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 Professora 
 Michele Aragão Fernandes 
EMPREENDEDORISMO 
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EMPREENDEDORISMO 
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EXPEDIENTE 
Diretor geral: prof. Malverique Neckel 
Diretora administrativo financeiro: Profa. Wellyssianne Lindoso 
Coordenador Geral da Unidade: José Deyvid Rodrigues Massole 
Design Instrucional: Caniggia Carneiro 
Revisão Textual: Jacqueline Celedônio Pereira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MÓDULO I - O CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO E SEU 
PAPEL NAS ORGANIZAÇÕES 
 
AULA 1 - PRINCIPAIS CONCEITOS E CARACTERÍSTICAS 
 
 
Neste primeiro momento da disciplina, você compreenderá o que vem a ser um 
empreendedor, o espírito de ser um empreendedor de sucesso e as características 
essenciais que um empreendedor precisa obter. 
 
Conhecendo o Espírito Empreendedor 
 
 
Para ser um empreendedor é preciso ter um sonho para colocar em prática, na 
verdade, precisa acreditar no negócio e ter muita perseverança e acreditar em seu 
objetivo. Podemos dizer que o segredo consiste em acreditar em si, inicialmente.Ser 
empreendedor significa ser um realizador, que produz novas ideias através da 
congruência entre criatividade e imaginação (SCHUMPETER, 1942 apud 
CHIAVENATO, 2012). 
 
Acredito que você já tenha ouvido falar em grandes empreendedores de 
sucesso como Bill Gates, da Microsoft; Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar. Esses 
empreendedores não são exceção no mundo corporativo, da mesma forma, não seria 
justo, considerarmos empreendedores de sucesso apenas para corporações de 
grande porte. 
 
Na verdade, a economia do país é gerada tanto por empresas de grande, médio 
e pequeno porte. Apesar das suas diferenças, elas possuem algo em comum, não 
geram apenas riqueza para seus empreendedores, mas sim, empregam funcionários, 
pagam impostos, geram benefícios diretos e indiretos na região onde estão instaladas. 
 
O espírito empreendedor, segundo os autores (LONGENECKER; MOORE; 
PETTY, 1998 apud CHIAVENATO, 2012) visa ser uma pessoa que idealiza um 
5 
Falar sobre a personalidade do empreendedor ainda requer muitos debates e estudos, pois ao longo 
dos anos ainda não se chegou a um denominador comum sobre as reais características e perfil da 
personalidade empreendedora (BIAGIO, 2012). Logo, os maiores debates sobre o tema discorrem 
sobre os seguintes questionamentos: 
● Será que uma personalidade empreendedora já nasce com alguns indivíduos? 
● Alguns indivíduos adquirem o comportamento empreendedor com o passar do tempo? 
 
Diante destes questionamentos, qual a sua opinião: o empreendedor já nasce com essas 
peculiaridades ou são adquiridas pelo meio? 
 
Vídeo – Empreendedorismo: as 10 características do empreendedor 
Por: SEBRAE/SP. 
Disponível em: 
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/sp/videos/as-10-caracteristicas-do-bom- 
empreendedor,d1bdd85dea889510VgnVCM1000004c00210aRCRD 
negócio para concretizar um projeto pessoal assumindo riscos e responsabilidades, 
não se esquecendo de inovar continuamente. 
 
Para refletir 
 
Para ajudar em sua reflexão sobre o perfil de um empreendedor, assista ao 
vídeo disponível pelo SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas 
Empresas que retrata sobre as 10 principais características que precisa obter um 
empreendedor de sucesso. 
 
Saiba Mais 
 
 
 
Características de um Empreendedor 
 
 
Para você se familiarizar com os atributos de um empreendedor, conheça 
alguns aspectos mais comuns identificados entre esses indivíduos que resolveram 
criar benefícios para si mesmo, ao invés de aceitar qualquer destino para sua carreira 
profissional, sem dúvidas, o mundo corporativo é consideravelmente mais atrativo. 
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/sp/videos/as-10-caracteristicas-do-bom-
6 
O talento de identificar oportunidades: o empreendedor precisa ter 
conhecimento que uma boa ideia é uma condição essencial para o negócio, porém, 
não é o suficiente, para alavancar um novo empreendimento de sucesso. Logo, uma 
ideia somente se transforma em oportunidade quando seu propósito vai ao encontro 
de uma necessidade de mercado, ou melhor, quando existem potenciais clientes. 
Sendo assim, o empreendedor deve ser capaz de observar circunstâncias e encontrar 
maneiras de captar benefícios para si e para os demais, por intermédio de suas 
atitudes e proatividade, aconselha (SOUZA, 2013). 
A capacidade de promover soluções para problemas: Além de identificar as 
oportunidades do mercado, o empreendedor deve ser competente para diagnosticar 
problemas e encontrar soluções relevantes e significativas que promovam benefícios 
e bons resultados para a sustentabilidade do negócio. Vale ressaltar que todos os 
empreendimentos, independente da sua área de atividade, buscam se sobressair do 
desafio de resolverem problemas. 
A inteligência de enfrentar riscos de forma coerente: A vida de um 
empreendedor possui muito mais riscos financeiros em relação a um empregado 
estável e de salário garantido todos os meses. Um dos maiores riscos consiste que o 
empreender lida com pessoas, sejam elas fornecedores, funcionários ou clientes. 
Sendo assim, as incertezas dos comportamentos são invariáveis e influenciadoras no 
resultado do negócio. A questão também é que os riscos devem ser sempre vistos 
como reduzidos em proporção ao empenho, através da qualidade e quantidade de 
informações coerentes para a promoção de ações que proporcionem bons resultados. 
Aconselha ainda o autor Souza (2013) o empreendedor deve ludibriar a lei das 
probabilidades: corra sim os riscos, mas sempre esteja preparado para eles e supere- 
os. 
A habilidade de vender suas ideias, seus produtos e projetos: Não adianta 
você ter um bom produto se não consegue se comunicar com o seu público-alvo. 
Vender consiste numa ação de informar ao seu potencial comprador sobre os 
benefícios de uma determinada proposta, apresentando-lhe que essa será a melhor 
opção de aquisição em relação às demais ofertas da concorrência. Em suma, 
empreendedores também devem ser bons vendedores. 
A faculdade de executar ideias: A obtenção de boas ideias pode constatar 
que faz parte da essência energética da rotina do empreendedor. Afinal qual o peso 
7 
O termo NETWORK vem da junção de net (em inglês, rede) e work (em inglês, trabalho). Traduzindo 
literalmente para o português, network quer dizer rede de trabalho ou ainda trabalho de rede. 
 
