Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

NASCIMENTO E CONFRONTAÇÃO DE UM MUNDO BIPOLAR 
(1945-1955) 
 
▪ Os novos grandes, os verdadeiros vencedores, são os Estados Unidos da 
América e a Rússia soviética. Em 1945, sua supremacia se mede pela 
disseminação de suas forças pelo globo. Os americanos estão em toda parte, 
tanto na Europa como na Ásia; os russos, na Europa Oriental e no Extremo 
Oriente. Para muitos habitantes do planeta, americanos e russos tornam-se 
modelos. 
▪ Ao concerto europeu, sucede um diretório dos três grandes: americanos, 
ingleses e russos, que reforçam sua concertação a partir de 1943 e vão decidir 
a sorte do mundo do pós-guerra nas conferências de Yalta e de Potsdam. Mas 
a aliança estreita da guerra dá lugar à desconfiança do imediato pós-guerra e 
à brutal confrontação: não é um mundo unido que sai da guerra, é um 
mundo bipolar. 
 
A PAZ FRACASSADA (1945-1947) 
▪ Após seis anos de guerra, os Aliados querem perpetuar a solidariedade entre 
as "Nações Unidas'', resolver as questões nascidas do conflito e assegurar a 
paz do mundo pela criação de um organismo internacional. 
▪ A ONU é fundada definitivamente pela Carta de San Francisco, assinada em 
26 de junho de 1945 por cinquenta Estados, na qual transparecem as 
preocupações de seus criadores. Trata-se de criar uma organização eficaz, 
realmente representativa e dotada de amplas competências 
▪ Logo, no entanto, a ruptura do front dos vencedores paralisa o funcionamento 
da ONU. Em 19 de janeiro de 1946, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos 
apoiam a queixa dirigida ao Conselho de Segurança pelo governo iraniano 
contra a URSS, que permanece ocupando a Azerbaijão iraniano, 
contrariando todas as suas promessas. 
▪ • A Conferência de Yalta ( 4-11 de fevereiro de 1945) A Conferência de Yalta 
reúne Churchill, Roosevelt e Stálin, que então ao resolvem os problemas da 
ocupação da Alemanha e do governo da Polônia, antes mesmo do fim da 
guerra. Em Yalta, a atmosfera ainda é boa, mas os sinais de uma ruptura se 
seguem. A Alemanha seria ocupada por exércitos das três grandes potências, 
que se atribuem uma zona de ocupação segundo o avanço provável das tropas 
aliadas em território alemão. 
▪ •A Conferência de Potsdam (17 de julho-2 de agosto de 1945) Apenas seis 
meses após a Conferência de Yalta, uma conferência de cúpula reuniu em 
Potsdam os três países vencedores. Porém o mundo havia mudado muito 
nesse intervalo de tempo. Roosevelt morreu em 12 de abril, e, com ele, a ideia 
de manter uma grande aliança; seu sucessor, H. Truman, ficará mais 
desconfiado em relação à União Soviética. 
▪ A rendição da Alemanha e o sucesso da experiência da primeira bomba 
atômica provocaram uma reviravolta na situação e Truman já não precisa tanto 
do apoio de Stálin na luta contra o Japão. 
▪ A Alemanha tornou-se um objeto de disputa das relações internacionais do pós-
guerra. 
• Os primeiros atritos 
▪ Resumindo, entre os aliados não reina a confiança. A vontade de Stálin de criar 
um glacis em torno da União Soviética é evidente. A' Polônia, onde a influência 
soviética e marxista elimina sistematicamente a influência ocidental, paga um 
preço por isso, e esse caso provoca os primeiros atritos graves entre Moscou, 
de um lado, e Washington e Londres, de outro. 
▪ Em ambos os lados, o tempo é de endurecimento. Em março de 1946, Winston 
Churchill, evoca em seu discurso de "a cortina de ferro que se abateu sobre 
o continente", ele designa claramente o perigo que ameaça o mundo: a tirania 
soviética. Por sua vez, o embaixador americano em Moscou, George Kennan, 
enfatiza em um relatório que o primeiro imperativo da diplomacia americana em 
relação à União Soviética deve ser o "de conter com paciência, firmeza e 
vigilância suas tendências à expansão''. 
▪ Demissão do secretário de Estado*, James Byrnes, favorável ao 
prosseguimento das negociações com os soviéticos. Seu sucessor, nomeado 
em 9 de janeiro de 1947, é o general Marshall, antigo comandante em chefe 
das tropas ,1mericanas na China. 
▪ Portanto, muitos são os problemas não resolvidos. Entre os aliados, e 
particularmente entre os EUA e a URSS, a desunião sucede à aliança. A tensão 
aumenta, e dois blocos, que se opõem um ao outro em todos os campos, vão 
nascer. Esse confronto de dois blocos, um liderado pelos Estados Unidos e o 
outro pela União Soviética, parece a todo instante suscetível de degenerar em 
um conflito aberto e generalizado. Mas a terceira guerra mundial não irromperá. 
Será a "guerra fria”. 
GUERRA FRIA (1947-1955) 
• Dois anos após o fim da guerra, a Europa está cindida em dois blocos políticos 
e ideológicos, com alguns Estados ao centro e ao norte que permanecem 
neutros. Na Europa do Leste, a URSS inicia, a partir de 1947, uma brutal 
sovietização. As democracias populares são enquadradas. 
• Stálin encontra, todavia, os limites de seu império na Iugoslávia, na Finlândia 
e na Grécia: Os Estados da Europa Ocidental, que escolheram aliar-se aos 
Estados Unidos, reconstroem suas economias graças ao plano Marshall e se 
aventuram, às cegas, na via da cooperação europeia. 
 
