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A PSICOLOGIA ENTRE OS GREGOS: OS PRIMÓRDIOS 
As riquezas geraram crescimento, e este crescimento exigia soluções práticas para a arquitetura, para a agricultura e para a organização social. 
Tais avanços permitiram que o cidadão se ocupasse das coisas do espírito, como a Filosofia e a arte.
Platão e Aristóteles dedicaram-se a compreender esse espírito empreendedor do conquistador grego, ou seja, a Filosofia começou a especular em torno do homem e da sua interioridade.
Com Sócrates a Psicologia na Antiguidade ganha consistência. Sua principal preocupação era com o limite que separa o homem dos animais (a principal característica humana era a razão).
Principais discípulos: Platão e Aristóteles... 
A PSICOLOGIA NO IMPÉRIO ROMANO E NA IDADE MÉDIA 
Uma das principais características desse período é o aparecimento e desenvolvimento do cristianismo — uma força religiosa que passa a força 
política dominante (monopólio do estudo do psiquismo)
Santo Agostinho, inspirado em Platão, também fazia uma cisão entre alma e corpo. Entretanto, para ele, a alma não era somente a sede da razão, mas a prova de uma manifestação divina no homem. A alma era imortal por ser o elemento que liga o homem a Deus.
São Tomás de Aquino viveu num período que prenunciava a ruptura da Igreja Católica, o aparecimento do protestantismo — uma época que preparava a transição para o capitalismo, com a revolução francesa e a revolução industrial na Inglaterra. Essa crise econômica e social leva ao questionamento da Igreja e dos conhecimentos produzidos por ela. 
A PSICOLOGIA NO RENASCIMENTO 
Avanço na produção de conhecimentos propicia o início da sistematização do conhecimento científico (métodos e regras básicas para a construção do conhecimento científico).
René Descartes, um dos filósofos que mais contribuiu para o avanço da ciência, postula a separação entre mente (alma, espírito) e corpo: o homem possui uma substância material e uma substância pensante, e que o corpo, desprovido do espírito, é apenas uma máquina.
Esse dualismo mente-corpo possibilita o estudo do corpo humano morto, algo impensável nos séculos anteriores (o corpo era considerado sagrado pela Igreja por ser a sede da alma). Isso possibilita o avanço da Anatomia e da Fisiologia (contribuição para o progresso da própria Psicologia)
A ORIGEM DA PSICOLOGIA CIENTÍFICA 
No século 19, destaca-se o papel da ciência, e seu avanço torna-se necessário. O crescimento da nova ordem econômica (capitalismo) traz consigo o processo de industrialização, para o qual a ciência deveria dar respostas e soluções práticas no campo da técnica.
O conhecimento tornou-se independente da fé. Os dogmas da Igreja foram questionados. O mundo se moveu. A racionalidade do homem apareceu, então, como a grande possibilidade de construção do conhecimento. (O homem comparado a uma máquina)
Para se conhecer o psiquismo humano passa a ser necessário compreender os mecanismos e o funcionamento da máquina de pensar do homem (cérebro). Assim, a Psicologia começa a trilhar os caminhos da Fisiologia, Neuroanatomia e Neurofisiologia. 
 Wilhelm Wundt cria na Universidade de Leipzig, na Alemanha, o primeiro laboratório para realizar experimentos na área de Psicofisiologia. (o pai da Psicologia moderna ou científica).
A PSICOLOGIA CIENTÍFICA 
Status de ciência obtido à medida que se “liberta” da Filosofia, e atrai novos estudiosos e pesquisadores e passam a:
• definir seu objeto de estudo (o comportamento, a vida psíquica, a consciência); 
• delimitar seu campo de estudo, diferenciando-o de outras áreas de 
conhecimento, como a Filosofia e a Fisiologia; 
• formular métodos de estudo desse objeto; 
• formular teorias enquanto um corpo consistente de conhecimentos na área.
A Psicologia científica nasce na Alemanha, mas é nos Estados Unidos que ela encontra campo para um rápido crescimento, resultado do grande avanço econômico que colocou os Estados Unidos na vanguarda do sistema capitalista.