O Network é todo esforço e ação empreendida para que seja construída um relacionamento com várias 
pessoas que possam gerar benefícios mútuos tanto a nível pessoal como profissional. 
Fonte: Portal Educação (2019). 
Disponível em: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/administracao/o-que-e- 
network/43483 . 
desta ideia na vida do empreendedor? Não podemos dizer, talvez possa ser algo 
formidável para alguns, assim como, uma frustração para outros. Na verdade, as 
ideias por si só não valem nada. Seu valor advém da forma como são planejadas e 
executadas, criando ou não benefícios reais para o seu idealizador e para outras 
pessoas. 
A magia de construir tendências de comportamento: Como o 
empreendedor lida com muitas pessoas (clientes, fornecedores, parceiros entre 
outros) é por um desses motivos que é importante conhecerem melhor essas pessoas, 
principalmente, seu público-alvo. Compreender melhor seus interesses, suas 
motivações e necessidades. Desta forma é possível conciliar às expectativas dos 
indivíduos, obtendo respostas favoráveis para a empresa, como o consumo dos 
produtos, a execução eficiente das atividades produtivas ou mesmo o apoio de 
investidores. Sendo assim, significa que é possível construir tendências de 
comportamento. Ser capaz de estimar o que o público almeja, sejamesses benefícios 
tangíveis ou intangíveis. 
O privilégio de estabelecer um bom networking: O trabalho do 
empreendedor é essencialmente de conquistar e consolidar oportunidades de 
relacionamento com eles, obtendo recursos necessários aos seus projetos. Para isso, 
uma palavra faz muita diferença: network. 
 
Saiba Mais 
 
 
 
O dom de liderar: Como o empreendedor precisa trabalhar em equipe, orientar 
outras pessoas a executar suas tarefas, ou como pretende que seja desenvolvido um 
produto ou serviço. Na verdade, o empreendedor está sempre se relacionamento com 
outras pessoas e com equipes, dessa forma, há uma necessidade de liderar e que 
http://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/administracao/o-que-e-
8 
seu esforço e empenho para o sucesso do negócio sirvam de inspiração para seus 
liderados. 
A propriedade de manter a confiança: O ambiente do negócio é cheio de 
desafios e incertezas, devido a esse contexto, o empreendedor precisa ter visão do 
potencial do negócio e manter confiança do sucesso do empreendimento. Na verdade, 
trata-se de ingredientes essenciais para motivar o empreendedor a persistir no 
resultado. 
A virtude de aprender com os fracassos: Os empreendedores bem- 
sucedidos analisam os fracassos como aprendizado e energizam-se para apostar num 
novo empreendimento, ou em novas estratégias do mesmo negócio. Com essa 
situação inusitada, eles buscam respostas para o seguinte questionamento: Onde foi 
que falhei? Diante da resposta, ele procura não cometer o mesmo equívoco do 
passado. Buscando novos caminhos e modelos estratégicos. 
 
A HISTÓRIA DO EMPREENDEDORISMO 
 
 
O termo empreendedorismo é discutido por diversos especialistas das áreas 
afins, sendo assim, a partir de 1725 já abordava o assunto através do economista 
Richard Cantillon que retratava que o empreendedor é aquele indivíduo que precisa 
está disposto para assumir riscos. Outro economista conhecido por Jean Say também 
contribuiu em décadas posteriores que o empreendedor tem a capacidade de 
transferir recursos econômicos de um setor de produtividade baixa para um setor de 
produtividade mais elevado, contribuindo para a economia local. Já em 1871, Carl 
Menger também economista definiu o empreendedor como aquele que busca 
antecipar as necessidades que ainda serão futuras. 
Já no século XX, em 1949, o economista Ludwing Mises complementa que o 
empreendedor é um legítimo tomador de decisões constantes. Acrescenta ainda o 
economista, Friedrich Hayek, na década de 50, que o empreendedorismo não significa 
apenas que está envolvido com grandes riscos e incertezas, mas, sobretudo direciona 
para um processo de grandes descobertas das condições produtivas e das 
oportunidades de mercado por parte dos próprios atores sociais, sintetiza o autor 
Chiavenato (2012). 
9 
Agora, acompanhe a evolução das discussões sobre o empreendedorismo por 
três décadas seguintes, conforme a ilustração da tabela 1 a seguir. 
 
Tabela 1 – Contribuições para a evolução e significado do empreendedorismo. 
 
Período Autores Contribuições 
 
Década de 60 
 
McClelland 
 
O empreendedor precisa ter três necessidades 
essenciais: poder, afiliação e sucesso. 
 
 
Década de 70 
 
 
Drucker 
 
O comportamento do empreendedor reflete num 
estilo de desejo ao ponto de abandonar sua carreira 
e segurança financeira para idealizar uma ideia, que 
requer investimentos para um negócio incerto. 
 
Década de 80 
 
Casson 
 
O empreendedor toma decisões criteriosas e 
coordena recursos escassos. 
Fonte: Chiavenato (2012), com adaptações. 
 
 
As discussões sobre empreendedorismo não pararam na década de 80, até os 
tempos atuais se discute muito sobre o tema, suas características e perfil atual do 
empreender, além das ideias que despertam interesses de investidores e novos 
modelos de empreendimento. Assuntos estes que serão discutidos em momentos 
posteriores desta disciplina. 
Segundo os dados estatísticos das pesquisas realizadas pelo SEBRAE, sobre 
a idade média do empreendedor brasileiro, visa ser 44,7 anos. De acordo com o 
gráfico 01, evidencia-se que o grupo dos empreendedores é formado principalmente 
por indivíduos que têm entre 35 e 44 anos com representatividade de 25%, assim 
como, a faixa etária entre 45 e 54 anos que representa também 25%. Em seguida no 
ranking vem os empreendedores com a faixa etária 25 e 34 anos, com 19%. Logo, os 
mais jovens, que possuem entre 18 e 24 anos, representam apenas 5% do total. 
Diante deste levantamento, podemos constatar que uma das variáveis 
influenciadoras para esse resultado consiste no envelhecimento da população 
brasileira, assim como, o mercado de trabalho que não absorve na mesma proporção 
que os jovens, os profissionais acima de 40 anos. 
10 
Gráfico 1 – Idade média dos empreendedores brasileiros. 
Fonte: Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae Nacional (2019). 
 
 
Um empreendedor para conhecer melhor as oportunidades de um negócio, se 
faz necessário aprofundar no conhecimento sobre o tema. Para iniciar, que tal 
despertar em você as peculiaridades de um empreendedor através de boas 
indicações literárias? 
 
Saiba Mais 
 
 
Conheça o ranking dos 10 (dez) livros que todo empreendedor precisa ler 
 
1. O Jeito Disney de Encantar Clientes, Disney Institute – Editora Saraiva. 
2. Pense Simples, Gustavo Caetano – Editora Gente. 
3. Abilio (Determinado, Ambicioso, Polêmico), Cristiane Correa – Selo Primeira Pessoa. 
4. Nasce um empreendedor, Bob Wollheim e Dony De Nuccio, Companhia das Letras. 
5. A Estratégia do Oceano Azul, W. Chan Kim e Renée Mauborgne – Editora Sextante. 
6. Startup: Manual do Empreendedor, Bob Dorf e Steve Blank – Editora Alta Books 
7. Os segredos da arte de vender, Zig Ziglar – Editora Record. 
8. Criatividade S.A., Ed Catmull – Editora Rocco 
9. O mito do empreendedor, Michael E. Gerber, Editora Fundamento 
10. Sonho Grande, Cristiane Correa - Selo Primeira Pessoa 
Fonte: Escola Conquer (2019). 
11 
ESTUDO DE CASO 
 
 
Depois de enfrentar diversos desafios, inclusive com o nome sujo, o jovem 
empreendedor conseguiu superar e abriu Hamburgueria que hoje é um 
Sucesso 
 
Frederico Santos, o Fred, quebrou duas vezes antes de abrir o The Burger em São José dos Campos 
 
Fred, começou a empreender ainda adolescente, aos 16 anos, em 2005. Vendia prataria (pingentes, 
colares e pulseiras) e roupas para colegas de escola em São José dos Campos. 
 
