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Proteção de sistemas de elétricos Transformadores de corrente (TCs) Introdução • A proteção de Sistemas Elétricos de Potência é feita pelos relés. Os relés são sensores que, estrategicamente colocados no sistema, efetuam a proteção do mesmo. • Quando há uma perturbação ou defeito no sistema que sensibilize o relé, o mesmo atua, isolando o defeito do resto do sistema. • Como os níveis de tensões e corrente em um sistema elétrico são grandes, os relés operam energizados por transformadores de tensão e corrente. • Os transformadores de corrente são equipamentos redutores de corrente para fins de medição e proteção. Introdução • As principais normas e guias são: 1) NBR-6856, foi substituída pela norma NBR-IEC 61869-2; 2) IEEE Std C57.13-1993; 3) IEEE Std C37.110-2007. • Embora a NBR-6856 não seja mais válida no Brasil, pois agora segue- se aqui a Norma IEC, é interessante discuti-la para entendimento do histórico de como foram as mudanças de exatidão ao longo do tempo e também porque existem muitos equipamentos instalados que foram fabricados com base nessa norma e ainda se encontram instalados. Transformador de Corrente ➢ É um equipamento monofásico que possui pelo menos dois enrolamentos, um denominado primário e o outro(s) denominado(s) secundário, sendo isolados eletricamente um do outro, porém acoplados magneticamente, e que são utilizados para reduzir a corrente a valores baixos (normalmente 1 ou 5 A): ➢ O transformador de corrente tem basicamente três finalidades: 1. Isolar equipamentos de medição, controle e relés do circuito de Alta Tensão (AT). Ou seja, isolar eletricamente o circuito de potência dos instrumentos; 2. Promover a segurança do pessoal; 3. Padronizar os valores de corrente dos relés e medidores. Transformador de Corrente ➢Alimentar os relés de proteção e os medidores com valores proporcionais de correntes (em módulo, ângulo e forma de onda) que circulam na rede de alta tensão, dentro de seus limites nominais (amperes): • Relés de distância; • Relés de sobrecorrente; • Relés diferenciais; • Amperímetros. Ligação do Transformador de Corrente • Equipamento monofásico. • O enrolamento primário do TC é ligado em série com a carga. • Os instrumentos conectados ao secundário do TC devem estar ligados em série, a fim de que não constituam um circuito divisor de corrente e comprometam as medições. Ligação do Transformador de Corrente • Como o TC é conectado em série com o circuito de força, deve provocar pouca queda de tensão no sistema. • Por isso, o primário é composto normalmente de poucas espiras de fio grosso e o circuito secundário de várias espiras de fio fino. Ligação do Transformador de Corrente • Na norma NBR 6856 os TCs de proteção se dividem em: 1) TCs de Baixa Impedância (enrolamento secundário uniformemente distribuído no núcleo). São designados pela letra B. 2) TCs de Alta Impedância. São designados pela letra A. Terminologia • Burden de um relé: é a carga que o relé impõe no circuito onde ele está conectado. • Burden de um TC: É a potência máxima que pode ser conectada no secundário de um TC. O burden é expresso em VA ou em Ohms. Terminologia • Característica de excitação secundária: é a curva característica que representa a tensão secundária que o TC entrega em função da corrente de excitação. Esta curva normalmente é apresentada em escala bilogaritmica com a tensão secundária (Vs) plotada no eixo das ordenadas e a corrente de excitação (Ie) secundária, no eixo das abscissas. Terminologia • Exatidão: a exatidão expressa o erro máximo que o TC admite, para uma condição especificada. • Como exemplo seja a exatidão ABNT 10B100: significa que o referido TC foi projetado para admitir um erro máximo de 10 % para 20In e consegue entregar até 100 V. ProteçãoMedição O hífen (-) deve ser usado para separar correntes nominais de enrolamentos diferentes, por exemplo, 300-5 A, 300-300-5 A (dois enrolamentos primários), 300-5-5 (dois enrolamentos secundários). Terminologia • Fator de sobrecorrente nominal: é o fator