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57
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Unidade II
5 PROVAS DE CAMPO
5.1 O campo das provas
De maneira geral, as provas de campo correspondem àquelas disputadas na parte interna da pista e 
incluem as provas de saltos, de arremesso e de lançamentos, conforme especificado a seguir:
• Saltos horizontais: salto em distância e salto triplo.
• Saltos verticais: salto em altura e salto com vara.
• Arremesso de peso.
• Lançamentos de dardo, disco e martelo.
Cada uma dessas provas é disputada em uma área específica do campo com nomes distintos para 
identificá‑las. Essas provas e suas particularidades serão abordadas a seguir.
Área para 
lançamento 
de dardo
Área para 
saltos 
horizontais
Área para saltos 
horizontais Área para lançamento 
de disco e martelo
Área para 
arremesso 
de peso
Figura 37 – Visão geral do campo das provas
Adaptada de: https://tinyurl.com/3tvpxpb3. Acesso em: 27 fev. 2024.
5.2 Provas de salto
Os saltos representam um dos grupos de provas de campo que fazem parte do atletismo – saltos 
horizontais (em distância e triplo) e saltos verticais (em altura e com vara). O ensino de cada uma dessas 
provas envolve o conhecimento da técnica e seus respectivos estilos, bem como as regras básicas de 
58
Unidade II
competição e os processos pedagógicos utilizados pelo professor ou técnico no ensino, desenvolvimento 
e treinamento para competições.
5.2.1 Saltos horizontais
Os saltos horizontais (em distância e triplo) são realizados em uma zona localizada paralelamente 
à reta principal da pista, que é formada por um corredor de 40 m de comprimento até o fim da tábua 
de impulsão, com 1,25 m de largura. Esse corredor termina em uma caixa de areia, denominada área de 
queda, de 2,75 a 3 m de largura. O comprimento deve ser de, no mínimo, 10 m da tábua de impulsão até 
o fim da caixa de areia. A tábua de impulsão é feita de madeira ou outro material rígido, com 1,22 m de 
comprimento por 20 cm de largura e 10 cm de altura abaixo do nível da pista.
Tábua de impulsão
Corredor de saltos Caixa de areia
3,0 m x 20,0 m
40,0 m
1,22 m
Figura 38 – Corredor de saltos horizontais
5.2.1.1 Salto em distância
Para conhecer e identificar a técnica do salto, precisamos analisar cada uma das fases que compõem 
o salto completo:
• Fase da corrida de impulso
A técnica do salto em distância começa com a execução de uma corrida preparatória, conhecida 
como corrida de impulsão, que tem como objetivo buscar a velocidade ótima e acumular força para 
fazer a impulsão.
É realizada no corredor de saltos e deve ser suficientemente longa para que o saltador alcance a 
velocidade ideal para chegar com bastante energia na tábua de impulsão (Fernandes, 2003c, p. 80). 
Dependendo da capacidade do atleta em atingir sua velocidade ótima para fazer o impulso, a corrida 
poderá variar de 30 a 45 m, aproximadamente 100 a 150 pés, que é a maneira prática de os saltadores 
medirem a distância total da sua corrida para marcar onde ela deve começar. Em resumo, ela deve ter 
a menor distância que o saltador necessita para atingir sua velocidade máxima e deve ser aproveitada 
no momento da impulsão.
Conforme a regra, o saltador não pode ultrapassar a tábua de impulso de 20 cm de largura para não 
cometer uma falta. Deve usar o máximo dessa medida, pois é a partir da borda da frente dessa tábua 
que é feita a medição do salto.
59
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Para definir a distância ideal da corrida, considerando todos esses fatores, são utilizados três métodos: 
das tentativas, da corrida inversa e o método matemático, conforme Fernandes (2003c, p. 80). Vamos 
abordar esses métodos a seguir:
— Método das tentativas: a distância da corrida é detectada com a realização de várias tentativas 
da corrida, partindo de uma marca aleatória além de 30 m. Essa marca inicial é ajustada a cada 
corrida até que seja identificado o ponto inicial que permita fazer o saltador chegar à tábua 
na velocidade ideal com o seu pé de impulso e sem cometer falta. É um método mais utilizado 
por iniciantes.
— Método da corrida inversa: como o próprio nome sugere, para encontrar a distância da sua 
corrida de impulso, o saltador faz a corrida no sentido contrário, partindo da tábua de impulsão. 
Então, no ponto em que atinge a maior velocidade, marca‑se o toque do pé de impulso no 
chão. Após várias execuções para confirmar essa marca, é medida a distância, que passa a ser 
definitiva. Em seguida é feita a corrida no sentido normal. Se necessário, devem ser efetuados 
ajustes para frente ou para trás e assim determinar a distância da corrida.
— Método matemático: aplicado por atletas mais experientes, porque exige uma técnica precisa 
para correr mantendo a uniformidade das passadas. Para encontrar a medida da corrida, pede‑se 
para o saltador, partindo em pé, executar a corrida na reta da pista de atletismo. Normalmente, 
o ritmo da corrida é crescente até chegar ao ponto de estabilidade, quando se atinge sua 
velocidade máxima, por volta dos 25 ou 30 m. Quando isso ocorre, as passadas se  tornam 
uniformes e apresentam sua máxima frequência. Nesse momento, marca‑se a pisada do pé 
de impulso no chão considerando a quarta ou quinta passada (Fernandes, 2003c, p. 81). Em 
seguida, mede‑se a distância do início da corrida até essa marca, e depois ela é transferida para 
o corredor de saltos a partir da tábua de impulsão. Então, tem‑se a distância que o saltador 
vai utilizar para saltar. Embora esse método seja o mais eficiente, não se pode garantir que não 
ocorra alguma falha, pois há fatores que podem influenciar, como clima, questões psicológicas 
e os próprios torcedores. Também é preciso revisar periodicamente essa distância a fim de 
corrigir possíveis alterações necessárias.
 Lembrete
Os saltadores que realizam os saltos horizontais se utilizam de métodos 
diferentes para estabelecer o local exato de sua partida, para ajustar 
a chegada na tábua impulsora e realizar a impulsão para o salto. Tais 
métodos podem ser o método das tentativas, o método da corrida inversa 
e o método matemático.
60
Unidade II
• Fase de impulsão
A impulsão ocorre quando o saltador chega à tábua de impulso com seu pé de impulso. Nesse 
momento, toda a força acumulada durante a corrida de impulso é transferida para a perna de impulsão, 
enquanto a perna livre é lançada para cima e para frente.
O propósito dessa ação é projetar o centro de gravidade para cima e para frente ao mesmo tempo. 
Para isso, a distância da última passada deve ser um pouco menor que as anteriores, para facilitar a saída 
do saltador do chão sem perda aparente de energias. No instante em que o saltador se desprende do 
chão, o corpo começa a se elevar, iniciando‑se a fase aérea do salto.
• Fase aérea
Assim que o pé de impulso perde o contato com o chão, é inaugurada a fase aérea ou fase do voo. 
A trajetória do corpo ou do seu centro de gravidade é composta de um momento de elevação para 
ganhar a máxima altura; depois há a flutuação, que deve ser mantida o maior tempo possível para que 
o atleta caia o mais distante que puder.
Os movimentos do corpo no ar ajudam a dar equilíbrio e favorecem o voo do corpo. Os movimentos 
feitos pelo saltador nesse momento caracterizam o estilo de salto usado por ele, que pode ser salto 
grupado, carpado, em arco e passadas no ar.
— Salto grupado: nesse estilo, que é o mais natural entre todos, o corpo se coloca em uma 
posição na qual as pernas se elevam flexionadas no momento da flutuação, e o tronco se 
aproxima delas, adquirindo uma posição grupada, mantida até a aterrissagem.
— Salto carpado: contrariamente ao salto grupado, aqui as pernas se elevam estendidas no ar 
e o tronco se flexiona sobre elas. Isso é feito para que as pernas se mantenham à frente da 
cabeça até a chegada à areia da caixa de saltos. Essa posição possibilita que os pés retardem 
sua chegada ao solo, promovendo uma queda mais distante.
— Salto em arco: nessa forma de salto, ao fazer a elevação do corpo após a impulsão, o saltador 
faz uma extensãointerna do aro do 
círculo, mas nunca a parte superior.
A tentativa será falha quando ocorrerem as seguintes situações:
• O atleta soltar de forma imprópria o disco.
• Após estar dentro do círculo e ter iniciado sua tentativa, o esportista tocar qualquer parte do 
corpo sobre o aro ou fora do círculo.
• O primeiro contato do disco com o solo ocorrer sobre a linha ou fora do setor de queda.
• Ele deixar o círculo antes de o disco tocar no chão (deve estar parado, equilibrado e sair pela 
metade de trás). As medidas devem ser realizadas a partir do ponto de queda do disco até o centro 
do círculo, fazendo a leitura do resultado na borda interna do aro do círculo.
O competidor pode ter uma tentativa interrompida e reiniciá‑la, desde que coloque o disco no chão 
e deixe o círculo pela metade posterior para começar de novo; caso contrário, não.
Lançamento de dardo
A área de lançamento é composta de um corredor de 30 m de comprimento (no mínimo), marcado 
por duas linhas paralelas com 4 m de distância uma da outra. No fim do corredor, existe um arco 
de círculo que não pode ser tocado nem ultrapassado quando o dardo é lançado. Nas extremidades 
desse corredor, partem as linhas que definem a área de queda, onde o dardo deve tocar o chão após o 
seu lançamento.
O dardo consiste de três partes: cabeça, corpo e uma empunhadura de corda. O corpo deverá ser de 
material sólido ou oco, feito de metal ou outro material similar. A cabeça deve ser metálica, terminando 
em uma ponta aguda; a cauda, uniformemente afilada. No centro de gravidade do dardo, deve ser 
colocada a empunhadura de corda com espessura máxima de 8 mm.
100
Unidade II
Na competição, o dardo deve ser seguro na empunhadura e ser lançado acima do ombro, sem que 
em nenhum momento sejam feitos movimentos rotatórios, o que significa que o atleta jamais poderá 
ter as costas voltadas para a direção de lançamento. Este, por sua vez, só será válido se a ponta do dardo 
tocar o solo antes de qualquer outra parte do objeto.
Quando houver mais de oito concorrentes, cada um terá direito a três tentativas, e os oito 
melhores classificados terão direito a três tentativas adicionais. Com até oito participantes, cada 
um terá direito a seis. Se houver empate, o segundo melhor resultado entre os empatados decidirá 
o vencedor.
Por exemplo, em uma competição com 30 competidores, cada um fará três lançamentos de forma 
alternada, valendo o melhor para classificação. De todos os participantes, os oito melhores seguirão na 
competição e terão direito a mais três tentativas, totalizando seis lançamentos para esses oito finalistas. 
Caso a final não seja realizada na sequência e os oito melhores tenham que voltar em outro período, 
terão direito a fazer seis tentativas, pois nesse caso estão participando oito atletas.
Destacaremos aspectos que podem invalidar uma tentativa:
• se o atleta tocar com qualquer parte do seu corpo as linhas demarcatórias do corredor ou as 
áreas externas;
• se o esportista soltar de maneira imprópria o dardo;
• se, após ser lançado, o dardo tocar primeiro o solo fora do setor de queda;
• se o participante sair do corredor antes de o dardo cair no solo.
Após cada tentativa, o dardo deve ser trazido de volta para as imediações do corredor, e nunca 
lançado de volta.
 Saiba mais
Dentre as várias literaturas pertinentes à prática da modalidade de 
atletismo, temos a obra a seguir, um clássico nacional com aprofundamentos 
sobre as provas de corrida.
FERNANDES, J. L. Atletismo: arremessos e lançamentos. 3. ed. São Paulo: 
EPU, 2003.
101
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Lançamento de martelo
O martelo é composto de três partes: cabeça de metal, corpo e empunhadura. Para iniciar sua 
tentativa, o atleta poderá colocar a cabeça de metal no solo, dentro ou fora do círculo. Se o martelo 
quebrar durante o lançamento, não será considerada uma tentativa falha, desde que o competidor não 
tenha cometido nenhuma outra infração.
Vejamos suas especificações em relação aos pesos:
Quadro 10 – Especificações do lançamento de martelo
Peso Feminino Masculino menores Masculino juvenil Masculino adulto
Mínimo para ser admitido 
em competição 4 kg 5 kg 6 kg 7,260 kg
Em uma competição com mais de oito atletas, cada um terá direito a realizar três tentativas, valendo 
o melhor resultado. Os oito melhores classificados seguirão competindo e terão direito a mais três 
tentativas. Ao todo, são seis lançamentos para cada um deles, e o melhor resultado obtido será a marca 
para a classificação final.
Se a final para esses oito classificados for realizada em outro período, cada um terá direito a 
seis tentativas.
Sempre que houver até oito concorrentes, cada um terá direito a seis lançamentos.
A tentativa será falha quando ocorrerem as seguintes situações:
• se, ao ser lançado, a cabeça do martelo tocar primeiro sobre a linha ou fora do setor de quedas;
• se o atleta sair do círculo de lançamento antes de o martelo tocar o chão no setor de quedas;
• se, após entrar no círculo, o competidor tocar com o pé ou qualquer parte do corpo sobre o aro 
ou fora do círculo;
• após o lançamento, ele só pode deixar o círculo com o corpo em completo equilíbrio e sair pela 
metade posterior do círculo, caso contrário, terá agido incorretamente.
A medida de lançamento deve ser feita a partir da marca deixada no chão pela cabeça do martelo, 
mais próxima do centro do círculo. A trena é colocada com início nesse local, estendida até o centro do 
círculo, e a leitura da medida é feita na borda interna do círculo. Após cada tentativa, o martelo deve ser 
trazido de volta para um local próximo do círculo.
102
Unidade II
6 PROVAS COMBINADAS
As provas combinadas no atletismo são representadas por desafios nos quais um mesmo atleta 
participa de uma combinação de várias provas, como corridas, saltos e lançamentos. A disputa se 
desenvolve em dois dias seguidos de competições.
Essas provas são realizadas em várias categorias masculinas e femininas. As mais conhecidas são 
o heptatlo (sete provas para mulheres adultas) e o decatlo (dez provas para homens adultos), os quais 
serão abordados a seguir.
6.1 Heptatlo
O heptatlo é uma modalidade do atletismo que consiste em sete provas diferentes, realizadas ao 
longo de dois dias de competição.
As competições são destinadas apenas a mulheres, sendo divididas da seguinte maneira:
• 1º dia:
— 100 m sobre barreiras;
— salto em altura;
— arremesso de peso;
— 200 m rasos.
• 2º dia:
— salto em distância;
— lançamento de dardo;
— 800 m rasos.
Ao longo do heptatlo, as atletas acumulam pontos com base no desempenho em cada prova. 
A pontuação é calculada usando tabelas específicas para cada prova, considerando o tempo, a distância ou 
a altura alcançada. A atleta com a maior pontuação total ao final das sete provas é declarada vencedora.
103
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
100 m sobre barreiras
200 m rasos 800 m rasos
Salto em altura Arremesso de peso
Salto em distância
A) B) C) D) E)
Lançamento de dardo
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
A)
A)
B)
B)
C)
C)
D)
D)
E)
E)
E)
F)
F)
D)
C)
B)A)
Figura 80 – Provas que compõem o heptatlo
6.2 Decatlo
O decatlo é uma modalidade do atletismo que consiste em dez provas diferentes, realizadas ao longo 
de dois dias de competição.