O nome “sujo” no Serasa e a ausência de capital para investir não desanimou Fred. Com um 
sócio, decidiu abrir uma hamburgueria artesanal, bem ao estilo das casas que já vinham crescendo em 
São Paulo, mas que ainda não existiam no interior. Conseguiram um empréstimo com a mãe do sócio. 
 
Foram R$ 20 mil. “Como ninguém era do ramo, e o capital era baixo e emprestado, não 
podíamos mais errar. Buscamos o SEBRAE e fizemos o Empretec e alguns cursos na área da 
alimentação”. O Empretec, segundo Fred, ensinou-o a ver seu negócio com mais frieza e objetividade, 
auxiliando-o na tomada de decisões mais precisas. 
 
Depois de se prepararem melhor, Fred e Melão abriram a The Burger com equipamentos de 
segunda mão e nenhum luxo. “Montamos em um terreno do meu sócio justamente para economizar 
com o aluguel”, conta Fred. Como São José ainda não tinha uma hamburgueria na linha artesanal e 
autoral, o negócio engrenou. Fred conta que as mídias sociais ajudaram a difundir os produtos e a 
identidade da empresa. 
 
Hoje seu estabelecimento tem uma clientela fiel, um nome consolidado e equipamentos 
importados da mesma marca utilizada por grandes redes. “Temos uma autenticidade e originalidade 
que são nossas”, explica. Enquanto Fred trabalha com a gestão do negócio, que envolve finanças, 
compras e contatos com fornecedores, Melão fez cursos e se aprofundou no mundo das carnes e 
hambúrgueres; trabalha na cozinha, seleciona matérias-primas e cria receitas. 
 
A hamburgueria se expandiu e jáconta com uma cozinha de preparação e delivery em outro 
endereço, mas Fred não está satisfeito e pretende crescer mais ainda. “Primeiro, quero transformar o 
espaço de delivery em uma distribuidora de nossos produtos e outros alimentos. Mais à frente, pretendo 
fazer cursos de franquia para realmente expandir” 
 
Fonte: Revista Pequena Empresa Grande Negócios - JUN (2019). (com adaptações) 
Por: Jornal de Negócios do SEBRAE/SP (2019). 
Disponível em: . 
 
Portfólio 
 
 
1. O que é ser um empreendedor de sucesso? 
2. Quais as principais características de um empreendedor? 
12 
3. Para empreender se faz necessário ter uma boa ideia? 
4. Por quais motivos um empreendedor precisa ser líder? 
 
 
5. Você acha que um empreendedor mais maduro possui melhores chances de 
sucesso do que um empreendedor jovem? Justifique. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo 
 
 
Nesta aula foi possível compreender os conceitos sobre empreendedorismo, 
as principais características essenciais para ser um empreendedor e ter um negócio 
de sucesso e as contribuições ao longo de diversos anos sobre o que vem a ser 
empreendedorismo e o perfil da faixa etária do empreendedor brasileiro. 
13 
AULA 2 - A GESTÃO EMPREENDEDORA E SUAS IMPLICAÇÕES PARA AS 
ORGANIZAÇÕES 
 
 
Neste segundo momento será possível compreender o que significa realizar 
uma boa gestão empreendedora, através de diversos conceitos fundamentais para o 
mundo do negócio, como: gerenciamento, criatividade e inovação. Termos esses que 
já fazem parte da conjuntura empresarial e fundamentais para a visão 
empreendedora, além de suporte para os resultados da empresa nos tempos atuais. 
 
 
A Importância e as Implicações do Empreendedorismo para a Economia 
 
 
Em muitos países após a 2ª guerra mundial, como a Alemanha, o Japão e 
demais países aliados tiveram que se reorganizar em relação a sua economia. Logo, 
para isso, a população local se uniu e encontraram juntas soluções que estão 
diretamente relacionadas com o empreendedorismo. Na verdade, eles tinham que 
gerar benefícios mútuos que envolvessem o maior número possível de pessoas para 
atrair dinheiro de outras nações, por meio das vendas de produtos que eles próprios 
fossem capazes de produzir para mercados potenciais. 
E como seus países encontravam-se limitados de recursos naturais devido às 
consequências do período da guerra, tiveram que ser muito criativos e inovadores 
com o que possuíam, além disso, obter atratividade. Neste caso, usaram ingredientes 
essenciais que promoveram o entusiasmo de querer vencer, a educação e o 
conhecimento. Houve incentivos governamentais com a formação educacional e 
profissionalizante promovendo qualificação na mão de obra, porém, de custo baixo. 
De certa forma, essa mão de obra era considerada a matéria prima para atuar nos 
segmentos econômicos do momento, por exemplo, criar tecnologia. 
A proposta da educação deu certo e conseguiram em 20 anos quintuplicar o 
PIB de seus países. Promoveram também, a elevação no ranking e se tornaram as 
nações que oferecem melhor qualidade de vida a sua população, com oferta de 
emprego e renda, saúde e educação para todos. Além de manterem liderança na 
indústria da alta tecnologia, como o caso das empresas: Toyota, Samsung, Hyundai, 
LG, Panasonic entre outras. 
14 
Conheça um pouco mais da história da marca Toyota em: 
 
https://www.toyota.pt/world-of-toyota/toyota-no-mundo/toyota-in-the-world.json 
O que é inflação? 
 
Inflação é o aumento dos preços de bens e serviços. Ela implica na diminuição do poder de compra 
com a moeda local. A inflação é mensurada pelos índices de preços, que no Brasil há vários índices 
de preços, dentre eles, destaca-se o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, o qual 
é utilizado para o sistema de metas da inflação. 
 
Leia mais em: https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/oqueinflacao 
Por meio deste contexto dos países que se reinventaram diante da escassez 
de recursos e hoje são consideradas grandes potenciais mundiais, pela sua 
incessante persistência de tentar melhorar e construir algo que promovesse benefícios 
para si e para demais pessoas através da criatividade, isso sim, podemos afirmar que 
temos boas histórias de empreendedorismo para nos inspirar. 
 
Saiba Mais 
 
A influência do empreendedorismo para a economia do Brasil 
 
 
Diante de diversas inseguranças que a economia brasileira enfrenta nas últimas 
décadas com inflações e juros elevados, que acarretam diversas consequências 
negativas ao país, atingindo os mais variados setores empresariais como indústrias, 
comércios e serviços. Diante desta instabilidade econômica do país em relação à 
oferta de empregos, podemos considerar que foi uma das variáveis responsáveis pelo 
aumento do empreendedorismo do Brasil. 
 
