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1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIA 
CICLO I - SEMANA 01 
 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
2 
COMO UTILIZAR O MATERIAL 
 
 
Este material de apoio deve ser lido semanalmente aos sábados. A ideia é que, por meio da 
leitura recorrente, o aluno fixe os principais entendimentos do STF e STJ. Em caso de dúvida 
sobre o teor do julgado, recomendamos que o aluno recorra ao site Dizer o Direito e estude o 
informativo na íntegra, já que nosso objetivo é somente trazer os principais pontos de forma 
a facilitar os estudos e revisão. 
Observação: foram inseridos também os julgados considerados MAIS IMPORTANTES com data 
anterior ao ano de 2018. 
 
Sumário 
Sumário.................................................................................................................................................................. 2 
SEMANA 01 ............................................................................................................................................................ 4 
DIREITO PENAL ....................................................................................................................................................... 4 
1. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA........................................................................................................................... 4 
1.1 Noções Gerais .............................................................................................................................................................. 4 
1.2 Crimes nos quais a Jurisprudência Reconhece a Aplicação do Princípio ................................................................ 6 
1.3 Crimes nos Quais a Jurisprudência Rejeita a Aplicação do Princípio ...................................................................... 7 
2. DOSIMETRIA DA PENA ........................................................................................................................................ 8 
2.1 Pena de Multa .......................................................................................................................................................... 11 
3. CONCURSO FORMAL E CRIME CONTINUADO ..................................................................................................... 12 
3.1 Crime Continuado .................................................................................................................................................... 12 
4. INDULTO .......................................................................................................................................................... 13 
5. FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL ....................................................................................................................... 13 
6. PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS ...................................................................................................................... 14 
7. PRESCRIÇÃO ..................................................................................................................................................... 14 
7.1 Prescrição da Pretensão Executória ....................................................................................................................... 15 
7.2 Prescrição da Pretensão Punitiva............................................................................................................................ 16 
8. OUTROS TEMAS DA PARTE GERAL ..................................................................................................................... 17 
8.1 Medida de Segurança .............................................................................................................................................. 17 
8.2 Livramento Condicional ........................................................................................................................................... 17 
8.3 Imputabilidade ......................................................................................................................................................... 17 
8.4 Arrependimento Posterior ...................................................................................................................................... 17 
8.5 Reincidência.............................................................................................................................................................. 18 
8.6 Teoria do Domínio Final do Fato ............................................................................................................................. 18 
9. CRIME CONTRA A PESSOA ................................................................................................................................. 18 
9.1 Homicídio (Art. 121) ................................................................................................................................................. 18 
10. CRIMES CONTRA A HONRA .............................................................................................................................. 20 
11. CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL ..................................................................................................... 21 
12. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO .................................................................................................................... 22 
13. CRIME DE VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL (ART 184 DO CP) ........................................................................... 27 
14. CRIME CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL ............................................................................................................. 27 
15. CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA ................................................................................................................. 30 
16. CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA ........................................................................................................................ 31 
17. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ................................................................................................. 32 
17.1 Crimes Diversos ...................................................................................................................................................... 33 
17.2 Descaminho ............................................................................................................................................................ 34 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
3 
17.3 Contrabando (Art. 334 A) ...................................................................................................................................... 35 
17.4 Denunciação Caluniosa (Art.339).......................................................................................................................... 36 
17.5 Conceito de Funcionário Público e Causa de Aumento do Art. 327§2° do CP .................................................. 36 
 
 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
4 
SEMANA 01 
 
DIREITO PENAL 
 
1. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA 
 
1.1 Noções Gerais 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Se a pessoa for encontrada com alguns poucos gramas de droga para consumo próprio é 
possível aplicar o princípio da insignificância. 
 
Nota: O julgado acima foi decidido por EMPATE (2x), razão pela qual foi concedido o HC. 
Cuidado há DIVERGÊNCIA: STJ: não é possível aplicar o princípio da insignificância A 
jurisprudência de ambas as turmas do STJ firmou entendimento de que o crime de posse 
de drogas para consumo pessoal (art. 28 da Lei nº 11.343/06) é de perigo presumido ou 
abstrato e a pequena quantidade de droga faz parte da própria essência do delito em 
questão, não lhe sendo aplicável o princípioda insignificância STJ. 6ª Turma. RHC 35920 -
DF, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 20/5/2014. Info 541. STJ. 5ª Turma. HC 
377.737, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 16/03/2017. STJ. 6ª Turma. AgRg-RHC 147.158, 
Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 25/5/2021. STF: Há um precedente da 1ª Turma, 
aplicando o princípio STF. 1ª Turma. HC 110475 , Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 
14/02/2012. 
STF. 2ª Turma. HC 202883 AgR, Relator(a) p/ Acórdão Min. Gilmar Mendes, julgado em 15/09/2021 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Não pode ser aplicado para fins de incidência do princípio da insignificância nos crimes 
tributários estaduais o parâmetro de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), estabelecido no art. 
20 da Lei 10.522/2002, devendo ser observada a lei estadual vigente em razão da 
autonomia do ente federativo. 
STJ. 5ª Turma. AgRg-HC 549.428-PA. Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 19/05/2020. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Não é possível a aplicação do princípio da insignificância aos crimes tributários de acordo 
com o montante definido em parâmetro estabelecido para a propositura judicial de 
execução fiscal. 
Nota: DIVERGÊNICA 
SIM. É possível a aplicação do princípio da insignificância aos crimes tributários e de 
descaminho quando o débito tributário verificado não ultrapassar o limite de R$ 20.000,00 
(vinte mil reais), a teor do disposto no art. 20 da Lei n. 10.522/2002, com as atualizações 
efetivadas pelas Portarias n. 75 e 130, ambas do Ministério da Fazenda. STF. 2ª Turma. HC-
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
5 
AgR 160.239-SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; Julg. 22/05/2020. STF. 2ª Turma. HC-AgR 
174.329-SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; Julg. 05/11/2019; DJE 18/11/2019. STJ. 3ª 
Seção. HC 535.063-SP. Rel. Min. Sebastião Reis Júnior; Julg. 10/06/2020; DJE 25/08/2020. 
STF. 1ª Turma. HC-AgR 144.193-SP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 15/04/2020. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
É possível aplicar o princípio da insignificância para furto de bem avaliado em R$ 20,00 
mesmo que o agente tenha antecedentes criminais por crimes patrimoniais. 
Nota: A existência de antecedentes criminais (habitualidade criminosa) pode servir como 
argumento do juiz para afastar a aplicação do princípio da insignificância. No entanto, não 
se trata de uma VEDAÇÃO ABSOLUTA, podendo ser, excepcionalmente, aplicado o 
princípio, com base nas circunstâncias do caso concreto. Nesse sentido: STF. 2ª Turma. HC 
141440 AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 14/8/2018 (Info 911), STF. 2ª Turma. 
HC 159435 AgR, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 28/06/2019, STJ. 5ª Turma. AgRg no 
AREsp 1517800/TO, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 20/02/2020. 
Ainda vale o conhecimento da jurisprudência em Teses do STJ (ed. 47): Tese 7: O princípio 
da insignificância deve ser afastado nos casos em que o réu faz do crime o seu meio de 
vida, ainda que a coisa furtada seja de pequeno valor. 
OBS. É possível aplicar o princípio da insignificância para o furto de mercadorias avaliadas 
em R$ 29,15, mesmo que a subtração tenha ocorrido durante o período de repouso 
noturno e mesmo que o agente seja reincidente. Vale ressaltar que os produtos haviam 
sido furtados de um estabelecimento comercial e que logo após o agente foi preso, ainda 
na porta do estabelecimento. Objetos furtados: R$ 4,15 em moedas, uma garrafa de Coca-
Cola, duas garrafas de cerveja e uma garrafa de pinga marca 51, tudo avaliado em R$ 29,15. 
STF. 2ª Turma. HC 181389 AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 14/4/2020 (Info 
973). 
STF. 1ª Turma. RHC 174784/MS, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 11/2/2020. 
(Info 966) 
Mesmo sentido: STF. Plenário. HC 123108/MG, HC 123533/SP, HC 123734/MG, Rel. Min. Roberto Barroso, julgados em 3/8/2015 
(Info 793) e STF. 2ª Turma. HC 181389 AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 14/4/2020 (Info 973). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A Primeira Turma, por maioria, concedeu, de ofício, a ordem de habeas corpus para fixar o 
regime inicial aberto em favor de condenado pelo furto de duas peças de roupa avaliadas 
em R$ 130,00. 
Após ter sido absolvido pelo juízo de primeiro grau ante o princípio da insignificância, o 
paciente foi condenado pelo tribunal de justiça à pena de um ano e nove meses de reclusão 
em regime inicial semiaberto. A corte de origem levou em consideração os maus 
antecedentes, como circunstância judicial desfavorável, e a reincidência para afastar a 
aplicação do princípio da insignificância. 
Nota: neste caso, não se absolveu o réu, mas utilizou a insignificância como exceção 
jurisprudencial à regra do art. 33, §2°, “ do CP (base na proporcionalidade). 
C 135164/MT, rel. Min. Marco Aurélio, red. p/ ac. Min. Alexandre de Moraes, julgamento em 23.4.2019. (Info 938-STF) 
 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
6 
1.2 Crimes nos quais a Jurisprudência Reconhece a Aplicação do Princípio 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
É possível aplicar o princípio da insignificância para o furto de mercadorias avaliadas em R$ 
29,15, mesmo que a subtração tenha ocorrido durante o período de repouso noturno e 
mesmo que o agente seja reincidente. 
Nota: Regra- o STF afasta a aplicação do princípio da insignificância aos acusados reincidentes 
ou de habitualidade delitiva comprovada. Entretanto, a reincidência não impede, por si só, 
que o juiz da causa reconheça a insignificância penal da conduta, à luz dos elementos do caso 
concreto (STF. Plenário. HC 123108/MG, HC 123533/SP e HC 123734/MG, Rel. Min. Roberto 
Barroso, julgados em 3/8/2015). 
STF. 2ª Turma. HC 181389 AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 14/4/2020. (Info 973) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
 A apreensão de pequena quantidade de munição, desacompanhada da arma de fogo, 
permite a aplicação do princípio da insignificância ou bagatela. 
Nota: A aplicação do princípio da insignificância deve, contudo, ficar restrita a hipóteses 
excepcionais que demonstrem a inexpressividade da lesão, de forma que a incidência do 
mencionado princípio não pode levar ao esvaziamento do conteúdo jurídico do tipo penal em 
apreço - porte de arma, incorrendo em proteção deficiente ao bem jurídico tutelado. STJ. 6ª 
Turma. HC 473.334/RJ, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 21/05/2019. 
 
