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Habeas Corpus Criminal Nº 1.0000.24.153825-5/000 
 
 
Fl. 1/5 
 
 
 
EMENTA: HABEAS CORPUS - TRÁFICO DE DROGAS - REVOGAÇÃO DA 
PRISÃO PREVENTIVA- REITERAÇÃO DE PEDIDO - CONSTRANGIMENTO 
ILEGAL NÃO CONFIGURADO. - Não se deve conhecer de pedido 
formulado em habeas corpus que constitua mera reiteração de 
impetração anterior, a teor da Súmula nº 53 do TJMG, salvo se verificada 
alteração fático-processual. 
HABEAS CORPUS CRIMINAL Nº 1.0000.24.153825-5/000 - COMARCA DE CURVELO - PACIENTE(S): MARCUS 
VINICIUS DA VILA - AUTORID COATORA: JUIZ DE DIREITO DA VARA CRIMINAL E DA INFÂNCIA E DA 
JUVENTUDE DE CURVELO 
 
A C Ó R D Ã O 
 
Vistos etc., acorda, em Turma, a 2ª CÂMARA CRIMINAL do 
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, na conformidade da ata 
dos julgamentos, em NÃO CONHECER DA ORDEM DE HABEAS 
CORPUS. 
 
DES. GLAUCO FERNANDES 
RELATOR 
 
 
 
 
Habeas Corpus Criminal Nº 1.0000.24.153825-5/000 
 
 
Fl. 2/5 
 
 
 
DES. GLAUCO FERNANDES (RELATOR) 
 
V O T O 
 
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em 
favor de MARCUS VINICIUS D’ÁVILA, sob a alegação de que estaria 
sofrendo constrangimento ilegal decorrente de ato perpetrado pelo r. 
Juízo da Vara Criminal e da Infância e Juventude da Comarca de 
Curvelo. 
Narra a impetrante, que o paciente se encontra preso 
preventivamente em razão da suposta prática do crime previsto no art. 
33, caput, da Lei nº 11.343/06. 
Salienta a ausência dos requisitos autorizadores da prisão 
preventiva, exigidos pelo artigo 312 do Código de Processo Penal, 
mormente por se tratar de paciente primário, de bons antecedentes, e 
sem registros anteriores. 
Alega a ausência de fundamentação da decisão constritiva, em 
violação aos artigos 93, IX da CRFB/88 e 315, §2º, I e II do CPP. 
Cita o princípio da proporcionalidade e homogeneidade, sob a 
alegação de que em caso de condenação será aplicada pena mais 
branda que a prisão preventiva. 
Requer a concessão da ordem, liminarmente, para que a prisão 
preventiva seja revogada, com posterior confirmação da ordem em 
julgamento colegiado. 
A inicial foi instruída com os documentos de ord. 02/03 do 
documento único. 
Liminar indeferida, ord. 04. 
Folha de antecedentes criminais, ord. 05. 
Informações prestadas pela Autoridade apontada como coatora, 
ord. 06/15. 
 
 
 
Habeas Corpus Criminal Nº 1.0000.24.153825-5/000 
 
 
Fl. 3/5 
 
 
A Procuradoria-Geral de Justiça se manifestou pelo 
conhecimento parcial da ordem, apenas no que diz respeito às 
alegações referentes à nulidade das provas, já que as demais teses já 
foram examinadas no julgamento do habeas corpus nº 
1.0000.24.150768-0/000. No mérito, pela denegação da ordem, ord. 
16. 
É o relatório. 
Trata-se de paciente preso em flagrante no dia 21/02/2024, pela 
suposta prática do crime de tráfico de drogas. Posteriormente, a prisão 
precária foi convertida em preventiva. 
Insurge-se a impetrante contra a decretação da segregação 
cautelar, alegando a ausência dos requisitos autorizadores da prisão 
preventiva, a insuficiência de fundamentação do decreto constritivo e o 
cabimento de cautelares mais brandas. 
No entanto, entendo que se trata de mera reiteração de ordem 
anteriormente julgada por este e. Tribunal, razão pela qual o writ não 
merece ser conhecido. Nesse sentido, enuncia a Súmula nº 53 deste 
TJMG: 
 
“Não se conhece de pedido de ‘habeas corpus’ que seja 
mera reiteração de anterior, já julgado”. 
 