que aplicado à corrente nominal secundária que irá dizer até onde o TC mantém o erro (mas já não trabalha na região linear e sim na região saturada da curva de excitação secundária do TC) quando burden nominal está conectado no secundário. A norma IEC define este fator como ALF (Accuracy Limit Factor). • Fator térmico nominal: traduz a sobrecarga de corrente que o TC suporta permanentemente. Os fatores térmicos nominais conforme NBR-6856 são: 1,0; 1,2; 1,3; 1,5 e 2. • No dimensionamento de um TC, o fator térmico nominal é determinado considerando a elevação de temperatura admissível para os materiais isolantes utilizados na sua fabricação. Em alguns casos, os fabricantes consideram a elevação de temperatura admissível de 55°C. Terminologia • Fator de saturação [Ks]: É a relação da tensão de saturação Vx do TC e a tensão de excitação. Este fator expressa o quão próximo da saturação o TC está para uma dada aplicação. • Fluxo residual ou remanescente: É a densidade de fluxo na qual mesmo a força magneto-motriz sendo zero o material está numa condição, simetricamente e ciclicamente magnetizado. A remanescência ocorre quando a densidade de fluxo fica mantida num circuito mesmo após a remoção da força magneto-motriz. A remanência, também conhecida como magnetização remanescente ou magnetismo residual, refere-se à magnetização que permanece em um material ferromagnético após a remoção de um campo magnético externo. De forma coloquial, podemos pensar nela como a “memória magnética” do material. Terminologia • Saturação: Estado que atinge um TC quando sai da região de resposta linear, seja por elevada corrente primária, elevado burden secundário, elevada componente DC ou por fluxo remanescente. • Saturação AC: A saturação é dita AC, quando a tensão de componente alternada da corrente de curto-circuito, gerada pelo produto da corrente de curto-circuito simétrica AC referida ao secundário pela impedância total do circuito secundário ultrapassa a tensão máxima que o TC pode gerar. • Saturação DC: A saturação é dita DC quando provocada por uma corrente de curto- circuito assimétrica, sendo a tensão secundária diretamente proporcional à relação X/R do circuito. A componente DC aumenta o fluxo na relação (1+X/R) x o fluxo resultante da componente senoidal. Terminologia • Tensão de Ponto de Joelho (knee point voltage): A norma ANSI apresenta duas definições: a) Ponto sobre a curva de excitação secundária em que uma reta tangente à mesma, faz uma inclinação de 45° com o eixo das abscissas. A curva de excitação secundária deve ser plotada em escala bilogaritmica e cujas ordenadas e abscissas tenham o mesmo valor de década. Esta definição se aplica para TCs sem gap ou entreferro. Quando o TC possui entreferro, a definição é a mesma substituindo-se a inclinação da reta tangente de 45° para 30°. Terminologia • Tensão de Ponto de Joelho (knee point voltage): A norma ANSI apresenta duas definições: b) Tensão senoidal de frequência nominal aplicada aos terminais secundários de um TC com os demais enrolamentos abertos, que incrementada em 10 % irá provocar um aumento na corrente de excitação de 50 %. Esta definição também é a mesma definição da norma IEC 61869-2. Até este valor de tensão a variação da tensão/corrente/fluxo é praticamente linear. Terminologia • Tensão de saturação Vx: É a tensão simétrica no enrolamento secundário a qual o pico de indução excede a densidade de fluxo de saturação. A localização do ponto Vx é determinada graficamente pelo prolongamento das partes retas da curva característica de excitação secundária (plotada em papel log x log na mesma década). Terminologia • Tensão secundária nominal: É a tensão nominal que aparece nos terminais de uma carga nominal conectadano secundário imposta por uma corrente de 20 vezes a corrente nominal secundária (norma ABNT ou ANSI) ou ALF x In (norma IEC), sem que o erro de relação exceda o valor especificado (normalmente 10 % para TCs de proteção). As tensões nominais padronizadas no Brasil são 10, 20, 50, 90, 100, 180, 200, 360, 400 e 800 V. Terminologia • Circuito equivalente: O TC pode ser representado pelo circuito equivalente abaixo. • I1 = corrente no primário do TC; I2 = corrente do primário referida ao secundário; Is = corrente no secundário do TC (na carga); Ie = corrente no ramo magnetizante do TC; n = número de espiras do TC; R’1 = resistência do enrolamento primário referida ao enrolamento secundário do TC; X’1 = reatância do enrolamento primário referida ao enrolamento secundário do TC; R2 = resistência no enrolamento secundário do TC; X2 = reatância do enrolamento secundário do TC; Xm = reatância do ramo magnetizante; Rf = resistência da fiação entre o TC e a proteção; Xf = reatância da fiação entre o TC e a proteção; Rprot = resistência do(s) circuito(s) de entrada de corrente da proteção; Xprot = reatância do(s) circuito(s) de entrada de corrente da proteção. Terminologia • Algumas simplificações podem ser feitas no circuito equivalente do TC: 1) Visto que o primário quase sempre é o próprio condutor e que os TCs são construídos com pequeno número de espiras primárias, os valores de R’1 e X’1 podem ser desprezados; 2) Como a maioria dos TCs utilizados para fins de proteção são de baixa impedância, a reatância X2 do circuito secundário pode ser desprezada. 3) A impedância de fiação normalmente é executada com cabos de baixa seção (2,5; 4 e 6 mm2) onde a resistência é predominante. Assim, a reatância indutiva (Xc) do cabo pode ser desprezada. 4) As entradas de corrente dos relés digitais apresentam característica predominantemente resistiva. Assim, a reatância do circuito de entrada de corrente do relé Xprot pode ser desprezada. Terminologia • Com as simplificações, o novo circuito equivalente é mostrado acima. ZB-C = “Burden” da carga imposto ao TC = Rf+Rprot ZB-Total = “Burden” total imposto ao TC = R2+Rf+Rprot Terminologia • Nuca se deve deixar o secundário de um TC aberto. • Ao abrir o seu secundário, toda corrente, que normalmente vai para a carga, só tem, agora um caminho, através do ramo magnetizante, o qual se sabe, apresenta impedância muito elevada. • Ao circular esta corrente elevada nesta impedância muito alta, surge uma tensão que pode atingir alguns kVs. Terminologia • Desta forma, coloca-se em risco a vida das pessoas que estão “trabalhando” em seu secundário. • Outro risco é o de explosão, pelo fato do TC não suportar estas sobretensões por tempo prolongado. Terminologia • TC Janela: É um TC cujo enrolamento secundário é isolado e montado sobre o núcleo, mas não apresenta nenhum enrolamento primário como parte integrante do TC. O enrolamento primário apresenta uma única espira que consiste do próprio condutor que passa dentro da janela do núcleo. Ou seja, não possui um primário fixo no transformador e é constituído de uma abertura no núcleo por passa o condutor que forma o circuito primário. • TC Barra: O primário é constituído por uma barra fixada através do núcleo. • TC Bucha: É um TC do tipo janela que é montado na bucha de equipamentos tais como transformadores, disjuntores, etc. • TC Enrolado: O primário possui uma ou mais espiras envolvendo o núcleo. • TC Ground Sensor (TC GS): Também é uma forma de TC janela, porém, as três fases passam dentro da mesma janela e são utilizados para proteção de terra, pois em circuitos equilibrados a soma das três correntes dentro da janela se anulam. Em condições de falta à terra a soma das correntes não se anula e então, uma tensão secundária é induzida e uma corrente irá circular. Terminologia • Tipos de TCs: janela, barra e de bucha. Diz-se que um TC é de baixa impedância, quando o enrolamento secundário é uniformemente distribuído ao longo do núcleo. Terminologia • Terminais P1 e P2 – primário, vai estar conectado no sistema. • Terminais S1 e S2 – secundário. • Observar a indicação do ponto da polaridade em P1 e S1. Relações Básicas para o Transformador de Corrente • As relações básicas aplicadas para transformadores de força aplicam-se também aos TCs. • Sendo os transformadores de uma máquina de alta eficiência, pode-se dizer que a potência primária é