STJ. 5ª Turma. AgRg no HC 517.099/MS, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 06/08/2019. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
STF reconheceu o princípio da insignificância, mas, como o réu era reincidente, em vez de 
absolvê-lo, o Tribunal utilizou esse reconhecimento para conceder a pena restritiva de 
direitos, afastando o óbice do art. 44, II, do CP. 
STF. 1ª Turma. HC 137217/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, red. p/ ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 28/8/2018. (Info 913) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Em regra, a habitualidade delitiva específica (ou seja, o fato de o réu já responder a outra 
ação penal pelo mesmo delito) é um parâmetro (critério) que afasta o princípio da 
insignificância mesmo em se tratando de bem de reduzido valor. Excepcionalmente, no 
entanto, as peculiaridades do caso concreto podem justificar o afastamento dessa regra e 
a aplicação do princípio, com base na ideia da proporcionalidade. É o caso, por exemplo, do 
furto de um galo, quatro galinhas caipiras, uma galinha garnizé e três quilos de feijão, bens 
avaliados em pouco mais de cem reais. O valor dos bens é inexpressivo e não houve 
emprego de violência. Enfim, é caso de mínima ofensividade, ausência de periculosidade 
social, reduzido grau de reprovabilidade e inexpressividade da lesão jurídica. Mesmo que 
conste em desfavor do réu outra ação penal instaurada por igual conduta, aindaem trâmite, 
a hipótese é de típico crime famélico. 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
7 
A excepcionalidade também se justifica por se tratar de hipossuficiente. Não é razoável que 
o Direito Penal e todo o aparelho do Estado-polícia e do Estado-juiz movimente-se no 
sentido de atribuir relevância a estas situações. 
STF. 2ª Turma. HC 141440 AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 14/08/2018. (Info 911) 
 
1.3 Crimes nos Quais a Jurisprudência Rejeita a Aplicação do Princípio 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Não se aplica o princípio da insignificância para o crime de apropriação indébita 
previdenciária. 
Nota: independentemente do valor do ilícito, pois esses tipos penais protegem a própria 
subsistência da Previdência Social, de modo que é elevado o grau de reprovabilidade da 
conduta do agente que atenta contra este bem jurídico supraindividual. 
STJ. 3ª Seção. AgRg na RvCr 4.881/RJ, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 22/05/2019. 
Mesmo sentido: STF. 1ª Turma. HC 102550, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 20/09/2011. STF. 2ª Turma. RHC 132706 AgR, Rel. Min. 
Gilmar Mendes, julgado em 21/06/2016. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O princípio da bagatela não se aplica ao crime previsto no art. 34, caput c/c parágrafo único, 
II, da Lei 9.605/98. 
Nota: Art. 34 da Lei 9.605/98: “Pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares 
interditados por órgão competente: Pena - detenção de um ano a três anos ou multa, ou 
ambas as penas cumulativamente. Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas quem: II - 
pesca quantidades superiores às permitidas, ou mediante a utilização de aparelhos, 
petrechos, técnicas e métodos não permitidos;” 
Obs: apesar de a redação utilizada no informativo original ter sido bem incisiva (“O princípio 
da bagatela não se aplica ao crime previsto no art. 34, caput c/c parágrafo único, II, da Lei 
9.605/98”), existem julgados tanto do STF como do STJ aplicando, excepcionalmente, o 
princípio da insignificância para o delito de pesca ilegal. Deve-se ficar atenta(o) para como 
isso será cobrado no enunciado da prova. 
STF. 1ª Turma. HC 122560/SC, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 08/05/2018. (Info 901) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Não se aplica o princípio da insignificância a casos de transmissão clandestina de sinal de 
internet via radiofrequência, que caracteriza o fato típico previsto no art. 183 da Lei n. 
9.472/1997. 
STJ. 3ª Seção. Aprovada em 11/04/2018, DJe 17/04/2018. (Info 622) 
Súmula 606-STJ 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Não se aplica o princípio da insignificância ao furto de bem de inexpressivo valor pecuniário 
de associação sem fins lucrativos com o induzimento de filho menor a participar do ato. 
STJ. 6ª Turma. RHC 93.472-MS, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 15/03/2018. (Info 622) 
 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
8 
2. DOSIMETRIA DA PENA 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Se o Tribunal, em recurso exclusivo da defesa, exclui circunstância judicial reconhecida na 
sentença, isso deve gerar a diminuição da pena. 
 
STJ. 3ª Seção. EREsp 1.826.799-RS, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Rel. Acd. Min. Antonio Saldanha Palheiro, julgado em 08/09/2021, 
DJe 08/10/2021 (Info 713). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Condenações criminais transitadas em julgado, não consideradas para caracterizar a 
reincidência, somente podem ser valoradas, na primeira fase da dosimetria, a título de 
antecedentes criminais, não se admitindo sua utilização para desabonar a personalidade ou 
a conduta social do agente. 
STJ. Plenário.REsp 1794854-DF, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 23/06/2021 (Recurso Repetitivo – Tema 1077) (Info 702) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A jurisprudência do STJ firmou-se no sentido de que a exasperação da pena-base, pela 
existência de circunstâncias judiciais negativas, deve seguir o parâmetro da fração de 1/6 
para cada circunstância judicial negativa, fração que se firmou em observância aos 
princípios da razoabilidade e proporcionalidade. 
Nota: A maioria da doutrina afirma que deveria ser aplicada a fração de 1/8 para cada 
circunstância judicial negativa. Isso porque existem oito circunstâncias judiciais. Assim, se o 
juiz detectasse a existência de três circunstâncias judiciais desfavoráveis, aumentaria a pena-
base em 3/8. O STJ, contudo, possui jurisprudência majoritária no sentido de que deve ser 
aplicada a fração de 1/6 para cada circunstância judicial negativa. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 647642/SC, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 15/06/2021 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A multirreincidência revela maior necessidade de repressão e rigor penal, a prevalecer 
sobre a atenuante da confissão, sendo vedada a compensação integral. Assim, em caso de 
multirreincidência, prevalecerá a agravante e haverá apenas a compensação 
parcial/proporcional (mas não integral). 
STJ. 5ª Turma. HC 620640, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 02/02/2021. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
É possível o aumento de pena-base fundado nos abalos psicológicos causados à vítima 
sobrevivente. 
Nota: No caso concreto, a pena-base foi exasperada em razão do abalo psicológico causado à 
ofendida que precisou vender sua residência por valor muito inferior ao de mercado, pois não 
conseguia conviver com as lembranças que o local lhe trazia e precisou adquirir com urgência 
outro imóvel para morar. A presença de sequelas psicológicas decorrentes do crime tem sido 
considerado fundamento idôneo para justificar o afastamento da pena-base do piso legal, 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
9 
pois demonstra que a conduta do agente extrapolou os limites ordinários do tipo penal 
violado, merecendo, portanto, maior repreensão. Para tanto, a exasperação da pena-base 
deve estar fundamentada em dados concretos extraídos da conduta imputada ao acusado, 
os quais devem desbordar dos elementos próprios do tipo penal. 
STJ. 5ª Turma. HC 624.350/SC, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 09/12/2020. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Havendo pluralidade de causas de aumento de pena e sendo apenas uma delas empregada 
na terceira fase, as demais podem ser utilizadas nas demais etapas da dosimetria da pena. 
Nota: A etapa judicial adotou o sistema trifásico da dosimetria, conforme explicitado no item 
51 da Exposição de Motivos da Parte Geral do Código Penal e delineado no art. 68 do Código 
Penal. Assim, a dosimetria da pena na sentença obedece a um critério trifásico: 1º passo: o 
juiz calcula a pena-base de acordo com as circunstâncias judiciais do art. 59, CP; 2º passo: o 
juiz aplica as agravantes e atenuantes; 3º passo: o juiz aplica as causas de aumento e de 
diminuição. Este critério trifásico, elaborado por Nelson Hungria, foi adotado pelo Código 
Penal, sendo consagrado pela jurisprudência pátria: STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1021796/RS, 
Rel. Min. Assusete Magalhães, julgado em 19/03/2013. 
O deslocamento da majorante sobejante para outra fase da dosimetria, além de não 
contrariar o sistema trifásico, é a que melhor se coaduna com o princípio da individualização 
da pena. STJ. 3ª Seção. HC 463.434-MT, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 
25/11/2020 (Info 684). 
OBS. Esse mesmo raciocínio empregado no caso das qualificadoras pode também ser utilizado 
para os casos em que há pluralidade de causas de aumento de pena. 
STJ. 3ª Seção. HC 463.434-MT, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 25/11/2020. (Info 684) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Não se aplica para o reconhecimento dos maus antecedentes o prazo quinquenal de 
prescrição da reincidência,previsto no art. 64, I, do Código Penal. 
Nota: A existência de condenação anterior, ocorrida em prazo superior a cinco anos, contado 
da extinção da pena, poderá ser considerada como maus antecedentes? Após o período 
depurador, ainda será possível considerar a condenação como maus antecedentes? SIM. As 
condenações atingidas pelo período depurador quinquenal do art. 64, inciso I, do CP, embora 
afastem os efeitos da reincidência, não impedem a configuração de maus antecedentes, na 
primeira etapa da dosimetria da pena. STJ. 5ª Turma. AgRg no HC 558.745/SP, Rel. Min. 
Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 15/09/2020. STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 471.346/MS, 
Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 21/05/2019. Não se aplica para o reconhecimento 
dos maus antecedentes o prazo quinquenal de prescrição da reincidência, previsto no art. 64, 
I, do Código Penal. STF. Plenário. RE 593818/SC, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 
17/8/2020 (Repercussão Geral - Tema 150). 
Obs. Vale ressaltar, contudo, que o STJ possui o entendimento no sentido de que, quando os 
registros da folha de antecedentes do réu são muito antigos, admite-se o afastamento de sua 
análise desfavorável, em aplicação à teoria do direito ao esquecimento: Quando os registros 
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PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
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da folha de antecedentes do réu são muito antigos, como no presente caso, admite-se o 
afastamento de sua análise desfavorável, em aplicação à teoria do direito ao esquecimento. 
Não se pode tornar perpétua a valoração negativa dos antecedentes, nem perenizar o 
estigma de criminoso para fins de aplicação da reprimenda, pois a transitoriedade é 
consectário natural da ordem das coisas. Se o transcurso do tempo impede que condenações 
anteriores configurem reincidência, esse mesmo fundamento - o lapso temporal - deve ser 
sopesado na análise das condenações geradoras, em tese, de maus antecedentes. STJ. 6ª 
Turma. HC 452.570/PR, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, julgado em 02/02/2021. 
 STF. Plenário. RE 593818/SC, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 17/8/2020. (Repercussão Geral - Tema 150) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Demonstrada mera falta de técnica na sentença, o habeas corpus pode ser deferido para 
nominar de forma correta os registros pretéritos da paciente, doravante chamados de maus 
antecedentes, e não de conduta social, sem afastar, todavia, o dado desabonador que, 
concretamente, existe nos autos e justifica diferenciada individualização da pena. 
HC 501.144-SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 10/03/2020, DJe 17/03/2020. (Info 
669-STJ) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Nos casos em que se aplica a Lei n. 13.654/2018, é possível a valoração do emprego de arma 
branca, no crime de roubo, como circunstância judicial desabonadora (art. 59 do CP). 
Nota: Com o advento da Lei 13.654, de 23 de abril de 2018, que revogou o inciso I do artigo 
157 do CP, o emprego de arma branca no crime de roubo deixou de ser considerado como 
majorante, a justificar o incremento da reprimenda na terceira fase do cálculo dosimétrico, 
sendo, porém, plenamente possível a sua valoração como circunstância judicial 
desabonadora, nos moldes do reconhecido pelas instâncias ordinárias. 
HC 556.629-RJ, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 03/03/2020, DJe 23/03/2020. (Info 668-
STJ) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A qualificadora do meio cruel é compatível com o dolo eventual. 
CASO: réu atropelou pedestre, não parou o veículo e o arrastou por 500 metros. 
REsp 1.829.601-PR, Rel. Min. Nefi Cordeiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 04/02/2020, DJe 12/02/2020. (Info 665-
STJ) 
Mesmo sentido: STJ, 5ª Turma. AgRg no Resp 157389/SC, julgado em 09/04/2019. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A folha de antecedentes criminais é um documento válido para comprovar maus 
antecedentes ou reincidência. 
STJ. 3ª Seção. Aprovada em 26/06/2019, DJe 27/06/2019. (Info 650) 
Súmula 636-STJ 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201900883013%27.REG.
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202000030642%27.REG.
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201901396675%27.REG.
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Para ter direito à atenuante da confissão espontânea no caso do crime de tráfico de drogas, 
é necessário que o réu admita que traficava, não podendo dizer que era mero usuário. 
Nota: A incidência da atenuante da confissão espontânea no crime de tráfico ilícito de 
entorpecentes exige o reconhecimento da traficância pelo acusado, não bastando a mera 
admissão da posse ou propriedade para uso próprio. 
STJ. 3ª Seção. Aprovada em 24/04/2019, DJe 29/04/2019. (Info 646) 
Súmula 630-STJ 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Condenações anteriores transitadas em julgado não podem ser utilizadas como 
personalidade ou conduta social desfavorável. 
Nota: Não se admite a utilização de condenações criminais para desvalorar a personalidade 
ou a conduta social do agente. A conduta e personalidade do agente não se confundem com 
antecedentes criminais. A atuação do réu no contexto familiar, na comunidade, no trabalho 
etc é conduta social; o seu temperamento e características do seu caráter é sua personalidade 
social. 
STJ. 3ª Seção. EAREsp 1.311.636-MS, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 10/04/2019. (Info 947) 
Mesmo sentido: STJ. 6ª Turma. REsp 1.760.972-MG, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 08/11/2018 (Info 639)/ STJ, 5ª 
Turma. HC 475.436/PE, julgado em 13.12.2018; STF, 2ª Turma, RHC 130132, julgado em 10/05/2016 (Info 825). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A existência de condenações definitivas anteriores não se presta a fundamentar a 
exasperação da pena-base como personalidade voltada para o crime. Condenações 
transitadas em julgado não constituem fundamento idôneo para análise desfavorável da 
personalidade do agente. 
STJ. 6ª Turma. HC 472.654-DF, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 21/02/2019. (Info 643) 
Mesmo sentido: STJ. 5ª Turma. HC 466.746/PE, julgado em 11/12/2018. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Não se mostra correto o magistrado utilizar as condenações anteriores transitadas em 
julgado como “conduta social desfavorável”. Não é possível a utilização de condenações 
anteriores com trânsito em julgado como fundamento para negativar a conduta social. 
NOTA: Não se pode confundir conduta social (comportamento do agente no meio familiar, 
no ambiente de trabalho e no relacionamento com outros indivíduos) com antecedentes 
criminais. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.760.972-MG, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 08/11/2018. (Info 639) 
Mesmo sentido: STJ, 5ª Turma. HC 475.436/PE, julgado em 13.12.2018; STF, 2ª Turma, RHC 130132, julgado em 10/05/2016. (Info 
825) 
Mais recente: STJ. 3ª Seção. EAREsp 1.311.636-MS, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 10/04/2019. (Info 947) 
 
