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Vitalidade Fetal 
 
● Estimulação do SN Parassimpático = Diminui a FC 
● Estimulação do SN Simpático = Aumenta a FC 
● Sofrimento fetal = Feto em hipóxia 
 
Sofrimento fetal 
Causas 
● Diminuição da oxigenação materna: Doenças respiratórias 
● Perfusão uteroplacentária reduzida: Pré-eclâmpsia, HAS crônica, Hipotensão, Hipovolemia, Doença cardíaca 
● Interrupção abrupta da entrega de sangue para o feto: DPP, prolapso de cordão umbilical 
 
Fisiopatologia: Se a oxigenação fetal não ocorre de maneira adequada, há aumento da produção de ácidos orgânicos, como o ácido 
lático e o cetoácido, ocasionando acidemia, que culmina em morte fetal. 
 
Sofrimento fetal Agudo Sofrimento fetal Crônico 
Definição: Hipoxia súbita e intensa 
 
Causas: Trabalho de parto de fetos com 
insuficiência placentária, Hipovolemia materna, 
Hipotensão materna, Taquissistolia, Compressão 
funicular/prolapso de cordão, Descolamento 
prematuro de placenta, Rotura uterina 
 
Sinais: Alteração da FC fetal, diminuição da 
variabilidade, taquicardia, desacelerações e 
bradicardia 
\ 
Melhor exame para identificar hipóxia aguda: \ 
Definição: Deficiência crônica de nutrientes e oxigênio materno fornecidos 
pela placenta 
 
Sinais: Diminuição das taxas de crescimento fetal, diminuição da 
movimentação fetal, da frequência cardíaca fetal e da reatividade cardíaca 
 
Priorização dos órgãos nobres: Redistribuição de fluxo sanguíneo fetal, 
também conhecida como centralização de fluxo fetal, caracterizada pela 
diminuição da resistência dos vasos cerebrais e aumento da resistência dos 
vasos umbilicais e aórtico. 
 
Evolução: Diminuição do líquido amniótico, ausência de movimentação 
fetal, ausência de reatividade cardíaca e desacelerações cardíacas que 
culminam na morte fetal. 
 
Causas: Hipertensão materna, Diabetes, Colagenoses, Trombofilias, 
Gestação múltipla, Pós-datismo 
 
Melhor exame para identificar hipóxia crônica: Dopplervelocimetria 
obstétrica 
 
Exames de vitalidade fetal: Ausculta cardíaca fetal intermitente, Mobilograma, Cardiotocografia anteparto e intraparto, 
Dopplervelocimetria obstétrica, Perfil biofísico fetal, Avaliação do líquido amniótico, PH fetal 
 
Avaliação da vitalidade fetal durante o pré-natal: 
● Identificar os sinais de hipoxemia fetal crônica e prevenir eventos adversos 
● Métodos no pré-natal normal: Ausculta do BCF e avaliação da movimentação fetal (mobilograma) 
○ A ausculta deve ser feita a partir de 12 semanas e o mobilograma deve ser ensinado a todas as gestantes 
● Pré-natal de alto risco: 
○ Dopplervelocimetria obstétrica: Avalia indiretamente a função placentária e a resposta fetal à hipoxemia crôn 
○ Cardiotocografia: Avalia a oxigenação do SNC 
○ Avaliação do volume do líquido amniótico: Em casos de hipóxia diminui o sangue para o rins, que diminuem a 
função renal e gera oligoâmnio 
○ Perfil biofísico fetal: Avalia marcadores crônicos (líquido amniótico) e agudos (cardiotocografia, movimentos 
respiratórios, movimentos corporais e tônus fetal) de vitalidade fetal em gestantes fora do trabalho de parto 
 
Avaliação da vitalidade fetal intraparto 
● Métodos no pré-natal normal: Ausculta intermitente dos BCF e cardiotocografia 
● As contrações uterinas durante o trabalho de parto podem ocasionar interrupção transitória da oxigenação fetal. Fetos 
saudáveis toleram bem esse processo, porém fetos com baixa reserva de oxigênio não apresentam o mesmo 
comportamento. 
● Indicações do uso da cardiotocografia: Alteração do padrão da FC fetal, presença de mecônio, sangramento vaginal e uso 
de ocitocina 
 
Ph fetal: . Essa amostra pode ser colhida do couro cabeludo fetal, por via vaginal, durante o trabalho de parto; porém, por tratar-se 
de um exame invasivo, esse método é pouco utilizado na prática clínica. 
● Após o parto de concepto com suspeita de hipóxia fetal, indica-se colher uma amostra de sangue fetal da artéria umbilical 
para avaliação do pH fetal. Quando o pH da artéria umbilical encontra-se abaixo de 7,0, é um indicativo de que houve 
acidemia fetal intraparto. 
 