Saiba Mais 
 
 
 
Pesquisas apontam que o brasileiro tem se tornado cada vez mais criativo, ao 
ponto de investir tempo e dinheiro nas mais variadas áreas, expressivamente, em 
empresas de pequeno porte e startups de tecnologia. Segundo dados do GEM – 
Global Entrepreneurship Monitor (2017). A interpretação dos dados aponta que o 
http://www.toyota.pt/world-of-toyota/toyota-no-mundo/toyota-in-the-world.json
http://www.toyota.pt/world-of-toyota/toyota-no-mundo/toyota-in-the-world.json
http://www.toyota.pt/world-of-toyota/toyota-no-mundo/toyota-in-the-world.json
http://www.bcb.gov.br/controleinflacao/oqueinflacao
http://www.bcb.gov.br/controleinflacao/oqueinflacao
15 
empreendedorismo brasileiro ganhou força diante de um cenário em crise econômica, 
que inclusive trouxe uma das maiores taxas de desemprego na história do país. 
Logo, constata-se que o empreendedorismo por necessidade tem emergido no 
cenário econômico de forma considerável. Nele, os profissionais não conseguem uma 
recolocação no mercado de trabalho e partem para a abertura das próprias empresas. 
Acompanhe melhor os dados levantados pela GEM (2017) entre os anos de 2002 a 
2017 sobre o perfil do empreendedorismo no Brasil, na tabela 2, apontam as 
motivações que promoveram o empreendedorismo. 
 
Tabela 2 – Motivações do empreendedorismo no Brasil entre 2002 a 2017. 
 
Motivação Taxas Nº de Empreendedores 
Oportunidade 12,1% 16.313.253 
Necessidade 8,1% 10.965.755 
Fonte: GEM Brasil 2017 (com adaptações). 
 
 
Na tabela 2, destaca-se o perfil das pessoas que se tornaram empreendedoras 
por motivações específicas. Desta forma, existem os empreendedores por 
necessidade que decidem empreender por não possuírem melhores alternativas de 
emprego, propondo-se criar um negócio que gere rendimentos, visando basicamente 
a sua subsistência e de seus familiares. Já no caso, dos empreendedores que são 
motivados por oportunidade, o GEM os define como gestores capazes de identificar 
uma sacada de negócio ou, até mesmo, um nicho de mercado, mesmo obtendo 
concorrentes, porém, vislumbra algo que ainda não os oferecem, e assim, visualizam 
o diferencial competitivo e assume os riscos de implantar o novo negócio. 
Interpretando a tabela 2, ainda é possível constatar que o empreendedorismo 
por oportunidade é mais considerável em relação ao empreendedorismo por 
necessidade, porém, a pesquisa aponta uma linha de tempo entre 2002 a 2016, e 
após esse período o cenário econômico do país agravou, podendo neste caso, 
promover resultados contrários em relação aos percentuais entre as motivações de 
empreender. 
É possível também acompanhar na pesquisa do GEM (2017), o levantamento 
anual das taxas de empreendedorismo no Brasil entre o período de 2002 a 2017. 
Conforme o gráfico 2 a seguir: 
16 
 
Gráfico 2 – Taxa anual de empreendedorismo por oportunidade e por necessidade no Brasil (2002 – 2017). 
 
Fonte: GEM Brasil (2017). 
Disponível em: 
SIL_web.pdf>. 
 
O Gráfico 2 apresenta uma escala que mensura poucos declínios em alguns 
anos, mas não são considerados extremistas, em análise global o empreendedorismo 
no Brasil vem crescendo substancialmente. 
Diante desses levantamentos de motivações que promovem o empreendedor 
brasileiro na última década, podemos destacar peculiaridades sobre seu perfil, neste 
caso, destaca-se a tabela 3 abaixo, com a seguinte síntese. 
 
Tabela 3 – Conceitos sobre os tipos de empreendedores por meio de suas motivações. 
 
Empreendedorismo 
Por Oportunidade Por Necessidade 
 
 
- Os empreendedores por oportunidade são 
aqueles indivíduos que identificam no mercado a 
necessidade de algo novo ou reestruturação de 
algo já existente. 
 
 
- É o indivíduo que tem a sensibilidade de criar 
coisas novas ser capaz de perceber e assimilar as 
mudanças no ambiente no qual está inserido, 
mesmo tendo opções de emprego eles iniciam o 
negócio. 
 
 
- Os empreendedores por necessidade querem se 
manter economicamente ativos na sociedade a 
qual estão inseridas. 
 
 
 
- É o indivíduo que perdeu o emprego e precisa 
encontrar uma forma de sobreviver, prover o 
próprio sustento e o da família. 
Fonte: SEBRAE (2017). 
Disponível em: . 
17 
O empreendedorismo no Brasil está em ascensão mesmo com o índice de 
desemprego elevado nos últimos anos no país. Assim, podemos considerar que o 
surgimento destas empresas, independente de porte e segmento serão as 
responsáveis por gerar novas contratações. Logo, a influência do empreendedorismo 
no Brasil promoverá uma onda de empregos, a produção de riquezas, e os benefícios 
presentes nas inovações, como também, ajudam a sociedade e reduzem as 
instabilidades deixadas pela crise. 
 
A importância e as Implicações do Empreendedorismo para o Desenvolvimento 
Social 
 
 
A intenção do empreendedorismo social foi buscar outra alternativa de 
empreender com o intuito de envolver um número maior de beneficiados, 
principalmente aqueles que estivessem de fato necessitando de recursos mediante a 
ausência deles, em específico o financeiro. Essas empresas poderiam coexistir com 
os negócios tradicionais, orientados ao lucro, cada qual com a sua finalidade e 
satisfazendo motivações humanas distintas. 
Desse modo, seria possível que, por exemplo, grandes corporações fundassem 
suas próprias iniciativas sem fins lucrativos, com o único objetivo de combater 
problemas sofridos pela população de uma determinada localidade (SOUZA, 2013). 
Um economista chamado Muhammad Yunus concretizou sua ideia e 
emprestou dinheiro a um grupo de artesãos e que em pouco tempo pagaram o 
empréstimo, após essa percepção, Yunus decidiu implantar um banco social, na 
verdade o banco dos pobres. O empréstimo não exigia garantia, e nem fiador a juros 
baixos, a única exigência que aquele valor fosse usado diretamente para gerar alguma 
renda à família. 
Em 25 anos, os resultados da região de Bangladesh foram impressionantes, 
por exemplo, a região conseguiu sair do nível social de pobreza, a criminalidade foi 
reduzida, as principais pessoas pelo sustento familiar com empregos, todas as 
crianças até 14 anos matriculadas e frequentando as escolas. Desta forma, a 
repercussão da lógica e das ferramentas do empreendedorismo promovidas por 
Yunus, com o intuito do auxílio humanitário rendeu a ele um prêmio Nobel da paz. 
18 
Empreendedorismo social é um termo que significa um negócio lucrativo e que ao mesmo 
tempo traz desenvolvimento para a sociedade. As empresas sociais, diferentes das ONGs 
ou de empresas comuns, utilizam mecanismos de mercado para, por meio da sua atividade 
principal, buscar soluções de problemas sociais. 
Vídeo – O que é empreendedorismo social? 
 
https://www.youtube.com/watch?v=MxJJNwOx8TE 
Saiba Mais 
 
 
Desta forma, o empreendedorismo é de suma importância para o 
desenvolvimento da sociedade em todos os países, principalmente, por promover o 
crescimento econômico da região, gerar emprego e renda para a população. No 
entanto, o empreendedorismo é a melhor arma contra o desemprego e implica na ideia 
de sustentabilidade. 
 