As competições são destinadas apenas a homens e divididas da seguinte maneira:
• 1º dia:
— 100 m rasos;
— salto em distância;
— arremesso de peso;
— salto em altura;
— 400 m rasos.
• 2º dia:
— 110 m com barreiras;
— lançamento de disco;
— salto com vara;
104
Unidade II
— lançamento de dardo;
— 1.500 m.
Ao longo do decatlo, os atletas acumulam pontos com base no desempenho em cada prova. 
A pontuação é calculada usando tabelas específicas para cada prova, considerando o tempo, a distância 
ou a altura alcançada. O atleta com a maior pontuação total ao final das sete provas é declarado vencedor.
100 m sobre barreiras
100 m rasos
400 m rasos 800 m rasos
Salto em alturaArremesso de pesoSalto em distânciaLançamento de dardo Salto com vara
Lançamento de disco
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
A)
A)
A)
B)
B)
B)
C)
C)
C)
D)
D)
D)
E)
E) F) G)
A) B) C) D) E)
A) B)
E)
F)
D)
C)
B)
A)
Figura 81 – Provas que compõem o decatlo
6.3 Regras básicas das provas combinadas
As regras das provas combinadas são praticamente as mesmas que regem as modalidades quando 
praticadas de maneira separada, com algumas especificações, destacadas a seguir:
• Heptatlo:
— A mesma atleta é quem deve cumprir as sete provas dos dois dias de heptatlo.
— Na maioria das vezes, há um intervalo de meia hora entre as provas realizadas no dia; no 
entanto, esse tempo pode variar.
— Para cumprir as provas de lançamento de peso, lançamento de dardo, salto em distância e salto 
em altura, a atleta tem três chances.
105
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
— A conduta desonesta de uma competidora em relação às suas oponentes, quando detectada, 
gera punições, que vão desde a redução dos pontos até a desclassificação do heptatlo.
— Quem vence a modalidade do heptatlo é a participante que somar o maior número de pontos 
em todas as provas.
• Decatlo:
— Cada delegação pode levar uma equipe de no máximo três atletas para competir no decatlo.
— Nas provas de corrida, são aceitas até duas queimadas em uma largada.
— O atleta deve competir em todas as dez provas.
— A pontuação do decatlo é calculada ao final do segundo dia de prova. Se houver um empate 
entre os atletas, levará o título de vencedor aquele que tiver alcançado pontuação maior em 
qualquer uma das dez modalidades separadamente.
 Lembrete
Nas provas combinadas, um único atleta realizará em dois dias de 
competição várias provas com diferentes formatos e exigências motoras. 
No masculino temos o decatlo (dez provas) e no feminino, o heptatlo 
(sete provas). A somatória de pontos obtida nas diferentes provas designará 
o vencedor dessa competição.
7 PROVAS DE RUA
7.1 Maratona
A maratona é uma das provas de rua mais emblemáticas do atletismo. Ela tem como origem a 
lenda do herói grego que sacrificou sua vida para percorrer os 40 km entre as cidades de Marathon e 
Atenas (Grécia).
Por sugestão do historiador Michel Bréal, a maratona, então com 40.000 m, integrou a programação 
masculina dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 1896, organizada por Pierre de Coubertin, sob o reino 
de George I, e foi vencida pelo grego Spyridon Louis. Essa prova faz parte dos Jogos Olímpicos até os 
dias de hoje. Sua distância oficial desde 1908, nos Jogos Olímpicos de Londres, é de 42.195 m, inserida, 
sendo os últimos metros incluídos para completar a rota do Castelo de Windsor ao estádio de Londres. 
Vale ressaltar que esta passou a ser a distância oficial da maratona a partir dos Jogos Olímpicos de Paris, 
em 1924 (Matthiesen; Ginciene, 2013).
106
Unidade II
A maratona foi integrada à programação feminina dos Jogos Olímpicos a partir de 1984, em Los 
Angeles. Na ocasião, a suíça Gabrielle Andersen‑Scheiss escreveu seu nome na história da prova ao 
entrar cambaleante pela pista de atletismo na fase final dessa competição. Como 37ª colocada, essa 
atleta, apesar de todo o sofrimento nitidamente denunciado por seu corpo, desconfigurado em função 
do esforço, tornou‑se uma das figuras‑símbolo da persistência necessária para o desenvolvimento da 
maratona, a qual, na ocasião, foi vencida pela americana Joan Benoit.
A técnica de corrida é similar à das corridas rasas de velocidade, ou seja:
• há uma fase aérea;
• os movimentos dos braços são alternados no sentido anteroposterior, mantendo um ângulo 
aproximado de 90°;
• há uma fase de impulsão da perna posterior que, ao ser estendida, pressiona o solo 
projetando‑se à frente;
• ocorre maior amplitude da passada conseguida pela projeção da flexão do joelho da perna anterior.
Entretanto, diferentemente das corridas de velocidade, há uma “fase de descanso da passada”, 
que seria correspondente ao momento em que ocorre um ligeiro apoio completo do pé no solo. Isso 
demonstra que o apoio dos pés em provas de longa distância é maior no que diz respeito à utilização 
da base plantar.
Figura 82 – Técnica básica do movimento
Disponível em: https://tinyurl.com/45e228rd Acesso em: 27 fev. 2024.
107
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 83 – Apoio dos pés
7.1.1 Regras básicas da maratona
As maratonas geralmente seguem um conjunto de regras estabelecidas para garantir a segurança 
dos participantes, a integridade da competição e o cumprimento de normas. Por ser uma prova 
extremamente popular, pode haver divergências de regulamentos a depender do evento. Entretanto, 
de acordo com a Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf, 2023), as regras básicas da 
maratona são:
• sua distância é de 42,195 km;
• o desnível permitido em um percurso de maratona não pode ultrapassar 1/1.000;
• o percurso utilizado deve permanecer interditado para veículos em todas as direções;
• a maratona deve ser disputada em estrada, não sendo permitido nenhum tipo de solo macio;
• o sinal de largada é feito com uma buzina;
• a saída não é feita em bloco de saída, ou seja, saída alta;
• ao longo do percurso da prova, deve haver estações para hidratação;
• os atletas de maratona não podem se desviar do percurso da prova sem autorização dos fiscais;
• o atleta que se desviar do percurso para encurtar o caminho será desclassificado;
• os atletas não podem receber nenhum tipo de ajuda externa;
• o atleta pode ser retirado da prova por intervenção médica;
• a distância entre a linha de partida e a linha de chegada, medidas em uma linha reta, 
não deve ser maior que a metade do percurso da maratona, ou seja, 22,098 km (devido à 
influência do vento).
108
Unidade II
7.2 Marcha atlética
Normalmente, quando se fala de atletismo, são lembradas as principais provas de corridas, saltos e de 
lançamentos e arremessos. Todavia, como o atletismo propõe uma diversidade de disciplinas, cada uma 
com suas características específicas, a marcha atlética apresenta questões fisiológicas, biomecânicas e 
pedagógicas peculiares (Carneiro, 2001).
Segundo Granell e Lazcorreta (2004), a marcha atlética é uma progressão na qual se efetua passo 
por passo, de modo que o contato com o solo se mantenha sem interrupção.
Oficialmente, as provas de marcha atlética são divididas em duas distâncias: 20 km para homens e 
mulheres, e 50 km apenas para homens. Caracterizam‑se pela execução de passos, de modo que um dos 
pés do marchador (competidor) mantenha obrigatoriamente contato com o solo, enquanto o outro pé 
se movimenta (Vieira, 2007).
A marcha pode ser considerada uma atividade natural e cíclica. Para utilizá‑la com maior eficiência, 
é preciso respeitar as regras internacionais que regem a modalidade. Os atletas são obrigados a adotar 
uma técnica diferente da dos corredores, porque na marcha atlética não é permitido correr – essa 
parte é chamada de fase de voo, pois o corpo perde momentaneamente o contato com o solo – nem 
caminhar, já que tal medida não é eficiente para obter um bom rendimento esportivo (Sant, 2005).
A dificuldade de conciliar o padrão técnico com as exigências físicas que o movimento impõe é outro 
elemento que torna o movimento da marcha mais complexo. Por causa da fadiga, qualquer adulto com 
um bom preparo físico terá muita dificuldade em completar a distância de 1 km sem cometer qualquer 
tipo de irregularidade técnica (Sant, 2005).
Conforme Matthiesen (2014), o movimento técnico da marcha representa uma progressão de passos 
na qual o atleta sempre deverá manter um contato com o solo, não sendo permitido perder esse contato. 
O autor relata, ainda, que a observação do cumprimento dessa regra deve ser feita a olho nu, ou seja, 
sem auxílio de recursos eletrônicos.
Além do contato contínuo com o solo, a perna do competidor que avança deve estar reta (em 
extensão), sem exibir qualquer grau de flexão, tendo como referência o primeiro contato com o solo até 
a posição ereta vertical (Matthiesen, 2014).
De acordo com as regrasque regem a disciplina, com o passar dos anos, é possível observar algumas 
modificações nos padrões técnicos dos atletas, como:
• aumento da frequência gestual dos movimentos de quadril, pernas e braços;
• contato com a perna de avanço (que toca o solo à frente) mais próximo ao centro de gravidade;
109
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
• fase de apoio duplo mais dinâmico, ou seja, quando ambas as pernas se encontravam, as duas 
estavam completamente estendidas, porém no momento a perna que estava apoiada (que vai 
começar o movimento) encontra‑se flexionada, diminuindo a ação da inércia.
A técnica da marcha atlética é uma especialidade em que se busca atingir o melhor rendimento 
possível, e qualquer tipo de deficiência técnica pode causar a desclassificação de um marchador nas 
competições. As características antropométricas e biológicas de um atleta de marcha atlética são 
muito semelhantes às de corredores de longas distâncias, porém a diferença entre ambos se encontra 
na capacidade técnica dos marchadores, prática que exige alta capacidade para realizar os gestos 
(técnica) em altas velocidades, maior concentração de fibras musculares brancas que os corredores de 
fundo e a capacidade de manter a técnica em níveis elevados de fadiga (Sant, 2005).
O movimento da marcha é composto de quatro fases:
• 1ª – Fase de apoio duplo: o marchador tem os dois pés em contato com o solo.
• 2ª – Fase de tração: inicia‑se quando o calcanhar toca o solo e termina quando a perna fica 
perpendicular ao solo, entrando na fase de apoio.
• 3ª – Fase de apoio: a perna de apoio se encontra perpendicular ao solo, desde o momento de 
contato com o solo. Nessa fase, é imprescindível que desde o contato com o solo até a posição 
vertical da perna, o joelho permaneça em total extensão.
• 4ª – Fase de impulsão: instaura‑se quando a perna do atleta passa o plano vertical, o que vai 
gerar a velocidade para o deslocamento.
Nas figuras a seguir, a técnica completa desenvolvida por um atleta de marcha atlética. Nelas, é 
possível identificar as fases descritas.
110
Unidade II
A) B) C)
F)E)D)
G) H) I)
Figura 84 – Fases completas da marcha atlética
Fonte : Sant (2005, p. 57).
Como destacamos, é importante salientar as ações dos membros superiores, ação do tronco e membros 
inferiores.
Em relação aos membros superiores, os braços são flexionados a 90º, tendo um movimento no 
sentido anteroposterior (indo para frente e para trás), sempre em consonância com o ritmo e a amplitude 
(distância) da passada que o marchador utiliza para se deslocar. Com isso, quanto maior for a velocidade 
de deslocamento empregada pelo atleta, mais rápida será a movimentação dos membros superiores. 
Desse modo, o movimento dos membros superiores deve ser o mais natural possível e seguir até o 
centro do tórax. Ainda, é preciso evitar o encolhimento dos ombros para não haver uma fadiga elevada 
(erro técnico).
111
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 85 – Ação dos membros superiores na marcha atlética
Fonte: Lopes, Torres e Silva Filho (2012, p. 1).
Já o tronco fica ligeiramente inclinado à frente, havendo um movimento contrário ao da ação do 
quadril; portanto, ocorre uma rotação. Contudo, destaca‑se que esta não pode ser exagerada.
Por fim, temos os membros inferiores. Como vimos, os movimentos dos membros inferiores 
apresentam as fases de tração e impulsão, e a perna deve tocar no solo somente estendida e permanecer 
assim até que o segmento esteja no plano vertical.
Figura 86 – Extensão da perna em contato com o solo
Fonte: Lopes, Torres e Silva Filho (2012, p. 1).
As passadas na marcha atlética têm que ser realizadas sobre uma linha reta imaginária, que é traçada 
tendo como referência o calcanhar e a ponta do pé, auxiliando o trabalho no quadril.
112
Unidade II
A) B) C)
Figura 87 – Exemplificação da passada correta a ser empregada durante a marcha. 
A imagem A está correta e as imagens B e C estão incorretas
Fonte: Lopes, Torres e Silva Filho (2012, p. 1).
Os movimentos da região pélvica ou quadril são essenciais para o desenvolvimento de uma marcha 
eficiente, pois eles estão relacionados à frequência e amplitude das passadas, o que, por consequência, 
vai gerar uma marcha rápida, fluida e econômica.
Segundo Lopes, Torres e Silva Filho (2012), o movimento do quadril tem duas funções:
• Fazer um movimento no plano horizontal acompanhando a perna que está em atraso.
• Fazer um movimento no plano vertical (cima/baixo) ao descer ao lado da perna que será 
impulsionada e se elevar coordenadamente com a perna que está em tração.
Figura 88 – Movimentação circular do quadril no movimento da marcha
Fonte: Lopes, Torres e Silva Filho (2012, p. 1).
113
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
A ação mecânica da marcha atlética permite desenvolver uma velocidade três vezes maior que a de 
uma pessoa andando normalmente. Esse fator é determinado pela frequência elevada de passadas e por 
sua amplitude. É interessante observar que a frequência de passadas de um marchador é superior à de 
um corredor de velocidade ou maratonista (Sant, 2005).
 Saiba mais
Uma fonte importante de consulta no âmbito nacional é o site da 
Confederação Brasileira de Atletismo. Lá você encontra regras, competições, 
recordes e informações atualizadas da modalidade:
Disponível em: https://www.cbat.org.br. Acesso em: 7 mar. 2024.
7.2.1 Regras básicas da marcha atlética
A técnica da marcha atlética é desenvolvida tendo como base as regras que a Iaaf (2023) determina 
como requisito para a modalidade. As provas de marcha atlética são divididas em duas categorias: 
provas de pista e de rua – regra 230.1.
Quadro 11 – Especificações da marcha atlética
Provas de pista 3.000 m e 5.000 m
Provas de rua 5.000 m, 10 km, 20 km e 50 km
Nas provas de pista, para um melhor controle, os atletas em provas de 3.000 m percorrem a pista 
(7,5 voltas). Nos 5.000 m, eles fazem 12,5 voltas. É importante lembrar que uma volta na pista oficial de 
atletismo tem 400 m.
Já a regra 230.2 determina a técnica que se deve empregar durante toda a prova de marcha atlética, 
independentemente da distância que será percorrida e se é uma prova de pista ou de rua.
Como se pode perceber, essa regra determina os movimentos (técnica) bases da marcha atlética. 
