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SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................... 3 
2 PROJETOS DE PAISAGISMO ............................................................ 4 
3 LÂMPADAS E LUMINÁRIAS ............................................................. 23 
3.1 Tipos de lâmpadas e luminárias .................................................. 23 
3.2 Características luminotécnicas das lâmpadas e luminárias ........ 31 
3.3 Características das lâmpadas ..................................................... 31 
3.4 Características das luminárias .................................................... 36 
3.5 Utilização adequada de cada lâmpada e luminária ..................... 41 
3.6 Utilização de luminárias .............................................................. 43 
4 EQUIPAMENTOS .............................................................................. 47 
5 REFERÊNCIA.................................................................................... 50 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1 INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
 
 O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é 
semelhante ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase 
improvável - um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor 
e fazer uma pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. 
O comum é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos 
ouvirão a resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, 
as perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão 
respondidas em tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da 
nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à 
execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da 
semana e a hora que lhe convier para isso. 
 A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser 
seguida e prazos definidos para as atividades. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 PROJETOS DE PAISAGISMO 
O paisagismo pode atuar como elemento de transição entre os espaços 
privados e públicos. A forma de atuar e a responsabilidade social do trabalho do 
paisagista, no que tange à elaboração do projeto em si, influencia na unificação das 
diversas disciplinas da arquitetura e na utilização dos espaços abertos. O paisagista 
deve utilizar dimensões adequadas para os diferentes ambientes dos espaços 
públicos, considerando sempre as funções, os dimensionamentos e a distribuição 
do mobiliário nesses espaços, a fim de gerar vitalidade nos espaços abertos 
(WEIJH, 2019). 
 
O contexto do projeto de paisagismo 
 
O campo de trabalho do arquiteto é interdependente com diversos outros 
profissionais que complementam especificidades na tarefa de projetar, 
evidenciando a multidisciplinariedade que a abrange. Enquanto profissional de 
arquitetura, é possível se especializar na arquitetura em diversas áreas, como 
arquitetura de interiores, arquitetura civil, urbanismo e paisagismo, entre outras 
(WEIJH, 2019). 
Esta abrangência que envolve o trabalho do arquiteto o faz navegar em 
muitas escalas, ora partindo para o nível do detalhe, ora olhando a obra como um 
todo, sem perceber a costura entre as diferentes áreas que contemplam a 
elaboração do trabalho. É no refinamento simbolizado por essa costura invisível 
entre os diversos projetos que se situam a conceituação e as diretrizes projetuais 
(WEIJH, 2019). 
Do ponto de vista da teoria da arquitetura, o conceito do projeto e as 
principais diretrizes elaboradas para a composição arquitetônica da obra têm a 
função de costurar os trabalhos dos diferentes profissionais envolvidos de forma 
harmônica, evidenciando na obra a busca e a obtenção dos resultados que essas 
diretrizes projetuais propõem (WEIJH, 2019). 
 
 
5 
 
Em projetos de médio ou grande porte, é natural que, em um primeiro 
momento, a obra arquitetônica em si seja encarada como protagonista do espaço 
onde será instalada, porém o trabalho do arquiteto paisagista é tão importante 
quanto a obra de arquitetura com a qual ele trabalhará, visto que envolverá o espaço 
que será criado pela obra de arquitetura em si. Ou seja, ao projetar a arquitetura 
dos espaços abertos, o arquiteto paisagista determina diretrizes que afetarão 
diretamente a relação do usuário do ambiente com o espaço aberto (WEIJH, 2019). 
Dentre as principais diretrizes que o arquiteto paisagista poderá lançar, 
pode-se citar: o grau de integração entre os ambientes abertos e fechados; a 
condução do usuário através dos espaços abertos; a criação de espaços de 
permanência ou transição; a criação de visuais que gerem e afetem tanto a 
percepção estética do espaço quanto a sua segurança; e a utilização de elementos 
que proporcionem mais sustentabilidade ao projeto (WEIJH, 2019). 
Uma das diretrizes mais importantes na abordagem da área por parte do 
paisagista é a forma como ele gerenciará o grau de acesso ou privacidade das áreas 
abertas, tornando-as mais ou menos reservadas, públicas, semipúblicas ou 
privadas. A interação e a integração do espaço aberto com os espaços construídos 
determinam o grau de privacidade que existirá entre os espaços fechados e abertos. 
Além disso, a maneira como o paisagista trabalhará o ambiente gerará maior ou 
menor permanência nesse local, o que está diretamente relacionado às diretrizes 
projetuais estabelecidas no que tange ao uso de iluminação, vegetação e mobiliário, 
criando aquilo que os urbanistas chamam de vitalidade do espaço. Nesse sentido, 
em seu livro Cidades para pessoas, Jan Gehl (2015, p. 3) destaca que: “Uma 
característica comum de quase todas as cidades — independentemente da 
localização, economia e grau de desenvolvimento — é que as pessoas que ainda 
utilizam o espaço da cidade em grande número são cada vez mais maltratadas”, 
visto que os espaços públicos muitas vezes são abandonados, de modo que ficam 
em condições precárias, o que impede que as pessoas os utilizem (WEIJH, 2019). 
(Figura 1). 
 
 
 
 
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Figura 1. Praça José Vilela, Recife — Os espaços públicos sofrem com o 
abandono, assim como as pessoas que frequentam esses espaços. 
 
Fonte: Alexandersr/Shutterstock.com. 
 
Portanto, dentre as diretrizes a serem estabelecidas durante a elaboração 
de um projeto, é imprescindível considerar a manutenção do espaço aberto. Via de 
regra, espaços públicos abertos são de propriedade e manutenção pública, motivo 
pelo qual o paisagista precisa ter uma série de cuidados em seu projeto, 
principalmente no que tange à conservação do espaço aberto de uso comum, bem 
como às espécies que ele escolherá. Suas diretrizes projetuais e composições 
devem se utilizar ao máximo de plantas nativas que já estão plenamente adaptadas 
ao clima, à insolação e ao regime de chuvas do local. Nas partes do projeto que são 
compostas por elementos construtivos, como a iluminação e o mobiliário, deve-se 
optar sempre por elementos e materiais duráveis e que precisem de pouca 
manutenção, mas que, em caso de necessidade de substituição, sejam facilmente 
encontrados (WEIJH, 2019). 
 
O principal elemento do projeto de paisagismo 
 
Segundo Jan Gehl, arquiteto dinamarquês cujo trabalho se desenvolve em 
torno da relação das pessoas com os espaços, as atividades ao ar livre em espaços 
 
 
7 
 
públicos podem ser divididas em três categorias: atividades necessárias, atividades 
opcionais e atividades sociais (Figura 2) (GEHL, 1971). O autor desenvolve a 
conceituação de cada uma dessas classifi cações da seguinte forma: 
 
Atividades necessárias incluem aquelas que são mais ou menos 
compulsórias – ir àescola ou trabalho, fazer compras, esperar por um 
ônibus ou uma pessoa, levar recados, distribuir correspondência – em 
outras palavras, todas as atividades nas quais os envolvidos em maior ou 
menor grau são solicitados a participar. Atividades opcionais são aquelas 
em que quem busca participar o faz quando há um desejo em fazê-lo, 
quando e se o tempo e o espaço permitirem – é outra questão. [...] 
Atividades Sociais, são todas as atividades que são dependentes da 
presença de outras pessoas no espaço público (GEHL, 1971, p. 9–12). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2. Melbourne, Austrália — Atividades sociais. 
 
Fonte: Veitch, Timperio e Salmon (2016, documento on-line) 
 
 
 
Considerando a forma como Jan Gehl fala a respeito das cidades, pode-se 
afirmar que, apesar de a cidade ser um espaço onde percebemos com maior 
intensidade os ambientes construídos, ou seja todas as edificações, tanto estas 
quanto os espaços abertos são resultado das relações humanas (WEIJH, 2019). 
Tanto as relações das pessoas entre si quanto as relações destas com o 
espaço são os principais vetores que criam a cidade e determinam os usos dos 
espaços. Entretanto, a forma como as pessoas utilizam o espaço é que determina 
 
 
8 
 
a qualidade, a sustentabilidade e a segurança dos ambientes abertos. Assim, 
considerando a forma como as pessoas vivem e as suas necessidades básicas de 
relacionamento com o espaço, pode-se compreender melhor os motivos pelos 
quais, por exemplo, uma vizinhança que está estruturada de forma a ter comércios 
que dão suporte às necessidades domésticas, como mercado, padaria, lavanderia, 
farmácia, entre outros varejos de uso cotidiano, se torna mais atraente para viver 
do que aqueles bairros onde os usos se encontram completamente segregados 
entre si (WEIJH, 2019). 
 Ao considerar as relações entre as pessoas, os espaços públicos e os 
espaços privados, é possível perceber que, nas grandes cidades, o poder público 
já tem tomado medidas para que a vitalidade das ruas se torne constante. O plano 
diretor de São Paulo, por exemplo, prevê a criação de “fachadas ativas”, ou seja, 
grandes torres devem abrigar em seu espaço térreo usos comerciais e serviços para 
promover a circulação constante de pessoas (WEIJH, 2019). 
 Sobre esta dinâmica de uso misto do espaço em uma vizinhança ou bairro, 
Jane Jacobs, jornalista americana engajada nas questões sociais que envolvem a 
produção e o uso cidade, afirma que: 
 
Usos únicos de grandes proporções nas cidades têm entre si uma 
característica comum. Eles formam fronteiras, e zonas de fronteira, nas 
cidades, geralmente criam bairros decadentes. Uma fronteira – o perímetro 
de um uso territorial único de grandes proporções ou expandido – forma o 
limite de uma área “comum” da cidade. As fronteiras são quase sempre 
vistas como passivas, ou pura e simplesmente como limites (JACOBS, 
1960, p. 177). 
 
