Prévia do material em texto
Protozoários
Prof. Márcio André
Objetivos
Conhecer aspectos morfológicos, epidemiológicos , clínicos e laboratoriais dos principais protozoários intestinais.
Diferenciar formas císticas de trofozoíticas.
INTRODUÇÃO
Protozoários
• Reino: Protista
• Subreino: Protozoa
• Protozoários: organismos protistas, eucariontes e constituídos por apenas uma célula
SISTEMÁTICA
Reino: Protozoa
• Filo: Sarcomastighophora
Subfilo: Sarcodina
• Ordem: Amoebida
• Família: Entamoebidae
• Gêneros:Entamoeba
• Espécie: Entamoeba histolytica, E. dispar, E.coli, E.hartmanni
Amebíase
Parasitose causada pelo protozoário E. histolytica, da Família Entamoebidae;
Pode atuar como comensal ou provocar a invasão de tecidos, originando as formas intestinal e extra-intestinal da doença.
Distribuição no Brasil e no mundo: Estima-se que mais de 10% da população mundial está infectada
Biologia
Doença: amebíase.
• Habitat: Intestino grosso.
• Locomoção por emissão de pseudópodes.
• Via de transmissão: Ingestão de cistos em alimentos e bebidas contaminadas, contato oral-anal e transporte mecânico por insetos.
Epidemiologia
Essa doença é distribuída em todo o mundo e possui uma distribuição cosmopolita, o que reflete em um alto risco para países em desenvolvimento, em que as condições de saneamento básico geralmente são precárias
Mecanismos fisiopatogênicos
A colite amebiana caracteriza-se pela presença de úlceras discretas, separadas por regiões de mucosa colônica de aparência normal;
O processo de invasão tecidual é iniciado pelo reconhecimento de moléculas do epitélio intestinal pelo parasito;
processo de adesão celular há formação de um espaço intercelular denominado foco de adesão;
Colite amebiana
A invasão da mucosa colônica pelos trofozoítos pode levar a hemorragia macroscópica e ser detectada também em crianças sem histórico de diarréia.
Ocasionalmente a colite amebiana evolui para perfuração da parede intestinal, podendo apresentar íleo paralítico e deslocamento da mucosa, caracterizando-se um quadro de colite fulminante
Colite
Amebíase hepática/Amebomas
Os principais sintomas consistem em dor ou sensação de peso no hipocôndrio direito e rigidez dos músculos abdominais na região hepática.
Cerca de 25% dos pacientes apresentam diarréia, náuseas, vômitos e, por vezes, icterícia.
O abcesso hepático pode eventalmente romper ou ir para cavidade peritoneal podendo ocorrer peritonite.
Alguns pacientes apresentam quadro crônico de febre, perda de peso e dor abdominal com ou sem hepatomegalia.
Abscesso hepático
Outras Manifestações
Diagnóstico laboratorial
Cisto / Etamoeba histolytica
Giardia lamblia
Prof. Márcio André
Sistemática
Epidemiologia da giardíase
Distribuição mundial (cosmopolita) ; OMS: 500 mil novos casos/ano
Atinge principalmente crianças de 8 meses à 10-12 anos (creches)
Surtos epidêmicos veiculados por água
Prevalência 5 a 43% em países em desenvolvimento 3 a 7% em países desenvolvidos
Mecanismos de Transmissão
Cistos são responsáveis pela transmissão (sobrevivem na água)
Água e alimentos contaminados
Transmissão direta pelas mãos (fecal-oral)
Período de incubação 1-4 semanas com média de 7-10 dias
Sintomatologia
Variável
Assintomática
Sintomática (agudo-crônico)
Aguda, intermitente e autolimitante
Dores abdominais (cólicas)
Diarréia (líquida) - muco + gordura - ausência de Hemáceas
Má absorção intestinal
Mecanismo de patogenicidade
processo causado pelos trofozoítos é chamado de atapetamento;
parasitas em grande quantidade aderem e recobrem a parede do duodeno - “tapete”
Diagnóstico
Nas fezes formadas – pesquisa de cistos com salina ou lugol pelo método de Faust;
Nas fezes diarréicas – pesquisa de trofozoítos (imediatamente após a coleta levar ao laboratório, pois, têm viabilidade curta);
cistos
trofozoíto
obrigado
image1.jpeg
media1.mp4
image2.png
image3.png
image4.svg
.MsftOfcResponsive_Fill_ffffff {
fill:#FFFFFF;
}
image5.png
image6.svg
.MsftOfcResponsive_Fill_ffffff {
fill:#FFFFFF;
}
image7.png
image8.svg
.MsftOfcThm_Background1_Fill {
fill:#FFFFFF;
}
image9.png
image10.svg
.MsftOfcThm_Background1_Fill {
fill:#FFFFFF;
}
image11.png
image12.svg
.MsftOfcThm_Background1_Fill {
fill:#FFFFFF;
}
image13.png
image14.svg
.MsftOfcThm_Accent1_Fill {
fill:#4472C4;
}
.MsftOfcThm_Accent1_Stroke {
stroke:#4472C4;
}
image15.png
image16.svg
.MsftOfcThm_Background1_Fill {
fill:#FFFFFF;
}
image17.png
image18.svg
.MsftOfcThm_Background1_Fill {
fill:#FFFFFF;
}
image19.gif
image20.png
image21.svg
.MsftOfcThm_Background1_Fill {
fill:#FFFFFF;
}
image22.png
image23.svg
.MsftOfcThm_Background1_Fill {
fill:#FFFFFF;
}
image24.png
image25.svg
.MsftOfcThm_Background1_Fill {
fill:#FFFFFF;
}
image26.jpeg
image27.jpeg
image28.jpeg
image29.jpeg
image30.jpeg
image31.jpeg
image32.jpeg
image33.jpeg
image34.jpeg
image35.png
image36.svg
.MsftOfcThm_Background1_Fill {
fill:#FFFFFF;
}
image37.jpeg
image38.jpeg
image39.png
image40.svg
.MsftOfcThm_Accent1_Fill {
fill:#4472C4;
}
.MsftOfcThm_Accent1_Stroke {
stroke:#4472C4;
}