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A aprendizagem é um processo único e singular para cada indivíduo. José Moran ressalta que estamos constantemente aprendendo, seja na escola, nas ruas ou nas interações com amigos. Esse tipo de aprendizagem, que surge das experiências concretas e cotidianas, conecta-se ao conceito de aprendizagem reflexiva. É a partir das situações do dia a dia que assimilamos, aos poucos, o que está ao nosso redor. Entretanto, aprender nem sempre é fácil. Encontrar significado no que estudamos é fundamental, pois, quando algo faz sentido para nós, aprendemos de forma mais efetiva. Moran também destaca a importância de realizar as coisas com amor. Quando nos envolvemos com o que gostamos, o aprendizado se torna mais fluido e significativo. No entanto, o desafio está em encontrar esse sentido naquilo que nos rodeia. Hoje em dia, as metodologias ativas, como o movimento "maker" (fazer e colocar em prática), têm ganhado espaço. Essas abordagens valorizam o protagonismo do aluno, permitindo que ele aprenda enquanto faz, experimenta e reflete sobre suas experiências. Para que um professor tenha a aprendizagem dos estudantes como ponto central de sua ação, é essencial que ele reconheça a singularidade de cada aluno e esteja disposto a adaptar suas práticas para atender diferentes formas de aprender. O professor deve buscar criar significado no conteúdo ensinado, conectando-o às vivências e interesses dos estudantes. Além disso, é necessário fomentar a autonomia, utilizando metodologias que envolvam a participação ativa, como projetos e atividades práticas. Outro ponto importante é demonstrar empatia e amor pela profissão, criando um ambiente acolhedor e motivador. O professor também deve incentivar reflexões constantes, ajudando os estudantes a compreenderem o que aprenderam e como esse aprendizado se relaciona com o mundo ao seu redor. Por fim, a aprendizagem significativa não acontece de forma isolada. Ela exige um equilíbrio entre teoria e prática, emoção e razão, reflexão e ação. Assim, o processo de aprender deixa de ser apenas uma obrigação e se torna uma experiência transformadora, capaz de conectar o indivíduo ao conhecimento de maneira profunda e duradoura. A sala de aula é a alma da escola, um espaço onde a relação interpessoal, a coletividade, o trabalho e o conhecimento se entrelaçam. É nela que o processo de aprendizagem acontece de forma mais intensa, e é essencial que tanto professores quanto alunos participem ativamente desse ambiente para que ele seja significativo. Celso Vasconcelos enfatiza que o aluno precisa demonstrar interesse em aprender, mas também destaca que o professor tem um papel crucial como mediador e facilitador desse interesse. Paulo Freire, por sua vez, complementa essa visão ao afirmar que os professores devem responder até mesmo às perguntas que os alunos ainda não fizeram, antecipando dúvidas e necessidades. No entanto, Freire também reconhece que muitos professores não receberam formação adequada para atuar dessa maneira e, por isso, precisam buscar constantemente novos conhecimentos e estratégias para aplicar em sala de aula. O desafio de ensinar e aprender é contínuo. Nem sempre as coisas saem como o planejado, mas é preciso perseverar para criar um ambiente onde os alunos aprendam de forma feliz e significativa. Esse aprendizado não se limita às disciplinas, mas abrange também aspectos emocionais e sociais que influenciam diretamente o processo educativo. Piaget traz uma contribuição importante com a proposta da "sanção por reciprocidade," que enfatiza a importância de relações respeitosas e colaborativas entre professor e aluno. Esse aspecto, muitas vezes negligenciado, é essencial para a construção de um ambiente saudável e produtivo. O professor, nesse contexto, deve ser mediador, alguém que acolhe, provoca reflexões, subsidia o aprendizado e interage com os estudantes de maneira significativa. Madalena Freire também contribui com a ideia de que o aluno é um ser incompleto, vivendo em permanente busca por conhecimento e autocompreensão. Essa incompletude não deve ser vista como uma