Saiba Mais 
 
 
 
Ser empreendedor pode proporcionar benefícios mútuos para quem está 
implantando o negócio, assim como, para a população local. Desta forma, conheça 
algumas peculiaridades de se tornar um empreendedor no Brasil conforme a tabela 3, 
abaixo. 
 
Tabela 3 – Vantagens do empreendedorismo no Brasil. 
 
Vantagens de ser empreendedor no Brasil 
Geração de novos empregos 
Quanto maior o número de empresas abertas, maior o número 
de novas contratações. 
 
Favorecimento dos desempregados 
O empreendedorismo promove oportunidade para quem não 
conseguiu um emprego formal por conta da crise. Mais 
empregos, mais desenvolvimento social e econômico. 
Reforço da coerência social e 
econômica da população 
O surgimento de novos empreendedores estimulou outras 
pessoas a se tornarem empreendedoras. 
 
Maior inovação 
O país ou a região torna-se mais competitiva, quando há 
inovação nos empreendimentos. As startups estão galgando 
esse caminho da inovação tecnológica. 
Mais oferta para os consumidores Maior o número de empresas proporciona mais opções de 
oferta de produtos ou serviços. A concorrência é saudável 
para o mercado consumidor. 
Fonte: Souza (2019). 
http://www.youtube.com/watch?v=MxJJNwOx8TE
http://www.youtube.com/watch?v=MxJJNwOx8TE
http://www.youtube.com/watch?v=MxJJNwOx8TE
19 
Pesquisa científica sobre o tema, na íntegra: 
 
O Comportamento Empreendedor e suas Implicações: a Organização Produtiva de Micro e Pequenas 
Empresas no Turismo. Autoria: Francisco Sávio de Oliveira Barros, Maria Vilma Coelho Moreira. 
Disponível em: . 
In: Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração - EnAnpad 
2005. Disponível em: . 
Portal do Administrador (administradores.com) 
Revistas: Exame, Você S/A e PEGN 
LinkedIn (http://linkedin.com) 
Empreendemia (http://empreendemia.com.br) 
● 
● 
● 
● 
Revistas, Sites Especializados e Redes Sociais para empreendedores 
 
Esses canais que proporcionam debates e conhecimentos sobre questões administrativas 
relacionadas aos negócios: 
Saiba Mais 
 
 
 
 
Saiba Mais 
http://www.anpad.org.br/admin/pdf/enanpad2005-esoc-1650.pdf
http://www.anpad.org.br/
20 
 
 
Curiosidade – Perfil dos Empreendedores no Brasil 
 
 
Figura 1 – Perfil do empreendedorismo 
 
 
 
 
Fonte: Brasil (2015). 
Disponível em:. 
 
 
De acordo com o 
infográfico ao lado, que retrata a 
pesquisa realizada pelo governo 
do Brasil em parceria com o 
SEBRAE e demais órgãos, 
apresenta o perfil dos 
empreendedores no Brasil, 
através disso, pode-se constatar 
que dos entrevistados 38,5 
milhões possuem a intenção de 
empreender, destes 50% 
possuem ensino fundamental e 
uma representatividade por 
gênero em 53% para os homens. 
E estão entre a faixa etária 
pessoas de 18 a 35 anos. Nas 
regiões norte e nordeste do país 
há uma concentração destes 
futuros empreendedores. 
Acredita-se que esse seja reflexo 
da escassez da oferta de 
empregos pelas empresas. 
http://www.brasil.gov.br/economia-e-
21 
ESTUDO DE CASO 
 
 
Empreendedorismo por necessidade volta a crescer no Brasil 
11 milhões de empresas foram criadas no país nos últimos anos por pessoas que precisavam de 
trabalho, mostram dados do SEBRAE. 
 
Cael Horta abriu uma agência de marketing dentro de casa depois de procurar emprego por um ano e 
meio; hoje fatura de R$ 3 mil a R$ 4 mil por mês. 
 
Depois de fazermais de 30 entrevistas e procurar emprego por um ano e meio, Cael Horta, 
formada em marketing, decidiu trabalhar por conta própria em 2016. Sem dinheiro e com um 
financiamento imobiliário para pagar, abriu uma agência de marketing digital em São Paulo. Hoje 
trabalha em casa, sozinha, e fatura entre R$ 3 mil e R$ 4 mil por mês. 
"Eu tinha um bom currículo e não entendia por que não era contratada. Era só o meu marido 
para pagar todas as contas, eu tinha urgência em voltar a trabalhar", lembra Cael. 
Assim como ela, muitos brasileiros que perderam o emprego na crise enxergaram no 
empreendedorismo a saída para voltar ao mercado de trabalho. Segundo o SEBRAE, 11,1 milhões de 
empresas foram criadas por necessidade nos últimos 3,5 anos no Brasil. 
Por: MELO, Luísa. (2017). Repórter do G1. (com adaptações) 
Disponível em: . 
 
 
 
Portfólio 
 
 
1. Qual a importância do empreendedorismo? 
2. Quais as implicações que o empreendedorismo pode promover para o 
desenvolvimento econômico? 
3. Quais as implicações que o empreendedorismo pode promover para o 
desenvolvimento social? 
4. O que significa ser empreendedor de oportunidades? 
5. O que significa ser empreendedor por necessidade? 
 
 
Resumo 
 
 
Nesta aula foi possível compreender a importância e implicações que podem 
acarretar com o estímulo do empreendedorismo para as questões do desenvolvimento 
22 
econômico e social da região e do país. Assim como, as peculiaridades das 
necessidades dos motivos que inspiraram os empreendedores pelos aspectos da 
oportunidade ou da necessidade. E por fim, o cenário econômico do Brasil em relação 
a economia e a importância de incentivar o empreendedorismo para a obtenção de 
benefícios mútuos. 
23 
AULA 3 – O PAPEL DO EMPREENDEDOR PARA OS NEGÓCIOS 
 
 
Neste terceiro momento será possível compreender o papel do empreendedor 
como agente de transformação e como agente imprescindível para o desenvolvimento 
de novos negócios. Além disso, identificar a atuação do empreendedor nas 
organizações e desvendar alguns mitos que existem sobre o que é empreender. 
 