2.1 Pena de Multa 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Em adequação ao entendimento do Supremo Tribunal Federal, o inadimplemento da pena 
de multa obsta a extinção da punibilidade do apenado. 
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Nota: O STF decidiu na ADI 3.150/DF que a multa é espécie de pena. 
AgRg no REsp 1.850.903-SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 28/04/2020, DJe 
30/04/2020. (Info 671-STJ) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O Ministério Público possui legitimidade para propor a cobrança de multa decorrente de 
sentença penal condenatória transitada em julgado, com a possibilidadesubsidiária de 
cobrança pela Fazenda Pública. 
Nota: a Súmula 521-STF fica superada e deverá ser cancelada. 
 
Nota: O presente caderno é de jurisprudência e o julgado postado é do Plenário do STF na 
ADI 3.150 -DF que, apesar de ser de 2018, foi publicado somente em junho de 2020 no sentido 
de legitimação prioritária do MP, podendo a multa ser cobrada pela Fazenda se o MP 
não houver atuado em prazo razoável (90 dias). 
 
Tal posição foi REAFIRMADA pelo STF em decisão publicada em outubro de 2020. 
 
Obs. há um julgado da 5ª Turma do STJ publicado em novembro no sentido que cabe ao juízo 
das execuções penais, sem ressalvas, a competência da execução da pena de multa. 
PACOTE ANTICRIME 
Onde tramita a execução da pena de multa? 
No juízo da execução penal. 
O art. 51 do Código Penal foi alterado para deixar expressa essa competência: 
 
CÓDIGO PENAL 
Antes da Lei 13.964/2019 
Art. 51. Transitada em julgado a sentença condenatória, a multa será considerada dívida de 
valor, aplicando-se-lhes as normas da legislação relativa à dívida ativa da Fazenda Pública, 
inclusive no que concerne às causas interruptivas e suspensivas da prescrição. 
 
ATUALMENTE 
Art. 51. Transitada em julgado a sentença condenatória, a multa será executada perante o 
juiz da execução penal e será considerada dívida de valor, aplicáveis as normas relativas à 
dívida ativa da Fazenda Pública, inclusive no que concerne às causas interruptivas e 
suspensivas da prescrição. 
 
STF. Plenário. ADI 3150/DF, Min. Roberto Barroso, julgado em 12 e 13/12/2018. (Info 927) 
 
3. CONCURSO FORMAL E CRIME CONTINUADO 
 
3.1 Crime Continuado 
 
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=REsp1850903
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NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Os delitos de apropriação indébita previdenciária e de sonegação de contribuição 
previdenciária, previstos, respectivamente, nos arts. 168-A e 337-A do CP, embora sejam 
do mesmo gênero, são de espécies diversas; obstando a benesse da continuidade delitiva. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 1868826/CE, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 09/02/2021. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Não há continuidade delitiva entre os crimes de roubo e extorsão, ainda que praticados em 
conjunto. Isso porque, os referidos crimes, apesar de serem da mesma natureza, são de 
espécies diversas. 
STF. 1ª Turma. HC 190909, rel. org. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Dias Toffoli, julgado em 26/10/2020. 
Mesmo sentido: STJ. 5ª Turma. HC 435.792/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 24/05/2018. STF. 1ª Turma. HC 114667/SP, rel. 
org. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgado em 24/4/2018 (Info 899). TJ. 5ª Turma. AgInt no AREsp 
908.786/PB, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 06/12/2016. 
 
4. INDULTO 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O indulto extingue somente a pena ou medida de segurança, não interferindo nos efeitos 
secundários da condenação. 
Nota: Já a anistia extingue os efeitos primários e secundários. 
Súmula 631-STJ: O indulto extingue os efeitos primários da condenação (pretensão executória), mas não atinge os efeitos 
secundários, penais ou extrapenais. 
3ª Seção. Aprovada em 24/04/2019, DJe 29/04/2019. (Info 646) 
 
5. FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A reincidência delitiva do paciente, que praticou o quinto furto em pequeno município, 
eleva a gravidade subjetiva de sua conduta. 
Nota: João, reincidente, foi condenado a uma pena de 1 ano e 4 meses de reclusão, em regime 
inicial fechado, pela prática do crime de furto simples (art. 155, caput, do CP). A defesa 
postulou a aplicação do regime aberto com base no princípio da insignificância, considerado 
o objeto furtado ter sido apenas uma garrafa de licor. O STF decidiu impor o regime 
semiaberto. Entendeu-se que, de um lado, o regime fechado deve ser afastado. Por outro, 
não se pode conferir o regime aberto para um condenado reincidente, uma vez que isso 
poderia se tornar um incentivo à criminalidade, ainda mais em cidades menores, onde o furto 
é, via de regra, perpetrado no mesmo estabelecimento. 
STF. 1ª Turma. HC 136385/SC, Rel. Min. Marco Aurélio, red. julgado em 07/08/2018. (Info 910) 
 
 
 
 
 
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6. PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Se a prestação pecuniária prevista no art. 45, § 1º do CP for paga à vítima (o que é a 
prioridade), esse valor deverá ser abatido da quantia fixada como reparação dos danos (art. 
387, IV, do CPP). 
STJ. 5ª Turma. REsp 1.882.059-SC, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 19/10/2021 (Info 714). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Não existe direito subjetivo do réu em optar, na substituição da pena privativa de liberdade 
por restritiva de direitos por qual medida prefere cumprir, cabendo ao judiciário fixar a 
medida mais adequada ao caso concreto. 
Nota: Não existe direito subjetivo do réu em optar, na substituição da pena privativa de 
liberdade, se prefere duas penas restritivas de direitos ou uma restritiva de direitos e uma 
multa. AgRg no HC 456.224/SC, Rel. Ministro JOEL ILAN PACIORNIK, QUINTA TURMA, DJe 
01/04/2019. AgRg no HC 587.473/SC, Rel. Ministra LAURITA VAZ, SEXTA TURMA, julgado em 
25/08/2020, DJe 04/09/2020. 
AgRg no HC 582.302/SC, Rel. Ministro JOEL ILAN PACIORNIK, QUINTA TURMA, julgado em 03/11/2020, DJe 16/11/2020. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Não é possível a aplicação da detração, na pena privativa de liberdade, do valor recolhido 
a título de prestação pecuniária. Isto porque, a prestação pecuniária tem caráter penal e 
indenizatório, com consequências jurídicas distintas da prestação de serviços à comunidade 
(em que se admite a detração). 
TJ. 5ª Turma. REsp 1853916/PR, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em04/08/2020. STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 401.049/SC, Rel. Min. 
Ribeiro Dantas, julgado em 13/12/2018. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Em caso de descumprimento injustificado da pena restritiva de direitos (ex: prestação 
pecuniária), o CP prevê, como consequência, a reconversão da pena restritiva de direitos 
em privativa de liberdade. Logo, o juiz não deve decretar o arresto dos bens do condenado 
como forma de cumprimento forçado da pena substitutiva. A possibilidade de reconversão 
da pena já é a medida que, por força normativa, atribui coercividade à pena restritiva de 
direitos. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.699.665-PR, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 07/08/2018. (Info 631) 
 
7. PRESCRIÇÃO 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O acórdão confirmatório da condenação é causa interruptiva da prescrição. 
Nota: o que reduz também é causa interruptiva da prescrição. 
Nos termos do inciso IV do art. 117 do Código Penal, o acórdão condenatório sempre 
interrompe a prescrição, inclusive quando confirmatório da sentença de 1º grau, seja 
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mantendo, reduzindo ou aumentando a pena anteriormente imposta. A prescrição é, como 
se sabe, o perecimento da pretensão punitiva ou da pretensão executória pela inércia do 
próprio Estado. No art. 117 do Código Penal, que deve ser interpretado de forma sistemática, 
todas as causas interruptivas da prescrição demonstram, em cada inciso, que o Estado não 
está inerte. Não obstante a posição de parte da doutrina, o Código Penal não faz distinção 
entre acórdão condenatório inicial e acórdão condenatório confirmatório da decisão. Não há, 
sistematicamente, justificativa para tratamentos díspares. 
AgRg no AREsp 1.668.298-SP,Rel. Min. Felix Fischer, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 12/05/2020, DJe 18/05/2020. 
(Info 672-STJ) 
Mesmo sentido: STF. Plenário. HC 176473/RR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 27/04/2020 (Info 990). STF. 1ª Turma. RE 
1195122 AgR-segundo, Rel. Min. Marco Aurélio, Red. acórdão Min. Alexandre de Moraes, julgado em 30/11/2020. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Acórdão que confirma ou reduz a pena interrompe a prescrição. 
 