Ausculta cardíaca fetal intermitente 
 
● Sonar doppler: 10 a 12 semanas 
● Estetoscópio de Pinard: A partir de 20 semanas 
● Valor: 110 a 160 bpm 
● Local: Região do abdômen materno, no qual se palpa o dorso do feto 
 
Primeira fase do parto (fase ativa): ausculta a cada 15-30 min; 
Segunda fase do parto (período expulsivo): ausculta a cada 5-10 min. 
 
Mobilograma 
 
● Quando: A partir do segundo trimestre - 20 a 22 semanas 
● Como: Não existe definição sobre o número ideal de movimentos fetais ao longo do dia. Por isso, há várias formas de fazer 
o mobilograma, sendo que a forma mais utilizada é a contagem dos movimentos fetais durante uma hora, deitada em 
decúbito lateral esquerdo após as refeições. Caso o feto não apresente 10 movimentações ao longo do dia, a gestante deve 
ser orientada a procurar o serviço de saúde. A ausência de movimentação fetal por 12 horas pode indicar comprometimento 
fetal grave. 
 
Cardiotocografia 
 
● Avalia: FCF, contrações uterinas e dos movimentos fetais por pelo menos 20 minutos 
● Composição: Dois transdutores que são colocados no abdome materno: um para avaliar a frequência cardíaca fetal 
(transdutor doppler) e outro para as contrações uterinas (transdutor de pressão), além do marcador de movimentos fetais que 
fica com a gestante e é ativado por ela. 
Indicações: 
● Doenças maternas: hipertensão arterial, diabetes, colagenoses 
● Doenças fetais: doença hemolítica, infecções congênitas 
● Alterações placentárias: restrição de crescimento fetal, pós-datismo 
● Uso de ocitocina ou prostaglandinas 
● Analgesia de parto 
● Líquido meconial 
● Taquissistolia 
● Febre intraparto 
● Alterações da ausculta fetal intermitente 
● Hemorragia vaginal 
 
Vantagens: Fácil realização, baixo custo, boa aceitação, análise imediata e alto valor preditivo negativo 
 
Desvantagens: Variação de interpretação e o alto custo e imprecisão quando a cardiotocografia é computadorizada. Só pode ser 
utilizada quando existe maturidade cardíaca e neurológica, geralmente após 26 semanas. 
 
Parâmetros da cardiotocografia 
● Linha de base da FCF 
● Variabilidade da linha de base 
● Acelerações transitórias 
● Desacelerações 
● Contrações uterinas 
 
Linha de Base 
● Corresponde à média aproximada da FCF, avaliada em um intervalo de 10 minutos de traçado cardiotocográfico, 
excluindo-se variações da frequência cardíaca fetal superiores a 25 bpm, acelerações e desacelerações. 
● Normal: 110 a 160 bpm 
● Bradicardia: 160 bpm - Hipóxia fetal devido a estimulação do SN simpático 
○ Maturidade do sistema nervoso simpático de fetos prematuros, uso de drogas, infecção intrauterina, arritmias 
fetais, febre materna e taquicardia materna. 
 
 
 
Variabilidade da linha de Base 
● Flutuação da FCF na linha de base e é quantificada pela amplitude entre o pico máximo e o mínimo da FCF. 
● Essa oscilação é determinada pelo Sistema Nervoso autônomo - Por isso em fetos prematuros ela pode estar diminuída 
● Normal: Entre 6 a 25 bpm 
● Mínima: 25 bpm - Movimentação fetal excessiva ou pelo sistema autonômico fetal hiper-reativo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Arêtha Talyta
cardiotoco
 
 
 