No caso em apreço, os pleitos foram aventados, analisados e 
denegados à unanimidade na ordem de habeas corpus nº 
1.0000.24.150768-0/000, julgada em 14/03/2024, por esta colenda 2ª 
Câmara Criminal: 
 
“EMENTA: HABEAS CORPUS - TRÁFICO DE 
DROGAS - REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA 
- IMPOSSIBILIDADE - PRESENÇA DOS 
REQUISITOS DOS ARTIGOS 312 E 313 DO CPP - 
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA - 
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO 
CONFIGURADO. - Cabível a manutenção da prisão 
preventiva quando o decreto constritivo estiver 
 
 
 
Habeas Corpus Criminal Nº 1.0000.24.153825-5/000 
 
 
Fl. 4/5 
 
 
devidamente fundamentado na presença dos 
requisitos dos artigos 312 e 313 do Código de 
Processo Penal e na inadequação e insuficiência de 
medidas cautelares mais brandas. - A 
imprescindibilidade da segregação cautelar para o 
acautelamento da ordem pública é delineada pela 
apreensão de relevante quantidade e variedade de 
drogas.” (TJMG - HC nº 1.0000.24.150768-0/000, Rel. 
Des. Glauco Fernandes, 2ª CaCri, j. 14/03/2024) 
 
Destaco, ainda, que embora a Defesa tenha, nesta 
oportunidade, mencionado a ausência de fundamentação do decreto 
de prisão, verifica-se que a questão também foi suficientemente 
refutada no habeas corpus anterior. Confira-se: 
 
“Verifica-se, assim, da leitura da decisão mencionada, 
que esta se encontra de acordo com o dever 
insculpido no art. 93, inciso IX da CRFB/88, uma vez 
que a medida preventiva foi devidamente 
fundamentada nas circunstâncias da apreensão das 
drogas.” 
 
Por fim, com o devido respeito ao parecer da d. Procuradoria-
Geral de Justiça, de uma atenta leitura da petição inicial, não verifico a 
existência de pedido de reconhecimento da “irregularidade na 
abordagem policial e consequente nulidade de todos os atos 
secundários que dele derivaram eis que o ingresso na residência do 
paciente se deu sem mandado judicial, configurando, portanto, violação 
de domicílio”. 
O que há na impetração é uma breve menção introdutória à 
dinâmica do flagrante delitivo, sem a elaboração posterior de pedido de 
nulidade. Em todo caso, não verifico a necessidade do seu 
reconhecimento de ofício, uma vez que, de uma análise perfunctória, 
constata-se que os policiais militares somente adentraram a residência 
do réu depois de o monitorar em atividade típica do tráfico de drogas, 
ou seja, após a constatação do flagrante delitivo (APFD, nº 03). 
 
 
 
Habeas Corpus Criminal Nº 1.0000.24.153825-5/000 
 
 
Fl. 5/5 
 
 
E, perfazendo-se a hipótese do art. 302, inciso I do Código de 
Processo Penal, fica relativizada da inviolabilidade do domicílio, 
conforme preceitua o art. 5º, inciso XI da CRFB/88. Além disso, ainda 
que constatada eventual irregularidade na prisão em flagrante, esta 
restaria superada por sua homologação e conversão em prisão 
preventiva, tendo em vista a produção de novo título que passa a 
justificar a custódia, conforme jurisprudência pátria (TJMG - HC nº 
1.0000.19.106420-3/000, Rel. Des. Adilson Lamounier, 5ª CaCri, j. 
01/10/2019; STJ - HC 523.828/MG, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, T5, j. 
17/09/2019). 
Logo, por não haver demonstração da superveniência de 
qualquer matéria ou fato jurídico novo que autorizasse a reanálise dos 
pedidos, a ordem de habeas corpus se torna incognoscível. 
Ante o exposto, não conheço do habeas corpus. 
É como voto. 
 
 
 
 
DESA. DANIELA VILLANI BONACCORSI RODRIGUES - De acordo 
com o(a) Relator(a). 
DESA. BEATRIZ PINHEIRO CAIRES - De acordo com o(a) Relator(a). 
 
SÚMULA: "NÃO CONHECERAM DO HABEAS 
CORPUS"

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