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Gêneros que irão ser estudados: · Dirofilaria · Acanthocheilonema · Onchocerca · Setaria · Oxyuris —-------------------------------------------------- FILO: Nematoda · ORDEM Rhabditida · ORDEM Oxyurida SUPERFAMÍLIA FILARIOIDEA —-------- Ciclo: indireto (HI - ciclo heteroxeno) Tamanho do adulto é variado (2-50 cm) • Fêmeas > Machos · Fusiformes, alongados e não segmentados · 4 estádios larvais: L1, L2, L3 e L4 · L5 (não usado) = adulto · Fêmeas são larvíparas · o embrião é alongado e maleável e a casca do ovo é maleável se moldando ao crescimento do embrião · embrião parece uma larva · o embrião pode ou não apresentar a bainha (resíduo do ovo): embainhada ou desembainhada · Microfilárias: é essa fase anterior do L1, não é a larva ainda, é o embrião com a forma larval, com ou sem bainha → Embainhadas ou desembainhadas: Útil na identificação de espécies · todo esse processo até a formação da microfilária ocorre no útero do verme · A fêmea libera as microfilárias na circulação Embainhada Desembainhada Ciclo evolutivo básico Formas adultas → liberação das microfilárias na circulação (sanguínea ou linfática) ou tecidos → repasto sanguíneo pelo vetor (mosquitos) → ingestão da microfilárias → (L1→L2→L3: no intestino médio do inseto)→ L3 na glândula salivar → repasto sanguíneo do mosquito no HD→ infecção do HD com a L3 → (L3 → L4 → Adulto: no HD) Principais filárias de interesse Veterinário · Dirofilaria · Acanthocheilonema · Setaria · Onchocerca Principais filárias de interesse em seres humanos · Onchocerca - Cegueira-dos-rios · Wuchereria bancrofti - Elefantíase · Mansonella - Comum na Amazônia · Dirofilaria - Casos zoonóticos DIROFILARIA · Dirofilaria immitis · Hospedeiros: cães domésticos · Ocasionalmente em gatos · Raramente humanos · Dirofilariose (“Verme do coração”) · Habitat (forma adulta) · Artéria pulmonar (principalmente) · Ventrículo direito (principalmente) · Átrio direito · Veia cava posterior Dirofilaria immitis · Adultos: delgados, longos e esbranquiçados · Machos: 12-16 cm Espículos presentes Sem bolsa copulatória Cauda em espiral · Fêmeas: 25-30 cm (larvíparas) Ovários longos / útero Vulva · Tubo digestivo completo (boca / ânus · Encontrados juntos em uma massa enovelada → obstrução do fluxo sanguíneo · Podem viver cerca de 5 anos · Podem causar consequências crônicas · HI: culicídeos · Aedes, Anopheles e Culex · ingestão das microfilárias e Desenvolvimento (L1 → L3) nos Túbulos de Malpighi: estruturas de excreção e osmorregulação dos insetos · Carrapatos, pulgas e piolhos não são vetores Ciclo · Mesmo ciclo geral com algumas modificações · ciclo lento Ingestão das microfilárias durante o repasto pelo HI → (L1→ L2→ L3, no inseto) → L3 na glândula salivar → picada → (L3 → L4 → adulto jovem, no local da picada: tecido subcutâneo) → desenvolvimento lento → adulto jovem atinge circulação → coração→ maturação→ adulto maturo → desenvolvimento lento até a formação das microfilárias na circulação Distribuição geográfica (cães) · Zonas quentes / tropicais · Brasil: É encontrado em todas as regiões, mas em maior quantidade em áreas mais quentes e costeiras Importância veterinária Dirofilariose canina: · Associada à forma adulta: o problema é que não causam grandes problemas, fica grave quando fica em grande quantidade parasitando o coração · Geralmente assintomático em infecções leves (até 25 vermes) · Infecções maciças: + 50 adultos · Intolerância ao exercício (fica cansado muito rápido) · Perda gradual da condição física · Tosse crônica · Dispnéia · Obstrução do fluxo sanguíneo normal Insuficiência cardíaca · Endocardite / arterite pulmonar · Existe tratamento · Longo e requer cuidados contínuos: para matar os vermes aos poucos e não causar obstrução nos vasos pelos vermes mortos A eliminação rápida pode formar êmbolos que obstruem as ramificações mais finas