 
STF. 1ª Turma. RE 1241683 AgR/RS, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 4/2/2020. 
(Info 965) 
Mesmo sentido: STF. 1ª Turma. RE 1237572 AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Relator p/ Acórdão Min. Alexandre de Moraes, julgado 
em 26/11/2019. 
Em sentido CONTRÁRIO: O art. 117, IV do CP estabelece que o curso da prescrição interrompe-se pela publicação da sentença ou 
acórdão condenatórios recorríveis. Se o acórdão apenas CONFIRMA a condenação ou então REDUZ a pena do condenado, ele não 
terá o condão de interromper a prescrição. STF. 2ª Turma. RE 1238121 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 06/12/2019. STJ. 5ª 
Turma. AgRg no AREsp 1557791/SP, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 06/02/2020. STJ. Corte Especial. AgRg no RE nos EDcl no REsp 
1301820/RJ, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 16/11/2016. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O termo “sentença” contido no art. 115 do Código Penal se refere à primeira decisão 
condenatória, seja a do juiz singular ou a proferida pelo Tribunal, não se operando a 
redução do prazo prescricional quando a sentença condenatória é confirmada em sede de 
apelação. 
Nota: havendo substancial modificação da sentença pelo acórdão, além de modificar a 
tipificação conferida ao fato, deve o acórdão ser considerado novo marco interruptivo da 
prescrição inclusive para fins de aplicação do benefício do art. 115 do CP. STJ, 6ª Turma, AgRg 
no Resp 1481022/RS, julgado em 18/09/2018. 
STJ. 6ª Turma. HC 316.110-SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 25/06/2019. (Info 652) 
Mesmo sentido: STJ. 6ª Turma. AgRg nos EDcl no AREsp 491258/TO, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, julgado em 07/02/2019. 
STJ. 6ª Turma. HC 316110/SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 25/06/2019. 
 
7.1 Prescrição da Pretensão Executória 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O cumprimento de pena imposta em outro processo, ainda que em regime aberto ou em 
prisão domiciliar, impede o curso da prescrição executória. 
Nota: Não há que se falar em fluência do prazo prescricional, o que impede o reconhecimento 
da extinção de sua punibilidade. 
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=AREsp1668298
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AgRg no RHC 123.523-SP, Rel. Min. Jorge Mussi, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 13/04/2020, DJe 20/04/2020. (Info 
670-STJ) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O início do prazo da prescrição executória deve ser o momento em que ocorre o trânsito 
em julgado para o MP? 
Ou o início do prazo deverá ser o instante em que se dá o trânsito em julgado para ambas 
as partes, ou seja, tanto para a acusação como para a defesa? 
Posicionamento pacífico do STJ: o termo inicial da prescrição da pretensão executória é a 
data do trânsito em julgado da sentença condenatória para a acusação, ainda que a defesa 
tenha recorrido e que se esteja aguardando o julgamento desse recurso. Aplica-se a 
interpretação literal do art. 112, I, do CP, considerando que ela é mais benéfica ao 
condenado. • Entendimento da 1ª Turma do STF: o início da contagem do prazo de 
prescrição somente se dá quando a pretensão executória pode ser exercida. Se o Estado 
não pode executar a pena, não se pode dizer que o prazo prescricional já está correndo. 
Assim, mesmo que tenha havido trânsito em julgado para a acusação, se o Estado ainda não 
pode executar a pena (ex: está pendente uma apelação da defesa), não teve ainda início a 
contagem do prazo para a prescrição executória. É preciso fazer uma interpretação 
sistemática do art. 112, I, do CP. É preciso fazer uma interpretação sistemática do art. 112, 
I, do CP. STF. 1ª Turma. RE 696533/SC, Rel. Min. Luiz Fux, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, 
julgado em 6/2/2018 (Info 890). Obs: a posição majoritária é a que adota a redação literal 
do art. 112, I, do CP. No entanto, o tema será definitivamente julgado pelo STF no ARE 
848107 RG, admitido para ser decidido pelo Plenário da Corte sob a sistemática da 
repercussão geral. 
STF. 1ª Turma. RE 696533/SC, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 06/02/2018. (Info 890) 
 
7.2 Prescrição da Pretensão Punitiva 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A decretação da prescrição da pretensão punitiva do Estado na ação penal não fulmina o 
interesse processual no exercício da pretensão indenizatória a ser deduzida no juízo cível 
pelo mesmo fato. 
REsp 1.802.170-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 20/02/2020, DJe 26/02/2020. (Info 
666-STJ) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=RHC123523
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201900182386%27.REG.
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8. OUTROS TEMAS DA PARTE GERAL 
 
8.1 Medida de Segurança 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Na aplicação do art. 97 do CP não deve ser considerada a natureza da pena privativa de 
liberdade aplicável, mas sim a periculosidade do agente, cabendo ao julgador a faculdade 
de optar pelo tratamento que melhor se adapte ao inimputável. 
Nota: mesmo que o inimputável tenha praticado um fato previsto como crime punível com 
reclusão, ainda assim será possível submetê-lo a tratamento ambulatorial, desde que fique 
demonstrado que essa é a medida de segurança que melhor se ajusta ao caso concreto 
(princípio da individualização da pena). Desta forma, mesmo em se tratando de delito punível 
com reclusão, é facultado ao magistrado a escolha do tratamento mais adequado ao 
inimputável (adequação, proporcionalidade e razoabilidade). 
 STJ. 3ª Seção. EREsp 998.128-MG, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 27/11/2019. (Info 662) 
 
8.2 Livramento Condicional 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O descumprimento das condições impostas para o livramento condicional não pode ser 
invocado para impedir a concessão do indulto, a título de não preenchimento do requisito 
subjetivo. 
Nota: o magistrado deve apenas verificar o preenchimento dos requisitos previstos no 
decreto presidencial. 
AgRg no HC 537.982-DF, Rel. Min. Jorge Mussi, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 13/04/2020, DJe 20/04/2020. (Info 
670-STJ) 
 
8.3 Imputabilidade 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O reconhecimento da inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu depende da prévia 
instauração de incidente de insanidade mental e do respectivo exame médico-legal nele 
previsto. 
REsp 1.802.845-RS, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 23/06/2020, DJe 30/06/2020. 
(Info 675 STJ) 
 
8.4 Arrependimento Posterior 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Aplica-se o arrependimento posterior para o agente que fez o ressarcimento da dívida 
principal antes do recebimento da denúncia, mas somente pagou depois os juros e a 
correção monetária. 
STF. 1ª Turma. HC 165312/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 14/4/2020. (Info 973) 
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=HC537982
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201900742449%27.REG.CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
18 
 
8.5 Reincidência 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Para fins de comprovação da reincidência, é necessária documentação hábil que traduza o 
cometimento de novo crime depois de transitar em julgado a sentença condenatória por 
crime anterior, mas não se exige, contudo, forma específica para a comprovação. 
STF. 1ª Turma. HC 162548 AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 16/6/2020. (Info 982) 
Mesmo sentido: STJ. 5ª Turma. AgRg no HC 448.972/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 16/08/2018. 
 
8.6 Teoria do Domínio Final do Fato 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A teoria do domínio do fato não permite, isoladamente, que se faça uma acusação pela 
prática de qualquer crime, sendo certo que a imputação deve ser acompanhada da devida 
descrição, no plano fático, do nexo de causalidade entre a conduta e o resultado delituoso. 
Nota: O conceito de “domínio do fato” ou “domínio final do fato” não se satisfaz com a 
simples referência à posição do indivíduo como administrador ou gestor (de fato ou previsto 
no contrato social da empresa). Em outras palavras, o fato de a pessoa ser administradora da 
empresa não é motivo, por si só, para que se possa atribuir a responsabilidade penal pela 
prática de crime tributário. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.854.893-SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 08/09/2020. (Info 681) 
 
9. CRIME CONTRA A PESSOA 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O crime de remoção de órgãos qualificado pelo resultado morte, previsto no art. 14, § 4º, 
da Lei nº 9.434/97, não é de competência do Júri. 
Nota: 
O bem jurídico a ser protegido, no caso, é a incolumidade pública, a ética e a moralidade no 
contexto da doação de órgãos e tecidos, além da preservação da integridade física das 
pessoas e do respeito à memória dos mortos. 
Veja: É do juízo criminal singular a competência para julgar o crime de remoção ilegal de 
órgãos, praticado em pessoa viva e que resulta morte, previsto no art. 14, § 4º, da Lei nº 
9.434/97 (Lei de Transplantes). STF. Plenário. RE 1313494/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado 
em 14/9/2021 (Info 1030). 
STF. Plenário. RE 1313494/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 14/9/2021 (Info 1030). 
 
9.1 Homicídio (Art. 121) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Não há incompatibilidade entre o dolo eventual e o reconhecimento do meio cruel, na 
medida em que o dolo do agente, direto ou indireto, não exclui a possibilidade de a prática 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
19 
delitiva envolver o emprego de meio mais reprovável, como veneno, fogo, explosivo, 
asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel (art. 121, § 2º, III, do CP). 
Nota: Divergência: NÃO O dolo eventual não se compatibiliza com a qualificadora do art. 121, 
§ 2º, IV (traição, emboscada dissimulação). Para que incida a qualificadora da surpresa é 
indispensável que fique provado que o agente teve a vontade de surpreender a vítima, 
impedindo ou dificultando que ela se defendesse. Ora, no caso do dolo eventual, o agente 
não tem essa intenção, considerando que não quer matar a vítima, mas apenas assume o 
risco de produzir esse resultado. Como o agente não deseja a produção do resultado, ele não 
direcionou sua vontade para causar surpresa à vítima. Logo, não pode responder por essa 
circunstância (surpresa). STF. 2ª Turma. HC 111442/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 
28/8/2012 (Info 677). A qualificadora de natureza objetiva prevista no inciso III do § 2º do art. 
121 do Código Penal não se compatibiliza com a figura do dolo eventual, pois enquanto a 
qualificadora sugere a ideia de premeditação, em que se exige do agente um empenho 
pessoal, por meio da utilização de meio hábil, como forma de garantia do sucesso da 
execução, tem-se que o agente que age movido pelo dolo eventual não atua de forma 
direcionada à obtenção de ofensa ao bem jurídico tutelado, embora, com a sua conduta, 
assuma o risco de produzi-la. STJ. 6ª Turma. EDcl no REsp 1848841/MG, Rel. Min. Nefi 
Cordeiro, julgado em 2/2/2021. 
OBS.É possível haver homicídio qualificado praticado com dolo eventual? No caso das 
qualificadoras do motivo FÚTIL e/ou TORPE (art. 121, § 2º, I e II, do CP): SIM. Não há dúvidas 
quanto a isso. Trata-se da posição do STJ e do STF. O fato de o réu ter assumido o risco de 
produzir o resultado morte (dolo eventual), não exclui a possibilidade de o crime ter sido 
praticado por motivo fútil, uma vez que o dolo do agente, direto ou indireto, não se 
confunde com o motivo que ensejou a conduta. STJ. 6ª Turma. REsp 1601276/RJ, Rel. Min. 
Rogerio Schietti Cruz, julgado em 13/06/2017. 
STJ. 5ª Turma. REsp 1836556-PR, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 15/06/2021 (Info 701) 
Mesmo sentido: STJ. 6ª Turma. REsp 1829601-PR, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 04/02/2020. (Info 665) e STJ. 5ª Turma. AgRg 
no REsp 1573829/SC, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 09/04/2019. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Deve prevalecer a orientação no sentido de que a tenra idade da vítima (menor de 18 anos 
de idade) é elemento concreto e transborda aqueles inerentes ao crime de homicídio, sendo 
apto, pois, a justificar o agravamento da pena-base, mediante valoração negativa das 
consequências do crime, ressalvada, para evitar bis in idem, a hipótese em que aplicada a 
causa de aumento prevista no art. 121, § 4º (parte final), do Código Penal. 
STJ. 3ª Seção. AgRg no REsp 1851435-PA, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 12/08/2020 (Info 679). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Verifica-se a existência de dolo eventual no ato de dirigir veículo automotor sob a influência 
de álcool, além de fazê-lo na contramão. 
Nota: Esse é, portanto, um caso específico que evidencia a diferença entre a culpa consciente 
e o dolo eventual. O condutor assumiu o risco ou, no mínimo, não se preocupou com o risco 
de, eventualmente, causar lesões ou mesmo a morte de outrem. 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
20 
Veja AINDA: A embriaguez do agente condutor do automóvel, por si só, não pode servir de 
premissa bastante para a afirmação do dolo eventual em acidente de trânsito com resultado 
morte. A embriaguez do agente condutor do automóvel, sem o acréscimo de outras 
peculiaridades, não pode servir como presunção de que houve dolo eventual. STJ. 6ª Turma. 
REsp 1689173-SC, Rel. Min. Rogério Schietti Cruz, julgado em 21/11/2017 (Info 623). 
Na primeira fase do Tribunal do Júri, ao juiz togado cabe apreciar a existência de dolo eventual 
ou culpa consciente do condutor do veículo que, após a ingestão de bebida alcoólica, ocasiona 
acidente de trânsito com resultado morte. STJ. 6ª Turma. REsp 1689173-SC, Rel. Min. Rogério 
Schietti Cruz, julgado em 21/11/2017 (Info 623). 
 
