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A aprendizagem é um processo único e singular para cada indivíduo. José Moran 
ressalta que estamos constantemente aprendendo, seja na escola, nas ruas ou nas 
interações com amigos. Esse tipo de aprendizagem, que surge das experiências 
concretas e cotidianas, conecta-se ao conceito de aprendizagem reflexiva. É a partir das 
situações do dia a dia que assimilamos, aos poucos, o que está ao nosso redor. 
Entretanto, aprender nem sempre é fácil. Encontrar significado no que estudamos é 
fundamental, pois, quando algo faz sentido para nós, aprendemos de forma mais efetiva. 
Moran também destaca a importância de realizar as coisas com amor. Quando nos 
envolvemos com o que gostamos, o aprendizado se torna mais fluido e significativo. No 
entanto, o desafio está em encontrar esse sentido naquilo que nos rodeia. Hoje em dia, 
as metodologias ativas, como o movimento "maker" (fazer e colocar em prática), têm 
ganhado espaço. Essas abordagens valorizam o protagonismo do aluno, permitindo que 
ele aprenda enquanto faz, experimenta e reflete sobre suas experiências. 
Para que um professor tenha a aprendizagem dos estudantes como ponto central de sua 
ação, é essencial que ele reconheça a singularidade de cada aluno e esteja disposto a 
adaptar suas práticas para atender diferentes formas de aprender. O professor deve 
buscar criar significado no conteúdo ensinado, conectando-o às vivências e interesses 
dos estudantes. Além disso, é necessário fomentar a autonomia, utilizando metodologias 
que envolvam a participação ativa, como projetos e atividades práticas. 
Outro ponto importante é demonstrar empatia e amor pela profissão, criando um 
ambiente acolhedor e motivador. O professor também deve incentivar reflexões 
constantes, ajudando os estudantes a compreenderem o que aprenderam e como esse 
aprendizado se relaciona com o mundo ao seu redor. 
Por fim, a aprendizagem significativa não acontece de forma isolada. Ela exige um 
equilíbrio entre teoria e prática, emoção e razão, reflexão e ação. Assim, o processo de 
aprender deixa de ser apenas uma obrigação e se torna uma experiência transformadora, 
capaz de conectar o indivíduo ao conhecimento de maneira profunda e duradoura. 
A sala de aula é a alma da escola, um espaço onde a relação interpessoal, a coletividade, 
o trabalho e o conhecimento se entrelaçam. É nela que o processo de aprendizagem 
acontece de forma mais intensa, e é essencial que tanto professores quanto alunos 
participem ativamente desse ambiente para que ele seja significativo. 
Celso Vasconcelos enfatiza que o aluno precisa demonstrar interesse em aprender, mas 
também destaca que o professor tem um papel crucial como mediador e facilitador 
desse interesse. Paulo Freire, por sua vez, complementa essa visão ao afirmar que os 
professores devem responder até mesmo às perguntas que os alunos ainda não fizeram, 
antecipando dúvidas e necessidades. No entanto, Freire também reconhece que muitos 
professores não receberam formação adequada para atuar dessa maneira e, por isso, 
precisam buscar constantemente novos conhecimentos e estratégias para aplicar em sala 
de aula. 
O desafio de ensinar e aprender é contínuo. Nem sempre as coisas saem como o 
planejado, mas é preciso perseverar para criar um ambiente onde os alunos aprendam de 
forma feliz e significativa. Esse aprendizado não se limita às disciplinas, mas abrange 
também aspectos emocionais e sociais que influenciam diretamente o processo 
educativo. 
Piaget traz uma contribuição importante com a proposta da "sanção por reciprocidade," 
que enfatiza a importância de relações respeitosas e colaborativas entre professor e 
aluno. Esse aspecto, muitas vezes negligenciado, é essencial para a construção de um 
ambiente saudável e produtivo. O professor, nesse contexto, deve ser mediador, alguém 
que acolhe, provoca reflexões, subsidia o aprendizado e interage com os estudantes de 
maneira significativa. 
Madalena Freire também contribui com a ideia de que o aluno é um ser incompleto, 
vivendo em permanente busca por conhecimento e autocompreensão. Essa 
incompletude não deve ser vista como uma falha, mas como um motor para a 
aprendizagem. É papel do professor trabalhar essa busca desde o início, especialmente 
quando existem distúrbios ou dificuldades de aprendizagem. Caso não sejam 
identificadas e tratadas, essas dificuldades podem se tornar grandes obstáculos no 
futuro. 
Ainda hoje, há desafios para inovar na educação. Alguns profissionais resistem às 
mudanças e preferem métodos autoritários, reprimindo os alunos em vez de acolhê-los e 
estimulá-los. Essa falta de sensibilidade e empatia pode limitar o potencial dos 
estudantes e comprometer o ambiente educativo. Inovar exige sensibilidade, dedicação 
e, acima de tudo, a crença de que é possível transformar a sala de aula em um espaço de 
aprendizado significativo e prazeroso. 
Portanto, a sala de aula precisa ser um lugar de troca, respeito e crescimento mútuo. 
Professores e alunos, juntos, devem construir um espaço onde a busca pelo 
conhecimento seja constante, permeada por relações humanas, acolhimento e a prática 
da empatia. Assim, o aprendizado deixa de ser apenas um dever e passa a ser uma 
experiência enriquecedora e transformadora. 
O modelo pedagógico contemporâneo demanda uma ruptura paradigmática em relação 
às práticas pedagógicas tradicionais, exigindo uma postura ativa e reflexiva tanto dos 
docentes quanto dos discentes. É imprescindível que o aluno deixe de ocupar uma 
posição de inércia intelectual para assumir o papel de protagonista na construção de seu 
próprio saber. Essa transformação requer práticas pedagógicas embasadas na 
epistemologia da práxis, nas quais o professor atua como mediador, artífice cognitivo e 
facilitador de aprendizagens emancipatórias. A inclusão da Taxonomia de Bloom nesse 
contexto é fundamental, pois ela serve como um referencial estratégico para organizar 
os objetivos educacionais, garantindo que as aprendizagens sejam planejadas e 
estruturadas em níveis progressivos, desde os mais básicos, como o conhecimento e a 
compreensão, até os mais complexos, como a análise, a síntese e a avaliação. 
A gestão escolar, enquanto eixo articulador do ambiente educacional, desempenha um 
papel fundamental na consolidação de uma atmosfera propícia ao desenvolvimento 
integral dos educandos. A liderança pedagógica deve ser exercida com perspicácia 
estratégica, assegurando que o Projeto Político Pedagógico (PPP) transcenda o caráter 
de um instrumento burocrático e se torne um referencial orgânico e dinâmico, refletindo 
os valores, objetivos e compromissos coletivos da instituição. O PPP, como instrumento 
norteador, precisa ser construído e implementado com base em uma concepção 
colaborativa, envolvendo não apenas professores e gestores, mas também a comunidade 
escolar como um todo. 
A Taxonomia de Bloom, com suas dimensões cognitivas, afetivas e psicomotoras, pode 
orientar a elaboração e a implementação do PPP. No âmbito cognitivo, a gestão escolar 
deve assegurar que os objetivos de aprendizagem contemplem desde habilidades de 
memorização e compreensão, passando por competências analíticas, até a criação de 
novos conhecimentos. No domínio afetivo, é crucial que o PPP valorize a construção de 
atitudes, valores e disposições, promovendo o respeito mútuo e a convivência ética. Já 
no campo psicomotor, é necessário garantir que o desenvolvimento das habilidades 
práticas e motoras seja incorporado às atividades educacionais, especialmente em 
disciplinas como artes, educação física e ciências experimentais. 
O trabalho coletivo, no âmbito da docência, revela-se essencial para a materialização 
dos princípios contidos no PPP. A prática pedagógica necessita ser reflexiva e dialógica, 
promovendo uma sinergia epistemológica entre os educadores, que possibilite o 
compartilhamento de experiências e a construção conjunta de soluções paraos desafios 
do cotidiano escolar. Nesse sentido, a elaboração de sequências didáticas estruturadas 
emerge como um elemento central para garantir a organicidade e a intencionalidade do 
processo educativo. 
A sequência didática, ao contrário do planejamento linear e fragmentado, constitui um 
conjunto metodologicamente articulado de atividades, projetado para alcançar objetivos 
pedagógicos de forma gradual e progressiva. Sua elaboração exige uma análise acurada 
das necessidades cognitivas e socioafetivas dos discentes, considerando o contexto 
sociocultural em que estão inseridos. Como preconizado por Celso Vasconcelos, a 
prática educativa deve ser fundamentada na intencionalidade pedagógica, com cada 
ação planejada estrategicamente para promover uma aprendizagem contextualizada e 
significativa. Ao alinhar-se à Taxonomia de Bloom, a sequência didática pode ser 
estruturada para atender a níveis variados de complexidade cognitiva, desde atividades 
de memorização de conceitos até tarefas que exigem análise crítica e produção autoral. 
Nesse cenário, as metodologias ativas configuram-se como um recurso indispensável 
para o fortalecimento do protagonismo discente. Práticas como a sala de aula invertida, 
a gamificação e o movimento maker revolucionam a experiência educacional, ao 
desafiar os modelos instrucionais tradicionais e promover a cognição experiencial. A 
sala de aula invertida, por exemplo, subverte a lógica convencional do ensino 
expositivo, transferindo a apropriação inicial do conteúdo para fora do ambiente escolar, 
enquanto o tempo em sala é dedicado à resolução de problemas, discussões 
colaborativas e outras atividades dialéticas e heurísticas. Essa abordagem é 
particularmente eficaz em disciplinas que requerem epistemologias experimentais, 
como as ciências naturais e a matemática. 
Por outro lado, a gamificação integra elementos de ludicidade e competição controlada, 
estimulando a motivação intrínseca dos discentes por meio de desafios, recompensas 
simbólicas e sistemas de pontuação. Essa estratégia pedagógica potencializa o 
engajamento e o desenvolvimento de habilidades transversais, como a resolução de 
problemas e a colaboração interpessoal. O movimento maker, por sua vez, valoriza o 
"aprender fazendo", incentivando os alunos a se tornarem autores de soluções criativas 
para problemas complexos, enquanto desenvolvem competências técnicas e 
interpessoais. 
A tecnologia educacional, frequentemente associada às metodologias ativas, atua como 
um subsídio operacional no processo de ensino-aprendizagem. Contudo, é essencial 
compreender que os dispositivos digitais e plataformas virtuais não constituem 
metodologias em si mesmas, mas ferramentas que, quando integradas com 
intencionalidade pedagógica, ampliam as possibilidades de ensino. O uso da tecnologia 
deve ser criterioso e adaptativo, assegurando que ela atenda às demandas específicas 
dos educandos e contribua efetivamente para a construção de saberes. 
A transformação do ambiente educacional, todavia, enfrenta obstáculos consideráveis, 
tanto estruturais quanto culturais. Em muitas escolas, ainda prevalece uma pedagogia 
reprodutivista e autoritária, que desestimula a criatividade e a autonomia dos alunos. 
Esse cenário evidencia a necessidade imperiosa de um redimensionamento 
epistemológico no âmbito da educação, que contemple uma abordagem humanista e 
inclusiva. Além disso, a formação continuada dos professores é um elemento crucial 
para capacitá-los a lidar com as demandas contemporâneas, promovendo práticas 
reflexivas e inovadoras. 
Outro aspecto a ser considerado é a detecção precoce de dificuldades de aprendizagem, 
que, quando negligenciadas, podem se transformar em barreiras intransponíveis para o 
desenvolvimento acadêmico. O diagnóstico contínuo e a personalização do ensino são 
indispensáveis para assegurar que todos os estudantes tenham oportunidades equitativas 
de aprendizagem e progresso. Como destaca Madalena Freire, o aluno é um ser em 
constante estado de incompletude, o que reforça a importância de práticas pedagógicas 
que estimulem sua curiosidade, autonomia e senso crítico. 
Em suma, o sucesso do processo educativo depende de uma gestão escolar eficiente, de 
práticas pedagógicas inovadoras e de uma abordagem colaborativa que valorize a 
interatividade e o protagonismo dos alunos. A sala de aula deve se constituir como um 
espaço dialógico, no qual o aprendizado seja vivenciado como uma experiência 
transformadora, capaz de preparar os estudantes para os desafios de um mundo em 
constante mutação. Somente por meio da integração de metodologias disruptivas, 
tecnologia e práticas reflexivas será possível criar uma educação emancipadora, que 
forme cidadãos críticos, autônomos e comprometidos com a construção de uma 
sociedade mais justa e equitativa. 
Gestão Escolar e PPP 
1. O que é o Projeto Político Pedagógico (PPP)? 
É um documento norteador que define os objetivos, valores e estratégias 
educacionais de uma escola, construído de forma coletiva. 
2. Qual a principal função do gestor escolar? 
Articular ações entre professores, coordenadores e comunidade escolar para 
garantir a implementação eficaz do PPP e promover um ambiente educacional 
colaborativo. 
3. Por que o PPP deve ser um instrumento dinâmico? 
Porque ele precisa refletir as necessidades e contextos da escola, sendo ajustado 
conforme a realidade dos alunos e os desafios educacionais. 
4. Como o trabalho coletivo entre os professores impacta o PPP? 
Fortalece a implementação do PPP, enriquecendo-o com práticas inovadoras e 
reflexivas alinhadas às necessidades do contexto escolar. 
5. Quais aspectos da liderança são essenciais para o gestor escolar? 
Liderança pedagógica, planejamento estratégico e capacidade de promover a 
colaboração entre os diferentes agentes da escola. 
6. O que é a intencionalidade pedagógica? 
É o planejamento estratégico de ações educativas com objetivos claros, visando 
garantir a aprendizagem significativa. 
7. Como o gestor pode integrar práticas inovadoras na escola? 
Incentivando o uso de metodologias ativas, tecnologias educacionais e 
formações continuadas para os professores. 
8. Por que a gestão escolar deve valorizar a colaboração? 
Porque a troca de experiências e a construção coletiva fortalecem o ambiente 
educacional e garantem a eficácia das práticas pedagógicas. 
 