da artéria pulmonar → pode levar à insuficiência respiratória aguda e, em casos graves, à morte súbita Suporte terapêutico: .Uso de Anti-inflamatórios: para controlar a reação inflamatória causada pelos vermes e pela degradação das larvas e adultos. . Restrição de Exercício: O animal deve ter atividade física restrita para diminuir a pressão sanguínea nos pulmões e reduzir o risco de êmbolos. Remoção pelo Organismo: Os vermes mortos (que são proteínas) são degradados pelos macrófagos e células inflamatórias do próprio hospedeiro e absorvidos lentamente pelo sistema linfático e circulatório. · Prevenção contra os vetores: uso de coleira repelente Dirofilariose felina · Menos susceptíveis: sistema imune mais forte, poucas larvas conseguem chegar a forma adulta · Difere dos cães em alguns aspectos: · Poucas microfilárias na circulação · Poucas formas adultas (2 a 4 em média) → pode acontecer que esses poucos adultos não tenha o sexo oposto → não havendo microfilárias · Porém, pode causar sintomatologia clínica e morte · Presença de adultos nos pulmões Importância zoonótica · Em humanos: larvas migram para os pulmões → morrem (Larvas não evoluem até a forma adulta) · Pulmões → corpo humano reage à presença do parasita morto formando uma reação inflamatória granulomatosa em torno da larva → formação de nódulos calcificados (“Lesão em moeda”) · Sem importância clínica · As larvas podem formar nódulos que podem ser confundidos com doenças graves como o câncer → visto na radiografia · Deve-se saber Diferenciar de tuberculose / neoplasia · Ao identificar a "lesão em moeda", o médico deve considerar a dirofilariose como um diagnóstico diferencial benigno, evitando tratamentos agressivos desnecessários. ACANTHOCHEILONEMA · Principal espécie no Brasil: · Acanthocheilonema reconditum (Anteriormente: Dipetalonema) "reconditum": escondido, oculto, retirado ou desconhecido, ignorado: os vermes adultos viverem em um local menos óbvio (tecido subcutâneo). · Hospedeiros · Canídeos · Habitat da forma adulta · Tecidos subcutâneos e fibrosos · Habitat da microfilária: Circulação sanguínea · Vetores (HI) · Pulga: Ctenocephalides felis · Piolho (mastigador): Heterodoxus spiniger Acanthocheilonema reconditum · Morfologia adulto · Machos: 1,5 cm Espículos desiguais · Fêmeas: 2,5 cm · Morfologia microfilária · ~ 280 μm · Desembainhadas · Cauda em forma de gancho Ciclo Mesmo ciclo geral em parte Injeção das microfilárias durante o repasto pelo HI → (L1 → L2→ L3, no HI) → repasto → L3 no HD → tecido subcutâneo → (l3 → L4 → adulto, no tecido subcutâneo) → cópula no tecido subcutâneo → microfilárias na circulação Importância Veterinária · Adultos e microfilárias · Assintomático · Sem alterações patológicas · Semelhança morfológica da microfilária com D. immitis! · Diagnóstico errôneo de dirofilariose · Tratamento desnecessário ONCHOCERCA SPP · Importância mais humana · Principais espécies em animais no Brasil: · Onchocerca gutturosa: bovinos · Onchocerca cervicalis: equinos · Habitat da forma adulta · Tecido fibroso (ligamentos) · Habitat da microfilária · Espaços tissulares da pele: interstício → entre as células · Circulação sanguínea · Vetores (HI) · O. gutturosa: Simulium (borrachudo) · O. cervicalis: Culicoides · Forma adulta · Finos e esbranquiçados · Estrias transversais · MachosEquinos · Localização dos Adultos: ligamento nucal · Os adultos causam tumefação indolor (inchaço sem dor) na região do pescoço onde se alojam, mas a pele sobrejacente permanece intacta · A migração das microfilárias dos ligamentos para os espaços tissulares da pele (subcutâneo) estimula uma reação alérgica Localização das Lesões na Pele · Abdômen · Tórax · cernelha · pescoço · Face Onchocerca volvulus · forma nódulos → são indolores · relevância humanos Importância Seres Humanos (não focar) · Cegueira dos Rios: nome popular da oncocercose ocular · causada