 
O papel do empreendedor 
 
Há muitos debates e discussões sobre o papel do empreendedor, e muitos 
acham que empreender vem ser aquela pessoa que precisa ter longas jornadas de 
expediente para que o negócio se sustente. No entanto, o verdadeiro papel do 
empreendedor é proporcionar o surgimento da empresa e que o foco do negócio seja 
promissor. Desta forma, o empreendedor se empenha e acredita no sucesso da 
empresa e convence outras pessoas a acreditarem também na sustentabilidade da 
empresa, como clientes, fornecedores, funcionários entre outras, argumenta o 
especialista Bernardi (2012). 
É comum ouvirmos falar que o empreendedor é um sonhador, um visionário. 
Na verdade, ele é o idealizador que transforma uma ideia que ainda está no rabisco e 
concretiza em negócio. No entanto, esse processo de transcrever as ideias em algo 
concreto não é nada fácil, pelo contrário. Persistência e otimismo devem caminhar 
juntos nesta fase. 
O papel do empreendedor é convencer a si mesmo, e as demais pessoas, 
principalmente, aos clientes que o seu negócio é viável e o produto ou serviço que 
está oferecendo é de qualidade e atenderá suas necessidades ou quem sabe 
despertar desejos. No entanto, a função do empreendedor é inspirar os colaboradores 
de sua empresa a acreditarem no potencial do que vendem, é engajar todos a 
trabalharem bem e motivados, e além de tudo, convencer os clientes de que eles vão 
encontrar o que precisam. 
24 
Vídeo – O papel do empreendedor 
 
https://www.youtube.com/watch?v=p4SFXd3Voa0 
Expertise é uma palavra de origem francesa que significa experiência, especialização, perícia. 
Consiste no conjunto de habilidades e conhecimentos de uma pessoa, de um sistema ou tecnologia. 
Saiba Mais 
 
 
 
A diferença entre empreendedor e administrador 
 
 
Ao implantar um novo negócio é comum que o empreendedor esteja à frente 
de todos os processos, administrativos, técnicos, operacionais, financeiro, burocrático 
entre outros. No entanto, acompanhar de perto todos os setores é fundamental para 
a sustentabilidade da empresa. Porém, como empreendedor e visionário do negócio 
alguns papéis devem ser alinhados e distribuídos para demais especialistas. Afinal, 
um empreendedor não consegue centralizar todas as atividades nele mesmo. 
Caso o empreendedor com o passar do tempo, não descentralize as 
atribuições, ele dificilmente conseguirá ser um empreendedor de sucesso. Por estar 
atarefado com processos que outras pessoas poderão exercer e em alguns casos, até 
melhor, por sua expertise. 
 
Glossário 
 
 
 
O empreendedor precisa estar focado para criar e inovar, promover que sua 
empresa ofereça algo atraente para o mercado. Nem sempre, precisa ser algo inédito, 
mas uma boa ideia precisa ser funcional para promover diferença. Já o administrador 
de empresas é um especialista capaz de planejar, organizar, dirigir e controlar os 
recursos da empresa de forma eficiente para obter resultados otimizados para a 
empresa. 
Um administrador irá auxiliar na concretização das ideias de um empreendedor, 
porém, não assume o papel do empreendedor de criar e vislumbrar oportunidades, 
complementam (HISRICH et al., 2014). 
http://www.youtube.com/watch?v=p4SFXd3Voa0
http://www.youtube.com/watch?v=p4SFXd3Voa0
25 
Empreendedor: é o indivíduo que toma a iniciativa e se arrisca para que um projeto saia do papel e 
tome vida. 
 
 
Administrador: utiliza-se dos recursos e ferramentas da empresa para gerenciar e atingir os objetivos 
de forma eficiente para atingir os melhores resultados. 
Analisando os maiores empreendedores nas últimas décadas, podemos 
destacar o célebre Steve Jobs, que só criava, levava a proposta da ideia e deixava a 
parte técnica da empresa para outros especialistas, no caso, gestores que tomavam 
a frente da área financeira e pessoal do negócio. Desta forma, o intuito de Jobs era 
exclusivamente em criar produtos inovadores, como o iPhone, iPad e diversos outros 
produtos criados pela marca Apple. 
 
Saiba Mais 
 
 
 
 
 
Mitos sobre o empreendedorismo 
 
Acredita-se que o empreendedor dedica-se boa parte do seu tempo em prol do 
desenvolvimento da empresa, da mesma forma, que as jornadas de trabalho são 
extensas e ele precisa estar atento a todos os processos, caso contrário, nada 
funciona. Da mesma forma que não tem como implantar um negócio sem recursos 
financeiros. Na verdade, tudo isso é mito do empreendedorismo, não é exatamente 
assim, que se deve pensar antes mesmo de colocar em prática uma boa ideia. 
Algumas pesquisas apontam situações que poderiam ser evitadas antes 
mesmo de abrir um negócio. E reduzir alguns mitos criados pelos empreendedores 
frustrados pelo insucesso de seu negócio. Podemos destacar a pesquisa anual 
realizada pelo Global Entrepreneurship Monitor - GEM de 2015, sobre o perfil do 
empreendedorismo no Brasil, a qual revelou que apenas (04) quatro entre (10) dez 
brasileiros empreendedores possuem conhecimento do segmento do negócio e se 
sentem aptos a gerir a empresa, neste caso, conclui-se que apenas esses terão mais 
oportunidades de obter sucesso no empreendimento. 
A Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios – Revista PEGN (2016) 
apresentou junto com alguns especialistas renomados como Thiago de Carvalho, 
26 
professor de empreendedorismo do Insper e Marcelo Aidar, professor do Centro de 
Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV/SP apresentam uma lista de mitos 
polêmicos entre os futuros empreendedores, antes mesmo de abrir o negócio. 
Empreendedor já nasce sabendo: O assunto é instigante e muitas pesquisas 
já foram realizadas sobre o questionamento de que as peculiaridades do 
empreendedor está no DNA da pessoa. No entanto, para osespecialistas, 
empreender é algo que pode ser aprendido. O mito que retrata sobre o empreendedor 
ser um dom, que já nasce empreendedor não condiz com grandes exemplos de 
empreendedores de sucesso. Na verdade, embora algumas pessoas apresentem 
familiaridades com as características de personalidade de um empreendedor, no 
entanto, empreender é uma trajetória de acertos e erros que acabam moldando a 
pessoa. 
Empreendedor tem flexibilidade e vida tranquila: Abrir um negócio quando 
se aposentar ou em busca de obter mais tempo com a família pode ser uma grande 
armadilha. Isso também é um mito, geralmente, o empreendedor tem longas horas de 
trabalho, normalmente entre 10-12 horas diárias. Porém, a legislação trabalhista não 
permite que um empregado possua essa mesma carga horária. O empreendedor pode 
sim, obter flexibilidade, porém com limitações. Apesar de não precisar bater ponto de 
horas, mas devem servir de exemplo para os demais colaboradores. 
Sem dinheiro, não tem como empreender: O capital de investimento inicial 
costuma ser um grande impasse para os novos empreendedores. A maioria das 
pessoas postergam a possibilidade de concretizar uma grande oportunidade pelo 
simples fato, de não possuir recursos financeiros necessários. De acordo com a 
opinião dos especialistas, a falta de recursos próprios não deve ser utilizada como 
justificativa para tal fato. No entanto, trata-se também de um mito, argumentar que o 
insucesso do empreendimento seja consequência por falta de dinheiro. Às vezes, a 
escassez de recursos promove inovações nos processos e na empresa, estimula a 
criatividade. Em muitos casos, surgem empresas com novas modalidades de oferta, 
por causa da limitação dos recursos. 
Trocar muitas opiniões pode ser que o negócio não decole: Contar sua 
ideia de negócio para muitas pessoas, em alguns casos, pode ser saudável, porque 
elas podem opinar e trazer complemento de sua ideia. Porém, atrai todo tipo de 
opinião, das mais otimistas e incentivadoras às pessimistas e infundadas. No entanto, 
27 
Livros: 
 