 
É nas fronteiras caracterizadas no trabalho de Jane Jacobs e no cuidado do 
espaço público ao qual se refere Jan Gehl que se localiza o trabalho do arquiteto 
paisagista. Do ponto de vista da responsabilidade social, o trabalho do paisagista é 
essencial, pois expressa a harmonização entre as intenções do urbanista, a função 
da edificação, a harmonização com as edificações do entorno e, quando for o caso, 
com aquelas que fazem parte da área de seu projeto (WEIJH, 2019). 
Enquanto o urbanista planifica a cidade, de forma a torná-la agradável ao 
uso, com espaços que possam ser usados pelas pessoas de forma ativa e 
 
 
9 
 
constante, tornando a cidade segura, o paisagista trabalha com os espaços abertos, 
guiando o usuário, criando espaços para usos ao ar livre, de forma a gerar a 
permanência e a vitalidade dos espaços públicos, e gerando zonas de transição de 
usos entre o uso público e o uso privado. O paisagista torna funcional a intenção do 
urbanista, e é o seu trabalho que, juntamente com os usos da região trabalhada 
determinados no plano de urbanismo, cria a vivacidade e a atratividade dos 
espaços. É o cuidado do paisagista com o levantamento do entorno de sua obra 
que guia o olhar do usuário do espaço para a paisagem urbana, e, considerando-
se o trabalho do paisagista deste ângulo, é possível afirmar que o paisagista cria os 
cenários onde se discorre a vida urbana, podendo emoldurar as cenas da vida e do 
quotidiano das pessoas. Por outro lado, o trabalho do paisagista é silencioso frente 
aos objetos construídos, pois sua principal função é harmonizar os espaços abertos 
com os espaços construídos. Sobre as transições de uso dos diferentes espaços, 
Rogers e Gumuchdjian afirmam que (2017, p. 69): 
 
As cidades são uma adaptação entre direitos particulares e 
responsabilidades públicas. Em 1768, o arquiteto Giambattista Nolli 
desenhou um mapa de Roma e, ao colorir os espaços privados, ilustrou 
tudo o que era acessível ao cidadão. Além das passagens, ruas, praças e 
parques que pensamos como espaços públicos, ele também incluiu 
espaços semipúblicos: igrejas, termas, prefeituras e mercados. 
 
 
Segundo Rogers e Gumuchdjian (2017) o trabalho de Nolli mostrou em duas 
dimensões os espaços onde o cidadão transita livremente, porém é o espaço 
tridimensional das edificações que define o âmbito público, representando uma 
contínua e sempre mutável sequência de espaços, que é a principal característica 
das cidades. Nesse aspecto, vale salientar que, sobre a responsabilidade social do 
trabalho do arquiteto paisagista, Rogers dá ênfase à ideia de que os edifícios têm 
sido projetados como objetos isolados, ignorando a esfera do público na qual se 
localizam, uma falta grave na elaboração dos projetos, visto que os edifícios 
ampliam a esfera do público de várias formas, conformando a silhueta da massa 
edificada, marcando o horizonte da cidade e conduzindo a exploração dos lugares 
pelo olhar do observador. A forma como os detalhes pensados no projeto se 
relacionam com a escala humana tem grande impacto no cenário urbano, e “[...] o 
 
 
10 
 
menor detalhe tem efeito crucial na totalidade” (ROGERS; GUMUCHDJIAN, 2017, 
p. 71). 
O arquiteto paisagista deverá, portanto, possuir a habilidade de ver os 
aspectos do conjunto, de forma a definir os parâmetros e as diretrizes de seu 
trabalho para elaborar a “costura” entre os objetos construídos e o espaço aberto. 
Seu trabalho também definirá a forma como as fronteiras entre o público e o privado 
serão tratadas (WEIJH, 2019). 
Tim Waterman (2011) complementa que ter em mente as relações humanas 
nos espaços projetados e a forma de projetar esses espaços é determinante na 
criação do ambiente ideal, a fim de que as pessoas se apropriem do espaço público, 
considerando-o uma extensão do espaço privado de sua residência ou local de 
trabalho. Waterman (2011, p. 84), ao traçar um paralelo com o uso de uma roupa 
confortável, lembra que o arquiteto paisagista cria muito além dos lugares “[...] 
meramente fotogênicos ou escultóricos”, mas sim paisagens que foram criadas para 
serem habitadas, motivo pelo qual os trabalhos mais discretos são aqueles de maior 
qualidade. 
Corroborando com a importância do projeto de paisagismo, no sentido de 
se apropriar adequadamente do sítio e, de forma discreta, projetar o espaço, com 
base no conceito consolidado no movimento moderno da arquitetura de que “a 
forma segue a função”, Waterman (2011, p. 86) afirma que: 
 
Os arquitetos muitas vezes começam com uma grandiosa exploração da 
forma, mas os paisagistas devem observar cuidadosamente o sítio, 
compreender seu potencial e protegê-lo de todos os seus usos possíveis. 
No paisagismo quase sempre é verdade que a forma segue a função. Essa 
fórmula simples parece fácil de resolver, mas a paisagem apresenta 
possibilidades funcionais quase ilimitadas. E a complexidade das 
intersecções de uso é o grande desafio dos paisagistas. 
 
 
Os espaços de transição entre o uso público e o privadoPara compreender melhor o espaço de transição, é preciso, inicialmente, 
conceituar espaço público e espaço privado. Para isso, nos apoiaremos nas 
 
 
11 
 
definições dadas por Hermann Hertzberger em seu livro Lessons for students in 
arquitecture: 
 
Os conceitos ‘público’ e ‘privado’ podem ser interpretados como a tradução 
em termos espaciais dos termos ‘coletivo’ e ‘individual’. Em um senso mais 
absoluto você poderia dizer: ‘Publico: uma área que é acessível a todos 
todo o tempo: responsabilidade de manutenção é tomada coletivamente. 
Privado; uma área cuja acessibilidade é determinada por um pequeno 
grupo ou uma pessoa com responsabilidade para manter 
(HERTZBERGER, 2005, p. 12, tradução nossa). 
 
Hertzberger aprofunda um pouco mais a diferenciação entre os conceitos 
de público e privado em termos de responsabilidades diferenciadas, do ponto de 
vista da interferência do usuário e suas contribuições para o ambiente, afirmando 
que, durante o planejamento, é possível criar condições para um maior 
envolvimento do usuário na organização do espaço, de modo que “[...] os usuários 
se tornam habitantes” (HERTZBERGER, 2005, p. 28). 
A partir das definições e conceitos de Herman Hertzberger, pode-se afirmar 
que a abordagem do arquiteto dos espaços abertos é determinante na forma como 
o usuário do espaço se apropria deste, da mesma forma que determina o grau de 
privacidade do espaço e a vivacidade deste na maneira como projeta os espaços e 
prevê instalações para as pessoas permanecerem no ambiente aberto (WEIJH, 
2019). 
Ainda pensando na importância da abordagem adequada do projeto dos 
espaços abertos, tendo em vista os espaços de transição da cidade, Gehl comunica 
a sua preocupação com a forma como esses espaços têm sido abordados por parte 
dos arquitetos: 
 
[...] os espaços de transição da cidade oferecem um sentido de 
organização, conforto e segurança. Reconhecemos os locais sem espaços 
de transição ou com espaços de transição ruins, em muitas praças, 
circundadas nos quatro lados por vias de tráfego intenso. Sua função é 
bem mais empobrecida do que o espaço urbano onde a vida é diretamente 
reforçada por um – ou mais de um — espaço atraente de transição (GEHL, 
2015, p. 75) 
 
 
 
 
 