STF. 1ª Turma. HC 124687/MS, rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 29/5/2018. (Info 904) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O homicídio mercenário, a qualificadora da paga ou promessa de recompensa é elementar 
do tipo qualificado, comunicando-se ao mandante do delito. 
Nota: DIVERGÊNCIA 
 A qualificadora de ter sido o delito praticado mediante paga ou promessa de recompensa é 
circunstância de caráter pessoal e, portanto, incomunicável, por força do art. 30 do CP. Nesse 
sentido: STJ. 5ª Turma. HC 403263/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 
13/11/2018. 
STJ. 6ª Turma. AgInt no REsp 1681816/GO, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 03/05/2018. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Não caracteriza bis in idem o reconhecimento das qualificadoras de motivo torpe e de 
feminicídio no crime de homicídio praticado contra mulher em situação de violência 
doméstica e familiar. 
STJ. 6ª Turma.HC 433.898-RS, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 24/04/2018. (Info 625) 
 
10. CRIMES CONTRA A HONRA 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O crime de injúria racial, espécie do gênero racismo, é imprescritível. 
 
Nota:A denominada injúria racial é mais um delito no cenário do racismo, sendo, portanto, 
imprescritível, inafiançável e sujeito à pena de reclusão. STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 
1849696/SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 16/06/2020. 
STF. Plenário. HC 154248/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 28/10/2021 (Info 1036). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O § 3º do art. 326-A do Código Eleitoral, incluído pela Lei 13.834/2019, é constitucional. 
Nota: 
A sanção abstratamente prevista para o crime de “divulgação de ato objeto de denunciação 
caluniosa eleitoral” está em consonância com os princípios da proporcionalidade e da 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
21 
individualização da pena. 
Art. 326-A (...) § 3º Incorrerá nas mesmas penas deste artigo quem, comprovadamente ciente 
da inocência do denunciado e com finalidade eleitoral, divulga ou propala, por qualquer meio 
ou forma, o ato ou fato que lhe foi falsamente atribuído. 
STF. Plenário. ADI 6225/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 20/8/2021 (Info 1026). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A retratação da calúnia, feita antes da sentença, acarreta a extinção da punibilidade do 
agente independente de aceitação do ofendido. 
Nota: O art. 143 do CP exige apenas que a retratação seja cabal, ou seja, deve ser clara, 
completa, definitiva e irrestrita, sem remanescer nenhuma dúvida ou ambiguidade quanto ao 
seu alcance, que é justamente o de desdizer as palavras ofensivas à honra, retratando-se o 
ofensor do malfeito. 
STJ. Corte Especial. APn 912/RJ, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 03/03/2021 (Info 687). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Configura difamação a conduta do agente que publica vídeo de um discurso no qual a frase 
completa do orador é editada, transmitindo a falsa ideia de que ele estava falando mal de 
negros e pobres. 
Nota: A edição de um vídeo ou áudio tem como objetivo guiar o espectador e, quando feita 
com o objetivo de difamar a honra de uma pessoa, configura dolo da prática criminosa. Vale 
ressaltar que esta conduta do agente, ainda que praticada por Deputado Federal, não estará 
protegida pela imunidade parlamentar. 
STF. 1ª Turma. AP 1021/DF, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 18/8/2020 (Info 987). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A ausência de previsibilidade de que a ofensa chegue ao conhecimento da vítima afasta o 
dolo específico do delito de injúria, tornando a conduta atípica. 
Caso: vítima retira o telefone e fica ouvindo a conversa da autora com colega (sem o 
conhecimento delas), oportunidade em que aquela profere ofensas contra a vítima duração 
a ligação. 
REsp 1.765.673-SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 26/05/2020, DJe 29/05/2020. (Info 
672-STJ) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A esposa tem legitimidade para propor queixa-crime contra autor de mensagem que 
insinua que o seu marido tem uma relação extraconjugal com outro homem. 
Nota: Se alguém alega que um indivíduo casado mantém relação homossexual extraconjugal 
com outro homem, a esposa deste indivíduo tem legitimidade para ajuizar queixa-crime por 
injúria, alegando que também é ofendida. 
STF. 1ª Turma. Pet 7417 AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 9/10/2018. (Info 919) 
 
11. CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL 
 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201801872526%27.REG.
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
22 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Configura o crime de violação de domicílio (art. 150 do CP) o ingresso e a permanência, sem 
autorização, em gabinete de Delegado de Polícia, embora faça parte de um prédio ou de 
uma repartição públicos. 
Nota: No caso concreto, dezenas de manifestantes foram até a Delegacia de Polícia Federal 
cobrar agilidade na conclusão de um inquérito policial. Como não foram recebidos, decidiram 
invadir o gabinete do Delegado. 
STJ. 5ª Turma. HC 298763-SC, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 7/10/2014. 
 
12. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Adotando-se a teoria objetivo-formal, o rompimento de cadeado e destruição de fechadura 
da porta da casa da vítima, com o intuito de, mediante uso de arma de fogo, efetuar 
subtração patrimonial da residência, configuram meros atos preparatórios que impedem a 
condenação por tentativa de roubo circunstanciado. 
 
Nota: Existem algumas teorias que buscam definir em que momento se dá a passagem dos 
atos preparatórios para os atos executórios. 
Veja como o tema é tratado por Jamil Chaim Alves (Manual de Direito Penal. Salvador: 
Juspodivm, 2020, p. 370-371): a) Teoria subjetiva Leva em consideração a vontade criminosa, 
o plano interno do autor. Logo, não há distinção entre atos preparatórios e atos executórias. 
Uma vez detectada a vontade de praticar a infração, é possível a punição. b) Teoria da 
hostilidade ao bem jurídico Atos executórios são aqueles que atacam o bem jurídico, 
retirando-o do “estado de paz”. Era defendida por Nelson Hungria. c) Teoria objetivo-formal 
ou lógico-formal Atos executórios são aqueles que iniciam a realização do núcleo do tipo 
penal (denomina-se “formal” porque parâmetro é a lei, ou seja, a prática do verbo nuclear 
descrito no tipo). Era defendida por Frederico Marques. d) Teoria objetivo-material Atos 
executórias são aqueles que iniciam a realização do núcleo do tipo penal e também os 
imediatamente anteriores, de acordo com a visão de um terceiro observador. e) Teoria 
objetivo-individual A tentativa começa com a atividade do autor que, segundo o seu plano 
concretamente delitivo, se aproxima da realização. A origem dessa teoria remonta a Hans 
Welzel. 
Em que momento se consuma o crime de roubo? 
Existem quatro teorias sobre o tema: 
1ª) Contrectacio: segundo esta teoria, a consumação se dá pelo simples contato entre o 
agente e a coisa alheia. Se tocou, já consumou. 
2ª) Apprehensio (amotio): a consumação ocorre no momento em que a coisa subtraída passa 
para o poder do agente, ainda que por breve espaço de tempo, mesmo que o sujeito seja logo 
perseguido pela polícia ou pela vítima. Quando se diz que a coisa passou para o poder do 
agente, isso significa que houve a inversão da posse. Por isso, ela é também conhecida como 
teoria da inversão da posse. Vale ressaltar que, para esta corrente, o crime se consuma 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
23 
mesmo que o agente não fique com a posse mansa e pacífica. A coisa é retirada da esfera de 
disponibilidade da vítima (inversão da posse), mas não é necessário que saia da esfera de 
vigilância da vítima (não se exige que o agente tenha posse desvigiada do bem). 
3ª) Ablatio: a consumação ocorre quando a coisa, além de apreendida, é transportada de um 
lugar para outro. 
4ª) Ilatio: a consumação só ocorre quando a coisa é levada ao local desejado pelo ladrão para 
tê-la a salvo. 
 
Súmula 582-STJ: Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse do bem mediante 
emprego de violência ou grave ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida à 
perseguição imediata ao agente e recuperação da coisa roubada, sendo prescindível a posse 
mansa e pacífica ou desvigiada. 
STJ. 5ª Turma. AREsp 974.254-TO, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 21/09/2021 (Info 711). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Nos crimes de estelionato, quando praticados mediante depósito, por emissão de cheques 
sem suficiente provisão de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustradoou 
por meio da transferência de valores, a competência será definida pelo local do domicílio 
da vítima, em razão da superveniência de Lei nº 14.155/2021, ainda que os fatos tenham 
sido anteriores à nova lei. 
 
STJ. 3ª Seção. CC 180.832-RJ, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 25/08/2021 (Info 706). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A reincidência específica tratada no art. 44, § 3º, do Código Penal somente se aplica quando 
forem idênticos, e não apenas de mesma espécie, os crimes praticados. 
Nota: MUDANÇA DE ENTENDIMENTO 
O que se entende por reincidente específico para os fins do § 3º do art. 44? É o indivíduo que 
cometeu um novo crime doloso idêntico. • se o condenado tiver praticado um novo crime 
doloso idêntico: não terá direito à substituição. Ex: João foi condenado por furto simples. 
Depois, foi novamente condenado por furto simples. Não terá direito à substituição porque a 
reincidência se operou em virtude da prática do mesmo crime. • se o condenado tiver 
praticado um novo crime doloso da mesma espécie (mas que não seja idêntico): pode ter 
direito à substituição. Ex: Pedro foi condenado por furto simples (art. 155, caput). Depois, foi 
novamente condenado, mas agora por furto qualificado (art. 155, § 4º). Em tese, o juiz 
poderia conceder a substituição porque o furto simples e o furto qualificado são crimes da 
“mesma espécie”, mas não são o “mesmo crime”. 
STJ. 3ª Seção. AREsp 1.716.664-SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 25/08/2021 (Info 706). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Retroatividade da representação no crime de estelionato: 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
24 
Nota: Em 09.06.2020 - O STJ entendeu que a retroatividade da representação do crime de 
estelionato deve se restringir à fase policial, já que a representação tem natureza de 
CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE e não condição de prosseguibilidade (HC 573.093). 
04.08.2020 - A decisão do STJ foi no sentido de que, por ser lei mais benéfica e de conteúdo 
normativo penal, deve retroagir atingindo também as ações penais (HC 583.837-SC). “A 
retroatividade da representação prevista § 5º do art. 171 alcança todos os processos em 
curso.” STJ. 6ª Turma. HC 583.837/SC, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 04/08/2020 
(Info 677). 
 