- O mito do empreendedor - Michael E. Gerber 
 
- A mente do empreendedor – Kevin D. Johnson 
os insucessos podem ocorrer a qualquer momento do estágio do ciclo de vida da 
empresa. E a principal dica de sucesso num empreendimento é relativa, depende da 
influência de diversas variáveis. 
Para empreender tem que apostar todas as fichas: Retrata mais um mito, 
em que o empreendedor precisa correr riscos o tempo inteiro. Ele é, de fato, mais 
propenso a correr riscos, porém, não significa que isso seja regras para todos os 
empreendimentos. O bom empreendedor deve saber avaliar e ponderar os riscos do 
negócio. Para reduzir o grau destes riscos e até mesmo, antecipá-los com previsões 
e cautelas, o empreendedor deve alinhar suas decisões mediante planejamento. 
Logo, o melhor termômetro para o suporte nas decisões é ouvir o mercado, 
acompanhar as tendências, conversar com pessoas especialistas que conhecem o 
segmento. 
 
Indicação de Leitura 
 
 
 
Curiosidade 
O papel do empreendedorismo 
Fomentar abertura de negócios e a proatividade é uma saída 
 
O empreendedorismo é também uma alternativa que se apresenta para que os 
jovens ingressem na geração “com com”. O desafio, no Brasil, é fazer com que o 
empreendedorismo por oportunidade substitua o por necessidade. Ou seja: que mais 
pessoas abram seus negócios não apenas para sobreviver, mas de olho em um nicho 
de mercado com chances de crescer. 
Nem todo empreendimento depende de grande investimento inicial. E hoje já 
existem mecanismos de formalização que não têm custos, afirma Juliana Lohmann, 
analista de Políticas Públicas do Sebrae/RJ, dando o exemplo do MEI. Para se tornar 
um Microempreendedor Individual o custo de formalização é gratuito. É uma 
oportunidade para a geração “nem nem”. 
28 
Geração Nem-Nem: 
 
Mais de 10 milhões de jovens brasileiros entre a faixa etária de 15 a 29 anos NEM trabalham e NEM 
estudam. O IBGE aponta em sua Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio que este perfil de 
jovens em 2012 já representava 19,6% da população brasileira. 
 
Fonte: O Globo (2014). O papel do empreendedorismo. 07/09/2014 (com adaptações) 
Reportagem: Maira Amorin 
Disponível em: . Acessado em: 12/07/2019. 
 
 
Glossário 
 
 
 
 
 
ESTUDO DE CASO 
 
 
A história de uma empresa de Designer Gráficos 
 
Pedro tem 27 anos e é um dos sócios da We Do Logos, uma empresa 
especializada em design gráfico, mais precisamente na produção de logotipos, e que 
começou em 2010 com um investimento inicial de 20 mil reais, valor que compreende 
tanto o capital financeiro da empresa quanto as horas de trabalho dos 
empreendedores. 
 
Para Pedro, um bom conselho a dar para aqueles que querem iniciar um 
negócio com pouco dinheiro é ter uma equipe multidisciplinar. Assim, quando uma 
lacuna precisar ser preenchida, nenhuma terceirização ou contratação emergencial 
serão necessárias, já que estas são duas coisas que prejudicam e muito o 
desenvolvimento inicial de uma empresa com objetivo e capital limitados. 
 
Citando seu próprio exemplo, Pedro diz que se fosse criar novamente uma 
empresa do mesmo gênero, conseguiria bons profissionais na área de marketing, 
desenvolvimento de software e negócios. 
 
Fonte: Canaltech (2016). 10 histórias de sucesso para quem quer iniciar um negócio com pouco 
dinheiro. (com adaptações). 
Disponível em: . 
29 
Portfólio 
 
1. Qual o papel do empreendedor? 
2. Qual a diferença de papéis entre o empreendedor e administração numa 
organização? 
3. Por quais motivos não é saudável o empreendedor centralizar funções? 
4. Destaque os mais relevantes mitos sobre o empreendedorismo? 
5. Por que a geração nem nem visa a ser uma preocupação para o futuro do Brasil? 
 
 
Resumo 
 
 
Nesta aula foi possível compreender o papel do empreender numa 
organização, suas funções e modo de agir perante um negócio. No entanto, o 
empreendedor precisa entender que alguns processos devem ser descentralizados, 
competindo a execução destas atividades para outros profissionais competentes e 
especializados na área, como o administrador que vai gerenciar os recursos da 
empresa e promover otimização e a operacionalização de técnicos para atividades 
mais específicas. E o empreendedor precisa ter cuidado para não se deparar com 
certos mitos relacionados a investidura de um novo negócio. Livre-se dessa 
armadilha! 
30 
AULA 4 – O PERFIL DOS PROFISSIONAIS EMPREENDEDORES NAS 
ORGANIZAÇÕES 
 
 
Neste quarto momento será possível compreender por qual razão as 
organizações estão buscando profissionais que possuam um perfil empreendedor, no 
entanto, esse perfil condiz com colaboradores engajados com a empresa, que 
possuem em sua atitude o entusiasmo como quem estivesse tocando seu próprio 
negócio. 
 
 
A multiplicação do espírito empreendedor nas organizações 
 
 
Para que o sucesso do negócio ocorra é essencial que o empreendedor se 
cerque de pessoas que obtenha o mesmo entusiasmo para a sustentabilidade da 
empresa. Neste caso, o empreendedor ou o gestor responsável precisa delinear o 
perfil do colaborador competente ao cargo a mais um atributo, profissionais que 
estejam dispostos a vestir a camisa da empresa. 
No entanto, o espírito empreendedor que as organizações buscam em seus 
colaboradores consiste naquele profissional que está sempre conectado com as 
principais tendências de mercado e disponível para ajudar a empresa a superar 
os desafios de forma inovadora. Além disso, podemos ressaltar que é um 
profissional extremamente alinhado aos objetivos da empresa e que busca 
atingir os resultados, argumenta o autor (CHIAVENATO, 2012). 
Podemos também considerar que nãoter medo de apostar, buscar se 
reciclar continuamente e superar as expectativas dos gestores são 
características também de profissionais que têm o perfil empreendedor, 
acrescenta Dornelas (2008). Desta forma, os profissionais que obtêm esses 
atributos são fundamentais para fazer a diferença das empresas, e muito 
valorizadas nos tempos atuais. 
31 
 
Vídeo – O que é estar engajado? 
Por: Pedro Calabrez 
Disponível em: . 
 