Metodologias Ativas 
9. O que são metodologias ativas? 
São estratégias pedagógicas que colocam o aluno como protagonista do 
aprendizado, incentivando sua participação ativa no processo educativo. 
10. O que caracteriza a sala de aula invertida? 
Os alunos estudam os conteúdos em casa e utilizam o tempo em sala para 
discussões, resolução de problemas e atividades colaborativas. 
11. Como a gamificação pode ser aplicada na educação? 
Utilizando elementos de jogos, como desafios e recompensas, para engajar os 
alunos e estimular a aprendizagem. 
12. O que é o movimento maker na educação? 
Uma abordagem que incentiva o aprendizado por meio da prática, onde os 
alunos criam soluções para problemas reais. 
13. Por que as metodologias ativas são importantes? 
Porque promovem a autonomia, o senso crítico e a criatividade dos estudantes, 
tornando o aprendizado mais significativo. 
14. Qual o papel da tecnologia nas metodologias ativas? 
Servir como uma ferramenta de suporte, ampliando as possibilidades de ensino e 
aprendizagem de maneira intencional. 
15. O que diferencia as metodologias ativas das tradicionais? 
As ativas colocam o aluno no centro do processo, enquanto as tradicionais são 
baseadas na transmissão de conhecimento pelo professor. 
16. Quais são os principais desafios das metodologias ativas? 
Falta de infraestrutura, resistência cultural e formação insuficiente dos 
professores. 
17. Como as metodologias ativas promovem o protagonismo do aluno? 
Engajando-o em atividades práticas e colaborativasque estimulam sua reflexão e 
construção de conhecimento. 
18. Como o professor pode utilizar a tecnologia de forma intencional? 
Integrando plataformas digitais e recursos tecnológicos para atender às 
necessidades específicas dos alunos. 
 