igual à potência secundária: 𝑆1 = 𝑆2 𝑉1𝐼1 = 𝑉2𝐼2 𝐼1 𝐼2 = 𝑉2 𝑉1 Relações Básicas para o Transformador de Corrente • Da igualdade das forças magneto motrizes pode-se escrever: • A relação entre as variáveis tensão, corrente, número de espiras e impedância do TC pode ser escritas conforme: 𝑁1𝐼1 = 𝑁2𝐼2 𝐼1 𝐼2 = 𝑁2 𝑁1 𝑆1 = 𝑆2 𝑉1 2 𝑍1 = 𝑉2 2 𝑍2 𝐼1 𝐼2 = 𝑁2 𝑁1 = 𝑉2 𝑉1 = 𝑍2 𝑍1 Relações Básicas para o Transformador de Corrente • Por fim, define-se a relação do TC será chamada de RTC e é calculada conforme: 𝑅𝑇𝐶 = 𝑁2 𝑁1 = 𝐼1 𝐼2 𝐼2 = 𝐼1 𝑅𝑇𝐶 • Como os equipamentos de proteção são padronizados para 5 A, as relações de transformação do TC são convencionalmente denotadas por X/5. Relação de transformação do TC (RTC) • Pela NBR6856 da ABNT, as correntes primárias do TC são de 5, 10, 15, 20, 25, 30, 40, 50, 60, 75, 100, 150, 200, 250, 300, 400, 500, 600, 800, 1000, 1200, 1500, 2000, 2500, 3000, 4000, 5000, 6000 e 8000 A. Exercício 1 • Considere o TC abaixo e calcule a relação de transformação e a corrente secundária que passa pelo relé. 𝑅𝑇𝐶 = 𝑁2 𝑁1 = 600 20 = 30 = 150 5 Esta relação indica que quando passa 30 A no primário do TC, no secundário passa 1 A. A corrente secundária que passa pelo relé: 𝐼2 = 𝐼1 𝑅𝑇𝐶 = 120 30 = 4 𝐴 Exercício 2 • Vamos considerar um TC com relação de transformação (RTC) de 500 A / 5A. Assumindo que a corrente que atravessa o primário seja igual a 240 A e uma carga 𝑍𝑆𝑇𝐶 = 0,7 Ω é aplicada ao seu secundário, determine a corrente e a tensão secundárias resultantes. Fator de sobrecorrente • O fator de sobrecorrente (FS) do TC é definido pela relação da máxima corrente de curto-circuito (Ipmáximo curto−circuito) que pode passar pelo primário do TC e a sua corrente nominal (Ipnominal TC), para que a sua classe de exatidão seja mantida. • FS = Ipmáximo curto−circuito Ipnominal TC • As precisões do transformador de corrente para proteção são 2,5 %, 5 % ou de 10 %. O valor mais comum é o de 10 %. Fator de sobrecorrente do TC Fator de sobrecorrente do TC - exemplo • O valor do fator de sobrecorrente é padronizado FS = 20. • Por exemplo, um TC com relação de transformação de 600/5 e FS = 20, só pode ser utilizado em um sistema elétrico, se a máxima corrente de curto- circuito no local de instalação do TC não ultrapassar o valor de: • Ipmáximo curto−circuito = 20x600 = 12 kA Isso significa que para corrente de curto-circuito menor que 12 kA o erro que o TC envia ao secundário é menor ou igual a 10 %. Fator de sobrecorrente do TC • Construtivamente, o FS produz uma limitação no TC quanto ao seu erro. Esta limitação é dada por: 𝑰𝒄𝒖𝒓𝒕𝒐−𝒄𝒊𝒓𝒄𝒖𝒊𝒕𝒐 ≤ 𝑭𝑺. 𝑰𝒑 𝒏𝒐𝒎𝒊𝒏𝒂𝒍 𝒅𝒐 𝑻𝑪 • A limitação acima é a garantia do TC não ultrapassar o seu erro de sua classe de exatidão. • Na situação de curto-circuito máxima, o TC ainda terá um comportamento adequado, com um pequeno nível de saturação e de erro. Determinação da RTC a) Aplicar o critério da carga nominal do alimentador (máxima corrente de carga). b) Aplicar o critério do curto-circuito. De forma a atender aos 2 critérios, a relação nominal deve ser a maior calculada. Determinação da RTC - exemplo 1) Dimensionar o transformador de corrente para o circuito abaixo. Determinação da RTC - exemplo 1) Dimensionar o transformador de corrente para o circuito abaixo. a) Cálculo da corrente máxima do circuito: I = Scarga 3Vlinha = 10000 3 ∗ 69 = 83,8 A Nesse critério, o TC deveter relação de: 100-5 A Determinação da RTC - exemplo 1) Dimensionar o transformador de corrente para o circuito abaixo. b) Calcular a relação de transformação do TC para evitar a saturação: I = ICC3φ FS = 7500 20 = 375 A Nesse critério, o TC deve ter relação de: 400-5 A Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) • A característica de Excitação secundária de um TC é uma curva de saturação. • Esta curva representa a tensão induzida no secundário versus a corrente de excitação, que é a corrente que circula no ramo magnetizante do TC. • O ensaio para a determinação desta curva é um ensaio a vazio, ou seja, de circuito aberto. • Para que o TC possa entregar a tensão especificada em seus terminais secundários (S1-S2), o TC tem que induzir no secundário uma tensão maior que a dos terminais. Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) • Curva de excitação típica de um TC 10B50 • Esta curva representa o quanto de corrente é desviada para o ramo magnetizante, ou seja, é esta corrente que provoca o erro no TC. Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) • O erro máximo no TC, por norma ocorre a 20 vezes a corrente nominal (20In), quando o fator de sobrecorrente (FS) é 20 ou o ALF é 20. • Isto significa que o erro é calculado para 20 x 5 A = 100 A, para um TC de corrente nominal secundária de 5 A e 20 x 1 A= 20 A, para um TC de 1 A. Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) • Supondo um erro de 10 % (típico de um TC), e corrente nominal secundária de 5 A, a corrente de erro correspondente a 10 % de 100 A (20In) vale 10 A. • Obviamente, com erro máximo de 10 % o TC já se encontra na região saturada. Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) • Isto responde a algumas perguntas levantadas as vezes por alunos e profissionais, o TC de proteção pode saturar? A resposta é: Não só pode, como satura e está dentro do erro padronizado pelas normas e tido como aceitável. Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) • Como o TC em análise consegue entregar 50 V nos seus terminais a 20In (10B50), o burden nominal deste TC é calculado conforme: 𝑍𝐵𝑢𝑟𝑑𝑒𝑛 = 𝑉𝑇𝑒𝑟𝑚𝑖𝑛𝑎𝑖𝑠 20𝑥𝐼𝑛 = 50 20𝑥5 = 0,5 Ω • Assim, na corrente nominal, este TC estaria com o seguinte valor de tensão: 𝑉𝑠𝑒𝑐 = 𝑍𝐵𝑢𝑟𝑑𝑒𝑛𝐼𝑛 Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) • Supondo uma resistência interna de 0,2 Ohms para este TC, o burden total imposto ao TC seria: 𝑍𝐵𝑢𝑟𝑑𝑒𝑛 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑍𝐵𝑢𝑟𝑑𝑒𝑛 + 𝑍𝑇𝐶 = 0,5 + 0,2 = 0,7 Ω • Para o TC em questão a tensão secundária ficaria: 𝑉𝑁 = 𝑍𝐵𝑢𝑟𝑑𝑒𝑛 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙𝐼𝑛 = 0,7𝑥5 = 3,5 𝑉 Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) • Para esta tensão (3,5 V) tem-se uma corrente desviada para o ramo magnetizante de 0,045 A (45 mA). Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) • Ou seja, com burden nominal e corrente nominal este TC estaria com um erro igual a: 𝜀 % = 𝐼𝑒 𝐼𝑛 𝑥100 = 0,045 5 𝑥100 = 0,9 % Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) • Assim, este TC dá um erro de 0,9 % na corrente nominal e a 20In com burden nominal daria 10 %. Logo, conclui-se que o TC satura na maioria das vezes que ocorre curto-circuito. Erro do transformador de corrente • Os relés de sobrecorrente devem atuar adequadamente para correntes de curto-circuito. Não há necessidade de obter exatidão absoluta na corrente secundária do relé, mas apenas ter um valor aproximado de sua grandeza. • A proteção atua para correntes de curto-circuito elevadas e estas podem levar à saturação o núcleo magnético do TC. Erro do transformador de corrente • Na operação normal do sistema a corrente de carga é pequena e o fluxo magnético do núcleo do TC opera com valor pequeno, dentro da região linear da curva de magnetização. • Neste caso, o erro do TC é pequeno. Erro do transformador de corrente • Saturação acontece quando o fluxo magnético que está no núcleo alcança um valor tão elevado que o ferro não consegue variar o fluxo no núcleo. • Se não tem variação de fluxo na bobina, não temos corrente ou tensão induzida no secundário. • Esse é o problema da saturação do TC. Erro do transformador de corrente Erro do transformador de corrente • Durante o defeito, isto é, durante o período onde a corrente de curto- circuito é alta, a prioridade não é fazer medições, mas sim, fazer a proteção atuar adequadamente o mais rápido possível dentro das limitações operativas e de coordenação. • Nesse caso, o importante é a rapidez e não a precisão. Usa-se na proteção durante os curtos-circuitos precisões de 2,5 %, 5 % ou 10 % nas correntes secundárias do TC. Erro do transformador de corrente • Admite-se uma corrente máxima de curto- circuito, de modo que o fluxo magnético fique a 2,5 %, 5 % ou 