 
Vídeo – Como engajar pessoas nas empresas? 
Por: Mário Sérgio Cortella 
Disponível em: . 
 
Engajar - Participar de forma voluntária de algo. É uma pessoa dedicada, empenhada em realizar 
uma tarefa. 
Saiba Mais 
 
 
 
 
Saiba que os gestores precisam contar com os profissionais que apresentam o 
mesmo perfil de empreender atuando nos processos internos das organizações. Essa 
contratação assertiva, vai além do vínculo empregatício, pois promove uma sucessão 
de benefícios contínuos e mútuos entre empresa e colaborador. Na verdade, essas 
pessoas auxiliam a empresa a solucionar problemas de maneira única, permitindo que 
ela se diferencie no mercado (FARAH et al., 2012) 
O mais interessante, é que esse tipo de profissional está sempre disponível 
para ajudar a empresa a se desenvolver e atingir seus objetivos. Ele é capaz de trazer 
ideias inovadoras para a empresa e consegue gerar resultados que permitem que a 
empresa crie um diferencial e esteja a frente da concorrência. 
 
Glossário 
 
 
 
Estudo de Caso 
 
 
Engajamento é o novo segredo do empreendedorismo 
 
 
O engajamento dos colaboradores é o grande diferencial das empresas, 
principalmente no que diz respeito à gestão de pessoas e à obtenção de resultados 
superiores. Quem presencia de perto a rotina das lideranças percebe que a cobrança é cada 
http://www.youtube.com/watch?v=5ESdu3dSMfs
http://www.youtube.com/watch?v=5ESdu3dSMfs
http://www.youtube.com/watch?v=5ESdu3dSMfs
http://www.youtube.com/watch?v=817P4xu-5N8
http://www.youtube.com/watch?v=817P4xu-5N8
http://www.youtube.com/watch?v=817P4xu-5N8
32 
vez maior, ela vem de todos os lados. E os desafios da equipe são rotineiros, porém, bem 
digeridos e alcançados quando há envolvimento de todos. 
Duas palavras essenciais que precisam estar incorporadas nas organizações visa são 
produtividade e motivação, ambas são fundamentais para atingir os objetivos pessoais e 
empresarial. 
É muito comum encontramos perfis de colaboradores distintos nas empresas, assim 
como, tempo de empresa e faixa etária. É notório, neste caso, que os mais jovens profissionais 
têm muito mais opções de escolhas de carreira, tanto em relação à formação, como em 
relação a cargos de trabalho. No entanto, eles buscam um ambiente para inovar e 
implementar novos conceitos. E no caso, quando esses profissionais não encontram este 
ambiente nas empresas, acabam optando pelo empreendedorismo através de algo que 
atenda o propósito de vida deles. 
Logo, diante deste cenário de profissionais que obtêm o perfil empreendedor que 
nasce o termo engajamento, numa visão mais global. Não se trata apenas de reter os 
profissionais mais talentosos e de alto potencial, mas sim, de criar elos entre a empresa, o 
gestor e o colaborador. Com o intuito de promover benefícios mútuos oferecendo a eles uma 
melhor qualidade de vida no ambiente do trabalho, estrutura e suporte para criar e inovar, 
como também, reconhecimento e projeção de carreira. 
Sendo assim, é preciso promover a sustentabilidade dos resultados. Para isso, os 
empreendedores precisam de um alto índice de energia, comprometimento, resiliência, 
entusiasmo e busca por desafios. Além disso, o grau de autonomia, oportunidade de 
aprender, e o reconhecimento meio de feedback construtivo, formam um conjunto poderoso, 
que leva o profissional a sentir-se realizado e, consequentemente, feliz. 
O grande segredo do empreendedorismo atual é manter o alto nível de engajamento, 
mesmo em situações de crise econômica. Este é um fator crítico para o sucesso dos negócios. 
Fonte: Empresas de sucesso (2018). Com adaptações. 
Por: Rafael Ponzi 
Disponível em: . 
 
Portfólio 
 
 
1. Qual o perfil de colaboradores que as organizações estão em busca? 
2. Quais os possíveis atribuidor para detectar um perfil empreendedor? 
3. O que significa engajamento profissional? 
33 
4. Como os empreendedores devem implantar em seus colaboradores a cultura do 
perfil empreendedor ? 
5. Podemos afirmar que apenas os profissionais mais jovens possuem o perfil 
empreendedor? Justifique. 
 
Resumo 
 
 
Nesta aula foi possível entender que as organizações estão cada vez mais em 
busca de novos perfis de colaboradores, conhecidos como perfil empreendedor, que 
trata de profissionais engajados e alinhados com os objetivos da empresa. Com intuito 
de ajudar a organização por meio de sua capacidade, criação e ideias inovadoras. 
Trata-se de uma característica peculiar de alguns profissionais e no entanto, a área 
responsável para captação destes talentos é desafiadora. 
34 
REFERÊNCIAS 
 
 
BIAGIO, Luiz Arnaldo. Empreendedorismo: construindo seu projeto de vida. 2. ed. 
Barueri, SP: Manole, 2012. 
 
CHIAVENATO, Idalberto. Empreendedorismo: dando asas ao espírito 
empreendedor. 4. ed. São Paulo: Manole, 2012. 
 
SOUZA, Pedro Henrique. Empreendedorismo: passo a passo. São Paulo: Editora 
Viena, 2013. 
 
GEM BRASIL, 2017. Global Entrepreneurship Monitor Empreendedorismo no 
Brasil: 2017. Coord.: GREGO, Simara Maria de Souza Silveira. Curitiba: IBQP, 
2017.. Disponível em: 
. Acessado em: 10.07.2019. 
SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio a Pequeno e Micro Empresa. 2017. 
Disponível em: 
. Acessado 
em: 10.07.2019. 
 
SOUZA, Pedro Henrique. Empreendedorismo: passo a passo. São Paulo: Editora 
Viena, 2013. 
 
BERNARDI, Luiz A. Manual de empreendedorismo e gestão. 2. ed. São Paulo: 
Atlas, 2012. 
HISRICH, Robert D.; PETER, Michael P.; SHEPHERD, Dean A. 
Empreendedorismo. 9. ed. Porto Alegre: AMGH, 2014. 
Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios. Revista PEGN (2016). Será que 
empreendedor leva vida tranquila? Reportagem de ZUINI, Priscila. 10.03.2016. 
Disponível em:. Acessado em: 
12/07/2019. 
CHIAVENATO, Idalberto. Empreendedorismo: dando asas ao espírito 
empreendedor. 4ª edição. São Paulo: Manole, 2012. 
 
DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo corporativo: como ser 
empreendedor, inovar e se diferenciar na sua empresa. 2ª Edição. Rio de Janeiro. 
Elsevier, 2008. 
FARAH, Osvaldo Elias; CAVALCANTI, Marly; MARCONDES, Luciana Passos. 
Empreendedorismo: estratégia de sobrevivência para pequenas empresas. São 
Paulo: Saraiva, 2012.

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