontecer totalmente ou parcialmente, nesta última pode ser, parte refletida, parte 
refratada e parte absorvida. 
 
 
Fig. 03 
 
OBS.: 
 Para um ângulo de refração ϕ' = 90º, existirá um ângulo crítico de incidência. 
 
 
 
 
 8
ESPELHO PLANOS 
 
 Os raios refletidos produzem interferência. 
 
 
Fig. 04 
 
PRISMAS 
 
 PRINCÍPIO DO PRISMA: 
 
 Se o ângulo de incidência for maior que o ângulo crítico, ϕ > ϕ'c, a reflexão é 
total. 
 
 PRISMA RETO - Desvia a trajetória dos raios luminosos de 90º. 
 
 
Fig. 05 
 
 9
 LENTES DELGADAS 
 
 a) LENTES CONVERGENTS OU POSITIVAS 
 
 
Fig. 07 
 
OBS.: 
 Em lentes convergentes os raios refratados se interceptam. 
 
 a) LENTES DIVERGENTES OU NEGATIVAS 
 
 
Fig. 08 
 
 A lentes reúne todo o FEIXE LUMINOSO do objeto no plano da imagem 
(INVERTIDA). 
 
 
Fig. 09 
 
 10
 Quando os raios luminosos incidentes são paralelos ao eixo da lente, a 
convergência se dá no foco. 
 
 
 
Fig. 10 
 
 Raios paralelos entre si convergência no plano focal 
 
 Relação existente entre a distância do objeto, distância da imagem e distância 
focal. 
 
 
 
 
Fig. 11 
 
 
 11
CONDIÇÕES DE SCHEIMPFLUG 
 
 Estas condições estabelece que os planos objetos, imagem e plano da lente deve-
se interceptar simultaneamente em uma reta comum. 
 
 
Fig. 12 
IMAGENS 
 
 Quando os raios procedentes do objeto atravessam um a lente divergente estes 
raios não forma imagem. Neste caso o retro-prolongamento dos raios é que formarão a imagem 
denominada VIRTUAL. 
 
 
Fig. 13 
 
 PROP. Todo raio incidente em N diverge a partir de N'. 
 
 
 
 SISTEMA DE LENTES 
 Fig. 14 
 
 12
 13
CÂMARAS AÉREAS 
 
CONSIDERAÇÕES GERAIS 
 
PARTES E PRINCIPAIS ELEMENTOS DA CÂMARA 
 
1. MAGAZINE ⇒ PLANIFICAÇÃO DO FILME 
 
• Tensão do Filme 
• Pressão contra o plano focal 
• Ar no cone 
• Fixação com sistema à vácuo 
 
2. CORPO ⇒ MECANISMOS DIRETOR 
 
3. CONE ⇒ ELEMENTOS PRINCIPAIS 
 
• Filtro 
• Sistema de lentes 
• Obturador 
• Diafragma 
• Cone Interno 
 14
PARALELO ENTRE: 
 
CÂMARA E OLHO HUMANO 
 
 Considera-se portanto que a câmara seja uma imitação grosseira do olho humano. 
 
EM AMBOS REGISTRAM INFORMAÇÕES LUMINOSAS 
 A câmara registra no filme. 
☺ O olho registra na retina. 
 
 
EM AMBOS O RAIO LUMINOSO PASSA POR UM MEIO DE PROTEÇÃO 
 Na câmara o filtro. 
☺ No olho a córnea. 
 
 
EM AMBOS HÁ UM DISPOSITIVO QUE CONTROLA 
O DIÂMETRO DO FEIXE DOS RAIOS LUMINOSOS 
 Na câmara o Diafragma. 
☺ No olho a Membrana Íris. 
 
 
A SEGUIR O RAIO ATRAVESSA UMA LENTE CONVERGENTE 
 Na câmara o Sistema de Lentes. 
☺ No olho o Cristalino. 
 
 
EM AMBOS HÁ UM DISPOSITIVO QUE CONTROLA A ENTRADA DE LUZ 
 Na câmara o Obturador. 
☺ No olho a Pupila. 
 
Fig. 15 
 
 15
FILTRO 
 
FUNÇÕES: 
 
• Proteger o sistema de lentes. 
• Distribuir a luz no negativo. 
• Reduzir os efeitos da bruma atmosférica. 
 
 EFEITO ⇒ Véu Atmosférico (Azul do Céu). 
 
TIPOS: 
 
• Lâmina de gelatina montada em um suporte. 
• Lâmina de gelatina entre duas lâminas de vidro. 
• Lâmina de vidro colorida. 
 
SISTEMA DE LENTES 
 Estabelece a convergência dos raios luminosos, procedentes do espaço objeto. 
 
 a) ABERRAÇÃO ESFÉRICA 
 
 
Fig. 16 
 
REDUÇÃO DA ABERRAÇÃO ESFÉRICA PELO DIAFRAGMA. 
 
 
Fig. 17 
 
 b) ABERRAÇÃO CROMÁTICA 
 
 
 
Fig. 18 
 
 16
 
c) ASTIGMATISMO 
 
 
Fig. 19 
 
Obs.: 
 As aberrações prejudicam a nitidez das imagens enquanto que as distorções das 
lentes degradam a forma geométrica. 
 
 d) DISTORÇÃO RADIAL 
 
 Causada por falhas nas confecção das lentes. 
 
 e) DISTORÇÃO TANGENCIAL 
 
 Causada por deficiência na centragem das lentes 
 
 
 
Fig. 20 
 
 Efeito da distorção radial sobre um quadrado. 
 
 
Fig. 21 
 
 
 17
f) PODER DE RESOLUÇÃO 
 
 É a capacidade do sistema em separar elementos pequenos e próximos uns dos 
outros. 
OBTURADOR 
 
 Controla o intervalo de tempo de exposição, o qual varia de 0,01 a 0,001 de 
segundo. 
 
 
Fig. 22 
 
 
PRINCIPAIS TIPOS DE OBTURADORES 
 
 
• Folhas 
• Lâminas 
• Discos Rotativos 
 
OBTURADOR CENTRAL DE FOLHAS 
 
 
Fig. 23 
 
 
DIAFRAGMA 
 
 Controla o diâmetro do feixe luminoso em função da intensidade da luz do 
objeto. 
 18
CONE INTERNO 
 
 Suporta o sistema de lentes e o plano focal. 
 
 Determina as marcas fiduciais. 
 
ACESSÓRIOS DE UMA CÂMARA 
 
1. BERÇO DA CÂMARA 
 
 FINALIDADES: 
 
• Manter os graus de liberdade de rotação da câmara no espaço. 
• Minimizar os efeitos da vibração. 
• Conservar o eixo ótico na vertical. 
 
2. INTERVALÔMETRO 
 
 Dispositivo que faz o controle de exposições dentro do intervalo de tempo 
programado. 
 
3. VISOR 
 
 Dispositivo auxiliar para o controle do operador. 
 
DERIVA E SUAS CONSEQUÊNCIAS 
 
 
Fig. 24 
 19
 
4. ALTÍMETRO 
 
 A. P. R. (AIRBORN PROFILE RECORDER) 
 
5. REGISTRADOR AUTOMÁTICO DE DADOS 
 
 Altitude de vôo, distância focal, desvio da vertical, hora, número da foto, 
indicação do trabalho etc. 
 
 Relação entre duas fotos com recobrimento Longitudinal e Lateral. 
 