É preciso observar um aspecto: o atleta deve manter contato contínuo com o solo, conforme a figura a 
seguir, na qual ele exibe um contato de pelo menos um dos pés com o solo.
Figura 89 – Técnica correta da marcha atlética
Fonte: FPA (2006, p. 1).
114
Unidade II
Já a figura a seguir destaca uma situação na qual o atleta perde o contato com o solo, o que 
caracteriza uma fase aérea, ou seja, uma corrida, o que é proibido.
Figura 90 – Caracterização da perda de contado do atleta com o solo
Fonte: FPA (2006, p. 1).
A perna que toca o solo na passada tem que ter esse contato sem extensão, não podendo haver 
nenhuma flexão de joelho até que a perna tenha passado pela posição vertical.
Figura 91 – A perna flexionada no momento de contato com o solo
Fonte: FPA (2006, p. 1).
A característica da marcha atlética é manter uma técnica que promova um deslocamento o mais 
horizontalmente possível, pois se a força aplicada durante o movimento for vertical, poderá ocorrer a perda 
de contato com o solo. Para identificar tais infrações (perda do contato com o solo e a perna flexionada), 
os juízes somente podem observar, sem qualquer auxílio de recurso tecnológico como um replay.
No tocante às punições existentes nas provas de marcha atlética, existem duas possíveis: a placa 
amarela e o cartão vermelho.
A placa amarela, que é a regra 230.5, está associada a uma advertência dada ao atleta, aplicada caso 
o árbitro não esteja satisfeito com os movimentos técnicos executados pelo competidor, e essa infração 
é relacionada à perda de contato com o solo e à perna flexionada.
115
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
A) B)
Figura 92 – Placas de advertência: perda de contato com o solo (A) e perna flexionada (B)
O atletanão pode receber uma segunda advertência (placa amarela) de uma mesma infração de um 
mesmo árbitro.
Já o cartão vermelho, que está previsto na regra 230.6, ocorre quando o árbitro identifica visualmente 
que o competidor apresentou a perda de contato com o solo ou a flexão de joelho durante qualquer 
parte do trajeto da prova.
Para o atleta sofrer uma desqualificação da prova, precisa receber três cartões vermelhos de árbitros 
diferentes. Assim, ele recebe a plaqueta vermelha, que lhe informa que está desqualificado da prova. 
Conforme a regra 230.7(b), não pode receber dois cartões vermelhos de árbitros distintos, somente se 
forem de mesma nacionalidade.
 
Desqualificação:
7. (a) Exceto conforme previsto na Regra 230.7 (c), quando três cartões 
vermelhos de três árbitros diferentes são enviados ao Árbitro Chefe, o atleta 
será desqualificado e informado de sua desqualificação pelo Árbitro Chefe 
ou seu assistente mostrando a plaqueta vermelha. A ausência da notificação 
não implicará a colocação do Atleta desqualificado no resultado final.
(b) Em todas as competições [,] segundo as Regras 1.1 (a), (b), (c) ou (e)[,] 
em nenhuma circunstância cartões vermelhos de dois Árbitros de mesma 
nacionalidade têm o poder de desqualificar um Atleta (CBAt, 2015, p. 106).
Em provas de pista ou de rua, o atleta que for desqualificado de uma prova deve imediatamente 
deixar o local (a pista ou o percurso na rua). Depois, seu número é retirado, e assim se encerra sua prova.
Desse modo, vem à luz a seguinte questão: como o competidor sabe quantas punições já recebeu?
Durante o percurso e próximos à chegada, são colocados um ou mais placares de advertência para 
que os atletas sempre permaneçam informados sobre o número de advertências que foram aplicadas. 
O símbolo da infração cometida também é destacado nesses placares.
116
Unidade II
Figura 93 – Quadro informativo de punições para os atletas de marcha atlética
Fonte: Saville (2016, p. 1).
8 ETAPAS DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM E TREINAMENTO DO 
ATLETISMO
Como todos os esportes, o ensino e o desenvolvimento do atletismo envolvem um processo em longo 
prazo dividido em etapas e que atendem ao crescimento natural das capacidades físicas e morfológicas 
dos indivíduos. Nesse contexto, deve ser explorado tudo o que é mais adequado à faixa etária e às 
solicitações mecânicas exigidas na prática dessa modalidade esportiva.
Considerando essas necessidades, cada etapa que compõe esse processo tem uma denominação 
própria conforme definem especialistas. Neste livro‑texto vamos nos adequar a essa visão.
Frometa e Takahashi (2004) dividem o processo de aprendizagem e evolução do atletismo em etapas:
• Etapa de iniciação (dos 9 aos 13 anos de idade e composta de duas fases):
— período de formação inicial multilateral;
— período de formação inicial multilateral especial em uma área do atletismo.
• Etapa de desenvolvimento (de 14 a 19 anos de idade).
• Etapa de alto rendimento (acima de 19 anos de idade).
• Etapa de “destreinamento”.
117
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
A etapa de iniciação multilateral compreende a fase em que a criança está em pleno desenvolvimento 
de suas capacidades físicas e motoras, em especial a coordenação motora. Portanto, é favorável 
a aquisição das mais variadas experiências de movimentos que compõem a base para a aprendizagem 
da técnica esportiva em geral.
A partir dessas considerações, os objetivos a serem perseguidos são:
• familiarizar‑se com o treinamento da etapa de formação básica do processo de evolução física 
e técnica multilateral, adquirindo hábitos e habilidades motoras que permitam sustentar uma 
futura especialização em uma área do atletismo;
• executar os exercícios motores básicos que sustentam a técnica de iniciação nas corridas, nos 
saltos horizontais e verticais, no lançamento da pelota e na marcha atlética;
• fomentar hábitos para fazer da prática do atletismo uma atividade consciente e sistemática;
• solucionar didáticas e pedagogias durante o processo de formação inicial;
• familiarizar‑se com o progresso de qualidades volitivas que preparem os atletas para submeter‑se 
a níveis de carga de treinamento cada vez maiores em volume e intensidade.
Na etapa de iniciação multilateral específica de uma área do atletismo, com a base adquirida no 
período anterior, o trabalho é dirigido para uma especialidade ou grupo de provas, já explorando o 
potencial da criança para que naturalmente ela comece a gostar e a praticar sistematicamente 
aquela modalidade.
A partir dos 14 anos, o adolescente, com uma base já solidificada e com identidade direcionada para 
uma das áreas do atletismo, pratica uma atividade mais específica, de preferência não apenas em uma 
prova. Essa é a característica da etapa do desenvolvimento, que dura, em média, de cinco a seis anos. No 
fim dessa etapa, o jovem já estará completamente identificado com uma ou mais provas do atletismo; 
chega o momento de decidir em qual prova ele se especializará, em que nível seguirá praticando o 
esporte e quais serão as suas pretensões.
A partir dos 19 anos, se a opção for pela continuidade, inicia‑se uma nova etapa, que visa ao preparo 
para competições de alto nível e rendimento, daí o nome “etapa de alto rendimento”. É o momento da 
busca incansável pela perfeição, que depende das exigências predominantes no tipo de prova praticado. 
A duração desse período áureo está condicionada às exigências da modalidade, por exemplo, em provas 
predominantemente de velocidade, os melhores resultados da vida atlética chegam, no máximo, até os 
28 anos de idade; para cada especialização, existe um período variável de melhor performance.
Após esse período áureo, inicia‑se um novo período denominado “destreinamento” (Frometa; 
Takahashi, 2004), que poderia ser considerado como uma fase de manutenção para prolongar a vida 
útil do atleta.
118
Unidade II
Independentemente do nome dado a cada etapa, fase ou estágio, o mais importante é entender o 
que deve ser trabalhado ou treinado em cada momento ou espaço de tempo ao longo do processo. Essa 
é a compreensão necessária para aplicar corretamente uma metodologia adequada a cada objetivo, 
sem queimar etapas e dando uma continuidade natural a todos os critérios que envolvem o ensino e o 
desenvolvimento do atletismo.
 Saiba mais
Para ampliar o conhecimento sobre as etapas do ensino e desenvolvimento 
do atletismo, leia a obra:
FROMETA, E. R.; TAKAHASHI, K. Guia metodológico de exercícios em 
atletismo. Porto Alegre: Artmed, 2004.
8.1 Fatores de desempenho
No ambiente esportivo as questões de desempenho são investigadas quase que incansavelmente 
por pesquisadores, sendo que há diversas óticas e abordagens acerca desse tema. Enquanto alguns 
dão ênfase a aspectos fisiológicos, técnicos e de treinamento para explicar o desempenho dos atletas nas 
competições (Jiménez; Molina, 2017), outros estudos buscam a interferência de fatores psicológicas 
que passam pelo entendimento do ambiente físico, social e motivacional da prática esportiva (Brown; 
Fletcher, 2017).
No atletismo, além de existir uma variedade de provas, há a distribuição etária entre as categorias 
competitivas que são consideradas para entender os fatores de desempenho relevantes para a prática 
específica. Entretanto, nesse momento, vamos abordar os aspectos comuns para obter um panorama 
geral dos fatores de desempenho de esportistas do atletismo.
Sobre os aspectos físicos, os velocistas e saltadores apresentam grande relevância nas suas taxas de 
massa muscular desenvolvida, além de especificidade na capacidade de geração de potência de membros 
inferiores. Já para os fundistas, há uma maior relevância, óbvia, no aumento da capacidade da potência 
aeróbia, eficiência de movimento e baixa porcentagem de gordura corporal. Por outro lado, quando 
falamos das provas de campos, os lançadores tendem a apresentar maior agilidade e flexibilidade, além 
de grande tamanho corporal combinado com força geral e potência de membros superiorese inferiores. 
Por fim, como nas provas combinadas há uma necessidade de atletas completos, acabam prevalecendo 
as características de saltadores e velocistas (Brown, 2001, Ijzerman et al., 2008).
Em relação às variáveis psicológicas, a autoconfiança e a autoeficácia são apontadas como 
relevantes fatores de desempenho dos atletas (Woodman; Hardy, 2003). Além disso, aspectos sociais, 
relacionados tanto ao apoio social quanto ao status percebido pelo atleta em relação aos companheiros, 
estão associados ao desempenho. Em estudo com 74 atletas adolescentes de atletismo de ambos os sexos 
especialistas em provas de corrida (68,9%), saltos (18,9%) e arremesso/lançamentos (12,2%), Barbosa et al. 
119
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
(2021) também identificaram que a percepção da posição hierárquica que o adolescente estabelece 
diante dos colegas que compõem a sua equipe e o incentivo financeiro (bolsa‑atleta) contribuem para 
o sucesso nas competições, enfatizando que variáveis psicológicas e fatores sociais (reconhecimento, 
inclusive financeiro) devem ser entendidos também como fatores de desempenho atlético.
Além disso, tempo de descanso e aspectos nutricionais e de hidratação são fundamentais para a melhora 
e a conservação do desempenho dos atletas. Há uma série de estratégias com essas finalidades, passando 
por períodos de inatividade física até mecanismos de recuperação ativa (massagem, alongamento, imersão 
em gelo, eletroterapia), além de acompanhamento profissional de nutricionistas para otimizar os aspectos 
nutricionais individualizados a cada atleta (Aguiar, 2022, Ferreira; Bento; Silva, 2015).
8.1.1 Provas de pista
Neste momento, vamos abordar de maneira mais específica as capacidades determinantes para o 
desempenho dos atletas de provas de pista a fim de esclarecer aspectos importantes a serem observados 
durante o planejamento e a execução do processo de treinamento.
Como visto anteriormente, as provas de pista do atletismo são basicamente as provas de corrida. 
Entretanto, neste tópico é importante dividirmos esse grande grupo em velocistas, meio‑fundistas e 
fundistas (Saunders; Pyne; Telford, 2004, Fuziki, 2012, Jiménez; Molina, 2017).
Como o nome sugere, os velocistas têm como sua principal capacidade a velocidade explosiva a fim 
de exercer o pico de velocidade de deslocamento durante a execução da prova. Entretanto, vale fazer uma 
ressalva quando tratamos da prova de 400 m: devido a sua distância, há uma presença extremamente 
relevante da resistência aeróbia durante a execução dessa prova, que, do ponto de vista fisiológico, 
compartilha o recurso energético com os metabolismos anaeróbios e aeróbios. Assim, quando tratamos 
dos fatores de desempenho físicos e técnicos, é fundamental atentar‑se ao metabolismo predominante 
do recurso energético e às fases da corrida (saída, aceleração, manutenção e desaceleração). De maneira 
geral, podemos apontar como pontos‑chave do treinamento de velocistas:
• Treinamento de força com foco em exercícios de força explosiva: levantamento de peso 
olímpico, exercícios pirométricos e corrida com resistência externa para melhorar a saída e a fase 
de aceleração).
• Treinamento de velocidade com corridas de alta intensidade: sprints curtos e repetições de 
distâncias curtas com o intuito de melhorar a aceleração.
• Treinamento de resistência: a capacidade anaeróbia é primordial para a manutenção do pico 
de velocidade atingido pelos atletas durante a prova; assim, treinos intervalados e HIIT podem ser 
utilizados com essa finalidade.
• Treinamento de flexibilidade e mobilidade: um dos pilares do treinamento técnico da corrida, 
assim como a amplitude de movimento e a boa utilização dos graus de liberdade dos movimentos. 
120
Unidade II
A utilização de exercícios de flexibilidade estáticos e dinâmicos, além de exercícios de mobilidade, 
auxiliam nos aspectos técnicos e reduzem o risco de lesões.
• Técnica de curva: com exceção da corrida de 100 m, as demais apresentam percurso a ser realizado 
na curvatura da pista. Técnicas de postura e otimização da força centrípeta são importantes para 
esses atletas.
Em relação aos meio‑fundistas, o treinamento visa desenvolver a resistência aeróbia; entretanto, o 
fator velocidade ainda está muito presente nessas provas.
Podemos destacar como aspectos importantes para o desempenho satisfatório de meio‑fundistas:
• Treinamento aeróbio: pode ser realizado utilizando as estratégias de corridas mais longas para 
desenvolver o componente de resistência; corridas intervaladas, alterando fatores de intensidade 
ou duração do treino; e corridas em tempos (tempo runs), que consistem em corridas em 
ritmo constante, porém muito próximo ao liminar aeróbio, para aperfeiçoar o componente de 
ritmo de corrida.
• Treinamento de velocidade: consiste basicamente em utilizar corridas contínuas em velocidades 
específicas que se aproximem da velocidade a ser desenvolvida na prova e treinos de fartlek, que 
combinam corridas em ritmo mais rápido com períodos mais lentos.
• Treinos de estratégia: há uma simulação de diferentes estratégias que podem ser utilizadas 
durante a competição, como o momento ideal para a mudança do ritmo da corrida.
O treinamento de fundistas é projetado para desenvolver a resistência aeróbia, uma vez que a principal 
característica desses atletas é manter um ritmo constante em distâncias mais longas. Além disso, é 
importante explorar e traçar estratégias de corrida eficientes. Podemos destacar como importantes 
aspectos de desempenho para fundistas:
• Treinamento aeróbio: envolve treinos de longa distância e com delimitação de ritmo a fim de 
mantê‑lo constante. Outra estratégia utilizada por atletas fundidas é o treino em subida, que, 
além de simular terrenos variados que podem ser encontrados em corridas de rua, também são 
importantes no fortalecimento dos músculos específicos da ação desenvolvida.