Sequência Didática e Planejamento Pedagógico 
19. O que é uma sequência didática? 
É um conjunto estruturado e intencional de atividades pedagógicas que visam 
alcançar um objetivo educacional específico. 
20. Como a sequência didática se diferencia do plano de aula? 
O plano de aula é pontual e específico, enquanto a sequência conecta múltiplas 
aulas e etapas com um objetivo comum. 
21. Quais são as etapas de uma sequência didática? 
Diagnóstico das necessidades, planejamento, execução das atividades e 
avaliação dos resultados. 
22. Por que a sequência didática deve ser flexível? 
Para se adaptar às necessidades e realidades dos alunos, garantindo a 
contextualização e a relevância do aprendizado. 
23. Como a sequência didática valoriza o conhecimento prévio dos alunos? 
Ao identificar o que os estudantes já sabem e utilizar esse conhecimento como 
ponto de partida para novas aprendizagens. 
24. Quais são os benefícios de uma sequência didática bem elaborada? 
Maior organização, clareza nos objetivos e melhor acompanhamento do 
progresso dos alunos. 
25. O que significa provocar os alunos em uma sequência didática? 
Desafiá-los a refletir e questionar, utilizando situações-problema que estimulem 
o pensamento crítico e a autonomia. 
26. Como a avaliação integra a sequência didática? 
Ela permite medir o progresso dos alunos e ajustar o planejamento pedagógico 
conforme necessário. 
27. Por que a sequência didática é considerada uma prática inovadora? 
Porque conecta atividades de forma intencional, promovendo aprendizagens 
significativas e contextualizadas. 
28. Quais são os cuidados ao planejar uma sequência didática? 
Considerar os objetivos educacionais, o contexto sociocultural dos alunos e a 
viabilidade das atividades. 
 