 
Fig. 25 
 
FALHAS NO RECOBRIMENTO DEVIDO: 
 
1. A VARIAÇÃO DA ALTURA DE VÔO 
 
 
Fig. 26 
 
 20
2. A VARIAÇÃO NA ALTITUDE DO TERRENO 
 
 
Fig. 27 
 
 
 
 
3. A INCLINAÇÃO DO EIXO ÓTICO 
 
 
Fig. 28 
 
 
 21
 22
CARACTERÍSTICAS DAS CÂMARAS AÉREAS 
 
a) Lentes de alto padrão geométrico. 
b) Distância focal fixa e calibrada. 
c) Obturador de alta velocidade e bom rendimento. 
d) Grande capacidade de armazenamento. 
e) Filme de alta sensibilidade. 
f) Filme cuidadosamente planificado para evitar deslocamentos. 
g) Utiliza acessórios especiais como: Berço, Intervalômetro, registrador 
automático, etc. 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS CÂMARAS AÉREAS 
 
a) QUANTO AO TIPO: 
 
• Câmara de objetiva e corpo único. 
• Câmaras de multi-objetivas. 
• Câmaras de faixas. 
• Câmaras panorâmicas. 
 
b) QUANTO AO CAMPO ANGULAR: 
 
• Normal ⇒ abertura ( α ) 100º. 
 
c) QUANTO A DISTÂNCIA FOCAL: 
 
• Curta ⇒ f 300 mm. 
 
d) QUANTO A FINALIDADE: 
 
• Reconhecimento 
• Mapeamento 
• Fins especiais 
CAMPO ANGULAR 
 
 
Fig. 29 
 
 β ⇒ Plano Focal 
 α ⇒ Abertura Angular 
 
 
 
 P. ex.: Classificar a câmara quanto ao campo angular. f = 152 mm, l = 23 cm. 
 
 23
 24
GEOMETRIA DA FOTO VERTICAL 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS FOTOGRAFIAS AÉREAS 
 
 Segundo a posição do eixo da Câmara são classificadas em: 
 
a) Fotos Realmente Verticais - São as AEROFOTOS ideais, cujo eixo ótico da Câmara 
coincide perfeitamente com a vertical da estação de tomada da foto, no instante que 
esta foi obtida. 
 
b) Fotos Verticais - São Fotos inclinadas consideradas como verticais. Estas Fotografias 
possuem um ângulo de inclinação entre 1º e 3º, não devendo exceder a 5º. 
 
c) Fotos Oblíquas - São aquelas obtidas com o eixo ótico propositadamente inclinado. 
Estas podem ser: 
 
1. Oblíquas Baixa - Quando o Horizonte não aparece na Foto.2. Obliqua Alta - Quando o Horizonte aparece na Foto. 
 
DEFINIÇÃO 
 
 Estas definições tem como objetivo facilitar a compreensão do assunto em 
exposição, como também familiariza-los com os termos técnicos Fotogramétricos. Ver Fig. 
32. 
 
1. ESTAÇÃO DE EXPOSIÇÃO ( L ) - É a posição no espaço, do Ponto Nodal 
anterior no instante da tomada da Foto. 
 
2. DISTÂNCIA FOCAL ( f ) - É a distância do Ponto Nodal anterior até o plano da 
Fotografia. 
 
3. PONTO PRINCIPAL ( o ) - É a projeção ortogonal do Centro de Perspectiva no 
plano da Foto. 
 
4. LINHA PRINCIPAL ( no ) - É o segmento de reta que liga o Ponto Nadir ao Ponto 
Principal. 
 
5. EIXO PRINCIPAL ( Lo ) - É a perpendicular que vai do Centro Perspectivo ao 
Plano do Negativo. 
6. ALTURA DE VÔO ( LN ) - É a distância perpendicular que vai do Plano de 
Referência na Superfície ao Centro de Perspectiva. 
 
7. ATITUDE DE VÔO - É a elevação da estação de exposição em relação ao nível 
médio do mares. 
 
8. SISTEMA DE COORDENADAS FOTOGRÁFICAS - É um sistema Ortogonal 
Destrógiro, cujos eixos são definidos pela união das marcas Fiduciais opostas, sendo 
o eixo dos ''X'' a direção que mais se aproxima da linha de Vôo. 
 
9. MARCAS FIDUCIAIS - São marcas gravadas nas bordas da Foto, sendo um dos 
propósitos a identificação do Centro Geométrico da Fotografia. 
 
10.PONTO NADIR ( n ) - É o Ponto onde a Vertical da estação de tomada da Foto 
intercepta o plano da Foto. 
 
11.INCLINAÇÃO ( t ) - É o ângulo formado entre o eixo Ótico da Câmara e a Vertical 
da Estação de Exposição. 
 
12.PLANO PRINCIPAL ( LON ) - É o Plano Vertical que contém o eixo Ótico e a 
Vertical. 
 
13.AZIMUTE DO PLANO PRINCIPAL ( Az ) - É o ângulo Horizontal Horário com 
Vértice no Nadir do terreno, contado a partir do norte até o plano principal. 
 
14.ISOCENTRO ( I ) - É o ponto de interseção da bissetriz do ângulo de inclinação e o 
plano da Foto. 
 
15.EIXO DE INCLINAÇÃO ( Li ) - É o segmento perpendicular à linha principal no 
ISOCENTRO, contido na Foto. 
 
 
Fig. 32 
 
FORMATO E APRESENTAÇÃO DAS FOTOGRAFIAS 
 
 O formatos das Fotografias Aéreas variam em função do quadro da Câmara 
Aérea, ou seja, do Chassi do Material sensível, o qual determina o tipo de Filme que possa ser 
empregado. 
 
 
 Os formatos mais encontrados são: 
 
a) 23cm x 23cm - (9,0 x 9,0 pol.) → mais usado. 
b) 18cm x 18cm - (7,0 x 7,0 pol.) 
c) 14cm x 14cm - (5,5 x 5,5 pol.) 
 
 Quanto a apresentação as Fotografias Aéreas podem ser apresentadas nos 
seguintes materiais. 
 25
 26
 
a) Papel Fotográfico - FOTO 
b) Papel Cronapac (Plástico) 
c) Diafilme - Filme em Positivo 
d) Diapositivo - Diafilme em Placa de Vidro ou Plástico Transparente. 
 
 
INSCRIÇÕES MARGINAIS 
 As Fotografias Aéreas, em geral, possuem nas margens uma série de registros, 
representadas por um conjunto de letras e números, que facilitam as informações sobre a 
região fotografada, ou seja: Data e Hora da Fotografia, Número da Foto, Número do Vôo, 
Distância Focal, Altura de Vôo, Tipo de Câmara, etc. 
 
HIPÓTESES SIMPLIFICATIVAS 
 
 As relações matemáticas a seguirem, serão formuladas com base em certas 
hipóteses simplificativas, as quais são: 
 
1) As fotografias são PERFEITAMENTE VERTICAIS. 
 
2) A origem do SISTEMA DE COORDENADAS FOTOGRÁFICAS está situada no 
PONTO PRINCIPAL. 
 
3) Foram efetuadas correções aos seguintes fatores, os quais provocam deslocamentos 
das imagens: 
 
a) "Trabalho" do material fotográfico. 
 
b) Distorções das Lentes. 
 
c) Refração atmosférica. 
 
d) Curvatura terrestre. 
 
 Mesmo que estabeleçamos como premissa uma foto ideal, perfeitamente vertical 
e obtida com câmara métrica, as fórmulas obtidas podem ser aplicadas às fotografias inclinadas 
nos trabalhos de mapas topográficos comuns. Os erros decorrentes destas simplificações são 
desprezíveis. 
 
ESCALA DE UMA FOTO 
 
 A escala de uma fotografia vertical é definida como sendo, a razão entre um 
comprimento na foto e o comprimento horizontal correspondente no terreno. Por convenção 
esta representação é feita através de uma razão, cujo numerador tem valor unitário. 
 Na figura 33 está representado uma seção do cone de projeção de uma foto 
vertical, por um plano que contém o eixo Ótico e os pontos ''A'' e ''B'' situados num plano 
horizontal de altitude média do terreno, coberto pela foto. 
 
 
Fig. 33 
 
 Podemos observar que os triângulos ''Lao" e ''LAO'', bem como ''Lbo'' e ''LBO'' 
são semelhantes. 
 
 Considere portanto: o segmento "ao" de tamanho unitário está para o segmento 
"AO" de tamanho "x", assim como, a distância focal "f" está para a altura de vôo " H' ", ou 
seja: 
 
 
 
 Evidentemente que, para diferentes alturas de vôo ( H' ) e uma mesma distância 
focal a escala varia, o que nos conduz à definição de escala num determinado ponto, e por 
conseguinte escala média. 
 
 conforme a relação mostrada anteriormente, percebe-se que, ver fig. 34, para um 
aumento da altura de vôo, mantendo-se a distância focal, haverá uma diminuição na escala da 
foto. De outra forma percebe-se também, ver fig. 35, para uma mesma altura de vôo, Câmaras 
Aéreas que tenham maior distância focal tirarão fotos com escalas MAIORES. Fica 
evidenciado que quanto MAIOR a escala da foto, MENOR a área do terreno imageada. Ver 
fig. 34 e fig. 35. 
 
 OBS.: MAIOR ALTURA DE VÔO → MENOR A ESCALA. 
 → MAIOR A ÁREA MAGEADA. 
 