• Treinamento de velocidade específica: mesmo não tendo a velocidade como capacidade 
predominante, fundistas recorrentemente alteram seu ritmo de prova de maneira estratégica. 
Assim, é fundamental o desenvolvimento do componente velocidade para que possam realizar 
sprints e corridas rápidas em distâncias menores (1.000 e 2.000 m).
121
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
8.1.2 Provas de campo
Neste momento, vamos abordar de maneira mais específica as capacidades determinantes para 
o desempenho dos atletas de provas de campo a fim de esclarecer aspectos importantes a serem 
observados durante o planejamento e a execução do processo de treinamento.
Basicamente, podemos dividir as provas de campo entre as competições de saltos e 
arremesso/lançamentos. Vamos abordar as características essenciais de desempenhos nesses dois 
grandes grupos e apontar especificações necessárias para o entendimento dos aspectos determinantes 
para a atuação desses atletas (Siff, 2001, Jiménez; Molina, 2017).
Tratando‑se de saltadores, o principal elemento físico que precisa ser desenvolvido é a capacidade 
de geração de força explosiva, uma vez que a habilidade salto depende dessa capacidade e 
consequentemente seu desempenho está estritamente vinculado ao impulso gerado pela contração 
muscular rápida. Treinadores dispõem de uma série de estratégias de treinamento de potência que 
podem ser tanto de potência muscular geral (levantamento de peso olímpico) como treinamentos 
específicos de saltos (exercícios pirométricos), dependendo da prova de salto de cada atleta. Além 
disso, é importante que saltadores apresentem:
• Técnica de salto: dependendo da prova a ser disputada, pois, apesar de ser a mesma capacidade 
(salto), a técnica de saltar para frente (salto em distância) é completamente diferente da técnica 
de saltar para cima (salto em altura). Assim, é fundamental o treinamento específico, o qual vai 
gerar percepção do movimento que leva a aprendizado e aperfeiçoamento.
• Velocidade de corrida: uma vez que a fase de aproximação dos saltos é crucial para o desempenho, 
há necessidadede treinamento de velocidade de corrida para otimizar a fase de aproximação e 
transferir energia mecânica desse ato para o salto propriamente dito. Além disso, existem diversas 
peculiaridades na fase de aproximação dos saltos em distância e triplo, pois a presença da tábua 
de impulsão influencia na passada da corrida do atleta, tendo este que acrescentar tal aspecto 
em seu treinamento. É muito comum atletas contarem os passos antes da tábua de impulsão para 
terem real percepção espacial e, assim, adequar sua velocidade de deslocamento no percurso. 
Também é importante destacar que saltadores em altura costumam realizar corrida em curva na 
fase de aproximação, a qual também apresenta uma série de particularidades a fim de utilizar de 
maneira satisfatória a força centrípeta gerada por essa ação.
• Coordenação e equilíbrio: também são fundamentais, uma vez que esses atletas permaneceram 
por um longo período em fase aérea, antecedendo uma aterrisagem. É crucial ter controle motor 
em relação aos membros e ao centro de pressão do corpo, de modo que haja um aproveitamento 
irrestrito de toda a fase aérea e uma segurança na integridade no momento da aterrisagem. Logo, 
há necessidade de inclusão de exercícios proprioceptivos, educativos, manipulação da base de 
suporte e alteração das informações sensoriais para o desenvolvimento otimizado desses aspectos 
de coordenação e equilíbrio.
122
Unidade II
Em relação aos atletas de arremesso e lançamento, é crucial o entendimento de que suas provas 
envolvem, simploriamente falando, o ato de projetar um objeto à frente; assim, a capacidade de geração 
de força máxima nesse ato é crítica para esses atletas.
É extremamente comum observamos que atletas de arremesso e lançamento têm grande volume 
muscular. Tal abordagem se dá pela explicação física clássica da 2º Lei de Newton, que afirma basicamente 
que um corpo maior tem capacidade de gerar mais força sobre um corpo menor, acarretando maior 
aceleração dessa massa menor (Siff, 2001, Aguiar, 2022, Jiménez; Molina, 2017). Considerando essa 
concepção, o treinamento de força é uma necessidade primária de todo atleta de arremesso e lançamento. 
Além disso, é importante que esses atletas apresentem:
• Técnica de arremesso e lançamento: determinadas por nível de desenvolvimento do atleta, 
podendo apresentar uma série de especificidades, como balanço e rotação do corpo e momento 
ideal para a projeção do objeto. O treinamento específico de técnica deve considerar o nível de 
desenvolvimento motor do atleta, assim como suas especificidades biomecânicas.
• Coordenação e equilíbrio: capacidades fundamentais para todas as fases de arremesso/
lançamento. Entretanto, há destaque para a fase de liberação do objeto, na qual é de suma 
importância o controle motor para projetar o objeto na direção correta, pois isso influencia 
na precisão da ação motora, além de ser determinante para que o atleta utilize todo o espaço 
físico da zona de arremesso/lançamento. É importante, ainda, não cometer infrações por não 
respeitar os limites.
• Flexibilidade: contribui de maneira direta com a amplitude de movimento, possibilitando 
utilização otimizada dos graus de liberdade e tornando mais eficientes os braços de alavanca dos 
membros envolvidos com a ação que auxiliam na geração de força.
123
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
 Resumo
Na unidade II, abordamos as provas de campo, inciando pelas provas 
de salto horizontais e verticais, suas peculiaridades, critérios de disputa e 
características técnicas e táticas.
Mencionamos as provas de arremesso de peso e os lançamentos de 
disco, dardo e martelo, provas nas quais os espaços de disputa se encontram 
dentro da pista, em local que chamamos de campo.
Cada uma dessas provas tem um espaço específico para sua competição 
e que deve estar ajustado ao formato estabelecido pela WA. Podemos usar 
como exemplo o martelo, em que toda a movimentação do lançador deve 
ser realizada dentro de um círculo com dimensões estabelecidas (regra) 
e dentro de uma gaiola de proteção.
Findamos a unidade falando sobre os diferentes fatores de desempenho 
que envolvem a prática das provas do atletismo e o quanto o aprimoramento 
desses fatores otimiza os resultados dessa modalidade de marca.
124
Unidade II
 Exercícios 
Questão 1. Vimos, no livro‑texto, que, de maneira geral, as provas de campo correspondem àquelas 
disputadas na parte interna da pista e incluem as provas de saltos, de arremesso e de lançamentos, 
conforme especificado a seguir.
• Saltos horizontais: salto em distância e salto triplo.
• Saltos verticais: salto em altura e salto com vara.
• Arremesso de peso.
• Lançamentos de dardo, disco e martelo.
Em relação a esse tema, avalie as afirmativas:
I – Os saltos verticais (altura e vara) são realizados na mesma zona, sendo que o saltador deve correr 
para dissipar energia o mais rapidamente possível, a fim de impulsionar para cima e ultrapassar uma 
barra (sarrafo) horizontal apoiada em dois postes.
II – O salto triplo é considerado uma das provas mais simples do atletismo, pois requer uma sucessão 
de ações com características próprias, mas totalmente independentes.
III – O arremesso de peso é uma prova que consiste em arremessar uma bola de ferro maciço de 
7,26 kg, com diâmetro de 110 a 130 mm, para os homens, e de 4 kg, com 95 a 110 mm de diâmetro, para 
as mulheres.
É correto o que se afirma em:
A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) III, apenas.
D) I e II, apenas.
E) I, II e III.
Resposta correta: alternativa C.
125
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Análise das afirmativas
I – Afirmativa incorreta.
Justificativa: os saltos verticais (altura e vara) são realizados em uma zona própria para cada um, na 
qual o saltador deve correr para acumular energia e conseguir impulsionar para cima e ultrapassar, o 
mais alto possível, uma barra (sarrafo) horizontal apoiada em dois postes. A área para o salto em altura 
é composta por um corredor em forma de leque com 15, 20 ou 25 m de comprimento, que termina na 
região de queda, com 5 m de largura por 3 m de fundo, onde é colocado o colchão ou algo similar para 
amortecer a queda do saltador. Os postes para suporte da barra transversal deverão estar situados logo 
no início da área de queda e ser separados por uma distância de 4 m.
II – Afirmativa incorreta.
Justificativa: o salto triplo é considerado uma das provas mais complexas do atletismo por exigir 
uma sucessão de ações com características próprias, mas interdependentes, que requerem uma 
combinação de força, velocidade, agilidade e flexibilidade para a realização dos três saltos sucessivos 
que compõem a técnica.
III – Afirmativa correta.
Justificativa: de fato, o arremesso de peso é uma prova que consiste em arremessar uma bola de 
ferro maciço de 7,26 kg, com diâmetro de 110 a 130 mm, para os homens, e de 4 kg, com 95 a 110 mm 
de diâmetro, para as mulheres. Esse arremesso é realizado no interior de um círculo idêntico ao usado 
no lançamento de martelo, com apenas uma diferença: a existência de um anteparo de madeira com 
1,22 m de largura colocado na frente do círculo, no início do setor de queda. Não há necessidade de 
haver uma gaiola de proteção, como existe no caso dos lançamentos de disco e de martelo.
Questão 2. Vimos, no livro‑texto, que as provas combinadas no atletismo são representadas por 
desafios nos quais um mesmo atleta participa de uma combinação de várias provas, como corridas, 
saltos e lançamentos.
Em relação a esse tema, avalie as afirmativas:
I – As provas combinadas no atletismo não são realizadas em um único dia.
II – O heptatlo é uma modalidade de prova combinada de atletismo que consiste em sete provas 
diferentes, incluindo salto em altura e lançamento de dardo.
III – O decatlo é uma modalidade de prova combinada de atletismo que consiste em dez provas 
diferentes, incluindo lançamento de disco e lançamento de dardo.
126
Unidade II
É correto o que se afirma em:
A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) III, apenas.D) I e II, apenas.
E) I, II e III.
Resposta correta: alternativa E.
Análise das afirmativas
I – Afirmativa correta.
Justificativa: as provas combinadas no atletismo são realizadas em dois dias seguidos de 
competição.
II – Afirmativa correta.
Justificativa: o heptatlo é uma modalidade do atletismo que consiste em sete provas diferentes, 
realizadas ao longo de dois dias de competição. As competições são destinadas apenas a mulheres e são 
divididas da maneira mostrada a seguir.
1º dia:
• 100 m sobre barreiras.
• Salto em altura.
• Arremesso de peso.
• 200 m rasos.
2º dia:
• Salto em distância.
• Lançamento de dardo.
• 800 m rasos.
127
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
II – Afirmativa correta.
Justificativa: o decatlo é uma modalidade do atletismo que consiste em dez provas diferentes, 
realizadas ao longo de dois dias de competição. As competições são destinadas apenas a homens e são 
divididas da maneira mostrada a seguir:
1º dia:
• 100 m rasos.
• Salto em distância.
• Arremesso de peso.
• Salto em altura.
• 400 m rasos.
2º dia:
• 110 m com barreiras.
• Lançamento de disco.
• Salto com vara.
• Lançamento de dardo.
• 1.500 m.
128
REFERÊNCIAS
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131
132
Informações:
www.sepi.unip.br ou 0800 010 9000completa do corpo no ar, adquirindo uma posição arqueada, até terminar a 
flutuação. Quando começa a se aproximar da queda, as pernas se elevam e o tronco se flexiona 
sobre elas – posição carpada –, como se o atleta estivesse sentado no ar. É preciso se manter 
nessa posição até chegar à areia.
61
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
A) B) C) D) E)
Figura 39 – Salto em distância, fase aérea do estilo em arco
— Salto com passadas no ar: o salto mais complexo e só é eficiente quando se consegue saltar 
muito longe. É utilizado apenas por saltadores de nível elevado, pois eles têm uma fase 
aérea mais longa, o que possibilita a movimentação das pernas como se o saltador estivesse 
caminhando no ar. Assim, quanto mais tempo ele permanecer no ar, mais passadas consegue 
fazer (normalmente, de uma passada e meia a duas e meia).
• Fase de queda ou aterrissagem
Após a flutuação do corpo no ar durante a fase aérea, inicia‑se a fase descendente da trajetória que 
o corpo descreve no ar, momento em que os pés devem buscar a areia e finalizar o salto.
Nesse instante, quanto mais tempo ou mais alto forem mantidos os pés, mais longe eles deverão 
atingir o solo. Para isso, usando a força abdominal, as pernas se mantêm estendidas em elevação, 
enquanto o tronco se flexiona à frente, posicionando a cabeça entre os joelhos e os braços para frente. 
Nessa posição, quando os pés chegarem ao chão, o primeiro contato deve ser pelos calcanhares e em 
seguida deve‑se flexionar as pernas, para que os glúteos sejam projetados à frente sobre os calcanhares.
Caso contrário, se as pernas não forem mantidas elevadas durante o maior tempo possível, a descida 
dos pés na areia é antecipada, tornando a queda prematura, o que diminui a medida final alcançada 
com o salto.
A) B) C)
Figura 40 – Posição correta para a aterrissagem (A) e erros mais comuns cometidos pelos praticantes iniciantes (B e C)
62
Unidade II
Essa ação faz com que todo o corpo seja projetado à frente, adiante da marca que os calcanhares 
deixaram na areia da caixa de saltos, é lá que será o ponto de medida da distância atingida pelo saltador.
Alguns saltadores, quando os calcanhares tocam o chão, imediatamente flexionam apenas uma 
das pernas, o que provoca uma rotação lateral, projetando o corpo todo para o lado. Então, o salto 
finaliza com o saltador deitado lateralmente adiante da marca no primeiro contato com os pés na areia. 
Ao término, o saltador deve sair da caixa de areia, pela frente ou pela lateral, adiante da marca de sua 
queda que ficou na areia, como exige a regra.
5.2.1.2 Salto triplo
É considerado uma das provas mais complexas do atletismo por exigir uma sucessão de ações com 
características próprias, porém interdependentes, que requerem uma combinação de força, velocidade, 
agilidade e flexibilidade para realizar os três saltos sucessivos que compõem a técnica, pois cada um 
deve ser considerado como tendo o mesmo grau de importância.
No início da sua trajetória, o domínio era dos saltadores norte‑americanos; em seguida, se destacaram 
os atletas do norte da Europa; por fim, os competidores japoneses realizaram grandes conquistas 
nessa modalidade.
Para os brasileiros, é uma prova que marcou fortemente nossa história no atletismo. Isso ocorreu 
porque despontaram talentos que marcaram de forma contundente seus nomes na galeria de 
campeões nas mais diversas e importantes competições mundiais do gênero. Trata‑se, inicialmente, 
de Adhemar Ferreira da Silva, tricampeão mundial (1950, 1951 e 1952) e campeão olímpico nos Jogos de 
Helsinque (1952) e no Pan‑Americano da Cidade do México (1955). Mais tarde, nos Jogos Olímpicos do 
México (1968), Nelson Prudêncio colocou o Brasil no pódio novamente. Depois, João Carlos de Oliveira, 
o João do Pulo, estabeleceu um novo recorde, que perdurou por dez anos, quando foi superado pelo 
norte‑americano Willie Banks, com a marca de 17,97 m. Essas conquistas destacam bem o sucesso que 
essa prova representa para o atletismo brasileiro.