12 
 
Mas quais são os fatores decisivos em um projeto de paisagismo que 
determinam se o usuário do espaço irá efetivamente se apropriar deste ou não? 
Quais são as diretrizes de projeto que determinam esse sucesso? Além das 
diretrizes projetuais relacionadas com conforto e estética, um elemento fundamental 
é a sensação de segurança que os usuários do ambiente precisam ter para uma 
maior permanência no ambiente ao ar livre. O projeto de iluminação do espaço, a 
integração do espaço fechado com o espaço aberto e a escolha das melhores 
espécies vegetais para aquele projeto terão influência fundamental nesse aspecto 
(WEIJH, 2019). 
O paisagismo de espaços privados pode ser desenvolvido em ambientes 
residenciais ou comerciais. Nos projetos residenciais, há uma demanda maior por 
paisagismo em residências multifamiliares, que têm sido lançadas pelas 
incorporadoras com cada vez mais itens de uso comum e de lazer, como área de 
piscinas, quadras poliesportivas, pet place, playground, espaços para caminhada 
ou academias ao ar livre e espaços de reunião social, como churrasqueiras ou área 
aberta de festa (WEIJH, 2019). 
Em se tratado de ambientes comerciais ou corporativos, pode-se citar as 
áreas de ajardinamento tanto abertas quanto fechadas nos Shoppings Centres ou 
as grandes praças que integram uma área de prédios corporativos, com espaços 
de convivência para os funcionários (WEIJH, 2019). 
Quando se fala na diferenciação entre os espaços privado e público, o fator 
escala, no que tange ao projeto de paisagismo, é o fator determinante, e há duas 
escalas distintas e mais usuais que podem ser trabalhadas: uma mais aplicável aos 
ambientes residenciais e corporativos, e outra mais aplicável aos espaços públicos. 
Segundo Faria (apud VIEIRA; OLIVEIRA, 2005, p. 2), a relação entre o uso dos 
espaços e sua escala ocorre da seguinte forma: 
 
[...] existem duas formas de definir o paisagismo, sendo utilizadas escalas 
quanto à representação gráfica do projeto paisagístico. Micropaisagismo, 
desenvolvido em espaços pequenos, com escalas menores, podendo ser 
desenvolvido por apenas um profissional devido as proporções menores. 
Macropaisagismo, projetos paisagísticos desenvolvidos em grandes 
espaços, sendo eles parques, bosques e arborização urbana, estes 
 
 
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representam escalas maiores e podem ser desenvolvidos em equipe, onde 
envolve técnicas complexas e multidisciplinares. 
 
Quando se trata da escala de projeto de macropaisagismo, o arquiteto 
paisagista tem uma formação mais generalista, em virtude de conseguir gerenciar 
os demais técnicos em torno de seu trabalho; por exemplo, em um projeto de 
macropaisagismo, ele precisará de um engenheiro civil para projetar cortes de terra, 
taludes, instalações de irrigação, de um engenheiro florestal ou agrônomo para 
verificar questões relacionadas com compatibilidades de espécies entre si e com a 
composição de solo, etc (WEIJH, 2019). 
 Embora um projeto paisagístico possa ser feito sem a presença de plantas, 
a escolha das espécies vegetais é uma etapa extremamente importante para a 
consolidação do projeto (TUPIASSU, 2008 apud VIEIRA; OLIVEIRA, 2015). De 
acordo com Tupiassu (2008) e Barbosa (2000) segundo Vieira e Oliveira (2015) a 
multidisciplinariedade na elaboração dos projetos é necessária, pois as espécies 
vegetais, quando parte do projeto, devem ser escolhidas não apenas por seus 
aspectos estéticos, mas também levando em consideração princípios fitotécnicos 
básicos para o seu manejo. O paisagismo não deve ser caracterizado como uma 
simples criação de jardins a partir do plantio desordenado de plantas ornamentais, 
pois trata-se de uma técnica artesanal unida à sensibilidade e que tem como 
principal intuito a reconstituição da paisagem natural dentro de um cenário que foi 
devastado por construções, sendo necessários conhecimentos de botânica, 
ecologia, variações climáticas regionais, arquitetura e agricultura (WEIJH, 2019). 
 
Open Garden — Benedito Abbud — São Paulo/SP 
 
 Em cidades de porte médio ou grande, como São Paulo, há diretrizes no 
plano diretor que incentivam e, em alguns casos, obrigam as incorporadoras a 
criarem espaços públicos nos lotes de suas incorporações. Em condomínios 
residenciais que ocupam grandes glebas, uma estratégia comum é criar um espaço 
público que esteja sob a responsabilidade de manutenção do condomínio, gerando 
um espaço aberto que tem utilidade tanto para os condôminos quanto para os 
passantes (WEIJH, 2019). 
 
 
14 
 
Um exemplo desse tipo de projeto é o Open Garden, desenvolvido pelo 
arquiteto paisagista Benedito Abbud (Figura 3). O projeto está localizado na zona 
oeste da cidade de São Paulo, no bairro Vila Anastácio. Duas incorporadoras locais 
adquiriram grandes glebas vizinhas na região, totalizando mais de 150 mil m² . A 
área, situada em uma região com grandes fábricas intercaladas com região de 
residências unifamiliares, conta com 11 condomínios verticais multifamiliares ao 
longo de uma rua com mais de 1.300 metros de extensão. As duas incorporadoras, 
percebendo que precisariam criar atratividade para a região, contrataram Abbud 
para realizar a costura entre os diferentes condomínios. O resultado foi um parque 
linear com grande variação de dimensões e muitos usos públicos: espaço para 
piquenique, playground, ciclovia, academia ao ar livre, entre outros (WEIJH, 2019). 
(Figura 4). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3. Open Garden, de Benedito Abbud, na Vila Anastácio, zona oeste de 
São Paulo — A relação dos condomínios residenciais com o Open Garden. As 
incorporadoras usam o parque linear como argumento de venda para uma região 
que era residencialunifamiliar e recebeu altos índices construtivos. 
 
 Fonte: Benedito Abbud (2019, documento on-line). 
 
 
 
 
 
 
15 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4. Perspectiva da rua do Open Garden — Grandes espaços urbanos 
qualificados para proporcionar segurança e regeneração do espaço público. 
 
 Fonte: Benedito Abbud (2019, documento on-line). 
 
 
Parque da Cidade — OR Realizações (Sérgio Santana e Pamela Burton 
and Company) — São Paulo/SP 
 
 Conforme o site do arquiteto paisagista brasileiro Sérgio Santana, em 
relação às diretrizes projetuais que geraram esta obra, o primeiro passo foi criar um 
parque, que constituiria a base do projeto. Portanto, o projeto paisagístico do Parque 
da Cidade teve papel fundamental na criação do projeto como um todo. A intenção, 
com esse projeto, era de criar um espaço urbano aberto que pudesse ser utilizado 
por toda a população da cidade (WEIJH, 2019). 
Outro elemento diferencial desse projeto é a questão da certificação 
ambiental, que o complexo de edificações optou por adquirir. Dentre as medidas 
para atingir o grau de certificação desejado, foram estabelecidas diretrizes 
projetuais, como priorizar o uso de materiais permeáveis, estabelecendo o desafio 
de aproveitar toda a água utilizada nas torres, tratá-la e dar a ela uma nova 
utilização. Esta última diretriz gerou um elemento importante para o projeto, pois, 
para armazenar a água, os projetistas buscaram inspiração em um fenômeno da 
natureza: a formação de lagoas marginais (i.e., um tipo de corpo d’água, fenômeno 
 
 
16 
 
bastante comum em rios sinuosos). Essa ideia também tem relação direta com a 
proximidade com o Rio Pinheiro, visto que os paisagistas fizeram uma relação com 
a história da sua sinuosidade, aproveitando o desenho do rio e criando recantos 
interessantes com canteiros de plantas que misturam formas mais retilíneas, 
inspiradas pela riqueza e a diversidade das espécies da Mata Atlântica, elemento 
implícito também ao optar pelo uso de plantas nativas. O resultado do projeto de 
paisagismo foi tão positivo que transformou o conceito das demais fases do projeto, 
levando o paisagismo para os telhados dos outros edifícios. As Figuras 5, 6 e 7, a 
seguir, mostram diferentes pontos de vista desse projeto (WEIJH, 2019). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 5. Vista aérea parcial da área de projeto. 
 
Fonte: Conheça... (2015, documento on-line). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Figura 6. Vista parcial ao nível do observador da área de projeto. 
Fonte: Conheça... (2015, documento on-line). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 7. Vista de um dos lagos. 
Fonte: Conheça... (2015, documento on-line). 
 