10 % dentro da região não linear da curva. LOGO, AO REALIZAR O DIMENSIONAMENTO DE TCS PARA PROTEÇÃO É FUNDAMENTAL QUE SE VERIFIQUE A SATURAÇÃO DO TC DIANTE DE CORRENTES DE CURTO- CIRCUITOS NO SISTEMA ELÉTRICO, PARA QUE NÃO OCORRAM DISTORÇÕES DO SINAL DE CORRENTE. Dados do TC • Os requisitos a serem especificados para o TC são: 1) Corrente nominal primária e secundária; 2) Relação nominal do TC; 3) Tensão máxima, frequência e nível de isolamento; 4) Carga nominal; 5) Classe de exatidão; 6) Fator térmico nominal; 7) Corrente térmica nominal de curta duração para 1 segundo; 8) Corrente dinâmica nominal; Tensão máxima e nível de isolamento Cargas Nominais ABNT – NBR 6856 Designação VA In [A] Impedância [Ω] cosφ R [Ω] X [Ω] C25 25 5 1,0 0,5 0,5 0,866 C50 50 5 2,0 0,5 1 1,732 C100 100 5 4,0 0,5 2 3,464 C200 200 5 8,0 0,5 4 6,928 ANSI C57.13 B-1 25 5 1,0 0,5 0,5 0,866 B-2 50 5 2,0 0,5 1 1,732 B-4 100 5 4,0 0,5 2 3,464 B-8 200 5 8,0 0,5 4 6,928 IEC 60044-1 2.5 VA CLASS 2,5 5 0,1 5 VA CLASS 5 5 0,2 10 VA CLASS 10 5 0,4 15 VA CLASS 15 5 0,6 30 VA CLASS 30 5 1,2 Fator térmico (Ft) • Fator que se aplicado à corrente primária nominal determina a corrente primária máxima, ou corrente térmica contínua nominal, que o TC é capaz de conduzir em regime contínuo, na frequência nominal e com a maior carga especificada, sem que exceda os limite de elevação de temperatura e da classe de exatidão especificados. • Os fatores normalizados são: 1,0 1,2 1,3 1,5 2,0 𝐹𝑡 = 𝐼𝑃𝑚á𝑥𝑖𝑚𝑎 𝐼𝑃𝑛𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 A especificação do fator térmico é feita para que o TC possa suportar as correntes de sobrecargas do sistema sem ser danificado. Fator térmico (Ft) - exemplo • Qual a máxima corrente de regime permanente que pode passar pelo alimentador do diagrama unifilar abaixo. 𝐹𝑡 = 𝐼𝑃𝑚á𝑥𝑖𝑚𝑎 𝐼𝑃𝑛𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 1,3= 𝐼𝑃𝑚á𝑥𝑖𝑚𝑎 600 IPmáxima = 780 A Correntes de curta duração (curto-circuito) • Os TCs devem ter especificação para suportar duas correntes de curta duração: 1) Corrente térmica nominal de curta duração (It): valor eficaz máximo da corrente primária que o TC deverá ser capaz de suportar por determinado tempo (em geral 1s, mas, pode chegar até 5s) sem apresentar efeitos danosos. 2) Corrente dinâmica nominal (Id): valor de pico da corrente primária que o TC deve suportar sem ser elétrica ou mecanicamente danificado em virtude das forças eletromagnéticas resultantes. Em geral, Id = 2,5It. Exatidão dos TCs para proteção • A exatidão dos TCs no Brasil, antes da NBR 6856 era apresentada, por exemplo, conforme: B10F20C25 • O significado dessa exatidão era: ➢ B – TC de baixa impedância. Quando era de alta impedância utilizava-se a letra A. ➢10 – Erro percentual do TC quando ele está com “burden” nominal conectado em seu secundário e a 20In. ➢ F20 – Fator de sobrecorrente. ➢C25 – Carga máxima em VA que poderia ser conectada ao secundário deste TC, com burden nominale a 20In. Exatidão dos TCs para proteção • A partir da potência nominal de 25 VA, pode-se tirar qual o burden (impedância) nominal do TC: 𝑉𝐴 = 𝑍𝐵𝑢𝑟𝑑𝑒𝑛𝐼𝑁 2 𝑍𝐵𝑢𝑟𝑑𝑒𝑛 = 𝑉𝐴 𝐼𝑛 2 = 25 52 = 1 Ω Exatidão dos TCs para proteção • A tensão máxima que este TC consegue entregar, no secundário, mantendo o erro de 10 %, a 20In, com burden nominal é: 𝑉𝑆𝐸𝐶 = 𝑍𝐵𝑢𝑟𝑑𝑒𝑛20𝐼𝑛 = 1𝑥20𝑥5 = 100 𝑉 Exatidão dos TCs para proteção • Quando houve a edição da norma NBR 6856, optou-se por escrever a exatidão dos TCs no Brasil da mesma forma que na norte americana. • Assim, a exatidão do TC anteriormente citado de B10F20C25, ficaria então na norma NBR 6856 como: 10B100 Exatidão dos TCs para proteção - exemplo • Dado um TC ABNT de 200 – 5 A, exatidão 10B50, R2-TC = 0,2 Ohms. Calcule a tensão máxima induzida no secundário (E) para que ele entregue os 50 V na saída mantendo o erro máximo de 10 %. Exatidão dos TCs para proteção - exemplo 𝐸 = 0,2𝑥100 + 50 = 70 𝑉 • Para gerar os 50 V da exatidão, na condição de 20In e burden nominal, o TC deve ser capaz de induzir uma tensão secundária de 70 V. Exatidão dos TCs para proteção • Utiliza-se