Para realizar corretamente um salto, é preciso considerar uma série de aspectos básicos, como:
• completa continuidade de todas as ações do salto, sem descuidar de uma fase em proveito da 
outra, para não prejudicar o conjunto final;
• no segundo salto, denominado passo, é crucial ganhar altura em sua execução;
• entre todas as provas de campo, o salto triplo é uma das que mais exige um elevado grau de 
relaxamento e muita elasticidade em cada uma das aterrissagens.
63
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Analisando a técnica do salto, consideramos as seguintes fases:
• Fase da corrida de impulso: tem as mesmas características que o salto em distância. 
Para determinar sua distância, usam‑se marcas auxiliares, a descontração e o acúmulo de 
força para realizar a impulsão e manutenção do ímpeto da corrida nas últimas passadas antes 
de o atleta chegar à tábua de impulso.
• Fase de impulsão: para fazer o salto completo, são necessárias três impulsões consecutivas, visto 
que é uma prova em que são executados três saltos consecutivos, cada um com características 
próprias, o que exige cuidados especiais para cada um dos impulsos.
• Fase do primeiro salto (hop): a impulsão para esse salto é feita sobre a tábua de impulsão, 
de maneira semelhante àquela que se faz no salto em distância, com uma pequena diferença 
relacionada à posição do tronco, que deve ser posicionado mais na vertical para não perder o 
ímpeto para os saltos subsequentes.
O impulso deve ser realizado sobre a perna mais forte, que, no momento da batida, se flexiona 
ligeiramente, para depois se estender e impulsionar o corpo para cima e para frente.
Ao perder o contato com a tábua, o corpo inicia a sua fase aérea. Pouco antes de a perna de impulso 
terminar a sua ação, a outra perna é lançada à frente, estendida e com muita força para no ar trocar 
de posição com a perna de impulso, que passa à frente, ou seja, as pernas fazem um movimento de 
“tesoura” no ar, para que o pé da perna de impulso faça a aterrissagem, porque a impulsão ao segundo 
salto deve ser feita com o mesmo pé usado no primeiro salto. Assim, a aterrissagem do primeiro salto é 
feita em apenas um pé.
• Fase do segundo salto (step): inicia‑se no local onde aconteceu a aterrissagem do primeiro e 
sobre o mesmo pé que tinha feito o impulso anterior. Portanto, lá é realizada a impulsão para o 
segundo salto, que é semelhante a uma ampla passada de corrida efetuada no ar.
O movimento das pernas executado dessa maneira na fase aérea tem por objetivo preparar o corpo 
para finalizar a queda seguinte, que obrigatoriamente deve ser feita com o pé contrário.
• Fase do terceiro salto (jump): o último dos três saltos tem semelhança com o salto em distância 
normal em todos os sentidos, porém é realizado com impulso mais reduzido, haja vista a energia 
gasta na execução dos dois saltos anteriores.
64
Unidade II
A)
I)
B)
F)
J)
C)
G)
K)
D)
H)
E)
L)
Figura 41 – Sequência das ações técnicas do salto triplo: 1º salto (hop) – A, B, C, D e E; 
2º salto (step) – F, G e H; 3º salto (jump) – I, J, K e L
 Observação
Para a escolha e programação dos exercícios para ensino e 
treinamento, devem ser selecionadas atividades que exijam impulsões no 
sentido horizontal.
5.2.2 Saltos verticais
Os saltos verticais (altura e vara) são realizados em uma zona própria para cada um, na qual o 
saltador deve correr para acumular forças e conseguir impulsionar para cima e ultrapassar, o mais alto 
possível, uma barra (sarrafo) horizontal apoiada em dois postes.
A área para o salto em altura é composta de um corredor em forma de leque com 15, 20 ou 25 m de 
comprimento, que termina na região de queda, com 5 m de largura por 3 m de fundo, onde é colocado o 
colchão ou algo similar para amortecer a queda do saltador. Os postes para suporte da barra transversal 
deverão estar situados logo no início da área de queda e serem separados por uma distância de 4 m.
65
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Colchão 
de queda
Pista para 
corridade impulso
Sarrafo ou barra
Área de salto em altura
Suporte para 
o sarrafo
Figura 42 – Área dos saltos verticais
No salto com vara, para realizar sua tentativa, o saltador, portando nas mãos uma vara própria, 
utiliza um corredor marcado por linhas brancas de 5 cm de largura, com 40 a 45 m de comprimento por 
1,22 m de largura. No fim desse corredor, é colocado o encaixe para a vara enterrado no chão ao nível 
da pista, que deve ter 1 m de comprimento por 60 cm de largura na parte inicial e 40 cm na parte final, 
em sua parte alta, e 15 cm na parte baixa. Ao fim do corredor, logo em seguida ao encaixe, está situada 
a zona de queda, com 6 m2, onde se encontra um colchão com 80 cm de altura para queda.
 Lembrete
No início da área de queda, são colocados os dois postes para suporte 
da barra.
5.2.2.1 Salto em altura
O salto em altura, prova muito praticada nas aulas de educação física escolar, é uma especialidade 
do atletismo que passou por constantes evoluções técnicas, principalmente a partir do ano de 1895, 
quando surgiu o chamado estilo do leste, usado pelo norte‑americano Michael Sweeney, que alcançou a 
marca de 1,97 m realizando uma corrida de frente para o sarrafo. Foi o início da história da modalidade, 
que passou por várias modificações em sua técnica e estilo.
Em 1917, o também norte‑americano Clinton Larson ampliou o recorde para 2,07 m, seguido por 
seu compatriota George Spitz, em 1933, com o novo estilo (cortado), saltando 2,03 m. Nesse mesmo 
período, muitos estilos surgiram, mas sem que seus praticantes conseguissem melhorar os recordes. 
Todavia, obtendo marcas expressivas com as novidades apresentadas, como o estilo a cavalo a partir 
de 1930, aperfeiçoado e utilizado por muitos anos até surgir o estilo cravado a cavalo, com o qual o 
66
Unidade II
soviético Yuri Stepanov fixou um novo recorde mundial em 1957, com 2,16 m. Esse estilo passou a ser 
exercido por muitos saltadores, que atingiram excelentes resultados com a nova forma.
Pouco depois, com pequenas modificações do novo estilo, que passou a ser chamado de tesoura, o 
soviético Valery Brumel conquistou novo recorde mundial com a fantástica marca de 2,28 m em 1963, 
que durou até 1971.
Nesse meio tempo, surgiu uma técnica revolucionária nas Olimpíadas do México (1968), que 
surpreendeu o mundo do atletismo. Foi aplicada pelo norte‑americano Richard Fosbury, que realizou 
uma corrida de impulsão para saltar de forma circular, elevando o corpo em rotação para se colocar de 
costas para o sarrafo e nessa posição efetuar a passagem do aparelho. Esse novo e surpreendente estilo 
passou a ser chamado de Fosbury Flop, apenas flop ou estilo de costas.
A partir daí, os recordes passaram a ser batidos constantemente, e os principais destaques ficaram 
por conta do alemão Gerd Wessig, com 2,36 m – recorde olímpico e mundial. Em seguida, no ano de 
1988, o ucraniano Gennadi Avdeyenko saltou 2,38 m nos Jogos de Seul. Entretanto, o grande nome 
dessa prova ainda é o cubano Javier Sotomayor, que desde 1993 detém a marca histórica de 2,45 m.
Para entender a técnica de salto em altura, analisaremos as duas técnicas hoje praticadas: o estilo 
rolo ventral e o flop.
A) B)
Figura 43 – Estilo rolo ventral (A) e flop (B)
O rolo ventral é aplicado nas escolas, já o flop é usado em diversos locais.
Começamos pelo rolo ventral, analisando cada fase que compõe esse estilo, verificando suas 
características particulares, que se unem como um todo para realizar o salto. Em cada fase, destacaremos 
as respectivas letras da figura demonstrada na sequência.
• Corrida de impulso (A, B, C, D, E, F, G, H, I e J)
Para que a corrida seja bem executada, devem ser observados alguns fatores importantes, como 
velocidade, direção e extensão.
67
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
A corrida de impulso é feita em linha reta no sentido diagonal em relação ao sarrafo, com 7 a 11 
passadas. Qualquer que seja a extensão e a velocidade empregada, é indispensável muita técnica e ritmo 
para efetivá‑la.
Em seu início, deve ser feita uma marca que permita ao saltador chegar próximo da barra no melhor 
ponto para fazer a impulsão. Alguns saltadores costumam partir com 3 a 4 passadas preliminares antes 
de tocar a marca inicial, para assim conseguem desenvolvê‑la com mais exatidão.
O ângulo ou direção da corrida é pessoal, variando de 30 a 40°. Quanto mais se aproxima da linha 
perpendicular do sarrafo, mais fácil se torna saltar verticalmente, porém isso dificulta a impulsão, 
porque a perna contrária se eleva estendida nesse estilo, o que pode fazer com que toque e derrube 
o sarrafo. Ao contrário, se o ângulo for mais aberto – com o saltador correndo mais paralelamente ao 
sarrafo –, será possível fazer uma impulsão mais distante, facilitando o chute, mas a impulsão vertical 
será executada com mais dificuldades.
Quanto maior for a altura a ser ultrapassada, maior será a força a ser acumulada durante a corrida, 
o que reveste de importância essa fase. Quando não for realizada de forma ideal, prejudicará as 
fases seguintes.
A) B) C) D) E) F) G) H) I) J)
Figura 44 – Fase da corrida de impulsão do salto em altura no estilo rolo ventral
• Impulsão (L, M, N e O)
Determina a direção e a força ascendente do salto, combinando o ímpeto horizontal com a ascensão 
do corpo à vertical.
Para isso, as três últimas passadas da corrida devem ser suaves e rápidas e cada vez mais amplas para 
provocar uma ligeira inclinação do corpo para trás e aproximar o centro de gravidade do chão, para que 
o pé de impulso se apoie à frente do corpo, colocando‑o em uma posição favorável ao chute da outra 
perna na direção vertical.
Feito o apoio do pé de impulso, começa a ação do chute da perna contrária, que deve ser lançada 
para cima, estendida e com muita explosão. Quanto mais estendida ela estiver, maior será a energia 
transmitida para o impulso e elevação ascendente do corpo.
68
Unidade II
L) M) N) O)
Figura 45 – Fase da impulsão do salto em altura no estilo rolo ventral
• Elevação (P, Q, R e S)
Corresponde à subida do corpo em direção ao sarrafo.
Após o chute da perna livre, a perna de impulso se estende vigorosamente e assim o pé de impulso 
deixa o chão. Nesse momento se inicia a fase aérea do salto, com o corpo se elevando verticalmente na 
direção da barra (sarrafo). Todos os movimentos executados nessa fase têm sua origem ainda no solo.
Desse modo, a perna de chute se mantém em extensão até sua chegada acima da barra, enquanto a 
perna de impulso vai se flexionando e afastando o joelho para fora, o que provoca um giro do corpo em 
torno do seu eixo longitudinal. O braço correspondente à perna de chute deve ser projetado juntamente 
com ela para o outro lado do sarrafo, enquanto o corpo vai se posicionando paralelamente a ele e, nessa 
posição, quando a perna de chute já estiver totalmente do outro lado da barra, termina a elevação com 
o corpo posicionado com o ventre e o peito voltados para ela. Assim, finaliza‑se a fase da elevação.
P) Q) R) S)
Figura 46 – Fase de elevação do salto em altura no estilo rolo ventral
• Suspensão (T)
Concluída a fase da elevação, o corpo se encontra sobre a barra. Esse é o momento exato em que o 
corpo terminou a sua elevação e, como se estivesse parado no ar, começa a girar em torno do seu eixo 
longitudinal, que está paralelo ao sarrafo, iniciando a transposição.
69
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
T)
Figura 47 – Fase de suspensão do salto em altura no estilo rolo ventral
• Passagem sobre a barra (U, V e X)
Com o corpo sobre e de frente para o sarrafo, com a perna de chute estendida e a de impulsão 
flexionada, começa o giro em torno do seu eixo longitudinal, provocado pelo afastamento do joelho 
da perna de impulsão para fora, o que faz o corpo girar para o outro lado da barra como se estivesse 
rolando para o outro lado. Daí o nome rolo ventral, que identifica esse estilo de salto.
U) V) X)
Figura 48 – Fase de passagem sobre a barra do salto em altura no estilo rolo ventral
• Queda (Z)
Assimque o corpo contorna completamente a barra (V, X), com a barra ultrapassada, está encerrado o 
salto. O corpo, completamente relaxado, deixa‑se cair naturalmente em direção ao colchão e finaliza‑se 
a tentativa.
Z)
Figura 49 – Fase da queda do salto em altura no estilo rolo ventral
70
Unidade II
A) B) C) D) E) F)
G)
M)
R)
H)
N)
S)
I)
O)
T)
J)
P)
U)
X)
L)
Q)
V)
Z)
Figura 50 – Fases do salto em altura completo no estilo rolo ventral
Para analisarmos a técnica do salto em altura no estilo Fosbuby (flop), utilizaremos a figura a seguir, 
que apresenta a sequência completa das fases do salto. Faremos sua análise de modo similar à do salto 
anterior, destacando as respectivas letras da figura.
A)
B)
C)
D)
E)
F)
Figura 51 – Fases do salto em altura completo no estilo flop
71
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
• Corrida de impulso (A)
A corrida de impulso nesse estilo de salto é particular, diferentemente de todos os outros estilos de 
salto em altura.
Feita com 9 a 13 passadas, a corrida é realizada em curva para aproveitar a força centrífuga a fim 
de projetar o corpo ao outro lado do sarrafo. O fim da corrida é o momento mais importante, porque 
a impulsão é preparada. Para isso, há um aumento da velocidade no fim das três últimas passadas, 
momento em que a curva é mais fechada do que no início da corrida.
Alguns saltadores, para melhorar a velocidade inicial, fazem a partida em linha reta a fim de terminar 
em curva, enquanto outros já iniciam em uma curva de raio maior finalizando na curva de raio menor 
no preparo para a impulsão, momento em que ocorre uma acentuada inclinação do corpo para o 
centro do círculo.
• Impulsão (B)
Especialistas em biomecânica consideram que a impulsão é a fase mais importante do salto. Devido 
à forma circular em que é realizada a corrida, a impulsão é feita nas proximidades do poste de suporte 
do sarrafo em um ponto situado a 1 m de distância do aparelho.
A perna de impulso é a externa em relação à barra, portanto, se o saltador usa a perna esquerda para 
a impulsão, deve fazer a corrida no lado direito da pista.
Diferentemente do salto rolo ventral, no flop, no momento da impulsão, a perna não se flexiona 
tanto, permanecendo quase que estendida para uma melhor transformação da velocidade horizontal da 
corrida e velocidade vertical, o que proporciona um impulso superior.
Em seguida, o corpo se posiciona verticalmente e o tronco começa a se elevar com ajuda dos braços, 
que são projetados para cima. Nesse mesmo instante, a perna livre se flexiona em 90º e projeta o joelho 
para o alto simultaneamente com o tronco e os braços, e se move em direção do centro do círculo em 
movimento contrário ao da cabeça, que permanece voltada com o olhar dirigido para a barra.
A partir da combinação dessas ações, o corpo inicia sua trajetória aérea na direção da barra a ser 
ultrapassada.