 
 
 
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O projeto do Parque da Cidade nasceu com a proposta de transformar 
parte de uma área degradada na capital paulista em referência de 
sustentabilidade e planejamento urbano, seguindo à legislação e os planos 
municipais estabelecidos pela Operação Urbana Água Espraiada da 
Prefeitura Municipal de São Paulo. O eixo principal, organizador do 
empreendimento, é o parque linear, de gestão privada, com 62.000m² de 
áreas abertas ao público em geral, dotado de infraestrutura de serviços e 
lazer que garantirão o fluxo constante de pessoas sete dias por semana, 
inclusive fora do horário comercial (CONHEÇA..., 2015, documento on-
line) 
 
 
 
Outro elemento que destaca o projeto é o plantio de mais de mil árvores, 
com um total de 22.000 m² de áreas verdes. Os benefícios previstos pela adoção 
de áreas verdes são minimizar as ilhas de calor, atuar como barreiras acústicas e 
barreiras de ventos e favorecer a retenção de águas pluviais com os jardins de 
chuva e bacias estendidas (WEIJH, 2019). 
 Dentre as principais características deste grande projeto, pode-se destacar 
que, além de ser o protagonista sobre o qual se desenvolveram os projetos 
arquitetônicos dos edifícios, a premissa projetual de incorporador sustentabilidade 
foi um elemento forte na elaboração das diretrizes de projeto, tanto no aspecto 
conceitual e estético quanto na interdependência do projeto de arquitetura com o de 
paisagismo, principalmente na forma como as águas servidas nas edificações foram 
tratadas, mas também na forma como se buscaram soluções para resolver 
problemas urbanos relacionados com drenagem pluvial na área de implantação do 
projeto (WEIJH, 2019). 
O paisagismo é o elemento de costura entre diferentes espaços, e, 
enquanto elemento unificador, precisa respeitar o conceito arquitetônico inicial 
lançado no projeto para melhor cumprir sua função. Apesar de remeter ao uso 
intensivo de vegetação, o projeto de paisagismo contempla diversos elementos 
construídos, bem como espaços vazios ou abertos, especialmente projetados para 
estimular a convivência. Elementos construídos que contemplam a arquitetura dos 
espaços abertos incluem pergolados, telheiros, espaços de estar e espaços de 
recreação permeados e unidos por caminhos revestidos de diferentes texturas de 
pisos combinados com vegetação (WEIJH, 2019). 
 
 
19 
 
O paisagismo também pode ter um papel essencial na sustentabilidade do 
projeto como espaço para utilização de espécies nativas e, consequentemente, 
para a preservação destas por meio do conhecimento que os usuários do ambiente 
têm sobre elas. As espécies nativas também reduzem problemas com demandas 
exageradas por regas e reposição de minerais no solo (WEIJH, 2019). 
 
Elementos construídos: mobiliário urbano, iluminação e 
pavimentações 
 
 Na arquitetura dos espaços abertos, pode-se desenvolver uma série de 
projetos que, apesar de, em sua essência, advirem da necessidade e do desejo da 
utilização do espaço ao ar livre, seja ele público ou não, convergem para promover 
mais do que apenas espaços de passagem, mas sim a vivacidade dos espaços por 
meio da criação de uma motivação para permanência e uso desses espaços 
públicos (WEIJH, 2019). 
Nesse sentido, tanto na elaboração de um projeto de jardim privado em um 
ambiente corporativo como na de um residencial, ou no desenvolvimento de um 
trabalho em um espaço público, como uma rua, uma praça, um parque, todos esses 
projetos terão uma instrumentalização, que promoverá o uso do espaço e elementos 
de cunho funcional, a fim de que o usuário possa se apropriar do espaço aberto e 
permanecer nele. Os elementos que compõem os espaços abertos, além do uso da 
vegetação em si, são: diferentes níveis de iluminação, pisos com finalidades 
específicas, mobiliário (WEIJH, 2019). 
Dentre os autores que trabalham com espaços abertos, Juan Luís Mascaró 
é referência, o qual afirma, em seu livro Loteamentos urbanos, que a largura das 
ruas é determinada de acordo com a sua função e com a taxa de ocupação do bairro 
e dos lotes que são acessados pela rua projetada (MASCARÓ, 2003). O perfil da 
rua deve ser projetado de forma a dar vazão ao trânsito previsto naquela via, tanto 
de pedestres quanto de veículos, com o intuito de evitar problemas de tráfego e 
congestionamentos (WEIJH, 2019). 
 
 
20 
 
O autor ainda demonstra quais são os dimensionamentos ideais para 
espaços onde prevaleçam a circulação de pedestres e bicicletas, enfatizando que 
as vias de pedestres e bicicletas, bem como as de uso veicular, estão envoltas em 
muitas questões relacionadas com infraestrutura e tratamento da via, como 
cuidados com as larguras das faixas conforme os fluxos previstos para a via e com 
as declividades. Já a presença de mobiliário urbano, arborização e redes de 
infraestrutura aéreas e subterrâneas em conjunto influenciam diretamente na 
permanência das pessoas na rua e valorizam áreas de fluxo maior onde haja 
comércio, por exemplo (WEIJH, 2019). 
 Sobre a largura das vias para pedestres, Mascaró (2003, p. 89) propõe os 
seguintes pré-dimensionamentos: 
 
A largura mínima recomendável para os passeios é de 2,40 m,considerando o espaço mínimo de 1,20 m para o trânsito de pedestres em 
duas direções, uma faixa de 0,60 m para mobiliário urbano de pequeno 
porte e um espaço morto de 0,60 m entre a faixa de circulação e a linha da 
edificação. 
 
O autor ainda recomenda que, quando estiver previsto o trânsito de 
deficientes físicos, deverá haver um acréscimo de largura de 20 a 30 cm ao mínimo 
recomendável de largura de passeios, para que o trânsito de pessoas flua com mais 
facilidade. Também é recomendado que se reserve um espaço de 1 m para a 
arborização, posteamento de rede aérea, canalização de córregos e instalações 
subterrâneas de infraestrutura, como água e esgoto, sempre tomando cuidado com 
os possíveis conflitos entre as redes subterrâneas e a arborização. Considerando 
todos esses elementos, que pertencem a diferentes grupos de infraestrutura e 
utilização do espaço de passeio, pode-se chegar a um dimensionamento ideal de 
passeio de cerca de 3,60 a 4,00 m de largura (WEIJH, 2019). 
Sobre as vias que abriguem circulação de bicicletas, o espaço ocupado 
pelas bicicletas no trânsito deverá ser dimensionado conforme será permitido o fluxo 
de bicicletas e como elas deverão conviver com os veículos automotores. Sua 
classificação em quatro tipos está relacionada com o fluxo da vida, motivo pelo qual, 
quando se trata de uma via local em que o espaço de tráfego pode ser 
compartilhado, o alargamento da via supre a necessidade para dar suporte ao 
 
 
21 
 
tráfego de bicicletas. Entretanto, em vias de fluxo mais acentuado, podem ser 
criadas ciclofaixas, isto é, “[...] faixas separadas das outras faixas de tráfego por 
uma linha pintada no pavimento” das ciclovias (MASCARÓ, 2003, p. 92). O tráfego 
entre os veículos motorizados e o de bicicletas deve ser separado por um elemento 
físico, como um canteiro, contendo separação de direção das bicicletas e, 
eventualmente, podendo ser completamente desvinculado do sistema viário 
existente, motivo pelo qual a recomendação geral de Mascaró (2003) é de que haja, 
no mínimo, um alargamento de 1,50 m para abrigar as faixas de trânsito de bicicletas 
(WEIJH, 2019). 
Para que os espaços de convivência ao ar livre se tornem espaços de 
permanência, portanto, é essencial que o arquiteto se preocupe com as circulações 
que conduzem o usuário até os espaços de estar, de modo a separar espaços de 
passagem de espaços de permanência, para que os usos de um não interfiram nos 
usos do outro (WEIJH, 2019). 
A Figura 8, a seguir, apresenta os dimensionamentos mínimos de espaços 
de circulação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 8. Recomendações de pré-dimensionamento de espaços. 
Fonte: Mascaró (2003, p. 72) 
 
 
A Figura 9, a seguir, apresenta a largura mínima de um passeio. 
 
 
 
22 
 
 
 
A Figura 10, a seguir, apresenta a largura ideal de passeios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 10. Largura ideal para passeios. 
 
Fonte: Mascaró (2003, p. 90). 
 
 
 
 
 
23 
 
3 LÂMPADAS E LUMINÁRIAS 
 
A escolha de lâmpadas e luminárias adequadas é uma das etapas mais 
importantes em um projeto de arquitetura, já que são esses equipamentos que 
serão os responsáveis por mostrar o espaço aos usuários. Atualmente, existe um 
grande número de opções de lâmpadas e luminárias à disposição dos arquitetos, 
os quais precisam saber os critérios técnicos para tomar a correta decisão sobre o 
tipo a ser escolhido (CASTAGNA, 2019). 
 
 
 
3.1 Tipos de lâmpadas e luminárias 
 
O desafio de iluminar a noite esteve presente na vida dos seres humanos 
há quase 7 mil anos, quando os homens pré-históricos lograram controlar o fogo e 
produzir, ao mesmo tempo, calor e luz, demarcando, dessa maneira, o espaço onde 
o homem habita. Com a luz domesticada, a noite deixou de ser um território 
inalcançável (CASTAGNA, 2019). 
Durante séculos, as mais diversas civilizações trataram de tornar cada vez 
mais controlável a chama, chegando a avanços como os lampiões a óleo, comuns 
nas cidades da Revolução Industrial, no final do século XVIII. No século seguinte, a 
descoberta da eletricidade permitiu a invenção de dispositivos que transformam a 
energia elétrica em luz, possibilitando que, com o simples corte da corrente, um 
ambiente fique iluminado ou não (CASTAGNA, 2019). 
A seguir, você verá os principais tipos de lâmpadas e luminárias existentes 
no mercado para uso em projetos de arquitetura (CASTAGNA, 2019). 
 