 27
DIFERENTES ( H' ) MESMO ( F ) → ESCALA VARIA. 
 
 
Fig. 34 
 
 
 MESMO ( H ) DIFERENTES ( f ) 
 
 
Fig. 35 
 
 OBS.: MAIOR DISTÂNCIA FOCO → MAIOR ESCALA → MENOR 
 ÁREA MAGEADA 
 
 Sabemos que a superfície terrestre, mesmo em pequenos trechos não é 
perfeitamente plano, o relevo se apresenta de forma ondulado variando altitude em diferentes 
pontos. Desta forma teremos escalas diferentes para cada altitude, o que nos leva a considerar a 
altitude média do terreno, para uma melhor determinação da escala. Ver Fig. 36. 
 
 É conveniente lembrar que no mapa a escala é constate e a projeção é ortogonal, 
enquanto que na foto, como já comentado, a escala varia e a projeção é central. 
 
 28
 
Fig. 36 
 
 
 
 
 29
 
SUPERFÍCIE DE UMA FOTO 
 
 O relacionamento maior de superfície de uma fotografia está com sua própria 
escala. 
 
 Uma foto que tenha: 
 
 
 Para um comprimento "L" no terreno temos: 
 
 
 
 
 
 para uma área "L x L" teremos: 
 
 
 
EXEMPLO: 
 
 Quantos hectares é a área de recobrimento de uma foto, tomada por uma câmara 
Zeiss RMK 15/23, num vôo a 3000 metros de altitude de uma região cuja altitude média é de 750 
metros. 
 
 
 
 
 30
SISTEMAS DE REFERÊNCIA 
 
 
 
SISTEMA DE COORDENADAS DE TERRENOS E FOTOGRÁFICO 
Fig. 37 
 
 
 
 
 
OBS.: 
Quando temos uma medida no terreno e queremos representa-la em carta, fazemos: 
 
 
 31
CÁLCULO DA ALTITUDE DE VÔO 
 
 Da equação anterior para se determinar H, resolve-se uma equação do tipo: 
 
aH2 + bH + c = 0 
 
1. Determinação de um valor aproximado H0. 
 
 
 
2. Cálculo das coordenadas de terreno, utilizando H0. 
 
 
 
3. Cálculo da distância. 
 
 
 
4. Cálculo do novo valor de H1. 
 
 
 
5. Repete-se os passos 2, 3 e 4, utilizando o novo valor H1 até a convergência desejada. 
LINHAS DE APOIO OU CONTROLE 
 
Extensão das linhas de controle numa faixa. 
 
 
Fig. 38 
 
 32
 
 
DESLOCAMENTO DA IMAGEM 
 
 Sendo a fotografia uma projeção central, as variações de altitude acarretam deslocamento 
radiais. 
 
 
DESLOCAMENTO RADIAL DA IMAGEM DEVIDO AO 
RELEVO E A PROJEÇÃO CENTRAL 
Fig. 39 
 
VISÃO ESTEREOSCÓPICA 
 
 Visão Estereoscópica é a visão tridimensional da imagem de um objeto. Para se 
chegar a esta visão utilizamos diferentes processos e métodos, ou seja, através de processos ótico-
mecânico ou diretamente com os olhos. 
 
PERCEPÇÃO DE PROFUNDIDADE 
 
 É possível estabelecer comparações mensuráveis entre objetos que se encontram em 
nosso campo visual, através da sensação de profundidade. 
 
 As noções de profundidade proporcionada por estas sensações podemser divididas 
em dois grupos: 
 
 PERCEPÇÃO DE PROFUNDIDADE POR MÉTODO MONOSCÓPIO: É a que 
reúne diferentes formas de percepção de profundidade que possam ser observadas com um só 
olho com VISÃO MONOCULAR. 
 
 São exemplos destas formas: 
 
a) Uma fila de postes. Notamos que a sua altura diminui com o afastamento dos 
postes. 
 
 33
b) Olhando para uma estrada, as suas margens parecem convergir para um ponto. 
 
c) A ocultação de um objeto mais afastado, por outro mais próximo. 
 
d) As montanhas distantes apresentam uma cor azulada, enquanto que as próxima 
apresentam cor verde. 
 
e) A comparação do tamanho relativo de dois objetos de dimensões conhecidas. 
 
 PERCEPÇÃO DE PROFUNDIDADE POR MÉTODO ESTEREOSCÓPICO, este 
exige visão BINOCULAR e nos fornece uma noção bastante precisa da profundidade, razão pela 
qual é de grande aplicação na fotogrametria. 
 
 Ao observarmos um objeto, os eixos óticos dos dois olhos convergem naquele 
objeto formando um ângulo chamado ÂNGULO PARALÁTICO. Este ângulo é tanto maior 
quanto mais próximo de nós estiver o objeto. 
 
 BASE DOS OLHOS, (base ocular ou distância interpupilar): É a distância entre os 
dois olhos. Esta base difere de pessoa para pessoa entre os limites que variam de 5,5cm à 7,0cm, 
sendo mais comum a base de 6,5cm. 
 
 Conforme a Fig. 40, fica visível que os ÂNGULOS PARALÁTICOS estão 
estreitamente relacionados com a profundidade, onde: 
 
"01" e "02" → são os OLHOS 
"b" → BASE DOS OLHOS 
"NA" e "NB"→ ÂNGULOS PARALÁTICOS 
"DA" e "DB"→ PROFUNDIDADES 
 
 
Fig. 40 
 
 Para uma pessoa, a percepção de profundidade se dá com bastante nitidez nos 
seguintes intervalos: 
 
ÂNGULOS PARALÁTICOS → 10'' a 16º 
PROFUNDIDADES → 25cm a 600m 
 
 Alem de 600m, ou o que equivale a menos de 10'', as diferenças entre os 
ÂNGULOS PARALÁTICOS não são bem percebidas, por outro lado, além de 16º, ou o que 
equivalente a menos de 25cm, a convergência dos eixos óticos é forçada. 
 O que acontece, é que o registro da imagem de um objeto é feito independentemente 
em cada olho e a fusão das imagens ocorre no cérebro, efeito igual será se ao invés de 
apresentarmos a ambos os olhos um objeto situado no ponto C (conforme Fig. 41), 
 34
apresentássemos duas imagens deste objeto, situado mais próximas dos olhos, nas posições "c" e 
"c' " dos eixos óticos. 
 
 
Fig. 41 
 
ESTEREOSCOPIA 
 
 A Estereoscopia é um dos processos de visão tridimensional, que tem sua grande 
aplicação na Fotogrametria. 
 
 - Dif. I, segundo Wolf: "Estereoscopia é a ciência e a arte que permite a visão 
Estereoscópica (terceira dimensão); é o estudo dos métodos que tornam possíveis estes efeitos". 
 
 - Dif. II, Estereoscopia é o nome dado ao seguinte fenômeno natural: Uma pessoa 
observa simultaneamente duas fotos de um objeto, tomadas de dois pontos de vista distintos. 
Vendo cada foto com um olho, verá o objeto em três dimensões. Para que este efeito se viabilize, 
torna-se necessário os seguintes requisitos: 
 
1) No instante da observação os eixos óticos devem estar aproximadamente no mesmo 
plano. 
 
2) A razão B/H' deve ser tal que 0,02absolutas de dois pontos 
conhecidos. 
 
dp = PB - PA 
 
 37
PROPRIEDADES 
 
1. Pontos com igual paralaxe tem a mesma cota. 
 
2. Postos com maiores paralaxe terão cotas maiores. 
 
3. Pontos com menores paralaxe terão cotas menores. 
 
 
Fig. 43 
 L1 = L2 ⇒ Ilustra as abcissas e as paralaxes dos pontos A e B. 
 
 
Fig. 44 
 
 
 A medida da paralaxe ou diferença de paralaxe pode ser efetuada com instrumento de 
medida como régua, barra de paralaxe, restituidor, etc. 
 
 
PARALAXE EM Y 
 
 A paralaxe em X será usada na determinação de altitudes ou diferença de níveis. 
 
 38
 Enquanto que a paralaxe em Y não apenas é inútil como também prejudica a visão 
estereoscópica. 
 
 
 
EQUAÇÃO DA PARALAXE 
 
 
Pa = xa - x'a 
 
 
 
 
 
 
 Comparando "1" e "3", teremos: 
 
 
 
 39
EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DA FOTOGRAMETRIA 
OU EQUAÇÃO DA PARALAXE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 40
PLANO DE VÔO 
 
FINALIDADE 
 
 * Orientar a equipe de trabalho. 
 * Dar uniformidade aos trabalho de campos e de laboratório. 
 * Dar maior rendimento e economia. 
 * Dar maior precisão na tarefa de fotografia. 
 