14.09.2020 - Entretanto, a 5a Turma do STJ decidiu no sentido anterior, posicionamento 
REITERADO no dia 21.09.20: pela irretroatividade. 
14.10.2020 - No mesmo sentido, a 1ª Turma do STF reconheceu não ser cabível a aplicação 
retroativa do parágrafo 5º do artigo 171 do CP, uma vez que no momento do oferecimento 
da denúncia a ação era incondicionada e não se exigia representação (HC 187.341/SP). 
Em 24.03.2021 , a 3a Seção do STJ decidiu: A retroatividade da representação no crime de 
estelionato não alcança aqueles processos cuja denúncia já foi oferecida. 
Ocorre que, em 22.06.2021, a 2ª Turma do STF decidiu que a alteração promovida pela Lei 
nº 13.964/2019, que introduziu o § 5º ao art. 171 do Código Penal, ao condicionar o 
exercício da pretensão punitiva do Estado à representação da pessoa ofendida, DEVE SER 
APLICADA DE FORMA RETROATIVA A ABRANGER TANTO AS AÇÕES PENAIS NÃO INICIADAS 
QUANTO AS AÇÕES PENAIS EM CURSO ATÉ O TRÂNSITO EM JULGADO. STF. 2ª Turma. HC 
180421 AgR/SP, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 22/6/2021 (Info 1023). 
 
Divergência: STF. 2ª Turma. HC 180421 AgR/SP, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 22/6/2021 (Info 1023) X STJ. 3ª Seção. HC 
610.201/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 24/03/2021. (Info 691) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O art. 4º da Lei nº 13.654/2018, que revogou o inciso I do § 2º do art. 157 do CP, não 
possui vício de inconstitucionalidade formal . 
 
Nota: não é possível o controle jurisdicional em relação à interpretação de normas 
regimentais das Casas Legislativas, sendo vedado ao Poder Judiciário, substituindo-se ao 
próprio Legislativo, dizer qual o verdadeiro significado da previsão regimental, por tratar-
se de assunto interna corporis, sob pena de ostensivo desrespeito à Separação de Poderes, 
por intromissão política do Judiciário no Legislativo. Tese fixada pelo STF: “Em respeito ao 
princípio da separação dos poderes, previsto no art. 2º da Constituição Federal, quando 
não caracterizado o desrespeito às normas constitucionais pertinentes ao processo 
legislativo, é defeso ao Poder Judiciário exercer o controle jurisdicional em relação à 
interpretação do sentido e do alcance de normas meramente regimentais das Casas 
Legislativas, por se tratar de matéria ‘interna corporis’.” 
STF. Plenário. RE 1297884/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 11/6/2021 (Repercussão Geral – Tema 1120) (Info 1021). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
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Para a configuração da circunstância majorante do § 1º do art. 155 do Código Penal, basta 
que a conduta delitiva tenha sido praticada durante o repouso noturno, dada a maior 
precariedade da vigilância e a defesa do patrimônio durante tal período e, por consectário, 
a maior probabilidade de êxito na empreitada criminosa, sendo irrelevante o fato das 
vítimas não estarem dormindo no momento do crime, ou, ainda, que tenha ocorrido em 
estabelecimento comercial ou em via pública, dado que a lei não faz referência ao local do 
crime. 
STJ. 5ª Turma. AgRg-AREsp 1.746.597-SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 17/11/2020. 
Mesmo sentido: STJ. 6ª Turma. AgRg nos EDcl no REsp 1849490/MS, Rel. Min. Antonio Saldanha, julgado em 15/09/2020. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Não se aplica a agravante prevista no art. 61, II, “h”, do Código Penal na hipótese em que o 
crime de furto qualificado pelo arrombamento à residência ocorreu quando os 
proprietários não se encontravam no imóvel, não havendo que se falar, portanto, em 
ameaça à vítima ou em benefício do agente para a prática delitiva em razão de sua condição 
de fragilidade. 
Nota: “Art. 61. São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou 
qualificam o crime: II - ter o agente cometido o crime: h) contra criança, maior de 60 (sessenta) 
anos, enfermo ou mulher grávida.” 
Por se tratar de agravante de natureza objetiva, a incidência do art. 61, II, “h”, do CP não 
depende da prévia ciência pelo réu da idade da vítima, sendo, de igual modo, desnecessário 
perquirir se tal circunstância, de fato, facilitou ou concorreu para a prática delitiva, pois a 
maior vulnerabilidade do idoso é presumida. 
 
STJ. 5ª Turma. HC 593.219-SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 25/08/2020. (Info 679) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Configura o crime de roubo (e não estelionato) a conduta do funcionário de uma empresa 
que combina com outro indivíduo para que este simule assalta o empregado com uma arma 
de fogo e, dessa forma, leve o dinheiro da empresa. 
STF. 1ª Turma. HC 147584/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 2/6/2020. (Info 980) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Não se admite a incidência do princípio da insignificância na prática de estelionato 
majorado por médico que, no desempenho de cargo público, registra o ponto e se retira do 
hospital. 
Nota: no julgado, fala-se em estelionato qualificado, mas é majorado. 
AgRg no HC 548.869-RS, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 12/05/2020, DJe 25/05/2020. 
(Info 672-STJ) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A despeito da presença de qualificadora no crime de furto possa, à primeira vista, impedir 
o reconhecimento da atipicidade material da conduta, a análise conjunta das circunstâncias 
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=HC548869
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIASPREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
26 
pode demonstrar a ausência de lesividade do fato imputado, recomendando a aplicação do 
princípio da insignificância. 
HC 553.872-SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 11/02/2020, DJe 17/02/2020. 
(Info 665- STJ) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A dívida de corrida de táxi não pode ser considerada coisa alheia móvel para fins de 
configuração da tipicidade dos delitos patrimoniais. 
Nota: não se pode comparar “dívida de transporte” com a “coisa alheia móvel”, sob pena de 
violação dos princípios da tipicidade e legalidade. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.757.543-RS, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, julgado em 24/09/2019. (Info 658) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A alteração do sistema de medição, mediante fraude, para que aponte resultado menor do 
que o real consumo de energia elétrica configura estelionato. 
Nota: o agente desvia a energia por meio de ligação clandestina (gato) = furto; o agente altera 
o sistema de medição = estelionato. 
STJ. 5ª Turma. AREsp 1.418.119-DF, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 07/05/2019. (Info 648) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
No caso de furto de energia elétrica mediante fraude, o adimplemento do débito antes do 
recebimento da denúncia não extingue a punibilidade. 
NOTA: o furto de energia elétrica não pode receber o mesmo tratamento dado ao 
inadimplemento tributário. O pagamento do débito antes do recebimento da denúnica não 
configura causa extintiva de punibilidade, mas causa de redução de pena relativa ao 
arrependimento posterior (art. 16, CP). 
RHC 101.299-RS, Rel. Min. Nefi Cordeiro, Rel. Acd. Min. Joel Ilan Paciornik, por unanimidade, julgado em 13/03/2019, Dje 
04/04/2019. (Info 645) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O emprego de arma branca deixou de ser majorante do crime de roubo com a modificação 
operada pela Lei nº 13.654/2018, que revogou o inciso I do § 2º do art. 157 do Código Penal. 
Nota: Observe-se que houve abolitio criminis, devendo a Lei nº 13.654/2018 ser aplicada 
retroativamente para excluir a referida causa de aumento da pena imposta aos réus 
condenados por roubo majorado pelo emprego de arma branca. Trata-se, pois da aplicação 
da novatio legis in mellius prevista no art. 5º, XL, da CF/88. 
 
Veja também: 
 
HC 556.629-RJ, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 
03/03/2020, DJe 23/03/2020. (Info 668-STJ) 
 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201903831131%27.REG.
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202000030642%27.REG.
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202000030642%27.REG.
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
27 
Nos casos em que se aplica a Lei n. 13.654/2018, é possível a valoração do emprego de arma 
branca, no crime de roubo, como circunstância judicial desabonadora (art. 59 do CP). 
Nota: Com o advento da Lei 13.654, de 23 de abril de 2018, que revogou o inciso I do artigo 
157 do CP, o emprego de arma branca no crime de roubo deixou de ser considerado como 
majorante, a justificar o incremento da reprimenda na terceira fase do cálculo dosimétrico, 
sendo, porém, plenamente possível a sua valoração como circunstância judicial 
desabonadora, nos moldes do reconhecido pelas instâncias ordinárias. 
STJ. 5ª Turma. REsp 1519860/RJ, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 17/05/2018. (Info 626) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A existência de sistema de vigilância em estabelecimento comercial não constitui óbice para 
a tipificação do crime de furto. 
Nota: Súmula 567-STJ: Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por 
existência de segurança no interior de estabelecimento comercial, por si só, não torna 
impossível a configuração do crime de furto. 
STF. 1ª Turma. HC 111278/MG, rel. orig. Min. Marco Aurélio, julgado em 10/4/2018. (Info 897) 
 
13. CRIME DE VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL (ART 184 DO CP) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Presentes a materialidade e a autoria, afigura-se típica, em relação ao crime previsto no 
artigo 184, parágrafo 2º, do Código Penal, a conduta de expor à venda CDs e DVDs piratas. 
STJ. 3ª Seção. REsp 1.193.196. Súmula 502-STJ 
 
14. CRIME CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A simulação de arma de fogo pode sim configurar a “grave ameaça”, para os fins do tipo do 
art. 213 do Código Penal. 
 
Nota: A simulação de arma de fogo pode sim configurar a “grave ameaça”. Isso porque a 
“grave ameaça” deve ser analisada com base no sentimento unilateral que é provocado no 
espírito da vítima subjugada. A existência de grave ameaça não depende do risco objetivo e 
concreto a que a vítima foi efetivamente submetida. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.916.611-RJ, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF 1ª Região), julgado em 
21/09/2021 (Info 711). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O “cliente” da exploração sexual (art. 218-B do CP) pode ser punido sozinho, ou seja, 
mesmo que não haja um proxeneta. 
Nota: O delito previsto no art. 218-B, § 2º, inciso I, do Código Penal, na situação de 
exploração sexual, não exige a figura do terceiro intermediador. STJ. 3ª Seção. EREsp 
1.530.637/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 24/03/2021 (Info 690). 
STJ. 3ª Seção. EREsp 1.530.637/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 24/03/2021. (Info 690) 
https://migalhas.uol.com.br/
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PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
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NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Para que se configure ato libidinoso, não se exige contato físico entre ofensor e vítima. 
Assim, doutrina e jurisprudência sustentam a prescindibilidade do contato físico direto do 
réu com a vítima, a fim de priorizar o nexo causal entre o ato praticado pelo acusado, 
destinado à satisfação da sua lascívia, e o efetivo dano à dignidade sexual sofrido pela 
ofendida. 
 