falha, mas como um motor para a aprendizagem. É papel do professor trabalhar essa busca desde o início, especialmente quando existem distúrbios ou dificuldades de aprendizagem. Caso não sejam identificadas e tratadas, essas dificuldades podem se tornar grandes obstáculos no futuro. Ainda hoje, há desafios para inovar na educação. Alguns profissionais resistem às mudanças e preferem métodos autoritários, reprimindo os alunos em vez de acolhê-los e estimulá-los. Essa falta de sensibilidade e empatia pode limitar o potencial dos estudantes e comprometer o ambiente educativo. Inovar exige sensibilidade, dedicação e, acima de tudo, a crença de que é possível transformar a sala de aula em um espaço de aprendizado significativo e prazeroso. Portanto, a sala de aula precisa ser um lugar de troca, respeito e crescimento mútuo. Professores e alunos, juntos, devem construir um espaço onde a busca pelo conhecimento seja constante, permeada por relações humanas, acolhimento e a prática da empatia. Assim, o aprendizado deixa de ser apenas um dever e passa a ser uma experiência enriquecedora e transformadora. O modelo pedagógico contemporâneo demanda uma ruptura paradigmática em relação às práticas pedagógicas tradicionais, exigindo uma postura ativa e reflexiva tanto dos docentes quanto dos discentes. É imprescindível que o aluno deixe de ocupar uma posição de inércia intelectual para assumir o papel de protagonista na construção de seu próprio saber. Essa transformação requer práticas pedagógicas embasadas na epistemologia da práxis, nas quais o professor atua como mediador, artífice cognitivo e facilitador de aprendizagens emancipatórias. A inclusão da Taxonomia de Bloom nesse contexto é fundamental, pois ela serve como um referencial estratégico para organizar os objetivos educacionais, garantindo que as aprendizagens sejam planejadas e estruturadas em níveis progressivos, desde os mais básicos, como o conhecimento e a compreensão, até os mais complexos, como a análise, a síntese e a avaliação. A gestão escolar, enquanto eixo articulador do ambiente educacional, desempenha um papel fundamental na consolidação de uma atmosfera propícia ao desenvolvimento integral dos educandos. A liderança pedagógica deve ser exercida com perspicácia estratégica, assegurando que o Projeto Político Pedagógico (PPP) transcenda o caráter de um instrumento burocrático e se torne um referencial orgânico e dinâmico, refletindo os valores, objetivos e compromissos coletivos da instituição. O PPP, como instrumento norteador, precisa ser construído e implementado com base em uma concepção colaborativa, envolvendo não apenas professores e gestores, mas também a comunidade escolar como um todo. A Taxonomia de Bloom, com suas dimensões cognitivas, afetivas e psicomotoras, pode orientar a elaboração e a implementação do PPP. No âmbito cognitivo, a gestão escolar deve assegurar que os objetivos de aprendizagem contemplem desde habilidades de memorização e compreensão, passando por competências analíticas, até a criação de novos conhecimentos. No domínio afetivo, é crucial que o PPP valorize a construção de atitudes, valores e disposições, promovendo o respeito mútuo e a convivência ética. Já no campo psicomotor, é necessário garantir que o desenvolvimento das habilidades práticas e motoras seja incorporado às atividades educacionais, especialmente em disciplinas como artes, educação física e ciências experimentais. O trabalho coletivo, no âmbito da docência, revela-se essencial para a materialização dos princípios contidos no PPP. A prática pedagógica necessita ser reflexiva e dialógica, promovendo uma sinergia epistemológica entre os educadores, que possibilite o compartilhamento de experiências e a construção conjunta de soluções paraos desafios do cotidiano escolar. Nesse sentido, a elaboração de sequências didáticas estruturadas emerge como um elemento central para garantir a organicidade e a intencionalidade do processo educativo. A sequência didática, ao contrário do planejamento linear e fragmentado, constitui um conjunto metodologicamente articulado de atividades, projetado para alcançar