DECISÕES A SEREM TOMADAS OU CONDIÇÕES A SEREM ESTABELECIDAS 
 
 * Características das fotografias. 
 * O fim que elas se destinam. 
 * A escala das fotos em função do restituidor. 
 * Autonomia da aeronave. 
 * Região rural ou urbana. 
 * Condições atmosféricas locais. 
 
DEFINIÇÕES DOS ELEMENTOS 
 
 * Tipo de câmara a ser utilizada. 
 * Altura de vôo em função da escala da foto. 
 * Superposição longitudinal. 
 * Superposição lateral. 
 * Número de faixas. 
 * Número de fotos por faixa. 
 * Tempo de exposição de cada foto. 
 * Quantidade necessária de filme. 
 
PROJETO DE LEVANTAMENTO 
 
 * Localização geográfica. 
 * Boa carta da região. 
 * Locação dos pontos de apoio na carta. 
 * Sinalização dos pontos no terrenos. 
 * Direção e sentido das faixas (N - S, E - O). 
 
ROTEIRO DO PLANO DE VÔO 
 
 1. ALTURA DE VÔO PROVISÓRIA 
 
H' = C.∆H 
Onde, 
 C → Constante do restituidor ou fator de estereocompilação. 
 ∆H → Equidistância entre as curvas de nível. 
 
 2. ESCALA PROVISÓRIA DA FOTO 
 
 
 41
 
 3. ESCALA DEFINIDA DA FOTO 
 
 E → Mais próxima superior da escala provisória. 
 
 4. ALTURA DE VÔO DEFINITIVA 
 
 
 5. TEMPO DE EXPOSIÇÃO ADMISSÍVEL 
 
 
Onde, 
 a → Arrastamento admissível (a = 1/20 mm). 
 V → Velocidade de cruzeiro. 
 E → Escala definitiva. 
 
 6. DISTÂNCIA NO TERRENO ENTRE FAIXAS DE VÔO 
 
 
Onde, 
 W → l (1 - Sl) 
 l → Lado da foto 
 Sl → Superposição Lateral. 
 
 6.1 "W" NO MAPA DA REGIÃO 
 
Wm = W.Em 
Onde, 
 E → Escala no mapa 
 
 7. DISTÂNCIA NO TERRENO ENTRE EXPOSIÇÕES 
 
 
 
Onde, 
 b → Fotobase 
 B → Base aérea 
 SL → Superposição longitudinal 
 
 8. INTERVALO DE ESPOSIÇÃO 
 
 
 42
Onde, 
 B → Base aérea 
 
 
 9. DISTÂNCIA NO TERRENO ENTRE EXPOSIÇÃO SUCESSIVAS AJUSTADAS 
 
BA = V.I 
 
 9.1 DISTÂNCIA ENTRE EXPOSIÇÕES AJUSTADAS NO MAPA DA REGIÃO 
 
Bm = BA.Em
 
 10. SUPERPOSIÇÃO LATERAL 
 
 
 
 11. SUPERPOSIÇÃO LONGITUDINAL 
 
 
 
 12. NÚMERO DE FAIXAS OU LINHAS DE VÔO (NL ou NF), CONTADAS NO MAPA. OU: 
 
 
 
 L → Largura do terreno 
 W → Distância no terreno entre faixas 
 
 13. NÚMERO DE FOTOS POR FAIXA 
 
 
 
Onde, 
 CF → Comprimento da faixa ≤ 100 Km 
 
 14. NÚMERO TOTAL DE FOTOS 
 
 
 43
 
 44
 15. QUANTIDADE DE FILME NECESSÁRIO 
 
QF = Nf x 1 + 10% 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 45
FOTOÍNDICE, MOSAICO, FOTOCARTA 
E ORTOFOTOCARTA 
 
 
INTODUÇÃO 
 
 Toda e qualquer fotografia aérea de uma região constitui uma fonte riquíssima de 
informações sobre os objetos nela reproduzidos. Quando a fotografia é tomada como o eixo ótico da 
câmara fotogramétrica aproximadamente na vertical e o terreno fotografado é aproximadamente, plano e 
horizontal, a foto, por si só, constitui uma planta fotográfica,, na medida que são desprezados os efeitos 
causados pelos desníveis do terreno e pela pequena inclinação daquele eixo. 
 
 Todas as considerações a seguir são feitas em função de fotos tomadas com eixo ótico da 
câmara aproximadamente na vertical. Podemos ainda adiantar que uma fotografia aérea e dita 
transformada se ela foi corrigida das pequenas inclinações do eixo vertical e das diferenças de altura de 
vôo provocada por fatores que vão alterar as escalas das fotos. Em síntese, estes fatores são: 
 
• Inconstância das rotações dos motores do avião, devido às camadas de ar de diferentes 
densidades e o magnetismo terrestre. 
 
• Turbulências atmosféricas causadas pelas correntes de ar, ascendentes e descendentes, 
provocadas pelo aquecimento da atmosfera. Ela é maior em torno de meio-dia, exatamente nas 
horas mais propícias de vôo fotogramétrico. 
 
• Ventos com rajadas variáveis, acarretando a distorção da posição da posição do avião, em 
relação à linha de vôo (deriva, convergência, e inclinação). 
 
 A copiagem dos filmes para fins de fotoíndice e mosaico deverá ter cuidados especiais de 
iluminação e revelação, afim de ser obtida uma homogeneidade dos tons de cinza nas diversas fotos. 
 
FOTOÍNDICE 
 
 Após um vôo fotogramétrico, face à necessidade de saber, em primeira aproximação, a 
situação do recobrimento de determinada região é necessário fazer uma composição das fotos existentes. 
Fotoíndice é definido pelo DSG, como sendo, "a redução fotográfica do conjunto de fotos de escala 
aproximada que recobrem determinada área, justapostos umas às outras pela zona de superposição". 
 
FINALIDADE: 
 
1. Conhecer as áreas já fotografadas e as especificações de vôo; 
 
2. Saber quais as falhas existentes no recobrimento, bem como as derivas; 
 
3. ter uma primeira aproximação da carta da região; 
 
4. Facilitar a escolha e a identificação das fotos a serem utilizadas através do enquadramento dos 
Paralelos e Meridianos, obtendo-se o número do vôo, número da faixa e número das fotos 
correspondentes. 
 
 46
5. Base principal para a solicitação do apoio terrestre e elementos importantes para o 
planejamento dos trabalhos de campo. 
 
 
 
MOSAICOS 
 
 Todas as vezes que o emprego da carta não exigir medidas rigorosas. Interessando apenas 
os aspectos da região, usa-se com grandes vantagens os mosaicos. Mosaico é o conjunto de fotos de 
escala aproximada, da determinada região, recortadas e montadas técnica e artisticamente de tal forma a 
dar impressão de que todo conjunto é uma única fotografia. 
 
 Os mosaicos se classificam em: 
 
1. MOSAICO NÃO CONTROLADO: É aquele em que as fotografias são ajustadas pela 
combinação pura e simples de detalhes, oferecendo um bom quadro do terreno, porém 
contendo erros de escala e direções, pois há necessidade de se utilizar todas as fotografias 
devido ao recobrimento de 60%. 
 
2. MOSAICO SEMI-CONTROLADO: Este tipo de mosaico é mais preciso que o anterior por se 
utilizar pontos de apoio e até mesmo a triangulação radial para eliminar em parte os erros de 
direção no ajuste das fotografias. 
 
3. MOSAICO CONTROLADO: Dos três tipos é o mais preciso, sendo preparado com fotografias 
"retificadas e padronizadas", isto é, corrigidas de todas as inclinações e postas numa mesma 
escala. Além da característica das fotografias citadas acima, o mosaico controlado exige que se 
tenha pontos de controle. As coordenadas destes pontos podem ser obtidas por trabalhos de 
campo, por triangulação radial ou pela extensão da linha de apoio fotogrametricamente. 
 
FINALIDADE: 
 
 Os mosaicos não controlados e semi-controlados não podem substituir um planta, carta ou 
mapa, somente se prestam para um estudo prévio, para dar noções do conjunto fotografado e a base para 
outros projetos a executar. Já os mosaicos controlados, que se constituem em foto-plantas planimétricas, 
oferecem maior precisão, além de oferecer uma profusão de pormenores informativos que não são 
conseguidos nos levantamentos terrestres clássicos. Devido as suas muitas vantagens são largamente 
usados pelos fotointerpretes e engenheiros tendo o seu ponto mais apreciado no campo da planimetriaquer seja em projetos de engenharia ou no uso da terra. As características de uma determinada região são 
analisadas e interpretadas mais rapidamente e economicamente sobre um mosaico que "in loco". Daí a 
grande aplicabilidade dos mosaicos no estudo na características geológicas, inventários de recursos 
naturais, investigações do tipo de solos através dos padrões de drenagens perspectivas hidrelétricas, 
projetos de rodovias etc. 
 