Práticas Inovadoras na Educação 
29. O que significa ser um professor profícuo? 
É ser eficaz, produtivo e inovador em suas práticas pedagógicas, promovendo 
aprendizagens de qualidade. 
30. Por que o professor deve ser inovador? 
Para atender às demandas de uma sociedade em constante transformação e 
engajar os alunos de maneira significativa. 
31. Quais práticas inovadoras podem ser usadas na educação? 
Sala de aula invertida, gamificação, movimento maker, projetos 
interdisciplinares e uso de tecnologias. 
32. Como projetos interdisciplinares contribuem para a inovação? 
Ao integrar diferentes áreas do conhecimento, promovem uma visão mais ampla 
e conectada da realidade. 
33. Por que a criatividade é essencial na prática pedagógica? 
Porque ela permite abordar conteúdos de forma original e engajante, 
despertando o interesse dos alunos. 
34. Quais são os pilares de uma prática pedagógica reflexiva? 
Planejamento intencional, avaliação contínua e adaptação às necessidades dos 
alunos. 
35. Como o professor pode superar a resistência às mudanças? 
Por meio da formação continuada e da experimentação de novas abordagens 
pedagógicas. 
36. Por que a aprendizagem deve ser contextualizada? 
Para conectar os conteúdos à realidade dos alunos, tornando o aprendizado mais 
significativo. 
 