Lâmpadas 
 
 
 
24 
 
A primeira lâmpada elétrica funcional foi criada em 1810 por Humphrey 
Davy, mas foi apenas no final daquele século, na década de 1880, que as lâmpadas 
incandescentes se tornaram comercialmente viáveis (TREGENZA; LOE, 2015). No 
século seguinte, atingiram uma presença considerável, tornando-se um item 
indispensável na vida moderna (CASTAGNA, 2019). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: Vianna (2008, p. 16) 
 
 
 
 
25 
 
 
Ao longo do século XX, a necessidade de economia de energia levou ao 
desenvolvimento de lâmpadas com maior eficiência energética, ou seja, que 
gerassem a mesma iluminância, porém, consumindo menos energia elétrica. Na 
metade do século XX, após o fim da Segunda Guerra Mundial, surgiram as primeiras 
lâmpadas de descarga destinadas ao mercado de consumo. Essas lâmpadas 
assumiram uma popularidade muito grande, na segunda metade do século, na 
forma das lâmpadas fluorescentes tubulares e, no início do século XXI, na forma de 
lâmpadas fluorescentes compactas (CASTAGNA, 2019). 
O início do século XXI viu também a popularização de um terceiro tipo de 
lâmpada: os LEDs, utilizados, desde os anos 1960, em componentes eletrônicos 
devido ao seu baixo consumo elétrico. Nos anos 2000, lograram a capacidade de 
iluminar ambientes com grande economia, tornando-se, na atualidade, uma das 
escolhas mais populares (CASTAGNA, 2019). 
 
 Na Figura 11, observe os três tipos de lâmpadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 11. Lâmpadas incandescente, fluorescente e LED. 
 Fonte: Almeida (2015, documento on-line). 
 
Portanto, atualmente, os profissionais têm a seu dispor três tipos de 
lâmpadas: as incandescentes, com elevado consumo de energia, mas com uma luz 
 
 
26 
 
que é percebida como mais natural; as lâmpadas de descarga, muito utilizadas em 
aplicações comerciais por sua economia e distribuição uniforme de luz e, por fim, 
os LEDs, que ganham protagonismo por sua versatilidade e economia de energia 
(CASTAGNA, 2019). 
 
Luminárias 
 
 As luminárias são os dispositivos que ligam as lâmpadas ao espaço 
construído, ou seja, além de servirem como suporte para as lâmpadas — 
incandescentes, de descarga ou de LED —, devem moldar a distribuição da luz no 
ambiente, conforme foi projetado. Peter Tregenza e David Loe (2015) elencam cinco 
exigências práticas para uma luminária: 
 
1. servir como suporte de modo a proteger as lâmpadas; 
2. viabilizar circuito elétrico e de controle; 
3. evitar aumentos de temperatura; 
4. intensificar e gerenciar a distribuição da iluminação, evitando perda de 
luz; 
5. possibilitar manutenção e higiene das peças, caso seja necessário. 
 
Dentre essas cinco exigências, cabe destacar a quarta, que trata da 
modificação na distribuição de luz da lâmpada no ambiente. Diferentes tipos de 
luminárias, projetadas para uso em diferentes situações, possuem perfis de 
distribuição de luz distintos. Em algumas situações, pode ser interessante que a luz 
seja emitida em um ângulo de 360°, como se a luminária fosse uma esfera luminosa, 
permitindo a emissão da luz para todos os lados de maneira uniforme. Em outros 
casos, pode ser mais eficiente que a luz se concentre em apenas um ponto no 
espaço, como acontece com os spots de feixe estreito(CASTAGNA, 2019). 
 Outra característica importante das luminárias é a maneira como são 
instaladas, pois isso pode viabilizar ou inviabilizar a especificação de uma luminária 
em um projeto de arquitetura de interiores. As principais categorias de luminárias 
 
 
27 
 
no que se refere à instalação são: as embutidas, nas quais grande parte do corpo 
da luminária ou até mesmo sua totalidade fica escondida; as sobrepostas, que são 
instaladas externamente; as pendentes, as quais são penduradas no teto por fios; 
os trilhos, elementos lineares de transmissão de energia, nos quais são plugados 
luminárias, e as luminárias de parede, que, como o nome diz, são instaladas nas 
superfícies verticais (CASTAGNA, 2019). 
 
Embutidas 
 
Geralmente, as luminárias embutidas são instaladas em ambientes com 
forro — de gesso, madeira ou outro material com pouca espessura — e mantêm 
uma borda de acabamento externa, enquanto toda a estrutura de fixação da 
lâmpada fica sobre o forro. A fixação é feita, comumente, utilizando presilhas com 
molas, que fazem pressão contra o gesso, como é ilustrado na Figura 12 
(CASTAGNA, 2019). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: Giedriusok/Shutterstock.com. 
 
Sobrepostas 
 
 
28 
 
 
Quando não é possível instalar luminárias embutidas ou se deseja um efeito 
arquitetônico que mostre o volume da luminária presa no teto, são utilizadas as 
luminárias sobrepostas, isto é, presas sob o teto, mantendo toda sua estrutura para 
baixo. Esse tipo de instalação é bem mais simples que as embutidas, pois não é 
necessário abrir o forro e a sua fixação é normalmente feita com parafusos fixados 
diretamente no teto, conforme o exemplo da Figura 13 (CASTAGNA, 2019). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 xpixel/Shutterstock.com. 
 
 
Pendentes 
 
Para realizar uma iluminação mais próxima do objeto iluminado, podem ser 
utilizados pendentes. Essas luminárias são muito comuns em mesas de jantar e 
reunião, pois evitam sombras sobre as mesas. Além disso, sua posição, afastada 
do teto, ajuda a definir espaços em projetos de interiores. Sua instalação é 
semelhante à das sobrepostas, com a diferença da existência de cabos de 
afastamento entre o teto e a luminária, como mostra a Figura 14 (CASTAGNA, 
2019). 
 
 
 
29 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Gatot Adri/Shutterstock.com. 
 
 
Trilhos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 9Air/Shutterstock.com. 
 
 
 
30 
 
Os trilhos são alternativas interessantes para evitar a criação de furos no 
forro, uma vez que esse elemento pode se conectar à rede elétrica em um ponto e 
se estender por grandes distâncias, que variam de 50 cm a 2 m, ao longo das quais 
podem ser instaladas as luminárias, como ilustra a Figura 15 (CASTAGNA, 2019). 
 
 Luminárias de parede 
 
 
 Em algumas situações, é desejável instalar elementos lumínicos nas 
paredes, seja para demarcar um acesso, seja para pautar uma circulação. Nesses 
casos, são utilizadas as luminárias de parede, que são semelhantes às luminárias 
de sobrepor, porém, com a diferença de serem instaladas verticalmente e, 
geralmente, emitirem luz para cima e para baixo, como mostra o exemplo da Figura 
16 (CASTAGNA, 2019). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 WichitS/Shutterstock.com. 
 
 
 
A combinação da luminária certa com a lâmpada mais adequada para a 
situação de projeto garante que o espaço tenha maior qualidade espacial. A seguir, 
 
 
31 
 
serão apresentadas as características luminotécnicas de diferentes tipos de 
luminárias e lâmpadas, de maneira a esclarecer como escolher a iluminação mais 
adequada para um projeto (CASTAGNA, 2019). 
 
3.2 Características luminotécnicas das lâmpadas e luminárias 
 
 Um dos aspectos mais importantes dos elementos de iluminação de um 
ambiente, tanto as lâmpadas quanto as luminárias, são as suas características 
luminotécnicas, ou seja, como a luz é emitida e transmitida para o ambiente por 
meio desses artefatos. O uso da lâmpada correta sem a luminária adequada pode 
estragar o efeito desejado. Portanto, é necessário conhecer o tipo de luz emitida 
pelas lâmpadas e os dispositivos de controle ótico existentes nas luminárias para 
que a escolha seja certeira (CASTAGNA, 2019). 
3.3 Características das lâmpadas 
 
 As lâmpadas, fontes primárias construídas para emitir radiação ótica visível 
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS — ABNT, 1991), emitem 
luz com características distintas, como, por exemplo, a cor, que pode tender para 
azul, amarelo ou vermelho, alterando a capacidade de reproduzir fielmente os tons 
dos objetos iluminados. Além disso, outros fatores, como custo ou durabilidade, 
podem levar à escolha de diferentes tipos de lâmpadas com características 
luminotécnicas semelhantes. A seguir, serão apresentadas as principais 
características dos tipos mais comuns de lâmpadas. 
 
Lâmpadas incandescentes 
 
 
 
32 
 
O funcionamento da lâmpada incandescente é relativamente simples: um 
filamento metálico no interior do bulbo transparente é aquecido por uma corrente 
elétrica até o ponto de se tornar incandescente. Para evitar que o filamento derreta 
com a alta temperatura, é preciso utilizar um material com ponto de fusão elevado, 
sendo, atualmente, o tungstênio o mais utilizado. A Figura 17 ilustra exemplos desse 
tipo de lâmpada (CASTAGNA, 2019). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Anthony Feoutis/Shutterstock.com. 
 