OBS.: 
Nos mosaicos controlados e semi-controlados os pontos de controle devem aparecer 
nitidamente identificáveis nas fotografias e se possível com as coordenadas impressas no 
próprio mosaico. 
 
FOTOCARTA 
 
 47
 Fotocarta é um mosaico controlado, sobre o qual é traçado uma quadriculagem e uma 
moldura e lançadas algumas nomenclaturas como nome de rios, cidades, acidentes geográficos 
importantes, etc. A escala da fotocarta sempre é aproximada. 
 
ORTOFOTOCARTA 
 
 Este item visa definir termos relacionados à técnicas e estituir normas preliminares para a 
obtenção de ortofotomapas. 
 
 ORTOFOTOGRAFIA - É a fotografia resultante da transformada de uma foto original 
que é uma perspectiva central do terreno em uma projeção ortogonal sobre um plano . 
 
 ORTOFOTOCARTA - É uma ortofotografia complementada por símbolos, linhas e 
quadriculagem com legenda. podendo conter informações plani-altimétricas. 
 
 ORTOFOTOMAPA - É o conjunto de várias ortofotocartas, adjacentes, de mesma escala 
de uma determinada região. 
 
 O sistema universal de ortoprojeção baseia-se no princípio da "Retificação ou 
Transformação diferencial". A técnica ortofotoscópica tem como finalidade principal acelerar e 
racionalizar a confecção de cartas, baseando-se no principio de utilizar a foto aérea diretamente como 
mapa. 
 
 A vantagem da ortofotografia, sobre a fotografia convencional (perspectiva central), foi 
reconhecida desde 1903, por SCHELMPFLUG que primeiro concebeu a idéia de produzir ortofotografia 
convencionais. Só no anos 50 houve um grande avanço, com a criação do instrumento denominado 
ortofotoscópio. A partir de então, vários aparelhos de ortoprojeção tem sido produzidos e cada vez mais 
sendo aperfeiçoado, desde os ortoprojetores analógicos como o Zeiss Ortho-3 Projector, o Wild PPO-8, o 
Gigas-Zeiss GZ-1 Orthoprojector, etc., até os modelos ortoprojetores analíticos como o Wild Avioplan 
OR-1, o Zeiss Orthocomp Z-2, o AS11-C, o Gestalt Photomapper GMP, etc. 
 
 Geralmente as ortofotocartas obedecem a uma articulação de falhas oriunda da carta ao 
milionésimo, e a escala de ampliação varia com a resolução do ortoprojetor, chegando a ampliar até três 
vezes a escala da foto. 
 
 48
FOTOINTERPRETAÇÃO 
 
I - NOÇÕES BÁSICAS 
 
INTRODUÇÃO 
 
 A civilização, desde há muito tempo está habituada a promover o desenvolvimento. 
Inicialmente, o homem fez as suas obras em barro, registrando os fatos de época de maneira aproximada. 
Com o passar do tempo, indicações de tamanho e escala foram adicionadas as suas obras tornando-as 
mais expressivas e significativas. O uso de padrões e cores também foi encontrado em primitivos 
desenhos do homem das cavernas, indicando desta maneira que estes dois elementos de fundamental 
importância já eram conhecidos em época bastante remotas. 
 
 Quando observamos uma imagem publicada num livro, revista ou mesmo pela televisão, 
elas nos dão uma idéia acerca de alguma coisa. Essa idéia ou impressão é o que poderíamos chamar de 
impressão fotográfica. 
 
 No caso da fotografia aérea pode-se considerar que a mesma é útil para dois propósitos 
vitais: reconhecimento e ilustração. O provérbio popular que diz "uma fotografia vale por mil palavras", é 
particularmente devido ao uso da fotografia como uma ilustração. Por outro lado se observarmos uma 
fotografia aérea e o seu par estereoscópio o valor da informação será de grande interesse para vários tipos 
de estudos. Pois toda e qualquer fotografia aérea de uma região constitui uma fonte riquíssima de 
informações sobre os objetos nela reproduzidos. 
 
 As imagens captadas através de sensores apresentam uma grande vantagem, a qual reside 
em registrar toda uma cena numa determinada época, e , este registro servir para ser estudada, 
posteriormente, a qualquer momento. Outra vantagem, adicional é que certos tipos de sensores podem 
registrar informações fora do alcance visual. 
 
 Quanto ao emprego, o campo da fotointerpretação é muito amplo como por exemplo: na 
Engenharia de uma forma geral, mais especificamente em Cartografia, Geologia, Geografia, Agronomia, 
Ecologia, Hidrologia, Oceanografia, Petrografia, Planejamento Urbano e Rural, Ciências da Terra, etc. 
 
 Desta forma podemos dizer que a capacidade de interpretação está diretamente ligado a 
área profissional do fotointérprete, além evidentemente dos conhecimentos básicos que servem para todas 
as áreas. 
 
DEFINIÇÃO 
 
 Segundo Wolf, fotointerpretação é definida pela Sociedade Americana de Fotogrametria 
como sendo o ato de examinar e identificar objetos (ou situações) em fotografias aéreas (ou outros 
sensores) e determinar o seu signficado. 
 
INTERPRETAÇÃO VISUAL 
 
 Na interpretação visual, como o próprio nome induz, o interprete analisa a imagem, 
gradativamente, com a visão e da mesma retira o que é possível dentro de seu interesse. Esta é a mais 
acessível à qualquer tipo de intérprete, pois basta que este tenha uma imagem fotográfica para analisar. 
 
 49
 A interpretação de uma imagem pode ser precisa ou imprecisa, completa ou parcial, 
sempre dependendo, do intérprete, da qualidade das fotos disponíveis, ou ainda dos objetivos do trabalho. 
 
 Desde os tempos mais remotos o homem sempre fez a interpretação de fotos, sejam elas 
aéreas ou terrestres, o que a princípio torna-se algo comum. Esta interpretação torna-se cada vez mais 
complicada ou exigente a medida em que o trabalho necessitar maiores detalhes na análise da área em 
estudo. 
 
INTERPRETAÇÃO AUTOMÁTICA 
 
 Há alguns anos não se ouvia falar em outra coisa senão a interpretação visual, o que difere 
atualmente e com grande velocidade, o surgimento de equipamentos e programas de interpretação 
automática. 
 
 A interpretação automática ode ser feita através de computadores devidamente 
implementados e preparados para analisar dados na forma digital. 
 
 Existem vários processos de interpretação automática. no momento, todos podem ser em 
duas categorias: os supervisionados e os não supervisionados. No primeiro há continua intervenção do 
intérprete, que modifica., sempre que necessário, a classificação efetuada, Na interpretação não 
supervisionada. o processo inicia com a leitura das fitas CCT, sendo a imagem classificada de acordo com 
a semelhança espectral dos diferentes tons de cinza. O resultado será um mapa que será depois conferido 
com os trabalhos de campo de então corrigido. 
 
FOTOGRAMETRIA E FOTOINTERPRETAÇÃO 
 
 Comparando mais detalhadamente as inter-relações entre os dois campos, veremos que 
inicialmente houve um desenvolvimento crescente dos instrumentos fotogramétricos, permitindo 
mensurações e mapeamentos, utilizando fotografias aéreas que contribuíram para o sucesso da 
fotointerpretação. Desde então estes instrumentos são considerados de grande utilidade, tanto para a 
fotogrametria como para a fotointerpretação. Muitas vezes fica difícil destinguir um campo do ponto. A 
fotogrametria está comprometida com a mensuração de objetos enquanto que a fotointerpretação está com 
identificação e interpretação do significado. Podemos dizer com simplicidade que a primeiro é a segunda 
qualitativa. 
 
 Para se obter êxito em fotointerpretação, certos conceitos ou premissas devem ser aceitos 
pelo fotointérprete. Primeiro deve-se compreender que, dentro das limitações impostas pelos materiais, 
equipamentos e procedimentos, as fotografias aéreas propiciam uma verdadeira descrição qualitativa da 
paisagem em seu infinitos detalhes. Outro aspecto é o aumento de detalhes com o aumento da escala. 
 
 
 
REQUISITOS PARA O FOTOINTÉRPRETEDurante o curso, fizemos uma comparação da vista humana com a câmara, deixamos de 
evidenciar muitas qualidades e vantagem que possuem os olhos. Naturalmente só interessava fazer uma 
comparação estrutural das semelhanças. Para o fotointérprete, temos que levar em consideração uma 
somatória de propriedades da vista, para podermos avaliar as qualidades que proporcionam maior poder 
de visão. 
 
