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Ponderação e Contraste nas Imagens produzidas por Ressonância Magnética Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia • Uma das principais vantagens da IRM em comparação a outras modalidades de aquisição de imagens é a excelente discriminação dos tecidos moles proporcionado por suas imagens. As características de contraste de cada imagem dependem de muitas variáveis, sendo importante conhecerem se bem os mecanismos que afetam o contraste de imagens na IRM. Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia • Podemos dizer que uma imagem possui um bom contraste ao diferenciarmos bem as áreas de sinal hiperintenso (branco na imagem) e áreas de sinal hipointenso (escuro na imagem). Algumas áreas tem um sinal intermediário (tons de cinza intermediários entre branco e preto). Contraste da Imagem Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia • O vetor de magnetização efetiva (VME) pode ser separado em vetores individuais dos tecidos presentes no paciente, como tecido adiposo, liquor cefalorraquidiano (LCR) e músculo. In te n si d ad e d o s in al In te n si d ad e d o s in al Tempo TR Tempo TE Mo Mxy t´ t´ H2O H2O Gordura Gordura Proteína Proteína Abordagem Vetorial Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia MAGNETIZAÇÃO TRANSVERSA (SPINS EM FASE) A magnetização transversal é obtida a partir da excitação de uma “população” de hidrogênios de mesma fase. Se a excitação for suficiente para desviar a magnetização longitudinal em 90 graus, portanto levando-a para o plano transversal, dizemos que foi aplicado um pulso de 90 graus ou p/2. Pulso de RF Prof. Daniel Machado Tecnólogo em Radiologia MAGNETIZAÇÃO TRANSVERSAL Bo RF Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia MAGNETIZAÇÃO TRANSVERSAL Bo RF Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia MAGNETIZAÇÃO TRANSVERSAL Prof. Daniel Machado Tecnólogo em Radiologia Bo RF MAGNETIZAÇÃO TRANSVERSAL Bo RF Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia MAGNETIZAÇÃO TRANSVERSAL Bo RF Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia A FORMA REAL COMO INCLINA O VME Fonte: Picker. Intl. – divulgação, 1998. Prof. Daniel Machado Tecnólogo em Radiologia PERDA DA MAGNETIZAÇÃO TRANSVERSA (SPINS EM DEFASAMENTO) Prof. Daniel Machado Tecnólogo em Radiologia A visão do Vetor na imagem T2 Fo n te : W es tb ro o k, C at h er in e; M R I i n P ra ti ce , 3 º ed , 2 0 0 5 . Fo n te : W es tb ro o k, C at h er in e; M R I i n P ra ti ce , 3 º ed , 2 0 0 5 . Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia A visão do Vetor na imagem T1 Fonte: Westbrook, Catherine; MRI in Pratice, 3º ed, 2005. Fo n te : W es tb ro o k, C at h er in e; M R I i n P ra ti ce , 3 º ed , 2 0 05 . Prof. Daniel Machado Tecnólogo em Radiologia • O que define o contraste nas imagens por ressonância magnética são as diferenças entre o tecido adiposo e a água (liquidos corporais); • Algumas imagens produzidas por ressonância magnética poderão apresentar a gordura brilhando e água escura (T1) como também em outros casos, apresentar o contrário a água brilhando e a gordura escura (T2). Tudo dependerá o que queremos demonstrar nas nossas imagens: ANATOMIA ou PATOLOGIA. T1 T2 C/ SATURAÇÃO Contraste da gordura e da água Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia Tecidos com Sinal Forte na RM • Um tecido tem um sinal hiperintenso (forte) quando possui um grande componente transverso de magnetização. Assim a amplitude do sinal recebido pela bobina é grande quando há um componente de magnetização transversa, ocasionando um sinal intenso na imagem. Sinal forte Sinal forte Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia Tecidos com Sinal Fraco na RM • Um tecido tem um sinal hipointenso (fraco) quando tem um componente transverso de magnetização de pequena magnitude. A amplitude do sinal recebido pela bobina é pequena quando há um pequeno componente de magnetização transversa, ocasionado uma área escura na imagem. Sinal fracoSinal fraco Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia Diferença da Água e Gordura na RM • O tecido adiposo é composto de hidrogênio ligado a carbono e consiste de grandes moléculas denominados lípides. • A água é hidrogênio ligado a oxigênio, que tende roubar os elétrons que ficam em torno do núcleo de hidrogênio. Isto o torna mais acessível aos efeitos do campo magnético principal. • Por esta razão, a frequência de Larmor do hidrogênio na água é maior que a do hidrogênio na gordura. Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia • O hidrogênio na gordura perde magnetização transversa (decaimento) mais rápido que o hidrogênio na água e também retorna mais rápido ao longo do eixo longitudinal (recuperação) que o hidrogênio na água. • Por esta razão, que tecido adiposo e a água aparecem de maneira diferente nos exames de IRM. Como funciona essa diferença? Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia Imagem T1 x Imagem T2 Ponderação T2Ponderação T1 Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia Representação gráfica da imagem em T1 Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia Imagem em T1 Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia Representação gráfica da imagem em T2 Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia Imagem em T2 Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia •Tecidos com uma elevada densidade de prótons tem um grande componente de magnetização transverso e, portanto, resultam em um sinal intenso. •Tecidos com baixa densidade de prótons (osso cortical) tem um pequeno componente de magnetização transverso e, portanto, resultam um sinal fraco. Ponderação por Densidade Prótons Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia Imagem por Densidade Prótons Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia Contraste por Densidade Prótons Exemplo 01: Exemplo 02: Menor densidade Maior densidade Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia Contraste por Densidade Prótons DP sem saturação SPIR DP com saturação SPIR Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia Imagem por Densidade Prótons Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia • Para demonstrar um contraste T1, T2 ou densidade de prótons (PD) serão selecionados valores específicos de TR e TE para uma dada sequência de pulsos. •A seleção do TR e TE apropriados ponderam uma imagem, de modo que um mecanismo de contraste predomina em relação aos outros dois. Ponderações Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia Ponderações – Ajuste T1 TE TR TE – CURTO TR - CURTO Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia Ponderações – Ajuste T2 TE TR TE – LONGO TR - LONGO Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia Ponderações – Ajuste DP TE TR TE – CURTO TR - LONGO Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia Ponderações Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia Ponderações Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia • A aparência do tecido cerebral depende da sequência do pulso usada em RM, assim como da idade do paciente que está realizando a imagem. Características do Estudo Encefálico Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia Características do Estudo Encefálico Criança de 2,5 anos Adulto de 38 anos Idoso 62 anos Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia • O tecido adiposo tem tempos T1 e T2 curtos. • A água tem tempos T1 e T2 longos. • Para produzir um sinal intenso, tem de haver um grande componente de magnetização no plano transverso para induzir um sinal intenso na bobina. • Para produzir um sinal fraco, tem de haver um pequeno componente de magnetização no plano transverso para produzir um sinal fraco na bobina. • As imagens ponderadas em T1 se caracterizam por tecido adiposo brilhante e água escura. • As imagens ponderadas em T2 se caracterizam portecido adiposo escuro e água brilhante. • As imagens ponderadas por densidades de prótons se caracterizam por: - Áreas com elevada densidade de prótons brilhantes. - Áreas com baixa densidades de prótons escuras. Revisão Profº Daniel R. L. Machado Tecnólogo em Radiologia FERREIRA, Fernanda; NACIF, Marcelo. Manual de Técnicas em Ressonância Magnética. 1edição, Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2011. LAUTERBUR, Paul C; LIANG, Zhi-Pei. Principles of Magnetic Resonance Imaging – A Signal Processing Perspective. 1º edição, Nova York, NY. Intitute of Eletrical and Eletronics Engineers, Inc., 2000. LUFKIN, Robert B. Manual de Ressonância Magnética. 2º edição, Rio de Janeiro, RJ: Editora Guanabara Koogan S.A., 1999. STARK, David. Ressonância Magnética (volume 1). 3ºedição, Rio de Janeiro-RJ: Editora Revinter Ltda, 1999. WESTBROOK, Catherine. MRI in Pratice. 4º edição, 2011. WESTBROOK, Catherine. MRI in Pratice. 3º edição, 2005. WESTBROOK, Catherine. Ressonância Magnética Prática. 2º edição, Rio de Janeiro, RJ: Editora Guanabara Koogan S.A., 2000. NÓBREGA, Almir. Técnicas em Ressonância Magnética Nuclear. 1ºedição, São Paulo-SP: Editora Atheneu, 2006. Entrevistas com Médicos, Físicos, Tecnólogos e Técnicos da área. IMAGENS – Arquivo pessoal Referências FIM E-mail: daniellmachado@terra.com.br Whatsapp: (47) 99269-6200 mailto:daniellmachado@terra.com.br