Nota: Segundo a posição majoritária na doutrina (ex. Cleber Masson e Rogério Sanches, por 
exemplos), a simples contemplação lasciva já configura o “ato libidinoso” descrito nos arts. 
213 e 217-A do Código Penal, sendo irrelevante, para a consumação dos delitos, que haja 
contato físico entre ofensor e ofendido. É o mesmo entendimento do STJ. 5ª Turma. RHC 
70976-MS, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 2/8/2016 (Info 587). 
Assim, a 6ª Turma do STJ no informativo (685) decidiu assim como a doutrina e jurisprudência 
que sustentam a PRESCINDIBILIDADE DO CONTATO FÍSICO DIRETO DO RÉU COM A VÍTIMA, A 
FIM DE PRIORIZAR O NEXO CAUSAL ENTRE O ATO PRATICADO PELO ACUSADO, DESTINADO À 
SATISFAÇÃO DA SUA LASCÍVIA, E O EFETIVO DANO À DIGNIDADE SEXUAL SOFRIDO PELA 
OFENDIDA. 
Veja ainda: Em situações excepcionais, tem-se que o crime de estupro pode se caracterizar, 
inclusive, em situações nas quais não há contato físico entre o agente e a vítima. STJ. 5ª 
Turma. HC 611.511/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, DJe 15/10/2020. 
STJ. 6ª Turma. HC 478.310, Rel. Min. Rogério Schietti, julgado em 09/02/2021. (Info 685) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A irmã de vítima do crime de estupro de vulnerável responde por conduta omissiva 
imprópria se assume o papel de garantidora. 
Nota: Para que uma pessoa responda por um crime omissivo impróprio é preciso que, na 
situação concreta, ela tivesse o dever legal de agir e, mesmo assim, deixou de atuar, o que 
acabou auxiliando na produção do resultado delituoso e há três hipóteses legais acerca do 
dever de agir: art. 13, §2°, do CP: “A omissão é penalmente relevante quando o omitente 
devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem: a) tenha por lei 
obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;b) de outra forma, assumiu a responsabilidade 
de impedir o resultado; c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do 
resultado.” 
No caso concreto, a irmã assumiu a responsabilidade ao levar a criança para a sua casa sem a 
companhia da genitora e criou risco da ocorrência do resultado ao não denunciar o agressor, 
mesmo ciente de suas condutas, bem como ao continuar deixando a menina sozinha em casa. 
STJ. 5ª Turma. HC 603.195-PR, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 06/10/2020. (Info 681) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Não há nenhuma nulidade quando o Juiz refuta o exame pericial não esclarecedor nos 
crimes de estupro de vulnerável sem conjunção carnal, para, acolhendo as demais provas, 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
29 
principalmente o depoimento da vítima e das testemunhas, concluir pela condenação do 
réu, porque no sistema jurídico penal brasileiro vigora o princípio do “livre convencimento 
motivado” do julgador. 
STJ. 6ª Turma. AgRg nos EDcl no RHC 127.089/MG, Rel. Ministro Nefi Cordeiro, julgado em 24/11/2020. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
No crime sexual cometido durante vulnerabilidade temporária da vítima, sob a égide do 
art. 225 do Código Penal com a redação dada pela Lei n. 12.015/2009, a ação penal pública 
é condicionada à representação. 
Nota: DIVERGÊNCIA -Em casos de vulnerabilidade da ofendida, a ação penal é pública 
incondicionada, nos moldes do parágrafo único do art. 225 do CP. Esse dispositivo não fez 
qualquer distinção entre a vulnerabilidade temporária ou permanente, haja vista que a 
condição de vulnerável é aferível no momento do cometimento do crime, ocasião em que há 
a prática dos atos executórios com vistas à consumação do delito. Em outras palavras, seja a 
vulnerabilidade permanente ou temporária, no caso de estupro de vulnerável a ação penal é 
sempre incondicionada. STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 1103678/PR, Rel. Min. Ribeiro Dantas, 
julgado em 26/02/2019. 
 
ATENÇÃO: A discussão acima exposta existia antes da Lei nº 13.718/2018. Atualmente não 
interessa mais, salvo para definir situações pretéritas. Isso porque a Lei 13.718/2018 alterou 
a redação do art. 225 do CP e passou a prever que TODOS os crimes contra a dignidade 
sexual são de ação pública incondicionada (sempre). Não há exceções! 
REsp 1.814.770-SP, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 05/05/2020, DJe 
01/07/2020. (Info 675 STJ) 
Mesmo sentido: STJ. 5ª Turma. RHC 148.695/MG, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonsenca, julgado em 17/08/2021. 
 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A conduta caracterizada como “beijo lascivo”, contra criança de 05 (cinco) anos de idade, se 
subsome a prática do crime de estupro de vulnerável, previsto no art. 217-A do Código Penal. 
Não é possível desclassificar essa conduta para a contravenção penal de molestamento (art. 
65 do Decreto-Lei nº 3.668/41). 
STF. 1ª Turma. HC 134591/SP, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 1/10/2019. (Info 
954) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O crime de assédio sexual (art. 216-A do CP) é geralmente associado à superioridade 
hierárquica em relações de emprego, no entanto pode também ser caracterizado no caso de 
constrangimento cometido por professores contra alunos. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1759135/SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Rel. p/ Acórdão Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 
13/08/2019 (Info 658). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201901450535%27.REG.
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
30 
Não é possível a desclassificação da figura do estupro de vulnerável (art. 217-A do CP) para o 
crime do art. 215-A do CP (importunação sexual). Isso porque o tipo penal do art. 215-A é 
praticado sem violência ou grave ameaça e o delito do art. 217-A inclui a presunção absoluta 
de violência ou grave ameaça, por se tratar de menor de 14 anos. 
STJ. 3ª Seção. AgRg na RvCr 4.969/DF, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 26/06/2019. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O crime previsto no inciso I do § 2º do artigo 218-B do Código Penal se consuma 
independentemente da manutenção de relacionamento sexual habitual entre o ofendido e o 
agente. 
Nota: basta um único contato para configuração do crime. Além disso, o cliente pode ser punido 
sozinho, ainda que não exista um proxeneta. 
HC 371.633/SP, Rel. Min. Jorge Mussi, por unanimidade, julgado em 19/03/2019, DJe 26/03/2019. (Info 645) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
No artigo 218-B do Código Penal não basta aferir a idade da vítima, devendo-se averiguar se o 
menor de 18 (dezoito) anos ou a pessoa enferma ou doente mental, não tem o necessário 
discernimento para a prática do ato, ou por outra causa não pode oferecer resistência. 
Nota: imaturidade associada à má situação financeira o torna vulnerável. 
HC 371.633-SP, Rel. Min. Jorge Mussi, por unanimidade, julgado em 19/03/2019, DJe 26/03/2019. (Info 645) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A conduta consistente em manter casa para fins libidinosos, por si só, não mais caracteriza 
crime, sendo necessário, para a configuração do delito, que haja exploração sexual, assim 
entendida como a violação à liberdade das pessoas que ali exercem a mercancia carnal. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.683.375-SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 14/08/2018. (Info 631) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A Súmula 608 do STF permanece válida mesmo após o advento da Lei nº 12.015/2009. Assim, 
em caso de estupro praticado mediante violência real, a ação penal é pública incondicionada 
mesmo após a Lei nº 12.015/2009. 
STF. 1ª Turma. HC 125360/RJ, rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 27/2/2018. (Info 892) 
 
15. CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
É inconstitucional a aplicação do preceito secundário do art. 273 do Código Penal, com 
redação dada pela Lei nº 9.677/98 (reclusão, de 10 a 15 anos, e multa), à hipótese 
prevista no seu § 1ºB, I, que versa sobre a importação de medicamento sem registro no 
órgão de vigilância sanitária. 
 
Nota: Para esta situação específica, fica repristinado o preceito secundário do art. 273, na 
redação originária (reclusão, de 1 a 3 anos, e multa). 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
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STF. Plenário. RE 979962/RS, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 24/3/2021 (Repercussão Geral – Tema 1003). (Info 1011) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
NÃO será possível aplicar para o réu que praticou o art. 273, § 1º-B do CP a causa de diminuição 
prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006, por ausência de previsão legal. 
Nota: Divergências 
Para a 5ª Turma: SIM, é possível. Nesse sentido: STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 1810273/SP, Rel. 
Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 01/10/2019. 
O § 1º-B foi inserido no art. 273 do CP por força da Lei 9.677/98. O objetivo do legislador foi o de 
punir pessoas que vendem determinados “produtos destinados a fins terapêuticos ou 
medicinais” e que, embora não se possa dizer que sejam falsificados, estão em determinadas 
condições que fazem com que seu uso seja potencialmente perigoso para a população. A pena 
prevista pelo legislador para o § 1º-B foi de 10 a 15 anos de reclusão. Ocorre que essa pena é 
muito alta e, por conta disso, começou a surgir entre os advogados que militam na área a 
constante alegação de que essa reprimenda seria inconstitucional por violar o princípio da 
proporcionalidade. A tese foi acolhida pelo STJ? SIM. O STJ decidiu que o preceito secundário do 
art. 273, § 1º-B, inciso V, do CP é inconstitucionalpor ofensa aos princípios da proporcionalidade 
e da razoabilidade. O que o STF entende a respeito? O Plenário do STF ainda não se manifestou 
sobre o tema. No entanto, existem precedentes da Corte em sentido contrário ao que decidiu o 
STJ, ou seja, acórdãos sustentando que o § 1º-B do art. 273 é CONSTITUCIONAL (RE 829226 AgR, 
Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 10/02/2015; RE 844152 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 
02/12/2014). Para fins de concurso, você deve estar atento para o modo como a pergunta será 
formulada. Se indagarem a posição do STJ, é pela inconstitucionalidade. Se perguntarem sobre o 
STF, este possui precedentes sustentando que o art. 273, § 1º-B, do CP é constitucional. Caso o 
enunciado não diga qual dos dois entendimentos está sendo exigido, assinale a posição STJ 
porque esta foi divulgada em Informativo e é mais conhecida. STJ. Corte especial. AI no HC 
239363-PR, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 26/2/2015 (Info 559). STJ. 5ª Turma. AgRg 
no AREsp 1192979/SP, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 13/12/2018. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1740663/PR, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 11/06/2019. 
 
16. CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A empresa ostensiva, ou seja a importadora aparente, que não indica o verdadeiro importador 
das mercadorias pratica o delito tipificado no art. 299 do Código Penal (falsidade ideológica). 
Nota: demais, considera-se como local da infração a sede fiscal da pessoa jurídica responsável 
pela inserção, na Declaração de Importação, de seu nome como importadora ostensiva, 
sabedora de que o real importador é outro. 
STJ. 3ª Seção. AgRg no CC 175.542/PR, Rel. Joel Ilan Paciornik, julgado em 24/02/2021 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
32 
Na falsidade ideológica, o termo inicial da contagem do prazo da prescrição da pretensão 
punitiva é o momento da consumação do delito (e não o momento da eventual reiteração de 
seus efeitos). 
Nota: A falsidade ideológica é crime formal e instantâneo, cujos efeitos podem se protrair no 
tempo. 
STJ. 3ª Seção. RvCr 5233-DF, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 13/05/2020 (Info 672). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Adulterar placa de veículo reboque ou semirreboque não configura o crime do art. 311 do CP. 
STJ. 6ª Turma. RHC 98058-MG, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 24/09/2019 (Info 657). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Para tipificar o crime do art. 291 do CP, basta que o agente detenha a posse de petrechos 
destinados à falsificação de moeda, sendo prescindível que o maquinário seja de uso exclusivo 
para esse fim. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.758.958-SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 11/09/2018. (Info 633) 
 
17. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A conduta de ingressar em estabelecimento prisional com chip de celular não se subsome 
ao tipo penal previsto no art. 349-A do Código Penal. 
Nota: Cuidado para não confundir: A posse de chip de telefone celular pelo preso, dentro de 
estabelecimento prisional, configura falta disciplinar de natureza grave, ainda que ele não 
esteja portando o aparelho (STJ. 5ª Turma. HC 260122-RS, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, 
julgado em 21/3/2013). 
STJ. 5ª Turma. HC 619776/DF, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 20/04/2021 (Info 693). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O crime de exercício arbitrário das próprias razões é formal e consuma-se com o emprego 
do meio arbitrário, ainda que o agente não consiga satisfazer a sua pretensão. 
Nota: Na doutrina, há posição de que o crime é material (Nelson Hungria e Mirabete, por 
exemplos): Se o agente não conseguiu o resultado pretendido, ele não fez justiça pelas 
próprias mãos. Logo, o delito não se consumou. 
 