Desafios e Reflexões Educacionais 
37. Quais são os desafios estruturais enfrentados pelas escolas? 
Falta de recursos, infraestrutura inadequada e resistência às mudanças 
pedagógicas. 
 
38. Como a cultura reprodutivista afeta a educação? 
Ela limita a criatividade e a autonomia dos alunos, promovendo um aprendizado 
superficial. 
39. Por que é importante identificar dificuldades de aprendizagem 
precocemente? 
Para evitar que se tornem barreiras significativas ao desenvolvimento acadêmico 
dos alunos. 
40. Qual o papel do professor na inclusão educacional? 
Adaptar práticas pedagógicas para atender às necessidades de todos os alunos, 
garantindo a equidade. 
41. Como superar as barreiras culturais na educação? 
Promovendo o diálogo, a formação continuada e o envolvimento da comunidade 
escolar. 
42. Qual é o impacto da personalização do ensino? 
Garante que cada aluno tenha oportunidades iguais de aprender e se desenvolver, 
respeitando suas especificidades. 
43. Como práticas inovadoras impactam a formação cidadã dos alunos? 
Estimula o senso crítico, a responsabilidade social e a preparação para os 
desafios da vida em sociedade. 
44. O que significa formar cidadãos críticos? 
Preparar os alunos para refletir, questionar e participar ativamente da sociedade. 
45. Por que a avaliação contínua é importante? 
Permite acompanhar o progresso dos alunos e ajustar estratégias pedagógicas 
conforme necessário. 
 
 
 
Taxonomia de Bloom 
Benjamim Bloom é um autor altamente referenciado no 
campo da formulação de objetivos educacionais. Ele era professor 
da Universidade de Chicago. Em 1956, Benjamin Bloom liderou um 
time de psicólogos educacionais que desenvolveu uma ferramenta, 
intitulada Taxonomia, cujo intuito era classificar os níveis de 
cognição, considerados importantes para a aprendizagem. O termo 
Taxonomia ou Taxinomia, ou Taxionomia, vêm do grego TAXIS 
(ordenação) e NOMOS (sistema). Em relação aos estudos da 
Taxonomia, podemos considerar os seguintes itens: 
● Derivou-se de um dos ramos da Biologia que trata da 
classificação lógica e científica dos seres vivos; 
● A taxonomia inclui não somente um sistema de classificação 
como também a teoria e os métodos utilizados para 
construir um sistema de classificação; 
● Não existe uma taxonomia certa ou errada, o que existe é uma taxonomia 
organizada a 
partir de um determinado ponto de vista; 
● As taxonomias não são neutras, são construídas a partir das características que 
melhor 
possam servir a um determinado propósito. 
● O importante é que elas sejam: Consistentes, Relevantes e Pertinentes. 
O termo Cognição pode ser classificado como o ato ou processo da aquisição do 
conhecimento, que se dá através da percepção, da atenção, da associação, da 
memória, do 
raciocínio, do juízo e da imaginação. 
 