 50
 O fotointérprete deve ter um conhecimento acumulado, treinamento e experiência par 
analisar as imagens fotográficas e deduzir o significado dos objetos registrados. 
 
 Características fundamentais do fotointérprete: 
 
1. Acuidade visual - Compreende-se aqui a capacidade que o indivíduo tem de separar 
detalhes nos objetos visíveis (poder de resolução do olho humano). Nesta, a acuidade 
estereoscópica é imprescindível, pois, é com esta habilidade que o fotointérprete pode 
apreciar, através da paralaxe, os objetos em três dimensões. 
 
2. acuidade mental - Nesta, inclui-se o "bom senso"," experiência", "imaginação" e 
"perícia". Esta acuidade pode ser melhorada com a experiência, onde fotointérprete vai 
acumulando conhecimentos e correlações necessárias, comparando fatos e imaginando 
situações para análise de objetos. 
 
3. Paciência e Adaptabilidade - A perseverança e a tolerância exige que o indivíduo recorra 
aos mais diversos meios e formas para garantir uma melhor solução. 
 
II - TÉCNICAS DA FOTOINTERPRETAÇÃO 
 
METODOLOGIA DA FOTOINTERPRETAÇÃO 
 
 Estabelecer uma sistemática na maioria das vezes é a melhor forma de interpretar, ou seja, 
explorar um tópico de cada vez, começando pelos mais simples chagando ao nível de detalhe 
preestabelecido e utilizando-se da seguinte sequência: 
 
• Características de transportes; 
• Características da drenagem; 
• Características do relevo; 
• Características da vegetação natural; 
• Características de culturas agrícolas; 
• Características urbanas; 
• Características industriais; 
• Características militares. 
 
ELEMENTOS BÁSICOS 
 
 A técnica da fotointerpretação consiste na maneira de como conduzir os trabalhos, 
dividindo-os em fases, de modo a aumentar a produtividade e melhor acompanhar o seu desenvolvimento. 
 
 A quantidade de informações disponíveis numa foto aérea depende de sua escala, tipo de 
filme, tipo de filtro usado quando da exposição, época do ano além de outros fatores. 
 
 Os registros fotográficos podem ser apresentados de muitas formas e tamanhos, e em 
última análise representam a energia de muitos faixas do espectro eletromagnético. Estes registros podem 
ser analisados através da interpretação fotográfica. 
 
 A interpretação destes variados registros não é tão difícil como possa parecer, mesmo se 
considerarmos a natureza do sistema de sensor que o produziu, ou a faixa do espectro eletromagnético 
representado. 
 
 51
 Ainda que o conhecimento dos sistemas de sensores sejam de imenso valor a interpretação 
dos registro gráficos em geral tendo em conta uma ou mais propriedades específicas da imagem. Estas 
propriedades são chamadas na maioria das vezes de "Elementos de Fotointerpretação" ou "Chave da 
Interpretação". 
 
 Desta forma podemos dizer que chave da Fotointerpretação é o conjunto de características 
de imagem fotográfica de um objeto, que permitem a sua identificação. 
 
 Formarmos a chave para fotointerpretar um objeto, quando obtemos as características de 
sua imagem que é definida pela forma, tamanho relativo, tonalidade ou cor, sombra, textura, posição, 
adjacências e outras particularidades através de uma análise. 
 
 FORMA - Alguns objetos são reconhecidos duas dimensões (largura e comprimento) 
numa única foto. Por exemplo, distinguir uma estrada de ferro de uma estrada de rodagem ou de um rio. 
As ferrovias se apresentam como extensa retas ligados por curvas suaves, já as rodovias são mais largas, 
apresentando largas pontes e curvas mais bruscas que das ferrovias. 
 
 TAMANHO - Depende da escala da fotografia, um objeto pode ter a mesma forma mas 
tamanho diferente. Por exemplo determinada construção, trata-se de residência, edifício ou fábrica. 
 
 TONALIDADE - Este nos dá indicações do grau de reflexão da superfície do objeto 
fotografado, assim, as estradas, os campos, etc., apresentam-se nas fotografias aéreas com tonalidades 
mais claras que as matas, que refletem menos luz. Naturalmente a regra não é geral. Torna-se necessário 
que o ângulo de reflexão da luz seja tal que os raios refletidos incidam na câmara. 
 
 Pode haver, pois caso de trechos de rios apresentem imagem negra e outros clara. A água é 
ótima superfície refletora. Assim segue a lei da reflexão dos espelhos, isto é, não dispersa a luz. Isso 
acarreta o fato de nem a luz refletida pela água incidir no filme, fixando-se uma imagem de tonalidade 
bem escura. 
 
 Apesar das limitações de distinguir os limites de tonalidade, este aspecto é sempre 
importante. Por exemplo: 
 
 Tom claro - Terra arada, áreas sem vegetação, afloramentos rochosos, terrenos arenosos, 
etc. 
 
 Tom intermediário - Vegetação rasteira, pastagem culturas anuais, etc. 
 
 Tom escuro - Áreas úmidas, solos orgânicos, alagadiços, vegetação arbórea densa, etc. 
 
Nas fotografias coloridas, a fotointerpretação torna-se bem mais simples, pois é muito mais 
fácil identificar um objeto pela cor que pelo tom cinza das fotos preto e branco. Estas fotos se prestam 
mais para estudos florestais, porém seu alto custo torna seu uso mais restrito. 
 
As fotografias falsa-cor nos fornecem cores diversas das naturais permitindo-nos 
diferenciar objetos que possuem as mesmas características, inclusive a cor. Por exemplo, a vegetação 
viva, devido à clorofila, apresenta-se com a cor vermelha, ao passo que as plantas mortas aparecem verde. 
Por isso, esse tipo de fotografia se presta para detectar camuflagens. 
 
SOMBRA - Esta diretamente ligada a forma do objeto e da hora da tomada da foto. 
Alguns objetos são reconhecidos por sua sombra. Por exemplo: postes, igrejas, pilares, viadutos, pontes, 
 52
torres de telecomunicações, etc. Como também pode prejudicar sua interpretação tendo em vista que os 
detalhes nela imageados ficam perdidos. 
 
TEXTURA - É o aspecto criado pela união de pequenos objetos semelhantes formando a 
imagem de um conjunto. Em florestas, a textura nos dá ótimos indícios. Podemos, pela textura saber se 
trata-se de campo ou cultura, mata densa ou rala, e até mesmo uma floresta densa, grupo de árvores da 
mesma espécie. 
 
De uma forma geral a textura pode ser descrita em termos de: Suave, Fina, Rugosa, 
Áspera, Aveludada, etc. 
 
Por exemplo: A água se apresenta numa textura "suave", uma pastagem possui textura 
"fina", culturas com milho, canavial apresenta textura "aveludada", o pinheiro paranaense possui textura 
semelhante ao do veludo. Quanto menor for a escala da fotografia, maior será o valor da textura. A 
textura serve, pois, para o estudo de agrupamento de objetos e não de cada um individualmente, se bem 
que, também nesse caso ainda tenha valor. 
 
POSIÇÃO - A localização geográfica também é um meio importante na identificação de 
objetos. Através de estudos sobre a região, pode pelo processo eliminatório deixar de efetuar várias 
hipóteses. 
 
ADJACÊNCIAS - Consiste em objetos facilmente identificáveis, mais que, por sua 
simples presença indicam a existência de outros. Assim, se identificarmos uma serraria, podemos deduzir 
que existe madeira de lei na região. No Paraná a existência de uma serraria fora do centro urbano está a 
indicar a presença de pinheiros em sua cercania. Uma estrada de rodagem geralmente tem casas ao seu 
longo ao passo que uma estrada de ferro não. Uma pista de pouso pode indicar a existência de uma 
fazenda, quando não existe por perto, nenhum centro urbano que a justifique. Um morrinho próximo a 
uma serraria, nos leva a concluir que o mesmo é a serragem da madeira. 
 
Quando conhecemos cada um dos caracteres acima estudados de um determinado objeto, 
temos formada a chaveque o identificará. É natural que a chave será tanto melhor quanto maiores forem 
seus caracteres fotográficos e a experiência do fotointérprete. 
 
EQUIPAMENTO PARA FOTOINTERPRETAÇÃO 
 
São três os tipos de instrumentos que constituem o equipamento para a fotointerpretação: 
 
a) - Instrumentos para a observação; 
b) - Instrumento de mensuração; 
c) - Instrumentos para transporte de detalhes da fotografia para o papel. 
 