objetivos pedagógicos de forma gradual e progressiva. Sua elaboração exige uma análise acurada das necessidades cognitivas e socioafetivas dos discentes, considerando o contexto sociocultural em que estão inseridos. Como preconizado por Celso Vasconcelos, a prática educativa deve ser fundamentada na intencionalidade pedagógica, com cada ação planejada estrategicamente para promover uma aprendizagem contextualizada e significativa. Ao alinhar-se à Taxonomia de Bloom, a sequência didática pode ser estruturada para atender a níveis variados de complexidade cognitiva, desde atividades de memorização de conceitos até tarefas que exigem análise crítica e produção autoral. Nesse cenário, as metodologias ativas configuram-se como um recurso indispensável para o fortalecimento do protagonismo discente. Práticas como a sala de aula invertida, a gamificação e o movimento maker revolucionam a experiência educacional, ao desafiar os modelos instrucionais tradicionais e promover a cognição experiencial. A sala de aula invertida, por exemplo, subverte a lógica convencional do ensino expositivo, transferindo a apropriação inicial do conteúdo para fora do ambiente escolar, enquanto o tempo em sala é dedicado à resolução de problemas, discussões colaborativas e outras atividades dialéticas e heurísticas. Essa abordagem é particularmente eficaz em disciplinas que requerem epistemologias experimentais, como as ciências naturais e a matemática. Por outro lado, a gamificação integra elementos de ludicidade e competição controlada, estimulando a motivação intrínseca dos discentes por meio de desafios, recompensas simbólicas e sistemas de pontuação. Essa estratégia pedagógica potencializa o engajamento e o desenvolvimento de habilidades transversais, como a resolução de problemas e a colaboração interpessoal. O movimento maker, por sua vez, valoriza o "aprender fazendo", incentivando os alunos a se tornarem autores de soluções criativas para problemas complexos, enquanto desenvolvem competências técnicas e interpessoais. A tecnologia educacional, frequentemente associada às metodologias ativas, atua como um subsídio operacional no processo de ensino-aprendizagem. Contudo, é essencial compreender que os dispositivos digitais e plataformas virtuais não constituem metodologias em si mesmas, mas ferramentas que, quando integradas com intencionalidade pedagógica, ampliam as possibilidades de ensino. O uso da tecnologia deve ser criterioso e adaptativo, assegurando que ela atenda às demandas específicas dos educandos e contribua efetivamente para a construção de saberes. A transformação do ambiente educacional, todavia, enfrenta obstáculos consideráveis, tanto estruturais quanto culturais. Em muitas escolas, ainda prevalece uma pedagogia reprodutivista e autoritária, que desestimula a criatividade e a autonomia dos alunos. Esse cenário evidencia a necessidade imperiosa de um redimensionamento epistemológico no âmbito da educação, que contemple uma abordagem humanista e inclusiva. Além disso, a formação continuada dos professores é um elemento crucial para capacitá-los a lidar com as demandas contemporâneas, promovendo práticas reflexivas e inovadoras. Outro aspecto a ser considerado é a detecção precoce de dificuldades de aprendizagem, que, quando negligenciadas, podem se transformar em barreiras intransponíveis para o desenvolvimento acadêmico. O diagnóstico contínuo e a personalização do ensino são indispensáveis para assegurar que todos os estudantes tenham oportunidades equitativas de aprendizagem e progresso. Como destaca Madalena Freire, o aluno é um ser em constante estado de incompletude, o que reforça a importância de práticas pedagógicas que estimulem sua curiosidade, autonomia e senso crítico. Em suma, o sucesso do processo educativo depende de uma gestão escolar eficiente, de práticas pedagógicas inovadoras e de uma abordagem colaborativa que valorize a interatividade e o protagonismo dos alunos. A sala de aula deve se constituir como um espaço dialógico, no qual o aprendizado seja vivenciado como uma experiência transformadora, capaz de preparar os estudantes para os desafios de um mundo em constante mutação. Somente por meio da integração de metodologias disruptivas, tecnologia e práticas reflexivas será possível criar uma educação emancipadora, que forme cidadãos críticos, autônomos e comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e equitativa. Gestão Escolar e PPP 1. O que é o Projeto Político Pedagógico (PPP)? É um documento norteador que define os objetivos, valores e estratégias educacionais de uma escola, construído de forma coletiva. 