● Padrão Sinusoidal - Padrão terminal de um feto gravemente comprometido 
○ Associação com anemia fetal grave, presente na doença hemolítica perinatal; na hemorragia feto materna; na 
síndrome da transfusão feto fetal e na ruptura de vasa prévia 
○ Esse padrão sinusoidaltambém tem sido descrito em casos de hipóxia fetal aguda, infecção, malformações 
cardíacas, hidrocefalia e gastrosquise 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Acelerações transitórias - 
 
Aumento da FCF > 15 bpm por mais de 15 segundos e menos de 2 min > 32 semanas 
Aumento da FCF > 10 bpm por mais de 10 segundos e menos de 2 min 20bpm por 3 min 
■ Feto Hiporreativo: Se a resposta for pequena, menor do que 20bpm por menos de 3min 
■ Feto não reativo: Se não houver resposta 
 
○ Sobrecarga (Sob estresse): É feita para observar o comportamento da frequência cardíaca fetal durante as 
contrações uterinas em gestações pré-termo, com padrão não reativo da FCF. 
■ Nesse exame, as contrações uterinas são induzidas pela aplicação de ocitocina (teste de Pose) 
■ Negativo: Quando não ocorrem desacelerações variáveis tardias ou significativas 
■ Positivo: Quando ocorrem desacelerações tardias após mais de 50% das contrações 
■ Está sendo pouco utilizado 
 
Cardiotocografia intraparto 
 
CATEGORIA 1 - Normal sem sinais de hipóxia 
● Linha de base entre 110 
-160bpm; 
● Variabilidade moderada; 
● Ausência de desacelerações 
tardias ou variáveis; 
● Acelerações podem ou não 
estar presentes; 
● Desacelerações precoces 
podem ou não estar presentes 
Tratamento: Seguir o trabalho de parto normal 
 
CATEGORIA 3 - Anormal sugestivo de hipóxia fetal 
● Variabilidade ausente ou mínima E: 
● Bradicardia OU 
● Desacelerações tardias recorrentes OU 
● Desacelerações variáveis recorrentes. 
● Padrão sinusoidal 
Tratamento: 
Melhorar a oxigenação fetal: 
● Decúbito lateral 
● Suspender uterotônicos 
● Suspender puxos dirigidos 
● Hidratação endovenosa 
● Máscara de O2 
 
Reduzir a atividade uterina: 
● Suspender uterotônicos 
● Hidratação endovenosa 
● Administrar uterolítico (terbutalina) - Relaxar o útero 
 
Aliviar compressão umbilical 
● Mudança de posição materna 
● Suspender puxos dirigidos 
● Amnioinfusão 
● Elevação do polo cefálico 
 
Corrigir hipotensão materna 
● Mudança de posição materna 
● Hidratação endovenosa 
● Administração de efedrina 
 
Caso não resolvam = resolução da gestação por via mais rápida 
 
CATEGORIA 2 - São as que não são 1 e nem 3 
● Todas as outras cardiotocografias intraparto que não se enquadram nas categorias 1 ou 3 são classificadas como 
categoria 2. 
Tratamento: 
● Devem-se propor medidas para melhorar a perfusão placentária (mudança de decúbito, hidratação, 
oxigenioterapia, suspensão de medicações uterotônicas e administração de medicação uterolítica) 
● Repetir o exame 
 
Dopplervelocimetria fetal 
 
● Estuda: A velocidade do fluxo sanguíneo dos vasos uterinos, 
placentários e fetais 
● Utilidade: Estudo não invasivo da resposta hemodinâmica fetal 
frente à hipóxia fetal crônica 
○ É um exame seguro na gestação e deve ser utilizado 
apenas para gestantes com risco de insuficiência 
placentária. 
● Circulação uteroplacentária: Artérias uterinas 
● Circulação Fetoplacentária: Artérias umbilicais 
● Circulação placentária: Artéria cerebral média (Território 
arterial) e pelo ducto venoso (Território venoso) 
 
● Componente sistólico: A parte acelerativa da onda está 
relacionada à contração cardíaca, e a parte desacelerativa, à 
complacência da parede do vaso 
● Componente diastólico: Está relacionado à resistência periférica 
 
Índice de pulsatilidade (IP): velocidade sistólica máxima - velocidade diastólica mínima/velocidade média da onda 
Índice de resistência (IR): velocidade sistólica máxima - velocidade diastólica mínima/velocidade sistólica máxima 
Relação S/D: velocidade sistólica máxima/velocidade diastólica mínima 
 
Quanto maiores o IP, o IR e a relação S/D, maior a resistência do vaso estudado. 
 