Hegemonia econômica dos EUA 
• Plano Marshall (1948) – maior transferência de recursos da história 
(equivalente a 130 
bilhões de dólares de hoje). Ajuda coletiva por quatro anos, cabendo a eles se 
entenderem sob a forma de sua partilha. Esse plano deve assegurar o 
restabelecimento econômico da Europa, favorecer a unificação de seus 
esforços e aumentar, portanto, sua resistência ao comunismo; 
• Organização institucional do sistema capitalista (Bretton Woods, BIRD, FMI e 
GATT). 
• Sistema internacional anárquico 
• Conflito entre EUA E URSS, reacionista. Cabe perfeitamente no dilema de 
segurança. 
 
Crise de Berlim (1948) 
• 23 de junho: Os soviéticos começam o bloqueio de Berlim: toda circulação 
rodoviária e ferroviária para Berlim Ocidental é interrompida, seu objetivo era 
forçar as potências ocidentais a sair, dando assim o controle soviético sobre 
toda a cidade. 
• A reação dos Estados Unidos é imediata. Eles decidem não aceitar a situação 
de fato criada pelos soviéticos e abastecem Berlim Ocidental por uma ponte 
aérea. Mantida em 95% pelos americanos, essa operação vai garantir por um 
ano o abastecimento da cidade e obrigar os soviéticos a cederem. Em junho 
de 1949, eles levantam o bloqueio a Berlim e aceitam reabrir as rodovias e 
ferrovias que permitiam abastecer Berlim Ocidental, com controle soviético. 
 
Equilíbrio Militar 
OTAN (1949) X Pacto de Varsóvia (1955) 
• A Europa é dividida em duas partes: Oriental-RDA (zona de influência da 
URSS) e Ocidental-RFA- (zona de influência dos EUA) 
• A URSS era superior aos EUA apenas em um quesito, o estado vermelho. 
 
REVOLUÇÃO CHINESA (1949) 
• As duas Chinas: no verão de 1947, a guerra civil na China sofre uma reviravolta. 
• Mao Tsé-tung, que proclama a República Popular da China (RPC) em l de 
outubro de 1949. É o nascimento de outro nó da guerra fria em razão da 
oposição ideológicas entre as duas Chinas. 
• Com a vitória da China comunista, a aliança sino-soviética traduz sobretudo 
sua oposição comum à política dos Estados Unidos e de seus aliados. 
• Em fevereiro de 1950, Mao conclui com Stálin um "tratado de assistência e 
amizade mútua': A União Soviética se compromete a evacuar a Manchúria e 
Port Arthur e a ajudar a China nos planos econômico, técnico e financeiro. 
Consequentemente, a situação se modificou profundamente no Extremo 
Oriente, onde a RPC desempenhará doravante um papel ativo na Indochina e 
na Coreia. 
• A Indochina, disputa ideológica. Desde dezembro de 1946, os franceses 
conduzem um combate ambíguo na Indochina. 
• O combate colonial é um fardo cada vez mais pesado para o orçamento da 
França, que recebe ajuda cada vez maior dos Estados Unidos. A partir de junho 
de 1950, a guerra da Indochina dá uma guinada decisiva. A guerra colonial se 
torna uma guerra ideológica entre o campocomunista, com a China como líder, 
e o campo ocidental, representado pelos franceses apoiados pelos americanos. 
 
GUERRA DA CORÉIA (junho de 1950- julho de 1953) 
• Também na Coreia, as tensões nascidas da guerra degeneram em um conflito 
ideológico. A Coreia era uma colônia japonesa desde 1910. No fim da Segunda 
Guerra Mundial, quando a URSS atacou o Japão, em 8 de agosto de 1945, 
havia sido acordado que os soviéticos receberiam a rendição japonesa ao norte 
do paralelo 38, e os americanos ao sul. 
• Mas o desentendimento, que não impede americanos e soviéticos de 
evacuarem o país, leva rapidamente a um impasse político, a uma tensão entre 
o norte e o sul e a uma instabilidade ao longo da fronteira do paralelo 38. 
• O desencadeamento da guerra vai levar à intervenção dos americanos, que 
haviam excluído, em um primeiro momento, a Coreia de seu perímetro 
estratégico no Extremo Oriente. 
• Os americanos vencem em primeiro momento e em uma tentativa de unificar a 
Coréia é barrada pela China que faz fronteira pelo outro lado. 
• Um dos momentos mais tensos da Guerra Fria, o armistício de Pamnjun para 
“assegurar uma cessação completa das hostilidades e de todos os atos de 
força armada na Coreia até que uma solução pacífica final seja alcançada", foi 
assinado e dura até os dias de hoje. 
• 1953 - O Fim da Guerra da Coréia: Eisenhower na presidência 
• 1953 - Morre Stalin (março), não deixa sucessores, faz a guerra entrar em 
“banho maria” 
• Acordos de Genebra – fim da Guerra da Indochina (1954). 
• Conferência de Genebra de 1955 entre os quatro grandes (1955). Discutir a 
paz na Coreia (após o armistício de Panmunjon, de 1953) e um armistício na 
Indochina, chega a notícia da queda de Dien Bien Phu, em 7 de maio, o que 
acelera o processo de paz. As negociações se arrastam em Genebra a 
propósito da linha de armistício entre o Sul e o Norte e da data das eleições 
que deveriam permitir a reunificação do Vietnã. Finalmente, em 20 de julho de 
1954, é assinado um armistício, que divide a Indochina em duas ao longo do 
paralelo 17 
1955- Coexistência pacífica: marca a transição Desestalinização e a 
ascensão de Khrushchov.

Mais conteúdos dessa disciplina