2. Qual a principal função do gestor escolar? Articular ações entre professores, coordenadores e comunidade escolar para garantir a implementação eficaz do PPP e promover um ambiente educacional colaborativo. 3. Por que o PPP deve ser um instrumento dinâmico? Porque ele precisa refletir as necessidades e contextos da escola, sendo ajustado conforme a realidade dos alunos e os desafios educacionais. 4. Como o trabalho coletivo entre os professores impacta o PPP? Fortalece a implementação do PPP, enriquecendo-o com práticas inovadoras e reflexivas alinhadas às necessidades do contexto escolar. 5. Quais aspectos da liderança são essenciais para o gestor escolar? Liderança pedagógica, planejamento estratégico e capacidade de promover a colaboração entre os diferentes agentes da escola. 6. O que é a intencionalidade pedagógica? É o planejamento estratégico de ações educativas com objetivos claros, visando garantir a aprendizagem significativa. 7. Como o gestor pode integrar práticas inovadoras na escola? Incentivando o uso de metodologias ativas, tecnologias educacionais e formações continuadas para os professores. 8. Por que a gestão escolar deve valorizar a colaboração? Porque a troca de experiências e a construção coletiva fortalecem o ambiente educacional e garantem a eficácia das práticas pedagógicas. Metodologias Ativas 9. O que são metodologias ativas? São estratégias pedagógicas que colocam o aluno como protagonista do aprendizado, incentivando sua participação ativa no processo educativo. 10. O que caracteriza a sala de aula invertida? Os alunos estudam os conteúdos em casa e utilizam o tempo em sala para discussões, resolução de problemas e atividades colaborativas. 11. Como a gamificação pode ser aplicada na educação? Utilizando elementos de jogos, como desafios e recompensas, para engajar os alunos e estimular a aprendizagem. 12. O que é o movimento maker na educação? Uma abordagem que incentiva o aprendizado por meio da prática, onde os alunos criam soluções para problemas reais. 13. Por que as metodologias ativas são importantes? Porque promovem a autonomia, o senso crítico e a criatividade dos estudantes, tornando o aprendizado mais significativo. 14. Qual o papel da tecnologia nas metodologias ativas? Servir como uma ferramenta de suporte, ampliando as possibilidades de ensino e aprendizagem de maneira intencional. 15. O que diferencia as metodologias ativas das tradicionais? As ativas colocam o aluno no centro do processo, enquanto as tradicionais são baseadas na transmissão de conhecimento pelo professor. 16. Quais são os principais desafios das metodologias ativas? Falta de infraestrutura, resistência cultural e formação insuficiente dos professores. 17. Como as metodologias ativas promovem o protagonismo do aluno? Engajando-o em atividades práticas e colaborativasque estimulam sua reflexão e construção de conhecimento. 18. Como o professor pode utilizar a tecnologia de forma intencional? Integrando plataformas digitais e recursos tecnológicos para atender às necessidades específicas dos alunos. Sequência Didática e Planejamento Pedagógico 19. O que é uma sequência didática? É um conjunto estruturado e intencional de atividades pedagógicas que visam alcançar um objetivo educacional específico. 20. Como a sequência didática se diferencia do plano de aula? O plano de aula é pontual e específico, enquanto a sequência conecta múltiplas aulas e etapas com um objetivo comum. 21. Quais são as etapas de uma sequência didática? Diagnóstico das necessidades, planejamento, execução das atividades e avaliação dos resultados. 