INSTRUMENTO PARA OBSERVAÇÃO 
 
Os instrumentos para observação dividem-se em dois grupos: aqueles que servem para a 
observação de fotografias singulares, e aqueles que permitem a visão estereoscópica. 
 
Como exemplo dos primeiros, temos as lentes que proporcionam um exame mais fácil dos 
detalhes e as mesas iluminadas que permitem o exame de filmes. Como instrumentos que proporcionam a 
visão de um par de estereoscópios de bolso e os de espelhos. 
 
 53
O estereoscópio pode ser considerado o mais importante dos instrumentos usados em 
fotointerpretação. Com o auxílio do estereoscópio e instrumentos de mensuração podemos fazer medidas 
horizontais e verticais. 
 
INSTRUMENTOS DE MENSURAÇÃO 
 
Para as mensurações executadas em fotografias aéreas existem um grande variedade de 
instrumentos e dispositivos. De uma maneira geral podemos dividi-lo em dois grupos: 
 
1° - Instrumentos de mensuração direta, como a barra de paralaxe, e cunha de paralaxe e a 
régua graduada. 
 
2° - Instrumentos de mensuração indireta, que através de comparações fornecem-nos as 
medidas que necessitamos. Assim, existem os plásticos transparentes nos quais estão 
gravados diversos diâmetros para medir copas de árvores por comparação ou área 
onde estão representados padrões de densidade de coberturas de copas de árvores por 
unidade de área, expressos, geralmente em percentagem ou em número de copas por 
hectares. 
 
INSTRUMENTOS PARA O TRANSPORTE DE DETALHES 
 DA FOTOGRAFIA PARA O PAPEL 
 
Podemos dizer que existe um aparelho para cada trabalho, segundo a precisão desejada. 
 
O mais simples, é naturalmente menos preciso, é a câmara clara. Sob esse título existe 
diversos aparelhos, variando sua construção, recursos e precisão. A câmara clara consiste num 
instrumento que permite ver, ao mesmo tempo, um fotografia interpretada e um mapa ou papel onde 
devem ser lançados os estudos feitos na fotografia. O mais preciso desses instrumentos não pode ainda 
corrigir os erros do deslocamento radial, pois não utilizam a visão estereoscópica. 
 
Em seguida vêm os aparelhos restituidores de terceira ordem. 
 
Estes utilizam a visão estereoscópica. Como exemplo, podemos citar o Estereótopo Zeiss, 
o Estereopreto Zeiss e o Estereógrafo Wolf. Estes aparelhos se valem dos mesmos princípios de medição 
da barra de paralaxe. 
 
O FATOR HUMANO NA INTERPRETAÇÃO 
 
Não é só a perícia do interpretador que indica a sua habilidade de interpretar fotografias 
aéreas, mas também é muito importante a sua acuidade visual, como já comentado no item 1.6. 
 
Um olho normal pode distinguir dois objetos quando a separação é igual ao ângulo de um 
ou dois minutos de arco e algumas vezes até menos. 
 
A acuidade visual depende também do contraste dos objetos que devem ser vistos. Para 
objetos coloridos, o olho humano percebe maior acuidade para o verde e amarelo do que para o azul e 
vermelho. Também deve ser compreendido que o olho humano deve distinguir 200.000 diferentes 
mudanças da escala de cores e apenas 100 até 300 na escala do cinza. 
 
 54
A intensidade de luz que ilumina a fotografia que está sendo examinada pelo 
fotointerpretador é muito importante. uma intensidade de iluminação de 50 velas a 30 cm de distância é 
necessária, pois causa uma abertura da pupila de 4 mm, que é a melhor para a acuidade visual. 
 
Experiências mostram que a menor diferença de paralaxe detectada pelo olho humano, é de 
0,5 a 0,25 do tamanho do menor detalhe fotográfico que pode ser envolvido na imagem bidimensional. 
 
Com estas habilidades o fotointérprete pode traduzir as informações que os olhos 
percebem. 
 
Quanto à formação do fotointérprete são incluídas as seguintes etapas. 
 
a) Foto-Experiência - Que inclui a avaliação do padrão da forma do terreno, como 
resultados de fatores locais; 
 
b) Experiência de Campo - Que é a correlação dos detalhes fotográficos com os detalhes 
dos objetos no terreno; 
 
c) Experiência Profissional - Que é o conjunto de conhecimentos e habilidades 
complementado pela experiência dentro do seu campo de especialização. 
 
FASES DA FOTOINTERPRETAÇÃO 
 
 A avaliação indutiva e dedutiva da imagem fotográfica suportada pela acuidade visual e 
mental dará a síntese da fotointerpretação. Realmente trata-se de objetos visíveis revelados pela leitura e 
análises da foto, e fatores invisíveis que resultam a avaliação indutiva e dedutiva. O processo da síntese 
da fotointerpretação inclui as seguintes fases: 
 
1° Detecção - A detecção é relacionada com a acuidade visual e os fatores dessas acuidade 
foram explicados anteriormente. 
 
 A visibilidade dos objetos fotográficos no modelo estereoscópico, varia devido às 
características dos objetos, a escala, a qualidade da fotografia e o tipo de equipamento utilizado para 
fotointerpretar. 
 
2° Reconhecimento - O reconhecimento depende da perícia e experiência do fotointérprete, 
com ou sem auxílio dos equipamentos auxiliares. 
 
 O reconhecimento juntamente com a identificação é chamado de FOTO-LEITURA, onde 
sob esta denominação incluem o estudo dos objetos e característica claramente visíveis com o intuito de 
fazer uma identificação sem margem de dúvida. A foto-leitura é facilitada quando unem-se as foto-
chaves, a experiência e a familiaridade com o terreno. 
 
3° Dedução - A dedução é um processo mais complicado e como a própria palavra o diz, 
baseia-se geralmente nas "evidências convergentes" - A equivalência é derivada de objetos 
particularmente visíveis ou de elementos que dão informações penas parciais sobre a 
natureza de certas indicações correlatas. 
 
 A dedução pode ser dirigida a separar diferentes grupos de objetos, sendo neste caso 
relacionado de perto ao processo da análise que é o delineamento de grupos de objetos que possuem uma 
individualidade separada para a fotointerpretação. 
 55
 
4° Classificação - A classificação estabelece a identidade dos objetos ou superfícies 
delimitados pela análise. No caso de objetos diretamente reconhecíveis, pode com alguma 
extensão ser feita em termos da natureza dos próprios objetos. É o caso de rodovias., 
ferrovias, canais rios, detalhes geomorfológicos etc. 
 
 No caso de objetos invisíveis, como solos, fenômenos geológicos, e muitos aspectos 
humanos, podem ser organizados em termos de sistemas. Geralmente, a classificação é feita sobre uma 
base hipotética. Esta base é produzida por aspectos cujos objetos ou elementos mostram-se na imagem 
fotográfica. Posteriormente esta classificação passa por uma verificação de campo e é então transformada 
em codificação final para a impressão do trabalho final ou mapa. 
 
 III PADRÕES DE DRENAGEM 
 
GENERALIDADES 
 
 os padrões de drenagem são de grande importância na fotointerpretação, porque podem ser 
usados como critérios para a identificação de fenômenos geológicos, hidrológicos, geomorfológicos e 
pedológicos. 
 
 Padrão de drenagem é definido como sendo a distribuição de canais de drenagem cobrindo 
uma área com detalhes completos de: controle, densidade, orientação, integração, ângulos de junção e 
angularidades. O padrão de drenagem é uma função da relação entre infiltração e deflúvio. Esta relação 
por outro lado varia segundo os materiais que constituem o solo e pra condição climática. 
 
 Assim, os materiais relativamente impermeáveis como as argilas folhetos, devido a textura 
fina que apresentam, oferecem resistência à infiltração, favorecendo o deflúvio. Este último erode os 
caminhos da água, criando um padrão de drenagem relativamente denso. O contrário acontece com 
materiais relativamentepermeáveis tais como a areia e arenitos devido a textura grosseira que 
apresentam. 
 
CARACTERÍSTICAS DOS PADRÕES DA DRENAGEM. 
 
1. INTEGRAÇÃO - Refere-se ao grau de unidades exibido pelo padrão. A integração é 
uma característica indicativa da uniformidade, grau de erosão e localização de agentes 
modificadores. 
 
2. DENSIDADE - Refere-se ao número de canais de drenagem por unidade de área. Esta 
densidade pode ser alta ou baixo e é indicativa do grau de erosão. 
 