Surgem as primeiras abordagens ou escolas em Psicologia, as quais deram origem às inúmeras teorias que existem atualmente. 
Abordagens ou teorias Psicológicas
(Século IX)
ESTRUTURALISMO
Principal teórico: Edward Titchner
Objeto de Estudo: Consciência e sua estrutura cerebral.
A introspecção como método experimental, onde os sujeitos experimentais seriam treinados a observar atentamente e descrever com total objetividade suas experiências subjetivas em situações controladas em laboratório. 
FUNCIONALISMO
Principal teórico: Willian James
Tinha como objeto de estudo a Consciência
O funcionalismo se preocupou em estudar como a mente opera e não o que ela contem.
James: a mente não podia ser separada em seus elementos, pois ela é muito mais complexa que seus elementos... a mente consistia em uma serie contínua de pensamentos que estão sempre mudando – fluxo de consciência. 
 ASSOCIACIONISMO
Principal teórico: Edward L. Thorndike
Primeira teoria de aprendizagem na Psicologia
 A aprendizagem se dá por um processo de associação das ideias — das mais simples às mais complexas, de modo que a aprendizagem de um conteúdo complexo, requer primeiro o aprendizado de ideias mais simples, que estariam associadas àquele conteúdo. 
BEHAVIORISMO
Principal teórico: B. F. Skinner
Objeto de Estudo: Comportamento
Ideia Central: Estuda os papeis das forças ambientais na produção do comportamento. 
Conhecida como Teoria S-R (Estímulo-Resposta)
Se aprende quando seu comportamento é fortalecido por um reforço ou diminuído por uma punição. 
Abordagens ou teorias Psicológicas
(Século XX)
Conceitos de Skinner
Reforçamento: Visa aumentar as chances de esse comportamento acontecer
Reforçamento Positivo: aumentam as chances de ocorrência do comportamento em razão da apresentação de um estimulo agradável (recompensa)
Reforçamento Negativo: aumentam as chances da ocorrência do comportamento em razão da retirada de um estímulo desagradável (despertador)
Punição: O comportamento emitido se torna menos provável em razão das consequências obtidas. 
Punição Positiva: Diminuem as chances da ocorrência do comportamento em razão da apresentação de um estímulo desagradável ( ex. multas de transito)
Punição Negativa: Diminuem as chances da ocorrência do comportamento em razão da retirada de estímulo agradável (ex. proibições por descumprimentos)
GESTALT
Principais teóricos: Wertheimer, Kôhler e Koffka
Objeto de estudo: Percepção
Ideia Central: o todo da experiência pessoal é muito maior do que simplesmente a soma dos seus elementos constituintes. 
A percepção dos objetos é subjetiva e depende do contexto. Duas pessoas podem olhar o mesmo objeto e ver coisas diferentes.
Princípios da organização perceptual
Proximidade: quanto mais próximos os itens estiveram um dos outros, maior será a tendência que seja percebida como um todo.
Similaridade: quanto mais semelhantes forem os itens entre si, maior a tendência que seja percebida como unidade.
Simetria: os itens que formam unidades simétricas tendem a ser agrupados de forma conjunta.
Fechamento: os itens são percebidos como formando uma unidade completa, ainda que sejam interrompidos por lacunas. 
PSICANÁLISE
Principal teórico: Sigmund Freud
Objeto de estudo: Inconsciente
Ideia Central: tentar trazer os conteúdos do inconsciente para o conhecimento consciente, para que os conflitos possam ser revelados. 
Freud (1900): "a interpretação de sonhos" se tornou o marco da psicanálise.
A analise de sonhos, atos falhos e lapsos foi o caminho que levou a descoberta do inconsciente, desde o descobrimento dos sentidos dos sonhos até o complexo de Édipo. 
Métodos usados:
Hipnose: foi o primeiro método utilizado de acesso ao inconsciente do paciente, pois se trata de um estado de consciência modificado, transitório e artificial, provocado pela sugestão do hipnotizador.
Catártico: revivência da situação traumática, liberando o afeto esquecido e desta forma restituindo ao sujeito a sua condição anterior ao trauma.
Associação Livre: o pacientedeve falar tudo que vem a mente sem discriminação. 
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