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Avaliação da vitalidade fetal · Vitalidade fetal: conjunto de propriedades que expressam a saúde fetal · Avaliação do bem-estar fetal: diminui mortalidade · Pré-natal, UTIs neonatais MOVIMENTAÇÃO FETAL · Mãe em DLE com mão na barriga · 3 vezes ao dia durante 1 hora · Após as refeições: a oferta de glicose para o feto · O feto necessita se movimentar pelo menos 3 vezes durante essa 1 hora · Discutível eficácia AUSCULTA DE BCFs · Durante o trabalho de parto · Relação direta com o bem-estar fetal · Baixo risco: · 1º período: 30 em 30 minutos · 2º período: 15 em 15 minutos · Alto risco: · 1º período: 15 em 15 minutos no mínimo · 2º período: 5 em 5 minutos CARDIOTOCOGRAFIA (MAP) · Permite o registro eletrônico simultâneo de frequência cardíaca fetal e da atividade uterina · Os traçados podem refletir estados fetais fisiológicos – sono-vigília ou oxigenação ou uso de medicamentos · A resposta cardíaca normal é manifestada pela aceleração e pela reatividade da frequência cardíaca fetal acoplada à movimentação fetal · O MAP ajuda na conduta, mas não necessariamente ajuda no prognóstico neonatal · Vantagens: · Poucos falsos negativos · Alta sensibilidade · Desvantagens: · Alto índice de falso positivo · Baixa especificidade · Indicações: · Gestação de alto risco: o MAP serve para fazer avaliação do bem-estar fetal a partir de 31-32 semanas de gestação · Acompanhar por pelo menos 20 minutos os BCFs, contrações e a movimentação fetal · Normalidade: · Simpático X Parassimpático: · Nervo vago (parassimpático 10º NC): produz bradicardia · Frequência cardíaca: · Frequência cardíaca normal para bebês: 110-160 bpm · Olhar na linha de base · Bebês são taquicárdicos, porque possuem tônus vagal mais baixo que o nosso. · Variabilidade: · Achado mais importante para saber se o bebê está bem · Com variabilidade: bebê está bem: quer dizer que o cérebro está funcionando · Acelerações transitórias: · Prova de que o bebê está bem: fazer aceleração e retornar a linha de base · Pode fazer aceleração transitória por conta de um som, movimentação, ou seja, qualquer estímulo · Espicas: · Queda abrupta entre um ponto e outro da batida; · Não tem importância semiológica, é um achado, apenas · Coração contrai e faz micropausa, queda rápida com recuperação rápida · Variabilidade diminuída: · Pode ser normal: bebê pode estar dormindo · Pode indicar hipóxia fetal · Pode acontecer sob prematuridade: é normal uma presença menor do telencéfalo que pode fazer um padrão de variabilidade diminuído · Variabilidade aumentada: · Vinculado a uma atividade motora excessiva · Pode ser vinculada a uma arritmia fetal e hipoxemia iniciada (quando ainda não conseguiu se estabelecer o mecanismo de economia de energia) · Taquicardia fetal: Pode indicar: · Evento hipóxico inicial · Corioamnionite · Febre materna · Tireotoxicose · Beta-miméticos: produzem efeito de sedação uterina · Ansiedade materna · Arritmia fetal · Atividade fetal intensa: uma quantidade grande de casos · Bradicardia fetal: · Pensar como primeira possibilidade de hipóxia fetal · Marcador de alto risco · Deve ser tratada com bastante seriedade, pois deve-se pensar que tem algo errado e grave acontecendo Pode ser causada por: · Utilização de medicações: propranolol, anestésicos locais · Arritmia fetal · Hipocalemia · Constitucional: tem bebês que são naturalmente mais bradicardíacos · Evento sentinela: mudança abrupta, evento de muito alto risco (prolapsou o cordão, descolamento de placenta, rompeu o útero) · Desacelerações intra-parto (DIP): · Conjunto de quedas da frequência cardíaca que tem durante uma