Taxonomia dos Objetivos Educacionais de Bloom 
 
O time de psicólogos, auxiliado por Bloom, desenvolveu um sistema de 
classificação para 
três domínios, sendo eles: o cognitivo, o afetivo e o psicomotor. No domínio 
cognitivo podem ser 
relacionados os objetivos referentes à memória e ao desenvolvimento de 
capacidades e 
habilidades intelectuais. De acordo com os autores, neste domínio, as condutas 
compreendidas 
são realizadas com um maior nível de consciência por parte do aluno e, por isso, são 
mais fáceis de 
serem classificadas (BLOOM et al, 1977 apud NETO; SANTOS; ASSIS, 2012). 
Dessa forma, com a 
finalidade de atender aos parâmetros educacionais, nesse projeto será aplicado 
apenas os estudos 
referentes ao domínio cognitivo. 
 
Objetivo da Taxonomia 
 
A utilização de uma classificação por meio da Taxonomia, de acordo com Bloom et 
al 
(1977 apud NETO; SANTOS; ASSIS, 2012), permite que seja possível realizar uma 
análise dos 
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objetivos e das situações nas quais o conhecimento é aplicado. Dessa maneira, pode-
se considerar 
que o uso dessa ferramenta serve para classificar os objetivos educacionais e 
também a avaliação 
dentro do processo de ensino-aprendizagem. De acordo com Bloom et al (1977, p.2 
apud NETO; 
SANTOS; ASSIS, 2012), “[...] a taxonomia pode auxiliar na especificação de 
objetivos, a fim de 
facilitar o planejamento de experiências de aprendizagem e o preparo de programas 
de avaliação”. 
O time de psicólogos pontuou que para que fosse possível criar esta ferramenta, 
seria 
necessário a invenção de um quadro de classificação de objetivos, visto que, eles são 
responsáveis 
pelo embasamento da avaliação. 
A ideia de se utilizar a Taxonomia de Bloom serviria para facilitar a comunicação,favorecendo a troca de ideias e materiais entre especialistas em avaliação e todas as 
pessoas 
dedicadas à pesquisa educacional. A Taxonomia contribui para auxiliar os 
professores na definição 
daquilo que eles esperam que os estudantes saibam, por meio de uma distribuição 
hierárquica de 
complexidade (BLOOM, 1983 apud PELISSONI, 2009), trazendo a possibilidade 
de padronização da 
linguagem no meio acadêmico e, com isso, também novas discussões ao redor dos 
assuntos 
relacionados à definição de objetivos instrucionais. 
 
Estruturação da Taxonomia de Bloom no domínio cognitivo. 
 
Categoria Descrição 
1. Conhecimento Definição: Habilidade de lembrar informações e conteúdos 
 
previamente abordados como fatos, datas, palavras, teorias, métodos, 
classificações, lugares, regras, critérios, procedimentos etc. A habilidade 
pode envolver lembrar uma significativa quantidade de informação ou 
fatos específicos. O objetivo principal desta categoria nível é trazer à 
consciência esses conhecimentos. 
Subcategorias: 1.1 Conhecimento específico: Conhecimento de 
terminologia; Conhecimento de tendências e sequências; 1.2 
Conhecimento de formas e significados relacionados às especificidades 
do conteúdo: Conhecimento de convenção; Conhecimento de 
tendência e sequência/ Conhecimento de classificação e categoria; 
Conhecimento de critério; Conhecimento de metodologia; e 1.3 
Conhecimento universal e abstração relacionando a um determinado 
campo de conhecimento: Conhecimento de princípios e generalizações; 
Conhecimento e teorias e estruturas. 
Verbos: enumerar, definir, descrever, identificar, denominar, listar, 
nomear, combina, realçar, apontar, relembrar, recordar, relacionar, 
reproduzir, solucionar, declarar, distinguir, rotular, memorizar, ordenar e 
reconhecer. 
 