• Elevação (B e C)
Quando o pé de impulso perde o contato com o chão, o corpo começa a se elevar verticalmente.
Com uma rotação criada com o pé ainda no solo, o joelho da perna contrária, que foi projetado 
energicamente para cima no momento da impulsão, gira para o centro do círculo utilizado na corrida. 
Essa ação provoca uma rotação de todo o corpo em torno do seu eixo longitudinal, auxiliado pela 
72
Unidade II
projeção enérgica do braço contrário à perna de impulso, o que faz com que as costas do saltador se 
coloquem voltadas para a barra.
Todas essas ações, realizadas conjuntamente durante a elevação do corpo, preparam o saltador 
para se posicionar de costas sobre a barra, quando termina a elevação e inicia‑se a transposição da 
barra (sarrafo).
• Passagem sobre o sarrafo ou barra (D e E)
Terminada a elevação do corpo, que é proporcional à força de impulso aplicada, o tronco do saltador, 
em total descontração, está posicionado de costas sobre a barra como se estivesse suspenso no ar, e 
então começa a manobra para a superação do sarrafo.
A passagem sobre a barra começa pela cabeça e pelo braço contrário à perna de impulso. Assim 
que estiverem do outro lado, os quadris chegam sobre a barra e são projetados para cima, enquanto as 
pernas se mantêm relaxadas e o corpo adquire uma posição em arco ou ponte.
Logo que os quadris ultrapassam a barra, essa posição arqueada deve ser desmanchada rapidamente. 
Isso acontece através da flexão da cabeça sobre o peito juntamente com as pernas, que são projetadas 
para cima, o que faz com que o corpo passe totalmente para o outro lado da barra e conclua a passagem.
• Queda ou aterrissagem (F)
Concluída a passagem, o corpo está na trajetória descendente em direção ao colchão, que 
amortecerá a queda.
Para não correr o risco de as pernas tocarem na barra durante a descida do corpo, elas devem se 
manter afastadas (estendidas na vertical) e serem lançadas para trás da cabeça, provocando um ligeiro 
rolamento para trás.
O primeiro contato no colchão é feito pelos braços, que ficam afastados lateralmente para absorver 
o primeiro impacto, seguido dos ombros e da nuca.
Todos esses procedimentos eliminam qualquer risco de contusão provocada pela queda, concluindo 
com sucesso o salto.
5.2.2.2 Salto com vara
Assim como outras disciplinas do atletismo, o salto com vara não apresenta uma origem exata, 
pois acaba se confundindo com diversos movimentos usados para a sobrevivência de muitos povos na 
Antiguidade (Freitas, 2009).
As primeiras menções ao salto com vara como uma prática esportiva mais organizada advêm da 
Grã‑Bretanha e Escócia, no século XIX. As varas utilizadas por eles eram feitas de madeira de freixo ou 
73
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
de nogueira, o que tornava o artefato muito pesado, além de ter um suporte feito de metal na ponta 
para a fixação da vara no solo (Freitas, 2009).
A técnica inglesa era um pouco diferente da que conhecemos hoje: o atleta se deslocava em baixa 
velocidade e, quando apoiava o implemento no solo, o escalava até transportar o sarrafo (obstáculo) por 
completo e jogava a vara para trás (Freitas, 2009).
Como as varas eram muito pesadas, carregá‑las era um trabalho de muita dificuldade. Esse tipo de 
vara foi utilizado somente na primeira edição de Jogos Olímpicos (1896), pois nos Jogos de Paris (1900) 
elas passaram a ser de bambu (Freitas, 2009).
Na década de 1950, as varas de metal foram aplicadas. Não apresentavam uma melhora significativa 
nos resultados obtidos em comparação aos da vara de bambu, mas promoviam maior acessibilidade 
aos atletas. Os materiais sintéticos surgiram como opção para a substituição do metal nas varas, 
principalmente a fibra de carbono, fibra de vidro, epóxi ou uma combinação dessas substâncias, que 
começaram a ser usadas pelos americanos em 1956.
Figura 52 – Composição da vara: fibra de carbono e epóxi, fibra de vidro e anéis de fibra de vidro
Adaptada de: Freitas (2009, p. 76).
Esse material assegurou uma nova fase à disciplina. Observou‑se que não era necessário que somente 
atletas altos e velozes participassem da prova, pois o utensílio apresentava flexão extraordinária, 
proporcionando uma espécie de efeito de estilingue, o que é explicado pela utilização da energia cinética 
produzida pelo movimento da vara.
 Lembrete
Os materiais que compõem as varas evoluíram ao longo do tempo da 
prática dessa prova. No início, se praticava o esporte com varas de bambu; 
atualmente, elas são feitas de um composto de fibra de carbono e epóxi 
e fibra de vidro.
74
Unidade II
A) B)
Figura 53 – Padrão do movimento do salto com vara rígida, feita de metal ou bambu (A) 
e com vara flexível, de metal ou sintética (B)
Fonte: Freitas (2009, p. 77).
O salto com vara é uma modalidade do atletismo que tem técnica muito complexa, composta de 
várias fases e subfases que se interligam e apresentam uma estrutura rítmica (Pereira, 2002).
Além da complexidade do movimento, a diferença entre a vara rígida e a flexível provoca alterações 
técnicas no movimento. Apesar de a vara flexível ser usada em competições de alto rendimento,nem 
todos os locais terão acesso a ela, por isso vamos descrever as técnicas para ambas.
Matthiesen (2014) considera que as fases do salto com vara são empunhadura, corrida, preparação 
para o encaixe e o salto, que envolve as fases de impulsão, elevação, giro e transposição e, por último, 
a fase da queda.
• Empunhadura: manter a vara na posição horizontal, com a ponta em ligeira elevação. O braço 
que está à frente deve estar em um ângulo de 90º, quase que paralelo ao solo, sendo que a mão 
apanha a vara por cima, principalmente utilizando o polegar e indicador (com a palma da mão 
voltada para baixo). O outro braço que estará atrás também apresenta uma flexão de 90º, com 
o cotovelo para cima, e segura firmemente bem próximo à extremidade da vara. A posição de 
mão de trás pode variar de acordo com o aluno ou atleta, e o ideal é que a palma da mão esteja 
voltada para cima.
• Corrida: deve ter uma velocidade progressiva, e quanto maior for a velocidade final, com maior 
altura será o salto; contudo, mais difícil será o controle da impulsão. Com a vara posicionada do 
lado contrário à perna de impulsão, com a ponta da vara elevada, ela é abaixada à medida que vai 
se aproximando do encaixe para realizar essa próxima fase.
• Preparação para encaixe: durante a corrida, ocorre a troca da posição da vara. Nos últimos 
três passos, a vara começa a ser abaixada suavemente em direção à área de encaixe. Um detalhe 
relevante é que a velocidade de corrida não pode ser diminuída nem haver nenhum tipo de 
frenagem, e sim o preparo para a impulsão.
75
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
• Encaixe, impulsão e elevação: em relação ao encaixe, o importante é ter uma boa colocação da 
vara, coordenando a movimentação de braços, o deslocamento do peso do corpo e a velocidade 
sendo transferida para a vara com a menor desaceleração possível. Com a execução do encaixe, 
nesse instante, é realizada a elevação. Essa ação deverá ser feita de modo suave: a perna contrária 
da mão que está à frente deverá elevar o joelho, ou seja, a perna de impulsão é a que está do 
mesmo lado da mão que vai à frente.
Se todas as fases anteriores forem bem executadas, a elevação, principalmente em direção ao sarrafo, 
vai produzir um bom salto. O trabalho dos membros inferiores é essencial nessa fase. A vara estará ao 
lado dos ombros, com a impressão de que o corpo está enrolado, ou seja, em uma posição grupada. 
À medida que ocorre a elevação, as pernas são estendidas, ficando praticamente paralelas à vara e junto 
ao corpo. Então, há uma inversão do corpo: as pernas ficam estendidas para cima e a cabeça para baixo. 
A diferença entre a vara rígida e a vara flexível é que, devido às forças que atuam na vara flexível, esse 
trabalho de elevação é muito mais intenso.
A) B) C)
Figura 54 – Sequência de movimentos na fase de impulsão (A e B), seguindo para a fase do giro (C)
Adaptada de: A) https://shre.ink/D6sQ; B) https://shre.ink/D6sc; 
C) https://shre.ink/D6sl. Acesso em: 27 fev. 2024.
• Giro: vai ocorrer no fim da fase de impulsão, na qual o corpo executa uma rotação em 
180º cruzando uma perna sobre a outra, não realizando nenhum tipo de movimento lateral. Com 
esse giro, é efetuado o último impulso para conseguir fazer a transposição da barra, estendendo 
os braços e dando um empurrão para cima.
• Transposição: quando se solta a vara. Se todos os movimentos anteriores forem bem executados, 
soltar a vara é simples e natural, empurrando‑a na direção contrária ao salto para que ela não 
derrube a barra. Lembrando que a transposição é uma consequência da fase de giro, anteriormente 
descrita. Poderá ser feita de maneira lateral ou ventral (sobre o abdome).
• Queda: operada após a transposição da barra, hoje é feita sobre um colchão, sobre o qual os 
atletas caem de costas. No início da modalidade, a queda era feita em pé, pois não havia um 
colchão para cair, mas sim uma caixa de areia fofa.
76
Unidade II
Figura 55 – Fases do salto com vara
Fonte: Freitas (2009, p. 67).
 Observação
Para a escolha e programação dos exercicios para ensino e treinamento, 
devem ser selecionadas atividades que exijam impulsões no sentido vertical.
5.2.3 Regras básicas dos saltos
Salto em distância
Como vimos, o salto em distância é realizado em uma área especial, composta de um corredor de 
40 m de comprimento por 1,22 m de largura. Esse corredor de saltos termina em uma caixa de areia 
denominada área de queda, com 2,75 a 3,00 m de largura por 10 m de comprimento, no mínimo.
No fim do corredor, está localizada a tábua de impulsão, que fica enterrada no chão ao nível do 
terreno, a 10 cm de profundidade. Deve ser retangular, pintada de branco, com 1,22 m de comprimento 
por 20 cm de largura e 10 cm de profundidade. A borda mais próxima da área de queda é denominada 
linha de impulsão, que é o limite máximo permitido para a execução do impulso e local da medição 
do salto. Logo adiante dessa borda da tábua, há uma faixa de plasticina macia, que auxilia o árbitro 
acusando qualquer toque do pé do saltador adiante da linha de impulsão, o que anula o salto.
77
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 56 – Tábua de impulsão e a plasticina
Na competição, o salto é anulado se o atleta cometer as seguintes falhas:
• Passar correndo pela tábua de impulsão sem saltar.
• Realizar o impulso fora da tábua de impulsão, à frente ou atrás do prolongamento da linha 
de medição.
• Após a queda na areia, ao sair, tocar o solo em um ponto mais próximo da linha de medição da 
tábua de impulsão em relação à marca de sua queda deixada na areia, sendo obrigado a sair 
adiante da marca mais próxima da linha de medição.
• Utilizar qualquer tipo de salto mortal durante a corrida ou ao saltar.
Ao finalizar a tentativa, o árbitro indicará com uma bandeira branca a validade do salto ou com uma 
bandeira vermelha se a tentativa for falha.
Os saltos devem ser medidos a partir da marca mais próxima do setor de queda feita por qualquer 
parte do seu corpo até a linha de medição.
Quando participarem mais de oito concorrentes, cada atleta terá direito a três tentativas. Então, 
são classificados os oito melhores saltadores. Subsequentemente, eles têm direito a mais três tentativas 
adicionais (para que seja definido o vencedor), valendo a melhor das seis tentativas realizadas. 
Quando participarem até oito concorrentes, todos terão direito a seis tentativas, já válidas como uma 
avaliação final.
Salto triplo
As regras básicas de competição do salto triplo são praticamente as mesmas do salto em distância, 
somente sendo acrescentadas algumas particularidades.
78
Unidade II
O corredor de saltos e a área de queda são as mesmas, apenas a tábua de impulsão está colocada a 
13 m (para os homens) e 11 m (para mulheres) de distância da área de queda. O salto deve ser feito com 
impulso em um só pé, uma passada e mais um salto.
Em competições, o salto triplo deverá ser executado de forma que a queda do primeiro salto seja 
realizada sobre o mesmo pé que fez a impulsão inicial; o segundo, com impulso no mesmo pé do 
primeiro salto e queda no contrário; e, por fim, o impulso final usando o mesmo pé que fez a queda 
do segundo salto.
O salto é anulado se o atleta cometer as seguintes falhas:
• Passar correndo pela tábua de impulsão sem saltar.
• Executar o impulso fora da tábua de impulsão, à frente ou atrás do prolongamento da linha 
de medição.
• Após a queda na areia, ao sair, tocar o solo em um ponto mais próximo da linha de medição da 
tábua de impulsão em relação à marca de sua queda deixada na areia. É obrigado a sair adiante 
da marca mais próxima da linha de medição.
• Utilizar qualquer tipo de salto mortal durante a corrida ou ao saltar.
Ao finalizar a tentativa, o árbitro indicará com uma bandeira branca a validade do salto ou com uma 
bandeira vermelha se a tentativa for falha.
Os saltos devem ser medidos a partir da marca mais próxima do setor de queda feita por qualquer 
parte do seu corpo até a linha de medição.
Quando participaremmais de oito concorrentes, cada atleta terá direito a três tentativas. Então, 
são classificados os oito melhores saltadores. Subsequentemente, eles têm direito a mais três tentativas 
adicionais (para que seja definido o vencedor), valendo a melhor das seis tentativas realizadas. 
Quando participarem até oito concorrentes, todos terão direito a seis tentativas, já válidas como uma 
avaliação final.
Salto em altura
A ordem em que os saltadores farão suas tentativas será definida por um sorteio ou conforme 
regulamento da competição.
Para começar a prova, o árbitro anuncia a altura inicial e as alturas subsequentes nas quais a barra 
(sarrafo) será elevada. Cada saltador terá direito a três tentativas no local em que a barra estiver colocada, 
ele poderá iniciar suas tentativas em qualquer altura em que a barra estiver fixada.
79
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Independentemente da altura em que estiver saltando ou das falhas que cometer, o saltador não 
poderá ter mais de três falhas consecutivas. Dessa forma, após ter falhado uma vez em uma determinada 
altura, ele poderá deixar de saltar os demais saltos a que tem direito para usar as tentativas restantes 
na próxima altura.
Mesmo depois que todos os demais atletas já tenham terminado suas participações, um único 
saltador tem direito a continuar suas tentativas até perdê‑lo, isto é, após três falhas consecutivas.
As alturas nas quais a barra será elevada nunca deverão ser inferiores a dois centímetros, e a impulsão 
para o salto deverá ser feita em apenas um pé.
Será considerada falha se o saltador, de alguma forma, derrubar a barra ao realizar sua tentativa ou 
tocar o solo além do plano dos postes, incluindo a área de queda, antes de ter feito o salto. Se a barra for 
derrubada por algum fator externo – vento, por exemplo –, a tentativa não será classificada como falha.
A distância entre os postes de suporte da barra não deverá ser inferior a 4 m. Será vencedor o 
saltador que ultrapassar a maior altura.