 
 
 
As lâmpadas incandescentes, em condições normais, emitem luz a uma 
temperatura relativamente baixa, de 2.800 K, gerando uma luz amarelada. O índice 
de reprodução de cores (IRC) dessas lâmpadas, no entanto, é excelente, atingindo 
o nível 100. Algumas das características desse tipo de lâmpada são (TREGENZA; 
LOE, 2015): 
 
• custo inicial baixo; 
• vida curta (em geral, 1.000 h nas comuns e 2.000 h nas de tungstênio 
e halogênio); 
 
 
33 
 
• baixa eficácia luminosa (12 lm/W nas comuns e 20 lm/W nas de 
tungstênio e halogênio); 
• boa reprodução de cores (CRI 100); 
• temperatura de cor entre 2.700 K e 3.000 K; „ não exigem circuito de 
controle elétrico, apenas um transformador para as de baixa voltagem. 
• 
 
Lâmpadas de descarga 
 
 O funcionamento das lâmpadas de descarga é bem diferente das lâmpadas 
incandescentes. Ao invés de aquecer um filamento até que ele fique incandescente, 
nas lâmpadas de descarga, é o gás existente dentro de tubos que emite a luz. Para 
gerar a luminosidade, as lâmpadas de descarga contam com eletrodos nas 
extremidades dos tubos que, com a aplicação de alta voltagem, ionizam o gás, 
gerando a luz. A Figura 18 traz um exemplo de lâmpada fluorescente compacta com 
eletrodos em sua base (CASTAGNA, 2019). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
34 
 
 New Africa/Shutterstock.com. 
 
Para evitar que a reação elétrica saia de controle, são necessários 
dispositivos eletrônicos de controle das descargas elétricas, que, após a aplicação 
da alta voltagem inicial, mantêm uma descarga elétrica constante apenas para 
manter a lâmpada emitindo luz. As primeiras lâmpadas desse tipo possuíam IRC 
muito ruim, distorcendo as cores nos ambientes. No entanto, os avanços na 
tecnologia permitiram melhorar essa característica. O Quadro 2 apresenta as 
características atuais das lâmpadas de descarga (CASTAGNA, 2019). 
 
Quadro 2. Características das lâmpadas de descarga 
Fluorescentes (a vapor de mercúrio sob baixa 
pressão) 
• Durabilidade moderada(10.000 h, 
conforme o tipo). 
• Boa eficácia luminosa (20 a 96 lm/W, 
conforme o tipo). 
• Boa reprodução de cores (CRI 50 a 
95). 
• Variedade de temperaturas de cor 
disponíveis (CCT 2.700 a 6.500 K). 
• Equipamento de controle elétrico 
necessário (em alguns tipos de 
lâmpadas fluorescentes compactas, 
vem embutido). 
Lâmpadas de descarga sob alta pressão • Custo médio a alto. 
• Eficácia luminosa média a alta (33 a 57 
lm/W, sob alta pressão de mercúrio; 60 
a 90 lm/W, halogeneto metálico; 40 a 
140 lm/W, sob alta pressão de sódio). 
• Reprodução de cores razoável a boa 
(CRI 19 a 90, conforme o tipo; 
temperatura de cor varia com o tipo). 
• Equipamento de controle elétrico 
necessário. 
Fonte: Adaptado de Trangenza (2015). 
 
 
Lâmpadas de LED 
 
As lâmpadas de LED são as que possuem tecnologia mais avançada entre 
as atualmente disponíveis comercialmente. Sua eletroluminescência ocorre “[...] 
quando os elétrons são reposicionados em uma junção entre dois materiais 
 
 
35 
 
semicondutores. Depois de aplicada uma corrente elétrica, a radiação é emitida a 
partir dessa junção” (TREGENZA; LOE, 2015, p. 47). 
Segundo Mariângela Moura (2015, p. 48), as lâmpadas de LED têm uma 
característica única quando comparadas aos demais tipos. Nos LEDs, “[...] a 
transformação da energia elétrica em energia luminosa é feita na matéria”, sendo 
um exemplo de iluminação em estado sólido. Ou seja, ao invés de aquecer um 
filamento ou ativar um gás, nessas lâmpadas, a luz é feita pela ativação de um 
material sólido. A Figura 19 ilustra a composição de uma lâmpada de LED. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: Adaptada de Tregenza e Loe (2015). 
 
 
Conforme a ilustração, é possível observar como o chip do LED, onde 
ocorre a reação lumínica, é uma parte bem pequena da composição. A luz emitida 
por essa reação elétrica precisa ser tratada para ser percebida como branca. Para 
isso, existem dois métodos, conforme narram Tregenza e Loe (2015, p. 47): “[...] a 
primeira consiste na acomodação de LEDs em um único invólucro onde terão seus 
raios mesclados; a segunda se dá por meio da aplicação de um revestimento de 
fósforo no LED com produção de raios ultravioleta”. 
As principais características das lâmpadas de LED são listadas a seguir 
(TREGENZA; LOE, 2015). 
 
 
36 
 
 
• São comercializadas por preços mais altos em relação a outros tipos 
de lâmpada, porém, essa diferença vem diminuindo. 
• Sua luminosidade é inferior a de outras lâmpadas, mas esse fator 
também está se alterando. 
• Possuem uma longa vida útil, em torno de 70.000 h, tendo a 
luminosidade diminuída com o tempo, ao invés de apagarem 
totalmente. 
• Há disponibilidade de peças de tamanhos extremamente reduzidos. 
• A reprodução de cores é razoável. 
• Apresentam sensibilidade em relação à temperatura, possuindo luz 
fria, porém, produzindo alto calor. 
• Acendem rapidamente. 
• Necessitam de circuito elétrico na instalação. 
Conforme demonstrado, existem três tipos principais de lâmpadas 
disponíveis comercialmente para uso em projetos de luminotécnica, cada um com 
suas características específicas e adequadas para situações distintas de projeto. A 
seguir, será demonstrado como a combinação entre lâmpadas e luminárias pode 
gerar efeitos lumínicos nos projetos (CASTAGNA, 2019). 
 
3.4 Características das luminárias 
 
 Grande parte das luminárias utiliza dispositivos de controle ótico para 
produzir a distribuição de luz desejada para um fim específico, conforme o que foi 
projetado. Segundo a norma NBR 5461 (ABNT, 1991), as luminárias devem 
distribuir, filtrar e modificar a luz emitida por uma ou mais lâmpadas. Uma luminária 
para escritório, por exemplo, deve distribuir a luz de maneira uniforme sobre as 
mesas das pessoas que estão trabalhando, enquanto em museus, normalmente, 
são utilizadas luminárias que concentram o feixe luminoso sobre as obras de arte. 
 
 
37 
 
A seguir, serão explorados os dispositivos de controle ótico presentes em luminárias 
para as mais diversas aplicações, segundo a conceituação apresentada por 
Tregenza e Loe (2015). 
 
Obstrução 
 
 A obstrução se dá por meio de um dispositivo que utiliza máscaras para 
controlar a luz, ou seja, utiliza um anteparo físico que permite que a luz passe 
somente pelo ângulo desejado, como, por exemplo, as luminárias de cabeceira, nas 
quais as lâmpadas ficam enclausuradas dentro de um copo metálico que bloqueia 
a luz lateral. A Figura 20 ilustra como ocorre a obstrução (CASTAGNA, 2019). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Transmissão difusa 
 
 Na transmissão difusa, é utilizado um material translúcido para que o feixe 
de luz concentrado se distribua em todas as direções. Esse dispositivo gera o efeito 
de aumento do tamanho aparente da fonte de luz, uma vez que, para o observador, 
 
 
 
 
 
 
 
 
38 
 
existe a impressão de que todo o material difuso está emitindo luz, conforme 
exemplifica a Figura 21 (CASTAGNA, 2019). 
 
 
 
 
 
 
Reflexão especular 
 
A reflexão especular trata do uso de superfícies especulares que causam a 
reflexão da luz em um ângulo igual ao de incidência da luz. Esse dispositivo é muito 
utilizado em superfícies curvas, nas quais pode ser obtido o efeito de focalização, 
em que o feixe lumínico é concentrado em um ponto, como mostra a Figura 22 
(CASTAGNA, 2019). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
 
 
Reflexão difusa 
 
Ao contrário da reflexão especular, na qual a luz é refletida em um ângulo 
igual ao de incidência, na reflexão difusa, a luz é refletida de maneira difusa, criando 
um feixe de luz homogeneamente distribuído no espaço, o que transmite a 
impressão de luminância constante de todos os pontos de vista, conforme a Figura 
23 (CASTAGNA, 2019). 
 