monitorização e que tem algum significado do ponto de vista clínico DIP I · Desacelerações precoces · Mecanismo fisiológico · Causada primordialmente pela compressão do polo cefálico: da pressão intracraniana – como forma de compensar, faz-se a bradicardia · Bebê para fazer DIP I necessita ter um bom funcionamento cerebral · O pico máximo da DIP I acontece junto com o pico máximo da contração para manter a pressão intracraniana constante · Causa da DIP I: contrações DIP III (variável ou umbilical): · Desacelerações variáveis · Compressão do cordão umbilical (funículo): em casos de restrição de crescimento, de oligodrâmnio, bolsa rota, circular de cordão · Sugere hipóxia fetal · Clampeamento da aorta abdominal causa taquicardia sangue desvia para cima vai para carótidas (barorreceptores do seio carotídeo) estimula nervo vago e diminui FC cai pressão necessário aumentar a FC taquicardia em relação à linha de base · DIP III em excesso pode evoluir para asfixia · Resumo: asfixia – queda de frequência cardíaca – taquicardia · Toda DIP I ou DIP II em excesso pode evoluir para asfixia. · As DIP são marcadores de risco e possuem importância clínica DIP II (tardias): · Desacelerações tardias · Sugere hipóxia fetal aguda · Típico de insuficiência placentária · Tardia quando comparada com a DIP I · Pico de desaceleração longe da contração: DIP II pós contração uterina · Bebê fica sem reserva energética útero contrai (reduz a troca de gases materno-fetais) produz restrição de fluxo de O2 asfixia (redução do consumo energético) · Quer salvar os órgãos vitais: coração, cérebro e adrenal (adrenalina - taquicardia) · Fazem uma vasoconstrição absoluta periférica · Quando bebê faz bradicardia, mas aumenta o período de enchimento ventricular, o bebê tenta utilizar o último do mecanismo para poupar energia antes do óbito · Curva assimétrica · Pico da contração sempre anterior ao pico de desaceleração · Padrão sinusoidal · Cérebro já perdeu a função e o coração está perdendo também: coração insuficiente · Péssimo prognóstico · Acontece em casos de isoimunização com insuficiência cardíaca e anemia grave · Sempre padrão tipo III · Quais são os sinais que sugerem hipóxia fetal aguda? · Variabilidade ausente · DIP II · DIP III: especialmente se for sequencial · Bradicardia fetal persistente · Padrão sinusoidal · Categorias da MAP: Categoria I: · Linha de base normal · Variabilidade normal · Pode ter DIP I · Pode não ter acelerações transitórias (ATs) Categoria III: · Ausência de variabilidade e: · Desacelerações tardias recorrentes · Desacelerações variáveis recorrentes · Bradicardia · Padrão sinusoidal Categoria II (não se tem certeza do que está acontecendo): · Taquicardia · Bradicardia com variabilidade · Variabilidade mínima ou aumentada · Desacelerações periódicas ou episódicas: · Variáveis: Variabilidade mínima ou normal Retorno lento Prolongadas · Desacelerações tardias: com variabilidade normal · Conduta: · Categoria I: tratamento expectante · Categoria II: mudança de decúbito, descontinuar ocitocina, MAP contínuo · Categoria III: parto pela via mais rápida · Resumindo MAP: · Cesariana · Parto instrumentado · Não altera morbimortalidade neonatal ou paralisia cerebral · Convulsões neonatais · Alto índice de falso positivo · Não existe indicação rotineira no trabalho de parto · Indicações: · Induções · Gestação de alto risco · Líquido meconial · Sangramento vaginal · Bolsa rota · Alterações na frequência cardíaca fetal durante a ausculta ANÁLISE COMPUTADORIZADA DA FREQUÊNCIA CARDIOFETAL ANTEPARTO · Está em estudos iniciais · Alta acurácia PERFIL BIOSÍFICO FETAL · Movimentos respiratórios: 