atualmente a norma IEC 61869-2 na qual a exatidão é expressa conforme: 15VA Class 10P20 ➢ O número 15 significa que o TC consegue entregar até 15 VA na condição de 20In e “burden” nominal. ➢A palavra “Class” é para indicar a classe do TC. ➢ O número 10 indica que o erro máximo é de 10 %. ➢A letra “P” indica que o TC é ara fins de proteção. ➢ O número 20 significa que o TC consegue entregar os VAs nominais para “burden” nominal e corrente de até 20In. Dados de placa do TC Dados de placa do TC Saturação • Idealmente, os TCs devem reproduzir fielmente, no secundário a corrente do primário. • Uma vez que o núcleo do TC é feito de material saturável, quando o mesmo atinge a região de saturação, a corrente secundária não mais terá a forma senoidal e não reproduzirá fielmente a corrente primária. • A saturação está associada a características construtivas do equipamento que possui núcleo ferromagnético. • Quando isso ocorre, diz-se que o TC saturou. • Na prática isso ocorre quando a densidade de fluxo excede a densidade de fluxo máxima para a qual o TC foi projetado. Saturação AC • É aquela que continua existindo após decorrido o tempo para que a componente contínua a corrente de curto-circuito tenha sido completamente amortecida. • O TC não dessatura. Saturação AC • Observa-se que o valor eficaz das ondas não saturada e saturada, que correm paralelas, se encontrando no infinito. Saturação AC • Ocorre quando o valor determinado pela equação abaixo exceder o valor da tensão máxima secundária: 𝑉𝑆 = 𝑍𝑆𝐼𝑆 Onde: 𝑉𝑆 = Tensão de saturação [V] 𝑍𝑆 = 𝑍𝑇𝐶 + 𝑍𝐶 + 𝑍𝑅 𝑍𝑇𝐶 = Impedância do TC 𝑍𝐶 = Impedância dos cabos secundários 𝑍𝑅 = Impedância dos relés Saturação DC • Existe nos primeiros ciclos após o início da falta, essa saturação desaparece conforme a componente DC da corrente de curto-circuito vai desaparecendo. Saturação DC • Os TCs dessaturam conforme o efeito da componente DC desaparece. • Pode-se observar que o valor RMS das formas de onda não saturada e saturada se encontram após 67 ms. Saturação DC • A componente DC da corrente de curto-circuito no sistema faz com que o valor da tensão de saturação exceda o valor da tensão máxima secundária do TC. 𝑉𝑆 = 𝑍𝑆𝐼𝑆 1 + 𝑋 𝑅 Onde: 𝑉𝑆 = Tensão de saturação [V] 𝑍𝑆 = 𝑍𝑇𝐶 + 𝑍𝐶 + 𝑍𝑅 𝑍𝑇𝐶 = Impedância do TC 𝑍𝐶 = Impedância dos cabos secundários 𝑍𝑅 = Impedância dos relés Impedâncias – TC, fiação e dispositivos de proteção • A impedância dos TCs deve ser obtida junto aos fabricantes. Na falta destas os seguintes valores podem ser utilizados: 𝑍𝑇𝐶 = 0,00234 𝑥 𝑅𝑇𝐶 + 0,0262 • A impedância da fiação pode ser calculada conforme: 𝑍𝐹𝐼𝐴ÇÃ𝑂 = 𝑍𝐶 = 𝐹𝐴𝑇𝑂𝑅 𝑥 𝑍𝐶𝐴𝐵𝑂 Ω 𝑘𝑚 𝑥 𝐿 [𝑘𝑚] Impedâncias – TC, fiação e dispositivos de proteção Conexão do TC Local do fechamento Tipo de falta Trifásica / Bifásica Fase-Terra Estrela TC Z = ZTC + ZFIAÇÃO + ZPROT Z = ZTC + 2 ZFIAÇÃO + ZPROT Painel Z = ZTC + 2 ZFIAÇÃO + ZPROT Z = ZTC + 2 ZFIAÇÃO + ZPROT Delta Painel Z = ZTC + 2 ZFIAÇÃO + 3 ZPROT Z = ZTC + 2 ZFIAÇÃO + 2 ZPROT TC Z = ZTC + 3 ZFIAÇÃO + 3 ZPROT Z = ZTC + 2 ZFIAÇÃO + 2 ZPROT Impedâncias – TC, fiação e dispositivos de proteção Impedância dos cabos aplicados ao secundário dos TCs (70°C) Seção cabo 𝑅[Ω/𝑘𝑚] 𝑋[Ω/𝑘𝑚] 𝑍[Ω/𝑘𝑚] 2,5 8,87 0,16 8,87 4 5,52 0,16 5,52 6 3,69 0,15 3,69 10 2,19 0,14 2,19 Impedâncias – TC, fiação e dispositivos de proteção • Quando existe relé de sobrecorrente de neutro em conexão residual ou outros relés eletromecânicos adicionais (67,32), a impedância total é: 𝑍𝑃𝑟𝑜𝑡 = 𝑍𝑅𝑒𝑙é 1 + 𝑍𝑅𝑒𝑙é 2 +⋯+ 𝑍𝑅𝑒𝑙é 𝑁 • No caso de relés digitais multifunção a impedância dos outros elementos que utilizam a mesma fase é introduzida apenas uma vez por fase e uma vez para terra. Impedâncias – TC, fiação e dispositivos de proteção • Nos relés de disco de indução, normalmente, os fabricantes fornecem a impedância no menor tape (menor valor da faixa de ajuste). • Para determinar a impedância correspondente do relé em outro tape, basta utilizar a equação de equivalência da potência aparente: 𝑍𝑁𝑜𝑣𝑜 𝑡𝑎𝑝𝑒𝐼𝑁𝑜𝑣𝑜 𝑡𝑎𝑝𝑒 2 = 𝑍𝑇𝑎𝑝𝑒 𝑚𝑖𝑛𝐼𝑡𝑎𝑝𝑒 𝑚𝑖𝑛 2 Exemplo • Dado um sistema elétrico, cujo unifilar