Entretanto, para o STJ, o tipo penal afirma que o sujeito age “para satisfazer” a sua pretensão 
sendo, então, suficiente, para a consumação do delito, que o agente tenha praticado atos 
para fazer justiça com as próprias mãos, ainda que não tenha conseguido. 
FRISA-SE QUE NÃO É NECESSÁRIO QUE O AGENTE TENHA ATINGIDO EFETIVAMENTE O SEU 
OBJETIVO. E, POR FIM, RESSALTA-SE QUE A SATISFAÇÃO, SE OCORRER, CONSTITUI MERO 
EXAURIMENTO DA CONDUTA. 
 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.860.791, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 09/02/2021. (Info 685) 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/54eea69746513c0b90bbe6227b6f46c3?categoria=11&subcategoria=110
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CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
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NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Aquele que compra o prestígio de alguém que alegava ter influência junto a órgão público para 
impedir um ato de fiscalização, apesar de praticar ato antiético e imoral, não comete nenhum 
ilícito se, ao fim e ao cabo, é enganado e não obtém o resultado esperado. 
STJ. 5ª Turma. RHC 122.913, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 15/12/2020. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O crime do art. 359-C do CP é próprio considerando que somente pode ser sujeito ativo do 
delito o agente público que tenha poderes para contrair obrigação em nome do ente que 
representa. 
STJ. 5ª Turma. AREsp 1.415.425-AP, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 19/09/2019. (Info 657) 
 
17.1 Crimes Diversos 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Para tipificação do art. 317 do Código Penal - corrupção passiva -, deve ser demonstrada a 
solicitação ou recebimento de vantagem indevida pelo agente público, não configurada 
quando há mero ressarcimento ou reembolso de despesa. 
Nota: Não comete crime o médico do SUS que cobra do paciente um valor pelo fato de utilizar, 
na cirurgia, a sua máquina particular de videolaparoscopia (que não é oferecida na rede 
pública). 
 
STJ. 5ª Turma. HC 541.447-SP, Rel. Min. João Otávio de Noronha, julgado em 14/09/2021 (Info 709). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A norma do art. 331 do Código Penal, que tipifica o crime de desacato, foi recepcionada 
pela Constituição de 1988. 
 
Nota: De acordo com a jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos e do 
Supremo Tribunal Federal, a liberdade de expressão não é um direito absoluto e, em casos de 
grave abuso, é legítima a utilização do direito penal para a proteção de outros interesses e 
direitos relevantes. 
STF. Plenário. ADPF 496, Rel. Roberto Barroso, julgado em 22/06/2020. (Info 992) 
Mesmo sentido: STF. 2ª Turma. HC 141949/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 13/03/2018. (Info 894) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Pratica corrupção passiva o Deputado Federal que recebe vantagem indevida para interceder 
junto a diretor da Petrobrás com o intuito de que fazer com que a empresa faça acordo com 
empresa privada e pague a ela determinadas quantias em atraso. 
Nota: o julgado trouxe novo entendimento indo ao encontro do julgado STJ 6ª Turma no Resp 
1745410, de 02/10/2018 (Informativo 635). 
STF. 2ª Turma. AP 1002/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 9/6/2020. (Info 981) 
 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
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NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Configura o crime de peculato-desvio o fomento econômico de candidatura à reeleição por 
Governador de Estado com o patrimônio de empresas estatais. 
REsp 1.776.680-MG, Rel. Min. Jorge Mussi, Quinta Turma, porunanimidade, julgado em 11/02/2020, DJe 21/02/2020. (Info 666-
STJ) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O administrador que desconta valores da folha de pagamento dos servidores públicos para 
quitação de empréstimo consignado e não os repassa a instituição financeira pratica peculato-
desvio, sendo desnecessária a demonstração de obtenção de proveito próprio ou alheio, 
bastando a mera vontade de realizar o núcleo do tipo. 
APn 814-DF, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Rel. Acd. Min. João Otávio de Noronha, Corte Especial, por maioria, julgado em 
06/11/2019, DJe 04/02/2020. (Info 664, STJ) 
 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Deputado Federal que recebe propina para apoiar permanência de diretor de estatal comete 
crime de corrupção passiva. 
STF. 1ª Turma. Inq 3515/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 8/10/2019. (Info 955). 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
O diretor de organização social pode ser considerado funcionário público por equiparação para 
fins penais (art. 327, § 1º do CP). Isso porque as organizações sociais que celebram contratos 
de gestão com o Poder Público devem ser consideradas “entidades paraestatais”, nos termos 
do art. 327, § 1º do CP. 
Nota: São considerados funcionários públicos para fins penais: Diretor de organização social STF. 
1ª Turma. HC 138484/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 11/9/2018 (Info 915). 
Administrador de Loteria STJ. 5ª Turma. AREsp 679.651/RJ, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado 
em 11/09/2018. Advogados dativos STJ. 5ª Turma. HC 264.459-SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da 
Fonseca, julgado em 10/3/2016 (Info 579). Médico de hospital particular 
credenciado/conveniado ao SUS (após a Lei 9.983/2000) STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 
1101423/RS, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 06/11/2012. Estagiário de órgão ou 
entidade públicos STJ. 6ª Turma. REsp 1303748/AC, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 
25/06/2012. 
STF. 1ª Turma. HC 138484/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 11/09/2018. (Info 915) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Pratica corrupção passiva o Deputado que concede apoio político à permanência de Diretor 
da Petrobrás em troca do recebimento de propina. 
STF. 2ª Turma. AP 996/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 29/5/2018. (Info 904) 
 
17.2 Descaminho 
 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201802862763%27.REG.
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201500798123%27.REG.
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PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
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NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Para aplicação da majorante prevista no art. 334, § 3º, do Código Penal, é necessária a 
condição de clandestinidade. 
Nota: 
A majorante somente pode ser aplicada quando houver uma maior reprovabilidade da 
conduta, caracterizada pela atuação do imputado no sentido de dificultar a fiscalização 
estatal, por meio da clandestinidade. 
Em sentido contrário: STJ e 1ª Turma do STF: NÃO. 
O art. 334, § 3º, do Código Penal prevê a aplicação da pena em dobro se “o crime de 
contrabando ou descaminho é praticado em transporte aéreo”. 
Se a lei não faz restrições quanto à espécie de voo que enseja a aplicação da majorante, não 
cabe ao intérprete restringir a aplicação do dispositivo legal, sendo irrelevante que o 
transporte seja clandestino ou regular. 
STJ. 5ª Turma. HC 390.899/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 23/11/2017. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1850255/SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 
26/05/2020. 
O art. 334, § 3º, do CP, ao versar sobre o aumento da sanção nos casos de descaminho 
praticado 
em transporte aéreo, não distingue os casos de voos clandestinos ou regulares. 
STF. 1ª Turma. HC 169846, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 12/11/2019. 
STF. Plenário. HC 162553 AgR/CE, relator Min. Edson Fachin, redator do acórdão Min. Gilmar Mendes, julgado em 14/9/2021 
(Info 1030). 
Em sentido contrário: STJ e 1ª Turma do STF 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Compete à Justiça Federal o julgamento dos crimes de contrabando e de descaminho, ainda 
que inexistentes indícios de transnacionalidade na conduta. 
STJ. 3ª Seção. CC 160.748-SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 26/09/2018. (Info 635) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
É dispensada a existência de procedimento administrativo fiscal com a posterior constituição 
do crédito tributário para a configuração do crime de descaminho (art. 334 do CP), tendo em 
conta sua natureza formal. 
STF. 1ª Turma. HC 121798/BA, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 29/5/2018. (Info 904) 
 
17.3 Contrabando (Art. 334 A) 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Configura CONTRABANDO (e não descaminho) a conduta de importar, à margem da disciplina 
legal, arma de pressão por ação de gás comprimido ou por ação de mola. 
Não é possível aplicar o princípio da insignificância mesmo que a arma de ar comprimido 
importada seja de calibre inferior a 6 mm, já que este postulado é incabível para contrabando. 
STF. 2ª Turma. HC 131943/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, red. p/ o ac. Min. Edson Fachin, julgado em 7/5/2019. (Info 939) 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA – TURMA 7 
 
CICLO I – SEMANA 01 
 
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Mesmo sentido: STJ. 5ª Turma. REsp 1428628/RS, julgado em 28/04/2015/STJ. 6ª Turma. REsp 1.427.726-RS, julgado em 
14/10/2014. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Compete à Justiça Federal a condução do inquérito que investiga o cometimento do delito 
previsto no art. 334, § 1º, IV, do Código Penal, na hipótese de venda de mercadoria estrangeira, 
permitida pela ANVISA, desacompanhada de nota fiscal e sem comprovação de pagamento de 
imposto de importação. 
STJ. CC 159.680-MG, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, por unanimidade, julgado em 08/08/2018, DJe 20/08/2018. 
 
17.4 Denunciação Caluniosa (Art.339) 
 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
Se, em razão da comunicação falsa de crime, houve a instauração de inquérito policial, sendo 
a falsidade descoberta durante os atos investigatórios nele realizados, o delito cometido é o 
de denunciação caluniosa, previsto no art. 339 do CP. O fato de o indivíduo apontado 
falsamente como autor do delito inexistente não ter sido indiciado no curso da investigação 
não é motivo suficiente para desclassificar a conduta para o crime do art. 340. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1482925-MG, Rel. Min. Sebastião Reis, julgado em 6/10/2016. (Info 592) 
 
17.5 Conceito de Funcionário Público e Causa de Aumento do Art. 327§2° do CP 
 
Resumão: São considerados funcionários públicos para fins penais: Diretor de organização social 
STF. 1ª Turma. HC 138484/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 11/9/2018 (Info 915). 
Administrador de Loteria STJ. 5ª Turma. AREsp 679.651/RJ, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado 
em 11/09/2018. Advogados dativos STJ. 5ª Turma. HC 264.459-SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da 
Fonseca, julgado em 10/3/2016 (Info 579). Médico de hospital particular 
credenciado/conveniado ao SUS (após a Lei 9.983/2000) STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 
1101423/RS, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 06/11/2012. Estagiário de órgão ou 
entidade públicos STJ. 6ª Turma. REsp 1303748/AC, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 
25/06/2012. 
 
NO CONCURSO SERÁ COBRADO DA SEGUINTE FORMA... 
A causa de aumento do art. 327, § 2º, do CP não se aplica para autarquias. 
Nota: Isso porque o dispositivo legal menciona apenas órgãos, sociedade de economia mista, 
empresas públicas e fundações. 
STF. 2ª Turma. AO 2093/RN, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 3/9/2019. (Info 950) 
 
 
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=CC159680

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