22. Por que a sequência didática deve ser flexível? Para se adaptar às necessidades e realidades dos alunos, garantindo a contextualização e a relevância do aprendizado. 23. Como a sequência didática valoriza o conhecimento prévio dos alunos? Ao identificar o que os estudantes já sabem e utilizar esse conhecimento como ponto de partida para novas aprendizagens. 24. Quais são os benefícios de uma sequência didática bem elaborada? Maior organização, clareza nos objetivos e melhor acompanhamento do progresso dos alunos. 25. O que significa provocar os alunos em uma sequência didática? Desafiá-los a refletir e questionar, utilizando situações-problema que estimulem o pensamento crítico e a autonomia. 26. Como a avaliação integra a sequência didática? Ela permite medir o progresso dos alunos e ajustar o planejamento pedagógico conforme necessário. 27. Por que a sequência didática é considerada uma prática inovadora? Porque conecta atividades de forma intencional, promovendo aprendizagens significativas e contextualizadas. 28. Quais são os cuidados ao planejar uma sequência didática? Considerar os objetivos educacionais, o contexto sociocultural dos alunos e a viabilidade das atividades. Práticas Inovadoras na Educação 29. O que significa ser um professor profícuo? É ser eficaz, produtivo e inovador em suas práticas pedagógicas, promovendo aprendizagens de qualidade. 30. Por que o professor deve ser inovador? Para atender às demandas de uma sociedade em constante transformação e engajar os alunos de maneira significativa. 31. Quais práticas inovadoras podem ser usadas na educação? Sala de aula invertida, gamificação, movimento maker, projetos interdisciplinares e uso de tecnologias. 32. Como projetos interdisciplinares contribuem para a inovação? Ao integrar diferentes áreas do conhecimento, promovem uma visão mais ampla e conectada da realidade. 33. Por que a criatividade é essencial na prática pedagógica? Porque ela permite abordar conteúdos de forma original e engajante, despertando o interesse dos alunos. 34. Quais são os pilares de uma prática pedagógica reflexiva? Planejamento intencional, avaliação contínua e adaptação às necessidades dos alunos. 35. Como o professor pode superar a resistência às mudanças? Por meio da formação continuada e da experimentação de novas abordagens pedagógicas. 36. Por que a aprendizagem deve ser contextualizada? Para conectar os conteúdos à realidade dos alunos, tornando o aprendizado mais significativo. Desafios e Reflexões Educacionais 37. Quais são os desafios estruturais enfrentados pelas escolas? Falta de recursos, infraestrutura inadequada e resistência às mudanças pedagógicas. 38. Como a cultura reprodutivista afeta a educação? Ela limita a criatividade e a autonomia dos alunos, promovendo um aprendizado superficial. 39. Por que é importante identificar dificuldades de aprendizagem precocemente? Para evitar que se tornem barreiras significativas ao desenvolvimento acadêmico dos alunos. 40. Qual o papel do professor na inclusão educacional? Adaptar práticas pedagógicas para atender às necessidades de todos os alunos, garantindo a equidade. 41. Como superar as barreiras culturais na educação? Promovendo o diálogo, a formação continuada e o envolvimento da comunidade escolar. 42. Qual é o impacto da personalização do ensino? Garante que cada aluno tenha oportunidades iguais de aprender e se desenvolver, respeitando suas especificidades. 43. Como práticas inovadoras impactam a formação cidadã dos alunos? Estimula o senso crítico, a responsabilidade social e a preparação para os desafios da vida em sociedade. 44. O que significa formar cidadãos críticos? Preparar os alunos para refletir, questionar e participar ativamente da sociedade. 