Indicações: 
● Risco ou suspeita de insuficiência placentária (hipertensão arterial, diabetes, colagenoses, trombofilias, cardiopatia materna, 
restrição de crescimento fetal, gestação múltipla) 
● Predição de pré-eclâmpsia 
● Rastreamento de anomalias cromossômicas 
● Acompanhamento de anemia fetal (doença hemolítica perinatal e infecções congênitas) 
 
 
Dopplervelocimetria das artérias uterinas 
● Está relacionada com a invasão trofoblástica 
● Anormal: Invasão trofoblásticafoi inadequada, aumentando o risco de restrição de crescimento fetal (RCF) e 
pré-eclâmpsia. 
● Resultados anormais: Se o IP estiver acima do percentil 95 da curva de normalidade ou se houver incisura 
protodiastólica em ambas as artérias, após 24 semanas de gestação. 
 
 
Dopplervelocimetria das artérias umbilicais 
● Reflete a resistência placentária 
● Anormal: Placentação inadequada, infartos ou tromboses - Insuficiência Placentária 
● Consequências: Resistência de crescimento fetal, hipoxemia e o desencadeamento de resposta hemodinâmica fetal. 
● Resultados anormais: IP ou relação S/D estão acima do percentil 
95 da curva de normalidade ou quando o fluxo diastólico está 
diminuído, ausente ou reverso. 
○ Quando o fluxo diastólico das artérias umbilicais está 
ausente ou reverso, indica insuficiência placentária grave, 
que resulta em aumento da morbimortalidade perinatal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dopplervelocimetria da artéria cerebral média 
● Estudo do território arterial fetal, avaliar anemia fetal 
○ Diante de hipóxia fetal ocorre aumento do fluxo sanguíneo diastólico para o cérebro (órgão nobre) e, com isso, 
diminuição do IP 
● Anormal: Quando o IP está abaixo do percentil 5 da 
curva de normalidade. 
 
 
 
Quando o PVS-ACM é 1,5 MoM para a idade gestacional, o feto apresenta anemia grave e deve ser encaminhado para 
transfusão intrauterina ou resolução da gestação conforme idade gestacional. 
 
 
Dopplervelocimetria do ducto venoso 
● Estudo do território venoso fetal 
● Na hipóxia fetal, o território venoso sofre vasodilatação 
nas áreas nobres e vasoconstrição nos demais 
territórios, na tentativa de redistribuição de fluxo 
sanguíneo 
● Consequências: Acidemia ao nascimento 
● Anormal: IP venoso está acima de 1. Alguns lugares usam o ponto de corte do IP venoso de 1,5 
● Conduta: Resolução da gestação pela via mais rápida 
○ Não se deve esperar o tempo da corticoterapia. 
○ O sulfato de magnésio deve ser aplicado se a gestação for menor de 32 semanas. 
 
 
 
ACHADOS CONDUTA 
PIG constitucional (Doppler normal da 
artéria umbilical Peso fetal entre o 
percentil 3 e 9) 
● Parto entre 37-39 semanas 
● Indução do parto 
● Doppler a cada 1-2 semanas 
● PBF e CTG 1-2x por semanas ≥ 37 semanas 
Peso fetal percentil 95 
IP artéria uterina > percentil 95 
IP artéria cerebral média 1,5 ou reverso 
● Cardiotocografia categoria III 
● PBF 30 segundos de duração 
em 30 min de observação 
Ausência ou nenhum episódio ≥30 
segundos de duração em 30min de 
observação 
Movimentos corporais 
fetais 
Pelo menos 3 movimentos evidentes do 
tronco/membros em 30min (episódios de movimento 
contínuo são considerados como movimento único 
Dois ou menos episódios de movimento 
do tronco/membros em 30min 
Tônus fetal Pelo menos um episódio de extensão e flexão ativa 
do tronco/membros. Abertura e fechamento da mão 
são considerados tônus normal 
Movimento de extensão/flexão muito 
lento ou movimento dos membros em 
extensão completa ou ausência de 
movimento fetal 
Reatividade cardíaca fetal Pelo menos 2 episódios de aceleração da frequência 
cardíaca > 15 batimentos em 15 segundos de duração 
Menos de 2 acelerações ou aumento

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