Em caso de empate, devem ser adotados alguns procedimentos. Será considerado vencedor o 
saltador que:
1. Tiver o menor número de saltos realizados na altura em que ocorreu o empate.
2. Tiver o menor número de saltos falhos em toda a competição.
3. Se ainda persistir o empate, devem permanecer na mesma colocação, a não ser quando se trata 
do primeiro colocado. Nesse caso, a barra será elevada ou abaixada, com direito a apenas uma 
tentativa, até que alguém falhe.
Salto com vara
A dinâmica da prova de salto com vara é simples. O atleta tem de percorrer certa distância já com 
seu implemento em mãos e saltar com o auxílio dele o mais alto possível, tentando ultrapassar a 
vara ou sarrafo.
A área de corrida que o competidor tem disponível para tentar atingir a maior velocidade possível 
será uma espécie de corredor, tendo no mínimo 40 m de comprimento. O ideal são 45 m, com uma 
largura máxima de 1,22 m. Isso é estabelecido pelas regras 183.6 e 183.7 (CBAt, 2015).
80
Unidade II
40.00 (min.)
3
41
0,
05
0,
05
1.
22
 (±
0.
01
)
A
1 2
2.00 min. 6.00 min.
6.
00
 m
in
.
Figura 57 – Vista do corredor para o salto juntamente com a área de queda
A área em que a disciplina do salto com vara é desenvolvida possui o encaixe, o suporte para barra, 
a área de queda e, por fim, a vara.
A área de encaixe tem como função ser o ponto de apoio para o atleta encaixar seu artefato e 
assim obter a impulsão para realizar o salto. O material deve ser confeccionado para que o competidor 
adquira estabilidade e não enfrente percalços durante as fases do salto nas quais não há contato com 
o solo. A  determinação para provas oficiais de como essa área e o aparelho de encaixe devem ser 
confeccionados está descrito na regra 183.8 da CBAt (2015).
60
 c
m 80 cm
Área de encaixe em aço 40
,8
 c
m
15
 cm
120º
Vista geral
Nível do corredor
20
 c
m
22
,4 
cm
1.080 m
1.00 m
Linha “0”
1.048 m
Aproximadamente 
20 cm
30º
105º
Figura 58 – Encaixe da vara: vista aérea e lateral
Após o atleta utilizar o encaixe para a impulsão, deve ultrapassar a barra que está apoiada em um 
suporte, que também leva o nome de poste. Os postes devem ser rígidos e suas partes mais baixas devem 
ser cobertas por um material acolchoado para sua segurança no momento da queda.
A barra que os esportistas devem ultrapassar sem derrubá‑la deve estar apoiada em um suporte. Se 
houver qualquer tipo de toque do saltador, ela deverá cair com facilidade em direção à área de queda.
Antes do início da prova, o atleta pode solicitar a alteração da altura da barra, mas deve fazê‑lo 
comunicando o árbitro responsável. Quando se inicia o tempo de contagem para o salto, a altura da 
barra não poderá ser alterada.
81
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
1
2
1
3
35
 m
m
 –
 4
0 
m
m
1 ‑ Poste
2 ‑ Suporte
3 ‑ Apoio da barra
2 3
13 mm max.
55
 m
m
 m
ax
.
Figura 59 – Encaixe da barra: suporte da barra (sarrafo)
A barra transversal que deverá ser ultrapassada será feita de fibra de vidro ou material similar, jamais 
de metal. Deve ter comprimento de 4,50 m e pesar no máximo 2,25 kg.
O último instrumento presente na área do salto com vara é a área de queda, que deve ter no mínimo 
6 m de comprimento e 6 m de largura, mais a proteção das regiões laterais da área de encaixe. A área de 
queda tem como função o amortecimento da queda do atleta após a transposição da barra, sendo ela 
superada ou não. Essa área deve ser coberta por um colchão com 80 cm de espessura para evitar que o 
indivíduo se machuque no momento da queda.
Proteção Linha 0
2.00 m min. 6.00 m min.
6.
00
 m
 m
in
.
45
º
45º
45
º
80 cm
0.
80
 m
 m
in
.
Figura 60 – Encaixe da vara (área de queda): vista aérea e lateral
82
Unidade II
O competidor deve usar suas varas, só podendo utilizar as varas de outros competidores com o 
consentimento deles. Nesse contexto, é imprescindível conhecer as regras que compreendem as ações 
durante a prova.
O atleta tem até três tentativas para conclusão correta do salto, ou seja, deve ultrapassar a barra sem 
cair do suporte, com a altura estabelecida antes dos saltos. Independentemente da altura nas quais as 
falhas ocorram, ele é desclassificado da prova com três falhas consecutivas.
O esportista que concluiu o salto em determinada altura não poderá saltar novamente naquela 
altura. A altura da barra no salto com vara poderá ser elevada a cada 5 cm.
Vence aquele que ultrapassar a maior altura da barra. Caso houver empate, os procedimentos a 
serem adotados são os da regra 181.8 do CBAt (2015):
1. Vence o atleta com o menor número de saltos na altura na qual ocorreu o empate.
2. Caso o empate persista na condição anterior, será considerado vencedor o atleta que tiver a menor 
quantidade de saltos falhos, incluindo a última altura ultrapassada pelos competidores.
 Saiba mais
Dentre as várias literaturas pertinentes à prática da modalidade de 
atletismo, temos a obra a seguir, um clássico nacional com aprofundamentos 
sobre as provas de corrida:
FERNANDES, J. L. Atletismo: saltos. 3. ed. São Paulo: EPU, 2003.
5.3 Arremesso de peso
Essa prova consiste em arremessar uma bola de ferro maciço de 7,26 kg e diâmetro de 110 a 130 mm 
para os homens; para as mulheres, 4 kg e com 95 a 110 mm de diâmetro.
Esse arremesso é realizado no interior de um círculo idêntico ao usado no lançamento de martelo, 
com apenas uma diferença: a existência de um anteparo de madeira com 1,22 m de largura colocado na 
frente do círculo, no início do setor de queda. Não há necessidade de ter uma gaiola de proteção como 
existe para o disco e o martelo.
83
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 61 – Círculo e setor de queda para o peso
Para conhecer a técnica de arremesso, faremos uma análise mecânica das ações que compõem o 
conjunto de todos os movimentos, feitos em cadeia, a fim de obter o melhor resultado. Para isso, vamos 
analisar os estilos predominantes, que são o de costas, também conhecido como estilo Parry O’Brien, e 
o estilo com rotação ourotacional.
Fases da técnica no estilo de costas ou Parry O’Brien
Empunhadura
É a forma com que o peso é segurado ou empunhado pelo arremessador.
Após a entrada, o arremessador prepara o implemento para ser arremessado. Para isso, o peso deve 
ser colocado sobre a mão, que fica flexionada no punho. O utensílio é suportado pelos três dedos 
internos (indicador, médio e anular) e fixado lateralmente pelo mínimo e o polegar. A palma da mão 
fica por baixo.
Empunhado, o peso deve ser colocado sobre o ombro em contato com o pescoço. Com um pequeno 
giro da cabeça para a lateral, coloca‑se o queixo sobre o objeto e assim ele ficará fixado e posicionado 
para ser arremessado.
Figura 62 – Empunhadura do peso e posição inicial
84
Unidade II
Posição inicial
Com o peso empunhado corretamente, o atleta se coloca em pé no início da metade de trás do 
círculo com as costas voltadas para a direção do arremesso, com o outro braço estendido elevado à 
vertical. Os pés são fixados em pequeno afastamento para frente com o pé correspondente ao braço de 
arremesso posicionado atrás, tocando o chão apenas com a ponta dos artelhos.
Deslocamentos
Colocado nessa posição, o corpo iniciará o deslocamento para trás, em linha reta, através de uma 
ação conjunta de todo o corpo.
Para isso, o corpo se inclina em direção ao solo, o que projeta o tronco para fora do círculo. Ao mesmo 
tempo, eleva‑se a perna de trás, que fica na posição horizontal. Dessa posição, com um movimento de 
flexão de ambas as pernas, o corpo se agrupa (posição B da figura a seguir), e depois, através de uma 
extensão simultânea e veloz das duas pernas para trás, desloca‑se para a retaguarda arrastando o pé 
que estava à frente até o centro do círculo ao mesmo tempo em que o pé de trás, ainda elevado, busca 
o contato com o chão no fim do círculo, próximo ao anteparo.
A) B) C)
Figura 63 – Fase de deslocamento do estilo Parry O’Brien
Posição final
Após esse deslocamento, o corpo se posiciona ligeiramente na lateral, com o pé direito no centro do 
círculo e o esquerdo no fim, junto à parte interna do anteparo, já preparado para arremessar.
D)
Figura 64 – Fase de posição final do estilo Parry O’Brien
85
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Arremesso
Com o corpo na posição final após o deslocamento, o peso de todo o conjunto do corpo está 
situado sobre a perna direita semiflexionada no centro do círculo. Dessa posição, o corpo se estende com 
velocidade, ao mesmo tempo em que o tronco gira para ficar na posição de arremesso. Simultaneamente, 
o braço que vai arremessar começa a ser estendido e empurrar o peso do pescoço para cima e para frente 
em um ângulo de aproximadamente 45°. Após o braço se estender totalmente, o peso abandona a mão.
Em resumo, o peso é arremessado após uma ação de extensão em cadeia de todo o corpo, iniciando 
pelas pernas, passando pelo tronco e encerrando no braço, o que vai transferir toda a força e velocidade, 
criada no deslocamento, para o peso, que abandona a mão, e assim se dá o arremesso.
E) F)
Figura 65 – Fase de arremesso do estilo Parry O’Brien
Troca de pés ou reversão
Após o peso ser arremessado, devido à força centrífuga criada, ocorre um grande desequilíbrio do 
corpo para frente. Como isso acontece nos limites finais do círculo, para não cometer uma falta de 
invasão dos limites e ficar parado para sair do local pela metade de trás, o arremessador faz uma troca 
rápida do pé que está atrás pelo da frente, o que possibilita o controle do corpo.
G)
Figura 66 – Fase de troca de pés ou reversão do estilo Parry O’Brien
86
Unidade II
A ação completa do arremesso está representada nas figuras a seguir:
A)
D)
B)
E)
C)
F) G)
Figura 67 – Fases do estilo Parry O’Brien
A) B, C) D, E) F, G)
A) B, C) D, E) F, G)
Figura 68 – Representação da técnica completa do arremesso de peso. Podemos observar: 
deslocamento (A, B e C), posição final (D) arremesso (E e F) e troca de pés ou reversão (G)
87
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Fases da técnica no estilo com rotação
Empunhadura
A empunhadura é a mesma utilizada no estilo de costas.
Posição inicial
Nesse tipo de arremesso, após entrar no círculo, o atleta se posiciona de costas para a direção do 
arremesso com o peso do corpo distribuído sobre as duas pernas com os pés em afastamento lateral.
Então, concentra‑se para iniciar o giro (no caso, para o arremessador destro).
Giro
A partir da posição inicial, o movimento para o giro começa com uma leve rotação do tronco para o 
lado, ao mesmo tempo em que as pernas se flexionam levemente, transferindo o peso do corpo 
para o lado direito.
Dessa posição começa o giro com eixo no pé esquerdo. O pé direito é lançado para o lado esquerdo 
em forma de um chute até chegar ao centro do círculo, onde se apoiará para se transformar em eixo 
para continuar o giro do corpo.
Ao tocar o chão no centro do círculo, o pé esquerdo, que está se movendo no ar, é projetado para o 
fim do círculo a fim de apoiar‑se no chão, próximo ao anteparo.
Depois, o corpo realiza em sequência dois giros: o primeiro feito sobre o pé esquerdo no começo do 
círculo, e o segundo sobre o pé direito, que está no centro do círculo.
Assim, são efetuados os dois semicírculos ou giros, que caracterizam o estilo rotatório ou arremesso 
com rotação.
Posição final
Os giros são concluídos com o corpo se posicionando lateralmente e se preparando para executar 
o arremesso. Nesse momento, o peso do corpo está distribuído sobre os dois pés, acentuadamente no 
direito, com as pernas ligeiramente flexionadas.
Arremesso
Da posição final, o peso começa a ser arremessado. Isso ocorre com a extensão completa do corpo 
para cima e para frente. Toda a força e velocidade criadas durante os giros são transferidas para o peso, 
e assim ele é projetado para o espaço através da extensão veloz do braço e dos dedos.
88
Unidade II
Troca de pés ou reversão
O arremesso provoca um desequilíbrio para frente do tronco do arremessador, que precisa retomar 
o controle para não cometer uma falta e também poder deixar o círculo completamente recuperado.
Para obter êxito, deve ser feita uma troca da posição dos pés: o que está atrás toma o lugar do 
que está à frente através de uma reversão rápida entre eles. Essa ação elimina a influência da força 
centrífuga que está atuando, paralisa o giro e possibilita o controle do corpo para que seja concluída a 
ação de arremessar.
Figura 69 – Sequência completa do arremesso com rotação
5.4 Lançamento de disco
O lançamento de disco é a prova mais antiga do atletismo. Com o passar do tempo, para diminuir as 
dificuldades, o diâmetro do círculo foi expandido para 2,50 m. Com isso, um novo recorde foi estabelecido 
por James Duncan em 1912, com 47,58 m. A técnica continuou evoluindo com o aparecimento de novos 
estilos e as marcas foram aumentando sem parar.
A seguir, vamos abordar as fases da técnica mais utilizadas pelos atletas de lançamento de disco.
Empunhadura ou forma de segurar o disco
O disco deve ser disposto na palma da mão na posição vertical e ser sustentado pelos dedos em suas 
articulações distais, colocados na aresta do disco, com exceção do polegar, que é posicionado no corpo 
ou na face do disco para ajudar no equilíbrio.
O dedo polegar é o fixador do disco, e é pela ponta do dedo que o peso do disco gravitará. A separação 
entre os dedos indicador e polegar depende do tamanho da mão. Quanto maior a mão, maior poderá ser 
a separação entre ambos.
89
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 70 – Forma de empunhar o disco
Posição inicial
Para iniciar o lançamento, com o disco empunhado, o atleta se posiciona em pé no início do círculo – 
na metade de trás – e fica de costas para a direção que vai lançar. O peso do corpo fica distribuído sobre 
os dois pés, com as pernas afastadas lateralmente e os braços naturalmente ao lado do corpo. Então, ele 
começa a concentração mental para iniciar o deslocamento.
Deslocamento
Feita a concentração, inicia‑se o deslocamento no interior do círculode 2,50 m de diâmetro. 
Para quebrar a inércia da posição inicial e começar o deslocamento, são feitos de um a três balanceamentos 
preparatórios, e o disco é levado de um lado para o outro do corpo. O tronco acompanha os 
movimentos dos braços, o que resulta em uma participação total do corpo durante os balanceamentos.
São realizados de um a três balanceamentos para começar o deslocamento, feitos através de dois 
giros, que são iniciados quando o disco está atrás do corpo no último balanceamento efetuado. Nesse 
momento, mantendo o disco atrás, o corpo inicia o primeiro giro com eixo no pé esquerdo, enquanto o 
pé direito é lançado para o centro do círculo. Quando ele toca no chão, passa a ser o eixo do segundo 
giro para dar sequência ao deslocamento, que termina com a chegada do pé esquerdo tocando o chão 
junto à borda final do círculo.