3. UNIFORMIDADE - Refere-se à relativa homogeneidade representada pelo padrão de 
drenagem. Assim um padrão cobrindo uma grande área pode não ser uniforme, mas 
pode estar composto de inúmeras área que são uniformes entre si. É indicativo da 
uniformidade dos materiais. 
 
4. ORIENTAÇÃO - Refere-se aos aspectos direcionais do padrão de drenagem que se 
sobrepõe àquele do deflúvio normal. Esta é indicativo p.ex. de movimentos tectônicos e 
rochas pouco profundas. 
 
5. CONTROLE - Refere-se ao domínio da orientação. Um padrão orientando exibindo 
um elevado grau de controle caracteriza-se por apresentar sulcos de drenagem que 
surgem exclusivamente direções orientadas. 
 
6. ANGULARIDADES - Refere-se às variações buscas de direções dos cursos d'água 
compondo um padrão típico que nos indica a existência e localização de falhas e 
fraturas. 
 
7. ÂNGULO DE JUNÇÃO - Refere-se a um aspecto especial de orientação e 
angularidade. É o ângulo de juntura entre um curso d'água e seu tributário. 
 
CARACTERÍSTICA DA REDE DE DRENAGEM 
 
CARACTERÍSTICAS QUANTITATIVAS 
 
1. DENSIDADE DE DRENAGEM 
 
 
Onde: L - Comprimento total de rios. 
 A - Unidade de área. 
 
2. FREQUÊNCIA DE RIOS 
 
 
 
 Onde: N - Número total de segmentos de rios. 
 
 
3. RAZÃO DE TEXTURA - Expressa o espaçamento entre os canais de drenagem 
 
 
 
 Onde: P - Perímetro da bacia hidrográfica. 
 
CARACTERÍSTICAS DESCRITIVAS 
 
 a) EROSIONAIS 
 
1. DENTRÍTICO - É o tipo de padrão mais comum desenvolve-se em todas as direções, 
caracterizado por ramificações irregulares de seus tributários. 
 
2. PARALELO - Os cursos d'água principais são aproximadamente paralelos. 
 
3. RADIAL - É um tipo de padrão que flui radialmente de cima de picos cônicos ou 
depressões. 
 
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4. RETANGULAR - Os tributários unem-se aos rios principais, em ângulos quase retos, é 
característica de região com falhas ou fraturas geológicas. 
 
 b) DEPOSICIONAIS 
 
1. TRAÇADO - É um padrão, cujo corrente é controlada pela sua própria carga 
depositada. Caracteriza-se por apresentar seus canais entrelaçados, separados uns dos 
outros por ilhas no seu leito, oriundas de detritos deposicionais. 
 
2. MEÂNDRICO - Este tipo de padrão é comum em planícies aluviais, e se caracteriza 
pela mudança c0nstante do curso do rio. 
 
3. RETICULAR - É constituído por canais reticulares entrelaçados por correntes d'água, 
pântanos e lagos, localizados em planícies costeiras de formação jovem. 
 
4. DICOTÔMICO - Este padrão ocorre principalmente nas áreas dos deltas ou nas áreas 
de leques aluviais. 
 
 c) ESPECIAIS 
 
1. SUMIDOURO - Este tipo se encontra em regiões, onde as rochas apresentam poros, 
permitindo drenagem interna. 
 
2. DESORDENADO - É uma combinação de drenagem superficial e subterrânea. 
 
3. ARTIFICIAIS - São os canais de drenagem feitos pelo homem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRINCIPAIS PADRÕES DE DRENAGEM SEGUNDO MILLER 
 
Fig. 45 
 
 
IV FOTOINTERPRETAÇÃO APLICADA À VEGETAÇÃO 
 
GENERALIDADES 
 
 A fotointerpretação de vegetação exige que o fotointérprete possua um conhecimento 
básico dos elementos comuns da flora e dos caracteres de sua representação nas fotografias aéreas. 
 
 Geralmente o conhecimento dos diversos tipos de vegetação é baseada no estudo dos 
elementos picturais como: textura, tonalidade, forma das sombras, tamanho., forma e dimensões. 
Contudo, o problema da identificação ecológica, a menos que o fotointérprete tenha um conhecimento 
profundo das espécies relacionadas com a topografia local e, assim mesmo, só pode fazer identificações 
limitadas. 
 
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 O fotointérprete deve ter um conhecimento perfeito das relações ecológicas da vegetação 
nas regiões em estudo. 
 
 O tipo de fotografias, a experiência, a aparência da copa das árvores a nitidez de revelação, 
a escala das fotos e o conhecimento local são de primordial importância para a identificação das espécies. 
 
 Para cada nova localização, o fotointérprete deve tomar as fotografias da área e estabelecer 
correlação básicas entre as espécies no campo e sua aparência na fotografia. 
 
 É providencial que seja feita uma pesquisa das espécies vegetais, que compõem a flora da 
região. Sua representação em fotografias e a associação de plantas naturais que, geralmente, aparecem no 
mesmo local. 
 
CLASSIFICAÇÃO PARA INTERPRETAÇÃO 
 
 Existem algumas formas de classificar uma vegetação. No entanto, para estudar uma 
vegetação, devemos estabelecer primeiro uma divisão: 
 
 a) vegetação natural 
 b) cultura 
 
 No caso da vegetação natural, segundo BITTENCOURT DE ANDRADE, catorze tipos 
diferentes de vegetação natural, incluindo florestas, foram distinguidas com razoável exatidão, na 
interpretação visual de fotografias aéreas, os quais divididos em cinco grupos diferentes: 
 
 1º - Florestas de pântanos e águas salgada. 
 
 a - Mangue 
 b - Mata pantanosa, tipo Mipa (palmeira) 
 c - Mata costeira mista 
 
 2º - Floresta de transição 
 
 d - Mata de casuarina (regiões com dunas) 
 e - Matas litorâneas 
 
 3º Florestas de terra firme com boa drenagem. 
 
 f - Copa larga 
 g - Mista, de copa larga e pequena 
 h - Copa pequena ou com diâmetro pequeno 
 i - Mata de montanhas 
 
 4º - Florestas de terra alta alagada periodicamente. 
 
 j - Copa larga 
 k - Copa média ou mista de copa larga e pequena 
 l - Copa pequena 
 
 5º - Áreas desflorestadas. 
 
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 m - Vegetação herbácea, nunca alagável 
 n - Vegetação herbácea, sofre inundações periódicas 
 
 No caso das Culturas ou reflorestamentos, segundo LOCK a caracterização predominante 
está na apresentação de áreas com forma regulares. Portanto, sendo a mesma cultivada, ela apresenta: 
tonalidade uniforme, a mesma textura, altura uniforme ou mais uniforme do que nas áreas de florestas 
nativas. 
 
 Mesmo assim, para identificar estas culturas ou reflorestamento, precisamos levar em 
conta o habitate de cada uma. Segue algumas características de culturas. 
 
1º CULTURAS ANAUIS - Formas regulares, ausência de sombra, textura aveludada, tonalidade 
clara ou intermediária. 
 
2º CAFÉ - Formas regulares, espaçamento característico (talhões pequenos), pouca sombra, porte 
baixo, tonalidade intermediária. 
 
3º POMAR CÍTRICO - Forma regulares, espaçamento característico, 3 a 5 metros entre plantas e 
entre filas, copas pequenas irregulares, presença de sombra, porte alto, tonalidade escura. Ex. 
laranja, limão, tangerina, etc. 
 
POMAR NÃO CÍTRICO - Forma regulares, espaçamento característico, aproximadamente igual 
ao cítrico, dependendo da espécie, copas grandes e arredondadas. Ex. mangueira. copas pequenas 
e irregulares. Ex. goiabeira, figo. 
 
5º EUCALIPTOS - Forma regular, porte alto (quando adulto) textura grosseira devido ao 
crescimento irregular, tonalidade escura. 
 
6º PASTAGEM - Geralmente apresenta forma regulares, (irregulares quando estamos 
aproveitando fronteiras com rios ou acidentes geográficos não utilizáveis a cultivos anuais) é 
comum a presença de árvores naturais, tonalidade intermediárias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
 
 
ANDRADE, J. B. de, Curso de Inventário Florestal. UFPR, DAST, 1975. 180p. 
 
DALMOLIN, Q. Introdução à Fotointerpretação. UFPR, DAST, 1981. 49p. 
 
DOMÉNECH, Francisco Valdés. Práticas de topografia, cartografia, 
 fotogrametria. Barcelona. Ceac, 1981. 
 
LOCK, Carlos. Noções Básicas para Interpretação de Imagens Aéreas bem 
 como Algumas de suas

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