é apresentado abaixo, em que a corrente de curto-circuito fase-terra é de 10000 A e que um TC ABNT de 200-5 A, EXATIDÃO 10B50, resistência interna de 0,2 Ω supre um relé digital ligado de impedância igual a 8 mΩ, em cada entrada de sobrecorrente, ligado na conexão residual, através de cabos de 2,5 mm2 (3m). Verificar se o TC satura. Exemplo • Dados 𝑅𝑇𝐶 = 0,2 Ω 𝑅𝐹𝑖𝑎çã𝑜 = 2𝑥8,87𝑥0,003 = 0,05322 Ω 𝑅𝑃𝑟𝑜𝑡 = 2𝑥0,008 = 0,016 Ω 𝑅𝑇𝐶 = 200 5 = 40 𝑉𝑆𝐴𝑇 = 50 𝑉 𝐹𝑆 = 20 𝑥 𝐼𝑛 = 100 𝐴 Exemplo • Determinação da tensão máxima que o TC gera: 𝐸 = 𝑅𝑇𝐶𝑥𝐹𝑆𝑥𝐼𝑛 + 𝑉𝑆𝑎𝑡 = 0,2𝑥100 + 50 = 70 𝑉 𝑉𝑆 = 𝑍𝑆𝑥𝐼𝑆 = 0,2 + 0,05322 + 0,016 𝑥 𝐼𝐶𝐶 𝑅𝑇𝐶 = 0,2692 𝑥 10000 40 = 67,31𝑉 Esse valor é menor que os 70 V. Logo a saturação AC não é um problema. DETALHE: 𝐼𝐶𝐶 𝑅𝑇𝐶 > 20𝑥𝐼𝑛 Slide 1: Proteção de sistemas de elétricos Slide 2: Introdução Slide 3: Introdução Slide 4: Transformador de Corrente Slide 5: Transformador de Corrente Slide 6: Ligação do Transformador de Corrente Slide 7: Ligação do Transformador de Corrente Slide 8: Ligação do Transformador de Corrente Slide 9: Terminologia Slide 10: Terminologia Slide 11: Terminologia Slide 12: Terminologia Slide 13: Terminologia Slide 14: Terminologia Slide 15: Terminologia Slide 16: Terminologia Slide 17: Terminologia Slide 18: Terminologia Slide 19: Terminologia Slide 20: Terminologia Slide 21: Terminologia Slide 22: Terminologia Slide 23: Terminologia Slide 24: Terminologia Slide 25: Terminologia Slide 26: Terminologia Slide 27: Relações Básicas para o Transformador de Corrente Slide 28: Relações Básicas para o Transformador de Corrente Slide 29: Relações Básicas para o Transformador de Corrente Slide 30: Relação de transformação do TC (RTC) Slide 31: Exercício 1 Slide 32: Exercício 2 Slide 33: Fator de sobrecorrente Slide 34: Fator de sobrecorrente do TC Slide 35: Fator de sobrecorrente do TC - exemplo Slide 36: Fator de sobrecorrente do TC Slide 37: Determinação da RTC Slide 38: Determinação da RTC - exemplo Slide 39: Determinação da RTC - exemplo Slide 40: Determinação da RTC - exemplo Slide 41: Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) Slide 42: Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) Slide 43: Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) Slide 44: Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) Slide 45: Característica de Excitação Secundária (Curvade Saturação) Slide 46: Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) Slide 47: Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) Slide 48: Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) Slide 49: Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) Slide 50: Característica de Excitação Secundária (Curva de Saturação) Slide 51: Erro do transformador de corrente Slide 52: Erro do transformador de corrente Slide 53: Erro do transformador de corrente Slide 54: Erro do transformador de corrente Slide 55: Erro do transformador de corrente Slide 56: Erro do transformador de corrente Slide 57 Slide 58: Dados do TC Slide 59: Tensão máxima e nível de isolamento Slide 60: Cargas Nominais Slide 61: Fator térmico (Ft) Slide 62: Fator térmico (Ft) - exemplo Slide 63: Correntes de curta duração (curto-circuito) Slide 64: Exatidão dos TCs para proteção Slide 65: Exatidão dos TCs para proteção Slide 66: Exatidão dos TCs para proteção Slide 67: Exatidão dos TCs para proteção Slide 68: Exatidão dos TCs para proteção - exemplo Slide 69: Exatidão dos TCs para proteção - exemplo Slide 70: Exatidão dos TCs para proteção Slide 71: Dados de placa do TC Slide 72: Dados de placa do TC Slide 73: Saturação Slide 74: Saturação AC Slide 75: Saturação AC Slide 76: Saturação AC Slide 77: Saturação DC Slide 78: Saturação DC Slide 79: Saturação DC Slide 80: Impedâncias – TC, fiação e dispositivos de proteção Slide 81: Impedâncias – TC, fiação e dispositivos de proteção Slide 82: Impedâncias – TC, fiação e dispositivos de proteção Slide 83: Impedâncias – TC, fiação e dispositivos de proteção Slide 84: Impedâncias – TC, fiação e dispositivos de proteção Slide 85: Exemplo Slide 86: Exemplo Slide 87: Exemplo