2/2 · Movimentos corporais: 2/2 · Tônus fetal: 2/2 · Índice de líquido amniótico: 2/2 · Cardiotocografia: 2/2 · Observação: padrão que se dá é 0 ou 2 pontos para cada um deles. O perfil pode ser 2, 4, 6, 8 ou 10. Não existe padrão ímpar Líquido amniótico (ila) · Normal: 8 a 18 cm · Intermediário: 5-8 cm · Oligodrâmnio: 2x2cm · Ausência de bolsões de LA 2cm na vertical 1cm de diâmetro transverso: oligodrâmnio · Acontece em casos de: · Crescimento uterino restrito · Pós-termo · Anomalias congênitas fetais · Morbimortalidade perinatal · Conduta resumida do perfil biofísico fetal: · LA normal: interromper se PBF 6/10 · LA diminuído: interromper se bolsa íntegra e rim SP · PBF· Artéria uterina: · Mede o comprometimento sistêmico · Necessita de alto fluxo diastólico · Na gestação fica com tão pouca resistência, mas o fluxo sanguíneo se mantém · Marcador de risco tanto para restrição de crescimento quanto para pré-eclâmpsia · Artéria umbilical: · Mede o comprometimento placentário · Diástole reduzida · Paciente com placenta normal tem um superfluxo na artéria umbilical · Na diástole zero tem uma resistência placentária a ponta de que o sangue só passe na artéria no momento em que tiver a sístole · Diástole reversa: tem a contração sistólica, passado a contração sistólica o processo de vasconstrição é tão grande que ele simplesmente devolve o sangue, então faz-se uma diástole reversa · Artéria Cerebral Média (ACM): · Objetivo de ver o comprometimento fetal · Redistribuição de fluxo · Quanto maior o fluxo (ACM alterada) maior a leitura que o feto está fazendo uma redistribuição de fluxo · Quando tem um bebê normal = tem fluxo pequeno (fluxo grande dentro do polígono de Willis) · Doppler venoso: · Função cardiovascular fetal · Ducto venoso: forte relação com a mortalidade · Onda A patológica: evento praticamente terminal · Quando tiver alteração de ducto venoso: muito ruim prognóstico: encefalopatia neonatal e paralisia cerebral ENCEFALOPATIA NEONATAL · Disfunção neurológica precoce · IG ≥35 semanas · Achados neurológicos nos primeiros dias de vida: · Convulsões · Alterações de consciência · Dificuldade respiratória · Depressão do tônus e reflexos PARALISIA CEREBRAL · Principal causa de incapacidade de função e de desenvolvimento neurológico · Distúrbios não-progressivos (cérebro fetal ou infantil em desenvolvimento) · Sensação · Percepção e/ou comportamento · Cognição · Comunicação · Aprendizado · Causas de paralisia cerebral: · Infecções · Trombose · Defeitos genéticos pré-natais · Anormalidades no desenvolvimento · Anormalidades metabólicas · Desordens auoimunes · Trauma · Asfixia – podemos alterar · Quando ocorre o dano neurológico? · Pode ocorrer em qualquer momento e não apenas no parto · Parto x Encefalopatia/Paralisia · APGAR · Se Apgar 5’ ≥ 7: Improvável hipóxia – isquemia · CARDIOTOCOGRAFIA · Categoria I ou II · Apgar ≥ 7 no 5’ · pH normal: NÃO tem chance de ter feito hipóxia · ph > 7,2 afasta evento intraparto · Acidemia não define o momento do evento – NÃO · Categoria II: 60’ ou mais · Variabilidade: mínima ou ausente comprometimento anterior · Sem acelerações · Cesariana de emergência pode não beneficiar · SUGESTIVO DE HIPÓXIA – ISQUEMIA · Categoria I · Catergoria III ou desacelerações · Taquicardia · Variabilidade mínima · Lesões em múltiplos órgãos Lesão renal Hepática Anormalidades hematológicas Disfunção cardíaca Perturbações metabólicas Gastrointestinais Ou combinações dessas · Evento sentinela: Ruptura uterina DPP grave Prolapso cordão Embolia amniótica grave Colapso cardiovascular materno Sangria fetal image4.png image5.png image1.png image2.png image3.png