2. Compreensão Definição: Habilidade de compreender e dar significado ao 
conteúdo. 
Essa habilidade pode ser demonstrada por meio da tradução do 
conteúdo compreendido para uma nova forma (oral, escrita, diagramas 
etc.) ou contexto. Nessa categoria, encontra-se a capacidade de 
 
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entender a informação ou fato, de captar seu significado e de utilizá-las 
em contextos diferentes. 
Subcategorias: 2.1 Translação; 2.2 Interpretação e 2.3 Extrapolação. 
Verbos: alterar, construir, converter, decodificar, defender, definir, 
descrever, distinguir, discriminar, estimar, explicar, generalizar, dar 
exemplos, ilustrar, inferir, reformular, prever, reescrever, resolver, 
resumir, classificar, discutir, identificar, interpretar, reconhecer, redefinir, 
selecionar, situar e traduzir. 
 
3. Aplicação Definição: Habilidade de usar informações, métodos e conteúdos 
aprendidos 
em novas situações concretas. Isso pode incluir aplicações de regras, métodos, 
modelos, conceitos, princípios, leis e teorias. 
Verbos: aplicar, alterar, programar, demonstrar, desenvolver, descobrir, 
dramatizar, empregar, ilustrar, interpretar, manipular, modificar, 
operacionalizar, organizar, prever, preparar, produzir, relatar, resolver, 
transferir, usar, construir, esboçar, escolher, escrever, operar e praticar. 
4. Análise Definição: Habilidade de subdividir o conteúdo em partes menores com 
a finalidade de entender a estrutura final. Essa habilidade pode inclui a 
identificação das partes, análise de relacionamento entre as partes e 
reconhecimento dos princípios organizacionais envolvidos. Identificar 
partes e suas inter-relações. Nesse ponto é necessário não apensas ter 
compreendido o conteúdo, mas também a estrutura do objeto de 
estudo. 
Subcategorias: Análise de elementos; Análise de relacionamentos 
Verbos: Analisar, reduzir, classificar, comparar, contrastar, determinar, 
deduzir, diagramar, distinguir, diferenciar, identificar, ilustrar, apontar, 
inferir, relacionar, separar, subdividi, calcular, discriminar, examinar, 
experimentar, testar, esquematizar e questionar. 
 
5. Síntese Definição: Habilidade de agregar e juntar partes com a finalidade de 
criar um novo todo. Essa habilidade envolve a produção de uma 
comunicação única (tema ou discurso), um plano de operações 
(propostas de pesquisas) ou um conjunto de relações abstratas 
(esquemas para classificar informações). Combinar partes não 
organizadas para formar um “todo”. 
Subcategorias: 5.1 Produção de uma comunicação original; 5.2 
Produção de um plano ou proposta de um conjunto de operações; e 5.3 
Derivação de um conjunto de relacionamentos abstratos. 
Verbos: categorizar, combinar, compilar, compor, conceber, construir, 
criar, desenhar, elaborar, estabelecer, explicar, formular, generalizar, 
inventar, modificar, organizar, originar, planejar, propor, reorganizar, 
relacionar, revisar, reescrever, resumir, sistematizar, escrever, 
desenvolver, estruturar, montar e projetar. 
 
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6. Avaliação Definição: Habilidade de julgar o valor do material (proposta, pesquisa, 
projeto) para um propósito específico. O julgamento baseado em 
critérios bem definidos que podem ser externos (relevância) ou 
internos (organização) e podem ser fornecidos ou conjuntamente 
identificados. Julgar o valor do conhecimento. 
Subcategorias: 6.1 Avaliação em termos de evidências internas; e 6.2 
Julgamento em termos de critérios externos 
Verbos: Avaliar, averiguar, escolher, comparar, concluir, contrastar, 
criticar, decidir, defender, discriminar, explicar, interpretar, justificar, 
relatar, resolver, resumir, apoiar, validar, escrever um review sobre, 
detectar, estimar, julgar e selecionar. 
 
Fonte: Blomm et al. (1956), Bloom (1986). Driscoll (2000) e Kathwohl (2002). 
HABILIDADES OPERATÓRIAS 
EDUCAÇÃO INFANTIL AO ENSINO MÉDIO

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