45. Por que a avaliação contínua é importante? Permite acompanhar o progresso dos alunos e ajustar estratégias pedagógicas conforme necessário. Taxonomia de Bloom Benjamim Bloom é um autor altamente referenciado no campo da formulação de objetivos educacionais. Ele era professor da Universidade de Chicago. Em 1956, Benjamin Bloom liderou um time de psicólogos educacionais que desenvolveu uma ferramenta, intitulada Taxonomia, cujo intuito era classificar os níveis de cognição, considerados importantes para a aprendizagem. O termo Taxonomia ou Taxinomia, ou Taxionomia, vêm do grego TAXIS (ordenação) e NOMOS (sistema). Em relação aos estudos da Taxonomia, podemos considerar os seguintes itens: ● Derivou-se de um dos ramos da Biologia que trata da classificação lógica e científica dos seres vivos; ● A taxonomia inclui não somente um sistema de classificação como também a teoria e os métodos utilizados para construir um sistema de classificação; ● Não existe uma taxonomia certa ou errada, o que existe é uma taxonomia organizada a partir de um determinado ponto de vista; ● As taxonomias não são neutras, são construídas a partir das características que melhor possam servir a um determinado propósito. ● O importante é que elas sejam: Consistentes, Relevantes e Pertinentes. O termo Cognição pode ser classificado como o ato ou processo da aquisição do conhecimento, que se dá através da percepção, da atenção, da associação, da memória, do raciocínio, do juízo e da imaginação. Taxonomia dos Objetivos Educacionais de Bloom O time de psicólogos, auxiliado por Bloom, desenvolveu um sistema de classificação para três domínios, sendo eles: o cognitivo, o afetivo e o psicomotor. No domínio cognitivo podem ser relacionados os objetivos referentes à memória e ao desenvolvimento de capacidades e habilidades intelectuais. De acordo com os autores, neste domínio, as condutas compreendidas são realizadas com um maior nível de consciência por parte do aluno e, por isso, são mais fáceis de serem classificadas (BLOOM et al, 1977 apud NETO; SANTOS; ASSIS, 2012). Dessa forma, com a finalidade de atender aos parâmetros educacionais, nesse projeto será aplicado apenas os estudos referentes ao domínio cognitivo. Objetivo da Taxonomia A utilização de uma classificação por meio da Taxonomia, de acordo com Bloom et al (1977 apud NETO; SANTOS; ASSIS, 2012), permite que seja possível realizar uma análise dos Pág. 1 objetivos e das situações nas quais o conhecimento é aplicado. Dessa maneira, pode- se considerar que o uso dessa ferramenta serve para classificar os objetivos educacionais e também a avaliação dentro do processo de ensino-aprendizagem. De acordo com Bloom et al (1977, p.2 apud NETO; SANTOS; ASSIS, 2012), “[...] a taxonomia pode auxiliar na especificação de objetivos, a fim de facilitar o planejamento de experiências de aprendizagem e o preparo de programas de avaliação”. O time de psicólogos pontuou que para que fosse possível criar esta ferramenta, seria necessário a invenção de um quadro de classificação de objetivos, visto que, eles são responsáveis pelo embasamento da avaliação. A ideia de se utilizar a Taxonomia de Bloom serviria para facilitar a comunicação,favorecendo a troca de ideias e materiais entre especialistas em avaliação e todas as pessoas dedicadas à pesquisa educacional. A Taxonomia contribui para auxiliar os professores na definição daquilo que eles esperam que os estudantes saibam, por meio de uma distribuição hierárquica de complexidade (BLOOM, 1983 apud PELISSONI, 2009), trazendo a possibilidade de padronização da linguagem no meio acadêmico e, com isso, também novas discussões ao redor dos assuntos relacionados à definição de objetivos instrucionais. Estruturação da Taxonomia de Bloom no domínio cognitivo. Categoria Descrição 1. Conhecimento Definição: Habilidade de lembrar informações e conteúdos previamente abordados como fatos, datas, palavras, teorias, métodos, classificações, lugares, regras, critérios, procedimentos etc. A habilidade pode envolver lembrar uma significativa quantidade de informação ou fatos específicos. O objetivo principal desta categoria nível é trazer à consciência esses conhecimentos. Subcategorias: 1.1 Conhecimento específico: Conhecimento de terminologia; Conhecimento de tendências e sequências; 1.2 Conhecimento de formas e significados relacionados às especificidades do conteúdo: Conhecimento de convenção; Conhecimento de tendência e sequência/ Conhecimento de classificação e categoria; Conhecimento de critério; Conhecimento de metodologia; e 1.3 Conhecimento universal e abstração relacionando a um determinado campo de conhecimento: Conhecimento de princípios e generalizações; Conhecimento e teorias e estruturas. Verbos: enumerar, definir, descrever, identificar, denominar, listar, nomear, combina, realçar, apontar, relembrar, recordar, relacionar, reproduzir, solucionar, declarar, distinguir, rotular, memorizar, ordenar e reconhecer. 