 
 
 
 
 
 Ângulo de reflexão 
 
 
 
40 
 
 
 
 
Refração 
 
Refração é o efeito pelo qual “[...] a direção do raio de luz se altera na junção 
de dois meios transparentes” (TREGENZA; LOE, 2015, p. 52). Ou seja, a luz 
penetra um material transparente e, ao sair dele, tem sua direção alterada. Esse 
dispositivo pode ser utilizado com lentes refratoras, que projetam a luz em direções 
específicas, como é ilustrado na Figura 24 (CASTAGNA, 2019). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
 
A utilização desses dispositivos de controle ótico garante que as luminárias 
respondam positivamente às necessidades do projeto, seja de distribuir a luz 
homogeneamente no espaço, seja de concentrar os feixes de luz em pontos 
determinados. A escolha de luminárias e lâmpadas inadequadas pode tornar um 
projeto de arquitetura de interiores muito desconfortável. Para garantir a 
especificação correta das luminárias e lâmpadas adequadas — uma decisão muito 
importante durante o projeto — é necessário compreender alguns critérios que 
serão apresentados a seguir (CASTAGNA, 2019). 
3.5 Utilização adequada de cada lâmpada e luminária 
 
 A escolha correta de luminárias e lâmpadas contribui para a qualidade do 
espaço construído, podendo melhorar significativamente a qualidade de vida das 
pessoas que utilizam esse espaço. Para que a escolha das lâmpadas e luminárias 
seja feita de maneira consciente, devem ser seguidos alguns critérios qualitativos. 
Para isso, ao longo dos anos, foram elaboradas tabelas que comparam os 
diferentes produtos disponíveis no mercado (CASTAGNA, 2019). 
 
Utilização de lâmpadas 
 
 Conforme foi apresentado, existem três categorias básicas de lâmpadas 
disponíveis no mercado, cada qual com suas características específicas quanto à 
economia de energia, às dimensões e ao processo de emissão de luz. No entanto, 
dentre todas as opções de lâmpadas disponíveis em lojas especializadas, é possível 
utilizar quatro critérios simples para checar se o produto terá uma performancesatisfatória no projeto (CASTAGNA, 2019). 
 Eficácia luminosa: trata da eficiência energética da lâmpada, ou seja, 
quantos lúmens (lm) — medida de quantidade de luz — a lâmpada pode emitir por 
watt (W) de energia elétrica consumida. Quanto maior o valor, mais eficiente é a 
 
 
42 
 
lâmpada. Essa característica pode, como afirma Mariângela Moura (2015), ser 
aplicada a lâmpadas, luminárias ou ao conjunto completo do sistema de iluminação. 
Durabilidade: corresponde ao número de horas que a lâmpada pode ficar 
acesa. 
Índice de reprodução de cor: é calculado a partir de medições de oito 
cores pastéis padronizadas pelo Comitê Internacional de Iluminação (TREGENZA; 
LOE, 2015). A medição é realizada por meio de um equipamento chamado 
espectrofotômetro, em um processo no qual a cor de uma superfície é medida sob 
a iluminação da lâmpada testada. Moura (2015) ressalta que a capacidade de 
reproduzir cores não está ligada à temperatura de cor da fonte luminosa, já que, 
segundo a autora, os objetos podem aparentar “[...] tonalidade branca quando são 
iluminados por lâmpada fluorescente e tonalidade mais amarelada quando 
iluminados por lâmpada de incandescência” (MOURA, 2015, p. 27). 
O Comitê Internacional de Iluminação estipula quatro categorias de 
reprodução de cores, conforme é demonstrado no Quadro 3. 
 
 
Quadro 3. Índice de reprodução de cores 
 
 Índice de 
reprodução 
de cores 
 
Próximo à reprodução de cor exata 
 
 
Rα ≥ 100 
 
Reprodução de cores de alta qualidade 
 
Rα ≥ 90 
 
Reprodução de cores de boa qualidade 
 
Rα ≥ 80 
 
Reprodução de cores de baixa qualidade 
 
Rα ≥ 79 
Fonte: Adaptado de Tregenza e Loe (2015). 
 
A ABNT (1991, apud MAGGI, 2013, documento on-line) define o IRC como 
a medição quantitativa do “[...] grau de aproximação entre a cor psicofísica de um 
objeto iluminado pelo iluminante sob ensaio e a do mesmo objeto iluminado pelo 
 
 
43 
 
iluminante de referência”. Ou seja, é a distinção entre a cor medida quando 
iluminada por uma lâmpada de controle e pela lâmpada que se testa. Segundo 
Moura (2015), a luz utilizada como referência é muito próxima à luz produzida pelo 
sol em um dia de verão ao meio-dia. 
Cor da luz: por último, as lâmpadas podem ser classificadas quanto à cor 
da luz que emitem. Essa medição é feita em escala Kelvin e acaba confundindo 
muitas pessoas, uma vez que as luzes quentes, mais próximas do amarelo, 
possuem temperaturas de cor mais baixas, como mostra o Quadro 4. A autora 
defende que esse atributo está ligado “[...] com a sensação de conforto que uma 
lâmpada proporciona em um determinado ambiente” (MOURA, 2015, p. 26) 
 
 
Quadro 4. Cor da luz. 
 Temperatura da cor correlata 
Cor quente Até 3.300 K 
Cor média Entre 3.300 e 5.300 K 
Cor fria Acima de 5.300 K 
Fonte: Adaptado de Tregenza e Loe (2015). 
 
 
Todos esses fatores devem ser levados em consideração na hora de 
escolher a lâmpada, para que a luz seja percebida no espaço que está sendo 
projetado conforme o desejado. Um restaurante, por exemplo, deve ter uma ótima 
reprodução de cores e, normalmente, opta-se por cores quentes, permitindo que os 
clientes vejam todas as cores da refeição e se sintam confortáveis e relaxados. Um 
escritório, por outro lado, pode ter luz de temperatura média ou fria, uma vez que 
esse tipo de luz mantém o ser humano mais alerta (CASTAGNA, 2019). 
 
3.6 Utilização de luminárias 
 
Para a escolha de luminárias, podem ser utilizados os critérios que serão 
apresentados a seguir. 
 
 
44 
 
 
Desempenho fotométrico: dado geralmente fornecido em duas medidas 
— o fluxo luminoso e a distribuição de intensidade luminosa. O primeiro trata da 
proporção da luz da lâmpada que sai da luminária e é expresso em porcentagem 
ou fração. Ou seja, se uma lâmpada que emite 100 lm é instalada em uma luminária 
com fluxo luminoso de 75%, apenas 75 lm saem da luminária. O fluxo luminoso está 
diretamente ligado à eficiência da luminária e, para ser eficiente, a luminária deve 
ter o fluxo luminoso o mais alto possível, significando que a energia elétrica utilizada 
para gerar a luz na lâmpada não será desperdiçada. A Figura 25 ilustra o processo 
de fluxo luminoso (CASTAGNA, 2019). 
 
 
 
Já a distribuição de intensidade luminosa é apresentada em forma de um 
gráfico que descreve o padrão de luz emergente de uma luminária. A Figura 26 
exemplifica a distribuição de intensidade luminosa de uma lâmpada incandescente 
instalada sem nenhum anteparo, na qual a luz é emitida, em sua maior parte, para 
baixo, mas também existe alguma quantidade de luminosidade emitida para cima 
da lâmpada (CASTAGNA, 2019). 
 
 
 
 
45 
 
 
 
 
Controle elétrico: para que as lâmpadas dentro das luminárias possam 
emitir luz, é preciso que exista corrente elétrica passando por elas. Para isso, as 
luminárias devem apresentar algum tipo de controle elétrico que regule a quantidade 
de eletricidade que passa pela lâmpada, fazendo com que ela tenha a performance 
esperada. Existe ainda a possibilidade de utilizar o controle elétrico para efeitos 
arquitetônicos. Trata-se da utilização da dimerização, sistema pelo qual a corrente 
elétrica é reduzida ou aumentada conforme a necessidade lumínica do usuário, 
ajustando, dessa forma, a intensidade da luz emitida. Antigamente, os dimmers só 
eram utilizados nas lâmpadas incandescentes, mas, atualmente, com os avanços 
tecnológicos, já existem lâmpadas de LED que podem ser controladas por 
dimerização (CASTAGNA, 2019). 
Condicionantes ambientais: as luminárias devem proteger a lâmpada e 
demais componentes elétricos dos fatores ambientais, como chuva, vento e 
temperaturas extremas. Uma luminária que ficará exposta à chuva, por exemplo, 
precisa ter resistência à água (CASTAGNA, 2019). 
 
 
 
 
 
46 
 
Segurança: um dos fatores de grande importância nas luminárias é a 
segurança. No Brasil, por exemplo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(Anvisa) exige que as luminárias em cozinhas profissionais devem ser herméticas, 
ou seja, devem evitar que a explosão acidental de lâmpadas cause a queda de 
detritos, conforme a resolução que dispõe sobre o assunto: 
 
[...] a iluminação da área de preparação deve proporcionar a visualização 
de forma que as atividades sejam realizadas sem comprometer a higiene 
e as características sensoriais dos alimentos. As luminárias localizadas 
sobre a área de preparação dos alimentos devem ser apropriadas e estar 
protegidas contra explosão e quedas acidentais (ANVISA, 2004, 
documento on-line). 
 