Assim, o atleta termina o deslocamento com os dois pés apoiados no chão, com o corpo na posição 
lateral e o disco atrás. Essa posição em duplo apoio dos pés no chão caracteriza a posição final.
90
Unidade II
Posição final
Nessa posição, o competidor fica em duplo apoio com o pé direito no centro do círculo e o esquerdo 
no fim. O disco é posicionado atrás e o peso do corpo fica sobre a perna direita, e então o atleta se 
prepara para lançar.
Lançamento
A partir da posição final, o disco começa a ser puxado de trás, sempre com o braço estendido. Sob a 
ação da extensão da perna direita e do tronco, o corpo gira e se volta para frente, arrastando o disco de 
trás até passar adiante do corpo, mantendo o braço sempre estendido até a mão soltar o disco na direção 
para a qual ele será lançado. O conjunto de todos esses movimentos provoca uma extensão completa de 
todo o corpo, e, no momento que o disco sai da mão ao ser lançado, ocorre um desequilíbrio do tronco 
para frente, acompanhando a trajetória do disco que saiu da mão. Assim, efetiva‑se o lançamento.
Troca de pés ou reversão
Esse desequilíbrio causado pelo lançamento precisa ser controlado para que o atleta fique parado e 
depois saia do círculo, concluindo sua tentativa.
Para conseguir êxito, deve ser feita uma troca entre os pés: o que está atrás (direito) é lançado para 
frente no mesmo momento que o outro é levado para trás. Assim, o desequilíbrio é controlado, e, de uma 
posição parada, o atleta deixa o círculo pela parte de trás, como exige o regulamento.
D)
G) F) E)
C) B) A)
Figura 71 – Sequência da técnica de lançamento de disco
91
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
5.5 Lançamento de dardo
O lançamento de dardo, juntamente com o lançamento de disco, está entre as provas mais antigas 
do atletismo, pois ambas já eram disputadas nos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga. Com o passar do 
tempo, os dardos receberam algumas modificações aerodinâmicas, permitindo um melhor deslizamento 
no ar. Isso possibilitava o ganho de três metros a mais a cada ano. Com essas constantes novidades de 
estilo e mudanças na forma do dardo, foi atingida a marca de 98,48 m, o que levou a discussões sobre a 
redução da potência aerodinâmica até se chegar ao tipo de implemento usado nos dias atuais.
Figura 72 – Corredor de lançamento e sua respectiva área de queda do dardo
Para conhecer a técnica de lançamento, faremos a análise das fases que compõem a técnica e o estilo:
Empunhadura
O dardo é envolto por uma fina corda, que fica em sua parte central. Para empunhá‑lo, o arremessador 
o agarra pela corda.
Existem três tipos de empunhadura, escolhidas conforme a adaptação do arremessador:
• Empunhadura finlandesa ou normal: o dardo é colocado na palma da mão e agarrado atrás do 
início da empunhadura com os dedos polegar e indicador (conforme a parte A da figura a seguir), 
e os demais ficam sobre a corda.
• Empunhadura americana: os dedos polegar e médio seguram o dardo por trás da corda, e o 
dedo indicador fica estendido ao longo do dardo, enquanto o anular e o mínimo seguram a 
corda (parte B).
• Empunhadura sueca: os dedos indicador e médio pressionam o dardo atrás da empunhadura em 
forma de alicate, e os demais dedos agarram‑no sobre a corda (parte C).
A) B) C)
Figura 73 – Técnicas de empunhadura do dardo: finlandesa ou normal (A), americana (B) e sueca (C)
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Unidade II
Posição inicial
O arremessador entra no corredor de lançamentos para fazer sua tentativa. Para tal, coloca‑se em 
pé na marca inicial da sua corrida preparatória, com o dardo empunhado e posicionado sobre o ombro e 
na altura da cabeça, com a ponta voltada para frente (figura a seguir). Então, se concentra e parte dessa 
posição para lançá‑lo.
Figura 74 – Empunhadura e posição inicial, primeira fase da técnica de lançamento de dardo
Corrida preparatória
A corrida é dividida em duas partes e cada uma é identificada por uma marca no chão feita pelo 
atleta; portanto, é individual. A primeira marca é colocada no início e define a corrida inicial, utilizada 
para aceleração em busca da velocidade ideal, que vai até a marca intermediária.
A segunda parte começa na marca intermediária, na qual se inicia a preparação do dardo e do 
corpo para realizar o lançamento. Nessa marca, o arremessador chega com o pé contrário ao braço 
de arremesso, e a ação do corpo para a execução dessa segunda parte é determinada pelo estilo de 
lançamento, que pode ser o finlandês ou o americano (que são os mais utilizados).
No estilo finlandês, são feitas cinco passadas a partir da marca intermediária: as três primeiras são 
para preparar o dardo e o corpo ligeiramente à lateral; as duas últimas, através de um salto rasante 
e rápido, para finalizar estancando ambos os pés no chão, o que transfere toda a velocidade e força 
acumuladas durante a corrida para o braço que encerra o lançamento.
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ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
A)
D)
G)
B
E)
H)
C)
F)
I)
Figura 75 – Passo cruzado e lançamento no estilo finlandês
No estilo americano, são sete passadas na segunda parte da corrida. As três iniciais são usadas para 
preparar o corpo. As quatro finais são realizadas com duas passadas cruzadas: a primeira é rasante, e a 
segunda ocorre no ar, terminando com os dois pés tocando o solo simultaneamente para frear a corrida 
e transferir toda a força acumulada para o dardo a ser lançado.
Posição final
Completado o passo cruzado, acontece um duplo apoio dos pés no chão, com o corpo ligeiramente 
à lateral e o dardo atrás, com a ponta na altura da cabeça e dirigida para frente. A partir dessa posição, 
começa a ação de lançamento.
Lançamento
No momento do duplo apoio, na posição final, a maior parte do peso do corpo está concentrada sobre 
a perna de trás. Assim, a perna direita começa a se estender e o dardo é puxado simultaneamente para 
frente, enquanto o corpo também se volta adiante. Dessa forma, toda a força que estava concentrada 
nos pés é transferida para a perna, o tronco e o braço, e finalmente chega ao dardo, que então é lançado.
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Unidade II
Troca de pés ou reversão
A ação de lançamento, que acontece no fim do corredor, provoca um grande desequilíbrio do corpo à 
frente. Para se recuperar sem cometer uma falta e sair do corredor da maneira exigida pelo regulamento, 
o atleta faz a troca do pé que estava atrás pelo da frente. Isso possibilita a retomada de controle do 
corpo, e assim ele completa sua tentativa.
Figura 76 – No corredor, o fim da corrida preparatória, o lançamento e a troca dos pés ou reversão
Figura 77 – Segunda parte da corrida preparatória com o passo cruzado, posição final, lançamento e troca dos pés
Observando a figura a seguir (e considerando sua respectiva numeração para análise), destacamos:
• primeira parte da corrida até a marca intermediária (1);
• segunda parte da corrida com o passo cruzado (2, 3, 4, 5 e 6);
• posição final (7 e 8);
• lançamento (9 e 10);
• troca dos pés ou reversão (11).
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 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Figura 78 – Sequência completa de lançamento de dardo no estilo finlandês
5.6 Lançamento de martelo
No início dasprovas de lançamento de martelo, não havia um regulamento. Elas eram efetuadas a 
partir do interior de círculos de tamanhos variados, e às vezes nem havia círculo. O martelo também era 
diferente, com o cabo feito de madeira rígida, no qual era fixado o projétil em uma de suas extremidades, 
e só mais tarde ele passou a ter um cabo flexível.
Apenas em 1907, o círculo foi regulamentado (com 2,135 m de diâmetro). Nele os atletas realizavam 
uma ou duas voltas para fazer o lançamento. Mais tarde, em 1920, a técnica evoluiu para três giros e 
assim permanece até hoje.
A técnica de lançamento de martelo é complexa. Segundo Fernandes (2003c), consiste basicamente 
em combinar o ímpeto máximo que se possa dar à cabeça do martelo sem perder seu controle, com o 
máximo movimento ascendente realizado pelas forças do corpo ao terminar as voltas e soltar o martelo.
Para conhecer e entender a técnica, devemos fazer a análise mecânica de lançamento a fim de 
visualizar cada fase que compõe o conjunto de movimentos.
Empunhadura
O martelo deve ser empunhado com muita firmeza em sua alça ou manopla, com as duas mãos 
sobrepostas (a direita sobre a esquerda).
Posição inicial
Para fazer sua tentativa, o atleta entra no círculo de lançamento posicionando‑se junto à borda 
posterior do círculo, com os pés afastados lateralmente e o corpo voltado de costas para a direção de 
lançamento. O peso do corpo deve estar distribuído igualmente sobre os dois pés.
A partir dessa posição, o martelo empunhado corretamente é colocado no chão ao lado direito 
do lançador, com a cabeça dentro ou fora do círculo, para que sejam iniciados os molinetes, que 
consistem em movimentar o martelo fazendo‑o girar em círculos ao redor do corpo e acima da 
cabeça do atleta.
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Unidade II
Deslocamento ou giros
Com a realização dos molinetes, o martelo adquire grande velocidade após dois giros, ou três, para 
iniciantes. Os braços devem se manter estendidos ao máximo. Quando a cabeça do martelo estiver do 
lado direito após o último molinete, começa o primeiro giro de impulsão. O giro tem seu eixo baseado 
no pé esquerdo, que nunca abandona o chão e passa a ser o eixo de todos os giros, iniciando‑se 
o deslocamento.
Durante os três giros feitos em velocidade crescente, o martelo é conservado sempre do lado 
direito do corpo. Para manter‑se equilibrado, o corpo deve estar com seu peso apoiado sobre as pernas 
semiflexionadas, em especial a esquerda.
Posição final
Após o último giro, quando o pé direito chega ao chão, o martelo ainda está atrás alinhado com o 
tronco. Nesse instante, finaliza‑se o deslocamento com os giros, e o corpo está com as costas voltadas 
para a direção de lançamento, com seu peso gravitando sobre as duas pernas ligeiramente flexionadas. 
Então, começa o lançamento propriamente dito.
Lançamento
A partir da posição final, que encerra os giros e o deslocamento, é iniciado o lançamento, que não é 
feito com os braços, e sim através da extensão rápida das pernas, que estavam semiflexionadas. Os pés 
continuam girando para a esquerda por mais 90º. Essa ação, combinada com a extensão de pernas, 
quadris e tronco, traz o martelo, que ainda se mantinha atrasado e no ponto mais baixo de sua trajetória 
circular. Depois, é largado no ar na direção que deve ser lançado. Assim, efetiva‑se o lançamento, e o 
corpo continua girando sobre o pé esquerdo. Para frear esse movimento, o lançador faz uma troca do 
pé esquerdo, que está no chão, substituindo‑o pelo direito, que estava no ar, o que permite a retomada 
do equilíbrio e a finalização de lançamento.
Ação final (troca de pés ou reversão)
Quando o martelo sai das mãos, o corpo segue girando sobre o pé esquerdo devido à grande 
velocidade. Para frear esse movimento, o lançador faz uma troca do pé esquerdo, que está no chão, 
substituindo‑o pelo direito, que estava no ar, e assim ocorre a reversão. Tal ação promove a retomada do 
equilíbrio e a finalização de lançamento.
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A)
D)
G)
J)
B)
E)
H)
K)
C)
F)
I)
L)
Figura 79 – Fases da técnica de lançamento de martelo
 Lembrete
Todas as técnicas analisadas e descritas fazem referência a um 
praticante destro.
5.7 Regras básicas do arremesso e lançamentos
Arremesso de peso
O peso deve ser uma bola de metal maciço com superfície lisa e deve satisfazer às seguintes especificações:
Quadro 8 – Especificações do arremesso de peso
Peso Feminino Masculino menores Masculino juvenil Masculino adulto
Mínimo para ser admitido em competição 
e homologação de recorde 4 kg 5 kg 6 kg 7,260 kg
Diâmetro mínimo 95 mm 100 mm 105 mm 110 mm
Diâmetro máximo 110 mm 120 mm 125 mm 130 mm
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Unidade II
O arremesso deve ser realizado dentro do círculo de 2,135 mm com uma borda superior de 
6 mm de espessura, esta deve ser pintada de branco. Na parte da frente do círculo, deve haver um 
anteparo de madeira pintado de branco, em forma de arco, acompanhando o lado interior do círculo, 
com 1,22 m de comprimento x 10 cm de altura em sua parte interna.
Vejamos outras características a seguir.
• Competição: o peso pode ser arremessado com uma só mão, partindo do ombro e encostado no 
pescoço, abaixo do queixo. Não pode ser arremessado de trás da linha dos ombros, isto é, deve ser 
empurrado diretamente da posição que está colocado para iniciar o arremesso.
• Tentativas: quando participarem mais de oito concorrentes, cada um deles terá direito a três 
tentativas. Classificam‑se os oito atletas com os melhores resultados, e então cada um fará mais 
três arremessos. Nessa fase, se ocorrer empate no oitavo lugar, todos os empatados vão à final. 
Portanto, os finalistas farão seis arremessos no total, valendo o melhor deles como resultado final 
da competição. Se a final for realizada em outro período, esses oito classificados farão diretamente 
seis arremessos para que possam ser definidos os vencedores.
• Tentativas falhas: o arremesso será anulado quando:
— for feito atrás da linha do ombro;
— ao terminar sua tentativa, o atleta sair do círculo sem estar completamente em posição de 
equilíbrio ou não sair pela metade de trás do círculo de arremesso;
— após o arremesso, o peso cair no chão fora das linhas que limitam a área de queda;
— o competidor demorar mais de um minuto para realizar sua tentativa.
• Medição: a medida da distância do arremesso será feita a partir da marca mais próxima deixada 
no chão na queda do peso, até a parte interna do anteparo. Para isso, o ponto zero da trena deverá 
estar na marca da queda e a outra extremidade, no centro do círculo. Após ser arremessado, o peso 
deverá ser trazido de volta e colocado próximo do círculo, e nunca arremessado ou rolado de volta.
Lançamento de disco
Quando fazemos referência às regras básicas, o intuito é destacar apenas o necessário para orientar 
os alunos para que possam participar de uma competição sabendo como devem se portar e o que pode 
ou não ser feito.
O lançamento deve ser realizado de dentro de um círculo de 2,50 m de diâmetro interno, contornado 
por um aro metálico de 5 cm de largura, pintado de branco. O disco é um implemento em forma 
de um círculo, composto de um corpo sólido de madeira ou outro material adequado, sendo envolto 
por um aro de metal com bordas circulares.
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ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Vejamos suas especificações:
Quadro 9 – Especificações do lançamento de disco
Peso Feminino Masculino menores Masculino juvenil Masculino adulto
Mínimo para ser admitido 
em competição 1 kg 1,5 kg 1,75 kg 2 kg
Se houver mais de oito participantes, cada um terá direito a três tentativas. Classificam‑se as oito 
melhores marcas. Esses atletas farão mais três tentativas (seis lançamentos cada), valendo a melhor de 
todas como resultado final. Se a competição for paralisada para ter continuidade em outro período ou 
dia, cada um dos oito finalistas terá direito a seis tentativas. Para iniciar sua tentativa, o competidor 
deverá começar de uma posição estática dentro do círculo. Ele pode tocar a parte

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