2. Compreensão Definição: Habilidade de compreender e dar significado ao conteúdo. Essa habilidade pode ser demonstrada por meio da tradução do conteúdo compreendido para uma nova forma (oral, escrita, diagramas etc.) ou contexto. Nessa categoria, encontra-se a capacidade de Pág. 2 entender a informação ou fato, de captar seu significado e de utilizá-las em contextos diferentes. Subcategorias: 2.1 Translação; 2.2 Interpretação e 2.3 Extrapolação. Verbos: alterar, construir, converter, decodificar, defender, definir, descrever, distinguir, discriminar, estimar, explicar, generalizar, dar exemplos, ilustrar, inferir, reformular, prever, reescrever, resolver, resumir, classificar, discutir, identificar, interpretar, reconhecer, redefinir, selecionar, situar e traduzir. 3. Aplicação Definição: Habilidade de usar informações, métodos e conteúdos aprendidos em novas situações concretas. Isso pode incluir aplicações de regras, métodos, modelos, conceitos, princípios, leis e teorias. Verbos: aplicar, alterar, programar, demonstrar, desenvolver, descobrir, dramatizar, empregar, ilustrar, interpretar, manipular, modificar, operacionalizar, organizar, prever, preparar, produzir, relatar, resolver, transferir, usar, construir, esboçar, escolher, escrever, operar e praticar. 4. Análise Definição: Habilidade de subdividir o conteúdo em partes menores com a finalidade de entender a estrutura final. Essa habilidade pode inclui a identificação das partes, análise de relacionamento entre as partes e reconhecimento dos princípios organizacionais envolvidos. Identificar partes e suas inter-relações. Nesse ponto é necessário não apensas ter compreendido o conteúdo, mas também a estrutura do objeto de estudo. Subcategorias: Análise de elementos; Análise de relacionamentos Verbos: Analisar, reduzir, classificar, comparar, contrastar, determinar, deduzir, diagramar, distinguir, diferenciar, identificar, ilustrar, apontar, inferir, relacionar, separar, subdividi, calcular, discriminar, examinar, experimentar, testar, esquematizar e questionar. 5. Síntese Definição: Habilidade de agregar e juntar partes com a finalidade de criar um novo todo. Essa habilidade envolve a produção de uma comunicação única (tema ou discurso), um plano de operações (propostas de pesquisas) ou um conjunto de relações abstratas (esquemas para classificar informações). Combinar partes não organizadas para formar um “todo”. Subcategorias: 5.1 Produção de uma comunicação original; 5.2 Produção de um plano ou proposta de um conjunto de operações; e 5.3 Derivação de um conjunto de relacionamentos abstratos. Verbos: categorizar, combinar, compilar, compor, conceber, construir, criar, desenhar, elaborar, estabelecer, explicar, formular, generalizar, inventar, modificar, organizar, originar, planejar, propor, reorganizar, relacionar, revisar, reescrever, resumir, sistematizar, escrever, desenvolver, estruturar, montar e projetar. Pág. 3 6. Avaliação Definição: Habilidade de julgar o valor do material (proposta, pesquisa, projeto) para um propósito específico. O julgamento baseado em critérios bem definidos que podem ser externos (relevância) ou internos (organização) e podem ser fornecidos ou conjuntamente identificados. Julgar o valor do conhecimento. Subcategorias: 6.1 Avaliação em termos de evidências internas; e 6.2 Julgamento em termos de critérios externos Verbos: Avaliar, averiguar, escolher, comparar, concluir, contrastar, criticar, decidir, defender, discriminar, explicar, interpretar, justificar, relatar, resolver, resumir, apoiar, validar, escrever um review sobre, detectar, estimar, julgar e selecionar. Fonte: Blomm et al. (1956), Bloom (1986). Driscoll (2000) e Kathwohl (2002). HABILIDADES OPERATÓRIAS EDUCAÇÃO INFANTIL AO ENSINO MÉDIO