 
Condicionantes para instalação: além dos aspectos estéticos, de 
segurança e ambientais, deve ser observada a possibilidade de instalação da 
luminária no espaço projetado. Diferentes tipos de luminárias exigem infraestruturas 
próprias, como reatores, fiação e controles. Além disso, deve ser observado, no 
caso das luminárias embutidas, se o forro ou a parede onde se planeja instalar está 
apto a receber tal equipamento (CASTAGNA, 2019). 
Manutenção: é uma informação muito importante para o cliente, uma vez 
que uma luminária que exija uma frequente manutenção acaba gerando custos 
adicionais não calculados inicialmente. Portanto, é necessário checar com o 
fornecedor sobre a necessidade de manutenções periódicas e formas de 
substituição das lâmpadas. Com base em todas as informações que foram 
apresentadas, torna-se possível a especificação necessária para a escolha das 
lâmpadas e luminárias mais adequadas para cada projeto, de modo a corresponder 
às necessidades dos clientes, adaptando a iluminação corretamente ao espaço 
projetado. Atualmente, existe no mercado uma grande gama de produtos com 
características técnicas e estéticas únicas, ou seja, sempre existirá uma luminária 
e lâmpada adequada para cada situação de projeto que possa surgir (CASTAGNA, 
2019). 
 
 
 
47 
 
4 EQUIPAMENTOS 
Como paisagista, o empreendedorpode fazer uma ampla abundância de 
trabalhos. Alguns trabalhos são leves, por exemplo: o corte dos arbustos, já outros 
envolvem mudanças pesadas, tais como escavação de canais ou corte de árvores. 
Para ser capaz de tirar partido de todas estas oportunidades, as empresas de 
paisagismo precisam ter o equipamento certo para qualquer trabalho. Recordando 
que estas atividades são realizadas pelo jardineiro que trabalha para sua empresa 
de paisagismo, por isso, em função do projeto paisagístico, sua empresa deve ter o 
equipamento preciso para a construção do ambiente almejado (RABELO, 2014). 
 
 Transporte 
 
Para fazer o transporte do material e dos equipamentos é necessário um 
veículo confiável. Alguns tipos de veículos, como caminhonetes, são mais 
apropriados para esta atividade. Em determinados casos, os veículos são precisos 
para outras tarefas no momento de um trabalho, fazendo com que o seu tamanho 
tenha uma consideração relevante. Por exemplo, pode ser preciso anexar um 
reboque para conduzir grandes cortadores de grama e outros equipamentos. 
Veículos podem ser necessários para a limpeza do espaço no qual o projeto de 
paisagismo será elaborado. 
 
Aparadores 
 
Pode necessitar de distintos tipos de equipamentos para plantas e 
paisagens diversas. Cortadores de grama são a espinha dorsal de qualquer 
empresa de paisagismo para conservar gramados. Cortadores transformam em 
tamanho e potência, a partir de cortadores manuais pequenos até cortadores de 
grama de auto-propulsão. Consiga o que precisa com base no escopo de sua 
empresa e de suas operações. Outros tipos de aparadores são precisos, contendo 
 
 
48 
 
podadores e tesouras, que são usados especialmente para manutenção de 
arbustos e árvores (RABELO, 2014). 
 
Outros equipamentos 
 
Assim como com o corte, o cultivo pode ser realizado em muitos níveis 
distintos, com diferentes tipos de equipamentos. Em jardim pequeno, ferramentas 
manuais, como pás, enxadas, adubadeiras, entre outros. podem ser suficientes. Em 
configurações grandes, equipamentos mais pesados podem ser precisos como, por 
exemplo um trator. É necessário avaliar as necessidades de cultivo e os 
equipamentos estabelecidos pelos tipos de trabalho que serão fornecidos pela 
empresa. Isso irá ajudá-lo a resolver se é necessário comprar ou alugar o 
equipamento (RABELO, 2014). 
 
Equipamentos de Segurança 
 
Acontecerá de realizar algumas atividades que o expõe a perigos físicos. 
Ferramentas afiadas e irregulares, produtos químicos perigosos (se o paisagista 
escolher por um empreendimento que vise projetos sustentáveis é melhor não usar 
produtos químicos dessa natureza) e detritos voando são alguns dos riscos que os 
paisagistas enfrentam. Por essa causa é importante comprar e conservar 
equipamentos de segurança, contendo luvas e roupa de proteção, para proteger o 
seu corpo de cortes graves. Óculos de segurança podem ser precisos para proteger 
seus olhos dos gases perigosos e produtos químicos. Outros equipamentos, tais 
como recipientes de gasolina, ferramentas manuais ergonômicas podem tornar 
mínimo os riscos de acidentes de trabalho (RABELO, 2014). 
 
Fonte: http://finslab.com/tipos-de-empresas/artigo-1861.html 
 
Além disso, é preciso os seguintes móveis e equipamentos para a área 
administrativa (escritório de projetos): 
http://finslab.com/tipos-de-empresas/artigo-1861.html
 
 
49 
 
- Armário, Cadeiras, Conjunto de sofá, Estante, Frigobar, Impressora, 
Mesas, Microcomputador completo, Prancheta de desenho, Softwares para projeto 
de paisagismo e Telefone (RABELO, 2014). 
 
Equipamentos específicos para o fazer passivo ou ativo 
 
 Em relação ao lazer ativo, o material preciso consiste de uma grande 
abundância de equipamentos e aparelhos precisos à complementação de áreas 
específicas para práticas esportivas ou exercício corporal (FILHOS, 2002). 
Em residências ou áreas públicas ou privadas, onde exista a frequência de 
crianças e adolescentes, reservam-se nos jardins espaços para diversão desses 
usuários, incluindo-se balanços, gangorras, carrossel, escorregadores e caixas de 
areia para as crianças pequenas, ou um campinho de futebol, com barras fixas ou 
móveis, para as maiores (FILHOS, 2002). 
Nas áreas públicas, os bancos são incluídos nas praças e jardins, mirando 
rotação dos usuários. Em áreas particulares, normalmente são unidos e 
emoldurados pelos planos de piso, compondo-se em elemento de permanência 
transitória ou prolongada (FILHOS, 2002). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
50 
 
5 REFERÊNCIA 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 5461: 
iluminação. Rio de Janeiro, 1991. 
 
CASTAGNA, A. C. Luminotécnica. Soluções Educacionais Integradas – SAGAH, 
2019. 
 
CONHEÇA os empreendimentos onde serão instalados os vencedores do 3º 
Desafio de Design Odebrecht Braskem. In: ARCHDAILY. [S. l.: s. n.], 2015. 
Disponível em: https://www. archdaily.com.br/br/768871/conheca-os-
empreendimentos-onde-serao-instalados-os- -vencedores-do-3o-desafio-de-
design-odebrecht-braskem. Acesso em: 27 out. 2019. 
 
GEHL, J. Cidades para pessoas. São Paulo: Perspectiva, 2015. 
 
GEHL, J. Life between buildings: using public space. Washington: Island Press, 
1971. 
 
HERTZBERGER, H. Lessons for students in architecture. Rotterdam: nai010 
Publishers, 2005. 
 
JACOBS, J. Morte e vida de grandes cidades. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 
2011. 
 
JOSÉ AUGUSTO DE LIRA FILHOS. Paisagismo – Elementos de Composição 
Estética. Editora: Aprenda Fácil, 2002. 
 
MAGGI, T. Estudo e implementação de uma luminária de iluminação pública a 
base de leds. 2013. 243 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Elétrica) — 
Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2013. Disponível em: 
https://repositorio.ufsm.br/bitstream/ 
handle/1/8519/MAGGI,%20TIAGO.pdf?sequence=1. Acesso em: 27 nov. 2019. 
 
MASCARÓ, J. L. Loteamentos urbanos. Porto Alegre: L. Mascaró, 2003. 
 
MOURA, M. Iluminação: análise de cenários utilizando a tecnologia LED. 2015. 
208 p. Tese (Doutorado em Engenharia Civil) — Universidade Federal Fluminense, 
Niterói, 2015. Disponível em: http://poscivil.sites.uff.br/wp-
content/uploads/sites/461/2018/10/ dout._mariangela4formatada.pdf. Acesso em: 
26 nov. 2019. 
 
RABELO, D. Como montar um serviço de paisagismo. Serviço Brasileiro de 
apoio à Micro e Pequenas Empresas. SEBRAE, 2014. 
 
 
 
 
51 
 
ROGERS, R. R.; GUMUCHDJIAN, P. Cidades para um pequeno planeta. São 
Paulo: Gustavo Gilli, 2017. 
 
TREGENZA, P.; LOE, D. Projeto de iluminação. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 
2015. 
 
VIEIRA, A. S.; OLIVEIRA, A. M. Paisagismo além da estética: uma concepção 
ambiental. Goiânia: PUC-GO, 2015. 
 
WATERMAN, T. Fundamentos de paisagismo. Porto Alegre: Bookman: 2011.

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