pela migração das microfilárias para o globo ocular → morte → inflamação crônica → se não tratada → cegueira · Lesões Cutâneas: Causadas pela presença massiva das microfilárias nos espaços tissulares da pele → reação inflamatória → resulta em: · Prurido Intenso (coceira). · Dermatite Crônica, levando à atrofia, despigmentação ou espessamento da pele (dando a aparência enrugada vista na imagem) Incidente na África · Oncocercomas: nódulos subcutâneos que se formam ao redor dos vermes adultos (que vivem nos tecidos fibrosos). SETARIA → verme branco → anel cuticular(expansão cuticular) é essa proeminência na boca Ciclo L3 nos HD → migração para a cavidade peritoneal (abdominal) → transformação em adultos → microfilárias na circulação → ingestão pelo HI Ciclo errático: migração das microfilárias para os olhos e SNC WUCHERERIA · Em humanos -> ciclo é do mesmo padrão → Problema: grandes quantidades nos vasos linfáticos (vasos são finos) ORDEM OXYURIDA —------------------------ → coceira na região perianal → a fêmea copula grandes quantidades de ovos e liberam tudo junto → fêmea morre depois da oviposição Ciclo · Ciclo monoxeno · Adulto no ceco · fêmea faz uma única oviposição e morre Fêmea sai do ceco → região perianal → se projeta para fora → oviposição → milhares de ovos (estão em uma massa gelatinosa · Os ovos não saem nas fezes ficam presos na região perianal · Ovo → desenvolvimento da L3 no seu interior · A massa gelatinosa seca → gera coceira → na coceira espalha os ovos no ambiente (ao se esfregar espalha ovos em solo, cercas, mourões, árvores) → Pode cair nas pastagens ou ser levado pela chuva para as pastagens · Ingestão de L3 com o pasto → IG → (L3 → L4 → adulto) · As fêmeas podem ser encontradas nas fezes → fêmeas mortas são levadas pelas fezes · Animal fica com lesões perianais por conta da coceira · Tem tratamento → fêmea se desloca do IG para a região perianal → fêmea na região perianal depositando ovos --> massa gelatinosa contendo ovos Importância veterinária · Prurido intenso → lesão da pele em razão de o animal se esfregar em objetos · Perdas de pelos na região perianal · Inquietação · Falta de apetite → O ciclo de auto-infecção constante e o habitat do verme em local onde o sistema imune é menos ativo, resulta em uma imunidade fraca e de curta duração. Diagnóstico · Método simples, não invasivo e altamente eficaz para coletar e visualizar os ovos · Um pedaço de fita adesiva transparente (fita gomada) com a parte adesiva voltada para fora é pressionado firmemente contra a região perianal do animal, onde os ovos foram depositados. · A fita é cuidadosamente removida, aderindo os ovos e o material mucoso à sua superfície. · A fita é estendida e fixada em uma lâmina de microscopia (com a parte adesiva para baixo) e examinada ao microscópio para identificar os ovos Prevalência 3º verminose de equinos mais presentes em equinos, atrás de grandes e pequenos estrôngilos → Quimioterapia de rotina: anti-helmíntico image18.png image75.png image5.png image53.png image77.png image70.png image56.png image38.png image26.jpg image58.png image9.png image13.png image45.png image74.png image51.png image57.png image61.png image10.png image16.png image17.jpg image32.jpg image36.png image20.png image72.png image50.png image11.png image44.png image43.png image7.png image60.png image33.png image64.png image8.png image21.png image73.jpg image22.jpg image66.jpg image24.jpg image4.png image39.png image63.png image69.png image41.png image35.png image31.png image28.png image47.png image30.png image65.png image67.png image49.png image1.jpg image48.png image27.jpg image78.jpg image19.jpg image54.jpg image23.jpg image71.png image29.png image76.png image15.png image14.png image12.png image6.png image52.png image34.png image40.png image25.png image59.png image37.png image3.png image68.png image62.png image55.png image46.png image79.png